| UM ESTUDO DOS AIJE (ZUNIDORES BOE) NO MUSEU DAS CULTURAS DOM BOSCO (CAMPO GRANDE/MS): uma etnografia entre objetos, memórias e representações |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
04/08/2026 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Maria Raquel da Cruz Duran
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- GLAUCIA FREDERICO DUTRA E SILVA
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| Banca |
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| Resumo |
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| RETOMADA IDENTITÁRIA: Vivência e percepções sobre o processo de construção de um pertencer |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
02/06/2026 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Antonio Hilario Aguilera Urquiza
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Antonio Carlos Seizer da Silva
- Antonio Hilario Aguilera Urquiza
- Joelma Boaventura da Silva
- Maria Raquel da Cruz Duran
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| Resumo |
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| 'Eu me criei na cerâmica': domesticidade, intimidade e construção de corpos terena na Terra indígena Cachoeirinha/MS |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
01/06/2026 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Maria Raquel da Cruz Duran
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Antonio Hilario Aguilera Urquiza
- Maria Raquel da Cruz Duran
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| Resumo |
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| A tanatopraxia na contemporaneidade: o cuidado do corpo post mortem e suas repercurssões socioculturais |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
04/05/2026 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Asher Grochowalski Brum Pereira
- Priscila Lini
- VANESSA CLEMENTINO FURTADO
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| Resumo |
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| Arte e conexões: possibilidades de manter tradições Terena |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/04/2026 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Asher Grochowalski Brum Pereira
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Antonio Hilario Aguilera Urquiza
- Asher Grochowalski Brum Pereira
- Carla Maria Buffo de Capua
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| Resumo |
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| Produção e consumo do hî-hî: uma abordagem antropológica das artes culinárias do povo indígena Terena |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/04/2026 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Kalymaracaya Mendes Nogueira
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| Banca |
- Daniel Scopel
- Francesco Romizi
- Isabel Santana de Rose
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| Resumo |
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| Existência e resistência pelo cuidado: uma etnografia familiar de mulheres pantaneiras |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
04/03/2026 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Mara Aline dos Santos Ribeiro
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alvaro Banducci Junior
- Ana Paula Correia de Araujo
- Mara Aline dos Santos Ribeiro
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| Resumo |
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| Infâncias roubadas: "Culpa" da vítma e (des) casos na punição do agressor |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
04/03/2026 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Antonio Hilario Aguilera Urquiza
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Antonio Carlos Seizer da Silva
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| Banca |
- Antonio Hilario Aguilera Urquiza
- Diógenes Egídio Cariaga
- Francesco Romizi
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| Resumo |
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| Antropologia das decisões judiciais: corpo gestante, sofrimento e regimes de verdade |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
04/03/2026 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Asher Grochowalski Brum Pereira
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Vitória dos Reis Guimarães
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| Banca |
- Asher Grochowalski Brum Pereira
- Priscila Lini
- Raquel Sant´ana da Silva
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| Resumo |
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| Tecendo narravas da morte: uma invesgação comparava sobre a corporalidade nos rituais fúnebres nas culturas Guarani e Lambayeque |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
03/03/2026 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Cláudia Minervina Souza Cunha
- Lia Raquel Toledo Brambilla Gasques
- Priscila Lini
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| Resumo |
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| Autoetnografia: a experiência de uma mulher negra que encontra na vivência não monogâmica o amor antipatriarcal |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
02/03/2026 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Asher Grochowalski Brum Pereira
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Iara Fernanda da Silva Custódio
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| Banca |
- Ana Clara Sousa Damasio dos Santos
- Asher Grochowalski Brum Pereira
- Francesco Romizi
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| Resumo |
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| Etnografia nas fronteiras da saúde e da doença: visitadores/acolhedores espirituais em um hospital de Campo Grande (MS) |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
27/02/2026 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Maria do Carmo Carneiro Rossatti
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| Banca |
- Antonio Mendes da Costa Braga
- Asher Grochowalski Brum Pereira
- Francesco Romizi
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| Resumo |
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| Trajetórias e experiências de familiares de pessoas desaparecidas |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
17/12/2025 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Aparecido Francisco dos Reis
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| Coorientador(es) |
- Asher Grochowalski Brum Pereira
- Thaize de Souza Reis
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Aparecido Francisco dos Reis
- Asher Grochowalski Brum Pereira
- Dirceu Mauricio Van Lonkhuijzen
- Flavia Freire Dalmaso
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| Resumo |
RESUMO
Esta dissertação examina o desaparecimento de pessoas no Brasil a partir das
experiências, narrativas e estratégias de resistência dos familiares que convivem
cotidianamente com a ausência, a espera e a busca. Ancorado em abordagem
qualitativa de caráter etnográfico, o estudo investiga como o desaparecimento se
produz e se reproduz em contextos marcados por desigualdades sociais, hierarquias
raciais, vulnerabilidades territoriais e lacunas institucionais. A pesquisa se
desenvolveu por meio de observação participante, entrevistas em profundidade,
registros de campo e acompanhamento de atividades formativas, mobilizações
públicas e encontros entre familiares, privilegiando a escuta sensível como ferramenta
analítica e ética.
A dissertação explora os modos pelos quais a memória, o sofrimento, o
cuidado e a luta por reconhecimento moldam práticas individuais e coletivas frente à
ausência, evidenciando a emergência de redes de solidariedade, ações simbólicas e
repertórios de resistência. Ao mesmo tempo, analisa os limites estruturais enfrentados
pelas famílias — como a fragmentação das políticas públicas, a demora investigativa,
a insuficiência de protocolos e a negligência estatal — destacando como esses
fatores aprofundam desigualdades e produzem formas de violência continuada.
Dialogando com literatura nacional e internacional sobre desaparecimento,
sofrimento social, direitos humanos e reparação, o trabalho propõe compreender o
desaparecimento não apenas como evento, mas como processo que reorganiza
temporalidades, relações e subjetividades. A partir dessa perspectiva, procuro
argumentar que a escuta antropológica pode contribuir para renovar práticas
institucionais, fortalecer políticas públicas e promover caminhos de dignificação,
memória e justiça para as famílias.
Palavras-chave: desaparecimento; memória; familiares; antropologia |
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| Entre espiritualidade, corpo e cura: uma etnografia sensorial da apometria |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
01/12/2025 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Maria Julia Silva Marques
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| Banca |
- Asher Grochowalski Brum Pereira
- Flavia Freire Dalmaso
- Francesco Romizi
- Karine Mendonça Rodrigues
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| Resumo |
Esta dissertação se dedicou a uma etnografia sensorial da Apometria, explorando a
intersecção complexa entre espiritualidade, corpo e cura no contexto do grupo apométrico
"Amor e Caridade" em Campo Grande/MS. O cerne da investigação residiu em desvendar
como essa prática se estabelece como uma "técnica", e não uma religião, e de que maneira
ela produz cura e sentido em um campo híbrido que desafia e, ao mesmo tempo, reforça as
fronteiras entre o discurso científico e as crenças espirituais. A análise se concentrou nas
terapias espirituais e nos significados atribuídos ao corpo, à doença e à saúde pelos médiuns
e pacientes, revelando um sistema de crenças coerente e eficaz para seus praticantes. Para
capturar a natureza imaterial e experiencial da Apometria, a pesquisa adotou uma abordagem
etnográfica marcada pela etnografia sensorial e pelo conceito de afetação. Métodos como o
desenho etnográfico e as rodas de conversa foram essenciais para descrever o campo,
construindo uma descrição densa e polifônica, valorizando o ponto de vista dos
interlocutores. Teoricamente, a análise rompeu com o dualismo cartesiano ao considerar o
corpo não apenas como um objeto biológico, mas como o instrumento principal da cura e o
local da experiência espiritual, manifestado na complexa concepção de corpo dentro da
Apometria. A Apometria se firma, assim, como um valioso objeto de estudo para o contínuo
diálogo sobre as tensões e complementaridades entre ciência e crença, demonstrando a
importância da dimensão espiritual e corporal nas buscas contemporâneas por bem-estar e
cura. |
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| Pantanal em desencanto: o permanecer de mulheres no Passo da Lontra |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
31/10/2025 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Mara Aline dos Santos Ribeiro
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alvaro Banducci Junior
- Mara Aline dos Santos Ribeiro
- Vivian da Veiga Silva
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| Resumo |
Esta dissertação investiga a trajetória e a permanência de mulheres no Passo da Lontra, localizado no Pantanal Sul-mato-grossense, explicitando as particularidades de suas vidas em um contexto marcado pelo turismo, vulnerabilidades, encantos e desencantos. A pesquisa apresenta alguns aspectos das especificidades do local, identificando as condições do viver a partir de Sossô e Marizete. A permanência revela uma relação de deslocamento e chegada das mulheres ao Passo da Lontra entrelaçando dinâmicas econômicas, sociais e sobretudo de sobrevivência. O encanto dos primeiros contatos com a região e o desencanto quando as condições de vida e reivindicações beiram a escassez da infraestrutura básica, como acesso à saúde, educação e saneamento. A metodologia contou, principalmente, com levantamento bibliográfico e trabalho de campo, os quais tiveram a análise referenciada na teoria antropológica. O estudo propõe dar voz a essas mulheres, muitas vezes categorizadas genericamente como “pantaneiras” ou “ribeirinhas”, cujas vivências singulares revelam uma potente capacidade de organização do território. A pesquisa estrutura-se em quatro capítulos, que apresentam, respectivamente: a localização do Pantanal, seu cenário e a metodologia utilizada; as trajetórias de vida, trabalho e desafios; a realidade marcada por dificuldades sociais e de infraestrutura; as estratégias de resistência, o lazer e as práticas de autocuidado. Ao identificar e dar luz a essas problemáticas, o trabalho busca desmistificar a ideia de uma “mulher pantaneira” homogênea e ressaltando a pluralidade de suas experiências e sua contribuição fundamental para a vida no Passo da Lontra. |
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| Educação diferenciada: uma etnografia na escola Ñandejara em Caarapó-MS |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
05/09/2025 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Antonio Hilario Aguilera Urquiza
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Jhemerson da Silva e Neto
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| Banca |
- Antonio Hilario Aguilera Urquiza
- Diógenes Egídio Cariaga
- Maria Raquel da Cruz Duran
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| Resumo |
A presente pesquisa se insere no campo de estudos que versam sobre Educação Escolar Indígena (EEI) e Antropologia. Tem como objetivo produzir uma etnografia a fim de interpretar os modos de construção da EEI enquanto educação diferenciada no contexto da Escola Municipal Ñandejara, analisando as transformações vividas pelos Kaiowá e Guarani por meio dos processos de escolarização e como estes se constituem nos modos ser atual deste de povo, na Reserva Indígena Te’yikue, em Caarapó-MS. Como metodologia, adota a etnografia como instrumento analítico, utilizando técnicas como observação participante, diário e caderno de campo, registros fotográficos, entrevistas e análise documental. Além disso, recorreu à literatura antropológica e educacional referente ao tema para abordar questões como: organização social dos Kaiowá e Guarani, educação indígena, educação tradicional kaiowá, processos de escolarização e transformações socioculturais no contexto da EEI entre os Kaiowá e Guarani. Compreende-se a Escola Ñandejara como um espaço atravessado pelo dilema da escola em contextos culturais diferenciados: ao mesmo tempo em que se insere como parte dos modos de ser e viver dos Kaiowá e Guarani, está submetida a formas de controle do Estado que tensionam sua autonomia. A etnografia ora realizada – ainda que situada e localizada – apresenta alguns elementos de como a escola atravessa as formas de organização social, nos regimes de autoridade e nas relações entre as parentelas em Te’yikue, evidenciando o status alcançado por professores, e reconfigurando as formas de relações. Documentos como o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola e espaços como o Fórum Indígena de Te’yikue indicam formas de fazer política e a própria agência dos Kaiowá, que buscam, por meio da escola, formas de contornar os problemas trazidos pela sociedade envolvente, como o sistema de liderança baseada nos “capitães”. Por fim, entende-se que a escola Ñandejara, em Te’yikue, ainda está em um processo – contínuo – de guaranização, onde coexistem projetos políticos distintos: uma política de estado orientada por suas normas de funcionamento dos sistemas de ensino e outro centrado nos modos de vida Kaiowá e Guarani. Essa tensão produz reconfigurações nos processos educativos, mas também abre possibilidades para a criação de caminhos próprios em busca da autonomia da escola indígena e “abertura para o outro”.
Palavras-chave: Antropologia e Educação. Escola Indígena. Educação Escolar Indígena. Kaiowá e Guarani. Guaranização da Escola. |
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| A festa da farinha: migração nordestina e o papel da agricultura familiar no município de Anastácio (MS)Construção da memória da migração e seus significados |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
05/09/2025 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Mara Aline dos Santos Ribeiro
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| Orientando(s) |
- Vanessa Silva de Oliveira
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| Banca |
- Alvaro Banducci Junior
- Mara Aline dos Santos Ribeiro
- Ricardo Luiz Cruz
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| Resumo |
Esta dissertação analisa o significado da “Festa da Farinha”, evento anual realizado no município de Anastácio-MS, com foco em suas dinâmicas culturais, sociais e econômicas. A pesquisa fundamenta-se em uma abordagem antropológica que dialoga com os
conceitos de festa, ritual e símbolo, buscando interpretar de que maneira o evento mobiliza a população, cria sentidos coletivos e articula diferentes tradições culturais. O estudo investiga como a festa reflete e reconfigura a intersecção entre a cultura nordestina
— marcada pela memória migratória de muitos participantes — e as dinâmicas locais, com ênfase no papel da agricultura familiar. Procura-se compreender como o evento impacta o cotidiano dos moradores, ressignifica práticas culturais e fortalece, ou tensiona,
a relação entre identidade e economia. Metodologicamente, o trabalho ancora-se na etnografia, por meio da observação, de entrevistas semiestruturadas e de registros em diário de campo. Durante essa etapa foram reunidos relatos de participantes locais —
agricultores, comerciantes e frequentadores — cujas narrativas revelam perspectivas diversas sobre a importância da festa. Esses relatos oferecem insights sobre a relação entre tradição e modernidade, memória e desenvolvimento, bem como as transformações percebidas ao longo do tempo no evento. Os resultados indicam que a “Festa da Farinha” assume múltiplos significados: para alguns simboliza um resgate cultural e um espaço de preservação da memória nordestina; para outros, representa oportunidade econômica e um motor de fortalecimento da agricultura familiar. Além disso, observa-se uma tensão
entre os aspectos tradicionais e as adaptações contemporâneas refletindo a complexidade das práticas culturais em contextos dinâmicos.
Palavras-chave: Festa, Farinha, Ritual, Cultura, Memória |
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| ENTRE O PERMANENTE E O EFÊMERO: a esplanada ferroviária de Campo Grande e suas múltiplas temporalidades e espacialidades |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
03/09/2025 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Larissa Emilia Monte Morandi
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| Banca |
- Alvaro Banducci Junior
- ANA CLAUDIA MARQUES
- Francesco Romizi
- Mara Aline dos Santos Ribeiro
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| Resumo |
Este trabalho analisa a Esplanada Ferroviária de Campo Grande/MS como um espaço onde memórias, significados, identidades e dinâmicas sociais se articulam por meio de materializações efêmeras. Por meio de uma abordagem qualitativa de base etnográfica, a pesquisa investiga como o conceito de "arquitetura efêmera" se relaciona com a formação de memória coletiva e identidade cultural na cidade. A partir da chegada da ferrovia, observa-se que elementos transitórios — como dinâmicas sociais, eventos temporários, festas, carnavais e outras construções de passagem — configuram-se como pontos de investigação sobre o impacto social e o papel da efemeridade na vida urbana contemporânea. A metodologia combina observação participante, diário de campo e entrevistas com grupos ligados ao entorno ferroviário, incluindo moradores, ex-ferroviários e frequentadores do espaço. O estudo utiliza referenciais teóricos de antropologia urbana, como o conceito de não-lugar (Augé) e patrimônio histórico-cultural, para explorar como a Esplanada reflete a interação entre o transitório e o permanente, a memória e o esquecimento. A pesquisa propõe que, mesmo breves e passageiras, as práticas e construções efêmeras contribuem para a construção social e pessoal da sociedade urbana, mobilizando desejos, expressões identitárias, vivências de solidão e relações com o corpo como arte e movimento. A Esplanada Ferroviária, enquanto espaço de memória e palco de dinâmicas efêmeras, emerge como um complexo cultural capaz de abrigar e transformar as experiências individuais e coletivas na era da supermodernidade. O estudo visa contribuir para a compreensão de como a arquitetura efêmera pode impactar a organização de espaços e moldar as relações sociais que, ainda que transitórias, permanecem na memória coletiva. |
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| Aproximação etnográfica da espiritualidade dos Ejiwajegi (Kadiwéu) |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
01/09/2025 |
| Área |
ANTROPOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Maria Raquel da Cruz Duran
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Antonio Carlos Seizer da Silva
- Antonio Hilario Aguilera Urquiza
- Erik Petschelies
- Francesco Romizi
- Maria Raquel da Cruz Duran
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| Resumo |
A presente pesquisa tem como enfoque a vida espiritual dos integrantes de uma sociedade ameríndia no atual Mato Grosso do Sul. A espiritualidade dos Kadiwéu, autodenominados Ejiwajegi, é bastante rica e complexa, refletindo processos históricos de contato com a sociedade envolvente e de incorporação de elementos simbólicos e materiais ali encontrados. Descendentes dos temidos cavaleiros Guaicurus, povo guerreiro e resistente que se opôs às penetrações espanholas e portuguesas, aliando-se ao governo brasileiro na ocasião da Guerra da Tríplice Aliança, presenciaram uma aproximação ao Evangelho desde a segunda metade do século XX. O objetivo desta pesquisa é compreender a realidade espiritual da sociedade kadiwéu, tendo em vista os processos de ressignificação cosmológica em que ela está inserida, as diversas tradições que ali convergem, e as relações estabelecidas entre estas na construção de ideais de autenticidade étnica e espiritual. A presente investigação, portanto, não aborda uma religião em particular ou o ato da conversão, mas as múltiplas formas em que se desenvolvem os processos identitários deste povo, dentro de um universo espiritual intrinsecamente multicêntrico. Ela, em particular, é desenvolvida ao longo de três eixos transversais, com problemas, objetivos e metodologias que lhe são próprios: o primeiro retoma, essencialmente através de uma releitura da literatura etnográfica clássica com um olhar teórico atualizado, o estudo das crenças animistas e das práticas xamânicas de uma religião tradicional, que oficialmente, foi suplantada pela penetração do cristianismo (evangélico); o segundo, foca o presente evangélico, a partir também dos depoimentos de algumas pessoas idosas que tomaram parte das grandes transformações que levaram à sua constituição; no terceiro eixo, exploramos as maneiras em que cosmologia animista, cultura popular católica e evangélica, através de contínuos processos simbólicos de ressignificação e apropriação, são conjugadas para dar vida a um modo de estar no mundo, entendido como autêntico, próprio e originário - aqui realizamos algumas indagações e comparações diacrônicas de rituais xamânicos e cristãos, das atuações e prerrogativas dos nidjienigi (curandeiros) e dos pastores, das cosmologias e narrativas antigas e presentes, atentos tanto aos elementos de continuidade como aos de descontinuidade que ali aparecem. Este trabalho, que busca contribuir com a literatura sobre a vida espiritual dos Ejiwajegi, se sustenta em uma abordagem qualitativa, de base etnográfica (com trabalho de campo realizado principalmente na aldeia Alves de Barros, “capital” kadiwéu), com uso de rodas de conversa e observação, participante ou não.
Palavras-chave: Ejiwajegi/Kadiwéu; espiritualidade; cosmologia. |
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| O centro e a cidade: interpretação do discurso político institucional nas políticas públicas de habitação social no centro de Campo Grande, MS, na perspectiva da Antropologia Urbana |
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| Curso |
Mestrado em Antropologia Social |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
29/08/2025 |
| Área |
ANTROPOLOGIA URBANA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- ANA CLAUDIA MARQUES
- Francesco Romizi
- Mara Aline dos Santos Ribeiro
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| Resumo |
Esta dissertação de mestrado interpreta o discurso político institucional do(a) Planurb, também denominado Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano de Campo Grande, MS, relacionado à habitação social que tenha características de preservação do patrimônio histórico e arquitetônico, no centro de Campo Grande, MS. A metodologia baseia-se em um levantamento bibliográfico e iconográfico inicial no Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul e no Arquivo Municipal de Campo Grande, MS, seguido de pesquisa em informações veiculadas na mídia local em Campo Grande, MS, e no site institucional do(a) Planurb. O trabalho de campo inclui registros iconográficos em edificações que não cumprem a função social de habitação no Centro e, com referência a este, realizadas descrições etnográficas e cartográficas. A partir de uma perspectiva interdisciplinar, concentro-me nos argumentos teóricos da Antropologia Urbana, com foco em Geografia e Planejamento Urbano. Na interpretação do discurso político institucional, foi possível confirmar a hipótese de que o (o) Planurb não prioriza a implementação de habitação social e popular, nas edificações com características de preservação histórica e arquitetônica no Centro. |
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