Mestrado em Biologia Vegetal

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TRABALHO Ações
ANATOMIA COMPARATIVA DE FOLÍOLOS DE Machaerium Pers. (LEGUMINOSAE – PAPILIONOIDEAE – DALBERGIEAE): CONTRIBUIÇÕES À SISTEMÁTICA
Curso Mestrado em Biologia Vegetal
Tipo Dissertação
Data 30/06/2023
Área BIOLOGIA GERAL
Orientador(es)
    Coorientador(es)
    Orientando(s)
      Banca
      • Ana Paula Fortuna Perez
      • Angela Lucia Bagnatori Sartori
      • Flavio Macedo Alves
      • Simone de Pádua Teixeira
      • Tamires Soares Yule
      Resumo Machaerium, gênero predominantemente neotropical, agrega 130 espécies, com 44 destas
      endêmicas do Brasil. Diversos estudos de cunho taxonômico e filogenético foram realizados
      acerca da circunscrição infragenérica de Machaerium, constatando sobreposições nos
      caracteres morfológicos que delimitam cada seção e propondo o desmembramento das seções
      tradicionalmente reconhecidas em Machaerium, suscitando maiores investigações acerca de
      sua delimitação morfológica. Nossos objetivos são avaliar características morfológicas e
      anatômicas nos folíolos de Machaerium relevantes à sistemática, avaliar a ocorrência de
      estruturas secretoras, através de análises histoquímicas, avaliando quanto ao seu tipo,
      localização e natureza de seus exsudatos, e avaliar o monofiletismo de Machaerium e potenciais
      sinapomorfias para o clado Lineata. Realizamos investigação morfológica e anatômica em
      folíolos de 35% das espécies brasileiras de Machaerium através de técnicas de microscopia de
      luz e microscopia eletrônica de varredura. Realizamos análises filogenéticas com marcador
      matK e evolução dos caracteres em análises filogenéticas. Os caracteres morfológicos e
      anatômicos são relevantes aos níveis genérico e específico. Caracteres como padrão de venação
      secundário, tipos de estômatos, presença de hipoderme, morfologia de tricomas, e tipo e
      localização de idioblastos mucilaginosos são relevantes ao nível específico. Estruturas
      secretoras como tricomas de base secretora, idioblastos mucilaginosos e idioblastos fenólicos
      são encontrados nos folíolos dos representantes do gênero. Reforçamos o monofiletismo do
      clado Lineata, com padrão craspedódromo como possível sinapomorfia. Nossos dados indicam
      novos caracteres úteis à taxonomia do gênero, possíveis sinapomorfias e dão suporte a futuros
      estudos voltados à sistemática de Machaerium.
      ANATOMIA COMPARATIVA DE FOLÍOLOS DE Machaerium Pers. (LEGUMINOSAE – PAPILIONOIDEAE – DALBERGIEAE): CONTRIBUIÇÕES À SISTEMÁTICA
      Curso Mestrado em Biologia Vegetal
      Tipo Dissertação
      Data 30/06/2023
      Área BIOLOGIA GERAL
      Orientador(es)
      • Angela Lucia Bagnatori Sartori
      Coorientador(es)
      • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
      Orientando(s)
      • MARCUS PAULO GONÇALVES ROSA
      Banca
      • Ana Paula Fortuna Perez
      • Angela Lucia Bagnatori Sartori
      • Flavio Macedo Alves
      • Simone de Pádua Teixeira
      • Tamires Soares Yule
      • Wanderleia de Vargas
      Resumo Machaerium, gênero predominantemente neotropical, agrega 130 espécies, com 44 destas endêmicas do Brasil. Diversos estudos de cunho taxonômico e filogenético foram realizados acerca da circunscrição infragenérica de Machaerium, constatando sobreposições nos caracteres morfológicos que delimitam cada seção e propondo o desmembramento das seções tradicionalmente reconhecidas, suscitando maiores investigações acerca de sua delimitação morfológica. Nossos objetivos foram realizar uma análise comparativa dos caracteres morfológicos e anatômicos nos folíolos de Machaerium relevantes à sistemática, avaliar a ocorrência de estruturas secretoras, avaliando quanto ao seu tipo, localização e natureza de seus exsudatos, e avaliar o monofiletismo de Machaerium e potenciais sinapomorfias para o clado Lineata. Realizamos investigação morfológica interna e externa em folíolos de 20% das espécies de Machaerium através de técnicas de microscopia de luz e microscopia eletrônica de varredura. Realizamos análises filogenéticas com marcador matK e evolução dos caracteres em análises filogenéticas. Caracteres como padrão de venação secundário, tipos de estômatos, presença de hipoderme, morfologia de tricomas, e tipo e localização de idioblastos mucilaginosos são relevantes ao nível específico. Estruturas secretoras como tricomas de base secretora, idioblastos mucilaginosos e idioblastos fenólicos são encontrados nos folíolos dos representantes do gênero. Reforçamos o monofiletismo do clado Lineata, com padrão craspedódromo como possível sinapomorfia. Nossos dados indicam novos caracteres úteis à taxonomia do gênero, possíveis sinapomorfias e dão suporte a futuros estudos voltados à sistemática de Machaerium.
      ANATOMIA E CITOGENÉTICA APLICADAS À TAXONOMIA DO COMPLEXO DE ESPÉCIES Commelina erecta (COMMELINACEAE)
      Curso Mestrado em Biologia Vegetal
      Tipo Dissertação
      Data 29/06/2023
      Área BIOLOGIA GERAL
      Orientador(es)
      • Gustavo Hassemer
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Ingrid Lohani Degering Brand
        Banca
        • ANA PAULA MORAES
        • Angela Lucia Bagnatori Sartori
        • Flavia Maria Leme
        • Gustavo Hassemer
        • JULIA ZAPPELINI
        • Tamires Soares Yule
        Resumo A espécie críptica Commelina erecta exibe plasticidade fenotípica de acordo com o ambiente,
        gerando um impasse sobre se seus diferentes morfotipos devem ser considerados novas espécies
        ou não. Neste estudo, adotamos uma abordagem sistemática integrativa, combinando morfologia,
        anatomia e citogenética, aprimorando a taxonomia do grupo e facilitando sua classificação.
        Coletamos morfotipos do complexo Commelina erecta de diferentes locais, incluindo Acre, Santa
        Catarina, Mato Grosso do Sul e região de Entre Rios, no Uruguai, além das espécies próximas C.
        catharinensis, C. dielsii e o morfotipo C. cf. dielsii, para elucidar a relação taxonômica entre eles
        por meio de anatomia e citogenética. No estudo da anatomia vegetal, utilizamos folhas de cada
        morfotipo fixadas em historesina para avaliar estruturas anatômicas em corte transversal,
        (mesofilo, epiderme e bordas) além do método Franklin para avaliar a superfície epidérmica e
        suas bordas. Fizemos o primeiro registro de estômatos paracíticos, tetracíclicos, pentacíclicos e
        heptacíclicos no gênero Commelina, bem como o primeiro registro de tricomas pluricelulares de
        base larga no grupo. Confirmou-se a separação de C. catharinensis como espécie distinta e de C.
        dielsii, esta última apresentando estômatos pentacíclicos e heptacíclicos diagnósticos da espécie.
        Em relação à citogenética, realizamos estudos detalhados utilizando meristema apical das raízes
        em lâminas para determinar o cariótipo de cada morfotipo em relação ao número e morfologia
        cromossômica durante a mitose (2n) de todos os morfotipos coletados. Commelina erecta
        apresentou 2n = 60 nos morfotipos dos estados de Santa Catarina e Acre e do Uruguai, com
        fórmulas cromossômicas de 30m + 26sm + 4st (Acre), 26m + 30sm + 4st (Santa Catarina) e 24m
        + 32sm + 4st (Uruguai), além de 2n = 42 no morfotipo de Mato Grosso do Sul, com fórmula
        cromossômica de 20m + 18sm + 4st. Commelina catharinensis apresentou 2n = 46, fórmula 22m
        + 18sm + 6st. Commelina dielsii apresentou cariótipo de 2n = 38, fórmula 18m + 16sm + 4st, e o
        morfotipo C. cf. dielsii apresentou 2n = 38, fórmula 22m + 12sm + 4st. Foi confirmado que C.
        catharinensis e C. dielsii são espécies distintas de C. erecta, pois possuem cariótipos
        caracteristicamente diferentes. Além disso, o morfotipo C. cf. dielsii provavelmente é C. dielsii,
        considerando seu número cromossômico, fórmula cromossômica e características morfológicas.
        Esses resultados podem ajudar a elucidar a taxonomia do grupo e contribuir para o avanço do
        conhecimento sistemático sobre o gênero Commelina.
        MÉTODOS DE PROPAGAÇÃO VEGETATIVA DE GUAVIRA (CAMPOMANESIA ADAMANTIUM (CAMBESS.) O. BERG)
        Curso Mestrado em Biologia Vegetal
        Tipo Dissertação
        Data 28/06/2023
        Área BIOLOGIA GERAL
        Orientador(es)
        • Arnildo Pott
        Coorientador(es)
        • Liana Baptista de Lima
        Orientando(s)
        • Caroline Retzlaff Viana
        Banca
        • Arnildo Pott
        • DENILSON DE OLIVEIRA GUILHERME
        • Jane Rodrigues da Silva
        • Juliana Iassia Gimenez
        • Rosa Helena da Silva
        • Tamires Soares Yule
        Resumo A guavira (Campomanesia adamantium Cambess O. Berg) é uma espécie nativa da família Myrtaceae que ocorre em cerrados. Seus frutos são consumidos in natura na época da colheita, mas podem ser processados na forma de geleias, sorvetes e licores. Por ser uma espécie
        considerada com potencial de comercialização e de interesse para cultivo e restauração ambiental, o presente trabalho teve como objetivo avaliar duas formas de propagação
        vegetativa, através da alporquia e estaquia de estruturas subterrâneas. A alporquia foi realizada nas quatros estações do ano e com cinco doses de ácido indolbutírico (AIB): 0, 1500, 3000,
        4500, e 6000 mg kg-¹, em blocos casualizados (DBC), arranjo fatorial 5 x 4 (doses de AIB x épocas do ano) com 5 repetições, com duas plantas por parcela e 4 alporques por planta, totalizando 400 alporques em 100 matrizes. Houve a formação de calos e brotos, com maior
        ocorrência nas estações da primavera e verão. No estudo anatômico, brotos e calos foram examinados em microscopia de luz. Os alporques produziram brotos com folhas e raízes adventícias no periciclo do caule. Os ramos caulinares apresentaram cavidades secretoras nas
        porções periféricas e crescimento secundário precoce com periderme, sistema vascular secundário, e abundância em compostos fenólicos. Entretanto, as porcentagens de alporques com raízes adventícias foram baixas, independentemente das estações do ano e das dosagens de AIB. Verificou-se que, a propagação vegetativa na C. adamantium por alporquia não é viável. Por isso, foi testada a estaquia de estruturas subterrâneas, em delineamento inteiramente casualizado (DIC) em um arranjo fatorial 2 (posições) x 5 (doses de AIB) com 4 repetições e 5
        estacas (de 5cm) por parcela, num total de 200 estacas mantidas em substrato úmido. Foi constatado que as posições (horizontal e vertical) interferiram significativamente na média de número de brotações, com (3,0 b) para a horizontal e (5,05 a) para a vertical, e no peso seco da raiz, com (0,59 a) para a horizontal e (0,22 b) para a vertical. O teste de Duncan (5% de probabilidade) não detectou diferença para a aplicação de AIB. Lâminas das 200 estacas avaliadas foram cortadas no micrótomo de deslize, coradas com azul de toluidina e sua morfologia observada em microscopia de luz, identificando 2 caules e 198 raízes. Concluiu-se que C. adamantium pode ser propagada por estaquia de estruturas subterrâneas, sendo uma alternativa inédita favorável à produção de mudas.
        Palavras–chave: Alporquia, Anatomia Vegetal, Cerrado, Estaquia, Fruta nativa.
        Ciclos de Hidratação e Desidratação na germinação de sementes de Cosmos sulphureus sob estresse hídrico
        Curso Mestrado em Biologia Vegetal
        Tipo Dissertação
        Data 26/06/2023
        Área BIOLOGIA GERAL
        Orientador(es)
        • Arnildo Pott
        Coorientador(es)
        • Liana Baptista de Lima
        Orientando(s)
        • Fernanda Nogueira Martins
        Banca
        • Aparecida Leonir da Silva
        • Arnildo Pott
        • Evaldo Benedito de Souza
        • Francielli Bao
        • Rosa Helena da Silva
        • Tamires Soares Yule
        Resumo Cosmos sulphureus é uma espécie ruderal, capaz de se desenvolver em diversos locais
        como ao longo de calçadas, bueiros, rachaduras no asfalto e terrenos baldios. Devido ao
        desenvolvimento desta espécie em ambiente tão inóspito, estudar a fisiologia da semente é
        fundamental para a compreensão das espécies herbáceas que ocorrem em área urbana. O objetivo
        deste trabalho foi avaliar o desempenho de sementes de Cosmos sulphureus após serem submetidas
        a ciclos de hidratação e desidratação, e avaliar se elas possuem memória hídrica. Com esta proposta
        foram realizados testes de germinação em diferentes temperaturas: 20-30; 25; 30; 35; e 40°C a fim
        de determinar a temperatura ideal. Em seguida, as sementes foram submetidas a 1, 2 e 3 ciclos de
        hidratação e desidratação por diferentes períodos de tempo (0,5; 6 e 12 horas) e avaliadas em testes
        de germinação com substrato umedecidos com água ou com solução de PEG 6000 em diferentes
        potenciais hídricos (Ѱꙍ): 0 (água destilada), -0,1 MPa; -0,2 MPa; -0,5 MPa; e -0,7 Mpa. As sementes
        também foram submetidas ao tratamento controle (sem ciclo). Como resultado, foi possível
        observar que as sementes de C. sulphureus tem como temperatura ideal a de 30°C. Após as
        sementes serem submetidas aos ciclos de hidratação e desidratação, a porcentagem de germinação
        das sementes em substrato umedecido com diferentes potenciais hídricos (Ѱꙍ) foi de: 0 Mpa
        (entre 84 e 97%); -0,1 Mpa (entre 79 e 95%), e -0,2 Mpa (entre 69 e 92%). Porém, com o aumento
        da restrição hídrica (aumento da concentração do PEG 6000) houve diminuição da porcentagem de
        germinação, sendo esta menor que 20% a -0,7 Mpa. Dado o exposto, as sementes de C. sulphureus
        germinam em uma ampla faixa de temperatura e, após submetidas aos ciclos de hidratação e
        desidratação, melhoraram o seu desempenho, especialmente em condição de restrição hídrica, em
        relação ao controle. Nos potenciais osmóticos mais negativos (-0,5 e -0,7 MPa) foi possível
        identificar que as sementes de C. sulphureus apresentam memória hídrica.
        Influência do Fogo e da Inundação Sobre a Invasão de Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit. e o seu Impacto Sobre a Flora Nativa
        Curso Mestrado em Biologia Vegetal
        Tipo Dissertação
        Data 22/06/2023
        Área BIOLOGIA GERAL
        Orientador(es)
        • Leticia Couto Garcia Ribeiro
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Gabriel Pesqueira da Luz
          Banca
          • Angela Lucia Bagnatori Sartori
          • Arnildo Pott
          • Felipe Martini Santos
          • Leticia Couto Garcia Ribeiro
          • MICHELE DE SÁ DECHOUM
          • Rodolfo Cesar Real de Abreu
          Resumo O estabelecimento de uma espécie em determinado ecossistema ocorre devido a
          interações com outras espécies e características abióticas do meio. Avaliamos a
          regeneração pós-fogo e a influência da inundação sobre a espécie arbórea exótica
          Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit (Fabaceae) e de espécies que co-ocorrem junto às
          invasões no Pantanal, Brasil. Identificamos a frequência de incêndios a partir de cicatrizes
          visualizadas em imagens da série histórica de satélite obtidas pelo sistema BDQueimadas
          do INPE. Para a proximidade da invasão, consideramos a distância das áreas que
          iniciaram a invasão na rodovia das demais invasões que surgiram posteriormente
          identificadas por imagens de satélite e entrevistas. Implantamos em blocos estabelecidos
          nas manchas de invasão, totalizando 10 parcelas por tratamento (sendo os tratamentos: 3
          níveis de topografia (alta, média e baixa) que implicam em condições de inundação e 3
          de frequências de incêndio (1, 2 ou 4 vezes em 10 anos)). Em cada bloco, estabelecemos
          3 parcelas de 25x4 m (90 ao todo, em áreas com declive e sujeitas a inundações, onde
          mensuramos a circunferência a altura do peito de árvores adultas (nativas e de leucena) e
          em subparcelas de 2x2m (180 amostras no total) realizamos contagens de regenerantes
          de leucena e de espécies nativas que co-ocorrem. Analisamos os dados utilizando
          Regressões Lineares Generalizadas Multinível (GLMM) e curvas de rarefação e
          extrapolação. Resultados apontam uma interação entre a topografia e a área basal, sendo
          que nas partes mais elevadas do terreno concentram um maior número de indivíduos de
          L. leucocephala e os maiores valores de área basal por hectare. O melhor modelo
          selecionado utilizando GLMM revelou a influência dos efeitos da topografia do terreno e
          dos incêndios sobre o recrutamento. Uma vez que a frequência de incêndios atua
          positivamente para o recrutamento da espécie exótica, o uso de fogo sobre invasões de L.
          leucocephala deve ser evitado, sendo necessário avaliar outras formas de seu manejo.
          Delimitação taxonômica das espécies de Aspidosperma sect. Pungentia (Pichon) Mar.-Ferr. com base em caracteres morfológicos e anatômicos foliares
          Curso Mestrado em Biologia Vegetal
          Tipo Dissertação
          Data 02/06/2023
          Área BIOLOGIA GERAL
          Orientador(es)
          • Maria Ana Farinaccio
          Coorientador(es)
          • Wanderleia de Vargas
          Orientando(s)
          • Suziele Galdino Batista
          Banca
          • Ana Carolina Devides Castello
          • Flavia Maria Leme
          • Flavio Macedo Alves
          • Gisela Mariel Via do Pico
          • Maria Ana Farinaccio
          • Vanessa de Carvalho Harthman Silveira
          Resumo Apocynaceae, uma das maiores famílias de angiospermas, são predominantemente pantropical, com poucos representantes atingindo as regiões temperadas. Dentre as Apocynaceae, Aspidosperma é um dos gêneros mais representativos, composto por árvores ou arvoretas conhecidas popularmente como perobas. O gênero distribui-se por toda a América tropical, desde o México até a Argentina, com exceção do Chile. É composto por 80 espécies das quais, 69 ocorrem no Brasil, nas diversas formações vegetais, principalmente ambientes florestais, sendo o Brasil o centro de diversidade do gênero. Aspidosperma está dividido em dois subgêneros, Aspidosperma subgen. Coutinia e Aspidosperma subgen. Aspidosperma, este último subdividido em nove secções. Dentre as espécies do subgênero Aspidosperma, A. triternatum e A. quebracho-blanco são os representantes de Aspidosperma Sect. Pungentia. Essa secção é facilmente distinta das demais, mesmo em estado vegetativo, por agrupar espécies que possuem folhas com ápices pungentes, únicas no gênero. No entanto, A. triternatum e A. quebracho-blanco são de difícil distinção pelas semelhanças morfológicas que apresentam, como o ápice pungente de suas folhas que são verticiladas e a coloração branco amarelada de suas flores. Essas duas espécies são encontradas nas formações chaquenhas da Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Brasil, sendo consideradas plantas indicadoras do Bioma Chaco. Assim, é importante o desenvolvimento de novos estudos para eleger novos caracteres que possam ser úteis no reconhecimento dessas espécies, que são tão importantes no Bioma Chaco. Estudos anatômicos foliares envolvendo espécies de Aspidosperma, demonstraram que estes são úteis na produção de dados. Assim sendo, nosso objetivo foi desenvolver um estudo com caracteres morfológicos e anatômicos foliares que permitam uma circunscrição mais precisa das espécies em estudo.
          CONTRIBUIÇÃO À TAXONOMIA DE LAURACEAE NO CENTRO-OESTE, BRASIL: FLORA DO DISTRITO FEDERAL E MATO GROSSO DO SUL
          Curso Mestrado em Biologia Vegetal
          Tipo Dissertação
          Data 30/05/2023
          Área BIOLOGIA GERAL
          Orientador(es)
          • Flavio Macedo Alves
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Thiago Miguel Oliveira Saiefert
            Banca
            • ALEXANDRE QUINET
            • Angela Lucia Bagnatori Sartori
            • Flavio Macedo Alves
            • Marcos Jose da Silva
            • Maria Ana Farinaccio
            • TACIANA BARBOSA CAVALCANTI
            Resumo (Contribuição à taxonomia de Lauraceae no Centro-oeste, Brasil: Flora do Distrito
            Federal e Mato Grosso do Sul). Apresentamos aqui dois estudos taxonômicos para
            Lauraceae ocorrentes em duas Unidades Federativas do Brasil: Mato Grosso do Sul (MS)
            e Distrito Federal (DF). Foram reconhecidas 29 espécies no MS e 21 espécies no DF,
            sendo Nectandra e Ocotea os gêneros mais diversos nas duas unidades da federação.
            Treze espécies típicas do Domínio Fitogeográfico do Cerrado e suas matas ciliares:
            Aiouea trinervis, Aniba heringeri, Cassytha filiformis, Endlicheria paniculata, Nectandra
            cissiflora, N. cuspidata, N. gardneri, N. hihua, Ocotea aciphylla, O. corymbosa, O.
            lancifolia, O. minarum e O. velloziana, ocorrem tanto no Distrito Federal quanto em Mato
            Grosso do Sul. Fornecemos chaves de identificação para gêneros e espécies, descrições
            morfológicas, dados de distribuição geográfica, dados de ecologia, aspectos fenológicos,
            comentários taxonômicos e pranchas contendo imagens de Microscopia Eletrônica de
            Varredura (MEV), imagens de campo e de exsicatas.
            Síntese do conhecimento sobre fenologia e frugivoria no gênero Psychotria L. (Rubiaceae)
            Curso Mestrado em Biologia Vegetal
            Tipo Dissertação
            Data 11/05/2023
            Área BIOLOGIA GERAL
            Orientador(es)
            • Camila Aoki
            Coorientador(es)
            • Rogerio Rodrigues Faria
            Orientando(s)
            • Maria Beatriz Kiomido Mendonça
            Banca
            • Arnildo Pott
            • Camila Aoki
            • Camila Silveira de Souza
            • Edna Scremin Dias
            • Flavio Macedo Alves
            • Jane Rodrigues da Silva
            Resumo A fenologia auxilia no entendimento das respostas das espécies à variação ambiental e temporal dos ecossistemas e da dinâmica das relações ecológicas. Deste modo, o presente estudo teve por objetivo reunir informações disponíveis na literatura sobre a fenologia de Psychotria L. e caracterizamos a fenologia de Psychotria carthagenensis no Pantanal em um estudo de caso. Compilamos informações sobre os períodos de brotamento, queda foliar, floração e frutificação disponíveis para as espécies do gênero, assim como a distribuição geográfica e temporal dos estudos realizados, seus respectivos autores, revistas e espécies estudadas. Houve um aumento considerável no interesse de pesquisadores sobre a fenologia de Psychotria nas últimas décadas, entretanto, os estudos incluem apenas 79 espécies, o que corresponde a menos de 4,5% das espécies do gênero. O Panamá e o Brasil se destacam como os países que apresentam o maior número de estudos sobre fenologia para o gênero. As mais estudadas foram: Psychotria nuda, P. suterella, P. tenuifolia e P. tenuinervis. Floração e frutificação em Psychotria foram investigadas em um maior número de estudos fenológicos e englobaram maior número de espécies (69 e 70, respectivamente). As fenofases apresentaram de modo geral um período de frutificação de duração intermediária, seguida por uma duração extensa e curta. Para o estudo de caso sobre Psychotria carthagenensis no Pantanal a floração apresentou duração intermediária e frequência anual, a frutificação foi classificada com duração estendida e frequência anual. Espécies arbustivas são um dos componentes chave em áreas de sub-bosque e compreensão da dinâmica vegetativa e reprodutiva das espécies é essencial para determinar a atuação das relações ecológicas estabelecidas entre polinizadores e dispersores de sementes.
            Estrutura e desenvolvimento floral no clado Mezilaurus (Lauraceae)
            Curso Mestrado em Biologia Vegetal
            Tipo Dissertação
            Data 06/04/2023
            Área BIOLOGIA GERAL
            Orientador(es)
            • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
            Coorientador(es)
            • Flavia Maria Leme
            • Flavio Macedo Alves
            Orientando(s)
            • Ana Paula Sales de Araujo Franco
            Banca
            • Angela Lucia Bagnatori Sartori
            • João Paulo Basso Alves
            • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
            • Simone de Pádua Teixeira
            • Thais Cury de Barros
            Resumo Lauraceae possui taxonomia tradicional baseada na estrutura floral, especialmente as características do androceu, entretanto, diversos grupos que nunca foram agrupados de acordo com a taxonomia tradicional emergiram em filogenias recentes. Um desses grupos é o Clado Mezilaurus, que apresenta variação na estrutura floral entre os seis gêneros que o compõem. O grupo possui representantes com três, seis, nove ou 12 a 20 estames; anteras biloceladas ou tetraloceladas; glândulas em todas as séries de estames, glândulas apenas nos estames da série III ou ausentes. Estudos de anatomia e desenvolvimento floral têm proporcionado avanços na compreensão acerca da origem, identidade de órgãos florais, e seu significado evolutivo na família, no entanto, não têm contemplado as variações florais presentes em Lauraceae. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar a estrutura floral de espécies dos seis gêneros que compõe o clado Mezilaurus, visando elucidar questões evolutivas e identificar características que sustentem as relações no grupo. Além disso, entender os processos ontogenéticos envolvidos na redução do número de séries de estames em Mezilaurus crassiramea. Flores em antese de oitos espécies (oriundas de exsicatas de herbário) e botões florais de M. crassiramea (coletas) foram processadas e analisadas em microscopia eletrônica de varredura-MEV e microscopia de luz. A maioria das espécies apresentaram tépalas externas vascularizadas por um feixe e as tépalas internas por três feixes vasculares, exceto Anaueria brasiliensis e Chlorocardium rodiei; estames da série III com três feixes vasculares, exceto em Williamodendron spectabilis com um feixe e Chlorocardium rodiei com cinco feixes. As glândulas presentes em Chlorocardium rodiei, Clinostemon mahuba e Sextonia rubra são nectários. A reconstrução dos estados de caráter ancestral dos caracteres morfológicos e da vascularização floral, baseada na análise filogenética molecular, sustentou diversos subclados no grupo. A redução do número de séries de estames e nectários em M. crassiramea resulta da não formação de séries inteiras desde o início do desenvolvimento, levando a formação de flores com somente estames da série III. Nossos resultados indicam que possivelmente o ancestral do clado apresentava flores com as três séries de estames e um par de nectários na base dos estames da série III. A ausência dos estames das séries I e II ou da série III, em algumas espécies, é uma perda posterior. Além disso, concluímos que nos gêneros sem nectários, a vascularização dessas estruturas é mantida nos estames de algumas espécies do clado e perdida totalmente em outras.
            Variação de metabólitos secundários relacionada a eventos de fogo em Rhamnidium elaeocarpum Reissek
            Curso Mestrado em Biologia Vegetal
            Tipo Dissertação
            Data 16/12/2022
            Área BIOLOGIA GERAL
            Orientador(es)
            • Carlos Alexandre Carollo
            Coorientador(es)
            • Carlos Alexandre Carollo
            Orientando(s)
            • Camila Sório Siqueira
            Banca
            • Arthur Ladeira Macedo
            • Carlos Alexandre Carollo
            • Denise Brentan da Silva
            • Flavio Macedo Alves
            • Katyuce de Souza Farias
            Resumo O trabalho teve como objetivo ampliar a discussão sobre o papel do metabolismo de espécies
            lenhosas contra estresse causado pelo fogo. Para tanto, coletamos a casca de Rhamnidium
            elaeocarpum (Rhamnaceae), espécie abundante em ambientes com passagem de incêndio, em
            diferentes históricos de fogo no Pantanal. Realizamos análises espectrofotométricas para
            quantificar fenóis totais e taninos, enquanto o CLAE-DAD-EM/EM foi utilizado para obter
            perfil e resposta metabólica a eventos recentes de incêndio na região. Além disso, avaliamos o
            comportamento termogravimétrico para validar a termotolerância de R. elaeocarpum e sua
            relação aos metabólitos secundários. Nós hipotetizamos que a espécie apresentaria alterações
            nas concentrações de metabólitos secundários nas cascas após eventos recentes de fogo. No
            entanto, observamos que os teores fenólicos e de taninos não diferiram nos tratamentos, exceto
            APD 20 (grupo com espécimes com morte da estrutura aérea), demonstrando que o
            metabolismo fenólico global da espécie não é afetado por eventos recentes de fogo. Podendo
            ser resultado de uma tolerância bioquímica da planta ao estresse fisiológico causado pelo regime
            de fogo, que atua há muito tempo na região, ou também uma exaptação derivada de condições
            ambientais pós-fogo. A destoante concentração encontrada no grupo APD 20 provavelmente
            está relacionada ao processo de lixiviação dos metabólitos no material vegetal morto, uma vez
            que a decomposição natural das cascas coletadas era perceptível. Ao todo, foram anotados 23
            compostos, principalmente oligômeros de proantocianidinas, sugerindo a formação de uma
            barreira fenólica com ação antioxidante e antimicrobiana. Observamos um desvio metabólico
            causado pelo efeito do fogo, de modo que a produção de alguns compostos, principalmente a
            galocatequina, aumenta em detrimento dos demais. Além deste, houve um aumento de
            karwinaftopiranonas (substâncias tóxicas ao organismo humano) com a passagem do fogo de
            2020, o que ressalta a necessidade de alertar a comunidade pantaneira devido seu amplo uso
            medicinal. Por fim, os resultados do comportamento termogravimétrico indicaram que R.
            elaoecarpum apresenta termotolerância e que os compostos secundários podem estar
            relacionados a essa característica. Em geral, observamos que o fogo causa efeitos qualitativos
            importantes no metabolismo de R. elaeocarpum que persistem por pelo menos dois anos, porém
            não podemos afirmar se é devido a um valor adaptativo ou em resposta a fatores adjacentes no
            ambiente.
            Recrutamento de espécies nativas via semeadura direta no Cerrado
            Curso Mestrado em Biologia Vegetal
            Tipo Dissertação
            Data 23/12/2021
            Área BIOLOGIA GERAL
            Orientador(es)
            • Leticia Couto Garcia Ribeiro
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Amanda Natália Timóteo
              Banca
              • Flavio Macedo Alves
              • Isabel Belloni Schmidt
              • Leticia Couto Garcia Ribeiro
              • Mário Guilherme de Biagi Cava
              Resumo A semeadura de espécies de adubos verdes junto a espécies arbóreas nativas têm sido recomendada para iniciativas de restauração em detrimento do convencional plantio de mudas gerando, portanto, demanda por sementes destas espécies. Apesar desta recomendação para restauração, a combinação de espécies em um arranjo ideal pode variar de acordo com as características do ambiente a ser restaurado e da meta que se pretende atingir via semeadura direta. Havendo êxito, estas espécies prestarão importante papel na facilitação da restauração, principalmente no sentido remover espécies invasoras no sistema, como o caso de gramíneas exóticas invasoras do Cerrado, reduzindo a competição por luz das espécies nativas introduzidas via semeadura e consequentemente permitindo o recrutamento e desenvolvimento de espécies nativas. Todavia, como a restauração pode seguir trajetórias diversas do esperado, o restaurador precisará estar atento e pronto para intervir caso o sistema retroceda ao estado de degradação, justificando estudos experimentais que subsidiem predições. Assim, nosso objetivo neste estudo foi verificar em campo qual a melhor combinação de sementes de espécies de adubos verdes consideradas facilitadoras, a serem semeadas consorciadas com espécies nativas afim de se obter maior diversidade e recobrimento na superação dos filtros ecológicos, e.g., competição com gramíneas exóticas. Testamos experimentalmente quatro combinações de sementes de espécies nativas com as espécies possivelmente facilitadoras nos seguintes tratamentos: (1) somente sementes de espécies nativas arbóreas – N, (2) sementes de adubo verde: feijão guandu (Cajanus cajan (L.) Huth) + nativas - GN, (3) sementes de nativas + arbusto nativo: Lepidaploa aurea - NL, (4) sementes de feijão guandu + L. aurea + nativas GLN, (5) adubos verdes herbáceos exóticos (Crotalaria sp. + Canavalia ensiformes) + sementes de feijão guandu + nativas – HGN e (6) controle: sem semeadura, somente acompanhamento da regeneração vou natural – C. As espécies de adubos verdes da família de leguminosas utilizados nas combinações foram: Feijão guandú (Cajanus cajan), Crotalaria sp. e Feijão de porco (Canavalia ensiformis) e uma espécie arbustiva nativa, o Amargoso (Lepidaploa aurea), uma Asteraceae. Fizemos a avaliação da dinâmica temporal da diversidade de espécies nativas e do recobrimento de solo por 18 meses. Nossos resultados mostraram que as combinações não demonstraram ter efeito sobre a riqueza de nativas e não influenciaram a abundância das diferentes espécies nativas semeadas sob diferentes combinações com adubos verdes. Nossos resultados também destacaram a necessidade de utilização de sementes de maior massa como critério de escolha das espécies. Concluindo, nas condições estudadas, nossos dados apontam que o uso de adubos verdes não facilitou no aumento da diversidade de arbóreas nativas semeadas, podendo seu uso ser dispensável quando o objetivo for este. Porém, o uso dos das espécies de plantas de adubação verde arbustivos e herbáceos em conjunto melhoraram a cobertura do solo inicialmente, quando sem efeitos de filtros ambientais, o que pode ser um benefício inicial a ser considerado pelos gestores de projetos de restauração ecológica a ser avaliado quanto à decisão de investir ou não neste insumo.
              RESTAURAÇÃO DE MATAS CILIARES POR PLANTAS TOLERANTES AO ALAGAMENTO: UM ESTUDO DE CASO COM HYMENAEA COURBARIL L. (FABACEAE)
              Curso Mestrado em Biologia Vegetal
              Tipo Dissertação
              Data 11/12/2021
              Área BIOLOGIA GERAL
              Orientador(es)
              • Edna Scremin Dias
              Coorientador(es)
              • Zildamara dos Reis Holsback
              Orientando(s)
              • Fernanda Polli Pinheiro
              Banca
              • Alexandre Ferraro Antunes
              • Edna Scremin Dias
              • Gisele Catian
              • Jane Rodrigues da Silva
              • Marcelo Leandro Bueno
              • Vanessa Pontara
              Resumo A vegetação de mata ciliar é pauta cada vez mais discutida devido ao papel fundamental desempenhado na manutenção da integridade ecológica dos corpos d’água e pelos seus serviços ambientais. As matas ciliares são legalmente definidas pelo Código Florestal como Áreas de Preservação Permanente (APP) e, apesar de estarem respaldadas por ele, têm sofrido diretamente os danos causados pelas ações humanas especialmente nas últimas décadas. Atividades como a exploração madeireira, o uso agropecuário e as alterações estruturais decorrentes da construção de hidrelétricas têm afetado diretamente esses ambientes. Além disso, a vegetação das APP’s está sob constante influência do regime de cheia dos rios, que reflete tanto no grupo de espécies vegetais que ali ocorrem, quanto na aptidão das mesmas sobreviverem em ambiente com alterações na disponibilidade hídrica no solo. Neste contexto, o conhecimento da biologia de espécies plenamente adaptadas às mudanças na saturação hídrica do solo provocadas pelos ciclos de cheia, torna-se primordial para implementação de projetos de restauração ambiental. Nesta dissertação é apresentado um capítulo intitulado “Respostas ao alagamento em plantas jovens de Hymenaea courbaril L. (Fabaceae)”, no qual foi desenvolvido experimento controlado em casa de vegetação, e avaliadas as respostas ecofisiológicas e morfoanatômicas das plântulas.
              CUSTO-EFETIVIDADE DE MÉTODOS DE IMPLANTAÇÃO DE BARU, Dipteryx alata Vogel (Fabaceae) SOB EFEITO DE FILTROS AMBIENTAIS
              Curso Mestrado em Biologia Vegetal
              Tipo Dissertação
              Data 06/12/2021
              Área BIOLOGIA GERAL
              Orientador(es)
              • Leticia Couto Garcia Ribeiro
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Luanda Caroline Parreira de Paula
                Banca
                • Daniel Luis Mascia Vieira
                • Leticia Couto Garcia Ribeiro
                • Silvia Rahe Pereira
                • Zefa Valdivina Pereira
                Resumo A melhoria nos custos efetividade das ações de plantios para restauração ecológica tem sido almejada cada vez mais. No entanto, a existência de filtros ambientais em áreas em processo de restauração são obstáculos para atingir esse sucesso, podendo aumentar os custos e diminuir a efetividade. Comumente, técnicas de restauração via plantio de mudas e semeadura direta têm sido utilizadas na maioria das implantações onde a restauração ativa é necessária. No caso de mudas utiliza-se o polímero de hidrogel para melhorar as condições hídricas no local e na semeadura, o bom armazenamento das sementes ao longo do tempo, posto que após a colheita elas são estocadas até o momento da implantação, tem sido umas das principais causas para o sucesso da emergência em campo. Diante dessa realidade, nós comparamos o custo efetividade do plantio de mudas todas com hidrogel e semeadura direta com e sem hidrogel, em dois tempos de armazenamento, sob efeito de diferentes filtros ambientais (herbivoria e estresse hídrico comparados à ausência desses filtros) em Dipteryx alata Vogel, uma espécie de interesse econômico do Cerrado. Para avaliar o desempenho dos dois métodos, analisamos a sobrevivência, taxa de crescimento relativo (TCR) da altura, do diâmetro e da área da copa, bem como cobertura de solo exposto e gramíneas invasoras comparados por análise de variância ANOVA. Realizamos testes de germinação conduzido em laboratório a fim de comparar as sementes armazenadas após diferentes períodos. Nossos resultados demonstram que em áreas sob maiores graus de filtros ambientais (herbivoria e estresse hídrico), ambas as técnicas não atingem uma porcentagem alta de sobrevivência. No entanto, quando o grau desses filtros não é nítido, a sobrevivência é alta para os dois métodos (semeadura e plantio de mudas), enquanto, sob efeito de herbivoria, o tipo de técnica não interfere para alcançar uma sobrevivência maior que 6% e sob estresse hídrico o plantio de mudas a taxa de sobrevivência é >50%. O uso de hidrogel não aumentou a sobrevivência no geral, sendo, portanto, seu uso dispensável nestas condições (ressaltando que a implantação foi no fim da estação seca, ou seja, seu uso no início da estação chuvosa ainda precisa ser investigado). A germinação das sementes com menor tempo de armazenamento em laboratório atingiu uma porcentagem 50% superior à das sementes com maior tempo de armazenamento, já em campo essa diferença na sobrevivência não foi observada. O crescimento das plântulas foi principalmente influenciado pelos filtros ambientais. Nem os filtros avaliados e nem os tratamentos influenciaram a invasão de gramíneas nem a presença de solo exposto. Pelo fato das mudas plantadas apresentarem uma sobrevivência significativamente maior, quando se avalia o melhor custo efetividade de forma geral (e incluindo os efeitos dos filtros), elas possuem melhor custo efetividade, sendo o arranjo mais indicado. Comparado às condições favoráveis, a herbivoria se torna mais de 20 vezes mais custosa enquanto que o estresse hídrico triplica o custo-efetividade da restauração. Este resultado especificamente é de suma relevância, uma vez que demonstra claramente a previsão do aumento dos custos da restauração sob cenários futuros de mudanças climáticas, considerando previsão da diminuição da precipitação. Concluímos que os filtros ambientais avaliados afetam diretamente o custo efetividade dos dois métodos de implantação estudados para e espécie D. alata, assim, devem ser consideradas no planejamento a fim de alcançarmos as metas de restauração nacionais e globais.
                COMPOSIÇÃO DE CANGAS BRASILEIRAS: PANORAMA ECOLÓGICO E FILOGENÉTICO DE GRUPOS BOTÂNICOS
                Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                Tipo Dissertação
                Data 10/09/2021
                Área BIOLOGIA GERAL
                Orientador(es)
                • Gecele Matos Paggi
                Coorientador(es)
                • Adriana Takahasi
                Orientando(s)
                • Larissa Hândrea Martins Machado de Oliveira
                Banca
                • Flavio Macedo Alves
                • Gecele Matos Paggi
                • Geraldo Alves Damasceno Junior
                • Lidyanne Yuriko Saleme Aona
                • Maria Ana Farinaccio
                Resumo Cangas são sistemas ecológicos de complexa evolução sendo uma das superfícies mais antigas expostas do planeta. Se localizam em “hotspots” de biodiversidade em todo mundo, abrigando comunidades vegetais caracterizadas por altos níveis de endemismo, elevada diversidade (alfa e beta), espécies raras e ameaçadas. Além da relevância ambiental, possuem importância econômica, visto que recobrem jazidas de minério de ferro. As aŕeas de cangas e suas comunidades naturais são pouco contempladas por políticas de conservação. Nesse sentido temos por objetivo avaliar e estabelecer por meio de análises filogenéticas e análise crítica e descritiva a composição florística de cangas nos domínios fitogeográficos brasileiros. A coleta de dados foi feita por meio de revisão bibliográfica sistematizada analisada no período de 1969 a 2019 (50 anos). Avaliamos a composição florística por meio do diagrama de Ven-Euler, análise de escalonamento multidimensional não métrico (NMDS), e método de ordenação de ward.D2. Posteriormente realizamos a reconstrução filogenética dos clados sub e super-representados para fins de conservação da comunidade vegetal dos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. Identificamos que as famílias botânicas Poaceae, Orchidaceae, Melastomataceae e Asteraceae são as mais recorrentes em habitats de cangas. Também verificamos a predominância dos gêneros Paepalanthus, Myrcia, Baccharis, Paspalum, Ipomoea e Paepalanthus. O diagrama de Venn-Euler indicou uma variação na composição dos grupos botânicos exclusivos e comuns nos diferentes níveis taxonômicos. O padrão dos agrupamentos de similaridade de Ward foi refletido na análise NMDS, e valores de NTI e NRI indicam que as cangas dos diferentes biomas possuem baixa similaridade florística, apontando conservadorismo filogenético de nicho. O padrão geral de distribuição e composição da florística de cangas nos biomas brasileiros é caracterizado principalmente por alta diversidade de espécies relacionadas a poucas famílias botânicas. As estruturas filogenéticas de tais comunidades vegetais sugerem que filtros ambientais favoreceram ocorrências de espécies florísticas próximas evolutivamente.
                Efeitos da paisagem sobre a estrutura da vegetação em remanescentes no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul
                Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                Tipo Dissertação
                Data 09/09/2021
                Área BIOLOGIA GERAL
                Orientador(es)
                • Andrea Cardoso de Araujo
                Coorientador(es)
                • Geraldo Alves Damasceno Junior
                Orientando(s)
                • Karina Santos Paulinelli Raposo
                Banca
                • Adriana Takahasi
                • Andrea Cardoso de Araujo
                • Angela Lucia Bagnatori Sartori
                • Danilo Rafael Mesquita Neves
                • Marcelo Leandro Bueno
                Resumo Um dos desafios da ecologia de paisagens é compreender como as espécies são afetadas pela grande expansão de áreas antropizadas e mudanças do uso do solo a ela relacionadas. O entendimento de como a composição florística está estabelecida em ambientes urbanos e rurais é essencial para elaborar estratégias de planejamento dos municípios. Este trabalho teve como objetivo caracterizar a estrutura da vegetação de remanescentes de Cerrado distribuídos em áreas urbanas e rurais do município de Campo Grande-MS, relacionando-a ao tipo de uso do solo da paisagem de entorno, em diferentes escalas espaciais e temporais. Amostramos 18 fragmentos de Cerrado e comparamos a riqueza de espécies e os índices de diversidade funcional (riqueza, uniformidade, divergência e dispersão) entre as onze áreas amostradas dentro da área urbana e as sete áreas rurais próximas da cidade. Avaliamos também se a riqueza de espécies e a dispersão funcional (FDis) são afetadas pela matriz circundante, nas diferentes escalas espaço-temporais, através de uma análise interativa, utilizando imagens de satélite dos anos de 1985, 2002 e 2018. A riqueza funcional (FRic) foi maior em áreas urbanas do que nas rurais. De modo semelhante, não houve efeito do uso do solo sobre a riqueza de espécies, mas a dispersão funcional foi afetada negativamente pela porcentagem de agropecuária, e positivamente pela cobertura de áreas urbanas no ano de 2018, sem variação detectada ao longo do tempo. Nosso estudo aponta para a importância de conhecer o histórico das cidades, para propiciar a persistência de espécies nativas nos remanescentes de vegetação, e a manutenção de suas funções ecológicas em áreas urbanas.
                INFLUÊNCIA DA FLORIVORIA SOBRE A FERTILIDADE NATURAL E A VISITAÇÃO FLORAL DE Dyckia excelsa Leme (BROMELIACEAE), BRASIL
                Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                Tipo Dissertação
                Data 09/09/2021
                Área BIOLOGIA GERAL
                Orientador(es)
                • Gecele Matos Paggi
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • DEBORAH CAINELLI
                  Banca
                  • Camila Aoki
                  • Camila Silveira de Souza
                  • Gecele Matos Paggi
                  • Vanessa Gabrielle Nobrega Gomes
                  • Wellington Santos Fava
                  Resumo Características florais, em geral, estão relacionados à atração de polinizadores e oferta
                  de recursos tróficos, entretanto, esses atrativos podem despertar a atração de espécies
                  oportunistas que não realizam a polinização e que são denominadas de pilhadores ou ladrões
                  florais. Contudo, não há um consenso sobre o impacto real da pilhagem floral sobre a
                  reprodução das espécies estudadas. Dyckia excelsa Leme tem ocorrência conhecida em
                  apenas uma grande população na Fazenda São João e mais cinco pequenas populações nos
                  arredores da cidade de Corumbá e Ladário (Mato Grosso do Sul - MS), as quais não são
                  protegidas. O objetivo do presente estudo foi caracterizar o consumo de estruturas florais e a
                  pilhagem de recursos tróficos florais em D. excelsa, buscando relacionar a espécie de pilhador
                  à estrutura e ao recurso floral utilizado, e observando se o dano floral interfere na visitação
                  por polinizadores. Somando-se a isto, identificar se há influência da ação do roubo floral
                  sobre a fertilidade natural de D. excelsa na população da Fazenda São João em Corumbá, MS.
                  O estudo foi conduzido durante um ciclo reprodutivo (abril à dezembro de 2019) e o consumo
                  de botões florais e flores em antese foi avaliado em inflorescências com escapos florais de 10
                  agrupamentos distantes entre si, a influência do dano floral sobre a fertilidade natural da
                  espécie foi avaliada em campo, por meio da verificação do desenvolvimento dos frutos
                  oriundos de botões florais/flores dos 5 tratamento realizados. Os frutos foram coletados para
                  análise de parâmetros, para avaliar a influência da florivoria sobre a fertilidade natural de
                  Dyckia excelsa, foi testada a germinação das sementes (N = 750 sementes). As observações
                  dos visitantes florais ocorreram em três dias distintos, sendo todos os agrupamentos avaliados
                  em cada dia, 30 minutos para cada (N = 15 horas). Para as análises estatísticas utilizamos o
                  teste de Kruskal-Wallis, com 95% de confiabilidade pelo programa Bioestat 5.3. As
                  flores/botões florais provenientes do tratamento Florivoria simulada 1 foram as que obtiveram
                  resultados mais próximos do controle, esse fato pode ser possivelmente explicado pela
                  presença de néctar nestas flores, já que no momento em que a florivoria simulada foi realizada
                  não ocorreu a retirada do néctar imediatamente, e que somente foi perfurada a corola. As
                  observações de visitantes florais mostraram que os orifícios, tanto os naturais como os
                  simulados, são utilizados por muitos visitantes para acessar o néctar, desse modo pode-se
                  supor que estes danos são uma atração para visitantes florais. As flores com dano no ápice
                  floral (Testes FN2 e FS2), foram as que obtiveram os resultados mais inferiores quando
                  comparadas ao controle, nessas flores o dano causou tanto uma diminuição de pólen oferecido
                  como também causou uma alteração nos caracteres florais, influenciando na visitação e logo
                  na polinização destas flores. Os resultados aqui obtidos mostram que os danos florais, tais
                  como a perfuração na base da corola e o consumo de pétalas do ápice floral, estames e
                  estigma, não são completamente prejudiciais para o sucesso reprodutivo da espécie. Pelo
                  padrão de floração e período em que D. excelsa floresce, a permanência dos visitantes florais
                  é vital para a espécie, pois contribuem para a polinização cruzada das flores. Portanto, as
                  implementações de medidas de conservação devem ser estudadas para que D. excelsa como
                  também a biodiversidade associada a ela seja conservada.
                  Variações morfológicas, químicas e genéticas de Stereocaulon alpinum Laurer (Stereocaulaceae) e seus fotobiontes da região sul da América do Sul e Antártica Marítima
                  Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                  Tipo Dissertação
                  Data 31/08/2021
                  Área BIOLOGIA GERAL
                  Orientador(es)
                  • Aline Pedroso Lorenz
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Vanessa de Oliveira Torres
                    Banca
                    • Aline Pedroso Lorenz
                    • Gecele Matos Paggi
                    • Marcos Junji Kitaura
                    • PRISCILA CANESQUI DA COSTA
                    • Wellington Santos Fava
                    Resumo Os liquens são resultantes da associação simbiótica entre fungos e fotobiontes (algas verdes e/ou cianobactérias), ocorrendo em habitats diversos e presentes também em ambientes extremos, estando entre os principais componentes da vegetação polares e alpinas. Dentre as 150 espécies bipolares conhecidas, Stereocaulon alpinum, é muito utilizada em estudos importantes para biotecnologia, como por exemplo em estudos de bioprospecção de compostos químicos por apresentar diversas propriedades bioativas, tais como antimicrobiano, antimitótico, citotóxico, enzimas inibitórias, toxicológicas e imunomoduladoras. A espécie foi inicialmente reportada como polifilética e não bipolar. Neste estudo utilizamos uma abordagem integrativa, incluindo dados morfológicos, anatômicos, químicos e genéticos de espécimes de S. alpinum coletados em ambos os hemisférios (norte e sul). Um total de 35 espécimes da espécie foram analisados e para as análises filogenéticas foram utilizadas sequências de DNA do micobionte (ITS e β-tubulina) e dos fotobiontes, alga verde (gene da actina) e cianobactérias (gene 16S), respectivamente. Dos espécimes analisados, geramos um total de 67 sequências. Sua morfologia possui discreta variações dentro da espécie na altura e disposição dos pseudopodécios, estágios-cor dos cefalódios, forma dos filocládios e espessura do tomento, porém nenhuma que diversifique geneticamente, sendo assim uma espécie com alta plasticidade fenotípica. Neste estudo a química de S. alpinum, comprovou-se ser diversa sem padrões filogenéticos e geográficos. Os fotobiontes (alga verde e cianobactéria) foram Asterocholoris sp. e Nostoc sp. respectivamente, reforçando a associação desses gêneros para a espécie S. alpinum. Diante disso, o estudo revelou que a espécie S. alpinum é uma espécie monofilética e bipolar.
                    CARACTERES MORFOLÓGICOS DOS DIÁSPOROS, ANÁLISE DE GRUPOS ECOLÓGICOS E SÍNDROMES DE DISPERSÃO DE PLANTAS AQUÁTICAS
                    Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                    Tipo Dissertação
                    Data 31/08/2021
                    Área BIOLOGIA GERAL
                    Orientador(es)
                    • Edna Scremin Dias
                    Coorientador(es)
                    • Gisele Catian
                    Orientando(s)
                    • Vitoria Silva Fabiano
                    Banca
                    • Arnildo Pott
                    • Denise Maria Trombert de Oliveira
                    • Edna Scremin Dias
                    • Edson Gomes de Moura Junior
                    • Flavia Maria Leme
                    • Vanessa de Carvalho Harthman Silveira
                    Resumo Plantas aquáticas são altamente adaptadas aos ambientes aquáticos continentais e essenciais para sua manutenção, visto integrarem diversas redes de interações ecológicas. A forte relação com a água é evidenciada pela presença de estruturas morfoanatômicas que refletem o grau de adaptação ao meio, observada também em traços morfofuncionais presentes nos diásporos. A morfologia dos diásporos das plantas aquáticas pode fornecer importantes informações relacionadas as estratégias de dispersão, sobrevivência de bancos de sementes e recrutamento de espécies, além de auxiliar na taxonomia e filogenia, e prover dados essenciais para projetos de restauração e manejo de áreas úmidas. Neste trabalho fornecemos a descrição detalhada da morfologia dos diásporos e avaliamos a convergência de caracteres dentro dos grupos de formas de vida e síndromes de dispersão, além de investigarmos atributos funcionais relacionados aos caracteres morfológicos. Para isso foram avaliados 16 traços da morfologia de 37 frutos e 47 sementes. Para a descrição dos diásporos foram utilizadas eletronmicrografias feitas com Microscopia Eletrônica de Varredura. O trabalho compreendeu 84 espécies, pertencentes a 32 famílias botânicas, abrangendo as formas de vida anfíbia, emergente, epífita, flutuantes fixas e livres e submersas fixas e livres. As plantas amostradas apresentaram como principais estratégias de dispersão a hidrocoria, autocoria, anemocoria e zoocoria, podendo ocorrer combinações de duas ou mais síndromes nas espécies. Nossas análises demonstraram que não há convergência de características dentro das formas de vida e síndromes de dispersão, porém, há relação da estratégia de dispersão e a morfologia dos diásporos. Além disso, o fator filogenético pode influenciar na seleção de traços morfológicos em frutos, o que não foi observado para as sementes. A influência das estratégias de dispersão parece estar relacionada a sua relevância para a seleção de traços de história de vida, podendo ser observados caracteres altamente adaptados aos vetores de dispersão.
                    Identificação de ipês (Bignoniaceae) por DNA barcoding
                    Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                    Tipo Dissertação
                    Data 08/03/2021
                    Área BIOLOGIA GERAL
                    Orientador(es)
                    • Flavio Macedo Alves
                    Coorientador(es)
                    • Aline Pedroso Lorenz
                    Orientando(s)
                    • Paola Gomes Silva
                    Banca
                    • Edihanne Gamarra Arguelho
                    • Flavio Macedo Alves
                    • Gecele Matos Paggi
                    • PRISCILA CANESQUI DA COSTA
                    • Wellington Santos Fava
                    Resumo Ipês são árvores ou arbustos da família Bignoniaceae amplamente utilizadas em arborização urbana em todas as regiões do Brasil. No inverno essas plantas perdem a maioria de suas folhas e as substituem por cachos de flores de cores intensas e muito apreciadas no paisagismo. Ainda que sejam de uso frequente na vegetação urbana e de grande apreciação popular, algumas espécies ainda não estão representadas nos bancos de sequências de DNA públicos e outras não estão corretamente identificadas, havendo inclusive problemas de indicação de gênero. O DNA barcoding é uma ferramenta de identificação molecular que utiliza pequenas sequências de DNA para a identificação de espécies. Para ser considerado um bom DNA barcode, a região genômica precisa atender a determinados critérios, como: 1) ser de fácil amplificação em laboratório; 2) resultar sequências curtas e, 3) ser suficientemente variável para discriminar taxa a nível de espécie. Neste estudo, utilizamos dois dos marcadores plastidiais indicados pelo Consortium for the Barcode of Life (CBOL), o gene matK e o espaçador intergênico trnH-psbA, para verificar o seu potencial de identificação de espécies de ipês urbanos da cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Foram estudadas 12 espécies popularmente conhecidas como ipês dos gêneros Cybistax, Handroanthus, Jacaranda, Tabebuia e Tecoma. Nossos resultados sugerem que o marcador trnH-psbA é o melhor candidato locus único para identificar as espécies de ipês, quando comparado com o matK, enquanto os resultados baseados nos marcadores concatenados (matK + trnH-psbA), indicaram a mesma taxa de eficiência de identificação que o trnH-psbA, porém com suporte de ramos mais elevados. Nas análises de BLAST, obtivemos pouco sucesso na identificação das espécies. Isso se deve ao fato de o banco de dados público de sequências de DNA não contemplar todas as espécies abordadas neste estudo e também por conter sequências de baixa qualidade. Isso demonstra a necessidade de um banco de dados local para a identificação através de DNA barcoding e também a necessidade de mais estudos que disponibilizem sequências de DNA de alta qualidade, com acurácia taxonômica.
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