| POLÍTICAS LINGUÍSTICAS: CONFINAMENTO E RETOMADA DAS LÍNGUAS KAIOWÁ E GUARANI NO CONE SUL DE MATO GROSSO DO SUL |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
12/05/2023 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Adriana Oliveira de Sales
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| Banca |
- Aparecida Negri Isquerdo
- Bruno Oliveira Maroneze
- Denise Silva
- Eliel Benites
- Maria Ceres Pereira
- Patricia Graciela da Rocha
- Rogerio Vicente Ferreira
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| Resumo |
Neste estudo investigamos como têm se realizado as políticas linguísticas que envolvem as línguas indígenas Kaiowá e Nhandeva faladas no Cone Sul de Mato Grosso do Sul. Trata-se de uma abordagem gerada a partir do processo de confinamento territorial (BRAND, 1993; 1997) que ocasionou o confinamento linguístico (SALES, 2022), dessas etnias e línguas. A pesquisa conta com a base teórica calcada nos estudos das Políticas Linguísticas de Sposlky (2004), Calvet (2007; 2005), Hamel (1993), Ricento (2000). Inicialmente, faz-se a caracterização da situação das línguas indígenas a partir da descrição das situações sociohistóricas que ocasionaram a relação de contato e conflito com a língua portuguesa. Realizou-se também um levantamento documental sobre o processo de colonização linguística (MARIANI,2004) até os dias atuais, com análise de um diagnóstico sociolinguístico (FISHMAN, 1974), e reflexão complementar que envolve a glotopolítica (LAGARES, 2021), e a educação escolar indígena bilíngue (MARTINS, 2013; D’ANGELIS, 2012; MAHER, 2006; OLIVEIRA, 2000). Os Procedimentos metodológicos se orientaram pelos princípios etnográficos com o uso de instrumentos da pesquisa documental e de um questionário sociolinguístico (PIMENTEL, 2017), com esses instrumentos realizamos análise dos domínios de cada língua nas comunidades linguísticas investigadas, o foco principal se deu nas políticas dos âmbitos nacional, estadual e municipal, dando ênfase em como o contexto escolar (FERGUSON, 1974; CALVET, 2004) apresenta as línguas em seus projetos pedagógicos e currículos escolares das escolas de sete municípios. A partir das análises dados avaliamos que que as políticas linguísticas precisam contemplar as comunidades em suas discussões, que os povos indígenas podem se mobilizar para garantir seus direitos em termos municipais de uso das línguas, que as línguas indígenas estão tendo transmissão intergeracional e pela preservação da mesma. Nas escolas, constatou-se que o currículo, de maneira geral, não é intercultural nem bilíngue, que mesmo após formações sobre modelos de ensino bilingue o que se aplica ainda é o bilinguismo de substituição, estando as línguas e culturas Kaiowá e Nhandeva numa relação de desprestígio com a Língua Portuguesa. Observamos também que a educação escolar do Cone Sul não realiza o ensino de português como segunda língua e avaliamos que toda esfera escolar precisa de formação. A partir desses dados sugerimos a construção coletiva de um modelo forte de ensino de língua de modo que a escola possa contribuir com a manutenção do bilinguismo (BAKER, 2001) e no aumento da utilização das línguas indígenas com vista ao fortalecimento do fenômeno de retomadas linguísticas. |
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| Translinguando sentidos autoetnográficos críticos como professora imigrante venezuelana da perspectiva decolonial |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
05/12/2022 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Rosana Iriani Daza de Garcia
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| Banca |
- Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
- Elizabete Aparecida Marques
- Fabiana Pocas Biondo
- Kleber Aparecido da Silva
- Nara Hiroko Takaki
- Walkyria Maria Monte Mor
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| Resumo |
Conforme dados do “Ministério da Cidadania, Dourados (MS) é o terceiro
município brasileiro que mais recebeu imigrantes venezuelanos pela Operação
Acolhida. Entre os efeitos desse fluxo em direção à referida cidade, em Mato
Grosso do Sul, destaca-se o crescente número de venezuelanos matriculados
em escolas públicas e o desafio na formação de professores para a “acolhida”
desses sujeitos. O trabalho acentua meu lócus de enunciação (BHABHA, 1988),
como professora e pesquisadora e objetiva interpretar e analisar a construção
de sentidos autoetnográficos, uma (auto)crítica reflexiva, na minha prática social,
ou seja, no meu fazer teórico-prático convivendo com alunos de Letras, ao
ministrar um curso de extensão intitulado “Lengua española y cultura
venezolana”, de março a junho de 2021, na Universidade Federal da Grande
Dourados (UFGD), em Dourados (MS) e de minha trajetória de imigrante. A
metodologia utilizada foi de natureza autoetnográfica crítica (SHORT; TURNER;
GRANT, 2013, ONO, 2017, TAKAKI, 2020). Escolha permitiu que eu
confrontasse meus pressupostos e experiência com as diferenças emergentes
em sala de aula, acentuando minhas intersubjetividades, já informadas pelas
teorias selecionadas, no que concerne à apreensão da dinamicidade do
trabalho. A pesquisa situa-se no âmbito das perspectivas de letramento crítico,
(CERVETTI, PARDALES, DAMICO, 2001, JANKS, 2010, LUKE, 2012,
MENEZES DE SOUZA, 2010, 2011, MONTE MÓR, 2010, 2018; MONTE MÓR;
MORGAN, 2014) inspirados em Freire (2001, 2011), translinguagem
(CANAGARAJAH, 2013, 2017, GARCÍA, 2009, GARCÍA; WEI, 2014, WEI, 2018,
YIP; GARCÍA, 2018), “novos” letramentos (LANKSHEAR; KNOBEL, 2006,
LANKSHEAR, 2007), epistemologias do sul (SOUSA SANTOS; MENESES,
2010) e decolonialidade (MENEZES DE SOUZA, 2019, 2010, MIGNOLO, 2003,
QUIJANO, 2000). O trabalho focaliza a educação linguística-cultural em contexto
migratório. |
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| Uma abordagem semiótica do discurso nos romances políticos de Erico Veríssimo |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/11/2022 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Dagmar Vieira Nogueira Silva
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| Banca |
- Arlinda Cantero Dorsa
- Eluiza Bortolotto Ghizzi
- Geovana Quinalha de Oliveira
- Geraldo Vicente Martins
- Leoné Astride Barzotto
- Leticia Moraes Lima
- Maria Luceli Faria Batistote
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| Resumo |
Exercitar a leitura, em suas diversas faces e contextos, requer um conjunto de habilidades
e conhecimentos que mesclam a agilidade do pensamento à capacidade de compreensão e
reflexão do leitor diante do objeto lido. Por essa perspectiva e, levando em consideração o
olhar semiótico sobre o objeto verbal, pode-se afirmar que a leitura ultrapassa a fronteira da
simples decifração de um código, pois se transforma em um modo de construir a significação,
amparado nos sentidos percebidos no e pelo texto. Destarte, sob o viés da semiótica
discursiva, torna-se profícuo examinar o objeto discursivo, por meio de seu plano de
conteúdo, e de suas estruturas textuais, procurando compreender os mecanismos que
engendram a construção do(s) seu(s) sentido(s). Considerando esses aspectos, e
integrando estudos linguísticos e literários, selecionam-se três romances de caráter político,
do escritor Erico Verissimo, para compor o corpus desta pesquisa: O Senhor Embaixador
(1965), O prisioneiro (1967) e Incidente em Antares (1971). Para tal abordagem, recorre-se
à semiótica, valendo-se de elementos do percurso gerativo de sentido como guia para um
olhar mais atento ao texto, tendo como objetivo geral observar a construção do componente
temático-figurativo nos romances verissiano elencados, bem como das projeções das
categorias enunciativas neles efetuadas. Assim, demonstra-se, na prática, a teoria semiótica
discursiva, e, de modo mais específico, as análises envolvendo o (des)envolvimento e a
compreensão das construções figurativas de pessoas, espaços e tempos que recobrem os
temas de ordem política e social presentes nas distintas obras, todas da última fase do
escritor cruz-altense. Na interface entre a vida e a obra de Erico Verissimo, observam-se
também a fortuna crítica do autor e os acontecimentos que vinculam a presença de
personagens representativos da conjuntura político-social brasileira nas narrativas que
compõem a terceira fase de suas produções literárias. Como aporte teórico, foram
considerados os estudos de Greimas (1973; 1975; 2002; 2021 [1979]), Barros (1990; 2002;
2021), Bertrand (2003), Fiorin (1999; 2016; 2018; 2020; 2021), Martins (2017), Harkot-DeLa-Taille (2016), Chaves (1972; 1976), Ritter (2016), Todorov (2006; 2010), entre outros que
vieram a contribuir com os objetivos aqui delimitados. Diante das análises realizadas,
constatou-se que os elementos temático-figurativos, presentes nos discursos enunciados
pelas distintas instâncias enunciativas, determinam leituras acerca dos problemas políticosociais figurativizados na literatura; em face desses problemas, foram reconhecidas
diferentes formas de poder manifestadas pelos sujeitos defensores de ideologias e regimes
autocráticos que ignoram preceitos necessários à justiça e à equidade social, o que ratifica
os romances verissianos, de teor político, como instrumentos de diálogo entre enunciador e
enunciatário do texto no processo de construção da história registrada na/pela linguagem.
Palavras-chave: Semiótica; Figurativização; Tematização; Literatura brasileira; Política. |
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| Geo-ontoepistemologias decoloniais: Educação Linguística e "Português como Língua Acolhimento" |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
01/06/2022 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Francisco Leandro Oliveira Queiroz
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| Banca |
- Alexandre José Pinto Cadilhe de Assis Jácome
- Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
- Elaine de Moraes Santos
- Juliana Zeggio Martinez
- Nara Hiroko Takaki
- Rosivaldo Gomes
- Tania Ferreira Rezende
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| Resumo |
Resumo
Nos últimos anos, a decolonialidade (MIGNOLO, 2017a, 2015, 2008, 2003; WALSH, 2017, 2016, 2013; QUIJANO, 2014; CASTRO-GÓMEZ e GROSFOGUEL, 2007) vem se tornando uma opção cada vez mais necessária para trazer o corpo de volta e marcar o não-marcado (MENEZES DE SOUZA, 2019, 2018) na língua/linguagem e na produção de conhecimento, principalmente em contextos do Sul Global, como é o caso brasileiro. Trazer o corpo de volta e marcar o não-marcado carregam premissas que rejeitam o universal como categoria capaz de professar a história única e o natural como estratégia possível de justificar as hierarquias sociais, com suas desigualdades radicais (SANTOS, 2019). Nesse sentido, o universal e o natural evidenciam a necessidade de repensar o saber a partir de sua própria geopolítica e corpopolítica, abordando a questão social como consequência da modernidade (MIGNOLO, 2010a, 2000) e da colonialidade (MIGNOLO, 2017b, 2010a). No campo da educação linguística, a perspectiva decolonial é fundamentalmente relevante por denunciar a colonialidade da linguagem (VERONELLI, 2021), cavando espaço para redesenhos outros, sem desconsiderar as tensões constantes e sem dispensar contestações de tempo em tempo. Nesses termos, o objetivo desta tese é problematizar o Português como Língua de Acolhimento, a partir do meu lócus de enunciação de educador-professor de português e das geo-ontoepistemologias decoloniais. A metodologia é de natureza conversacional e interpretativa-reflexiva, considerando a escolha da literatura, as visões, vivências e expectativas sociais em meio às demandas políticas, éticas e educacionais contemporâneas. Os resultados principais apontam para uma forte colonialidade da língua/linguagem, atravessando o estar-sendo, o sentir e o agir dos sujeitos afetados pela opressão moderna, refletindo diretamente a dominação do ser e do saber, em que intersubjetividades e conhecimentos obedecem a patrões coloniais do poder. Os resultados apontam também para a necessidade de identificar, interrogar e interromper essa mesma colonialidade, chamando atenção para a reconstrução do Português como Língua de Acolhimento a partir de premissas decoloniais, pressupondo o/a professor/a e o/a aluno/a como coautores/ras desse processo localmente.
Palavras-chave: Geo-ontoepistemologias decoloniais. Educação linguística. Português como Língua de Acolhimento.
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| OS MEANDROS PARA DESTEORIZAR E RE-TEORIZAR A AMÉRICA LATINA: o biolócus por entre descolonialidades epistêmicas da crítica biográfica fronteiriça |
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| Curso |
Doutorado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Tese |
| Data |
29/10/2021 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Edgar Cezar Nolasco dos Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Fabio Pereira do Vale Machado
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| Banca |
- Bernardo Salgado Rodrigues
- Cristiane Dambrós
- Edgar Cezar Nolasco dos Santos
- Marcos Antônio Bessa Oliveira
- Marta Francisco de Oliveira
- Vania Maria Lescano Guerra
- Wagner Corsino Enedino
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| Resumo |
Este trabalho científico-acadêmico traz como proposta epistemológica perspectivas
descentralizadas que vislumbram saídas crítico-culturais para que a América Latina atinja
pódios, lugares e reconhecimentos ainda não angariados. Para a elaboração deste
trabalho foram edificadas algumas posturas teórico-críticas como, por exemplo, as
posições centristas que são partes de uma partícipe e moldurada face eurocêntrica que
enrijecem as possibilidades qualificativas de um trabalho acadêmico. Antitético à prática
acadêmica moderna, o presente trabalho aprecia cultural e contemporaneamente quais
os possíveis meandros para que a América Latina – através de uma cultura apreciativa
que não apenas fala sobre, mas também com e a partir da condição de latino seja peçamotriz para que a identidade cultural latino-americana esteja em sua genuína condição
cujo modus operandi não insista em qualificar, mas destacar e descobrir as qualificações
dessa identidade cultural, ou seja, da nossa latinidade. Nesse preciso sentido, com o fito
de publicare et propagare este produto como forma-contributiva acadêmica e cultural,
elegemos a base crítico teórica da descolonialidade. Os conceitos basilares deste
trabalho científico emergem das criticidades acadêmico-culturais de autores como Walter
Mignolo, Enrique Dussel, Aníbal Quijano, Edgar Cézar Nolasco, Zulma Palermo, Nelson
Maldonado Torres, Marcos Antônio Bessa-Oliveira, Gayatri Chakravorty Spivak, Paulo
Freire, Silviano Santiago, Glória Anzaldúa entre outros críticos e pesquisadores. A crítica
biográfica fronteiriça abaliza este trabalho cujo produto de tese acadêmica de doutorado
circunscreve a minha perspectiva em colaborar com a tomada crítico-epistemológica da
América Latina desteorizando para re-teorizar caminhos estagnantes da crítica que
circunda, com vestes-coloniais, quase que unanimemente a criticidade artístico-cultural
latino-americana. Com a decisão e a inscrição do pensamento próprio busco neste
trabalho o tom do ineditismo acadêmico ainda não explorado na crítica da América
Latina, sugerindo e valorando que se aplique para essas teorizações contemporâneas, as
experivivências do pesquisador para se conduzir a sua produção acadêmica. No primeiro
capítulo deste trabalho apresentado com o título: ―(DES)BRITANIZAR: tese(ando) no
exercício crítico na América Latina por opção descolonial‖ trago a inscrição de um
conceito que desenvolvemos durante a edificação desta investigação epistemológica
inserindo, paulatinamente, sugestões para desenvoltura acadêmico-cultural na e com a
América Latina. No segundo estruturante capitular trago: ―RITO-CRÍTICO AMODERNO: a
edificação da latinidade contemporâneo-descolonial na América Latina‖, apresentando,
com perspectivas não cartesianas, outro conceito desenvolvido na construção desse
produto científico aliançando os países latino-americanos para a edificação críticoperiférica da América Latina. Por fim, neste trabalho científico-acadêmico, apresentarei
no terceiro capítulo com o registro: ―CRÍTICA COMPARATISTA BIOGRÁFICOFRONTERIZA CONTEMPORÂNEA: a literatura latina de Gabriel García Márquez e Edgar
Cézar Nolasco, encontros‖, os processos crítico-epistemológicos que a literatura cumpre
por meio da criticidade discutindo novas tensões e novos-corpus-epistêmicos com a
visada, outra, logo descolonial, que passa a erigir posições não dependentistas, portanto,
neste último capítulo exercito a crítica comparatista biográfico-fronteriza demonstrando a
aproximação entre autores latinos. Esta presente proposta apresentará estratégias e
exercícios que (re)qualificarão a América Latina no cenário crítico-cultural
contemporâneo.
Palavras-chave: América Latina; Descolonização; Crítica biográfica fronteiriça;
(Des)britanizar; teorização amoderna |
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