Mestrado em Biologia Vegetal

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Trabalhos

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TRABALHO Ações
Estrutura da vegetação florestal em diques marginais na planície aluvial do Rio Miranda, Corumbá, ms
Curso Mestrado em Biologia Vegetal
Tipo Dissertação
Data 29/06/2017
Área BIOLOGIA GERAL
Orientador(es)
  • Geraldo Alves Damasceno Junior
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Anny Grazielly da Silva Arruda
    Banca
    • Aguinaldo Silva
    • Arnildo Pott
    • Geraldo Alves Damasceno Junior
    • Jose Manuel Ochoa Quintero
    • Marcelo Leandro Bueno
    Resumo A inundação e suas variações naturais e os processos geomorfológicos são fatores que atuam em conjunto e influenciam na estrutura da vegetação dos diques marginais. O objetivo deste trabalho foi avaliar se os processos geomorfológicos de formação dos diques marginais e as inundações periódicas estão relacionados às variações na estrutura e composição das florestas ripárias. O trabalho foi desenvolvido no Pantanal da sub-região do Miranda, em áreas adjacentes ao rio Miranda (Bacia do alto Paraguai). Foram amostradas três áreas de meandro ativo e três de meandro abandonado. Em cada área foram amostrados três diques marginais. Foram amostrados indivíduos arbóreo-arbustivos e palmeiras com a circunferência do caule à altura do peito (1,3 m acima do solo) maior ou igual a 10 cm em 162 parcelas. Medimos a altura da marca de inundação e estimamos a duração da inundação de cada parcela. Para verificar se os parâmetros estruturais variam entre os diques marginais com diferentes níveis de inundação e atividade dos meandros, utilizamos modelos lineares generalizados (GLM). Para investigar se existem diferenças na composição no gradiente de inundação e atividade dos meandros, calculou-se a análise de similaridade (ANOSIM) e para verificar se existem espécies especificas em certas combinações de habitats da interação entre os fatores foi realizada a análise de espécies indicadoras. A riqueza e a área basal tiveram relação com a inundação e atividade dos meandros e a interação. A abundância e a composição não tiveram relação com a inundação e atividade dos meandros. Do total de espécies, 15 são indicadoras de uma das possíveis combinações da interação entre os fatores. A alta inundação restringe a riqueza nos diques dos meandros ativos e restringe a área basal nos diques dos meandros abandonados. A baixa inundação aumenta a riqueza nos diques dos meandros ativos e aumenta a área basal dos diques dos meandros abandonados. Os resultados evidenciam que a atividade dos meandros, as variações naturais de duração e frequência da inundação e os processos geomorfológicos são fatores que atuam em conjunto e influenciam na estrutura da vegetação dos diques marginais.
    Relação entre densidade da madeira, fenologia e características do lenho em algumas espécies do Chaco brasileiro
    Curso Mestrado em Biologia Vegetal
    Tipo Dissertação
    Data 29/06/2017
    Área BIOLOGIA GERAL
    Orientador(es)
    • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Geisiely Pedrosa de Freitas
      Banca
      • Edenise Segala Alves
      • Geraldo Alves Damasceno Junior
      • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
      • Wellington Santos Fava
      Resumo A densidade tem sido investigada como sendo inversamente proporcional à capacidade de armazenamento de água no caule, assim plantas com alta densidade exibem baixa capacidade de armazenamento e, por sua vez, madeiras de baixa densidade apresentam alta saturação, possivelmente exibindo padrão fenológico independente da precipitação. Como objetivo de investigar a existência de relação entre a densidade da madeira e eventos fenológicos vegetativos e reprodutivos em espécies lenhosas do Chaco Brasileiro, foi realizado esse trabalho, investigando-se ainda, as características anatômicas do lenho. Foram investigadas as seguintes espécies: Aspidosperma quebracho-blanco (Apocynaceae); Bauhinia hagenbeckii, Mimosa hexandra, M. sensibilis var. urucumensis, Parkinsonia praecox, Prosopis rubriflora (Leguminosae); Fridericia sp. (Bignoniaceae); Capparis retusa (Capparaceae); Jatropha ribifolia (Euphorbiaceae); Ziziphus mistol (Rhamnaceae); e Castela coccinea (Simaroubaceae). O estudo foi conduzido em um remanescente de Chaco na Fazenda Retiro Conceição, Porto Murtinho/MS, analisando-se onze espécies arbóreas e não arbóreas. Os resultados evidenciaram que a densidade da madeira variou entre: 0.28 g/cm3a 0.83 g/cm3. A produção de folhas ocorreu predominantemente no final da estação seca e início da estação chuvosa, independentemente da densidade. A queda foliar ocorreu ao longo do período de transição de estação chuvosa para a estação seca. O brotamento foi relacionado com a temperatura para espécies de baixa densidade. Foi possível observar três grupos fenológicos que apresentaram padrões de floração distintos considerando a densidade de madeira, sendo estes: sempre verde de alta densidade e floração precoce (Aspidosperma quebracho-blanco, Capparis retusa e Ziziphus mistol), sempre verde de alta densidade e floração tardia (Castela coccinea e continua (Prosopis rubriflora), brevidecídua de alta densidade e floração tardia (Fridericia sp. Mimosa hexandra e Parkinsonia praecox) e contínua (Mimosa sensibilis), e semidecíduas de baixa densidade com floração precoce (Bauhinia hagenbeckii) e contínua (Jatropha ribifolia). O período de frutificação apresentou relação estatisticamente significativa com tipo de síndrome de dispersão, 70% autocóricas e 30% zoocóricas, onde exibiram dispersão de seus diásporos durante a estação chuvosa. Com relação ao estudo anatômico das madeiras foram mensuradas e analisadas a espessura da parede e diâmetro do lúmen de vasos e de fibras, e proporção de parênquima radial. Dentre componentes anatômicos das madeiras analisadas, as fibras libriformes de paredes espessadas e lignificadas foram o tipo celular mais abundante e que teve forte efeito na variação da densidade da madeira. As características anatômicas observadas revelaram padrão morfoanatômico correspondente a plantas que vivem sob condições de estresse hídrico pelo menos em parte do ano.
      Banco de imagens de lâminas foliares de espécies do Cerrado: Técnicas de extração e classificação de imagens por visão computacional
      Curso Mestrado em Biologia Vegetal
      Tipo Dissertação
      Data 28/06/2017
      Área BIOLOGIA GERAL
      Orientador(es)
      • Ieda Maria Bortolotto
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Deborah Ribeiro Bambil
        Banca
        • Eduardo Gomes Gonçalves
        • Flavio Macedo Alves
        • Ieda Maria Bortolotto
        • Rafael Soares De Arruda
        Resumo As características morfológicas das folhas de Angiospermas são importantes
        para identificar espécies usar a visão computacional para auxiliar o trabalho dos
        taxonomistas na extração de caracteres morfológicos pode ser uma solução para fazer a
        identificação vegetal. O objetivo deste estudo foi verificar a eficácia da visão
        computacional na classificação de lâminas foliares de espécies arbóreas e arbustivas do
        Cerrado através de caracteres (atributos) morfológicos. Foram coletadas 40 folhas de 30
        espécies arbóreas e arbustivas, as imagens foram feitas de ambas as faces, sendo 80
        imagens com câmera do celular e 80 com scanner, totalizando por espécie 160 imagens.
        Dessas imagens foram extraídos 226 atributos de cor, forma e textura pelo software
        Inovtaxon para fazer a classificação testando os algoritmos: SVM, AdaBoost, Random
        Forest. Os resultados mostraram que há eficácia da visão computacional na
        identificação de lâminas foliares, os aparelhos de celular e scanner obtiveram resultados
        similares. O algoritmo SVM e Random Forest apresentaram melhor desempenho
        comparado ao Adaboost que obteve um baixo desempenho na classificação mostrando
        que suas características de treinamento não foram a melhor solução para classificar as
        lâminas foliares. Concluímos que a diferença dos dispositivos de captura de imagens
        celular e scanner não foram significativos e o algoritmo SVM mostrou melhor
        desempenho para classificar o banco de imagens de lâminas foliares de espécies
        arbóreas e arbustivas do Cerrado.
        Modo de polinização em espécie papilionada e não-papilionada de Papilionoideae: Discolobium pulchellum e Riedeliella graciliflora
        Curso Mestrado em Biologia Vegetal
        Tipo Dissertação
        Data 14/06/2017
        Área BIOLOGIA GERAL
        Orientador(es)
        • Maria Rosangela Sigrist
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Larissa Marques Bergamo
          Banca
          • Maria Rosangela Sigrist
          • Marina Wolowski Torres
          • Nicolay Leme da Cunha
          • Pietro Kiyoshi Maruyama Mendonça
          • Wellington Santos Fava
          Resumo O espectro de interações planta-polinizador abrange desde interações de especialização obrigatória à grande generalização. Flores com morfologia mais restritiva podem ser mais especializadas quanto aos polinizadores, pois restringem o acesso ao recurso floral, em oposição às flores mais generalistas, como por exemplo, àquelas com simetria radial, que apresentam o recurso floral completamente acessível. Porém, a divisão generalização-especialização dentro da polinização pode mascarar uma realidade mais complexa e variável. Aqui verificamos se as flores de Discolobium pulchellum (papilionada) e Riedeliella graciliflora (não papilionada) com morfologias distintas são respectivamente, de fato especializadas ou generalistas. Nosso estudo mostrou que a estrutura floral mais simples ou a condição morfologicamente generalista de R. graciliflora, não significou a perda de especialização na polinização, seja ela funcional ou ecológica. A especialização funcional em R. graciliflora reside no fato das flores serem poliníferas, do tipo Papaver, e visitadas e polinizadas exclusivamente por abelhas. Já em D. pulchellum a especialização das flores reside no fenótipo floral e no mecanismo de polinização (disparo), que exige comportamento adequado do polinizador para acionar este mecanismo, no entanto, esta organização floral elaborada não impediu visitas ilegítimas à flor. A reversão para flores morfologicamente mais generalistas em Papilionoideae mostra uma transição de especialização.

          Plasticidade na anatomia do lenho de Inga vera Willd. subsp. affinis (dc.) T.D. Penn. (Fabaceae) e interpretações ecológicas
          Curso Mestrado em Biologia Vegetal
          Tipo Dissertação
          Data 05/05/2017
          Área BIOLOGIA GERAL
          Orientador(es)
          • Edna Scremin Dias
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Vinícius Manvailer Gonçalves
            Banca
            • Edna Scremin Dias
            • Erika Amano
            • Júlia Sonsin Oliveira
            • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
            • Thales Henrique Dias Leandro
            Resumo A variedade de formas, dimensões e tipos celulares do lenho é muito conhecida por estar correlacionada com os fatores ambientais, fornecendo um dos primeiros passos para elucidar a relação estrutura-função nas plantas. A capacidade de uma planta em responder às variações nas condições ambientais é de especial importância, uma vez que estas não podem se mover em busca de condições mais favoráveis. Ambientes tropicais como o Pantanal e o Cerrado possuem diferentes condições ambientais, como tipo de solo, precipitação, topografia, entre outros fatores; e estes ambientes estão sujeitos a marcadas variações sazonais na temperatura e disponibilidade hídrica. Além disso, o Pantanal possui um pulso de inundação anual que pode alagar a planície durante um período que pode variar de algumas semanas até vários meses. Árvores que habitam esses ambientes devem ajustar sua morfologia e fisiologia, de forma a persistirem durante períodos de alterações ambientais, tanto a curto quanto a longo prazo. Compreender como as árvores respondem às variações nas condições ambientais fornecem conhecimentos importantes, tanto para avaliar o efeito das mudanças climáticas nas plantas quanto para auxiliar na gestão adequada do ecossistema. I. vera é uma espécie endêmica da região neotropical que, embora prefira ambientes mais úmidos, pode ocorrer em condições variadas. Essa característica nos induziu a pensar que esta espécie pudesse apresentar plasticidade em sua anatomia considerando sua amplitude ecológica. Assim, esta espécie pode revelar-se uma boa candidata para avaliar as características anatômicas-chave para cada ambiente na qual se estabelece. O presente estudo teve como objetivo avaliar comparativamente a anatomia do lenho de indivíduos de I. vera ssp. affinis que ocorrem em mata ciliar do Pantanal, no Rio Paraguai, e indivíduos que ocorrem em mata ciliar (mata de galeria) do bioma Cerrado. Hipotetizamos que os indivíduos do Pantanal podem ter variações em sua anatomia do lenho para lidar com o período de inundação e seca fisiológica; principalmente variações nas dimensões dos elementos de vaso. As amostras foram coletadas a partir do tronco principal de indivíduos de ambos os ambientes utilizando-se métodos não destrutivos. Técnicas usuais em anatomia da madeira foram empregadas para análise dos parâmetros quali-quantitativos. As informações anatômicas da madeira foram correlacionadas com dados ambientais. I. vera possui a anatomia do lenho muito especializada para a condutividade, com predominância de vasos grandes e solitários (55%) e baixa densidade de vasos. Assim, possui alto índice de vulnerabilidade sendo considerada muito sensível à baixa disponibilidade hídrica. No entanto, observamos também agrupamento de até 16 vasos e dimorfismo de vasos com vasos marcadamente estreitos que poderiam conferir resistência na condução. Guarnições encontradas nas pontoações e paredes internas dos elementos de vaso de ambas as populações provavelmente servem para auxiliar na resistência á repetidos períodos de baixa precipitação, e auxiliar também na prevenção a embolia. Indivíduos do Pantanal apresentaram ainda pontoações areoladas coalescentes que também podem auxiliar a evitar e/ou reverter a embolia nos vasos. O parênquima paratraqueal abundante armazenar amido e ajuda a restabelecer o fluxo de água em vasos embolizados. Conclui-se que Inga vera ssp. affinis têm uma anatomia altamente especializada para a eficiência na condução e parece investir, principalmente, em estratégias de evitação de embolia e reestabelecimento do fluxo de vasos embolizados. A anatomia da madeira desta espécie pode explicar o porquê ela cresce rapidamente e pode se estabelecer em uma variedade de ambientes.
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              Uso de índices espectrais como indicador de qualidade ambiental de unidade de conservação
              Curso Mestrado em Biologia Vegetal
              Tipo Dissertação
              Data 28/04/2017
              Área BIOLOGIA GERAL
              Orientador(es)
              • Geraldo Alves Damasceno Junior
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Gustavo Massayuki Shiroma
                Banca
                • Anny Keli Aparecida Alves Cândido
                • Antonio Conceicao Paranhos Filho
                • Geraldo Alves Damasceno Junior
                • Marco Antonio Diodato
                • Normandes Matos da Silva
                • Roberto Macedo Gamarra
                Resumo O Pantanal é um complexo ecossistema, com ciclos de cheia e seca que propiciam a diversidade da fauna e flora. É um dos ambientes que apresenta ampla biodiverdidade do planeta e apesar disso, apenas 4,6% de área do Pantanal está protegida por Unidades de Conservação. Várias pesquisas indicam que o Pantanal está sofrendo processos de desmatamento, demonstrando assim a necessidade de ações de conservação por parte do poder público. O sensoriamento remoto tem sido utilizado como ferramenta para os estudos ambientais, trazendo valiosas informações para área da ecologia e climática. Este trabalho teve como objetivo estimar as mudanças da cobertura do solo de três unidades de conservação no Pantanal do Miranda-Abobral dos anos de 1990 e 2013, por meio de ferramentas de sensoriamento remoto, avaliando os aspectos ambientais qualitativos e quantitativos dessas unidades de conservação. Neste estudo foram utilizadas cenas do sensor Landsat 5 TM, de 1990 e do sensor Landsat 8 OLI, de 2013. Foram utilizados o índice de vegetação normalizado (NDVI) e o índice de água normalizado (NDWI) para a classificação e caracterização das unidades. Também foi realizado a composição multitemporal do NDVI e NDWI. As Unidades de Conservação estão cumprindo o seu papel de preservação e regeneração da flora, tanto dentro quanto no entorno delas. O NDVI detectou aumento de fitomassa e o aumento da fitofisionomia de mata ciliar, esse último também verificado na classificação da cobertura do solo. Tanto essas observações quanto a redução de áreas de vegetação estão intrinsicamente relacionadas com a dinâmica e volume hídrico do Pantanal. O NDWI confirmou o aumento do volume de água em 2013. E através da composição multitemporal foram observadas áreas que apresentaram maior ganho ou perda de fitomassa. A aplicação dos índices demonstra potencial uso como ferramenta na predição de qualidade ambiental de unidades de conservação.
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                  Há isolamento reprodutivo pré-zigótico entre duas espécies simpátricas de Opuntia (Cactaceae) em vegetação chaquenha brasileira?
                  Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                  Tipo Dissertação
                  Data 17/04/2017
                  Área BIOLOGIA GERAL
                  Orientador(es)
                  • Maria Rosangela Sigrist
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • André Luiz Silva Fachardo
                    Banca
                    • Carlos Eduardo Pereira Nunes
                    • Eduardo Leite Borba
                    • Maria Rosangela Sigrist
                    • Nicolay Leme da Cunha
                    • Paulo Eugênio Alves Macedo de Oliveira
                    • Wellington Santos Fava
                    Resumo A família Cactaceae é uma das mais representativas nas Américas e apresenta inscreveis adaptações evolutivas para sobreviver em ambientes áridos. As diferentes subfamílias de cactos são polinizadas por uma ampla variedade de visitantes florais, incluindo pássaros, morcegos, abelhas, vespas, mariposas, entre outros. Além de apresentar diferentes estratégias de reprodução sexuada, a maioria dos cactos podem reproduzir assexuadamente (e.g., propagação vegetativa via fragmentação dos cladódios). O gênero Opuntia é um dos mais importantes da família Cactaceae, este gênero é polinizado principalmente por abelhas solitárias e especializadas em coletar pólen e néctar, além de ser conhecido pelos altos índices de hibridação natural e ploidização, sugerido como importante para a evolução e diversificação do gênero. Desde os estudos iniciais com Opuntia na década de 70, muitos autores têm direcionado suas investigações para os modos de polinização e reprodução, mas estudos voltados para mecanismos de Isolamento Reprodutivo (IR) são escassos. Neste trabalho, avaliamos se ocorrem mecanismos de IR entre duas espécies de Opuntia que ocorrem em simpatria no Chaco brasileiro. Para isso estudamos o período de floração e correlacionamos com algumas variáveis climáticas, investigamos a biologia floral e morfologia, sistema reprodutivo e partilha de visitantes. Nossos resultados mostraram que a floração foi sazonal, sincrônica e sem relação com as variáveis climáticas selecionadas. Os eventos da biologia floral são bastantes similares. A morfologia floral difere significativamente em muitas das estruturas mensuradas, mas os visitantes florais e polinizadores são compartilhados. As abelhas visitantes pertencem as famílias Andrenidae, Apidae, Halictidae e Megachilidae. Ambas as espécies de Opuntia estão fortemente isoladas pela incompatibilidade pólen-pistilo (barreira pós-polinização). Como mecanismo secundário adicional, discutimos a implicação da fidelidade de forrageio das abelhas Arhysosage cactorum, Ceratina sp. 2 e Megachile barbiellinii na redução do fluxo gênico entre as espécies de Opuntia deste estudo.
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                      Avaliação da tolerância de híbridos de Urochloa decumbens ao alumínio tóxico
                      Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                      Tipo Dissertação
                      Data 31/03/2017
                      Área BIOLOGIA GERAL
                      Orientador(es)
                      • Valdemir Antônio Laura
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Jone Joséli Baungartner
                        Banca
                        • Aline Pedroso Lorenz
                        • Cacilda Borges Do Valle
                        • Mateus Figueiredo Santos
                        • Sanzio Carvalho Lima Barrios
                        • Valdemir Antônio Laura
                        Resumo Urochloa decumbens (Syn. Brachiaria decumbens Stapf.) vem sendo utilizada amplamente como forrageira em pecuária extensiva por todo o País, especialmente por sua alta produtividade sob condições de solos ácidos e com baixa fertilidade natural. A espécie, apesar de suas características positivas, possui hoje, comercialmente, apenas uma cultivar comercial, U. decumbens cv. Basilisk. Com base nisso, a Embrapa Gado de Corte vem realizando o melhoramento genético com vista em lançar nova(s) cultivar(es) que mantenham e potencializem as qualidades da espécie, promovendo maior diversificação de pastagens. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho radicular de 38 híbridos intraespecíficos de Urochloa decumbens, além da própria U. decumbens cv. Basilisk (tolerante ao alumínio) e U. ruziziensis (sensível ao alumínio), sob condições de soluções nutritivas com e sem alumínio tóxico (CaCl2 200 µM + AlCl3 200 µM e CaCl2 200 µM). Foram realizadas avaliações do comprimento da maior raiz (no início e final do experimento) e biomassa seca total de raízes (no final do experimento), sendo os dados submetidos ao teste de Tukey (P<0,05). Resultados de vigor radicular dão destaque aos genótipos 616-1, 232-1, R23, X9, S16, 1262-1, X79, X44 e R147, apresentando valores semelhantes ou maiores que as cultivares comerciais testadas. Quanto à inibição do crescimento radicular por alumínio, não houve diferença significativa entre os híbridos estudados. Os híbridos X67, X19 e X9 apresentaram maior acúmulo de biomassa no tratamento sem toxidez, variando entre 7,4 e 4,6%, enquanto os híbridos 419-2, 234-1 e R128 apresentaram maiores valores na presença do metal.
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                          A relação do fogo e da inundação sobre a estrutura e funcionamento das comunidades arbóreas de Capões do Pantanal, Brasil
                          Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                          Tipo Dissertação
                          Data 31/03/2017
                          Área BIOLOGIA GERAL
                          Orientador(es)
                          • Geraldo Alves Damasceno Junior
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Allan Henrique de Almeida Souza
                            Banca
                            • Arnildo Pott
                            • Geraldo Alves Damasceno Junior
                            • José Carlos Casagrande
                            • Marco Antonio Portugal Luttembarck Batalha
                            • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
                            Resumo O fogo e a inundação são fatores naturais que podem exercer o papel de filtros ecológicos sobre a vegetação, agindo separadamente ou interagindo, levando as espécies a modificações morfológicas e fisiológicas. O fogo e a inundação são considerados agentes modeladores da paisagem por influenciarem diretamente a composição e estrutura das comunidades vegetais. A diversidade funcional tem se mostrado uma medida eficiente para o entendimento da dinâmica da vegetação em resposta ao fogo, a inundação e a interação de ambos. Em planícies inundáveis, como no Pantanal, a vegetação está sujeita a periódicos regimes de inundação e em anos secos podem ocorrer episódios de fogo. Os capões são manchas de vegetações arbóreas com formato circular ou elíptico, e estão circundados por campos naturais. A borda dos capões está sujeita a inundação periódica enquanto o centro quase nunca alaga. O fogo ocorre nos anos mais secos, o acumulo de biomassa pelas espécies gramíneas serve de combustível inicial, e o fogo pode ocorrer naturalmente devido aos raios que caem no inicio da estação chuvosa, ou ocasionado pelo homem. Nosso objetivo é testar de que maneira o fogo, a inundação e a interação dos mesmos estão associados com os valores dos traços funcionais e na diversidade funcional das espécies arbóreas dos capões do Pantanal. Foram distribuídas 170 parcelas de 50 m² em 24 capões (12 queimados e 12 não queimados) e medimos 11 traços funcionais relacionados às estratégias alocação de recursos e reposta a filtros ambientais nas 20 espécies arbóreas mais representativas dos capões. Selecionamos 14 indivíduos de cada espécie para mensurar os traços funcionais. Os resultados demonstram que as espécies da borda e as do centro têm características muito distintas. Ao longo do gradiente de inundação as espécies tendem a diminuir o valor da área foliar específica e concentrações de nitrogênio foliar, enquanto aumentam as espessuras da casca e das folhas e o conteúdo de matéria seca foliar. Nas áreas não queimadas, os valores dos traços funcionais apresentaram maior diferença entre as espécies dos ambientes inundáveis e inundáveis. Após o episódio de fogo a diferença entre os valores dos traços funcionais das espécies de ambientes inundáveis e não inundáveis diminuíram, os valores dos traços foram mais semelhantes. Apesar dos nossos resultados demonstrarem que há uma variação nos valores dos traços funcionais das espécies em resposta ao fogo, inundação e interação de ambos, porém, não há variação na diversidade funcional da comunidade. Ou seja, o fogo, a inundação e a interação podem alterar a composição das espécies, entretanto não alteram a diversidade funcional, indicando que há um efeito "tampão" na comunidade. Os filtros substituem as espécies por outras com funções muito similares, e as funções ecossistêmicas da comunidade são mantidas.
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                              Dinâmica da vegetação estabeidada por semeadura direta em Cerrado
                              Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                              Tipo Dissertação
                              Data 16/03/2017
                              Área BIOLOGIA GERAL
                              Orientador(es)
                              • Leticia Couto Garcia Ribeiro
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Maria Luciana Zequim Colado
                                Banca
                                • Daniel Luis Mascia Vieira
                                • Ingo Isernhagen
                                • Leticia Couto Garcia Ribeiro
                                • Silvia Rahe Pereira
                                Resumo A semeadura direta vem sendo testada na última década principalmente em áreas de Cerrado, devido a sua versatilidade de implantação, podendo ser associada a diversos arranjos com leguminosas para adubação verde. A fim de restabelecer uma comunidade vegetal com fisionomia florestal, testamos quatro arranjos espaciais em semeadura direta de espécies nativas arbóreas e arbustivas, consorciadas com espécies de adubação verde, com objetivo de acelerar a futura formação de um dossel fechado. Avaliamos a dinâmica do estabelecimento das espécies da regeneração natural, do recobrimento do solo, a cobertura por gramíneas invasoras, a germinação e o estabelecimento de indivíduos em campo após a superação de dormência. Investigamos também se as espécies semeadas formam banco de sementes. Realizamos o estudo na Área de Proteção Ambiental dos Mananciais do Córrego Guariroba em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Foram testados quatro tratamentos: (a) muvuca: sementes de nativas e adubos verdes na mesma linha, (b) área controle com linhas de apenas nativas, (c) linhas de nativas e adubos verdes na entrelinha e (d) linhas de nativas e adubos verdes em faixas de 2m. Os tratamentos foram avaliados aos 45 dias, 6, 12 e 18 meses após a implantação, quanto à riqueza, abundância, porcentagem de recobrimento do solo pelas espécies nativas e cobertura de gramíneas invasoras. O tratamento (a) muvuca, apresentou os melhores resultados para os parâmetros avaliados (riqueza, abundância, recrutamento das espécies semeados e controle de gramíneas invasoras), quando comparado aos demais tratamentos, independente do período avaliado. No entanto, o recobrimento do solo por plântulas de espécies nativas não diferiu entre os tratamentos. Em relação à superação de dormência, esta foi efetiva para a maioria das espécies testadas, somente Copaifera langsdorfii não aumentou a taxa de germinação após o tratamento. Apenas Hymenaea stigonocarpa e Cecropia pachystachya formaram banco de sementes transitório, pois se mantiveram viáveis após seis meses enterradas. Os resultados encontrados indicam que a técnica da muvuca foi o melhor tratamento para estabelecimento de espécies nativas, bem como para o controle das gramíneas invasoras. Porém, ressaltamos que ainda são necessários esforços para ampliar o número de espécies utilizadas a fim de aumentar a diversidade da semeadura direta.
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                                  Limiar de cobertura de vegetação nativa para aves em formações florestais de Cerrado
                                  Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 16/03/2017
                                  Área BIOLOGIA GERAL
                                  Orientador(es)
                                  • Leticia Couto Garcia Ribeiro
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Paula Isla Martins
                                    Banca
                                    • Fabio de Oliveira Roque
                                    • Leticia Couto Garcia Ribeiro
                                    • Mauricio de Almeida Gomes CPF ERRADO
                                    • Renato Crouzeilles Pereira Rocha
                                    Resumo Limiares de cobertura de vegetação nativa têm sido amplamente estudados e agora, estão sendo utilizados como ferramenta para a gestão ambiental e ações de conservação e restauração. Esses limiares representam a quantidade mínima de habitat necessária na paisagem para que a maioria das espécies sobreviva, abaixo do qual várias espécies poderiam sofrer um processo de extinção local. Limiares têm sido bastante estudados em paisagens florestais, porém o conhecimento ainda é escasso para formações mais heterogêneas como as savanas, onde fisionomias abertas e florestais coexistem naturalmente. O objetivo deste trabalho foi avaliar a existência de um limiar de cobertura de vegetação nativa para aves em uma área de Cerrado, um dos hotspots de biodiversidade do planeta. Avaliamos a riqueza de espécies de aves em 74 paisagens de aproximadamente 1000 hectares na região centro-oeste do Brasil, variando em quantidade de cobertura florestal de 2,6% a 77,5%. As amostragens das aves foram feitas através de observação direta em 622 transectos pré-estabelecidos, totalizando 2.425 horas de observação. A relação entre a riqueza de espécies de aves e a quantidade de vegetação foi avaliada por seleção de modelos utilizando o critério de Akaike e pseudo R². No total, encontramos 88.860 indivíduos de 232 espécies de aves nas paisagens amostradas. Nossos resultados revelaram um limiar de cobertura de vegetação nativa ao redor de 14% (10-19%), abaixo dos valores obtidos em outros ambientes florestais (como Floresta Amazônica e Mata Atlântica), onde os valores variaram entre 30 e 40% de cobertura florestal. Essa diferença pode estar relacionada à alta qualidade da matriz do Cerrado, que contém outras coberturas não-florestais que pode facilitar a dispersão de espécies de aves. Nossos resultados podem ajudar nas tomadas de decisão relativas à gestão e planejamento de paisagens em ambientes de Cerrado, particularmente para a conservação de aves nesse Bioma.
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                                      Sphaerophorus globosus (Huds.) Vain. (Sphaerophoraceae: Ascomycota liquenizado), uma espécie de distribuição bipolar?
                                      Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 08/07/2016
                                      Área BIOLOGIA GERAL
                                      Orientador(es)
                                      • Aline Pedroso Lorenz
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Ana Leticia Simal Dourado
                                        Banca
                                        • Aline Pedroso Lorenz
                                        • Marcos Junji Kitaura
                                        • PRISCILA CANESQUI DA COSTA
                                        • Wellington Santos Fava
                                        Resumo Liquens são organismos simbiontes compostos por um micobionte (fungo) e um
                                        ou mais fotobiontes (algas verdes ou cianobactérias). Devido ao seu caráter pioneiro e
                                        capacidade de adaptação a condições climáticas extremas, os liquens apresentam grande
                                        sucesso na colonização dos mais diversos ambientes. Estudos realizados na Antártica
                                        continental e marítima, Chile, Argentina, região Ártica da América do Norte, da Ásia e
                                        da Europa levantaram um total de 148 espécies com distribuição bipolar. Este trabalho
                                        objetivou descrever padrões filogeográficos de Sphaerophorus globosus (Huds.) Vain.,
                                        espécie com ocorrência descrita para ambos os polos e regiões temperadas. As análises
                                        moleculares, auxiliadas pela identificação morfológica e química, foram realizadas com
                                        material herborizado (especialmente do hemisfério norte) e com amostras coletadas em
                                        expedições antárticas entre novembro de 2014 e março de 2015. Após as extrações de
                                        DNA, regiões dos genomas nuclear e mitocondrial foram amplificadas e sequenciadas.
                                        Análises filogeográficas, que agregam padrões filogenéticos com informações espaciais
                                        foram comparadas com os dados morfológicos da espécie estudada. De acordo com
                                        redes haplotípicas geradas, espécimes antárticos se agrupam e compartilham haplótipos
                                        com espécimes árticos; e espécimes herborizados identificados como S. globosus, com S.
                                        tuckermanii Räsänen, S. fragilis (L.) Pers. e morfotipos P1 e P2 (denominados pelo
                                        presente estudo) compartilham outros haplótipos, sendo todos esses espécimes oriundos
                                        do hemisfério norte. Com isso espera-se contribuir para o conhecimento sobre os
                                        padrões de dispersão e evolução de liquens e inserir o Brasil no panorama dos estudos
                                        genéticos com espécies de distribuição bipolar.
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                                          Fenologia reprodutiva, polinização e sistema de reprodução de três espécies sincronopátricas de Cactaceae (Cactoideae) em remanescente de Chaco brasileiro
                                          Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                                          Tipo Dissertação
                                          Data 04/07/2016
                                          Área BIOLOGIA GERAL
                                          Orientador(es)
                                          • Maria Rosangela Sigrist
                                          Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                            • Bruno Henrique dos Santos Ferreira
                                            Banca
                                            • Artur Campos Dália Maia
                                            • Joel Araújo Queiroz
                                            • Maria Rosangela Sigrist
                                            • Rogerio Rodrigues Faria
                                            • Vinícius Lourenço Garcia de Brito
                                            • Wellington Santos Fava
                                            Resumo A similaridade floral (morfológica e funcional) e a sobreposição no período de floração entre espécies, podem atuar no sentido de maximizar a fonte de recursos florais a potenciais polinizadores. Por outro lado, sujeita as plantas a competição por estes e consequentemente ao fluxo interespecífico de pólen. Que pode afetar a integridade das espécies por meio da hibridação, no caso de espécies geneticamente próximas ou reduzir a produção de sementes via entupimento do estigma. Nesse sentido é comum que as plantas apresentem mecanismos ou estratégias reprodutivas que as permitem “tolerar” a competição, evitar ou pelo menos reduzir o fluxo interespecífico de pólen. No Chaco brasileiro a floração de Cactaceae parece estar ligada a sazonalidade do ambiente, de modo que E. rhodotricha, Harrisia balansae e Monvillea cavendshii estão sujeitas ao fluxo interespecífico de pólen. Uma vez que estas espécies apresentam flores semelhantes, antese noturna e floração aparentemente ligada a estação chuvosa. Portanto aqui estudamos estas espécies no contexto da ecologia reprodutiva. Afim de avaliar mecanismos e estratégias reprodutivas que garantem a reprodução, frente a possibilidade de partilha de polinizadores e fluxo interespecífico de pólen. Conduzimos este estudo de outubro de 2014 a fevereiro de 2016, em remanescente de vegetação chaquenha brasileira. Onde estudamos a fenologia reprodutiva, biologia floral, sistema de reprodução, visitantes florais e potenciais polinizadores das espécies mencionadas. Para avaliar a ocorrência de fluxo interespecífico de pólen, realizamos experimento com pó fluorescente. Nossos resultados mostram, que as espécies em estudo apresentam floração e frutificação sazonal, associados a fatores climáticos e fotoperiodo, o que gerou alta sobreposição entre estas. As três espécies apresentam antese principalmente noturna, mas M. cavendishii e E. rhodotricha apresentam antese estendida, permitindo visitantes diurnos. A síndrome de polinização não é tão clara em H. balansae, que parece estar entre esfingofilia e quiropterofilia, dimensões e o odor floral parecem importantes fatores para diferenciar esta espécie das demais. O baixo volume de néctar
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                                            registrado nos levou a considerar as flores das três espécies como esfingófilas. Porém E. rhodotricha e M. cavendishii parecem contar com polinização mista, envolvendo polinizadores primários e secundários (diurnos), que teoricamente são menos eficazes, e não previsíveis pela síndrome de polinização. Contudo estes podem ter contribuído com a polinização principalmente frente ao sistema de compatibilidade. A população de E. rhodotricha apresentou autocompatibilidade e a de M. cavendishii auto fertilidade. Visitas por esfingideo foi registrada somente em M. cavendishii em baixa frequência. Não registramos os potenciais polinizadores em H. balansae, cujas flores foram visitadas apenas por florivoros. Estes, besouros e ortópteras foram os visitantes florais mais frequentes neste estudo. A aparente baixa frequência de polinizadores não parece limitar a frutificação em H. balansae, que em condições naturais apresenta eficácia reprodutiva superior a E. rhodotricha. O que nos leva a crer que H. balansae apresente um sistema de polinização envolvendo polinizadores não registrados neste estudo, uma vez que esta espécie parece ser auto incompatível e auto infértil, portanto dependente de polinização cruzada. Contudo não registramos fluxo de pó fluorescente entre flores de H. balansae e nem fluxo interespecífico. Detectamos apenas fluxo intraespecífico de pó fluoresncente, que em flores de E. rhodotricha se deu somente na mesma flor, enquanto em M. cavendishii ocorreu também entre flores da mesma planta. Nossos resultados sugerem que as espécies estudadas diferem quanto funcionalidade floral (envolvendo também morfometria e odor) e dependência de polinizadores, configurando distintas estratégias reprodutivas, que podem estar agindo no sentido de evitar ou reduzir o fluxo interespecífico de pólen.
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                                              Estudos anatômicos de folíolos do Clado Dipterygeae (Leguminosae, Papilionoideae)
                                              Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                                              Tipo Dissertação
                                              Data 08/06/2016
                                              Área BIOLOGIA GERAL
                                              Orientador(es)
                                              • Angela Lucia Bagnatori Sartori
                                              Coorientador(es)
                                                Orientando(s)
                                                • Nayla Fernanda Silva
                                                Banca
                                                • Angela Lucia Bagnatori Sartori
                                                • Edna Scremin Dias
                                                • Elidiene Priscila Seleme Rocha
                                                • Flavio Macedo Alves
                                                • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
                                                • Simone de Pádua Teixeira
                                                Resumo Dipterygeae é composta por Dipteryx, Monopteryx, Pterodon e Taralea que totalizam 25 espécies. O presente estudo porpôs avaliar caracteres anatômicos dos folíolos com potencial diagnóstico ao nível genérico e específico, corroborando assim para a taxonomia e visando um oportuno entendimento das relações evolutivas. Os materiais foram obtidos de herbários nacionais e extrangeiros e em coletas. Os folíolos foram selecionados e submetidos às técnicas usuais para reverter à herborização, emblocados em parafina e seccionados, também foram feitas dissociações epidérmicas e testes histoquímicos. Projeções da face abaxial da nervura principal, configuração do mesofilo, espessura da cutícula e presença de cavidades secretoras são relevantes ao nível genérico. Idioblastos, cavidades secretoras e tricomas glandulares são confirmados para as espécies do clado Dipterygeae, exceto para Monopteryx que não apresentou cavidades secretoras, com alguns caracteres citados pela primeira vez para o grupo. A designação de “clado secretor” pode ser estendida ao clado Dipterygeae e não somente referenciado ao clado Amburaneae, grupo irmão, devido a presença de cavidades secretora e também inúmeros idioblastos. Dados anatômicos de extrema importância são evidenciados para os grupos basais de Papilionoideae, o que contribui para o entendimento das relações evolutivas do clado Dipterygeae.
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                                                  Fenologia reprodutiva, sistema de reprodução e polinização de três espécies sintópicas de Tillandsia (Bromeliaceae: Tillandsioideae) em vegetação chaquenha: estudo comparado
                                                  Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                                                  Tipo Dissertação
                                                  Data 06/06/2016
                                                  Área BIOLOGIA GERAL
                                                  Orientador(es)
                                                  • Maria Rosangela Sigrist
                                                  Coorientador(es)
                                                    Orientando(s)
                                                    • Aline da Conceição Gomes
                                                    Banca
                                                    • Andrea Cardoso de Araujo
                                                    • Artur Campos Dália Maia
                                                    • Leonardo Galetto
                                                    • Maria Rosangela Sigrist
                                                    • Rogerio Rodrigues Faria
                                                    Resumo Bromeliaceae é uma família de angiospermas cuja distribuição é quase exclusivamente Neotropical. Cerca de metade das espécies conhecidas de bromélias são epífitas. No Brasil a maioria dos estudos sobre floração, sistema de reprodução e polinização com Bromeliaceae foi desenvolvido na Floresta Atlântica, seguidos por poucos registros para as formações de Caatinga, Cerrado, em vegetação de campo rupestre e floresta ombrófila mista. Estudos desta natureza são ainda mais escassos para vegetação chaquenha e os poucos dados conhecidos são oriundos do Chaco Argentino e para vegetação de Chaco brasileiro há apenas um. Em Tillandsioideae ocorrem alguns dos mais diversos gêneros de Bromeliaceae, como por exemplo, Tillandsia, cuja distribuição é a mais ampla da família. O gênero é constituído por ervas, epífitas ou rupícolas, de tamanho variável. Neste trabalho, apresentado em um capítulo que será submetido a revista Flora, foram investigados comparativamente a fenologia reprodutiva, a morfologia e a biologia floral, o sistema de reprodução, os visitantes florais e polinizadores de três espécies sintópicas de Tillandsia (T. duratti, T. loliacea, T. recurvifolia) em remanescente de vegetação chaquenha. As três espécies apresentaram diferença quanto ao padrão de floração e frutificação, à morfologia floral e não compartilharam visitantes florais e polinizadores, apresentando sobreposição de seus períodos de floração. A floração na estação seca pode ter sido ser responsável pela relação negativa das espécies com fotoperíodo. A relação positiva com a pluviosidade e a umidade relativa do ar entre T. duratii e T. recurvifolia, respectivamente, provavelmente ocorreu devido as datas médias destas ocorrerem nos meses de abril e junho, meses atípicos nos anos da amostragem, com altos índices de pluviosidade. Enquanto que em T. loliacea a pluviosidade de quase zero em julho possa ter contribuído com a relação negativa com a umidade relativa do ar. Frutificação sazonal e na estação seca foi registrada somente para T. recurvifolia, enquanto, as demais frutificam o ano todo e dispersam no período chuvoso. Este trabalho mostrou a ocorrência de polinização bimodal em T. duratii (mariposas não-esfingídeo e abelhas medio-grande porte) e T. recurvifolia (beija-flores e borboletas) e provável ocorrência de polinização generalista (entomófila) em T. loliacea. Somente T. recurvifolia é autoincompatível e depende de vetor de pólen/polinizador, enquanto as demais espécies são auto-compatíveis e autoférteis.
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                                                      A influência do tamanho insular sobre a fenologia de plantas em bancadas lateríticas (cangas) de Corumbá, Mato Grosso do Sul
                                                      Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                                                      Tipo Dissertação
                                                      Data 06/06/2016
                                                      Área BIOLOGIA GERAL
                                                      Orientador(es)
                                                      • Arnildo Pott
                                                      Coorientador(es)
                                                        Orientando(s)
                                                        • Priscilla Pessoa de Oliveira
                                                        Banca
                                                        • Andrea Cardoso de Araujo
                                                        • Arnildo Pott
                                                        • Geraldo Alves Damasceno Junior
                                                        • Maria Gabriela Gutierrez de Camargo
                                                        • Vanessa Graziele Staggemeier
                                                        Resumo A fenologia da vegetação das bancadas lateríticas (cangas) de Corumbá, Mato Grosso do Sul, é pouco conhecida. As ilhas de solo formam-se devido ao acúmulo de sedimentos em leves depressões no substrato endurecido, onde crescem plantas vasculares. Nosso objetivo foi determinar se o padrão fenológico das espécies de fanerógamas em ilhas de solo varia em função do tamanho insular. Marcamos as ilhas de solo arbustivo-arbóreas e as classificamos em três classes de tamanho: pequenas (2 a 9,50 m²), médias (10 a 59 m²) e grandes (60 a 180 m²). Sorteamos 10 ilhas de solo de cada classe de tamanho para o acompanhamento fenológico mensal. Registramos as fenofases floração (botões florais e antese), frutificação (frutos imaturos e frutos maduros), queda de folhas e brotamento, e quantificamos seus índices de atividade e intensidade durante o período de abril de 2014 a dezembro de 2015. Avaliamos o pico de intensidade de cada espécie para testar tendências sazonais e possíveis diferenças entre as fenofases nas classes de tamanhos de ilhas de solo. Dessa forma, encontramos um padrão fenológico sazonal para as fenofases reprodutivas e vegetativas, com a floração, frutificação e brotamento concentrados na estação chuvosa e queda foliar na estação seca. Não houve variação do padrão fenológico em função do tamanho insular, mas diferenças nos graus de sazonalidade. Concluímos que o tamanho das ilhas de solo determina diferentes estratégias fenológicas usadas pelas espécies da bancada laterítica. Tais estratégias ainda precisam ser melhor investigadas.

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                                                          Purificação e caracterização molecular de um inibidor de Peptidase de sementes de Platypodium Elegans Vogel (Fabaceae) e o seu potencial antimicrobiano
                                                          Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                                                          Tipo Dissertação
                                                          Data 19/05/2016
                                                          Área BIOLOGIA GERAL
                                                          Orientador(es)
                                                          • Maria Ligia Rodrigues Macedo
                                                          Coorientador(es)
                                                            Orientando(s)
                                                            • Suellen Rodrigues Ramalho
                                                            Banca
                                                            • Daniella Gorete Lourenço de Oliveira
                                                            • Maria Ligia Rodrigues Macedo
                                                            • Patrícia Maria Guedes Paiva
                                                            • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
                                                            Resumo Os inibidores de peptidase de plantas (IPs) desempenham um importante papel no desenvolvimento vegetal através da regulação das atividades de peptidases envolvidas em processos fisiológicos. Além disso, os IPs são associados ao mecanismo de defesa natural das plantas contra insetos, fungos e bactérias, despertando um iminente interesse biotecnológico. Neste estudo objetivou-se isolar e purificar um inibidor de tripsina presente nas sementes de Platypodium elegans (Fabaceae), denominado PeTI (inibidor de tripsina de Platypodium elegans) e avaliar seu potencial biológico antimicrobiano contra cepas bacterianas. O PeTI foi purificado em duas etapas cromatográficas. Quando submetido à cromatografia líquida de alta eficiência em coluna C-18, PeTI apresentou sete picos, possivelmente indicando a presença de isoformas. A PAGE-SDS revelou que PeTI é constituído por uma única cadeia polipeptídica, apresentando uma massa molecular aparente de 19 kDa, sob condições reduzidas e não-reduzidas. Além disso, PeTI apresentou uma razão de inibição de 1:1 para tripsina bovina. Características similares (estequiometria 1:1, constante de inibição (ki) temperatura, pH e DTT) são comumente observados para IPs da família Kunitz. Assim sugerimos que PeTI possa pertencer a mesma família. O estudo de estabilidade indicou que o inibidor manteve-se estável entre uma ampla variação de temperatura (37–80°C) e pH. Entretanto, o PeTI apresentou uma redução em sua atividade inibitória após incubado com ditiotreitol (DTT) a 10 e 100 mM, após 15 minutos de incubação . O PeTI apresentou atividade inibitória in vitro contras as cepas bacterianas gram-positivas: Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e gram-negativas: Escherichia coli, Enterobacter aerogenes e Klebisiella pneumoniae. A atividade biológica reforça a participação do inibidor na defesa vegetal e demonstra o potencial biotecnológico de PeTI, que deve ser futuramente investigado como uma ferramenta de controle de patógenos.
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                                                              Anatomia foliar aplicada à sistemática do grupo Mezilaurus (Lauraceae)
                                                              Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                                                              Tipo Dissertação
                                                              Data 31/03/2016
                                                              Área BIOLOGIA GERAL
                                                              Orientador(es)
                                                              • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
                                                              Coorientador(es)
                                                                Orientando(s)
                                                                • Priscila Passala Vaz
                                                                Banca
                                                                • Angela Lucia Bagnatori Sartori
                                                                • Edna Scremin Dias
                                                                • Leandro Cézanne de Souza Assis
                                                                • Marccus Vinícius da Silva Alves
                                                                • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
                                                                Resumo O grupo Mezilaurus é um clado dentro de Lauraceae que emergiu em análises de filogenia molecular, reconhecido com os gêneros Anaueria, Chlorocardium, Clinostemon, Mezilaurus, Sextonia e Williamodendron. No entanto, o grupo nunca foi considerado próximo baseado na taxonomia tradicional da família devido a uma alta variação na morfologia floral e do fruto. Neste sentido, pesquisadores têm chamado atenção para utilização da anatomia como auxílio para a compreensão de grupos que não fazem sentido à luz da taxonomia tradicional. Por essa razão, a proposta do trabalho foi realizar um estudo anatômico e morfológico da folha de espécies do grupo Mezilaurus com o objetivo levantar caracteres úteis para a sistemática e utilizar tais atributos, juntamente com os morfológicos da taxonomia tradicional, para realizar análises filogenéticas. No estudo foram empregadas técnicas consagradas na Anatomia Vegetal para a realização de análises qualitativas e quantitativas das espécies selecionadas. A presença ou ausência de tricomas, papilas, ornamentação dos estômatos, presença de camada subepidérmica, padrões do mesofilo e dos feixes vasculares, entre outras características, permitiram delimitar os gêneros do grupo Mezilaurus. Tais resultados foram expressos em uma chave de identificação apresentada com os caracteres da anatomia foliar.Todas as análises de similaridade também confirmaram que a anatomia foliar teve papel fundamental na circunscrição dos gêneros estudados. As análises filogenéticas baseadas nos caracteres de morfologia externa e anatomia foliar confirmaram a monofilia do grupo Mezilaurus corroborando assim, com os estudos de filogenia molecular.
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                                                                  Sucessão ecológica de macrófitas aquáticas em baceiros no Pantanal
                                                                  Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                                                                  Tipo Dissertação
                                                                  Data 31/03/2016
                                                                  Área BIOLOGIA GERAL
                                                                  Orientador(es)
                                                                  • Arnildo Pott
                                                                  Coorientador(es)
                                                                    Orientando(s)
                                                                    • Bruna Alves Coutinho
                                                                    Banca
                                                                    • Arnildo Pott
                                                                    • Marco Otávio Dias Pivari
                                                                    • Rafael Soares De Arruda
                                                                    • Rogerio Rodrigues Faria
                                                                    • Suzana Neves Moreira
                                                                    Resumo O baceiro é uma fase adiantada da sucessão da vegetação aquática, que se inicia com macrófitas flutuantes livres e culmina com ilhas flutuantes de ciperáceas, ervas e arbustos. Há, desta forma, modificações florísticas e estruturais durante a sucessão, mas esta ainda não é bem compreendida. Ilhas flutuantes em estágios sucessionais iniciais apresentam a base flutuante composta por macrófitas vivas, enquanto ilhas mais antigas apresentam solo orgânico flutuante. O objetivo do presente estudo foi verificar como ocorre a sucessão ecológica de assembléias de macrófitas aquáticas em baceiros na Baía Grande, Pantanal (MS) e sua relação com a espessura do histossolo. O trabalho foi realizado em uma antiga lagoa de meandro, conectada ao rio Aquidauana durante cheias maiores. A amostragem de macrófitas aquáticas foi realizada com auxílio de embarcação motorizada, entre os meses de agosto/2014 e agosto/2015. Todos os baceiros registrados foram marcados para que pudesse ser realizado o acompanhamento das modificações florísticas e fitossociológicas, além da verificação da espessura do histossolo. A modificação na estrutura da comunidade foi analisada por meio do cálculo da frequência, dominância e valor de importância. A ordenação das amostras foi realizada por escalonamento multidimensional não métrico (NMDS) pela distância Bray-Curtis a partir da cobertura relativa das espécies de macrófitas aquáticas. Foram registradas 58 espécies, pertencentes a 23 famílias e 47 gêneros. Três famílias pertencem às Pteridófitas sensu lato, uma às Briófitas e as demais às Angiospermas. Dentre as famílias mais ricas, destacaram-se Poaceae (8 spp.), Asteraceae (7 spp.) e Cyperaceae (6 spp.). As espécies com maiores valores de importância foram: Oxycaryum cubense, Ludwigia helminthorrhiza, Eichhornia azurea e Vigna longifolia. As medidas de espessura do histossolo dos baceiros variaram de 1 a 51 cm, sendo possível observar que a maioria das espécies (63,3%) foi registrada em estágios iniciais e intermediários de sucessão (1 a 34 cm).
                                                                    Download
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                                                                      Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                                                                      Tipo Dissertação
                                                                      Data 31/03/2016
                                                                      Área BIOLOGIA GERAL
                                                                      Orientador(es)
                                                                      • Flavio Macedo Alves
                                                                      Coorientador(es)
                                                                        Orientando(s)
                                                                        • Crisley Helena Simão
                                                                        Banca
                                                                        • Arnildo Pott
                                                                        • Bruna Gardenal Fina Cicalise
                                                                        • Flavio Macedo Alves
                                                                        • Geraldo Alves Damasceno Junior
                                                                        • Rogerio Rodrigues Faria
                                                                        • Suzana Neves Moreira
                                                                        Resumo Apesar da importância ecológica das macrófitas aquáticas não há estudo sistematizado abordando a fenologia deste grupo na América do Sul. Com isso este trabalho teve como objetivo: descrever os padrões de floração e frutificação de uma assembleia de área de transição (ecótono), verificando se os padrões reprodutivos variam entre as formas de vida e se a floração e frutificação da assembleia estão correlacionadas com variáveis meteorológicas e parâmetros físico-químicos da água. O estudo foi conduzido entre outubro de 2014 a setembro de 2015, em duas lagoas situadas no Ecótono Cerrado-Pantanal, acompanhando os períodos fenológicos reprodutivos de 15 espécies. Foram observadas espécies em floração e frutificação durante todo o período de estudo com produção mais acentuada de outubro a novembro e em julho. As formas de vida apresentaram distinção nos períodos de floração e frutificação e diferentes variáveis funcionaram como gatilho às fenofases. Parâmetros climáticos e físico-químicos da água estiveram correlacionados com as fenofases, entre eles o pH e o nitrogênio total foram as variáveis selecionadas para a maioria dos modelos. A variação nos gradientes físicos e químicos da água exerceram influência nas fenofases reprodutivas de macrófitas aquáticas e o seu florescimento acentuado no início da estação chuvosa pode ser importante fonte de recurso para polinizadores.
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