Mestrado em Ciências Veterinárias

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Trabalhos

Trabalhos Disponíveis

TRABALHO Ações
IDENTIFICAÇÃO Escherichia coli DIARREIOGÊNICAS EM BEZERROS
Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
Tipo Dissertação
Data 16/04/2020
Área MEDICINA VETERINÁRIA
Orientador(es)
  • Cassia Rejane Brito Leal
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Juliane Francielle Tutija
    Banca
    • Carlos Alberto do Nascimento Ramos
    • Cassia Rejane Brito Leal
    • Dyego Goncalves Lino Borges
    • Larissa Gabriela Avila
    • Raquel Soares Juliano
    Resumo Cepas de Escherichia coli causadoras de enterite são consideradas importante causa de diarreia em bezerros principalmente nas primeiras semanas de vida. Para correta identificação, esses micro-organismos devem ser diferenciados dos membros não patogênicos, que compõem a microbiota intestinal. Este trabalho teve por objetivo caracterizar os isolados de E. coli em bezerros, quanto à presença de genes de virulência para enterite no estado de Mato Grosso do Sul. Foram obtidas 176 amostras de fezes de bezerros portadores de diarreia, com idade até dois meses, de diversas propriedades do estado de Mato Grosso do Sul. Também foram avaliadas 27 amostras de animais sadios das mesmas propriedades. Por meio do cultivo bacteriológico foi possível identificar E. coli em todas as amostras e realizar antibiograma pela técnica de disco difusão. Posteriormente, as amostras foram submetidas a reações de PCR para identificação dos seguintes patótipos: ETEC, EHEC, STEC, EPEC e NTEC. Foi possível identificar em 35 amostras o gene eae (19,88%), em 135 amostras o gene stx1 (76,70%), o gene stx2 em 62 amostras (35,22%), o gene sta em 159 (90,34%) e o gene ltII em 35 amostras (19,88%). Em nenhuma delas identificaram-se os genes cnf1 e 2. De acordo com esses resultados, os isolados foram classificados em EPEC (3), EHEC (32), STEC (122) e ETEC (173). Em relação à sensibilidade antimicrobiana, 77,2% dos isolados foram resistentes a três ou mais grupos farmacológicos, caracterizando-os como multirresistentes; essa multirresistência contribui para a ocorrência de infecções bacterianas resistentes aos antimicrobianos na espécie humana, levando ao alerta para a importância da Saúde Única. Esse estudo fornece dados epidemiológicos importantes sobre a doença no estado e no Brasil.
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    SISTEMA INTEGRADO DE DIAGNÓSTICO EM DOENÇAS DE BOVINOS: DO SINAL CLÍNICO AO DIAGNÓSTICO CONCLUSIVO
    Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
    Tipo Dissertação
    Data 15/04/2020
    Área MEDICINA VETERINÁRIA
    Orientador(es)
    • Ricardo Antonio Amaral de Lemos
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Carolina de Castro Guizelini
      Banca
      • Cassia Rejane Brito Leal
      • Claudio Severo Lombardo de Barros
      • Fernando de Souza Rodrigues
      • Ricardo Antonio Amaral de Lemos
      • Tatiane Cargnin Faccin
      Resumo Devido à alta relevância da indústria pecuária brasileira, os surtos de doenças são responsáveis por perdas econômicas substanciais. Para evitá-los, é essencial a manutenção de um sistema de diagnóstico integrado, a partir do qual os Laboratórios de Diagnóstico Veterinário (LDVs) constituem uma parte crítica. Em muitos LDVs brasileiros, a maioria das amostras para análise é enviada por veterinários de campo. Embora o exame dessas amostras gere conhecimento, muitas vezes esse conhecimento não é estendido aos veterinários de campo. É necessário, então, fornecer métodos de conscientização para os veterinários que trabalham em proriedades rurais sobre as principais doenças que ocorrem em sua região, buscando minimizar a perda econômica causada por essas doenças. Assim, caracterizamos os aspectos epidemiológicos e clínicopatológicos das principais doenças bovinas em Mato Grosso do Sul. Isso foi realizado por meio de estudos retrospectivos e prospectivos dos casos acompanhados pela equipe do Laboratório de Anatomia Patológica da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Organizamos as informações em um formato para ajudar os profissionais a elaborar diagnóstico presuntivo de maneira rápida e eficiente. Cento e cinquenta espécimes de tecido de bovinos foram enviados para análise de janeiro de 2019 a janeiro de 2020. Um diagnóstico conclusivo foi estabelecido em 64,6% casos. Dos diagnósticos inconclusivos, 73,6% eram enviados por veterinários de campo ou por órgãos estaduais de vigilância
      sanitária. As doenças inflamatórias e parasitárias foram a principal causa de morte no período
      estudado. A raiva foi a doença mais frequentemente diagnosticada. Alguns dos principais fatores que
      impediram um diagnóstico conclusivo em amostras enviadas ao laboratório foram a não inclusão de
      amostras de sitema nervoso central nos casos com sinais clínicos neurológicos. Estas falhas durante a coleta de dados e de materiais são pontos cruciais para o desfecho do processo de diagnóstico que, muitas vezes, inviabilizam a realização de um diagnóstico conclusivo, como foi observado neste estudo.
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      RESISTÊNCIA A ANTIBIÓTICOS EM STAPHYLOCOCCUS SPP. ISOLADOS DE CÃES COM OTITE EXTERNA E PIODERMITE SUPERFICIAL
      Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
      Tipo Dissertação
      Data 18/03/2020
      Área MEDICINA VETERINÁRIA
      Orientador(es)
      • Veronica Jorge Babo Terra
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Carolina Pereira Marinho
        Banca
        • Cassia Rejane Brito Leal
        • Juliana Arena Galhardo
        • Maria Clorinda Soares Fioravanti
        • Mariana Isa Poci Palumbo
        • Veronica Jorge Babo Terra
        Resumo O trabalho teve como propósito avaliar a susceptibilidade e a resistência bacteriana de Staphylococcus spp. isolados de otite externa e piodermite superficial de cães. Foram avaliadas 109 amostras de cães que apresentavam sinais de infecções de pele ou orelha por meio de cultura e antibiograma. Houve o crescimento de Staphylococcus em 87 amostras (79,82%). Os resultados de antibiograma apresentaram como valores de resistência aos antimicrobianos Doxiciclina (68,97%), Sulfametoxazol com trimetropim (65,52%), Enrofloxacina (54,02%), Norfloxacino (51,72%), Azitromicina (42,53%), Gentamicina (34,48%), Cefovecina (32,18%), Cefalexina (24,14 %) e Amoxicilina com clavulanato e Polimixina B (16,09%) nas amostras. Amoxicilina com clavulanato apresentou as menores taxas de resistência e a doxiciclina apresentou as maiores taxas de resistência encontradas. Observou-se um aumento encontrado nas resistências bacterianas dos Staphylococcus spp. Foi também realizada diferenciação entre Staphylococcus spp. coagulase positivo e coagulase negativo, devido ao seu potencial patogênico, no qual houve diferença significativa entre os antimicrobianos nas amostras coagulase positivo (p<0,05) e não houve diferença significativa encontrada nas amostras coagulase negativo (p>0,05). Foram isoladas 54 amostras (62,07%) consideradas multirresistentes, entre elas 8 amostras de Staphylococcus spp. coagulase negativo.
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        PRECOCIDADE SEXUAL EM FÊMEAS NELORE SUBMETIDAS A ESTÍMULOS HORMONAIS PRÉ-ESTAÇÃO DE MONTA
        Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
        Tipo Dissertação
        Data 16/03/2020
        Área MEDICINA VETERINÁRIA
        Orientador(es)
        • Eliane Vianna da Costa e Silva
        Coorientador(es)
        • Fabiana de Andrade Melo Sterza
        Orientando(s)
        • Marcos Vargas da Silveira
        Banca
        • Aline Gomes da Silva
        • Eliane Vianna da Costa e Silva
        • Ériklis Nogueira
        • Gustavo Guerino Macedo
        • Luiz Carlos Cesar da Costa Filho
        Resumo A classificação de precocidade sexual utilizada para fêmeas é baseada no status de prenhez ao final da estação reprodutiva (ER), não sendo considerado nenhum tipo de manejo, hormonal ou nutricional, e o status de ciclicidade antes da ER. O objetivo desse trabalho é propor um novo método de classificação baseado no perfil ginecológico antes do início da ER e no diagnóstico de prenhez ao final da mesma. Foram utilizadas novilhas Nelore (n= 292) de três propriedades, todas localizadas no estado de Mato Grosso do Sul e vinculadas a programas de melhoramento genético. Na fazenda 1 (n= 225) foi utilizado com indutor de puberdade o MGA; fazenda 2 (n= 26), progesterona injetável e; fazenda 3 (n= 41) nenhum protocolo de indução hormonal da puberdade foi utilizado. A primeira avaliação (D0) foi realizada antes do protocolo de indução de puberdade, nas fazendas que o realizaram, com coleta de dados fenotípicos de desenvolvimento e avaliação ginecológica. A segunda avaliação (D30) foi realizada no início do protocolo de IATF, com a mesma metodologia de coleta de dados. A terceira (D70) e quarta (120) consistiram no diagnóstico de gestação (DG). Ao final da ER as novilhas foram classificadas em superprecoce (SP), precoce (P), tradicional (TR) e tardia (T), conforme o perfil de ciclicidade antes da ER (D30) e o DG final (D120). A taxa de prenhez ao final da EM foi de 68,49%. A fazenda 1 apresentou superioridade na taxa de prenhez final (77%) em relação as demais fazendas (P<0,0001), porém vale ressaltar que a suplementação é mais intensa, com elevado teor energéticos, e proporcionar uma melhor taxa de ovulação e prenhez. FD geral demonstrou tendência de novilhas emprenharem na primeira IATF (P=0,0959). E a prenhez final foi influenciada pelas variáveis associadas ao status do ovário no momento D30 pela presença de FD (P=0,0183) e de CL (P= 0,0014). O modelo de classificação de precocidade sexual proposto foi funcional, porém não distinguiu diferença entre fêmeas SP e P devido a influência de indução hormonal de puberdade. Alternativas de classificação baseadas no perfil ginecológico pré-indução de puberdade e pré estação reprodutiva, devem ser melhor estudadas para utilização nos programas de melhoramento genético.
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          ASSOCIAÇÃO ENTRE LACTONAS MACROCÍCLICAS CONTRA HAEMONCHUS CONTORTUS
          Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
          Tipo Dissertação
          Data 06/03/2020
          Área MEDICINA VETERINÁRIA
          Orientador(es)
          • Fernando de Almeida Borges
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Matheus Takemi Muchon Nakatani
            Banca
            • Adrian Lifschitz
            • Carlos Alberto do Nascimento Ramos
            • Carlos Alexandre Carollo
            • Fernando de Almeida Borges
            • Ricardo Antonio Amaral de Lemos
            Resumo A resistência de nematodas gastrointestinais (NGIs) aos anti-helmínticos (AHs) químicos é um problema de caráter global, não havendo métodos alternativos suficientemente efetivos. Frente a isso, há a associação de diferentes AHs e o uso de moduladores de resistência. Porém, a associação de diferentes AHs pode ser inefetivo em situações de resistência à múltiplas drogas, enquanto que o uso de moduladores ainda é limitado pela alta variabilidade de resposta clínica, toxicidade e diferença de farmacocinética entre o modulador e a droga. Posto isso, outra alternativa que pode possibilitar o aumento de eficácia contra NGIs resistentes é associação de moléculas pertencentes ao mesmo grupo químico. Possível efeito aditivo, sinérgico ou antagônico, pode ser observado nas associações, sendo resultado das distintas farmacocinéticas, farmacodinâmicas e interações com mecanismos moleculares de resistência. No entanto, a metodologia estatística normalmente empregada pode limitar a observação dos efeitos, isso, considerando apenas o uso da média simples da eficácia obtida, compara a média simples esperada, de acordo com a associação das moléculas em uma única proporção. Portanto, o presente trabalho teve por objetivo verificar se há efeito aditivo, antagônico ou sinérgico, da associação de diferentes lactonas macrocíclicas (LMs) contra Haemonchus contortus. Larvas infectantes (L3) de dois isolados, caracterizados como sensível (RsHco1) e resistente (FAMEZHco1) à ivermectina, foram utilizados no teste de inibição da migração larval (TIML). Após estimada a concentração efetiva sobre 50% da população (EC50) de abamectina (ABA), eprinomectina, (EPR), ivermectina (IVM) e moxidectina (MOX), para ambos os isolados, as associações foram delineadas pelo modelo cúbico especial e quadrático de experimento de mistura simplex-centroid. Efeito sinérgico foi observado na associação EPR+MOX contra o isolado sensível e nas associações EPR+MOX e IVM+MOX contra o isolado resistente, sendo também observado efeito antagônico da associação EPR+IVM+MOX. No isolado sensível foi verificado aumento de inibição em proporções maiores de EPR e em proporções menores das demais drogas, comparada à mistura de referência (mistura das quatro LMs em igual proporção – 0,25:1), enquanto que para o isolado resistente inibição superior à da mistura de referência foi observada em maiores proporções de IVM e em menores proporções de MOX e EPR. O efeito sinérgico de EPR+MOX, contra o isolado sensível, de ABA+IVM, EPR+MOX e IVM+MOX, contra o isolado resistente, e o efeito antagônico de EPR+IVM+MOX, são dependentes da associação de drogas com diferentes potências e das proporções utilizadas, sendo EPR e IVM as moléculas de maior impacto nesses efeitos.
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            PESQUISA MOLECULAR E MICROSCÓPICA DE FILARÍDEOS EM CANINOS NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE, MATO GROSSO DO SUL, BRASIL
            Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
            Tipo Dissertação
            Data 18/02/2020
            Área MEDICINA VETERINÁRIA
            Orientador(es)
            • Carlos Alberto do Nascimento Ramos
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Rodrigo Leite Soares
              Banca
              • Carina Elisei de Oliveira
              • Carlos Alberto do Nascimento Ramos
              • Cassia Rejane Brito Leal
              • Larissa de Fátima Cardoso Duarte
              • Veronica Jorge Babo Terra
              Resumo Filarídeos em caninos incluem espécies cujo microfilárias circulam na corrente sanguínea (ex., Dirofilaria immitis e Acantocheilonema reconditum) ou habitam no tecido subcutâneo (ex, Cercopithifilaria spp. e Onchocerca spp.) O objetivo deste estudo foi avaliar a ocorrência de filarídeos em cães e seus potenciais hospedeiros artrópodes do município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil. Esta dissertação é composta por quatro artigos. Artigo 1- Objetivou investigar a ocorrência de infecções filariais em cães residentes em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil. As amostras de sangue e pele de cães domiciliados (n = 80) foram microscopicamente (teste de Knott modificado e exame de sedimento de fragmento de pele) e molecularmente (PCR do gene 12S rRNA PCR) avaliados. Informações epidemiológicas foram obtidas por exame físico e questionário com os proprietários dos cães. O exame microscópico e molecular de amostras de sangue revelou que 5,0% (4/80) foram positivos para D. immitis em ambos os testes. Amostras de microfilárias dérmicas (todas identificadas como Cercopithifilaria sp.) foram detectadas em 42,5% (34/80) das amostras, considerando pelo menos um teste realizado. Cercopithifilaria sp. teve associação significativa com presença de carrapatos (Rhipicephalus sanguineus), acesso à rua e pequenos nódulos dérmicos. Foi observado excelente nível de concordância (Kappa = 0,759) entre os dois métodos de diagnóstico (exame microscópico e PCR). O sequenciamento de DNA confirmou a identificação de D. immitis e C. bainae circulando no Mato Grosso do Sul. A PCR mostrou maior sensibilidade e serve para detectar e classificar espécies de microfilárias, mas a análise microscópica deve ser considerada como teste de triagem para detecção do gênero de filarídeos em cães. Considerando que, na área de estudo, Rhipicephalus sanguineus e mosquitos são prevalentes ao longo do ano, medidas preventivas devem ser adotadas para evitar a infestação por artrópodes e a infecção por filarioides. Artigo 2- O objetivo do presente estudo foi detectar Cercopithifilaria bainae e outros patógenos transmitidos por carrapatos e realizar a caracterização molecular do carrapato Rhipicephalus sanguineus s.l. coletado em cães. Carrapatos (n= 432, incluindo 8 larvas, 59 ninfas e 365 adultos) foram amostrados de cães domiciliados (n= 73) residentes no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul (centro-oeste do Brasil). Todos os carrapatos foram identificados morfologicamente como R. sanguineus. O DNA genômico foi extraído em pools (três a cinco carrapatos por animal), seguido pela definição de haplótipos (com base no gene 16S rRNA) e pela investigação de patógenos (Cercopithifilaria sp., Ehrlichia canis, Anaplasma platys, Hepatozoon canis, Babesia vogeli e Rickettsia spp.). Os espécimes coletados foram identificados como haplótipos A e B de R. sanguineus. Foram detectados DNA de Cercopithifilaria bainae (43,83%; 32/73), Ehrlichia canis (24,65%; 18/73), Anaplasma platys (19,17%; 14/73) e Hepatozoon canis (5,47%; 4/73). A identidade dos patógenos foi confirmada por análise de sequência de DNA. O presente estudo confirma a circulação dos haplótipos A e B de R. sanguineus no estado de Mato Grosso do Sul e sua importância como vetor de vários patógenos de interesse veterinário. Finalmente, este é o primeiro relato de C. bainae em carrapatos na região centro-oeste do Brasil. Artigo 3- O Objetivo do presente estudo é relatar um caso de cisto cutâneo gigante em um cão infectado por Cercopithifilaria bainae. Um cão sem raça definida, 9 anos, macho, deu entrada em uma clínica veterinária de Dourados, Mato Grosso do Sul (Centro-Oeste do Brasil) com uma massa na região lombossacral. No exame clínico, observou-se que a massa tinha aproximadamente 15 cm de diâmetro, com consistência flutuante e presença de fluido viscoso; a lesão, no entanto, era não ulcerada e não aderente. O exame citológico revelou presença de celularidade linfocitária moderada e macrófagos espumosos, eritrofagocitose e presença de numerosas microfilárias. Após análise morfológica e molecular do gene rRNA 12S, as microfilárias foram identificadas como C. bainae, exibindo 99-100% de identidade com as seqüências de DNA disponíveis no Genbank. A cirurgia foi recomendada e após a ressecção do cisto gigante, o cão foi tratado com ivermectina por duas semanas e o quadro clínico foi completamente resolvido. Com base na presença de microfilárias no líquido do cisto, o papel desse filarideo no determinismo da lesão foi discutido. Artigo 4- O presente trabalho tem por objetivo relatar o primeiro caso de dirofilariose canina em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. No dia 6 de setembro de 2018, um canino, fêmea, poodle, de 14 anos de idade, foi atendido numa clínica veterinária particular de Campo Grande- MS, apresentando hipertensão arterial e eosinofilia. O animal foi medicado e após nove dias, retornou com piora do quadro clínico (emese, melena, taquicardia, taquipneia). Mais exames laboratoriais foram solicitados, em que observou-se alterações cardiacas, hepáticas, renais e pancreáticas, além da presença de microfilárias, identificadas morfologicamente como D. imittis e confirmada espécie por
              teste sorológico e molecular. O animal foi internado, mas veio a óbito no quinto dia. Apesar de Campo Grande tratar-se de uma área não endêmica, o animal possui relato de viagem para região litorânea, sem realização de tratamento profilático. Portanto, representa um caso alóctone de dirofilariose na região.
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              INFLUÊNCIA DE PROTOCOLOS VACINAIS SOBRE O DESEMPENHO REPRODUTIVO DE NOVILHAS NELORE SUBMETIDAS A IATF
              Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
              Tipo Dissertação
              Data 22/08/2019
              Área MEDICINA VETERINÁRIA
              Orientador(es)
              • Raquel Soares Juliano
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Ernest Schillings Neto
                Banca
                • Aiesca Oliveira Pellegrin
                • Eliane Vianna da Costa e Silva
                • Juliana Corrêa Borges Silva
                • Raquel Soares Juliano
                • Thyara de Deco Souza e Araujo
                Resumo O estudo foi conduzido para avaliar a taxa de prenhez de novilhas Nelore, submetidas a diferentes protocolos vacinais em manejo de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) e repasse com touro em monta natural, justificando-se a necessidade de investigar as causas de perdas reprodutivas e o manejo profilático por serem aspectos de fundamental importância em relação ao impacto e viabilidade econômica no sistema pecuário extensivo de bovino de corte. Os animais (n=763) foram distribuídos em quatro grupos: T1 - controle sem vacinação, T2 - vacinação contra leptospirose bovina (LEPT); duas doses com intervalo de 30 dias, T3 - vacinação contra herpesvirus bovino tipo 1 (BHV-1) e virus da diarreia viral bovina (BVDV); duas doses com intervalo de 30 dias, T4 - vacinação com LEPT+ BHV-1 e BVDV, duas doses com intervalo de 30 dias. Verificou-se, previamente, a taxa de ocorrência de infecção natural por LEPT, BHV-1 e BVDV realizando-se exames sorológicos. O diagnóstico de gestação foi feito aos 30, 60 e 120 dias. Avaliou-se as taxas de prenhez em função dos grupos, do peso, escore de condição corporal, presença ou ausência de cio, inseminador, touro, ocorrência de abortos ou morte fetal precoce. Os resultados obtidos revelaram que a soropositividade previa para leptospirose foi de 100% para todos os grupos, variando de 77,0% a 94,0% para BHV-1 e 64,0% a 87,0% para BVDV. O protocolo vacinal não interferiu na prenhez, de mortalidade fetal precoce ou aborto. Já o peso dos animais no início da estação reprodutiva e a presença de cio no momento da IATF interferiram. Concluiu-se que o protocolo vacinal não interferiu .no desempenho reprodutivo dos grupos experimentais.
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                VACINAÇÃO CONTRA DOENÇAS INFECCIOSAS IMPACTANTES NA REPRODUÇÃO E SUPLEMENTAÇÃO MINERAL INJETÁVEL DE FÊMEAS NELORE INSEMINADAS
                Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
                Tipo Dissertação
                Data 19/06/2019
                Área MEDICINA VETERINÁRIA
                Orientador(es)
                • Gustavo Guerino Macedo
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Jéssica Souza Lima
                  Banca
                  • Eliane Vianna da Costa e Silva
                  • Gustave Decuadro-Hansen
                  • Gustavo Guerino Macedo
                  • Raquel Soares Juliano
                  • Renato Andreotti e Silva
                  Resumo As doenças infecciosas que afetam a reprodução contribuem para perdas econômicas consideráveis na bovinocultura, pois provocam falhas reprodutivas e impactam no sistema produtivo. A imunização contra leptospirose, rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR) e diarréia viral bovina ( BVDV), e a suplementação mineral injetável podem ser aliadas indispensáveis para a profilaxia e controle destas infecções. Este estudo buscou avaliar o manejo do impacto da imunização contra tais infecções, e a influência da suplementação mineral injetável, isoladas e conjuntamente, sobre o desempenho reprodutivo de fêmeas bovinas inseminadas. Foram utilizadas 999 vacas paridas (capítulo 1) e 268 novilhas (capítulo 2) Nelore, distribuídas aleatoriamente nos tratamentos: Controle (n = 244 vacas, 91 novilhas); Vacina n = 227 vacas, 71 novilhas Suplemento (n = 262 vacas, 30 novilhas); Suplemento (n = 266 vacas, 76 novilhas). O nível de significância considerado foi 5%, sendo tendência se 0,05 > p < 0,10. Os dados foram analisados no software R através da função glmer do pacote lme4 . Sobre os diagnósticos aos 30 (DG30) e 90 (DG90) dias de prenhez pós inseminação artificial, somente a vacina associada ao suplemento exibiu efeito significativo tendo respectivamente taxas de prenhez de 59,4% (p = 0,093) e 57,5% (p = 0,067) em relação ao controle que apresentou taxas de 54,1% e 51,6%, respectivamente , para as vacas; enquanto as novilhas tiveram respectivamente taxas de prenhez de 52,6% (p = 0,068) e 50,0% (p = 0,036) em relação ao controle que apresentou taxas de 38,5% e 34,1%, respectivamente . Referente ao aborto entre o DG30 e DG90, houve efeito significativo somente para vacina registrando taxa de 0,8% (p = 0,061) em relação ao controle que exibiu taxa de 4,5% para as vacas; enquanto nas novilhas foi observada taxa de 25,0% (p = 0,097) em relação ao controle que exibiu taxa de 11,4%. O manejo da vacinação contra leptospirose, IBR e BVDV associada à suplementação mineral injetável, anteriores ao protocolo de inseminação em tempo fixo, contribui para o aumento da eficiência reprodutiva de vacas paridas e novilhas.
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                    CARACTERÍSTICAS ANATÔMICAS DOS TESTÍCULOS DE EQUINOS CRIPTORQUIDAS
                    Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
                    Tipo Dissertação
                    Data 06/06/2019
                    Área MEDICINA VETERINÁRIA
                    Orientador(es)
                    • Fernando Arevalo Batista
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Luis Guilherme Pereira Guerra
                      Banca
                      • Breno Fernandes Barreto Sampaio
                      • Eliane Vianna da Costa e Silva
                      • Fernando Arevalo Batista
                      • Marcelo Augusto de Araujo
                      Resumo Foram avaliados testículos de 12 equinos criptorquidas e de 10 equinos normais que
                      serviram como controle. Dos equinos criptorquidas 75% apresentavam retenção
                      testicular unilateral e a maioria (06/12) apresentavam o testículo retido no lado direito,
                      sendo que quatro estavam na cavidade abdominal e dois na região inguinal (tecido
                      subcutâneo). O peso dos testículos escrotais dos criptorquidas foram maiores que os
                      testículos dos animais controle (p≤0,05), mas o diâmetro dos túbulos e altura do
                      epitélio seminífero não apresentaram diferença significativa (p≥0,05). As gônadas
                      retidas eram menores que as escrotais contralaterais (p≤0,05) e que os controle
                      (p≤0,05) e apresentavam consistência flácida diminuição do diâmetro e altura do
                      epitélio germinativo dos túbulos seminíferos (p≤0,05). Nessa pesquisa observou-se a
                      retenção gonadal unilateral abdominal direita foi a mais comum e que o testículo
                      escrotal do criptorquida, apesar de ser maior, não apresentou diferença significativa
                      em relação ao controle quando se comparou o diâmetro e a altura do epitélio dos
                      túbulos seminíferos.
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                      TÉCNICAS E MATERIAIS DE SUTURA EM LAPARORRAFIAS: ESTUDO PROSPECTIVO
                      Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
                      Tipo Dissertação
                      Data 03/05/2019
                      Área MEDICINA VETERINÁRIA
                      Orientador(es)
                      • Eric Schmidt Rondon
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Joyce Maira de Araujo
                        Banca
                        • Ana Tereza Gomes Guerrero
                        • Eric Schmidt Rondon
                        • Fernando Arevalo Batista
                        • Larissa Correa Hermeto
                        Resumo Não há consenso sobre qual melhor técnica ou material a se utilizar em laparorrafias para que se minimizem desfechos adversos, havendo diferentes recomendações entre diferentes autores e pesquisas. Com intuito de se definir qual melhor técnica e material de sutura em laparorrafias, poliglecaprone 25, poliglactina 910, nylon e algodão foram avaliados em sutura ou não de peritônio em modelo murino. Foram utilizados 48 ratos (Rattus norvegicus) atribuídos aleatoriamente em grupos de seis animais em oito tratamentos organizados em esquema fatorial 2x2x2. Após anestesia, os animais foram submetidos a lavagens peritoneais diagósticas (dias 0, cinco e 10 pós-cirúrgico), concomitantes a esfregaços sanguíneos periféricos. As laparotomias medianas infraumbilicais se estenderam por 4 cm e a sutura da musculatura (de acordo com o tratamento) foi realizada por quatro pontos com intervalo de 1 cm com padrão simples isolado (com o fio sorteado), e pele no padrão simples isolado com fio de nylon 3-0. A nocicepção e desconforto abdominal foram avaliados diariamente através de comportamentos associados a dor. No 10° dia, os animais foram eutanasiados e uma incisão paramediana em forma de “janela” foi realizada, permitindo a avaliação de aderências. Após, o retalho foi excisionado e armazenado em solução formalina tamponada a 4%. A avaliação histolopatológica da cicatriz da parede abdominal recebeu atribuição em escala ordinal (ausente, discreto, moderado e acentuado) de acordo com os achados histológicos de tecido de granulação e células gigantes, necrose, infiltrados de linfócitos, neutrófilos e macrófagos. Os resultados encontrados permitiram concluir que, em ratos, complicações pós-operatórias associadas a laparotomias (deiscência de sutura, nocicepção e aderências) e influxo leucocitário intraperitoneal independem do tipo de material de sutura (poliglecaprone 25, poliglactina 910, algodão ou nylon) ou técnica de laparorrafia (sutura ou não de peritônio). Há correlação fraca negativa (-0,347; p=0,0195) entre leucócitos mono e polimorfonuclares observados em lavados peritoneais e esfregaços sanguíneos obtidos dos mesmos animais. Considerando apenas análise histológica: laparorrafias sem sutura de peritônio com fio absorvível monofilamentar causam maior intensidade de infiltrado polimorfonuclear; uso de sutura absorvível monofilamentar, indpendente à sutura ou não de peritônio são responsáveis por maior intensidade de infiltrado de macrófagos e laparorrafia sem sutura de peritônio com fio absorvível multifilamentar leva a menor reação de granulomas com células gigantes, após 10 dias pós-operatório.
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                        CORRELAÇÃO ENTRE CONFORTO TÉRMICO E A QUALIDADE DE SÊMEN CRIOPRESERVADO
                        Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
                        Tipo Dissertação
                        Data 11/03/2019
                        Área MEDICINA VETERINÁRIA
                        Orientador(es)
                        • Eliane Vianna da Costa e Silva
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Tallita Silva de Assis Sales
                          Banca
                          • Breno Fernandes Barreto Sampaio
                          • Eliane Vianna da Costa e Silva
                          • Fabiana de Andrade Melo Sterza
                          • Gustavo Guerino Macedo
                          • Luiz Carlos Louzada Ferreira
                          Resumo Tem-se a necessidade de se conhecer da termofisiologia e os fatores ambientais e
                          climáticos interferentes a fim de melhorar os sistemas de produção, principalmente de touros usados
                          para um aproveitamento espermático de qualidade. A termorregulação local e geral não atuam em
                          separado, ao passo que, nos testículos a termorregulação testicular desempenha um papel de
                          fundamental importância na qualidade espermática de touros. Foram avaliados 16 touros dos
                          genótipos Nelore, Girolando e Angus, durante 12 meses e mensurados os parâmetros
                          microclimáticos (através do aparelho termohigrômetro e calculado o Índice de Temperatura e
                          Umidade -ITU), bem como a qualidade do sêmen fresco e pós-descongelação. Foram calculados
                          os ITU -70 no dia da coleta seminal (representando o final de um ciclo espermático) ITU -60, ITU -
                          50, ITU -40, ITU -25, ITU -10 e ITU0 (representando o começo da espermatogênese). Houve
                          influência das variações climáticas no número de doses nos diferentes genótipos considerando a
                          taxa de aprovação e o ITU apresentado 40 dias antes do final da espermatogênese e aumento de
                          defeitos menores apresentados no ITU 50 dias antes do final da espermatogênese.
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                          MÉTODOS DE ARMAZENAMENTO DE FEZES DE BOVINOS E EQUINOS PARA TESTE DE ECLODIBILIDADE LARVAL
                          Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
                          Tipo Dissertação
                          Data 06/03/2019
                          Área MEDICINA VETERINÁRIA
                          Orientador(es)
                          • Fernando de Almeida Borges
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Mariana Green de Freitas
                            Banca
                            • Carlos Alberto do Nascimento Ramos
                            • Dyego Goncalves Lino Borges
                            • Fernando de Almeida Borges
                            • Fernando Paiva
                            • Heitor Miraglia Herrera
                            Resumo O teste de eclodibilidade larval (TEL) é um teste in vitro para o diagnóstico da resistência aos benzimidazóis, porém, essa técnica é pouco utilizada a campo, porque o embrionamento dos ovos pode reduzir a sensibilidade ao tiabendazole, dessa forma, o teste deve ser realizado até três horas após a coleta das fezes. O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da temperatura, anaerobiose e tempo de conservação de fezes sobre a eclodibilidade e a sensibilidade a benzimidazóis de ovos de nematodas gastrintestinais de bovinos e equinos. Foram utilizados 18 bovinos naturalmente infectados predominantemente por Cooperia sp. e um equino naturalmente infectado predominantemente por Ciatostomíneos, ambos previamente caracterizados como suscetíveis aos benzimidazóis no teste de eclodibilidade larval. As amostras de fezes foram homogeneizadas e retiradas alíquotas para 31 tratamentos de armazenamento, divididas no teste padrão (TP) e em seis tratamentos com cinco períodos de avaliação (24,48,72,96 e 120 horas) cada: TP: procedimento padrão realizado até 3 horas; GR1 a 5: fezes diluídas em água, tamisada em peneira com malha de 1 mm e acondicionadas sob anaerobiose em garrafas com capacidade de 600 ml sobre refrigeração ; GA1 a 5: fezes diluídas em água, tamisada em peneira com malha de 1 mm e acondicionadas sob anaerobiose em garrafas com capacidade de 600 ml em temperatura ambiente; SR1 a 5:saco plástico sobre refrigeração ; SA1 a 5: saco plástico em temperatura ambiente; VR1 a 5: fezes mantidas no vácuo sobre refrigeração; VA1 a 5: fezes mantidas no vácuo em temperatura ambiente. Os TELs foram realizados em triplicada e com três repetições de tempo cada, realizados uma vez por semana e como controle negativo foi utilizado água destilada. Foram excluídos do estudo os tratamentos que apresentaram eclodibilidade abaixo de 85%. Para avaliar o efeito dos métodos de armazenamento sobre a sensibilidade dos ovos ao tiabendazole, a concentração efetiva média (CE50) e o intervalo de confiança de 95% obtidos para cada tratamento foram comparados com o teste padrão (TP) e entre as repetições. Nas amostras de fezes de equinos, apesar das formas de armazenamento não terem influenciado na eclodibilidade, houve efeito sobre a sensibilidade dos ovos ao tiabendazole, sendo observada diferença estatística entre as repetições. Para as amostras de bovinos, apenas os tratamentos GA4,VA4,VR4 e VR1 não apresentaram diferença estatística para CE50 entre as repetições de tempo e apenas o VR1 não foi igual ao teste padrão (TP). Para amostras de fezes de equinos, nenhuma forma de armazenamento pode ser indicada, por apresentar grande variação entre as repetições, diminuindo a sensibilidade dos ovos ao tiabendazole e gerando resultados de falsa resistência. Dessa forma deve seguir as recomendações de realização do teste em até 3 horas após a coleta das fezes do hospedeiro.
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                            EFEITO DO MÉRITO GENÉTICO DA MATRIZ SOBRE O DESEMPENHO DE NOVILHOS PRECOCE ½ ANGUS x ½ NELORE
                            Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
                            Tipo Dissertação
                            Data 28/02/2019
                            Área MEDICINA VETERINÁRIA
                            Orientador(es)
                            • Ériklis Nogueira
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Thiago Augusto Rodrigues Pantoja
                              Banca
                              • Eliane Vianna da Costa e Silva
                              • Ériklis Nogueira
                              • Gilberto Romeiro de Oliveira Menezes
                              • Heitor Romero Marques Junior
                              • Luis Carlos Vinhas Itavo
                              Resumo Dada a relevância do cruzamento industrial e a crescente utilização da produção in vitro de embriões (PIVE) no Brasil, avaliou-se o desempenho de bezerros ½ Angus + ½ Nelore produzidos através de três tratamentos: produção de embriões PIV, obtidos de ovócitos de doadoras Nelore provenientes de abatedouro, sem origem conhecida (ABATE) ou aspiração folicular in vivo (OPU) de doadoras oriundas de rebanho com avaliação em programa de Melhoramento Genético (Geneplus- Embrapa). Para FIV foi utilizado sêmen sexado para macho previamente testado de touro Angus (B. taurus) com elevado mérito genético para desempenho, e os embriões transfertido em tempo fixo (TETF). O terceiro tratamento foi através de inseminação artificial em tempo fixo (IATF), onde vacas Nelore foram inseminadas com sêmen convencional do mesmo touro utilizado na PIVE. Para a IATF ou TETF, vacas pluríparas Nelore de uma mesma propriedade foram sincronizadas em dia aleatório do ciclo estral (D0) com a colocação de dispositivo intravaginal de progesterona e administração de 2 mg de Benzoato de Estradiol (BE). No D8 foi retirado o dispositivo, com aplicação de 1,125 μg de d-cloprostenol, 1 mg de benzoato de estradiol e 300 UI de eCG. O D10 foi considerado o dia do cio e realizada a inseminação no grupo IATF, e no D17 as receptoras que possuíam corpo lúteo maior que 15 mm de diâmetro foram inovuladas. Após o nascimento, 45 bezerros machos (ABATE, n= 11; OPU= 16; IATF= 18) foram selecionados para acompanhamento até o abate. Os animais foram recriados em pastagens de Brachiaria brizantha cv. MG5, recebendo após á desmama suplementação protéico-energética de consumo 0,3% PV, e 1,5% PV no período de terminação a pasto. Os dados foram analisados pelo PROC GLM do SAS (P<0,05). O ganho de peso médio do nascimento a desmama foi de (0,67b kg – Abate, 0,68b kg – IATF e 0,73akg– OPU P= 0,003). O peso a desmama (corrigido para 240 dias) foi de (230,93b kg – Abate, 265,53akg – IATF e 253,44ab kg- OPU P= 0,024). O peso ao sobreano (corrigido para 550 dias) foi de (393,24b kg – Abate, 407,17abkg- IATF e 433,84a kg- OPU P= 0,049). O tempo de engorda foi de (145,17b dias – Abate, 167,47adias – IATF e 134,69b dias – OPU P=0,014). A idade ao abate ajustada para 540 kg foi de (754,13±54,21a dias – Abate, 741,40±54,90ab dias – IATF e 697,34±61,58b dias – OPU P= 0,049).O peso de carcaça quente foi de (290,91b kg – Abate, 289,76b kg – IATF e 305,10a kg – OPU, P= 0,007). O acabamento de carcaça (milímetros-mm) foi de (3,18– Abate, 3,25– IATF e 3,18– OPU P= 0,945), o rendimento de carcaça (porcentagem -%) foi de (52,50 – Abate, 53,11 – IATF e 53,31 – OPU P= 0,360) a espessura de gordura no subcutâneo (milímetros –mm) foi de (4,01 – Abate, 3,83 – IATF e 4,41 – OPU P= 0,427) e área de olho de lombo corrigida foi de (75,52 – Abate, 71,32 – IATF e 74,20 – OPU P= 0,455). A fonte genética materna influenciou no desempenho, sobretudo no peso ao abate e tempo de terminação. Animais produzidos a partir de FIV com matrizes de elevado mérito genético foram mais pesados e mais precoces ao abate. Os dados de carcaça não foram muito influenciados pela fonte materna.
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                              PERFIL CLÍNICO, EPIDEMIOLÓGICO E DIAGNÓSTICO DA DERMATOFITOSE CANINA E FELINA
                              Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
                              Tipo Dissertação
                              Data 27/02/2019
                              Área MEDICINA VETERINÁRIA
                              Orientador(es)
                              • Veronica Jorge Babo Terra
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Gabriel Utida Eguchi
                                Banca
                                • Cassia Rejane Brito Leal
                                • Daniele Bier Borges
                                • Fabiano de Oliveira Frazilio
                                • Mariana Isa Poci Palumbo
                                • Veronica Jorge Babo Terra
                                Resumo O trabalho teve como propósito identificar os agentes dermatofíticos responsáveis pela doença em cães e gatos na cidade de Campo Grande-MS, caracterizar a apresentação clínica e epidemiologia da doença, concomitantemente à comparação entre técnicas laboratoriais diagnósticas (pesquisa direta em microscopia óptica, cultura fúngica e reação em cadeia da polimerase seguido de polimorfismo por restrição de comprimento). Foram avaliados 100 animais por amostragem de conveniência que apresentassem lesões sugestivas de dermatofitose. Amostras de pelos foram coletadas por avulsão em alíquotas suficientes para semeadura em tubo contendo ágar sabourad dextrose acrescido de ciclohexamida e penicilina, avaliação em microscopia direta após clarificação com solução de hidróxido de potássio a 20% e reação em cadeia da polimerase (primers ITS1 e ITS4, rDNA; enzima de restrição MvaI e sequenciamento). Foi identificada frequência de 62% de dermatofitose, sendo indivíduos adultos (13 a 84 meses de idade) mais acometidos que as outras faixas etárias (p=0,007), porém, não houve predileção por sexo. Microsporum canis (75%), M. gypseum (12,5%) e Trichophyton mentagrophytes (12,5%) foram as espécies de dermatófitos isoladas pelo cultivo fúngico. Quanto a apresentação clínica, apesar de muito frequente lesões alopécicas (80,64%), não houve diferença em relação às outras observadas (hipotricose, eritema, descamação, crostas, colarete epidérmico e liquenificação). Também houve oscilação quanto ao prurido, não sendo observada diferença de grau entre animais positivos e negativos. Dentre as informações epidemiológicas para identificação de possíveis fatores de risco, nenhuma das variáveis resultaram em diferença significativa (frequência de limpeza do ambiente, tipo de ambiente em que viviam os animais, acesso livre à rua e presença de contactantes animais). Dos testes laboratoriais avaliados, foi observada mínima concordância entre pesquisa direta x cultura fúngica (κ=0,101). A técnica de PCR-RFLP foi ineficiente para diagnóstico de dermatofitose a partir de amostras clínicas, amplificando material genômico de fungos saprófitas (Cladosporium e Epicoccum). Conclui-se que a dermatofitose canina e felina é mais frequente em animais entre 13 a 84 meses de idade, sem predileção sexual e com apresentação clínica variável. A técnica laboratorial mais sensível para diagnóstico é a pesquisa direta em microscopia óptica em comparação à cultura fúngica. A PCR-RFLP aplicada a amostras clínicas foi ineficiente para diagnóstico de dermatofitose sob as condições desta pesquisa. Em uma população de animais com lesões sugestivas na cidade de Campo Grande-MS, há prevalência de 62%, sendo o Microsporum canis o agente mais frequente.
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                                DETECÇÃO DE Salmonella spp. EM PSITACÍDEOS DE UM CENTRO DE REABILITAÇÃO DE ANIMAIS SILVESTRES EM CAMPO GRANDE, MATO GROSSO DO SUL E COMPARAÇÃO DAS TÉCNICAS DE DIAGNÓSTICO
                                Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
                                Tipo Dissertação
                                Data 25/02/2019
                                Área MEDICINA VETERINÁRIA
                                Orientador(es)
                                • Carlos Alberto do Nascimento Ramos
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Michelli Lopes de Souza
                                  Banca
                                  • Carina Elisei de Oliveira
                                  • Carlos Alberto do Nascimento Ramos
                                  • Cassia Rejane Brito Leal
                                  • Juliana Arena Galhardo
                                  • Thyara de Deco Souza e Araujo
                                  Resumo Em busca de informações sobre a importância das aves silvestres na transmissão
                                  de agentes patogênicos, tanto para outras aves de vida livre como para as
                                  mantidas em cativeiro, teve-se o intuito de investigar a infecção por Salmonella
                                  spp. em aves recebidas e mantidas no Centro de Reabilitação de Animais
                                  Silvestres (CRAS) de Campo Grande, MS e também comparar a eficiência de
                                  técnicas de diagnóstico para esse micro-organismo. Foram coletadas 379
                                  amostras de swabs cloacais de psitacídeos em seus recintos de permanência no
                                  CRAS-MS, dentre estes, no momento de entrada da ave no CRAS-MS, no recinto
                                  de quarentena e nos recintos de convívio coletivo das aves. As amostras foram
                                  submetidas à cultura bacteriana utilizando caldo de enriquecimento seletivo para
                                  Salmonella (Rappaport-Vassiliadis) e não seletivo (Água Peptonada) e meios de
                                  cultura seletivos para Salmonella (XLD e Hektoen) e não seletivo (MacConkey),
                                  também foram submetidas à Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para a
                                  detecção de Salmonella spp. Das amostras analisadas por cultura bacteriana
                                  (379), nenhuma apresentou resultado positivo para o isolamento de Salmonella
                                  spp. sendo identificadas outras colônias de bactérias Gram-negativas, entretanto
                                  quando analisadas por PCR, 1,05% (4/379) das amostras foram positivas. A
                                  frequência de amostras positivas foi de 75% (3/4) no momento de entrada da ave
                                  no CRAS e 25% (1/4) no recinto de quarentena. Os resultados sugerem que
                                  mesmo com uma baixa frequência, as aves podem ser reservatórios para
                                  Salmonella spp., e seu potencial disseminador não deve ser desprezado.
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                                  FREQUÊNCIA DA MUTAÇÃO SNP C.-22G>A NO GENE DA MELANOFILINA RESPONSÁVEL PELA DILUIÇÃO DE COR EM CÃES
                                  Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 22/02/2019
                                  Área MEDICINA VETERINÁRIA
                                  Orientador(es)
                                  • Mariana Isa Poci Palumbo
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Silvana Marques Caramalac
                                    Banca
                                    • Fabricio de Oliveira Frazilio
                                    • Jayme Aparecido Povh
                                    • Luiz Henrique de Araújo Machado
                                    • Mariana Isa Poci Palumbo
                                    • Veronica Jorge Babo Terra
                                    Resumo A alopecia por diluição de cor (ADC) consiste em uma dermatopatia observada
                                    exclusivamente em cães com fenótipo de pelagem diluída. A diluição de cor
                                    ocorre devido ao SNP c.-22G>A no gene da melanofilina. Entretanto, pelo fato
                                    desta mutação ser recessiva, não se sabe apenas observando o fenótipo qual
                                    sua frequência na população. Assim, o objetivo deste trabalho foi padronizar uma
                                    técnica de Reação em Cadeia da Polimerase - Polimorfismo no Comprimento de
                                    Fragmento de Restrição (PCR-RFLP) que permita a identificação desta mutação
                                    e determinar sua frequência na população de cães das raças dachshund,
                                    pinscher miniatura e yorkshire. Realizou-se a PCR-RFLP em 40 dachshunds, 40
                                    pinschers e 40 yorkshires e a frequência gênica do alelo mutado foi igual a 0,1;
                                    0,1 e 0,075 respectivamente. De todos os 120 animais analisados, dois
                                    apresentaram mutação em ambos os alelos, confirmando o diagnóstico clínico
                                    de ADC. Não houve diferença estatística entre as três raças analisadas (valor-p
                                    = 0,2521). Além disso, verificou-se que as frequências gênica e genotípica das
                                    populações pinscher e yorkshire estão em equilíbrio de Hardy-Weimberg, não
                                    sendo o mesmo observado para a raça dachshund. A padronização de uma
                                    técnica molecular mais simples e acessível para o reconhecimento do SNP c.-
                                    22G>A no gene MLPH permite que seja possível a identificação dos cães
                                    portadores desta mutação e assim sejam excluídos da reprodução, de modo a
                                    evitar o nascimento de animais diluídos e consequentemente ADC. Além disso,
                                    verificou-se que esta mutação está presente nas três raças analisadas, sendo
                                    dois cães da raça dachshund estudados com fenótipo e genótipo de ADC.
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                                    ANESTESIA PERIDURAL COM LEVOBUPIVACAÍNA ISOLADA E ASSOCIADA À METADONA OU DEXMEDETOMIDINA EM CADELAS SUBMETIDAS À MASTECTOMIA TOTAL UNILATERAL
                                    Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 21/02/2019
                                    Área MEDICINA VETERINÁRIA
                                    Orientador(es)
                                    • Fabricio de Oliveira Frazilio
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Simone Marques Caramalac
                                      Banca
                                      • Eric Schmidt Rondon
                                      • Fabricio de Oliveira Frazilio
                                      • Fernando Arevalo Batista
                                      • Mariana Isa Poci Palumbo
                                      • Verônica Batista de Albuquerque
                                      Resumo Bloqueios anestésicos locorregionais permitem a realização de procedimentos
                                      cirúrgicos altamente extensos e invasivos, com o uso de menores doses de
                                      fármacos anestésicos gerais, o que torna o procedimento mais seguro. Desta
                                      maneira, faz-se necessário avaliar qual combinação farmacológica permite a
                                      instalação de bloqueio mais rápido, intenso, duradouro e de maior extensão.
                                      Assim, comparou-se a utilização de três protocolos analgésicos por via peridural
                                      para realização de cirurgia de mastectomia total unilateral em cadelas: 1,5 mg/kg
                                      de levobupivacaína isodala (grupo controle) ou sua associação a 3 μg /kg de
                                      dexmedetomidina ou 0,3 mg/kg de metadona. Nenhum dos grupos avaliados
                                      mostraram-se eficientes em prover analgesia tanto no trans como no pós-
                                      operatório. A extensão máxima do bloqueio sensitivo foi 12º, 7º e 8º vertebra
                                      torácica para grupo controle, metadona e dexmedetomidina,
                                      respectivamente. Entretanto, no grupo dexmedetomidina, a dose de resgate
                                      analgésico utilizada no trans-cirurgico foi significativamente inferior àquelas
                                      empregadas nos demais grupos. A associação de dexmedetomidina a
                                      levopubivacaína, por via peridural, causou bradicardia em 50% dos animais no
                                      qual o protocolo foi utilizado, além de bloqueio motor significativamente mais
                                      duradouro, quando comparado ao grupo controle
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                                      COMPORTAMENTO DE MARCADORES LABORATORIAIS DE ENVOLVIMENTO RENAL NA LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA
                                      Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 22/01/2019
                                      Área MEDICINA VETERINÁRIA
                                      Orientador(es)
                                      • Alda Izabel de Souza
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Gustavo Gomes de Oliveira
                                        Banca
                                        • Alda Izabel de Souza
                                        • Fabiano de Oliveira Frazilio
                                        • Kelly Cristina da Silva Godoy
                                        • Marcelo Augusto de Araujo
                                        • Paulo Henrique Braz
                                        Resumo A leishmaniose visceral (LV) é uma doença endêmica no Brasil afetando drasticamente a população de cães do país. A doença renal crônica (DRC) é uma complicação frequente em cães acometidos pela LV influenciando de forma negativa a qualidade de vida e a sobrevida desses pacientes. Portanto, o uso de biomarcadores para o diagnóstico e avaliação da progressão da DRC se faz importante nesse grupo de animais, uma vez que a intervenção precoce é essencial para o controle e tratamento da DRC e da LV. Além da DRC os cães com LV apresentam diversos distúrbios inflamatórios como dermatites, pododermatites, blefarites, uveítes, vasculites, hepatites, glomerulonefrites e poliartrites que resultam em modificações no metabolismo do animal. Desse modo o comportamento de vários marcadores de função e lesão renal podem sofrem alterações devido ao processo inflamatório exagerado nesses pacientes. Os artigos desenvolvidos nesta dissertação possuem o objetivo de avaliar o comportamento de biomarcadores de lesão glomerulares, como a enzima Gama Glutamil transferase urinária, além de marcadores de desenvolvimento do hiperparatireoidismo secundário renal, como as concentrações de paratormônio, fósforo e cálcio ionizado em cães com LV.
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                                        MÉTODOS DE PRIORIZAÇÃO DE ÁREAS PARA A VIGILANCIA EPIDEMIOLÓGICA DE SUÍDEOS ASSELVAJADOS EM ÁREA LIVRE DE PESTE SUINA CLÁSSICA
                                        Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
                                        Tipo Dissertação
                                        Data 23/11/2018
                                        Área MEDICINA VETERINÁRIA
                                        Orientador(es)
                                        • Aiesca Oliveira Pellegrin
                                        Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                          • Thamy de Almeida Moreira
                                          Banca
                                          • Aiesca Oliveira Pellegrin
                                          • Gediendson Ribeiro de Araujo
                                          • Juliana Rosa Carrijo Mauad
                                          • Raquel Soares Juliano
                                          • Thyara de Deco Souza e Araujo
                                          Resumo O javali é uma espécie invasora cujas populações em vida livre podem causar impactos diversos, tanto sobre a biodiversidade quanto na produção animal, como transmissor de doenças para a suinocultura e para outras espécies, quanto pela predação de animais. Tendo em vista que o Mato Grosso do Sul está entre os estados considerados livres da Peste Suína Clássica, torna-se necessário empreender esforços no sentido de acessar e mapear as populações de suínos asselvajados, visando estabelecer um monitoramento, vigilância epidemiológica e controle dessas populações. Esse trabalho teve por objetivo determinar áreas para manejo prioritário do javali asselvajado, por meio de mapas de ocorrência potencial da espécie com base em modelo de máxima entropia, utilizando diferentes camadas ambientais; e avaliar o uso de metodologias participativas para um levantamento preliminar da ocorrência de populações de javali no sul do estado de Mato Grosso do Sul. Pode-se observar por meio dos mapas gerados utilizando o modelo de máxima entropia, que existe uma maior probabilidade de ocorrência de javalis em condições específicas de habitat e a necessidade do estabelecimento de áreas prioritárias de vigilância especialmente nas áreas de fronteira. Na comparação das técnicas, observou-se que o mapeamento participativo realizado pelos caçadores esportivos feito através da representação gráfica, apresentou vantagem no levantamento preliminar de áreas de ocorrência de javali quando comparado com a técnica da aplicação dos questionários aos produtores rurais, mostrando que quanto menor o polígono desenhado pelos grupos de respondentes, mais precisa é a informação. Os resultados demonstraram que o modelo gerado poderá ser customizado para a aplicação em outras regiões, com a possibilidade de inserção de camadas adicionais, que representem as variáveis de uso e ocupação da terra no cenário local desejado, com o objetivo de se chegar a um modelo mais representativo possível em relação a ocorrência potencial do animal.
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                                          AVALIAÇÃO DA SEDAÇÃO, DAS ALTERAÇÕES ELETROCARDIOGRÁFICAS E DA DOPPLERVELOCIMETRIA RENAL UTILIZANDO DETOMIDINA, MEDETOMIDINA E DEXMEDETOMIDINA ASSOCIADO A S-CETAMINA EM FELINOS DOMÉSTICOS
                                          Curso Mestrado em Ciências Veterinárias
                                          Tipo Dissertação
                                          Data 03/07/2018
                                          Área MEDICINA VETERINÁRIA
                                          Orientador(es)
                                          • Fabricio de Oliveira Frazilio
                                          Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                            • Karen Fernanda da Silva
                                            Banca
                                            • Eric Schmidt Rondon
                                            • Fabricio de Oliveira Frazilio
                                            • Larissa Correa Hermeto
                                            • Verônica Batista de Albuquerque
                                            Resumo Felinos são animais suscetíveis a desenvolver patologias renais e muitos não permitem manipulação sem sedação e esse é um ponto chave para o veterinário anestesista, sendo assim deve-se estabelecer protocolos seguros e que sejam eficientes, sem causar grandes alterações no organismo dos felinos, já que alterações hemodinâmicas muito intensas podem desencadear lesão renal aguda. Esse trabalho avaliou três protocolos com s-cetamina (5 mg/kg) associada à dexmedetomidina 7 µg/kg (GDEX), medetomidina 25 µg/kg (GMEDETO) e detomidina 60 µg/kg (GDETO) IM ,quanto aos seus efeitos sedativos, antinociceptivos, hemodinâmicos, eletrocardiográficos e dopplervelocimétricos renais, além de análises de UPC e GGT urinária para identificação de lesão renal aguda. O tempo de latência dos grupos variou entre 4 e 5 minutos, sendo que 1 animal do GMEDETO demorou 13 minutos. Não foi observado diferença estatística quanto a antinocicepção com o método de avaliação von Frey, porém o GDEX se mostrou superior quanto ao piçamento de pele em comparação ao GDETO. Os grupos não apresentaram diferença quanto ao período de sedação, ambos ficaram em torno de 1h sedados, e após 4h estavam completamente recuperados. As alterações eletrocardiográficas encontradas foram arritmia sinusal, BAV e parada sinusal, e ainda o GMEDETO apresentou VPC até 30 minutos após sedação, não sendo relacionado à alterações hidroeletrolíticas. Todos apresentaram bradicardia, bradpneia e aumento de PAS. Um animal do GDEX apresentou intensa taquicardia e hipotensão no M2h. Pela ação dos alfa dois adrenérgico no pâncreas todos os animais apresentaram hiperglicemia. Os animais apresentavam-se com hiperlactatemia e após sedação os valores se normalizaram (abaixo de 3,2 mmol/l). Com relação a detecção de lesão renal aguda, podemos concluir que nas primeiras 24h após a sedação não houveram índicios de lesão, porém os animais do GDETO apresentaram valores crescentes de UPC até 24h após a sedação, terminando as análises como proteinúricos.
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