| CONHECIMENTO DE PESSOAS IDOSAS DA COMUNIDADE SOBRE CUIDADOS PALIATIVOS: UM ESTUDO TRANSVERSAL |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
01/07/2026 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Bruna Moretti Luchesi Kwiatkoski
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Ariene Angelini dos Santos Orlandi
- Bruna Moretti Luchesi Kwiatkoski
- Fabiana Bolela de Souza
- Mariana Alvina dos Santos
- Tatiana Carvalho Reis Martins
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| Resumo |
Introdução: O envelhecimento populacional é um fenômeno crescente no Brasil e no mundo,
que resulta no aumento do número de pessoas idosas, as quais podem ser acometidas por
doenças graves e ameaçadoras à continuidade da vida. Nesse contexto, os cuidados paliativos
surgem como uma abordagem essencial para melhorar a qualidade de vida desses indivíduos e
de suas famílias. Pesquisas que avaliaram o conhecimento pessoas idosas sobre cuidados
paliativos são escassas, em especial no Brasil, o que evidencia uma lacuna na literatura.
Objetivo: Analisar o conhecimento de pessoas idosas da comunidade sobre cuidados
paliativos. Materiais e método: Estudo quantitativo, observacional, do tipo transversal,
realizado com 387 pessoas idosas (≥60 anos) cadastradas em Unidades de Saúde da Família
(USF) dos municípios de Três Lagoas (MS) e Andradina (SP), entre março e julho de 2025.
Foram aplicados um questionário de caracterização sociodemográfica e de saúde e um
instrumento para avaliação do conhecimento sobre cuidados paliativos. A normalidade dos
dados foi avaliada pelo teste de Shapiro-Wilk, sendo adotados testes não paramétricos. As
comparações entre grupos foram realizadas pelos testes de Mann-Whitney ou Kruskal-Wallis,
conforme o número de categorias, e as correlações pelo coeficiente de Spearman. Para análise
dos fatores associados ao conhecimento, foi empregada regressão logística binária. O projeto
foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. Resultados: A maioria da
amostra era composta por mulheres, com companheiro, renda de até um salário mínimo, média
de 70,4(±7,5) anos de idade e 6,6(±4,8) anos de escolaridade. Predominaram participantes em
uso de medicamentos, com alguma condição de saúde e que utilizaram a USF entre uma e dez
vezes no último ano. A maior parte apresentou hábitos de vida e alimentação parcialmente
saudáveis, além de relatar suporte social e posse de smartphone. A média de acertos em dez
afirmativas sobre cuidados paliativos foi de 2,8 (±4,1). Observou-se maior pontuação média
entre indivíduos com renda superior a um salário mínimo, que não utilizaram a USF no último
ano, com hábitos de vida e alimentação saudáveis e com smartphone (p |
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| QUALIDADE DE VIDA E ADAPTAÇÃO DE PESSOAS COM ESTOMIA DE ELIMINAÇÃO INTESTINAL |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
23/06/2026 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Mariana Alvina dos Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- CESAR HENRIQUE RODRIGUES REIS
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| Banca |
- Beatriz Maria Jorge
- Edirlei Machado dos Santos
- Mariana Alvina dos Santos
- RENAN ALVES DA SILVA
- Silmara Elaine Malaguti Toffano
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| Resumo |
Estomia intestinal é uma intervenção cirúrgica na qual uma abertura é criada no corpo para
exteriorizar o intestino, indicada em condições que comprometem a função intestinal. A estomia
pode ser temporária ou permanente, dependendo da natureza da patologia e das condições
clínicas do paciente. A adaptação à estomia é um processo complexo e gradual, que envolve
mudanças expressivas na vida do indivíduo, impactando sua saúde física, mental e social. A
qualidade de vida (QV) refere-se à compreensão do indivíduo sobre sua posição na vida,
considerando seu contexto cultural, valores pessoais e saúde. Essa percepção pode ser
influenciada por diversos fatores, como mudanças na autoimagem, no funcionamento diário e
no relacionamento social, além dos problemas no acesso a cuidados de saúde e no uso de
dispositivos adequados. Este estudo avaliou a QV e a adaptação de pessoas cuja estomia é de
eliminação intestinal e investiga a relação entre adaptação e a percepção da QV. A pesquisa foi
conduzida com indivíduos estomizados cadastrados no Centro Especializado em Reabilitação
II, localizado em Três Lagoas, MS. O estudo utilizou entrevista sociodemográfica e de
avaliação clínica e de saúde e dois instrumentos para avaliação: o Questionário City of Hope -
Quality of Life (COH-QOL-OQ), que mensura a QV em pessoas com estomias intestinais, e a
Escala do Nível de Adaptação do Estomizado (ENAE), que avalia a adaptação à estomia. A
amostra foi composta por pessoas com estomia intestinal de eliminação, que tenham autonomia
para responder os instrumentos utilizados. Os dados foram analisados quantitativamente para
identificar associações entre as variáveis sociodemográficas, clínicas e os níveis de QV e
adaptação. Os resultados demostraram predomínio de participantes do sexo masculino, com
média de 61 anos, maioria com colostomia decorrente de câncer colorretal e presença frequente
de complicações cutâneas periestomais. Quanto à qualidade de vida, observou-se
comprometimento mais intenso no domínio físico, seguido do social, enquanto os domínios
psicológico e espiritual apresentaram melhores escores relativos. Em relação à adaptação, o
modo fisiológico foi o mais fragilizado, com escore inferior aos demais modos adaptativos, ao
passo que o autoconceito apresentou preservação relativa. Entre os indicadores psicossociais, a
maioria relatou sono adequado e ausência de vergonha corporal, embora a disfunção sexual
tenha sido frequente e a depressão tenha ocorrido em menor proporção. Houve associação entre
pior adaptação e pior qualidade de vida, especialmente nas dimensões física e psicossocial,
indicando que as dificuldades adaptativas estiveram relacionadas ao comprometimento da
percepção de qualidade de vida. |
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| ANÁLISE DO CUMPRIMENTO DOS PROTOCOLOS NACIONAIS DE SEGURANÇA DO PACIENTE EM UMA UNIDADE DE PRONTO-SOCORRO |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
08/06/2026 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Larissa da Silva Barcelos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Adriano Menis Ferreira
- Aires Garcia dos Santos Junior
- Larissa da Silva Barcelos
- Mara Cristina Ribeiro Furlan
- Mayara Caroline Ribeiro Antonio
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| Resumo |
A Segurança do Paciente é uma preocupação mundial e intensifica-se nas unidades de ProntoSocorro, devido ao processo de trabalho inerente a este setor, configurado como local de alto
risco para ocorrência de eventos adversos preveníveis. O presente projeto tem o intuito de
analisar o cumprimento dos protocolos nacionais de segurança do paciente em uma Unidade
dePronto-Socorro. Trata-se de um estudo observacional, analítico, transversal, prospectivo
com abordagem quantitativa, a partir do qual prevê-se a aplicação de formulários
eletrônicos estruturados para obtenção dos dados e posterior análise estatística. Considerando
o importantepapel dos profissionais de enfermagem no cuidado direto aos pacientes e na
gestão de unidades/serviços, espera-se que este possibilite a identificação de falhas na
implementação dasmetas estabelecidas, pelo Ministério da Saúde, que visam garantir a
Segurança do Paciente; e reforce o conhecimento sobre a influência que o não cumprimento
dos protocolos básicos de Segurança do Paciente causam na assistência prestada aos usuários;
possibilitando o incentivoaos profissionais de enfermagem para a adesão a tais ações e
proporcionando, assim, uma assistência livre de danos, de imprudência, negligência e/ou
imperícia. |
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| ANÁLISE DOS CASOS DE COVID-19 EM GESTANTES E PUÉRPERAS NO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
25/05/2026 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Mara Cristina Ribeiro Furlan
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- thieise madalena machado calderon de moura
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| Banca |
- Hellen Pollyanna Mantelo Cecilio
- Mara Cristina Ribeiro Furlan
- Mayckel da Silva Barreto
- Neide Martins Moreira
- Tatiana Carvalho Reis Martins
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| Resumo |
Introdução: A pandemia da COVID-19 evidenciou impactos importantes na saúde materna,
sobretudo entre gestantes e puérperas, grupo biologicamente vulnerável à evolução para
formas graves da doença. No entanto, ainda persistem lacunas na compreensão integrada do
perfil epidemiológico, da situação vacinal, da distribuição espacial das notificações e dos
fatores associados ao desfecho clínico grave em contextos regionais, especialmente no estado
de Mato Grosso do Sul. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico, clínico, obstétrico,
vacinal e assistencial, bem como os fatores associados à evolução clínica da COVID-19 em
gestantes e puérperas no estado de Mato Grosso do Sul. Método: Estudo observacional,
transversal, desenvolvido a partir de dados secundários de dois sistemas de informação em
saúde, no período de 2020 a 2023. O primeiro artigo, intitulado “COVID-19 em gestantes e
puérperas no Mato Grosso do Sul: padrão epidemiológico, situação vacinal e distribuição
espacial das notificações (2020–2023)”, utilizou dados do e-SUS Notifica e analisou 3.986
notificações por meio de estatística descritiva e distribuição espacial por município de
residência. O segundo artigo, intitulado “Fatores associados ao desfecho clínico grave em
gestantes e puérperas hospitalizadas por COVID-19”, utilizou dados do Sistema de
Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe, incluindo 486 casos hospitalizados por
síndrome respiratória aguda grave por COVID-19. Foram analisadas variáveis
sociodemográficas, obstétricas, clínicas, vacinais e assistenciais, com aplicação dos testes
qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher e cálculo de odds ratio, com intervalo de
confiança de 95%. A pesquisa foi aprovada por Comitê de Ética em Pesquisa, sob parecer nº
6.824.885. Resultados: No primeiro artigo, predominaram notificações em gestantes
(93,85%; n=3.741), em comparação às puérperas (6,15%; n=245), com média de idade de
29,40 anos (DP=7,36), maior frequência nas faixas etárias de 20 a 29 anos (44,71%; n=1.782)
e 30 a 39 anos (40,88%; n=1.629). Houve maior proporção de mulheres brancas (42,08%;
n=1.677) e pardas (40,31%; n=1.607). Observou-se elevada incompletude nas variáveis de
testagem e vacinação, com 74,71% dos registros sem informação sobre o tipo de teste e
74,81% sem informação sobre resultado. Entre os registros com informação vacinal
disponível, 84,66% das gestantes e 72,12% das puérperas estavam vacinadas. Predominaram
desfechos favoráveis, com cura em 81,94% (n=3.266), tratamento domiciliar em 14,90%
(n=594), internação em 0,30% (n=12) e óbito em 0,30% (n=12). A distribuição espacial
mostrou concentração das notificações em municípios de maior porte populacional, com
destaque para Campo Grande (n=1.318), Dourados (n=295), Ponta Porã (n=157), Três
Lagoas (n=136) e Naviraí (n=129), evidenciando desigualdades territoriais na detecção e
registro dos casos. No segundo artigo, 18,93% (n=92) dos casos hospitalizados evoluíram
para desfecho clínico grave. Predominaram hospitalizações no terceiro trimestre gestacional
(47,61%; n=259), mulheres pardas (55,27%; n=283) e residentes na Regional de Saúde de
Campo Grande (50,00%; n=277). Não houve associação entre variáveis sociodemográficas
e obstétricas e o desfecho clínico grave. Entretanto, a condição de puérpera (OR=2,60;
IC95%: 1,46–4,71; p=0,002) e a presença de diabetes mellitus (OR=2,76; IC95%: 1,27–5,89;
p=0,014) estiveram associadas à maior probabilidade de gravidade. Sinais de
comprometimento respiratório apresentaram forte associação com o desfecho, incluindo
dispneia (56,29%; OR=5,69; IC95%: 3,19–10,83; p |
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| Jovens universitários e a descoberta da orientação sexual: desdobramentos nas esferas pessoal, familiar e acadêmica |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
31/03/2026 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Bianca Machado Cruz Shibukawa
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| Coorientador(es) |
- Bianca Machado Cruz Shibukawa
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| Orientando(s) |
- AGSTER STEFFANO LIMA DE OLIVEIRA LEMES
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| Banca |
- Bianca Machado Cruz Shibukawa
- Hellen Pollyanna Mantelo Cecilio
- Mara Cristina Ribeiro Furlan
- Maria de Fátima Garcia Lopes Merino
- Maycon Hoffmann Cheffer
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| Resumo |
Introdução: A descoberta da sexualidade, seus conceitos e aspectos, permeiam diversas
barreiras relacionadas ao autoconhecimento, à aceitação pessoal e à expressão social. No
contexto universitário, jovens adultos vivenciam constantemente mudanças em seu processo de
autocompreensão e sobre seu papel no convívio social. A sexualidade, nesse cenário, se torna
um dos pilares de transformação, explorada por meio de experiências, relações e aprendizados
proporcionados pelo convívio social. Entretanto, tais descobertas podem estar atreladas a
estigmas presentes no convívio familiar ou aos ciclos de amizades, podendo ser um dificultador
social. Objetivo: Desvelar como a descoberta da orientação sexual se expressa nas dinâmicas
de vida de jovens universitários, abrangendo aspectos pessoais, familiares e acadêmicos.
Metodologia: trata-se de uma pesquisa qualitativa exploratória, na perspectiva de compreender
a natureza de fenômenos sociais, explorando a vivência, significados e contextos,
fundamentada na teoria do pensamento complexo de Edgar Morin. Foram abordados, por meio
de entrevistas, discentes dos cursos de graduação da Universidade Federal de Mato Grosso do
Sul – Câmpus de Três Lagoas, que se autodeclaram LGBTQIAPN+, com dezoito anos ou mais
e tenham descoberto sua sexualidade durante o período de graduação. Os resultados foram
analisados por meio da Interface de R les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de
Questionnaires (IRaMuTeQ), a fim de auxiliar na compreensão aprofundada dos itens
capturados durante o processo investigativo. Para subisidiar o arcabouço teórico das discussões,
foi conduzida uma revisão de escopo de acordo com os pressupostos do Instituto Joanna Briggs
(JBI) Resultados: A amostra final consistiu em 16 universitários LGBTQIAPN+,
majoritariamente homens cisgêneros e homossexuais. A análise via software IRaMuTeQ gerou
três categorias: os impasses familiares e religiosos marcados pelo silenciamento; a transição da
repressão adolescente para a vivência afetiva adulta; e o ambiente universitário como espaço
de diversidade, contrastado pela carência de suporte psicológico estruturado. Considerações
finais: a descoberta da orientação sexual por jovens LGBTQIAPN+ é um fenômeno complexo
e recursivo, onde o indivíduo é produto e produtor de seu meio. Sob a ótica do pensamento
complexo, as trajetórias revelam a tensão entre a repressão familiar/institucional e o potencial
emancipador do ambiente universitário. A vivência dessas contradições exige resiliência e
culmina na construção de identidades autênticas. Impactos da Pesquisa e implicações para a
prática: evidenciou-se que o cuidado de Enfermagem deve transcender a visão linear, adotando
uma postura pautada na alteridade e na complexidade para promover a saúde integral e a
afirmação dessa população. |
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| RELAÇÃO ENTRE LETRAMENTO EM SAÚDE E BEM-ESTAR SUBJETIVO: REVISÃO SISTEMÁTICA E ESTUDO TRANSVERSAL COM PESSOAS IDOSAS |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
26/03/2026 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Bruna Moretti Luchesi Kwiatkoski
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| Coorientador(es) |
- Madson Alan Maximiano Barreto
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| Orientando(s) |
- HILARY ELOHIM REIS COELHO
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| Banca |
- Bruna Moretti Luchesi Kwiatkoski
- Marcos Hortes Nisihara Chagas
- Mariana Alvina dos Santos
- Marina Aleixo Diniz Rezende
- Tatiana Carvalho Reis Martins
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| Resumo |
Com o aumento da população idosa em todo o mundo e os desafios associados a um
envelhecimento saudável, é relevante a investigação de aspectos que podem impactar
positivamente na vida das pessoas idosas. O letramento em saúde é definido como a capacidade
de acessar, compreender, interpretar e aplicar informações de saúde, sendo essencial para o
autocuidado, adesão terapêutica e tomada de decisões. O aumento da idade está associado à
limitações nessa competência, impactando diretamente na saúde. O bem-estar subjetivo é um
importante pilar do envelhecimento. A associação do letramento em saúde com o bem-estar
subjetivo pode ser relevante para embasar atividades de promoção de letramento em saúde
visando melhorar o bem-estar na velhice. O presente estudo objetivou analisar se o letramento
em saúde está associado à felicidade de pessoas idosas da comunidade. Para atingir o objetivo,
foi conduzida uma revisão sistemática de literatura e um estudo primário. A revisão sistemática
com metanálise teve como objetivo analisar a relação entre o letramento em saúde e o bemestar subjetivo em pessoas com 18 anos ou mais, buscando sintetizar trabalhos já publicados
sobre a temática. Seguiu as recomendações do PRISMA e foi registrada no PROSPERO
(CRD42024622956). Foram selecionados 23 artigos, publicados entre 2005 e 2025, em sua
maioria conduzidos na América do Norte e Europa, com participantes predominantemente do
sexo feminino e com média de idade entre 22,8 e 78,2 anos. O instrumento mais frequentemente
utilizado para avaliar o letramento em saúde foi o European Health Literacy Survey
Questionnaire (HLS-EU-Q), e, para a felicidade, o World Health Organization-Five WellBeing Index (WHO-5). Em 22 artigos foi identificada relação positiva entre letramento em
saúde e felicidade. Do total, 12 estudos foram incluídos na metanálise, que evidenciou uma
relação estatisticamente significativa, moderada e positiva entre letramento em saúde e
felicidade (r = 0,27; IC95%: 0,18–0,35), indicando que pessoas adultas com maiores níveis de
letramento em saúde apresentam maior bem-estar subjetivo. O segundo estudo, quantitativo e
transversal, foi realizado com 387 pessoas idosas (60 anos ou mais) cadastradas em Unidades
de Saúde da Família dos municípios de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul; e Andradina, São
Paulo. Foram aplicados a Escala de Felicidade Subjetiva, o HLS-EU-Q16 e um questionário de
caracterização sociodemográfica e de saúde. Os dados foram analisados utilizando modelos de
regressão logística multinomial. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com
Seres Humanos. A maioria da amostra era mulher (59,7%), com média de 70,4 anos de idade e
6,6 anos de escolaridade, com companheiro (54,3%), renda pessoal de até um salário mínimo
(51,4%), com alguma doença ou condição de saúde (86,3%) e com suporte social (67,4%). A
média de pontuação na avaliação do letramento em saúde foi 10,9. Na avaliação da felicidade,
15,3% tinham baixa felicidade, 45,7% intermediária e 39,0% alta. Um maior letramento em
saúde esteve associado à felicidade intermediária (OR = 1,13; IC95%: 1,05-1,21) e alta (OR =
1,18; IC95%: 1,09–1,28). Ter suporte social aumentou a chance de alta felicidade (OR = 2,78;
IC95%: 1,37-5,64). Conclui-se que o letramento em saúde é um fator independente associado
à felicidade em pessoas idosas. Os resultados podem subsidiar pesquisas futuras e intervenções
sobre letramento em saúde direcionadas às pessoas idosas, visando aumentar o bem-estar
subjetivo nessa população. O enfermeiro, como membro da equipe de saúde, tem papel
fundamental nesse processo que pode melhorar o bem-estar subjetivo no envelhecimento. |
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| ESTRATÉGIAS DE ENSINO PARA LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES POR TRABALHADORES DE SAÚDE: FATORES ASSOCIADOS E INFLUENCIADORES |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
27/02/2026 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Aires Garcia dos Santos Junior
- Beatriz Maria Jorge
- Daniel de Macedo Rocha
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| Resumo |
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| Prevalência e caracterização molecular das hemoglobinopatias em doadores de sangue aptos no estado de Mato Grosso do Sul |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/01/2026 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Caroline Neris Ferreira Sarat
- Edis Belini Junior
- Juliano Yasuo Oda
- Lucas Gazarini
- Renata Trentin Perdomo
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| Resumo |
As hemoglobinopatias representam as afecções genéticas mais prevalentes no mundo. Embora a maioria das hemoglobinas (Hb) anormais não cause alterações fenotípicas significativas, algumas variantes podem resultar em manifestações clínicas diversas, dependendo do tipo de herança e das interações genéticas e/ou ambientais. O trabalho teve por objetivo analisar a prevalência e o perfil das hemoglobinopatias em doadores de sangue aptos do estado de Mato Grosso do Sul, por meio de métodos eletroforéticos, cromatográficos e moleculares, bem como discutir criticamente suas implicações éticas, sociais e para as políticas públicas, com vistas ao aprimoramento das estratégias de rastreamento e aconselhamento genético na doação de sangue. Primeiro foi realizado um estudo teórico-reflexivo, fundamentado em revisão de literatura e análise crítica de políticas públicas, diretrizes técnicas e implicações éticas relacionadas ao rastreamento de hemoglobinopatias na doação de sangue. O trabalho “A invisibilidade das hemoglobinopatias na doação de sangue: achados incidentais e as implicações para o aconselhamento genético”, discute o papel estratégico dos bancos de sangue na detecção de hemoglobinas anormais, limitações da triagem laboratorial atual, potencial para o aprimoramento do aconselhamento genético e os impactos sociais e emocionais dessa prática, com ênfase no contexto brasileiro. Posteriormente, foi construído outro manuscrito intitulado “Caracterização molecular de hemoglobinopatias em doadores de sangue aptos no estado de Mato Grosso do Sul”, que consiste em um estudo observacional, transversal, descritivo e quantitativo, abrangendo todos os doadores de sangue aptos atendidos pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia de Mato Grosso do Sul (Hemosul). Foram analisadas 62.577 amostras por métodos hematológicos e bioquímicos, complementados por cromatografia líquida de alta performance e análises moleculares. O estudo caracterizou 977 (1,56%) perfis hemoglobínicos anormais, distribuídas em 21 variantes distintas. A forma mais frequente foi Hb AS (77,28%), seguida por Hb AS associada à alfa-talassemia (9,52%), Hb AC (7,57%), além de formas variantes raras, como Hb AF (PHHF), Hb AD-Los Angeles, Hb A/Porto Alegre, Hb A/G-Philadelphia, variantes de cadeia delta e Hb SE. A distribuição regional revelou maiores prevalências proporcionais nas macrorregiões de Corumbá, seguida por Campo Grande, Dourados e Três Lagoas, evidenciando variações regionais relevantes. Esses achados demostram significativa diversidade genética entre os doadores, ressaltando a importância de estratégias ampliadas de rastreamento e aconselhamento genético para o aumento da segurança transfusional e formulação de políticas públicas de prevenção.
Palavras-chaves: Aconselhamento Genético, Anemia Falciforme, Talassemia, Doação de Sangue, Enfermagem. |
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| Adaptação Transcultural do instrumento “NURSES’ MORAL COURAGE SCALE (NMCS 2017)” VERSÃO BRASILEIRA. |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
27/01/2026 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
- Luciana Regina Ferreira da Mata
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| Orientando(s) |
- Nádia Margareth Andrade Silva
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| Banca |
- Aires Garcia dos Santos Junior
- Luciana Regina Ferreira da Mata
- Mara Cristina Ribeiro Furlan
- Rodrigo Guimaraes dos Santos Almeida
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| Resumo |
Introdução: a coragem moral é uma competência ética essencial para os enfermeiros, conhecida como uma das virtudes fundamentais da profissão, que expressa-se na defesa dos direitos dos pacientes e no enfrentamento de práticas antiéticas e injustiças. Atualmente, a opressão presente no contexto do trabalho compromete a tomada de decisão ética, limitando atitudes moralmente corajosas e favorecendo o sofrimento moral, a insatisfação profissional, ao adoecimento e riscos à segurança do paciente, além de configurar infrações ao Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Nesse contexto, destaca-se a necessidade de identificar e medir a coragem moral dos enfermeiros utilizando instrumentos com evidências científicas robustas. Tais instrumentos, metodologicamente validados no contexto brasileiro que permite mensurar de forma confiável informações subjetivas relevantes à prática profissional. Objetivos: realizar Adaptação transcultural da escala Nurses’ Moral Courage Scale (NMCS 2017) apresentando suas evidências de validade de conteúdo e análises das equivalências linguísticas entre a versão original e a versão obtida após a adaptação transcultural. Métodos: trata-se de um estudo de processo metodológico de adaptação transcultural e evidências de validade de conteúdo do instrumento NMCS. O percurso metodológico adotado foi a partir de recomendações científicas internacionais reconhecidas e de diretrizes atualizadas, a fim de garantir a qualidade do instrumento adaptado, seguindo rigorosamente suas seis etapas: I. Traduções iniciais, II. Síntese das traduções, III. Retrotradução, IV. Comitê de especialistas, V. Pré-teste, e VI. Envio das documentações à autora original. O cenário escolhido foi um hospital de referência regional, universitário e filantrópico de grande porte, que está situado no interior do Estado de São Paulo. A população-alvo foram enfermeiros atuantes na prática clínica assistencial e gerencial de diferentes unidades do hospital. O estudo obteve a autorização da autora original do instrumento, a aprovação do Comitê de Ética da Universidade do Mato Grosso do Sul e a autorização do hospital participante. Resultados: a análise das equivalências linguísticas obteve concordância de 100% do instrumento. Na evidência de validade de conteúdo participaram 21 especialistas de quatro regiões brasileiras, obtendo-se um CVR = 0,85%, valor que indica excelente nível de concordância e adequada validade de conteúdo global nos 35 itens do instrumento, de forma consistente com a versão original. A versão piloto e o teste cognitivo foi aplicado em 43 enfermeiros, resultando em compreensão integral do instrumento. Conclusão: obteve-se a “Escala de Coragem Moral dos enfermeiros - BR”, com boas evidências de validade, mantendo-se as equivalências semântica, idiomática, conceitual e experiencial, conforme a versão original. Quanto à validade de conteúdo, as evidências apresentadas foram consideradas satisfatórias e garantem um conteúdo claro, relevante e pertinente ao contexto brasileiro, confirmando sua fácil compreensão pelo público-alvo em que foi aplicado. Reforça-se a necessidade de investigações posteriores a fim de realizar a análise das demais fontes de evidências de validade e consolidar sua eficácia e confiabilidade. |
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| MODELOS E EFEITOS DE INTERVENÇÕES DE LETRAMENTO EM SAÚDE PARA PESSOAS IDOSAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA COM METANÁLISE |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
09/12/2025 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Bruna Moretti Luchesi Kwiatkoski
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| Coorientador(es) |
- Madson Alan Maximiano Barreto
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| Orientando(s) |
- JULIANA KALINI SATURNINO PINHEIRO
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| Banca |
- Bruna Moretti Luchesi Kwiatkoski
- Fabiana de Souza Orlandi
- Mariana Alvina dos Santos
- Marisa Matias
- Vanessa Denardi Antoniassi Baldissera
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| Resumo |
O baixo letramento em saúde é um problema de saúde pública que atinge toda a
população, principalmente as pessoas idosas. Esse constructo refere-se à capacidade que os
indivíduos têm de acessar, compreender, avaliar e aplicar informações relacionadas à saúde de
forma escrita, falada e digitada. Diferentes intervenções com foco em letramento em saúde vêm
sendo desenvolvidas para melhorar esse construto nas pessoas idosas e, assim, possibilitar
melhores condutas relacionadas ao cuidado e autocuidado. Além disso, minimizar outros
prejuízos (e.g., cognitivos, relacionados à saúde mental). Objetivo: Realizar uma revisão
sistemática com metanálise para identificar os modelos de intervenção em letramento em saúde
realizadas com pessoas idosas. Método: Trata-se de uma revisão sistemática utilizando as
bases de dados LILACS, PsycINFO, PubMed, Scopus e Web of Science. A seguinte busca foi
utilizada “"health literacy" AND ("education" OR "training" OR "intervention") AND ("aged"
OR "older adult" OR "elderly")”. Resultados: Foram identificados 16378 artigos nas bases de
dados, dos quais 7038 foram excluídos por duplicidade. Após triagem por título e resumo, 126
artigos foram selecionados para leitura na íntegra e 18 estudos foram incluídos na revisão, sendo
10 quase-experimentais e oito experimentais. Entre os experimentais, apenas um apresentou
alta qualidade e baixo risco de viés; cinco tiveram risco moderado e dois, alto risco de viés. Dos
10 estudos quase-experimentais, oito apresentaram alta qualidade e baixo risco de viés e dois
foram avaliados com moderado risco de viés. No total, os estudos englobaram 2.256 pessoas
idosas, com média ou mediana de idade entre 65,9 e 81,7 anos em 77,8% dos estudos. Em
38,9% dos casos, as amostras incluíam pessoas idosas com condições crônicas. Dos 18 estudos,
15 relataram efeitos positivos das intervenções no letramento em saúde. A metanálise
confirmou os impactos positivos, tanto na comparação pré e pós-intervenção quanto na
comparação do grupo intervenção com o grupo controle. Outros desfechos beneficiados
incluíram qualidade de vida, comportamentos em saúde, autocuidado, autoeficácia e sintomas
depressivos. Conclusão: A revisão demonstrou que intervenções educativas bem estruturadas
contribuem significativamente para a promoção do letramento em saúde, favorecendo também
a qualidade de vida, a autonomia, o autocuidado e a melhoria de diversos desfechos em saúde
entre pessoas idosas. Impactos da Pesquisa e Implicações para a prática: Apesar dos
diferentes modelos e abordagens utilizados, os resultados reforçam a importância de incorporar
o letramento em saúde como componente central das políticas públicas voltadas ao
envelhecimento saudável. Além disso, destaca-se a necessidade de apoiar pesquisadores e
profissionais da saúde no desenvolvimento e implementação de estratégias educativas em
contextos como a Atenção Primária à Saúde, que é a “porta de entrada” do Sistema Único de
Saúde, promovendo práticas baseadas em evidências que ampliem o acesso à informação, a
participação ativa e o cuidado integral da população idosa. Estudos futuros devem explorar a
eficácia e aplicabilidade dessas intervenções em diferentes contextos, especialmente no Brasil. |
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| Tecendo o cuidado em saúde mental no território sob a ótica de agentes comunitários: uma pesquisa participante |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
14/11/2025 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Edirlei Machado dos Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Anneliese Domingues Wysocki
- Edirlei Machado dos Santos
- Helca Franciolli Teixeira Reis
- Mariana Alvina dos Santos
- Sueli Santiago Baldan
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| Resumo |
O cuidado em saúde mental constitui eixo transversal na Atenção Primária à Saúde (APS), onde os Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) atuam como mediadores privilegiados entre os serviços e a comunidade. Pela inserção territorial, reconhecem demandas subjetivas e intersubjetivas relacionadas ao sofrimento psíquico e contribuem para ações de promoção e prevenção. O enfermeiro, por sua vez, desempenha papel central na qualificação clínica, na escuta especializada e na articulação interprofissional, fortalecendo o cuidado psicossocial no território. O estudo teve como objetivo compreender as percepções dos ACSs sobre saúde mental na APS e desenvolver uma ação formativa baseada nos achados. Trata-se de pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, sustentada pela pesquisa participante. Os dados foram coletados por meio de grupos focais, processados no software IRaMuTeQ e analisados por Análise de Conteúdo Temática. Os resultados revelaram fragilidades na formação dos ACSs para o reconhecimento precoce do sofrimento psíquico, ao mesmo tempo em que evidenciaram potencialidades decorrentes do vínculo territorial. Destaca-se a necessidade de investimentos contínuos em processos formativos integrados à prática do enfermeiro e da equipe multiprofissional, a fim de qualificar o cuidado em saúde mental na APS. |
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| LIDERANÇA AUTÊNTICA NA ENFERMAGEM: UMA ANÁLISE DO CONHECIMENTO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
06/09/2025 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Adriano Menis Ferreira
- Aires Garcia dos Santos Junior
- Larissa da Silva Barcelos
- Mara Cristina Ribeiro Furlan
- Mayara Caroline Ribeiro Antonio
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| Resumo |
Introdução: As diversas mudanças no cenário tecnológico, econômico e social contribuíram para
maior competitividade laboral, desse modo o mercado de trabalho tem exigido dos profissionais
maior conhecimento e novas competências. Analisar o nível de conhecimento do enfermeiro sobre
liderança permitiria às Instituições de saúde gerenciar o desenvolvimento desse profissional.
Objetivo: identificar o conhecimento e o perfil de liderança autêntica dos profissionais de
enfermagem. Materiais e métodos: estudo analítico, transversal com abordagem quantitativa a ser
realizada em dois hospitais, de média complexidade, localizados no município de Três Lagoas,
região leste do Estado de Mato Grosso do Sul. Resultados esperados: espera-se que os resultados
deste estudo contribuam na identificação do conhecimento, sobre os modelos de liderança, dos
profissionais de enfermagem e proporcione às instituições de saúde estudadas gerenciar
capacitações para melhoria no desenvolvimento destes profissionais, promovendo, assim, melhoria
no relacionamento interpessoal dos integrantes da equipe de enfermagem, melhoria da
comunicação e no relacionamento com as demais equipes que prestam cuidado em saúde (médica,
fisioterapia entre outras) e, consequentemente, melhoria da qualidade do atendimento e
fortalecimento da segurança dos pacientes hospitalizados. |
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| TRANSTORNOS DE ANSIEDADE E FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR EM GESTANTES DO MUNICÍPIO DE TRÊS LAGOAS-MS: UMA ANÁLISE DAS VARIÁVEIS SOCIODEMOGRÁFICAS E DE SAÚDE |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
04/09/2025 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Fernanda Luciano Rodrigues
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Thaylla Pereira dos Santos
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| Banca |
- Danielle Cristina Tonello Pequito
- Edirlei Machado dos Santos
- Fernanda Luciano Rodrigues
- Lucas Gazarini
- Mara Cristina Ribeiro Furlan
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| Resumo |
A gestação é um evento fisiológico de alta complexidade, que envolve intensas transformações
no corpo e na mente da mulher, que são fundamentais para a manutenção da gravidez e o
desenvolvimento fetal. Essas modificações, que incluem alterações hormonais, metabólicas,
cardiovasculares e emocionais, impactam diretamente a saúde da mulher e exigem cuidados
específicos no acompanhamento pré-natal. Transtornos de ansiedade durante a gestação
configuram um importante problema de saúde pública, com possíveis repercussões sobre os
desfechos obstétricos e cardiovasculares. A escassez de estudos que integrem variáveis
emocionais, clínicas e sociodemográficas evidencia uma lacuna no conhecimento,
especialmente em regiões com características sociodemográficas como o município de Três
Lagoas-MS. Este estudo teve como objetivo analisar a severidade dos transtornos de ansiedade
e o risco cardiovascular em gestantes de Três Lagoas-MS, associando-os a variáveis
sociodemográficas e de saúde. Trata-se de um estudo descritivo-correlacional, transversal de
abordagem quantitativa, realizado com 100 gestantes cadastradas nas 17 Unidades de Saúde da
Família. Os dados foram coletados durante as consultas de pré-natal, por meio de questionário
sociodemográfico e de saúde, e através de um instrumento validado para mensuração do risco
de ansiedade (GAD-7). A pesquisa seguiu todos os preceitos éticos, sendo aprovada pelo
Comitê de Ética em Pesquisa e com consentimento livre e esclarecido assinado por todas as
participantes. Com a classificação de risco, 57% das gestantes foram estratificadas com risco
para desenvolvimento de transtornos de ansiedade grave, enquanto 97% das gestantes foram
classificadas com risco baixo para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares em 10 anos
pelo Escore de Framingham, mesmo apresentando diversos fatores de risco, já consagrados pela
literatura. Dentre as gestantes avaliadas, 31% estavam com o colesterol total acima de 240
mg/dL e 32% estavam com o colesterol total entre 200 e 239 mg/dL, caracterizando
hipercolesterolemia e hipercolesterolemia limítrofe, respectivamente. Identificamos ainda que
30% das gestantes estavam com o colesterol HDL baixo (< 50 mg/dL), 36% estavam com
triglicerídeos alto (>200 mg/dL) e 24% estavam com o colesterol LDL alto (>200 mg/dL). Com
relação à PA, 43% das gestantes estavam com a PA elevada (> 140 x 90 mmHg) no momento
em que foi aferida, sendo que 14% já tinham diagnóstico prévio de HAS e estavam em
tratamento medicamentoso antes de engravidar. Ainda, 25% das gestantes apresentaram
diagnóstico prévio de DM, sendo 21% com diabetes mellitus gestacional (DMG), 2% com DM
tipo 1 e 2% com DM tipo 2. O presente estudo demonstrou que, embora as gestantes da amostra
apresentassem diversos fatores de risco conhecidos para doenças cardiovasculares, o Escore de
Framingham não identificou um aumento no risco cardiovascular em 10 anos, confirmando que
este não é o método mais robusto para avaliação do risco cardiovascular em gestantes. No
entanto, observamos um risco elevado para transtornos de ansiedade grave na população
estudada, que pode estar associado a fatores fisiológicos, como hipertensão, dislipidemias e
doenças crônicas pré-existentes, bem como a fatores psicossociais que comumente estão
presentes durante a gestação. Este estudo reforça que o cuidado integral à gestante deve
contemplar dimensões psicossociais e clínicas de forma articulada, com enfoque
multiprofissional e intersetorial. Assim, espera-se que esses achados sirvam de fundamento para
estudos futuros, estimulando o uso de diferentes metodologias e abordagens que possam
complementar ou ampliar os resultados obtidos. |
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| AVALIAÇÃO DA LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES HOSPITALARES: UM ESTUDO TRANSVERSAL |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
04/09/2025 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Adriano Menis Ferreira
- Aires Garcia dos Santos Junior
- Alessandra Lyrio Barbosa Giroti
- André Luiz Silva Alvim
- Valquiria da Silva Lopes
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| Resumo |
A preocupação com a contaminação ambiental em serviços de saúde tem aumentado, especialmente após emergências sanitárias, destacando a importância da limpeza e desinfecção (L/D) adequada das superfícies de alto toque na prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia da L/D de superfícies em unidades de clínica médica e cirúrgica de um hospital de pequeno porte em Brasilândia, Mato Grosso do Sul. Trata-se de um estudo observacional, transversal e prospectivo, realizado entre maio e outubro de 2024, utilizando quatro métodos de monitoramento: inspeção visual, bioluminescência por adenosina trifosfato (ATP), cultura microbiológica (UFC/cm²) e marcador fluorescente. Foram analisadas 120 amostras de ATP, 120 amostras de UFC, 120 inspeções visuais e 60 análises de marcador fluorescente, totalizando 420 observações antes e após o processo de L/D. As superfícies avaliadas incluíram cabeceira da cama, grade lateral, vaso sanitário, acionador da descarga e maçaneta interna da porta do banheiro. Os dados foram analisados com os softwares Epi Info™ 7.2.4 e BioEstat 5.3, aplicandose os testes estatísticos de Wilcoxon, Qui-quadrado e correlação de Spearman (p |
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| Processo de transição do hospital-domicílio de pacientes em cuidados paliativos com ordem de não reanimação: percepções de enfermeiros e médicos |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
02/09/2025 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Edirlei Machado dos Santos
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| Orientando(s) |
- Maria Paula Bernardo dos Santos
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| Banca |
- Anneliese Domingues Wysocki
- Edirlei Machado dos Santos
- Fabiana Bolela de Souza
- Helca Franciolli Teixeira Reis
- Mariana Alvina dos Santos
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| Resumo |
As condições crônicas de saúde têm ampliado a necessidade de cuidados contínuos e integrados, exigindo a inserção dos Cuidados Paliativos em diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. No contexto da terminalidade da vida, a implementação da Ordem de Não Reanimação representa um desafio ético e assistencial relevante, sobretudo durante a transição do cuidado hospitalar para o domicílio. Este estudo teve como objetivo compreender as percepções de enfermeiros e médicos, inseridos na Atenção Primária à Saúde, sobre a transição do hospital para os Cuidados Paliativos domiciliares em pacientes com Ordem de Não Reanimação. Tratou-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa do tipo exploratória, na qual foi empregada como técnica de coleta de dados a entrevista semiestruturada, cuja amostra contou com 55 participantes, sendo 27 enfermeiros e 28 médicos. Para o processamento dos dados, foi utilizado o software IRaMuTeQ (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires), versão 0.7, alpha, sendo a análise realizada a partir da Análise de Conteúdo Temática fundamentados na teoria das transições de Afaf Meleis. A análise de conteúdo resultou em dois blocos temáticos: 1) Dimensões éticas e decisões no cuidado em fim de vida e 2) Dimensões organizacionais e colaborativas no processo de transição hospital-domicílio. Os resultados indicam que os profissionais vêm ressignificando suas percepções sobre o processo de morte e morrer, reconhecendo decisões como a Ordem de Não Reanimação como uma medida ética centrada na autonomia do paciente. No entanto, esse reconhecimento ainda enfrenta resistências individuais, institucionais e socioculturais, além de ser dificultado por lacunas formativas, falhas na comunicação entre os níveis de atenção e ausência de formalização documental. Os achados demonstraram que a qualidade da transição hospital-domicílio de pacientes em Cuidados Paliativos com Ordem de Não Reanimação está condicionada por fatores inibidores e facilitadores. A fragmentação dos serviços e a escassez de capacitação geram padrões de resposta frágeis e descontinuidades assistenciais. Por outro lado, a valorização da educação permanente, a articulação interprofissional, o fortalecimento das redes e a institucionalização de processos e documentos configuram estratégias fundamentais para garantir uma transição segura, digna e alinhada aos desejos dos pacientes e de suas famílias. Este estudo contribui ao explorar os desafios e a oferecer subsídios para discussões mais informadas, orientando a formulação de políticas e diretrizes que promovam transições de cuidado mais éticas e coordenadas. |
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| Virtudes éticas e tomada de decisão de enfermeiros em cuidados paliativos oncológicos: uma análise qualitativa |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
01/09/2025 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Edirlei Machado dos Santos
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| Coorientador(es) |
- Edirlei Machado dos Santos
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| Orientando(s) |
- Sandra Pereira de Souza Marques
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| Banca |
- Anneliese Domingues Wysocki
- Edirlei Machado dos Santos
- Fabiana Bolela de Souza
- Mariana Alvina dos Santos
- Teresa Cristina da Silva Kurimoto
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| Resumo |
Introdução: Cuidados Paliativos representam uma abordagem voltada para a melhoria da qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças crônicas ou limitantes da vida, especialmente no contexto oncológico. Com o envelhecimento da população, a relevância dos cuidados paliativos na saúde pública cresce, suscitando complexos dilemas éticos, como o prolongamento da vida e finitude humana. Nesse cenário, o avanço tecnológico e questões como a equidade no acesso, a comunicação má notícias e a autonomia na assistência de enfermagem exigem um olhar aprofundado. Com base na filosofia aristotélica, esta pesquisa explora a conexão entre as virtudes e a tomada de decisão ética pelos enfermeiros, destacando a necessidade de preparo adequado para enfrentar esses desafios e qualificar a assistência. Objetivo: Compreender a relação entre as virtudes e o preparo dos enfermeiros na tomada de decisão frente a questões éticas no contexto dos cuidados paliativos oncológicos. Métodos: Trata-se de uma pesquisa qualitativa genérica, de caráter descritivo e exploratório, fundamentada no referencial teórico aristotélico. A coleta de dados incluiu o perfil sociodemográfico e de formação dos participantes, além de entrevistas semiestruturadas realizadas entre fevereiro e abril de 2024. Foi entrevistados 37 enfermeiros de um centro de oncologia e um hospital filantrópico em um município do Mato Grosso do Sul, Brasil. Os dados foram processados com o auxílio do software IRaMuTeQ (software Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires) e analisados pela técnica de análise de conteúdo. O fechamento da coleta se baseou nas técnicas de exaustão e saturação, que garantiram a compreensão amostral. Resultados: A classificação hierárquica descendente, gerou cinco classes, a partir das quais foram construídas três categorias de análise: (1) Práticas assistenciais e dimensões ético-morais em cuidados paliativos: perspectivas sobre o alívio da dor e o sofrimento existencial; (2) Reflexão sobre morte e terminalidade; (3) Cuidados paliativos em oncologia: a ética das virtudes na tomada de decisão. Considerações finais: O cuidado paliativo oncológico, orientado pela ética das virtudes, exige do enfermeiro não apenas competência técnica, mas também reflexão ética e sensibilidade moral. Isso reforça a urgência de uma formação que integre dimensões assistenciais, ético-espirituais e emocionais no preparo profissional. A pesquisa sugere mudanças curriculares e institucionais que promovam espaços de escuta, reflexão e suporte emocional aos profissionais, contribuindo para uma sociedade mais compassiva e reafirmando o cuidado humanizado como direito fundamental.
Palavras-chave: Cuidados Paliativos. Virtudes. Enfermagem. Bioética. Tomada de Decisão. |
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| Associação entre sintomas ansiosos e depressivos com a automedicação em acadêmicos de medicina de uma universidade pública federal do Mato Grosso do Sul |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
31/07/2025 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Edson Candido Mendes Junior
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| Banca |
- Adriane Lenhard Vidal
- Edirlei Machado dos Santos
- Fernanda Luciano Rodrigues
- Lucas Gazarini
- Tamara Cristina Moreira Lopes
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| Resumo |
O estudo investigou a prática da automedicação entre acadêmicos de medicina de
uma Universidade Pública Federal do Mato Grosso do Sul, analisando os fatores que
influenciaram essa conduta. A automedicação é uma prática globalmente difundida,
impulsionada por fatores como a facilidade de acesso a medicamentos, a alta carga
de estresse acadêmico e a crença na autossuficiência para o manejo de sintomas. No
contexto dos estudantes de medicina, essa prática torna-se ainda mais preocupante,
pois compromete tanto a saúde dos próprios acadêmicos quanto sua futura conduta
profissional na prescrição e uso racional de medicamentos. Os resultados
demonstraram uma alta prevalência de sintomas depressivos, ansiosos (tanto
psicológicos, quanto somáticos) entre os estudantes avaliados. Além disso, observouse que no perfil geral da amostra, houve a prevalência de analgésicos e antiinflamatórios, já no grupo de ansiedade alta, antieméticos, antimicrobianos e
antiparasitários, pró-digestivo, laxantes e antigases, foram os utilizados com maior
frequência. Os dados indicaram que acadêmicos com sintomas psicossomáticos,
como problemas gastrointestinais, recorreram mais frequentemente à automedicação.
O estudo concluiu que a automedicação entre acadêmicos de medicina representou
uma alta ocorrência de sintomas ansiosos e depressivos com manifestações
somáticas com a frequência alta de automedicação, com padrões característicos entre
os mais ansiosos. |
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| AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE INTERVENÇÕES NA LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
12/06/2025 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Aires Garcia dos Santos Junior
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Viviane Perbeline Gonçalves
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| Banca |
- Aires Garcia dos Santos Junior
- Alvaro Francisco Lopes de Sousa
- Helder de Padua Lima
- Larissa da Silva Barcelos
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| Resumo |
A Teoria Ambientalista de Florence Nightingale já estabelecia que a modificação intencional do ambiente pode promover a saúde e prevenir doenças. O ambiente contaminado, pode favorecer a transmissão de patógenos, especialmente quando há falhas nos processos de limpeza e desinfecção de superfícies. Evidenciam-se, entretanto, lacunas na literatura científica sobre o detalhamento e efeito de capacitações aos trabalhadores responsáveis por esses processos, os quais muitas vezes permanecem invisibilizados, necessitando também de investigações que aborde seus níveis de motivação, satisfação, desempenho e comprometimento. Nesse contexto, esta pesquisa teve como objetivo avaliar o efeito de um programa de intervenção multimodal no conhecimento profissional e na limpeza e desinfecção de superfícies em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) e descrever os fatores humanos relacionados. Trata-se de um estudo multi-métodos sequencial, de natureza quantitativa, realizado em uma UTIP localizada na região Centro-Oeste do Brasil. Participaram da pesquisa 35 trabalhadores da saúde responsáveis pela limpeza e desinfecção de superfícies, sendo 6 enfermeiros, 17 técnicos de enfermagem e 12 profissionais da equipe de higienização e limpeza. Foram selecionadas cinco superfícies com maior frequência ao toque, para o monitoramento, sendo elas: mesa de medicação, mesa de alimentação, poltrona do acompanhante, controle de elevação da cama e cama do paciente. O estudo foi composto de 3 fases denominadas de: Baseline (fase I), Intervenção multimodal (fase II) e Acompanhamento de médio prazo (fase III). Utilizou-se os métodos de monitoramento: Adenosina Trifosfato, inspeção visual, contagem de colônias aeróbios totais e marcador fluorescente. A pesquisa recebeu aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A pesquisa apontou em seus resultados que o conhecimento dos profissionais, pós-intervenção, indicou maior frequência de acertos sobre as práticas de higiene, controle de infecções, reconhecimento de superfícies críticas e uso adequado de equipamentos de proteção individual. Quanto ao monitoramento a taxa de aprovação após a limpeza e desinfecção de superfície, segundo o método da inspeção visual, foi de 75%, 95% e 90% nas fases I, II e III respectivamente. A taxa de aprovação do ATP após limpeza e desinfecção de superfície, foi de 67,5%, 77,5% e 70%, nas fases I, II e III respectivamente. E a taxa de aprovação do marcador fluorescente foi de 22,5%, 25% e 30%, nas fases I, II e III respectivamente. Em relação a taxa de aprovação pelo método de contagem das UFC, foi de 67,5%, 75% e 62,5%, nas fases I, II e III respectivamente. Observou-se uma redução significativa nas médias na Fase I para a cama do paciente (p-valor = 0,009) e na Fase II para a cama do paciente (p-valor = 0,046) e a mesa de preparo da medicação (p-valor = 0,018), mas não houve diferença significativa na Fase III. De forma geral, a limpeza e desinfecção de superfície teve impacto mais significativo nas Fase I e II, com uma tendência de menor variação na Fase III para ambos os métodos de monitoramento. Além disso, a pesquisa identificou que os níveis de motivação, satisfação, desempenho e comprometimento foram medianos. Níveis mais baixos de motivação no trabalho foram identificados apenas em itens pertencentes à motivação extrínseca, sobretudo no tocante à remuneração recebida. Verificou-se ainda, que quanto maior a escolaridade dos trabalhadores, maior o comprometimento afetivo (p-valor=0,038) e instrumental (p-valor=0,007), respectivamente. Conclui-se que práticas aprimoradas de limpeza e desinfecção a curto prazo e melhorias no conhecimento de trabalhadores da saúde sobre LDS foram observadas após intervenção multimodal. Além disso, os resultados indicam a necessidade de estratégias institucionais para fortalecimento do reconhecimento desses trabalhadores, passando pela readequação salarial, motivo de maiores indicies de desmotivação na pesquisa. |
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| Produção de cuidado aos usuários em atenção domiciliar: representações sociais do cuidador informal |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
24/04/2025 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Edirlei Machado dos Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Anneliese Domingues Wysocki
- Claudinei José Gomes Campos
- Edirlei Machado dos Santos
- Helca Franciolli Teixeira Reis
- Mariana Alvina dos Santos
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| Resumo |
O cuidado no domicílio é uma prática de longa data e, na contemporaneidade, apresenta-se como potente estratégia para uma atenção que considere as reais necessidades de saúde das pessoas, reconhecendo no processo de produção do cuidado em saúde a relevância da determinação social do processo saúde-doença. Nesse contexto, o serviço de assistência domiciliar e as equipes de atenção primária à saúde encontram no domicílio o lócus fecundo para uma atenção à saúde singular e assertiva aos usuários/famílias inseridas no território. O objetivo da presente pesquisa foi compreender as representações sociais do cuidador informal sobre o cuidado que ele produz aos usuários que estão sob sua responsabilidade enquanto cuidador domiciliar. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo exploratória, à luz da Teoria das Representações Sociais, em que se empregou como técnica de coleta de dados a entrevista semiestruturada, cuja amostra contou com 21 participantes. Para o processamento dos dados, utilizou-se do software IRaMuTeQ (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires), versão 0.7, alpha 2, segundo a classificação Hierárquica Descendente (CDH) e o Dendrograma de Similitude, sendo a análise dos dados empreendida a partir da técnica da Análise de Conteúdo Temática. Frente aos vocábulos, que foram processados e analisados, foram obtidas três categorias: “Caminhos para o cuidado domiciliar”; “A verdadeira essência e a subjetividade do cuidar” e “Ambiguidade intramuros no processo de produção de cuidado”, no qual, foram representadas nas 6 classes geradas pelo software. Os resultados da referida pesquisa serviram para compreender a prática do cuidado no domicílio, a partir da figura do cuidador informal domiciliar, e contribuíram para o aperfeiçoamento de práticas de cuidado a partir do grupo estudado, trazendo impactos significativos para a pessoa que cuida e a pessoa cuidada. |
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| AUTOPERCEPÇÃO POSITIVA DA SAÚDE EM ADULTOS DE MEIA-IDADE E PESSOAS IDOSAS: UM ESTUDO LONGITUDINAL |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
23/04/2025 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Bruna Moretti Luchesi Kwiatkoski
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Nathalia Assis de Souza Altran
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| Banca |
- Bruna Moretti Luchesi Kwiatkoski
- Fernanda Marques da Costa
- Madson Alan Maximiano Barreto
- Mariana Alvina dos Santos
- Sofia Cristina Iost Pavarini
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| Resumo |
A autopercepção de saúde é um dado subjetivo que reúne informações percebidas pela pessoa sobre sua própria saúde. É considerada um preditor de morbimortalidade, portanto, conhecer os fatores que a estimulam de forma positiva é essencial para promover saúde e o envelhecimento saudável. O objetivo deste trabalho é analisar os fatores sociodemográficos e biopsicossociais associados às mudanças na autopercepção positiva da saúde de adultos de meia-idade e pessoas idosas em três momentos no tempo. Trata-se de um estudo longitudinal, desenvolvido com 300 participantes com idade de 45 anos ou mais, cadastrados nas Unidades de Saúde da Família do município de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, Brasil. A coleta de dados aconteceu nos anos de 2018/2019 (T1), 2021 (T2) e 2023 (T3). A variável dependente foi a autopercepção da saúde positiva e as independentes foram: dados sociodemográficos e de saúde, fragilidade, sintomas depressivos e hábitos de vida. Os dados foram analisados no Statistical Package for Social Science (SPSS), utilizando modelos de regressão multinomial. O projeto atendeu a todos os requisitos éticos. A maior parte da amostra era mulher (65,7%), tinha companheiro (56,0%), média de 60,9 anos de idade e 5,7 anos de escolaridade, usava medicamentos (75,7%), era frágil (56,3%), tinha sintomas depressivos (56,7%) e hábitos de vida saudáveis (49,3%). Em T1, 51,7% dos participantes tiveram autopercepção positiva de saúde, a qual foi associada a não usar medicamentos (OR = 2,60), ser não frágil (OR = 8,73) ou pré-frágil (OR = 2,11) e não ter sintomas depressivos (OR = 1,86). Em T2, a prevalência de autopercepção positiva de saúde foi 52,3%, sendo que 38,3% mantiveram a autopercepção positiva e 14,0% evoluíram para positiva entre T1 e T2. Os participantes que eram não frágeis (OR = 9,74) ou pré-frágeis (OR = 2,58) e que não tinham sintomas depressivos (OR = 3,56) tiveram mais chances de manter a autopercepção positiva de T1 para T2; e os participantes homens (OR = 2,23) e sem sintomas depressivos (OR = 3,17) tiveram maior chance da autoavaliação se tornar positiva entre T1 e T2. Em T3, 54,0% tinham autopercepção positiva de saúde, sendo que 41,3% mantiveram sua autopercepção como positiva, e 12,7% tornaram-se positivos entre T2 e T3. Observou-se menor chance da autopercepção se manter (OR = 0,97) e se tornar positiva (OR = 0,95) entre T2 e T3 em indivíduos com maior idade; e maior chance de se manter positiva para os não frágeis (OR = 4,10) e pré-frageis (OR = 2,92). Conclui-se que os homens, pessoas que não possuem fragilidade ou são pré-frageis, que não têm sintomas depressivos e possuem menor idade conseguem manter ou promover a autopercepção positiva ao longo do tempo. O estudo reforça a importância de conhecer os fatores que estimulam a autopercepção positiva de saúde da população para nortear ações assistenciais e políticas públicas, a fim de promover saúde e o envelhecimento saudável. Dentre as ações, destacam-se a prevenção, diagnóstico precoce e reversão/ tratamento da fragilidade e da depressão, especialmente nos grupos de mulheres mais velhas; sendo o enfermeiro, como um líder da equipe da Atenção Primária à Saúde, um profissional essencial nesse processo. |
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