Mestrado em Educação Matemática

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Trabalhos

Trabalhos Disponíveis

TRABALHO Ações
Matemática a ensinar e Matemática para ensinar temas de geometria a partir do livro “Didáctica del Cálculo (1969)”
Curso Mestrado em Educação Matemática
Tipo Dissertação
Data 07/06/2024
Área MATEMÁTICA
Orientador(es)
  • Edilene Simoes Costa dos Santos
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • PAMELA KARINY PETERES SOARES LIMA
    Banca
    • Aparecida Santana de Souza Chiari
    • BARBARA WINIARSKI DIESEL NOVAES
    • Edilene Simoes Costa dos Santos
    • IRAN ABREU MENDES
    • Thiago Donda Rodrigues
    Resumo
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      DESIGUALDADE ECONÔMICA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: UMA LEITURA PLAUSÍVEL DE SIGNIFICADOS E AFETOS DE LICENCIANDOS EM MATEMÁTICA
      Curso Mestrado em Educação Matemática
      Tipo Dissertação
      Data 06/03/2024
      Área MATEMÁTICA
      Orientador(es)
      • Joao Ricardo Viola dos Santos
      Coorientador(es)
      • João Pedro Antunes de Paulo
      Orientando(s)
      • NATÁLIA MAYUME SOARES MORIYA
      Banca
      • Edson Pereira Barbosa
      • Fernanda Malinosky Coelho da Rosa
      • João Pedro Antunes de Paulo
      • Joao Ricardo Viola dos Santos
      • Patrícia Rosana Linardi
      • Thiago Pedro Pinto
      Resumo O objetivo desta pesquisa é investigar significados e afetos de alunos de uma Licenciatura em
      Matemática em relação à desigualdade econômica. Realizamos encontros com estudantes e
      diante de convites, ou seja, situações que explicitam cenas de desigualdades econômicas,
      dialogamos, problematizamos e produzimos a respeito desta emergência contemporânea. Os
      seis encontros, com três turmas de licenciandos, cada uma com aproximadamente 1 hora, foram
      gravados em áudio e vídeo. Esses alunos fazem parte do Programa Institucional de Bolsas de
      Iniciação à Docência (PIBID). O principal referencial teórico-metodológico desta pesquisa é o
      Modelo dos Campos Semânticos (MCS). Falar e sentir sobre/com desigualdade econômica,
      uma emergência do antropoceno, na formação inicial de professores, mostrou-se muito potente,
      pois esse tipo de desigualdade nos acompanha frequentemente em salas de aulas e, por vezes,
      é silenciada e naturalizada. Entre alguns de nossos significados e afetos aos quais produzimos
      e fomos produzidos nos encontros com os pibidianos, construímos (fomos construídos,
      inventados), entre três discussões emergentes (e emergenciais) com desigualdades econômicas:
      fotos como disparadores de afetos, entre espantos e naturalizações e meritocracia. Essas
      discussões foram centrais nos processos de interações entre os estudantes. Espanto, angústia,
      tristeza, desconforto e reconhecimento em algumas situações foram afetos que fizeram parte de
      nossos encontros. É urgente e necessário que essas discussões sejam problematizadas em
      processos de formação inicial de professores de matemática.
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      EXPLORANDO AS POTENCIALIDADES DOS SENTIDOS NA PESQUISA EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: EXPERIMENTAÇÕES SENSORIAIS COM PROFESSORES DE MATEMÁTICA EM FORMAÇÃO
      Curso Mestrado em Educação Matemática
      Tipo Dissertação
      Data 05/03/2024
      Área MATEMÁTICA
      Orientador(es)
      • Carla Regina Mariano da Silva
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Asaph Ortolani Bedoia
        Banca
        • Carla Regina Mariano da Silva
        • CLÁUDIA REGINA FLORES DO NASCIMENTO
        • Joao Ricardo Viola dos Santos
        • Katia Guerchi Gonzales
        • Marcelo Bezerra de Morais
        Resumo O presente trabalho busca problematizar como os sentidos podem contribuir para a produção de entrevistas com professores de matemática em formação, em uma pesquisa em Educação Matemática, inspirada na metodologia da História Oral. A pesquisa questiona os modos como a ciência tem conduzido a constituição do conhecimento, desconsiderando o conhecimento advindo da experiência sensorial. O diálogo com diversos autores e teorias visa compreender o uso dos sentidos e sua potencialidade na constituição do conhecimento. Foram realizadas experimentações com quatro professores de matemática em formação, envolvendo os cinco sentidos: Visão, Audição, Tato, Olfato e Paladar, presentes na realidade docente. Além das experimentações, foram realizados outros procedimentos, como conversas motivadas pelos experimentos, a produção de um cartaz e a criação de uma "sala dos sentidos" por meio de desenhos, colagens e figuras. Além desses registros, as experimentações foram gravadas e fotografadas. Para apresentar esses materiais, recorremos às Narrativas Transmídias, podendo assim materializar a experiência por meio de diferentes meios midiáticos. Quando provocamos os sentidos os entrevistados narram para além dos fatos, trazendo os sentimentos vinculados as lembranças o que explicita o quanto pode ser potente o seu uso em pesquisas. Os sentidos evocaram além do que era esperado e proporcionaram compreensões outras no que se refere ao seu uso em pesquisas no campo da Educação Matemática.
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        Ansiedade Matemática em alunos dos Anos Finais do Ensino Fundamental: uma investigação com Tecnologias Digitais
        Curso Mestrado em Educação Matemática
        Tipo Dissertação
        Data 05/03/2024
        Área MATEMÁTICA
        Orientador(es)
        • Aparecida Santana de Souza Chiari
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Amanda Azevedo Abou Mourad
          Banca
          • Aparecida Santana de Souza Chiari
          • Claudia Carreira da Rosa
          • Daise Lago Pereira Souto
          • Luzia Aparecida de Souza
          • Silvana Claudia dos Santos
          Resumo Esta dissertação está vinculada ao grupo de pesquisa Tecnologias Digitais, Mobilidade e Educação Matemática (TeDiMEM) e ao projeto “Uso Humanizado de Tecnologias Digitais em Educação Matemática: escuta, autoria e colaboração” (MaDHu). A pesquisa é de abordagem qualitativa e foi estruturada no formato multipaper, em que cada artigo possui sua própria metodologia de análise de dados. Além disso, cada artigo refere-se a um dos três objetivos específicos da dissertação. Assim, nosso objetivo geral é investigar expressões de alunos dos anos finais do Ensino Fundamental sobre ansiedade matemática, envolvendo a produção de cartoons (animações digitais). E, de forma específica: analisar produções de estudantes acerca da imagem da matemática; investigar os riscos para ansiedade matemática nos estudantes; e investigar um uso de Tecnologias Digitais envolvendo externalizações sobre a matemática, a partir da produção de cartoons. Teoricamente, realizamos discussões a respeito da ansiedade matemática, brainstormings (tempestades de ideias), tecnologias digitais, cartoons, sentimentos, emoções e afetos. Os participantes da pesquisa são estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental de duas escolas - uma estadual e outra municipal - de Campo Grande (MS). A pesquisa foi feita em três etapas: primeiro, pedimos para que os estudantes realizassem a produção de brainstormings com as palavras “celular” e “matemática”; após, o preenchimento da Escala de Ansiedade Matemática; por fim, os alunos produziram cartoons digitais sobre seus sentimentos e/ou acontecimentos anteriores em relação à matemática. A partir da análise dos brainstormings, pudemos concluir que a maioria dos estudantes possuem uma imagem desfavorável à matemática. Ademais, concluímos que a maioria dos estudantes apresenta um risco moderado para ansiedade matemática e que, na escola estadual, estudantes de séries mais avançadas possuem maiores riscos para a ansiedade matemática. Em relação aos cartoons digitais, muitos estudantes expressaram sentir medo e nervosismo em avaliações, além de uma certa influência de contextos passados e relações com professores e com outros alunos em relação às suas respectivas externalizações acerca da matemática. Os resultados desta pesquisa apontam para a importância de se ampliar espaços de escuta ativa para estudantes, a partir de movimentos conjuntos envolvendo estudantes, pesquisadores, professores, gestores, familiares e/ou responsáveis legais, comunidade, …, para que possam externalizar, caso sintam vontade, o que quiserem.
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            ETNOMATEMÁTICA E DOCÊNCIA: POSSIBILIDADES DE ATUAÇÃO NUMA ESCOLA EM UMA COMUNIDADE REMANESCENTE QUILOMBOLA
            Curso Mestrado em Educação Matemática
            Tipo Dissertação
            Data 04/03/2024
            Área MATEMÁTICA
            Orientador(es)
            • Thiago Donda Rodrigues
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Odécio Junior Batista Martins
              Banca
              • Fernanda Malinosky Coelho da Rosa
              • Marcos Lübeck
              • Maria Silvia Rosa Santana
              • Thiago Donda Rodrigues
              • Thiago Pedro Pinto
              Resumo Nesta pesquisa temos como objetivo principal analisar as possibilidades de atuação dos professores de Matemática numa escola quilombola e as possíveis formas de relacionar a disciplina com o contexto sociocultural dos seus alunos. O trabalho foi realizado com três professores da Escola Estadual Zumbi dos Palmares, localizada na zona rural de Jaraguari, numa comunidade remanescente quilombola sul-mato-grossense, mas que não oferta a Educação Escolar Quilombola. Como referencial teórico, propomos a Etnomatemática, que tem em sua essência o estudo das manifestações culturais de indivíduos e grupos, conhecer e fazer ecoar seus saberes - dentre eles as formas de matematizar - e também investigar como estes constroem seus conhecimentos. Esta foi uma pesquisa de abordagem qualitativa, os dados foram produzidos por meio de entrevistas semiestruturadas com os professores de Matemática que atuam/atuaram na escola. Para análise dos dados foi utilizada a Análise Temática de Braun e Clarke (2006), os temas são selecionados a partir da leitura dos dados produzidos e a avaliação das potencialidades que cada um deles têm para produzir um entendimento sobre o objeto de pesquisa. Por meio das análises realizadas, conseguimos discutir sobre temas que interferem nas atuações dos professores que atuam em uma escola quilombola, como a formação inicial e continuada, o material didático, a inserção da cultura dos alunos nas aulas de Matemática e as diferenças entre uma escola quilombola e as outras escolas.

              Palavras-Chaves: Educação Matemática, Etnomatemática, Educação do Campo, Escola Quilombola, Atuação Docente.
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              DIFRATANDO EXPERIÊNCIAS FORMATIVAS DA/NA DOCÊNCIA EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA ATRAVÉS DE VOZES DAS CRIANÇAS
              Curso Mestrado em Educação Matemática
              Tipo Dissertação
              Data 04/03/2024
              Área MATEMÁTICA
              Orientador(es)
              • Luzia Aparecida de Souza
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • JULIANA SCHUMACKER PUDELL
                Banca
                • Aparecida Santana de Souza Chiari
                • Carla Regina Mariano da Silva
                • Heloisa da Silva
                • Luzia Aparecida de Souza
                • Paola Judith Amaris Ruidiaz
                Resumo O objetivo desta dissertação é analisar a potencialidade de narrativas de crianças para a prática de uma escola, de uma educação matemática, de um processo de formação de professores. Metodologicamente, trabalhamos com a construção e operação do que chamamos de cabine de narrativas e que constituiu-se com gravador, papeis e lápis de cor disponíveis às crianças, alunos/as dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, que aceitaram nosso convite para falar de si, de escola, de matemática. Essa escolha buscou deslocar a discussão sobre aprendizagem matemática das teorias/práticas/formações de adultos para as falas/movimentos/afetos infantis na direção de produzir justiça epistêmica. Fundamentando a discussão a partir de elaborações acerca da infância (com autores como César Leite e Bianca Chisté) e da injustiça epistêmica (com Miranda Fricker), essa pesquisa em desenvolvimento constitui-se a partir das desestabilizações ocorridas no e após o trabalho com as crianças, o que nos guiou em um processo de problematização da própria formação docente desta autora em cursos institucionais e em atuação profissional.

                Palavras – chave: Educação Matemática, Narrativas, Infância, Injustiça Epistêmica, Difração.
                Trançando Narrativas de Professoras Negras de Matemática sob uma Cosmopercepção da Análise Crítica Interseccional do Discurso
                Curso Mestrado em Educação Matemática
                Tipo Dissertação
                Data 01/03/2024
                Área MATEMÁTICA
                Orientador(es)
                • Vanessa Franco Neto
                Coorientador(es)
                • Daniele Costa Silva
                Orientando(s)
                • Thays Alves de Oliveira
                Banca
                • Adriana Fátima de Souza
                • Amanda Queiroz Moura
                • Luzia Aparecida de Souza
                • Maurício Rosa
                • Vanessa Franco Neto
                Resumo Para construir essa dissertação, tive que ter uma escuta sensível, uma escrita respeitosa e estudos meticulosos para escrever sobre uma temática que perpassa e atravessa as minhas vivências como uma mulher preta e professora de Matemática. Tive que me desprender dos discursos normalizadores que seguem um padrão da cosmovisão ocidental/europeia/estadunidense, para me colocar no lugar de escuta de histórias de professoras negras de Matemática sob uma cosmopercepção que transversaliza outros modos de se pensar e produzir pesquisa. Me comprometi em estar aberta a aprender e produzir conhecimentos novos com mulheres negras que são professoras de Matemática e formadoras nos cursos de Licenciatura em Matemática. Nesse sentido, o objetivo desse estudo é analisar a trajetória de formações de professoras negras de Matemática que atuam no curso de Licenciatura em Matemática das Universidades Públicas de Mato Grosso do Sul, e dessa forma compreender os atravessamentos de questões raciais e sociais nos processos de formação dessas docentes. Para isso, fiz uso de Entrevistas como fonte de produção de Narrativas (Clandinin e Connelly, 2011; Bruner, 2014; Jørgensen, 2022), como modo de pesquisa que possibilitam processos de reflexões e (re)significados de suas próprias histórias e vivências e, que assim possam vir a colaborar com as explanações que proponho aqui. Para analisar essas narrativas utilizei do conceito de Interseccionalidade (Akotirene, 2019; Collins, 2015; Crenshaw, 2002) que tem como foco de estudo pensar as múltiplas e simultâneas opressões e desigualdades sociais que se acumulam nos corpos e nas experiências de mulheres negras. A Interseccionalidade é a enunciação de um complexo de problemas que nos atinge, é dentre tantas produção de conhecimento. E utilizei a Análise Crítica do Discurso (ACD) (Resende, 2020; Wodak, 2004) como uma forma de denúncia. A ACD é uma forma de estudar e criticar os discursos que estão postos na sociedade em que vivemos. Uma teorização que está interessada no discurso como instrumento de poder e controle, e como instrumento de construção social da realidade. Dito isso, procuro por meio da minha pesquisa, dar visibilidade às subjetividades das mulheres negras, em especial professoras negras de Matemática, aos silenciamentos e a invisibilidade forçada a elas, apesar de sempre estarem no movimento contínuo de conquistar e afirmar seus próprios espaços. Concluí que a Matemática, e aqui com letra maiúscula mesmo, não contribuiu fortemente como um marcador social na vida dessas mulheres, ser professora negra de uma das áreas, que socialmente, é intensamente dita privilegiada não impossibilitou que elas, as entrevistadas, sofressem e enfrentassem diversas situações racistas ao longo de seus processos de formação, assim como ocorreu comigo. Tampouco experienciar esses processos de formações, por meio das narrativas, me possibilitaram problematizar a estrutura da sociedade em que vivemos que tão bem apaga, silencia e oprime diversas situações racistas que sofremos no decorrer de nossas histórias, a ponto de não a percebermos. A escolha por essa atuação profissional só tornou suas trajetórias mais difíceis ao se verem em um campo que se diz neutro e que se afasta de demandas que são emergentes em nossa sociedade. Por fim, escrevo e proponho uma dissertação com o compromisso social de enfrentar o racismo em uma sociedade racista.
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                Experimentação com Tecnologias Digitais nas Atividades de Modelagem Matemática: possíveis encaminhamentos para o ensino e a aprendizagem de Matemática
                Curso Mestrado em Educação Matemática
                Tipo Dissertação
                Data 01/03/2024
                Área MATEMÁTICA
                Orientador(es)
                • Claudia Carreira da Rosa
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Alessandro Ribeiro da Silva
                  Banca
                  • Aparecida Santana de Souza Chiari
                  • Claudia Carreira da Rosa
                  • Eugenia Brunilda Opazo Uribe
                  • Fernanda Malinosky Coelho da Rosa
                  • Vanilda Alves da Silva
                  Resumo Esta dissertação está vinculada ao Grupo de Formação, Estudos e Pesquisas em Educação Matemática (GFEPEM) e a Ação de Extensão "Oficinas de Matemática - VEM PARA UFMS". Atualmente, há diferentes estratégias pedagógicas que buscam potencializar o ensino e aprendizagem de Matemática na Educação Básica. Dentre esses métodos ou metodologias, que visam fundamentar pesquisadores/professores durante suas práticas escolares, está a Modelagem Matemática, que nesta pesquisa é o principal aporte teórico, considerada com uma alternativa pedagógica concebida por Almeida, Silva e Vertuan (2021). E, unido a ela utilizamos a Experimentação com Tecnologia defendida por Borba, Silva e Gadanidis (2023) como uma forma de analisar como a Experimentação pode potencializar as contribuições do uso das Tecnologias Digitais na construção dos conhecimentos matemáticos e extramatemáticos de estudantes do ensino médio de acordo com as fases da Modelagem Matemática. Na busca de validar nosso objetivo realizamos um estudo em uma escola pública estadual localizada em Campo Grande–MS, com estudantes de duas turmas do 3.º ano do ensino médio, foram feitas observações em sala de aula, entrevistas individuais e em grupo, participação em atividades colaborativas nas plataformas online, como Canva e Mentimeter, e análise de materiais produzidos pelos participantes como os registros dos estudantes, além das anotações realizadas pelo pesquisador/professor. Nossas análises foram baseadas em três categorias definidas a priori. À vista disso, esta pesquisa é de cunho qualitativo interpretativo de acordo com Marcone e Lakatos (2003), e Moreira (2011). Como resultado podemos identificar nas fases da Modelagem após a Experimentação com Tecnologias, que os estudantes foram protagonistas na construção de seus conhecimentos matemáticos e extramatemáticos, com a mediação do pesquisador/professor. Dessa forma, realizaram experimentos com diversas Tecnologias Digitais e compararam com os resultados feitos de forma manual, vivenciando a partir da experiencia a facilidade que as Tecnologias proporcionam. Assim, trabalharam em grupo de forma colaborativa, levantaram hipóteses, testaram dados produzidos das situações-problema em tempo real, criaram conjecturas, e por fim, validaram os modelos matemáticos obtido dos procedimentos (fases) da Modelagem Matemática.
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                  MODELAGEM MATEMÁTICA E O USO DE TECNOLOGIAS: UMA EXPERIÊNCIA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
                  Curso Mestrado em Educação Matemática
                  Tipo Dissertação
                  Data 20/12/2023
                  Área MATEMÁTICA
                  Orientador(es)
                  • Claudia Carreira da Rosa
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Hélison Salles Silva
                    Banca
                    • Carla Regina Mariano da Silva
                    • Claudia Carreira da Rosa
                    • Fernanda Malinosky Coelho da Rosa
                    • LEONARDO SOUZA SILVA
                    • Vanilda Alves da Silva
                    Resumo Esta dissertação apresenta dados e encaminhamentos de uma pesquisa de mestrado, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática (PPGEduMat) da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), na linha de pesquisa "ensino e aprendizagem". Nosso objetivo é responder à seguinte questão: Verificar como a Modelagem Matemática, unida ao uso de tecnologias, pode contribuir para o ensino de Matemática nos anos iniciais do ensino fundamental? Para responder a esta questão de pesquisa, desenvolvemos duas atividades de Modelagem Matemática potencializadas com o uso de tecnologia com uma turma do quarto ano dos anos iniciais de uma escola rural, pública da rede municipal da capital do estado de MS. Nossa perspectiva em relação à modelagem é a de Dionísio Burak, ou seja, uma metodologia de ensino que, dentro da prática educativa, constitui-se em um conjunto de procedimentos cujo objetivo é estabelecer um paralelo para tentar explicar, matematicamente, os fenômenos presentes no cotidiano do ser humano, ajudando-o a fazer predições e a tomar decisões. Em relação às tecnologias, unimos alguns recursos com as atividades, onde utilizamos um aplicativo digital e um software matemático para construção de conhecimento. Nossa pesquisa é qualitativa, de cunho interpretativo, e está disposta em quatro capítulos, além da introdução, das considerações finais e das referências bibliográficas.

                    Palavras-chave: Modelagem Matemática. Tecnologia Digitais. Anos inicias do ensino fundamental.
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                    UMA LEITURA DAS FALAS DE ALUNOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA A RESPEITO DE AVALIAÇÕES EM SALA DE AULA DE MATEMÁTICA
                    Curso Mestrado em Educação Matemática
                    Tipo Dissertação
                    Data 21/11/2023
                    Área MATEMÁTICA
                    Orientador(es)
                    • Joao Ricardo Viola dos Santos
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Luiza Cordeiro de Andrade Faustino
                      Banca
                      • Aparecida Santana de Souza Chiari
                      • Carla Regina Mariano da Silva
                      • Jader Otavio Dalto
                      • Joao Ricardo Viola dos Santos
                      • PAMELA EMANUELI ALVES FERREIRA
                      Resumo Este trabalho tem por objetivo investigar significados produzidos por alunos da Educação Básica, em um contexto de entrevista, a respeito de processos avaliativos em sala de aula de matemática. A pesquisa é de caráter qualitativo e o principal referencial teórico-metodológico é o Modelo dos Campos Semânticos (MCS). Apresentamos algumas discussões a respeito da avaliação em sala de aulas, em diálogos com trabalhos que focam os alunos. Os principais questionamentos que nos movem, em tentativas de ler os significados produzidos são: Como os alunos sentem as avaliações? Como eles lidam com elas? Quais os atravessamentos afetivos, políticos, pedagógicos acontecem com esses alunos? Foram realizadas entrevistas com alunos em escolas públicas no munícipio de Aquidauana-MS e estas foram gravadas em áudio e vídeo. Nossa análise foi realizada a partir das falas dos alunos em relação à escola, às avaliações de matemática e às aulas de matemáticas no ensino presencial e ensino remoto. Analisamos os desenhos por eles produzidos durante as entrevistas e suas relações com seus modos de lidar com avaliação escolar em sala de aula de matemática. Medo, angústia e tristeza são afetos presentes nas falas e desenhos dos alunos. Isolamento e poucos direcionamentos para a realização das atividades no Ensino Remoto também fazem parte dos significados produzidos por eles. Nosso trabalho produz uma discussão política da avaliação escolar em uma direção de operar em dimensões afetivas das falas dos alunos a respeito de avaliações escolares.

                      Palavras-chave: Avaliação Escolar. Matemática. Alunos. Desenhos. Afetos. Ensino remoto. Modelo dos Campos Semânticos.

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                      APROPRIAÇÕES DA FILOSOFIA MONTESSORIANA PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA NOS CADERNOS DO COLÉGIO MARIA MONTESSORI DE CAMPO GRANDE MS (1980-1999)
                      Curso Mestrado em Educação Matemática
                      Tipo Dissertação
                      Data 30/10/2023
                      Área MATEMÁTICA
                      Orientador(es)
                      • Kesia Caroline Ramires Neves
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Angela Regina da Silva
                        Banca
                        • Alan Marcos Silva de Rezende
                        • Cintia Melo dos Santos
                        • Edilene Simoes Costa dos Santos
                        • Kesia Caroline Ramires Neves
                        • Thiago Pedro Pinto
                        Resumo O objetivo deste trabalho de dissertação é caracterizar, em perspectiva histórica, as apropriações que as fundadoras do Colégio Maria Montessori de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, realizaram da filosofia montessoriana para o ensino de matemática. A pesquisa teve como questão norteadora: quais apropriações foram realizadas da filosofia montessoriana de modo a constituir representações na formação de professores que ensinavam Matemática no Colégio Maria Montessori de Campo Grande, Mato Grosso do Sul? Como forma de responder essa questão, analisamos arquivos pessoais das fundadoras Eliza Augusta Castilho Dias Pinho e Maria Sheila Oliveira Saldanha que datam de 1980 a 1999. Dentre os arquivos pessoais, constam dois cadernos que tomamos para análise e os denominamos cadernos de referência. Para a análise, nos apoiamos em referenciais da história cultural, como Certeau (1982), Julia (2001), Chartier (1990, 1991), Bloch (2005), Burke (1992). Também realizamos uma entrevista com as fundadoras e com a coordenadora pedagógica, na qual tivemos conhecimento de uma professora que lecionou em todas as disciplinas, inclusive, de Matemática, durante mais de 35 anos no referido colégio. Essa informação nos levou às fontes analisadas na pesquisa. Durante a investigação, sistematização e inventariação das fontes, constatamos um movimento de apropriação por diferentes meios: cursos, apostilas e palestras, além das obras de Maria Montessori e da presença de instituições/organizações que veiculam a filosofia montessoriana em solo brasileiro. Ainda, nesse movimento, localizamos que as fundadoras realizaram viagens para estudar o sistema montessori de ensino, as quais consideramos como viagens pedagógicas (Mignot; Gondra, 2007). Na análise dos cadernos de referência, identificamos orientações para o ensino da Grande visão da numeração, da composição e das operações fundamentais: adição, subtração, multiplicação e divisão, no uso de materiais montessorianos. Nas orientações, foram atribuídos novos usos e significados aos materiais montessorianos, tais como a inclusão de recursos materiais como o rolinho para recapitulação e a elaboração de jogos voltados para o ensino de matemática. Além disso, as orientações para formar professores trazem representações da Lição de Três Tempos em Montessori (1965) para o ensino de matemática. Inferimos que essa perspectiva perpassa o ensino de matemática por meio de orientações para formar professores e na compreensão de desenvolvimento da criança, calcados em princípios da autoeducação, liberdade e autonomia, uma vez que as anotações traziam, em concomitância, o ensino de matemática, a filosofia montessoriana e seus elementos. Portanto, consideramos que Eliza Augusta e Maria Sheila realizaram apropriações da filosofia montessoriana para o ensino de matemática, as quais geraram representações para a formação de professores no Colégio Maria Montessori de Mato Grosso do Sul.

                        Palavras-chave: Maria Montessori; Apropriações; História da educação matemática; Mato Grosso do Sul; Arquivos pessoais.
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                        Podcast e Educação Matemática: uma ação extensionista com professores(as) e licenciandos(as)
                        Curso Mestrado em Educação Matemática
                        Tipo Dissertação
                        Data 06/09/2023
                        Área MATEMÁTICA
                        Orientador(es)
                        • Aparecida Santana de Souza Chiari
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Gustavo Fernando Bernardes da Silva
                          Banca
                          • Aparecida Santana de Souza Chiari
                          • Joao Ricardo Viola dos Santos
                          • Silvana Claudia dos Santos
                          • Thiago Pedro Pinto
                          • Tiago Dziekaniak Figueiredo
                          Resumo O presente trabalho se propôs a explorar o uso pedagógico do podcast, buscando
                          responder à seguinte questão: o que acontece quando usamos podcast em uma ação de extensão (ou ação extensionista) com professores(as) e licenciandos(as) em
                          matemática? Para responder esse questionamento, este estudo investigou a produção e o uso de um podcast em uma ação de extensão com professores(as) e licenciandos(as) em matemática. Partir de uma ação de extensão com professores(as) e licenciandos(as) em matemática, foram produzidos dados de maneira síncrona (debate via Google Meet) e assíncrona (através de formulário do google). Com base na análise qualitativa de relatos em vídeo e por meio de questionários, concluiu-se que o podcast como parte de uma proposta pedagógica apresentou potencial para que estudantes e professores ocupem posições autorais e produzam conteúdo digital que expresse suas aprendizagens, suas realidades e suas interpretações de mundo. Além disso, verificou-se que o uso de podcast favorece mudanças dentro de sala de aula, inclusive porque no momento atual o podcast está em ascensão, se tornando bem popular na cultura mainstream, o que facilita o interesse e aceitação dos jovens para utilização e interação com o mesmo. Entretanto, a pesquisa também evidencia limitações em relação ao uso da ferramenta, principalmente quando utilizado no campo da Matemática.
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                          UMA GEOMETRIA DO ENSINO NA ESCOLA PRIMÁRIA MATO-GROSSENSE (1890-1930)
                          Curso Mestrado em Educação Matemática
                          Tipo Dissertação
                          Data 05/09/2023
                          Área MATEMÁTICA
                          Orientador(es)
                          • Edilene Simoes Costa dos Santos
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Klinton Pinheiro Sales
                            Banca
                            • Carla Regina Mariano da Silva
                            • Denise Medina de Almeida França
                            • Edilene Simoes Costa dos Santos
                            • Kesia Caroline Ramires Neves
                            • RILDO PINHEIRO DO NASCIMENTO
                            Resumo Neste trabalho, é examinada a produção relativa às orientações para o ensino de geometria em documentos oficiais do Estado de Mato Grosso no período compreendido entre 1890-1930. Para alcançarmos tal objetivo, apoiamo-nos no seguinte questionamento: Que geometria era recomendada para escola pública de Mato Grosso no período da pedagogia intuitiva? Este estudo analisa um tempo em que havia a disseminação das propostas concernentes ao método intuitivo, as análises foram guiadas tendo em vista aspectos teóricos-metodológicos vindos de autores da História Cultural: Julia (2001); Chervel (1990); e da sócio-histórica Hofstetter e Schneuwly (2017), o qual trata sobre saber profissional (saberes a ensinar e para ensinar) e Morais, Bertini e Valente (2017) que trazem contribuições com relação à matemática a ensinar e para ensinar, como também Valente (2020b) que trata da matemática do ensino. O objetivo geral desta pesquisa é caracterizar a geometria do ensino na escola pública de Mato Grosso no período da pedagogia intuitiva; já os específicos são analisar que saberes a ensinar e para ensinar geometria estavam presentes nos documentos oficiais dirigidos à escola primária em Mato Grosso em tempos da primeira república; e identificar possíveis transformações na geometria do ensino em Mato Grosso no período em estudo. A análise dos dados permitiu constatar que organização didático pedagógica foi lentamente se transformando pelos regulamentos que foram expedidos na primeira república, que se coloca uma nova proposta própria dos tempos intuitivos, indicando a necessidade de outros saberes aos professores para se ensinar a geometria euclidiana (objeto de ensino). Com isso, a observação, a visualização e a percepção ganham espaços na escola em tempos de pedagogia intuitiva. A geometria do ensino ganha formas próximas à vida cotidiana, por situações vivenciadas na escola e fora dela, em uma marcha do concreto para o abstrato que pode ser analítica/sintética. A pedagogia intuitiva traz mudanças na finalidade da escola, em que se vê mudanças no papel da escola, do professor e do aluno com vistas a buscar um saber útil e vinculado à vida cotidiana. Como exemplo, o professor se vê de novas atribuições, de um novo saber, cuja indicação era de motivar a criança ao ensino de um conteúdo geométrico, evidenciando-se em uma geometria intuitiva, prática, utilitária pelas lides do cotidiano. Ao professor que ensinava os saberes geométricos, era colocado sob sua responsabilidade um novo saber profissional, no sentido que o seu trabalho deverá incluir um saber à ordem a seguir no ensino. Em que o professor deve ter conhecimento da geometria euclidiana e suas propriedades, e de outra parte de validar as propriedades pela concretude e pela observação, com a construção de desenhos no quadro negro. Dessa forma, o simples está no concreto, vinculado aos objetos do cotidiano da criança.

                            Palavras chaves: Mato Grosso; Documentos oficiais; Geometria do ensino.
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                            ATIVIDADE ORIENTADORA DE ENSINO NA FORMAÇÃO CONTÍNUA DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA: análise de pesquisas desenvolvidas
                            Curso Mestrado em Educação Matemática
                            Tipo Dissertação
                            Data 04/09/2023
                            Área MATEMÁTICA
                            Orientador(es)
                            • Neusa Maria Marques de Souza
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • JAQUELINE GONÇALVES DE SOUZA
                              Banca
                              • Aparecida Santana de Souza Chiari
                              • Flávia da Silva Ferreira Asbahr
                              • Flávia Dias de Souza
                              • Marilena Bittar
                              • Neusa Maria Marques de Souza
                              Resumo A Atividade Orientadora de Ensino (AOE) é apontada na literatura como uma proposta fundamental para a materialização da atividade pedagógica e tem contribuído para estudos e reflexões sobre os processos de organização da atividade de ensino e da atividade de aprendizagem, tanto na formação de estudantes como na formação docente. Ao tomar tais afirmações como pressuposto, buscamos nessa pesquisa desvelar quais implicações da AOE na formação contínua de professores que ensinam Matemática na educação básica são apontadas nas pesquisas brasileiras (dissertações e teses) já desenvolvidas. Para tal, optamos por uma pesquisa de cunho bibliográfico baseada nos pressupostos da Teoria da Atividade e na Atividade Orientadora de Ensino, ambas sustentadas pela Teoria Histórico-cultural. Em seu contexto, analisamos os resultados de 27 pesquisas, sendo 21 dissertações e 6 teses captadas nas bases do Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e na base de dados da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), com o propósito de verificar o que esses estudos apontam nesse sentido. Os recursos metodológicos baseados nos preceitos do método estruturado por Vigotski trazem em sua essência o conceito de unidade como base da seleção, organização e análise dos dados. Como unidade de análise consideramos os modos de organização dos processos de formação revelados nas dissertações e teses selecionadas. Como ações potencializadoras de mudanças, as pesquisas apontaram desafios, dificuldades e superação das limitações revelados nos movimentos de formação estruturados pela AOE. Ainda, que a apropriação do conceito e seus nexos conceituais propiciados pelas ações de ensino com base na AOE configuraram-se para além de ser uma ação inicial, porquanto tal movimento possibilitou nortear as ações seguintes. O planejamento foi apontado como impulsionador da apropriação do conceito no seu movimento lógico e histórico, para a constituição da síntese histórica do conceito.
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                              A ESCOLA QUE DE TANTO SER VISTA, NINGUÉM VÊ: a partir das narrativas dos professores de Projeto de Vida
                              Curso Mestrado em Educação Matemática
                              Tipo Dissertação
                              Data 11/08/2023
                              Área MATEMÁTICA
                              Orientador(es)
                              • Carla Regina Mariano da Silva
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Carolina Moraes Lino
                                Banca
                                • Carla Regina Mariano da Silva
                                • Heloisa da Silva
                                • Luzia Aparecida de Souza
                                • Maria Ednéia Martins Salandim
                                • Paola Judith Amaris Ruidiaz
                                Resumo Esta pesquisa insere-se nos estudos sobre o movimento de implantação do Programa de Educação Integral nas escolas estaduais de Mato Grosso do Sul no ano de 2017, especificamente, Escolas da Autoria. Neste sentido, o Ensino Médio passou por novos arranjos curriculares, inserindo a disciplina Projeto de Vida, sendo a centralidade do modelo pedagógico entre a parceria Secretaria de Educação (SED) e Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE). Dessa forma, temos como objetivo investigar os diferentes modos de produzir-se escolas, por meio de narrativas do professor de Projeto de Vida das escolas do Ensino Médio em Tempo Integral – Escola da Autoria no município de Campo Grande, da Rede Estadual de Educação do Estado de Mato Grosso do Sul, partindo da seguinte problemática: É possível o professor de Projeto de Vida, em ambiente de experiências tão diversas, inventar/criar outras escolas dentro da escola mesma? As narrativas são produzidas por meio de entrevistas orais, entendendo a História Oral como metodologia de pesquisa, o que representa ouvir sua história, que é atravessada por essas práticas no seu cotidiano escolar. Em um primeiro olhar, verificamos que a Escola da Autoria é entendida como uma prática a partir de alianças entre instituições públicas e privadas que estabelecem um certo modo de ocupar a escola, na perspectiva das políticas neoliberais que insistem em transformar a escola em uma empresa. Nas entrevistas, os professores, ao descreverem suas práticas durante as aulas de Projeto de Vida, explicitam, na potência das diferenças, o que nos possibilita desviar os fluxos, conduzirmos de modo outro, sabotar a engrenagem que tenta nos ocultar, superando, assim, práticas centralizadoras na transmissão do conhecimento, produzindo os desvios, oportunizando inventar/criar outras escolas dentro da escola mesma.
                                Palavras-chave: História Oral. Escola da Autoria. Educação Integral. Projeto de Vida.
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                                FORMAÇÃO DE PROFESSORES REFLEXIVOS: UMA ANÁLISE A PARTIR DA IMPLEMENTAÇÃO DA MODELAGEM MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAISS
                                Curso Mestrado em Educação Matemática
                                Tipo Dissertação
                                Data 24/07/2023
                                Área MATEMÁTICA
                                Orientador(es)
                                • Claudia Carreira da Rosa
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • JUSCELAINE MARTINS DE FREITAS
                                  Banca
                                  • Claudia Carreira da Rosa
                                  • Edilene Simoes Costa dos Santos
                                  • Natalia Cristina de Oliveira
                                  • Patricia Sandalo Pereira
                                  • Vanilda Alves da Silva
                                  Resumo RESUMO

                                  A formação continuada precisa ser vista como um processo permanente na prática docente, como uma forma de estar em constante atualização, buscando aprimorar conhecimentos de forma a refletir sua prática de sala de aula, repensando e até aprendendo formas diferenciadas de ensino, em particular da matemática. Sendo assim, faz-se necessário investigar o ensino de matemática nos anos inicias, visto que neste nível, os professores, em geral, não possuem formação específica em matemática. Assim, proporcionar uma visão diferenciada é uma forma de melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem nesta área e uma possibilidade é tornar os conteúdos menos abstratos, trabalhando de forma articulada com a realidade, utilizando problemas reais. Neste contexto a presente dissertação apresentada ao Programa de pós-graduação em Educação Matemática da Instituição Universidade Federal de Mato Grosso do Sul apresenta a Modelagem Matemática tem por objetivo investigar a formação continuada dos professores pedagogos destacando os desafios e as potencialidades do processo de implementação da Modelagem Matemática como alternativa pedagógica que pode ser utilizada por professores dos anos iniciais de forma que os mesmos possam refletir sua prática em Matemática. A pesquisa de cunho qualitativo/interpretativo buscou relacionar a reflexividade do professor e a modelagem matemática. Para tanto, será ofertado um curso de formação continuada para os professores da pré-escola ao quinto ano de uma escola pública com ênfase em Modelagem Matemática e a prática reflexiva e depois será observado o desenvolvimento das atividades com Modelagem com os professores desenvolvendo atividades de Modelagem em horário regular de aula. Verificamos que entre os desafios em desenvolver Modelagem nos anos iniciais está o tempo que os alunos os professores levam para chegar a terminar uma atividade e o fator do planejamento ser algo mais aberto e entre as potencialidades a possibilidade da reflexão em sua prática quando este possibilita ao seu aluno uma participação ativa.

                                  Palavras-chave: Educação Matemática. Formação continuada. Professores Reflexivos. Professores Pedagogos. Anos Iniciais.
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                                  NARRATIVAS DE PROFESSORAS QUE ENSINAM MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS ACERCA DA EXPERIÊNCIA CONSTITUÍDA EM UM GRUPO COLABORATIVO
                                  Curso Mestrado em Educação Matemática
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 10/03/2023
                                  Área MATEMÁTICA
                                  Orientador(es)
                                  • Klinger Teodoro Ciriaco
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Luciene Sousa Basso
                                    Banca
                                    • Klinger Teodoro Ciriaco
                                    • Maria Raquel Miotto Morelatti
                                    • Patricia Sandalo Pereira
                                    • Telma Romilda Duarte Vaz
                                    • Thiago Donda Rodrigues
                                    Resumo Esta dissertação apresenta dados e encaminhamentos de uma pesquisa de mestrado, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática (PPGEduMat) da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), linha de pesquisa "Formação de Professores e Currículo". Objetivamos analisar a contribuição do "Grupo de Práticas Colaborativas em Educação Matemática nos anos iniciais" (GPCEMai/UFMS), na reconstituição de saberes de professoras participantes do grupo que esteve ativo na cidade de Naviraí-MS (Brasil). Tomamos como base para a realização da investigação a constatação de que, gradativamente, a partir de resultados de investigações anteriores, tem-se pesquisado sobre a formação de professores em cursos de Pedagogia e como a licenciatura em questão demonstra-se insuficiente em relação ao espaço/tempo destinado aos conteúdos matemáticos para os primeiros anos de escolarização, dado este que levanta a necessidade de ações de formação contínua. Para este fim, o estudo em xeque é de caráter qualitativo e aponta resultados que podem gerar contribuições para o avanço teórico-metodológico da área da Educação e da Educação Matemática, particularmente. Para a produção de dados, recorremos à pesquisa narrativa e, especificamente, à entrevista narrativa na perspectiva de Fritz Schütze na tentativa de localizar sentidos e experiências das professoras colaboradoras (Sandra e Cleuza) para o repensar de suas experiências a partir da contribuição que observam em suas práticas ao vivenciarem momentos de colaboração no GPCEMai/UFMS. Tendo em vista as possibilidades de problematização da temática em questão, o trabalho de campo avança no sentido de perceber melhor os efeitos do trabalho colaborativo a longo prazo, perspectiva ainda pouco recorrente nos trabalhos da área e como os professores têm demonstrado aceitação neste tipo de formação (parceria Universidade-Escola) e valorizam práticas de formação continuada em que os professores se desenvolvem profissionalmente, enquanto também aprendem, coletivamente, dentro do campo da Educação Matemática nos anos iniciais. Pelas biografias narradas, foi perceptível a importância do grupo colaborativo para as professoras que nos concederam a entrevista. Para elas, a experiência constituída no espaço da colaboração contribuiu para ressignificação de seus saberes nos seguintes pontos: 1) ampliação do repertório didático-pedagógico, dada a natureza das ações de estudo, planejamento, validação de tarefas, desenvolvimento e reflexão das formas de atuação; 2) conhecimento da produção teórica sobre como abordagem e promover o pensamento matemático dos crianças, o que fortalece os fundamentos da ação pedagógica; e, por fim, 3) mudança de atitude ao oportunizar maior confiança para a exploração de conceitos matemáticos apoiadas na coletividade decorrente do grupo.

                                    PALAVRAS-CHAVE: Narrativas. Grupo colaborativo. Educação Matemática nos anos iniciais.

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                                    OPÇÃO DE CARREIRA E AS ATITUDES EM RELAÇÃO À MATEMÁTICA DE ESTUDANTES INGRESSANTES NA UNIVERSIDADE: O CASO DA UFMS, CÂMPUS DE NAVIRAÍ
                                    Curso Mestrado em Educação Matemática
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 08/03/2023
                                    Área MATEMÁTICA
                                    Orientador(es)
                                    • Klinger Teodoro Ciriaco
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Lenita Regina de Oliveira Dreyer
                                      Banca
                                      • Klinger Teodoro Ciriaco
                                      • Luana Costa Almeida
                                      • Nelson Antonio Pirola
                                      • Patricia Sandalo Pereira
                                      • Thiago Pedro Pinto
                                      Resumo Este estudo se refere a uma pesquisa de mestrado, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática (PPGEduMat), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), linha de pesquisa "Formação de Professores e Currículo". A investigação objetivou analisar em que medida as atitudes em relação à Matemática de estudantes ingressantes nos cursos do Câmpus de Naviraí da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul influenciaram na opção de carreira destes. Compuseram o referencial teórico estudos da área da Psicologia da Educação Matemática em relação aos processos de escolha pela profissão. Em termos metodológicos, a pesquisa foi realizada utilizando a abordagem mista, sendo os dados produzidos por meio de questionários e da "Escala de Atitudes" em relação à Matemática formulada por Aiken e traduzida, adaptada e validada por Brito (1996). Em síntese, as análises demonstraram que a relação negativa dos estudantes com a Matemática exerceu influência na opção de carreira quando do momento de escolha pelo curso de graduação, ainda que, para a população pesquisada, este dado seja menor quando comparado com a percepção de atitudes positivas. Os dados também apontaram que as experiências dos estudantes na Educação Básica influenciaram na formação de atitudes (tanto positivas quanto negativas), sendo necessário um movimento de ressignificação destas para que os estudantes adquirissem confiança para se aventurarem em quaisquer áreas do conhecimento.
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                                      PRATICANDO UM EXERCÍCIO DE HERMENÊUTICA DE PROFUNDIDADE NO LIVRO ELEMENTOS DE GEOMETRIA PLANA "COMPILADOS" DO PADRE ALBERTO JOSÉ GONÇALVES (1885)
                                      Curso Mestrado em Educação Matemática
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 06/03/2023
                                      Área MATEMÁTICA
                                      Orientador(es)
                                      • Thiago Pedro Pinto
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Ewerton Echeverria de Oliveira
                                        Banca
                                        • Bruno Alves Dassie
                                        • Fernando Guedes Cury
                                        • Kesia Caroline Ramires Neves
                                        • Mirian Maria Andrade Gonçalez
                                        • Thiago Pedro Pinto
                                        Resumo Esta pesquisa foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática
                                        (PPGEduMat), no curso de mestrado da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
                                        (UFMS), do Instituto de Matemática (INMA), vinculada ao Grupo História da Educação
                                        Matemática em Pesquisa (HEMEP) e teve como objetivo desenvolver uma análise com a
                                        utilização da Hermenêutica de Profundidade (HP) de um compendio de Geometria do
                                        século XIX (1885), elaborado pelo Padre Alberto José Gonçalves, o qual era utilizado no
                                        Seminário Episcopal de São Paulo. Como já dito, nossa análise está fundamentada no
                                        referencial teórico metodológico da Hermenêutica de Profundidade conforme a proposta
                                        fundamentada por John Brookshire Thompson (1995) para a análise das formas
                                        simbólicas, assim como a HP, fazemos uso também dos Paratextos Editoriais de Gerard
                                        Genette (2009), o qual afirma que tudo que faz parte de um livro, para além do seu
                                        conteúdo, diz muito sobre sua relevância, estratégias de divulgação e importância do autor
                                        em sua época, bem como sobre o público alvo da obra. Analisamos também o conteúdo
                                        do livro, inspirados no trabalho de Moreira (2018), que se fundamentou nos Jogos de
                                        Linguagem de Ludwig Wittgenstein (1999), observamos a linguagem e a axiomática da
                                        obra, eventualmente, cotejando livros contemporâneos ao analisado, buscando possíveis
                                        semelhanças e dessemelhanças. Esta pesquisa perpassa três movimentos da HP: a análise
                                        sócio-histórica, na qual observamos os contextos social no qual nosso autor e obra
                                        estavam inseridos, a vida de Padre Alberto, a revista a qual o padre contribuiu em algum
                                        momento, o Seminário Episcopal de São Paulo, ensino confessionário, e o ensino da
                                        Geometria em nosso país; A análise formal, voltada para elementos contidos na própria
                                        obra e suas relações com o contexto da época. Assim, buscamos auxílio em Gerard
                                        Genette com os Paratextos Editoriais, ainda neste movimento, fizemos análise da
                                        linguagem e axiomática da obra, inspirados no trabalho de Moreira (2018), que se utiliza
                                        dos jogos de linguagem de Wittgenstein para comparar dois livros didáticos do ensino
                                        superior de Geometria Euclidiana Plana. O terceiro movimento é o de
                                        interpretação/reinterpretação, na qual colocamos nossa visão sobre o que foi encontrado
                                        no decorrer de nossa pesquisa, ainda que nosso autor não tenha deixado esclarecimentos,
                                        ou escritos sobre seu livro, nosso trabalho permitiu produzir interpretações sobre o
                                        mesmo, as quais se manifestam mais diretamente neste movimento. Acreditamos que
                                        nosso estudo contribui de forma significativa para a História da Educação Matemática e
                                        do ensino de Geometria em nosso país, reafirmando a HP como possibilidade
                                        metodológica para pesquisas que visam a investigar livros didáticos antigos.
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                                        AS DESIGUALDADES SOCIOECONÔMICAS E A ESCOLA PÚBLICA: uma investigação acerca das relações existentes entre os direitos violados e os sujeitos de direitos
                                        Curso Mestrado em Educação Matemática
                                        Tipo Dissertação
                                        Data 28/02/2023
                                        Área MATEMÁTICA
                                        Orientador(es)
                                          Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                            Banca
                                              Resumo
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