| A toponímia indígena em Mato Grosso do sul: um estudo etnolinguístico |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
14/09/2020 |
| Área |
LÍNGUAS INDÍGENAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Camila André do Nascimento da Silva
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| Banca |
- Ana Paula Tribesse Patrício Dargel
- Aparecida Negri Isquerdo
- Carmen Lucia Reis Rodrigues
- Elizabete Aparecida Marques
- Karylleila dos Santos Andrade Klinger
- Marilze Tavares
- Renato Rodrigues Pereira
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| Resumo |
Esta tese tem como objeto de investigação a toponímia indígena rural do estado de Mato Grosso do Sul e concebe o topônimo, na sua essência, como signo linguístico, discutindo sua relação com a cultura e a história social do homem que habita e/ou habitou o espaço nomeado. O corpus da pesquisa reúne 1.750 topônimos que nomeiam acidentes físicos rurais pertencentes aos 79 municípios sul-mato-grossenses, em sua grande maioria extraídos do Sistema de Dados informatizados do Atlas Toponímico do Estado de Mato Grosso do Sul (ATEMS), com atualização por meio de consulta aos mapas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2010). A pesquisa orienta-se pelos seguintes objetivos: investigar a influência indígena no processo de nomeação dos acidentes geográficos do espaço estudado; evidenciar a contribuição vocabular ameríndia ao léxico da língua portuguesa e demonstrar que os topônimos de base indígena são parte integrante da identidade linguístico-cultural do estado de Mato Grosso do Sul. Como primeira hipótese de pesquisa considerou-se a tese de que os topônimos de base indígena foram influenciados por particularidades sócio-histórico-culturais e preservados na nomenclatura geográfica do Estado, privilegiando elementos da natureza circundante, como a flora, a fauna, a água, o solo. Na busca de resposta para a segunda hipótese constatou-se que os topônimos indígenas analisados, especialmente os de estrutura complexa, evidenciam um processo de soldadura ortográfica, o que amplia a proposta de formação morfológica dos topônimos de Dick (1992) com a discussão desse novo processo de geração de nomes compostos. A análise dos dados foi orientada, fundamentalmente, pelas orientações teórico-metodológicas propostas por Longnon (1920); Dauzat (1947); Drumond (1965) e Dick (1982; 1987; 1990; 1992; 1997; 2000; 2006; 2008). A descrição etimológica e a consequente análise da língua de origem dos topônimos foram subsidiadas por obras que versam sobre línguas indígenas, como Rodrigues (1951; 1993; 1996; 1999; 2002); Edelweiss (1958; 1969); Gregório (1980) e Seki (1999; 2000), incluindo, em especial, dicionários de línguas indígenas, como Sampaio (1928); Barbosa (1956); Tibiriçá (1985; 1989); Cunha (1998; 1999); Navarro (2005; 2013); Assis (2008); Guasch; Ortiz (2008) e Stradelli (2014). Em relação à motivação (DICK, 1992) os dados confirmam que as taxionomias de natureza física, com 81,37%, prevalecem sobre as de natureza antropocultural, com 13,60% (5,03% dos topônimos aguardam descrição etimológica que subsidiem a classificação). Esses dados demonstram que a influência indígena é mais intensa nos topônimos de natureza física, justamente por se relacionarem ao ambiente cuja nomeação faz parte do universo lexical do denominador, principalmente os motivados pela presença de plantas, animais e água. O produto deste estudo evidenciou maior incidência de topônimos de origem indígena na mesorregião Sudoeste e na microrregião de Iguatemi, áreas que abrigam contingentes significativos de populações indígenas: respectivamente, 46,00% e 23,08% do corpus analisado. No que se refere às categorias taxionômicas, foram identificadas no corpus três taxes com maior índice de produtividade: os fitotopônimos (37,37%); os zootopônimos (24,97%) e os hidrotopônimos (11,60%), todas de natureza física. Já em relação à estrutura morfológica, foi apurado maior produtividade dos topônimos compostos por justaposição (32,28%) e dos compostos por aglutinação (27,60%), enquanto os de estrutura simples alçaram a terceira posição (16,57%), e os compostos híbridos e simples híbridos (10,40% e 5,31%) o quarto e o quinto lugar, respectivamente. No que diz respeito à língua de origem, os resultados confirmam que a toponímia indígena tem forte influência na toponímia do Estado, o que foi atribuído, especialmente, a condicionantes socioambientais no processo de nomeação e à concentração de povos indígenas, sobretudo, do Tupi, com 59,65% de ocorrências e do Guarani com 5,65%. Entre os topônimos híbridos destacaram-se duas categorias: a composição Tupi + LP (10,91% dos casos) e a LP + Tupi (8,34% das ocorrências), sinalizando a contribuição indígena ao léxico da língua portuguesa. Em síntese, os resultados da pesquisa confirmam a forte influência da história social no léxico toponímico, a importância das pesquisas toponímicas para o resgate de aspectos linguísticos, culturais e ideológicos de uma comunidade de falantes e o papel da toponímia indígena como um bem imaterial importante para o patrimônio ambiental, cultural e linguístico de uma comunidade de falantes.
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| Formas Espaciais nos romances de Adriana Lisboa |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
31/08/2020 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Andrè Dias
- Eunice Prudenciano de Souza
- Kelcilene Gracia Rodrigues
- MAISA BARBOSA DA SILVA CORDEIRO
- Maria Adelia Menegazzo
- Rauer Ribeiro Rodrigues
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| Resumo |
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| Ruínas da modernidade em A cabeça, de Luiz Vilela e Sete contos |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
31/08/2020 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Marcos Rogério Heck Dorneles
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| Banca |
- Carina Marques Duarte
- Dario Ferreira Sousa Neto
- Maria Adelia Menegazzo
- Pauliane Amaral
- Rauer Ribeiro Rodrigues
- Sheila Dias Maciel
- Waleska Rodrigues de Matos Oliveira Martins
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| Resumo |
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| INDÍGENAS TERENA DA/NA ALDEIA URBANA MARÇAL DE SOUZA: PROCESSO IDENTITÁRIO, DISCURSO E TERRITÓRIO |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
28/08/2020 |
| Área |
LÍNGUAS INDÍGENAS |
| Orientador(es) |
- Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
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| Coorientador(es) |
- Claudete Cameschi de Souza
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| Orientando(s) |
- Cristiane Pereira de Morais e Sousa
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| Banca |
- Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
- Claudete Cameschi de Souza
- Fabiana Pocas Biondo
- Fabricio Tetsuya Parreira Ono
- Renato Rodrigues Pereira
- Sérgio Ifa
- Solange Maria De Barros
- Vera Regina Martins e Silva
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| Resumo |
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| EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS NO LÉXICO DA COMUNIDADE SURDA DE MATO GROSSO DO SUL |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
24/07/2020 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Elizabete Aparecida Marques
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Veronice Batista dos Santos
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| Banca |
- Alexandre Melo de Sousa
- Aparecida Negri Isquerdo
- Elizabete Aparecida Marques
- Maria Luisa Ortiz Alvarez
- Renato Rodrigues Pereira
- Rogerio Vicente Ferreira
- Tayna Araujo Naves
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| Resumo |
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| NOMEAÇÃO DE OPERAÇÕES POLICIAIS NO BRASIL: PROCESSOS DE ESTRUTURAÇÃO E GERAÇÃO DOS NOMES PRÓPRIOS |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
02/07/2020 |
| Área |
LÍNGUA PORTUGUESA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Tânia Mara Miyashiro Sasaki
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| Banca |
- Aparecida Negri Isquerdo
- Augusto Soares da Silva
- Daniela de Souza Silva Costa
- Elizabete Aparecida Marques
- Monica Alvarez Gomes
- Renato Rodrigues Pereira
- Sidney Silva Fagundes
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| Resumo |
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| A (des)construção do discurso indigenista oficial brasileiro: uma análise discursiva |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/06/2020 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Claudete Cameschi de Souza
- Fabricio Tetsuya Parreira Ono
- Marlene Durigan
- Vania Maria Lescano Guerra
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| Resumo |
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| A (des)construção do discurso indigenista oficial brasileiro: uma análise discursiva |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/06/2020 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Vania Maria Lescano Guerra
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Sheila da Costa Mota Bispo
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| Banca |
- Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
- Claudete Cameschi de Souza
- Conrado Neves Sathler
- Fabricio Tetsuya Parreira Ono
- Marlene Durigan
- Selmo Apontes Azevedo
- Vania Maria Lescano Guerra
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| Resumo |
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| O tratamento das parêmias populares de La Celestina nas traduções de Paulo Hecker Filho (1990) e Millôr Fernandes (2008) |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
16/04/2020 |
| Área |
LÍNGUAS ESTRANGEIRAS MODERNAS |
| Orientador(es) |
- Elizabete Aparecida Marques
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Cleuza Andrea Garcia Muniz
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| Banca |
- Ana María Díaz Ferrero
- Aparecida Negri Isquerdo
- Elizabete Aparecida Marques
- Luis Carlos Ramos Nogueira
- Renato Rodrigues Pereira
- Wagner Corsino Enedino
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| Resumo |
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| Representações da judeidade em Noemi Jaffe. |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
08/04/2020 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Josilene Moreira Silveira
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| Banca |
- Andre Rezende Benatti
- Karina Kristiane Vicelli
- Ramiro Giroldo
- Ricardo Magalhaes Bulhoes
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
- Wagner Corsino Enedino
- Wellington Furtado Ramos
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| Resumo |
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| Os hibridismos de gêneros literários, do discurso e de línguas em Wilson Bueno |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
13/03/2020 |
| Área |
LITERATURA BRASILEIRA |
| Orientador(es) |
- Kelcilene Gracia Rodrigues
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Eliza da Silva Martins Peron
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| Banca |
- Amaya Obata Mourino de Almeida Prado
- Antonio Rodrigues Belon
- Enedir da Silva dos Santos
- Kelcilene Gracia Rodrigues
- Leandro Passos
- Rauer Ribeiro Rodrigues
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| Resumo |
MARTINS, Eliza da Silva Peron. O hibridismo de gêneros literários, do discurso e de línguas
em Wilson Bueno. Três Lagoas, 2020. 404 f. Tese (Doutorado, Estudos Literários) –
UFMS/Campus de Três Lagoas.
A crítica literária demarca o conjunto de produção literária de Wilson Bueno como original,
de dicção própria e, especialmente, portadora de inventividade criativa. Como distinguir a
inventividade do escritor paranaense? Um dos aspectos recai na manipulação da linguagem,
em particular no livro Mar Paraguayo (1992), pela mistura das línguas portuguesa, espanhola
e guarani, com o objetivo de criar um outro linguajar. Nossa proposta é evidenciar que o
caráter engenhoso do autor não se restringe ao hibridismo no âmbito linguístico, essa
particularidade é ampliada quando, em sua criação literária, Bueno amálgama o hibridismo de
gêneros literários, do discurso e de línguas. Para nós, essa perspectiva hibridística deve ser
ressaltada como processo criativo. Demonstramos ainda que as diferentes maneiras de Bueno
arquitetar o hibridismo, ocorre pelo uso peculiar e original de formas complexas, das
fragmentações, da paródia, da prosa-poética, de contos e microcontos, convergindo para um
constructo híbrido intensificado pela multiplicidade e enriquecida de novos elementos em
desvio com as narrativas que lhe servem de origem. Para comprovar nossa tese, a pesquisa foi
dividida em três capítulos. No primeiro, realçamos a relevância do levantamento da fortuna
crítica de Wilson Bueno e elaboramos nos apêndices um painel dos estudos existentes (teses,
dissertações, artigos, ensaios, resumos, resenhas, releases, entre outros), que versam sobre a
diversidade de perspectivas nas obras do escritor ou sobre a composição híbrida. O
levantamento da fortuna crítica contribuiu para a análise das vertentes pluralísticas do híbrido
em sua poética e da relevância de suas obras “inventivas” para a literatura brasileira
contemporânea. O segundo capítulo é de aparato teórico, no qual fazemos uma evolução
histórica das discussões sobre gêneros literários, os gêneros do discurso e as diferentes formas
e graus da orientação dialógica do discurso e das línguas. O terceiro capítulo articula-se com o
objetivo da tese: verificar, evidenciar e analisar os diferentes hibridismos nas narrativas de
Bueno como ars poetica. Para assinalar a proposição, nossa pesquisa incidiu sobre duas
obras: Meu tio Roseno, a cavalo (2000) e A copista de Kafka (2007). Ao final, o hibridismo se
eleva como estratégia literária definidora do estilo do escritor e que particulariza sua criação
literária.
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| Bases para a elaboração de um dicionário ideológico de locuções: uma proposta |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
12/03/2020 |
| Área |
LÍNGUA PORTUGUESA |
| Orientador(es) |
- Elizabete Aparecida Marques
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Aparecida Negri Isquerdo
- Elizabete Aparecida Marques
- MARIA CRISTINA PARREIRA DA SILVA
- Maria Eugênia Olímpio de Oliveira Silva
- Odair Luiz Nadin da Silva
- Renato Rodrigues Pereira
- Solange de Carvalho Fortilli
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| Resumo |
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| A PRESERVAÇÃO DA FACE APLICADA AO TRABALHO DO FACILITADOR NO DEPOIMENTO ESPECIAL |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
05/03/2020 |
| Área |
LITERATURA COMPARADA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Ricardo Magalhaes Bulhoes
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Arlinda Cantero Dorsa
- Claudia Cristina Ferreira
- LETÍCIA JOVELINA STORTO
- Solange de Carvalho Fortilli
- Ulisses Tadeu Vaz de Oliveira
- Vanessa Hagemeyer Burgo
- Wagner Corsino Enedino
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| Resumo |
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| Feminismo e Gênero: A literatura juvenil escrita por mulheres (1979-1984 |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
12/12/2019 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Maisa Barbosa da Silva Cordeiro
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| Banca |
- Amaya Obata Mourino de Almeida Prado
- Ana Paula Aparecida Caixeta
- Carina Marques Duarte
- Eunice Prudenciano de Souza
- Kelcilene Gracia Rodrigues
- Rauer Ribeiro Rodrigues
- Renata Junqueira De Souza
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| Resumo |
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| MULHER INDÍGENA E LEI MARIA DA PENHA: UMA ANÁLISE DISCURSIVA TRANSDISCIPLINAR PARA APRENDER A CONSTITUIÇÃO DA SUBJETIVIDADE FRONTEIRIZA |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
22/11/2019 |
| Área |
LÍNGUAS INDÍGENAS |
| Orientador(es) |
- Vania Maria Lescano Guerra
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
- Claudete Cameschi de Souza
- Edgar Cezar Nolasco dos Santos
- Fabricio Tetsuya Parreira Ono
- Marcos Antônio Bessa Oliveira
- Silvelena Cosmo Dias
- Vania Maria Lescano Guerra
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| Resumo |
Ao lançar olhares oblíquos sob materialidades linguísticas que têm (re)circulado em nossa sociedade a respeito da mulher, é possível dizer o quanto suas espessuras trazem enunciados atravessados por (inter)discursos e o quanto a emergência destes tornam-se um testemunho que possibilita (trans)formar perfis identitários, bem como (des)legitimar as representações (históricas) dos sujeitos em uma determinada cultura. Partindo desse pressuposto, tem-se por objetivo problematizar, mediante recortes discursivos, possíveis efeitos de sentidos em relação à representação da mulher, de etnia indígena, e a
constituição de uma subjetividade fronteriza, a partir do texto da Lei Maria da Penha em interface com a obra “Pelas Mulheres indígenas” – idealizada pela ONG Thydêwá em parceria com a Secretaria de
Políticas para as Mulheres da Presidência da República, publicada no ano de 2015. Parte-se da hipótese de que a lei e a obra, apesar de incluir o gênero feminino na ordem do discurso social, por outro lado marginaliza a mulher de etnia indígena, pela sua posição de vulnerabilidade, por relações (pós-) colonialistas e pelo lócus cultural fronteiriço em que ela se encontra, como um dispositivo discursivo que agencia a construção de uma subjetividade periférica. A tese ancora-se na transdisciplinaridade teórica entre: a perspectiva discursiva (CORACINI, 2007, 2010, 2011; GUERRA, 2008, 2010, 2015); a desconstrução — por meio das balizagens teóricas derrideanas; o suporte teórico-metodológico foucaultiano — arqueogenealógico; e, por outro fio teórico-condutor, o ponto de vista pós-colonial de Anzaldúa (2005, 2009), de Menchú (2007), de Mignolo (2003), de Castro-Gómez (2005), de SousaSantos (2010, 2014) e de Nolasco (2013, 2016), uma vez que articulam um deslocamento para a análise de uma epistemologia fronteiriça. Numa organização metodológica, a tese divide-se em três partes, cada uma com dois capítulos: a primeira parte, pensando que o discurso da lei e da obra só podem significar pela historicidade, mobiliza no primeiro capítulo (em dois subitens) as condições de produção em sentido amplo, a fim de se compreender as filiações sócio-históricas mediatas; já o segundo (com dois subitens), busca delinear a circunstância da enunciação e o contexto sócio-histórico imediato no qual as materialidades emergiram. Na segunda parte, o capítulo três (com três itens) faz menção ao traçado teórico-metodológico da perspectiva discursiva; o quarto (dividido em quatro itens) traz à baila autores-filósofos com base em outras orientações epistemológicas (filosóficas e pós-colonialistas) necessárias e que possibilitam flagrar e delinear, com mais atenção, as instâncias discursivas no gesto analítico de problematização. Em relação à terceira parte, que traz o empreendimento do percurso analítico, o quinto capítulo (três eixos) são (d)enunciadas a produção dos efeitos de sentidos, as representações e as possíveis interpretações a partir dos diálogos necessários com as condições de produção e com os aspectos teórico-metodológicos. Da análise, resultados apontam que lei e a obra, embora sejam materialidades discursivas com enunciados que agenciam um convite à emancipação da mulher no seio social, por outro lado funcionam como um dispositivo institucional que (de)marca rastros dos processos de identificação sobre as indígenas e (re)força a permanência do discurso colonial, como um mecanismo subjetivador que busca controlar a representação identitária de sujeitos que (mesmo falando de si) ainda estão submetidos às engrenagens da (in)(ex)clusão da sociedade hegemônica.
Palavras-chave: Análise do Discurso; mulher indígena; ex/inclusão; identidade(s). |
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| ESCRITOS POÉTICOS NO ESCANINHO: OS POEMAS INÉDITOS DE GUIMARÃES ROSA |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
20/09/2019 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Kelcilene Gracia Rodrigues
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Carina Marques Duarte
- Kelcilene Gracia Rodrigues
- Lawrence Flores Pereira
- Maria Célia de Moraes Leonel
- Rauer Ribeiro Rodrigues
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| Resumo |
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| REPRESENTAÇÕES DE SUJEITOS HAITIANOS: ENTRE EXCLUSÃO E HOS(TI)PITALIDADE |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
05/09/2019 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
- Fabricio Tetsuya Parreira Ono
- Ilka de Oliveira Mota
- Pedro Luis Navarro Barbosa
- Silvelena Cosmo Dias
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| Resumo |
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| A Poética do Trágico na Estrutura Narrativa Pós Colonial de Mia Couto |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
03/09/2019 |
| Área |
TEORIA LITERARIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Anderson Possani Gongora
- Fábio Dobashi Furuzato
- João Adalberto Campato Junior
- Marlene Durigan
- Ricardo Magalhaes Bulhoes
- Vanessa Hagemeyer Burgo
- Wagner Corsino Enedino
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| Resumo |
O objetivo desta tese é demonstrar, por meio da análise e interpretação de contornos identitários, sociais, ideológicos e histórico-culturais delineados na narrativa Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra (2002), do escritor moçambicano Mia Couto, a presença do elemento trágico e como ele se entremeia aos elementos narrativos da obra, além de mostrar de que modo esses fundamentos estão permeados na construção do projeto estético-político do autor. Inscrita no quadro da Literatura Comparada e, evidenciando que a fecundidade da criação literária está geralmente relacionada com os momentos históricos mais intensos, a pesquisa tem como referência o horizonte ideológico e cultural do período em que a narrativa foi produzida e assenta-se sobre leituras já existentes. Com efeito, percebemos, na obra de Mia Couto, uma literatura rica em imagens sagradas que retomam tanto a tradição hegemônica quanto as tradições dos povos nativos de Moçambique. Essas imagens que referenciam ao hibridismo de uma literatura pós-colonial são aqui analisadas a partir das noções do trágico propostas por Aristóteles (2005), Peter Szondi (2004), Nietzsche (2013), Raymond Williams (2002) entre outros, com o objetivo de refletir sobre o processo de construção de uma nova identidade literária/social/cultural que vem sendo proposta pelo escritor em relação ao seu país. São trazidas, também, à baila, as concepções de Homi K. Bhabha (2013), Stuart Hall (2011) e Thomas Bonnici (2009) sobre os aspectos culturais decorrentes dos processos de colonização e pós-colonização. Além disso, faremos alusão às obras da tradição literária e a O uso e costumes dos bantos, de Henrique Junod (1974), para marcar o amálgama dessas culturas na formação dessa nova identidade moçambicana. Dessa forma, a tese apresenta-se assim dividida: no primeiro capítulo, “Mar, sargaço mar: das grandes navegações ao discurso pós-colonial”, consultamos a história de Moçambique pautada na colonização portuguesa, por meio das reflexões acerca do pós-colonialismo, pela diáspora e pelo multiculturalismo. No segundo, “Da literatura moçambicana a Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra”, tomam lugar algumas ponderações sobre a obra, pautando-se, sobretudo, por considerações sobre a Literatura Moçambicana, aspectos concernentes à biografia de Mia Couto, bem como a compreensão de seu projeto estético na obra estudada. “Do nascimento da tragédia ao trágico na literatura contemporânea”, que suscita questões relacionadas ao trágico desde o pensamento grego até a contemporaneidade, é pauta de análise do terceiro capítulo, o qual discute aspectos da presença do trágico na construção diegética de alguns contos de Mia Couto. O quarto capítulo, “Os elementos trágicos na construção narrativa de Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra”, traz à análise a construção narrativa da obra e como essas estão lincadas às concepções sobre o trágico estudadas no capítulo 3 e, especialmente, ao pensamento trágico moderno, acrescidas às discussões sobre o pós-colonialismo, seja como marcas de uma cultura híbrida, seja como busca de uma (nova) identidade moçambicana.
PALAVRAS-CHAVE: Literatura Africana. Pós-Colonialismo. Mia Couto. Tradição. Trágico. Representação Social.
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| Download |
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| DISCURSO DE JOVENS ASSENTADOS: DESEJO, HOSTILIDADE, PODER E RESISTÊNCIA |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
02/09/2019 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
|
| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Juliana de Oliveira Mendonça Ribeiro
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| Banca |
- Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
- Fabricio Tetsuya Parreira Ono
- Mariana Rafaela Batista Silva Peixoto
- Silvelena Cosmo Dias
- Silvia Mara de Melo
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| Resumo |
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| A IN(EX)CLUSÃO DO SURDO NO ENSINO REGULAR SOB OS EFEITOS DE SENTIDO DOS DISCURSOS DAS LEIS |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
28/08/2019 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Claudete Cameschi de Souza
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Marilza Nunes de Araújo Nascimento
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| Banca |
- Azenaide Abreu Soares Vieira
- Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
- Claudete Cameschi de Souza
- Fabricio Tetsuya Parreira Ono
- Silvane Aparecida de Freitas
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| Resumo |
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