| Diversidade genética e sistema reprodutivo de populações naturais de Bromelia hieronymi Mez (Bromeliaceae) do Chaco úmido brasileiro |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/03/2016 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Fernanda Maria de Russo Godoy
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| Banca |
- Aline Pedroso Lorenz
- Andreia Carina Turchetto Zolet
- Clarisse Palma da Silva
- Gecele Matos Paggi
- Márcia Goetze
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| Resumo |
As bromélias são plantas típicas do Neotrópico, com distribuição geográfica desde os Estados Unidos da América (limite norte), até o norte da Patagônia, na Argentina (limite sul). Bromelia hieronymi Mez é uma bromélia estolonífera e fibrosa, que ocorre desde o Paraguai, Bolívia e nordeste da Argentina, em campos de vegetação xerofítica do Chaco semiárido, e em áreas de solo arenoso com pouca drenagem na região do Chaco úmido brasileiro, em Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul, local onde foi desenvolvido este estudo. As características ambientais desta região impõem às plantas severas condições de suprimento de água devido à pequena profundidade do substrato que, por sua vez, condiciona temperaturas elevadas e rápida evaporação. Neste trabalho nós tivemos como objetivo geral realizar um estudo sobre a diversidade genética, o fluxo gênico e o sistema reprodutivo de B. hieronymi. Para isso, foi amostrado e estudado um total de 109 indivíduos de duas populações naturais, distantes 30 km uma da outra. Para descrever a diversidade genética nós utilizamos marcadores de microssatélites nucleares e plastidiais descritos para outras espécies de Bromeliaceae, sendo cinco locos de microssatélites nuclear, e dois locos de microssatélite plastidial. Para o estudo do sistema reprodutivo foi avaliada a fertilidade natural e caracterizado o sistema de reprodução (sexuado e assexuado) preferencial da espécie através de observações e de experimentos de polinização. Os resultados de diversidade genética revelaram índices de heterozigosidade semelhantes aos encontrados para outras espécies de bromélias. Estes altos índices de diversidade genética foram observados nas duas populações de B. hieronymi, tanto com marcadores de microssatélite nuclear (HO = 0,585 e HO = 0,423) como, também, plastidial (HE = 0,833 e HE = 0,781; e 9 haplótipos). As populações de B. hieronymi apresentaram uma estruturação moderada (FST = 0,075), com um número de migrantes de 1,519 indivíduos por geração, com maior proporção da variação genética devido a diferenças dentro das populações (92,47%), e a menor entre populações (7,52%) demostrando um moderado fluxo gênico entre as duas populações. A análise bayesiana revelou a presença de dois grupos genéticos (K = 2). As populações apresentaram desvios significativos do Equilíbrio de Hardy-Weinberg, com o coeficiente de endocruzamento (FIS) de 0,152. A taxa de fluxo de pólen em relação ao fluxo de semente mostrou um fluxo gênico mais eficiente via sementes apresentando um valor de -0,52. Os resultados de fertilidade natural mostraram que B. hieronymi possui um alto investimento na formação de flores (44 ± 16) e frutos (55 ± 9), mas moderada formação de sementes (11 ± 4). Bromelia hieronymi é alogâmica, auto-incompatível e partenocárpica. A espécie forma sementes férteis apenas por meio da xenogamia, necessitando obrigatoriamente de agentes externos para obter sucesso nos processos de polinização. A partenocarpia foi observada em taxas entre 13,5% e 100%, sua presença pode estar relacionada a estratégias de dispersão e a proteção contra predação das sementes. O sistema de cruzamento alógamo pode estar contribuindo, em longo prazo, para o fluxo gênico via sementes, observado entre as duas populações de B. hieronymi. A espécie é clonal e pode emitir por planta de um a três estolões aéreos ao mesmo tempo, que são responsáveis pela estratégia de crescimento e de ocupação do ambiente pela espécie. A combinação dos sistemas assexuado e sexuado poderia estar contribuindo, a curto e longo prazo, respectivamente, com os altos índices de diversidade genética observados. A alta diversidade genética observada em B. hieronymi é importante para a sobrevivência e manutenção das populações naturais da espécie em longo prazo, porém ainda são necessárias estratégias de conservação para evitar o aumento da diferenciação genética e conservar os altos índices de diversidade genética encontrados. |
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| ISOLAMENTO, CARACTERIZAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE BACTÉRIAS ENDOFÍTICAS E EPIFÍTICAS EM ESPÉCIES DE BROMELIACEAE DE BANCADAS LATERÍTICAS, CORUMBÁ, MATO GROSSO DO SUL |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/03/2016 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Thianny Fernanda Carrelo Viana
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| Banca |
- Adriana Ambrosini da Silveira
- Gecele Matos Paggi
- José Ivo Baldani
- Marcos Antônio Soares
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| Resumo |
A associação de bactérias com plantas é amplamente estudada em diferentes ambientes, principalmente com plantas cultivadas. Porém, é necessário buscar estudos que envolvam a associação de bactérias com plantas silvestres. Os objetivos do presente trabalho foram isolar, caracterizar e identificar bactérias associadas a bromélias de cangas, e correlacionar a diversidade de bactérias com as diferentes espécies de plantas, com as características do solo e com as diferentes populações amostradas. Foi realizada a coleta de raízes de Dyckia excelsa, Dyckia leptostachya e Deuterocohnia meziana em três populações distintas: Fazenda São João, Parque Municipal de Piraputangas, e Sítio Arqueológico Lajedo, em Corumbá, Mato Grosso do Sul, Brasil. Para contagem e isolamento das bactérias epifíticas, as raízes foram imergidas em frascos contendo tampão PBS e em seguida foram submetidos à agitação a 100rpm. As bactérias endofíticas foram contadas e isoladas após a desinfecção superficial dos tecidos e foram triturados em tampão PBS e submetidos a agitação constante a 150rpm. Posteriormente, ambas as amostras foram diluídas em tampão PBS e semeadas em placas de petri contendo meio TSA 4%, suplementado com um fungicida, incubadas a 28 ºC, e avaliadas após dois e oito dias de crescimento. As bactérias foram isoladas e caracterizadas considerando forma, borda, brilho, elevação, cor e tamanho. Os parâmetros morfológicos foram utilizados para análise de agrupamento usando o programa Past e o coeficiente de similaridade de Jaccard. As bactérias foram isoladas e purificadas para a análise de BOX-PCR, que consistiu da amplificação das regiões boxA, utilizando o primer A1R. Isolados representativos de cada padrão de banda e os que não tiveram seu DNA amplificado pela técnica, foram usados para o sequenciamento total da região 16S rDNA, utilizando os primers 27F e Amp2. A árvore filogenética foi construída utilizando o programa MEGA6 com o método Neighbor-Joining. Foram feitas análises de correlação para verificar a correlação da biodiversidade com as características do solo, com as espécies vegetais e com o tamanho das ilhas de solo. O índice de Shannon-Wiener foi calculado para avalia a biodiversidade. Os resultados das características morfológicas mostraram que existe alta diversidade fenotípica em sistemas radiculares que foi confirmada através da técnica de BOX-PCR, a qual mostrou variabilidade intragenérica e intraespecífica nas bactérias isoladas das bromélias. Os resultados do sequenciamento mostraram que o gênero Bacillus (54%) foi o mais representativo dentre as sequências obtidas, seguido pelo gênero Alcaligenes, Lysinibacillus e Paenibacillus. Os resultados de correlação mostraram uma correlação positiva da biodiversidade bacteriana com algumas características físico-químicas do solo: ferro, fósforo e argila. O índice de Shannon-Wiener mostrou que existe uma diversidade moderada de bactérias de acordo com as populações de bromélias amostradas. Alguns trabalhos relataram também um grande número de bactérias identificadas com o gênero Bacillus em ambientes semelhantes a cangas. Este gênero possui adaptações para sobrevivência em ambientes hostis, como, por exemplo, a produção de endósporos, capacitando-o para sobreviver em ambientes com mudanças dramáticas de temperatura. As análises de BOX-PCR corroboram com os dados do sequenciamento, porém, diferente do BOX-PCR, o sequenciamento não consegue diferenciar estirpes. |
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| Ecologia reprodutiva de Deuterocohnia meziana Kuntz ex Mez (Bromeliaceae), Corumbá, MS |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/03/2016 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Kelly Conceição Rondon de Arruda
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| Banca |
- Gecele Matos Paggi
- Isabela Galarda Varassin
- Leticia Couto Garcia Ribeiro
- Mauricio Lenzi
- Vinícius Lourenço Garcia de Brito
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| Resumo |
Deuterocohnia meziana Kuntze ex Mez pertence à família Bromeliaceae e à subfamília Pitcairnioideae. A espécie ocorre em Corumbá, Mato Grosso do Sul, em áreas próximas a Morraria do Urucum, formadas por bancadas lateríticas (“cangas”), as quais possuem uma grande importância tanto pelo seu caráter insular quanto pela escassez de informações sobre este bioma particular. O objetivo deste estudo foi investigar a ecologia reprodutiva (fenologia, biologia floral, sistema preferencial de reprodução e interações com a fauna polinizadora) de uma população natural de D. meziana de cangas em Corumbá, Mato Grosso do Sul, Brasil. A coleta de dados foi realizada em uma população natural localizada em uma bancada laterítica do Parque Natural Municipal de Piraputangas, distante 25 quilômetros da área urbana de Corumbá-MS. A fenologia foi avaliada no período de 13 meses, de Março de 2015 a Março de 2016. As características florais, produção de néctar e os visitantes florais foram estudados e para caracterizar o sistema reprodutivo foram conduzidos cinco tratamentos de polinização. D. meziana apresenta dois picos de floração, com padrão de floração contínuo ao longo do ano, facilitando a manutenção de seus agentes polinizadores. A espécie é xenogâmica e auto-incompatível, apresentando formação de frutos apenas no teste de polinização cruzada e polinização livre. A auto-incompatibilidade apresentada pela espécie indica a necessidade de grãos de pólen exógenos e da ação de polinizadores para que ocorra a formação de frutos através de fecundação cruzada. Após o período reprodutivo sexual, a espécie investe na reprodução assexuada com a produção de brotos (clones). O estigma encontra-se receptivo durante a antese e os grãos de pólen apresentaram alta viabilidade. A espécie apresenta dois tipos de inflorescência, jovem e perene, foram observadas médias de 13,1 ± 15,0 flores abertas por dia nas inflorescências jovens, e de 3,6 ± 3,5 nas inflorescências perenes. D. meziana produz maior quantidade de néctar no período matutino, com características de volume e concentração de açúcar que permitem classificar a espécie como generalista, sendo uma flor ornitófila, visitada também por abelhas. Os seguintes polinizadores foram observados: Beija-flores da família Trochilidae: Chlorostilbon lucidus e Hylocharis chrysura; abelhas da família Apidae: Apis mellifera e Bombus morio. Também foi observada a liberação de néctar extrafloral em botões florais e na corola das flores em antese, o que foi correlacionado com a presença de visitantes florais de espécies de formigas das famílias Pieridae e Formicidae. |
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| PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO DE FIBRAS GELATINOSAS EM ESPÉCIES DE DISTINTAS FAMÍLIAS E HABITATS |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
26/02/2016 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Aline Redondo Martins
- Carmen Regina Marcati
- Edna Scremin Dias
- Erika Amano
- Mário Tommasiello Filho
- Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
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| Resumo |
As fibras gelatinosas são estruturas frequentemente ricas em alfa-celulose e vivas, apresentam paredes celulares espessas, pouca ou nenhuma lignina, nas camadas internas. Sendo que estas apresentam aparência translúcida e de conteúdo celulósico e hemicelulósico. São comumente encontradas em caules ou tecidos de torção (lenho de reação), contudo, ocorrem em sistemas subterrâneos ou em outros órgãos que não possuem lenho de torção. Estas fibras são comumente encontradas em espécies de ambientes xérico e apresentam função de sustentação ao estresse tensional reforçando a estrutura e estabilidade do órgão e podendo armazenar água. Contudo, acredita-se que a Camada-G das fibras gelatinosas varia quanto a composição, organização e estrutura entre as espécies, apresentando também arranjo variável entre as camadas de paredes presentes nas fibras. Alguns estudos recentes têm apresentado uma pequena deposição de lignina nesta camada, o que vêm sendo discutido nas últimas décadas. Foram coletadas 14 espécies no Pantanal, Cerrado e Chaco, analisando caule em crescimento primário e início do crescimento secundário, nervura mediana e pecíolo. O objetivo deste trabalho foi explorar a distribuição das fibras nos diferentes órgãos, a ocorrência de lignina na Camada-G em plantas de ambientes distintos e se existe diferença na Camada-G em espécies de ambientes distintos.O processamento do material foi feito através de técnicas usais em anatomia vegetal, os estudos anatômicos, com o auxílio de Microscopia Confocal (MC) e Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) para análises e documentação. As espécies estudadas apresentaram um padrão de distribuição em polos, uma grande quantidade de fibras gelatinosas e o lúmen da fibra é amplo. Pode-se concluir que as fibras gelatinosas possuem função de armazenar água e não são necessariamente relacionadas ao lenho de reação. Apresentando também uma diferença significativa entre as espécies quanto a deposição de lignina na Camada-G. |
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| Aspidosperma Mart. (Apocynaceae) no Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
25/02/2016 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- André Olmos Simões
- Angela Lucia Bagnatori Sartori
- Geraldo Alves Damasceno Junior
- Maria Ana Farinaccio
- Rosemeri Morokawa
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| Resumo |
Apocynaceae apresenta cerca de 5000 espécies em 400 gêneros entre lianas, árvores, arbustos e herbáceas, principalmente distribuídas nas regiões tropicais e subtropicais do mundo. O objetivo do presente estudo foi para contribuir no conhecimento das espécies de Aspidosperma que ocorrem no Estado de Mato Grosso do Sul. Para tal, foram realizadas 22 expedições para coleta das amostras, após os espécimes foram identificados e descritos com base em literaturas apropriadas e o trabalho está dividido em três capítulos.
No primeiro capítulo estão apresentados a descrição do gênero, chave da identificação de espécies de Aspidosperma no Mato Grosso do Sul, descrição morfológica, distribuição geográfica, floração e frutificação, comentários taxonômicos, status de conservação, são apresentadas as fotografias das espécies descritas e a distribuição geral das espécies do gênero que ocorrem no Estado de Mato Grosso do Sul em todo o Brasil.
No segundo capítulo estão apresentados a chave de identificação do ―complexo formado por: Aspidosperma flaviflorum Machate, A. gomezianum A.DC., A. quirandy Hassl. e A. tomentosum Mart.‖ no Brasil, apresentação de diagnoses, descrição do novo táxon do gênero, status de conservação, etimologia do epíteto específico, discussão sobre as espécies constituintes do ‖complexo‖ e a ilustração da espécie nova.
No terceiro e último capítulo estão apresentados guia do campo e mapa de distribuição das espécies de Aspidosperma no Estado de Mato Grosso do Sul.
Palavras-chave: Biodiversidade, flora, sistemática. |
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| ANÁLISE DA ESTRUTURA VEGETAL DE FRAGMENTOS DE CERRADO ATRAVÉS DE SENSORIAMENTO REMOTO |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
10/11/2015 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Cesar Claudio Caceres Encina
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| Banca |
- Alfredo Marcelo Grigio
- Antonio Conceicao Paranhos Filho
- Geraldo Alves Damasceno Junior
- Jose Marcato Junior
- Marco Antonio Diodato
- Roberto Macedo Gamarra
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| Resumo |
Com o desenvolvimento das sociedades a preservação do meio ambiente se torna imprescindível. A biodiversidade é um recurso que possui valor estratégico e está relacionada com a heterogeneidade territorial. A perda e a fragmentação dos habitats naturais constituem uma das maiores ameaças à biodiversidade provocando alterações de origem biótica e abiótica nos remanescentes. O Cerrado ocupava 23% do território brasileiro nos chapadões do planalto central. Estimativas apontam que o Cerrado será totalmente destruído no ano de 2030. A heterogeneidade ambiental contribui para a elevada riqueza de espécies e dentre os serviços ambientais que oferece se destaca a proteção aos recursos hídricos. O objetivo do trabalho consiste em analisar a estrutura da vegetação de fragmentos de Cerrado por meio de composição multitemporal aplicada em imagens de Índice de Vegetação por Diferença Normalizada e Índice de Umidade por Diferença Normalizada. Os dois índices foram calculados utilizando imagens Landsat de 1985 a 2015 e posteriormente foi gerada uma composição falsa-cor para detectar mudanças na cobertura vegetal. Foi possível detectar mudanças da cobertura vegetal e de umidade ao longo do tempo. A combinação falsa-cor multitemporal se mostrou uma maneira simples e rápida para se localizar os locais onde houve mudanças na cobertura vegetal. |
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| Leguminosae do Cacho: I. Papilionoideae do Brasil. II. Influência das Flutuações Climáticas do Quartenário em Leguminosae com áreas de endemismo no Cacho |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
29/09/2015 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
- Angela Lucia Bagnatori Sartori
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Thomaz Ricardo Favreto Sinani
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| Banca |
- Angela Lucia Bagnatori Sartori
- Elidiene Priscila Seleme
- Flavio Macedo Alves
- Marcelo Leandro Bueno
- Maria Ana Farinaccio
- Rubens Teixeira de Queiroz
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| Resumo |
Leguminosae é a terceira maior família de Angiospermas no mundo, constituída por cerca de 19.500 espécies e 751 gêneros distribuídos em três subfamílias. Papilionoideae é a maior subfamília e apresentando ampla distribuição em diversos ecossistemas, a exemplo do Chaco, uma das maiores unidades fitogeográficas da América do Sul. Estudos taxonômicos relacionados à Papilionoideae ainda são incipientes para o Chaco. Adicionalmente, estudos florísticos recentes em todo o Chaco, têm mostrado a grande representatividade e um potencial endemismo de táxons de Leguminosae, tais como Bauhinia hagenbeckii, Prosopis rubriflora e Muellera nudiflora, que podem elucidar as relações desta formação com as demais do continente americano, e subsidiar estudos de cunho biogeográfico. Uma das ferramentas utilizadas recentemente, e neste trabalho, é a modelagem preditiva de distribuição de espécies, que sugere a distribuição potencial de táxons através da associação da informação geográfica de pontos de ocorrência com variáveis ambientais, útil na indicação de áreas prioritárias à conservação. Este estudo teve como objetivos fornecer descrições, ilustrações, chave de identificação de Papilionoideae ocorrentes no Chaco brasileiro e utilizar a modelagem preditiva para o conhecimento da distribuição geográfica potencial de três espécies de Leguminosae endêmicas do Chaco. Confirmamos a ocorrência de 45 espécies de Papilionoideae, distribuídas em 21 gêneros. Espécies dos gêneros Muellera, Dolichopsis e Geoffroea, são exclusivas de áreas secas da América do Sul, enquanto Aeschynomene magna e Tephrosia cinerea fo. pseudo-adunca, consideradas endêmicas do Chaco, são novos registros para o Brasil. Na modelagem preditiva foram gerados modelos para explicar a influência das flutuações climáticas do Quaternário na distribuição de leguminosas com áreas de endemismo no Chaco. Os modelos sugeridos devem ser validados sobretudo para Bauhinia hagenbeckii e Muellera nudiflora. O histórico da distribuição relativo às três espécies sugere que tratam de táxons com interessante ocupação na diagonal das áreas secas. |
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| Delimitação taxonômica do gênero Rhabdadenia (Rhabdadenieae, Apocynaceae) com base em caracteres anatômicos e micromorfológicos |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/06/2015 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Andressa Pirolla de Souza
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| Banca |
- André Olmos Simões
- Danilo Muniz da Silva
- Edna Scremin Dias
- Maria Ana Farinaccio
- Rosemeri Morokawa
- Tatiana Ungaretti Paleo Konno
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| Resumo |
Rhabdadenia (Rhabdadenieae, Apocynaceae) apresenta três espécies, Rhabdadenia
biflora, Rhabdadenia madida e Rhabdadenia ragonesei. Apesar da recente revisão do
gênero, a grande semelhança entre as espécies, principalmente em relação aos órgãos
vegetativos e a coloração da flor têm dificultado a identificação dos espécimes. A
anatomia pode ser utilizada para solucionar diversos problemas taxonômicos,
possibilitando a delimitação dos táxons com base em caracteres diagnósticos. As
espécies de Rhabdadenia tiveram a anatomia foliar e caulinar investigadas com o
objetivo de levantar caracteres que auxiliem em sua identificação e também foi
analisado o numero cromossômico de Rhabdadenia madida. Os caracteres diagnósticos
que se revelaram úteis para a delimitação das espécies foram: distribuição dos estômatos
na face adaxial da folha, presença/ausência de papilas, contorno do bordo, formato do
feixe vascular foliar, número de camadas do parênquima paliçádico, contorno em seção
transversal do pecíolo e formato do feixe vascular do pecíolo. Os estudos anatômicos
possibilitaram a delimitação das espécies e dados obtidos resultaram na elaboração de
uma chave de identificação para as espécies de Rhabdadenia. Outra novidade para o
gênero é o numero cromossômico de Rhabdadenia madida, 2n=10. |
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| Quintais como espaços para conservação no Chaco |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
25/06/2015 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Angela Lucia Bagnatori Sartori
- Geraldo Alves Damasceno Junior
- Ieda Maria Bortolotto
- Maria Antônia Carniello
- Rafael Soares De Arruda
- Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
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| Resumo |
A etnobotânica estuda as relações entre os seres humanos e as plantas e esses estudos são de fundamental importância para a conservação da biodiversidade. O Chaco brasileiro ocupa uma pequena área ao sul do Pantanal e tem espécies que não ocorrem em outras regiões do país, mas ainda é pouco estudado. A presente pesquisa teve como objetivo avaliar a importância dos quintais para a conservação de espécies de plantas do Chaco. Para essa avaliação foi feitos estudos florísticos e fitossociológicos associados a um estudo etnobotânico. Com base num mapa da área urbana do município, foram selecionados aleatoriamente 50 quintais da área urbana do município onde foram coletadas, identificadas e fotografadas todas as plantas encontradas no período de Dezembro 2013 á Abril de 2015, incluindo todos os hábitos de crescimento. Foram amostrados todos os indivíduos arbóreos com perímetro a altura do peito igual ou maior que 10 cm em 48 quintais. Foram estimadas a densidade, frequência, dominância e o valor de importância. Foram feitas entrevistas semiestruturadas a a um morador em cada residência associada aos quintais selecionados. As plantas coletadas para o estudo florístico e as citadas nas entrevistas para o estudo etnobotânico foram identificadas e incorporadas ao Herbário da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CGMS). Para o estudo florístico foram coletados 1.111 indivíduos, distribuídas em 196 espécies, 159 gêneros pertencentes a 66 famílias botânicas. As famílias que apresentaram maior riqueza de espécies foram: Fabaceae e Rutaceae (13 cada), Lamiaceae (12), Euphorbiaceae (9), Araceae (8), Apocynaceae, Asteraceae e Poaceae (7 cada) e Solanaceae (6). Os quintais de Porto Murtinho possuem 93 espécies nativas com ocorrência no estado de Mato Grosso do Sul. Dentre essas 20 espécies, ocorrem no Chaco. A riqueza de plantas lenhosas foi de 69 espécies, das quais 16 são nativas. A densidade encontrada foi de 528 indivíduos. Os entrevistados citaram usos para 188 espécies distribuídas em 152 gêneros pertencentes a 64 famílias. Os informantes citaram 08 categorias de uso: ornamental, medicinal, alimentícia, sombra, mística, artesanato, pesca, construção. A categoria ornamental foi a mais representativa em número de espécies. As plantas com maior valor de uso pelos entrevistados foram: Citrus paradisi (0,80), Plectrantus barbatus (0,56), Psidium guajava (0,50), Mangifera indica (0,46), Malpighia emarginata (0,36), Pluchea sagittalis (0,34), Chenopodium ambrosoides (0,32), Copernicia alba (0,26), indicando que as plantas mais utilizadas pelos moradores estão associados ao uso alimentício e medicinal. A área estudada possui uma alta riqueza de espécies exóticas e nativas, inclusive arbóreas, e grande diversidade florística, possuindo 47,4% de espécies nativas que ocorrem no Estado de Mato Grosso do Sul, podendo assim ser considerado importante para a conservação dessas espécies. |
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| VARIAÇÃO EM TRAÇOS FUNCIONAIS E INTERPRETAÇÕES ECOLÓGICAS DA MORFOANATOMIA FOLIAR DE ESPÉCIES DE DIFERENTES HÁBITOS DO CHACO |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
25/06/2015 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Angela Lucia Bagnatori Sartori
- Cristiano Medri
- Danilo Muniz da Silva
- Davi Rodrigo Rossatto
- Edna Scremin Dias
- Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
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| Resumo |
Os traços foliares podem indicar o quanto às plantas estão adaptadas a ambientes secos e/ou sazonalmente com déficit hídrico (plantas xeromorfas e/ou xerófilas). Estômatos dispostos em depressões, posicionando-se abaixo da superfície da epiderme, tricomas numerosos, presença de hipoderme e de parênquima aquífero, células com paredes espessas e lignificadas, tanto ao redor das unidades vasculares quanto em outras regiões do mesofilo, e redução na espessura do mesofilo e da lâmina foliar, decorrentes de redução no número de estratos celulares ou diminuição dos espaços intercelulares são características descritas como eficientes em evitar a perda d´água durante o déficit hídrico do ambiente. Neste trabalho é descrita a morfoanatomia de dezesseis espécies, de quatro hábitos de crescimento, discorrendo sobre as possíveis adaptações ao ambiente semi-árido do Chaco, e avaliado se estes atributos são preditores para separar formas de vida e indicar esclerofilia. Foram analisados traços qualitativos e quantitativos da anatomia foliar das espécies, com ênfase em traços de possível adaptação ao ambiente semi-árido. A comparação dos traços analisados entre as espécies nos possibilitou separá-las em dois grupos, um com plantas lenhosas (árvores e arbustos) que compartilham características escleromórficas, e outro com as herbáceas (ervas e trepadeiras) que compartilham características mesomórficas. Conclui-se que as características morfoanatômicas analisadas foram eficientes para indicar esclerofilia, mas não para separar formas de vida, já que para a maioria dos traços considerados, não houve clara separação entre os hábitos de crescimento. |
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| Composição do banco de sementes de floresta ripária com diferentes períodos pós-fogo, rio Paraguai, Pantanal, MS |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
15/05/2015 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Ademir Kleber Morbeck de Oliveira
- Letícia Couto Garcia
- Liana Baptista de Lima
- Marcelo Leandro Bueno
- Vinicius de Lima Dantas
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| Resumo |
O fogo pode provocar [efeitos danosos] às plantas, que [permitem]??? a sua sobrevivência e ao sucesso reprodutivo. Por isso, um importante componente estrutural dos ecossistemas das áreas úmidas é o banco de sementes, que é a soma de sementes viáveis presentes, no solo. A nossa proposta foi determinar a diversidade florística do banco de sementes de uma floresta ripária no Pantanal. A amostragem foi realizada em outubro de 2013, estação seca, e outubro de 2014, estação chuvosa em dez pontos de coleta ao longo do rio Paraguai, em Corumbá, MS. As áreas de coletas foram determinadas em imagens de satélite os anos em que o [rio esteve com fogo]??? na floresta ripária, escolhendo-se dois sítios, queimada antiga (2010) e queimada recente (2013). Foram coletadas dez amostras de solo de 20x20x5cm, sendo cinco amostras com serapilheira e cinco amostras sem, em transectos de 20 m, totalizando 100 amostras, postas em bandejas no viveiro. A composição e abundância do banco de sementes do solo foram determinadas pelo método de emergência de plântulas, em 28 contagens. Foram registradas 7165 plântulas, em 25 famílias, 53 gêneros e 61 espécies, no banco de sementes do solo de um trecho de floresta ripária do rio Paraguai. As famílias com maior riqueza de espécies foram Fabaceae (8), Cyperaceae (7), Poaceae (7), Euphorbiaceae (5) e Onagraceae (5), estas famílias juntas representaram 53% das espécies identificadas. Já famílias Asteraceae (3), Malvaceae (3), Convolvulaceae (2), Lamiaceae (2), Plantaginaceae (2) e Polygonaceae (2) representaram 33% das espécies identificadas, e Amaranthaceae, Boraginaceae, Cucurbitaceae, Heliotropiaceae, Lythraceae, Melastomataceae, Pteridaceae, Solanaceae, Urticaceae e Vitaceae apenas por uma espécie cada. Os principais gêneros foram Cecropia, Cyperus, Ludwigia, Heminachene, Borreria e Randia representando (68,5%) do material identificado, as espécies com maior densidade foram Cyperus haspan L. Cecropia pachystachya Trécul, Borreria quadrifaria Cabral, Ludwigia decurrens Walter, and Randia armata (Sw.) DC. As informações obtidas poderão subsidiar a determinação de estratégias para conservação da floresta ripária do Pantanal. |
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| A interação entre inundação e fogo influência na estrutura da vegetação de capões no Pantanal |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
13/03/2015 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
- Geraldo Alves Damasceno Junior
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Angela Lucia Bagnatori Sartori
- Danilo Muniz da Silva
- Geraldo Alves Damasceno Junior
- Marcelo Leandro Bueno
- Pia Parolin
- Vinicius de Lima Dantas
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| Resumo |
Fatores abióticos como a inundação e o fogo podem ser considerados como filtros ambientais, podendo agir em conjunto, principalmente por meio da regulação do número de indivíduos e da composição de espécies. O objetivo do nosso trabalho foi investigar se o fogo e a inundação interagem influenciando na composição, riqueza, abundância e área basal da comunidade arbórea dos capões do Pantanal na sub-região do Abobral. Foram amostrados 12 capões não queimados e 12 queimados. Foram estabelecidos transectos perpendicularmente à borda e em direção ao centro do capão. Registramos a altura da marca da água deixada pela última enchente no tronco de cada indivíduo. A análise de espécies indicadoras mostrou espécies arbóreas características de áreas inundáveis queimadas e não queimadas, e não inundáveis queimadas e não queimadas dos capões. Ocorreu interação entre o fogo e inundação influenciando na riqueza e abundância. Nas áreas com histórico recente de fogo a riqueza e a abundância diminuem com o aumento dos níveis de inundação no gradiente. A área basal não foi influenciada pela inundação, fogo ou pela interação entre esses dois fatores. Nos capões que tiveram ocorrência de fogo o número de árvores mortas em pé aumentou tanto nas áreas inundáveis como nas não inundáveis. A densidade e dominância absolutas de Attalea phalerata aumentaram com o aumento do nível de inundação. A interação entre o fogo e inundação também aumentou a densidade e dominância relativas dessa espécie. Concluímos que a interação entre o fogo e inundação influenciou diminuindo a riqueza e abundância, atuando como um filtro duplo em sinergia e, ao contrário das nossas expectativas, não alterou a área basal. Essa interação favorece a espécie Attalea phalerata, aumentando sua abundância e área basal em áreas inundáveis, por outro lado em áreas não inundáveis a densidade da espécie decresce de acordo com a diminuição do gradiente de inundação e com a interação com o fogo. Ou seja, o fogo só promove a expansão e dominância dessa espécie quando em interação com o gradiente de inundação. Sem esse gradiente o fogo parece atuar inibindo a expansão da espécie. |
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| Adaptações estruturais em três espécies de Asteraceae do Chaco |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
13/03/2015 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Alexandre Ferraro Antunes
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| Banca |
- Aline Redondo Martins
- Angela Lucia Bagnatori Sartori
- Arnildo Pott
- Edna Scremin Dias
- Erika Amano
- Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
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| Resumo |
Áreas sazonalmente secas dos trópicos agrupam tipos de vegetação relacionados às flutuações climáticas, com estação seca bem definida de duração variável, determinando a fisionomia a partir de tipos vegetacionais, fator ocorrente para o Chaco (ou Gran-Chaco) na América do Sul. Esta região transicional entre o clima tropical para o temperado é representada pela ocorrência de florestas secas e semiáridas. No Brasil, está inserido na sub-região do Pantanal do Nabileque, Mato Grosso do Sul. A vegetação desse ambiente está submetida a um déficit hídrico considerável, fator que exerce influência seletiva no crescimento e estabelecimento de plantas, as quais desenvolveram estratégias adaptativas tanto para evitar quanto para tolerar esta condição. Acredita-se que espécies de Asteraceae presentes na porção brasileira do Chaco possuam características que refletem adaptações a esse ambiente. Foram selecionadas três espécies dessa família, que compõem o estrato herbáceo-subarbustivo dessa região, Pterocaulon purpurascens Malme, Wedelia trichostephia DC., e Pectis gardneri Baker, a fim de avaliar o caráter adaptativo de seus órgãos e componentes celulares, com ênfase na interpretação de suas formas de resistência àquele ambiente. Análises anatômicas, histoquímicas e de micromorfologia foram conduzidas com folhas e sistemas subterrâneos especializados. Das três espécies, P. purpurascens e W. trichostephia apresentam xilopódio como sistema subterrâneo de resistência, caracterizado pela formação de gemas endógenas e autoenxertia de eixos caulinares, enquanto P. gardneri apresenta uma raiz tuberosa. Morfologicamente, os sistemas subterrâneos das três espécies são espessados e apresentam raízes laterais ao longo de sua extensão, com a ocorrência de saliências globosas dispostas em fileiras longitudinais em P. gardneri. Os dois tipos de sistemas subterrâneos de resistência identificados para as espécies apresentam pequena extensão de periderme e parênquima cortical, com aerênquima esquizógeno ocorrendo em P. purpurascens. Além disso, apresentam células aquíferas nos raios parenquimáticos do floema e xilema secundários, placas de perfuração simples, vasos solitários ou agrupados, pequenos e numerosos por mm² e, em W. trichostephia, anéis sazonais. As folhas das três espécies possuem diferentes formatos no mesmo indivíduo, com bordos recurvados para a face abaxial em P. purpurascens e W. trichostephia, anfiestomáticas, com estômatos anomocíticos e cristas estomáticas evidentes. Ocorre epiderme unisseriada com ceras e ornamentações epicuticulares para as três espécies, além de estrias epicuticulares em W. trichostephia e P. gardneri. O mesofilo é dorsiventral e heterogêneo em P. purpurscens e W. trichostephia, células aquíferas de grande volume são visualizadas no parênquima paliçádico de P. purpurascens. Pectis gardneri apresenta anatomia Kranz e bolsas secretoras esquizolisógenas. Pterocaulon purpurascens apresenta tricomas secretores em sulcos na epiderme e tricomas tectores em grande quantidade na face abaxial; W. trichostephia apresenta longos tricomas multisseriados, com ápice afilado e base secretora oblonga; Pectis gardneri possui cerdas na base das folhas, sem função secretora, porém com estômatos. As espécies analisadas exibem adaptações ao déficit hídrico – tanto para as folhas quanto para o sistema subterrâneo –, característico para a vegetação do Chaco, que aparentemente evitam a perda excessiva de água, facilitanto sua captação e manutenção, garantindo a sobrevivência dessas espécies em períodos de estresse ambiental e fisiológico. |
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| Análise do Perfil Transcricional de Genes Responsivos ao Alumínio Tóxico em Raízes de Urochloa decumbens (Stapf) R.D. Webster |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
13/03/2015 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Bruno Ferreira dos Santos
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| Banca |
- Anna Beatriz Robottom Ferreira
- Cacilda Borges Do Valle
- Hugo Bruno Correa Molinari
- Liana Baptista de Lima
- Lucinete Regina Colombo
- Valdemir Antônio Laura
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| Resumo |
No Brasil, a pecuária bovina de corte e leite é realizada basicamente a pasto, o que confere um diferencial no custo e na qualidade sanitária do produto nacional. Entre as cultivares forrageiras mais utilizadas na produção animal, Urochloa decumbens cv. Basilisk merece destaque pela alta adaptabilidade aos solos ácidos, ricos em alumínio e pobres em nutrientes. O alumínio em solos ácidos assume sua forma mais tóxica (Al3+) que é o principal fator responsável pela baixa produtividade das plantas nesses solos. As plantas possuem basicamente dois tipos de mecanismos de tolerância ao alumínio tóxico (1) exclusão, que impedem a entrada de Al3+ na célula e (2) inativação, que imobilizam, compartimentalizam ou desintoxicam o Al3+ que penetrou no simplasto. Neste trabalho, foi gerado por RNA-seq um banco de dados de genes expressos em raízes de U. decumbens cv. Basilisk submetidas ou não submetidas ao estresse por Al3+, durante 8 horas. A partir desses dados foram selecionados genes diferencialmente expressos em resposta ao estresse como candidatos para análises do perfil de expressão por PCR quantitativo em tempo real (qPCR). Para tanto, também foram identificadas sequências de genes constitutivos para serem utilizados como genes referência nas reações. As análises foram feitas em dois genótipos de U. decumbens, um tolerante (cv. Basilisk) e outro sensível (D24/27), em diferentes tempos de exposição ao Al3+ (8, 24, 48 e 72 horas). Dos genes referência avaliados, o gene que codifica o RNA ribosomal 18S (18S rRNA) foi selecionado como normalizador para as análises de qPCR. Dos genes candidatos dois foram selecionados, o gene que codifica a enzima malato sintase (MS) e o gene ortólogo ao OsALS1 de arroz, que codifica um transportador ABC vacuolar ativado por alumínio. Ambos tiveram variação no perfil de expressão gênica nos dois genótipos de U. decumbens, sendo o primeiro mais expresso no genótipo tolerante e o segundo no genótipo sensível. Pode-se concluir que U. decumbens lança mão dos dois tipos de mecanismos de tolerância ao Al3+ e que a síntese de malato está relacionada com esta tolerância nessa espécie. |
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| Armazenamento de sementes de Myracrodruon urundeuva Allemão (Anacardiaceae) |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
18/06/2014 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Halisson Cesar Vinci Carlos
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| Banca |
- Arnildo Pott
- Edna Scremin Dias
- Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
- Tathiana Elisa Masetto
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| Resumo |
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| Monitoramento biológico de Trichoderma spp. monitorados por ensaios de atividade fungicida sobre Sclerotinia sclerotiorum |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
11/06/2014 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Adriano Afonso Spielmann
- Celso Dornelas Fernandes
- Maria Rita Marques
- Yvelise Maria Possiede
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| Resumo |
Os fungos do gênero Trichoderma são amplamente estudados como agentes de controlo biológico, com diferentes mecanismos de ação, como a interacção antagônica com outros fungos patogênicos ou contribuindo para o aumento e desenvolvimento da planta que abriga. Bioprospecção de metabólitos produzidos por espécies deste gênero tem sido o foco de muitos estudos por pesquisadores em várias partes do planeta, considerando-se que existem várias vantagens no controle biológico em relação ao produto, pois não polui, não desequilibra o meio ambiente ou deixa resíduos, é barato e fácil de aplicar. Além disso, os organismos endofíticos desenvolveram ao longo do tempo uma co-evolução com os seus hospedeiros, principalmente em vias metabólicas. Assim, nosso objetivo foi avaliar a interação de isolados de Trichoderma spp. do Pantanal e Cerrado contra Sclerotinia sclerotiorum, através do controle biológico. Ou seja, estes endofíticos foram avaliados quanto à sua capacidade em exercer a ação antagônica contra o fungo fitopatogênico e produção de metabólitos secundários biologicamente ativos. |
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| Galhas lenhosas caulinares em três espécies de Leguminosas do Chaco |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
02/06/2014 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Edna Scremin Dias
- Paulo Robson de Souza
- Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
- Rosy Mary dos Santos Isaias
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| Resumo |
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| Fenologia reprodutiva de Bromeliaceae e Cactaceae em Chaco úmido brasileiro |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
06/05/2014 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Luan Marcell Mitsuo Arakaki
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| Banca |
- Adriana Takahasi
- Andrea Cardoso de Araujo
- Arnildo Pott
- Gecele Matos Paggi
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| Resumo |
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| Potencial de atividade alelopática de Urochloa brizantha a Urochloa decumbens |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/04/2014 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
- Marize Terezinha Lopes Pereira Peres
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Ana Paula Paniagua de Oliveira
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| Banca |
- Ana Carina da Silva Candido Seron
- Josimara Nolasco Rondon
- Marize Terezinha Lopes Pereira Peres
- Silvia Rahe Pereira
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| Resumo |
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| Variação temporal dos mecanismos de defesa contra herbivoria em Ipomoea carnea subsp. fistulosa |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Vegetal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
25/04/2014 |
| Área |
BIOLOGIA GERAL |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Milton Omar Córdova Neyra
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| Banca |
- José Roberto Trigo
- Josue Raizer
- Rafael Soares De Arruda
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| Resumo |
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