Mestrado em Biologia Vegetal

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TRABALHO Ações
AVALIAÇÃO DA CADEIA SOCIOPRODUTIVA DE Dipteryx alata Vogel (BARU) NO BRASIL.
Curso Mestrado em Biologia Vegetal
Tipo Dissertação
Data 17/12/2025
Área BIOLOGIA GERAL
Orientador(es)
  • Reinaldo Farias Paiva de Lucena
Coorientador(es)
  • Elizanilda Ramalho do Rêgo
Orientando(s)
  • JONATHAN ALOIS FERREIRA
Banca
  • Camilla Marques de Lucena
  • Ezequiel da Costa Ferreira
  • Geraldo Alves Damasceno Junior
  • Henrique Fernandes de Magalhaes
  • Reinaldo Farias Paiva de Lucena
  • Suellen da Silva Santos
Resumo O Cerrado é bioma brasileiro que possui uma grande riqueza em biodiversidade, composto não apenas por espécies que compõem a fauna e flora, nele ainda podemos encontrar uma grande riqueza cultural, devido as comunidades tradicionais com culturas distintas que habitam a região. O estudo biológico e integral no bioma é um dos pilares para sua preservação, onde o conhecimento desenvolvido e a valorização das plantas nativas, em
específico Dipteryx alata Vogel (Fabaceae), faz parte do longo processo de relação homemplanta, cuja suas utilidades estão intimamente relacionadas. Estudar a forma como essa espécie é utilizada economicamente e a sua cadeia socioprodutiva é fundamental, pois proporciona meios para atuar na sua preservação do meio. Dipteryx alata é uma espécie de angiosperma da família Fabaceae, nativa do cerrado brasileiro, que apresenta uma grande
distribuição geográfica, pode ser encontrada fazendo associação com outras formações vegetais. Na cadeia socioeconômica, essa espécie apresenta um grande rendimento para a bioeconomia, uma vez que suas sementes podem ser usadas para diversos fins na alimentação.Quando falamos em cadeia socioprodutiva de uma determinada espécie, devemos levar em conta todas as etapas que a mesma passa desde seu extrativismo até o
produtor final. É possível registrar o uso e manejo de espécies nativas no extrativismo, D. alata que apresenta alto valor nutritivo, econômico e diversas potencialidades. Diante do exposto, este trabalho tem por objetivo registrar os tipos atividades econômicas e manejo que estão sendo realizadas com o baru, avaliar as cadeias socioprodutivas da espécie de forma integral e analisar a diversidade econômica gerada e se estes usos são sustentáveis. Foi
realizado um levantamento bibliográfico da cadeia socioprodutiva do Baru e suas formas de uso em comunidades tradicionais (quilombolas e extrativistas), além de entrevistas a empórios de Campo Grande. Estudos voltados à bioeconomia e o potencial de uso de Dipteryx alata são recentes em comparação com outras espécies que possuem o mesmo potencial. Este estudo visa realizar uma revisão bibliográfica, ecológica e socioeconômica
da D. alata no cerrado, com objetivo de avaliar a perspectiva bioeconomia dessa espécie.
CADEIA PRODUTIVA DA GUAVIRA (Campomanesia spp. Ruiz & Pav.) EM BONITO, MATO GROSSO DO SUL
Curso Mestrado em Biologia Vegetal
Tipo Dissertação
Data 27/10/2025
Área BIOLOGIA GERAL
Orientador(es)
  • Reinaldo Farias Paiva de Lucena
Coorientador(es)
  • Andre dos Santos Souza
Orientando(s)
  • RONY MARCOS ALMEIDA BENITES
Banca
  • Camila Aoki
  • Claudia Andrea Lima Cardoso
  • Ezequiel da Costa Ferreira
  • Flavio Macedo Alves
  • Henrique Fernandes de Magalhaes
  • Reinaldo Farias Paiva de Lucena
Resumo Esta pesquisa buscou identificar os elos da cadeia produtiva, as práticas de manejo e os gargalos socioeconômicos que limitam o desenvolvimento sustentável da guavira (Campomanesia spp.) em Bonito, Mato Grosso do Sul em um contexto de sociobiodiversidade. A metodologia adotou um enfoque qualitativo-descritivo, utilizando amostragem tipo bola de neve, observação participante e entrevistas semi-estruturadas realizadas com 23 informantes, sendo 7 extrativistas do Assentamento Santa Lúcia e 16 comerciantes urbanos. Os resultados demonstram que o Grupo Produtivo de Mulheres Pé da Serra, do Assentamento Santa Lúcia, é o agente central da cadeia, atuando em múltiplas funções e utilizando o conhecimento ecológico tradicional para o aproveitamento integral do fruto, incluindo o uso da casca e semente como especiarias. Contudo, a cadeia é marcada por gargalos persistentes. O extrativismo é limitado pela sazonalidade da espécie (frutificação concentrada em três meses) e pela ausência de manejo organizado para cultivo em larga escala. No aspecto socioeconômico, a análise de precificação revelou uma distribuição desigual do valor agregado, com alta disparidade entre o preço de venda do extrativista e o preço final no varejo turístico. Concluímos que a sustentabilidade da cadeia depende da mitigação desses gargalos, sendo necessário o investimento em tecnologia de processamento (congelamento de polpa, por exemplo) e o fomento de práticas de manejo ativo que garantam a estabilidade da oferta. Os resultados fornecem subsídios técnicos para fortalecer a bioeconomia regional e garantir a justa distribuição de valor, consolidando o Assentamento Santa Lúcia como um modelo de desenvolvimento alternativo.
"Café de meia não deu nada, mas a macumba tem que dar”: Patrimônio Biocultural das plantas ritualísticas em terreiros de Umbanda em Campo Grande, Mato Grosso do Sul"
Curso Mestrado em Biologia Vegetal
Tipo Dissertação
Data 27/10/2025
Área BIOLOGIA GERAL
Orientador(es)
  • Reinaldo Farias Paiva de Lucena
Coorientador(es)
  • ERALDO MEDEIROS COSTA NETO
  • Andre dos Santos Souza
Orientando(s)
  • MATHEUS RAZZINI MACHADO
Banca
  • Camila Aoki
  • Camilla Marques de Lucena
  • Ezequiel da Costa Ferreira
  • Flavio Macedo Alves
  • Henrique Fernandes de Magalhaes
  • Reinaldo Farias Paiva de Lucena
Resumo A relação entre os seres humanos e as plantas atravessa séculos de interações culturais, alimentares e conservacionistas, sendo marcada pelo uso prático dos recursos vegetais. Em relação aos usos relacionados ao sagrado, eles manifestam-se de maneira mais expressiva nas religiões, que incorporam esses elementos da flora em seus rituais. O patrimônio biocultural reconhece que os saberes transmitidos por diferentes grupos sociais sobre a biodiversidade são parte integrante da sua identidade cultural e, ao mesmo tempo, contribuem para a conservação dos ecossistemas. Esse estudo realizou um levantamento das plantas utilizadas em terreiros de Umbanda, documentando o conhecimento etnobotânico associado a essas espécies, investigar o uso mágico-ritualístico, entender como o conhecimento sobre as plantas é transmitido e se esse conhecimento pode estar auxiliando na preservação ambiental. O levantamento registrou 98 espécies botânicas, indicando a riqueza do conhecimento em torno das práticas umbandistas; a principal categoria de uso mágico-ritualístico foi o descarrego (47 spp.), evidenciando que o uso mais comum dessas plantas é a limpeza energética e o equilíbrio espiritual. O cultivo dentro dos terreiros é a melhor forma de garantir a disponibilidade das plantas para o uso nos rituais e promover a conservação in situ, tornando um meio eficiente para preservação.
Estratégias adaptativas de plantas anfíbias à dinâmica hídrica do Pantanal e sua relação com a resistência ao fogo
Curso Mestrado em Biologia Vegetal
Tipo Dissertação
Data 27/08/2025
Área BIOLOGIA GERAL
Orientador(es)
  • Edna Scremin Dias
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • VINICIUS DE OLIVEIRA LEITE
    Banca
    • Angela Lucia Bagnatori Sartori
    • Edna Scremin Dias
    • Flavio Macedo Alves
    • Jane Rodrigues da Silva
    • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
    • Vanessa de Carvalho Harthman Silveira
    Resumo A cheia e a falta de água em períodos de seca expõem às plantas aquáticas e palustres à situações antagônicas – inundação, seca e fogo - ao longo de um ciclo sazonal do Pantanal. Importantes área sazonalmente alagável do Brasil, o Pantanal possui riqueza de espécies cuja história de vida está vinculada às oscilações de excesso e falta de d ́água. A anoxia no período de cheia podem induzir as plantas anfíbias a potencializarem o armazenamento de gases e, nos períodos de seca, as estratégias estruturais favorecem sua sustentação e o armazenamento de fotossíntatos. Sistemas subterrâneos gemíferos especializados podem compor as estratégias adaptativas daquelas plantas que podem perder suas partes aéreas e permanecem dormentes durante a seca, período em que pode haver a ocorrência de fogo nas áreas úmidas. Acreditamos que as características adaptativas das plantas anfíbias contra a seca, podem também protegê-las contra o fogo, que tem o intensificado no Pantanal. Analisamos comparativamente estruturas adaptativas de três espécies anfíbias submetidas à dois fatores antagônicos igualmente estressantes, o excesso e a falta de d ́água. Coletamos pelos menos três indivíduos das espécies Aeschynomene fluminensis, Aeschynomene cf. rudis e Discolobium pulchellum em áreas queimadas e não queimadas pós alagamento, e confeccionamos lâminas dos caules e das raízes. Nossos resultados evidenciaram que as espécies D. pulchellum, A. fluminensis e A. cf. rudis, possuem sistemas subterrâneos potencialmente gemífero, com as gemas surgindo na região de colo, raiz principal, laterais e plagiotrópicas; caules subterrâneos plagiotrópicos, também gemífero ocorrem nas três espécies. Houve pouca variação anatômica interespecífica nos caules e nas raízes, com maior variação entre as espécies dos dois gêneros estudados. O caule fistuloso das duas espécies de Aeschynomene, somado as raízes adventícias, podem suprir o déficit de gases durante o período de cheia. Neste período verificamos formação de aerênquima secundário e medula em D. pulchellum. Amido no córtex, nos parênquimas axial e radial do xilema e floema. Parênquima parasaval dos caules e das raízes, apresentaram maior concentração de amido, que pode suprir a necessidade energética para a brotação das gemas e manutenção do fluxo hídrico, nas três espécies. A presença de compostos fenólicos, fibras perivasculares e células volumosas que, aparentemente, armazenam água nos parênquimas do xilema e floema, compõem o aparato adaptativo contra a seca, o que pode favorecer também a proteção contra o fogo nestas espécies. Contudo, as partes aéreas de A. fluminensis são mais sensíveis ao fogo, provavelmente pela composição química e menor espessura da casa. As adaptações estruturais e histoquímicas ao alagamento e ao período de seca obtidos para as três espécies avaliadas de plantas anfíbias, são eficientes também para proteção contra as ações deletérias do fogo.
    "Modelagem e adequabilidade climática do clado ereta de Oxypetalum (Asclepiadoideae, Apocynaceae). "
    Curso Mestrado em Biologia Vegetal
    Tipo Dissertação
    Data 16/07/2025
    Área BIOLOGIA GERAL
    Orientador(es)
    • Maria Ana Farinaccio
    Coorientador(es)
    • Marcelo Leandro Bueno
    Orientando(s)
    • CARLOS ALEXANDRE DOS SANTOS TEIXEIRA
    Banca
    • Ana Carolina Devides Castello
    • Angela Lucia Bagnatori Sartori
    • Flavio Macedo Alves
    • HELDER NUNES MARCOS CANDIDO
    • LEONARDO MAURICI BORGES
    • Maria Ana Farinaccio
    Resumo Oxypetalum é um gênero neotropical da família Apocynaceae que possui uma filogenia bem resolvida, porém apresenta poucos estudos biogeográficos. Selecionamos um clado com nove espécies eretas de Oxypetalum, a partir de uma filogenia previamente publicada, com objetivo de analisar sua distribuição e adequabilidade climática no presente e, em projeções futuras frente às mudanças climáticas, por meio da modelagem preditiva. Os dados geográficos foram obtidos de plataformas digitais e acurados de modo a eliminar pontos duvidosos, duplicatas e centroides. A área de estudo foi delimitada como área total ao redor dos pontos de ocorrência. Os dados foram organizados em uma matriz para a criação dos modelos do presente e do futuro. Posteriormente, os modelos foram combinados com mapas de remanescentes de vegetação para identificar áreas acessíveis às espécies no futuro. Nossos resultados mostraram que o clado ocorre principalmente no Cerrado, chegando até a Bolívia, centro da Argentina e Uruguai. Porém, a maior adequabilidade climática observada para o presente está na região sul do Brasil, alcançando o sul do Paraguai, leste da Argentina e do Uruguai. No futuro, toda a região do Cerrado se torna inadequada climaticamente para o clado ereta. Áreas adequadas são limitadas ao sul do Brasil, incluindo grande parte de Santa Catarina, leste do Paraná e Rio Grande do Sul. Ao combinar os mapas de adequabilidade climática com os remanescentes de vegetação, percebemos que as áreas acessíveis são restritas às regiões de altitude no leste do Paraná e sul de Santa Catarina. Áreas estáveis permanecem principalmente no Rio Grande do Sul. Concluímos que, apesar da preferência pelo clado ereta por ambientes mais quentes e secos, o aumento de eventos extremos de calor e seca ocasionado pelas mudanças climáticas, força o clado a buscar por áreas mais úmidas no futuro, em busca de estabilidade climática.
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    "Traços funcionais associados à resistência ao fogo de duas palmeiras no Pantanal. "
    Curso Mestrado em Biologia Vegetal
    Tipo Dissertação
    Data 10/04/2025
    Área BIOLOGIA GERAL
    Orientador(es)
    • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
    Coorientador(es)
    • Maria Ana Farinaccio
    Orientando(s)
    • JOÃO MARCELO DE FIGUEIREDO BRAGA
    Banca
    • Edna Scremin Dias
    • Jane Rodrigues da Silva
    • TATIANE MARIA RODRIGUES
    • Wanderleia de Vargas
    • YVE CANAVEZE
    Resumo Attalea phalerata Mart. ex Spreng. e Copernicia alba Morong, pertencentes à família
    Arecaceae, popularmente conhecidas como “acuri” e “carandá”, respectivamente, que
    ocorrem predominantemente no continente Sul-Americano, no Brasil, compõem a paisagem
    do Pantanal. As espécies são utilizadas para paisagismo, fins alimentícios, industriais e
    desempenham importantes funções ecológicas. Ambas as espécies estão propensas aos dois
    fenômenos sazonais que caracterizam o Pantanal - a seca e a inundação. Attalea phalerata e
    Copernicia alba são afetadas pelos eventos de fogo, que ocorrem com maior fequência no
    período de estiagem. Observações em campo, mostram que indivíduos jovens ou adultos
    afetados por esse evento, permanecem vivos e em desenvolvimento. Com isso, o presente
    estudo teve como objetivo investigar a anatomia e fitoquímica da bainha foliar das espécies A.
    phalerata e C. alba. Buscamos caracteres micromoforlógicos e químicos na bainha de ambas
    as espécies, que possam estar relacionados com a sobrevivência desses indivíduos, já que as
    bainhas remanescentes e vivas recobrem o estipe destas palmeiras, sendo a primeira estrutura
    a entrar em contato com fogo.
    "Flora-MS: Lacunas de conhecimento do status de conservação da diversidade de espécies de plantas no Mato Grosso do Sul. "
    Curso Mestrado em Biologia Vegetal
    Tipo Dissertação
    Data 21/03/2025
    Área BIOLOGIA GERAL
    Orientador(es)
    • Marcelo Leandro Bueno
    Coorientador(es)
    • Arnildo Pott
    Orientando(s)
    • ELIANE VIEIRA
    Banca
    • Angela Lucia Bagnatori Sartori
    • Flavio Macedo Alves
    • Geraldo Alves Damasceno Junior
    • HELDER NUNES MARCOS CANDIDO
    • Marcelo Leandro Bueno
    • UBIRAJARA DE OLIVEIRA
    Resumo O estado de Mato Grosso do Sul, localizado no Centro-Oeste do Brasil, destaca-se por sua paisagem heterogênea e pela presença de biomas de extrema relevância para a conservação da flora brasileira, como o Pantanal, o Cerrado, a Mata Atlântica e os únicos remanescentes de Chaco do país. Diante da necessidade de reduzir lacunas de conhecimento sobre sua biodiversidade, este estudo investigou o esforço amostral, os principais centros de riqueza e endemismo de espécies de plantas vasculares no estado, avaliou o status de conservação das espécies segundo a IUCN e analisou a eficácia das áreas protegidas na conservação da biodiversidade. Para tanto, foram compilados dados de ocorrência de plantas vasculares a partir de bases de dados online, como SpeciesLink, Jabot e GBIF, utilizando grids de 10x10 km para calcular a riqueza de espécies e a distribuição de espécies ameaçadas. As análises foram realizadas no software Dinamica EGO plugin Biodinâmica. O banco de dados Flora-MS, resultante deste estudo, registrou a ocorrência de 7.457 espécies de plantas vasculares, abrangendo, 1575 gêneros e 221 famílias. Além disso, foram identificadas 329 espécies de samambaias e licófitas, além de cinco espécies de gimnospermas. A análise espacial revelou seis principais centros de biodiversidade no estado: (1) Campo Grande, que abriga extensas áreas de Cerrado e importantes instituições como a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e o herbário CGMS, que impulsionam os estudos sobre a biodiversidade local; (2) Corumbá, localizado no bioma Pantanal, com destaque para a unidade da UFMS e o herbário COR, e o Herbário CPAP da Embrapa Pantanal, unidades dentro de uma grande parte do bioma Pantanal possibilitam atividades contínuas na área; (3) Passo do Lontra, próxima à Base de Estudos do Pantanal da UFMS, local onde por muitos anos foram realizadas atividades de disciplina de campo e expedições científicas, tornando-se, assim, influente nos resultados de esforço amostral; (4) Serra da Bodoquena, áreas de muitos estudos e inventários florísticos, conhecida por sua alta diversidade vegetal; (5) Serra do Amolar, frequentemente explorada em expedições botânicas; e (6) Aquidauana, situada em uma região de transição entre Cerrado e Pantanal, com papel central desempenhado pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e outras instituições em expedições científicas. Este estudo evidencia a expressiva riqueza florística de Mato Grosso do Sul, fornecendo subsídios cruciais para a identificação de centros de riqueza de espécies, áreas de endemismo e lacunas no esforço amostral. Apesar de reconhecermos a existência de significativa da biodiversidade da flora sul-mato-grossense a grandes áreas de lacunas de conhecimento sobre a biodiversidade florística em Mato Grosso do Sul, os números apresentados são alarmantes. Os resultados reforçam a urgência de expandir e aprimorar a rede de Unidades de Conservação no estado, visando atingir as metas globais de conservação da biodiversidade e garantir a proteção efetiva de seus ecossistemas únicos e ameaçados.
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      "Biodiversity and conservation of tree species of a megadiverse South American region. "
      Curso Mestrado em Biologia Vegetal
      Tipo Dissertação
      Data 21/03/2025
      Área BIOLOGIA GERAL
      Orientador(es)
      • Marcelo Leandro Bueno
      Coorientador(es)
      • Vanessa Pontara
      Orientando(s)
      • IVAN JUSTINO DE FARIAS
      Banca
      • Arnildo Pott
      • Flavio Macedo Alves
      • Geraldo Alves Damasceno Junior
      • HELDER NUNES MARCOS CANDIDO
      • Marcelo Leandro Bueno
      • Vanessa Leite Rezende
      Resumo A biodiversidade vegetal está sob crescente ameaça devido à perda de habitat, mudanças no uso da terra e pressões climáticas, particularmente em regiões megadiversas como a Bacia do Prata (LPB). Aqui, apresentamos uma análise espacialmente explícita integrando métricas de diversidade taxonômica e filogenética para identificar pontos críticos de biodiversidade e lacunas de conservação para espécies de árvores em toda a LPB. Usando dados de ocorrência para espécies lenhosas e métricas incluindo riqueza de espécies (SR), diversidade filogenética (PD), tamanho do efeito padronizado de PD (ses.PD), distinção evolutiva (ED) e ED ponderada biogeograficamente (BED), mapeamos padrões de valor evolutivo e avaliamos seu alinhamento com áreas protegidas existentes. Nossos resultados revelam disparidades geográficas marcantes entre as métricas, com regiões da LPB oriental — altamente impactadas pela agricultura e urbanização — ainda retendo herança evolutiva significativa. Além disso, os Andes, Cerrado e Pantanal também surgiram como áreas-chave para conservação filogenética. No entanto, as áreas protegidas atuais não conseguem representar adequadamente esses pontos críticos, destacando lacunas urgentes de conservação. Enfatizamos a necessidade de estratégias espaciais direcionadas que integrem a história evolutiva e o planejamento do uso da terra para aumentar a eficácia das redes de conservação. Esta abordagem fornece uma estrutura abrangente para orientar a proteção da biodiversidade em paisagens tropicais sob rápida mudança antropogênica.
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        "Estruturas subterrâneas gemíferas em Mimosa spp. como estratégia adaptativa ao alagamento e ao fogo no Pantanal. "
        Curso Mestrado em Biologia Vegetal
        Tipo Dissertação
        Data 18/12/2024
        Área BIOLOGIA GERAL
        Orientador(es)
        • Edna Scremin Dias
        Coorientador(es)
        • Jane Rodrigues da Silva
        Orientando(s)
        • ALEXANDRE GUILLON VALDEZ MONTEIRO
        Banca
        • Alexandre Ferraro Antunes
        • Edna Scremin Dias
        • Geraldo Alves Damasceno Junior
        • Rosa Helena da Silva
        • Tamires Soares Yule
        • Zildamara dos Reis Holsback
        Resumo Espécies do gênero Mimosa persistem nos campos inundáveis do Pantanal, mesmo
        após o fogo e inundação. Um dos maiores gêneros da família Fabaceae, algumas espécies
        se propagam intensamente em períodos de seca no Pantanal, com algumas delas
        conhecidas como espinheiros, dentre elas, Mimosa pigra L., M. somnians Humb. &
        Bonpl. ex Willd, M. xanthocentra Mart. e M. weddelliana Benth. Aqui, avaliamos a
        capacidade de rebrota de espécies de Mimosa em experimento de alagamento e fogo.
        Além disso, examinamos a morfoanatomia dos órgãos subterrâneos destas espécies
        ocorrentes em campos alagáveis do Pantanal. Coletamos sistemas subterrâneos de 40
        indivíduos de cada espécie, e realizamos experimentos em casa de vegetação os
        tratamentos: controle, fogo e alagado 30 e 120 dias, com 10 indivíduos em cada
        tratamento. Para todos os tratamentos utilizamos solo coletado no Pantanal. Para o
        tratamento com fogo plantamos os sistemas subterrâneos em caixa de alumínio de 1,5 x
        1 m e para o tratamento controle e alagado, acondicionamos cada indivíduo em vasos
        plásticos. No teste de alagamento, os vasos foram submersos em uma caixa d’agua de 500
        l e, após os períodos de alagamento, transportamos os indivíduos para casa de vegetação
        e os acompanhamos por mais 120 dias, irrigados com aspersor por 10 minutos 2 vezes ao
        dia. Utilizamos serrapilheira para realizar a queima no tratamento com fogo. Aferimos a
        temperatura no nível e abaixo do solo antes e depois da queima, e acompanhamos os
        experimentos por 120 dias em casa de vegetação nas mesmas condições. Observamos o
        rebrotamento de gemas subterrâneas em até 10cm de profundidade nos tratamentos
        controle e fogo. Não houve rebrota nas plantas alagadas, exceto um indivíduo de M. pigra
        alagada por 30 dias, com rebrota a 4,30cm acima do nível do solo. Observamos estrutura
        caulinar no sistema subterrâneo destas espécies, variando do nível do solo até 5,5 cm
        abaixo dele. Detectamos amido, compostos fenólicos, lipídeos e fibras gelatinosas no
        xilema e floema secundário em todas as Mimosa sp. avaliadas. A rebrota por gemas
        subterrâenas é um traços funcional compartilhado pelas espécies estudadas de
        Mimosa. Nossos resultados experimentais demonstraram que os órgãos subterrâneos dos
        indivíduos testados mantem sua capacidade de rebrota após exposição ao fogo, sugerindo
        que o solo é um importante isolante térmico.
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          "Características reprodutivas de Pau-santo (Gonopterodendron sarmientoi (Lorentz ex Griseb.) A.C. Godoy-Bürki), uma espécie arbórea de uso cultural no Território Indígena Kadiwéu. "
          Curso Mestrado em Biologia Vegetal
          Tipo Dissertação
          Data 05/07/2024
          Área BIOLOGIA GERAL
          Orientador(es)
          • Leticia Couto Garcia Ribeiro
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • MIGUEL LUCAS MACHADO SILVA
            Banca
            • Arnildo Pott
            • FERNANDO AUGUSTO DE OLIVEIRA E SILVEIRA
            • Geraldo Alves Damasceno Junior
            • Leticia Couto Garcia Ribeiro
            • Luís Felipe Daibes de Andrade
            • SUELMA RIBEIRO SILVA
            Resumo Povos tradicionais, como povos indígenas, possuem vasto conhecimento sobre plantas úteis para
            diversos fins, inclusive para obtenção de renda, seja por meio de produtos alimentícios ou
            confecção de artesanatos típicos de sua cultura. Os Kadiwéus, por exemplo, que atualmente
            habitam o Território Indígena Kadiwéu, no ecótono entre os Biomas Cerrado e Pantanal, inseridos
            no Chaco, são conhecidos pela produção de peças de cerâmica tipicamente envernizadas com
            resina obtida a partir do lenho de Gonopterodendron sarmientoi (Zygophyllaceae), popularmente
            conhecida como pau-santo ou Guayacán ou Palo Santo ou Elegigo (em Mbaya/Kadiwéu). A
            espécie apresenta distribuição restrita a fragmentos de vegetação do Chaco, e é listada
            globalmente como ameaçada de extinção. Considerando o valor do pau-santo para manutenção
            de tradições culturais dos Kadiwéus, e a falta de conhecimento sobre o estado de conservação da
            espécie no território brasileiro, esforços para reprodução e propagação da espécie se fazem
            necessários, visando a sustentabilidade do extrativismo aliada a protocolos viáveis de restauração
            ecológica e a conservação da espécie. Neste sentido, estudos sobre aspectos reprodutivos
            (fenologia de floração e frutificação, e germinação de sementes), são imprescindíveis para o
            desenvolvimento de protocolos de coleta de sementes e produção de mudas para restauração
            ecológica. Todavia, o pau-santo carece de estudos, sobretudo em território brasileiro, onde a
            ocorrência da espécie é extremamente restrita e remota. Assim, neste estudo apresentamos dados
            preliminares sobre; (i) período de floração e frutificação de G. sarmientoi por meio da avaliação
            de exsicatas depositadas em coleções botânicas (herbários) e de indivíduos em campo; (ii)
            germinabilidade de sementes sob diferentes períodos de armazenamento; (iii) avaliação do
            crescimento inicial de plântulas sob diferentes condições de solo (e.g., substrato comercial
            (Carolina Soil®) contendo turfa, vermiculita expandida, calcário dolomítico e traços de
            fertilizante NPK, comparado a solo extraído do local de ocorrência de planta e teste posterior de
            adição de adubo orgânico do tipo Torta de Mamona) e recipientes (cano de PVC com 1 m de
            altura e vasos de 1,7L de polietileno). Assim, pretendemos com este estudo caracterizar os padrões
            reprodutivos e de produção de mudas de pau-santo, visando contribuir com o extrativismo
            sustentável e elaboração de planos estratégicos para restauração ecológica e conservação de
            populações do pau-santo no Território Indígena Kadiwéu. O pau-santo apresentou floração
            concentrada no período chuvoso, e frutificação contínua e irregular, altas taxas de germinação
            (~96,7%), desde que haja o beneficiamento das sementes, em contrapartida a alguns estudos que
            demonstraram uma baixa taxa germinativa, porém o crescimento das plântulas oriundas das sementes se mostrou lento. Não houve diferenças significativas em relação ao crescimento inicial
            de acordo com o tipo de recipiente, solo e adubo utilizados para desenvolvimento das mudas.
            “Arborização urbana em vias públicas em Campo Grande (MS): diversidade florística e evolução após o Plano Diretor de Arborização Urbana 2010. ”
            Curso Mestrado em Biologia Vegetal
            Tipo Dissertação
            Data 24/06/2024
            Área BIOLOGIA GERAL
            Orientador(es)
            • Camila Aoki
            Coorientador(es)
            • Flavio Macedo Alves
            • Eliane Guaraldo
            Orientando(s)
            • JACKELINE PEREIRA DA SILVA
            Banca
            • Adriana Takahasi
            • Arnildo Pott
            • Bruna Gardenal Fina Cicalise
            • Camila Aoki
            • Edna Scremin Dias
            • Laura Cristina Pires Lima
            Resumo Globalmente, mais da metade da população humana vive em áreas urbanas. Devido ao rápido desenvolvimento dos centros urbanos, a maioria das cidades brasileiras não contou com um planejamento adequado, que aliasse a atenção às infraestruturas urbanas com a manutenção das áreas verdes. Há 14 anos foi aprovado o Plano Diretor de Arborização (PDAU) de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, o qual apresenta um retrato qualiquantitativo da arborização urbana naquele momento. Este diagnóstico foi atualizado em 2024 para subsidiar o novo Plano Diretor de Arborização Urbana. Esse monitoramento periódico já era previsto no PDAU 2010. Em ambos os diagnósticos atingiu-se uma precisão de 95%, com erro máximo entre 6 e 7%. O diagnóstico realizado em 2010 incluiu 30 bairros, 330 trechos de ruas e 5.046 árvores. O diagnóstico realizado em 2024 incluiu 61 bairros, 526 trechos de rua e 1.976 árvores. Para as vias urbanas da cidade como um todo, foram estimadas 153 mil árvores em 2010 e 175 mil árvores em 2024, um aumento de mais de 14%. A riqueza de espécies registradas não diferiu significativamente, com 157 e 161 espécies registradas em 2010 e 2024, respectivamente. A proporção de espécies exóticas e nativas é semelhante, com um aumento de exóticas em 7% nos últimos anos. As quatro espécies mais abundantes na arborização continuam sendo: Moquilea tomentosa (Oiti), Ficus benjamina (Fícus ou figueira), Cenostigma pluviosum (Sibipiruna) e Murraya paniculata (Murta-de-cheiro). O oiti, que já ultrapassava os percentuais máximos de plantio aumentaram em abundância, contrariando as indicações realizadas no plano diretor. Comparando as alturas médias e circunferências à altura do peito, podemos verificar uma tendência de aumento geral, mas não estatisticamente significativa. Quando essas variáveis são comparadas por espécies, vemos que algumas apresentaram tendência ao aumento e outras à diminuição dos valores, reforçando o quão dinâmico é esse ecossistema sob forte ação antrópica. Os conflitos mais comuns entre árvores e estruturas/mobiliário urbano continuam sendo com a calçada e com o fluxo de pedestres (com soerguimento e quebra do revestimento) e com fiação de energia, internet ou televisão. Todos os conflitos aumentaram em frequência entre 2010 e 2024. O
            presente estudo reúne informações sobre o diagnóstico da arborização urbana de Campo Grande, apontando tendências e sugerindo medidas de mitigação de problemas, bem como informando áreas em que ocorreu melhoria, as quais podem ser potencializadas nos próximos anos.
            “Mimosa L. (Leguminosae, Caesalpinioideae) no Pantanal brasileiro: estudo florístico e avaliação das espécies resilientes ao fogo e a inundação. "
            Curso Mestrado em Biologia Vegetal
            Tipo Dissertação
            Data 21/06/2024
            Área BIOLOGIA GERAL
            Orientador(es)
            • Angela Lucia Bagnatori Sartori
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • LUAN HERNANDES PINHO NOGUEIRA
              Banca
              • Angela Lucia Bagnatori Sartori
              • JULIANA SANTOS SILVA
              • LEONARDO MAURICI BORGES
              • LUCAS SÁ BARRETO JORDÃO
              • MARCELO FRAGOMENI SIMON
              • VALQUÍRIA FERREIRA DUTRA
              Resumo Mimosa L. (Leguminosae, Caesalpinioideae) agrega 615 espécies, com distribuição
              pantropical, ocorrendo principalmente em florestas secas e savanas. No Pantanal, Mimosa é o
              gênero mais diverso de Leguminosae, registrado em diversas fitofisionomias, em especial em
              campos e formações monodominantes sujeitas ao fogo e ao alagamento. Em campos de
              pastagens, é comum a colonização de diferentes espécies de Mimosa, ocasionalmente
              consumidas por gado de corte. Deste modo, esta dissertação visa preencher uma lacuna de
              conhecimento em termos florístico-taxonômico para as espécies de Mimosa no Pantanal, com
              informações de distribuição, ambientes preferenciais, informações ecológicas. A dissertação
              está organizada em artigos. No artigo 1 intitulado “Mimosa L. (Leguminosae, Caesalpinioideae)
              no Pantanal Brasileiro” visamos: 1.1) avaliar a riqueza de Mimosa no Pantanal brasileiro e 1.2)
              caracterizar os táxons quanto à morfologia e aos aspectos ecológicos. No artigo 2 intitulado
              “Avaliação do potencial Infestante de Mimosa L. (Leguminosae, Caesalpinioideae) no Pantanal
              brasileiro” buscamos: 2.1) identificar quais são as espécies de Mimosa infestantes de pastagens
              do Pantanal e 2.2) indicar os modos adequados de manejo destas espécies. Para o Pantanal,
              confirmamos 40 táxons de Mimosa (29 específicos, 11 infra-específicos), o que inclui doze
              novas ocorrências e duas novas espécies. Identificamos seis táxons de Mimosa como infestantes
              de pastagens, principalmente após distúrbios de fogo e alagamento. Estruturas subterrâneas,
              quando presentes, favorecem a permanência de determinadas espécies em pastagens. O
              acréscimo de táxons para o Pantanal é resultado da análise de centenas de espécimes
              herborizados, de coletas botânicas e de observações das plantas em campo, o que possibilitou
              a verificação das identificações de Mimosa. Determinadas espécies infestantes necessitam de
              manejo frequente para a retirada das estruturas subterrâneas que propiciam a rebrota. Áreas
              pouco coletadas, como a Terra Indígena Kadiwéu no Mato Grosso do Sul e outros locais no
              Mato Grosso devem ser priorizados para novas expedições botânicas, pois devem influenciar
              diretamente no acréscimo de locais de ocorrência de espécies para o Pantanal, conforme
              verificado em Mimosa.
              "Malvaceae Juss. Da Estrada Parque do Pantanal de Mato Grosso do Sul, Brasil. "
              Curso Mestrado em Biologia Vegetal
              Tipo Dissertação
              Data 24/05/2024
              Área BIOLOGIA GERAL
              Orientador(es)
              • Maria Ana Farinaccio
              Coorientador(es)
              • MARÍLIA CRISTINA DUARTE
              Orientando(s)
              • MILENA CASTELLO ESTRA
              Banca
              • ADRIANA QUINTELLA LOBÃO
              • ALUISIO JOSÉ FERNANDES JÚNIOR
              • Angela Lucia Bagnatori Sartori
              • Maria Ana Farinaccio
              • MATHEUS COLLI SILVA
              • THALES SILVA COUTINHO
              Resumo A Estrada Parque do Pantanal, está localizada no Estado de Mato Grosso do Sul, e engloba os
              municípios de Corumbá e Ladário. É uma área especial de interesse turístico, e foi criada pelo
              Governo do Estado de Mato Grosso do Sul por meio do Decreto MS no. 7.122 de 1993. Apresenta
              uma vegetação variada, entre Florestas Estacionais Deciduais e Semideciduais com clima tropical
              de estação seca de inverno. Malvaceae compreende 250 gêneros e 4.200 espécies distribuídas
              principalmente nas regiões tropicais e subtropicais e, mais raramente, nas regiões temperadas.
              Diversos táxons de Malvaceae apresentam interesse econômico como espécies exploradas nas
              indústrias alimentícia, têxtil e ornamental, além de possuir plantas ruderais e invasoras de
              plantações. Neste trabalho realizamos um estudo taxonômico das espécies de Malvaceae da Estrada
              Parque do Pantanal de Mato Grosso do Sul, que abrange os trechos da MS-184 e da MS-228. No
              trabalho foram estudadas amostras originais obtidas em expedições de coleta realizadas entre 2018
              à 2020 e de 2022 à 2023 e das coleções dos herbários COR, CGMS e CPAP. Os taxa foram
              determinados com consulta à literatura especializada, aos espécimes-tipo e às obras originais. A
              família está representada na área por seis subfamílias, 18 gêneros e 27 espécies: Apeiba Aubl. (1
              sp.), Ceiba Mill. (1 sp.), Gaya Kunth (2 spp.), Guazuma Adans. (1 sp.), Helicteres L. (2 spp.),
              Herissantia Medik. (1 sp. ), Hibiscus L. (1 sp.), Malvastrum A. Gray (1 sp.), Melochia L. (2 spp.),
              Pavonia Cav. (3 spp.), Peltaea (C.Presl) Standl. (1 sp.), Pseudobombax Dugand (1 sp.), Sida L. (4
              spp.), Sidastrum Baker f. (1 sp.), Sterculia L. (1 sp.), Urena L. (1 sp.), Waltheria L. (1 sp.) e
              Wissadula Medik. (1 sp.). Este estudo, além dos dados de ocorrência de Malvaceae nas diversas
              fitofisionomias, resultou em três novos registros de Malvaceae: Hibiscus striatus Cav. e
              Pseudobombax grandiflorum (Cav.) A.Robyns para a Região Centro-Oeste, e Sida acuta Burm.f.
              para o estado de Mato Grosso do Sul. São apresentados chave de identificação, comentários
              taxonômicos, dados de distribuição geográfica, imagens e estado de conservação das espécies de
              Malvaceae ocorrentes na Estrada Parque do Pantanal.
              "ECOLOGIA DE FORMAÇÕES MONODOMINANTES DE BYRSONIMA CYDONIIFOLIA A. JUSS. (MALPIGHIACEAE) SOB INFLUÊNCIA DA INUNDAÇÃO, FOGO E GADO BOVINO"
              Curso Mestrado em Biologia Vegetal
              Tipo Dissertação
              Data 12/03/2024
              Área BIOLOGIA GERAL
              Orientador(es)
              • Geraldo Alves Damasceno Junior
              Coorientador(es)
              • Ieda Maria Bortolotto
              Orientando(s)
              • PEDRO ISAAC VANDERLEI DE SOUZA
              Banca
              • Francielli Bao
              • Geraldo Alves Damasceno Junior
              • Marcelo Leandro Bueno
              • Maria Antonia Carniello
              • Rosa Helena da Silva
              • Tamires Soares Yule
              Resumo Formações monodominantes são aquelas em que mais da metade dos indivíduos de determinado estrato é constituída por uma única espécie de planta e estão entre as principais características fitofisionômicas do Pantanal. Entre tais formações, podemos destacar os canjiqueirais, cuja principal espécie é Byrsonima cydoniifolia A. Juss. – Malpighiaceae, de hábito arbustivo a arborescente, cujo fruto é comestível, possuindo rico valor nutricional, e cuja presença é tida como indesejada por parte dos pecuaristas, sendo constante a remoção de tais plantas das áreas de pastagens. Nesse estudo, temos como objetivo verificar como varia a riqueza, densidade e area basal dos canjiqueirais em relação aos eventos de fogo e inundação e à presença de gado bovino. Também tivemos como objetivo compreender os conhecimentos de moradores locais acerca tais relações. Para tal, foram selecionados e delimitados, através do uso de imagens de satélite, fragmentos de vegetação com potencial para serem canjiqueirais nas regiões de Miranda e Abobral, Corumbá – MS. Em seguida, utilizando-se de imagens obtidas pelos satélites Landsat-5, Landsat-7, Landsat-8 e Resourcesat-1, foi feito um levantamento dos eventos de fogo que atingiram a região entre os anos de 2000 e 2021, obtendo-se áreas com histórico de 1 a 7 eventos de fogo no período. Foram então selecionadas 26 áreas para visitação e coletas de dados de vegetação tais como altura, comprimento na altura do peito de cada ramo, marcas de fogo e água de indivíduos de porte arbustivo e arbóreo, sendo para cada área realizada a coleta em quatro parcelas de 25x25m. Os conhecimentos locais foram averiguados a partir de entrevistas semiestruturadas feitas com moradores das comunidades locais de Passo do Lontra, Porto Esperança e de cinco fazendas da região, que responderam perguntas sobre como as canjiqueiras respondiam aos eventos de fogo e inundação e qual era sua relação com o manejo de gado. Suas respostas foram analisadas levando-se em consideração seu local de residência, sexo, idade, e tempo de moradia na região. Após análise dos dados de vegetação, constatou-se que a inundação é fator limitante para a presença de indivíduos adultos de B. cydoniifolia e o fogo, bem como a presença de gado, ainda que não interfiram na densidade populacional da planta, diminuem a área basal média dos seus ramos, bem como a quantidade de ramos mais espessos. Após análise de conhecimentos populares, por sua vez, constatamos que as canjiqueiras resistem às inundações e possuem alta capacidade de rebrota após incêndios, o que reforça os dados obtidos na análise de vegetação. Foi possível notar também que os conhecimentos acerca da ecologia da planta são partilhados de forma similar pela população local, sendo as únicas diferenças encontradas no que diz respeito aos conhecimentos acerca da resistência ao fogo e à inundação, os homens conhecem mais, e as diferentes visões sobre a relação entre o manejo de gado e as canjiqueiras, que tendem a ser positivas entre moradores das comunidades e negativas para os das fazendas.
              "LIQUENS EM CAPÕES DO PANTANAL SUL-MATO-GROSSENSE E SUA RELAÇÃO COM O FOGO"
              Curso Mestrado em Biologia Vegetal
              Tipo Dissertação
              Data 31/08/2023
              Área BIOLOGIA GERAL
              Orientador(es)
              • Adriano Afonso Spielmann
              Coorientador(es)
              • Adriano Afonso Spielmann
              • Andre Aptroot
              • Natália Mossmann Koch
              Orientando(s)
              • MATHEUS MAGALHÃES HENRIQUES DO AIDO
              Banca
              • Adriano Afonso Spielmann
              • Emerson Luiz Gumboski
              • Flavio Macedo Alves
              • Geraldo Alves Damasceno Junior
              • Luciana da Silva Canez
              • MARCELA EUGENIA DA SILVA CACERES
              Resumo Nos últimos anos, o regime hídrico do pantanal apresentou déficit na quantidade de água, o que também influenciou no período da cheia anual. Com o ambiente mais seco foram registrados mais incêndios e esse fenômeno pode afetar a diversidade e estrutura das comunidades liquênicas do Pantanal.Os objetivos desse trabalho são: 1) Compreender quais espécies de liquens estão presentes nos capões do Pantanal; 2) Elaborar chaves de identificação e guia fotográfico para essas espécies; 3) Observar o efeito do fogo sobre as comunidades de liquens dos capões, tendo em vista a sucessão ecológica, observados os históricos de queima de cada ponto; 4) Os efeitos da cronossequência após o fogo sobre os atributos funcionais dos liquens. Os resultados desse trabalho contribuem com duas novas espécies de liquens encontradas. Também estão elaborados chaves e um guia fotográfico das espécies encontradas nos capões. Os resultados demonstram que é necessário utilizar novas abordagens e metodologias para explicar quais outros fatores afetam as comunidades de liquens presentes nos capões do Pantanal. Contudo, os resultados presentes demostram que existe perda de diversidade de liquens nos capões atingidos pelo fogo. Essa diversidade gradualmente vai aumentando conforme avança o estágio de sucessão ecológica. O tamanho da área de mata afetada pelo fogo também é um fator que contribui para a perda de diversidade, uma vez que os capões parcialmente afetados apresentam alguma diversidade remanescente nas áreas que não foram atingidas.
              FENOLOGIA DE PLANTAS EM ÁREAS INUNDÁVEIS
              Curso Mestrado em Biologia Vegetal
              Tipo Dissertação
              Data 24/08/2023
              Área BIOLOGIA GERAL
              Orientador(es)
              • Arnildo Pott
              Coorientador(es)
              • Camila Aoki
              • Rogerio Rodrigues Faria
              Orientando(s)
              • KARINY GOES LEANDRO GOMES
              Banca
              • Arnildo Pott
              • Bruna Gardenal Fina Cicalise
              • BRUNO HENRIQUE DOS SANTOS FERREIRA
              • Camila Silveira de Souza
              • Edna Scremin Dias
              • Suzana Neves Moreira
              Resumo Estudos fenológicos contribuem para o entendimento das respostas das espécies às condições ambientais e suas interações ecológicas com outros organismos. Realizamos uma revisão em um importante banco de dados de literatura acadêmica (SCOPUS) com o intuito de fornecer um diagnóstico em larga escala dos estudos sobre fenologia de plantas em áreas inundáveis, ajudando a traçar um panorama atual e visualizar tendências e lacunas de conhecimento, as quais podem nortear futuros projetos de pesquisa. Apesar de serem considerados ambientes prioritários para conservação e fornecerem importantes serviços ecossistêmicos, as áreas inundáveis têm sido alvo de poucos estudos fenológicos. Apenas 35 estudos estiveram relacionados ao objetivo desta pesquisa e foram publicados entre 1990 e 2021. Os estudos foram conduzidos em 19 países, com destaque para o Brasil, com 13 artigos. As pesquisas envolveram colaborações entre autores de diferentes instituições, sendo raros os estudos realizados individualmente. Flowering, Phenology e Wetland foram as palavras-chave mais frequentes nos artigos que trataram de fenologia em áreas inundáveis. Os artigos trataram da fenologia de 544 espécies e 107 famílias, com diferentes efeitos dos regimes de inundação sobre
              a sincronia, intensidade e período das fenofases. A maioria dos estudos fez correlação entre inundação e fenologia (94 %), tendo em 88 % efeito significativo. Investigações sobre o efeito da época, duração e frequência das inundações sobre diferentes aspectos fenológicos são necessários, uma vez que eles variam muito entre espécies e áreas estudadas.
              FITOPLÂNCTON DE LAGOA URBANA NO ECÓTONO CERRADOPANTANAL: LEVANTAMENTO DE ESPÉCIES E VARIAÇÕES SAZONAIS
              Curso Mestrado em Biologia Vegetal
              Tipo Dissertação
              Data 04/07/2023
              Área BIOLOGIA GERAL
              Orientador(es)
              • Camila Aoki
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Bruna Kayela da Costa Fonseca
                Banca
                • Adriano Afonso Spielmann
                • Bruna Gardenal Fina Cicalise
                • Camila Aoki
                • Fernanda Maria de Russo Godoy
                • Ricardo Henrique Gentil Pereira
                Resumo O conhecimento sobre a composição, abundância e distribuição de espécies que compõem a
                comunidade fitoplanctônica é relevante para a compreensão da dinâmica dos ecossistemas
                aquáticos e para o monitoramento da qualidade da água. Considerando a carência de
                informações na área da ficologia e ecologia no município de Aquidauana (MS) e visando
                contribuir para ampliar o conhecimento acerca do assunto na região, o objetivo deste estudo
                foi realizar um levantamento das espécies de fitoplâncton de Chlorophyta e verificar sua
                variação sazonal no Parque Natural Municipal da Lagoa Comprida. O estudo qualitativo e
                quantitativo foi conduzido entre fevereiro e novembro de 2019, abrangendo quatro coletas,
                amostradas em três pontos distribuídos ao acaso na lagoa. As amostras seguiram o protocolo
                de filtragem com rede de plâncton. Registramos 45 morfoespécies de Chlorophyta,
                distribuídos em 19 gêneros, com predominância da classe Chlorophyceae e da ordem
                Sphaeropleales. Vinte e cinco espécies figuram como novos registros para o Estado de Mato
                Grosso do Sul. Dentre as variáveis analisadas, apenas a amônia mostrou um correlação
                significativa com a riqueza e abundância de Chlorophyta na área de estudo.
                ANATOMIA COMPARATIVA DE FOLÍOLOS DE Machaerium Pers. (LEGUMINOSAE – PAPILIONOIDEAE – DALBERGIEAE): CONTRIBUIÇÕES À SISTEMÁTICA
                Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                Tipo Dissertação
                Data 03/07/2023
                Área BIOLOGIA GERAL
                Orientador(es)
                  Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                    Banca
                      Resumo Machaerium, gênero predominantemente neotropical, agrega 130 espécies, com 44 destas
                      endêmicas do Brasil. Diversos estudos de cunho taxonômico e filogenético foram realizados
                      acerca da circunscrição infragenérica de Machaerium, constatando sobreposições nos
                      caracteres morfológicos que delimitam cada seção e propondo o desmembramento das seções
                      tradicionalmente reconhecidas em Machaerium, suscitando maiores investigações acerca de
                      sua delimitação morfológica. Nossos objetivos são avaliar características morfológicas e
                      anatômicas nos folíolos de Machaerium relevantes à sistemática, avaliar a ocorrência de
                      estruturas secretoras, através de análises histoquímicas, avaliando quanto ao seu tipo,
                      localização e natureza de seus exsudatos, e avaliar o monofiletismo de Machaerium e potenciais
                      sinapomorfias para o clado Lineata. Realizamos investigação morfológica e anatômica em
                      folíolos de 35% das espécies brasileiras de Machaerium através de técnicas de microscopia de
                      luz e microscopia eletrônica de varredura. Realizamos análises filogenéticas com marcador
                      matK e evolução dos caracteres em análises filogenéticas. Os caracteres morfológicos e
                      anatômicos são relevantes aos níveis genérico e específico. Caracteres como padrão de venação
                      secundário, tipos de estômatos, presença de hipoderme, morfologia de tricomas, e tipo e
                      localização de idioblastos mucilaginosos são relevantes ao nível específico. Estruturas
                      secretoras como tricomas de base secretora, idioblastos mucilaginosos e idioblastos fenólicos
                      são encontrados nos folíolos dos representantes do gênero. Reforçamos o monofiletismo do
                      clado Lineata, com padrão craspedódromo como possível sinapomorfia. Nossos dados indicam
                      novos caracteres úteis à taxonomia do gênero, possíveis sinapomorfias e dão suporte a futuros
                      estudos voltados à sistemática de Machaerium.
                      A Influência de Fatores Sócio-ecológicos no Uso de Plantas Nativas em um Assentamento Rural no Cerrado
                      Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                      Tipo Dissertação
                      Data 03/07/2023
                      Área BIOLOGIA GERAL
                      Orientador(es)
                        Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                          Banca
                          • Fabio de Oliveira Roque
                          • Flavio Macedo Alves
                          • Geraldo Alves Damasceno Junior
                          • Marcelo Leandro Bueno
                          • Reinaldo Farias Paiva de Lucena
                          Resumo Antecedentes

                          Este trabalho teve por objetivo identificar a existência ou não de diferenças no conhecimentos e uso das plantas nativas em relação a um grupo de pessoas pesquisadas em um assentamento rural no domínio Cerrado, no Assentamento Nazareth, cidade de Sidrolândia, estado de Mato Grosso do Sul, Brasil; e por hipótese se sustentou que o conhecimento das plantas, assim como os seus usos eram diferentes entre os indivíduos estudados.

                          Métodos

                          Os dados foram coletados em 38 entrevistas semiestruturadas selecionadas por meio da técnica bola-de-neve, em turnês guiadas em 38 lotes e áreas de reserva legal. Para avaliar as diferenças entre o conhecimento quanto a riqueza de espécies considerando os grupos sexo, faixas etárias e a migração dos entrevistados, foi usado Análise de Similaridade (ANOSIM).
                          Para avaliar as diferenças de conhecimento quanto a composição das espécies foi usado nonmetric multidimensional scaling (NMDS). Para calcular a importância relativa das espécies citadas para estes grupos, dimensionadas pelo Valor de Uso Relativo por Categoria (VUrc), foi feita análise usando modelos lineares generalizados (GLMs).

                          Resultados

                          Os entrevistados citaram 123 espécies agrupadas em 90 gêneros e 47 famílias de Angiospermas. As espécies foram indicadas para 6 categorias de usos, sendo elas: Medicinal, Alimentícia, Construção, Tecnologia, Ornamental e Outros. Ao analisar as citações de uso quanto à riqueza das espécies citadas, não foram observadas diferenças entre os entrevistados com relação ao sexo, a idade e a migração. No entanto, ao adotar o Valor de Uso relativo por categoria (proposto neste trabalho), se identificou variações na valorização das espécies pelos entrevistados em relação a algumas categorias de uso. As mulheres valorizaram mais as espécies nas categorias de plantas Medicinais e Alimentícias, os homens valorizaram mais as espécies na categoria de plantas para Construção. Os mais idosos valorizaram mais as espécies para Construção que as demais faixas etárias, enquanto os migrantes valorizaram mais as espécies Medicinais que os não migrantes.

                          Conclusões

                          Embora a valorização das espécies seja similar em relação à composição e riqueza, considerando o sexo, faixas etárias e naturalidade dos entrevistados, o valor dado ao uso efetivo das espécies se apresentou parcialmente diferente entre eles. O índice proposto neste estudo (Valor de Uso Relativo à Categoria) se mostrou eficiente para analisar o uso das espécies em categorias de uso, ampliando as possibilidades de análise de dados em etnobiologia.
                          A Influência de Fatores Sócio-ecológicos no Uso de Plantas Nativas em um Assentamento Rural no Cerrado
                          Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                          Tipo Dissertação
                          Data 03/07/2023
                          Área BIOLOGIA GERAL
                          Orientador(es)
                          • Geraldo Alves Damasceno Junior
                          Coorientador(es)
                          • Ieda Maria Bortolotto
                          Orientando(s)
                          • GERALDO AUGUSTO DA SILVA
                          Banca
                          • Fabio de Oliveira Roque
                          • Flavio Macedo Alves
                          • Geraldo Alves Damasceno Junior
                          • Marcelo Leandro Bueno
                          • Reinaldo Farias Paiva de Lucena
                          Resumo Antecedentes

                          Este trabalho teve por objetivo identificar a existência ou não de diferenças no conhecimentos e uso das plantas nativas em relação a um grupo de pessoas pesquisadas em um assentamento rural no domínio Cerrado, no Assentamento Nazareth, cidade de Sidrolândia, estado de Mato Grosso do Sul, Brasil; e por hipótese se sustentou que o conhecimento das plantas, assim como os seus usos eram diferentes entre os indivíduos estudados.

                          Métodos

                          Os dados foram coletados em 38 entrevistas semiestruturadas selecionadas por meio da técnica bola-de-neve, em turnês guiadas em 38 lotes e áreas de reserva legal. Para avaliar as diferenças entre o conhecimento quanto a riqueza de espécies considerando os grupos sexo, faixas etárias e a migração dos entrevistados, foi usado Análise de Similaridade (ANOSIM). Para avaliar as diferenças de conhecimento quanto a composição das espécies foi usado non metric multidimensional scaling (NMDS). Para calcular a importância relativa das espécies citadas para estes grupos, dimensionadas pelo Valor de Uso Relativo por Categoria (VUrc), foi feita análise usando modelos lineares generalizados (GLMs).

                          Resultados

                          Os entrevistados citaram 123 espécies agrupadas em 90 gêneros e 47 famílias de Angiospermas. As espécies foram indicadas para 6 categorias de usos, sendo elas: Medicinal, Alimentícia, Construção, Tecnologia, Ornamental e Outros. Ao analisar as citações de uso quanto à riqueza das espécies citadas, não foram observadas diferenças entre os entrevistados com relação ao sexo, a idade e a migração. No entanto, ao adotar o Valor de Uso relativo por categoria (proposto neste trabalho), se identificou variações na valorização das espécies pelos entrevistados em relação a algumas categorias de uso. As mulheres valorizaram mais as espécies nas categorias de plantas Medicinais e Alimentícias, os homens valorizaram mais as espécies na categoria de plantas para Construção. Os mais idosos valorizaram mais as espécies para Construção que as demais faixas etárias, enquanto os migrantes valorizaram mais as espécies Medicinais que os não migrantes.

                          Conclusões

                          Embora a valorização das espécies seja similar em relação à composição e riqueza, considerando o sexo, faixas etárias e naturalidade dos entrevistados, o valor dado ao uso efetivo das espécies se apresentou parcialmente diferente entre eles. O índice proposto neste estudo (Valor de Uso Relativo à Categoria) se mostrou eficiente para analisar o uso das espécies em categorias de uso, ampliando as possibilidades de análise de dados em etnobiologia.
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