| CONSTRUÇÃO PSEUDOPREDICATIVA DE FINGIMENTO [Vrel+(X/Ø)+de+Predt] ↔ [atributiva] NO PORTUGUÊS BRASILEIRO |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
12/02/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Kátia Roberta Rodrigues Pinto
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| Banca |
- Ivo da Costa do Rosário
- Marcos Luiz Wiedemer
- Michel Gustavo Fontes
- Renato Rodrigues Pereira
- Sebastião Carlos Leite Gonçalves
- Solange de Carvalho Fortilli
- Taisa Peres de Oliveira
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| Resumo |
Esta tese se concentra em investigar a variação entre as microconstruções/aloconstruções da
Construção Pseudopredicativa de Fingimento (CPF) no português brasileiro (PB) na atual
sincronia, consideradas formas variantes de atribuição do estado fingido no sentido de agir
como se fosse ou passar-se por. A CPF é resultado do pareamento forma ↔ significado
[Vrel+(X/Ø)+de+Predt] ↔ [atributiva] composta por slots abertos que podem ou não ser
preenchidos: o slot Vrel abrange os verbos fingir, fazer, dar, pagar e bancar; o slot (X/Ø) é mais
restrito, confere a presença ou a ausência de material interveniente e o slot Predt sanciona
referentes atributivos qualificadores. O objetivo central desta tese de doutoramento consiste em
investigar de que modo as propriedades morfossintáticas, semântico-pragmáticas e discursivas,
compartilhadas entre as microconstruções/aloconstruções, possibilitam a sua integração na rede
da CPF como formas variantes, com suas similaridades e dissimilaridades. Assumindo a
perspectiva teórico-metodológica dos Modelos Baseados no Uso (Kemmer; Barlow, 2000), em
especial da Gramática de Construções Baseada no Uso (Goldberg, 1995; 2006; 2019; Traugott;
Trousdale, 2013 [2021]) em consonância com os pressupostos cognitivistas de Bybee (2010
[2016]), a visão multidimensional de rede (Diessel, 2015; 2019; 2023) e o tratamento de
variação proposto por Capelle (2006), parte-se da hipótese que as
microconstruções/aloconstruções são variantes em competição que estabelecem relações
horizontais motivadas, principalmente, por associações semânticas entre os referentes
atributivos/lexemas que preenchem o slot Predt, manifestando níveis distintos de produtividade.
A análise é sustentada por um corpus composto por dados extraídos de páginas de web que
abrangem usos formais e informais, contemplando onze microconstruções: [fingir de+(Predt)],
[dar de+(Predt)], [pagar de+(Predt)], [bancar de+(Predt)], [fingir-se de+(Predt)], [fazer-se
de+(Predt)], [se fingir de+(Predt)], [se fazer de+(Predt)], [dar uma de+(Predt)], [pagar uma
de+(Predt)] e [bancar uma de+(Predt)], examinadas segundo (i) parâmetros que apreciam
propriedades formais e de significado quanto a presença/ausência de material interveniente,
pessoas gramaticais/do discurso, gradualidade pragmática e polaridade semântico-pragmática;
(ii) análise de cluster que mapeia as similaridades semânticas estabelecidas entre os referentes
atributivos e (iii) análise colostrucional colexêmica covariante que mede a força de
atração/repulsa entre os lexemas da construção. Os resultados da análise constatam que a CPF
admite a inserção de material interveniente com a partícula -se, em posição sintática de ênclise
e próclise, assim como o artigo indefinido feminino uma, conferindo extensibilidade à rede com
quatro subesquemas. Observa-se a preferência por usos em 3ª pessoa, em contextos subjetivos
acusativos e/ou de julgamento, com polaridade semântico-pragmática disfórica (Psp-). A
atração combinatória entre microconstruções/aloconstruções e referentes atributivos/lexemas
estabelecem relações simbólicas ativadas por associação semântica entre os clusters, via
analogia e por extensão metafórica, aferidos pelas frequências type, token e hapax,
evidenciando padrões produtivos por extensibilidade e generalidade, bem como demonstra a
capacidade de expansão por meio da produtividade hapax. Os resultados corroboram a hipótese
aventada ao atestar que a promoção de formas variantes da CPF, ou seja, aloconstruções,
decorre da compatibilização semântica entre as preferências combinatórias da construção
capturadas pela metaconstrução. |
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| ENTRE LÍNGUA, CULTURA E ACESSIBILIDADE: Modos de
Subjetivação de Sujeitos Surdos e de Sujeitos Ouvintes/Profissionais da
Saúde |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
11/12/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
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| Coorientador(es) |
- Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
- Claudete Cameschi de Souza
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| Orientando(s) |
- Marcia Aparecida Rodrigues Mateus
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| Banca |
- Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
- Icleia Caires Moreira
- Marcelo Rocha Barros Goncalves
- Márcia Aparecida Amador Mascia
- Neuma Chaveiro
- Ruth Maria Rodrigues Garé
- Silvelena Cosmo Dias
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| Resumo |
O tema justifica-se por memórias de convívio com a comunidade surda desde 2007, período de diversas
experiências no acompanhamento como intérprete dos sujeitos surdos na cidade de Naviraí/MS, em
atendimentos relacionados às questões de saúde. Partimos do pressuposto de que o sujeito Surdo,
enquanto usuário de uma Língua de Sinais (Libras), está inserido em uma sociedade majoritariamente
ouvinte e propomos como hipótese que essa população ainda enfrenta dificuldades no que diz respeito
à inclusão, à relação social e à acessibilidade por meio da Libras, supondo que setores da sociedade,
especificamente, a saúde, carece de conhecimento adequado sobre a Libras, ou seja, a maioria dos
profissionais e gestores desses campos podem desconhecer a Libras, o que compromete a efetivação dos
direitos garantidos. Assim, o objetivo geral deste trabalho é analisar as narrativas de sujeitos Surdos e
de profissionais de saúde ouvintes, no que se refere as relações discursivas mediadas pelas línguas em
uso e seus efeitos de sentido sobre inclusão, participação e representação do sujeito Surdo nos espaços
de atendimento. Os objetivos específicos são: 1º. Rastrear nas/pelas narrativas dos sujeitos Surdos e
ouvintes (profissionais da saúde) representações da população surda sobre inclusão; 2º. Discutir os
modos de subjetivação dos sujeitos Surdos e dos ouvintes pelas marcas linguísticas, identitárias e
culturais ao falarem sobre as possíveis dificuldades enfrentadas por ambos; 3º. Analisar as
representações dos profissionais dos setores da saúde sobre a Libras, enquanto constituição de sentidos
e relações discursivos com o sujeito Surdo. As perguntas direcionadoras são: 1. Como as relações de
saber-poder interferem no processo de subjetivação tanto da população surda quanto da ouvinte? 2. Que
representações os profissionais dos setores de saúde fazem da surdez, da pessoa surda e da Língua de
Sinais? 3. A acessibilidade garantida por lei aos sujeitos Surdos é cumprida durante os atendimentos no
setor da saúde? Como suporte teórico-metodológico filiamo-nos ao método e/ou arqueogenealogia de
Foucault (1995, 1998, 2004, 2008, 2013, 2014), e com o viés discursivo transdisciplinar, os trabalhos
de Coracini (2007), Eckert-Hoff (2004, 2016); finalmente, na interface com Estudos Surdos as
considerações de Quadros (2009), e Strobel (2008). O corpus é composto por onze (11) entrevistas
dialogadas, sendo cinco (05) com Surdos e seis (06) com ouvintes profissionais da saúde, no município
de Naviraí–MS. Os diálogos com os Surdos foram realizados em Libras e para os ouvintes em língua
portuguesa, as entrevistas foram filmadas/gravadas com um celular e, posteriormente, transcritas para o
português. Os resultados indicam que embora existam esforços para promover a acessibilidade, as
experiências dos sujeitos Surdos ainda são marcadas por desafios significativos. Observa-se um
distanciamento entre o que é assegurado pela legislação e a prática efetiva nos atendimentos à saúde por
meio das marcas linguísticas, identitárias e culturais, que desempenham um papel crucial na forma como
os Surdos veem e experienciam esses atendimentos. Entendemos que a Libras, embora reconhecida
legalmente, enfrenta barreiras para ser utilizada como constituição de sentidos e meio de enunciação.
Por isso, essa tese está organizada em quatro seções, sendo que a primeira aborda os dispositivos
históricos que envolvem a relação entre surdez e saúde no Brasil, e explora desde o status linguístico da
Libras até sua visibilidade social. A segunda seção busca estabelecer um diálogo entre surdez e saúde,
examinando as perspectivas, a acessibilidade linguística e os diferentes discursos presentes entre
médicos e pacientes Surdos. Já a terceira seção apresenta os fundamentos e dispositivos teóricos
metodológico. A seção quatro dedica-se à análise dos dizeres de sujeitos Surdos e ouvintes, no que diz
respeito em relação aos modos de subjetivação e às práticas discursivas que atravessam os encontros de
produção de sentidos entre os sujeitos nos atendimentos de saúde. Por fim, reúnem-se as reflexões
centrais construídas ao longo do percurso analítico, retomando os objetivos da pesquisa e apontando
possíveis caminhos para novas discussões sobre a surdez, a linguagem e a inclusão nos espaços
institucionais. |
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| O PAPEL DOS HEDGES EM AUDIÊNCIAS TRABALHISTAS NO CONTEXTO PÓS-REFORMA LEGISLATIVA |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
29/08/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Júlia Augusta Oslei de Souza
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| Banca |
- Claudia Cristina Ferreira
- Gustavo Ribeiro Lourenco
- LETÍCIA JOVELINA STORTO
- Ricardo Magalhaes Bulhoes
- Sheyla Cristina Araujo Matoso
- Ulisses Tadeu Vaz de Oliveira
- Vanessa Hagemeyer Burgo
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| Resumo |
O objetivo geral desta tese é evidenciar, dentro de uma perspectiva sociointeracional da língua falada, a presença de marcadores conversacionais de atenuação em audiências judiciais trabalhistas ocorridas em diversas comarcas do 24º Tribunal Regional do Trabalho (Mato Grosso do Sul), a fim de discutir o papel dos recursos linguísticos que operam como estratégias de atenuação, polidez e preservação da face na fala dos participantes das audiências. O aporte teórico desta pesquisa está fundamentado nos princípios da Análise da Conversação em relação de interface com a Linguística Forense, o Direito e o Processo do Trabalho, com base especialmente nos trabalhos de Rosa (1992), Marcuschi (1986), Caldas-Coulthard (2014), Coulthard e Johnson (2010) e Coulthard (2014). No que concerne à estrutura, a tese está dividida em sete seções, incluindo a introdução e as conclusões. Na seção dois, apresentamos questões pertinentes à língua falada; a terceira seção trata de marcadores conversacionais, face, polidez, marcadores de atenuação e hedges; a quarta, da Linguística Forense e da interação em contextos legais, com olhar específico para a reforma trabalhista. Na quinta seção, descrevemos a metodologia e a constituição do corpus; na sexta, constam a análise e a discussão dos dados. Por fim, apresentamos as conclusões a respeito da pesquisa, composta pela discussão de 30 excertos extraídos de dez audiências distintas. De acordo com os resultados, assinalamos que os interactantes no contexto forense trabalhista, ainda que aparentemente engessado e muito formal, lançam mão do uso dos marcadores conversacionais de atenuação, uma vez que colaboram para abrandar situações difíceis e minimizar a carga problemática de determinados assuntos em uma interação verbal. Especialmente quanto aos hedges, as análises permitiram confirmar que os participantes das audiências trabalhistas fazem uso desses marcadores, a fim de modificar o valor ilocutório de um enunciado. Dentre esses marcadores interessam, nesta tese, os que atuam como atenuadores, modificando a força assertiva dos enunciados, como os hedges que sinalizam atividades de planejamento verbal (“assim”, “quer dizer”, “digamos”, “vamos dizer”) e os que exprimem incerteza (Rosa, 1992, p. 48), os quais geralmente ocupam uma posição parentética nos enunciados. |
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| OBSESSÃO PELA ESCRITA: NO TEMPO DOS PERSONAGENS RUISKA E VITTÓRIO, DE HILDA HILST |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
29/08/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Kelcilene Gracia Rodrigues
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Aline Leal Fernandes Barbosa
- Andréa Jamilly Rodrigues Leitão
- Carolina Barbosa Lima e Santos
- Joabson Lima Figueiredo
- Kelcilene Gracia Rodrigues
- Roberto Bezerra de Menezes
- Vivianny Bessao de Assis
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| Resumo |
Esta pesquisa une as obras Fluxo-Floema (1970), com o texto “Fluxo”, e Estar Sendo. Ter Sido (1997) de Hilda Hilst, com o objetivo de investigar como a obsessão pela escrita se manifesta na ficção de seus personagens Ruiska e Vittório, ambos envolvidos no fazer literário. Trata-se, respectivamente, dos personagens-escritores do primeiro e do último livro publicados por Hilst. A problemática da pesquisa se concentra na seguinte questão: como os personagens-escritores, tensionam os limites da narrativa e elaboram uma figura autoral de si própria que problematiza as formas de subjetividade de seu tempo? Parte-se da hipótese de que o tempo se configura como espaço de entrelaçamento entre os personagens escritores e a narração de si, funcionando como operador da consciência e da criação. Assim, os personagens são construídos de forma autorreflexiva, instaurando uma dimensão metaficcional em que a escrita se torna também objeto da narrativa. Esta análise estabelece um diálogo entre literatura e filosofia, com base em autores como Octavio Paz em O arco e a lira (2009) Maurice Blanchot e A parte do fogo (1999) e O espaço literário (1998), Gaston Bachelard em Poética do espaço (1999); A intuição do instante (1999); Poética do devaneio (2000), Linda Hutcheon em Poética do Pós-modernismo (1991) e Deleuze e Guattari, O Anti-Édipo. Capitalismo e Esquizofrenia 2 (2012) e Crítica e Clínica (2011), além de estudos críticos sobre a fortuna crítica de Hilda Hilst. A abordagem é de caráter bibliográfico e teórico-analítico. |
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| Discursos e Imagens: A Representação do Negro nos Livros Didáticos do PNLD 2020 |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
28/08/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Ulisses Tadeu Vaz de Oliveira
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Vanessa Cristiane de Freitas Fernandes Santos
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| Banca |
- Elaine de Castro
- Leonardo Antonio Soares
- Marcelo Saparas
- Ricardo Magalhaes Bulhoes
- Sheyla Cristina Araujo Matoso
- Ulisses Tadeu Vaz de Oliveira
- Vanessa Hagemeyer Burgo
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| Resumo |
A presente tese tem como tema de pesquisa a representação do negro no livro didático de Língua Portuguesa. Para tanto, investiga, nos textos multimodais veiculados nesse material, o uso de elementos verbais e visuais que contribuem para a construção de significados que remetem à imagem do negro. Os fundamentos teóricos estão pautados nos estudos sobre relações étnico-raciais (Wieviorka, 1995; Fernandes, 2007; Munanga, 2020; Pinsky, 2022); na natureza do livro didático e seu papel no contexto escolar (Coracini, 1999; Batista, 2009; Coracini e Cavallari, 2016; Oliveira, 2017; Emediato, 2009); e na teoria da multimodalidade, com enfoque nos elementos verbais a partir da Gramática Sistêmico-Funcional (Halliday; Matthiessen, 2004) e da Teoria da Avaliatividade (Martin, 1992), e nos elementos visuais por meio da Gramática do Design Visual (Kress; van Leeuwen, 2006). Quanto à metodologia, a pesquisa analisa os elementos linguísticos e visuais que compõem os textos multimodais do corpus, contribuindo para a construção da representação do negro. As análises linguísticas seguem as etapas da Gramática Sistêmico-Funcional, com foco nas metafunções ideacional, interpessoal e textual; a Teoria da Avaliatividade, pelos subsistemas de Atitude e Graduação; e, a Gramática do Design Visual no exame das funções representacional, interacional e composicional das imagens. O objetivo do estudo é descrever e analisar como os elementos linguísticos e visuais articulam-se nos textos multimodais para construir sentidos que fundamentam o discurso sobre a representação do negro em livros didáticos de Língua Portuguesa do Programa Nacional do Livro Didático de 2020 para o nono ano do ensino fundamental. Para isso, busca-se identificar como os elementos linguísticos nos textos escritos contribuem para a construção de significados que representam o negro como participante em relação aos processos previstos na Gramática Sistêmico-Funcional; analisar, a partir das funções da Gramática do Design Visual, como as imagens representam os negros e quais significados e/ou estereótipos são comunicados; e identificar a presença de avaliações e julgamentos sobre o negro expressos nos textos multimodais, com base nos parâmetros analíticos da Teoria da Avaliatividade. Os resultados do estudo indicam que, predominantemente nos textos multimodais analisados, tanto os elementos linguísticos quanto os visuais corroboram para a construção positiva de elementos de representação do negro nos LDs/LP. A análise dos enunciados escritos identificou que 80% dos termos léxico-gramaticais agregam valor positivo no discurso sobre o negro. Quanto aos elementos visuais, a pesquisa apontou uma predominância de registros positivos da imagem do negro no corpus analisado. |
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| Textos Videossinalizados na Internet: Uma Descrição Centrada no Uso da Libras no Meio Eletrônico |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
28/08/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Ulisses Tadeu Vaz de Oliveira
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Cíntia Debora de Moraes Cinti
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| Banca |
- Audrei Gesser
- Elaine de Castro
- Marcelo Saparas
- Ricardo Magalhaes Bulhoes
- Sheyla Cristina Araujo Matoso
- Ulisses Tadeu Vaz de Oliveira
- Vanessa Hagemeyer Burgo
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| Resumo |
A crescente participação de pessoas surdas na sociedade tem ampliado as possibilidades de difusão das línguas de sinais, imersão cultural e linguística, construção de identidades e troca de experiências entre surdos. Esses encontros, durante a história, se limitavam às igrejas, comunidades e associações de surdos, ganham novos espaços, graças à formulação de políticas linguísticas e públicas voltadas para pessoas surdas e, sobretudo, pelo advento da tecnologia. A internet, enquanto produto significativo dos avanços tecnológicos, tem se consolidado como espaço potencial de engajamento entre usuários sinalizantes, impulsionando novas dinâmicas de comunicação e interação. Nas palavras de Marcuschi (2010a, p. 16) “a internet é uma espécie de protótipo de novas formas de comportamento comunicativo” e constitui o maior corpus linguístico já existente (Crystal, 2011). Sua capacidade de armazenamento de dados e os recursos de gerenciamento, cada vez mais interativos, têm favorecido a manifestação de diversas formas de linguagem e, principalmente, a acomodação de sistemas linguísticos complexos como os de modalidade visual-espaciais. Diante disso, esta pesquisa se volta para situações de uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras) no meio eletrônico visando ampliar a visibilidade sobre a Libras, seus sinalizantes e sobre os recursos de expansão de força política, linguística e social. Esta tese tem por objetivo caracterizar como as categorias de fala, escrita e interação com surdos afetam a realização linguística da Libras no contexto da internet, além de apresentar uma descrição sobre o modo como a Libras tem incorporado as propriedades do meio eletrônico à sua experiência de linguagem, haja vista que a internet dispõe de regras específicas de circulação e de difusão de textos de acesso online. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo e de natureza aplicada, vinculada à linha de pesquisa “Análise e Descrição de Línguas” e fundamentada pela Linguística da Internet (Crystal, 2011) e Linguística Sistêmico-Funcional (Halliday (1994). A Linguística da Internet procura reconhecer, teorizar e descrever os princípios teóricos e metodológicos das propriedades formais da linguagem da internet, sob os quais a Libras está sujeita. A Linguística Sistêmico-Funcional, por sua vez, entende a linguagem como recurso em que os significados são criados e materializados na gramática segundo padrões sistêmicos de escolhas, cuja organização depende da relação entre texto, contexto e práticas sociais para caracterização da experiência humana, onli Halliday e Matthiessen (2014). O corpus de análise é constituído por uma seleção de textos videossinalizados, contidos em repositórios públicos de textos de acesso online. O reconhecimento e a descrição do modo como a Libras se realiza, segundo as propriedades da linguagem da internet, nos fornece parâmetros para entender as transformações linguísticas, culturais e sociais da Língua de Sinais Brasileira, assim como as nuances desse sistema linguístico dentro dos modos de comunicação humana. Os resultados de nossas análises indicam que as principais implicações para a realização da Libras na internet residem (i) na acomodação de recursos multissemióticos atrelados aos modos dinâmicos de fala, escrita e sinalização; (ii) na adaptação dos parâmetros linguísticos às características do meio eletrônico, (iii) na orientação fluida e acelerada de difusão dos textos videossinalizados e, sobretudo, (iv) na codificação cultural que orienta os propósitos e as necessidades comunicativas dos sinalizantes, resultando em fenômenos de variações de pronúncia, economia linguística, hibridismo entre fala, escrita e sinalização, neologismos e gírias, acessibilidade linguística ampliada por recursos tecnológicos, além de novas dinâmicas de interação e construção de significados. |
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| A “OUTRIDADE” NA POESIA SOCIAL E NA METAPOESIA DE FERREIRA GULLAR |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
27/08/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Kelcilene Gracia Rodrigues
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Carina Marques Duarte
- Kelcilene Gracia Rodrigues
- NISMÁRIA ALVES DAVID
- Rodrigo Garcia Barbosa
- Rony Marcio Cardoso Ferreira
- Vivianny Bessao de Assis
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| Resumo |
A presente pesquisa tem como objetivo tratar sobre a questão da “outridade”, termo adotado de Octavio Paz, além de um diálogo com o conceito de Michel Collot, presente em poemas que apresentam os temas de cunho social e metapoético nas obras Dentro da noite veloz (1975), Barulhos (1987) e Em alguma parte alguma (2010), de Ferreira Gullar (1930-2016). A relevância das obras mencionadas e do próprio poeta ficam eminentes ao observarmos nos três livros escolhidos para compor o estudo, que foram publicados em momentos históricos diferentes: em Dentro da noite veloz, Gullar reuniu poemas escritos entre os anos de 1962 e 1974, durante o regime militar, que representam momentos de protesto e de recordação. Posteriormente, em Barulhos, há a produção de vários metapoemas e a reflexão sobre o fazer poético, em que o autor demonstra uma postura bastante crítica em relação ao mundo das letras. E Em alguma parte alguma, que ocupará boa parte deste estudo, Gullar passa a refletir, principalmente, sobre assuntos existenciais e retorna questões de metapoesia, com arroubos de questões sociais. A partir dessas obras é possível refletir sobre a “outridade” na poesia do escritor, a partir das questões sociais, escolhas vocabulares, de linguagem e metalinguagem. A pesquisa justifica-se pela relevância de Ferreira Gullar na poesia brasileira contemporânea e pela relevância do conceito de “outridade”. O recorte das três obras permite observar a relação entre engajamento social, reflexão metapoética e questões existenciais, que marcam os pontos mais importantes da poética do autor. Apesar dos muitos estudos existentes sobre o autor e sua obra, este estudo justifica-se também pela escolha singular do corpus e enfoque do viés da “outridade”. Estes estudos integram linha de pesquisa Historiografia Literária: recepção e crítica. |
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| Saber, poder e resistência: Beleza negra e a construção identitária de negras(os) racializadas(os) |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
27/08/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Amanda Batista Braga
- Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
- Cintia Santos Diallo
- Fabricio Tetsuya Parreira Ono
- GABRIEL NASCIMENTO DOS SANTOS
- Icleia Caires Moreira
- Michelle Sousa Mussato
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| Resumo |
PEREIRA, Gilmar Ribeiro. Saber, poder e resistência: Beleza Negra e a construção identitária de negras/os racializadas/os. 2024. 184 f. Tese (Doutorado em Letras) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Três Lagoas/MS.
RESUMO
Esta pesquisa justifica-se pela produção de discursos em torno da beleza, com ênfase no concurso "Beleza Negra" no Instituto Federal do Mato Grosso do Sul (IFMS), câmpus de Três Lagoas, que promove intervenções por meio de ações afirmativas e de promoção da igualdade humana, discutindo as minorias identitárias e suas exclusões étnico-raciais. Nesse sentido, toma-se como base a Lei n. º 10.639/2003, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais, e a Resolução n.º 003/2004, que trata do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana – posteriormente alterada pela Lei n.º 11.645/2008, que inclui a história dos povos indígenas. Parte-se do pressuposto de que os sujeitos negros são marcados pelo racismo estrutural/institucional e pela hegemonia discursiva do branqueamento. Para tanto, parte-se da hipótese de que o concurso da beleza negra pode potencializar, esteticamente, a desconstrução das formas de regulação do corpo, tematizado e folclorizado, no sentido de questionar o dispositivo de negatividade construído historicamente pelo branqueamento no espaço pesquisado. As questões investigadas são: a) Como o conceito de "Beleza Negra" dialoga com a Lei n. º 10.639/2003 e com os documentos oficiais do IFMS, no que diz respeito às ações afirmativas e às relações étnico-raciais? b) De que maneira os/as jovens estudantes negros/as se reconhecem como maioria enquanto população negra e em quais condições se identificam como minorizados/as em seus direitos étnico-raciais? e, c) Como se dá a relação entre língua e Beleza Negra na constituição do dito/não dito, nas/das diferenças, da identidade, da cultura e das relações étnico-raciais? O objetivo geral é problematizar como ocorre o concurso "Beleza Negra", realizado durante a Semana da Consciência Negra, e como os/as estudantes e o/a professor/a se sentem ao participar desse concurso, enquanto ação pedagógica. Os objetivos específicos são: 1) Rastrear se as ações “ditas” afirmativas institucionais tencionam um discurso antirracista no espaço escolar; 2) Levantar se a beleza negra possibilita saberes estético-corpóreos de ressignificação da cultura afro-brasileira e africana; e, 3) Discutir de que maneira a beleza negra proporciona manifestações de empoderamento de desconstrução do corpo negro regulado; e, 4) analisar e interpretar gestos, marcas e interdiscursos, bem como imaginários oriundos da atividade de extensão do concurso “Beleza Negra”. Para tanto, ancora-se no aporte teórico-metodológico dos trabalhos arqueogenealógicos de Foucault (2014), em diálogo com a Análise do discurso, ao mobilizar as noções de discurso, formação discursiva, saber/poder e resistência, entrelaçando com o olhar transdisciplinarizado desconstrutivo de Coracini (1991). Além de integrar a abordagem decolonial, valendo-se de Quijano (2005), Castro-Gómez (2007) e Mignolo (2017), bem como das epistemologias negras, com destaque para Fanon (2005), Gomes (2006), Almeida (2019), Kilomba (2019), Devulsky (2021), Bento (2022) e Carneiro (2023). A coleta foi por meio de entrevistas dialogadas narrativas (Rocha; Daher; Sant’ Anna, 2004) com os jovens negros/as estudantes e o professor do IFMS, que participaram do concurso “Beleza Negra”. Os resultados indicam que os jovens negros/as veem o concurso como ressignificação da cultura afro-brasileira e africana; e se sentem empoderados na luta contra o racismo estrutural por meio de um aprendizado decolonial e antirracista. Esta tese está organizada em três seções: a seção I, condições de produção, aborda os sentidos de (re)existências contra o racismo, o discurso do branqueamento e as ações afirmativas; a seção II trata de questões sobre a análise do discurso, os dispositivos de saber-poder, a formação discursiva e práticas discursivas foucaultianas. A seção III analisa e reflete sobre os dizeres dos discentes negras/es/os e do professor participante do concurso, observando seus discursos e efeitos de sentido. Por fim, as Considerações finais tratam dos resultados das narrativas dos participantes do concurso “Beleza Negra”. Espera-se que esta pesquisa contribua para maior visibilidade das narrativas negras, para o reconhecimento da diversidade estética e para a valorização da identidade afro-brasileira.
Palavras-chave: Beleza negra; Étnico-racial; Análise do Discurso; Saber-Poder. |
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| DIÁRIO DE BITITA: UMA ANÁLISE DA AUTOBIOGRAFIA DE CAROLINA MARIA DE JESUS SOB A PERSPECTIVA DO FEMINISMO NEGRO |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
25/08/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Kelcilene Gracia Rodrigues
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Jorlaíne Monteiro Girão de Almeida
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| Banca |
- ALAN SILUS DA CRUZ SILVA
- Carina Marques Duarte
- Cristina Maria da Costa Vieira
- GERMANA HENRIQUES PEREIRA
- Kelcilene Gracia Rodrigues
- Rony Marcio Cardoso Ferreira
- Yurgel Pantoja Caldas
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| Resumo |
A presente tese tem como objetivo analisar na obra Diário de Bitita investigando como os espaços narrativos percorridos pela protagonista revelam experiências de violência, segregação racial e exclusão social, especialmente sob a perspectiva interseccional de gênero, raça e classe. A análise parte do entendimento de que a literatura produzida por mulheres negras no Brasil tem sido historicamente silenciada por exclusões estruturais e que a escrita autobiográfica de Carolina Maria de Jesus rompe com esse padrão ao transformar sua vivência em resistência narrativa. A partir da reflexão sobre os pressupostos do feminismo negro e da interseccionalidade, poderá ser possível entender a obra de Carolina como uma leitura política, vinculada às relações de poder existentes na sociedade. É uma pesquisa bibliográfica, de análise literária e social, tendo como principais bases teóricas os autores: Philippe Lejeune (2008), Regina Dalcastagnè (2023), Germana Sousa (2004), Lélia Gonzalez (2020), Sueli Carneiro (2011), Winnie Bueno (2020), Françoise Vergès (2020) e Patrícia Hill Collins (2019). |
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| O RISO CÉTICO EM ADALGISA NERY E LOURENÇO MUTARELLI |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
22/08/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Ricardo Magalhaes Bulhoes
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- MARCOS ANTONIO FERNANDES DOS SANTOS
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| Banca |
- Andre Rezende Benatti
- Carina Marques Duarte
- João Adalberto Campato Junior
- Ricardo Magalhaes Bulhoes
- Sheyla Cristina Araujo Matoso
- Vanessa Hagemeyer Burgo
- Wagner Corsino Enedino
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| Resumo |
Esta tese tem como objeto de investigação dois romances da literatura brasileira, os quais foram publicados em um período de trinta anos (1972-2002). Os romances em questão são Neblina (1972), de Adalgisa Nery; e O cheiro do ralo (2002), de Lourenço Mutarelli. Tais obras, resguardos os limites que as separam, tratam de temas em comum e levantam discussões fundamentais sobre o homem, a vida e até sobre a potência do literário. As narrativas são permeadas pela dúvida, o pensamento cético é eixo estruturante. Por sua vez, de suas leituras emana o riso literário, nem sempre agradável e engraçado. Ceticismo e riso foram questões que nos interessaram ao longo da leitura das referidas obras. O objetivo da pesquisa, portanto, foi explicitar que diferentes modos de narrar, de dois autores brasileiros, trabalham gradações do riso em representações disfóricas do período entre 1972 e 2002. Para a construção da pesquisa, foram utilizados teóricos como Candido (1989; 2004), Dalcastagnè (1996), Pellegrini (1996), Minois (2003), Freud (1996), Bergson (1991), Bakhtin (2008), entre outros. A abordagem metodológica baseou-se em procedimentos bibliográficos, de abordagem qualitativa e na leitura crítica dos textos literários. Apesar de cada obra analisada neste estudo apresentar características próprias, elas convergem ao manifestar um riso cético e contemplativo diante de realidades sociais, psicológicas e existenciais permeadas por repressão, vazio, descrença e desesperança. Em Adalgisa o riso é mais contido, em Mutarelli, mais agressivo. O ceticismo desse último é mais intenso. Assim, esses romances da literatura brasileira, por meio de formas narrativas singulares, elaboram distintas nuances do riso. |
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| RELAÇÕES ENTRE ESCOMBROS EM CONTOS DE ALCIENE RIBEIRO LEITE |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
19/08/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Kelcilene Gracia Rodrigues
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Andrè Dias
- Andre Rezende Benatti
- Carina Marques Duarte
- Carlos Eduardo de Araujo Placido
- Enedir da Silva dos Santos
- Kelcilene Gracia Rodrigues
- Marcos Rogerio Heck Dorneles
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| Resumo |
Neste estudo, analisamos o horizonte composicional da escritora Alciene Ribeiro Leite por meio do exame de alguns contos de seu primeiro livro, Eu choro do palhaço (Leite, 1978), que inclui as narrativas “Nem Gilda, nem Gildinha”, “Traduzem-se best-sellers”, “Vinte anos de Amélia”, “Natal crucificado”, “Pássaro sem asas” e “Eu Choro do Palhaço”. Além disso, analisamos também contos do livro brazil 2020 (Leite, 2020): “Emparedada” e “Arca de Noé”. Ao examinar os contos alcienianos, encontramos enredos que apresentam personagens em situações degradantes, imersos em solidão, abandono, assédio, censura e violência. Com isso, formulamos a hipótese de que, nessas histórias, possa existir um universo em ruínas. Compreendemos essas ruínas conectadas à tortura, à censura e ao autoritarismo, em contextos marcados pela violência, pela exposição à solidão em esferas pessoais e sociais, e pela anulação do eu em favor dos desejos impostos pela sociedade. Para discutir esse tema, fundamentamo-nos em estudiosos da literatura e filosofia, como Antonio Candido (2000), Benedito Nunes (1995), Mikhail Bakhtin (2003), Silviano Santiago (2002), Sandra Nitrini (2010), Gérard Genette (1972), Leyla Perrone-Moisés, Massaud Moisés (2012), Nádia Battella Gotlib (2006), Cabrera Infante (2001), Theodor Adorno (1951-1970), Edgar Allan Poe (2011), Julio Cortázar (2011), Hannah Arendt (2007-2021), Martin Heidegger (1999), Walter Benjamin (1987) e Michael Löwy (2005). A pesquisa sobre a escritora destaca a relevância da literatura no contexto histórico, analisando contos produzidos em períodos de crise, como a Ditadura Militar e a pandemia da Covid-19, e evidenciando como essas experiências moldam a subjetividade dos autores, reforçando a literatura como crítica às realidades sociais e como forma de resistência.
Palavras-chave: Literatura Brasileira Contemporânea; Contos; Autoritarismo; Ditadura Militar Brasileira; Estética. |
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| Itinerários de leitura: a construção de um currículo de leitura literária na e para além da sala de aula |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
18/08/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Kelcilene Gracia Rodrigues
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Andrè Dias
- Eunice Prudenciano de Souza
- Guilherme Magri da Rocha
- Kelcilene Gracia Rodrigues
- Lia Ciomar Macedo de Faria
- Marcos Rogerio Heck Dorneles
- Vivianny Bessao de Assis
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| Resumo |
O presente trabalho tem por objetivo examinar a concepção de literatura contida na Base Nacional Comum Curricular e no Currículo do estado de São Paulo, a fim de discutir as implementações pedagógicas necessárias para que o texto literário seja visto e concebido, nas unidades escolares do estado, como o centro das ações educacionais, por meio da criação de um currículo de leitura literária que apresente a literatura como objetivo educacional. Nesse sentido, esta tese, estruturada na abordagem metodológica da pesquisa bibliográfica, ressalta a carente escolarização apresentada nos documentos oficiais – BNCC e Currículo em Ação – em relação ao texto literário, para destacar a necessidade, em pleno século XXI, de inserir a literatura no centro das ações educacionais, através da elaboração de um itinerário de leitura literária planejado a partir dos conceitos de leitura autônoma, exploração de diversos gêneros e obras literárias (Dalvi, 2013), da continuidade e da progressão das obras selecionadas para a transformação reflexiva e crítica dos estudantes (Candido, 1995), por meio de práticas escolares ativas e dialógicas (Arroyo, 2013). Adaptável a diferentes turmas e necessidades, com referências bibliográficas e sequências de atividades basilares e complementares para as séries que compõem os anos finais do ensino fundamental II, o catálogo literário e os percursos de leitura literária propostos expressam caminhos possíveis para ressignificar as aprendizagens com o texto literário no ambiente educacional. Além disso, instituem ferramentas capazes de desenvolver a afetividade, suscitar percepções e fazer do espaço escolar um território de possibilidades, de desconstrução, de ampliações do humano, da vida e da existência de cada um. Desta forma, reitera que o direito à literatura só será transformador quando a concepção do valor que a literatura exerce no despertar da curiosidade, da criticidade, do conhecimento, dos sentimentos e das sensações de cada indivíduo for assegurada pelas práticas educacionais que priorizem o literário, a literatura pela literatura. |
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| AJU MUNDURUKU GASU JE? - uma análise discursiva de afirmação indígena transcultural |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
07/08/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Claudete Cameschi de Souza
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| Coorientador(es) |
- Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
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| Orientando(s) |
- Danielle Gonzaga de Brito
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| Banca |
- Claudete Cameschi de Souza
- Edson Machado de Brito
- Fabricio Tetsuya Parreira Ono
- Icleia Caires Moreira
- Marcelo Rocha Barros Goncalves
- Michelle Sousa Mussato
- Ytanajé Coelho Cardoso
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| Resumo |
A partir das minhas experiências, dores e crises existenciais, me amparo na perspectiva discursiva-desconstrutivista (Foucault, Derrida e Lacan), a presente pesquisa objetiva desenvolver um gesto discursivo, com narrativas de Histórias e Memórias dos próprios sujeitos indígenas, que problematize possíveis efeitos de sentidos na solidificação de afirmações indígenas, sejam elas materiais ou imateriais. Dois são os objetivos específicos, a saber: 1) Rastrear, nos recortes discursivos das narrativas dos próprios sujeitos indígenas, formações discursivas e discursos constituídos por marcas de memória histórica nos traços que descrevem processos identitários que estabelecem as relações entre poder-saber e seus processos de resistência. Para tanto, proponho o uso da arqueogenealogia (Foucault, 2012) e de referências cruzadas (Santos, 2015) nas três perspectivas indígenas de base epistemológicas: Sujeitos de Constelação (Krenak, 2018), Corpo-Território (B217mBaniwa, 2023) e Corpo-Memória (Kopenawa, 2015; Krenak, 2023); 2) Interpretar as marcas linguísticas que materializam efeitos de sentidos em relação ao indígena presente nas narrativas de primeiro contato com o povo munduruku (colonizador/colonizado), como arquivo de partida para uma primeira manifestação de imaginário discursivo na idealização dos povos originários. Interessa-me as regularidades enunciativas que me possibilitem rastrear, sempre pela materialidade linguística, os diferentes efeitos de sentido possíveis, as formações discursivas e os interdiscursos que perpassam os discursos que constituem o corpus aos quais mergulho. Minha hipótese é que mesmo em processos de retomadas da língua e de alguns aspectos culturais, na tentativa de defesa e permanência do território, além do fortalecimento do movimento indígena e suas organizações, o povo munduruku da TI Kwatá-Laranjal, evocando memórias nativas, deixa escapar no fio discursivo, determinado modelo de arquivo (Derrida, 2001) que orientado por condições histórico-político-sociais apresenta um tensionamento de sentido entre o verdadeiro/falso indígena como resultado dos diferentes dispositivos da colonialidade. Para conduzir meus passos, me oriento nas seguintes questões heurísticas de pesquisa: 1) Como a História, enquanto disciplina e categoria de saber, produz o que conhecemos e sabemos sobre o povo Munduruku e sua possível origem? 2) De que maneira as relações de poder interferem na tensão entre memória nativa/ancestral e memória atual dos sujeitos munduruku nos diferentes processos de afirmações indígenas? 3) Quais práticas do cotidiano foram e são responsáveis pelos processos de subjetivação do povo munduruku da TI Kwatá-Laranjal que permitem discursivamente enumerar características do verdadeiro munduruku que não outras? 4) Dos rastros e marcas linguísticas na idealização do sujeito indígena, existem relações de poder-saber e, consequentemente, de resistência, de que maneira as relações de poder interferem na tensão entre memória nativa/ancestral e memória atual dos sujeitos munduruku nos diferentes processos de afirmação indígena?
Palavras-chave: Discurso; Materialidade linguística; História e Memória; Afirmação Indígena; Povo Munduruku. |
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| Os parâmetros da Língua Brasileira de Sinais e da Língua Terena de Sinais sob a perspectiva da Linguística Sistêmico-Funcional |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
28/03/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Ulisses Tadeu Vaz de Oliveira
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Magno Pinheiro de Almeida
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| Banca |
- Adriana Lúcia de Escobar Chaves de Barros
- Lindinalva Zagoto Fernandes
- Marcelo Saparas
- Nelson Goettert
- Sheyla Cristina Araujo Matoso
- Ulisses Tadeu Vaz de Oliveira
- Vanessa Hagemeyer Burgo
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| Resumo |
As línguas visuais-espaciais, como as línguas de sinais, têm historicamente recebido pouca atenção nos estudos linguísticos, especialmente no que diz respeito às suas variedades minoritárias. Apesar dos avanços recentes dos estudos aplicados que mobilizam teorias linguísticas para a análise de línguas sinalizadas, ainda existe uma lacuna significativa no estudo do funcionamento e das variações linguísticas dessas línguas no contexto brasileiro. Essa ausência limita o reconhecimento e a valorização dessa forma de comunicação. Diante desse cenário, a presente tese ampara-se na semiótica social, especificamente na Linguística Sistêmico-Funcional (LSF), para analisar as línguas de sinais em comunidades indígenas, comparando-as com o idioma sinalizado de maior uso no Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (Libras). O objetivo principal desta pesquisa é identificar e descrever as variações dos parâmetros linguísticos entre a Libras e a Língua Terena de Sinais, sob a perspectiva da Linguística Sistêmico-Funcional de dois grupos linguísticos: surdos urbanos e Terenas surdos aldeados. Sendo os objetivos específicos: (a) descrever comparativamente os padrões linguísticos da Libras e da Língua Terena de Sinais na representação da experiência; (b) analisar aspectos contextuais do grupo minoritário Terena; (c) correlacionar aspectos das variações linguísticas dos parâmetros da Libras pela aplicabilidade da Linguística Sistêmico-Funcional. A base teórica mobiliza conceitos da metafunção ideacional da LSF, enfocando a representação da experiência pelo sistema de transitividade (HALLIDAY, 1994; HALLIDAY e MATTHIESSEN, 2014), bem como análises da LSF aplicadas a línguas de sinais, como a análise de Rudge (2018) acerca da Língua Britânica de Sinais. Além disso, são utilizados estudos sobre parâmetros de sinalização (ALMEIDA, 2012, 2013, 2014; QUADROS; KARNOPP, 2004; QUADROS; SCHMIEDT, 2006) e sobre grupos indígenas minoritarizados (FUNASA, 2022). A metodologia segue protocolos éticos aprovados por Comitê de Ética e adota uma abordagem qualitativa exploratória. Foram utilizados questionários semiestruturados e pesquisas de campo virtuais realizadas nas aldeias Terena e entre os sinalizantes urbanos. A análise dos dados foi estruturada em três etapas principais: análise do registro (contexto de situação), análise da sinalização e análise da metafunção ideacional. Na primeira etapa, descrevem-se os contextos situacionais das entrevistas; na segunda, analisa-se a sinalização com foco nos parâmetros linguísticos da Libras; e, na terceira, identificam-se os padrões e variações na construção da experiência dos entrevistados com base no sistema de transitividade. Os resultados do estudo revelaram que há necessidade de se aprofundar os estudos da LSF entre a Libras e a Língua Terena de Sinais. Em termos de contribuições, espera-se que esta pesquisa promova a visibilidade dos surdos urbanos e dos indígenas surdos Terena, contribuindo para o reconhecimento dessas comunidades e suas linguagens no contexto acadêmico e social.
Palavras-chave: Libras; Língua Terena de Sinais; Linguística Sistêmico-Funcional; Minorias. |
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| BILINGUISMO, MULTILINGUISMO E A REPRESENTAÇÃO DO MIGRANTE NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA: UM ESTUDO DE BOA VISTA E PACARAIMA (RR) |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
27/03/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Ulisses Tadeu Vaz de Oliveira
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- PATRICIA SOCORRO DA COSTA CUNHA
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| Banca |
- Cariane do Nascimento Pimentel
- Cristiane Fuzer
- Lindinalva Zagoto Fernandes
- Marcelo Saparas
- Sheyla Cristina Araujo Matoso
- Ulisses Tadeu Vaz de Oliveira
- Vanessa Hagemeyer Burgo
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| Resumo |
Crises econômicas, políticas e sociais impulsionam a migração e o deslocamento de muitos migrantes e refugiados em busca de melhores oportunidades e qualidade de vida em países diferentes de suas origens. No contexto brasileiro, um grande fluxo de migrantes venezuelanos tem sido registrado nas cidades de Boa Vista e Pacaraima (Roraima) nos últimos anos. Dentre tais indivíduos, crianças migrantes e refugiadas, frequentemente carecem de proteção adequada, acesso à educação e representação jurídica, devido a diversos motivos, entre os quais, enfocam-se ambiguidades na hermenêutica jurídica causadas pela linguagem nas leis de migração. Destarte, esta pesquisa se justifica pela necessidade de compreensão do amparo legal ao migrante – especialmente no que diz respeito ao acesso à educação, que é um princípio fundamental e constitucional no Brasil, e materializado na linguagem da legislação nacional, em todos os seus níveis. Assim, o presente estudo tem como objetivo identificar traços de bilinguismo, multilinguismo e a representação ideológica do migrante no discurso presente na legislação brasileira, com ênfase na orientação educacional e foco nas realidades de Boa Vista e Pacaraima (Roraima). Para compreender o texto inserido em seu contexto de uso, recorre-se à perspectiva Sistêmico-Funcional da linguagem (Halliday, 1994; Halliday; Mathiessen, 2014), que considera tanto o contexto cultural e ideológico quanto o contexto situacional como essenciais para a compreensão da linguagem. Além da Linguística Sistêmico-Funcional, para a análise da representação ideológica do migrante no arcabouço legal, utiliza-se da Teoria (sistema) da Avaliatividade (Martin, 2000), que trata da semântica da avaliação. Por fim, são considerados diversos estudos no escopo da Linguística Forense, uma vez que os fenômenos linguísticos influenciam e moldam as dinâmicas sociais, englobando o ordenamento jurídico, que estão ligadas ao conceito de norma do comportamento humano, à lei ética, moral ou humana. Metodologicamente, esta pesquisa é documental e exploratória, com o objetivo de selecionar as variáveis capazes de influenciar o estudo e adota uma abordagem crítica e diacrônica, de caráter indutivo e descritivo, para responder às perguntas norteadoras: como o arcabouço legal brasileiro considera o migrante, o bilinguismo e o multilinguismo em sua linguagem? e de que forma as escolhas léxico-gramaticais deste arcabouço jurídico afeta a representação ideológica do migrante nesse contexto, com ênfase na orientação educacional e foco nas realidades de Boa Vista e Pacaraima (Roraima)? Os resultados indicam que a Constituição Federal de 1988 oferece respaldo para que as leis infraconstitucionais, como a Lei de Migração (Lei nº 13.445, de 24 de maio de 2017), contemplem mecanismos interpretativos que garantam ao migrante o direito à diversidade linguística, à identidade cultural, e corroborem a superação da imagem estigmatizada do migrante prevalente no ordenamento jurídico brasileiro desde a vigência do Estatuto do Estrangeiro. Contudo, ainda são escassos os subsídios legais no campo da orientação educacional que abordem de forma eficaz o bilinguismo e o multilinguismo como políticas de inclusão linguística voltadas para os migrantes. Logo, essa ausência de políticas públicas claras e específicas para esse contexto de diversidade linguística e cultural dificulta, assim, a plena integração dos migrantes no sistema educacional. |
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| As unidades menores que a palavra em dicionários escolares de língua portuguesa: um estudo metalexicográfico |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
06/03/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Beatriz Aparecida Alencar
- Bruno Oliveira Maroneze
- Claudia Zavaglia
- Elizabete Aparecida Marques
- Ieda Maria Alves
- Odair Luiz Nadin da Silva
- Renato Rodrigues Pereira
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| Resumo |
O dicionário escolar é um importante material didático complementar porque proporciona, por meio do léxico da língua, além de registros linguísticos, dados culturais de uma sociedade, em cada período histórico, e, em conformidade com os objetivos da obra e as necessidades dos consulentes. O tratamento lexicográfico dado às “unidades menores que a palavra” (UMP) (Biderman, 2002; 2003; 2004) – elementos de composição, prefixos, sufixos – em dicionários de língua portuguesa, no entanto, nem sempre é homogêneo e didático. Por isso, justifica-se o desenvolvimento de uma pesquisa voltada para descrever e analisar alguns aspectos relevantes do registro lexicográfico para o aprendizado da língua materna em dicionários escolares, no caso deste estudo, as UMP. Outra possível justificativa é que, apesar dos muitos trabalhos voltados para a descrição crítica das obras lexicográficas no Brasil nos últimos anos, ainda há necessidade que se dê importância à prática metalexicográfica, a fim de que haja avanços na produção de melhores dicionários, ou ao aprimoramento dos existentes, especialmente aqueles voltados ao uso escolar. Para esta pesquisa, foram selecionadas as cinco obras direcionadas às séries finais do Ensino Fundamental (Bechara, 2011a; Ferreira, 2011; Geiger, 2011a; Ramos, 2011; Saraiva, 2010) e as quatro ao Ensino Médio (Bechara, 2011b; Borba, 2011; Geiger, 2011b; Houaiss, 2011), enviadas para as escolas pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD, 2012), como forma de identificar potencialidades e fragilidades relacionadas às necessidades do público-alvo dessas obras. Objetivou-se, para tanto, examinar como se dá o tratamento dessas unidades em dicionários escolares de tipos 3 e 4, com vistas a verificar se os registros das UMP são coerentes com os princípios da Lexicografia Pedagógica (LEXPED) e com as necessidades dos estudantes dessa etapa do ensino, como a linguagem acessível e se contemplam os conteúdos prescritos pelos documentos oficiais. Foram estabelecidos os seguintes objetivos específicos: i) verificar se há orientações sobre o tratamento lexicográfico referentes às UMP na front matter e se elas são apresentadas de forma didática para que os consulentes consigam compreender tanto seus sentidos e funções como o seu registro na macroestrutura das obras analisadas; ii) analisar como são os registros das UMP nos elementos constituintes da macroestrutura: a entrada com sua microestrutura, a middle matter e a medioestrutura; iii) examinar se na back matter há algum tipo de registro sobre as UMP que possam servir de apoio ao consulente; iv) identificar aspectos que eventualmente sejam proveitosos para a consulta e/ou aproveitáveis na elaboração das explicações sobre as UMP e/ou na construção dos verbetes nos dicionários escolares tipos 3 e 4; v) elaborar parâmetros para as informações dadas ao consulente na front matter, bem como de registro de verbetes, tanto em relação à entrada como a sua microestrutura que sirvam de aprimoramento para dicionários escolares dos tipos 3 e 4; vi) apresentar propostas de explicações na front matter e de verbetes com base nos parâmetros estabelecidos. Além disso, foram elaboradas algumas perguntas norteadoras: 1) Por que nos dicionários escolares devem ser registradas UMP e que benefício podem trazer para o consulente, sobretudo quanto ao desenvolvimento de sua competência linguística, se feito de maneira didática?; 2) Como são disponibilizados os registros das UMP tanto nos dicionários escolares, quanto nos gerais?; 3) Há diferença no tratamento dado pelos impressos e pelos on-line?; 4) Existem explicações acerca de UMP, na front matter dos escolares? São didáticas, condizentes com o nível escolar dos consulentes?; 5) As UMP estão inseridas na macroestrutura de todas as obras analisadas?; 6) As definições das UMP são registradas de forma didática? Se não, como poderiam ser registradas?; 7) Como se dá a exemplificação, bem como demais explicações das UMP? São suficientes e/ou adequadas? Se não, como podem ser aprimoradas? Para cumprir com os objetivos estipulados, foram adotados os subsequentes procedimentos metodológicos: i) na front matter, averiguação se as explicações sobre o tratamento lexicográfico dado às UMP são didáticas com o fim de que os consulentes consigam compreender, além da forma, como são registradas na macroestrutura; ii) quanto à macroestrutura, exame de como as UMP constam em cada dicionário, assim como os tipos de explicações disponíveis tanto na microestrutura, como na middle matter ou na medioestrutura; iii) verificação se, na back matter, há menção às UMP; iv) identificação de aspectos que eventualmente sejam proveitosos para a consulta e/ou aproveitáveis na elaboração das explicações sobre as UMP e/ou na construção dos verbetes nos dicionários escolares dos tipos 3 e 4; v) elaboração de parâmetros para as explicações da front matter e de verbete com UMP e que sejam adequados para dicionários escolares dos tipos 3 e 4; vi) apresentação de propostas de explicações na front matter e de verbetes com base nos parâmetros estabelecidos. Como pressupostos teóricos e metodológicos, orientou-se por epistemologias da Lexicografia e da LEXPED, em especial nas contribuições de Funtes Morán (1997), Biderman (1998; 2002; 2003; 2004), Hartmann (2001), Prado Aragonés (2005), Molina García (2006), Rodrigues-Pereira (2020) entre outros. Como conclusão, constata-se que, apesar dos aspectos positivos, há algumas fragilidades nas obras lexicográficas que fazem parte do corpus da pesquisa, as quais poderiam ser sanadas para que fiquem realmente didáticas no que concerne ao tratamento dado às UMP, a fim de que os consulentes consigam compreender tanto seus sentidos e funções como o seu registro na macroestrutura. Por esse motivo, foram elaborados parâmetros e propostas de explicações na front matter e de verbetes com o intuito de oferecer contribuições de aprimoramento aos dicionários escolares de tipos 3 e 4. |
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| PROPOSTAS DE LEITURAS LITERÁRIAS (FEMININA, INDÍGENA, AFRO-BRASILEIRA E LGBTQIA+) PARA A SALA DE AULA |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
27/02/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Ricardo Magalhaes Bulhoes
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Edilva Bandeira Sousa Antunes
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| Banca |
- Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira
- Guilherme Magri da Rocha
- João Adalberto Campato Junior
- Luís Carlos Alves de Melo
- Ricardo Magalhaes Bulhoes
- Sheyla Cristina Araujo Matoso
- Vanessa Hagemeyer Burgo
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| Resumo |
Este trabalho se propôs a desenvolver roteiros de atividades de leituras literárias para serem aplicadas em sala de aula para turmas de estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e 1ª série do Ensino Médio. As atividades abrangem leituras de variados textos literários de diferentes gêneros (contos, romances, relatos e poemas), sempre numa perspectiva intertextual, que considera o texto literário como objeto estético plurissignificativo, carregado das dimensões de linguagem, estruturas específicas de forma, conteúdo, contexto histórico e de produção. As leituras serão articuladas em atividades didáticas de leitura, que abordam diferentes situações práticas de leituras, tais como: oral, coletiva, individual, silenciosa e compartilhada. Sempre partindo dos textos literários de variados autores e autoras adequados para as turmas de 9º ano e 1ª série do Ensino Médio. O objetivo da pesquisa foi produzir material didático de atividades literárias que contribua para o enriquecimento das atividades que envolvem literatura em sala de aula. O aporte teórico teve como base metodológica a estrutura de leituras literárias propostas no Currículo Paulista e na BNCC, o modelo interacional que considera a leitura literária como resultado de uma integração profunda entre o texto e o leitor, o método recepcional, sistematizado pelas pesquisadoras e autoras Maria da Glória Bordini e Vera Teixeira Aguiar na obra “Literatura: a formação do leitor – alternativas metodológicas” (1993) e letramento literário, método proposto por Rildo Cosson na obra “Letramento Literário: teoria e prática” (2014). Neste trabalho consta dezesseis atividades de leituras literárias, sendo quatro de cada uma das vertentes literárias propostas (feminina, indígena, afro-brasileira e LGBTQIA+), cada uma estudada e analisada por suas próprias características e no entanto, inseridas na perspectiva de textos da literatura brasileira. O resultado esperado é a ampliação do repertório de leituras literárias dos estudantes e desenvolvimento das competências leitora e escritora.
PALAVRAS-CHAVE: Leitura; Literaturas; Resistência; Reexistência |
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| As preposições no par de línguas português/espanhol: proposta de verbete bilíngue contrativo |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
25/10/2024 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- CAROLINE EMANUELE DE OLIVEIRA BORSALLI
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| Banca |
- Ana Paula Tribesse Patrício Dargel
- Aparecida Negri Isquerdo
- Beatriz Aparecida Alencar
- Elizabete Aparecida Marques
- Odair Luiz Nadin da Silva
- Regiani Aparecida Santos Zacarias
- Renato Rodrigues Pereira
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| Resumo |
Nesta pesquisa, apresentamos uma proposta de verbete de preposição bilíngue contrastivo no par de línguas português/espanhol. Justifica-se a necessidade desta pesquisa pela ausência de materiais desse tipo tanto na língua portuguesa quanto na espanhola, visto que os dicionários especiais de preposições partem da regência verbal ou nominal e não da preposição como palavra-entrada. Considerando as informações que podem ser registradas em todas as partes que compõem a hiperestrutura de um dicionário, orientamos nossa análise pelas seguintes questões norteadoras: i) como as preposições são registradas nos repertórios lexicográficos escolhidos para serem analisados? ii) há coerência entre as informações da front matter e os registros na word list (macroestrutura) das obras? iii) no caso dos dicionários bilíngues, além da equivalência, há exemplos de uso, registros na middle matter ou mesmo informações contrastivas em ambos os idiomas? A partir dos questionamentos apontados, a seguinte hipótese foi levantada: os dicionários bilíngues português/espanhol e espanhol/português, assim como os de preposições não contemplam informações contrastivas sobre os usos das preposições nesse par de língua. Assim, estabelecemos como objetivo geral elaborar um protótipo de verbete de preposição bilíngue contrastivo, tomando a preposição como palavra-entrada e tendo como público-alvo brasileiros aprendizes de espanhol como língua estrangeira (ELE), nos níveis básico e intermediário; e como objetivos específicos: i) discorrer sobre o desenvolvimento da competência comunicativa, com foco na competência léxico-gramatical; ii) apresentar os princípios teóricos e metodológicos da Lexicografia Pedagógica, da Lexicografia Bilíngue e da Lexicografia Bilíngue Contrastiva que alicerçam nossa proposta lexicográfica; iii) verificar como ocorre o tratamento das preposições em dicionários bilíngues espanhol/português e português/espanhol, dicionários monolíngues pedagógicos e gerais das línguas espanhola e portuguesa, bem como dicionários especiais de preposição da língua espanhola com o propósito de evidenciar potencialidades e fragilidades relacionadas ao registro lexicográfico dessas unidades da língua; iv) buscar, por meio da análise do tratamento lexicográfico de preposições nos dicionários bilíngues, monolíngues e de preposição, modelos que possam servir de orientação no processo de elaboração do protótipo de verbete almejado nesta tese. A pesquisa foi conduzida com base nos princípios teóricos e metodológicos da Lexicografia Pedagógica, da Lexicografia Bilíngue, da Lexicografia Bilíngue Contrastiva, assim como nos referentes à Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas. Para responder os questionamentos levantados e cumprir com os objetivos apresentados, analisamos sete dicionários bilíngues nas duas direções, espanhol/português e português/espanhol, quatro monolíngues pedagógicos, quatro monolíngues gerais e dois de preposição apenas da língua espanhola. À luz do estudo desenvolvido, apontamos que grande parte das obras analisadas não contemplam informações sobre as preposições na front matter ou back matter, apenas em na word list e que vários dos verbetes analisados propõem apenas a equivalência da preposição, sem exemplos de uso ou informações contrastivas. Além disso, verificamos que os dicionários de preposição partem do verbo, do substantivo, do adjetivo ou do advérbio como palavra-entrada. Diante do averiguado, aspiramos que o resultado desta pesquisa possa somar às pesquisas metalexicográficas que tem sido realizadas em diferentes contextos acadêmicos e, consequentemente, sirva como base para a elaboração e/ou reorganização de repertórios lexicográficos destinados a aprendizes de espanhol como língua estrangeira.
Palavras-chave: Verbete de Preposição Bilíngue Contrastivo; Lexicografia Pedagógica; Lexicografia Bilíngue Contrastiva; Competência Léxico-Gramatical.
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| O SISTEMA POÉTICO PRIMITIVISTA DE MANOEL DE BARROS |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/08/2024 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Kelcilene Gracia Rodrigues
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Carlos Eduardo de Araujo Placido
- Kelcilene Gracia Rodrigues
- Marcos Rogerio Heck Dorneles
- Maria Adelia Menegazzo
- NISMÁRIA ALVES DAVID
- Waleska Rodrigues de Matos Oliveira Martins
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| Resumo |
A obra de Manoel de Barros ocupa um lugar singular na literatura brasileira contemporânea, oferecendo uma excursão poética ao Pantanal. Esta tese explora o Sistema Poético Primitivista de Barros, um conjunto de princípios e práticas poéticas que estruturam sua obra. Utilizando o Livro de pré-coisas como objeto de estudo, observa-se a interdependência entre tempo, espaço e personagens, bem como uma simbiose entre memória e imaginação. Com base na filosofia de Giambattista Vico, que vê a poesia como uma forma primitiva de linguagem, analisa-se como Barros emprega esses elementos para recriar um mundo natural mítico e atemporal. No primeiro capítulo, define-se o primitivismo na obra de Barros, abordando sua relação com a natureza. No segundo capítulo, desenvolve-se o conceito de Sistema Poético Primitivista, fundamentado nas ideias de Vico. No terceiro capítulo, foca-se no Livro de pré-coisas e na figura de Bernardo da Mata, o alter ego do poeta, o qual sintetiza a unidade entre homem e natureza. Conclui-se que a poesia de Barros, permeada por suas experiências de vida, atua como uma forma de autoficção, celebrando a linguagem, a memória e a imaginação, e propondo uma nova maneira de habitar e interagir com o mundo.
Palavras-chave: Manoel de Barros; Sistema Poético Primitivista; Livro de pré-coisas. |
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| Música em Mato Grosso do Sul: territórios, povos e narrativas nas canções de Paulo Simões e parceiros (1960 – 1990) |
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| Curso |
Doutorado em Letras |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/08/2024 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Claudete Cameschi de Souza
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| Coorientador(es) |
- Fabricio Tetsuya Parreira Ono
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Claudete Cameschi de Souza
- Clemilton Pereira dos Santos
- Fabricio Tetsuya Parreira Ono
- Icleia Caires Moreira
- Kelcilene Gracia Rodrigues
- Maria Adelia Menegazzo
- Silvane Aparecida de Freitas
- Souzana Mizan
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| Resumo |
O objetivo geral desta tese é observar, identificar e problematizar os territórios, os povos, as narrativas e as culturas em/de Mato Grosso do Sul; e os objetivos específicos são refletir sobre os processos identificatórios sul-mato-grossenses a partir das músicas; registrar as formações discursivas e as regularidades presentes nas canções; e debater a história, memória e povos em/de Mato Grosso do Sul. Parto da hipótese que durante as décadas de 1960 a 1990, Paulo Simões e parceiros, motivados e inquietados pela divisão de Mato Grosso e criação de Mato Grosso do Sul, compuseram canções que possibilitam a construção cultural sul-mato-grossense. As questões que guiam meu gesto analítico se dividem entre se a construção cultural estaria situada no momento histórico-social da divisão do Mato Grosso Uno e se as músicas compostas nestas décadas são direcionadas a um público específico. Para alcançar os objetivos, questionar a hipótese e discutir as questões de pesquisa, vinculo-me à Análise do Discurso de linha francesa, assim como aos estudos da Geografia, Antropologia, História e Música, tendo a arqueogenealogia foucaultiana como norte para realizar os procedimentos teórico-metodológicos. Divido a tese em três partes, sendo que na Parte I apresento as condições de produção e os caminhos da cultura; na Parte II alinhavo os conceitos e os procedimentos metodológicos; por fim, na parte III procedo meu gesto analítico. A partir das escavações e das desestabilizações, identifiquei que as canções analisadas cantam os territórios, os povos, as narrativas e as culturas das mesorregiões dos Pantanais, Sudoeste e Centro Norte. Ainda que se ouça “cultura sul-mato-grossense”, observo que há vários processos identificatórios que constituem esta definição.
Palavras-chave: Discurso; Materialidade linguística; Processos identificatórios; Construção cultural. |
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