Mestrado em Estudos de Linguagens

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“LENDO MULHERES AFRO-BRASILEIRAS”: (RE) (DES) CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA E LETRAMENTO CRÍTICO EM UMA ESCOLA DE AUTORIA
Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
Tipo Dissertação
Data 30/06/2023
Área LETRAS
Orientador(es)
  • Fabiana Pocas Biondo
Coorientador(es)
  • Elaine de Moraes Santos
Orientando(s)
  • Nathália do Nascimento Gonçalves Nolasco
Banca
  • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
  • Fabiana Pocas Biondo
  • Izabel Souza do Nascimento
  • Jefferson Gustavo dos Santos Campos
  • Rosivaldo Gomes
Resumo “LENDO MULHERES AFRO-BRASILEIRAS”: (RE) (DES) CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA E LETRAMENTO CRÍTICO EM UMA ESCOLA DE AUTORIA

Este trabalho busca investigar o processo de (des)(re)construção identitária de alunas/os do primeiro ano do ensino médio após o projeto de leitura e produção. “Lendo Mulheres Afro-Brasileiras”, que contempla leitura e discussão de textos voltados à identidade da mulher negra, a fim de trazer para o contexto escolar escritoras negras não canônicas. Para dar corpo à pesquisa, a coleta de dados leva em conta a articulação entre as respostas geradas por meio de um questionário via formulário do Google e os cartazes digitais elaborados pelas/os estudantes como conclusão das atividades empreendidas em uma escola de autoria. No projeto, as turmas leem textos escritos por Conceição Evaristo, Cristiane Sobral, Carolina Maria de Jesus, Meimei Basto e Jarid Arraes, enquanto premissa para a reflexão coletiva em torno da temática. A escolha de tais escritoras se dá pela sua importância cultural e por trazerem, em suas produções, a mulher negra como porta-voz de sua história. A base teórica do trabalho pauta-se em estudos sobre letramento crítico (JORDÃO, 2016; FERREIRA, 2014 JESUS; CARBONIERI, 2016; etc.), em diálogo com estudos sobre identidade e sobre gênero, principalmente com foco na questão de representatividade da mulher negra (HALL, 2005; MUNANGA, 2009; GOMES, 2002/2006; WERNECK, 2016, entre outros). A análise dos dados obtidos, por sua vez, desenvolve-se por meio de metodologia interpretativista, cara à Linguística Aplicada, campo em que se insere a proposta (LOPES, 2020). Como resultado, percebemos que as/os alunos/as (res)significaram questões sobre racialidade em suas leituras e produções textuais, bem como construíram suas impressões sobre identidade negra; porém, não chegaram a reconstruir suas identidades - o que acreditamos estar ligado ao pouco tempo de desenvolvimento do projeto de ensino sobre literatura afro-brasileira, sobretudo por termos explorado pouco a discussão com eles a respeito de sua leitura e produção. Assim, salientamos a importância de práticas educacionais de valorização à história e à cultura afro-brasileira, que precisam ainda ser intensificadas nas redes de ensino de educação básica.

Palavras-chave: Identidade. Literatura afro-brasileira. Letramento Crítico.
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A DESIGNAÇÃO “AQUELE DELINQUENTE” PARA ADOLESCENTES E JOVENS TUTELADOS NA UNIDADE EDUCACIONAL DE INTERNAÇÃO: EFEITO DE PODER E(M) COMENTÁRIOS NO FACEBOOK
Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
Tipo Dissertação
Data 26/06/2023
Área LETRAS
Orientador(es)
  • Elaine de Moraes Santos
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Bernardina Fatima Antunes de Freitas
    Banca
    • Elaine de Moraes Santos
    • Fabiana Pocas Biondo
    • Jefferson Gustavo dos Santos Campos
    • Renata Adriana de Souza
    • Rosivaldo Gomes
    Resumo Este trabalho trata de discursos presentes na rede social Facebook que estigmatizam adolescentes e jovens privados de sua liberdade para cumprir medidas socioeducativas e que passam a carregar a rotulação “aquele delinquente” pela sociedade. A inquietação emerge a partir de duas motivações: 1. a experiência docente vivenciada pela mestranda na Unidade Educacional de Internação (Unei) Laranja Doce de Dourados/MS; e 2. o contato com um texto jornalístico sobre a rebelião de 2020, publicado na rede social Facebook, especificamente em página pertencente ao portal Campo Grande News. Concebendo que a publicação se refere a adolescentes e jovens que se encontram tutelados pelo Estado e tendo em vista que a inviolabilidade da integridade moral da criança, do adolescente e do jovem também é garantida por lei, formula-se a seguinte questão: como e por que esses discursos que designam negativamente e com proposta de punição corporal para para adolescentes e jovens tutelados surgem no Facebook, proliferam-se e ganham aderência no contexto da sociedade digital? Por meio da pergunta estabelecida, o objetivo geral do estudo é analisar como são discursivizados os internos da Unei em comentários produzidos por internautas sobre o acontecimento em destaque. Visando ao cumprimento do propósito maior, são objetivos específicos: a) problematizar o histórico do arcabouço jurídico, entre leis e decretos, que respaldou e respalda a tutela do menor no Brasil, levando em conta o contexto de uma Unei em Mato Grosso do Sul; b) contribuir com o arcabouço teórico existente sobre as especificidades dos discursos que emergem no digital e em torno do próprio fenômeno linguístico-discursivo da designação (FOUCAULT, 1999; FOUCAULT, 2011; GUIMARÃES, 2003; BRAGA; MENEGHEL, 2017; LUNKES; SANCHO; BORGES, 2020); c) descrever e interpretar as Sequências Enunciativas no que se refere às designações proferidas e aos atos punitivos imputados à pessoa dos adolescentes e jovens infratores pelos internautas (FOUCAULT, 2014a). Para proceder a investigação do objeto temático selecionado, adota-se a Análise do Discurso de linha francesa, em sua vertente histórica. De base qualitativo-interpretativista, aciona-se, como metodologia, a arqueogenealogia foucaultiana (ARAÚJO, 2008), de forma que as SEs recortadas como corpus do arquivo de pesquisa (FOUCAULT, 2018) são problematizadas levando-se em consideração suas condições de possibilidade (FOUCAULT, 2014a). A partir das análises realizadas, defende-se que, mesmo com o advento da Constituição Federal de 1988 e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a integridade moral desses sujeitos continua sendo violada nas manifestações dos internautas, sobretudo na circulação de discursos de ordem punitiva (FOUCAULT, 2014b) com efeito de poder e império. As observações permitiram compreender como tais efeitos se materializam, intensificando a discursivização de punição, segregação e de ódio com ameaças de extermínio aos sujeitos internos na condição de tutelados.

    Palavras-chave: Discurso. Rotulação. Delinquente. Facebook.
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    A hora dos direitos epistêmicos e do direito ao grito: Clarice Lispector uma intelectual da(s) lei(s)
    Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
    Tipo Dissertação
    Data 16/06/2023
    Área LETRAS
    Orientador(es)
    • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Bárbara Artuzo Simabuco
      Banca
      • Carlos Vinicius da Silva Figueiredo
      • Damaris Pereira Santana Lima
      • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
      • Fabio Pereira do Vale Machado
      • Marta Francisco de Oliveira
      Resumo A presente dissertação, intitulada A HORA DOS DIREITOS EPISTÊMICOS E DO DIREITO AO GRITO: Clarice Lispector, uma intelectual da(s) lei(s), tem como objetivo geral comparar, sob o prisma da diferença, o conceito de direitos epistêmicos (MIGNOLO, 2008) com o direito ao grito presente em A hora da estrela (1977). Os objetivos específicos consistem em deter-me na prática do desprendimento elaborada e trabalhada pela intelectual desde sua formação em Direito, em especial por meio do ensaio “Observações sobre o direito de punir” (1941), com foco no conceito de Desprendimento. Apontar acerca da conceituação de exterioridade na construção narrativa de A hora da estrela. Articular uma crítica do bios sobre a novela, com foco na memória, no arquivo e no conceito de exterioridade. Discutir sobre a desobediência epistêmica proposta pela intelectual na construção de A hora da estrela, passando pelo direito ao grito, com foco no conceito de desobediência epistêmica.
      Palavras-chave: Crítica biográfica fronteiriça; Direitos epistêmicos; Direito ao grito; Clarice Lispector; A hora da estrela.
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      Discurso transgressor a partir de Silviano Santiago: teorização crítica biográfica fronteiriça
      Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
      Tipo Dissertação
      Data 25/05/2023
      Área LETRAS
      Orientador(es)
      • Marta Francisco de Oliveira
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Dênis Angelo Ferraz
        Banca
        • Damaris Pereira Santana Lima
        • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
        • Fabio Pereira do Vale Machado
        • Marcos Antônio Bessa Oliveira
        • Marta Francisco de Oliveira
        Resumo Este trabalho propõe uma leitura biográfico-fronteiriça a partir da obra Em liberdade, publicada em 1981 por Silviano Santiago. Na composição dessa obra o autor mineiro cria um falso diário do escritor alagoano Graciliano Ramos, narrando os dias subsequentes à sua saída da prisão em que fora enclausurado pelo governo Vargas. O corpo do escritor alagoano presente na obra supracitada, ainda que seja por meio do olhar do escritor mineiro, evidencia uma escrita que carrega em si uma vivência; essa se configura carregada de dores e marcas da prisão, e aproxima-se da realidade de milhões de corpos fronteiriços, desvalorizados pela modernidade/colonialidade, mas que se levantam/insurgem para assim buscarem re-existir, em uma opção que se configura como alternativa ao pensamento hegemônico, orientada por um “paradigma outro” como proposto por Walter Mignolo. Nesse intento, opto por uma metodologia pautada estritamente em pesquisa bibliográfica, para engendrar reflexões angariadas por leituras de cunho descolonial e relacioná-las ao fazer poético do escritor
        mineiro, a partir da ideia de transgressão como forma de expressão constituída por corpos insurgentes, questionadores, que acabam por se constituírem como corpos inconvenientes mediante a teorização de Silviano Santiago. Minha própria reflexão acerca de tal concepção,
        a qual intitulo de escrevivência transgressora, se configura como ato insurgente, fazendo coincidir o pensamento teórico e a prática da pesquisa, em forma de mimetização de conteúdo e forma. Isso é caracterizado, nessa reflexão, pelo processo que vai do silenciamento ao grito, orientado por Walsh, Mignolo, Santos. Equivalente à ideia de que aprender a teorizar para des-teorizar e para assim re-teorizar, implica dizer que, dessa forma, ressalta-se a busca de uma teorização não mais submissa ao norte global e suas imposições inclusive na produção
        de conhecimento, assentando-me nas orientações de Boaventura de Sousa Santos: aprender que existe o Sul; aprender a ir para o Sul; aprender a partir do Sul e com o Sul. Por fim, tal postura contempla também o meu próprio ser, meu corpo preto fronteiriço, impulsionado por
        meu pensar, e minha pesquisa, que roça minha pele, eriçando-a, e assim me motivando a ser eu também um transgressor, e que chega ao fim desse exercício teórico dissertativo mais desobediente e mais fronteiriço.

        PALAVRAS-CHAVE: Corpos inconvenientes; Crítica Biográfica Fronteiriça; Discurso transgressor; Em liberdade; Escrevivência.
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        A CONSTRUÇÃO DE UM 'BAD ROMANCE': UM ESTUDO SEMIÓTICO DA INTERTEXTUALIDADE NA DRAMATIZAÇÃO DE PROBLEMAS SOCIAIS EM TRÊS VIDEOCLIPES DE LADY GAGA​
        Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
        Tipo Dissertação
        Data 22/05/2023
        Área LETRAS
        Orientador(es)
        • Eluiza Bortolotto Ghizzi
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Euclides Vieira de Sousa Filho
          Banca
          • Desiree Paschoal de Melo
          • Eluiza Bortolotto Ghizzi
          • Nara Hiroko Takaki
          • Renato Rodrigues Pereira
          Resumo A cantora Lady Gaga (n.1986) pode ser considerada uma porta-voz da sua geração, na
          medida em que se propõe a discutir problemas, especialmente da juventude, vivenciados
          por seus fãs, chamados por ela de Little monsters (monstrinhos). Assuntos como fluidez
          de gênero, respeito à comunidade LGBTQIAP+ e doenças mentais são alguns entre os
          que estão presentes nas músicas da cantora. Considerando a videografia de Lady Gaga,
          destacaram-se para nós seus aspectos de arte autobiográfica e engajada, paralelamente às
          misturas de signos de diferentes linguagens, entre as quais encontram-se referências a
          obras de outros artistas. Entendemos isso como gerando uma intertextualidade associada
          à dramatização de problemas sociais. E é essa intertextualidade que tomamos como objeto
          de estudo nesta dissertação, analisada em três videoclipes dessa cantora: Born This Way
          (2011); Applause (2013) e 911 (2020). O referencial teórico-metodológico adotado para
          a pesquisa correlaciona os conceitos de dialogismo, polifonia e intertextualidade de
          Mikhail Mikhailovich Bakhtin (1895-1975), com conceitos da semiótica de Charles
          Sanders Peirce (1839-1914), pertinentes à significação, à objetivação e à interpretação.
          As análises dos três videoclipes selecionados, para além de reconhecer que as misturas
          de signos são possibilitadas pelo uso das tecnologias digitais de informação e
          comunicação, permite visualizar como esses videoclipes vão referenciando e promovendo
          o diálogo com outras obras, já conhecidas pelo intérprete da cultura audiovisual.
          Considerando que essa estratégia leva à construção de um discurso dramático,
          autobiográfico e relacionado tematicamente com problemas sociais vivenciados por seu
          público, propusemos classificar os videoclipes como arte engajada. Concluímos a
          pesquisa destacando, por meio dessas obras, signos organizados em um discurso
          intertextual e que fala de problemas vivenciados pela própria cantora e, ainda, que são
          comuns a parte da sua geração; são dramas pessoais, alguns envolvendo riscos à saúde
          daqueles que os vivenciam. Eles são o tema das canções e dos videoclipes, razão pela
          qual interpretamos tais obras como contendo a narrativa de um romance ruim (Bad
          romance). As contribuições desta dissertação, além de abordar problemas sociais ainda
          presentes na nossa atualidade, focam a relação entre os estudos de linguagem, o
          videoclipe, a arte engajada e a pop music contemporânea.
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          A toponímia da cidade de Ladário/MS: interfaces entre léxico, cultura e história
          Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
          Tipo Dissertação
          Data 28/03/2023
          Área LETRAS
          Orientador(es)
          • Aparecida Negri Isquerdo
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Wanderley Renan Carmo dos Santos
            Banca
            • Ana Claudia Castiglioni
            • Aparecida Negri Isquerdo
            • Bruno Oliveira Maroneze
            • Elizabete Aparecida Marques
            • Marilze Tavares
            Resumo A Toponímia, disciplina linguística vinculada à Onomástica, fornece fundamentos para a análise dos nomes de lugares, os topônimos, particularmente, no que se refere ao estudo da motivação, da etimologia e estrutura dos sintagmas toponímicos, além de favorecer o resgate de aspectos históricos e sociais de uma região. Inserido no campo dos estudos toponímicos, este trabalho apresenta os resultados do estudo sobre a toponímia urbana da cidade de Ladário/MS que teve como objetivo geral estudar os topônimos que nomeiam os logradouros públicos (avenidas, ruas, praças etc.) da cidade de Ladário/MS, incluindo os topônimos relativos aos 11 bairros da cidade: Centro, Santo Antonio, Boa Esperança, Almirante Tamandaré, Seac, Mista, Alta Floresta I, Alta Floresta II, Mutirão, Nova Aliança e Potiguar. Como objetivos específicos o estudo teve os seguintes propósitos: i) catalogar os topônimos que nomeiam os logradouros públicos da cidade de Ladário/MS, a partir de consulta a mapas e/ou cartas oficiais da cidade; ii) analisar os topônimos que compõem o corpus dos pontos de vista da motivação, da língua de origem e da estrutura dos sintagmas toponímicos, adotando, para tanto, fundamentalmente, o modelo teórico de Dick (1990; 1992); iii) classificar os topônimos de acordo com o modelo taxionômico de Dick (1992) buscando traçar um panorama das tendência da toponímia estudada; iv) examinar condicionantes de natureza sociolinguístico-cultural que serviram de motivação e/ou de causa denominativa para a nomeação dos logradouros da cidade de Ladário/MS; v) verificar, por meio de pesquisas orais, as causas denominativas dos topônimos e a possível existência de uma toponímia paralela; vi) descrever, com base em postulados etnolinguísticos, a questão da relação léxico, cultura e história na toponímia em estudo. Os dados foram extraídos de mapas oficiais disponibilizados pela Secretaria de Administração do Município, escala 1:20000, contabilizando 170 topônimos que compõem o corpus de estudo. A análise foi pautada em pressupostos teórico-metodológicos da Toponímia, em especial nas contribuições de Dick (1990; 1992; 1996; 1999, 2001; 2004; 2007); Oliveira (2014); Bittencourt (2015); Cavalcante (2016); Amorim (2017); Neves (2019); da Lexicologia, Biderman (1998; 2001); da Etnolinguística, Sapir (1969); da Antropologia, Casado Velarde (1991) e, da Antropologia Linguística, Duranti (2000). Os resultados da pesquisa apontam a predominância de nomes de natureza antropocultural (76,92%) em detrimento de nomes de natureza física (23,07%). A taxonomia mais recorrente neste estudo foi a dos antropotopônimos (33,33%), seguida pelos axiotopônimos (19,49%) e pelos historiotopônimos (10,06%). Esses dados reforçam fatos evidenciados por outros estudos de mesma natureza: a tendência de homenagear pessoas reconhecidas ou não pela sociedade, entretanto, é mister destacar o alto índice de ocorrências dos fitotopônimos (16,98%) concentrados em dois bairros de Ladário/MS. Os dados confirmam ainda a influência da presença militar em terras ladarenses, haja vista que as taxonomias mais recorrentes se reportam a personalidades, títulos e acontecimentos históricos relacionados à Marinha do Brasil. Além disso, observa-se que a flora pantaneira pode ter servido de motivação para a denominação de parte significativa de logradouros ladarenses, visto que a cidade se situa em uma área imersa nesse bioma. Em síntese, o estudo contribuiu para evidenciar que a toponímia urbana registra fatos da vivência da população, atuando como fotografia da história e da cultura, como forma de perpetuar a memória coletiva de um lugar, mantendo-a viva para as futuras gerações.
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            UM OLHAR DISCURSIVO SOBRE AS IMAGENS PRODUZIDAS PELO CLUBE DE MOBGRAFIA DE JARDIM-MS
            Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
            Tipo Dissertação
            Data 03/03/2023
            Área LETRAS
            Orientador(es)
            • Rosana Cristina Zanelatto Santos
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Rafaela Chivalski de Oliveira
              Banca
              • Alessandro Aparecido Fagundes Matos
              • Paulo Custódio de Oliveira
              • Rosana Cristina Zanelatto Santos
              • Silvio da Costa Pereira
              Resumo Optar por investigar o processo criativo do Clube de Mobgrafia de Jardim marca o momento em que me percebo a/r/tógrafa, quando a minha produção artística se entrelaça com minha prática docente e ambos se entrelaçam com esta pesquisa, com o objetivo de problematizar os discursos imagéticos produzidos, editados e compartilhados em dispositivos móveis pelos participantes do Clube de Mobgrafia, projeto de ensino que coordeno no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), no Campus de Jardim. As ideias resultantes fornecem uma perspectiva multifacetada, abrangendo minhas práticas como artista visual, como professora da Educação Básica Técnica e Tecnológica e como pesquisadora. Sendo relevante não apenas na construção de conhecimento, como também na produção de visualidades nos projetos e nas aulas de Arte da Educação Básica, analiso nesta dissertação três séries que foram produzidas e compartilhadas pela câmera do smartphone.

              Palavras-chave: Mobgrafia; Ensino de Artes; Educação decolonial; Experiência.
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              Luiz Roberto Lins de Almeida
              Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
              Tipo Dissertação
              Data 28/11/2022
              Área LETRAS
              Orientador(es)
                Coorientador(es)
                Orientando(s)
                  Banca
                  • Andre Rezende Benatti
                  • Carolina Barbosa Lima e Santos
                  • Magdalena Gonzalez Almada
                  • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                  • Wellington Furtado Ramos
                  Resumo
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                    O narrador e a violência em Cuentos, microcuentos y anticuentos, de Mario Halley Mora
                    Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                    Tipo Dissertação
                    Data 28/11/2022
                    Área TEORIA LITERARIA
                    Orientador(es)
                      Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                        Banca
                          Resumo
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                            O narrador e a violência em Cuentos, microcuentos y anticuentos, de Mario Halley Mora
                            Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                            Tipo Dissertação
                            Data 28/11/2022
                            Área LITERATURA BRASILEIRA
                            Orientador(es)
                            • Andre Rezende Benatti
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • LUIZ ROBERTO LINS ALMEIDA
                              Banca
                              • Andre Rezende Benatti
                              • Carolina Barbosa Lima e Santos
                              • Magdalena Gonzalez Almada
                              • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                              • Wellington Furtado Ramos
                              Resumo Esta investigação debruça-se sobre a narrativa breve na obra Cuentos, microcuentos y anticuentos, de Mario Halley Mora (1926-2003), escritor, dramaturgo e jornalista paraguaio, considerado o fundador do romance assunceno, além de ser o precursor, na literatura paraguaia, dos gêneros microconto e anticonto. A obra analisada enquadra-se na tradição contística latino-americana, razão pela qual o referencial teórico utilizado apoiou-se especialmente em teóricos latino-americanos, tendo por norte as concepções de formas breves de Ricardo Piglia (2014). Realizou-se, para isso, uma apresentação da evolução da obra estudada, desvelando questões relacionadas à classificação das narrativas. Nesse passo, apresentam-se os gêneros literários presentes na obra, bem como as problemáticas que envolvem essas definições, além de articular como isso se apresenta na obra de Halley Mora, tendo em vista também sua própria produção crítica. Tendo em vista que a violência é um fenômeno social que precede a literatura (BENATTI, 2020) e que é uma presença constante na literatura (KOHUT, 2002), foram selecionadas narrativas nas quais se vislumbra a violência. Da análise desses textos foi possível colher elementos que demonstram a articulação entre elementos constitutivos da violência e a forma como os narradores são mobilizados dentro das estratégias do autor para tratar dessa temática. Comprova-se, assim, que, nas narrativas em que se faz presente a violência, há prevalência do narrador heterodiegético. Para empreender a análise foram considerados os aportes teóricos de Arendt (2020), Crettiez (2009), Michaud (1989), Ginzburg (2012), para citar alguns dos teóricos enumerados neste trabalho.

                              Palavras-chave: literatura paraguaia, Mario Halley Mora, violência, narrador, narrativa breve.
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                              Multiletramentos e impressões sobre o uso de tecnologias digitais por professoras de língua portuguesa
                              Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                              Tipo Dissertação
                              Data 21/11/2022
                              Área LETRAS
                              Orientador(es)
                              • Fabiana Pocas Biondo
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Josiane de Jesus Reis de Freitas
                                Banca
                                • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
                                • Elaine de Moraes Santos
                                • Fabiana Pocas Biondo
                                • Jucara Zanoni do Nascimento
                                • Ruberval Franco Maciel
                                Resumo Este estudo tem por objetivo investigar a percepção de professoras de língua portuguesa do 9º ano do ensino fundamental II sobre o uso que fazem de tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) em suas práticas pedagógicas. Para isso, propomos analisar como as professoras investigadas afirmam usar tecnologias digitais em suas aulas de língua portuguesa, buscando discutir possíveis relações entre esse uso e a pedagogia dos multiletramentos em seu fazer pedagógico, assim como a importância do uso de tecnologias digitais no ensino de língua portuguesa, sobretudo considerando o contexto da pandemia da covid-19. Para isso, dialogamos, por meio de entrevista semiestruturada, realizada em março, maio e agosto de 2021, com quatro professoras das redes pública e privada de ensino de Campo Grande – MS, que atuam no 9º ano do ensino fundamental, partindo de 12 (doze) questões mais gerais sobre o tema. Entre as justificativas para a investigação, estão as percepções da pesquisadora enquanto professora de reforço do ensino fundamental, sobre dificuldades no acesso a tecnologias digitais pelos alunos nas escolas e no uso dessas tecnologias por professores nas aulas de línguas. Os resultados apontam alguns indícios de trabalho com tecnologias digitais em perspectiva da pedagogia dos multiletramentos, porém destacam muitas barreiras para a realização desse tipo de prática, principalmente durante o período de ensino remoto emergencial da pandemia da covid-19. Como mostram as análises, não é possível dizer que esse tipo de trabalho possa ser facilitado apenas por uma infraestrutura digital adequada, pois muitas vezes também estão presentes nas práticas de ensino algumas dificuldades e resistências para o trabalho a partir da perspectiva dos multiletramentos.

                                Palavras chave: Pedagogia dos Multiletramentos. Ensino de Língua Portuguesa. Pandemia da covid-19.
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                                O ENSINO DA LÍNGUA TERENA NA EDUCAÇÃO INFANTIL DAESCOLA POLO MUNICIPAL INDÍGENA ALEXINA ROSA FIGUEIREDO
                                Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                Tipo Dissertação
                                Data 18/11/2022
                                Área LETRAS
                                Orientador(es)
                                • Rogerio Vicente Ferreira
                                Coorientador(es)
                                • Denise Silva
                                Orientando(s)
                                • Adiane Quelri Valente França
                                Banca
                                • Caroline Pereira de Oliveira
                                • Patricia Graciela da Rocha
                                • Paulo Baltazar
                                • Rogerio Vicente Ferreira
                                Resumo Esta pesquisa focalizou o ensino da língua Terena na educação infantil da Escola Indígena Alexina Rosa Figueiredo que fica na Aldeia Indígena Buriti, município de Dois Irmãos do Buriti em Mato Groso do Sul MS. Tem como objetivo principal averiguar as práticas de ensino referente ao uso da língua Terena na educação para crianças de quatro e cinco anos de idade e verificar se a língua Terena é a língua de instrução usada com crianças indígenas desta faixa etária na escola pesquisada, pois existe uma preocupação mundial referente ao fortalecimento das línguas indígenas, uma vez que a maioria corre risco de extinção e, a aldeia Buriti, engrossa essa estatística, pois há poucos falantes da língua materna, o que indica a necessidade de estratégias para o fortalecimento da língua. A escolarização intercultural e diferenciada proporciona o uso da língua materna, o que torna a escola em uma importante ferramenta para a sua manutenção. A metodologia qualitativa empregada na pesquisa constou de levantamento bibliográfico sobre aslegislações que garantem o ensino da língua indígena na escola, e autores como Nincao(2003 - 2008), Cavalcante e Maher (2006), Farias (2015), Toneto (2008), Oliveira (2003),
                                Hamel (2003), Knapp (2012), Brighenti e Chamorro (2012), Rajagopalan (2013),
                                Altenhofen (2013), Maher (2013) e Lagares (2013) entre outros. Quanto a metodologia quantitativa, foram realizadas entrevistas com dezenove pessoas, sendo 09 professores,
                                que já atuaram na educação infantil e na gestão escolar e dez pais da comunidade, para compreender como ocorre o ensino da língua, na escolarização infantil, na aldeia em questão. Os resultados deste estudo evidenciam um panorama da situação da língua indígena na comunidade e reforça a necessidade de políticas linguísticas para a escola indígena.
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                                Trabalho, Brutalidade e desumanização na representação do protagonista Edgar Wilson em De gados e homens de Ana Paula Maia
                                Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                Tipo Dissertação
                                Data 22/09/2022
                                Área LETRAS
                                Orientador(es)
                                • Andre Rezende Benatti
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Michele Felizardo Lopes de Oliveira
                                  Banca
                                  • Andre Rezende Benatti
                                  • Carolina Barbosa Lima e Santos
                                  • Ramiro Giroldo
                                  • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                                  • Wellington Furtado Ramos
                                  Resumo O presente trabalho faz uma leitura crítica da obra De Gados e Homens (2013),
                                  de autoria da escritora e roteirista Ana Paula Maia. A pesquisa estabeleceu
                                  uma discussão acerca das condições precárias de trabalho sofrido pelo
                                  protagonista Edgar Wilson com o processo de desumanização. Selecionou-se
                                  as seguintes temáticas: trabalho, violência e desumanização com o intuito de
                                  analisar tais elementos na produção literária de Ana Paula Maia. Identificou-se
                                  na leitura da obra as contradições entre elementos formais, sociais, culturais e
                                  econômicos presentes no texto de Maia, como pressupostos na análise e
                                  compreensão da ficção. A narrativa evidencia as relações de trabalho em um
                                  contexto marcado por violência, condições precárias de trabalho, desigualdade
                                  social, brutalidade e alienação. As condições de trabalho implicam na
                                  constituição das dimensões psicológica, emocional, social e econômica do
                                  protagonista, sendo consideradas mecanismos de reprodução alienante e
                                  desumanização das relações sociais. Utilizou-se para o desenvolvimento da
                                  pesquisa os fundamentos teóricos das seguintes obras: A Condição Humana,
                                  de Hannah Arendt (2009); Literatura, violência e melancolia, de Jaime Ginzburg
                                  (2012) e Realismo e realidade na literatura, de Tânia Pellegrini (2009). Concluise que a obra aponta elementos relacionados a literatura contemporânea da
                                  realidade social do trabalhador que envolto das condições precárias de
                                  trabalho, violência e alienação, torna-se desumanizado e reproduz uma
                                  dinâmica de violência como estratégia internalizada pelo meio que o molda,
                                  fragilizando sua existência e condição humana.
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                                    MAPEAMENTO E DESCRIÇÃO DAS LÍNGUAS INDÍGENAS EM MATO GROSSO DO SUL
                                    Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 12/09/2022
                                    Área LETRAS
                                    Orientador(es)
                                    • Rogerio Vicente Ferreira
                                    Coorientador(es)
                                    • Onilda Sanches Nincao
                                    Orientando(s)
                                    • Shirley Alzeman Rocha Benites
                                    Banca
                                    • Bruno Oliveira Maroneze
                                    • Caroline Pereira de Oliveira
                                    • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
                                    • Denise Silva
                                    • Rogerio Vicente Ferreira
                                    Resumo Esta pesquisa focalizou o estado das línguas indígenas do Mato Grosso do Sul, considerando
                                    sua localização, identificação e vitalidade. O estado do Mato Grosso do Sul possui a segunda
                                    maior população indígena do Brasil com nove povos e diferentes línguas pertencentes a troncos
                                    e famílias linguísticas diversas: Atikum, Guarani, Guató, Terena, Ofaié, Kamba, Kaiowá,
                                    Kadiwéu, Kinikinau, em diferentes situações de uso. Dessa forma, é importante conhecer a
                                    distribuição geográfica e o estado dessas línguas, considerando a importância da diversidade
                                    linguística no estado do Mato Grosso do Sul. A metodologia, de cunho qualitativo, constou de
                                    levantamento documental e bibliográfico a respeito da diversidade linguística local e
                                    documentos legais sobre as políticas linguísticas existentes no decorrer dos períodos da
                                    colonização e da república, com especificidade para o período pós-constituição de 1988. A
                                    revisão bibliográfica constou de autores relacionados aos conceitos de política linguística e suas
                                    vertentes conforme Calvet (2007), Maher (2013), Lagares (2018), Rajagopalan (2013), Oliveira
                                    (2016), Hamel (2016), em linguística Ferreira (2015), Rodrigues (1986), Ferreira (2016). Em
                                    antropologia Cunha (2012, 2016), Ribeiro (2017, 2021), Aguilhera Urquiza (2016), Chamorro
                                    e Martins (2015), Ribeiro (1983) entre outros. No campo da educação Silva e Ferreira (2001),
                                    Rocha e Hamel (2020), Brandão (2017), Knapp (2016), Tavares (2016) e sobre educação
                                    escolar indígena no que se refere à educação intercultural bilíngue que privilegia o ensino e
                                    valorização das línguas indígenas no Brasil. Os resultados, advindos das leituras realizadas,
                                    mostraram o estado geral das línguas indígenas do Mato Grosso do Sul e a situação de uso e
                                    vitalidade das mesmas, apontando para línguas já em situação de perda e outras com número
                                    alto de falantes, porém com desconhecimento de estatísticas de transmissão geracional, o que
                                    pode garantir ou não sua continuidade. Espera-se com este trabalho contribuir para o
                                    conhecimento do estado geral das línguas do Mato Grosso do Sul e, assim, identificar as
                                    iniciativas sobre políticas e planejamento linguístico de status e corpus para fortalecimento
                                    das línguas indígenas do Mato Grosso do Sul.
                                    Palavras-chave: línguas indígenas, política linguística, educação.
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                                    OS REGIMES DO GOSTO NAS PRÁTICAS DA FEIRA LIVRE: UM ESPETÁCULO DE VER, SENTIR E CONSUMIR
                                    Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 10/09/2022
                                    Área LETRAS
                                    Orientador(es)
                                    • Sueli Maria Ramos da Silva
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Elaine Cristina de Queiroz Silva Vasques
                                      Banca
                                      • Alexandre Marcelo Bueno
                                      • Eluiza Bortolotto Ghizzi
                                      • Geraldo Vicente Martins
                                      • Sueli Maria Ramos da Silva
                                      Resumo O objetivo geral desta pesquisa é observar a produção dos sentidos nas feiras livres e como se
                                      formam desde a sua genealogia, referenciando uma semiótica das experiências, tendo como
                                      base teórica a semiótica discursiva e seus recentes desdobramentos, tais como o
                                      semissimbolismo e a sociossemiótica. Nossa metodologia se circunscreve na pesquisa
                                      bibliográfica e descritiva pontuando os enunciados narrativos inscritos nos registros históricos
                                      e nas práticas da contemporaneidade. Como objetivos específicos delimitamos organizar como
                                      se constrói os regimes de sentido e interação nas práticas das feiras livres ao longo do tempo e
                                      as alterações nos sentidos provocadas pela pandemia de COVID-19. Por ser um objeto do social
                                      fazemos uso de diferentes corpora para as análises em um caráter exploratório que elencamos
                                      em três categorias: 1) levantamento bibliográfico com base nos registros históricos que
                                      denotam os sentidos das feiras como prática social e cultural por meio dos processos
                                      axiológicos; dos fatores linguísticos e extralinguísticos, como expressões e provérbios
                                      instituídos nas feiras da Idade Média; e das alterações nas práticas causadas pelas epidemias
                                      que mudaram o contexto do comércio nesse período; 2) estudo in loco na Feira Livre do
                                      Guanandi, na capital Campo-grandense, para análise sociossemiótica das práticas do social
                                      utilizando imagens do dia de feira capturadas por meio de gravações feitas com uso de um
                                      celular; 3) texto audiovisual, utilizando reportagem jornalística televisiva produzida no
                                      ambiente de feira, o qual dissecamos em dois recortes para demonstrar as alterações dos
                                      sentidos nas práticas da feira em tempos de pandemia da COVID-19, observando o percurso
                                      gerativo de sentido no plano de conteúdo da matéria jornalística e as relações semissimbólicas
                                      em uma imagem congelada (freeze frame) ou enquadramento. O referencial teórico centralizase nas ideias de estudiosos, tais como: Greimas (1973), Landowski (2004), Floch (1985),
                                      Pietroforte (2019), Barros (2001), Fiorin (2018), Oliveira (2014) e Bueno (2014), dentre outras
                                      contribuições bibliográficas visando aprofundamento das investigações, entre esses:
                                      Bourquelot (1865), Huvelin (1897), Goffman (1986), Le Goff (1990), Bateson (2000), Sato
                                      (2012), Bernardo (2014) entre outros. Este trabalho desenvolvido nos postulados dos estudos
                                      de linguagens, além de oportunizar novos olhares para a elaboração de novas pesquisas em
                                      Semiótica, possibilitou compreender que o sincretismo semiótico da feira livre salta da
                                      figuratividade, dos gostos e das relações de um consumo de afetivo pautado em processos
                                      axiológicos.

                                      Palavras-chave: Feira livre; Semiótica discursiva; Semissimbolismo; Sociossemiótica.
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                                      A doença como metáfora em Philip Roth e Samuel Rawet
                                      Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 09/09/2022
                                      Área LETRAS
                                      Orientador(es)
                                      • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Mariana Alice de Souza Miranda
                                        Banca
                                        • Andre Rezende Benatti
                                        • Josilene Moreira Silveira
                                        • Márcia Maria de Medeiros
                                        • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                                        Resumo Esta dissertação objetiva aproximar a novela Homem comum, de 2006, do escritor
                                        estadunidense Philip Roth (1933-2018), de quatro contos do escritor brasileiro
                                        Samuel Rawet (1929-1984): ―O fio‖, ―O crime perfeito‖, ―A batalha de Kurukshetra‖ e
                                        ―Consciência do mundo‖. Nossa hipótese é a de que nesses textos a doença, a
                                        melancolia e a degenerescência são representadas alegoricamente, a fim de
                                        expressar aquilo que a psicanálise freudiana entende como o conflito primordial do
                                        ser humano: a tensão entre as forças da pulsão de vida (Eros) e da pulsão de morte
                                        (Thanatos). A partir de uma leitura benjaminiana, essas narrativas colocam em
                                        questão o declínio da experiência e da tradição na modernidade, a impossibilidade
                                        de se transmitir experiências autênticas e de se afirmar um único significado, eterno
                                        e universal. A narração, nesse sentido, deixa de ter um caráter coletivo, no qual as
                                        experiências eram passadas de geração em geração para dar lugar à narração da
                                        vida de um sujeito solitário que luta pelo sucesso em uma sociedade marcada pela
                                        concorrência. Dessa forma, as obras de Roth e de Rawet representam o
                                        desencantamento do mundo na modernidade, e é essa desvalorização do mundo
                                        aparente e a morte do sujeito clássico que fazem ressurgir a forma alegórica como
                                        Walter Benjamin a definiu, a saber, que a alegoria manifesta a fragmentação do real.
                                        Ainda que o texto esteja impregnado de melancolia devido à perda de um sentido
                                        último, sua produtividade nasce do reconhecimento dos fragmentos desta perda,
                                        pois, como a alegoria nos revela, o sentido não nasce somente da vida, mas
                                        também da morte. Nossa análise é baseada, sobretudo, nos estudos de Walter
                                        Benjamin, Freud, Betty Fuks, Jaime Ginzburg e Susan Sontag.
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                                          POLÍTICAS LINGUÍSTICAS DE ACOLHIMENTO PARA MIGRANTES/REFUGIADOS VENEZUELANOS EM CAMPO GRANDE/MS
                                          Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                          Tipo Dissertação
                                          Data 09/09/2022
                                          Área LETRAS
                                          Orientador(es)
                                          • Andre Rezende Benatti
                                          Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                            • Silvana Ferreira Monteiro
                                            Banca
                                            • Andre Rezende Benatti
                                            • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
                                            • Mircia Hermenegildo Salomão Conchalo
                                            • Paulo Gerson Rodrigues Stefanello
                                            • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                                            Resumo MONTEIRO, S.F. POLÍTICAS LINGUÍSTICAS DE ACOLHIMENTO PARA
                                            MIGRANTES/REFUGIADOS VENEZUELANOS EM CAMPO GRANDE/MS,
                                            2022. Dissertação- Programa de pós-graduação em letras estudos de
                                            linguagens. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS,
                                            2022.
                                            Os refugiados são pessoas que estão fora de seus países de origem, forçadas
                                            a deixar suas casas para a preservação de suas vidas. Obrigadas a fugir, por
                                            temer perseguição, conflito, violência ou circunstâncias de subsistência. Esses
                                            migrantes/refugiados buscam, essencialmente, oportunidades de emprego e de
                                            uma vida melhor. A adoção do português como língua oficial, apesar das
                                            semelhanças com as línguas faladas (espanhol e suas variações), dificulta as
                                            relações dos migrantes no país e até sua entrada no mercado de trabalho, e por
                                            isso a necessidade imperiosa de um acolhimento linguístico específico para este
                                            fim. Esses indivíduos necessitam de acolhimento individualizado. A Língua de
                                            Acolhimento (PLAc) ultrapassa as dimensões da estudos de Língua Estrangeira
                                            (LE) ou da segunda língua (L2), incluindo necessariamente a abordagem para o
                                            crescimento profissional, dos direitos sociais e de se integrar temporária ou
                                            permanente ao país de acolhimento. A proposta de curso de português para
                                            refugiados da igreja Batista em Campo Grande- MS é baseada na inclusão,
                                            integração e acolhimento. A metodologia utilizada no ensino do português para
                                            migrantes/refugiados diferencia-se do ensino de português como língua
                                            estrangeira, leva em consideração o todo, a sociedade em qual o estudante está
                                            inserido e as dificuldades que ele enfrenta em seu dia-a-dia. Além do
                                            acolhimento que deve ser promovido no ensino de PLAc para refugiados, um
                                            material didático personalizado inserindo orientações sobre a emissão de
                                            documentos, inserção no ambiente de trabalho e na sociedade. Leitura e
                                            interpretação de textos como Leis Trabalhistas, elaboração de Curriculum Vitae
                                            e outras temáticas demandadas pelo público-alvo são essenciais para promover
                                            a integração social dos refugiados. O professor é o elo central, muitas vezes, é
                                            a referência que o refugiado tem para lidar com as adversidades. O professor
                                            media conflitos entre o refugiado e a sociedade que nem sempre os recebe com
                                            acolhimento. O aprendizado da língua com o professor acolhedor vai inserindo
                                            o estudante aos poucos na sociedade, dando-lhe recursos se emancipar e achar
                                            o seu lugar nesta nova realidade. O professor muitas vezes acaba indo além de
                                            suas funções de ensino, ele é um amigo, e isso é o acolhimento.
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                                            Trabalho da memória em Conhecimento do inferno, de António Lobo Antunes
                                            Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                            Tipo Dissertação
                                            Data 08/09/2022
                                            Área LETRAS
                                            Orientador(es)
                                            • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                                            Coorientador(es)
                                              Orientando(s)
                                              • Gong Li Cheng
                                              Banca
                                              • Carolina Barbosa Lima e Santos
                                              • Paulo Bungart Neto
                                              • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                                              • Wellington Furtado Ramos
                                              Resumo A proposta deste trabalho é a de ler Conhecimento do inferno (1980), de António Lobo Antunes, como um romance que insiste no inferno como alegoria de uma memória traumática. O narrador, ex-combatente do exército português na guerra
                                              contra a independência de Angola, realiza uma viagem de carro do Algarve até Lisboa, marcando o seu retorno das férias para exercer a profissão de psiquiatra. Durante o trajeto, ele rememora obsessivamente a sua experiência na guerra e no
                                              hospital psiquiátrico. O horror presenciado na guerra encontra continuidade no hospital, descrito como instituição concentracionária, prolongando assim o seu sofrimento. O inferno começa por ser um lugar concreto: em África, a guerra indesejada; no hospital, o tratamento desumano e obsoleto; mas é, sobretudo, um estado de espírito, pois, deixada a guerra, ele se alastra pelo cotidiano, como
                                              rememoração, perturbação mental, delírio, fantasmagoria, tormentos infligidos e sofridos, enfim como culpa. Por isso, quase sempre a organização diegética do romance altera-se e abre-se para histórias paralelas, e o leitor encontra dificuldade em situar-se temporalmente. Com efeito, o romance propõe rememorar o passado
                                              pessoal e nacional para realizar um trabalho da memória. A análise é fundamentada pelos estudos da memória e da literatura de testemunho, a partir de autores como Freud, Benjamin, Ricoeur, Márcio Seligmann-Silva, Jeanne Marie Gagnebin, entre outros.

                                              Palavras-chave: Lobo Antunes; Conhecimento do inferno; literatura portuguesa contemporânea; literatura e trauma.
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                                                Políticas Linguísticas para Línguas Indígenas: Normas, Leis e Práticas em Mato Grosso do Sul
                                                Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                                Tipo Dissertação
                                                Data 02/09/2022
                                                Área LETRAS
                                                Orientador(es)
                                                • Rogerio Vicente Ferreira
                                                Coorientador(es)
                                                  Orientando(s)
                                                  • Grayson Wellington Mannocci Toliver
                                                  Banca
                                                  • Aparecida Negri Isquerdo
                                                  • Caroline Pereira de Oliveira
                                                  • Onilda Sanches Nincao
                                                  • Rogerio Vicente Ferreira
                                                  Resumo O direito ao uso das suas línguas é parte integrante da garantia à autonomia dos povos indígenas do Brasil e ao pleno exercício da sua cidadania. Para que se mantenha o poder de escolha em questões relativas às suas línguas, é necessário que haja ação por parte das instituições, poder público e sociedade civil, particularmente no fornecimento de serviços de tradução e interpretação. Ao objetivar traçar uma trajetória de políticas linguísticas no Brasil e em Mato Grosso do Sul, realizou-se um levantamento das normas jurídicas a nível federal e estadual desde a promulgação da Constituição Federal de 1988 até junho de 2022. Assim, visou-se avaliar as previsões e as lacunas na legislação vigente. Para isso, utilizou-se o sistema de busca do ordenamento jurídico do governo federal do Brasil para encontrar as legislações federais relevantes e o sistema de busca do ordenamento jurídico estadual de Mato Grosso do Sul por meio do site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A seleção de Mato Grosso do Sul para análise se deve ao fato desse possuir a segunda maior população indígena do Brasil e por esse contar com pelo menos dois municípios que tem línguas indígenas cooficiais, Tacuru (MS) com a língua guarani e Miranda (MS) com a língua terena. Realizou-se então um levantamento a nível municipal. Este trabalho também traçou o rumo das políticas linguísticas realizadas por meio de ações e projetos elaborados por indivíduos, instituições e comunidades. Por incluir matérias jornalísticas, relatórios, censos, documentários e palestras disponíveis online, ao lado de artigos, livros e documentos de legislações, considera-se esta uma pesquisa documental. Foram consultados Calvet (2007), Spolsky (2012), Jernudd e Nekvapil (2012) entre outros como referencial teórico. De modo geral, verificou-se a implementação de uma política linguística que valoriza as especificidades dos povos indígenas e que objetiva a manutenção da sua diversidade linguística. No entanto, entre os temas abordados na legislação sobressaíram questões relativas à educação tanto no nível federal (mais de 92% das leis) quanto no nível estadual (80%), sendo que o segundo tema mais tratado, “Preservação e promoção”, apareceu em menos de 31% das leis federais, e menos de 27% das estaduais. Portanto, ainda carecem políticas públicas em outras áreas, pois, se o intuito for revitalizar e fortalecer essas línguas, é preciso assegurar espaço para o seu uso diário nos âmbitos da vida pública, inclusive no comércio, mídias, tecnologia e saúde, além da educação.
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                                                  Entre fronteiras e memórias subalternas: reflexões acerca dos escritos teórico-ficcionais de Edgar Nolasco, um intelectual fronteiriço
                                                  Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                                  Tipo Dissertação
                                                  Data 28/07/2022
                                                  Área LETRAS
                                                  Orientador(es)
                                                  • Marta Francisco de Oliveira
                                                  Coorientador(es)
                                                    Orientando(s)
                                                    • Ana Paula Marques Machado
                                                    Banca
                                                    • Eliene Dias de Oliveira
                                                    • Lucilene Machado Garcia Arf
                                                    • Marta Francisco de Oliveira
                                                    • Vania Maria Lescano Guerra
                                                    Resumo O intelectual fronteiriço, de certa maneira, necessita pensar e agir de forma desobediente, a fim de
                                                    que possa fazer ouvir nos centros hegemônicos as vozes que se erigem dos espaços de fronteira,
                                                    como é o caso de Mato Grosso do Sul. Praticar a desobediência epistêmica e teórica é, assim, uma
                                                    condição inerente aos saberes fronteiriços. É a partir desse bios e lócus epistêmico que esta proposta
                                                    de trabalho se constrói. Para isso, pretende-se criar possibilidades de diálogo com obras ficcionais,
                                                    prioritariamente, e teóricas de Edgar Cézar Nolasco, que teoriza seu discurso a partir de seu lócus
                                                    fronteiriço, a fronteira-Sul Brasil/Paraguai/Bolívia, erigindo uma crítica pós- colonial a partir dessa
                                                    fronteira sanguinolenta onde canta o urutau, ave símbolo de regiões do cerrado brasileiro. Seus
                                                    escritos poéticos são permeados por suas memórias subalternas e se encontram presentes na sua
                                                    poética ficcional Pântano, Oráculo da fronteira, A ignorância da Revolta, O jardim das fronteiras,
                                                    Paisagens biográficas, El lado oscuro del corazón de la frontera, Gramática despoética da
                                                    fronteira, Ensaio da desobediência dos pássaros e O teorizador vira-lata. Bios e lócus de sujeitos
                                                    fronteiriços estão atrelados, criando, dessa maneira, as memórias subalternas de fronteira. Portanto,
                                                    proponho delinear tal reflexão a partir dos escritos teórico-ficcionais do intelectual Edgar Cézar
                                                    Nolasco, que é um sujeito híbrido, fronteiriço, mestiço e múltiplo, pois há vários Nolascos
                                                    permeando minha escrita e interpretação, em diálogo com autores como Glória Anzaldúa, Ramón
                                                    Grosfoguel, Bessa-Oliveira, Boaventura de Sousa Santos, Walter Mignolo, Aníbal Quijano, Franz
                                                    Fanon, Juliano Garcia Pessanha, Eneida Maria de Souza e Zulma Palermo. É nessa direção que este
                                                    trabalho pretende seguir, a partir do estudo da poética ficcional de Nolasco, um intelectual
                                                    fronteiriço desobediente de nascença.
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