| Representações sociais da autolesão para jovens escolares de Campo Grande/MS: o corpo em questão |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
20/12/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Amanda Ferreira de Andrea
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| Banca |
- Alberto Mesaque Martins
- Alexandra Ayach Anache
- Hugo Monteiro Ferreira
- Maria Isabel Antunes Rocha
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| Resumo |
Na esteira das práticas corporais, a ação de provocar marcas intencionais no próprio corpo com o objetivo de promover alívio do sofrimento psicológico é entendida como um fenômeno social e contemporâneo. A autolesão, uma das terminologias utilizadas para nomear esse fenômeno, a qual será adotada nesse trabalho, apresenta duas características centrais: as lesões não possuem intenção suicida e não são validadas socialmente. Diversos autores consideram que a autolesão é praticada principalmente por jovens, sendo a prática, por vezes, reforçada entre os adolescentes. Observa-se, dentre outros aspectos, que a hiperconectividade, marcante dos dias atuais tem refletido na subjetividade dos jovens, principalmente nas meninas e mulheres, na sua relação com seus corpos, saúde e bem-estar, sendo impactados pelas normativas de beleza e moda que circulam socialmente, na busca do corpo ideal, magro e saudável. O corpo aparece, para os jovens, como objeto de importância social. Dito isso, essa pesquisa teve como objetivo geral analisar as representações sociais de jovens escolares em relação a autolesão. Nos objetivos específicos, buscou-se analisar as atitudes, comportamentos e hábitos relacionados às práticas corporais ou cuidados com o corpo entre os jovens e analisar os aspectos estruturais das representações sociais de autolesão para os jovens participantes da pesquisa. Para o desenvolvimento da pesquisa, utilizou-se da perspectiva teórica da Teoria das Representações Sociais, por meio da abordagem estrutural do Núcleo Central. A pesquisa foi do tipo qualitativa, realizada por meio da aplicação de um formulário online, composto pela Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP), além de questões sobre caracterização sociodemográfica, percepção de saúde mental, satisfação corporal, práticas corporais e experiências de autolesão. A aplicação se deu em três escolas públicas da rede estadual de ensino, localizadas no município de Campo Grande – Mato Grosso do Sul. Participaram 83 jovens, sendo uma maior parte meninas e a mesma proporção de jovens brancos e negros. Por meio dos resultados, foi possível constatar que as meninas são as que mais indicam insatisfação corporal e autopercepção negativa da saúde mental, em que a internet parece ter significativa relação, uma vez que a maioria dos jovens relatou uso constante das redes sociais, relação também apontada por outras pesquisas. Em relação às representações sociais (RS) da autolesão para este grupo de jovens, o núcleo central é composto pelos elementos dor e corte, enquanto elementos organizativos e normativos. O sistema periférico está organizado por categorias das causas para a autolesão, das funções e dos métodos e instrumentos, significados a partir do núcleo central. Por fim, constatou-se a necessidade de construir espaços de expressão e acolhimento à juventude, possibilitando outros meios de assimilação e ressignificação dos sofrimentos vivenciados. |
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| A infração sexual e as (im)possibilidades de reintegração social de adolescentes: cartografias de uma psicóloga na socioeducação |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
18/12/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Luiza Regina Campos Dalpiaz
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| Banca |
- Ana Claudia dos Santos
- Cledione Jacinto de Freitas
- Conrado Neves Sathler
- Jeferson Camargo Taborda
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| Resumo |
Este trabalho problematiza as possibilidades e impossibilidades no processo de reintegração de adolescentes autores de infrações sexuais, incluindo casos de estupro de vulnerável, no contexto das medidas socioeducativas em meio aberto. A partir de minha experiência profissional como psicóloga no Serviço de Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medida Socioeducativa de Liberdade Assistida e Prestação de Serviços à Comunidade, identifiquei lacunas nas práticas atuais, como a automatização das intervenções, a falta de engajamento comunitário e a pouca valorização de marcadores sociais, especialmente os relacionados às questões de gênero. Utilizando o método da Cartografia Social de Deleuze e Guattari, a pesquisa foi desenhada em três seções complementares e dois artigos científicos. As seções abordam a relação entre juventude, medidas socioeducativas e o ato infracional de estupro de vulnerável, destacando a importância dos estudos de gênero e problematizando a escassez de pesquisas sobre a temática no Estado de Mato Grosso do Sul. O primeiro artigo, de natureza teórica, analisa o atravessamento dos dispositivos de gênero e do patriarcado no ato infracional de estupro de vulnerável, bem como as possibilidades de atuação da Psicologia nesse contexto, propondo intervenções que desnaturalizem e despatologizem tais infrações. O segundo artigo contou com a autoetnografia performativa crítica, onde utilizo os conceitos foucaultianos de práticas confessionais enquanto práticas discursivas, regimes de verdade, além do conceito de tanatopolítica de Agamben, para discutir os desafios éticos e políticos da reintegração desses adolescentes. Ao problematizar as práticas socioeducativas vigentes, a pesquisa busca fomentar uma atuação mais humanizada e reflexiva, alinhada à crítica de Baratta e ao questionamento do modelo ressocializador proposto pelo Sinase. Assim, pretende-se contribuir para o debate sobre a reintegração desses jovens, enfatizando a necessidade de práticas inclusivas e dialógicas em um contexto permeado por relações de poder e marginalização. |
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| Socioeducação e preconceito: uma análise à luz da teoria crítica |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Artigo Científico |
| Data |
06/12/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Branca Maria de Meneses
- Dulce Regina dos Santos Pedrossian
- Nivaldo Alexandre de Freitas
- Zaira de Andrade Lopes
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| Resumo |
Este estudo foi desenvolvido com o objetivo de analisar se ocorre a manifestação de preconceito em relação aos adolescentes em cumprimento da medida socioeducativa de prestação em serviços à comunidade em escolas no município de Campo Grande/MS. Paralelamente, relizou-se uma revisão de literatura nos campos da Psicologia, Ciências Humanas e Sociais, bem como na área da Educação a fim de conhecer o que vem sendo publicado acerca das interrelações entre Socioeducação, Educação e Preconceito. A partir disso, a metodologia, análise e resultados foram descritos em formato de dois artigos. Para a revisão de literatura, realizou-se uma busca nas bases de dados Scielo, Pepsic e Periódicos CAPES, partindo dos descritores “socioeducação”, “educação” e “preconceito”. A análise dos dados encontrados foi realizada por meio das contribuições da Teoria Crítica da Sociedade da Escola de Frankfurt. O quantitativo final do levantamento sistemático constou de 27 artigos, publicados no período de 2000 a 2020. Foram encontrados estudos que dissertaram ora sobre as relações entre socioeducação e preconceito ora sobre educação e preconceito. A maior parte dos estudos analisados partiu de discussões sobre a constituição do sujeito e suas relações com a educação e o preconceito. Poucas foram as publicações que dissertaram sobre socioeducação (06 artigos), no geral. Dentre as observações realizadas ao longo da pesquisa, menciona-se a importância da educação inclusiva aplicada e desenvolvida na socioeducação, tendo consequências significativas nos processos e práticas socioeducativas, com possibilidades de superação em relação ao combate ao preconceito. O estudo subsquente apresenta a metodologia e a análise dos resultados de uma pesquisa realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com quatro socioeducadores, trabalhadores (as) em unidades receptoras de medidas socioeducativas de prestação de serviços à comunidade, de três escolas estaduais do município mencionado. A Teoria Crítica da Sociedade contribui com os estudos referentes ao preconceito ao conduzir às análises suas raízes estruturais e ideológicas, e propor mudanças nas formas de pensar e organizar a sociedade para combater a discriminação em suas diversas formas. Nas avaliações dos resultados, foram analisados os dizeres dos participantes da pesquisa e identificadas verbalizações que entrelaçaram, além do preconceito em relação aos adolescentes em conflito com a lei, outros temas que aludem a ele, tais como sentimentos manifestos, responsabilidades da família, qualificação profissional, sociedade, segregação e justiça social. Apareceram, nos discursos, os receios frente ao desconhecido do ato infracional, bem como a escassez de preparo técnico sobre a socioeducação e a legislação que a rege, a garantia dos direitos e demais procedimentos e técnicas que visem ao pensamento crítico e a emancipação humana desses sujeitos. Os resultados evidenciam que as práticas socioeducativas precisam ser repensadas e debatidas ampliando-se o universo de pesquisas com o propósito de elaborar alternativas à efetivação da socioeducação, e, em especial, a luta pelo enfrentamento ao preconceito, devido a sua presença nas instituições e na sociedade como um todo. |
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| Relações afetivas no trabalho: um estudo com profissionais da Enfermagem hospitalar |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
02/12/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Talita Vanessa Akamine Silva Moreira
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| Banca |
- Branca Maria de Meneses
- Dulce Regina dos Santos Pedrossian
- Jeferson Camargo Taborda
- Zaira de Andrade Lopes
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| Resumo |
O interesse desta dissertação é centrado nos estudos sobre as relações afetivas no trabalho, decorrente de pesquisa com profissionais da enfermagem de um hospital privado de Campo Grande (MS). Como base epistemológica, utilizou-se a Teoria Crítica da Sociedade – Escola de Frankfurt. Esta pesquisa teve os objetivos específicos (1) a identificação do significado dado ao trabalho pelos participantes deste estudo e (2) a análise das emoções e dos afetos manifestados no trabalho pelos participantes da pesquisa. Esta pesquisa tem caráter qualitativo, por meio de entrevistas com perguntas semi estruturadas organizadas de acordo com a Escala Social e de Relações Afetivas no Trabalho e subdivididas em três sub escalas: trabalho e ideologia, afeto e trabalho e significado do trabalho – material desenvolvido e validado por Meneses (2008). Os resultados obtidos apontam que os sujeitos da pesquisa identificaram o trabalho como significativo, ligado ao sustento de si e da família; se sentir importante, pela escolha profissional (enfermagem- ajudar o próximo) e à utilidade (de se sentir útil). Quanto aos afetos no trabalho, os participantes da pesquisa manifestaram felicidade, raiva e tristeza. Ao manifestarem as emoções, o choro, ansiedade, chateação e estresse foram as principais atreladas ao trabalho. |
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| Ensino de Tato para Crianças com Transtorno do Espectro Autista com Estímulos Discriminativos Mais Preferíveis e Menos Preferíveis |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
27/11/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Amanda Carolina Botareli Cesar
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| Banca |
- Alexandra Ayach Anache
- Ana Karla Silva Soares
- Lucas Ferraz Cordova
- Paulo Roberto dos Santos Ferreira
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| Resumo |
O presente estudo tem como intuito avaliar o aprendizado do operante verbal tato em crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), comparando dois métodos de ensino após avaliação de itens preferíveis. Um dos métodos empregou estímulos discriminativos com itens mais preferíveis, enquanto o outro utilizou como estímulos itens menos preferíveis. Foram explicitadas as características diagnósticas descritas pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM V) do espectro, ressaltando os déficits persistentes na comunicação. Os comportamentos verbais foram categorizados com base nas definições de operantes verbais, mais especificamente o tato, foco da pesquisa em questão. Definido por Skinner como o operante verbal em que a resposta é controlada por um estímulo antecedente não verbal (p. ex. um objeto, uma ação ou uma propriedade) e essa resposta é fortalecida por um estímulo reforçador generalizado. Utilizou-se de desenho experimental de caso único 3 crianças com TEA entre 6 e 7 anos que passaram, uma de cada vez, pelo procedimento para o ensino do operante verbal tato. Para o treino, foram utilizados estímulos reforçadores selecionados pelos participantes e estímulos menos reforçadores selecionados pela experimentadora. A pesquisa apresenta os resultados obtidos do treino tato comparando as duas estratégias de ensino adotadas. |
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| As representações sociais de pessoas idosas sobre o envelhecimento e velhice em tempos de pandemia da Covid-19 |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
15/10/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Heloanny Vilarinho Alencar
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| Banca |
- Alexandra Ayach Anache
- Jacy Correa Curado
- Zaira de Andrade Lopes
- Zeidi Araújo Trindade
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| Resumo |
O estudo sobre o envelhecimento e velhice tem se tornando tema de interesse científico para muitos(as) pesquisadores(as). Certamente, uma das razões que explicam essa causalidade se refere a representatividade demográfica da população idosa no Brasil e no mundo. À medida que a população idosa aumenta e as transformações culturais ocorrem, novos desafios, expectativas e problemas sociais também surgem. No atual cenário contemporâneo, um grande problema social que se mostrou em evidência diz respeito ao surgimento da pandemia da Covid-19, revelando concepções, discursos e práticas conflitantes sobre o envelhecimento e a velhice. Diante desse cenário, a presente pesquisa investigou sobre o envelhecimento, a velhice e as pessoas idosas durante a pandemia da Covid-19, com base no seguinte problema de pesquisa: quais as representações sociais que pessoas idosas possuem sobre o envelhecimento e a velhice em tempos de pandemia da Covid-19? O objetivo geral foi analisar as representações sociais de pessoas idosas sobre o envelhecimento e velhice em tempos de pandemia da Covid-19. O estudo é fundamentado na Teoria das Representações Sociais e caracteriza-se como uma pesquisa de campo, do tipo descritiva e de abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas individuais semiestruturadas, composta por uma amostra não probabilística de oito participantes, sendo dois homens e seis mulheres, convidados(as) por meio do método “Snowball”. Ao final, as entrevistas foram transcritas e organizadas com base na técnica de Análise de Conteúdo de Bardin, sendo divididas em dois eixos temáticos: (1) envelhecimento e velhice, e; (2) pandemia da Covid-19. Cada eixo temático traz em sua composição outros subtemas que, ao serem identificados por aproximação de significados semelhantes, formaram as respectivas categorias de análise. Os resultados apontaram que as representações sociais sobre o envelhecimento e a velhice possuem um caráter ambivalente. Por um lado, destacaram-se aspectos positivos e satisfatórios, como longevidade, respeito, experiências acumuladas, convivência familiar, estabilidade financeira, aposentadoria, autonomia e autocuidado. Por outro, surgiram aspectos negativos, associados às perdas e dificuldades, como alterações biológicas, problemas de saúde, limitações físicas, medo da dependência e desvalorização social. Em relação à pandemia da Covid-19, esta foi representada como uma doença que gerou medo, perdas significativas e medidas preventivas. Também emergiram críticas ao descaso governamental e ao dilema ético sobre a priorização entre jovens e pessoas idosas. A vivência pandêmica destacou desafios como isolamento social, preocupação com higiene, vulnerabilidade ao contágio e estigmatização social. No entanto, sentimentos positivos, como a valorização pela prioridade na vacinação, gratidão a Deus e a sensação de vitória, também foram ressaltados. Tais elementos refletem estratégias de enfrentamento e resiliência diante das adversidades deste período. |
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| Adoecimento Mental em Policiais: Identificação de Preditores para o Desenvolvimento de um Sistema de Intervenção Precoce |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Artigo Científico |
| Data |
06/09/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Alexandre Jose de Souza Peres
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alexandre Jose de Souza Peres
- Cristiane Faiad de Moura
- Eveli Freire de Vasconcelos
- Jucimara Zacarias Martins
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| Resumo |
Esta dissertação, composta por dois estudos, visou identificar preditores de adoecimento mental visando a proposição de critérios de seleção para o desenvolvimento de um Sistema de Intervenção Precoce (SIP) em saúde mental. Ambos os estudos foram realizados com os dados de registros administrativos desindentificados cedidos por uma instituição policial do centro-oeste brasileiro para essa finalidade. O Estudo 1 realizou uma análise epidemiológica dos transtornos mentais e comportamentais (TMC) entre policiais da instituição, no período de 2014 a 2022, registrando 6.298 licenças para tratamento de saúde em geral, para 1.944 servidores, com uma média de 3,24 licenças por servidor. A prevalência de TMC variou entre 2,73% e 5,03%, enquanto a incidência oscilou entre 2,82% e 5,28%. Os transtornos neuróticos, relacionados com o “stress” e somatoformes, foram os mais frequentes, correspondendo a 42,22% a 55,59% de ocorrências, seguidos pelos transtornos de humor, com variação de 46,67% a 50,84%. Esses dados revelam que 30% das licenças médicas estavam associadas a TMC, indicando a necessidade de estratégias preventivas. O Estudo 2 identificou preditores de TMC por meio do treinamento de modelos de aprendizado de máquina. Os modelos treinados se mostraram acurados: random forest (96,09%), decision tree (95,56%) e regressão logística (89,06%). Buscou-se realizar uma interpretação integrada dos resultados dos três modelos. Reconhecimento no trabalho, como elogios e premiações, atuou como fator protetor, enquanto baixo desempenho no estágio probatório, ocorrências de ourtas doenças e mudanças de lotação aumentaram o risco de TMC. Por fim, argumentamos que os resultados são evidências de que intervenções voltadas à valorização e estabilidade no trabalho podem prevenir TMC entre policiais, bem como advogamos pela constituição de um SIP em saúde mental. |
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| Efeitos de um não-lugar: como se constitui o sujeito negro |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
05/09/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Weiny Cesar Freitas Pinto
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Leonardo Italo Pessoa Ferreira Gomes
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| Banca |
- Lourival dos Santos
- Marcelo Bueno de Paula
- Thaize de Souza Reis
- Weiny Cesar Freitas Pinto
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| Resumo |
O presente trabalho busca compreender como se dá a constituição de sujeito para a psicanálise, e nessa interface busca-se compreender sobre o sujeito negro. O lugar psicossocial em que o negro está inserido no Brasil tem efeitos psíquicos na sua constituição de sujeito? A hipótese desta pesquisa reside no fato que o fenômeno do racismo estrutural tem consequências não apenas no plano sociológico, mas também no plano psíquico na constituição do negro como sujeito. Propõe-se pensar que o racismo estrutural contribui para que exista um não-lugar social, o qual tem efeitos na constituição do sujeito negro. Para compreender tais objetivos, será realizada uma pesquisa bibliográfica com a revisão cuidadosa de textos sobre o racismo estrutural, tomando como autor principal do tema o Silvio de Almeida, e também textos psicanalíticos, utilizando como principal referencial teórico Sigmund Freud, e literaturas complementares de Jacques Lacan para compreender em linhas gerais o sujeito na psicanálise. |
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| Efeito do treino de palavras com controle temático e formal na aquisição de resposta intraverbal |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
23/08/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alexandre Jose de Souza Peres
- Ana Karla Silva Soares
- Carlos Augusto de Medeiros
- Lucas Ferraz Cordova
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| Resumo |
Skinner descreveu o comportamento verbal como um comportamento operante no qual a consequência é mediada por um ouvinte treinado dentro da comunidade verbal; as respostas podem variar, tanto pela função como a topografia, partir das relações estabelecidas pelo antecedente e consequente. Neste aspecto, postulou-se que a relação antecedente advém do controle temático e do controle formal. Porém, ao ressaltar os controles, constata-se que as separações entre elas podem ser classificadas como didáticas, pois no operante intraverbal, conforme descrito por Skinner, as rimas poderiam estar sob os dois controles. Ao escolher este tipo de comportamento verbal, o objetivo desta pesquisa foi observar as consequências no repertório verbal categorizado como intraverbal após o treino de palavras com controle formal e com controle temático. Deste modo, o método foi estabelecido e aplicado com 10 participantes voluntários da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O treinamento envolveu 12 pares de palavras inventadas, divididos em dois blocos com controle temático e parcialmente formal, e blocos apenas com controle temático; o treino de ecoico precedeu o intraverbal. Por conseguinte, registraram-se as respostas do participante quando questionado sobre o correspondente ao par, investigando a relação temática e formal das duas condições supracitadas. Os resultados foram apresentados considerando uma métrica abrangente que captura a soma total das respostas dos participantes, apresentando tanto as respostas correta quanto as tentativas ao longo do treino. Esses resultados sugerem que a presença de controle temático e do controle formal nas palavras pode aumentar a probabilidade de respostas correspondentes ao par, ou seja, as palavras que rimam apresentaram desempenho ligeiramente superior. No entanto, é importante considerar as nuances e limitações do estudo representado nos resultados. |
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| Violência contra as mulheres e masculinidades: questões de gênero |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Artigo Científico |
| Data |
22/08/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Cledione Jacinto de Freitas
- Jeferson Camargo Taborda
- Miguel Rodrigues de Sousa Neto
- Vicentina dos Santos Vasques Xavier
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| Resumo |
Este trabalho versa sobre as correlações possíveis entre as categorias gênero, violência de gênero contra as mulheres e masculinidades. Possui como ponto de partida o fenômeno psicossocial da violência de gênero contra as mulheres, suas determinações histórico-culturais e as relações de gênero. A base epistemológica que fundamental este estudo consiste na denominada Crítica Feminista, que é um tipo de epistemologia feminista crítica que leva em consideração as determinações do sistema ideológico patriarcal que traz como uma de suas consequências, as relações desiguais de poder e oportunidades entre os gêneros: a violência de gênero contra as mulheres pode ser uma dessas consequências. Esta pesquisa obteve como produto três artigos científicos, a saber: artigo 01 – ensaio teórico a partir de uma revisão narrativa de literatura sobre o sistema ideológico do patriarcado e conceituações a respeito da categoria de gênero; artigo 2 – ensaio teórico a partir de uma revisão narrativa de literatura sobre a violência de gênero contra as mulheres, masculinidades e grupos reflexivos de homens autores de violência doméstica e familiar; artigo 3 – pesquisa bibliográfica, consistindo em uma revisão sistemática e integrativa de literatura para responder ao questionamento “o que os periódicos de Psicologia têm publicado acerca das interrelações entre gênero, violência de gênero contra as mulheres e masculinidades?”. Em relação ao último artigo, foram realizadas revisão sistemática e integrativa de literatura com os seguintes critérios de inclusão: (1) artigos publicados nos periódicos escolhidos para a pesquisa documental; (2) publicações entre 2016 a 2022; (3) artigos completos; (4) artigos com palavras-chave e temática relacionadas aos descritores “gênero”, “violência de gênero” e “masculinidades”. Para a organização e análise dos dados foi utilizado o método da Análise de Conteúdo de L. Bardin. Após a separação dos artigos encontrados em Categorias Temáticas, identificou-se que as publicações discorreram sobre a temática aqui estudada sob diversas vertentes, não havendo uma unanimidade em relação ao uso dos termos “violência de gênero”, “violência contra a mulher”, “violência doméstica e familiar contra as mulheres”, o que dificulta o entendimento global do fenômeno da violência contra as mulheres. A maioria dos artigos apresenta uma discussão de gênero sobre a violência contra a mulher e as masculinidades. Também na maioria das publicações, as masculinidades foram representadas em suas perspectivas hegemônicas, de acordo com postulações de Raewyn Connell. Observou-se que poucas foram as publicações encontradas nos periódicos de Psicologia selecionados, o que demonstra que é preciso que essa área do conhecimento realize maiores estudos e pesquisas, a fim de operacionalizar, além da criação e planejamento de políticas públicas, ações interventivas que objetivem ao enfrentamento da violência de gênero contra as mulheres, assim como propostas para repensar as performances de masculinidades que acabam por produzir discursos e práticas violentas na sociedade. |
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| Práticas discursivas sobre a violência contra as mulheres na contemporaneidade: uma crítica feminista à objetividade dos números e a centralidade da judicialização |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
16/08/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Márcia Paulino da Silva Lopes
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| Banca |
- Ana Maria Gomes
- Jacy Correa Curado
- Jeferson Camargo Taborda
- Vicentina dos Santos Vasques Xavier
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| Resumo |
A violência doméstica e familiar contra as mulheres é um fenômeno histórico e sociocultural que se manifesta a partir das desigualdades de gênero e das relações de poder assimétricas, as quais produzem relações de dominação pelos homens e de subordinação das mulheres em diferentes lugares do mundo e em distintas épocas. Essa pesquisa tem como objetivo conhecer e analisar as práticas discursivas sobre a violência doméstica e familiar contra as mulheres, tendo como embasamento teórico a psicologia social, na perspectiva sócio-construcionista, em diálogo com as epistemologias feministas estudos de gênero. Os caminhos metodológicos partem dos Planos Nacionais de Políticas para as Mulheres como Documentos de Domínio Público em uma pesquisa caracterizada como qualitativa, analítica, descritiva e explicativa. Problematizamos a construção das práticas discursivas das políticas públicas de enfrentamento da violência contra as mulheres a partir de dois aspectos, a construção dos números como uma verdade absoluta, e da perpectiva da judicialização punitivista como centrais na atualidade. Orientadas pela abordagem interseccional, posicionamos nossa crítica, propondo a ampliação da atuação da psicologia social como fundamental para o enfrentamento à violência contra as mulheres. Visando contribuir com a atuação de profissionais da psicologia junto às mulheres vítimas de violência, listamos algumas metodologias entendidas como potenciais recursos para a transformação no âmbito da subjetividade das mulheres e do contexto sociocutural que perpetua a violência de gênero contra as mulheres. |
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| Terapia baseada na mentalização: aspectos teóricos, epistemológicos e metodológicos |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Artigo Científico |
| Data |
26/07/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Weiny Cesar Freitas Pinto
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Caio Padovan Soares de Souza
- Lucas Ferraz Cordova
- Maria de Fatima Chavarelli
- Weiny Cesar Freitas Pinto
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| Resumo |
Esta pesquisa investigou a Terapia Baseada na Mentalização (TBM), analisando suas bases teóricas, práticas clínicas e implicações epistemológicas. Desenvolvida nos anos 90 a partir das teorias de Peter Fonagy e colaboradores, a TBM integrou conceitos de diversas disciplinas, como a psicanálise e a teoria do apego, para tratar transtornos psicológicos, com foco no Transtorno de Personalidade Borderline. Os artigos revisados destacaram a trajetória histórica da TBM, o conceito central de mentalização e suas bases teóricas, além das práticas técnicas específicas. Apesar dos avanços, a pesquisa apresentou limitações, como a dependência de estudos empíricos anteriores, a simplificação de construtos teóricos complexos e a escassez de estudos longitudinais. Adicionalmente, houve falta de clareza sobre práticas baseadas em evidências e sobre a posição da teoria do apego como teoria do desenvolvimento. A aplicabilidade da TBM em contextos não-clínicos ainda era incipiente, não permitindo que fosse considerada uma ontologia completa. Reconhecer essas limitações é crucial para promover uma melhor integração teórica e prática da TBM. Futuros estudos devem focar em desenvolver pesquisas longitudinais, explorar a eficácia da TBM em diferentes contextos e populações, e aprofundar a integração da teoria do apego com a psicanálise, visando responder às demandas contemporâneas da psicoterapia. |
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| Iniciação ao uso de álcool e outras substâncias psicoativas por homens universitários durante a pandemia de Covid-19 |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
02/05/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Jaine Aparecida Colecta Galhardo
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| Banca |
- Alberto Mesaque Martins
- Ana Karla Silva Soares
- Cremildo Joao Baptista
- Patricia Maria Fonseca Escalda
- Thiago Mikhael Silva
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| Resumo |
Estudos com a população jovem brasileira têm detectado altas prevalências de consumo de substâncias psicoativas (SPA), especialmente álcool, maconha, cocaína, entre outras. De modo geral, o uso de SPA no Brasil se inicia antes do ingresso na universidade e se intensifica ao longo da formação universitária. Nesse contexto, destaca-se a população universitária masculina, cujo consumo de álcool e drogas é elevado e potencializado devido ao processo de socialização e construção social das masculinidades. A pandemia de COVID-19 e as medidas de distanciamento social repercutiram nos hábitos de vida da população, gerando prejuízos à saúde mental, sendo importante considerar as possíveis implicações no consumo de SPA. Tratase de uma pesquisa quantitativa e exploratória com o objetivo de verificar indicadores associados à pandemia de COVID-19 e de medidas de distanciamento social na iniciação ao uso de álcool e outras SPA entre homens estudantes universitários de uma comunidade universitária do Centro-Oeste brasileiro. O desfecho analisado foi o relato de iniciação ao uso de SPA durante a pandemia de COVID-19 (Sim/Não) com um formulário virtual autoaplicado gerado a partir da ferramenta Google Forms, que continha questões de múltipla escolha divididas em: caracterização sociodemográfica, vida acadêmica ou profissional, uso de SPA durante a pandemia. Foi utilizada a técnica regressão stepwise para identificar o melhor subconjunto de variáveis independentes a incluir em cada modelo de regressão multivariável. Dificuldades financeiras básicas, diagnóstico prévio de transtornos mentais, trancamento de matrícula ou solicitação de licença do trabalho, percepção de piora no estado emocional durante o distanciamento social/físico estiveram associados ao início de uso de SPA piora do desempenho acadêmico ou profissional, ter praticado alguma atividade para o bem-estar, ter tido algum sinal ou sintoma da COVID-19, ser do grupo de risco, ter perdido algum parente/amigo pela COVID-19 e ter sido vítima de algum tipo de violência durante as medidas de distanciamento social. Os resultados também chamam a atenção para a necessidade de se considerar o processo de construção social de masculinidades e suas implicações no uso de SPA. |
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| Personalidade e bem-estar subjetivo: o papel mediador do fenômeno do impostor em crianças |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Artigo Científico |
| Data |
25/04/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alberto Mesaque Martins
- Ana Karla Silva Soares
- Jose Angel Vera Noriega
- Lucas Ferraz Cordova
- Sandra Elisa de Assis Freie
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| Resumo |
O objetivo desta dissertação foi avaliar a relação entre os traços de personalidade, o bem-estar subjetivo e o fenômeno do impostor em crianças. Para atingir esse fim, foram elaborados dois manuscritos. O primeiro teve uma abordagem qualitativa e buscou reunir informações sobre a conexão entre o impostorismo e variaveis de saúde mental por meio de uma revisão sistemática. Foram analisados 54 artigos relevantes, incluidos após aplicação de critérios de legibilidade. Os resultados destacaram diversas variaveis de saúde mental que se relacionam com o FI e demonstraram que o impostorismo se manifesta em contextos e amostras variadas, além da necessidade de mais pesquisas nesse campo. O segundo manuscrito, de natureza empírica, visou avaliar em que medida e os traços de personalidade, o bem-estar subjetivo e o fenômeno do impostor se relacionam em uma amostra de crianças. Participaram do estudo 117 estudantes do ensino fundamental de Campo Grande (MS), com idade média de 11 anos. Os resultados revelaram uma correlação significativa e negativa entre o fenômeno do impostor e o bem-estar geral, bem como que ele foi predito pelo FI e pela extroversão, abertura à mudança e conscienciosidade. Esses achados indicam a importância do bem-estar subjetivo e dos traços de personalidade na compreensão do impostorismo, destacando a necessidade de pesquisas futuras para ampliar esses resultados. Em suma, os resultados obtidos nos dois manuscritos contribuem para alcançar o objetivo geral desta dissertação. |
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| Fatores Individuais e Contextuais Associados ao Uso de Estratégias de Autorregulação da Aprendizagem em Estudantes do Ensino Superior |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Artigo Científico |
| Data |
07/03/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Alexandre Jose de Souza Peres
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Danielly Martins da Silva
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| Banca |
- Alexandre Jose de Souza Peres
- Eveli Freire de Vasconcelos
- Luiz Henrique Santana Conceição
- Rodolfo Augusto Matteo Ambiel
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| Resumo |
Esta dissertação de mestrado é composta por dois estudos, cujos objetivos foram investigar fatores individuais e contextuais potencialmente associados ao uso de estratégias de Autorregulação da Aprendizagem (ARA) em uma amostra de 712 estudantes do ensino superior de uma universidade pública federal brasileira da região Centro-Oeste. Os participantes pertencem a 44 cursos de oito diferentes áreas do conhecimento. Possuem média de idade de 21,64 anos e frequentavam do primeiro ao sexto ano de seus cursos. Utilizando a Escala de Avaliação de Estratégias de Aprendizagem para Universitários, foram avaliadas quatro dimensões de ARA: Estratégias de Planejamento e Organização da Aprendizagem (EPOA; ω = 0,82), Estratégias Sociais de Aprendizagem (ESA; ω = 0,84), Estratégias de Verificação da Aprendizagem (EVA; ω = 0,78) e Estratégias de Regulação da Aprendizagem (ERA; ω = 0,75). No Estudo 1, investigou-se a associação entre ARA e covariáveis educacionais. Apesar dos resultados dos testes de Kruskal-Wallis revelaram diferenças estatisticamente significativas (p < 0,05) nos usos dessas estratégias relacionadas à raça/cor, áreas de conhecimento, tempo na graduação e turno do curso, o tamanho de efeito foi pequeno, exceto para o gênero, com efeito moderado. Correlações entre as dimensões de ARA e idade, bem como nível socioeconômico, foram fracas (variando de r = -0,15 a r = 0,08). Por sua vez, no Estudo 2, ARA foi associada aos cinco grandes fatores da personalidade por meio de regressão linear múltipla. As dimensões de ARA apresentaram associações significativas com todos os fatores do Big Five (p < 0,05). Especificamente, EPOA apresentou associação (p < 0,05) com Conscienciosidade (CO; β = 0,38), Abertura (AB; β = 0,06) e Amabilidade (AM; β = 0,07). Em ESA as associações significativas (p < 0,006) foram entre EX (β = 0,13), AM (β = 0,10), CO (β = 0,08) e NE (β = 0,07). No fator EVA as associações foram entre CO (β = 0,20) e AB (β = 0,10). Já em ERA as associações significativas foram entre NE (β = -0,25), CO (β = 0,19) e AB (β = 0,06). Nos outros traços as associações não foram significativas (p > 0,05). Os resultados apontam que as variáveis individuais e contextuais analisadas no Estudo 1 apresentam um baixo poder explicativo na utilização de estratégias de aprendizagem autorregulada, em contrapartida, traços de personalidade apresentou ser um bom fator de associação. Os resultados são discutidos à luz de evidências empíricas de estudos anteriores na área e o papel das instituições de ensino no desenvolvimento da ARA dos alunos. |
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| Traços de personalidade, fenômeno do impostor e estilos parentais: Um estudo correlacional com crianças |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Artigo Científico |
| Data |
22/02/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Renata Tereza dos Passos Costa Araújo
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| Banca |
- Alberto Mesaque Martins
- Alessandro Teixeira Rezende
- Alexandra Ayach Anache
- Ana Karla Silva Soares
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| Resumo |
Perceber-se como fraude, duvidando da própria capacidade, apesar de realizações evidentes são características de pessoas com sentimentos impostores. O fenômeno do impostor tem o potencial de gerar impactos à saúde mental e bem-estar do indivíduo, e por isso deve ser estudado com profundidade, podendo ser relacionado com diversas variáveis capazes de elucidar esse construto. Dessa forma, os traços de personalidade e os estilos parentais, se mostram importantes para a sua compreensão. Para isso, realizou-se uma revisão sistemática da literatura com objetivo de verificar as relações entre os fenômenos (Personalidade e Fenômeno do impostor), além de um estudo de natureza quantitativa, correlacionando personalidade, estilos parentais e fenômeno do impostor, em crianças. Os achados da revisão apontam a relevância da personalidade nos níveis de impostorismo e destacam a lacuna da literatura sobre o assunto. O estudo empírico aponta que a percepção parental e a personalidade exercem inflluência significativa nos sentimentos impostores.
Palavras-chave: Traços de Personalidade, fenômeno do impostor, estilos parentais, crianças.
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| Trabalho, masculinidades e vida em acolhimento institucional para grupos de homens jovens acolhidos |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
19/02/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Salvador Loureiro Rebelo Junior
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| Banca |
- Alberto Mesaque Martins
- Fernando Henrique Protetti
- Jeferson Camargo Taborda
- Josiane Peres Goncalves
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| Resumo |
Ainda hoje, o trabalho mantém o seu estatuto de centralidade na formação da sociedade e na constituição dos sujeitos. Contudo, nas últimas décadas, há uma desqualificação dos trabalhadores com a precarização das condições de trabalho, intensificada pelo contexto pandêmico, afetando sobretudo os jovens. O trabalho ainda vem sendo tomado como atributo importante da identidade masculina e, como atividade humana, se torna também eixo na aplicação da medida protetiva de acolhimento institucional. Assim, na perspectiva da Psicologia Social e, pautado na abordagem da pesquisa qualitativa, esse estudo tem como objetivo identificar e analisar as concepções sobre trabalho e masculinidades e as relações entre trabalho, masculinidades e vida em acolhimento institucional para homens jovens acolhidos. Para desenvolvimento da pesquisa foram realizadas entrevistas na modalidade grupo focal, com 11 homens jovens acolhidos em serviços de dois grandes territórios do município de São Paulo. As entrevistas foram analisadas sob a perspectiva da Análise de Conteúdo. Os resultados mostram as concepções do trabalho associadas à ideia de responsabilidade, depositada sobretudo aos homens; permeadas por elementos que marcam o contexto de precarização do trabalho: gestão da própria sobrevivência, meritocracia, informalidade, exposição ao risco, empregos subalternos, em contraponto às expectativas dos jovens quanto ao trabalho formal, protegido e que possibilite mobilidade social. Além disso, o discurso aponta para o trabalho como elemento performático da masculinidade, associado às ideias da divisão sexual do trabalho e denuncia como os corpos dos homens encontram-se emaranhados à lógica produtiva do capitalismo. Já as concepções sobre ser homem correspondem à representação da masculinidade hegemônica, na qual se valorizam atributos como força, agressividade, autoridade e apagamento de quaisquer sinais de feminilidade, indicando uma indissociabilidade entre ser homem e ser trabalhador. Os resultados mostram, ainda, as ambivalências da vida em acolhimento perpassando as experiências do trabalho que, por vezes, possibilita ao jovem a garantia de direito à profissionalização, mas que também gera angústias e incertezas quanto ao futuro profissional; e as experiências de ser homem, dando-lhes a oportunidade de revisar a vida, de voltar a viver com a responsabilidade proporcional, ao mesmo tempo em que vivem os estigmas sociais da vida institucionalizada e atualizam a bruta realidade que vivem, marcada pela pobreza e pela necessidade de “se virar”. Por fim, a pesquisa possibilitou também explorar como corpos trans atravessam a experiência de ser homem e da vida em acolhimento institucional. Os
resultados apontam para a necessidade de construção e fortalecimento de programas e políticas públicas que considerem as singularidades dos jovens institucionalizados quanto ao futuro profissional e que rompam com os discursos da meritocracia, considerando os desafios e condições materiais que esses jovens encontram para exercício da sua cidadania. |
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| Reflexões e atravessamentos na subjetividade lésbica: cartografias de inspiração etnográfica |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
19/02/2024 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Luana Medeiros de Sá Lucas
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| Banca |
- Jainara Gomes de Oliveira
- Jeferson Camargo Taborda
- Renata Bellenzani
- Zaira de Andrade Lopes
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| Resumo |
Com o objetivo geral de compreender a constituição subjetiva da identidade lésbica, tendo como objetivos específicos discorrer acerca dos processos de invisibilização da lesbianidade, debater as formas de repressão das vivências lésbicas vigentes nas sociedades ocidentais e problematizar a construção dos dispositivos de gênero e sexualidade na atualidade, a presente dissertação busca construir um panorama amplo de tais processos. Para isso, a proposta metodológica seguiu os princípios da cartografia, o que permitiu a análise dos fenômenos abordados, a partir de relatos etnográficos e do diário de bordo. De início, foi realizada uma discussão conceitual sobre a relação entre o dispositivo da sexualidade e as mulheres lésbicas, para tornar possível a compreensão das relações de poder, que servem como regulações sexuais, políticas e religiosas. No que diz respeito aos relatos etnográficos, o primeiro apresenta discussões sobre a promoção de um minicurso, intitulado “Psicologia e Lesbianidade”, a partir das minhas vivências junto das participantes e das trocas realizadas. O segundo relato etnográfico foi desenvolvido a partir do debate que participei, sobre o filme “O mau exemplo de Cameron Post”, realizado a convite do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso do Sul (CRP14) como parte da campanha de Setembro Amarelo, que buscavam discorrer sobre a saúde mental da população LGBTQIAP+. O terceiro e último tópico é construído a partir de uma breve etnografia digital de matérias jornalísticas sobre a questão das comunidades terapêuticas e sua relação com mulheres lésbicas brasileiras. A partir destas três cartografias de inspiração etnográfica, foi possível identificar os mecanismos nos quais os discursos hegemônicos da heteronormatividade e do heterossexismo influenciam a construção da subjetividade lésbica, inclusive, reforçando a manutenção de comportamentos e valores que contribuem para a perpetuação de repressões e discriminações. Por fim, o trabalho busca avançar nas questões elencadas para se tornar uma forma de contribuição aos debates sobre a lesbianidade e os fenômenos relacionados, tendo em vista o número ainda insuficiente de produções publicadas sobre o tema no Brasil. |
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| EFEITO DO HISTÓRICO DE REFORÇAMENTO DA FORMAÇÃO EM DIFERENTES ÁREAS DO DISCURSO EXPLICATIVO DE ACADÊMICOS DE LICENCIATURA SOBRE O DESEMPENHO HIPOTÉTICO DE ESTUDANTES |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
04/09/2023 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Pedro Henrique Araujo Orlandi
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| Banca |
- Alexandra Ayach Anache
- Lucas Ferraz Cordova
- Marcos Spector Azoubel
- Weiny Cesar Freitas Pinto
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| Resumo |
Skinner conceitualiza comportamento verbal como sendo um comportamento operante em que a consequência é mediada por um ouvinte treinado pela comunidade verbal. Um dos focos do autor viria a ser com o comportamento verbal científico e consequentemente no comportamento verbal de explicar emitido pelo cientista. Explicações seriam, comumente, descrições acerca de relações causais e teriam como fim promover com que o ouvinte consiga agir concretamente de modo mais eficaz. O objetivo desta pesquisa foi analisar o efeito do histórico de reforçamento da formação em diferentes áreas sobre o discurso explicativo de acadêmicos de licenciatura sobre o desempenho contido em uma situação hipotética de dois estudantes do ensino fundamental. Foram selecionados participantes de três cursos: Biologia, Matemática e História. O método utilizado foi o Método Reno, que é uma alternativa considerada efetiva para se analisar discursos. O procedimento consistiu em apresentar uma situação hipotética escrita ao participante, em que esteve descrito o desempenho acadêmico de dois alunos, um com alto rendimento e outro não, e após a leitura desta situação foram feitas questões acerca da história ao participante e como este explica tal situação e como agiria se ele mesmo fosse o professor em questão. Os resultados indicam um consenso entre os três grupos participantes, onde estes responderam de forma uníssona nas macrocategorias e categorias de análise, com uma pequena diferença de respostas no grupo 2 – acadêmicos de História. Discutiu-se acerca de padrões de respostas dos participantes, assim como discrepâncias e análises no histórico pessoal dos participantes e em possíveis efeitos do histórico de reforçamento da graduação cursada sobre suas respostas. Finalmente, realizou-se uma descrição funcional do próprio comportamento de explicar do pesquisador. |
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| Narrativas de Indígenas Urbanos Terenas sobre a Saúde Mental da comunidade durante a Pandemia de COVID-19 |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/08/2023 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alberto Mesaque Martins
- Ancelmo Schorner
- Jacy Correa Curado
- Renata Bellenzani
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| Resumo |
A pandemia da COVID-19 mobilizou as autoridades sanitárias pelo mundo inteiro, devido aos altos índices de transmissão e letalidade da doença, que ocasionaram a morte de milhares de pessoas. A pandemia impôs desafios sanitários, sobretudo aos grupos socialmente vulneráveis, dentre os quais se incluem os povos originários e indígenas urbanos, ou que vivem em territórios demarcados, que, assim como outros grupos sociais, se depararam com os efeitos do distanciamento social em sua saúde mental, além de dificuldades de acesso aos serviços de saúde. As singularidades desses grupos e a necessidade de medidas de atenção à saúde que levem em consideração suas particularidades étnicas indicam a importância de investigações que incluam os povos indígenas e originários. Nesse sentido, os Terenas que vivem em uma aldeia urbana, situada na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, compõem a população a ser estudada neste trabalho. Assim, esta dissertação tem como objetivo compreender as narrativas desses indígenas urbanos acerca do impacto da pandemia de COVID-19 na saúde mental de sua comunidade. A pesquisa foi desenvolvida em duas etapas: na primeira, foi realizada uma revisão integrativa, buscando identificar e analisar as produções científicas que consideram os impactos da pandemia de COVID-19 na saúde mental de povos indígenas brasileiros. Para isso, foram consultados os bancos de dados da Scientific Electronic Library Online (SciELO), dos Periódicos Eletrônicos em Psicologia (Pepsic) e da Biblioteca Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), utilizando os termos booleanos "indígenas" e “COVID-19”. O corpus de análise foi composto por 17 publicações. Na segunda etapa, foram realizadas entrevistas narrativas com 07 indígenas, sendo um homem (cacique) e seis mulheres, que vivem na aldeia urbana Terena, escolhida como contexto da investigação. As entrevistas foram gravadas, transcritas e submetidas à Análise Fenomenológica Interpretativa. A revisão integrativa da literatura indica que, durante a pandemia, a saúde mental dos indígenas foi prejudicada, sendo mais comprometida por sua relação com os brancos do que pela perda de vidas pelo novo coronavírus. Os governos, ao implantarem as medidas de biossegurança orientadas pela Organização Mundial de Saúde e as estratégias eurocentristas para contenção da pandemia nas comunidades indígenas da América Latina, infligiram todo um saber e cultura que, ao mesmo tempo que foi ineficaz no controle da COVID-19, também promoveu angústia e acentuou aspectos da colonização. De modo geral, as entrevistas revelam que, sobretudo nos primeiros meses da pandemia, os indígenas urbanos a percebiam como um fenômeno muito distante e compartilhavam a ideia de que a nova doença não chegaria ao Brasil com o mesmo potencial letal. Os entrevistados também percebem a pandemia como mais um dos desdobramentos do processo de colonização dos povos originários brasileiros. Diante da pandemia, com alto e descontrolado índice de contágio e vários casos de mortes, a população Terena passou a conviver com o medo do contágio, de morrer e perder entes queridos, assim como da ausência de tratamentos e da escassez de meios de garantia da sobrevivência. Além disso, as medidas de distanciamento social, ao mesmo tempo que protegiam do contágio, produziam sentimentos de tristeza e medo, especialmente pela diminuição da interação comunitária, muito presente na sociabilidade desse grupo. Percebe-se ainda que o luto esteve muito presente nas falas dos entrevistados, seja por parentes vitimados pela COVID-19, pela perda do modo de vida anterior, ou pela perda da sua própria identidade, que teve que se modificar para se adaptar à nova realidade. Os indígenas participantes relatam dificuldades de acesso aos serviços de saúde, bem como o descaso do governo federal na atenção aos povos indígenas, durante a pandemia. Nesse sentido, as igrejas evangélicas e a própria comunidade foram apontadas como os principais suportes do grupo durante esse período. O estudo aponta para a necessidade de se ampliar a compreensão acerca das necessidades dos povos originários e indígenas, durante a pandemia, refletindo sobre os prejuízos à saúde mental desse grupo. Além disso, faz-se necessária a construção de práticas de saúde mental que deem voz a esses grupos e que considerem as suas especificidades, em uma perspectiva interseccional. |
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