Mestrado em Educação

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Trabalhos

Trabalhos Disponíveis

TRABALHO Ações
O Financiamento da Educação no Âmbito do Planejamento Educacional
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 04/09/2018
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Maria Dilneia Espindola Fernandes
Orientando(s)
  • Maria de Fátima Martins dos Santos
Banca
  • José Marcelino de Rezende Pinto
  • Maria Dilneia Espindola Fernandes
  • Solange Jarcem Fernandes
Resumo A presente dissertação está vinculada à linha de pesquisa em História, Políticas e Educação do
Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A
pesquisa tem por objetivo analisar o financiamento da educação brasileira no âmbito do
planejamento educacional. Nesse sentido, visa a desvelar como o planejamento enquanto peça
de ação do Estado programou o financiamento da educação e a manutenção do
desenvolvimento do ensino no Brasil. O estudo contempla o período a partir de 1930, do
Manifesto dos Pioneiros, até a contemporaneidade. A fundamentação teórica pautou-se numa
revisão bibliográfica referente à temática utilizando de materiais científicos sobre o
planejamento público, educacional e no tocante ao financiamento das políticas educacionais.
Estudou-se o atual Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024, bem como os planos que o
precederam. Investigou-se o processo de planejamento educacional em nível estadual,
analisando o decurso de elaboração e implementação do Plano Estadual de Educação (PEE)
2014-2024 de Mato Grosso do Sul. Averiguou-se a experiência institucional e sociopolítica
advinda desse processo presente na educação pública sul-mato-grossense em articulação com
o novo Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024. Trabalhou-se com a legislação
educacional nacional e estadual, com dados do Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (INEP), Relatórios de Monitoramento e Avaliação do PNE, dados do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e outros documentos necessários à pesquisa,
produzidos na esfera administrativa estatal. Quanto aos procedimentos metodológicos
adotados, implicaram a revisão de literatura e análise documental. As categorias de análise
que nortearam a busca examinadora foram a historicidade dos processos sociais, no âmbito do
planejamento e financiamento da educação, na sua totalidade e singularidade. A pesquisa
mostrou que o planejamento é um campo de atuação do Estado cuja configuração é
condicionada pelas ações do modo de produção capitalista, que exerce a hegemonia nas
relações sociais. Concluiu-se que o financiamento das políticas educacionais fica prejudicado
devido à ocorrência de uma série de aspectos técnicos e políticos inerentes à sua composição e
a seu contexto. Nesse sentido, a análise resultou em alguns aspectos: o planejamento público e
governamental transcende todos os demais setores, ou seja, a política econômica subordina as
políticas sociais; a participação da sociedade não é vista como algo relevante, mesmo sendo
citada no processo de planejamento educacional, como presenciado no atual PNE e de seu
antecessor; no planejamento educacional, nota-se um distanciamento em relação ao
planejamento governamental, ambos não estão articulados; há um foco no caráter produtivista
da educação; as preocupações são maiores em relação ao desenvolvimento capitalista; o
planejamento educacional nem sempre contribui para que o financiamento das políticas
sociais seja efetivo e eficaz no combate às desigualdades culturais e sociais do País. O
trabalho revela a necessidade de uma nova organização do planejamento educacional e
financeiro, que desvincule com as concepções hegemônicas e construa um novo projeto de
sociedade que atenda, efetivamente, a reais necessidades educacionais do País.
Palavras-chave: Política Educacional. Financiamento para manutenção e desenvolvimento do
ensino. PNE 2014-2024. PEE/MS 2014-2024.
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OS DESAFIOS DOS TRADUTORES E INTÉRPRETES DE LÍNGUA DE SINAIS COM INDÍGENAS SURDOS
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 23/08/2018
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Alexandra Ayach Anache
Orientando(s)
  • Bruno Roberto Nantes Araujo
Banca
  • Alexandra Ayach Anache
  • Marilda Moraes Garcia Bruno
  • Shirley Takeco Gobara
Resumo A escolarização de estudantes surdos requer atenção para a comunicação entre os participantes da escola, exigindo o esforço coletivo para que ela aconteça, e esse processo tem solicitado a presença dos Tradutores e Intérpretes de Língua de Sinais (TILS) - Língua Brasileira de Sinais (Libras) nos diferentes ambientes da instituição escolar, pois se entende que a atuação desse profissional em salas de aulas pode reforçar e/ou permitir a comunicação e relacionamento do estudante indígena surdo com o professor na perspectiva da educação inclusiva. A problematização relevante refere-se a propósito de se verificar como os TILS estão utilizando suas práticas interpretativas, considerando as especificidades culturais e linguísticas do estudante indígena surdo. Este estudo tem como objetivos identificar as ações de interpretação e tradução da Libras junto aos estudantes indígenas surdos em escolas comuns urbanas, assim como caracterizar a formação profissional dos TILS com estudantes indígenas surdos e identificar e analisar as estratégias dos recursos de comunicação que os TILS, participantes desta pesquisa, empregam em suas atividades em sala de aula com os estudantes indígenas surdos. Pesquisa, de caráter analítico-descritivo, optou-se pela utilização do tipo qualitativo, e os instrumentos são entrevistas individuais semiestruturadas e questionário com três professores, dois do sexo feminino e um do sexo masculino, com idades entre 25 a 38 anos, todos TILS, que atuam ou atuaram com os indígenas surdos nas escolas comuns urbanas dos municípios de Aquidauana, Anastácio e Campo Grande. Os resultados apontaram que os TILS reconhecem dificuldades relacionadas à capacitação, principalmente no que se refere à educação indígena, entendem que desconhecem a cultura indígena sobre as políticas de educação indígena, respeitam a bagagem linguística dos estudantes indígenas surdos, reconhecem que, embora os estudantes indígenas surdos sejam alfabetizados na Libras há necessidade da criação de sinais indígenas e/ou terena em respeito a sua cultura. Dessa forma, viu-se pela pesquisa que isso só será possível se a Libras, além de ser entendida como primeira língua do estudante índio surdo, for valorizada na escola como um todo. O tradutor intérprete é elemento essencial para que a comunicação entre o surdo e o ouvinte aconteça de forma satisfatória. Verificou-se que a interface entre a Educação Especial e a educação escolar direcionada ao indígena surdo é um campo novo e complexo de investigação e necessita que novas pesquisas sejam realizadas.
Palavras-chave: Tradutor e Intérprete de Língua Brasileira de Sinais; Indígena; Surdo.
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ERA UMA VEZ ... A CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NO FAZER PEDAGÓGICO DE PROFESSORES DE CRECHE
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 23/04/2018
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Rosana Carla Goncalves Gomes Cintra
Orientando(s)
  • Maria Socorro de Almeida
Banca
  • Marta Regina Brostolin da Costa
  • Rosana Carla Goncalves Gomes Cintra
  • Sonia da Cunha Urt
Resumo O presente estudo teve como objetivo analisar atividade de contação de história no
contexto da prática pedagógica de professoras que atuam na educação infantil, na
etapa creche. O trabalho surgiu por meio de questionamentos oriundos da minha
prática pedagógica, que instigou querer pesquisar essa atividade na prática de
outros professores. Nossa vertente epistemológica é a Psicologia Histórico-Cultural,
sustentada pelo pensamento marxista, apoiado no reconhecimento de que é pela
maneira como o homem se relaciona com os meios de produção, com a
organização que a sociedade cria, que ele processa suas relações e contradições.
Assim, a pesquisa é qualitativa, a luz da teoria histórico-cultural, tendo como aporte
autores como Vigotski (1998; 2001, 2009), Coelho (2003), Cintra (2014; 2015),
dentre outros, que destacam o processo criativo infantil, a relevância das narrativas
maravilhosas e a contação de história para crianças numa vertente lúdicaeducacional.
Adotamos como metodologia fazer um estado do conhecimento e,
depois, uma investigação empírica que aconteceu primeiramente por meio de
observações quando nos foi oportunizado verificar o desenvolvimento da atividade
de contação de histórias desenvolvida por quatro professoras que atuam na
educação infantil, da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande/MS, e, no
seguimento, a realização de entrevistas. Como resultado é possível dizer que é
preciso investir na formação inicial e continuada do professor, com oferta de cursos
que tragam em seu bojo assuntos relacionados a ludicidade e as práticas lúdicas,
como a atividade de contação de histórias. Também, que a instituição infantil invista
mais em recursos pedagógicos lúdicos, como livros apropriados para faixa etária de
atendimento, fantoches, dedoches, aventais para contar histórias, além de
ambientes convidativos para o desenvolvimento dessa atividade, pois assim, a
prática pedagógica do professor torna-se mais enriquecedora. Para mais,
destacamos que a atividade de contação de história assume no contexto
educacional infantil um papel social e cultural significativo de desenvolvimento e
aprendizagens, mediante a maneira como ela é entendida e aplicada no fazer
pedagógico dos professores. Concluímos, principalmente, pela fala das professoras
que elas compreendem a relevância dessa atividade para o desenvolvimento
criativo, afetivo, cognitivo e físico das crianças, pois afirmam que a atividade de
contação de história acontece cotidianamente no fazer pedagógico com objetivos
voltados a potencialização da linguagem oral e escrita, as vivências entre seus
pares no brincar de faz de conta, por meio do movimento corporal, visual e auditivo.
Para as professoras a contação de história deve ser envolvente e promovendo
atividades lúdicas voltadas ao prazer de aprender brincando.
Palavras-chave: Contação de Histórias; Imaginário Infantil; Fazer Pedagógico.
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ESCOLAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DE TEMPO INTEGRAL EM CAMPO GRANDE - MS: escolarização e currículo para a qualidade da educação ?
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 20/04/2018
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Fabiany de Cassia Tavares Silva
Orientando(s)
  • ELIO ANTONIO CERIBOLA CRESPAM
Banca
  • Fabiany de Cassia Tavares Silva
  • Luiz Carlos Novaes
  • Vilma Miranda de Brito
Resumo Este estudo faz parte do programa de pesquisa do/no Observatório de Cultura Escolar (OCE),
que toma como fontes e objetos de estudos documentos curriculares produzidos para os
espaços da educação formal e não formal entendidos como instância de formação escolar,
com objetivos educativos explícitos e ação intencional institucionalizada, estruturada e
sistemática; e como uma possibilidade de produção, seleção e distribuição de conhecimento
fora das estruturas curriculares do ensino tradicional, respectivamente. Neste contexto,
estudamos e analisamos três projetos de escola integral ofertados pela/na rede municipal de
educação em Campo Grande – MS, operadas por documentos curriculares, publicados no
período de 2008 a 2015, que instituem diferentes outros formatos e metodologias em espaços
e tempos diferençados. Diante disso, analisamos comparadamente esses três modelos de
escola, a partir de seus documentos curriculares, na perspectiva de apreender os objetivos e as
intenções dos projetos, bem como nos aproximar das discussões de escolarização de
qualidade, como sinônimo do tempo integral. Para tanto, operamos com as técnicas do estudo
comparado, para a identificação e análise das semelhanças, das diferenças, das diacronias e
das sincronias, registradas nos documentos curriculares.
Palavras-chave: Educação Básica, Escola de Tempo Integral, Currículo
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DOCUMENTOS CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL EM MUNICÍPIOS DO MATO GROSSO DO SUL (2000-2015): IDENTIFICANDO CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS, OU PODEROSOS
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 16/04/2018
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Fabiany de Cassia Tavares Silva
Orientando(s)
  • CLAUDILENE LICIO DIAS CHAVES
Banca
  • Alessandra Arce Hai
  • Fabiany de Cassia Tavares Silva
  • Margarita Victoria Rodriguez
Resumo Este estudo faz parte do programa de pesquisa do/no Observatório de Cultura Escolar (OCE)/UFMS, que toma como fontes e objetos de estudos documentos curriculares produzidos para os espaços da educação formal e não formal, entendidos como instância de formação escolar, com objetivos educativos explícitos e ação intencional institucionalizada, estruturada e sistemática, e como uma possibilidade de produção, seleção e distribuição de conhecimento fora das estruturas curriculares do ensino tradicional. Neste contexto, analisamos dois documentos curriculares produzidos para a educação infantil pelas redes municipais de educação de Campo Grande e Dourados, a saber: Referencial Curricular da Rede Municipal de Ensino para a Educação Infantil de Campo Grande-MS (2008) e Proposta Curricular da Educação Básica da Rede Municipal de Ensino de Dourados-MS (2011). Para dar forma à análise pretendida, ancoramo-nos em um corpus documental, que sustenta a produção dos referidos documentos, a saber: o Plano Decenal de Educação do Estado de Mato Grosso do Sul – Decênio 2003 – 2013; o Plano Estadual de Educação do Estado de Mato Grosso do Sul – Decênio 2014 – 2024; o Plano Municipal de Educação de Dourados-MS/2015; o Plano Municipal de Educação de Campo Grande-MS/2007. Diante disso, incursionamos, de um lado, pelos princípios e conteúdos da Teoria Crítica do Currículo, partindo da hipótese de que os documentos curriculares, tornam-se tradutores de discursos oficiais sobre a educação da infância, com delineamentos interessados e endereçados aos processos de escolarização, mesmo sendo esse processo “negado” e; de outro, fundados na noção da justa distribuição de conhecimentos prescritos para o alunado desta etapa da educação básica, desde a publicação dos Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (1999). Para tentar responder, ou refutar tal hipótese, identificamos e analisamos quais os conhecimentos científicos, ou poderosos, registrados nos documentos curriculares eleitos para análises. Neste exercício orientamo-nos pelas técnicas do estudo comparado, pelo qual procuramos identificar e analisar as semelhanças, as diferenças, as diacronias e as sincronias registradas, a partir da eleição de três áreas de comparação – espaço, tempo e conhecimento. As áreas escolhidas expressam, de alguma forma, indícios das práticas curriculares que articulam as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos científicos, ou poderosos, históricamente construídos pelos homens. Nos limites desta pesquisa concluímos que, a despeito das creches e pré-escolas se encontrarem legalmente consolidadas como expressão de direito à educação das crianças, as fontes documentais engendradas para esta etapa da educação básica parecem se omitir da/na tarefa de selecionar, transformar e distribuir conhecimentos científicos, ou poderosos, perpetuando um modelo educacional assistencialista e construtivista, que desconsidera a capacidade das crianças de apreenderem conhecimentos para além dos saberes e contextos culturais em que estão inseridas.
Palavras-chave: Currículo, Educação Infantil, Educação Básica, Conhecimentos Científicos.
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O ESPAÇO E O TEMPO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE TEMPO INTEGRAL EM CAMPO GRANDE/MS
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 16/04/2018
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Sonia da Cunha Urt
Orientando(s)
  • Solange Izabel Balbino
Banca
  • Jaqueline Moll
  • Junior Vagner Pereira da Silva
  • Sonia da Cunha Urt
Resumo Esta pesquisa surgiu da necessidade de conhecer o desenvolvimento da Educação Física nas
Escolas Municipais de Tempo Integral de Campo Grande/MS e qual seu espaço e tempo no
processo educativo, considerando as especificidades dos projetos dessas escolas. Diante da
atualidade do tema, que é a Educação Integral em Tempo Integral, vimo-nos diante da
necessidade de conhecer os caminhos trilhados pela Educação Física nesse espaço escolar que
se autodenomina distinto. O principal objetivo desta pesquisa foi analisar as ações
desenvolvidas na área da Educação Física nas Escolas Municipais de Tempo Integral de Campo
Grande – MS. Questionamos se dentro deste modelo de Escola de Tempo Integral essas ações
concorrem para possibilitar a formação integral dos alunos. Nossa pesquisa foi traçada na
perspectiva metodológica do materialismo histórico-dialético, alicerçada na teoria históricocultural.
Os procedimentos adotados para a coleta dos dados foram a entrevista semiestruturada,
realizada com professores de Educação Física, e a pesquisa documental, realizada nos Projetos
Políticos Pedagógicos e nos Projetos de Atividades Complementares de Educação Física das
referidas escolas. Dentre os estudiosos que fundamentaram esta pesquisa encontram-se as
autoras Moll (2012; 2014; 2013; 2008) e Cavaliere (2007; 2009; 2014), no âmbito da educação
integral em tempo integral, Soares et al (1992), Castellani Filho (1983; 2010) e Taffarel (2009),
para a Educação Física. Para fundamentar as bases epistemológicas, trouxemos Vigotski (1926;
1996; 1991; 2003; 2005; 2007), Leontiev (1978; 2004), Luria (2013) e seus interlocutores. Por
meio da análise dos dados, percebemos que o professor não tem um sentimento de
pertencimento ao contexto escolar e que sente que pode ser expropriado dos seus saberes em
prol do atendimento às necessidades de um sistema educacional arcaico e impregnado de
concepções cristalizadas acerca do que é a formação dos indivíduos. Entretanto, esses
professores procuram trabalhar para a formação integral dos alunos, ainda que com dificuldades
em romper com as práticas estereotipadas da Educação Física. No contexto da Escola de Tempo
Integral, os dados mostram que é necessário maior investimento, tanto no aspecto financeiro
quanto na formação continuada das personagens da escola, pois é preciso maior articulação
entre todos, incluindo os saberes escolares num patamar de igualdade. Concluímos que a
implementação dessas escolas é um inegável avanço para a melhoria das condições da educação
pública brasileira, assim como para a equidade da Educação Física com as demais disciplinas
do currículo, contudo consideramos necessário investir tempo e esforço para que se possa
oferecer ainda mais experiências e práticas diferenciadas que possibilitem oportunidades
concretas de educação integral aos alunos.
Palavras-chave: Educação Física. Escola de Tempo Integral. Educação Integral. Educação
Escolar.
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DISCURSOS E PRÁTICAS: PROBLEMATIZAÇÕES DE UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 22/03/2018
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Antonio Carlos do Nascimento Osorio
Orientando(s)
  • Dayana de Oliveira Arruda
Banca
  • Antonio Carlos do Nascimento Osorio
  • Jacira Helena do Valle Pereira Assis
  • Soraia Napoleão Freitas
Resumo Este estudo analisou os jogos de saberes e poderes que permeiam discursos e práticas sociais e culturais exercidas no Projeto “Travessia Educacional do Jovem Estudante Campo-grandense” (TRAJE), operacionalizado na Rede Municipal de Ensino de Campo Grande, no Estado de Mato Grosso do Sul, na Instituição denominada Escola Osvaldo Cruz. Instituição que tem entre seus propósitos, oportunizar um modelo de escolarização transversal, enquanto uma modalidade de ensino da educação básica em nível de ensino fundamental, adequando aspectos relacionados à educação de jovens e adultos, em exercícios e dinâmicas singulares. O estudo é vinculado ao Grupo de Estudos e de Investigação Acadêmica nos Referenciais Foucaultianos, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (GEIARF/UFMS), e se configura como de tipo etnográfico, de caráter empírico-analítico e documental, apresentando como fontes constituídas em processo, documentos institucionais, discussões em grupo realizadas com estudantes e entrevistas individuais abertas, empreendidas de modo exploratório também com estudantes, bem como gestores, equipe psicossocial, técnico-pedagógica e docentes do Projeto Traje. Correspondem a fontes profícuas estabelecidas, achados e registros decorrentes de procedimentos observacionais. A análise de dispositivos políticos e pedagógicos, perscrutados sob a perspectiva arqueológica de inspiração foucaultiana, conformam e sistematizam os esforços do estudo realizado, por condições que elevem a escolaridade de jovens de 15 a 17 anos, agrupados por um conjunto de características consideradas semelhantes, reconduzidas a um exame minucioso, cujo resultado os classifica pelas anomalias de ordem cultural, econômica e social. No bojo da problematização, utilizamos da genealogia como possibilidades analíticas em interfaces a relações entre saberes e poderes. Redimensionamos em vistas ao Projeto Traje, a existência de discursos e práticas sociais e culturais efetivas, imbricadas em um aparato institucional aprimorado quanto à utilização de tecnologias de controle e disciplinamento. Como resultados das incursões realizadas, destacamos a fragilidade das intervenções do Estado em detrimento da Proposta do Projeto Traje, enquanto adequação de um padrão de escolarização cujas finalidades são forjadas como pragmáticas, corretivas e resolutivas. Diante disto, o referido Projeto em suas práticas sociais e culturais exercidas, como espaço institucional-escolar, propõe sob discursos e exercícios de proteção, escolarização e guarda, em verdade, regularizar condutas e docilizar corpos, em contraponto a diferentes enfrentamentos, resistências e efeitos, agregando indivíduos em seus (des)ajustes e anormalidades, extrapolando propósitos e ideativos de caráter pedagógicos.
Palavras-chave: Educação de jovens e adultos; Práticas exercidas; Problematização; Projeto Traje.
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A POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: Um estudo de caso no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul - IFMS (2012-2016)
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 20/03/2018
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Carina Elisabeth Maciel
Orientando(s)
  • Debora Rogeria Neres de Souza Garcia
Banca
  • Carina Elisabeth Maciel
  • João Ferreira de Oliveira
  • Silvia Helena Andrade de Brito
Resumo Este trabalho está vinculado a Linha de Pesquisa 3 - História, Políticas e Educação do
Curso de Mestrado do Programa de Pós-graduação em Educação da Fundação
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul/PPGEdu/UFMS. O objeto de estudo dessa
pesquisa é a Política de Assistência Estudantil e tem como objetivo analisar como as
ações da Política de Assistência Estudantil se configuram no atendimento aos estudantes
matriculados na educação superior do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul – IFMS.
Trata-se de um estudo de caso no IFMS e tem como recorte temporal o período de 2012
a 2016, tendo em vista que as ações da assistência estudantil no atendimento aos
estudantes da educação superior tiveram início em 2012. A pesquisa está fundamentada
no método crítico-dialético, pois este método nos auxiliou a compreender a lógica do
sistema capitalista e a analisar a Política de Assistência Estudantil. Utilizamos enquanto
metodologia de pesquisa a análise documental e bibliográfica, visando apresentar as
análises dos dados institucionais e dos dispositivos legais. As análises da pesquisa
tiveram como referência os seguintes autores: Castro (2009), Maciel (2011, 2015,
2016), Mancebo (2015), Frigotto (2011), Otranto (2010, 2015), Oliveira (1994), entre
outros. Os resultados das análises apontaram que a oferta da educação superior na
Educação Profissional e Tecnológica se deu a partir do ano de 1969, porém a criação
dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, em 2008, trouxe uma nova
concepção de educação profissional, possibilitando aos IF´s a oferta de cursos
superiores nas modalidades tecnólogo, bacharelado e licenciatura. Ao analisar o Pnaes
identificou-se que este documento é resultado das lutas por melhores condições de
permanência na educação superior, porém o Decreto nº 7.234/2010 determinou que as
ações previstas devessem contemplar estudantes dos institutos federais. Portanto, o
Pnaes surgiu como estratégia para amenizar os problemas sociais que interferem na
formação dos estudantes, promover a inclusão e regulamentar as ações da política de
assistência estudantil na garantia do acesso, permanência e conclusão. O documento
oficial da assistência estudantil vigente no IFMS não contempla em sua redação todas as
áreas do programa, atualmente a Política de Assistência Estudantil do IFMS está
passando por reformulações e essa pesquisa contribuiu para repensarmos as ações de
assistência estudantil e as necessidades dos estudantes que dificultam sua permanência
na instituição. Constatou-se que os auxílios de critérios socioeconômicos ofertados no
IFMS contemplam os estudantes da educação superior, no entanto defendemos a
ampliação da oferta e dos valores dos auxílios, tendo em vista que os valores atuais são
baixos e o perfil socioeconômico dos estudantes comprova essa necessidade. As ações
de assistência estudantil são focalizadas, haja vista os limites dos recursos
disponibilizados, no entanto são necessárias para promover a permanência de segmentos
considerados historicamente excluídos. Concluímos que o IFMS busca, por meio de
uma Política de Assistência Estudantil, a garantia do direito à educação e o
acompanhamento com vistas a diminuir as dificuldades de ordem social, econômica,
psicológica e pedagógica.
Palavras-chave: Política Social. Assistência Estudantil. Educação Superior.
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PRÁTICA DOCENTE PARA APRENDIZAGEM DE CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 05/03/2018
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Rosana Carla Goncalves Gomes Cintra
Orientando(s)
  • Elaine Cristina Freitas Veiga
Banca
  • Alexandra Ayach Anache
  • Juliana Campregher Pasqualini
  • Rosana Carla Goncalves Gomes Cintra
Resumo Atualmente as discussões se voltam não apenas a matrícula da criança com deficiência, mas a garantia do seu direito a aprendizagem. A partir de tais conjunturas o relatório tem como objetivo investigar os aspectos importantes da prática docente para aprendizagem de crianças com síndrome de Down na Educação Infantil. Compreende-se a inclusão como uma forma de assegurar o acesso equitativo a educação entre as crianças. Portanto buscou-se averiguar se/como o professor da Educação Infantil utiliza a ludicidade para promoção da aprendizagem de crianças com síndrome de Down, tendo em vista a importância da motivação e estimulação já nos primeiros anos de vida e da relevância da Educação Infantil em seu desenvolvimento. A pesquisa consiste em levantamento bibliográfico, documental, coleta e análise de dados empíricos. A pesquisa realizou-se em instituições de Educação Infantil do município de Campo Grande-MS com quatro professoras que tiveram uma criança com síndrome de Down inclusa em sua sala no ano de 2016. Os instrumentos utilizados para coleta foram questionário e a entrevista semiestruturada com 10 perguntas. Para a análise dos dados foi utilizado à metodologia núcleos de significação. A pesquisa tem como viés teórico-metodológico a Psicologia Histórico-Cultural desenvolvido por Vygotsky e seus colaboradores. Ao longo das alocuções das professoras percebeu-se que, de modo geral, todas demonstram dúvidas e dificuldades ao trabalhar de forma a incluir a criança com síndrome de Down em sala, apontando defasagens na formação inicial. O pouco conhecimento na área exigiu que buscassem compensar as lacunas com leituras, palestras e formação continuada, mesmo que esta ainda não seja o suficiente. Por meio das práticas lúdicas o docente promove momentos de aprendizagem para as crianças de forma que ela se interesse e participe ativamente. As atividades lúdicas consistem no desenvolvimento da autonomia, cognição, regras e possibilita a inclusão das crianças com deficiência. É neste processo de trocas que a criança aprende e se desenvolve, tendo contato com signos e desenvolvendo suas funções psicológicas superiores.
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Trajetória biográfica do professor Luiz Alexandre de Oliveira: em estudo a comunidade e a escola de japoneses Visconde de Cairu no sul de Mato Grosso (1930-1950)
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 20/02/2018
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Jacira Helena do Valle Pereira Assis
Orientando(s)
  • STEPHANIE AMAYA
Banca
  • Jacira Helena do Valle Pereira Assis
  • Katia Cristina Nascimento Figueira
  • Maria do Carmo Brazil
Resumo O objeto de estudo desta pesquisa é a relação do professor Luiz Alexandre de Oliveira com a
comunidade japonesa e a Escola de Japoneses (Visconde de Cairu) no sul de Mato Grosso, no
período entre 1930-1950. O objetivo é produzir uma trajetória biográfica temática sobre o
referido professor no período delimitado. A escolha do termo “biografia temática” é por
darmos ênfase ao período de maior importância do professor Luiz Alexandre nas relações
com os imigrantes japoneses. A base empírica da pesquisa é constituída por fontes
memorialísticas, autobiográficas, documentais e entrevistas que foram concedidas em vida
pelo professor. A perspectiva teórico-metodológica que direciona a investigação deriva dos
estudos de Pierre Bourdieu e seus interlocutores. O professor Luiz Alexandre de Oliveira, de
origem simples, alcançou certa representação social em Campo Grande, dada por sua
trajetória de advogado, professor, diretor e proprietário de instituições escolares na cidade.
Foi aluno do Instituto Pestalozzi, fundou o Instituto Rui Barbosa, foi professor e diretor da
Escola Visconde de Cairu, proprietário da Escola Osvaldo Cruz e professor na escola Normal.
Também é notório o seu envolvimento em diferentes campos sociais, políticos e educacionais
que, consequentemente, proporcionaram a ampliação de seus capitais econômico, social,
simbólico e cultural. Na trajetória política, o professor foi eleito deputado pelo partido União
Democrática Nacional (UDN), atuou como presidente da Ajuda da Conciliação e Julgamento
(Justiça do Trabalho) e promotor público, entrou na justiça militar e foi vice-prefeito de
Campo Grande na primeira Administração de Wilson Barbosa Martins. Doou em vida bens
materiais (imóveis) que possuía para as instituições que participara, tais como: Federação
Espírita de Mato Grosso, Loja da Maçonaria e Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. Os
resultados da pesquisa sinalizaram que a relação do professor Luiz Alexandre com a Colônia
Japonesa no período de Getúlio Vargas (1930-1945) foi marcada por uma ação política e
estratégica que assegurou a manutenção da Escola Visconde de Cairu e da Cooperativa
Agrícola, cujo conflito garantiu aos japoneses a posse de seus bens, imóveis e o
prosseguimento na constituição das pertenças étnicas na e com a sociedade sul-matogrossense,
sendo atualmente a terceira maior colônia no território nacional. Na relação com
japoneses, foram mobilizadas estratégias de ambos lados; o grupo étnico no interesse em
proteger seu patrimônio e o professor Luiz Alexandre em ser reconhecido perante a
comunidade japonesa, algo que perdura até os dias de hoje.
Palavras-chave: Professor Luiz Alexandre de Oliveira. Biografia científica temática. Escola
étnica. Imigrantes japoneses. Bourdieu.
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Formação Continuada de Professores das Escolas de Tempo Integral da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande - MS
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 16/02/2018
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Margarita Victoria Rodriguez
Orientando(s)
  • RUBENS SILVA ARGUELHO
Banca
  • Bartolina Ramalho Catanante
  • Carina Elisabeth Maciel
  • Margarita Victoria Rodriguez
Resumo Esta pesquisa está inserida na Linha de Pesquisa História, Políticas e Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Teve como objeto de estudo a política formação continuada dos professores que atuam nas escolas de tempo integral da rede municipal de ensino de Campo Grande, na ótica das políticas públicas educacionais instituída no período de 2008 a 2015. Apresenta análise das ações desenvolvidas pelo Município de Campo Grande-MS por meio da Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande (SEMED), destinada às políticas públicas de formação continuada para os professores que atuam nas duas escolas de tempo integral. Os procedimentos metodológicos da pesquisa ocorreram com várias ações. De início realizou-se o levantamento da produção a respeito do objeto de pesquisa, ou seja, o estado do conhecimento referente ao tema formação continuada para professores de escola de tempo integral. Posteriormente fez-se o estudo documental com base na coleta e análise das legislações educacionais nacionais e do município de Campo Grande-MS bem como de documentos da Secretaria Municipal de Educação. Verificou-se que no processo de implementação das escolas de tempo integral do município houve um curso de formação para os 60 professores aprovados no processo de seleção para atuar nessas escolas. Além disso, a formação continuada para esses docentes é tratada no Livro Propostas da Escola de Tempo Integral, elaborado pela secretaria municipal de educação de Campo Grande-MS, que organiza a formação continuada em serviço e propõe outras ações. Porém, ao analisar os documentos municipais (Lei Orgânica do Município; Plano de Cargos e Remuneração do Magistério; Plano Municipal de Educação – 2007/2016 e 2015/2025), constata-se que existem diversas propostas para a formação continuada de professores, no entanto nenhuma ação específica foi observada para tratar da formação continuada para a educação integral.
Palavras-chave: Formação Continuada. Políticas Públicas. Escola de Tempo Integral.
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A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA POLÍTICA DE COTAS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR NA UFMS - 2013 a 2016
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 15/02/2018
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Carina Elisabeth Maciel
Orientando(s)
  • Karoline dos Reis Macedo
Banca
  • Carina Elisabeth Maciel
  • Eugenia Portela de Siqueira Marques
  • Margarita Victoria Rodriguez
Resumo Esta pesquisa tem como objetivo analisar a institucionalização da Política de Cotas na Universidade Federal de Mato Grosso Sul, no período de 2013 a 2016. A Lei de Cotas para a Educação Superior é identificada como ação que oportuniza a democratização do acesso à Educação Superior. Para o desenvolvimento da investigação realizamos pesquisa exploratória, bibliográfica e documental, apresentando os documentos oficiais que indicam a forma como se encontra materializada a Política de Cotas na UFMS. Os principais documentos utilizados foram Resoluções, atas e relatórios, entre outros. Os dados estatísticos foram necessários para embasar as análises sobre vagas e ingressantes cotistas. A Lei n. 12.711/2012 configura-se como Ação Afirmativa, com a finalidade de minimizar as fraturas sociais e históricas de grupos considerados como minorias. Contudo, é necessário dizer que as discussões sobre inclusão na Educação Superior são importantes para que, além das atuais ações e estratégias de acesso à educação superior, outras políticas públicas possam ser pensadas e elaboradas com o intuito de oferecer condições de acesso e também permanência aos grupos considerados socialmente excluídos. Os resultados indicam que a Política de Cotas ainda está sendo implementada na UFMS, revista e reorganizada constantemente. A elaboração de diferentes estratégias para efetivar o ingresso e a permanência de estudantes cotistas ainda necessita de mais estudos e ações institucionais, entretanto, a institucionalização está se consolidando gradativamente. Concluímos que a institucionalização da Lei de Cotas na UFMS está em andamento e que a cada ano são desenvolvidas novas estratégias para a efetivação da institucionalização dessa política na instituição em questão.
Palavras-chave: Educação Superior; Institucionalização; Ação Afirmativa; Política de Cotas.
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O PROCESSO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO DA ESCOLA NORMAL DOM AQUINO CORRÊA DE TRÊS LAGOAS NO SUL DE MATO GROSSO (1952-1975)
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 15/02/2018
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Margarita Victoria Rodriguez
Orientando(s)
  • Héllen Caroline Valdez Monteiro
Banca
  • Alessandra Cristina Furtado
  • Margarita Victoria Rodriguez
  • Silvia Helena Andrade de Brito
Resumo Esta dissertação está inserida na Linha de Pesquisa História, Política e Educação do Programa
de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de
Campo Grande. O objeto de pesquisa é a institucionalização da Escola Normal Dom Aquino
Corrêa, de Três Lagoas, sul de Mato Grosso, no período em que funcionou, entre 1952 e
1975. Como metodologia, adota-se o aporte teórico- metodológico materialista dialético,
utilizando- se como procedimentos metodológicos o exame de documentos coletados na
Escola Estadual Dom Aquino Corrêa, a análise de entrevistas com ex-normalistas, e uma exprofessora,
a utilização de fontes primárias, como relatórios de governadores do e a busca por
bibliografia que trata da temática. Como resultado, apontamos que a criação da instituição
decorreu dos processos de desenvolvimento econômico do município. As matrículas
cresceram consideravelmente a partir do momento em que o Estado brasileiro diagnosticou
que as instituições precisavam contribuir para o processo que levaria ao desenvolvimento
brasileiro. O currículo proposto para a formação das normalistas esteve surcado pelos
pressupostos da Escola Nova e o método intuitivo e que promoveu práticas escolares que
expressaram contradição como resultado das determinações hegemônicas e as subjetividades
que as envolveram. Demonstramos que houve um equilíbrio da origem profissional dos
progenitores das ex- normalistas: de um lado atendeu as camadas médias e a burguesia, e de
outro, a classe trabalhadora. Também se verificou práticas de disciplinamento e controle
própria da conjuntura do período militar.
Palavras-chave: Escola Normal Dom Aquino Corrêa; Instituições Escolares; Três Lagoas.
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A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO DIDÁTICO PARA O EDUCADOR PAULISTA JOÃO AUGUSTO DE TOLEDO (1901-1939)
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 15/09/2017
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Silvia Helena Andrade de Brito
Orientando(s)
  • Rubens Batista da Rocha
Banca
  • Margarita Victoria Rodriguez
  • Samira Saad Pulcherio Lancillotti
  • Silvia Helena Andrade de Brito
Resumo Este trabalho, pertencente à Linha de Pesquisa “História, Políticas e Educação” do Programa de Pós-Graduação em Educação/FAED/UFMS, possui como objeto salientar as propostas do educador paulista João Augusto de Toledo (1879-1941) para a organização do trabalho didático. O objetivo geral desta dissertação é analisar como esse educador pensava sobre a organização do trabalho didático. Para tal, serão examinadas a atuação profissional e as obras de João Augusto de Toledo, Didáctica (Nas Escolas Primárias) de 1934, Escola Brasileira de 1930 e Planos de Lição de 1934 no período compreendido entre 1901 e 1939, no estado de São Paulo, quando foi diretor dos Grupos Escolares de Serra Negra e Rio Claro, lente das Escolas Normais de São Carlos, Campinas e Inspetor Escolar, assistente do Instituto de Educação de São Paulo; além de autor de artigos em revistas educacionais especializadas, e principalmente autor de compêndios a serem utilizados pelos professores normalistas e do ensino primário, materializando assim sua proposta para educação no período de transição da chamada Escola Tradicional para a Escola Nova. Para a realização da pesquisa utilizamos como método as contribuições de Marx e Engels, além da categoria, a organização do trabalho didático, de Gilberto Luís Alves. Ao longo da realização deste trabalho, ficou notório que o autor investigado, diante do ideal escolanovista, se posicionou assim: primeiro, que seria possível realizar a transição da Escola Tradicional para a Escola Nova, todavia, seria necessário o apoio estatal, por conta da precariedade das instalações físicas dos prédios e dos recursos pedagógicos existentes ao momento histórico; segundo, a Geografia era a ciência e disciplina com as características fundamentais para a aplicação da Escola Nova; e por fim, que o método intuitivo era o mais evidente e pertinente para ensino de Geografia, conforme, ficou perceptível nas análises dos compêndios do autor investigado.


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A Escola de Tempo Integral de Campo Grande - MS e as Manifestações de Violência: As Histórias dos Alunos
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 30/06/2017
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Sonia da Cunha Urt
Orientando(s)
  • Evelyn Fernanda da Silva Braga
Banca
  • Marilda Gonçalves Dias Facci
  • Rosana Carla Goncalves Gomes Cintra
  • Sonia da Cunha Urt
Resumo Diante das diversas dificuldades que a escola enfrenta para exercer o seu papel de educar,
destacamos o problema da violência na escola, tendo em vista os elevados casos de sua
ocorrência, que ganha destaque nas notícias midiáticas, nos debates acadêmicos e em
pesquisas que apontam o fenômeno como algo recorrente. Dessa forma, este trabalho visa
compreender como se manifesta a violência entre alunos de uma escola de tempo integral
localizada em Campo Grande–MS. Os questionamentos levantados foram sobre a
manifestação do fenômeno especificamente nesse cenário, e se as atividades desenvolvidas na
escola de Educação Integral contribuem para a formação dos sujeitos, no sentido de redução
da violência. Utilizou-se como referencial teórico a Psicologia Histórico-Cultural, com base
no materialismo histórico- dialético. Participaram dessa pesquisa quinze sujeitos/alunos, do 5°
ano de uma escola pública municipal. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi a
entrevista semiestruturada. Os resultados da pesquisa apontam que a violência nessa escola é
manifestada sob a forma de violência verbal (apelidos ofensivos, xingamentos, insultos) e
violência física (agressões, brigas). A partir do discurso dos participantes fica evidenciado que
apesar da instituição ser um espaço onde são valorizadas atividades culturais, desportivas e
artísticas, ainda assim a violência se faz presente em seu cotidiano, corroborando a
dificuldade manifestada para o enfrentamento da violência na escola que expressa a forma que
se vive nessa atual sociedade.
Palavras-chave: Violência na Escola de Tempo Integral. Psicologia Histórico- Cultural.
Concepções de alunos.
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O CURRÍCULO DA ACADEMIA MILITAR DAS AGULHAS NEGRAS E A FORMAÇÃO PROFISSIONAL: DAS ORIGENS AO INÍCIO DO SÉCULO XXI
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 26/04/2017
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Lucrecia Stringhetta Mello
Orientando(s)
  • Paulo Sergio Xavier
Banca
  • Katia Cristina Nascimento Figueira
  • Lucrecia Stringhetta Mello
  • Sonia da Cunha Urt
Resumo O estudo apresenta o currículo da formação dos chamados “profissionais das armas” formados pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), que é um dos centros de formação profissional do Exército Brasileiro e uma das mais importantes da América Latina. Pretendeu-se neste trabalho compreender as especificidades da formação profissional militar cujos princípios e valores são norteados pelo ethos castrense. Buscou-se, na evolução histórica da educação militar no Brasil, os princípios e concepções doutrinários empregados na construção da grade curricular da AMAN. Objetivou-se analisar se os conteúdos constantes desses currículos capacitam esses profissionais para atuar dentro da vigência do estado democrático de direito, cujos princípios basilares encontram fundamento na dignidade da pessoa humana e nas concepções dos direitos humanos. Dos preceitos regulamentares que regem a educação militar, através da técnica de análise documental e de conteúdo foram retirados os elementos constitutivos do ethos militar. A interdisciplinaridade tornou-se a diretriz e a base construção dessa pesquisa de cunho qualitativo que por meio do diálogo com teóricos como: Castro (2002), Chizzotti (2010), Fazenda (1979; 2001; 2009; 2012), Foucault (2013), Gomes (2007), Japiassú (1976), Ludwig (1998), Mello (2004), Rojas (2007) e Weber (1982), buscou-se analisar e compreender os fundamentos e princípios que regem a formação militar. Acrescente-se a isso o aporte documental contendo informações do currículo da AMAN, das quais com a Análise de Conteúdo foram levantadas categorias de análise. Uma escola de formação de Aspirante-a-Oficial a qual habilita o bacharel em Ciências Militares para os cargos de Tenente e Capitão não aperfeiçoado, que visa desenvolver a visão sistêmica sobre a sua atuação na esfera política, social, jurídica, cultural, cientifico-tecnológica, humanística, educacional e ambiental nas organizações militares do Exército Brasileiro. O currículo é construído com base em leis, decretos e normas internas, assim concluímos que o currículo obedece aos predicados do estado democrático de direito, ao obedecer ao princípio da legalidade e os predicados de direitos humanos. Carece de uma maior integração da educação militar com a educação civil, a fim de superar o isolamento da “sociedade militar” da “sociedade civil” como forma de prevenção para que períodos autoritários não se repitam.
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POLÍTICAS DE FORMAÇÃO DOCENTE: IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID) NO MATO GROSSO DO SUL
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 18/04/2017
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Margarita Victoria Rodriguez
Orientando(s)
  • Caroline Correia Maciel
Banca
  • Carina Elisabeth Maciel
  • Margarita Victoria Rodriguez
  • Ruth Catarina Cerqueira Ribeiro de Souza
Resumo O presente trabalho tem como objetivo contribuir para reflexão e conhecimento do processo de implementação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) no Mato Grosso do Sul, tendo como base as políticas de formação docente reguladas pelo governo do Partido dos Trabalhadores (PT). Para tanto, pretende-se utilizar como instrumento de investigação os documentos e dados presentes no site oficial do programa, com vistas à analisar o seu histórico, suas normativas e a quantidade de bolsas e subprojetos destinados às licenciaturas participantes, desde o início de sua implementação, em 2007, até o ano de 2016. Além desses meios, uma entrevista é realizada com os coordenadores institucionais que possuem vínculo aos projetos do PIBID/UEMS e do PIBID/UFMS, com questionamentos de cunho pedagógico e social em relação ao desenvolvimento do programa. A partir disso, nota-se que o PIBID, de forma geral, apresenta suas normativas, inclusive os objetivos, com aproximações aos interesses marcados pela reestruturação produtiva e pelas políticas neoliberais, e no ambiente da formação inicial e continuada o programa evidencia estar atrelado à concepção da epistemologia da prática. No contexto de suas bolsas, percebe-se sua distribuição de forma desigual entre as licenciaturas, fato que está associado às determinações hegemônicas entorno das políticas do ensino básico e superior. Em relação ao programa no Mato Grosso do Sul, nota-se que sua implementação está significativamente associada ao desenvolvimento nacional. Com isso, verifica-se uma contribuição do programa vinculada à permanência dos alunos no ensino superior, tendo em vista o crescimento na quantidade de bolsas de iniciação à docência. Porém, quando essas bolsas são comparadas a quantidade de matrículas nas licenciaturas, identifica-se um percentual muito baixo de acesso ao programa, tanto no Brasil como no MS. Diante disso, e mediante os pressupostos e análises estabelecidas, observa-se que o PIBID é um programa criado para compensar as necessidades de formação para adequação do novo tipo de trabalho, bem como para amenizar as fraturas sociais provenientes da neoliberalização no campo das políticas educacionais.
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MUSEUS COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA: O CASO DO MUSEU ARQUEOLÓGICO DE COXIM-MS
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 11/04/2017
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Rosana Carla Goncalves Gomes Cintra
Orientando(s)
  • Douglas Proença de Santana
Banca
  • Jacira Helena do Valle Pereira Assis
  • Marilda Gonçalves Dias Facci
  • Rosana Carla Goncalves Gomes Cintra
  • Sonia da Cunha Urt
Resumo Um professor pode utilizar múltiplos recursos para despertar o interesse do aluno durante o processo educativo. Este trabalho investiga, dentre esses recuros, os museus como ferramenta pedagógica, especificamente o Museu Arqueológico e Histórico de Coxim/MS. Os museus, mais que uma ferramenta didática, apresentam várias possibilidades pedagógicas, relacionadas, de acordo com o seu acervo, às artes, literatura, imagem e som, cultura, memória, arqueologia, história, entre outros. O caminho percorrido para estudar o tema considerou a abordagem da Psicologia Histórico Cultural, tendo Vigotsky e seus interlocutores como principal aporte teórico, por meio dos conceitos de instrumento, mediação e signo. Utilizou-se como procedimentos metodológicos, na perpectiva da pesquisa qualitativa, a análise bibliográfica, tendo como fontes os autores que tratam da temática por meio da abordagem teórica aqui considerada e a coleta de dados empíricos em dois momentos: primeiro foram convidados os professores de história do sexto ao nono ano do ensino fundamental de duas escolas municipais para responderem a um questionário com 45 perguntas objetivas sobre sua prática docente, que resultaram em informações importantes utilizadas como roteiro para a segunta etapa, em que foram realizadas entrevistas, gravadas em vídeo. Os resultados apontaram que os professores consideraram, com unanimidade, o Museu Arqueológico e Histórico de Coxim/MS como ferramenta pedagógica para a prática docente no ensino da história local; são, em sua maioria, formados no curso de licenciatura em História do campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul localizado no próprio município; e possuem um conhecimento significativo da história local. No entanto, não incluem a visita ao museu como parte de sua rotina devido ao que denominam como entraves burocráticos, como a necessidade de apresentar um projeto de ensino detalhado e recolher autorizações dos pais para a saída do espaço escolar, exigências do cumprimento do currículo pela coordenação, dificuldade de acesso ao transporte escolar, entre outros. Outro fator mencionado como desestimulante para a inclusão do museu de forma mais frequente na prática pedagógica foi a não promoção de eventos diferenciados, além do acervo permanente, que após a primeira visitação não se mostra mais tão atrativo aos alunos, bem como a falta de investimento público na manutenção do local e de seu entorno, patrimônio histórico e cultural do município. Evidenciam ainda que consideram principalmente como sua a responsabilidade em motivar os alunos ao interesse pela disciplina e pela histórica local, e demonstram receio sobre as implicações que podem prejudicá-los profissionalmente caso haja algum incidente com os alunos durante o percurso do trajeto da escola ao museu ou mesmo no interior da instituição, revelando que o professor tem sido responsabilizado por todo o processo educacional, ainda que o poder público, a gestão escolar e a famíia tenham, de acordo com a legislação brasileira, co-participação nesse compromisso. Conclui-se que esses resultados indicam a necessidade de investimento público tanto na manutenção do museu, gerido pela administração municipal, como em recursos que possibilitem o deslocamento dos alunos, incluindo-se desde o transporte até a co-responsabilização pelas atividades, por meio da elaboração de projetos educacionais que envolvam a escola e o museu, a fim de que os professores possam melhor fazer uso dessa ferramenta pedagógica.
Palavras-Chave: Prática pedagógica. Linguagens. Ensino de História. Museu
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ENSINO SECUNDÁRIO E AGENTES INTELECTUAIS NO SUL DO MATO GROSSO (1931-1961)
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 11/04/2017
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Jacira Helena do Valle Pereira Assis
Orientando(s)
  • Heloise Vargas de Andrade
Banca
  • Ana Maria de Oliveira Galvão
  • Jacira Helena do Valle Pereira Assis
  • Sonia da Cunha Urt
Resumo O presente estudo tem como objetivo compreender como agentes intelectuais na porção sul do Mato Grosso representam em suas memórias a formação no secundário no período que compreende os anos de 1931 a 1961. Partimos da hipótese de que o ensino secundário com uma formação humanística propiciou uma sólida e referenciada formação de agentes intelectuais, que neste nível de ensino foram despertados a percorrerem uma trajetória no campo intelectual, principalmente na posição de docentes e escritores. Para alcançar tal objetivo utilizamos como fonte de pesquisa obras memorialísticas e relatos orais por meio entrevistas semiestruturadas que foram cruzadas com documentos de instituções escolares de ensino secundário. Nesse sentido, focalizamos em três agentes, quais sejam, Abílio Leite de Barros, Pirre Adri e José Corrêa Barbosa, que, contribupiram na pesquisa por meio de suas memórias orais e escritas. Tais fontes foram analisadas a partir do referencial teórico de Pierre Bourdieu. Intencionamos contribuir com a história regional da Educação, a partir de uma análise sociológica do processo educacional de formação das elites intelectuais, estabelecendo um diálogo teórico-metodológico entre história e memória. No período selecionado para a pesquisa identificamos no campo educacional, intensas disputas entre defensores da pedagogia tradicional e escolanovista. Isso porque o ensino secundário com um curriculo literário conformava-se como reduto de formação das elites intelectuais, ao conferir ao ensino secundário um caráter seletivo. Com recorrentes denúncias a ineficiência do ensino, o curso secundário passou por sucessivas reformas a fim de democratizar o acesso à instrução secundária, com discussões e propostas relacionadas ao movimento escolanovista. Em contrapartida no sul de Mato Grosso as instituições que haviam sido recentemente instaladas, ofereceram as classes economicamente favorecidas desta parte do País um ensino tradicional, com um curriculo predominantemente literário que proporcionou aos estudantes um acúmulo de capitais – social, cultural e simbólico – que mais tarde os auxiliaram na inserção no campo intelectual. Na análise identificamos práticas culturais, escolares, sociais e religiosas por meio do incentivo a leitura e a escrita, participação em grêmios, desfiles, competições e cerimônias de premiação que legitimaram agentes com disposições incorporadas para tal inserção no campo intelectual. Em que pese às fragilidades das instituições secundárias do sul de Mato Grosso, as instituições alcançaram renome e cumpriram a função de reprodução das desigualdades sociais.
Palavras-chave: ensino secundário; memorialítica; agentes intelectuais.
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EXPANSÃO E INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: A BOLSA PERMANÊNCIA NA UFMS
Curso Mestrado em Educação
Tipo Dissertação
Data 11/04/2017
Área EDUCAÇÃO
Orientador(es)
  • Carina Elisabeth Maciel
Orientando(s)
  • Felipe Vieira Gimenez
Banca
  • Carina Elisabeth Maciel
  • Elizeth Gonzaga dos Santos Lima
  • Maria Dilneia Espindola Fernandes
Resumo Esta pesquisa está vinculada ao Grupo de Estudos e Pesquisas Políticas de Educação
Superior/Mariluce Bittar - GEPPES/MB cadastrado no diretório dos grupos de pesquisa do
CNPq coordenado pela Professora Doutora Carina Elisabeth Maciel e participante da pesquisa
da Rede Universitas/Br do Observatório da Educação “Políticas de Expansão da Educação
Superior no Brasil”. Nesse contexto, a presente dissertação tem como objetivo analisar a
“Bolsa Permanência UFMS” na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul/UFMS, campus
Campo Grande/MS, como estratégia para favorecer a permanência de alunos, nos cursos de
graduação presencial nos anos de 2013 a 2015 como resultado das políticas de expansão na
educação superior no Brasil. Assim, a universidade por meio de ações que integram a
Assistência estudantil, oferece bolsas e auxílios aos estudantes que se apresentam em situação
de vulnerabilidade socioeconômica com o objetivo de permanência na referida instituição. A
pesquisa é de caráter exploratório, bibliográfico e documental, apresenta como fontes
relatórios e documentos institucionais. As primeiras aproximações indicam que a Bolsa
permanência vinculada à política de assistência estudantil na UFMS se constituiu em uma
estratégia política de assistência estudantil que favorece, mas não garante a permanência dos
estudantes no campus universitário por meio de bolsas e auxílios financeiros concedidos,
assim também fortalece a política local realiza o acompanhamento dos bolsistas com baixo
rendimento nas disciplinas do curso e reprovações. Concluímos que a ação Bolsa
Permanência contempla parte dos estudantes, mas que a ampliação desta ação se faz
necessária para minimização das distorções identificadas e para favorecer a permanência e a
conclusão destes estudantes.
Palavras-chave: Educação superior. Acesso. Permanência. Assistência Estudantil. UFMS.
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