| OCORRÊNCIA DE MICRORGANISMOS RESISTENTES A ANTIMICROBIANOS E SEUS MARCADORES DE RESISTÊNCIA EM AMOSTRAS DE ÁGUA DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARANÁ |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
13/07/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
- Anamaria Mello Miranda Paniago
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| Coorientador(es) |
- Ellen Cristina Gaetti Jardim
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| Orientando(s) |
- Alana Oswaldina Gavioli Meira dos Santos
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| Banca |
- Anamaria Mello Miranda Paniago
- Elerson Gaetti Jardim Junior
- Gabriela Moura Chicrala Toyoshima
- Julio Cesar Leite da Silva
- Luciana Mara Negrao Alves
- Victor Augusto Alves Bento
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| Resumo |
A existência de microrganismos resistentes a antimicrobianos constitui fenômeno natural, mas tem sido potencializado pelo uso cada vez maior desses agentes no tratamento de infecções humanas e animais. Embora exista o conceito de que a maioria desses microrganismos se origina do ambiente hospitalar, ou pelo menos nele se implantam, sabe-se que o ambiente externo, principalmente nas regiões submetidas à pressão antrópica, constitui fonte para a disseminação desses agentes, principalmente os corpos hídricos, de forma que a água pode vir a constituir reservatório para esses microrganismos e seus genes de resistência. O objetivo do presente estudo foi avaliar a distribuição de alguns microrganismos de importância médica e odontológica, notadamente ligados ao fenômeno de multirresistência, e a presença de marcadores de resistência a antimicrobianos entre esses isolados, a partir de amostras de água obtidas de dois reservatórios de hidrelétricas na bacia do rio Paraná, com grande importância econômica e recreacional. Foram coletadas 10 amostras de água subsuperficial de cada um dos 4 sítios de amostragem situados nos reservatórios das usinas hidrelétricas de Ilha Solteira e Engenheiro Souza Dias, na bacia hidrográfica do rio Paraná, nos municípios de Ilha Solteira -SP, Selvíria-MS e Três Lagoas-MS. Foram isolados microrganismos dos gêneros Pseudomonas, Staphylococcus e Enterococcus, bem como da ordem Enterobacterales, em meios de cultura seletivos e não seletivos. Os isolados foram submetidos a testes fenotípicos para sua identificação em nível de gênero e, quando possível, espécie, além de submetidos a testes de susceptibilidade a antimicrobianos para as principais classes de fármacos de uso clínico nosocomial e ambulatorial. Nos testes de susceptibilidade, foi empregado o método de diluição da droga em ágar Mueller-Hinton, segundo os critérios da BrCast. Quando não disponíveis, foram utilizados os critérios interpretativos da EuCast e os pontos de corte epidemiológico (ECOFFs) para as drogas antimicrobianas. A seguir, os isolados resistentes aos diferentes antimicrobianos foram avaliados quanto à presença de diferentes marcadores de resistência para beta-lactâmicos, macrolídeos, tetraciclinas e fluoroquinolonas por meio da amplificação do DNA em reação em cadeia da polimerase-PCR. A análise estatística avaliou a distribuição das populações microbianas nos pontos de amostragem e a presença dos marcadores, utilizando-se de p< 0,05. |
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| ANÁLISE DOS FATORES ASSOCIADOS À AUTOEFICÁCIA EM INDIVÍDUOS ADULTOS COM ARTRITE REUMATOIDE |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
02/07/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
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| Orientando(s) |
- Carla Moreira Lorentz Higa
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| Banca |
- Aline Moraes da Silva
- Elaine de Oliveira Araujo
- Karina Ayumi Martins Utida
- Marcos Antonio Ferreira Junior
- Paula Felippe Martinez
- Rodrigo Juliano Oliveira
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| Resumo |
A artrite reumatoide (AR) é uma doença crônica, autoimune e inflamatória que exige do indivíduo um papel ativo e contínuo no seu manejo. O objetivo é controlar a atividade da doença, reduzir a incapacidade física e preservar a qualidade de vida. Nesse contexto, a autoeficácia, que é compreendida como a crença do indivíduo em sua capacidade de executar as ações necessárias para lidar com a doença, surge como um fator central para a autogestão eficaz. Diante da relevância da autoeficácia como variável modificável e mediadora de desfechos clínicos relacionados ao manejo da AR, esta tese objetivou analisar os fatores associados à autoeficácia do manejo terapêutico em indivíduos adultos em seguimento ambulatorial. Para isso foram utilizadas duas abordagens complementares: uma revisão de escopo e um estudo de caso-controle. Na revisão de escopo, foram mapeadas as evidências disponíveis na literatura sobre os fatores físicos, psicológicos, apoio social, adesão ao tratamento e educação e autogestão associados à autoeficácia, mensurada por dois instrumentos validados específicos para AR em adultos. A busca sistemática em múltiplas bases de dados (PubMed, CINAHL, Scopus, Web of Science, Embase, entre outras) e literatura cinzenta identificou 4.737 registros, dos quais 43 estudos atenderam aos critérios de inclusão. Os resultados demonstraram associações positivas entre autoeficácia e adesão ao tratamento, fatores psicológicos positivos, como resiliência e humor positivo, apoio social e intervenções de educação e autogestão. Por outro lado, fatores físicos, como dor, fadiga e atividade da doença e fatores psicológicos negativos como sintomas depressivos apresentaram associações negativas. No estudo de caso-controle, foram analisados 110 indivíduos adultos com AR em seguimento ambulatorial no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS/HUBrasil), pareados 1:1 (55 casos com baixa autoeficácia e 55 controles com alta autoeficácia) por sexo, fator reumatoide e faixa etária. Utilizaram-se a Escala de Autoeficácia para Artrite (ASES-8), o Questionário de Atividade Física de Baecke (BHPAQ) e o Índice de Complexidade da Farmacoterapia (ICFT) analisados por meio de regressão logística condicional. Os achados indicaram que maior pontuação no domínio esporte do BHPAQ esteve associado à menor chance de baixa autoeficácia (OR=0,45; p=0,02). Em contrapartida, maior complexidade das instruções de uso (Seção C do ICFT; OR=1,30; p=0,01) e presença de polifarmácia (OR=3,64; p=0,03) aumentaram significativamente a chance de baixa autoeficácia. Comorbidades, especialmente fibromialgia, também foram associadas negativamente aos níveis de autoeficácia. Em conjunto, os resultados reforçam que a autoeficácia na AR é multifatorial e que está associada a variáveis modificáveis. Estratégias como a promoção de atividade física regular (especialmente no domínio esportivo) e a simplificação dos regimes medicamentosos (redução da polifarmácia e da carga de instruções), sugerem ser potenciais alvos para intervenções que visem aumentar a autoeficácia. O fortalecimento do apoio social, o manejo psicológico e a oferta contínua de intervenções de educação e autogestão são variáveis de atenção no manejo da autoeficácia em indivíduos com AR. |
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| RELAÇÃO ENTRE A PRÁTICA DO CARATÊ E O BULLYING ESCOLAR |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
21/05/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
- Paulo Roberto Haidamus de Oliveira Bastos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Albert Schiaveto de Souza
- Cassio Pinho dos Reis
- Hugo Alexandre de Paula Santana
- Michel Canuto de Sena
- Paulo Roberto Haidamus de Oliveira Bastos
- Rodolfo Andre Dellagrana
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| Resumo |
O bullying constitui uma forma recorrente de violência interpessoal e configura-se como uma preocupação crescente no âmbito da saúde pública. O presente estudo investigou a prática do caratê, frequentemente associada de maneira estereotipada a comportamentos agressivos, como possível ferramenta de prevenção ao bullying, ao promover o desenvolvimento da resiliência e do autocontrole entre adolescentes. O objetivo consistiu em analisar a relação entre os níveis de agressividade e de resiliência em praticantes de caratê e estudantes de escolas municipais de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A amostra, selecionada por conveniência, foi composta por adolescentes de ambos os sexos, distribuídos em um grupo de praticantes de caratê com graduação de faixa azul ou superior e um grupo controle composto por estudantes da mesma faixa etária não praticantes da modalidade. Após a obtenção do consentimento livre e esclarecido, foram aplicados o Questionário de Agressividade de Buss e Perry e a Escala de Resiliência para Crianças e Jovens, versão brasileira reduzida. Os dados foram analisados por meio do software estatístico R, utilizando-se estatística descritiva, correlação de Pearson e teste t de Student. Embora os resultados não tenham evidenciado diferenças estatisticamente significativas entre os grupos, observou-se uma tendência de associação positiva entre a prática do caratê, o controle da agressividade e o fortalecimento da resiliência, podendo tal achado estar relacionado ao reduzido tamanho da amostra. Conclui-se que o caratê apresenta potencial como prática educativa e formativa, capaz de contribuir para a promoção do autocontrole, da disciplina e de competências socioemocionais relevantes à prevenção do bullying e à saúde emocional de adolescentes. |
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| IMPACTO DA PANDEMIA DA COVID-19 NA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DE PESQUISADORES DE PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
20/03/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- ANGELA CRISTINA DE LIMA
- Evandro Gonzalez Tarnhovi
- Gabriella Simoes Scarmagnan
- Gustavo Christofoletti
- Renata Terra de Oliveira
- Rita de Cassia Avellaneda Guimaraes
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| Resumo |
A pandemia de Covid-19 reconfigurou rapidamente a produção de conhecimento na saúde, restringindo atividades presenciais, atrasando coletas clínicas e acelerando seletivamente fluxos editoriais. Esta tese quantifica o impacto da pandemia na produção científica dos Programas de Pós-Graduação (PPGs) em Fisioterapia no Brasil, comparando períodos pré-pandêmico, pandêmico e de normalização, e caracterizando padrões regionais, por nível de programa e por sexo de orientadores(as). Trata-se de estudo observacional, documental e bibliométrico (2018–2023) com extração padronizada de dados públicos a partir de páginas institucionais dos PPGs e Currículos Lattes. A amostra analítica compreendeu 19 PPGs, 309 pesquisadores(as) e 7.552 artigos. Para cada registro, coletaram-se periódico, ano, estrato Qualis e indexação/indicadores no Journal Citation Reports (JCR); procederam-se estratificações por região geográfica, nível do programa e sexo. Os PPGs concentraram-se no Sudeste (63,2%), seguidos por Sul (21,1%), Nordeste (10,5%) e Centro-Oeste (5,3%), sem elegíveis no Norte. O volume anual atingiu pico em 2021 (1.481 artigos), com declínio em 2022 (1.357) e 2023 (1.123). No agregado 2018–2023, publicações vinculadas a doutorados corresponderam a 66,4%. A distribuição Qualis concentrou-se em A1 (20,2%) e A2 (16,9%), com estabilidade relativa dos estratos superiores e aumento transitório do estrato C no auge pandêmico. Artigos em periódicos indexados no JCR representaram 64,5% do total e o impacto médio permaneceu estável ao longo da série. No recorte por sexo, mulheres assinaram 61,6% das publicações; entretanto, a produtividade individual foi discretamente maior entre homens, que também concentraram maior proporção de A1–A2 e JCR. Por envolver exclusivamente dados públicos, sem identificação sensível, houve dispensa de TCLE. Conclui-se que os PPGs em Fisioterapia exibiram volatilidade pandêmica do volume seguida de normalização, com manutenção da qualidade média dos veículos e persistência de assimetrias geográficas e diferenças por sexo no perfil editorial, oferecendo insumos para planejamento acadêmico, gestão de desempenho e políticas de fomento e avaliação no período pós-pandemia. |
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| PERIGOS E PONTOS CRÍTICOS DE CONTROLE NO BANCO DE LEITE HUMANO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO MARIA APARECIDA PEDROSSIAN |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
16/03/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
- Priscila Aiko Hiane Siroma
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Danielle Aparecida da Silva
- Karla Rejane de Andrade Porto
- Luciana Miyagusku
- Monica Barros de Pontes
- Rita de Cassia Avellaneda Guimaraes
- Rosangela dos Santos Ferreira
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| Resumo |
O leite materno é essencial para recém-nascidos, especialmente prematuros, por favorecer o crescimento e o desenvolvimento neurológico. Quando o leite materno não é possível, o leite humano pasteurizado é a alternativa mais segura, quando submetido a rigoroso controle de qualidade. Este estudo avaliou a qualidade microbiológica do leite humano cru e após a pasteurização e propôs a implementação de um sistema APPCC no Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian/UFMS, visando garantir segurança e reduzir perdas. Foram analisados 428 frascos (320 de leite humano cru e 108 de pasteurizado não conforme), provenientes de 193 doadoras domiciliares, no período de 12 meses, considerando coleta exclusivamente domiciliar e volume mínimo de 180 mL por frasco. Foram coletados 9 mL das amostras para análise e contraprova. As amostras de leite pasteurizado avaliadas eram oriundas de frascos reprovados na rotina do BLH. As análises microbiológicas incluíram Staphylococcus aureus coagulase positiva, mesófilos aeróbios, coliformes totais, Escherichia coli, enterobactérias, bolores e leveduras e Bacillus cereus, empregando placas 3M Petrifilm® e, para B. cereus, o método APHA 31.61:2015. S. aureus e B. cereus foram confirmados na prova bioquímica. Os dados estatísticos foram tratados pelos testes de Wilcoxon, Mann-Whitney e McNemar, adotando-se nível de significância de 5% (SPSS 23.0). O diagnóstico do serviço baseou-se nas Normas Técnicas do IFF/Fiocruz e na RDC nº 918/2024, auditoria do Programa de Certificação Fiocruz e no Guia de Boas Práticas. A identificação dos Pontos Críticos de Controle seguiu a árvore decisória do Codex Alimentarius, e o plano de APPCC foi elaborado conforme seus doze passos e sete princípios. As análises microbiológicas demonstraram diferença significativa entre o leite humano cru que originou produtos pasteurizados conformes e não conformes. Amostras aprovadas apresentaram, em sua maioria, contagens inferiores a 1 UFC/mL, enquanto as reprovadas atingiram até 10⁶ UFC/mL. Os resultados confirmam a eficácia da pasteurização como medida sanitária essencial, mas evidenciam que altas cargas microbianas iniciais podem comprometer a conformidade final do produto. Diagnóstico do serviço, realizado com base na auditoria do Programa de Certificação Fiocruz e no Guia de Boas Práticas, identificou fragilidades estruturais e de recursos humanos, como espaço físico insuficiente e alta rotatividade de profissionais. Como resposta, foi proposto plano de reestruturação com ampliação do atendimento e recomposição da equipe, visando melhorar a qualidade assistencial e reduzir perdas. A análise do APPCC, aplicada a 14 etapas do processo, identificou seis Pontos Críticos de Controle: um biológico (pasteurização), um químico (alterações de cor e odor na seleção) e quatro físicos (seleção, reenvase, coleta de amostra microbiológica e porcionamento). O monitoramento rigoroso, especialmente do binômio tempo–temperatura (62,5 ºC por 30 minutos), foi definido como essencial, tendo como medida corretiva o descarte do produto em caso de desvio. A documentação exigida pelas normas vigentes mostrou-se fundamental para garantir rastreabilidade, controle de qualidade e segurança do leite humano. Embora a implantação completa do APPCC não tenha sido concluída devido à mudança estrutural do serviço, o estudo estabeleceu bases técnicas para sua futura implementação e para o aprimoramento contínuo do BLH. |
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| CARACTERIZAÇÃO DA EROSÃO DENTAL IN VITRO ATRAVÉS DE ICP OES: IMERSÃO DE DENTES BOVINOS EM CHÁS DE PLANTAS MEDICINAIS (CARQUEJA, HIBISCO E MORINGA) |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
16/03/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
- Valter Aragao do Nascimento
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Eliane Silva de Pádua Melo
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| Banca |
- Ellen Cristina Gaetti Jardim
- Joao Felipe Besegato
- Juliana Pedroso de Mendonca Magarinos
- Paulo de Tarso Coelho Jardim
- Rodrigo Dalla Pria Balejo
- Valter Aragao do Nascimento
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| Resumo |
O consumo de algumas bebidas pode causar a erosão dentária, dissolução ácida na superfície do esmalte sem a presença de bactérias. A erosão está relacionada com o pH da bebida, componentes ácidos, tempo de exposição e viscosidade. Várias partes de plantas medicinais como as folhas e chás da Bacharis trimera (carqueja), Hibiscus sabdariffa (hibisco) e Moringa oleifera (moringa) são utilizadas para diversos fins, entretanto, existem poucos estudos que analisaram o seu pH e seu efeito na erosão dentária devido ao desequilíbrio do processo de desmineralização e remineralização. O acesso a estas plantas é fácil, não há necessidade de receituário, tem baixo custo e por serem naturais, possuem poucos efeitos colaterais. O objeto deste estudo foi quantificar a concentração de potássio (K), fósforo (P), cálcio (Ca), magnésio (Mg), manganês (Mn), zinco (Zn), ferro (Fe), cobre (Cu), bário (Ba), chumbo (Pb), arsênio (As), cádmio (Cd), alumínio (Al), cobalto (Co), cromo (Cr), molibdênio (Mo), sódio (Na), níquel (Ni), selênio (Se) e vanádio (V) oriundos de incisivos bovinos em um desafio erosivo. Para o desafio erosivo foram utilizados como tempo de exposição 0, 1, 5 e 60 minutos, controle de temperatura e pH. Dentes bovinos foram imersos em chás de B. trimera, H. sabdariffa e M. oleifera. Um total de 240 incisivos bovinos foram divididos em grupos. O processo de digestão dos chás foi realizada por digestão assistida por microondas. A quantificação dos elementos em solução foram realizados por espectrometria de emissão óptica com plasma indutivamente acoplado (ICP OES). Além disso, as razões molares Ca/P e Ca/Mg foram calculadas para avaliar a estabilidade da hidroxiapatita. De acordo com os resultados, o pH dos chás variou ligeiramente durante o desafio erosivo, sendo que o pH do chá de H. sabdariffa e M. oleifera ficou abaixo de 4,0 enquanto o pH do chá de B.trimera ficou abaixo de 6,0. Apesar de apresentar um valor de pH maior que os chás de H. sabdariffa e M. oleifera, o chá de B.trimera apresentou um pH considerado crítico, ou seja, onde há dissolução do esmalte. O chá de H. sabdariffa apresentou um maior potencial erosivo, seguido do chá de M. oleifera e o de B.trimera com menor perda mineral. O pH e o tempo de exposição demonstraram relação com erosão dentária. |
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| USO DE FERRO E SELÊNIO NA MODULAÇÃO DA FERROPTOSE COMO ESTRATÉGIA TERAPÊUTICA NO CÂNCER DE MAMA: REVISÃO DE ESCOPO |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
13/03/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
- Rita de Cassia Avellaneda Guimaraes
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| Coorientador(es) |
- Karine de Cassia Freitas Gielow
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| Orientando(s) |
- Érika Leite Ferraz Libório
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| Banca |
- Dayse Sanches Guimarães Paião
- Lidiani Figueiredo Santana
- Priscila Aiko Hiane Siroma
- Rafaele Carla Pivetta de Araujo
- Rita de Cassia Avellaneda Guimaraes
- Valter Aragao do Nascimento
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| Resumo |
O microambiente tumoral do câncer de mama, especialmente no subtipo triplo-negativo, configura um cenário de alta complexidade que demanda estratégias terapêuticas inovadoras para superar a resistência convencional. A ferroptose, uma modalidade de morte celular programada dependente de ferro e caracterizada pela peroxidação lipídica,
desempenha um papel fundamental nesse contexto. O objetivo deste estudo foi mapear e sintetizar as evidências científicas disponíveis sobre o uso exógeno de ferro e/ou selênio, em formas convencionais ou nanoparticuladas, na modulação da ferroptose como estratégia terapêutica para o tratamento do câncer de mama, identificando lacunas no conhecimento e oportunidades para futuras pesquisas. Trata-se de uma revisão de escopo baseada nas diretrizes do Joanna Briggs Institute (JBI) e Prisma-ScR. A busca foi realizada nas bases de dados: Embase, LILACS, PubMed (MEDLINE), Scopus e Web of
Science, incluindo estudos que abordam o desenvolvimento de nanopartículas para indução de ferroptose. A metodologia incluiu a identificação de questões de pesquisa, seleção de estudos relevantes, análise dos dados e síntese dos achados. O levantamento bibliográfico abrangeu o período de 2012 a 2025, marco inicial do conceito de ferroptose. As buscas foram realizadas em outubro de 2025 e totalizaram 2.723 publicações, e, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 48 estudos. Os resultados revelam uma predominância quase absoluta de nanoplataformas baseadas em
ferro (97,9%), direcionadas à indução da reação de Fenton, contrastando com a escassez crítica de estudos voltados à modulação da via do selênio para inativação da GPX4 (n = 1). Essa discrepância evidencia um viés na literatura, que privilegia estratégias próoxidantes mediadas por ferro, enquanto negligencia o eixo selênio/GPX4, considerado um dos principais pontos de vulnerabilidade da ferroptose. As evidências sugerem que a indução da ferroptose pode potencializar a imunogenicidade tumoral e a eficácia de terapias combinadas, embora a maioria dos estudos seja de caráter pré-clínico e ainda exista importante heterogeneidade metodológica. Os estudos sobre essa temática são recentes, evidenciando a crescente atenção que esses nutrientes estão recebendo, em relação ao seu papel na indução da ferroptose. Conclui-se que o campo está em desenvolvimento, sendo a diversificação de alvos metabólicos e a realização de ensaios de toxicidade crônica etapas fundamentais para futuras pesquisas clínicas. |
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| APTIDÃO FÍSICA E INCAPACIDADE LABORAL: EFEITOS DO ESTRESSE OCUPACIONAL E DOR LOMBAR EM ENFERMEIROS ATUANTES EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
12/03/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Elenir Rose Jardim Cury
- Fabricio Cesar de Paula Ravagnani
- Guilherme Oliveira de Arruda
- Heloyse Elaine Gimenes Nunes
- Maria Lua Marques de Mendonca
- Paula Felippe Martinez
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| Resumo |
A dor lombar figura entre as principais causas de incapacidade entre profissionais de enfermagem, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva, onde elevadas demandas físicas e psicossociais podem estar associadas à sua ocorrência e trajetória clínica. Embora o estresse ocupacional seja amplamente abordado, permanecem limitadas as investigações que integrem componentes da Aptidão Física relacionada à saúde e sua associação com a ocorrência e a trajetória clínica da dor lombar nesse contexto. O objetivo foi investigar a associação entre Aptidão Física relacionada à saúde, níveis de atividade física e estresse ocupacional e a ocorrência e a trajetória clínica da dor lombar em profissionais de enfermagem de Unidades de Terapia Intensiva adulto, pediátrica e neonatal. Estudo conduzido em hospital universitário federal, com delineamentos transversal (n = 79) e longitudinal (n = 75). A coleta inicial incluiu questionário online e avaliação física presencial, com mensuração de composição corporal, flexibilidade, força muscular, resistência muscular do tronco e capacidade cardiorrespiratória por testes padronizados. O seguimento ocorreu por aproximadamente 14 a 22 semanas, com reavaliação por questionário online. A trajetória clínica foi classificada e posteriormente dicotomizada em desfechos favoráveis e desfavoráveis. A taxa de participação foi de 90,2%, com 85,9% completando a avaliação inicial e 94,9% sendo acompanhados. Observou-se elevada ocorrência de dor lombar (72,3%), com diferenças na resistência dos músculos flexores do tronco entre os grupos. No seguimento, 48,0% apresentaram trajetória clínica desfavorável (persistência sintomática ou incidência). A presença de dor lombar na linha de base esteve associada à trajetória clínica desfavorável, enquanto a resistência dos músculos flexores apresentou associação inversa de magnitude limítrofe. As estimativas dos modelos ajustados foram consistentes com esses achados. A trajetória da dor lombar esteve predominantemente associada à presença de dor na linha de base. Os achados devem ser interpretados à luz do delineamento observacional e da duração do seguimento. |
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| Associação entre indicadores de saúde e qualidade do sono em crianças e adolescentes praticantes de futebol |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
11/03/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
- Silvio Assis de Oliveira Junior
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Elenir Rose Jardim Cury
- Heloyse Elaine Gimenes Nunes
- Joel Saraiva Ferreira
- José Carlos Rosa Pires de Souza
- Silvio Assis de Oliveira Junior
- Suzi Rosa Miziara Barbosa
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| Resumo |
A fase da infância e adolescência são marcadas por mudanças derivadas de transformações físicas, hormonais, psíquicas e sociais, levando a diversas consequências em indicadores de saúde. Nesse contexto, o presente estudo teve por objetivo analisar potenciais associações entre indicadores de saúde e qualidade do sono em crianças e adolescentes praticantes de futebol. Foram analisados 100 participantes com idade entre 10 e 17 anos, vinculados a diferentes centros de iniciação e prática de futebol em Campo Grande, MS. As variáveis antropométricas coletadas foram massa corporal, estatura e somatório das dobras cutâneas. Também se analisou a maturação sexual (escala de Tanner). A qualidade do sono foi analisada pelo Índice de Qualidade de Sono de Pittsburg (PSQI). Foi também avaliada a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e a pressão arterial. Como resultado, verificou-se que cada aumento em uma unidade de medida de dobra cutânea do tríceps e subescapular (∑DC) resultou um aumento médio de 0,026mmHg na pressão arterial sistólica e cada unidade de medida da prática esportiva do futebol resultou em uma redução de 0,235mmHg na pressão arterial diastólica. Além disso, cada aumento de medida do ∑DC do tríceps e subescapular resultou em uma redução de 0,295 de unidade de medida da pNN50. Desta forma, observou-se que que a prática sistemática de exercícios físicos, especialmente quando acompanhada de baixa adiposidade subcutânea, contribui para o aprimoramento do funcionamento cardiovascular em crianças e adolescentes, promovendo respostas autonômicas mais eficientes e reduzindo o potencial de fatores de risco associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares nessa faixa etária. |
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| Efeitos fisiológicos agudos do treinamento de força com diferentes volumes de treinamento e intervalos de recuperação sobre aspectos cardiovasculares em homens e adultos jovens sedentários e ativos não hipertensos |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
06/03/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Silvio Assis de Oliveira Junior
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Aline Ferreira dos Santos
- Anamaria Mello Miranda Paniago
- Hugo Alexandre de Paula Santana
- Marianna Rabelo de Carvalho Mourao
- Paula Felippe Martinez
- Renato Silva Nacer
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| Resumo |
Introdução: As respostas cardiovasculares agudas ao treinamento resistido (TR) são significativamente influenciadas por variáveis de treinamento, como volume e densidade da sessão. Embora o TR não esteja entre os métodos de treinamento mais utilizados para prevenção e controle de eventos cardiovasculares, ele vem se mostrando uma ferramenta cada vez mais útil sob essa perspectiva. Adicionalmente, um tempo reduzido de execução do treinamento (time efficient) pode vir a ser um fator decisivo para maior adesão por parte daqueles indivíduos que não estão habituados a praticar atividade física. Objetivo: analisar os efeitos fisiológicos agudos de protocolos de treinamento de força com diferentes volumes e intervalos de recuperação sobre os aspectos cardiovasculares em homens adultos jovens sedentários não hipertensos. Metodologia: Foram conduzidos para essa tese dois estudos concomitantemente, uma revisão sistemática a partir da consulta de cinco bases de dados (Cochrane Library, Web of Science, PEDro, PubMed e SciELO), seguindo as diretrizes PRISMA, incluindo estudos publicados nos últimos 20 anos, envolvendo adultos saudáveis (18–59 anos) em ensaios controlados randomizados e não randomizados que avaliaram os efeitos agudos de uma única sessão de TR dinâmico ou isométrico na PA, FC e VFC. Além disto, um estudo de ensaio clínico com delineamento cruzado e quatro sequências randomizadas, composta por adultos do sexo masculino com idade de 18 a 29 anos, não hipertensos, sedentários, que não realizavam exercícios resistidos há pelo menos três meses. Os participantes foram submetidos a uma sessão de quatro diferentes protocolos de exercício resistido, compostos por seis diferentes exercícios e com variações de volume e intervalo entre séries: P1 (3 séries, 2 min de intervalo), P2 (1 série, 2 min de intervalo), P3 (3 séries, 30 s de intervalo) e P4 (1 série, 30 s de intervalo). Foram avaliadas pressão arterial sistólica e diastólica (PAS e PAD), frequência cardíaca (FC) e a variáveis no domínio do tempo e da frequência da variabilidade da frequência cardíaca (VFC) antes, imediatamente após e até 30 minutos após o exercício. Foi realizada uma análise de variância para o modelo de medidas repetidas e teste de Tukey, nível de significância de 5%. Resultados: Os resultados indicaram que o TR induziu alterações cardiovasculares agudas significativas, com aumento da FC durante o exercício e redução nas PA sistólica e diastólica pós-exercício. Os protocolos com maior volume e menor intervalo de recuperação promoveu alterações autonômicas mais exacerbadas, caracterizada por redução mais acentuada da atividade parassimpática, redução global da VFC e elevação sustentada da FC. Protocolo com menor volume e maior intervalo não promoveu alterações significativas da VFC, enquanto os demais protocolos apresentaram respostas intermediárias, dependentes da combinação entre volume e intervalo de recuperação. Conclusão: A manipulação das variáveis de volume e densidade no treinamento resistido exerce influência significativa sobre o sistema cardiovascular e a modulação autonômica. Protocolo de exercício resistido combinando maior número de séries e intervalo de recuperação reduzido promove resposta da FC mais acentuada e redução de atividade parassimpática mais intensa e prolongada. Protocolo com volume mínimo (1 série) promove modulação autonômica significativa apenas quando associado com intervalo entre séries reduzido. |
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| THE FACTORS INFLUENCING ADHERENCE TO STANDARD PRECAUTIONS SCALE - STUDENT VERSION (FIASPS-SV): Adaptação Cultural e Validação para Estudantes de Enfermagem Brasileiros |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
02/03/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Adriano Menis Ferreira
- Alvaro Francisco Lopes de Sousa
- André Luiz Silva Alvim
- Elenir Rose Jardim Cury
- Liliane Moretti Carneiro
- Marcelo Alessandro Rigotti
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| Resumo |
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| MÍDIA SOCIAL COMO ESTRATEGIA PARA EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: IMPACTO NO CONHECIMENTO E COMPORTAMENTO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE SOBRE AS MEDIDAS DE PRECAUÇÃO DE CONTATO |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
28/02/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Adriano Menis Ferreira
- Alvaro Francisco Lopes de Sousa
- André Luiz Silva Alvim
- Eduardo Henrique Loreti
- Elenir Rose Jardim Cury
- Marcelo Alessandro Rigotti
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| Resumo |
As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) representam importante desafio para a segurança do paciente, especialmente em unidades de terapia intensiva pediátrica, onde a adoção rigorosa das medidas de precaução de contato é fundamental para prevenir a disseminação de microrganismos multirresistentes. Evidências indicam que lacunas no conhecimento e no comportamento dos profissionais de saúde contribuem para a manutenção dessas infecções, ressaltando a necessidade de estratégias inovadoras de educação permanente. Ao articular tecnologia digital e práticas assistenciais em ambiente hospitalar de alta complexidade, a presente pesquisa dialoga com o campo da Tecnologia e Saúde, contribuindo para investigações aplicadas ao contexto clínico e ao aprimoramento das práticas assistenciais. Nesse contexto, o estudo teve como objetivo avaliar a efetividade de uma intervenção educativa mediada pelo Instagram® sobre o conhecimento e o comportamento dos profissionais de saúde em relação às medidas de precaução de contato em uma unidade de terapia intensiva pediátrica. Trata-se de estudo quase-experimental, do tipo antes e depois, realizado com profissionais de diferentes categorias da equipe multiprofissional. A coleta de dados ocorreu em três etapas: avaliação pré-intervenção do conhecimento e do comportamento (autorreferido e observado); implementação de intervenção educativa mediada pelo Instagram®, estruturada com base em princípios da educação dialógica; e reavaliação pós-intervenção. Considerou-se desempenho adequado percentual ≥ 75% de acertos nos instrumentos aplicados. Os resultados demonstraram aumento estatisticamente significativo do conhecimento após a intervenção (p < 0,001), evidenciando efetividade da estratégia educativa no fortalecimento conceitual sobre precaução de contato. Em relação ao comportamento, os indicadores apresentaram-se globalmente adequados nos períodos avaliados, com discreta elevação no pós-intervenção, indicando possível reforço das práticas já estabelecidas, ainda que sem mudanças de grande magnitude no curto prazo. Observou-se melhor desempenho entre enfermeiros quando comparados às demais categorias profissionais. Os achados evidenciam o potencial das tecnologias digitais interativas como ferramentas complementares para qualificação profissional no contexto assistencial, ampliando o alcance das ações de educação permanente. Do ponto de vista acadêmico, o estudo contribui para o avanço do conhecimento na interface entre inovação tecnológica e práticas assistenciais. No âmbito das políticas públicas, os resultados reforçam a possibilidade de incorporação de estratégias digitais acessíveis e de baixo custo nos programas institucionais de prevenção e controle de IRAS, alinhando-se às diretrizes de segurança do paciente e fortalecimento da qualidade assistencial. Conclui-se que a intervenção educativa mediada pelo Instagram® demonstrou efetividade no aprimoramento do conhecimento e potencial como estratégia complementar de apoio às práticas relacionadas às precauções de contato, configurando-se como recurso promissor para a educação permanente em saúde. |
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| COMPOSIÇÃO ELEMENTAR DE ILEX PARAGUARIENSIS PRODUZIDA NA REGIÃO DE FRONTEIRA ENTRE BRASIL E PARAGUAI |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
20/02/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
- Valter Aragao do Nascimento
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| Coorientador(es) |
- Elaine Silva de Padua Melo
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| Orientando(s) |
- Jacqueline Marques da Silva Gondim
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| Banca |
- Alexandra Maria Almeida Carvalho
- Heurison de Sousa e Silva
- Karine de Cassia Freitas Gielow
- Moises Centenaro
- Teofilo Fernando Mazon Cardoso
- Valter Aragao do Nascimento
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| Resumo |
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| ATIVIDADE ANTIPROLIFERATIVA E TOXICIDADE AGUDA DE ÓLEOS ESSENCIAIS DO PANTANAL BEM COMO DE EXTRATOS DE Aristolochia spp. E SEUS PRODUTOS DE BIOCONVERSÃO POR Battus polydamas |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
19/02/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Jose Amarildo Avanci Junior
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| Banca |
- Ana Lucia Lyrio de Oliveira
- Danielle Bogo
- Juceli Gonzales Gouveia
- Karine de Cassia Freitas Gielow
- Kristiane Fanti Del Pino Santos
- Mariana de Oliveira Mauro
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| Resumo |
O câncer permanece entre as principais causas de mortalidade mundial, reforçando a necessidade de novas abordagens terapêuticas baseadas em produtos naturais com maior seletividade e melhor perfil de segurança. Espécies do gênero Aristolochia apresentam metabólitos bioativos com potencial farmacológico, embora também estejam associadas a riscos toxicológicos. Neste contexto, o presente estudo avaliou a atividade antiproliferativa, a seletividade citotóxica e aspectos de toxicidade de extratos metanólicos de caules e folhas de Aristolochia triangularis, Aristolochia macroura e Aristolochia hypoglauca, bem como de produtos resultantes da bioconversão por larvas de Battus polydamas. A citotoxicidade foi investigada in vitro em linhagens tumorais (B16-F10, MCF-7, U251 e HT-29) e na linhagem não tumoral NIH/3T3, com determinação dos valores de GI₅₀ e cálculo do índice de seletividade. Com base na potência frente ao melanoma murino e no perfil de seletividade, as amostras A9 (extrato metanólico de folhas) e A10 (produto bioconvertido – fezes das larvas alimentadas pelas folhas e caules) foram selecionadas para avaliação in vivo em modelo murino de melanoma B16-F10. No ensaio in vivo, a amostra A10, na dose de 50 mg/kg por via oral, promoveu redução significativa do crescimento tumoral, sem evidências relevantes de toxicidade sistêmica, corroborada por alterações histopatológicas discretas em fígado e rins. A dose de 300 mg/kg não apresentou ganho adicional de eficácia, sugerindo possível janela terapêutica. Em conjunto, os resultados indicam que a bioconversão por B. polydamas constitui uma estratégia promissora para modular a bioatividade de extratos de Aristolochia, possibilitando a obtenção de produtos com potencial antitumoral e perfil de segurança mais favorável. |
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| AVALIAÇÃO DO POTENCIAL RISCO A SAÚDE DE CRIANÇAS DEVIDO A INGESTÃO DE MACRO E MICROELEMENTOS EM FARINÁCEOS |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
04/02/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
- Valter Aragao do Nascimento
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Ana Claudia Rocha Geronimo
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| Banca |
- Ana Carla Gomes Rosa
- Diego Azevedo Zoccal Garcia
- Karine de Cassia Freitas Gielow
- Rita de Cassia Avellaneda Guimaraes
- Rosangela dos Santos Ferreira
- Valter Aragao do Nascimento
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| Resumo |
Alimentos à base de cereais são amplamente consumidos por crianças, mas existem dados limitados sobre sua composição elementar e potenciais riscos à saúde. Este estudo quantificou As, Cd, Co, Cr, Cu, Fe, K, Mn, Mg, Mo, Ni, P, Pb, Se, Si, V e Zn em oito produtos comerciais à base de cereais comercializados em Campo Grande, Brasil, usando espectrometria de emissão óptica com plasma indutivamente acoplado (ICP OES). Arsênio, cádmio, cobalto e cromo estavam consistentemente abaixo do limite de detecção. Fósforo e potássio foram os elementos predominantes entre as marcas, seguidos por Fe, Mg e Zn, com variabilidade significativa entre as marcas (Kruskal-Wallis, p < 0,05). Chumbo foi detectado nas marcas 1 a 5 (0,11 a 0,41 mg/kg), mas foi indetectável nas demais. Os valores estimados de ingestão diária (ID) em 30 g/dia e 90 g/dia mostraram que Fe, Zn, Mn e Se frequentemente atingiram ou excederam as ingestões dietéticas de referência para crianças de 1 a 3 anos, enquanto Cu, Ni e P permaneceram abaixo dos níveis toleráveis. A comparação com os níveis máximos toleráveis de ingestão e os níveis de risco mínimo da Agência para Substâncias Tóxicas e Registro de Doenças (ATSDR) indicou que um consumo maior (90 g/dia) pode resultar em ingestão excessiva de Mn, Zn e Se, com o Pb contribuindo para índices de risco cumulativos acima do limite de segurança (HI > 1). Esses achados enfatizam o duplo papel dos alimentos à base de cereais como importantes fontes de nutrientes e potenciais contribuintes para a exposição excessiva a oligoelementos em crianças pequenas. |
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| VIOLÊNCIA OCUPACIONAL CONTRA MÉDICOS E EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO DE CAMPO GRANDE, MS |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
03/02/2026 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
- Albert Schiaveto de Souza
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| Coorientador(es) |
- Priscila Maria Marcheti Fiorin
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| Orientando(s) |
- Ariane Calixto de Oliveira
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| Banca |
- Albert Schiaveto de Souza
- Alexandra Maria Almeida Carvalho
- ANA PATRÍCIA RICCI
- Dayse Sanches Guimarães Paião
- Elaine Cristina Fernandes Baez Sarti
- Suellem Luzia Costa Borges
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| Resumo |
A violência ocupacional em unidades de pronto atendimento constitui um fenômeno crescente e complexo no campo da saúde. Este estudo objetivou investigar a violência ocupacional vivenciada por profissionais médicos e equipe de enfermagem atuantes
nas Unidades de Pronto Atendimento e Centros Regionais de Saúde vinculados à Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva e analítica, com abordagem quantitativa e amostragem não probabilística por conveniência. Os dados foram coletados por
questionário estruturado e analisados nos softwares Excel® 2019 e SPSS® 23.0. A análise estatística dos dados foi conduzida no software SPSS®, versão 23.0. Participaram 170 profissionais: 71,8% do sexo feminino, 49,4% técnicos de enfermagem, 32,4% enfermeiros e 18,2% médicos. A percepção de segurança no trabalho apresentou mediana de 3 em escala de 0 a 10. Entre os fatores de risco mais
citados destacaram-se acompanhantes violentos (88,2%), ausência de segurança (84,7%) e pacientes agressivos (82,9%). Quanto aos tipos de violência sofrida, 89,4% violência verbal, 35,3% violência moral, 16,5% relataram violência física e 6,5% violência sexual. Conclui-se que a violência ocupacional em unidades de pronto
atendimento configura-se como um problema relevante e multifatorial, com índices importantes de violência verbal, física, moral e sexual, impactando diretamente a segurança e o bem-estar dos profissionais de saúde. Os achados evidenciam a necessidade de medidas institucionais que incluam o fortalecimento da segurança, capacitação para manejo de situações de risco e implementação de políticas públicas voltadas à prevenção e mitigação desse fenômeno. A adoção de tais estratégias é
fundamental para promover ambientes de trabalho mais seguros e para preservar a saúde física e mental destes profissionais, protagonistas na assistência à saúde da população. |
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| ANÁLISE DO POTENCIAL DE RISCO À SAÚDE PELA INGESTÃO DE LÍTIO PRESENTE NO MEDICAMENTO CARBONATO DE LÍTIO, UTILIZADO NO TRATAMENTO DO TRANSTORNO BIPOLAR |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
17/12/2025 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
- Valter Aragao do Nascimento
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Giovana Kátia Viana Nucci
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| Banca |
- Alexandra Maria Almeida Carvalho
- Diego Azevedo Zoccal Garcia
- Elaine Silva de Padua Melo
- Marcelo de Oliveira
- Rita de Cassia Avellaneda Guimaraes
- Valter Aragao do Nascimento
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| Resumo |
O carbonato de lítio figura entre os estabilizadores de humor mais prescritos mundialmente, permanecendo como tratamento farmacológico de primeira linha para o transtorno bipolar (TAB). Embora sua eficácia seja reconhecida, apresenta um estreito intervalo terapêutico e a ingestão prolongada ou excessiva pode resultar em toxicidade renal, neurológica, endócrina ou cardíaca. Apesar de seu amplo uso clínico, estudos que monitoram a concentração real desse metal em produtos farmacêuticos são extremamente escassos. Esta pesquisa quantificou as concentrações de lítio no medicamento carbonato de lítio de referência e seus genéricos e similares disponíveis no Brasil para avaliar sua uniformidade química, ingestão diária estimada e o potencial risco à saúde. Amostras comerciais dos medicamentos foram adquiridas em farmácias localizadas em Campo Grande, estado de Mato Grosso do Sul (MS), e submetidas à digestão ácida, seguida de quantificação por Espectrometria de Emissão Óptica com Plasma Indutivamente Acoplado. A análise estatística usando o teste de Kruskal-Wallis revelou diferenças significativas entre as formulações (p = 0,012), confirmando teores não uniformes de lítio. Os valores obtidos variaram de 245,47 a 315,24 mg/kg, sendo que os medicamentos genéricos apresentaram as concentrações mais elevadas. A ingestão diária estimada e a ingestão diária crônica aumentaram com a dose terapêutica (600-1800 mg/dia). Os regimes de doses mais altas frequentemente excederam a exposição diária permitida pela diretriz ICH Q3D (R2) (do inglês, International Council for Harmonisation of Technical Requirements for Pharmaceuticals for Human Use - Harmonised Guideline for elemental impurities) (0,55 mg/dia). Ademais, valores de quociente de risco acima de 1, em alguns dos cenários posológicos, indicaram riscos potenciais à saúde associados à exposição excessiva ou de longo prazo ao carbonato de lítio. Como um dos primeiros estudos a quantificar o lítio em formulações comercializadas, este trabalho ressalta a necessidade de monitoramento sistemático e controle de qualidade mais rigoroso na produção para garantir aos consumidores a segurança e eficácia terapêutica. |
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| AVALIAÇÃO DO POTENCIAL RISCO À SAÚDE HUMANA DE ELEMENTOS TÓXICOS E ESSENCIAIS PRESENTES NO CHÁ, FOLHAS E SUCO DA PLANTA MEDICINAL KALANCHOE LAETIVIRENS |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
09/12/2025 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
- Valter Aragao do Nascimento
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| Coorientador(es) |
- Elaine Silva de Padua Melo
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| Orientando(s) |
- Giselle Angélica Moreira de Siqueira
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| Banca |
- ANA CARLA PINHEIRO LIMA
- ANDREIA CRISTINA LOPES CORRÊA
- Rita de Cassia Avellaneda Guimaraes
- Rodrigo Juliano Oliveira
- Suellem Luzia Costa Borges
- Valter Aragao do Nascimento
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| Resumo |
As folhas, chá e suco da planta medicinal Kalanchoe laetivirens são utilizadas na medicina popular para o tratamento de várias doenças. Entretanto, não existem estudos sobre a composição mineral desta planta associado à saúde humana. A presença de metais pesados e metaloides em plantas medicinais pode colocar a população em risco. Assim, este estudo tem como objetivo quantificar o alumínio (Al), arsênio (As), bário (Ba), Cobalto (Co), Cobre (Cu), Ferro (Fe), magnésio (Mg), manganês (Mn), molibdênio (Mo), sódio (Na), níquel (Ni), fósforo (P), Chumbo (Pb), selênio (Se) e Vanádio (V) no chá, suco e folhas da planta medicinal K. laetivirens utilizando ICP OES. Amostras de K.laetivirens foram adquiridas na cidade de Campo Grande/MS, e então parte das folhas foram secas em estufa e trituradas, e uma parte das folhas foram trituradas em um liquidificador junto com água ultrapura para obtermos um suco, através da infusão das folhas obteve-se o chá das folhas da planta. Um procedimento de digestão acida foi utilizada para a abertura da amostra e posteriormente quantificação de elementos químicos no chá, suco e folhas da planta utilizando ICP OES. Para os elementos quantificados no chá da folha, temos a seguinte ordem decrescente: K > P > Mg > Na > Ba > Zn > Mn > Al > V > Se > As > Pb > Fe > Mo > Cu > Ni > Co. A ordem decrescente dos elementos quantificados nas folhas é: K > P > Mg > Na > Ba > Al > Zn > Fe > Mn > V > Cu > Se > As > Pb > Mo > Ni > Co. Para os elementos quantificados no suco das folhas da planta, temos a ordem: K > P > Mg > Zn > Ba > Al > Fe > Mn > Cu > V > Se > As > Pb > Mo > Ni > Co. A concentração de Al, As, K, Co, Cu, Fe, Mg, Mn, Mo, Ni, P, Pb e V obtidas através da infusão e suco da Kalanchoe são maiores que os resultado publicados na literatura para outras espécies de plantas medicinais. Os valores de Al, As, K, Ba, Mg, Mn, Mo, Cu, Fe, Mo, Ni, P, Pb, Se, V e Zn obtidos no chá e suco da Kalanchoe são maiores que os estipulados pelos órgãos regulamentadores. As concentrações de Al, Ba, Cu, Fe, Mg, Mn e Na nas folhas da Kalanchoe foram menores que os resultados obtidos por outras pesquisas com plantas medicinais. Porém, as concentrações de As, Co, Mo, P, Pb, Zn são maiores que obtidos em outras espécies de plantas medicinais brasileiras. Conforme avaliação de risco, a ingestão diária (EDI) de Al, As, Ba, P, Se, V e Zn no chá, suco e folha da planta Kalanchoe são maiores que níveis mínimos de risco agudo. A EDI de Co no chá da planta é maior que o nível mínimo de risco intermediário. Por outro lado, a ingestão diária de Cu provenientes do chá e suco da planta são maiores que o valor de nível mínimo de risco intermediário. O EDI para Cu na folha, assim como o Ferro, Mg, Mn no chá, suco e folhas da Kalanchoe são menores que o nível mínimo de risco limite superior tolerável de ingestão (UL). No chá das folhas da planta, o quociente de perigo (THQ) foi superior a 1 para os elementos arsênio (As), bário (Ba), cobalto (Co), molibdênio (Mo), sódio (Na), chumbo (Pb), selênio (Se) e vanádio (V), indicando potencial risco de efeitos adversos não carcinogênicos. Em contrapartida, os elementos alumínio (Al), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn) e níquel (Ni) apresentaram valores de THQ inferiores a 1, sugerindo menor probabilidade de efeitos tóxicos. No suco, os valores de THQ foram superiores a 1 para os elementos arsênio (As), fósforo (P) e chumbo (Pb). Em relação às folhas secas, considerando a hipótese de ingestão de cápsulas contendo 350 mg de extrato vegetal, verificou-se que os elementos ferro (Fe) e fósforo (P) também apresentaram valores de THQ superiores a 1. Considerando a via oral pelo sistema digestório, observou-se que, embora a maioria dos elementos tenha apresentado valores de quociente de risco (HQ) e índice de perigo (HI) inferiores a 1, o elemento fósforo (P), tanto no chá quanto no suco, apresentou HQ > 1, resultando em HI > 1. De forma geral, a avaliação de risco demonstrou que elementos como arsênio (As), bário (Ba), cobalto (Co), molibdênio (Mo), sódio (Na), chumbo (Pb), selênio (Se), vanádio (V) e fósforo (P) apresentaram valores de THQ e HQ superiores a 1, indicando potencial risco de efeitos adversos não carcinogênicos à saúde humana, especialmente quando considerado o consumo do chá e do suco da planta. Esses achados sugerem que o consumo contínuo de Kalanchoe laetivirens, especialmente sob a forma de infusão e suco, pode representar risco toxicológico, reforçando a necessidade de cautela e orientação adequada quanto ao seu uso terapêutico.
Descritores: Metais pesados, Plantas medicinais, ICP OES, Cálculo de risco, Kalanchoe laetivirens |
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| ANÁLISE MULTIDIMENSIONAL SOBRE O ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO A PARTIR DA IMPLANTAÇÃO DE FÁBRICA DE CELULOSE NO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
08/12/2025 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
- Priscila Aiko Hiane Siroma
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Caroline Busatto
- Dayanne Sarah Lima Borges
- Mariana Bogoni Budib
- Marianna Rabelo de Carvalho Mourao
- Priscila Aiko Hiane Siroma
- Rita de Cassia Avellaneda Guimaraes
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| Resumo |
A industrialização contribui para o crescimento econômico ao aumentar a capacidade produtiva, a criação de empregos, a inovação e o uso ideal de recursos. O setor industrial é considerado um dos principais impulsionadores do Produto Interno Bruto (PIB) porque fornece bens e serviços (exportações), renda e oportunidades de emprego. O estado de Mato Grosso do Sul tem se destacado no setor de celulose e papel. A implementação de uma fábrica de grande porte em um município de pequeno porte exige uma análise detalhada dos impactos ambientais, econômicos e sociais. Sendo assim, o presente trabalho buscou analisar o impacto das grandes indústrias de celulose sobre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em um município de Mato Grosso do Sul de pequeno porte. Para isto, foi conduzida uma revisão sistemática seguindo as recomendações e critérios específicos do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis (PRISMA). Dos 178 artigos encontrados, foram selecionados 11 artigos os quais evidenciaram que para maximizar os benefícios e mitigar os riscos é fundamental que haja um planejamento integrado, com a participação ativa da comunidade e das autoridades locais, promovendo um desenvolvimento que respeite tanto o ser humano quanto o meio ambiente. O aumento da renda e da educação pode elevar o IDH, mas os desafios ambientais e sociais devem ser geridos de forma eficaz para garantir que o desenvolvimento seja sustentável e inclusivo. A necessidade de práticas sustentáveis é crucial, pois se a indústria comprometer os recursos naturais, isso pode ter impactos a longo prazo na saúde e na economia local, afetando negativamente o IDH. Investimentos importantes nas áreas urbana e social, como por exemplo, nos hospitais, escolas, saneamento, logística e estrutura, refletirão nos indicadores de IDH. Considerando principalmente a influência do setor da celulose, tem-se a construção do corredor Bioceânico, idealizado para interligar os oceanos Pacífico e Atlântico através de uma rota rodoviária visando a integração do continente sul-americano, um projeto que não é recente, surgiu no ano de 2000, na cúpula de presidentes da América do Sul. Esses efeitos deverão ser monitorados nos próximos anos para avaliar o impacto real da fábrica no IDH de Mato Grosso do Sul e identificar áreas de melhoria e continuidade no apoio ao desenvolvimento regional. No aspecto ambiental, a unidade adotou práticas sustentáveis, como o uso de biomassa para geração de energia e a autossuficiência na produção de insumos como ácido sulfúrico e peróxido de hidrogênio, além de uma base florestal com um raio médio de apenas 65 km, o que reduz o impacto ambiental e os custos logísticos.
Descritores: determinantes sociais da saúde, índice de desenvolvimento humano, indústria de papel e celulose, planejamento regional, indicador impacto social. |
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| AVALIAÇÃO DE RISCO À SAÚDE HUMANA DEVIDO AO CONSUMO DE CONSERVAS DE SARDINHA COMERCIALIZADAS NO BRASIL |
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| Curso |
Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste |
| Tipo |
Tese |
| Data |
25/11/2025 |
| Área |
SAÚDE E BIOLÓGICAS |
| Orientador(es) |
- Valter Aragao do Nascimento
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| Coorientador(es) |
- Elaine Silva de Padua Melo
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| Orientando(s) |
- Luana Carolina Santos Leite
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| Banca |
- Carlos Renato Menegatti
- Diego Azevedo Zoccal Garcia
- Heurison de Sousa e Silva
- Rodrigo Juliano Oliveira
- Rosangela dos Santos Ferreira
- Valter Aragao do Nascimento
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| Resumo |
Entre as espécies de peixes consideradas mais benéficas para o consumo humano encontra-se a sardinha, que além da importância para a saúde cardiovascular também é um alimento versátil, de baixo custo, principalmente na versão enlatada, que garante maior vida útil ao produto. Contudo, apesar desses benefícios, o processo da conserva em latas pode adicionar contaminantes inorgânicos ao produto final, somando-se à crescente presença de metais pesados no ambiente marinho. Assim, o monitoramento de metais pesados e metaloides em sardinhas é necessário e deve ser frequente, pois é uma questão de preocupação ambiental e saúde global. Portanto, este trabalho teve como objetivo quantificar a concentração e avaliar o risco à saúde humana devido ao consumo de sardinhas enlatadas comercializadas no Brasil possivelmente contaminadas com metais (Al, Ba, Cd, Co, Cr, Cu, Fe, Ni, Pb e Zn), metaloide (As) e não metal (Se). Foram analisadas, por espectrometria de emissão óptica de plasma indutivamente acoplado (ICP OES), amostras de dois grupos (óleo e molho de tomate) de cinco marcas diferentes. Os resultados revelaram que o Arsênio foi detectado em todas as amostras, com concentrações variando de 0,207 a 0,377 mg por porção (84 g), excedendo os limites regulatórios vigentes. Além disso, a amostra em molho de tomate da marca "Pa" apresentou níveis críticos de Bário (0,137 mg/84 g) e Cádmio, sugerindo migração da embalagem em meio ácido. Na avaliação de risco, o Quociente de Perigo (QP) para o As foi >1 em todas as faixas etárias e o Selênio apresentou risco para bebês. O Índice de Perigo (IP) superou 1 em todas as amostras, impulsionado principalmente pelo arsênio. Similarmente, o Risco Carcinogênico (RC) para o arsênio ultrapassou o limite de segurança de 10-4 em todos os cenários analisados. Conclui-se que, embora a sardinha seja nutritiva, as conservas analisadas apresentam risco toxicológico carcinogênico e não carcinogênico devido à contaminação generalizada por Arsênio e à instabilidade da embalagem frente à acidez do molho de tomate em marcas específicas. Estes achados evidenciam a necessidade urgente de rigorosa vigilância sanitária e revisão dos processos industriais para garantir a segurança alimentar da população. |
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