| Translinguando sentidos autoetnográficos críticos como professora imigrante venezuelana da perspectiva decolonial |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
05/12/2022 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Rosana Iriani Daza de Garcia
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| Banca |
- Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
- Elizabete Aparecida Marques
- Fabiana Pocas Biondo
- Kleber Aparecido da Silva
- Nara Hiroko Takaki
- Walkyria Maria Monte Mor
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| Resumo |
Conforme dados do “Ministério da Cidadania, Dourados (MS) é o terceiro
município brasileiro que mais recebeu imigrantes venezuelanos pela Operação
Acolhida. Entre os efeitos desse fluxo em direção à referida cidade, em Mato
Grosso do Sul, destaca-se o crescente número de venezuelanos matriculados
em escolas públicas e o desafio na formação de professores para a “acolhida”
desses sujeitos. O trabalho acentua meu lócus de enunciação (BHABHA, 1988),
como professora e pesquisadora e objetiva interpretar e analisar a construção
de sentidos autoetnográficos, uma (auto)crítica reflexiva, na minha prática social,
ou seja, no meu fazer teórico-prático convivendo com alunos de Letras, ao
ministrar um curso de extensão intitulado “Lengua española y cultura
venezolana”, de março a junho de 2021, na Universidade Federal da Grande
Dourados (UFGD), em Dourados (MS) e de minha trajetória de imigrante. A
metodologia utilizada foi de natureza autoetnográfica crítica (SHORT; TURNER;
GRANT, 2013, ONO, 2017, TAKAKI, 2020). Escolha permitiu que eu
confrontasse meus pressupostos e experiência com as diferenças emergentes
em sala de aula, acentuando minhas intersubjetividades, já informadas pelas
teorias selecionadas, no que concerne à apreensão da dinamicidade do
trabalho. A pesquisa situa-se no âmbito das perspectivas de letramento crítico,
(CERVETTI, PARDALES, DAMICO, 2001, JANKS, 2010, LUKE, 2012,
MENEZES DE SOUZA, 2010, 2011, MONTE MÓR, 2010, 2018; MONTE MÓR;
MORGAN, 2014) inspirados em Freire (2001, 2011), translinguagem
(CANAGARAJAH, 2013, 2017, GARCÍA, 2009, GARCÍA; WEI, 2014, WEI, 2018,
YIP; GARCÍA, 2018), “novos” letramentos (LANKSHEAR; KNOBEL, 2006,
LANKSHEAR, 2007), epistemologias do sul (SOUSA SANTOS; MENESES,
2010) e decolonialidade (MENEZES DE SOUZA, 2019, 2010, MIGNOLO, 2003,
QUIJANO, 2000). O trabalho focaliza a educação linguística-cultural em contexto
migratório. |
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| Uma abordagem semiótica do discurso nos romances políticos de Erico Veríssimo |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/11/2022 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Dagmar Vieira Nogueira Silva
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| Banca |
- Arlinda Cantero Dorsa
- Eluiza Bortolotto Ghizzi
- Geovana Quinalha de Oliveira
- Geraldo Vicente Martins
- Leoné Astride Barzotto
- Leticia Moraes Lima
- Maria Luceli Faria Batistote
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| Resumo |
Exercitar a leitura, em suas diversas faces e contextos, requer um conjunto de habilidades
e conhecimentos que mesclam a agilidade do pensamento à capacidade de compreensão e
reflexão do leitor diante do objeto lido. Por essa perspectiva e, levando em consideração o
olhar semiótico sobre o objeto verbal, pode-se afirmar que a leitura ultrapassa a fronteira da
simples decifração de um código, pois se transforma em um modo de construir a significação,
amparado nos sentidos percebidos no e pelo texto. Destarte, sob o viés da semiótica
discursiva, torna-se profícuo examinar o objeto discursivo, por meio de seu plano de
conteúdo, e de suas estruturas textuais, procurando compreender os mecanismos que
engendram a construção do(s) seu(s) sentido(s). Considerando esses aspectos, e
integrando estudos linguísticos e literários, selecionam-se três romances de caráter político,
do escritor Erico Verissimo, para compor o corpus desta pesquisa: O Senhor Embaixador
(1965), O prisioneiro (1967) e Incidente em Antares (1971). Para tal abordagem, recorre-se
à semiótica, valendo-se de elementos do percurso gerativo de sentido como guia para um
olhar mais atento ao texto, tendo como objetivo geral observar a construção do componente
temático-figurativo nos romances verissiano elencados, bem como das projeções das
categorias enunciativas neles efetuadas. Assim, demonstra-se, na prática, a teoria semiótica
discursiva, e, de modo mais específico, as análises envolvendo o (des)envolvimento e a
compreensão das construções figurativas de pessoas, espaços e tempos que recobrem os
temas de ordem política e social presentes nas distintas obras, todas da última fase do
escritor cruz-altense. Na interface entre a vida e a obra de Erico Verissimo, observam-se
também a fortuna crítica do autor e os acontecimentos que vinculam a presença de
personagens representativos da conjuntura político-social brasileira nas narrativas que
compõem a terceira fase de suas produções literárias. Como aporte teórico, foram
considerados os estudos de Greimas (1973; 1975; 2002; 2021 [1979]), Barros (1990; 2002;
2021), Bertrand (2003), Fiorin (1999; 2016; 2018; 2020; 2021), Martins (2017), Harkot-DeLa-Taille (2016), Chaves (1972; 1976), Ritter (2016), Todorov (2006; 2010), entre outros que
vieram a contribuir com os objetivos aqui delimitados. Diante das análises realizadas,
constatou-se que os elementos temático-figurativos, presentes nos discursos enunciados
pelas distintas instâncias enunciativas, determinam leituras acerca dos problemas políticosociais figurativizados na literatura; em face desses problemas, foram reconhecidas
diferentes formas de poder manifestadas pelos sujeitos defensores de ideologias e regimes
autocráticos que ignoram preceitos necessários à justiça e à equidade social, o que ratifica
os romances verissianos, de teor político, como instrumentos de diálogo entre enunciador e
enunciatário do texto no processo de construção da história registrada na/pela linguagem.
Palavras-chave: Semiótica; Figurativização; Tematização; Literatura brasileira; Política. |
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| Geo-ontoepistemologias decoloniais: Educação Linguística e "Português como Língua Acolhimento" |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
01/06/2022 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Francisco Leandro Oliveira Queiroz
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| Banca |
- Alexandre José Pinto Cadilhe de Assis Jácome
- Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
- Elaine de Moraes Santos
- Juliana Zeggio Martinez
- Nara Hiroko Takaki
- Rosivaldo Gomes
- Tania Ferreira Rezende
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| Resumo |
Resumo
Nos últimos anos, a decolonialidade (MIGNOLO, 2017a, 2015, 2008, 2003; WALSH, 2017, 2016, 2013; QUIJANO, 2014; CASTRO-GÓMEZ e GROSFOGUEL, 2007) vem se tornando uma opção cada vez mais necessária para trazer o corpo de volta e marcar o não-marcado (MENEZES DE SOUZA, 2019, 2018) na língua/linguagem e na produção de conhecimento, principalmente em contextos do Sul Global, como é o caso brasileiro. Trazer o corpo de volta e marcar o não-marcado carregam premissas que rejeitam o universal como categoria capaz de professar a história única e o natural como estratégia possível de justificar as hierarquias sociais, com suas desigualdades radicais (SANTOS, 2019). Nesse sentido, o universal e o natural evidenciam a necessidade de repensar o saber a partir de sua própria geopolítica e corpopolítica, abordando a questão social como consequência da modernidade (MIGNOLO, 2010a, 2000) e da colonialidade (MIGNOLO, 2017b, 2010a). No campo da educação linguística, a perspectiva decolonial é fundamentalmente relevante por denunciar a colonialidade da linguagem (VERONELLI, 2021), cavando espaço para redesenhos outros, sem desconsiderar as tensões constantes e sem dispensar contestações de tempo em tempo. Nesses termos, o objetivo desta tese é problematizar o Português como Língua de Acolhimento, a partir do meu lócus de enunciação de educador-professor de português e das geo-ontoepistemologias decoloniais. A metodologia é de natureza conversacional e interpretativa-reflexiva, considerando a escolha da literatura, as visões, vivências e expectativas sociais em meio às demandas políticas, éticas e educacionais contemporâneas. Os resultados principais apontam para uma forte colonialidade da língua/linguagem, atravessando o estar-sendo, o sentir e o agir dos sujeitos afetados pela opressão moderna, refletindo diretamente a dominação do ser e do saber, em que intersubjetividades e conhecimentos obedecem a patrões coloniais do poder. Os resultados apontam também para a necessidade de identificar, interrogar e interromper essa mesma colonialidade, chamando atenção para a reconstrução do Português como Língua de Acolhimento a partir de premissas decoloniais, pressupondo o/a professor/a e o/a aluno/a como coautores/ras desse processo localmente.
Palavras-chave: Geo-ontoepistemologias decoloniais. Educação linguística. Português como Língua de Acolhimento.
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| OS MEANDROS PARA DESTEORIZAR E RE-TEORIZAR A AMÉRICA LATINA: o biolócus por entre descolonialidades epistêmicas da crítica biográfica fronteiriça |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
29/10/2021 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Edgar Cezar Nolasco dos Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Fabio Pereira do Vale Machado
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| Banca |
- Bernardo Salgado Rodrigues
- Cristiane Dambrós
- Edgar Cezar Nolasco dos Santos
- Marcos Antônio Bessa Oliveira
- Marta Francisco de Oliveira
- Vania Maria Lescano Guerra
- Wagner Corsino Enedino
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| Resumo |
Este trabalho científico-acadêmico traz como proposta epistemológica perspectivas
descentralizadas que vislumbram saídas crítico-culturais para que a América Latina atinja
pódios, lugares e reconhecimentos ainda não angariados. Para a elaboração deste
trabalho foram edificadas algumas posturas teórico-críticas como, por exemplo, as
posições centristas que são partes de uma partícipe e moldurada face eurocêntrica que
enrijecem as possibilidades qualificativas de um trabalho acadêmico. Antitético à prática
acadêmica moderna, o presente trabalho aprecia cultural e contemporaneamente quais
os possíveis meandros para que a América Latina – através de uma cultura apreciativa
que não apenas fala sobre, mas também com e a partir da condição de latino seja peçamotriz para que a identidade cultural latino-americana esteja em sua genuína condição
cujo modus operandi não insista em qualificar, mas destacar e descobrir as qualificações
dessa identidade cultural, ou seja, da nossa latinidade. Nesse preciso sentido, com o fito
de publicare et propagare este produto como forma-contributiva acadêmica e cultural,
elegemos a base crítico teórica da descolonialidade. Os conceitos basilares deste
trabalho científico emergem das criticidades acadêmico-culturais de autores como Walter
Mignolo, Enrique Dussel, Aníbal Quijano, Edgar Cézar Nolasco, Zulma Palermo, Nelson
Maldonado Torres, Marcos Antônio Bessa-Oliveira, Gayatri Chakravorty Spivak, Paulo
Freire, Silviano Santiago, Glória Anzaldúa entre outros críticos e pesquisadores. A crítica
biográfica fronteiriça abaliza este trabalho cujo produto de tese acadêmica de doutorado
circunscreve a minha perspectiva em colaborar com a tomada crítico-epistemológica da
América Latina desteorizando para re-teorizar caminhos estagnantes da crítica que
circunda, com vestes-coloniais, quase que unanimemente a criticidade artístico-cultural
latino-americana. Com a decisão e a inscrição do pensamento próprio busco neste
trabalho o tom do ineditismo acadêmico ainda não explorado na crítica da América
Latina, sugerindo e valorando que se aplique para essas teorizações contemporâneas, as
experivivências do pesquisador para se conduzir a sua produção acadêmica. No primeiro
capítulo deste trabalho apresentado com o título: ―(DES)BRITANIZAR: tese(ando) no
exercício crítico na América Latina por opção descolonial‖ trago a inscrição de um
conceito que desenvolvemos durante a edificação desta investigação epistemológica
inserindo, paulatinamente, sugestões para desenvoltura acadêmico-cultural na e com a
América Latina. No segundo estruturante capitular trago: ―RITO-CRÍTICO AMODERNO: a
edificação da latinidade contemporâneo-descolonial na América Latina‖, apresentando,
com perspectivas não cartesianas, outro conceito desenvolvido na construção desse
produto científico aliançando os países latino-americanos para a edificação críticoperiférica da América Latina. Por fim, neste trabalho científico-acadêmico, apresentarei
no terceiro capítulo com o registro: ―CRÍTICA COMPARATISTA BIOGRÁFICOFRONTERIZA CONTEMPORÂNEA: a literatura latina de Gabriel García Márquez e Edgar
Cézar Nolasco, encontros‖, os processos crítico-epistemológicos que a literatura cumpre
por meio da criticidade discutindo novas tensões e novos-corpus-epistêmicos com a
visada, outra, logo descolonial, que passa a erigir posições não dependentistas, portanto,
neste último capítulo exercito a crítica comparatista biográfico-fronteriza demonstrando a
aproximação entre autores latinos. Esta presente proposta apresentará estratégias e
exercícios que (re)qualificarão a América Latina no cenário crítico-cultural
contemporâneo.
Palavras-chave: América Latina; Descolonização; Crítica biográfica fronteiriça;
(Des)britanizar; teorização amoderna |
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