O CORPO E A MATEMÁTICA: construções e desconstruções numa sala de aula de 6º Ano. |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
02/09/2022 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Maria Aparecida de Souza Leonardo
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Banca |
- Carla Regina Mariano da Silva
- Heloisa da Silva
- Luzia Aparecida de Souza
- Silvana Matucheski
- Thiago Donda Rodrigues
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Resumo |
Esta pesquisa tem como objetivo apresentar o materialismo inclusivo no campo da Educação Matemática reforçando a importância dos corpos e seus movimentos e analisando diferentes processos do saber/fazer em uma sala de aula do sexto ano. Desta forma, pretende-se entender a/s noção/ões de corpo que participa/m da construção do conhecimento matemático. A pesquisa utilizou-se da cartografia para a produção de dados em uma escola pública municipal de Campo Grande. Nesse contexto, em face ao cenário da pandemia, buscamos a inserção nos vários formatos ou modalidades em que estas aulas têm sido ministradas para acompanhar e compor um relatório sensível como resultado deste trabalho. A produção dos dados ocorreu por meio de fotos, vídeos, notas de campo e demais recursos tecnológicos utilizados no Ensino Remoto. A pesquisa sinalizou através dos modos de operação/movimentos do corpo e que estes são fabricados pela inclusão/exclusão em situações de ensino e aprendizagem Matemática e as discussões acerca do pós-humanismo trouxeram contribuições que caminham na desconstrução da estrutura colonial mitigando os binarismos que persistem de algum modo na educação. O materialismo inclusivo sinaliza reflexões/desafios na produção de conhecimento matemático, performando os corpos e materialidades emaranhados no processo.
Palavras-chave: Movimento. Disciplinarização do Corpo. Aprendizagem.
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O som das funções: possibilidades em Tecnologias Digitais e Educação Matemática para futuros professores |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
02/06/2022 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
- Aparecida Santana de Souza Chiari
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- André Luiz Oliveira Capoano
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Banca |
- Aparecida Santana de Souza Chiari
- Daise Lago Pereira Souto
- Marilena Bittar
- Ricardo Scucuglia Rodrigues da Silva
- Suely Scherer
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Resumo |
Utilizar as Tecnologias Digitais para o ensino da matemática é um assunto debatido tanto por pesquisadores quanto por professores em diversas esferas acadêmicas, enquanto a música é uma das artes mais apreciadas ao redor do mundo, algo que envolve todas as culturas e possui grande relação com a matemática. Sabendo disso, nesta pesquisa qualitativa buscamos responder a seguinte pergunta: Como futuros professores de matemática produzem Performances Matemáticas Digitais (PMD) para representar funções a partir de notas musicais? O objetivo foi então analisar o processo de produção de PMD por futuros professores de matemática para representar funções a partir de notas musicais. Tendo em vista os procedimentos de uma pesquisa qualitativa, a produção de dados foi realizada a partir de encontros semanais realizados com 10 alunos do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) de Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Todos os encontros foram realizados por meio de videochamadas on-line nas quais discutimos as relações entre matemática e música, estudamos o conceito de PMD e construímos representações sonoras do gráfico das funções escolhidas pelos participantes, entre outros. Para a análise nos amparamos na definição de uma PMD conceitual e na análise exploratória dos resultados apresentados. Com isso, em resposta à pergunta de pesquisa, os pibidianos realizaram uma PMD para representar funções por meio de sete notas musicais, atribuídas também para a insurgência de novas variáveis na função, trabalhando, assim, razão e proporção. Mediante o exposto, entende-se que foi visto pelos professores em formação que é possível utilizar essa relação entre música e Matemática para o ensino de funções. Finalizando a etapa de análise, entendemos que o uso de música para se trabalhar funções matemáticas, sobretudo com o uso das PMD, apresenta diversos aspectos que potencializam o entendimento do aluno e favorecem a produção de significados de conceitos. |
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UM OLHAR SOBRE OS DISCURSOS DO CAMPO NOS LIVROS DIDÁTICOS DE MATEMÁTICA DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
16/03/2022 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Fernando Luís Pereira Fernandes
- Júlio César Gomes de Oliveira
- Marcio Antonio da Silva
- Thiago Donda Rodrigues
- Vanessa Franco Neto
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Resumo |
Essa pesquisa foi desenvolvida na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul- UFMS, no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática- PPGEduMat da UFMS e teve como objetivo descrever e analisar os discursos sobre o campo presente nos livros didáticos de matemática dos anos finais do Ensino Fundamental aprovados pelo PNLD de 2020. Para tanto, foram usadas as contribuições da Análise do Discurso foucaultiana como aporte teórico-metodológico, juntamente com os estudos sobre currículo em Educação Matemática, pois entendemos que os currículos endereçam tipos específicos de formações desejadas em materiais curriculares, por meio de práticas discursivas. Movimentando essas teorizações, descrevemos e analisamos os enunciados que compõem discursos do campo nos livros didáticos de matemática dos anos finais do Ensino Fundamental. Esses enunciados foram constituídos por meio de regularidades que remetiam ao campo discursivo. Os enunciados construídos foram: “Educar para ser um aluno sustentável”; “Produtividade do campo”; “Quem habitar o campo: do homem produtor à insurreição feminina”; e “O Campo: lugar de possibilidades”. A pesquisa concluiu que, no livro didático de matemática, o campo está ligado ao trabalho e a espaços de produção; os livros apresentam formas de se educar o aluno visando a sustentabilidade, bem como uma biopolítica que reforça esse direcionamento da educação dos estudantes para serem cidadãos sustentáveis, sem renunciar à produtividade. Ainda no material analisado, o homem é o ser produtivo e a mulher, em geral, aparece em situações passivas. Embora a maior parte dos exemplos do campo está relacionado à produtividade e à exploração, há algumas atividades que apresentam excelentes contextos, como a agroecologia, mas, ainda sim, são atividades que visam retorno econômico. |
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ASPECTOS HISTÓRICOS DO ENSINO SECUNDÁRIO DA MATEMÁTICA EM CAMPO GRANDE NO SUL DE MATO GROSSO NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX. |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
11/03/2022 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Edilene Simoes Costa dos Santos
- Enoque da Silva Reis
- Jose Luiz Magalhaes de Freitas
- Luiz Carlos Pais
- Viviane Barros Maciel
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Resumo |
Esta dissertação de mestrado tem como objetivo principal de pesquisa descrever e analisar aspectos históricos do ensino da matemática secundária em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, nas primeiras décadas do século XX. As fontes utilizadas incluíram registros digitalizados na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, livros históricos regionais, documentos obtidos em acervos documentais da região, assim como em indicações bibliográficas. A organização geral do trabalho e a realização das análises foram concebidas a partir de conceitos propostos pelo historiador cultural Peter Burke e por outros autores que sequem a mesma orientação. A parte de uma abordagem metodológica crítica, estruturada no esquema heptagonal descrito pelo professor Luiz Carlos Pais. Foi possível destacar a atuação marcante dos professores Jorge Nachreiner e Mucio Teixeira Júnior, que contribuíram na objetivação dos saberes para ensinar matemática em instituições educacionais de Campo Grande, no período considerado, tomando como referência os grandes parâmetros em vigor no país assim as especificidades do contexto social e cultural no qual eles estavam inseridos. |
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ANÁLISE PRAXEOLÓGICA DO CONTEÚDO DE NÚMEROS COMPLEXOS EM COLEÇÕES DE LIVROS DIDÁTICOS DO ENSINO MÉDIO |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
10/03/2022 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Cintia Melo dos Santos
- Edilene Simoes Costa dos Santos
- Jose Luiz Magalhaes de Freitas
- Marcus Bessa de Menezes
- Marilena Bittar
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Resumo |
Esta pesquisa tem como objetivo estudar e analisar o conteúdo de Números Complexos na educação básica a partir da análise de livros didáticos aprovados no PNLD/2018. Para isto, buscamos estudar as oito obras aprovadas neste PNLD do Ensino Médio, para identificarmos como é proposto o ensino deste conteúdo nesta etapa de ensino. Nossa investigação tem como referencial teórico e metodológico a Teoria Antropológica do Didático – TAD. Fizemos um estudo histórico e epistemológico, introdutório, para então analisar a perspectiva dos livros didáticos ao apresentar este conteúdo. Nossos resultados demonstraram que a razão de ser dos números complexos na educação básica não é a mesma que lhe deu origem. Além disso, foi possível observar, nos livros didáticos analisados, que há uma valorização da manipulação geométrica e trigonométrica do conjunto. Observamos também que as obras se aproximam em sua organização do conteúdo, porém as técnicas para o tratamento do bloco geométrico e de equações prevalecem. |
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GAMIFICAÇÃO EM AULAS DE MATEMÁTICA: um processo de integração de tecnologias digitais ao currículo. |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
08/03/2022 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Janini Gomes Caldas Rodrigues
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Banca |
- Aparecida Santana de Souza Chiari
- Frederico Fonseca Fernandes
- Marco Aurélio Kalinke
- Marilena Bittar
- Suely Scherer
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Resumo |
Esta pesquisa de mestrado foi orientada pela questão: Como ocorre um processo de
integração de tecnologias digitais ao currículo de matemática a partir da gamificação?
O objetivo da pesquisa foi o de analisar uma proposta de integração de Tecnologias
Digitais ao currículo de matemática em uma turma do Ensino Médio a partir de
Gamificação. A investigação foi desenvolvida com a proposição e vivência de
processos de gamificação em aulas de matemática em uma turma de estudantes do
1º ano do Ensino Médio, em uma escola pública do estado de Mato Grosso do Sul,
durante o semestre letivo de 2021, de modo a oportunizar aprendizagem de conceitos
relacionados a funções. Foram propostas e analisadas duas ações gamificadas no
processo de integração de tecnologias digitais ao currículo, a primeira usando
plataformas como a Khan Academy e GeoGebra e a segunda usando uma proposta
autoral de plataforma. A produção de dados foi realizada a distância (devido ao
período pandêmico), durante as aulas da turma, a partir de registros feitos pela
professora da turma, autora desta pesquisa, e produções dos alunos. A análise de
dados foi orientada por estudos de Sánchez e Almeida e Valente sobre integração de
tecnologias digitais e por estudos de Kapp, Alves e Busarello sobre gamificação. A
partir da análise de dados, pode-se concluir que a Gamificação oportunizou o
envolvimento de estudantes nas atividades da disciplina, oportunizando
aprendizagem de conceitos matemáticos relacionados a função do 1º grau e a função
quadrática. Ainda é possível concluir que no processo de integração vivenciado, o uso
de tecnologias digitais modificou modos de planejar e desenvolver aulas de
matemática, em que o ensino de funções foi proposto a partir de movimentos de
gamificação. |
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CONFUNDA LER E ESCREVER COM INTERPRETAR E RESOLVER! POSSIBILIDADES DAS ESTRATÉGIAS DE LEITURA EM AULAS DE MATEMÁTICA NAS OBRAS DE EVA FURNARI NOS ANOS INICIAIS |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
04/03/2022 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Klinger Teodoro Ciriaco
- Maria Raquel Miotto Morelatti
- Patricia Sandalo Pereira
- Renata Junqueira De Souza
- Vivianny Bessao de Assis
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Resumo |
Este estudo descreve uma investigação de mestrado, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – PPGEduMat/UFMS inserida na linha de pesquisa "Formação de Professores e Currículo". Intenciona-se compreender como as estratégias de leitura contribuem para indicadores no trabalho com a resolução de problemas matemáticos nos anos iniciais, especificamente em turmas de 4º e 5º ano do Ensino Fundamental, a partir da análise de possibilidades da adoção de obras de literatura infantil de Eva Furnari em aulas de Matemática. Sabendo que a leitura é elemento fundamental para o desenvolvimento humano e que sua falta compromete a aprendizagem matemática, é necessário que sua prática seja recorrente na sala de aula, pois quanto mais o aluno tiver contato com a leitura maior e melhor será sua intepretação. O referencial teórico, na perspectiva das estratégias de leitura, adota autores como Solé (1998), Souza e Cosson (2009) e Kleiman (2002) que preconizam a importância da leitura na prática docente e seus efeitos à aprendizagem escolar. Na abordagem da resolução de problemas, pesquisadores como Polya (1944 - 2006), Onuchic e Allevato (2014) e Itacarambi (2010) contribuem para fortalecer a tese da defesa do aprender Matemática através desta metodologia. Neste contexto, adotamos a literatura de Eva Furnari para propor situações didáticas que visam desenvolver tarefas que propiciam a compreensão leitora das crianças apoiados na resolução de problemas. Assim, propomos nesta pesquisa um plano de ação com tarefas matemáticas que envolvem leitura e interpretação de textos matemáticos a partir de obras da referida autora de literatura infantil. A metodologia, portanto, consiste em uma análise das obras "Problemas Boborildos" (2011), "A Bruxa Zelda e os 80 docinhos" (2014) e "Os problemas da Família Gorgonzola" (2015), pois consideramos que estas envolvem possibilidades da exploração de conceitos matemáticos e sua compreensão. Como resultados, consideramos que as aulas de Matemática devem levar o aluno a ler, interpretar, pensar, raciocinar e compreender o que se quer responder, sendo de fundamental importância que o professor desenvolva práticas de aprendizagens que estimulem a leitura nas aulas. O material produzido nesta dissertação poderá servir de mote para reflexões acerca de como o professor que ensina Matemática (pedagogo) inclui a leitura em contextos específicos de ensino e aprendizagem.
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UMA ENGENHARIA DIDÁTICA PARA OS NÚMEROS INTEIROS RELATIVOS: do ensino presencial ao ensino remoto. |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
25/02/2022 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Jose Luiz Magalhaes de Freitas
- Marcus Bessa de Menezes
- Marilena Bittar
- Saddo Ag Almouloud
- Sonia Maria Monteiro da Silva Burigato
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Resumo |
O objetivo desta pesquisa foi compreender como pode/deve ser a estruturação do meio de uma engenharia didática aplicada no ensino remoto. Elaboramos e aplicamos uma sequência de atividades, alternativa ao modelo dominante, para apresentar os conceitos iniciais dos números inteiros relativos em uma turma de 7º ano de uma escola da rede pública estadual de ensino, no município de Aquidauana/MS. A sequência didática em questão foi elaborada à luz dos pressupostos da Teoria das Situações Didáticas, com destaque para o papel de mediador desenvolvido pelo professor, sobretudo em situações adidáticas, para ser aplicada em sala de aula com os alunos. Durante o desenvolvimento da pesquisa, esta sequência precisou sofrer várias mudanças para que a proposta inicial fosse mantida, bem como, para que os alunos tivessem condições de realizá-la, uma vez que devido à pandemia, foi aplicada totalmente de forma remota, sem qualquer contato presencial com os alunos. A sequência didática foi elaborada, aplicada e analisada à luz dos pressupostos da engenharia didática e foi mobilizado o conceito de Níveis de Co-determinação Didática para compreender fatores externos que influenciaram as relações que os alunos estabeleceram com as atividades e com o pesquisador devido ao contexto que eles estavam inseridos e à pandemia. Como resultados, observamos a necessidade de olhar para além da sala de aula, uma vez que, diante do cenário vivenciado, elementos de instituições que estão em relação com o ambiente escolar afetam diretamente o processo de aprendizagem do aluno. Além disso, foi possível colocar em evidência a necessidade de reflexões sobre o papel de mediador desempenhado pelo professor na aplicação de uma sequência de atividades, desenvolvida no modelo de ensino remoto. |
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INDÍCIOS DA APRENDIZAGEM DE PROFESSORAS DOS ANOS INICIAIS ACERCA DO PENSAMENTO ALGÉBRICO EM UM GRUPO DE ESTUDOS |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
23/02/2022 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Fernanda Malinosky Coelho da Rosa
- Klinger Teodoro Ciriaco
- Patricia Sandalo Pereira
- Priscila Domingues de Azevedo
- RENATA PRENSTTETER GAMA
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Resumo |
Esta dissertação destaca encaminhamentos e resultados de uma pesquisa de mestrado, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática (PPGEduMat), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS, Campo Grande), junto à linha de pesquisa "Formação de Professores e Currículo". Como objetivo, buscou compreender o movimento de aprendizagens de professoras do ciclo da alfabetização em relação ao pensamento algébrico a partir da constituição de grupo de estudos remoto centrado na escola. A abordagem metodológica localiza-se no escopo da investigação qualitativa onde o pesquisador é um observador-participante, a qual toma como base interações virtuais durante os encontros síncronos via Google Meet. Os instrumentos de produção de dados foram: fontes escritas do diário de campo do pesquisador; a observação das sessões reflexivas no grupo; e a análise da natureza das tarefas que envolvem a unidade temática "Álgebra", as quais eram compartilhadas/analisadas pelas professoras, denotando episódios que indicaram as aprendizagens. Os resultados obtidos demarcam o quão desafiador é para as docentes trabalharem aspectos do pensamento algébrico nos primeiros anos, tanto pela formação inicial que não abordou, de modo satisfatório, conceitos ligados à Matemática, quanto pela falta de preparo adequado para que possam trabalhar conteúdos da presente temática com as crianças que atuam, frente a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Dessa forma, diante dos elementos colocados em apreciação, percebemos que as ações do grupo em questão auxiliaram as partícipes a estruturarem os conhecimentos relativos ao trabalho com a temática e, não somente isso, mas também, contribuiu para o desenvolvimento profissional na aprimoração de saberes referentes à Educação Matemática nos anos iniciais, organização de tarefas e ainda percepção da natureza das ações que possibilitam desenvolver o pensamento algébrico. |
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EFEITO BORBOLETA EM UMA DISCIPLINA DE CÁLCULO I EM TEMPOS DE PANDEMIA: entre Ensino Remoto, Tecnologias Digitais e Avaliações. |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
22/02/2022 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
- Aparecida Santana de Souza Chiari
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Aparecida Santana de Souza Chiari
- Débora da Silva Soares
- Helber Rangel Formiga Leite de Almeida
- Joao Ricardo Viola dos Santos
- Suely Scherer
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Resumo |
Durante a pandemia causada pelo vírus SARS-CoV 2 foi estabelecido um regime de Ensino Remoto Emergencial, que causou dificuldades de adequação tanto para professores quanto para alunos. Em especial, o processo de Avaliação mostrou-se desafiador de ser realizado online e, considerando isso, elaboramos nossa questão de pesquisa: “Como uma disciplina de Cálculo I realizada durante a pandemia se mostra a partir de suas práticas avaliativas?”. Assim, realizamos nossa produção de dados em uma disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I com alunos provindos majoritariamente de cursos de Engenharia, sendo que os processos avaliativos do curso dividiram-se em três momentos: Avaliação Diagnóstica, Avaliação Formativa e Avaliação Somativa. Após isso, os dados produzidos (vídeos, conversas no Telegram, respostas em questionários, etc.) foram analisados levando em conta seu contexto histórico-cultural, as vozes dos diferentes sujeitos que surgiram num sistema constituído também por um objeto, artefatos, regras e uma comunidade que se divide para trabalhar de diversas maneiras. Para isso, utilizamos a Teoria da Atividade a partir de Engëstrom (2001; 2015) e Souto (2013; 2014) e o construto teórico de seres-humanos-com-mídias (BORBA, 1999; SOUTO, 2014; BORBA, VILLARREAL, 2005). A partir disso, pudemos notar que permitir ou não a comunicação entre os indivíduos, avaliar em só um momento ou ao longo do semestre, realizar o ensino de forma presencial ou remota, os compromissos e/ou dificuldades familiares, as questões de saúde e a relação com os colegas são apenas alguns dos inúmeros fatores que influenciam no processo de aprendizagem dos alunos, causando um verdadeiro Efeito Borboleta. |
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A MATEMÁTICA DO ENSINO DE FRAÇÕES NA COLEÇÃO 'MATEMÁTICA, METODOLOGIA E COMPLEMENTOS' DE RUY MADSEN BARBOSA (1966). |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
18/02/2022 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
- Edilene Simoes Costa dos Santos
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Antonio Sales
- Denise Medina de Almeida França
- Edilene Simoes Costa dos Santos
- Joao Ricardo Viola dos Santos
- Kesia Caroline Ramires Neves
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Resumo |
Esta dissertação tem como objetivo identificar elementos da matemática do ensino de frações na coleção de manuais “Matemática, Metodologia e Complementos para professores primários” de Ruy Madsen Barbosa publicadas no ano de 1966. Delimitamos um período para este estudo, a saber: 1960 a 1970. Esta demarcação se deve pela criação da Leis de Diretrizes e Bases da Educação de 1961 e um ano anterior à unificação do ensino primário em ensino de 1º grau pela Lei Nº. 5.692 de 1971, ambos considerados marcos importantes da história da educação brasileira. Os estudos foram conduzidos pelos seguintes questionamentos: Que orientações foram veiculadas, na coleção “Matemática, Metodologia e Complementos para professores primários” de Ruy Madsen Barbosa (1966), relativos ao ensino de frações? O referencial teórico-metodológico está embasado na perspectiva sócio-histórica, considerando elementos como: História da Educação Matemática (COSTA, 2017); saber a ensinar e saber para ensinar (HOFSTETTER e SCHNEUWLY, 2017); matemática a ensinar e matemática para ensinar (VALENTE, 2017); e matemática do ensino (MORAIS; BERTINI; VALENTE, 2020). A coleta de fontes foi realizada no Repositório Institucional da Universidade Federal de Santa Catarina na página do Grupo de Pesquisa em História da Educação Matemática (Ghemat/Brasil). Após uma assepsia das fontes encontradas, selecionamos a coleção “Matemática, Metodologia e Complementos para professores primários”, publicada no ano de 1966, por Ruy Madsen Barbosa, contendo três manuais destinados à formação de professores. Foram consideradas como categorias de análise: saber a ensinar, saber para ensinar, sequência, graduação, significado, dispositivos didáticos e exercícios e problemas. A partir dos estudos realizados, é possível inferir que, nos livros analisados, o ensino de frações parte do concreto para o abstrato, utilizando materiais manipuláveis; os números fracionários eram apresentados anterior ao conteúdo de números decimais; os manuais apresentam uma linguagem matemática bem definida, no sentido de uma linguagem utilizando símbolos, definições, etc., utilizando a teoria dos conjuntos; ênfase nas frações equivalentes para o ensino das operações; os exercícios e problemas com características de repetição, entre outros pontos que discutimos durante a elaboração desta dissertação. |
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MÚLTIPLOS CENÁRIOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM MATO GROSSO DO SUL A PARTIR DE NARRATIVAS DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA. |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
16/02/2022 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
- Carla Regina Mariano da Silva
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Antonio Vicente Marafioti Garnica
- Carla Regina Mariano da Silva
- Katia Guerchi Gonzales
- Thiago Donda Rodrigues
- Thiago Pedro Pinto
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Resumo |
O que pode a Educação de Jovens e Adultos em Mato Grosso do Sul? Neste trabalho, produzimos uma história da Educação de Jovens e Adultos de Mato Grosso do Sul, do ponto de vista dos professores de Matemática da modalidade. Com essa questão de pesquisa investigamos múltiplos cenários das escolas da EJA no estado e conversamos com 12 professores que lecionaram na modalidade no ano de 2020, em 12 municípios distintos. Buscamos evidenciar as particularidades, os desafios, a realidade, o cotidiano da escola da EJA. Pautamos a pesquisa na produção de narrativas tendo como metodologia a História Oral. Uma metodologia democrática, que motiva o diálogo e a colaboração dos sujeitos, valorizando as experiências, memórias, identidades e subjetividades. As narrativas dos professores direcionaram nosso olhar para como essa escola tão própria opera, para seu modo de organização, para aquilo que também pode acontecer no entre, subvertendo algumas regras propostas pelas normatizações, performando táticas mobilizadas por professores em suas atividades profissionais diárias. Os professores nos contaram sobre as relações intergeracionais, as marcações do tempo na escola, a juvenização dos estudantes da modalidade, as aulas de Matemática, os Processos de Exclusão, os saberes das experiências e a relação existente entre a oferta de cursos da EJA e Exames de Certificação. Ao olhar para as narrativas notamos que a escola se constitui meio a singularidades determinadas por características econômicas, sociais e culturais de cada região, produzindo tantas EJAs nos diferentes lugares do estado. Entendemos que as discussões não se encerram com a escrita da dissertação, visto que muitas perguntas ficaram ainda em suspensão, e continuamos perguntando: o que podem outras histórias da Educação de Jovens e Adultos em Mato Grosso do Sul? |
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Narrativas autobiográficas do percurso formativo de egressos da Licenciatura em Matemática da UFMS/CPTL |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
31/01/2022 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Anemari Roesler Luersen Vieira Lopes
- Fernanda Malinosky Coelho da Rosa
- Klinger Teodoro Ciriaco
- Patricia Sandalo Pereira
- SUSIMEIRE VIVIEN ROSOTTI DE ANDRADE
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Resumo |
Este estudo está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática, nível de mestrado, do Instituto de Matemática (INMA) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), junto à linha de pesquisa “Formação de Professores e Currículo” e atrelado ao Grupo de Pesquisa Formação e Educação Matemática (FORMEM). Com vistas aos processos formativos, a pesquisa teve, como objetivo, compreender os percursos formativos de professores egressos da Licenciatura em Matemática da UFMS/Campus de Três Lagoas (CPTL), durante o processo de se tornar professor de Matemática, bem como conhecer o perfil dos egressos e investigar suas trajetórias pessoais e profissionais. O estudo buscou responder a seguinte questão de pesquisa: Como se dá o percurso formativo de professores egressos da Licenciatura em Matemática da UFMS/CPTL? Para tanto, adotamos um referencial teórico que contempla a discussão sobre os aspectos históricos e sociais que perpassam a formação de professores no Brasil e, em meio a esse movimento, buscamos também dialogar com as especificidades que fazem parte da formação e atuação de professores de Matemática. Como referenciais metodológicos, utilizamos a abordagem da pesquisa (auto)biográfica, subsidiada pela produção de narrativas autobiográficas. Diante do contexto de pandemia da COVID-19, os dados desta pesquisa foram produzidos com 6 (seis) professores egressos, inspirados pela técnica das entrevistas narrativas autobiográficas, com base em Schütze (2013), e analisados sob a perspectiva da leitura metafórica em três tempos: Tempo I: Pré-análise / leitura cruzada; Tempo II: Leitura temática - unidades temáticas de análise e Tempo III: Leitura interpretativa-compreensiva do corpus, denominada por Souza (2006; 2014) como análise compreensiva-interpretativa. Na presente pesquisa, o Tempo I configurou-se como o momento de leitura das entrevistas narrativas autobiográficas de cada professor egresso, a fim de construir o perfil autobiográfico do grupo. Em seguida, no Tempo II, foi realizada a análise temática, a partir das singularidades e particularidades individuais e coletivas de cada história, assim, foram emergindo das falas as unidades temáticas de análise, sejam elas: continuum formativo; teoria e prática; matemáticas, contextos e cenas; início de carreira; identidade profissional; relação universidade e escola; o contexto pandemia e o trabalho docente. Por fim, no Tempo III, propomos um (re)agrupamento das regularidades e não regularidades presentes em cada narrativa autobiográfica. Os resultados demarcam a pluralidade de experiências narradas, que imprimem marcas significativas e evidenciam a singularidade e a subjetividade de cada indivíduo. Em destaque ao período de pandemia, os depoimentos dos professores apontam para a complexidade em atuar frente a um contexto em que eles não foram preparados. Por isso, enfrentaram (e seguem enfrentando) desafios com relação ao ensino de Matemática e à formação de professores; à precarização e desvalorização do trabalho docente no Brasil; às desigualdades sociais refletidas nas condições de acesso ao ensino na modalidade remota; bem como fragilidades no que tange à organização e à gestão escolar. O estudo também sinaliza a necessidade de reflexão sobre o percurso formativo de professores, como forma de criação de espaços de diálogo, uma vez que a reflexão engendra uma potência de transformação de realidade no sujeito que narra. |
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Compreensões sobre Atendimento Educacional Especializado para alunos com deficiência visual no contexto da Educação (Matemática) Inclusiva em Campo Grande/MS |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
15/12/2021 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
- Fernanda Malinosky Coelho da Rosa
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Agnaldo da Conceição Esquincalha
- Ana Maria Martensen Roland Kaleff
- Edilene Simoes Costa dos Santos
- Fernanda Malinosky Coelho da Rosa
- Thiago Donda Rodrigues
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Resumo |
Esta pesquisa teve como objetivo compreender como se configura o Atendimento Educacional Especializado (AEE) para alunos com deficiência visual no contexto da Educação Matemática Inclusiva em Campo Grande/MS. A metodologia utilizada para realização desse trabalho foi de cunho etnográfico, pois nos apropriamos de alguns elementos da Etnografia, como observação participante, entrevistas, caderneta de registros. Toda a fase de observação se deu em uma escola da Rede Estadual de Ensino (REE), em Campo Grande, nessa unidade há uma Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), onde é oferecido o AEE a alunos com deficiência visual e, grande parte deles, estuda em outra escola, também pertencente à REE, o Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos (CEEJA). Por meio das análises é possível compreender que a Matemática Escolar está presente no AEE e, por meio de recursos e materiais adaptados pelo professor especializado que lá atua, os alunos com deficiência visual têm conseguido permanecer no ensino comum. Foi possível entender também como se dá a formação continuada desse profissional e observar como são diversas as formações iniciais. Contudo, há de se pensar que em cada SRM existe uma realidade diferente à que foi observada ao longo da presente pesquisa. Assim, nosso intuito é poder contribuir cada vez mais com o trabalho dos professores que atuam na Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. |
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Educação Matemática no movimento da Educação do Campo: percepções de educadorxs sobre o fazer pedagógico com educandxs camponesxs |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
13/12/2021 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Fernando Helder Cassimiro da Silva
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Banca |
- Fernanda Malinosky Coelho da Rosa
- Fernando Luís Pereira Fernandes
- Marcos Lübeck
- Thiago Donda Rodrigues
- Thiago Pedro Pinto
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Resumo |
O trabalho intitulado “Educação Matemática no movimento da Educação do Campo: percepções de educadorxs sobre o fazer pedagógico com educandxs camponesxs” é uma pesquisa qualitativa, com aproximação da pesquisa de caráter tipo etnográfico, na qual foram utilizados os métodos de questionário e entrevistas intensivas, com o objetivo geral de investigar percepções e crenças crítico-educativas dxs educadorxs de Matemática que atendem educandxs campesinxs ao abordar em suas aulas saberes camponeses (etnomatemáticas), questões sociais e uma formação crítica. A pesquisa foi realizada na extensão de uma escola estadual do município de Paranaíba/MS, localizada em um distrito da cidade, distante 35 km da área urbana; atende educandxs do campo no Ensino Médio. Foi feito um questionário sobre duas fichas de trabalhos e entrevistas intensivas com quatros docentes, todxs formadxs em licenciatura plena em Matemática; possuem alguma formação acadêmica na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e de alguma forma foram docentes de estudantes do campo no Ensino Médio nesta cidade. Além disso, foi construída uma teorização que se apropria das ideias defendidas por Ubiratan D'Ambrosio, Paulo Freire, Miguel G. Arroyo, e outros pesquisadores nessa vertente. Após a pesquisa ponderamos que as aulas e os materiais de Matemática usados com xs educandxs do campo são os mesmos ou apresentam pouquíssimas diferenças em relação aos utilizados com xs educandxs urbanos; ou seja, ocorrem invisibilidades e apagamentos de outros saberes pela valorização única da Matemática Escolar. A pesquisa mostra que xs educandxs utilizam várias Ticas de Matema as quais podem ser mobilizadas em sala de aula pelas atividades de ensino. São apresentadas e bem acolhidas pelxs educadorxs colaboradorxs duas fichas de trabalhos que abordam valorizações e reconhecimentos de outros saberes e problemas sociais, sem exclusões e apagamentos de saberes em busca de uma formação crítica para a construção de um mundo outro, feliz e em paz que cuide da natureza. |
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A TRAJETÓRIA HIPOTÉTICA DA APRENDIZAGEM E A MODELAGEM MATEMÁTICA: possibilidades e desafios. |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
09/12/2021 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- GUILHERME DAS NEVES MATOS
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Banca |
- Claudia Carreira da Rosa
- Edilene Simoes Costa dos Santos
- Fernanda Malinosky Coelho da Rosa
- Sonner Arfux Figueiredo
- Vanilda Alves da Silva
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Resumo |
O planejamento das aulas de um professor é um dos fatores primordiais para que este faça um trabalho coeso. Tal planejamento pode ser considerado como uma trajetória hipotética, onde o professor traça um caminho visando que seus alunos aprendam os conteúdos. Para conseguir que a aprendizagem aconteça, o professor estabelece estratégias de ensino e, em geral, quando essas estratégias são diferenciadas, existe a possibilidade do profissional refletir sobre sua prática, mesmo antes dela acontecer, pois esta reflexão começará a partir da sua trajetória hipotética. Nessa pesquisa utilizamos a Modelagem Matemática como uma estratégia de ensino que possibilita a reflexão do professor ao contextualizar conteúdos envolvendo situações reais, de forma que ao fazer seu planejamento, trace sua Trajetória Hipotética da Aprendizagem, elaborando tarefas que podem ser reformuladas conforme o desenvolvimento da aula. Neste sentido, o objetivo geral dessa pesquisa, é estudar a teoria da Trajetória Hipotética da Aprendizagem com o uso da Modelagem Matemática para compreender as modificações e encaminhamentos que podem surgir em um planejamento, contribuindo para que o professor reflita sobre sua prática, podendo assim buscar por uma melhoria no processo de aprendizagem. Por sua vez, os objetivos específicos são (1) Apresentar situações reais para desenvolver atividades em um curso de Matemática Elementar; (2) Realizar um planejamento inicial e reavaliá-lo no decorrer e final das atividades e, por fim, (3) Avaliar como a reformulação e a reflexão de um planejamento podem aprimorar uma aula. Na busca dos objetivos, desenvolvemos dois planejamentos, visando o ensino de Matemática básica em um curso de forma remota, com ênfase em Modelagem Matemática e então analisamos os planejamentos e suas respectivas alterações no decorrer do curso. Percebemos que oportunizar ao professor meios de análise da sua prática enquanto ela acontece, pode fazer diferença nos encaminhamentos dados, oportunizar ao mesmo adaptar ou criar novas ações quando necessário e, consequentemente, impactar na aprendizagem. |
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AVALIAÇOES E SEUS ATRAVESSAMENTOS EM PRÁTICAS PROFISSIONAIS DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
30/08/2021 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
- Joao Ricardo Viola dos Santos
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Leonor Fernanda Volpato de Moraes
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Banca |
- Carla Regina Mariano da Silva
- Cleyton Hércules Gontijo
- Jader Otavio Dalto
- Joao Ricardo Viola dos Santos
- Thiago Pedro Pinto
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Resumo |
O objetivo deste trabalho é investigar como as avaliações atravessam práticas profissionais de professores que ensinam matemática no Ensino Fundamental. Analisamos como professores lidam com avaliações externas, avaliação da aprendizagem e avaliação da aprendizagem em tempos de pandemia, em suas práticas profissionais. Por meio de entrevistas realizadas com quatro professores de matemática, em três momentos, produzimos leituras e discussões a fim de analisar efeitos, práticas, processos e atravessamentos de avaliações no dia a dia de professores que ensinam matemática. A pesquisa é de natureza qualitativa e os pressupostos teórico-metodológicos são o Modelo dos Campos Semânticos (MCS) e a História Oral (HO). Nossas principais considerações, que foram produzidas ao longo de nossas travessias, por meio das textualizações das entrevistas que realizamos e de nossas discussões a respeito de avaliações escolares, são: a) efeitos de avaliações externas que controlam, moldam e direcionam a prática político-pedagógica do professor; b) em poucas possibilidades de interações entre professor e alunos, durante os meses de ensino remoto, o que acarretou em uma avaliação basicamente burocrática e que oferecia poucas potencialidades para regular processos de ensino e de aprendizagem. Educar matematicamente alunos da Educação Básica em tempos de pandemia foi algo desafiador para os professores, com demandas e urgências imediatas sem muito tempo para planejamentos. As avaliações ocuparam um espaço importante e intrigante nas práticas profissionais desses professores que ensinam matemática.
Palavras-chave: Avaliações externas. Avaliações da Aprendizagem. Avaliações em tempos de Pandemia. Professores de matemática. Modelo dos Campos Semânticos. História Oral.
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SABERES PARA ENSINAR GEOMETRIA NO ENSINO PRIMÁRIO: um estudo sobre manuais escolares produzidos por Theobaldo Miranda Santos |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
24/06/2021 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
- Edilene Simoes Costa dos Santos
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Carla Regina Mariano da Silva
- Denise Medina de Almeida França
- Edilene Simoes Costa dos Santos
- Kesia Caroline Ramires Neves
- Thiago Pedro Pinto
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Resumo |
Esta pesquisa tem como objetivo analisar, sob a perspectiva histórica, os possíveis saberes para ensinar geometria no ensino primário brasileiro presentes em manuais escolares produzidos pelo educador Theobaldo Miranda Santos no período de 1946 a 1960. Esse intervalo compreende a publicação da Lei Orgânica do Ensino Normal de 1946 e o ano de publicação do manual pedagógico mais recente analisado. O estudo dos manuais foi conduzido a partir da seguinte questão: Que saberes para ensinar geometria no ensino primário podem ser identificados em manuais escolares de Theobaldo Miranda Santos publicados entre 1946 e 1960? Para o desenvolvimento do trabalho assumimos a perspectiva da história cultural (CHARTIER, 2002), e os conceitos de cultura escolar (JULIA, 2001), história dos livros e das edições didáticas (CHOPPIN; 2002, 2004) e de saberes a ensinar e saberes para ensinar (HOFSTETTER; SCHNEUWLY, 2017). Analisamos os manuais pedagógicos Noções de Didática Especial (1960) e Metodologia do Ensino Primário (1952), além dos livros didáticos da série Vamos Estudar? produzidos entre 1953 e 1968. O resultado do estudo indica que o manual escolar, um produto cultural de uma dada sociedade, reflete as finalidades educacionais de sua época. Theobaldo Miranda Santos, um educador carioca com influências da educação tradicional, transitou entre a vaga intuitiva e a escola nova e introduziu em seus manuais pedagógicos saberes para ensinar geometria, saberes esses também presentes em sua série de livros didáticos para o ensino primário. Os livros em questão não apenas vieram para auxiliar professores do ensino primário a exercer sua função educativa, mas também reuniram e sistematizaram saberes a serem mobilizados pelos profissionais docentes. |
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CONSTRUÇÕES GEOMÉTRICAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
30/04/2021 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Carla Regina Mariano da Silva
- Luzia Aparecida de Souza
- Maria Célia Leme da Slva
- Thiago Pedro Pinto
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Resumo |
Percorremos ao longo desta pesquisa dois objetivos principais: traçar um panorama das disciplinas que contemplam as construções geométricas nos cursos de Licenciatura em Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e problematizar, a partir da fala de nossos interlocutores, quais as contribuições desta(s) para a formação de professores de Matemática. Tomamos como aporte metodológico para o nosso trabalho a História Oral, como vem sendo empregada na Educação Matemática. Analisamos a disciplina de Construções Geométricas em todos os cursos atuais de Licenciatura em Matemática da UFMS, visando entender como foi o surgimento histórico desta disciplina, quais foram os docentes que já a ministraram, como ela é e foi trabalhada por estes, qual o sentido dado por professores e alunos para essa disciplina para a formação de professores de Matemática. Este trabalho se inscreve no projeto de mapeamento da formação e práticas de professores que ensinam Matemática no Mato Grosso do Sul, do Grupo HEMEP e o equivalente em nível nacional desenvolvido pelo GHOEM. Os diversos cursos trazem em sua grade uma disciplina equivalente à Construções Geométricas, praticamente com a mesma ementa, no entanto, alguns cursos de formação de professores de Matemática da UFMS não a possuem como obrigatória. Há, no Grupo HEMEP uma tendência em realizar pesquisas históricas e filosóficas envolvendo a Geometria, o que fizemos pelo viés das construções geométricas. Como metodologia de análise, optamos por construir perguntas abertas que nos possibilitassem a ampliação do diálogo, cotejando nossas fontes e a literatura. As questões elaboradas foram: ‘Construções Geométricas: Uma disciplina elementar?’, ‘Construções Geométricas: Mudar para melhorar?’, ‘Construções Geométricas: Adaptar para sobreviver?’, ‘Construções Geométricas: Reprovar para valorizar?’ e ‘Construções Geométricas: Quais materiais guiam o professor na condução de sua disciplina?’. Além destas questões, foi feito também um mapeamento dos cursos de Licenciatura em Matemática com os seus respectivos anos de criação para se entender melhor o contexto desses cursos e seus percursos históricos. Delineamos, a partir dos depoentes disponíveis o recorte temporal na pesquisa, de 2004 até 2019, que é o período em que os depoentes nessa pesquisa ministraram a referida disciplina. Tivemos como intencionalidade descristalizar discursos dogmáticos que tangenciam o ensino de matemática, tal como a questão do abandono da geometria. Entre os apontamentos finais destacamos: a importância destas disciplinas no sentido de recuperar conteúdos da geometria que os alunos deveriam ter estudado na Educação Básica; estas disciplinas são muitas vezes destinadas ao professor substituto; a ausência de formação prévia para atuar nesta disciplina com enfoque específico à formação de professores. Aspectos didáticos como a reprovação e o uso de tecnologias computacionais também se fizeram presentes. |
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Histórias em Quadrinhos e o uso de smartphones nas aulas de Matemática: uma proposta, várias possibilidades! |
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Curso |
Mestrado em Educação Matemática |
Tipo |
Dissertação |
Data |
23/03/2021 |
Área |
MATEMÁTICA |
Orientador(es) |
- Aparecida Santana de Souza Chiari
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Aparecida Santana de Souza Chiari
- Daise Lago Pereira Souto
- Edilene Simoes Costa dos Santos
- Nataniel dos Santos Gomes
- Suely Scherer
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Resumo |
Esta pesquisa teve como objetivo analisar a expressão de conhecimentos sobre espacialidade e localização a partir de um processo envolvendo produção de Histórias em Quadrinhos, atividades investigativas e utilização de smartphones. Tendo em mente que o foco dessa investigação partiu da compreensão sobre a questão de leitura – interpretação – produção de textos de/em Matemática, estruturamos o estudo voltando-nos para o público estudantil com propósito de observar a relação destes com textos de/em Matemática. Nossa produção de dados aconteceu em uma Escola Municipal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em uma turma de 6º Ano do Ensino Fundamental II, sendo produzidos vídeos a partir da gravação de telas dos smartphones, desenhos artísticos e produções de Histórias em Quadrinhos. Para analisar os dados produzidos, nos fundamentamos na Teoria da Atividade, seguindo a perspectiva de Engeström (2001; 2016; 2020), Daniels (2011), Souto (2013; 2014), e seus pares. Essa pesquisa é de cunho qualitativo. A partir das análises notamos nos encontros iniciais (#1 e #2) movimentos do tipo transformações expansiva, contudo os encontros finais (#3 e #4) nos fizeram refletir de diversas formas por não terem continuado os movimentos de transformação e expansão vistos nos primeiros momentos da produção de dados. Logo, não vemos transformação expansiva nessa análise. Sobre nossas reflexões, pensamos a respeito das quantidades de encontros propostos terem sido insuficientes, principalmente em relação a uma das alunas analisadas, além disso o desenvolvimento de trabalhos em grupo, principalmente na disciplina de Matemática, se configurou importante uma vez que por ser visto como difícil, àqueles que desenvolvem certo domínio sobre podem gerar certo egoísmo em partilhar saberes. A tendência da busca dos alunos quanto a estar encaixado no sistema escolar em que faz parte, buscando meios e indicativos que os permitissem compreender o que se requeria com os lançamentos das propostas, bem como o que se era esperado como resultado do produto, acreditamos que com intuito de receber estímulos positivos e, de alguma forma, aceitação pela comunidade de professores e pesquisadores presentes, acabou sendo pontos de tensões evidentes entre comunidade e sujeitos, mesmo a comunidade contornando as indagações e não as confrontando. Além disso, percebemos que o senso comum de que os jovens têm grande domínio sobre as tecnologias não se configura necessariamente como realidade. Na análise das produções e gravações de tela, percebemos em diferentes momentos tensão entre os sujeitos da pesquisa e os artefatos, que oscilavam entre a manipulação dos smartphones e o uso dos aplicativos indicados para os encontros, o Canva e o Google Maps. Concluímos que esse saber, popularmente difundido, está destinado ao desenvolvimento de seus próprios interesses, que quando comparados a outras áreas que os pouco interessam, mas que são importantes tanto para desenvolvimento intelectual como para emprego em seus cotidianos, não têm domínio, encontram obstáculos que se tornam dificuldades e que podem tender a situações conflituosas levando a desistência de manipulação. Ainda refletindo sobre a pouca compreensão sobre os mapas, incluímos essa forma dentro das formas de leitura – interpretação de textos necessários desenvolvimentos em Matemática, uma vez que podem estar inseridos em contextos maiores dos conteúdos matemáticos, nessa perspectiva as formas encontradas de abordagem no conteúdo de localização espacial – sistema de referência, nos materiais didáticos se configuram como insuficientes quando não desatualizados ao contexto atual de indivíduos que estão em idade escolar, mais especificamente daqueles que tem esse assunto a ser desenvolvido em seus currículos. |
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