| ANÁLISE SEMIÓTICA DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA EM AMBIENTE VIRTUAL: UMA PROPOSTA TIPOLÓGICA |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
11/09/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Sueli Maria Ramos da Silva
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alexandre Marcelo Bueno
- Aline Saddi Chaves
- Elaine de Moraes Santos
- Geraldo Vicente Martins
- Sueli Maria Ramos da Silva
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| Resumo |
No Brasil, país laico, as religiões de matriz africana lideram as denúncias de intolerância
religiosa, apesar da proteção legal ao livre exercício da fé. Esta tese investiga como a
intolerância religiosa dirigida a essas religiões se produz, circula e se intensifica no discurso
digital. O objetivo é descrever, do ponto de vista da semiótica discursiva, as operações pelas
quais a diferença religiosa é convertida em valor negativo e a presença do outro é
administrada no espaço público, e, além disso, propor uma tipologia dos discursos
intolerantes. A fundamentação articula o percurso gerativo de sentido (Greimas; Courtés), a
semiótica tensiva (Zilberberg; Fontanille), a semiótica das paixões (Greimas; Fontanille), os
regimes de interação (Landowski) e a análise do discurso digital (Paveau), em diálogo com a
descrição da intolerância como discurso de sanção (Barros). O corpus, constituído por
materialidades digitais coletadas em redes sociais como Instagram e Facebook, é analisado
por um protocolo de quatro dimensões: fundamental, narrativo-discursiva, tensiva e
enunciativo-passional, com critérios explícitos de inclusão, exclusão e passagem entre os
tipos. Como resultado, propõe-se uma tipologia de seis tipos: desqualificação, humilhação,
alerta/paternalista, contaminação, condenação e eliminação, organizados em dois
macrogrupos, os discursos de consolidação e os de propagação, os quais realizam as duas
posições da correlação tensiva entre intensidade e extensidade. A tipologia descreve a
intolerância religiosa como escala gradual e como gestão dos regimes de presença do outro,
da presença atenuada à ausência exigida. Verifica-se que a eliminação simbólica não irrompe
isolada, mas é preparada por formas brandas, reiteradas e socialmente toleradas de rejeição. |
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| TRANSLINGUAGEM NA FRONTEIRA BRASIL-BOLÍVIA: PRÁTICAS LINGUÍSTICAS EM UMA TURMA DO 5º ANO DE UMA ESCOLA RURAL DE CORUMBÁ-MS |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
10/09/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Suzana Vinicia Mancilla Barreda
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| Coorientador(es) |
- Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Eliana Rosa Sturza
- Fabiana Pocas Biondo
- Fernando Jesus da Silva
- Lorene Fernandez Dall Negro Ferrari
- Nara Hiroko Takaki
- Suzana Vinicia Mancilla Barreda
- Thayse Figueira Guimaraes
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| Resumo |
Esta tese objetiva analisar as práticas de translinguagem que emergem nas interações escolares
de uma turma do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Rural de Educação
Integral Eutrópia Gomes Pedroso, localizada no Assentamento Tamarineiro I, em CorumbáMS, na fronteira Brasil-Bolívia, e são vivenciadas pelos estudantes, pela professora regente e
pela pesquisadora em sua atuação como professora de Língua Espanhola. A turma reunia
estudantes residentes no assentamento e aqueles que atravessavam diariamente a linha
internacional para estudar no Brasil, configuração que faz da escola um espaço privilegiado
para observar as relações entre língua, mobilidade e escolarização. A pesquisa, de abordagem
qualitativa e orientação autoetnográfica, articulou observação participante, entrevistas
semiestruturadas com os 17 estudantes da turma e com a professora regente, diário de campo,
registros fotográficos, produções escritas dos estudantes e registros autoetnográficos
decorrentes da dupla condição da pesquisadora como docente e investigadora na escola, ao
longo do trabalho de campo realizado entre março e abril de 2025. O tratamento do corpus
apoiou-se na análise de conteúdo (Bardin, 2011) e o diálogo teórico principal se deu com os
estudos da translinguagem (García, 2010; Canagarajah, 2013; García e Wei, 2014; García e
Kleyn, 2016; García, Johnson e Seltzer, 2017; García e Alvis, 2019), em articulação com
pesquisas desenvolvidas na fronteira Brasil-Bolívia (Sturza, 2006; Ferrari, 2017; Mancilla
Barreda, 2017a; 2017b; Ferrari e Maciel, 2019; Conde, 2020; Mancilla Barreda e Maciel, 2022;
Conde e Santos, 2024; Mancilla Barreda, Ferrari e Portugal, 2025). Os resultados indicam que
os repertórios linguísticos dos estudantes não podem ser previstos pelo local de residência, pois
se constituem nas relações familiares, nos deslocamentos e na convivência escolar; que a
mediação linguística entre colegas circula em mais de uma direção e reorganiza, ainda que
temporariamente, as posições de conhecimento na sala de aula; e que a mobilização do
português e do espanhol era regulada de modo situado, conforme a disciplina, a atividade e as
decisões docentes. A tese sustenta que a translinguagem, na escola investigada, não constituía
uma pedagogia planejada nem uma política institucional, mas uma prática social situada, cuja
transformação em orientação pedagógica continuada depende de formação docente, materiais
e decisões institucionais comprometidas com as condições linguísticas da fronteira. Os
resultados dizem respeito a uma turma e a um contexto específicos, não autorizando
generalizações para outras escolas da fronteira Brasil-Bolívia. |
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| Translinguagem na fronteira Brasil-Bolívia: práticas linguísticas em uma turma do 5º ano de uma escola rural de Corumbá-MS |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
10/09/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
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| Resumo |
Esta tese objetiva analisar as práticas de translinguagem que emergem nas interações escolares
de uma turma do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Rural de Educação
Integral Eutrópia Gomes Pedroso, localizada no Assentamento Tamarineiro I, em CorumbáMS, na fronteira Brasil-Bolívia, e são vivenciadas pelos estudantes, pela professora regente e
pela pesquisadora em sua atuação como professora de Língua Espanhola. A turma reunia
estudantes residentes no assentamento e aqueles que atravessavam diariamente a linha
internacional para estudar no Brasil, configuração que faz da escola um espaço privilegiado
para observar as relações entre língua, mobilidade e escolarização. A pesquisa, de abordagem
qualitativa e orientação autoetnográfica, articulou observação participante, entrevistas
semiestruturadas com os 17 estudantes da turma e com a professora regente, diário de campo,
registros fotográficos, produções escritas dos estudantes e registros autoetnográficos
decorrentes da dupla condição da pesquisadora como docente e investigadora na escola, ao
longo do trabalho de campo realizado entre março e abril de 2025. O tratamento do corpus
apoiou-se na análise de conteúdo (Bardin, 2011) e o diálogo teórico principal se deu com os
estudos da translinguagem (García, 2010; Canagarajah, 2013; García e Wei, 2014; García e
Kleyn, 2016; García, Johnson e Seltzer, 2017; García e Alvis, 2019), em articulação com
pesquisas desenvolvidas na fronteira Brasil-Bolívia (Sturza, 2006; Ferrari, 2017; Mancilla
Barreda, 2017a; 2017b; Ferrari e Maciel, 2019; Conde, 2020; Mancilla Barreda e Maciel, 2022;
Conde e Santos, 2024; Mancilla Barreda, Ferrari e Portugal, 2025). Os resultados indicam que
os repertórios linguísticos dos estudantes não podem ser previstos pelo local de residência, pois
se constituem nas relações familiares, nos deslocamentos e na convivência escolar; que a
mediação linguística entre colegas circula em mais de uma direção e reorganiza, ainda que
temporariamente, as posições de conhecimento na sala de aula; e que a mobilização do
português e do espanhol era regulada de modo situado, conforme a disciplina, a atividade e as
decisões docentes. A tese sustenta que a translinguagem, na escola investigada, não constituía
uma pedagogia planejada nem uma política institucional, mas uma prática social situada, cuja
transformação em orientação pedagógica continuada depende de formação docente, materiais
e decisões institucionais comprometidas com as condições linguísticas da fronteira. Os
resultados dizem respeito a uma turma e a um contexto específicos, não autorizando
generalizações para outras escolas da fronteira Brasil-Bolívia. |
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| ENSAIO BIOGRÁFICO FRONTEIRIÇO: teorizações a partir da fronteira-sul |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
17/08/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Edgar Cezar Nolasco dos Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Francine Carla de Salles Cunha Rojas
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| Banca |
- Alexandra Santos Pinheiro
- Angela Maria Guida
- Geovana Quinalha de Oliveira
- Julia Evelyn Muniz Barreto Guzman
- Leoné Astride Barzotto
- Marta Francisco de Oliveira
- Tiago Osiro Linhar
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| Resumo |
A pesquisa visa desenvolver a concepção de ensaio biográfico fronteiriço
como uma escrita conceitual biográfica embasada em uma perspectiva descolonial.
Nesse sentido, a discussão conceitual é desenvolvida a partir de teorizações que
emergem do que Walter Mignolo denominou de experiência subalterna e das
sensibilidades biográficas e locais (Mignolo, 2003) de uma plêiade de autores e da
pesquisadora imbrincados pela lógica da colonialidade perpetrada pelo colonialismo
histórico. A inscrição biográfica, resultado das sensibilidades que constituem as
pessoas e erigem conceitos, não se relaciona com a continua afirmação da
individualidade do eu do ensaio moderno, por esse motivo o cerne da pesquisa
inscreve a partir de experiências pessoais e leituras teóricas o desprendimento como
práxis. Para o desenvolvimento dessa premissa, a tese foi organizada em cinco
capítulos, cada qual desenvolvido a partir de um ou dois conceitos, os quais atuam
como pontos de partida que orientam os ensaios, uma vez que a essa pesquisa não
interessa instituir a precedência de um conceito em relação ao outro, aliás a divisão
conceitual estabelecida para cada capítulo atende a demanda pedagógica de elucidar
precisamente o tópico central da teorização. No 1º capítulo, intitulado “O começo de
uma história biográfica: para aprender a desaprender”, os conceitos principais que
iniciam a teorização são “desprendimento” e “desaprender”, uma vez que a práxis
descolonial implica não somente em uma ampla rede conceitual, mas sobretudo
demanda a consciência e percepção da colonialidade, que impera nas terras que se
convencionou chamar de América, desde 1492, à revelia dos povos originários, que
ali viviam anteriormente à chegada dos “descobridores” europeus. No 2º capítulo,
“Ensaio biográfico fronteiriço e ensaio biográfico moderno: desprendimentos”, amplia
a discussão desenvolvida anteriormente ao constatar que o ensaio biográfico
fronteiriço diverge da modernidade, ao contrário do ensaio moderno que é
primordialmente uma consequência que endossa a ideia base da modernidade. Por
sua vez, o 3º capítulo, “Uma leitura biográfica-fronteiriça da proposta ensaística de
Fisiologia da composição (2020)”, prossegue sob a perspectiva do desprendimento e
do desaprender ao apresentar uma leitura a partir das sensibilidades do livro Fisiologia
da composição, de Silviano Santiago, e dos corpos/sensibilidades dos escritores
Machado de Assis e Graciliano Ramos. Em relação ao 4º capítulo, “Desobedecendo
o corpus para descolonizar o corpo”, discorre-se sobre a dissociação entre escrita e
as sensibilidades biográficas/corpo e sobre certas experiências / teorias (refiro-me
àquelas que emergem da Europa e dos Estados Unidos e que originam as “teorias
itinerantes”) ganham o corpo da escrita com maior facilidade por serem isentas /
neutras ao obedecerem os padrões científicos e técnicos. Por fim, no 5º capítulo,
denominado “Aprender a desaprender para (re)aprender: ser de onde penso a partir
do corpo”, encerro a tese ao prosseguir a partir da perspectiva do corpo e das
sensibilidades biográficas as reflexões sobre o desprendimento do corpus acadêmico
e das senhas de ingresso e trânsito na academia e na sociedade atravessada pela
colonialidade. |
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| Processos criativos da canção: uma proposta de análises a partir de compositores violonistas |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
15/07/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- William Teixeira da Silva
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Denise Hortência Lopes Garcia
- Luis Ricardo Silva Queiroz
- Marcos Machado Chaves
- Mateus Berger Kuschick
- Ricardo Magalhaes Bulhoes
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
- William Teixeira da Silva
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| Resumo |
Esta tese tem como objetivo a análise da canção esteada pela performance e com o foco
no imbricamento entre texto e música no recorte do compositor violonista. Diante do
estudo aprofundado sobre as referências que dialogam com os aspectos da canção e com
a história do violão pudemos atestar diferentes prismas na pesquisa acadêmica
envolvendo esses objetos e nos fazendo despertar para a contribuição que poderíamos
oferecer com esta tese. O princípio filosófico escolhido como suporte das análises foi o
conceito de dialogismo de M. Bakhtin que nos possibilitou trabalhar com o sentido de
abertura imanente da obra de arte, nos oferecendo assim a performance como processo
ativo criador em nossas análises. Em busca da solidez para o nosso subsídio teórico
adicionamos as etapas da retórica (tanto da oratória quanto da música), a escansão e outros
aspectos textuais como rimas, reiterações, anáforas e assonâncias, além do uso do
conceito de musema de Phillip Tagg para uma visualização quantitativa de nossas
análises. Ao final alcançamos o objetivo da criação de um sistema de análises dos
processos criativos de compositores violonistas que se debruça tanto na parte textual
quanto no aspecto musical, buscando a todo o instante promover as correlações entre as
linguagens presentes numa canção. |
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| CLARICE LISPECTOR CRONISTA: conversas epistêmicas |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
19/06/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Edgar Cezar Nolasco dos Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Carlos Vinicius da Silva Figueiredo
- Edgar Cezar Nolasco dos Santos
- Lucilene Machado Garcia Arf
- Luiz Lopes
- Marta Francisco de Oliveira
- Neurivaldo Campos Pedroso Junior
- Rony Marcio Cardoso Ferreira
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| Resumo |
Esta tese de doutoramento tem por objetivo conceituar as conversas epistêmicas
como práticas de pensamento insurgente e formas de resistência descolonial, tendo
como campo de experimentação teórica as crônicas de Clarice Lispector, lidas a partir
de uma perspectiva crítica biográfica fronteiriça. Com base em Walter Mignolo,
Boaventura de Sousa Santos e Enrique Dussel, a pesquisa se ancora na opção
descolonial, recusando os padrões modernos-coloniais de legitimação do saber para
afirmar umas práxis situada, encarnada e sensível. O ponto de partida está na aposta
de que o gesto de Clarice — sobretudo em suas crônicas — tensiona as fronteiras entre
literatura, filosofia, vida e política, instaurando modos outros de dizer, pensar e existir.
O trabalho é orientado por uma metodologia teórico-bibliográfica e compõe-se de três
capítulos, que dialogam entre si na tentativa de mapear um território conceitual que
emerge do corpo, da linguagem e da sensibilidade. No Capítulo I – “Entre Crônicas e
Conversas: Desobediência, desprendimento, para des-aprender a crônica de
Clarice Lispector”, propõe-se uma leitura das crônicas clariceanas como práticas de
desobediência epistêmica, nas quais a autora subverte a forma-crônica e se
desprende da tradição crítica moderna. A escrita clariceana é compreendida como gesto
de insurgência, capaz de desarticular os dispositivos formais e simbólicos da
racionalidade ocidental. O desprendimento aparece como categoria central para
descolonizar a leitura e liberar a crônica do seu lugar subalternizado na hierarquia dos
gêneros literários. O Capítulo II – “Conversas Epistêmicas: Corpo, Território e
Pensamento Próprio em Clarice Lispector” aprofunda a dimensão corpórea e
territorial do pensamento clariceano. A crônica é lida como um lugar de enunciação sulfronteiriço, em que o corpo escreve o mundo em que o pensamento próprio emerge
da experiência e da dor. A partir de crônicas como “O Corpo e a Alma” e “A
Impossibilidade de Ser”, busca-se evidenciar como a autora ativa uma sensibilidade
inteligente que resiste ao apagamento das subjetividades marcadas pela colonialidade.
O corpo — sobretudo o corpo feminino — é reconfigurado como campo de luta e reexistência. No Capítulo III – Por uma gramática da conversa epistêmica em Clarice
Lispector”, Examina-se a como ao longo da tese a conversa em conjunto com os
conceitos trabalhados acabam por propor uma noção gramática da conversa que
desloca os modos institucionais de produção do conhecimento. Inspirando-se em
declarações da própria Clarice Lispector. A conversa aqui não é metáfora, mas modo
privado de filosofia, uma forma de fazer teoria a partir da vulnerabilidade, do
inacabamento e da escuta. Portanto, por meio da conjunção entre os três capítulos, da
presença subversiva de Clarice Lispector e dos aportes do pensamento descolonial,
esta tese busca defender a ideia de que as crônicas clariceanas são potentes formas
de insurgência epistêmica. A conversa epistêmica, gesto desobediente, enraizado no
corpo e no território, se consolida como um caminho de re-existência e como prática de
pensamento fronteiriço. |
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| Remição pela leitura no Mato Grosso do Sul: a utopia por trás das grades |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
26/03/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Beatriz Rosalia Gomes Xavier Flandoli
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Altamir Botoso
- Andre Rezende Benatti
- Flávio Amorim da Rocha
- Paulo Custódio de Oliveira
- Paulo Eduardo Benites de Moraes
- Ramiro Giroldo
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
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| Resumo |
Esta tese apresenta os desdobramentos da política pública de
remição de pena pela leitura no Estado de Mato Grosso do Sul, com ênfase no
Instituto Penal de Campo Grande, analisando a leitura como possibilidade de
humanização e a experiência utópica do sujeito-leitor no interior do cárcere.
Partindo da Lei nº 12.433/2011, que institui a remição de pena pela leitura no
sistema prisional brasileiro, o estudo examina como essa prática educativa
atravessa os sujeitos privados de liberdade e como a literatura opera
simbolicamente como espaço de resistência e (re)existência. A pesquisa articula
dados bibliográficos, análises teóricas e reflexões provenientes das oficinas e
produções textuais no âmbito do projeto de extensão Observatório da Violência
e Sistema Prisional, vinculado ao Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Cultura,
Psicologia, Educação e Trabalho - CPET. O percurso teórico-conceitual ancorase nos estudos sobre o poder, a punição e o funcionamento das prisões,
destacando as contribuições de Michel Foucault (2004; 1979), Karl Marx (2002),
Loïc Wacquant (2001; 2009), Erving Goffman (1996), Thomas More (2017) e
Ernst Bloch (2005), além de autores brasileiros como Paulo Freire (1989) e
Antonio Candido (1995), que fundamentam a reflexão sobre leitura, subjetividade
e humanização. A análise qualitativa das produções escritas dos apenados se
dá em doze resenhas produzidas pelos apenados e evidencia como a literatura
instaura microutopias no interior do cárcere, permitindo que os sujeitos
reelaborem suas experiências, tensionem a realidade distópica da prisão e
mobilizem sentidos de esperança, memória e identidade. Assim, esta tese
demonstra que a remição pela leitura ultrapassa a redução da pena em dias e
se manifesta como instrumento de reinserção simbólica, reconstrução subjetiva
e afirmação da dignidade humana. Justifica-se, portanto, pela relevância social
e educacional da prática leitora no sistema prisional, pela escassez de estudos
aprofundados sobre o tema no Mato Grosso do Sul e pela necessidade de
compreender como a literatura pode atuar como mediação potente entre
punição, educação e liberdade. |
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| BREVITATE VITAE DO (SOBRE)VIVER AO MORRER: A CONDIÇÃO MELANCÓLICA EM LUIZ RUFFATO E LARS VON TRIER |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
25/03/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Cecilia Guedes Borges De Araujo
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| Banca |
- Andre Rezende Benatti
- Carolina Barbosa Lima e Santos
- Flávio Amorim da Rocha
- Paulo Eduardo Benites de Moraes
- Ramiro Giroldo
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
- Volmir Cardoso Pereira
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| Resumo |
Os estudos de melancolia repousam, a princípio, nas teorias de Hipócrates e de Constantinus,
e, mais tarde, na sua relação com a literatura, com base nas teorias da psicanálise e da crítica
literária. Esta pesquisa tem natureza exploratória e, assentada no mecanismo do raciocínio
silogístico formal, propõe uma investigação crítico-analítica da representação da melancolia
associada às instâncias do luto antecipado e da sensação de brevidade da vida nas obras O verão
tardio (2019), de Luiz Ruffato, e Melancolia (2011), de Lars Von Trier. Metodologicamente,
esta pesquisa está consubstanciada nos teóricos: Agamben (2009), Burton (2011), Cordás
(2017), Deleuze (1983), Freud (2013), Genette (1995), Kierkegaard (2010), Löwy e Sayre
(1995), Starobinski (2016), Svendsen (2006), entre outros. Por fim, a análise das obras –
literária e fílmica - demonstra a condição melancólica das personagens centrais, a partir da
constatação da finitude como princípio de adoecimento e de um profundo sofrimento emocional
e psicológico, tendo em vista, sobretudo, a elaboração formal do discurso das narrativas,
respeitadas suas especificidades, como discursos/narrativas que encarnam a melancolia como
um dispositivo evidenciado, sobretudo, por uma espécie de ausência estruturante de um objeto
de luto (Freud, 2013). |
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| TRAGICOMÉDIA DE COSTUMES NO TEATRO BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO: EM METONÍMIA, O PROJETO ESTÉTICO DE LEONARDO CORTEZ |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
06/03/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Gicelma da Fonseca Chacarosqui Torchi
- João Adalberto Campato Junior
- Leoné Astride Barzotto
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
- Vanessa Hagemeyer Burgo
- Wagner Corsino Enedino
- Wellington Furtado Ramos
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| Resumo |
Esta tese pretendeu identificar um projeto estético que une a obra do dramaturgo brasileiro Leonardo
Cortez. Partimos da observação de sua produção dramatúrgica no contexto contemporâneo nacional,
buscando historicizar a sua produção artística. Ademais, identificamos, na dramaturgia do autor, um
gênero/subgênero dramático interseccional que podemos categorizar como “tragicomédia de
costumes”. Com isso em vista, analisamos as obras que compõem o corpus de pesquisa, relacionando
tanto os elementos mais propriamente formais da tragédia e comédia, quanto à relação estabelecida
entre estas e crítica social no drama de Cortez. Partimos da análise dos textos dramatúrgicos “O
crápula redimido” (2003), “Escombros” (2005), “Rua do medo” (2010) e “Maldito benefício” (2013),
reunidos e publicados nos livros Trilogia canalha (2008) e Comédias urbanas (2014). Importante
destacar que o aporte conceitual desta tese está amparado nas contribuições de Giorgio Agamben
(2009), Vilma Arêas (1990), Ariano Suassuna (2012), Norma Román Calvo (2003), Patrice Pavis
(1999), Jean-Pierre Ryngaert (1995, 1998), Raymond Williams (2002), Ross E. “Rusty” Butler Jr.
(2023), entre outros. A estrutura da tese está organizada em cinco seções, com a “Introdução”
correspondendo à primeira e as “Considerações finais” à quinta seção. “Leonardo Cortez e o drama
brasileiro contemporâneo” é alvo da segunda seção, cujo foco repousa nos aspectos biográficos do
dramaturgo, bem como na noção de contemporaneidade que perpassa suas produções. A terceira
seção, “Tragicomédia: o doloroso e o risível na dramaturgia de Leonardo Cortez”, traz, para o cerne
das discussões, o conceito de tragicomédia e como esta vertente dramatúrgica se manifesta nos dramas
cortezianos em análise. A quarta seção desta tese, intitulada “Comédia de costumes de Leonardo
Cortez: uma crítica político-social do Brasil contemporâneo”, dedica-se à análise do padrão
contemporâneo da comédia de costumes, bem como à representação social presente no projeto estético
desenvolvido por Leonardo Cortez. Como resultado desse percurso analítico, observamos a
representação, por meio de um projeto estético que une o trágico ao cômico, de um mundo marcado
pela internacionalização do sistema econômico capitalista, cujas contradições e características
programáticas operam como dissolutores do humanismo. |
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| ENTRE RAÇA E IDENTIDADE: LEITURAS CRÍTICAS EM GRAPHIC NOVEL JEREMIAS ALMA NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO FUNDAMENTAL |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
12/02/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Janayne Pereira de Oliveira
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| Banca |
- Ana Karina de Oliveira Nascimento
- Geovana Quinalha de Oliveira
- Marlene de Almeida Augusto de Souza
- Nara Hiroko Takaki
- Nataniel dos Santos Gomes
- Rosivaldo Gomes
- Tania Ferreira Rezende
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| Resumo |
Esta tese de doutorado tem como objetivo investigar a construção de sentidos dos e das estudantes
do 8o ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Sabina Anastasia, localizada na região sul
da cidade de Campo Grande-MS, no período vespertino, em relação à racialização na Graphic
Novel Jeremias: Alma. Realizada entre julho e setembro de 2023, a pesquisa foi fundamentada
em perspectivas críticas sobre línguas e linguagens, incluindo a decolonialidade. O conceito de
língua/linguagem adotado segue Veronelli (2019), em diálogo com Volóchinov (2017) e Takaki
(2017). Os planos de aula foram estruturados em quatro módulos ao longo de quatro meses,
concebidos e implementados pela pesquisadora/professora. O referencial teórico utilizado
abrange; letramento racial crítico (Ferreira, 2012), Letramento crítico (Janks, 2013, Cervetti et al,
2001) da decolonialidade (Dussel, 2000; Quijano, 2005; Grosfóguel, 2007; Mignolo; Walsh,
2018; Delgado, 2007; Flórez-Flórez, 2007; Espinosa, 2007), do feminismo decolonial (Lugones,
2014; Gonzalez, 2020), do feminismo negro (hooks, 2014; Ribeiro, 2017; Collins, 2017;
Gonzalez, 2020; Adichi, 2017 ; Bento, 2022); Carneiro, 2011; Cusicanqui, 2010; Davis, 2016;
Gomes, 2017; Nascimento, 1989; Kilomba, 2019; Evaristo, 2018; Moreno & Faria, 2015;
Marques; Diallo, 2020), da Interseccionalidade (Crenshaw, 2002, Lugones, 2014) e da
(auto)crítica reflexiva (Takaki, 2019), Autoetnografia (Ono, 2017). A abordagem qualitativa de
cunho etnográfico (André, 1995), está fundamentada em uma perspectiva interpretativista (Monte
Mór, 2012) e considera os padrões socioculturais e históricos que moldam as formas de
interpretação dos sujeitos. O foco esteve na análise crítica dos fenômenos observados, valorizando
as percepções dos(as) estudantes. Buscando ir além da descrição e, problematizando os
significados construídos, a metodologia destacou a relação entre trajetórias individuais e
contextos sociais. A tese aponta caminhos para práticas pedagógicas transformadoras, capazes de
desafiar estruturas coloniais e promover uma sociedade mais justa e plural. |
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| DOR, SOFRIMENTO E MORTE DE SI: REPRESENTAÇÕES DO COLAPSO SUBJETIVO EM A ARTE DA AUTOMUTILAÇÃO, DE FELIPE LION, E UM BURACO COM MEU NOME, DE JARID ARRAES |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
16/12/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Andre Rezende Benatti
- Flávio Amorim da Rocha
- Juliana Ciambra Rahe Bertin
- Leoné Astride Barzotto
- MELLY FÁTIMA GOES SENA
- Ramiro Giroldo
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
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| Resumo |
A presente tese se propõe a investigar as representações da dor, do sofrimento e da morte de si
na poesia contemporânea brasileira, a partir da problematização do suicídio e do colapso
subjetivo como experiências historicamente silenciadas, estigmatizadas e esteticamente
elaboradas pela linguagem literária. O objetivo geral consiste em investigar essas
representações, tendo como objetos de estudo A arte da automutilação, de Felipe Lion (2013),
e Um buraco com meu nome, de Jarid Arraes (2018), analisando os atravessamentos entre tema,
em uma perspectiva histórica, pulsões de morte, em uma perspectiva psicanalítica, e estilo, em
uma perspectiva estilística, de modo a observar como as obras transformam o corpo ferido
(física, patológica e simbolicamente) em enunciação poética e performática. Os objetivos
específicos são: discutir a historiografia do suicídio e da morte de si, e suas representações
literárias, observando seus deslocamentos simbólicos ao longo do tempo; examinar, à luz da
psicanálise, as pulsões de vida e de morte implicadas nos poemas de ambos os autores dos
corpora; e compreender o modo como o estilo e as escolhas formais de cada autor articulam a
experiência da dor, do sofrimento e da morte de si mesmo (consumada ou simbólica) à criação
estética. Os corpora da pesquisa são constituídos pelas duas coletâneas poéticas supracitadas,
analisadas a partir de uma abordagem qualitativa de caráter comparatista, fundamentada na
leitura e análise dos textos literários, no processo de construção de sentidos a partir das nuances,
convergências e ressonâncias que emergem entre autores de formações e contextos distintos. O
aporte teórico articula fundamentos da Nova História, especialmente em Georges Minois e
Philippe Ariès, da psicanálise, com Sigmund Freud e Marcelo Veras, e da crítica literária
contemporânea, com destaque para Alfredo Bosi, Norma Goldstein e Antonio Candido. Quanto
ao percurso metodológico, o estudo se organiza em três capítulos: o primeiro apresenta a
perspectiva histórica do suicídio e da morte de si, bem como um levantamento do estado da arte
por meio do Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES; o segundo desenvolve a abordagem
psicanalítica, com ênfase na teoria das pulsões e no conceito de morte de si; e o terceiro se
dedica à análise estilística das obras, considerando os elementos formais da linguagem poética.
Os poemas de Lion (2013) serão analisados conforme a organização tripartida de sua obra,
enquanto os de Arraes (2018) são selecionados a partir dos três primeiros eixos (“selvageria”,
“fera” e “corpo aberto”), que versam, respectivamente, sobre a dimensão primária da dor, o
caráter conflituoso da existência e a exposição física e simbólica do sofrimento. Os resultados
evidenciam que, embora oriundas de trajetórias autorais distintas, ambas as obras convergem
na elaboração simbólica da morte de si como experiência estética, seja por meio da
fragmentação imagética, da introspecção e da contemplação da morte em Lion (2013), seja pela
articulação entre corpo, violência, sofrimento social e resistência na poética de Arraes (2018),
demonstrando que, além de tematizar a dor, a poesia a encena formalmente por meio de cortes,
silêncios, imagens corporais violentas e intensificação rítmica. |
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| A COSTUREIRA E O CANGACEIRO: IDENTIDADE BRASILEIRA, RESGATE HISTÓRICO E ECOS REGIONALISTAS NO ROMANCE DE FRANCES DE PONTES PEEBLES |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
15/12/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Danglei de Castro Pereira
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Nathalie Elias da Silva Cavalcante
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| Banca |
- Adriana Lins Precioso
- Danglei de Castro Pereira
- Lucilo Antonio Rodrigues
- Ramiro Giroldo
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
- Samuel Carlos Melo
- Wagner Corsino Enedino
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| Resumo |
Em 2009, foi publicado no Brasil o romance A costureira e o cangaceiro de Frances de
Pontes Peebles. A obra em questão foi originalmente escrita em inglês. Frances de Pontes
Peebles é filha de mãe pernambucana e pai norte-americano. Este estudo propõe-se a analisar
o romance filiando-o à tradição da literatura brasileira, mais especificamente, ao regionalismo
literário na contemporaneidade. O que norteia a leitura da obra é o seu vínculo com as
questões de pertença e identidade nacional, ficcionalização da história política do Brasil a
partir da Revolução de 30, memória coletiva do cangaço e da seca de 1932. Para isso, no
campo da historiografia e crítica literárias brasileira, recorri a nomes como Antônio Cândido,
Fernando Cerisara Gil, Luís Bueno e Tânia Pellegrini, problematizando a relevância do
romance em sua relação às matrizes da literatura nacional. No âmbito da História e da cultura,
explorei a emergência do cangaço como meio de vida, suas formas endêmicas e epidêmicas
no sertão nordestino, bem como as manifestações culturais populares ligadas à mítica que
hoje circunda o cangaceirismo, tornando-o uma forma de expressão identitária do sertão
brasileiro. Observei como o romance utiliza-se de material farto para uma composição
verossímil dos espaços do campo e da cidade no Nordeste do Brasil, englobando de maneira
coerente suas tradições culturais e sua História. |
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| DICIONÁRIO FRASEOTERMINOLÓGICO MONOLÍNGUE COM EQUIVALENTES EM ESPANHOL DE COLOCAÇÕES ESPECIALIZADAS DA ÁREA CÍVEL DO DIREITO |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
12/12/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Elizabete Aparecida Marques
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Camila Candido Oliveira Menezes
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| Banca |
- Aparecida Negri Isquerdo
- Bruno Oliveira Maroneze
- Cleci Regina Bevilacqua
- Elizabete Aparecida Marques
- Mariângela de Araújo
- Maurizio Babini
- Renato Rodrigues Pereira
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| Resumo |
Situado no âmbito dos estudos lexicais, este trabalho compreende a Terminologia e
a Terminografia como aporte teórico e metodológico para tratamento e compilação
das Colocações Especializadas ou fraseotermos (Gréciano,1997) que constituem
elementos imprescindíveis no contexto de uma linguagem de especialidade, neste
caso, a jurídica, e são formados por uma base nominal ou verbal estável e um
colocado que a especifica, com sentido composicional. Assim, esta investigação
apresenta cunho teórico, mas principalmente prático, por se propor a elaborar um
dicionário fraseoterminológico semibilíngue (português-espanhol) de colocações da
área cível do Direito, disponível em formato impresso e digital, com o objetivo de
atender aos consulentes especializados e semiespecializados, como tradutores,
estudantes e professores do curso de Direito, que desenvolvam exames de
proficiência, pesquisas e participem em eventos e cursos em instituições estrangeiras.
Diante disso, este estudo fundamenta-se na Teoria Comunicativa da Terminologia
(TCT) de Cabré (1993, 1999) para a realização do percurso investigativometodológico. O corpus de investigação em Língua Portuguesa é composto de
sentenças da área cível do Direito publicadas no Diário Eletrônico, meio de publicação
oficial do Tribunal Regional Federal da Terceira Região, seção judiciária de Mato
Grosso do Sul, no período de 2010 a 2024, considerando os meses mais produtivos.
Para a extração dos padrões fraseológicos, com base na composição e delimitação
das unidades estabelecidas por Hausmann (1984, 1985) e González Rey (2015), foi
usado o software AntConc; para a construção do mapa conceitual da área cível e de
seus campos nocionais, utilizou-se o Cmap Tools; para a elaboração das fichas
terminológicas e posterior criação de um dicionário, fez-se uso do software FLEx
(FieldWorks Language Explorer); e para a busca dos correspondentes em Língua
Espanhola, foram consultados dicionários jurídicos, como o Diccionario panhispánico
del español jurídico – RAE (Machado, 2020). Os dados coletados demonstram que a
área em questão é lexicalmente rica, haja vista a quantidade de 335 fraseotermos
validados pelo especialista e que compõem as entradas do Dicionário. Com base
neste fato e por razões práticas, apresentamos a ampliação das informações no
repertório, com o aumento da quantidade de verbetes do dicionário e com o adicional
da informação de correspondência em Língua Espanhola |
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| A CORPORIFICAÇÃO TENSIVA DA POLÊMICA: UMA PROPOSTA TIPOLÓGICA DE ENUNCIADOS SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19 |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
05/12/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Sueli Maria Ramos da Silva
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alexandre Marcelo Bueno
- Aline Saddi Chaves
- Eluiza Bortolotto Ghizzi
- Geraldo Vicente Martins
- Norma Descini de Campos
- Sueli Maria Ramos da Silva
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| Resumo |
Estendida de 11 de março de 2020 a 5 de maio de 2023, a pandemia de Covid-19 foi marcada por uma disputa entre quem respeitava e quem rechaçava as normativas defendidas por grande parte dos especialistas da área da saúde. Atentos a essa conjuntura, pensamos semioticamente essa polêmica para defendermos a tese de que ela pode ser percebida enquanto corpo discursivo (Discini, 2015), a ponto de apresentar um estilo (Discini, 2015). Propomos de forma inovadora que o estilo pode ser percebido também no cotejo entre textos de enunciadores distintos e nos perguntamos: como se desenvolve a ‘corporificação’ da polêmica? Inspirados por essa indagação, nosso objetivo geral é propor uma tipologia da polêmica a partir da análise de corpus formado por textos de gêneros diversos selecionados por terem pontos em comum que assinalam para as noções de totus (princípio que remete à totalidade de manifestações de determinado ator/corpo enunciativo) e unus (que indica uma unidade). Os textos datam sobretudo de 2020 e 2021 (auge do período pandêmico, quando embates ficaram exacerbados por conta de medidas como fechamento de estabelecimentos comerciais e religiosos) e são levados em consideração por manifestarem conflitos que emergiram em vários setores da sociedade e por comporem, a nosso ver, uma síntese de elementos capazes de serem ordenados ao mesmo tempo como gráficos e redes tensivos e como amostras de perturbação na/da relação Eu-Outro. Perturbação essa que, conforme verificado nas análises, é o elemento crucial que (re)constrói a polêmica, graduada a partir da percepção da foria e seus acréscimos ou decréscimos de mais ou de menos para formular diagramas, gráficos e redes tensivos. Fazem parte do corpus: um pronunciamento do bispo evangélico Edir Macedo veiculado em redes sociais e uma celebração ministrada pelo bispo-auxiliar católico Nivaldo dos Santos Ferreira (ambas de março de 2020, com comentários sobre o coronavírus); propaganda institucional do governo de Mato Grosso do Sul (“Coronavírus: a balada pode esperar”, de janeiro de 2021), sobre o distanciamento social; reportagem relatando entrega de alimentos a pessoas em situação de rua em Belém; a confecção de cartilha sobre cuidados sanitários em Dourados (MS) impressa na língua guarani; denúncia a respeito de comentários racistas referentes a indígenas terem preferência à vacina; um evento em que um cliente de sorveteria em Campinas (SP) tem acesso raivoso ao ser abordado por usar inadequadamente a máscara no estabelecimento; projeto de extensão de acolhimento a imigrantes formulado por uma universidade em Campo Grande. Nossos objetivos específicos perpassam por: identificar como os enunciadores envolvidos têm seus éthe constituídos nesse processo e como utilizaram argumentos retóricos (como algumas figuras de linguagem) visando a obter a adesão da opinião pública; como as investidas de cada lado fizeram sobressair diante do público o afeto como elemento persuasivo; e como essa disputa de pontos de vistas díspares influiu na aspectualização dos atores envolvidos. Destarte, precisamos dar conta do espaço contínuo entre os termos opostos indicados no quadrado semiótico original da Semiótica Discursiva. Para tanto, propomos como base teórica pressupostos da Semiótica Tensiva e da Sociossemiótica, por entendermos que essas correntes acrescentam outros operadores às análises (como relações gradativas e os regimes de interação e sentido, respectivamente). Mobilizamos, ademais, conceitos como quase-presença (ferramenta de medição da densidade do corpo), éthos (a imagem do enunciador perante o enunciatário) e páthos (o afeto que influencia o enunciatário). Metodologicamente, nos moldes de redes e diagramas tensivos, são graduados elementos conforme similaridades e/ou distinções enunciativas que configuram um corpo discursivo polêmico. Entender a polêmica durante a pandemia contribui para que possamos interpretar melhor nosso próprio agir em sociedade. Assim sendo, consideramos que nossas análises auxiliam nos esforços para a compreensão científica (especificamente na Semiótica) sobre o dissenso e colabora para a retomada da retórica nas pesquisas semióticas. |
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| A dimensão estética da arquitetura ante o paradigma da ecologia: Contribuições da semiótica pragmatista de Charles S. Peirce |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
27/11/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Gabriela Lima Mascarenhas Moreira
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| Banca |
- Eluiza Bortolotto Ghizzi
- Geraldo Vicente Martins
- Ivo Assad Ibri
- Juliana Couto Trujillo
- Lucia Ferraz Nogueira de Souza Dantas
- Sueli Maria Ramos da Silva
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| Resumo |
Envolvendo questões fundamentais acerca dos modos humanos de habitar o mundo diante de um contexto de agravante crise ambiental, observamos contínuos desenvolvimentos do pensamento ecológico no campo da arquitetura, os quais nos conduzem a pressupor a constituição de um novo paradigma da arquitetura contemporânea. Partindo do conceito de campo ampliado, com base em ensaios de Rosalind Krauss (1941-) e de Anthony Vidler (1941-2023), fomos instigados a considerar a importância das interações entre disciplinas e o papel da dimensão estética da arquitetura como elementos para a formação de um modelo ecológico para o conhecimento e as práticas arquitetônicas. Tomamos a estética, a semiótica e a filosofia pragmatista de Charles Sanders Peirce (1839-1914) como referencial teórico e metodológico para a elaboração dessa reflexão, bem como para a análise de projetos, intervenções e obras que nos permitam averiguar o modo como esse modelo vem atuando e a validade de se afirmar o seu estabelecimento nesse campo. A opção por esse referencial se justifica, no decorrer do trabalho, conforme identificamos possíveis aproximações entre o pensamento ecológico, como
vem sendo denominado esse conjunto de ideias, princípios e valores associados à ecologia, e a filosofia peirciana, em sua perspectiva não-dualista, não-antropocêntrica e não-logocêntrica do mundo. Ao mesmo tempo, o pensamento ecológico e a filosofia peirciana mostram-se coerentes com a noção de campo ampliado, em sua abordagem interdisciplinar. Tendo em vista a pluralidade de métodos, critérios, tipologias e materialidades arquitetônicas observadas, recorremos a uma proposta de classificação de exemplos selecionados com base na semiótica de Peirce e em uma lógica da habituação, ou normalidade, fundamentada no conceito peirciano de hábito e em sua teoria dos interpretantes, e corroborada pela noção de ciência normal, incluída na estrutura delineada por Thomas Kuhn (1922-1996) para o processo de evolução nas ciências. Com a realização da pesquisa, somos levados a ponderar que a constituição de um paradigma ecológico da arquitetura não se define pela disseminação de um modelo de solução formal, método de projeto, procedimento técnico ou construtivo, mas pelo movimento de busca por um ideal compartilhado. |
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| FORMAÇÃO EM LÍNGUA INGLESA A PARTIR DOS LETRAMENTOS CRÍTICOS E DA PERSPECTIVA DECOLONIAL EM CONTEXTO DE INSTITUTO FEDERAL |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
24/11/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Ana Karla Pereira de Miranda
- Andréa Machado de Almeida Mattos
- Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
- Elizabete Aparecida Marques
- Nara Hiroko Takaki
- Ruberval Franco Maciel
- Simone Batista da Silva
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| Resumo |
Partindo da pergunta: “Quais tensionamentos surgem e como influenciam a construção de sentidos em aulas de língua inglesa ministradas a alunos do ensino médio técnico desde uma perspectiva crítico-decolonial?”, o objetivo geral desta tese é analisar os tensionamentos e as possibilidades de uma prática pedagógica fundamentada nos letramentos críticos e na perspectiva decolonial no ensino de língua inglesa em um Instituto Federal. De forma mais específica, buscou-se: (1) discutir as tensões e resistências emergentes no contexto da pesquisa, problematizando os desafios de promover a agentividade discente frente a estruturas coloniais de poder, saber e ser; e (2) refletir criticamente sobre os dados da pesquisa e sobre minha própria prática docente, construindo narrativas (auto)críticas sobre minhas praxiologias. A pesquisa foi realizada entre setembro e dezembro de 2023, ao longo de onze aulas ministradas semanalmente, tendo como base teórica as perspectivas dos letramentos críticos (Janks, 2014, 2016; Menezes de Souza, 2011; Monte Mór, 2015, 2019) e da decolonialidade (Maldonado-Torres, 2007; Quijano, 2000; Walsh, 2009, 2013, 2018). A metodologia adotada foi qualitativa (Denzin, 2006), de caráter autoetnográfico (Pardo, 2019) e (auto)crítico-reflexivo (Takaki, 2019), considerando tanto a participação discente quanto a atuação da pesquisadora no processo. As análises evidenciam que os tensionamentos decorrentes da adoção de uma pedagogia crítico-decolonial impactaram significativamente as formas de participação estudantil. Tais tensões revelam movimentos de resistência e possibilidades de reexistência no espaço escolar. No campo da prática docente, as reflexões apontam para a importância da escuta sensível, da revisão de concepções transmissivas ainda presentes no ensino e da valorização de práticas reflexivas no cotidiano da sala de aula. Conclui-se que esta tese contribui para o debate sobre práticas pedagógicas decoloniais no ensino de formação em línguas não somente em contexto de IF e para a compreensão do papel da afetividade, da escuta e do inacabamento como dimensões formativas centrais em processos educativos críticos. |
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| As palavras fantásticas delas: registro crítico historiográfico da literatura fantástica de autoria feminina de Mato Grosso do Sul |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
06/10/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Andre Rezende Benatti
- Bruno Anselmi Matangrano
- Geovana Quinalha de Oliveira
- Gregório Foganholi Dantas
- Paulo Custódio de Oliveira
- Ramiro Giroldo
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
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| Resumo |
Esta pesquisa é realizada com o objetivo de construir um registro histórico e crítico da produção artístico-literária de autoria feminina de Mato Grosso do Sul, em especial o que se entende por narrativa literária fantástica. Parto de uma proposta que se aproxima do campo da História das Mulheres, sob a perspectiva do feminismo interseccional. Como parte da metodologia, através de pesquisa bibliográfica, foi elaborada revisão de trabalhos e pesquisas sobre feminismo, produção literária e resgate de literatura de autoria feminina, teorias da literatura fantástica e literatura sul-mato-grossense, para compreender as nuances da discussão do apagamento dessas literaturas e produções. A pesquisa se alinha com trabalhos que buscam destacar o fantástico nacional e é justificada pelo ineditismo do registro em Mato Grosso do Sul. Para tanto, foi considerado como recorte temporal a partir da criação do Estado, datado de 1977, até o momento presente, para a análise do corpus foi feito levantamento de dados entre junho de 2021 e maio de 2024, levando em consideração autoras e publicações encontradas até a última data. Tendo em vista a discussão sobre as diferentes abordagens possíveis da teoria acerca de fantástico, desde sua caracterização (gênero, categoria estética ou modo narrativo), até as nuances de influências históricas e reflexivas sobre a construção da tradição literária fantástica (como o fantástico europeu, o realismo maravilhoso latino-americano e o realismo animista africano), estabeleceu-se, como definição referencial, o fantástico como um modo amplo de construção narrativo, que não se dá por meios exclusivos, definidos e definitivos; porém, foi refinada a definição para observar as narrativas que trazem a ruptura com a realidade intradiegética, intrinsecamente atrelada à verossimilhança com a realidade externa à obra; onde o elemento fantástico pode ser sobrenatural, ou transgressor da realidade, inexplicável, incômodo, estranho ou insólito; e passa a existir a partir e através da linguagem, pois, de outra maneira não se explica ou é possível sua existência. Deu-se, dessa forma, a leitura crítica das obras, selecionando como escopo a produção no formato de conto, com o intuito de esmiuçar três pontos: a construção da narrativa em relação ao elemento fantástico; os aspectos relacionais da obra com o contexto histórico e social em que a escritora está inserida; e a representação da mulher (quando cabível). Busquei compreender como se dá a construção do imaginário fantástico das escritoras sul-mato-grossenses que, por sua vez, permite observar como representam suas percepções de existência, tornando indissociável perceber e discutir alguns aspectos relacionados a sua forma, conteúdo e contexto. |
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| EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS: parâmetros para um tratamento lexicográfico didático |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
26/09/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Maria Eugênia Olímpio de Oliveira Silva
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| Orientando(s) |
- Simone Marques dos Santos Ribeiro
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| Banca |
- Aparecida Negri Isquerdo
- Beatriz Aparecida Alencar
- Bruno Oliveira Maroneze
- Elizabete Aparecida Marques
- MARIA CRISTINA PARREIRA DA SILVA
- Mariângela de Araújo
- Renato Rodrigues Pereira
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| Resumo |
É de conhecimento comum, pelo menos na área acadêmica, que no ensino de uma língua estrangeira (LE), para além do domínio de estruturas gramaticais e estruturais do idioma, é preciso conhecer também os elementos lexicais e culturais que possam possibilitar a comunicação em distintas situações discursivas. Nesse sentido, as unidades fraseológicas
(UF), sobretudo as expressões idiomáticas (EI), desempenham um papel importante no aprendizado, pois constituem uma parte do acervo lexical que apresenta uma estreita relação com a cultura. Pelo alto grau de complexidade que possuem, elas, por vezes, demandam mais atenção no processo de ensino/aprendizagem tanto por parte dos professores quanto os
estudantes. Os dicionários, nessa perspectiva, podem ocupar um lugar de destaque nesse processo, posto que ajudam a compreender as EI mais usuais e importantes para o desenvolvimento das competênciasdo estudante. Justifica-se, assim, nossa investigação, à medida que percebemos, enquanto professora e pesquisadora, que o tratamento das EI nos dicionários pedagógicos de espanhol e português ainda é insuficiente ou inconsistente, não atendendo plenamente às necessidades do processo de ensino/aprendizagem de LE. Partimos, assim, da hipótese de que, embora as EI estejam presentes nos dicionários pedagógicos, seu
tratamento permanece insatisfatório, marcado pela ausência de critérios claros de seleção e organização, bem como por informações insuficientes e, por vezes, incoerentes ao consulente. Acreditamos que a adoção de critérios mais didáticos e coerentes com os princípios da Lexicografia Pedagógica possa melhorar significativamente a compreensão e o uso dessas UF
pelos estudantes.Com base nesse panorama, elaboramos uma proposta de tratamento lexicográfico voltado às EI, com vistas à sua incorporação em futuros repertórios lexicográficos organizados de maneira mais didática. Para tanto, objetivamos: i) apresentar um panorama das disciplinas que norteiam a elaboração de dicionários monolíngues, bilíngues e semibilíngues pedagógicos; eii) analisar o tratamento lexicográfico dispensado às
EI em dicionários de espanhol e de português, com vistas a identificar critérios seguidos pelos autores dessas obras e que possam servir de base para nossa proposta. Para o alcance dos objetivos estabelecidos, além de nos orientarmos pelos princípios teóricos e metodológicos da Lexicografia Geral e Pedagógica, da Fraseologia e da Fraseografia, guiamo-nos pelas seguintes questões norteadoras: i) as EI são contempladas nos repertórios lexicográficos em ambas as línguas? Se afirmativo, como?; e ii) há coerência entre as informações apresentadas na front mattere seu registro na macro e microestrutura?;iii) As diferentes formas de tratamento adotadas por dicionários voltados à aprendizagem do espanhol como língua
estrangeira são suficientes para atender às necessidades do consulente brasileiro em processo de aquisição dessa língua? O resultado das análises demonstra falhas recorrentes no tratamento das EI, como a ausência de critérios explícitos na front matter, inconsistências na lematização, uso aleatório de marcas de uso e falta de distinção tipológica entre UF. Embora a
inserção de definições perifrásticas represente um ponto positivo, essas obras ainda carecem de sistematicidade e clareza suficientes para atender adequadamente às necessidades do consulente em formação. Em face disso, apresentamos parâmetros lexicográficos didáticos dispensados às EI, destinados a dicionários pedagógicos dirigidos a aprendizes de espanhol
como LE, de níveis inicial e intermediário. Esperamos que nossas reflexões e nossos parâmetrospara o registro de EI possam ser somados aos estudos metalexicográficos e metafraseográficos e, sobretudo, colaborar com o processo de elaboração e/ou reorganização de obras lexicográficas pedagógicas, de forma que atendam às necessidades dos consulentes. |
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| CONTRIBUIÇÕES DECOLONIAIS PARA A EDUCAÇÃO SURDA: ANÁLISE DE UM ESTUDO (AUTO)ETNOGRÁFICO SOB A PERSPECTIVA DE UM DOCENTE UNIVERSITÁRIO SURDO |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
11/09/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- João Paulo Romero Miranda
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| Banca |
- Adriana Lúcia de Escobar Chaves de Barros
- Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
- Nara Hiroko Takaki
- Rosivaldo Gomes
- Suzana Vinicia Mancilla Barreda
- VALÉRIA CAMPOS MUNIZ
- WILMA FAVORITO
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| Resumo |
Esta tese investiga como a autoetnografia contribui para a compreensão da decolonialidade nas
experiências do docente universitário surdo, focando na ressignificação identitária e no
empoderamento. As teorias decoloniais oferecem uma perspectiva crítica fundamental para
analisar e aprimorar a educação voltada para a comunidade surda, apresentando alternativas às
práticas que tradicionalmente negligenciam suas especificidades culturais e linguísticas. Este
estudo propõe questionar as ações educacionais eurocêntricas padronizadas e enfatizar a
valorização dos conhecimentos e vivências das pessoas surdas, reconhecendo sua identidade
como parte essencial de um processo educacional inclusivo bilingue e mais democrático. Com
base nessa visão, a pesquisa busca investigar como a perspectiva decolonial dos surdos pode
contribuir para a renovação das práticas pedagógicas e curriculares. A tese tem como objetivo
geral investigar as contribuições do pensamento decolonial para a educação de surdos,
analisando práticas educacionais excludentes e alternativas inclusivas, a partir de um estudo
autoetnográfico das experiências de um docente universitário surdo. Elencamos os objetivos
específicos, busca-se: (i) Realizar uma análise abrangente da bibliografia sobre estratégias
educacionais focadas nas pessoas surdas, destacando as teorias propostas por autores
decoloniais renomados como Aníbal Quijano e Walter Mignolo; (ii) Explorar as influências das
estruturas coloniais presentes no ambiente educacional e sua valorização da língua de sinais e
reconhecimento da cultura e identidade surda; (iii) Desenvolver uma análise dos relatos
(auto)etnográficos do pesquisador surdo que estabelecem vínculos entre vivências surdas e o
contexto educacional juntamente com os fundamentos decoloniais; (iv) Identificar estratégias e
métodos educacionais que apoiem uma educação bilíngue e inclusiva, descolonizadora ao
reconhecer e respeitar os conhecimentos e pontos de vista das comunidades surdas; e, (v)
Refletir e apresentar ideias teóricas que possam apoiar a melhoria do ensino universitário e
assegurar a efetiva participação de pessoas surdas no ambiente acadêmico. A metodologia de
pesquisa é qualitativa, com abordagem bibliográfica e interpretativista, ao considerar as
intersubjetividades do pesquisador, autor desta tese, e as visões dos autores(as) pesquisados(as)
concernentes à dois temas investigados, quais sejam: decolonialidade e (auto)etnografia. Como
procedimento metodológico, utilizou-se a autoetnografia como método principal para gerar
dados. a partir da concepção de que esta abordagem serve como ferramenta que pode
desconstruir estereótipos e ampliar a visibilidade do professor surdo e das comunidades surdas,
no contexto da decolonialidade. Os resultados indicam que a trajetória de um cidadão surdo é
permeada por desafios e pela luta contra estereótipos, revelando uma narrativa de resistência
que empodera e questiona a visão dominante ouvinte. A pesquisa evidencia a necessidade de
mais estudos nessa direção, mostrando-se essencial para a transformação das práticas
educativas, a interação com as inclusivas no ensino superior e as comunidades surdas
brasileiras. |
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| PELOS CAMINHOS DA TOPONÍMIA DO NORDESTE PARAENSE: UMA ABORDAGEM LINGUÍSTICO-CULTURAL |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
08/09/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Livia Regina Fernandes Souza
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| Banca |
- Ana Paula Tribesse Patrício Dargel
- Aparecida Negri Isquerdo
- Carmen Lucia Reis Rodrigues
- Elizabete Aparecida Marques
- Marcelo Rocha Barros Goncalves
- Marilze Tavares
- Renato Rodrigues Pereira
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| Resumo |
Esta tese tem como objeto de investigação a toponímia dos acidentes físicos rurais e dos acidentes humanos urbanos de 26 municípios que integram as regiões imediatas de Castanhal, Bragança e Paragominas, no estado do Pará. A pesquisa concebe o topônimo como um signo linguístico que reflete aspectos do ambiente físico, da cultura e da história das populações que habitam ou habitaram um determinado espaço geográfico. O estudo em questão busca responder às seguintes perguntas, cujas respostas forneceram subsídios para a elaboração desta tese: i) Que razões motivaram a nomeação dos acidentes físicos rurais (rios, lagos, igarapés etc.) e dos acidentes humanos urbanos (municípios, vilas e distritos) da região intermediária de CastanhalPA? ii) Em que proporção a língua portuguesa e as línguas indígenas se perpetuam na toponímia das regiões imediatas de Bragança, Castanhal e Paragominas? Como primeira hipótese de pesquisa, considera-se que a nomeação dos acidentes físicos rurais e dos acidentes humanos urbanos das regiões analisadas está relacionada à busca pela reafirmação da identidade local, refletindo tanto a relação histórica com o ambiente físico quanto os valores culturais das comunidades indígenas e coloniais, em um processo de representação e ressignificação territorial.A segunda hipótese parte da premissa de que a toponímia da área investigada reflete a interação entre a língua portuguesa e as línguas indígenas, com a presença de nomes híbridos que preservam elementos da cultura local. Esta tese fundamenta-se, sobretudo, nas contribuições de Dick (1990; 1992; 1999; 2004), Dauzat ([1926]1963), Leite de Vasconcellos (1931), Stewart (1954) e Trapero (1995). Para a análise linguística e taxonômica foram consultados dicionários de língua portuguesa (Houaiss, 2017; Aulete, 2011), dicionários de línguas indígenas (Barbosa, 1951; Cunha, 1998; Sampaio, 1987), dicionários etimológicos (Cunha, 2010; Nascentes, 1955) e sites institucionais de prefeituras. Esta tese analisou um corpus de 1.001 topônimos, 707 referentes a acidentes físicos e 294 a acidentes humanos, extraídos de mapas municipais (IBGE, 2020), com escalas que variam de 1:700 a 1:6,000, e de mapas municipais para fins estatísticos (IBGE, 2010), cujas escalas variam de 1:50,000 a 1:300,000. No geral, os resultados deste estudo apontam que 32,56% dos topônimos analisados possuem origem indígena, dando mostras da influência cultural dos povos originários na nomeação dos acidentes geográficos da região. Quanto à motivação toponímica, conforme a classificação proposta por Dick (1992), observa-se a predominância de topônimos de natureza física, que correspondem a 52,64% do total, enquanto os topônimos de natureza antropocultural representam 37,76% das denominações. No conjunto dos topônimos classificados como de natureza física, destacam-se os fitotopônimos, que correspondem a 40,41%, do total. Já entre aqueles de natureza antropocultural, sobressaem os antropotopônimos, com 26%. Em síntese, a pesquisa revelou características subjacentes ao processo de nomeação, recuperando aspectos físicos e ambientais das regiões analisadas, que não se limitam apenas à configuração do relevo ou à presença de cursos d’água, mas também incluem elementos como a fauna e a flora. Topônimos como rio Cauaxi, igarapé Marambaia, igarapé Tauari e rio Tracuateua refletem a herança indígena na região, tanto na língua de origem quanto no valor cultural que carregam. Por exemplo, “cauaxi” é uma palavra indígena que remete a um recurso natural utilizado pelos povos locais. Tradicionalmente, o cauaxi é uma esponja de água doce empregada na confecção de objetos artesanais. Assim, a nomeação dos topônimos revela a maneira como os habitantes interpretam e estabelecem vínculos com o meio ambiente, conservando, por meio da linguagem, elementos naturais e culturais que fortalecem a identidade coletiva e a memória histórica do território.
Palavras-chave: Onomástica; Toponímia; Castanhal/PA; Cultura; Motivação. |
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