| PERSPECTIVAS DO BRINCAR EM INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL (CRECHE): UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO |
|
| Curso |
Mestrado em Educação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
11/05/2021 |
| Área |
EDUCAÇÃO |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Fabrícia Soares de Araujo Sá
|
| Banca |
- Camila Alberto Vicente de Oliveira
- Erika Natacha Fernandes de Andrade
- Ione da Silva Cunha Nogueira
- Kenia Adriana de Aquino Modesto Silva
- Silvia Adriana Rodrigues
|
| Resumo |
A presente pesquisa, foi desenvolvida junto ao Programa de Pós graduação em Educação da
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul- campus de Três Lagoas, inserida na linha de
pesquisa “Educação, Infâncias e Diversidades”. A investigação teve como objetivo
compreender quais as concepções do brincar na Educação infantil, especificamente na creche,
são discutidas em teses e dissertações, produzidas nos programas de pós-graduação em
educação brasileiros.Para o levantamento dos dados usamos como fonte exclusiva a BDTD -
Biblioteca digital de teses e dissertações, por configurar-se como um banco de dados
completo e com informações seguras. Para tanto foi usado como recorte temporal o período
de 1999 à 2018. Justificado por marcar dois momentos fundamentais na construção da história
da Educação Infantil brasileira que são: o ano de 1999 em que foi instituída a primeira versão
das DCNEI - Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e 2018 com a
aprovação dos textos que compõem a BNCC Base Nacional Comum Curricular, hoje
documento que tem orientado as práticas pedagógicas da Educação Infantil. Desta forma, a
presente pesquisa enquadra-se como qualitativa do tipo estado do conhecimento que, para o
levantamento dos dados, usou os seguintes descritores: brincar(es), brincadeira(s),
ludicidade/lúdico, brinquedo, jogos, creche, berçário, educação infantil e educação da
primeiríssima infância, de forma cruzada e isolada. Na seleção e organização dos trabalhos
encontrados chegou-se ao número final de quatro produções que atenderam a todos os
critérios estabelecidos, compondo assim o material de análise. A partir das análises foi
possível observar que existem poucas pesquisas envolvendo o brincar especificamente na
creche, os trabalhos existentes concentram seu olhar na dinâmica em questão junto as crianças
na faixa etária entre 3 e 5 anos. A escassez de pesquisas fica evidenciada pelo número
reduzido de trabalhos selecionados e pela distribuição destes, em apenas duas regiões; são
dados que denunciam a carência de pesquisa com lócus no nível creche, denotando uma certa
desvalorização no que se refere ao brincar no espaço de instituições de atendimento a
primeiríssima infância. |
|
| O PROCESSO CRIADOR E SUA ABORDAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL |
|
| Curso |
Mestrado em Educação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
09/04/2021 |
| Área |
EDUCAÇÃO |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Armando Marino Filho
- Cyntia Graziella Guizelim Simões Girotto
- Mariana de Cássia Assumpção
- Paulo Fioravante Giareta
- Tarcisio Luiz Pereira
|
| Resumo |
Esta pesquisa tem como objetivo analisar e compreender como desenvolvem-se as categorias psicossociais, os jogos e as brincadeiras na infância e qual sua relação com o processo criador na educação infantil. Para tanto, adota a abordagem histórico-cultural fundamentando-se teoricamente em autores como Vigotski (2009), Luria (1991), Kohan (2004) e Elkonin (2009). Os resultados revelam que a aprendizagem através das brincadeiras e jogos é essencial tanto para o desenvolvimento na infância, quanto para estimular o processo criador, auxiliando na compreensão do mundo e dos conflitos internos da criança, e que a escola e o professor têm papel fundamental neste processo.
Palavras-Chaves: Processo Criador. Educação Infantil. Construção do Sujeito.
|
|
| REFLEXÕES ACERCA DA FORMAÇÃO E PERCEPÇÕES DISCENTES EM CONTEXTOS DIVERSOS |
|
| Curso |
Mestrado em Educação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
09/04/2021 |
| Área |
EDUCAÇÃO |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- ALEX SANDER DA SILVA
- Christian Muleka Mwewa
- Jaqueline Aparecida Martins Zarbato
- Marcelo Braz Vieira
- Natalia Cristina de Oliveira
|
| Resumo |
Objetivamos explicitar, tencionar e analisar as percepções e representações discentes dos cursos de Direito, História e Medicina da graduação da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Campus de Três Lagoas-MS sobre as relações de “raça”, classe e gênero. A escolha dos sujeitos da pesquisa se deve ao fato desses estarem em processo formativo imerso em uma estrutura social capitalista, a universidade, que por sua vez pode ser tomado, também, como um espeço que reproduz as desigualdades sociais. Seria o ambiente acadêmico um espaço de formação social ou exclusivamente de formação intelectual? Tomaremos como referências estudos no campo da sociologia para pensar a questão das infâncias; no campo da antropologia e filosofia para compreender as questões étnicas e “raciais” e estudos do campo da educação como ponto fulcral da inter-relação dos processos de formação objetiva e subjetiva. Portanto, trata-se de uma pesquisa qualitativa que se apropria dos instrumentos e técnicas metodológicas do procedimento etnográfico (caderno de campo e questionários) entrelaçado com análise de documentos a partir de referências previamente selecionadas. Assim, visando analisar densamente as percepções dos discentes dos cursos supracitados ante as demandas sociais elencadas nesse estudo. Nossas conclusões indicam um perfil discente que se mostra pertencente de uma classe social mais abastada, além de sinalizar uma ausência das minorias nesse espaço de produção de conhecimento de alto nível.
Palavras-chave: Discentes CPTL/UFMS. Formação/Educação. Relações sociais.
|
|
| FORMAÇÃO DA PERSONALIDADE RACISTA NO CONTEXTO FORMATIVO: ANÁLISES CONTEXTUAIS NO CAMPO DE ESTÁGIO |
|
| Curso |
Mestrado em Educação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
09/04/2021 |
| Área |
EDUCAÇÃO |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- ALEX SANDER DA SILVA
- Christian Muleka Mwewa
- Jaqueline Aparecida Martins Zarbato
- Jose Eduardo de Oliveira Evangelista Lanuti
- Patrícia Carla Valente Ferraz de Matos
|
| Resumo |
Somos seres sociais, assim a pesquisa buscou compreender como os aspectos psicossociais influenciam na formação da personalidade racista em um ambiente específico: as instituições escolares, espaço de construção das identidades nas diversidades. A pesquisa teve como pressuposto teórico os estudos desenvolvidos no âmbito da Teoria Crítica (Th. W. Adorno, em especial) e os estudos relacionados ao desenvolvimento humano e as relações com o processo de aprendizagem. Essas últimas produzidas por psicólogos como aporte teórico para promover a compreensão do desenvolvimento psicossocial dos sujeitos. Desse marco teórico elencaremos categorias pertinentes ao estudo em tela que são: o cenário institucional e suas dimensões arquitetônicas; diversidades; brincadeiras; relacionamentos interpessoais e práticas pedagógicas, fechando cinco categorias de análise. Para alcançar tal objetivo, o estudo lançou mão de uma pesquisa qualitativa documental com análise. As observações relativas às instituições de Educação Infantil foram obtidas por meio das vivências dos estágios obrigatórios para a formação de pedagogas na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul- UFMS, Campus de Três Lagoas/MS nos anos de 2015 e 2016. Tais observações foram apropriadas devido à pandemia de COVID-19 que impediu a produção de um corpus mais atual, restringindo as pesquisas de campo no ano de 2020. A escolha pelas observações na Educação Infantil com crianças de quatro a seis anos (4-6 anos) se deu por entendermos que tal momento se faz como essencial para o desenvolvimento e socialização da infância, bem como, por compreendermos que nesta faixa etária as crianças têm certo domínio sobre as suas falas e conseguem expressar, em alguma medida, suas ideias. A partir dos resultados das observações elaboramos categorias de análises para melhor apreender o cotidiano escolar. A pesquisa partiu do questionamento de como o contexto da Educação Infantil participa na construção da personalidade racista? Uma vez que não nascemos racistas, mas nos tornamos. As conclusões indicam que a Educação Infantil possui sim um papel relevante na construção e dissolução da personalidade racista, uma vez que tem como público alvo crianças em processo de formação da sua personalidade. Pode-se dizer que algumas práticas observadas potencializam a formação de personalidades não-segregacionistas, porém, ficou evidente a promoção de práticas racistas e discriminatórias amparadas por um racismo velado. As análises nos possibilitaram, também, apreender a real necessidade de se instalar um ambiente educacional, no que tange a Educação Infantil, ambiente rico de rotinas permeados pela estruturação de práticas que versam acerca do cuidar e do educar de maneira indissociável, promovendo a necessidade de um cotidiano, dentro destas instituições, ancorado em práticas antidiscriminatórias, integradoras e não preconceituosas, no decorrer de atividades pedagógicas e recreativas. A necessidade de tais práticas fica mais elucidada por meio da disposição ergonômica, cartazes e cuidados que são ofertados às crianças. Foi possível observar, também, que as nomenclaturas geracionais, discursos, brincadeiras dentre outros ainda são carregadas de ideologias que reafirmam o racismo. Portanto, deve-se investir explicitamente e intencionalmente numa educação antirracista como utopia para a formação das crianças na sua infância, ficando evidente a necessidade de se romper com práticas educacionais, desde a primeira infância, ancoradas em preceitos eurocêntricos que visibilizam uma atenção diferenciada para as crianças de acordo com suas características fenotípicas.
Palavras-chave: Personalidade racista. Infância. Educação Infantil.
|
|
| O IMPACTO DA JUDICIALIZAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE ACESSO À EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO SOB A PERSPECTIVA DA QUALIDADE |
|
| Curso |
Mestrado em Educação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
08/03/2021 |
| Área |
EDUCAÇÃO |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Beatriz Mussio Magalhães de Paula
|
| Banca |
- Ana Claudia dos Santos Rocha
- Ione da Silva Cunha Nogueira
- Paulo Fioravante Giareta
- Tarcisio Luiz Pereira
|
| Resumo |
Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei n. 8.069/90) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei n. 9.394/96), tais dispositivos legais foram responsáveis por tornar a educação infantil a primeira etapa da educação básica e, por isso, ela se tornou obrigatória para as crianças de 4 (quatro) a 5 (anos). Embora a educação das crianças de 0 (zero) a 3 (três) anos não possua caráter obrigatório, o Estado, a família e a sociedade têm o dever de oferecê-la com qualidade. Diante disso, a demanda por vagas na educação infantil se tornou maior que a oferta. Dessa forma, a sociedade precisou recorrer ao Poder Judiciário para pleitear pelo direito das crianças de acesso à educação infantil. Tendo em vista, o número elevado das demandas judiciais por vagas na educação infantil, o judiciário precisou intervir na implementação de políticas públicas para garantir o acesso. A esse fenômeno se deu o nome de “judicialização”, que consiste no Poder Judiciário atribuir para si uma tarefe que, em regra, não é sua, no caso da pesquisa, a de efetivar o direito constitucional da criança de frequentar a instituição de educação infantil. No entanto, esse fenômeno de judicialização do acesso à educação infantil gerou efeitos negativos, como a superlotação das salas de aula, o que prejudicou o trabalho de professores e, consequentemente, afetou a qualidade do ensino ofertado. Assim, esta pesquisa traz como objeto a judicialização das políticas públicas de acesso à educação infantil e o seu impacto no trabalho docente. Busca-se compreender como a judicialização do acesso pode impactar a qualidade da educação infantil e, também, verificar se é possível ter uma educação infantil universal, ainda que não tenha a mesma qualidade para todas as crianças. A pesquisa possui abordagem qualitativa, que consiste em fazer referência a seus fundamentos metodológicos. A modalidade dessa pesquisa é bibliográfica, que compreende no estudo de textos referentes à temática do direito à educação, e documental, em que são analisados os principais documentos legais a respeito do tema. O referencial teórico desta pesquisa está alicerçado em autores que discutem temas ligados ao direito à educação, como Salomão Barros Ximenes e Rodrigo Albuquerque de Victor, e estudiosos da educação infantil, como Sonia Kramer, Moysés Kuhlmann Junior, Maria Fernanda Rezende Nunes e Miguel Zabalza. Os resultados da pesquisa apontam, apesar de que a educação infantil tenha recebido maior destaque em virtude do reconhecimento dela como etapa da educação básica e tenha sido objeto de políticas públicas, o número de instituições que atendem as crianças de 0 (zero) a 5 (cinco) anos ainda é insuficiente e está longe de atingir as metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação. Além disso, a superlotação das salas causadas pela judicialização do acesso à educação infantil, tem prejudicado significativamente a qualidade do ensino que é ofertado. Portanto, não é possível haver universalização da educação infantil se a sua qualidade também não é universal.
Palavras-Chave: Direito à educação. Judicialização da educação infantil. Qualidade. |
|
| INFÂNCIAS E DEFICIÊNCIA NOS DISCURSOS OFICIAIS BRASILEIROS À LUZ DA SOCIOLOGIA DA INFÂNCIA |
|
| Curso |
Mestrado em Educação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
25/02/2021 |
| Área |
EDUCAÇÃO |
| Orientador(es) |
- Ione da Silva Cunha Nogueira
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Ione da Silva Cunha Nogueira
- Paulo Fioravante Giareta
- Silvia Adriana Rodrigues
- Vanessa Cristina Lourenco Casotti Ferreira da Palma
- VERA LUCIA MESSIAS FIALHO CAPELLINI
|
| Resumo |
A imagem presente no imaginário social quando se pensa sobre infâncias está comumente associada a um sujeito frágil e dependente. Mais especificamente quando se fala em crianças com deficiência, as noções de limitação, dependência e fragilidade podem ganhar contornos ainda mais evidentes. Em contraponto às noções do senso comum, a Sociologia da Infância propõe o estudo das infâncias sob o viés de sujeitos autônomos, livres e participativos dos próprios processos de desenvolvimento. Nesse sentido, o presente estudo, atrelado à linha de pesquisa Educação, Infâncias e Diversidades, objetiva compreender a tratativa dada pelo discurso oficial brasileiro às infâncias e à deficiência, tendo como base as proposições da Sociologia da Infância. Para a realização das análises, foram escolhidos trechos do discurso oficial expressos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Estatuto da Pessoa Com Deficiência (EPCD) que continham os termos “participação”; “liberdade”; e “educação”. O termo “autonomia” foi inicialmente elencado para a análise. Mas, devido à escassez de ocorrências no ECA (apenas uma aparição ao longo dos 267 artigos da norma), não foi utilizado como critério para a seleção dos trechos. Destaca-se aqui que, ao longo desta dissertação, o termo infâncias é utilizado no plural para enfatizar a pluralidade de formas de ser criança, enquanto o termo deficiência é utilizado no singular para evitar associações com o sistema de atendimento setorizado baseado em tipos específicos de deficiência. A pesquisa tem abordagem qualitativa, utilizando-se, para o levantamento do acervo normativo analisado, da técnica de estudo documental, e, para os aportes teóricos, da técnica de estudos bibliográfica. A pertinência e relevância desse estudo estão materializadas na possibilidade de denúncia sobre a estigmatização, exclusão e invisibilidade tanto das crianças como das pessoas com deficiência em leis e documentos oficiais que deveriam protegê-las. Esse estudo permitiu compreender que a natureza dos discursos oficiais abre caminhos para a construção de políticas inclusivas que podem garantir a possibilidade de participação efetiva da criança com deficiência. Ademais, verificou-se a existência de mais pontos de aproximação, entre discurso oficial e proposições da Sociologia das Infâncias, do que pontos de distanciamento. |
|