| O lugar da emoção na avaliação psicológica de dificuldade de aprendizagem: aberturas à perspectiva Histórico-Cultural |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
08/11/2013 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Heriel Adriano Barbosa da Luz
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| Banca |
- Alexandra Ayach Anache
- Gisele Toassa
- Inara Barbosa Leao
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| Resumo |
A presente pesquisa almejou apontar pistas à construção de um processo de Avaliação Psicológica Educacional referendada pelos pressupostos da Psicologia Histórico-Cultural, resgatando-se o conceito de emoção, como forma de problematizar o caráter ético e político que essa prática encerra. Nesse percurso, dois momentos marcaram essa investigação: o primeiro, onde foram revisadas e dirigidas críticas às formas tradicionais de AP que se fundamentam em um modelo médico-estatístico, em que se aplica a psicometria como ferramenta de padronização e controle; e o segundo, que a partir da migração dos problemas de aprendizagem das escolas para os centros de saúde, produziram-se novos modelos de AP. Destes destacaram-se três: o psicopedagógico clínico, o neurocognitivista e o da avaliação assistida. Embora surjam como alternativas ao modelo tradicional, estes subjazem em suas práticas e epistemologias, a concepção fragmentária e a-histórica do psiquismo. Essa constatação se deu mediante as análises pautadas no método do Materialismo Histórico e do Materialismo Dialético, fundamentos da Psicologia Histórico-Cultural, e desvelaram as contradições presentes nas AP, sobretudo no que concerne às relações cognoscitiva-afetiva e subjetiva-social e, ainda, ao lugar que o psicólogo ocupa em um campo onde as AP têm funcionado como encomendas de mercado. Acreditamos que por meio da emoção tomada em perspectiva histórico-cultural, seja possível criar novas possibilidades de investigação em AP e de transformação, tanto da prática do psicólogo como de seu compromisso ético-político. |
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| Arqueogenealogia da Orquestra Viver Bem |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
24/09/2013 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Antonio Carlos do Nascimento Osorio
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Antonio Carlos do Nascimento Osorio
- Neuza Maria de Fátima Guareschi
- Tiago Ravanello
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| Resumo |
O Ponto de Cultura Viver Bem! é um projeto social em Campo Grande (MS) que
oferece, entre outras atividades, aula de música clássica aos jovens do bairro Nova Lima.
A proposta foi investigar, nesse lócus, os processos de subjetivação e a
governamentalidade, considerando os jovens como sujeitos atores da resistência nas
relações de poder que o envolvem. Como procedimentos, realizamos análise foucaultiana
de práticas e discursos (arqueogenealogia) a partir do arquivo da instituição e de
entrevistas gravadas com os jovens. A seleção de enunciados para a análise foi
orientada, conforme propõe o autor, pela problematização sobre o objeto de pesquisa (a
instituição), considerado como performado por sujeitos, não como um objeto dado e
definido, mas cujas definições podem ser investigadas em sua proveniência de
acontecimentos, como resultado provisório e não definitivo das relações de poder. Foi
possível concluir que o envolvimento dos sujeitos no projeto social pode ser explicado
pelo recurso que eles podem fazer a um repertório de discursos conforme os movimentos
de resistência produzirem suas condutas; que as próprias práticas dos sujeitos compõem
a situação social de forma materialmente verificável; discursos governamentais se
utilizam das dispersões e disposições dos enunciados produzindo a norma que não
incidirá definitivamente sobre os sujeitos, mas que: no nível geral pode ser analisada em
suas regularidades, gerando o saber estatístico, que tem um uso de governo, uma
implicação no trato da população; no nível individual, se utiliza da disciplina para
produzir efeitos considerados úteis favorecendo a produção de uma subjetividade
ajustada, a partir de saberes táticos.
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| O campo amoroso e sua relação com a verdade nas teorias de Freud e Lacan |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
26/07/2013 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- David Victor Emmanuel Tauro
- Tiago Ravanello
- Vera Maria Pollo Flores
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| Resumo |
O presente texto visa abordar o amor na teoria freudiana e lacaniana, sustentando a hipótese
de que este pode ser defendido segundo o axioma lacaniano do inconsciente estruturado como
uma linguagem. Assim, percorremos algumas das diferentes formas de aparição do conceito
de amor na teoria freudiana e lacaniana e suas relações com os conceitos de transferência,
processos econômicos, pulsão, narcisismo, sexualidade, metáfora, desejo, com o intuito de
apontar sua estrutura enquanto campo de fenômeno com aproximações e afastamentos frente
a estes conceitos. Mesmo levando em consideração a importância do amor nas teorias de
Freud e de Lacan, nossa hipótese é que o estatuto conceitual do amor ficou em aberto, e para
retomá-lo, utilizaremos a verdade como fio condutor de nosso tema. Deste modo, entendemos
que o amor em psicanálise, não poderia ser tomado de forma isolada, mas sim, só poderíamos
discorrer sobre o mesmo, levando em consideração uma rede conceitual na qual ele está
inserido, isto é, suas relações com a sexualidade, pulsão, desejo e gozo. Nas categorias de
estudo do tema empregadas no trabalho ressaltamos a presença da correlação entre amor, falta
e significante e por consequência, a verdade, como uma espécie de denominador comum.
Assim, conforme concluiremos, Lacan não descarta a soberania da linguagem ao final de seu
ensino e, nesse sentido, a torna resposta a uma utilização de cunho naturalista. Com base
nessa abordagem, encontramos correlações entre a concepção de amor e de verdade estudadas
por Freud e Lacan, na medida em que há efeitos recíprocos na constituição de um fenômeno
no outro.
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| O conceito de angústia nas teorias de Freud e Lacan e suas relações com a linguagem |
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| Curso |
Mestrado em Psicologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
25/07/2013 |
| Área |
PSICOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alexandra Ayach Anache
- Christian Ingo Lenz Dunker
- David Victor Emmanuel Tauro
- Tiago Ravanello
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| Resumo |
Este trabalho sustenta a hipótese de que o conceito da angústia, assim como os demais conceitos da economia psíquica, podem ser abordados segundo o axioma lacaniano do inconsciente estruturado como uma linguagem. Com este intuito, percorremos as duas teorias freudianas da angústia, a primeira como afeto transformado a partir do recalque, e a segunda, pertencente à segunda tópica, da angústia como sinal que aponta para o recalque, ou seja, como causa deste. Em seguida, destacamos a questão da tradução do termo Angst e propusemos algumas possíveis aproximações e afastamentos do conceito de angústia com as descrições de transtorno de ansiedade presentes no DSM-IV-TR e na CID 10, com o objetivo de apontar para um resquício da utilização da terminologia freudiana nos manuais, apesar de sua proposta universalizante e descritiva, sem o uso de referências teóricas diretas. Ao contrário do apagamento do sujeito proposto pelos manuais, temos as conceituações lacanianas sobre angústia, sobretudo a partir do Seminário 10, como constitutiva da estruturação do sujeito. Dentro desta perspectiva, destacamos alguns aspectos da abordagem da angústia na teoria lacaniana, tomando-a como um afeto que não engana, ou seja, como norteadora da ação do analista. Além disso, destacamos as relações do conceito de angústia e objeto a, e buscamos, a partir dos conceitos de discurso do analista, discutir a atuação do psicanalista frente à angústia e seu surgimento na clínica.
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