Mestrado em Estudos de Linguagens

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Trabalhos

Trabalhos Disponíveis

TRABALHO Ações
O CRUZEIRO DE RAIMUNDO IRINEU SERRA: éthos e enunciação na hínica daimista
Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
Tipo Dissertação
Data 09/12/2016
Área LETRAS
Orientador(es)
  • Geraldo Vicente Martins
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Larissa de Souza Araujo da Luz
    Banca
    • Geraldo Vicente Martins
    • Maria Luceli Faria Batistote
    • Rita de Cassia Aparecida Pacheco Limberti
    • Rosana Cristina Zanelatto Santos
    Resumo
    “MUDANÇA SEMÂNTICA EM PALAVRÕES DA LÍNGUA PORTUGUESA BRASILEIRA? MOVIMENTOS DE UMA TRANSGRESSÃO IMPLÍCITA”
    Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
    Tipo Dissertação
    Data 09/11/2016
    Área LETRAS
    Orientador(es)
    • Raimunda Madalena Araujo Maeda
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Natanael Luiz Zotelli Filho
      Banca
      • Elizabete Aparecida Marques
      • Raimunda Madalena Araujo Maeda
      • Vivian Regina Orsi Galdino de Souza
      Resumo
      O portunhol selvagem de Douglas Diegues: no delírio, a busca pelo sentido
      Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
      Tipo Dissertação
      Data 21/10/2016
      Área LETRAS
      Orientador(es)
      • Rosana Cristina Zanelatto Santos
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Thaís Ferreira Pompêo de Camargo
        Banca
        • Geraldo Vicente Martins
        • Marcos Paulo da Silva
        • Ramiro Giroldo
        • Rosana Cristina Zanelatto Santos
        Resumo Na busca por romper fronteiras entre a poesia, a comunicação e a crítica
        cultural em Mato Grosso do Sul, este trabalho tem como meta (re)construir o
        percurso poético-cultural de Douglas Diegues, por meio da análise de suas
        atuações no jornalismo cultural e literário. Para isso, o trajeto desta
        dissertação se divide em dois momentos: no primeiro, são consideradas
        cinco diferentes publicações produzidas e editadas por ele, entre 1991 e
        2002, quando o poeta empresta sua sensibilidade ao jornalismo cultural,
        trazendo para a discussão assuntos caros à cultura sul-mato-grossense,
        relacionados à memória, à história, à identidade e à literatura. No segundo
        momento, as temáticas abordadas no jornalismo literário se transmutam para
        uma poesia desobediente, que arrasta a tradição para dentro da
        transgressão, com poemas descolonizados, escritos em uma língua apátrida,
        informal e inculta – o portunhol selvagem. Mostramos que ambos – a
        narrativa poética e o jornalismo literário de Diegues – conservam o impulso
        crítico e utópico que caracteriza os campos da comunicação e da cultura,
        assim como o do intelectual na América Latina.
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        Educação e Formação de Professores Indígenas: ainda um discurso catequizador
        Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
        Tipo Dissertação
        Data 20/10/2016
        Área LETRAS
        Orientador(es)
        • Rosana Cristina Zanelatto Santos
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Evanir Gomes dos Santos
          Banca
          • Geraldo Vicente Martins
          • Marilda Moraes Garcia Bruno
          • Ramiro Giroldo
          • Rosana Cristina Zanelatto Santos
          Resumo As etnias indígenas brasileiras que, de acordo com Urquiza (2013), contavam,
          nos anos de 1500, com mais de 5.000.000 de habitantes, hoje representam
          apenas 0,5% da população nacional. Desse percentual, a segunda maior
          concentração se encontra no estado de Mato Grosso do Sul, que abriga oito
          etnias. Com a promulgação da Constituição Federal de 1988 (CF/88),
          oficializaram-se políticas públicas em que se assegura o direito a uma educação
          intercultural. No entanto, apesar do aparato legal, o trato da educação indígena
          apresenta uma dupla face: se, por um lado, a legislação educacional brasileira é
          balizada por discussões voltadas e marcadas por preceitos interculturais, por
          outro, dissemina-se, no tocante a ela, práticas monolíngues, doutrinárias e
          hegemônicas. Esse estado de coisas foi confirmado por esta pesquisa, no
          transcurso da análise do prefácio e das atividades didáticas contidas em material
          oriundo de curso de formação de professores indígenas, o que este estudo se
          dedicou em investigar os traços e os elementos de sentido que nortearam esta
          prática pedagógica proposta e, identificar as possíveis (des) construções
          identitárias promovidas nessa ação, sob a (co)ordenação de fatores culturais,
          linguísticos e religiosos dominantes no (re)conhecimento do outro. Tem-se,
          nesse corpus, a um só tempo, a convivência entre o colonialismo curso de
          magistério e a realidade de uma doutrinação espiritual/religiosa. Essa notação foi
          possível graças à análise feita sob uma visada semiótica, alicerçada sobretudo
          nos estudos de Barros (2001 e 2005), com apoio em estudos retóricos,
          antropológicos e de educação, entre eles, os de Aristóteles, Benites (2009), Boas
          (2005), Geertz (2008), Urquiza (2013) e Troquez (2013).
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          AS RELAÇÕES DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA SURDOS: DISCURSOS E IDENTIDADES
          Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
          Tipo Dissertação
          Data 08/09/2016
          Área LETRAS
          Orientador(es)
          • Vania Maria Lescano Guerra
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Ayla Lizandra Campos de Vasconcellos
            Banca
            • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
            • Nara Hiroko Takaki
            • Ruberval Franco Maciel
            • Vania Maria Lescano Guerra
            Resumo
            A configuração patêmica do ciúme em Dom Casmurro, de Machado de Assis, e Otelo, de William Shakespeare
            Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
            Tipo Dissertação
            Data 30/08/2016
            Área LETRAS
            Orientador(es)
            • Geraldo Vicente Martins
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Silvana Regina Martins Brixner
              Banca
              • Angela Maria Guida
              • Geraldo Vicente Martins
              • Leoné Astride Barzotto
              • Maria Luceli Faria Batistote
              Resumo
              A configuração da mulher em Dom Casmurro, de Machado de Assis, e A audácia dessa mulher, de Ana Maria Machado
              Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
              Tipo Dissertação
              Data 23/08/2016
              Área LETRAS
              Orientador(es)
              • Jose Alonso Torres Freire
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Elenir Vilharva de Lima
                Banca
                • Jose Alonso Torres Freire
                • Ramiro Giroldo
                • Susylene Dias de Araujo
                • Wagner Corsino Enedino
                Resumo Esta dissertação objetiva investigar como se constroem as personagens femininas em dois romances, Dom Casmurro, de 1899, de Machado de Assis, e A audácia dessa mulher (1999), de Ana Maria Machado, especialmente Capitu, personagem da primeira obra que é retomada na seguinte. Considerando que a obra de Ana Maria Machado estabelece diálogos explícitos com a obra de Machado de Assis, os temas do amor e do ciúme são recorrentes ao longo das duas narrativas, além da presença marcante da mulher, seja por sua submissão ou não aos costumes de sua época, seja pela busca do seu lugar na sociedade, o que é fundamental para a análise dos romances escolhidos para este estudo. As personagens citadas fazem referências a construções sociais e nos interessam pela forma como foram configuradas por seus respectivos autores. Selecionamos esses romances dentre as extensas produções de Machado de Assis e de Ana Maria Machado pela ligação estabelecida por esta última autora com uma história clássica da Literatura Brasileira, o que nos possibilita investigar a forma como a figura feminina é colocada nos romances, publicados com intervalo de cem anos. Com base nas análises, podemos afirmar que a transformação pela qual a figura feminina passou ao longo do século fica evidente entre os dois romances, pois em A audácia dessa mulher há a retomada da personagem de Machado, porém essa nova Capitu aparece como uma mulher ousada, capaz de narrar sua própria história na obra da autora contemporânea. Para a realização da pesquisa, em um primeiro momento, o foco está voltado para questões teóricas que são a base das análises, tais como conceitos de literatura comparada, representação e aspectos da literatura contemporânea, sem esquecermos a metaficção e a intertextualidade. No segundo capitulo, a discussão focaliza o contexto histórico da mulher do século XIX, Machado de Assis e a configuração de Capitu e, por fim, no terceiro capítulo, as discussões focalizam Ana Maria Machado e suas personagens Bia e Capitu. Como aporte teórico, para realização da pesquisa, contamos com Aristóteles, René Wellek, Antonio Candido, Leyla Perrone-Moisés, Karl Erik Schollhammer, Antoine Compagnon, Giorgio Agamben, Lipovetsky e Quintaneiro, entre outros autores. Dessa forma, buscamos realizar um estudo comparativo entre os dois romances, recorrendo aos teóricos para corroborar ou refutar elementos levantados nas narrativas selecionadas.
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                O tempo como questão poética: diálogos
                Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                Tipo Dissertação
                Data 22/08/2016
                Área LETRAS
                Orientador(es)
                • Angela Maria Guida
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Fernanda Vilas Boas Ferrari
                  Banca
                  • Angela Maria Guida
                  • Geraldo Vicente Martins
                  • José Antonio De Souza
                  • Marcia Gomes Marques
                  Resumo Nesta pesquisa se propôs discutir noções do tempo, a partir do diálogo com textos de Martin Heidegger e de Paul Ricoeur. Do filósofo alemão, buscou-se dialogar com a obra Ser e tempo e, do filósofo francês, com a obra Tempo e narrativa. No que diz respeito à literatura, o diálogo com a temática do tempo aconteceu, de maneira mais efetiva, com romances da escritora Clarice Lispector. Neste diálogo, ainda se ampliou a possibilidade de discutir o tema do tempo no filme Time: o amor contra a passagem do tempo, do cineasta sul-coreano Kim Ki-Duk, e na tela Visita al pasado, da artista plástica espanhola Remédios Varo. A hipótese de trabalho privilegiada nesta pesquisa se ancorou na noção de tempo poético, isto é, na noção de um tempo que vai além da simples cronologia ou do tempo vulgar, discutido por Martin Heidegger. Nessa perspectiva, buscou-se pensar uma temporalidade ontológica, ou seja, o tempo do ser que, muitas vezes, caminha em um ritmo diferente do tempo cronológico, como se buscou demonstrar, sobretudo, a partir das reflexões de Martin Heidegger. A questão do tempo construído na narrativa ou o “terceiro tempo”, conceito desenvolvido pelo filósofo Paul Ricoeur, teve relevância nesta pesquisa a partir, em especial, do diálogo com as narrativas de Clarice Lispector, com a narrativa fílmica de Kim Ki-Duk e com a narrativa pictórica de Remédios Varo. Assim, refletimos acerca do tempo não somente por meio do texto literário, mas perpassamos outras produções artísticas, por isso, além de Clarice Lispector, propusemos diálogos com outras manifestações de arte, como a pintura de Remédios Varo e o filme de Kim Ki-Duk. Nesta pesquisa, ainda se colocou como ponto de tensão e/ou questionamento a clássica divisão do tempo em passado, presente e futuro, bem como a relação entre tempo e morte.
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                  Outridades animais: algumas considerações literário-filosóficas
                  Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                  Tipo Dissertação
                  Data 19/08/2016
                  Área LETRAS
                  Orientador(es)
                  • Angela Maria Guida
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Camila de Freitas Vieira
                    Banca
                    • Angela Maria Guida
                    • Daniel Abrão
                    • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                    • Marcia Gomes Marques
                    Resumo Esta pesquisa apresenta como objetivo estabelecer uma reflexão sobre a alteridade
                    animal, a partir de uma proposta de estudo intitulada Estudos Animais. A hipótese a
                    ser defendida tem por base estudos de filósofos e etólogos, entre eles Jacques
                    Derrida e Dominique Lestel, que acreditam que o animal, na maioria das vezes, é
                    representado de forma precária, em uma leitura na qual ainda se privilegia uma
                    visada antropocêntrica, na qual o homem é a medida de todas as coisas. Após
                    demonstrar a pertinência das reflexões de pesquisadores que veem o animal como
                    um ser outro, como aquele que ainda se encontra na condição de subjugado frente
                    aos domínios do homem, se estabelecerá um diálogo com textos de Clarice
                    Lispector e Guimarães Rosa, com a intenção de corroborar que, nos escritos dos
                    referidos autores, a representação negativa do animal não acontece ou, se
                    acontece, isso se dá em menor escala quando comparada a outras produções
                    literárias. Nesta pesquisa, também se discutirá qual o impacto dos zoológicos e
                    aquários na vida e no bem-estar animal, bem como a relevância de se abrir espaço
                    na academia para se repensar a relação do homem com o animal, ou como diria
                    Jacques Derrida, com o seu outro absoluto, com o seu outro radical.
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                    “O EFEITO DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NAS TRADUÇÕES PARA LÍNGUAS INDÍGENAS: ACESSIBILIDADE, IDEOLOGIA E PODER”
                    Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                    Tipo Dissertação
                    Data 10/08/2016
                    Área LETRAS
                    Orientador(es)
                    • Rosangela Villa da Silva
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Maria Teresa de Mendonça Casadei
                      Banca
                      • Elizabete Aparecida Marques
                      • Elza Sabino Da Silva Bueno
                      • Geraldo Vicente Martins
                      • Rosangela Villa da Silva
                      Resumo
                      ESCULTURA DIGITAL: sob o signo do dinamismo plástico na obra de Peter Jansen
                      Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                      Tipo Dissertação
                      Data 05/08/2016
                      Área LETRAS
                      Orientador(es)
                      • Eluiza Bortolotto Ghizzi
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Eliana Regina Gonçalves de Almeida
                        Banca
                        • Eluiza Bortolotto Ghizzi
                        • Geraldo Vicente Martins
                        • Maria Adelia Menegazzo
                        • Sérgio de Moraes Bonilha Filho
                        Resumo A expressão Escultura Digital refere-se, neste texto, a uma modalidade da linguagem escultórica, utilizada para designar imagens artísticas com efeito tridimensional, geradas com o auxílio de tecnologias digitais de informação e comunicação e, também, objetos artísticos tridimensionais, cuja materialidade é gerada por meio de impressão digital (processo aditivo) ou por meio de entalhe controlado digitalmente (processo subtrativo). As obras dialogam tanto com o campo da ciência contemporânea, quanto com produções oriundas da História da Arte. Este trabalho investiga esse modo de produção da escultura e seleciona para uma análise semiótica obras do escultor Peter Jansen (1956 - 2011) que explicitamente tomam como referência outras obras de arte, do movimento Futurista, ao mesmo tempo em que exploram as possibilidades criativas oferecidas pela mediação digital. Essas são investigadas com o objetivo de compreender como colocam em diálogo suas referências na arte e a mediação da arte pelas tecnologias digitais. A pesquisa toma como base teórica e histórica a noção de escultura como linguagem em transformação, o que é constatado por Rosalind Krauss na noção de escultura como campo ampliado, a relação do movimento futurista com o dinamismo plástico e a mediação da arte pelas tecnologias digitais de informação e comunicação. A relação entre esse referencial e as obras analisadas é feita, ainda, tendo como base formal conceitos da semiótica geral de Charles S. Peirce (1839-1914). Como síntese deste estudo, apontamos o dinamismo plástico como um signo que se manifesta na história da escultura, especialmente desde a importância atribuída a ele pelo Futurismo, e é interpretado e explorado pelas obras de Peter Jansen, em uma relação explícita tanto com a história quanto com os meios da arte hoje.
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                        AMAVIOS, AMÂNCIAS E AMAVISSES: exercícios de crítica biográfica fronteiriça sobre Hilda Hilst
                        Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                        Tipo Dissertação
                        Data 05/08/2016
                        Área LETRAS
                        Orientador(es)
                        • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Eduavison Pacheco Cardoso
                          Banca
                          • Angela Maria Guida
                          • Damaris Pereira Santana Lima
                          • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                          • Volmir Cardoso Pereira
                          Resumo Minha pesquisa visa investigar a relação entre bios (vida), trabalho intelectual e artístico, e lócus da escritora Hilda Hilst. Tal perspectiva também contemplará a minha participação efetiva dentro de meu discurso, ao levar em consideração as três instâncias já citadas, uma vez que pretendo descolonizar a crítica feita sobre Hilda. Para tanto, o recorte da pesquisa trata-se do trabalho literário de Hilda Hilst, iniciado em 1930, com o livro de poesia Presságio, passando pela dramaturgia principiada com A possessa (1967), seguindo com a prosa iniciada com Fluxo-floema (1970) e pelas crônicas compiladas em Cascos e carícias (1998) até o livro que reúne entrevistas que a autora concedeu, Fico besta quando me entendem (2013). Além disso, investigarei Hilda como uma artista diversa, perscrutando suas produções plásticas. Junto a esses textos, evidenciarei as experiências e sensibilidades da autora que extrapolam o que é da ordem textual, ao me deter em seu bios, isto é, em suas vivências, sempre as atravessando com as minhas experiências fronteiriças. Como aporte epistemológico da pesquisa, optarei pelo que nomeio de crítica biográfica fronteiriça, isto é, uma crítica cuja natureza é compósita, por englobar diferentes áreas do conhecimento, e descolonial, por levar em consideração os loci de enunciação e as sensibilidades biolocais de crítico biográfico (eu) e de biografada (Hilda). As políticas da crítica biográfica fronteiriça serão exploradas no primeiro capítulo da dissertação, intitulado “AMAVIOS: EXERCÍCIOS DE CRÍTICA BIOGRÁFICA FRONTEIRIÇA SOBRE HILDA HILST”, e que embasará, epistemologicamente, os demais capítulos. Já o segundo capítulo, “AMÂNCIAS: DA MORTE PARA ALÉM DA MORTE – odes de sobrevida”, terá como argumento o des-arquivamento que farei, enquanto crítico biográfico arconte da produção intelectual de Hilda. Por fim, “AMAVISSES: CANTARES AESTÉSICOS”, terceiro capítulo, será um desdobramento do segundo capítulo da dissertação e estudará a produção imagética de Hilda e em torno dela, como as ilustrações que outros artistas fizeram de seus livros ou seus próprios desenhos e grafismos, além de suas fotos para complementar o que é da ordem do biográfico. Os teóricos que fundamentarão essas proposições são: Walter Mignolo, Eneida Maria de Souza, Edgar Cézar Nolasco, Jacques Derrida, Denilson Lopes, Francisco Ortega etc., além do periódico CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS.
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                          CICATRIZ COLONIAL NIILISTA: uma reflexão sobre "o mais sinistro de todos os hóspedes"
                          Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                          Tipo Dissertação
                          Data 04/08/2016
                          Área LETRAS
                          Orientador(es)
                          • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Alex da Silva Domingos
                            Banca
                            • Damaris Pereira Santana Lima
                            • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                            • Vania Maria Lescano Guerra
                            Resumo Minha discussão aqui proposta visa refletir de que modo o niilismo que foi posto sobre a análise na Europa se relaciona com o niilismo particular que está hospedado aqui no Brasil. Niilismo é um dos conceitos fundamentais para que possamos compreender o pensamento filosófico dos últimos dois séculos, visto que no período considerado moderno a metafísica e os valores tradicionais depreciaram-se, por isso o conceito necessita ser (des)arquivado. Etimologicamente o termo niilismo deriva do latim (nihil) que significa (nada), revelando o primeiro sentido do conceito, que remete a um pensamento fascinado e obcecado pelo nada. Nas palavras de Nietzsche ―o mais sinistro de todos os hóspedes” é um fenômeno complexo e multifacetado, ao mesmo tempo, causa e patologia. Porém, este conceito se cristalizou ao longo do tempo, fazendo com que a América do Sul, mais especificamente o Brasil, se limitasse a repetir o conceito de niilismo vindo da Europa, expondo-o como se fosse algo universal e, sobretudo, não levando em conta a particularidade de cada povo. Nietzsche percebia o niilismo como um fenômeno particular e não universal, visto que o pensador escreveu amplamente sobre o niilismo europeu, ou seja o niilismo situado em um lugar específico, indo ao encontro com o que escreve o pensador argentino Walter Mignolo, quando faz compreender que o lócus influencia diretamente sobre a criação dos conceitos. Para cumprir aquilo que foi elencado, organizo minha dissertação em três capítulos: o primeiro é denominado de ―O NIILISMO EM QUESTÃO‖, onde busco fornecer um panorama histórico sobre o conceito de niilismo, assim elenco alguns pensadores que iniciaram a reflexão em que o nada surge como problema fundamental, o segundo, ―O SER EM QUESTÃO‖, fundamentado pela crítica biográfica pós-colonial, esboço a minha aproximação primeira com o conceito de niilismo e a relação dele com o meu (Bios); neste capítulo opto pela opção descolonial (MIGNOLO) que dará suporte para a epistemologia fronteiriça. A grande discussão trazida no segundo capítulo é a problemática que fornece o nome para o título, que tem por objetivo sublinhar a negação como causa do niilismo latino. No terceiro e último capítulo se chama ―DO NIILISMO EUROPEU AO NADA LATINO: TRANSCULTURAÇÃO DO CONCEITO DE NIILISMO‖, O niilismo que era irredutivelmente a desvalorização dos valores absolutos, ou seja, (a morte de Deus) apontada por Nietzsche, dará lugar à desvalorização dos valores hegemônicos, ocorrendo assim a transculturação do conceito de niilismo europeu para o niilismo latino.
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                            MITOS E CORES NA FRONTEIRA-SUL: desarquivando memórias indígenas silenciadas pela colonialidade
                            Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                            Tipo Dissertação
                            Data 04/08/2016
                            Área LETRAS
                            Orientador(es)
                            • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Daniela Correa Nachif
                              Banca
                              • Damaris Pereira Santana Lima
                              • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                              • Marcos Antonio Bessa-Oliveira
                              • Vania Maria Lescano Guerra
                              Resumo Esta pesquisa visa, por meio de uma opção descolonial (MIGNOLO, 2008), contar as histórias locais da fronteira sul, desobedecendo a epistemologia hegemônica imposta pelo moderno projeto colonial, que desloca a narrativa do Primeiro para o Terceiro Mundo (MIGNOLO; 2003). Assentada nos postulados da crítica biográfica (SOUZA, 2002) pós-colonial (NOLASCO, 2013) faço uma leitura outra das telas da fase “Mitos e cores” do pintor e escultor ameríndio Ilton Silva, produzida na década de 1970. Uma prática descolonial vista como uma desobediência epistêmica que emerge da exterioridade do sistema colonial moderno. Baseada na epistemologia fronteiriça e no momento político, estabeleço uma relação entre a produção artística do sujeito indígena, considerado subalterno, e a teorização bárbara (MIGNOLO, 2003) a partir dos conceitos de lócus e de bios. A pesquisa está dividida em três capítulos: MITOS E CORES DA FRONTEIRA-SUL; DESARQUIVANDO MEMÓRIAS E MITOS, NARRANDO AS CORES DA FRONTEIRA; ARTE SUBALTERNA E POLÍTICA FRONTEIRIÇA.
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                              ENTRE ENEIDAS E CAMILAS: afinidades e construções lócusbiocríticas
                              Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                              Tipo Dissertação
                              Data 03/08/2016
                              Área LETRAS
                              Orientador(es)
                              • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Camila Torres
                                Banca
                                • Angela Maria Guida
                                • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                • Marcos Antônio Bessa-Oliveira
                                • Vania Maria Lescano Guerra
                                Resumo Esta dissertação tem como objetivo realizar uma biografia crítica de parte da vida da intelectual mineira Eneida Maria de Souza. A vida tem sido objeto de estudos de muitos pesquisadores e escrever uma biografia não é um trabalho inédito. No entanto, ao me propor realizar uma biografia crítica, não viso meramente reproduzir a vida da autora, ao falar de Eneida acabo por falar de mim. Desta forma, o trabalho se encontra estruturado em três capítulos. O primeiro intitula-se “ENEIDA MARIA DE SOUZA: para um debate lócusbiocrítico” em que traço o caminho epistemológico que norteará a dissertação; O segundo chama-se “DOS (MEUS) PLURIARQUIVOS: a memória fronteiriça em Eneida Maria de Souza”, no qual abro o arquivo da intelectual revirando meus documentos e os dela; já o terceiro, “O FASCÍNIO PELO EXERCÍCIO DA CRÍTICA”, nele esboço o caminho percorrido por Eneida na academia, enquanto crítica. Dessa forma, nesta dissertação, trago vida/obra da autora no mesmo plano. Para isso, busco articular meu lugar de enunciação como referente para erigir o meu pensamento, ao qual chamo descolonial. Ou seja, ao considerar tal premissa, considero que a fronteira em que estou radicada, além de ser o meu lugar, também é a única condição para que eu possa falar sobre a autora. Além dos estudos fronteiriços, a perspectiva da crítica biográfica é uma constante nesta dissertação, posto que a mesma me abre portas para que eu pense fora do âmbito exclusivo da Literatura. Outros conceitos como o de arquivo e amizade também se configuram importantes, aqui, pois me ajudam a pensar melhor a relação de Eneida com o outro e de Eneida comigo. Desta forma, ao longo da escrita de toda a dissertação tomo como aporte teórico os postulados de Walter Mignolo; Jacques Derrida; Francisco Ortega, Edgar Cézar Nolasco e a própria Eneida Maria de Souza.
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                                CLARICE/FERNANDO/FRANCINE: amizades de entrevidas críticas
                                Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                Tipo Dissertação
                                Data 03/08/2016
                                Área LETRAS
                                Orientador(es)
                                • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Francine Carla de Salles Cunha Rojas
                                  Banca
                                  • Angela Maria Guida
                                  • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                  • Marcos Antonio Bessa Oliveira
                                  Resumo Minha pesquisa tem como propósito investigar a relação de amizade dos escritores Fernando Sabino e Clarice Lispector, não a partir do que se entende amplamente sobre a amizade, mas a partir de uma dada concepção que compreende as diferenças, bem como a participação da pesquisadora-arconte, que acontece por meio da transferência. Para tanto, o recorte da pesquisa reside no período em que trocaram cartas, 1946 até 1969, o que, por sua vez, não me impede de recorrer, a medida do necessário, a outras produções de Sabino e Lispector. A amizade dos escritores se iniciou de forma bastante peculiar, pois Clarice enviou, por sugestão, talvez de Lúcio Cardoso, um exemplar com dedicatória de seu primeiro livro Perto do coração selvagem (1943) para Fernando Sabino. O gesto de Clarice deu início a relação de amizade que se estendeu até a morte da escritora em 1977. A amizade, como parte do bios dos amigos, influencia os escritores e suas respectivas produções, posto que Fernando e Clarice, respectivamente, submetiam seus escritos as avaliações do amigo. Nesse sentido é que procuro desvincular a amizade de sua concepção fraternal, e relacioná-la com outras noções que me auxiliarão a compreender a relevância da amizade na vida / obra dos escritores, são algumas delas: a alteridade, como forma de lidar com as diferenças que o amigo apresenta, a amizade para além do princípio da morte, posto que compreendo que a amizade não cessa quando um dos amigos morre e a dedicatória, como gesto realizado pelo amigo a fim de homenagear o outro. Embasa minha explanação a crítica biográfica pós-ocidental atrelada a discussão em torno do arquivo, visto que consideram o bios do sujeito que tece o discurso crítico e, por extensão, o lócus em que o crítico se encontra, a bibliografia básica que fornece o pressuposto teórico diz respeito aos livros Crítica Cult (2007) e Janelas indiscretas (2011), ambos de Eneida Maria de Souza, Histórias locais / projetos globais de Walter Mignolo e Políticas da amizade (2003) de Jacques Derrida. A fim de cumprir com os objetivos elencados organizo minha dissertação em três conjuntos de cartas, o primeiro abrange o período de dezembro de 2014 a outubro de 2015 e é denominado “A EMERGÊNCIA DO EXERCICIO CRÍTICO-BIOGRÁFICO PÓS-OCIDENTAL: a partir da amizade, dedicatória e herança de Fernando Sabino e Clarice Lispector”, o segundo conjunto abarca os meses de março a outubro de 2015 e é intitulado “(DES)ARQUIVANDO CARTAS PERTO DO CORAÇÃO”, por fim, o último grupo é composto de cartas escritas no período de janeiro a julho de 2016 denominado “A ULTIMA DESPEDIDA?: gestos (in)finitos”.
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                                  Sexting: do privado ao público
                                  Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 02/08/2016
                                  Área LETRAS
                                  Orientador(es)
                                  • Nara Hiroko Takaki
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Suzana de Souza Klas Guerra
                                    Banca
                                    • Dánie Marcelo de Jesus
                                    • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                    • Nara Hiroko Takaki
                                    Resumo Este trabalho pretendeu problematizar o uso das novas tecnologias digitais, tomadas
                                    como práticas discursivas entre sujeitos, especialmente no que tange ao Sexting,
                                    que consiste no envio de mensagens (texto ou imagem) com conteúdo sexual. Por
                                    se dar em um ambiente virtual e se tratar de uma temática nova, essa prática
                                    constitui importante fonte de pesquisa no tocante ao estudo das relações sociais. A
                                    partir da análise de um vídeo disponível na internet, deixado pela adolescente
                                    canadense Amanda Todd, procurei demonstrar que o uso das novas tecnologias
                                    surge como prática facilitadora da exposição do sujeito, que vem encurtar as
                                    fronteiras entre os espaços público e privado, perpassando as questões culturais e
                                    de sexualidade, bem como os efeitos desse uso que, muitas vezes, acarretam
                                    graves consequências. Para isso, contei com as teorias de Linguística Aplicada, a
                                    partir de Menezes de Souza (2011), sob a ótica do Letramento Crítico, os
                                    referenciais teóricos de Hall (2011) no que se referem às identidades e sua
                                    mobilidade, bem como as teorias sobre os letramentos digitais (TAKAKI, 2014).
                                    Pautei-me ainda nas contribuições de teóricos da perspectiva discursiva, recorrendo
                                    ao suporte metodológico nos estudos de Foucault (2014), no que concerne à
                                    problematização das regras, dos contextos nos quais os discursos são produzidos e
                                    interpretados. Recorri a Sibilia (2008) e Costa (2000) para tratar das questões
                                    pertinentes ao momento de exposição pelo qual passa a sociedade atual. Pautada
                                    em Mignolo (2003/2008) optei por desconstruir alguns conceitos para reinterpretálos.
                                    Na esteira de Derrida (2001) iniciei a busca pela compreensão do vídeo deixado
                                    por Amanda. Busquei problematizar os discursos cristalizados, ditos como normais e
                                    normalizadores, também presentes no discurso virtual. Almejei um encontro de
                                    diferenças de atitudes, posicionamentos e autoria nas escolhas, tendo em vista que
                                    as interpretações de sentidos são reconstruídas pelo trabalho performativo e
                                    localizado (TAKAKI, 2012, 2013), constituindo-se num processo historicizado.
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                                    LETRAMENTOS CRÍTICOS: INTERAÇÕES, SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM E FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES
                                    Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 07/07/2016
                                    Área LÍNGUA PORTUGUESA
                                    Orientador(es)
                                    • Nara Hiroko Takaki
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Jany Baena Fernandez
                                      Banca
                                      • Clarissa Menezes Jordão
                                      • Elizabete Aparecida Marques
                                      • Lynn Mario Trindade Menezes de Souza
                                      • Nara Hiroko Takaki
                                      Resumo Esta pesquisa trata das interações sociais realizadas nos espaços virtuais em que predominam
                                      os gêneros emergentes mais interativos, como fóruns e bate-papos. Tem como objetivo
                                      compreender a construção de sentido dos professores de diferentes disciplinas, em relação aos
                                      conteúdos discutidos (concepção de letramentos, Web 2.0, mediação pedagógica, produção
                                      multimodal etc.), no processo de formação continuada que envolve as postagens dos fóruns,
                                      as produções multimodais e as situações de agências, realizadas no do Ambiente Virtual de
                                      Aprendizagem. As análises voltam-se para processos interativos e práticas discursivas dos
                                      professores que atuam na Rede Municipal de Ensino de Campo Grande, MS. Do ponto de
                                      vista metodológico, priorizam-se aspectos qualitativos e etnográficos, com descrições e
                                      explicações. Ressalta-se sua importância para a formação continuada em que haja construção
                                      de saberes no processo de ensino e aprendizagem com foco no discurso educacional na prática
                                      pedagógica. O embasamento teórico está alicerçado, principalmente na abordagem
                                      etnográfica e qualitativa de pesquisa, (André, 1983; Bogdan Biklen, 1994; Geertz, 1989 e
                                      Wielewicki, 2001); questões de linguagem (Bakhtin, 2006; 2011); complexidade e
                                      transdisciplinaridade (Morin, 2003; 2007); desconstrução e reconstrução de sentidos para a
                                      transformação da prática docente, (Derrida, 2001); histórias locais (Mignolo, 2003);
                                      multiletramentos (Rojo, 2012; 2013); novos letramentos e letramentos críticos, (Monte Mór,
                                      2007-2014); questões de ética na pesquisa de letramentos e os letramentos, (Takaki, 2012;
                                      2014); redefinição de letramento crítico, cultura e letramentos, (Menezes de Souza, 2007;
                                      2011); formação, prática de professores e agência, (Jordão, 2010; 2011; 2013);
                                      multimodalidade, (Kress, 2001); questões de imagem, mídia e ubiquidade, (Santaella, 2003;
                                      2014); situações de agências, na perspectiva cultural e rizomática, (Bhabha, 1998) e (Deleuze,
                                      Guattari, 1995). Há necessidade de trabalhar os letramentos nas formações para compreensão
                                      do contexto social e ampliação do discurso em sala de aula, proporcionando uma dilatação na
                                      forma de ensinar e mais oportunidades de aprendizagem por parte dos alunos.
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                                      Uma vida em segredo: A trajetória de (Bi) ela em suas construções literária e cinematográfica
                                      Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 01/04/2016
                                      Área LETRAS
                                      Orientador(es)
                                      • Marcia Gomes Marques
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Fernanda de Souza Rodrigues
                                        Banca
                                        • Geraldo Vicente Martins
                                        • Marcia Gomes Marques
                                        • Marcos Paulo da Silva
                                        • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                                        Resumo Este trabalho apresenta um estudo de caso sobre a adaptação cinematográfica da obra do escritor
                                        mineiro Autran Dourado, Uma vida em segredo (1964), realizada por Suzana Amaral em 2001,
                                        tendo como objetivo geral analisar como a obra fonte é traduzida, indicando quais os elementos
                                        foram utilizados para a adequação da obra literária para se obter a adaptação cinematográfica.
                                        Para esse fim, realiza-se inicialmente um estudo sobre a construção da personagem tanto na
                                        literatura como no cinema, utilizando teóricos como Renata Pallotini, Beth Brait, Antonio
                                        Candido, Anatol Rosenfeld e Paulo Emílio Sales Gomes; apresentando, ainda, traços da vida e
                                        obra de Autran Dourado e Suzana Amaral, introduzindo, de forma sucinta, a personagem Biela, a
                                        literária e a cinematográfica, foco de nossa análise. Feito isso, parte-se para as principais teorias
                                        no tocante a adaptação, intertextualidade e intermidialidade, observando como, de modo geral, as
                                        obras podem se relacionar entre si, sob o olhar teórico de Linda Hutcheon, Julie Sanders, Haroldo
                                        de Campos, entre outros. Por fim, é realizada, no último capítulo, a análise da personagem Biela
                                        na literatura e logo em seguida como ela foi transposta para as telas do cinema, não só a
                                        personagem protagonista, mas, também, os aspectos principais da obra, levando em consideração
                                        como a cineasta lida com algumas especificidades da literatura, como por exemplo, a focalização
                                        interna das personagens. Nessa direção, lançando um olhar atento sobre as obras, observa-se que
                                        a trajetória de Biela é fundamentada na transição da roça para a cidade, acontecimento que
                                        desencadeará todos os outros que a nós são apresentados em Uma vida em segredo: a não
                                        adequação de Biela aos moldes citadinos, a lembrança da mãe e de seu universo uterino, as crises
                                        entre a Biela que é e a que querem que ela seja, o apego aos seres, a vida de Biela exposta, ora
                                        pela sua própria mente, através da utilização da técnica de fluxo de consciência, ora pelas
                                        sugestões do narrador, ora pela opinião dos outros personagens, levando em consideração o
                                        trabalho do narrador de esconder a vida de Biela, fazendo dela realmente uma vida em segredo.
                                        Todas essas questões foram trabalhadas de diferentes formas pelos dois sistemas sígnicos aqui
                                        analisados: o literário e o cinematográfico, de acordo com as especificidades e os recursos
                                        disponíveis a cada um deles, levando em consideração, também, a intencionalidade e o projeto
                                        estético de Dourado e de Amaral
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                                        Atitude Linguística, Variação e Ensino da Língua Portuguesa na Educação Básica de Dourados
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                                        Tipo Dissertação
                                        Data 30/03/2016
                                        Área LETRAS
                                        Orientador(es)
                                        • Rosangela Villa da Silva
                                        Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                          • Monique de Paula Maidana
                                          Banca
                                          • Auri Claudionei Matos Frubel
                                          • Elizabete Aparecida Marques
                                          • Elza Sabino Da Silva Bueno
                                          • Rosangela Villa da Silva
                                          Resumo Não há dúvidas de que a linguagem e a sociedade estão ligadas entre si, e é do âmbito da
                                          Sociolinguística a descrição da linguagem em seu contexto social. Dessa forma, as variações
                                          linguísticas existentes em uma língua são justificadas por fatores internos e externos à língua.
                                          A influência nas variações existentes na Língua Portuguesa advém de fatores inerentes ao
                                          próprio indivíduo, que são etnia e gêneros, e os fatores sociais como escolarização, classe
                                          econômica, faixa etária, localização dialetal dos falantes e profissão que exerce. No entanto,
                                          pode-se afirmar que a variação na fala não é inconsequente e arbitrária, mas, pelo contrário,
                                          há um uso sistemático e regular da variação possível de ser comprovada, conforme Labov
                                          (2008) e Taralo (2007). Por isso, é errôneo afirmar que há uma variedade mais “bonita” e
                                          mais “correta” do que as demais. A norma padrão, que é a variedade mais prestigiada da
                                          Língua Portuguesa, é um construto histórico e social, constituída de forma artificial desde a
                                          sua origem pelo fato de ter a literatura portuguesa como parâmetro. Posto isto, este trabalho
                                          objetiva desmistificar algumas afirmações equivocadas que são repetidas há muitos anos pela
                                          sociedade a respeito da natureza da Língua Portuguesa, como “a Língua Portuguesa é muito
                                          difícil”, “o brasileiro não sabe Português”, entre outros. Para tanto, foi necessário rever
                                          conceitos de língua, norma, heterogeneidade linguística, variação e mudança, para, em
                                          seguida, refletir sobre as críticas feitas em torno da polêmica gerada em 2011 a respeito do
                                          capítulo “Escrever é diferente de falar” do livro didático Por uma vida melhor. Em um
                                          segundo momento, realizou-se análise de questionários respondidos por professoras da
                                          educação básica de ensino da cidade de Dourados/MS, com o objetivo de investigar qual a
                                          opinião dessas docentes em relação à variação linguística da Língua Portuguesa. Apurou-se
                                          qual a importância da norma padrão da Língua Portuguesa para essas profissionais e, por fim,
                                          foi possível conhecer o posicionamento delas a respeito de alguns mitos propagados no ensino
                                          da Língua Portuguesa, como: “Brasileiro não sabe português” e “Português é muito difícil”. A
                                          partir das respostas das professoras, concluiu-se que a formação em
                                          Linguística/Sociolinguística contribuiu para a constituição de um professor de Língua
                                          Portuguesa mais consciente da riqueza da variação linguística existente em nosso idioma. No
                                          entanto, algumas docentes, mesmo com essa formação, apresentam um comportamento
                                          preconceituoso em relação à variação linguística de sua língua. E a professora com formação
                                          apenas em linguística, que não teve aulas de sociolinguística na faculdade, é categórica em
                                          dizer que a variação da norma padrão é erro.
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