Doutorado em Educação Matemática

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Trabalhos

Trabalhos Disponíveis

TRABALHO Ações
Encontros, desencontros, afetos em um Percurso de Estudo e Pesquisa em matemática: questionamentos do mundo em meio à crise
Curso Doutorado em Educação Matemática
Tipo Tese
Data 24/01/2023
Área MATEMÁTICA
Orientador(es)
  • Marilena Bittar
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Rosane Corsini Silva
    Banca
    • JOSE LUIZ CAVALCANTE
    • Jose Luiz Magalhaes de Freitas
    • Luzia Aparecida de Souza
    • Marcus Bessa de Menezes
    • Marilena Bittar
    • Paula Moreira Baltar Bellemain
    • Sonia Maria Monteiro da Silva Burigato
    Resumo A pesquisa de campo desta tese começa em março do ano de 2020 junto com o início do isolamento social, compelido pela pandemia da Covid-19, que trouxe como consequência o fechamento das escolas e a imposição de se realizar o processo de ensino por meio do que se chamou “Ensino Emergencial Remoto”. Nossa problemática relaciona-se ao processo de constituição, estabelecimento e manutenção de um grupo de professoras no primeiro ano da pandemia. Para o desenvolvimento desta pesquisa foi adotado o referencial teórico e metodológico da Teoria Antropológica do Didático –TAD. Nossa proposta visou possibilitar o rompimento, ou pelo menos uma ruptura com o Paradigma Visita às Obras, capaz de permitir uma aproximação com aspectos do Paradigma Questionamento do Mundo –PQM, por meio de uma experiência pautada neste último paradigma. Nosso objetivo principal foi “Estudar condições e restrições que reverberam no trabalho de um grupo de professoras que pensam sobre o ensino de equações do segundo grau, à luz do PQM, em um contexto pandêmico”. Para atingi-lo propusemos a constituição de um Percurso de Estudo e Pesquisa para o ensino de equações do segundo grau. Tomamos a cronogênese, a mesogênese e a topogênese como principais dimensões da investigação para, assim, conseguirmos estudar o PEP. Para compreender condições e restrições que pesam sobre a ação docente mobilizamos os níveis de codeterminação didática. Paralelamente a este processo, buscamos compreender as ações desenvolvidas modelando-as segundo um PEP relativo às vivências neste momento de grandes desafios para todas as componentes do grupo, que também é apresentado, descrito e analisado nesta tese. Dentre as várias considerações que estes estudos nos possibilitaram, destacamos que desenvolver um trabalho com um grupo de professoras, de acordo com os pressupostos da metodologia do PEP, levou as componentes do grupo a repensarem suas próprias práticas e introduzir em seus fazeres pedagógicos ações que permitam levar o processo de ensino mais próximo do campo da investigação. Este é um fato que se aproxima dos pressupostos do Paradigma Questionamento do Mundo, além de favorecer mudanças cognitivas das componentes do grupo, relativas às suas ações docentes. Além disso, pudemos perceber que o processo na direção do desenvolvimento de um PEP traz em seu bojo características que se assemelham a um processo de formação. O trabalho realizado nesta perspectiva, neste momento atípico e pandêmico, lançou luz sobre o fato de que para a manutenção saudável, as formações necessitam muito mais do que um bom desenvolvimento teórico pedagógico na área que se pretende debruçar. Demanda também a constituição de um ambiente que acolha os anseios e necessidades do grupo de participantes, permitindo a cada componente um sentimento de pertencimento e atenção às suas demandas pessoais e profissionais.
    Palavras-chave: Percurso de Estudo e Pesquisa; análise Ecológica; Níveis de Codeterminação; grupo de professoras; equação do segundo grau.
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    Efeitos de Avaliações Externas na Prática Profissional de Professores que Ensinam Matemática
    Curso Doutorado em Educação Matemática
    Tipo Tese
    Data 05/09/2022
    Área MATEMÁTICA
    Orientador(es)
    • Joao Ricardo Viola dos Santos
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Edivagner Souza dos Santos
      Banca
      • Carla Regina Mariano da Silva
      • Cleyton Hércules Gontijo
      • João Pedro Antunes de Paulo
      • Joao Ricardo Viola dos Santos
      • Patrícia Rosana Linardi
      • Regina Luzia Corio de Buriasco
      • Thiago Pedro Pinto
      Resumo O objetivo desse trabalho é investigar efeitos produzidos, e que se produzem em efeitos, com avaliações externas na prática profissional de professores que ensinam matemática. Por meio de uma abordagem qualitativa de pesquisa, tomando como fundamentações teórico-metodológicas o Modelo dos Campos Semânticos e a História Oral, foram realizadas entrevistas com sete professores dos anos finais do Ensino Fundamental, que lidam cotidianamente com avaliações externas. Esses movimentos de produção de fontes históricas deram origem às textualizações de entrevistas, que produzem uma forma de como cada professor lê o cenário vivenciado, é produzido e atravessado nele e, com essas demandas, constrói estratégias político-econômico-pedagógicas. Essas textualizações se constituem como escritos-efeitos com avaliações externas. Outros escritos-efeitos foram produzidos, ora em diálogos com outras pesquisas a respeito desta temática, ora em movimentos de teorizações entre tensões, angústias, possibilidades, demandas e realizações de professores que ensinam matemática na Educação Básica. Uma atitude decolonial acontece nos entre escritos-efeitos, oferecendo problematizações de ideias e práticas corriqueiras que acontecem no contexto escolar com avaliações externas. Cada um dos escritos-efeitos produzidos permite um olhar num determinado tempo-espaço-sentido, que tem como tonicidade problematizar a existência das avaliações externa. Efeitos de sequestro de subjetividades de professores de matemática, efeitos de apagamentos, silenciamentos, pressões e vigilâncias são produzidos ao longo da escrita. Efeitos de possíveis indicativos das avaliações externas para proposições de estratégias político-econômico-pedagógicas para professores de matemática, possibilidades de espaços de discussões, problematizações e produções também são engendrados. Efeitos de avaliações externas produzidos e que se produzem podem colocar em risco escolas como um espaço de direito de toda a população. Podem ser uma estratégia para a mercantilização do conhecimento, bem como para a produção de humanos trabalhadores, preconizados em países com econômicas periféricas como o Brasil. Junto a essas discussões, a problemática das avaliações externas precisa ser colocada.
      Palavras chaves: Avaliação externa. Modelo dos Campos Semânticos. História Oral. Decolonialidade. Epistemologias do Sul.
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      UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL: UMA GEOMETRIA A E PARA ENSINAR NA LICENCIATURA EM MATEMÁTICA (1994-2019)
      Curso Doutorado em Educação Matemática
      Tipo Tese
      Data 28/07/2022
      Área MATEMÁTICA
      Orientador(es)
      • Edilene Simoes Costa dos Santos
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • RILDO PINHEIRO DO NASCIMENTO
        Banca
        • Antonio Sales
        • Carla Regina Mariano da Silva
        • Denise Medina de Almeida França
        • Edilene Simoes Costa dos Santos
        • Kesia Caroline Ramires Neves
        • Moysés Gonçalves Siqueira Filho
        • Mustapha Rachidi
        Resumo Este trabalho tem por objetivo geral analisar os saberes a e para ensinar Geometria na formação de professores de Matemática da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) no período de 1994 a 2019. A pesquisa foi norteada pela seguinte questão: Que Geometria se constituiu como ferramenta de trabalho do professor de Matemática na Licenciatura em Matemática da UEMS no período de 1994 a 2019? E parte da hipótese de que a emergência da Educação Matemática possibilitou uma reconfiguração dos saberes de formação do professor de Matemática. Trata-se de um estudo de caso histórico-documental, tendo como fontes documentais Projetos Pedagógicos do Curso de Matemática Licenciatura da UEMS. O aporte teórico-metodológico no qual está fundamentado o desenvolvimento deste texto trata dos saberes das profissões do ensino e da formação de professores, saberes a e para ensinar, teorização produzida pela equipe de Pesquisa em História das Ciências da Educação (ERHISE), da Universidade de Genebra. A partir de tais referenciais, são discutidas no Brasil pelo Grupo de Pesquisa de História da Educação Matemática (GHEMAT), liderado pelo Pesquisador Wagner Rodrigues Valente (UNIFESP), as categorias teóricas de Matemática a ensinar e Matemática para ensinar, nas quais apoiamo-nos mais especificamente. No procedimento metodológico foram realizadas as etapas de recompilação e análise (Burke, 2016). Nosso estudo permitiu a sistematização de uma Geometria para ensinar e a caracterização de uma Geometria do ensino na Licenciatura em Matemática da UEMS para o período em estudo. A partir das matrizes curriculares analisadas, foi possível identificar uma crescente valorização das disciplinas oriundas do campo da Educação – as pedagógicas – de modo que a carga horária destinadas a elas passou de 19,9%, em 1994, para 30%, em 2019. Constatamos também que o emprego das tecnologias de comunicação e informação (TICs se configurou como uma tendência e um dos principais mecanismos de ensino de Geometria para os futuros professores. Além disso, observamos que a prática como componente curricular passou a constituindo-se como parte integrante de algumas disciplinas de formação geral e específica durante todo o curso. Finalmente, identificamos nas ementas e objetivos das rubricas de Geometria elementos constituintes de uma Geometria para ensinar que estão didaticamente ordenados da seguinte forma: a Geometria a ensinar, a mobilização de recursos materiais, o processo de apresentação dos conteúdos, o processo de generalização dos conceitos e o processo de aplicações práticas dos conteúdos geométricos. Esses elementos foram gradativamente se articulando e se configurando às tendências discutidas no âmbito do Movimento Educação Matemática, sendo reelaborados para o ensino de Geometria, associando-se ao ideário pedagógico desse movimento. Portanto essa pesquisa nos possibilitou sistematizar uma Geometria para ensinar articulada a Geometria a ensinar, a qual podemos caracterizar como uma Geometria do ensino característica da formação de professores de Matemática na Licenciatura em Matemática da UEMS de 1994 a 2019, alinhada com as tendências da Educação Matemática, contribuindo para a constituição de elementos do saber profissional do professor de Matemática, de modo mais geral, para os processos de produção desse saber.

        Palavras-chave: UEMS; Educação Matemática; Licenciatura em Matemática; Geometria a e para ensinar; Geometria do Ensino.
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        GEOMETRIA DOS CURSOS COMPLEMENTARES AO ENSINO MÉDIO: entre Livros, Programas, Reformas e Monstros – uma terapia
        Curso Doutorado em Educação Matemática
        Tipo Tese
        Data 05/07/2022
        Área MATEMÁTICA
        Orientador(es)
        • Thiago Pedro Pinto
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • MARIZETE NINK DE CARVALHO
          Banca
          • Antonio Miguel
          • CLÁUDIA REGINA FLORES DO NASCIMENTO
          • Fernando Guedes Cury
          • Joao Ricardo Viola dos Santos
          • Maria Célia Leme da Slva
          • Thiago Donda Rodrigues
          • Thiago Pedro Pinto
          Resumo Este ser que se gerou, poderia tentar convencê-los de que ele foi criado, de alguma forma por
          mim, mas isso despenderia uma força tamanha que não sei se sou capaz de ter. Este ser,
          gerado, talvez, de forma sobrenatural, que ganha vida nestas páginas, tem por finalidade
          apontar para o Ensino Médio e busca referências em seus semelhantes, ou, talvez, diria
          antecessores, aos quais amoldando-se vai ganhando corpo até chegar ao que hoje conhecemos
          como Ensino Médio. Mas esses movimentos de ajustes e reformas que se vão impetrando à
          Educação Brasileira não se configuram em ruptura total com o passado, mas assentam-se
          sobre placas que se movimentam conforme as necessidades, as pressões, as influências, tanto
          da sociedade, quanto de grupos (econômicos, políticos, religiosos...). Este ser tentou se
          embrenhar em momentos distintos de nossa história, numa expectativa de apresentar alguns
          eventos, mesclados a fatos históricos que corroboraram, ou não, na perpetração de mudanças
          na educação. Além disso, ateve-se ao fato de olhar para os livros como material intrínseco das
          salas de aula, especialmente de matemática, convergindo, finalmente, para a geometria, como
          espinha dorsal, numa perspectiva de vislumbrar, não em termos totalitarista, como ela aparece
          nos livros didáticos no decorrer de quase um século (1930-2010). Então, dos períodos que
          estriamos a partir das reformas educacionais, elegemos uma obra, entre várias, (ao final
          orbitando sobre seis coleções de livros didáticos), tendo como mote a busca por semelhanças,
          diferenças, pontos em comum no modo de apresentação e abordagem dos conteúdos
          geométricos, balizados à luz dos escritos de Wittgenstein, e seu modo terapêutico de filosofar,
          de pensar, de ponderar sobre jogos de linguagem e suas nuances, onde conceitos e palavras
          são entrecortadas e carregadas de sentidos, de vidas que a entendem e a observam de formas
          semelhantes e diferentes, que a ressignificam e a introduzem em diferentes jogos, com a
          mesma, ou quiçá, outra[s] significação[ões]. Nesta jornada, este ser que fora gerado, é produto
          ou resultado de movimentos de construção e desconstrução, pensar e repensar do meu próprio
          ser, que tenta tocar em alguns pontos que talvez ainda não tenham sido explorados, ou se
          foram, andaram por outros caminhos e nuances do fazer matemático/geométrico. A linha que
          perpassa este caminhar não se atém a uma configuração totalizadora em que a propositura
          fosse apontar ou consolidar certezas e conclusões, mas terapeutizar, não para caracterizar uma
          geometria única, ou a correta, em detrimento de outras, mas de um lugar onde, de forma
          panorâmica, possamos nos mover como que dançando no gelo, em que qualquer movimento
          fora do previsto tem o poder de reverberar outras ideias, outros caminhos ou conceitos,
          diferentes dos almejados na propositura da tese, ou deveria dizer, deste ser, que ora extrapola
          o limite, o lugar seguro dos meus pensamentos, para adentrar a esfera pública.
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          PASSAGENS DE UMA ESCOLA EM FUGA
          Curso Doutorado em Educação Matemática
          Tipo Tese
          Data 20/04/2022
          Área MATEMÁTICA
          Orientador(es)
          • Joao Ricardo Viola dos Santos
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Jhenifer dos Santos Silva de Lima
            Banca
            • Angela Maria Guida
            • Carla Regina Mariano da Silva
            • CLÁUDIA REGINA FLORES DO NASCIMENTO
            • Joao Ricardo Viola dos Santos
            • Marco Antonio Goncalves Junior
            • Patrícia Rosana Linardi
            • Thiago Pedro Pinto
            Resumo Nesta tese, ou se preferirem, livro-tese nos colocamos em movimento junto de uma escola em fuga. Uma escola como muitas outras e ao mesmo tempo, singular em seu modo de acontecer. Uma escola com afetos que se desdobram em produções outras.
            Uma escola de Ensino Fundamental de uma região periférica da cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
            Uma escola com alunos e professores humanos, com sentimentos e vivências pessoais que refletem em sua existência dentro de sala de aula.
            Nesse cenário, então, investigamos o processo de constituição de um Grupo de Trabalho com alunos do 6º ano do Ensino Fundamental II.
            Durante dois anos, produzimos atividades nas quais os alunos se colocaram em processos de produção de significado, discutindo, criando, inventando atividades de acordo com as demandas de sala de aula.
            Tomamos como principais diálogos para as atividades desenvolvidas neste espaço de produção as noções do Modelo dos Campos Semânticos, alguns conceitos de Deleuze e a Cartografia.
            A produção dos dados, das fugas, das invenções e acontecimentos, foi por meio de gravações em áudio e vídeo das aulas, entrevistas com os alunos, entrevistas com a professora, diário de bordo e protocolos escritos dos alunos. Neste processo, uma escola se apresenta como uma possibilidade de invenção.
            Alguns, entre outros, desdobramentos são na direção de que uma estética de pesquisa (produção e escrita) se apresenta como uma possibilidade de encontrar e produzir com escolas que, simplesmente, acontecem, e que sempre estão em fugas de si mesmas. Uma possibilidade de diálogo com professores do Ensino Básico.
            VALIDAÇÕES MATEMÁTICAS PRODUZIDAS POR ALUNOS DO NONO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: desafios e possibilidades.
            Curso Doutorado em Educação Matemática
            Tipo Tese
            Data 09/03/2022
            Área MATEMÁTICA
            Orientador(es)
            • Jose Luiz Magalhaes de Freitas
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Liana Krakecker
              Banca
              • Antonio Sales
              • Aparecida Santana de Souza Chiari
              • Jose Luiz Magalhaes de Freitas
              • Marilena Bittar
              • Marta Maria Darsie
              • Saddo Ag Almouloud
              • Sonia Maria Monteiro da Silva Burigato
              Resumo Nesta pesquisa tivemos o objetivo geral de investigar processos de validação matemática desenvolvidos por alunos de uma turma de 9° ano do Ensino Fundamental de uma escola pública estadual de Mato Grosso, no decorrer do ano letivo de 2020. Especificamente, buscamos identificar como os alunos analisados formularam e apresentaram validações matemáticas para suas afirmações e/ou conjecturas, classificar provas matemáticas que foram produzidas por eles, assim como, identificar elementos relacionados às atividades desenvolvidas que pudessem favorecer a produção de validações. Para tanto, desenvolvemos uma pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso, cuja parte experimental foi implementada em uma escola pública da rede estadual de Mato Grosso e foi dividida em três Fases, que descrevemos a seguir: a Fase I, que ocorreu quando os alunos analisados ainda estavam no oitavo ano - nessa ocasião, desenvolvemos e aplicamos presencialmente atividades de validação matemática, relacionadas aos temas conjuntos numéricos e expressões algébricas. Essa experiência nos serviu como uma pré-experimentação e subsidiou a (re)elaboração da proposta a ser aplicada nas Fases II e III. A Fase II se refere aos meses de maio, junho e julho do ano de 2020, quando as escolas estaduais estavam com atividades letivas paralisadas em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus. Dessa forma, o contato se deu de forma não presencial, em que desenvolvemos e aplicamos atividades relativas aos temas potências e raízes. A Fase III ocorreu durante o período letivo de aulas não presenciais da referida rede de ensino, nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro, em que discutimos validações matemáticas relacionadas aos temas potências e raízes, equações do segundo grau, funções e razão e proporção. Nessas duas últimas Fases, nossa interação junto aos estudantes ocorreu de forma individual, considerando suas particularidades e possibilidades, como também o cenário pandêmico, de modo que os dados foram obtidos por meio do WhatsApp e de material impresso. Assim sendo, analisamos a interação que tivemos com dois estudantes, considerando nossos diálogos, falas, escritos, e as resoluções apresentadas por eles para cada atividade, buscando atender aos nossos objetivos de pesquisa. Para elaboração, aplicação e análise das situações, nos subsidiamos principalmente no Modelo de Tipologia de Provas de Balacheff, na Teoria das Situações Didáticas de Brousseau, possíveis funções da prova matemática sinalizadas por De Villiers e outros autores, assim como em pesquisas que trataram do tema. Ao final desse processo, foi possível identificar que os alunos passaram a considerar a realização de diversos testes e elementos de generalização em suas provas. Apesar das interações, um dos estudantes pareceu permanecer em uma perspectiva pragmática, apresentando e se satisfazendo com provas desse nível, o que pode indicar que, mesmo diante de situações de validação diversas, parte da ação de produzir provas, diz respeito ao aluno e sua compreensão sobre essa forma específica de justificar afirmações. Outra aluna, cujos dados analisamos, passou a apresentar com maior frequência provas de nível intelectual.
              UM ESTUDO COM UMA PROFESSORA DA EDUCAÇÃO BÁSICA E OS FATORES QUE INTERFEREM NA PRÁTICA DE ENSINAR MATEMÁTICA
              Curso Doutorado em Educação Matemática
              Tipo Tese
              Data 07/03/2022
              Área MATEMÁTICA
              Orientador(es)
              • Marilena Bittar
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Tatiani Garcia Neves
                Banca
                • Cintia Melo dos Santos
                • Edilene Simoes Costa dos Santos
                • ELISANGELA BASTOS DE MELO ESPÍNDOLA
                • JOSE LUIZ CAVALCANTE
                • Jose Luiz Magalhaes de Freitas
                • Marilena Bittar
                • Sonia Maria Monteiro da Silva Burigato
                Resumo A pesquisa foi desenvolvida com uma professora de Matemática da educação básica na cidade de Dourados, MS. Motivada pelas inquietações da profissão docente e pelos resultados do estudo de mestrado onde analisamos potencialidades e limitações para a integração das tecnologias à prática pedagógica de um professor, ao considerarmos algumas peculiaridades do trabalho docente como ausência de recursos na escola, indisciplina dos alunos, experiências formativas. Isso nos conduziu para que nesta pesquisa traçássemos o objetivo geral de analisar fatores que intervêm na tomada de decisões no trabalho de uma professora de Matemática no contexto escolar. Alicerçamos a investigação em alguns estudiosos da Didática Francesa como Chevallard do qual mobilizamos a ideia de condições e restrições a fim de identificarmos, a partir da escala superior dos níveis de codeterminação didática, elementos que pudessem interferir na tomada de decisões da professora e sobre os quais poderia não ter poder para modificar. O modelo de estruturação do meio de Margolinas, como forma de compreender o comportamento do professor nos diferentes níveis de atividade, com suas concepções e interações. O modelo de fatores de decisão de Bessot et al. contribuiu para identificar no processo cognitivo e decisório das práticas docentes, aspectos que escapam as ações docentes como manter o controle rotineiro e bem delimitado de uma turma. As técnicas da etnografia combinadas com as gravações de áudio e vídeo, anotações em diário de bordo permitiram posteriormente descrever os dados, identificar e analisar elementos que por ora no acompanhamento da rotina de trabalho poderiam passar desapercebido como a forma que eram adequadas as situações frente a imprevisibilidade. Ademais, no que se refere aos resultados encontrados, notamos que um mesmo fator, a depender da posição que é ocupada pelo professor em seus níveis de atividade, pode não ter o mesmo efeito em suas decisões/ações. Ao planejar, com a necessidade de cumprir algumas exigências, a professora pode especificar com uma riqueza de detalhes a forma como compreende que poderá levar o seu aluno a aprender, preconizando teorias que contemplem aspectos da construção do conhecimento e que se apresentam como orientações ao professor por outras instâncias. Todavia, em seu trabalho cotidiano diante de comportamentos recorrentes dos alunos, nem sempre o que se observa é o que por ora foi redigido em consonância ao que estava em seu programa curricular, sendo notória a necessidade de suprimir alguns conteúdos em busca da adequação e cumprimento de seu tempo didático.
                ELAS, NÓS, EU (ENTRE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA): episódios de uma formação.
                Curso Doutorado em Educação Matemática
                Tipo Tese
                Data 25/02/2022
                Área MATEMÁTICA
                Orientador(es)
                • Marilena Bittar
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Susilene Garcia da Silva Oliveira
                  Banca
                  • Cintia Melo dos Santos
                  • Edilene Simoes Costa dos Santos
                  • Iranete Maria da Silva Lima
                  • Marilena Bittar
                  • Paula Moreira Baltar Bellemain
                  • Sonia Maria Monteiro da Silva Burigato
                  • Thiago Pedro Pinto
                  Resumo Nesta pesquisa busco investigar um grupo de professoras dos anos iniciais que ensinam matemática em escolas públicas da cidade de Aquidauana MS. O objetivo é descrever e discutir os encontros que aconteceram entre os anos de 2015 a 2018. Diante do que foi sendo produzido a partir das narrações dos episódios desses encontros optei pela teoria antropológica do didático (TAD) e alguns de seus pressupostos, dentre eles os níveis de co-determinação e a topogênese. As histórias das professoras entrelaçada a de muitos outros sujeitos constituíram essa tese. Buscamos responder algumas questões: Como as instituições influenciam a permanência ou não em grupos de formação? Quais as condições e restrições que podem ser identificadas e analisadas, relativas a essa permanência? Encontramos na TAD uma teoria embasada em noções e elementos que conseguem abranger diversos fenômenos que acontecem no processo de composição e manutenção de um grupo de formação. Além disso, conseguimos revelar como os níveis de codeterminação didática influenciam diversas ações desses professores e contribui de forma expressiva para a pesquisa. No campo da Didática da Matemática, oferecemos um resultado de estudo que possibilita diversas novas investigações a partir do que está descrito e discutido sobre as instituições, relações pessoais, assujeitamentos, relações institucionais. Mas essa pesquisa relata principalmente o contexto das professoras que ensinam matemática suas aflições e conquistas durante esse processo contínuo que é o ensinar e aprender.
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                  PROCESSOS DE EXCLUSÃO PELA MATEMÁTICA: enunciados de alunos e alunas do Ensino Médio Integrado e do Ensino Superior
                  Curso Doutorado em Educação Matemática
                  Tipo Tese
                  Data 23/02/2022
                  Área MATEMÁTICA
                  Orientador(es)
                  • Marcio Antonio da Silva
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Ricardo Gomes Assunção
                    Banca
                    • Antônio Fernandes Júnior
                    • Filipe Santos Fernandes
                    • Luzia Aparecida de Souza
                    • Marcio Antonio da Silva
                    • Paola Judith Amaris Ruidiaz
                    • Thiago Donda Rodrigues
                    • Victor Augusto Giraldo
                    Resumo Esta tese de Doutorado foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática (PPGEduMat), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e teve por objetivo estudar os processos de exclusão pela matemática, descrevendo como os alunos e alunas se constituem enquanto sujeitos excluídos pelo currículo de matemática. Para isso, foram realizadas entrevistas narrativas com alunas e alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano – Campus Urutaí, que cursavam a dependência na disciplina de matemática, em cursos do Ensino Médio Integrado (EMI), e evadidos do curso de Licenciatura em Matemática. O corpus especializado de pesquisa é formado por textualizações, produzidas a partir das referidas entrevistas, sendo 4 do EMI e 10 do Ensino Superior. A análise do corpus foi realizada por intermédio da Análise do Discurso, na perspectiva foucaultiana, destacando enunciados sobre o que foi dito pelos alunos e alunas, com a finalidade de entender como elas e eles se constituem enquanto sujeito-aluno, em relação à posição de sujeito que sofreu processos de exclusão pela matemática. A partir das análises, três enunciados foram construídos: “Se eu tivesse me esforçado mais, eu conseguiria”, relacionado a discursos neoliberais e religiosos, em que o sujeito-aluno se coloca na posição de responsável, culpado por seu próprio processo de exclusão pela matemática; “As mulheres têm que cuidar dos outros, antes de cuidarem de si mesmas’, ligado aos discursos patriarcais, religiosos e feministas, em que a sujeita-aluna se coloca na posição de cuidadora, o que colabora para a evasão no curso de Licenciatura em Matemática; e “Não era a matemática que eu esperava”, conectado com discursos científicos e pedagógicos-educacionais, em que o sujeito-aluno se coloca na posição de culpabilizar a matemática eurocentrada como a responsável pelo seu processo de exclusão. Após as análises, foi possível descrever como os alunos e alunas, participantes da pesquisa, se constituem como aluno-sujeito excluídos pelo currículo de matemática. A pesquisa também contribuiu para a construção de um diagnóstico do presente, relativo aos processos de exclusão pela matemática, em cursos de um Instituto Federal, localizado no interior do Brasil, ao mostrar como discursos neoliberais, religiosos, patriarcais, feministas, científicos e pedagógicos-educacionais operam por intermédio da matemática, provocando exclusões.
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                    Elaboração de um modelo epistemológico de referência e de uma proposta de ensino para os inteiros relativos influenciado por um grupo de estudos com professores.
                    Curso Doutorado em Educação Matemática
                    Tipo Tese
                    Data 22/02/2022
                    Área MATEMÁTICA
                    Orientador(es)
                    • Marilena Bittar
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • KLEBER RAMOS GONÇALVES
                      Banca
                      • Cintia Melo dos Santos
                      • Edilene Simoes Costa dos Santos
                      • Jose Luiz Magalhaes de Freitas
                      • Marcus Bessa de Menezes
                      • Marilena Bittar
                      • Paula Moreira Baltar Bellemain
                      • Rute Elizabete de Souza Rosa Borba
                      Resumo Esta pesquisa respondeu a seguinte questão geratriz: Que proposta de ensino para Z é possível construir por meio da interação com um grupo de estudos de professores na perspectiva do PQM? Para tanto, construímos um Modelo Epistemológico de Referência que nos permitiu analisar o Modelo Dominante do conteúdo em questão. O referencial teórico mobilizado foi a Teoria Antropológica do Didático mais especificamente aspectos do Paradigma Questionamento do Mundo. Também mobilizamos condições e restrições identificadas a partir das conclusões da formação continuada com o grupo de professores dos laboratórios de matemática da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande/MS, desenvolvida com princípios do Paradigma Questionamento do Mundo. Essas conclusões também nos permitiram complementar o Modelo Epistemológico de Referência. Esse trabalho se fundamentou também em estudos sobre o Percurso de Estudo e Pesquisa analisados por meio das dialéticas Questão/Resposta, Mídia/Meio e Coletivo/Individual. Dessa forma, coerentemente, apresentamos o texto da tese em formato de mapa de questões e respostas em que duas respostas corações são apresentadas, sendo uma resposta referente ao grupo de estudos e outra à tese. As análises realizadas evidenciaram, entre outros aspectos, um ensino pautado em modelos concretos, cujo bloco tecnológico-teórico é dado por criações didáticas. Nesse sentido, as atividades da proposta alternativa se basearam em um ensino dado pela entrada dos inteiros relativos via estudos da álgebra escolar, combinados com os modelos concretos, particularmente, nas propriedades que justificam as técnicas para esses números, bem como na mobilização de diversos contextos para que esses números sejam compreendidos além da ideia de medida.
                      UM PROCESSO DE PESQUISA-FORMAÇÃO: DIÁLOGOS SOBRE CURRÍCULO ESCOLAR, TECNOLOGIAS DIGITAIS E CONHECIMENTOS DE PROFESSORAS
                      Curso Doutorado em Educação Matemática
                      Tipo Tese
                      Data 01/09/2021
                      Área MATEMÁTICA
                      Orientador(es)
                      • Suely Scherer
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Ivanete Fátima Blauth
                        Banca
                        • Andriceli Richit
                        • Aparecida Santana de Souza Chiari
                        • Carla Regina Mariano da Silva
                        • Frederico Fonseca Fernandes
                        • Luzia Aparecida de Souza
                        • SÉRGIO FREITAS DE CARVALHO
                        • Suely Scherer
                        Resumo Esta pesquisa foi desenvolvida com objetivo de analisar o processo de (re)construção de conhecimentos de professoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental e possíveis relações com um processo de formação continuada em serviço com/para a integração de tecnologias digitais ao currículo. A tese de doutorado se inseriu em uma pesquisa financiada pela Fundect/CAPES que objetivou investigar a integração de Tecnologias Digitais ao Currículo dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Os dados para esta tese, uma pesquisa-formação, foram produzidos durante dois anos (2017 e 2018), em parceria com cinco professoras em uma escola pública de Campo Grande. Dentre as ações desenvolvidas na escola, houve encontros quinzenais de planejamento com cada professora; observação de aulas; reuniões coletivas para reflexões e avaliação das ações na escola; oficinas, quando solicitado pelas professoras. Essas ações foram gravadas em áudio e foi elaborado um diário da pesquisadora para orientar a escrita de narrativas para a apresentação e análise de dados produzidos na pesquisa. Nesta tese apresentamos narrativas-diário e narrativas-análise sobre ações e diálogos em encontros de formação-planejamento com duas professoras do grupo, realizados em dois semestres letivos. As narrativas-análise se orientaram pelo pensamento complexo a partir de estudos de Morin e por estudos sobre a formação de professores para a integração de tecnologias digitais ao currículo escolar segundo Sánchez, Almeida e Valente. Ao discutir o conhecimento de professores para esta integração, a análise foi orientada por estudos de Mishra e Koehler. A partir das análises realizadas, consideramos que nesse processo de pesquisa-formação, a partir da parceria de pesquisadores e professoras, o processo de (re)construção de conhecimentos de cada professora foi contínuo, (re)construído a partir de diálogos sobre aulas, escola, alunos, movimentos que impulsionaram as professoras em cada encontro. Os conhecimentos das professoras para integração de tecnologias digitais foram sendo (re)construídos, se modificando a partir de diálogos, vivências, experiências e reflexões nos encontros de formação-planejamento. Cada encontro partiu do que pulsava no momento, envolvendo diálogos sobre como ensinar e aprender conteúdos previstos em Orientações Curriculares e sobre planejamentos e avaliações de ações com tecnologias digitais desenvolvidas em sala de aula. Nos diálogos e nas ações vivenciadas em sala de aula, cada professora, a seu modo, foi (re)construindo Conhecimentos Tecnológicos Pedagógicos de Conteúdos (CTPC), se auto-eco-organizando nas relações com seus alunos, escola, formação, produzindo diferentes currículos na escola e integrando tecnologias digitais. São conhecimentos em processo de construção, sendo transformados continuamente, em movimentos de “estar sendo” a cada momento construídos, não estáticos, prontos e acabados, um movimento de “CTPC sendo” construídos. Conhecimentos que afetam e são afetados pelo movimento complexo e diário da vida de cada professora, que transbordaram as intersecções propostas por Mishra e Koehler, pois envolvem diferentes emoções e subjetividades.

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                        Engenharia Didática em um processo de formação continuada: um estudo de conhecimentos de uma professora de matemática
                        Curso Doutorado em Educação Matemática
                        Tipo Tese
                        Data 01/09/2021
                        Área MATEMÁTICA
                        Orientador(es)
                        • Jose Luiz Magalhaes de Freitas
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • RENAN GUSTAVO ARAUJO DE LIMA
                          Banca
                          • Clélia Maria Ignatius Nogueira
                          • Edilene Simoes Costa dos Santos
                          • Jose Luiz Magalhaes de Freitas
                          • Marilena Bittar
                          • Paula Moreira Baltar Bellemain
                          • Sonia Maria Monteiro da Silva Burigato
                          • Veridiana Rezende
                          Resumo A presente investigação tem como objetivo geral analisar conhecimentos de uma professora de Matemática que participa de um processo de formação continuada pautado nas etapas da Engenharia Didática. Para isso, tomamos como base pesquisas que versam sobre o processo de formação continuada, que apresentam críticas nas ações que não levam em consideração a realidade do professor e a ausência do mesmo durante o processo de concepção da formação, para a proposição de um processo formativo que buscasse superar possíveis dificuldades. Como aporte teórico da pesquisa utilizamos a Teoria dos Campos Conceituais proposta por Vergnaud, que fornece um quadro teórico acerca do desenvolvimento cognitivo do sujeito diante das situações propostas, em especial as ideias de conhecimentos operatórios e predicativos do sujeito e conhecimentos em ação. Além disso, pautamo-nos na Engenharia Didática que utilizamos como aporte no desenvolvimento dos momentos da formação proposta, a partir das fases que a compõe. Nesse sentido, propusemos um curso de extensão para os professores de Matemática do município de Coxim – MS, com o intuito de realizar um processo formativo que estivesse pautado nas fases que compõem a metodologia de pesquisa da Engenharia Didática. O curso de extensão, que teve a participação de uma professora de Matemática que lecionava em turmas do 6º ao 9º, foi desenvolvido em 14 encontros, com periodicidade semanal, no 2º semestre de 2018. Considerando as necessidades e interesse da docente, foram trabalhados os temas de frações, números decimais, sistemas de equações do 1º grau e relações métricas na circunferência. Para cada tema percorremos os momentos que constituem a Engenharia Didática, realizando o estudo preliminar do tema, elaboração e análise a priori da sequência didática, a experimentação e a análise a posteriori e a validação da sequência. Realizamos essa organização pois acreditamos que durante os encontros seria possível perpassar por situações que contribuíssem para a formação da professora, tanto em aspectos matemáticos, quanto didáticos. Os dados analisados na pesquisa foram oriundos das gravações de áudio e o diário de bordo dos encontros, além dos planejamentos da professora. Em nossas análises evidenciamos que a professora manifestava, com frequência, a forma operatória do conhecimento, com a mobilização de procedimentos e algoritmos de resolução diante das situações propostas. Entretanto, ao tentar justificar essas estratégias, ela tinha dificuldade em relacionar propriedades, relações e justificativas envoltas na situação, componentes da forma predicativa do conhecimento. Nesse sentido, durante os encontros houve situações que desestabilizaram os conhecimentos matemáticos docente, levando-a a momentos de reflexão, possibilitando a construção de conhecimentos. Em relação aos conhecimentos didáticos, verificamos que a docente mobilizava alguns elementos relacionados à ênfase de situações que privilegiavam o uso de técnicas de resolução, além de acreditar que seus alunos necessitavam de sua ajuda para a resolução das atividades, de modo que modelamos esses conhecimentos como conhecimentos em ação didáticos. No decorrer do processo formativo, a professora se deparou com situações, como a análise a posteriori das atividades, que a levaram a repensar suas escolhas, apresentando vestígios de novos conhecimentos didáticos. Por fim, destacamos o uso da Engenharia Didática no processo de formação continuada de professores, apresentando alguns limites do contexto profissional que dificultam o trabalho, como a necessidade de seguir o cronograma e calendário escolar, e potencialidades, das quais destacamos a utilização de elementos da Engenharia Didática durante o trabalho do professor, como os preceitos da análise a priori e posteriori
                          CONSTRUÇÕES GEOMÉTRICAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL
                          Curso Doutorado em Educação Matemática
                          Tipo Dissertação
                          Data 30/04/2021
                          Área MATEMÁTICA
                          Orientador(es)
                            Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                              Banca
                              • Carla Regina Mariano da Silva
                              • Luzia Aparecida de Souza
                              • Maria Célia Leme da Slva
                              • Thiago Pedro Pinto
                              Resumo
                              METANÁLISE DAS PESQUISAS BRASILEIRAS DESENVOLVIDAS NA PERSPECTIVA GALPERIANA EM CONTEXTO DE FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA (2003-2018)
                              Curso Doutorado em Educação Matemática
                              Tipo Tese
                              Data 18/02/2021
                              Área MATEMÁTICA
                              Orientador(es)
                              • Patricia Sandalo Pereira
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Edinalva da Cruz Teixeira Sakai
                                Banca
                                • Edilene Simoes Costa dos Santos
                                • Fernanda Malinosky Coelho da Rosa
                                • João Coelho Neto
                                • Klinger Teodoro Ciriaco
                                • Maria Lucia Panossian
                                • Marta Sueli de Faria Sforni
                                • Patricia Sandalo Pereira
                                Resumo A presente pesquisa configura-se em uma tese de doutorado desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, vinculada ao Grupo de Pesquisa Formação e Educação Matemática – FORMEM. Pautamos nas bases teóricas da Teoria Histórico-Cultural, com foco nos pressupostos teóricos de Galperin. Tem como objetivo geral investigar, nas teses e dissertações desenvolvidas em contextos de formação inicial de professores de matemática, no período de 2003 a 2018, os elementos que evidenciam a organização do processo de ensino na perspectiva galperiana. Partimos da hipótese que a perspectiva galperiana em contexto de formação inicial de professores de Matemática oferece elementos contributivos para organização do processo de ensino. Dessa forma, desenvolvemos um estudo metanalítico norteado pela seguinte questão: Como as teses e as dissertações desenvolvidas em contextos de formação inicial de professores de matemática enunciam os elementos da organização do processo de ensino na perspectiva galperiana? Assim, com base no levantamento bibliográfico das pesquisas produzidas na perspectiva galperiana, mapeamos 78 pesquisas. Esse mapeamento identificou 22 pesquisas desenvolvidas em contextos de formação de professores, sendo que destas apenas cinco (5) inserem-se nos cursos de Licenciatura em Matemática, compondo assim, o corpus de análise da nossa pesquisa. As pesquisas utilizaram os pressupostos teóricos galperianos voltados para a assimilação dos conceitos, relativos aos conteúdos matemáticos que foram privilegiados nas propostas de intervenção pedagógica. As sínteses revelaram que a forma como as pesquisas analisadas enunciam o desenvolvimento da perspectiva galperiana em suas propostas apontam elementos que constituem as etapas de organização do processo de ensino concebidas em consonância com os Princípios Didáticos propostos por Galperin, possibilitando uma nova síntese, cujo teor evidencia que os elementos: a definição dos objetivos; o diagnóstico do grau de desenvolvimento da habilidade a ser formada; a estruturação dos conteúdos; a organização do processo de aprendizagem, segundo as etapas de assimilação de Galperin e a escolha das tarefas para formação da habilidade e de controle contribuem para organização do processo de ensino em contexto de formação inicial de professores de Matemática.
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                                AS POTENCIALIDADES DA ESPIRAL FORMATIVA NA FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA: um processo reflexivo e colaborativo no movimento de pesquisar e formar
                                Curso Doutorado em Educação Matemática
                                Tipo Tese
                                Data 15/12/2020
                                Área MATEMÁTICA
                                Orientador(es)
                                • Patricia Sandalo Pereira
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Nickson Moretti Jorge
                                  Banca
                                  • Edilene Simoes Costa dos Santos
                                  • Fernanda Malinosky Coelho da Rosa
                                  • Ivana Maria Lopes de Melo Ibiapina
                                  • João Coelho Neto
                                  • Klinger Teodoro Ciriaco
                                  • Patricia Sandalo Pereira
                                  • Simone Luccas
                                  Resumo Esta pesquisa foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática, no Instituto de Matemática (INMA) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), vinculada ao grupo de pesquisa Formação e Educação Matemática (FORMEM/CNPq). Esta investigação, teve, como objeto de estudo, a formação de professores de Matemática, tanto inicial como continuada, com base teórica no materialismo histórico-dialético, em uma pesquisa colaborativa, na qual se buscou compreender as potencialidades da espiral formativa na formação inicial e continuada de professores de Matemática como processo reflexivo e colaborativo no movimento de pesquisar e formar. Nesse contexto, tem-se, como questão central: Como a espiral formativa potencializa a compreensão do movimento de pesquisar e formar durante a formação inicial e continuada de professores de Matemática? Como referencial metodológico, utilizou-se a espiral formativa e seus procedimentos para a produção dos dados: planejamento, desenvolvimento da aula, entrevista, sessão reflexiva, novo planejamento, novo desenvolvimento da aula, nova entrevista, nova sessão reflexiva e entrevista final. A pesquisa foi desenvolvida em uma turma da disciplina de Estágio Curricular Supervisionado III no curso de licenciatura em Matemática da UFMS, campus Campo Grande, em conjunto com doze alunos, o pesquisador, a professora orientadora e dois professores da rede estadual de ensino do município de Campo Grande/MS. Os dados foram analisados a partir de reuniões videogravadas e de entrevistas coletivas. Durante a análise dos dados, emergiram as seguintes categorias: necessidade e causalidade; planejamento e as subcategorias participativo e dialógico colaborativo; reflexão e as subcategorias técnica, prática e crítica; e possibilidades de transformação. A partir dessas categorias, compreendeu-se que a espiral formativa potencializa a reflexão crítica na formação inicial e continuada de professores de Matemática mobilizando conhecimentos e práticas docentes, que favorecem as possibilidades de transformação nas estratégias, na metodologia de ensino, nos planejamentos, na participação dos alunos durante as aulas e no processo de ensino aprendizagem. Conclui-se que, na formação inicial e continuada, a espiral formativa é um caminho a ser seguido pelas escolas em conjunto com a universidade, pois, como agências formadoras, devem desenvolver, no cotidiano escolar, esse processo formativo, que possibilita ao docente compreender o seu papel, desenvolvendo, a partir das necessidades dos alunos e da comunidade, uma transformação de si e das suas realidades. Portanto, a espiral formativa é um novo caminho teórico e metodológico, que, pelo trabalho colaborativo em um movimento reflexivo, possibilita o desenvolvimento da formação de professores de Matemática.
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                                    INTEGRAÇÃO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS AO CURRÍCULO DE TURMAS DO ENSINO MÉDIO: Iniciando Movimentos em uma Escola e sua Comunidade
                                    Curso Doutorado em Educação Matemática
                                    Tipo Tese
                                    Data 25/11/2020
                                    Área MATEMÁTICA
                                    Orientador(es)
                                      Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                        Banca
                                        • Adamo Duarte de Oliveira
                                        • Aparecida Santana de Souza Chiari
                                        • Marilena Bittar
                                        • Nielce Meneguelo Lobo da Costa
                                        • Suely Scherer
                                        Resumo  
                                        DO CORPO ESGOTADO À CRIAÇÃO DE CURRÍCULOS-OUTROS: uma ocupação secundarista possível
                                        Curso Doutorado em Educação Matemática
                                        Tipo Tese
                                        Data 01/10/2020
                                        Área MATEMÁTICA
                                        Orientador(es)
                                        • Marcio Antonio da Silva
                                        Coorientador(es)
                                        • Paola Judith Amaris Ruidiaz
                                        Orientando(s)
                                        • Débora Reis Pacheco
                                        Banca
                                        • Antonio Carlos Rodrigues de Amorim
                                        • Luzia Aparecida de Souza
                                        • Marcio Antonio da Silva
                                        • Paola Judith Amaris Ruidiaz
                                        • Roger Miarka
                                        • Silvio Donizetti De Oliveira Gallo
                                        • Sônia Maria Clareto
                                        • Thiago Pedro Pinto
                                        Resumo Esta pesquisa tem como objetivo tornar sensível outras construções curriculares a
                                        partir de experiências vividas nas ocupações de escolas paulistas ocorridas em 2015
                                        e 2016. Por meio de uma cartografia, encontros entre a pesquisadora e
                                        secundaristas são traçados em articulação com conceitos, principalmente, de
                                        Deleuze e Guattari. As secundaristas que se apresentam como personagens desta
                                        tese demonstram um processo de esgotamento com relação a uma maquinaria
                                        escolar. Corpos já cansados de um currículo em funcionamento chegam ao
                                        esgotamento, no sentido deleuziano, com o anúncio de uma proposta de
                                        reorganização da rede estadual de São Paulo. E, a partir desse gatilho, uma tese se
                                        desenvolve questionando: o que pode um corpo esgotado na criação de currículosoutros? A escrita cartográfica em fragmentos, necessariamente, assume um tom
                                        político e transita entre agenciamentos molares e moleculares nas
                                        criações/construções curriculares, rompendo com a busca de identidades de uma
                                        área de Educação Matemática e se abrindo para currículos outros que fogem a
                                        qualquer área disciplinar. Nesses movimentos, nota-se que corpos esgotados
                                        reverberam processos criativos, em que currículos efêmeros são colocados para
                                        dançar, possibilitando a eternização em bloco de sensações.
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                                        A NOOSFERA, UM LUGAR DE TENSÃO PARA O CURRÍCULO. Estudo de um sistema de avaliação de livros didáticos sobre o estudo do campo aditivo nos anos iniciais
                                        Curso Doutorado em Educação Matemática
                                        Tipo Tese
                                        Data 28/09/2020
                                        Área MATEMÁTICA
                                        Orientador(es)
                                        • Marilena Bittar
                                        Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                          • Danielly Regina Kaspary dos Anjos
                                          Banca
                                          • Annie Bessot
                                          • Berta Barquero Farras
                                          • Floriane Wosniak
                                          • Hamid Chaachoua
                                          • Jose Luiz Magalhaes de Freitas
                                          • Luiz Marcio Santos Farias
                                          • Marianna Bosch Casabò
                                          • Marilena Bittar
                                          • Paula Moreira Baltar Bellemain
                                          • Thiago Pedro Pinto
                                          Resumo xxx
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                                            EDUCAÇÃO MATEMÁTICA CRÍTICA DIRECIONANDO CURRÍCULOS: constituição de sujeitos e de uma tecnologia de governo
                                            Curso Doutorado em Educação Matemática
                                            Tipo Tese
                                            Data 25/08/2020
                                            Área MATEMÁTICA
                                            Orientador(es)
                                            • Marcio Antonio da Silva
                                            Coorientador(es)
                                              Orientando(s)
                                              • Júlio César Gomes de Oliveira
                                              Banca
                                              • Ana Carolina Faustino
                                              • Claudia Glavam Duarte
                                              • Lisete Regina Bampi
                                              • Luzia Aparecida de Souza
                                              • Marcio Antonio da Silva
                                              • Thiago Donda Rodrigues
                                              • Thiago Pedro Pinto
                                              Resumo
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                                              POR UMA ESCRITA-FOTO-EXPERIMENTAÇÃO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES (ou: UMA TESE-ÁLBUM COM ATIVIDADES BASEADAS EM CATEGORIAS DO COTIDIANO EM GRUPOS DE TRABALHO)
                                              Curso Doutorado em Educação Matemática
                                              Tipo Tese
                                              Data 01/07/2020
                                              Área MATEMÁTICA
                                              Orientador(es)
                                              • Joao Ricardo Viola dos Santos
                                              Coorientador(es)
                                                Orientando(s)
                                                • JULIO CESAR PARO
                                                Banca
                                                • Angela Maria Guida
                                                • Carla Regina Mariano da Silva
                                                • Edilene Simoes Costa dos Santos
                                                • Joao Ricardo Viola dos Santos
                                                • Patrícia Rosana Linardi
                                                • Roger Miarka
                                                • Sônia Maria Clareto
                                                • Thiago Pedro Pinto
                                                • Viviane Cristina Almada de Oliveira
                                                Resumo Neste trabalho, uma tese-álbum, nos inventamos em movimentos de escrita-foto-experimentações, em uma tentativa de produções outras em uma Educação Matemática, em espaços de Formação de Professores de Matemática. Nossas travessias foram produzidas em ensaios: “Matemáticas nas vidas de um professor”, “Histórias formações”, “Iguana”, “Os inteiros, a loteria e a lanchonete”, apenas para falar de algumas. Podem ser doze no total. Podem ser 14, 16, ..., 13 ou quantas forem possíveis. Nossos processos, movimentos, tentativas, travessias, e se quiserem, nosso (um) objetivo foi o de produzir escrita-foto-experimentações com discussões, problematizações, produções com atividades baseadas em categorias do cotidiano em grupos de trabalho. Não se trata de investigar os grupos de trabalho ou de se colocar fora desse processo e constituir um possível objeto de pesquisa. Trata-se de um movimento de inventar mundos, inventando-se neles: pôr em marcha um processo de produção de significados. Trata-se de uma sobrevivência, invenção, frente (e com) demandas que atravessaram um processo de doutoramento. Uma demanda de nossas escrita-foto-experimentações foram os grupos de trabalho caracterizados como espaços formações. Além dos grupos de trabalho em Bagé-RS, Campo Grande-MS, São João del-Rei-MG e Sinop-MT, constituíram-se como grupos de trabalho reuniões do projeto de pesquisa, encontros com professores em Manchester (UK) e a banca de qualificação do doutorado. A fotografia, cotidiana a mim, engendrou uma demanda de produção com uma marca estética e política desta tese-álbum. O Modelo dos Campos Semânticos foi usado como uma possibilidade para nossos movimentos, tentativas. As noções de conhecimento, significado, legitimidades, leitura plausível, estranhamento e descentramento foram postas em movimento, mesmo que muitas vezes não explicitadas no processo. E nessa composição de vidas, de escrita-foto-experimentações delineamos argumentos na direção de que um processo de formação de
                                                professores que inclua as noções de estranhamento e descentramento, no qual se estabelece uma dinâmica de modos de produção de significados, que se preocupa com a ampliação do repertório dos professores, e não com o engessamento dessas produções de significado, se constituindo assim em um projeto possível. E que uma escrita-foto-experimentação que apresenta rastros, intensidades e outras características se apresenta como um esboço de uma estética e uma política de pesquisa para educações matemáticas outras.
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