Mestrado em Estudos de Linguagens

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Trabalhos

Trabalhos Disponíveis

TRABALHO Ações
“Vocabulário do corpo humano nas regiões Norte e Sul do Brasil: perspectivas semântica e geossociolinguística”
Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
Tipo Dissertação
Data 23/01/2017
Área LETRAS
Orientador(es)
  • Aparecida Negri Isquerdo
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Juliany Fraide Nunes
    Banca
    • Aparecida Negri Isquerdo
    • Carla Regina de Souza Figueiredo
    • Cleonice Candida Gomes Leite
    • Elizabete Aparecida Marques
    Resumo Os estudos dialetais registram a língua em um espaço geográfico e fornecem dados linguísticos que evidenciam o reflexo de condicionantes históricos no uso da língua. Dentre esses dados, situa-se o léxico, acervo vocabular que os indivíduos utilizam para se comunicar. Segundo Biderman (2001), é o nível menos linguístico da língua, uma vez que é o que mais recebe influências extralinguísticas. Nessa perspectiva, o léxico de uma língua é uma rica fonte para estudo da cultura, da identidade e da tradição de uma comunidade de falantes. Esta Dissertação teve como objetivo mais amplo o estudo do léxico, a partir da área semântica do corpo humano, com dados geolinguísticos do Banco de Dados do Projeto ALiB – Atlas Linguístico do Brasil das regiões Norte e Sul, obtido por meio de entrevistas realizadas com 308 informantes, 72 das capitais e 236 das localidades do interior das regiões Norte e Sul do Brasil. Os informantes selecionados têm o seguinte perfil: duas faixas etárias (18 a 30 e 50 a 65 anos), de ambos os sexos, nível de escolaridade: ensino fundamental (nas as capitais, foram entrevistados também quatro informantes com curso superior), nascidos e criados nas localidades pesquisadas, com pais, preferencialmente, da mesma região linguística. O corpus estudado foi constituído por denominações fornecidas para quatro perguntas do QSL – Questionário Semântico-Lexical do Projeto ALiB, área semântica do corpo humano: 091 – caolho; 092 – vesgo; 102 – tatu/meleca; 109 – cheiro nas axilas. Como resultados da pesquisa, não só se ratificaram as diferenças em termos de norma lexical entre regiões Norte e Sul, como também foram identificadas subáreas dialetais dentro de cada região. Além disso, a pesquisa deu mostras da interferência de variáveis sociais na fala dos informantes, além de ter evidenciado tanto a presença de tabus linguísticos na nomeação de partes do corpo humano como o uso de expressões fixas para nomear conceitos como caolho, vesgo, sujeira do nariz e cheiro das axilas. Para tanto, foram utilizadas as bases teóricas da Lexicologia, da Dialetologia, da Geolinguística e da Semântica.
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    EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS NO CINEMA ARGENTINO: EM BUSCA DE UMA IDENTIDADE (FRASEO) HABLANTE
    Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
    Tipo Dissertação
    Data 18/01/2017
    Área LETRAS
    Orientador(es)
    • Elizabete Aparecida Marques
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Raquel Dutra Saldanha
      Banca
      • Aparecida Negri Isquerdo
      • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
      • Elizabete Aparecida Marques
      • Nataniel dos Santos Gomes
      Resumo
      Léxico toponímico urbano da cidade de Campo Grande/MS: região do Imbirussu
      Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
      Tipo Dissertação
      Data 14/12/2016
      Área LETRAS
      Orientador(es)
      • Aparecida Negri Isquerdo
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Letícia Barbosa da Silva Cavalcante
        Banca
        • Aparecida Negri Isquerdo
        • Elizabete Aparecida Marques
        • Maria Célia Dias de Castro
        • Patricia Graciela da Rocha
        Resumo
        Produções interativas: perspectivas para o ensino dos gêneros orais na escola. O que propõem os professores?
        Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
        Tipo Dissertação
        Data 13/12/2016
        Área LETRAS
        Orientador(es)
        • Raimunda Madalena Araujo Maeda
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • RENÊ DO CARMO
          Banca
          • Geraldo Vicente Martins
          • Janaina Zaidan Bicalho Fonseca
          • Raimunda Madalena Araujo Maeda
          • Rogerio Vicente Ferreira
          Resumo
          O CRUZEIRO DE RAIMUNDO IRINEU SERRA: éthos e enunciação na hínica daimista
          Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
          Tipo Dissertação
          Data 09/12/2016
          Área LETRAS
          Orientador(es)
          • Geraldo Vicente Martins
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Larissa de Souza Araujo da Luz
            Banca
            • Geraldo Vicente Martins
            • Maria Luceli Faria Batistote
            • Rita de Cassia Aparecida Pacheco Limberti
            • Rosana Cristina Zanelatto Santos
            Resumo
            “MUDANÇA SEMÂNTICA EM PALAVRÕES DA LÍNGUA PORTUGUESA BRASILEIRA? MOVIMENTOS DE UMA TRANSGRESSÃO IMPLÍCITA”
            Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
            Tipo Dissertação
            Data 09/11/2016
            Área LETRAS
            Orientador(es)
            • Raimunda Madalena Araujo Maeda
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Natanael Luiz Zotelli Filho
              Banca
              • Elizabete Aparecida Marques
              • Raimunda Madalena Araujo Maeda
              • Vivian Regina Orsi Galdino de Souza
              Resumo
              O portunhol selvagem de Douglas Diegues: no delírio, a busca pelo sentido
              Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
              Tipo Dissertação
              Data 21/10/2016
              Área LETRAS
              Orientador(es)
              • Rosana Cristina Zanelatto Santos
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Thaís Ferreira Pompêo de Camargo
                Banca
                • Geraldo Vicente Martins
                • Marcos Paulo da Silva
                • Ramiro Giroldo
                • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                Resumo Na busca por romper fronteiras entre a poesia, a comunicação e a crítica
                cultural em Mato Grosso do Sul, este trabalho tem como meta (re)construir o
                percurso poético-cultural de Douglas Diegues, por meio da análise de suas
                atuações no jornalismo cultural e literário. Para isso, o trajeto desta
                dissertação se divide em dois momentos: no primeiro, são consideradas
                cinco diferentes publicações produzidas e editadas por ele, entre 1991 e
                2002, quando o poeta empresta sua sensibilidade ao jornalismo cultural,
                trazendo para a discussão assuntos caros à cultura sul-mato-grossense,
                relacionados à memória, à história, à identidade e à literatura. No segundo
                momento, as temáticas abordadas no jornalismo literário se transmutam para
                uma poesia desobediente, que arrasta a tradição para dentro da
                transgressão, com poemas descolonizados, escritos em uma língua apátrida,
                informal e inculta – o portunhol selvagem. Mostramos que ambos – a
                narrativa poética e o jornalismo literário de Diegues – conservam o impulso
                crítico e utópico que caracteriza os campos da comunicação e da cultura,
                assim como o do intelectual na América Latina.
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                Educação e Formação de Professores Indígenas: ainda um discurso catequizador
                Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                Tipo Dissertação
                Data 20/10/2016
                Área LETRAS
                Orientador(es)
                • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Evanir Gomes dos Santos
                  Banca
                  • Geraldo Vicente Martins
                  • Marilda Moraes Garcia Bruno
                  • Ramiro Giroldo
                  • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                  Resumo As etnias indígenas brasileiras que, de acordo com Urquiza (2013), contavam,
                  nos anos de 1500, com mais de 5.000.000 de habitantes, hoje representam
                  apenas 0,5% da população nacional. Desse percentual, a segunda maior
                  concentração se encontra no estado de Mato Grosso do Sul, que abriga oito
                  etnias. Com a promulgação da Constituição Federal de 1988 (CF/88),
                  oficializaram-se políticas públicas em que se assegura o direito a uma educação
                  intercultural. No entanto, apesar do aparato legal, o trato da educação indígena
                  apresenta uma dupla face: se, por um lado, a legislação educacional brasileira é
                  balizada por discussões voltadas e marcadas por preceitos interculturais, por
                  outro, dissemina-se, no tocante a ela, práticas monolíngues, doutrinárias e
                  hegemônicas. Esse estado de coisas foi confirmado por esta pesquisa, no
                  transcurso da análise do prefácio e das atividades didáticas contidas em material
                  oriundo de curso de formação de professores indígenas, o que este estudo se
                  dedicou em investigar os traços e os elementos de sentido que nortearam esta
                  prática pedagógica proposta e, identificar as possíveis (des) construções
                  identitárias promovidas nessa ação, sob a (co)ordenação de fatores culturais,
                  linguísticos e religiosos dominantes no (re)conhecimento do outro. Tem-se,
                  nesse corpus, a um só tempo, a convivência entre o colonialismo curso de
                  magistério e a realidade de uma doutrinação espiritual/religiosa. Essa notação foi
                  possível graças à análise feita sob uma visada semiótica, alicerçada sobretudo
                  nos estudos de Barros (2001 e 2005), com apoio em estudos retóricos,
                  antropológicos e de educação, entre eles, os de Aristóteles, Benites (2009), Boas
                  (2005), Geertz (2008), Urquiza (2013) e Troquez (2013).
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                  AS RELAÇÕES DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA SURDOS: DISCURSOS E IDENTIDADES
                  Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                  Tipo Dissertação
                  Data 08/09/2016
                  Área LETRAS
                  Orientador(es)
                  • Vania Maria Lescano Guerra
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Ayla Lizandra Campos de Vasconcellos
                    Banca
                    • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                    • Nara Hiroko Takaki
                    • Ruberval Franco Maciel
                    • Vania Maria Lescano Guerra
                    Resumo
                    A configuração patêmica do ciúme em Dom Casmurro, de Machado de Assis, e Otelo, de William Shakespeare
                    Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                    Tipo Dissertação
                    Data 30/08/2016
                    Área LETRAS
                    Orientador(es)
                    • Geraldo Vicente Martins
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Silvana Regina Martins Brixner
                      Banca
                      • Angela Maria Guida
                      • Geraldo Vicente Martins
                      • Leoné Astride Barzotto
                      • Maria Luceli Faria Batistote
                      Resumo
                      A configuração da mulher em Dom Casmurro, de Machado de Assis, e A audácia dessa mulher, de Ana Maria Machado
                      Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                      Tipo Dissertação
                      Data 23/08/2016
                      Área LETRAS
                      Orientador(es)
                      • Jose Alonso Torres Freire
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Elenir Vilharva de Lima
                        Banca
                        • Jose Alonso Torres Freire
                        • Ramiro Giroldo
                        • Susylene Dias de Araujo
                        • Wagner Corsino Enedino
                        Resumo Esta dissertação objetiva investigar como se constroem as personagens femininas em dois romances, Dom Casmurro, de 1899, de Machado de Assis, e A audácia dessa mulher (1999), de Ana Maria Machado, especialmente Capitu, personagem da primeira obra que é retomada na seguinte. Considerando que a obra de Ana Maria Machado estabelece diálogos explícitos com a obra de Machado de Assis, os temas do amor e do ciúme são recorrentes ao longo das duas narrativas, além da presença marcante da mulher, seja por sua submissão ou não aos costumes de sua época, seja pela busca do seu lugar na sociedade, o que é fundamental para a análise dos romances escolhidos para este estudo. As personagens citadas fazem referências a construções sociais e nos interessam pela forma como foram configuradas por seus respectivos autores. Selecionamos esses romances dentre as extensas produções de Machado de Assis e de Ana Maria Machado pela ligação estabelecida por esta última autora com uma história clássica da Literatura Brasileira, o que nos possibilita investigar a forma como a figura feminina é colocada nos romances, publicados com intervalo de cem anos. Com base nas análises, podemos afirmar que a transformação pela qual a figura feminina passou ao longo do século fica evidente entre os dois romances, pois em A audácia dessa mulher há a retomada da personagem de Machado, porém essa nova Capitu aparece como uma mulher ousada, capaz de narrar sua própria história na obra da autora contemporânea. Para a realização da pesquisa, em um primeiro momento, o foco está voltado para questões teóricas que são a base das análises, tais como conceitos de literatura comparada, representação e aspectos da literatura contemporânea, sem esquecermos a metaficção e a intertextualidade. No segundo capitulo, a discussão focaliza o contexto histórico da mulher do século XIX, Machado de Assis e a configuração de Capitu e, por fim, no terceiro capítulo, as discussões focalizam Ana Maria Machado e suas personagens Bia e Capitu. Como aporte teórico, para realização da pesquisa, contamos com Aristóteles, René Wellek, Antonio Candido, Leyla Perrone-Moisés, Karl Erik Schollhammer, Antoine Compagnon, Giorgio Agamben, Lipovetsky e Quintaneiro, entre outros autores. Dessa forma, buscamos realizar um estudo comparativo entre os dois romances, recorrendo aos teóricos para corroborar ou refutar elementos levantados nas narrativas selecionadas.
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                        O tempo como questão poética: diálogos
                        Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                        Tipo Dissertação
                        Data 22/08/2016
                        Área LETRAS
                        Orientador(es)
                        • Angela Maria Guida
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Fernanda Vilas Boas Ferrari
                          Banca
                          • Angela Maria Guida
                          • Geraldo Vicente Martins
                          • José Antonio De Souza
                          • Marcia Gomes Marques
                          Resumo Nesta pesquisa se propôs discutir noções do tempo, a partir do diálogo com textos de Martin Heidegger e de Paul Ricoeur. Do filósofo alemão, buscou-se dialogar com a obra Ser e tempo e, do filósofo francês, com a obra Tempo e narrativa. No que diz respeito à literatura, o diálogo com a temática do tempo aconteceu, de maneira mais efetiva, com romances da escritora Clarice Lispector. Neste diálogo, ainda se ampliou a possibilidade de discutir o tema do tempo no filme Time: o amor contra a passagem do tempo, do cineasta sul-coreano Kim Ki-Duk, e na tela Visita al pasado, da artista plástica espanhola Remédios Varo. A hipótese de trabalho privilegiada nesta pesquisa se ancorou na noção de tempo poético, isto é, na noção de um tempo que vai além da simples cronologia ou do tempo vulgar, discutido por Martin Heidegger. Nessa perspectiva, buscou-se pensar uma temporalidade ontológica, ou seja, o tempo do ser que, muitas vezes, caminha em um ritmo diferente do tempo cronológico, como se buscou demonstrar, sobretudo, a partir das reflexões de Martin Heidegger. A questão do tempo construído na narrativa ou o “terceiro tempo”, conceito desenvolvido pelo filósofo Paul Ricoeur, teve relevância nesta pesquisa a partir, em especial, do diálogo com as narrativas de Clarice Lispector, com a narrativa fílmica de Kim Ki-Duk e com a narrativa pictórica de Remédios Varo. Assim, refletimos acerca do tempo não somente por meio do texto literário, mas perpassamos outras produções artísticas, por isso, além de Clarice Lispector, propusemos diálogos com outras manifestações de arte, como a pintura de Remédios Varo e o filme de Kim Ki-Duk. Nesta pesquisa, ainda se colocou como ponto de tensão e/ou questionamento a clássica divisão do tempo em passado, presente e futuro, bem como a relação entre tempo e morte.
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                          Outridades animais: algumas considerações literário-filosóficas
                          Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                          Tipo Dissertação
                          Data 19/08/2016
                          Área LETRAS
                          Orientador(es)
                          • Angela Maria Guida
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Camila de Freitas Vieira
                            Banca
                            • Angela Maria Guida
                            • Daniel Abrão
                            • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                            • Marcia Gomes Marques
                            Resumo Esta pesquisa apresenta como objetivo estabelecer uma reflexão sobre a alteridade
                            animal, a partir de uma proposta de estudo intitulada Estudos Animais. A hipótese a
                            ser defendida tem por base estudos de filósofos e etólogos, entre eles Jacques
                            Derrida e Dominique Lestel, que acreditam que o animal, na maioria das vezes, é
                            representado de forma precária, em uma leitura na qual ainda se privilegia uma
                            visada antropocêntrica, na qual o homem é a medida de todas as coisas. Após
                            demonstrar a pertinência das reflexões de pesquisadores que veem o animal como
                            um ser outro, como aquele que ainda se encontra na condição de subjugado frente
                            aos domínios do homem, se estabelecerá um diálogo com textos de Clarice
                            Lispector e Guimarães Rosa, com a intenção de corroborar que, nos escritos dos
                            referidos autores, a representação negativa do animal não acontece ou, se
                            acontece, isso se dá em menor escala quando comparada a outras produções
                            literárias. Nesta pesquisa, também se discutirá qual o impacto dos zoológicos e
                            aquários na vida e no bem-estar animal, bem como a relevância de se abrir espaço
                            na academia para se repensar a relação do homem com o animal, ou como diria
                            Jacques Derrida, com o seu outro absoluto, com o seu outro radical.
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                            “O EFEITO DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NAS TRADUÇÕES PARA LÍNGUAS INDÍGENAS: ACESSIBILIDADE, IDEOLOGIA E PODER”
                            Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                            Tipo Dissertação
                            Data 10/08/2016
                            Área LETRAS
                            Orientador(es)
                            • Rosangela Villa da Silva
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Maria Teresa de Mendonça Casadei
                              Banca
                              • Elizabete Aparecida Marques
                              • Elza Sabino Da Silva Bueno
                              • Geraldo Vicente Martins
                              • Rosangela Villa da Silva
                              Resumo
                              ESCULTURA DIGITAL: sob o signo do dinamismo plástico na obra de Peter Jansen
                              Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                              Tipo Dissertação
                              Data 05/08/2016
                              Área LETRAS
                              Orientador(es)
                              • Eluiza Bortolotto Ghizzi
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Eliana Regina Gonçalves de Almeida
                                Banca
                                • Eluiza Bortolotto Ghizzi
                                • Geraldo Vicente Martins
                                • Maria Adelia Menegazzo
                                • Sérgio de Moraes Bonilha Filho
                                Resumo A expressão Escultura Digital refere-se, neste texto, a uma modalidade da linguagem escultórica, utilizada para designar imagens artísticas com efeito tridimensional, geradas com o auxílio de tecnologias digitais de informação e comunicação e, também, objetos artísticos tridimensionais, cuja materialidade é gerada por meio de impressão digital (processo aditivo) ou por meio de entalhe controlado digitalmente (processo subtrativo). As obras dialogam tanto com o campo da ciência contemporânea, quanto com produções oriundas da História da Arte. Este trabalho investiga esse modo de produção da escultura e seleciona para uma análise semiótica obras do escultor Peter Jansen (1956 - 2011) que explicitamente tomam como referência outras obras de arte, do movimento Futurista, ao mesmo tempo em que exploram as possibilidades criativas oferecidas pela mediação digital. Essas são investigadas com o objetivo de compreender como colocam em diálogo suas referências na arte e a mediação da arte pelas tecnologias digitais. A pesquisa toma como base teórica e histórica a noção de escultura como linguagem em transformação, o que é constatado por Rosalind Krauss na noção de escultura como campo ampliado, a relação do movimento futurista com o dinamismo plástico e a mediação da arte pelas tecnologias digitais de informação e comunicação. A relação entre esse referencial e as obras analisadas é feita, ainda, tendo como base formal conceitos da semiótica geral de Charles S. Peirce (1839-1914). Como síntese deste estudo, apontamos o dinamismo plástico como um signo que se manifesta na história da escultura, especialmente desde a importância atribuída a ele pelo Futurismo, e é interpretado e explorado pelas obras de Peter Jansen, em uma relação explícita tanto com a história quanto com os meios da arte hoje.
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                                AMAVIOS, AMÂNCIAS E AMAVISSES: exercícios de crítica biográfica fronteiriça sobre Hilda Hilst
                                Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                Tipo Dissertação
                                Data 05/08/2016
                                Área LETRAS
                                Orientador(es)
                                • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Eduavison Pacheco Cardoso
                                  Banca
                                  • Angela Maria Guida
                                  • Damaris Pereira Santana Lima
                                  • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                  • Volmir Cardoso Pereira
                                  Resumo Minha pesquisa visa investigar a relação entre bios (vida), trabalho intelectual e artístico, e lócus da escritora Hilda Hilst. Tal perspectiva também contemplará a minha participação efetiva dentro de meu discurso, ao levar em consideração as três instâncias já citadas, uma vez que pretendo descolonizar a crítica feita sobre Hilda. Para tanto, o recorte da pesquisa trata-se do trabalho literário de Hilda Hilst, iniciado em 1930, com o livro de poesia Presságio, passando pela dramaturgia principiada com A possessa (1967), seguindo com a prosa iniciada com Fluxo-floema (1970) e pelas crônicas compiladas em Cascos e carícias (1998) até o livro que reúne entrevistas que a autora concedeu, Fico besta quando me entendem (2013). Além disso, investigarei Hilda como uma artista diversa, perscrutando suas produções plásticas. Junto a esses textos, evidenciarei as experiências e sensibilidades da autora que extrapolam o que é da ordem textual, ao me deter em seu bios, isto é, em suas vivências, sempre as atravessando com as minhas experiências fronteiriças. Como aporte epistemológico da pesquisa, optarei pelo que nomeio de crítica biográfica fronteiriça, isto é, uma crítica cuja natureza é compósita, por englobar diferentes áreas do conhecimento, e descolonial, por levar em consideração os loci de enunciação e as sensibilidades biolocais de crítico biográfico (eu) e de biografada (Hilda). As políticas da crítica biográfica fronteiriça serão exploradas no primeiro capítulo da dissertação, intitulado “AMAVIOS: EXERCÍCIOS DE CRÍTICA BIOGRÁFICA FRONTEIRIÇA SOBRE HILDA HILST”, e que embasará, epistemologicamente, os demais capítulos. Já o segundo capítulo, “AMÂNCIAS: DA MORTE PARA ALÉM DA MORTE – odes de sobrevida”, terá como argumento o des-arquivamento que farei, enquanto crítico biográfico arconte da produção intelectual de Hilda. Por fim, “AMAVISSES: CANTARES AESTÉSICOS”, terceiro capítulo, será um desdobramento do segundo capítulo da dissertação e estudará a produção imagética de Hilda e em torno dela, como as ilustrações que outros artistas fizeram de seus livros ou seus próprios desenhos e grafismos, além de suas fotos para complementar o que é da ordem do biográfico. Os teóricos que fundamentarão essas proposições são: Walter Mignolo, Eneida Maria de Souza, Edgar Cézar Nolasco, Jacques Derrida, Denilson Lopes, Francisco Ortega etc., além do periódico CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS.
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                                  CICATRIZ COLONIAL NIILISTA: uma reflexão sobre "o mais sinistro de todos os hóspedes"
                                  Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 04/08/2016
                                  Área LETRAS
                                  Orientador(es)
                                  • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Alex da Silva Domingos
                                    Banca
                                    • Damaris Pereira Santana Lima
                                    • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                    • Vania Maria Lescano Guerra
                                    Resumo Minha discussão aqui proposta visa refletir de que modo o niilismo que foi posto sobre a análise na Europa se relaciona com o niilismo particular que está hospedado aqui no Brasil. Niilismo é um dos conceitos fundamentais para que possamos compreender o pensamento filosófico dos últimos dois séculos, visto que no período considerado moderno a metafísica e os valores tradicionais depreciaram-se, por isso o conceito necessita ser (des)arquivado. Etimologicamente o termo niilismo deriva do latim (nihil) que significa (nada), revelando o primeiro sentido do conceito, que remete a um pensamento fascinado e obcecado pelo nada. Nas palavras de Nietzsche ―o mais sinistro de todos os hóspedes” é um fenômeno complexo e multifacetado, ao mesmo tempo, causa e patologia. Porém, este conceito se cristalizou ao longo do tempo, fazendo com que a América do Sul, mais especificamente o Brasil, se limitasse a repetir o conceito de niilismo vindo da Europa, expondo-o como se fosse algo universal e, sobretudo, não levando em conta a particularidade de cada povo. Nietzsche percebia o niilismo como um fenômeno particular e não universal, visto que o pensador escreveu amplamente sobre o niilismo europeu, ou seja o niilismo situado em um lugar específico, indo ao encontro com o que escreve o pensador argentino Walter Mignolo, quando faz compreender que o lócus influencia diretamente sobre a criação dos conceitos. Para cumprir aquilo que foi elencado, organizo minha dissertação em três capítulos: o primeiro é denominado de ―O NIILISMO EM QUESTÃO‖, onde busco fornecer um panorama histórico sobre o conceito de niilismo, assim elenco alguns pensadores que iniciaram a reflexão em que o nada surge como problema fundamental, o segundo, ―O SER EM QUESTÃO‖, fundamentado pela crítica biográfica pós-colonial, esboço a minha aproximação primeira com o conceito de niilismo e a relação dele com o meu (Bios); neste capítulo opto pela opção descolonial (MIGNOLO) que dará suporte para a epistemologia fronteiriça. A grande discussão trazida no segundo capítulo é a problemática que fornece o nome para o título, que tem por objetivo sublinhar a negação como causa do niilismo latino. No terceiro e último capítulo se chama ―DO NIILISMO EUROPEU AO NADA LATINO: TRANSCULTURAÇÃO DO CONCEITO DE NIILISMO‖, O niilismo que era irredutivelmente a desvalorização dos valores absolutos, ou seja, (a morte de Deus) apontada por Nietzsche, dará lugar à desvalorização dos valores hegemônicos, ocorrendo assim a transculturação do conceito de niilismo europeu para o niilismo latino.
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                                    MITOS E CORES NA FRONTEIRA-SUL: desarquivando memórias indígenas silenciadas pela colonialidade
                                    Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 04/08/2016
                                    Área LETRAS
                                    Orientador(es)
                                    • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Daniela Correa Nachif
                                      Banca
                                      • Damaris Pereira Santana Lima
                                      • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                      • Marcos Antonio Bessa-Oliveira
                                      • Vania Maria Lescano Guerra
                                      Resumo Esta pesquisa visa, por meio de uma opção descolonial (MIGNOLO, 2008), contar as histórias locais da fronteira sul, desobedecendo a epistemologia hegemônica imposta pelo moderno projeto colonial, que desloca a narrativa do Primeiro para o Terceiro Mundo (MIGNOLO; 2003). Assentada nos postulados da crítica biográfica (SOUZA, 2002) pós-colonial (NOLASCO, 2013) faço uma leitura outra das telas da fase “Mitos e cores” do pintor e escultor ameríndio Ilton Silva, produzida na década de 1970. Uma prática descolonial vista como uma desobediência epistêmica que emerge da exterioridade do sistema colonial moderno. Baseada na epistemologia fronteiriça e no momento político, estabeleço uma relação entre a produção artística do sujeito indígena, considerado subalterno, e a teorização bárbara (MIGNOLO, 2003) a partir dos conceitos de lócus e de bios. A pesquisa está dividida em três capítulos: MITOS E CORES DA FRONTEIRA-SUL; DESARQUIVANDO MEMÓRIAS E MITOS, NARRANDO AS CORES DA FRONTEIRA; ARTE SUBALTERNA E POLÍTICA FRONTEIRIÇA.
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                                      ENTRE ENEIDAS E CAMILAS: afinidades e construções lócusbiocríticas
                                      Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 03/08/2016
                                      Área LETRAS
                                      Orientador(es)
                                      • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Camila Torres
                                        Banca
                                        • Angela Maria Guida
                                        • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                        • Marcos Antônio Bessa-Oliveira
                                        • Vania Maria Lescano Guerra
                                        Resumo Esta dissertação tem como objetivo realizar uma biografia crítica de parte da vida da intelectual mineira Eneida Maria de Souza. A vida tem sido objeto de estudos de muitos pesquisadores e escrever uma biografia não é um trabalho inédito. No entanto, ao me propor realizar uma biografia crítica, não viso meramente reproduzir a vida da autora, ao falar de Eneida acabo por falar de mim. Desta forma, o trabalho se encontra estruturado em três capítulos. O primeiro intitula-se “ENEIDA MARIA DE SOUZA: para um debate lócusbiocrítico” em que traço o caminho epistemológico que norteará a dissertação; O segundo chama-se “DOS (MEUS) PLURIARQUIVOS: a memória fronteiriça em Eneida Maria de Souza”, no qual abro o arquivo da intelectual revirando meus documentos e os dela; já o terceiro, “O FASCÍNIO PELO EXERCÍCIO DA CRÍTICA”, nele esboço o caminho percorrido por Eneida na academia, enquanto crítica. Dessa forma, nesta dissertação, trago vida/obra da autora no mesmo plano. Para isso, busco articular meu lugar de enunciação como referente para erigir o meu pensamento, ao qual chamo descolonial. Ou seja, ao considerar tal premissa, considero que a fronteira em que estou radicada, além de ser o meu lugar, também é a única condição para que eu possa falar sobre a autora. Além dos estudos fronteiriços, a perspectiva da crítica biográfica é uma constante nesta dissertação, posto que a mesma me abre portas para que eu pense fora do âmbito exclusivo da Literatura. Outros conceitos como o de arquivo e amizade também se configuram importantes, aqui, pois me ajudam a pensar melhor a relação de Eneida com o outro e de Eneida comigo. Desta forma, ao longo da escrita de toda a dissertação tomo como aporte teórico os postulados de Walter Mignolo; Jacques Derrida; Francisco Ortega, Edgar Cézar Nolasco e a própria Eneida Maria de Souza.
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                                        CLARICE/FERNANDO/FRANCINE: amizades de entrevidas críticas
                                        Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                        Tipo Dissertação
                                        Data 03/08/2016
                                        Área LETRAS
                                        Orientador(es)
                                        • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                        Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                          • Francine Carla de Salles Cunha Rojas
                                          Banca
                                          • Angela Maria Guida
                                          • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                          • Marcos Antonio Bessa Oliveira
                                          Resumo Minha pesquisa tem como propósito investigar a relação de amizade dos escritores Fernando Sabino e Clarice Lispector, não a partir do que se entende amplamente sobre a amizade, mas a partir de uma dada concepção que compreende as diferenças, bem como a participação da pesquisadora-arconte, que acontece por meio da transferência. Para tanto, o recorte da pesquisa reside no período em que trocaram cartas, 1946 até 1969, o que, por sua vez, não me impede de recorrer, a medida do necessário, a outras produções de Sabino e Lispector. A amizade dos escritores se iniciou de forma bastante peculiar, pois Clarice enviou, por sugestão, talvez de Lúcio Cardoso, um exemplar com dedicatória de seu primeiro livro Perto do coração selvagem (1943) para Fernando Sabino. O gesto de Clarice deu início a relação de amizade que se estendeu até a morte da escritora em 1977. A amizade, como parte do bios dos amigos, influencia os escritores e suas respectivas produções, posto que Fernando e Clarice, respectivamente, submetiam seus escritos as avaliações do amigo. Nesse sentido é que procuro desvincular a amizade de sua concepção fraternal, e relacioná-la com outras noções que me auxiliarão a compreender a relevância da amizade na vida / obra dos escritores, são algumas delas: a alteridade, como forma de lidar com as diferenças que o amigo apresenta, a amizade para além do princípio da morte, posto que compreendo que a amizade não cessa quando um dos amigos morre e a dedicatória, como gesto realizado pelo amigo a fim de homenagear o outro. Embasa minha explanação a crítica biográfica pós-ocidental atrelada a discussão em torno do arquivo, visto que consideram o bios do sujeito que tece o discurso crítico e, por extensão, o lócus em que o crítico se encontra, a bibliografia básica que fornece o pressuposto teórico diz respeito aos livros Crítica Cult (2007) e Janelas indiscretas (2011), ambos de Eneida Maria de Souza, Histórias locais / projetos globais de Walter Mignolo e Políticas da amizade (2003) de Jacques Derrida. A fim de cumprir com os objetivos elencados organizo minha dissertação em três conjuntos de cartas, o primeiro abrange o período de dezembro de 2014 a outubro de 2015 e é denominado “A EMERGÊNCIA DO EXERCICIO CRÍTICO-BIOGRÁFICO PÓS-OCIDENTAL: a partir da amizade, dedicatória e herança de Fernando Sabino e Clarice Lispector”, o segundo conjunto abarca os meses de março a outubro de 2015 e é intitulado “(DES)ARQUIVANDO CARTAS PERTO DO CORAÇÃO”, por fim, o último grupo é composto de cartas escritas no período de janeiro a julho de 2016 denominado “A ULTIMA DESPEDIDA?: gestos (in)finitos”.
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