Doutorado em Estudos de Linguagens

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TRABALHO Ações
Nascer é correr um risco: o infortúnio do espaço e da origem
Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
Tipo Artigo Científico
Data 17/11/2023
Área LETRAS
Orientador(es)
    Coorientador(es)
    Orientando(s)
      Banca
        Resumo Com base na teorização da “crítica biográfica fronteiriça” e dos estudos
        descoloniais, o presente trabalho propõe uma discussão que toma o espaço e a origem
        como determinantes da existência ou da não existência, do humano ou do não humano,
        do modo em que foi configurado pela perspectiva eurocêntrica. Em outras palavras, a
        qualidade de humano foi designada apenas aos sujeitos afortunados por nascerem em
        lugares privilegiados pela narrativa da “história universal” e por possuírem a cor da pele
        ocidentalmente aceitável. Para dar conta da discussão, formulo o conceito de espaços
        perdidos. Assim, o texto é pontuado ao longo dos capítulos pelos vários espaços que
        contribuem para o desmantelamento (ou desmistificação) da narrativa temporalizada da
        eurocêntrica história universal. Desse modo, abro a tese remetendo ao meu próprio
        espaço de origem, o qual no imaginário brasileiro é também um lugar que viabiliza a
        entrada no Brasil de drogas vindas do Paraguai e da Bolívia. Partindo deste imaginário,
        formulo uma contraposição com o espaço da industrialização britânica, o qual,
        metaforizado a partir da imagem do “Palácio de Cristal”, arquiva em seu porão as
        relações passadas que a Grã Bretanha manteve com o narcotráfico, o que garantiu sua
        ascensão econômica e a decadência da China no cenário do comércio mundial. Não foi
        senão deste fenômeno que se definiu historicamente, sob as distorções da narrativa
        hegeliana, não só o meu, como todos os outros espaços não ocidentais como lugares
        sem importância, ou seja, como espaços perdidos. Fenômeno que fortaleceu a noção
        dualista sustentada pela história universal. De modo mais didático, o segundo capítulo é
        dedicado a pontuar algumas das tantas tecnologias originadas na China, o que seria um
        equivalente a atribuir ao país oriental uma espécie de primeira “Revolução Industrial”.
        Tecnologias que foram apropriadas pela Grã Bretanha e pela Europa como se fossem
        todas frutos da genialidade europeia. No terceiro capítulo, a fim de formular as bases do
        que será discutido e sustentado no restante da pesquisa, a discussão volta-se para os
        temas de ordem cristã. Em uma palavra, ao serem rastreados os alicerces da cristandade
        europeia, foi possível identificar elementos que, com base no sincretismo entre o
        pensamento helênico e o cristianismo hebraico, forjaram a subjetividade dualista que
        mais tarde seria assimilada por toda a Europa ocidental. Essa identidade, ou
        subjetividade, tem sua configuração no movimento de separação entre o corpo e a alma.
        Não foi senão deste mesmo fenômeno que originou a cristandade dualista, a qual teve
        sua cosmovisão (a partir do entendimento de uma substância que é corpo separada de
        outra que é alma) consumada em classificação racial e mais tarde no racismo implícito.
        Dando continuidade às críticas ao cristianismo, o quarto capítulo aborda os instrumentos
        de dominação colonial, ou a colonialidade do poder, que se deram por meio dos códigos
        linguísticos e dos códigos religiosos (cristãos). Os quais terminariam por ser articulados
        em forma de discursos, retóricas e, por fim, pela narrativa da história universal.
        Finalmente, no último capítulo, a geopolítica é abordada para remontar os recursos
        utilizados pela cultura de dominação ocidental, os quais vão de guerras à golpes de
        estados articulados por veículos midiáticos. No entanto, o foco central é a retomada
        econômica da China, a qual emerge como a esperança para uma reconfiguração
        cartográfica que enfraquece a hegemonia dominadora do ocidente.
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          MEMÓRIA E FORMATO NAS ADAPTAÇÕES PARA TELEVISÃO DE GABRIELA, CRAVO E CANELA: DO ERUDITO AO POPULAR MIDIÁTICO
          Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
          Tipo Tese
          Data 16/11/2023
          Área LETRAS
          Orientador(es)
          • Marcia Gomes Marques
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Gedy Brum Weis Alves
            Banca
            • Angela Maria Guida
            • Carlos Alberto Correia
            • Gabriela Borges Martins
            • Gabriela Kvacek Betella
            • Geraldo Vicente Martins
            • Josette Maria Alves de Souza Monzani
            • Marcia Gomes Marques
            Resumo Os produtos culturais contemporâneos são marcados pela presença constante de retomadas de textos pertencentes a contextos sociais pretéritos e a mídias que narram suas histórias em diferentes linguagens. Nesta pesquisa, discute-se o reaproveitamento de obras literárias para o audiovisual televisivo, e tem como objetivo analisar a relação entre memória e atualização na adaptação, em seus aspectos temáticos e genéricos, observando os elementos intertextuais e
            intermidiáticos presentes na transposição. Com essa finalidade, faz-se um estudo de caso das adaptações do romance Gabriela, cravo e canela, (1958), de Jorge Amado, para a telenovela Gabriela (1975), de Walter George Durst, e a telenovela homônima (2012), de Walcyr Carrasco. Analisa-se, primeiramente, a transposição da obra amadiana para os produtos televisivos, discutindo adaptação, mediação e memória, com foco nas lógicas de produção no formato industrial e em novos suportes, que implicam em modificações no texto literário, atravessado pela memória - como reminiscências e vivências. Em segundo lugar, discute-se a diferença de autoria entre as duas obras, e examinam-se as mudanças advindas das adequações às convenções do gênero, posto que as telenovelas possuem matrizes melodramáticas e raízes no folhetim. Por fim, empreende-se uma análise das categorias da narrativa tempo e espaço, mapeando como as personagens femininas usam as espacialidades na perspectiva do vivido, do habitado e do praticado. Entre as conclusões alcançadas, destacam-se os seguintes pontos: observa-se que, na reminiscência dos temas da obra literária amadiana, o contexto sociocultural influencia em atualizações na composição das telenovelas como nas supressões de personagens, nos acréscimos de temas e outras operações de composição, o formato industrial traz mudanças no arco da narrativa e a antecipação da história de amor das personagens protagonistas, o efeito de encarnação e o tratamento estético diferenciado entre as obras apontam para a relevância da materialidade das mídias. Constata-se que as atualizações genéricas, presentes na concepção da narrativa televisiva, retomam aspectos do folhetim e temas do melodrama, que evidenciam a presença dessas matrizes culturais nas obras massivas. Por fim, verifica-se que as telenovelas não ampliam os espaços de atuação do feminino nos produtos culturais.
            UM OLHAR SEMIÓTICO SOBRE O PANTANAL E SEUS COSTUMES EM TELAS DE ARTISTAS SUL-MATO-GROSSENSES
            Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
            Tipo Tese
            Data 21/09/2023
            Área LETRAS
            Orientador(es)
            • Maria Luceli Faria Batistote
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Évelyn Coêlho Paini Webber
              Banca
              • Eluiza Bortolotto Ghizzi
              • Elza Sabino Da Silva Bueno
              • Geraldo Vicente Martins
              • Luciana Maria Crestani
              • Maria Luceli Faria Batistote
              • Neide Araújo Castilho Teno
              • Rita de Cassia Aparecida Pacheco Limberti
              Resumo O Pantanal, no Brasil, perpassa os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e é o habitat de várias espécies de aves, peixes, mamíferos, répteis, plantas; algumas, inclusive, sob risco de extinção como a arara azul, o dourado, o tamanduá-bandeira e a onça pintada, para citar alguns. No entanto, o Pantanal não se restringe à sua diversidade de fauna e flora, já que ali há um povo que também carrega suas marcas, por exemplo, o peão pantaneiro, com costumes que representam a cultura pantaneira e compõem a cultura sul-mato-grossense, por meio da comida (o arroz carreteiro), da bebida (o tradicional tereré), do uso de plantas e da devoção aos santos. Há ainda um outro ponto da cultura sul-mato-grossense que recebe influência do Pantanal, o da arte. São diversos os artistas plásticos que fundaram a identidade artística do MS com suas telas e esculturas trazendo aspectos únicos do Pantanal, do homem pantaneiro e/ou dos povos indígenas que ocupam essa área. Assim, objetivamos, a partir dos estudos da semiótica greimasiana e de um de seus desdobramentos, a semiótica plástica pensada por Floch (1985), analisar as telas de três artistas: Cleir Ávila, Jorapimo e Marlene Mourão Mar (Peninha), de modo a vislumbrar como os sentidos são construídos no plano de conteúdo, pelo percurso gerativo de sentido, e no plano de expressão, por meio das dimensões eidética, topológica e cromática. Além disso, buscamos estudar a cultura pantaneira bem como divulgar a arte sul-mato-grossense e seus artistas. A semiótica greimasiana compreende o texto como objeto de significação e de comunicação, assim, debruçou-se inicialmente sobre textos verbais, analisando-os por meio de seu percurso gerativo de sentido (e seus três níveis, fundamental, narrativo e discursivo); então, mais tarde, outros estudiosos como Floch (1985) e Oliveira (2004) trataram dos textos não verbais e/ou sincréticos, utilizando a semiótica plástica e suas dimensões nas análises. A semiótica plástica usa quatro categorias criadas por Floch (1985), para examinar o plano da expressão de objetos não verbais, são elas: categoria plástica eidética, topológica, cromática e matérica, ademais por meio da semiótica plástica podemos estabelecer relações entre as categorias do plano de expressão e o plano de conteúdo por meio do semissimbolismo. Então, ao realizarmos o estudo entendemos que discorrer sobre a cultura Sul-mato-grossense e analisar a arte pantaneira contém aspectos mais profundos, como a revisão sobre o próprio conceito de arte e os que compõem o que denominamos cultura pantaneira, fortemente unidos aos costumes pantaneiros (comidas, bebidas, trajes, uso de plantas como remédio e a religiosidade), o que reforçou a interdiscursividade presente na pesquisa que permeia desde a escolha dos artistas até as análises. Além disso, foi possível compreendermos como os sentidos são construídos nas telas por meio da semântica do nível fundamental e discursivo e das categorias topológicas, eidéticas e cromáticas do plano de expressão. Notamos que ora as pinturas, que têm o Pantanal como temática principal, atuam como sincréticas, dialogando com seus títulos ora como objetos plásticos individuais e únicos na composição dos sentidos. Pudemos identificar também, nas telas, algumas relações semissimbólicas (categorias do plano de expressão com categorias do plano de conteúdo), assim como oposições natureza vs. cultura, humanidade vs. animalidade e humanidade vs. divindade, que nos mostram a forte ligação entre cultura pantaneira, meio ambiente e as crenças dos povos que ali residem.
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                Ensaio de ensaios: teorização biográfica fronteiriça
                Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                Tipo Tese
                Data 14/09/2023
                Área LETRAS
                Orientador(es)
                  Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                    Banca
                    • Angela Maria Guida
                    • Carlos Vinicius da Silva Figueiredo
                    • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                    • Marta Francisco de Oliveira
                    • Vania Maria Lescano Guerra
                    Resumo
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                      A Poética selvagem de Sérgio Medeiros
                      Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                      Tipo Tese
                      Data 13/07/2023
                      Área LETRAS
                      Orientador(es)
                      • Angela Maria Guida
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Sirley da Silva Rojas Oliveira
                        Banca
                        • Angela Maria Guida
                        • Daniel Abrão
                        • Igor Teixeira Silva Fagundes
                        • Patricia Graciela da Rocha
                        • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                        • Wellington Furtado Ramos
                        Resumo O poeta Sérgio Medeiros é natural de Bela Vista, cidade de Mato Grosso do Sul, que fica na fronteira entre Brasil e Paraguai. Suas obras evidenciam a cultura ameríndia e questionam os limites entre humanos e não humanos, a partir de traços, palavras e imagens. A poética de Sérgio Medeiros, mesmo com a possibilidade de ser lida à luz dos pressupostos postulados pela ecocrítica, apresenta aspectos singulares que vão além de uma leitura mais tradicional dessa corrente teórico-metodológica. Essa singularidade se constitui na conjunção que o poeta faz da tradição indígena, ecológica e ambiental a experimentalismos formais, como a escrita assêmica, a fim de tensionar categorias como humano, animal e vegetal. Uma obra povoada por muitos seres e espécies diversos, enfim, cruzamentos que permitem orientações conceituais em muitas direções. Para esta pesquisa, vamos nos valer dos estudos da ecocrítica, do pensamento vegetal, do animismo, do perspectivismo ameríndio e da sabedoria de povos originários para partilhar conosco a leitura da poética visual de Sérgio Medeiros. Interessa-nos as produções em livros físicos, bem como as realizadas no blog do poeta.
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                          VERDADE E JUSTIÇA EM REINO DO AMANHÃ: A CONDUTA DO SUPER-HERÓI A PARTIR DA NOÇÃO PEIRCIANA DE CRENÇA
                          Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                          Tipo Tese
                          Data 07/07/2023
                          Área LETRAS
                          Orientador(es)
                          • Eluiza Bortolotto Ghizzi
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Vanderlis Legramante Barbosa
                            Banca
                            • Carlos Ribeiro Caldas Filho
                            • Eluiza Bortolotto Ghizzi
                            • Geraldo Vicente Martins
                            • Iuri Andréas Reblin
                            • Maria Luceli Faria Batistote
                            • Renan Henrique Baggio
                            • Sueli Maria Ramos da Silva
                            Resumo Esta pesquisa atua no campo de investigações acadêmicas sobre a linguagem dos quadrinhos, mais especificamente, nos diálogos entre signos intra e interlinguagens e suas consequências no campo da interpretação, à luz da semiótica peirciana. Apesar de majoritariamente consideradas como voltadas para um público jovem, as histórias em quadrinhos suscitam discussões e interpretações conectadas com a realidade e que as afastam da concepção de uma literatura ingênua e infantil. Em 1938, com a revista Action Comics nº1, teve início a Era de Ouro nos quadrinhos, consagrando Superman como o primeiro super-herói a figurar nesse novo formato de história. Desde então, outros personagens foram criados com base nos atributos apresentados por Superman que, embora tenha passado por transformações, desde visuais até conceituais, permaneceu fiel a seu código de verdade e justiça. De modo geral, esta pesquisa objetiva inserir-se nas investigações acerca das potencialidades das histórias em quadrinhos como objeto de estudo, contribuindo com seu desenvolvimento crítico e teórico. Em sentido específico, objetivamos trabalhar com significações investidas nas crenças que regulam a conduta dos super-heróis na graphic novel Reino do Amanhã, de Mark Waid (roteiro) e Alex Ross (arte), publicada em 1996, especialmente no que diz respeito ao ideal de verdade e justiça. Tendo em vista as relações de intertextualidade, nossa investigação analisa como esse ideal e a conduta dos super-heróis podem estar também ligados à origem do personagem Superman e à literatura apocalíptica, mais especificamente o livro Apocalipse de João, do Novo Testamento. Pautamo-nos, metodologicamente, em conceitos da semiótica de Charles S. Peirce (1839-1914), bem como na noção de crença oriunda da filosofia pragmatista peirciana, como algo que orienta a conduta. Além de Peirce (2003; 2008; 2017a; 2017b), embasamo-nos em estudiosos de sua obra, como Santaella (2008a; 2008b; 2012; 2017), Nöth (2003; 2015) e Ibri (2015; 2021). No tratamento do corpus, delimitamos trechos da obra que consideramos pertinentes e suficientes para verificar a hipótese de que Reino do Amanhã propõe um conceito de super-herói pautado nos valores morais estabelecidos na Era de Prata dos quadrinhos. Para a análise, consideramos tanto diálogos entre signos verbais e não verbais, quanto intertextuais, quer entre textos da própria linguagem dos quadrinhos, como é o caso das relações entre a graphic novel e outras histórias do gênero, quer com textos externos à linguagem dos quadrinhos, como as relações de referência entre Reino do Amanhã e o texto bíblico de Apocalipse de João. Essa estratégia semiótica permitiu observar e analisar como os ideais de verdade e justiça são retomados e atualizados nessa narrativa, consolidando-se em meio às crenças definidoras de um código moral para Superman e, por generalização, para os demais super-heróis. Tão importante quanto a análise semiótica, foram os estudos sobre a origem e a linguagem dos quadrinhos, para os quais apoiamo-nos em Cagnin (1975), Eisner (2005), McCloud (2005), Campos (2015), Barbieri (2017) e Moreau e Machado (2020). Na abordagem das Eras dos quadrinhos de super-heróis e da trajetória do personagem Superman, recorremos a Jones (2006), Knowles (2008), Morrison (2012), Weldon (2016), Reblin (2015), Robb (2017), entre outros. Com base na revisão de teoria e nas análises realizadas, a tese permite acompanhar, na obra Reino do Amanhã, um processo de autocrítica e de revisão de crenças e de condutas dos super-heróis, análogo aos experienciados por nós, humanos, e estudados pela teoria peirciana referenciada no corpo do texto. Entendemos que os estudos propostos nesta tese contribuem, cientifica e teoricamente, nos estudos sobre a linguagem dos quadrinhos, além de apontar para perspectivas outras de análise da obra Reino do Amanhã, uma vez que o campo semiótico possibilita amplas investigações acerca de como os signos em geral são percebidos e produzem significados no processo de semiose.
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                            O SIGNO, A ASSINATURA E O DISCURSO: AS CONTRIBUIÇÕES DE AGAMBEN SOBRE ASSINATURA NA CONSTRUÇÃO DOS SENTIDOS
                            Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                            Tipo Tese
                            Data 06/07/2023
                            Área LETRAS
                            Orientador(es)
                            • Maria Luceli Faria Batistote
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Carla Andreia Schneider
                              Banca
                              • Eluiza Bortolotto Ghizzi
                              • Geraldo Vicente Martins
                              • Ivã Carlos Lopes
                              • Luciana Maria Crestani
                              • Maria Luceli Faria Batistote
                              • Rita de Cassia Aparecida Pacheco Limberti
                              • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                              Resumo A arqueologia desenvolvida por Agamben sobre a Teoria das Assinaturas na obra
                              “Signatura rerum” (2019) torna possível descrever qual a relação estabelecida entre a
                              assinatura e a construção do sentido nos signos e, consequentemente, no interdiscurso,
                              em decorrência do lugar que ocupa na enunciação. Nesse sentido, sob a perspectiva
                              teórica da Semiótica discursiva, objetivamos depreender as possíveis articulações com a
                              Teoria das Assinaturas (AGAMBEN, 2019), a construção do sentido de um signo
                              específico (existente ou novo), o interdiscurso e as formações discursivas. Tais
                              articulações permitem abordar a noção de interdiscurso pela semiótica discursiva, além
                              de explorar a figurativização e a tematização sob a perspectiva das relações históricas e
                              sociais que interagem no interior dos textos e resultam no efeito de pressuposição de
                              diálogos com outros textos. Os resultados mostram que na análise da isotopia,
                              utilizando a análise definicional de Greimas, a assinatura se apresenta na definição
                              lexicográfica, enquanto lexema catalisador; na definição discursiva, se mostra na
                              reiteração de semas que corroboram a permanência de um mesmo sentido; e, por último,
                              na definição oblíqua, que trata da seleção cultural, as escolhas culturais realizadas pelo
                              enunciador nas suas relações com a sociedade e a história, reiteram ou procuram
                              ressemantizá-la com modulações das intensidades de ausência e presença de valores
                              eufóricos ou disfóricos, que não evitam a co-presença da assinatura. As reflexões
                              teóricas possibilitam delinear uma teoria, ainda que provisória, que abarque as relações
                              de sentido instauradas por meio de uma assinatura que mudam a nossa relação com um
                              signo existente ou originam um signo novo. Especificamente, as assinaturas possuem
                              atributos capazes de serem identificados e descritos ao produzir um signo diferente
                              daquele atribuído tradicionalmente por uma comunidade ou que predeterminam uma
                              apreensão de mundo, as quais se constituem em formação discursiva, ao se
                              consolidarem como paradigmas em uma comunidade discursiva. Para este estudo,
                              utilizamos como corpus enunciados que circularam na mídia em Mato Grosso do Sul,
                              enquanto narrativas jornalísticas, no mês de agosto de 2019 e outros enunciados em
                              suportes diferentes que circularam em períodos anteriores, onde se encontram o mesmo
                              lexema.
                              Palavras-chave: Epistemologia; semiótica discursiva; assinatura; interdiscurso.
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                                A FOTOGRAFIA COMO REFERÊNCIA EM PROCESSOS CRIATIVOS DA PINTURA BRASILEIRA NO SÉCULO XXI: possibilidades e convergências
                                Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                                Tipo Tese
                                Data 05/07/2023
                                Área LETRAS
                                Orientador(es)
                                • Eluiza Bortolotto Ghizzi
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Priscilla de Paula Pessoa Biagi
                                  Banca
                                  • DESIRÈE PASCHOAL DE MELO
                                  • Eluiza Bortolotto Ghizzi
                                  • Geraldo Vicente Martins
                                  • Luana Maribele Wedekin
                                  • Lucia Isaltina Clemente Leão
                                  • Paulo Cesar Antonini de Souza
                                  • Sueli Maria Ramos da Silva
                                  Resumo Ao pensarmos sobre a pintura produzida a partir de meados do século XIX, é possível observar, por meio de registros históricos, que fotografias são, desde sua invenção, constantemente tomadas por pintores de diversas partes do mundo e das mais distintas vertentes como referência para suas criações; isso tem sido objeto de registros no campo da história da arte e dos estudos teóricos e críticos cujo foco é a gama de relações entre pintura e fotografia, e é nesse contexto que a presente tese se insere, ao dirigir o olhar para parte dessa produção, a partir do campo dos estudos de linguagens. Trazendo a questão para a arte contemporânea brasileira produzida nas primeiras décadas do século XXI, esta pesquisa levantou e analisou os diferentes percursos trilhados por quinze artistas na utilização de fotografias como referência para a produção de quinze pinturas brasileiras recentes, um conjunto de obras escolhido a partir de critérios que atestassem sua relevância e representatividade no cenário artístico nacional, de modo que passaram a ser tomadas como documentos iniciais para a busca de outros documentos sobre seus processos criativos, compondo assim, o corpus para as análises. O tratamento metodológico dos documentos foi orientado pela hipótese de que é possível detectar, a partir da análise comparativa de documentos de processos criativos de um conjunto de obras representativo da pintura produzida no Brasil nas últimas duas décadas, tanto uma série de possibilidades nas abordagens adotadas pelos artistas que fazem uso de fotografias em seus processos criativos, quanto certas convergências, que permitiram identificar, delimitar e agrupar vertentes dessa prática em relação ao recorte espacial e temporal de que tratamos. Em nosso percurso, voltamos a atenção para o próprio pensamento artístico em processo através de preceitos da crítica genética, com abordagem teórico-metodológica que se sustentou em aspectos da semiótica e de outros ramos da filosofia de Charles S. Peirce, buscando, na relação entre as obras entregues ao público e os registros sobre seus processos, um espaço para reflexões sobre a questão proposta. Por fim, apresentamos nossas conclusões sobre como se constituem as relações entre as referências fotográficas e as quinze pinturas que compõem o corpus desta pesquisa; em seguida, entendendo que a concretude de tais conclusões limita-se ao que foi observado nesse material, mas considerando que a consistência das análises permite traçar um mapa e projetá-lo para um cenário mais amplo – o da produção pictórica brasileira do século XXI –, apresentamos (preservando um caráter hipotético e sujeito a verificações futuras) as generalizações encontradas a partir de três aspectos: a origem das fotografias referenciais, seu papel na fatura da pintura e a natureza da referencialidade. Pretendemos que esta pesquisa seja uma contribuição para o campo educativo e para o campo artístico – um material relevante não só para teóricos das artes visuais, que se interessem pelos processos criativos em pintura, mas também para professores, acadêmicos e mesmo artistas já atuantes que possam aproveitar estes estudos sobre a fotografia como referência na pintura.
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                                  Língua Espanhola no Enem: análise de itens de 2019 a 2022 na perspectiva dos Letramentos Críticos
                                  Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                                  Tipo Tese
                                  Data 03/07/2023
                                  Área LETRAS
                                  Orientador(es)
                                  • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
                                  Coorientador(es)
                                  • Fabiana Pocas Biondo
                                  Orientando(s)
                                  • Simone dos Santos França
                                  Banca
                                  • Alvaro Jose dos Santos Gomes
                                  • Antonio Ferreira da Silva Júnior
                                  • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
                                  • Elaine de Moraes Santos
                                  • José Veranildo Lopes da Costa Junior
                                  • Kelly Cristiane Henschel Pobbe de Carvalho
                                  • Rosivaldo Gomes
                                  Resumo Esta tese é resultado da pesquisa de doutorado que teve como objetivo geral analisar itens de língua espanhola do Enem presentes nas aplicações de 2019 a 2022, na perspectiva dos letramentos críticos. Os itens foram selecionados considerando questões que propiciassem discussões relacionadas a relações de poder, ideologia e diversidade; itens que tivessem relação direta com práticas sociais; e que contemplassem os termos crítica/criticidade. As perguntas de pesquisa desta investigação são: a) os textos base, os enunciados e as alternativas colaboram para discutir de forma crítica práticas sociais, relações de poder e ideologia? Se sim, como?; b) existem aspectos dos letramentos críticos presentes nos textos base, enunciados e alternativas dos itens de língua espanhola do Enem? Decorrem como objetivos específicos: (i) discutir a importância da presença do espanhol no Enem; (ii) analisar como itens de língua espanhola do Enem podem possibilitar discussões sobre práticas sociais, relações de poder e ideologias; (iii) debater sobre a importância de itens de espanhol do Enem que contemplem uma perspectiva crítica da linguagem, conforme pressupostos dos letramentos críticos; (iv) discutir as implicações do Enem para o ensino e a aprendizagem de espanhol no ensino médio, na perspectiva dos letramentos críticos. Esta discussão insere-se no campo de estudos da Linguística Aplicada voltada para pesquisas que envolvem o ensino de espanhol e o Enem, relacionando linguagem e sociedade. Assim, a análise se centra em nove itens de espanhol do Enem a partir de três elementos que formam cada questão: o texto base, o enunciado e as alternativas. A tese defendida é que, a partir da escolha de determinados textos, seja possível provocar reflexões críticas capazes de contribuir para o ideal de uma educação com/para linguagens que permita a ampliação da consciência social dos indivíduos para que reflitam e atuem em sua própria realidade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa (LANKSHEAR; KNOBEL, 2008), de cunho descritivo-interpretativista (MOITA LOPES, 1994). Dentre as justificativas para esta investigação, estão os anseios advindos de minha atuação como professora do ensino médio por alguns anos, em que pude vivenciar a necessidade de desenvolvimento da criticidade entre as/os estudantes, e observar os efeitos retroativos do Enem em minhas aulas. A experiência me motivou a desenvolver esta pesquisa, com o intuito de que ela possa contribuir, de algum modo, para aumentar as investigações sobre os itens de língua espanhola do Enem, e colaborar no desenvolvimento de trabalhos que relacionam itens de espanhol e a teoria dos letramentos críticos, além de cooperar para que professores, alunos, elaboradores de itens e a comunidade em geral percebam a necessidade de propor temas/textos que reivindicam um olhar mais crítico dos estudantes enquanto cidadãos e seu engajamento por meio da linguagem. Como base teórica, foram articulados estudos sobre letramentos críticos (CERVETTI; PARDALES; DAMICO, 2001; JANKS, 2010, 2012, 2013; MENEZES DE SOUZA, 2011; MONTE MÓR, 2008, 2010, 2011, 2013; STREET, 2014) e de espanhol (BAPTISTA, 2007, 2010; BOTELHO, 2021; CASSANY; CASTELLÀ, 2010; COSTA, 2012), dentre outros. A partir dos resultados, foi possível constatar que, dos itens analisados, somente alguns seguem em direção às reflexões críticas a partir da escolha do texto base. A elaboração dos itens de espanhol do Enem carece de abordagem voltada para criticidade, por meio de textos e temas que possibilitem o questionamento às realidades impostas, às relações de poder e às práticas sociais presentes na sociedade.
                                  Palabras clave: secundaria; español; examen a gran escala.
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                                  POLÍTICAS LINGUÍSTICAS: CONFINAMENTO E RETOMADA DAS LÍNGUAS KAIOWÁ E GUARANI NO CONE SUL DE MATO GROSSO DO SUL
                                  Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                                  Tipo Tese
                                  Data 12/05/2023
                                  Área LETRAS
                                  Orientador(es)
                                  • Rogerio Vicente Ferreira
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Adriana Oliveira de Sales
                                    Banca
                                    • Aparecida Negri Isquerdo
                                    • Bruno Oliveira Maroneze
                                    • Denise Silva
                                    • Eliel Benites
                                    • Maria Ceres Pereira
                                    • Patricia Graciela da Rocha
                                    • Rogerio Vicente Ferreira
                                    Resumo Neste estudo investigamos como têm se realizado as políticas linguísticas que envolvem as línguas indígenas Kaiowá e Nhandeva faladas no Cone Sul de Mato Grosso do Sul. Trata-se de uma abordagem gerada a partir do processo de confinamento territorial (BRAND, 1993; 1997) que ocasionou o confinamento linguístico (SALES, 2022), dessas etnias e línguas. A pesquisa conta com a base teórica calcada nos estudos das Políticas Linguísticas de Sposlky (2004), Calvet (2007; 2005), Hamel (1993), Ricento (2000). Inicialmente, faz-se a caracterização da situação das línguas indígenas a partir da descrição das situações sociohistóricas que ocasionaram a relação de contato e conflito com a língua portuguesa. Realizou-se também um levantamento documental sobre o processo de colonização linguística (MARIANI,2004) até os dias atuais, com análise de um diagnóstico sociolinguístico (FISHMAN, 1974), e reflexão complementar que envolve a glotopolítica (LAGARES, 2021), e a educação escolar indígena bilíngue (MARTINS, 2013; D’ANGELIS, 2012; MAHER, 2006; OLIVEIRA, 2000). Os Procedimentos metodológicos se orientaram pelos princípios etnográficos com o uso de instrumentos da pesquisa documental e de um questionário sociolinguístico (PIMENTEL, 2017), com esses instrumentos realizamos análise dos domínios de cada língua nas comunidades linguísticas investigadas, o foco principal se deu nas políticas dos âmbitos nacional, estadual e municipal, dando ênfase em como o contexto escolar (FERGUSON, 1974; CALVET, 2004) apresenta as línguas em seus projetos pedagógicos e currículos escolares das escolas de sete municípios. A partir das análises dados avaliamos que que as políticas linguísticas precisam contemplar as comunidades em suas discussões, que os povos indígenas podem se mobilizar para garantir seus direitos em termos municipais de uso das línguas, que as línguas indígenas estão tendo transmissão intergeracional e pela preservação da mesma. Nas escolas, constatou-se que o currículo, de maneira geral, não é intercultural nem bilíngue, que mesmo após formações sobre modelos de ensino bilingue o que se aplica ainda é o bilinguismo de substituição, estando as línguas e culturas Kaiowá e Nhandeva numa relação de desprestígio com a Língua Portuguesa. Observamos também que a educação escolar do Cone Sul não realiza o ensino de português como segunda língua e avaliamos que toda esfera escolar precisa de formação. A partir desses dados sugerimos a construção coletiva de um modelo forte de ensino de língua de modo que a escola possa contribuir com a manutenção do bilinguismo (BAKER, 2001) e no aumento da utilização das línguas indígenas com vista ao fortalecimento do fenômeno de retomadas linguísticas.
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                                    Translinguando sentidos autoetnográficos críticos como professora imigrante venezuelana da perspectiva decolonial
                                    Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                                    Tipo Tese
                                    Data 05/12/2022
                                    Área LETRAS
                                    Orientador(es)
                                    • Nara Hiroko Takaki
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Rosana Iriani Daza de Garcia
                                      Banca
                                      • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
                                      • Elizabete Aparecida Marques
                                      • Fabiana Pocas Biondo
                                      • Kleber Aparecido da Silva
                                      • Nara Hiroko Takaki
                                      • Walkyria Maria Monte Mor
                                      Resumo Conforme dados do “Ministério da Cidadania, Dourados (MS) é o terceiro
                                      município brasileiro que mais recebeu imigrantes venezuelanos pela Operação
                                      Acolhida. Entre os efeitos desse fluxo em direção à referida cidade, em Mato
                                      Grosso do Sul, destaca-se o crescente número de venezuelanos matriculados
                                      em escolas públicas e o desafio na formação de professores para a “acolhida”
                                      desses sujeitos. O trabalho acentua meu lócus de enunciação (BHABHA, 1988),
                                      como professora e pesquisadora e objetiva interpretar e analisar a construção
                                      de sentidos autoetnográficos, uma (auto)crítica reflexiva, na minha prática social,
                                      ou seja, no meu fazer teórico-prático convivendo com alunos de Letras, ao
                                      ministrar um curso de extensão intitulado “Lengua española y cultura
                                      venezolana”, de março a junho de 2021, na Universidade Federal da Grande
                                      Dourados (UFGD), em Dourados (MS) e de minha trajetória de imigrante. A
                                      metodologia utilizada foi de natureza autoetnográfica crítica (SHORT; TURNER;
                                      GRANT, 2013, ONO, 2017, TAKAKI, 2020). Escolha permitiu que eu
                                      confrontasse meus pressupostos e experiência com as diferenças emergentes
                                      em sala de aula, acentuando minhas intersubjetividades, já informadas pelas
                                      teorias selecionadas, no que concerne à apreensão da dinamicidade do
                                      trabalho. A pesquisa situa-se no âmbito das perspectivas de letramento crítico,
                                      (CERVETTI, PARDALES, DAMICO, 2001, JANKS, 2010, LUKE, 2012,
                                      MENEZES DE SOUZA, 2010, 2011, MONTE MÓR, 2010, 2018; MONTE MÓR;
                                      MORGAN, 2014) inspirados em Freire (2001, 2011), translinguagem
                                      (CANAGARAJAH, 2013, 2017, GARCÍA, 2009, GARCÍA; WEI, 2014, WEI, 2018,
                                      YIP; GARCÍA, 2018), “novos” letramentos (LANKSHEAR; KNOBEL, 2006,
                                      LANKSHEAR, 2007), epistemologias do sul (SOUSA SANTOS; MENESES,
                                      2010) e decolonialidade (MENEZES DE SOUZA, 2019, 2010, MIGNOLO, 2003,
                                      QUIJANO, 2000). O trabalho focaliza a educação linguística-cultural em contexto
                                      migratório.
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                                      Uma abordagem semiótica do discurso nos romances políticos de Erico Veríssimo
                                      Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                                      Tipo Tese
                                      Data 30/11/2022
                                      Área LETRAS
                                      Orientador(es)
                                      • Geraldo Vicente Martins
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Dagmar Vieira Nogueira Silva
                                        Banca
                                        • Arlinda Cantero Dorsa
                                        • Eluiza Bortolotto Ghizzi
                                        • Geovana Quinalha de Oliveira
                                        • Geraldo Vicente Martins
                                        • Leoné Astride Barzotto
                                        • Leticia Moraes Lima
                                        • Maria Luceli Faria Batistote
                                        Resumo Exercitar a leitura, em suas diversas faces e contextos, requer um conjunto de habilidades
                                        e conhecimentos que mesclam a agilidade do pensamento à capacidade de compreensão e
                                        reflexão do leitor diante do objeto lido. Por essa perspectiva e, levando em consideração o
                                        olhar semiótico sobre o objeto verbal, pode-se afirmar que a leitura ultrapassa a fronteira da
                                        simples decifração de um código, pois se transforma em um modo de construir a significação,
                                        amparado nos sentidos percebidos no e pelo texto. Destarte, sob o viés da semiótica
                                        discursiva, torna-se profícuo examinar o objeto discursivo, por meio de seu plano de
                                        conteúdo, e de suas estruturas textuais, procurando compreender os mecanismos que
                                        engendram a construção do(s) seu(s) sentido(s). Considerando esses aspectos, e
                                        integrando estudos linguísticos e literários, selecionam-se três romances de caráter político,
                                        do escritor Erico Verissimo, para compor o corpus desta pesquisa: O Senhor Embaixador
                                        (1965), O prisioneiro (1967) e Incidente em Antares (1971). Para tal abordagem, recorre-se
                                        à semiótica, valendo-se de elementos do percurso gerativo de sentido como guia para um
                                        olhar mais atento ao texto, tendo como objetivo geral observar a construção do componente
                                        temático-figurativo nos romances verissiano elencados, bem como das projeções das
                                        categorias enunciativas neles efetuadas. Assim, demonstra-se, na prática, a teoria semiótica
                                        discursiva, e, de modo mais específico, as análises envolvendo o (des)envolvimento e a
                                        compreensão das construções figurativas de pessoas, espaços e tempos que recobrem os
                                        temas de ordem política e social presentes nas distintas obras, todas da última fase do
                                        escritor cruz-altense. Na interface entre a vida e a obra de Erico Verissimo, observam-se
                                        também a fortuna crítica do autor e os acontecimentos que vinculam a presença de
                                        personagens representativos da conjuntura político-social brasileira nas narrativas que
                                        compõem a terceira fase de suas produções literárias. Como aporte teórico, foram
                                        considerados os estudos de Greimas (1973; 1975; 2002; 2021 [1979]), Barros (1990; 2002;
                                        2021), Bertrand (2003), Fiorin (1999; 2016; 2018; 2020; 2021), Martins (2017), Harkot-DeLa-Taille (2016), Chaves (1972; 1976), Ritter (2016), Todorov (2006; 2010), entre outros que
                                        vieram a contribuir com os objetivos aqui delimitados. Diante das análises realizadas,
                                        constatou-se que os elementos temático-figurativos, presentes nos discursos enunciados
                                        pelas distintas instâncias enunciativas, determinam leituras acerca dos problemas políticosociais figurativizados na literatura; em face desses problemas, foram reconhecidas
                                        diferentes formas de poder manifestadas pelos sujeitos defensores de ideologias e regimes
                                        autocráticos que ignoram preceitos necessários à justiça e à equidade social, o que ratifica
                                        os romances verissianos, de teor político, como instrumentos de diálogo entre enunciador e
                                        enunciatário do texto no processo de construção da história registrada na/pela linguagem.
                                        Palavras-chave: Semiótica; Figurativização; Tematização; Literatura brasileira; Política.
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                                        Geo-ontoepistemologias decoloniais: Educação Linguística e "Português como Língua Acolhimento"
                                        Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                                        Tipo Tese
                                        Data 01/06/2022
                                        Área LETRAS
                                        Orientador(es)
                                        • Nara Hiroko Takaki
                                        Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                          • Francisco Leandro Oliveira Queiroz
                                          Banca
                                          • Alexandre José Pinto Cadilhe de Assis Jácome
                                          • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
                                          • Elaine de Moraes Santos
                                          • Juliana Zeggio Martinez
                                          • Nara Hiroko Takaki
                                          • Rosivaldo Gomes
                                          • Tania Ferreira Rezende
                                          Resumo Resumo

                                          Nos últimos anos, a decolonialidade (MIGNOLO, 2017a, 2015, 2008, 2003; WALSH, 2017, 2016, 2013; QUIJANO, 2014; CASTRO-GÓMEZ e GROSFOGUEL, 2007) vem se tornando uma opção cada vez mais necessária para trazer o corpo de volta e marcar o não-marcado (MENEZES DE SOUZA, 2019, 2018) na língua/linguagem e na produção de conhecimento, principalmente em contextos do Sul Global, como é o caso brasileiro. Trazer o corpo de volta e marcar o não-marcado carregam premissas que rejeitam o universal como categoria capaz de professar a história única e o natural como estratégia possível de justificar as hierarquias sociais, com suas desigualdades radicais (SANTOS, 2019). Nesse sentido, o universal e o natural evidenciam a necessidade de repensar o saber a partir de sua própria geopolítica e corpopolítica, abordando a questão social como consequência da modernidade (MIGNOLO, 2010a, 2000) e da colonialidade (MIGNOLO, 2017b, 2010a). No campo da educação linguística, a perspectiva decolonial é fundamentalmente relevante por denunciar a colonialidade da linguagem (VERONELLI, 2021), cavando espaço para redesenhos outros, sem desconsiderar as tensões constantes e sem dispensar contestações de tempo em tempo. Nesses termos, o objetivo desta tese é problematizar o Português como Língua de Acolhimento, a partir do meu lócus de enunciação de educador-professor de português e das geo-ontoepistemologias decoloniais. A metodologia é de natureza conversacional e interpretativa-reflexiva, considerando a escolha da literatura, as visões, vivências e expectativas sociais em meio às demandas políticas, éticas e educacionais contemporâneas. Os resultados principais apontam para uma forte colonialidade da língua/linguagem, atravessando o estar-sendo, o sentir e o agir dos sujeitos afetados pela opressão moderna, refletindo diretamente a dominação do ser e do saber, em que intersubjetividades e conhecimentos obedecem a patrões coloniais do poder. Os resultados apontam também para a necessidade de identificar, interrogar e interromper essa mesma colonialidade, chamando atenção para a reconstrução do Português como Língua de Acolhimento a partir de premissas decoloniais, pressupondo o/a professor/a e o/a aluno/a como coautores/ras desse processo localmente.

                                          Palavras-chave: Geo-ontoepistemologias decoloniais. Educação linguística. Português como Língua de Acolhimento.
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                                          OS MEANDROS PARA DESTEORIZAR E RE-TEORIZAR A AMÉRICA LATINA: o biolócus por entre descolonialidades epistêmicas da crítica biográfica fronteiriça
                                          Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                                          Tipo Tese
                                          Data 29/10/2021
                                          Área LETRAS
                                          Orientador(es)
                                          • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                          Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                            • Fabio Pereira do Vale Machado
                                            Banca
                                            • Bernardo Salgado Rodrigues
                                            • Cristiane Dambrós
                                            • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                            • Marcos Antônio Bessa Oliveira
                                            • Marta Francisco de Oliveira
                                            • Vania Maria Lescano Guerra
                                            • Wagner Corsino Enedino
                                            Resumo Este trabalho científico-acadêmico traz como proposta epistemológica perspectivas
                                            descentralizadas que vislumbram saídas crítico-culturais para que a América Latina atinja
                                            pódios, lugares e reconhecimentos ainda não angariados. Para a elaboração deste
                                            trabalho foram edificadas algumas posturas teórico-críticas como, por exemplo, as
                                            posições centristas que são partes de uma partícipe e moldurada face eurocêntrica que
                                            enrijecem as possibilidades qualificativas de um trabalho acadêmico. Antitético à prática
                                            acadêmica moderna, o presente trabalho aprecia cultural e contemporaneamente quais
                                            os possíveis meandros para que a América Latina – através de uma cultura apreciativa
                                            que não apenas fala sobre, mas também com e a partir da condição de latino seja peçamotriz para que a identidade cultural latino-americana esteja em sua genuína condição
                                            cujo modus operandi não insista em qualificar, mas destacar e descobrir as qualificações
                                            dessa identidade cultural, ou seja, da nossa latinidade. Nesse preciso sentido, com o fito
                                            de publicare et propagare este produto como forma-contributiva acadêmica e cultural,
                                            elegemos a base crítico teórica da descolonialidade. Os conceitos basilares deste
                                            trabalho científico emergem das criticidades acadêmico-culturais de autores como Walter
                                            Mignolo, Enrique Dussel, Aníbal Quijano, Edgar Cézar Nolasco, Zulma Palermo, Nelson
                                            Maldonado Torres, Marcos Antônio Bessa-Oliveira, Gayatri Chakravorty Spivak, Paulo
                                            Freire, Silviano Santiago, Glória Anzaldúa entre outros críticos e pesquisadores. A crítica
                                            biográfica fronteiriça abaliza este trabalho cujo produto de tese acadêmica de doutorado
                                            circunscreve a minha perspectiva em colaborar com a tomada crítico-epistemológica da
                                            América Latina desteorizando para re-teorizar caminhos estagnantes da crítica que
                                            circunda, com vestes-coloniais, quase que unanimemente a criticidade artístico-cultural
                                            latino-americana. Com a decisão e a inscrição do pensamento próprio busco neste
                                            trabalho o tom do ineditismo acadêmico ainda não explorado na crítica da América
                                            Latina, sugerindo e valorando que se aplique para essas teorizações contemporâneas, as
                                            experivivências do pesquisador para se conduzir a sua produção acadêmica. No primeiro
                                            capítulo deste trabalho apresentado com o título: ―(DES)BRITANIZAR: tese(ando) no
                                            exercício crítico na América Latina por opção descolonial‖ trago a inscrição de um
                                            conceito que desenvolvemos durante a edificação desta investigação epistemológica
                                            inserindo, paulatinamente, sugestões para desenvoltura acadêmico-cultural na e com a
                                            América Latina. No segundo estruturante capitular trago: ―RITO-CRÍTICO AMODERNO: a
                                            edificação da latinidade contemporâneo-descolonial na América Latina‖, apresentando,
                                            com perspectivas não cartesianas, outro conceito desenvolvido na construção desse
                                            produto científico aliançando os países latino-americanos para a edificação críticoperiférica da América Latina. Por fim, neste trabalho científico-acadêmico, apresentarei
                                            no terceiro capítulo com o registro: ―CRÍTICA COMPARATISTA BIOGRÁFICOFRONTERIZA CONTEMPORÂNEA: a literatura latina de Gabriel García Márquez e Edgar
                                            Cézar Nolasco, encontros‖, os processos crítico-epistemológicos que a literatura cumpre
                                            por meio da criticidade discutindo novas tensões e novos-corpus-epistêmicos com a
                                            visada, outra, logo descolonial, que passa a erigir posições não dependentistas, portanto,
                                            neste último capítulo exercito a crítica comparatista biográfico-fronteriza demonstrando a
                                            aproximação entre autores latinos. Esta presente proposta apresentará estratégias e
                                            exercícios que (re)qualificarão a América Latina no cenário crítico-cultural
                                            contemporâneo.
                                            Palavras-chave: América Latina; Descolonização; Crítica biográfica fronteiriça;
                                            (Des)britanizar; teorização amoderna
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