Mestrado em Ciências do Movimento

Atenção! O edital referente ao processo seletivo e arquivos pertinentes ao curso estão disponíveis no site do curso.
Os resultados dos processos seletivos serão divulgados no site do curso.

Trabalhos

Trabalhos Disponíveis

TRABALHO Ações
RELAÇÃO ENTRE EFICIÊNCIA VENTILATÓRIA E RESPOSTAS CARDIOMETABÓLICAS DO EXERCÍCIO EM ATLETAS
Curso Mestrado em Ciências do Movimento
Tipo Dissertação
Data 12/04/2023
Área EDUCAÇÃO FÍSICA
Orientador(es)
  • Paulo de Tarso Guerrero Muller
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Juliana Peroni Abrahão Barbosa
    Banca
    • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
    • Gisele Walter da Silva Barbosa
    • Hugo Alexandre de Paula Santana
    • Paulo de Tarso Guerrero Muller
    Resumo A eficiência ventilatória é determinada pelo nível de ventilação-minuto, relacionado à eliminação pulmonar de dióxido de carbono (V’E/V’CO2) durante um teste de exercício cardiopulmonar (TECP). Seu papel e sua importância no desempenho esportivo não estão bem elucidados, tanto pelos níveis elevados de V’E/V’CO2, encontrados em atletas, compatíveis com ineficiência ventilatória mesmo na ausência de doença cardiopulmonar, quanto pela evidência da inexistência de relação entre o consumo máximo de oxigênio (V’O2) e V’E/V’CO2. Foi descrito um novo método de eficiência ventilatória que leva em consideração a taxa de remoção de CO2 para cada aumento de 10 vezes na ventilação-minuto, corrigida para a máxima taxa teórica de remoção do CO2 ao nível da ventilação voluntária máxima predita. Supomos que o método revelaria associação entre eficiência ventilatória e parâmetros cardiometabólicos do TECP, em correspondência com a aptidão aeróbica em atletas. Objetivo: analisar a relação entre eficiência ventilatória e respostas cardiometabólicas do exercício, V’O2 max e Pulso de O2 (PuO2), em atletas, através dos novos métodos de eficiência ventilatória, CO2-ACR e ŋV´E e também dos convencionais V’E/V’CO2 slope e V’E/V’CO2 nadir, além de explorar a relação entre os índices de eficiência ventilatória e o desempenho dos atletas. Método: estudo observacional, transversal e retrospectivo sobre bases de dados de dois estudos, MEDALHA e BRASÍLIA, em que seus participantes (61) foram submetidos a TECP incremental e coletadas as variáveis de eficiência ventilatória, PuO2 e V’O2 máximo, para análise de correlação (coeficiente de correlação de Pearson/Spearman). Além disso, os indivíduos foram divididos em estratos de acordo com valores de V’O2 e PuO2, sendo o ponto de corte em 57.8 ml/min/Kg e 11.5 ml/bpm/m2 respectivamente, para posterior comparação dos dados de eficiência ventilatória (Teste t Student). Para estender o conhecimento da associação de eficiência ventilatória e desempenho, nós analisamos o tempo de corrida de 10Km em 25 corredores. Resultados: o índice de eficiência ventilatória CO2-ACR apresentou diferença significativa em seus valores de acordo com os grupos de V’O2 (6,7 ± 1,8; 7,9 ± 2,5, p = 0,024) e também no que se refere aos grupos de PuO2 (6,8 ± 1,9; 8,0 ± 2,4, p = 0,004). O CO2-ACR foi maior em indivíduos mais jovens e com menor IMC, essa população teve maior V’O2, como esperado, mas também maior eficiência ventilatória. O CO2-ACR também apresentou correlação positiva com V’O2 (r = 0,325; p=0,010) e PuO2 (rhô = 0,411, p = 0,001). Concluímos que as novas métricas de eficiência ventilatória mostraram, no geral, maior associação com as variáveis cardiometabólicas do TECP em atletas. Houve moderada e negativa correlação entre o desempenho dos atletas na prova de corrida de 10Km e o índice de eficiência ventilatória Slope 1.
    Eficiência Ventilatória na comparação dos Testes de Exercício Máximo Incremental e Supramáximo Constante
    Curso Mestrado em Ciências do Movimento
    Tipo Dissertação
    Data 11/04/2023
    Área EDUCAÇÃO FÍSICA
    Orientador(es)
    • Paulo de Tarso Guerrero Muller
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Wandriane de Vargas
      Banca
      • Hugo Alexandre de Paula Santana
      • Paulo de Tarso Guerrero Muller
      • Rodrigo Koch
      • Thomaz Nogueira Burke
      Resumo A eficiência ventilatória (EV) é medida através do nível de ventilação minuto
      (VE) relacionado com a remoção de CO2 durante o teste de exercício cardiopulmonar
      (TECP). Um novo método foi desenvolvido para medir a EV (ƞ⩒E - CO2CR),
      presumivelmente insensível a restrições ventilatórias, podendo revelar diferentes
      padrões entre os atletas, em correspondência com a aptidão aeróbica. Assim, o objetivo
      do estudo foi analisar a eficiência ventilatória obtida no teste incremental e
      supramáximo em atletas. Este estudo foi observacional, do tipo retrospectivo
      transversal, sobre base de dados secundários com as variáveis usuais ⩒E/⩒CO2 nadir,
      slope e intercepto e o método novo ŋ⩒E por meio do teste incremental e supramáximo.
      O estudo foi composto por 27 atletas, provenientes do projeto Medalha, que foram
      selecionados de forma não probabilística e por conveniência, que realizaram tanto teste
      supramáximo, como teste incremental, totalizando 54 testes. A relação ⩒E/⩒CO2 slope,
      intercepto, nadir, ƞ⩒E e CO2CR foram as variáveis analisadas no estudo. Quanto às
      variáveis demográficas, 89% dos indivíduos eram do sexo masculino e a média das
      idades foi de 36,3±8,1 anos. Tratando-se do índice de EV, foi identificada maior
      significância na relação ⩒E/⩒CO2 slope (p<0,001), ⩒E/⩒CO2 intercepto (p=0,007),
      ⩒E/⩒CO2 nadir (p<0,001), na taxa de remoção de CO2CR (p<0,001), assim como ƞ⩒E
      (p<0,001). Com isso, conclui-se que o presente estudo demonstrou de forma inédita que
      eficiência ventilatória apresentou uma taxa de remoção CO2 maior, e uma eficiência
      ventilatória mais significativa em relação o teste supramáximo de verificação
      comparados ao teste incremental.
      CORRELAÇÃO ENTRE AGRESSIVIDADE E DESEMPENHO FÍSICO EM CARATECAS
      Curso Mestrado em Ciências do Movimento
      Tipo Dissertação
      Data 13/01/2023
      Área EDUCAÇÃO FÍSICA
      Orientador(es)
      • Hugo Alexandre de Paula Santana
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Jônatas Nascimento Alves
        Banca
        • Hugo Alexandre de Paula Santana
        • Jeeser Alves de Almeida
        • Rafael Lima Kons
        • Rodolfo Andre Dellagrana
        Resumo Introdução: A prática esportiva do Caratê tem como objetivos principais o desenvolvimento físico e psicológico dos praticantes, mesmo que para alguns treinadores esportivos a agressividade no esporte possa ser um comportamento positivo, estando associado às conquistas na prática esportiva. Sendo assim, o presente projeto teve como objetivo identificar a relação de níveis de agressividade com os níveis de desempenho físico em caratecas, sendo eles, potência no salto vertical e tempo de reação na aplicação de golpes (soco e chute), e relacionar níveis de agressividade com tempo de prática do Caratê. Metodologia: O estudo se baseou em uma amostra por conveniência composta por 8 caratecas da cidade de Campo Grande – MS, praticantes de caratê de contato, com graduação mínima faixa azul e máxima faixa preta 2ª dan, com tempo de prática 173 meses ±25,6, idade 27 anos ±2,28 e todos do sexo masculino. Após preenchimento do termo de consentimento livre esclarecido, foi realizado anamnese, coletado os dados antropométricos e aplicado o Questionário de Buss-Perry, para identificação de níveis de agressividade dos atletas. Posteriormente, os caratecas realizaram um aquecimento padrão da prática do caratê, a partir disto foram coletadas o desempenho de 3 saltos vertical contra-movimento, em seguidas foram realizadas a coletas do tempo de reação de dois golpes do Caratê – um soco e um chute. Análise estatística: Os dados foram analisados através do programa Jamovi 1.1 e Microsoft Excel, apresentados como Média ± Desvio Padrão. Foi realizado o teste normalidade de Shapiro-Wilk, utilizado o coeficiente de correlação de Pearson entre as variáveis de agressividade e desempenho esportivo (tempo de reação e potência do salto vertical), tempo de prática e nível de agressividade, relação do tempo de reação do soco e tempo de reação do chute, relação da potência do salto vertical com e tempo de reação do soco e tempo de reação do chute. Resultados: Foram encontradas uma correlação negativa forte entre o tempo de prática e as pontuações obtidas para raiva e resultado total do BPAQ (r=-0,89 e r=-0,77, respectivamente), correlação negativa moderada entre tempo de prática as pontuações obtidas para agressividade física, agressividade verbal e hostilidade (r=-0,64, r=-0,54 e r=0,53, respectivamente). Entre as variáveis, potência muscular de membros inferiores e total do BPAQ, foi encontrado correlação positiva fraca (r=0,41), tempo de reação do soco e total do BPAQ foi encontrado correlação positiva fraca (r=0,25), tempo de reação do chute e total do BPAQ foi encontrado correlação positiva fraca (r=0,16). Já entre as correlações da potência do salto vertical com e tempo de reação do soco foi encontrado relação positiva fraca (r=0,25) e para a correlação da potência do salto vertical com e tempo de reação do chute foi encontrado correlação positiva moderada (r=0,58). Para a correlação entre o tempo de reação do soco e tempo de reação do chute foi encontrado relação positiva forte (r=0,90). Conclusão: Os achados de nosso estudo sugerem que o maior tempo na prática de caratê apresenta associações com menores níveis de agressividade, por fim, os níveis de agressividade não apresentam relações com desempenho indireto do caratê, e atletas de caratê apresentam alta correlação no tempo de reação entre membros inferiores e superiores.
        FATORES DE RISCO, ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS E DEMOGRÁFICOS ASSOCIADOS COM A TAXA DE MORTALIDADE POR SARS-COV-2 NO BRASIL
        Curso Mestrado em Ciências do Movimento
        Tipo Dissertação
        Data 23/12/2022
        Área EDUCAÇÃO FÍSICA
        Orientador(es)
        • Jeeser Alves de Almeida
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Mayara Soares Carlin
          Banca
          • Dayanne Sarah Lima Borges
          • Hugo Alexandre de Paula Santana
          • Jeeser Alves de Almeida
          • Rafael dos Reis Vieira Olher
          Resumo RESUMO – A atual pandemia da doença denominada COVID-19 é provocada por uma Síndrome Respiratória Aguda Grave Coronavírus 2 (SARS-COV-2, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2). Desde dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, na China, mais de 567 milhões de infectados foram relatados resultando em mais de 6,38 milhões de mortes em todo o mundo. No Brasil, no período de março de 2020 a fevereiro de 2021 a COVID-19 foi responsável por mais de 250 mil mortes. Compreender as relações entre os fatores de risco e taxa de mortalidade em um país marcado por desigualdades socioeconômicas e outros fatores de riscos à saúde, torna-se necessário para o enfrentamento dessa doença. Assim, esse trabalho objetivou avaliar como os fatores de risco e características socioeconômicas e demográficas dos pacientes com COVID-19, acometidos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), influenciam nas chances de mortalidade pela doença no Brasil. Para tanto, foi utilizado a base de dados provenientes do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), do IBGE e outros, reunindo informações referentes a comorbidades e outros fatores socioeconômicos e demográficos. Após, adotou-se uma regressão Logit multinível para estimar os efeitos das comorbidades, características socioeconômicas e demais fatores de risco nas probabilidades de mortalidade por COVID-19. Os resultados indicam que os fatores investigados são significativos para explicar as taxas de mortalidade por COVID-19. Entre as comorbidades, destaca-se a obesidade, a qual demonstra um aumento de 70% de chances de óbito quando comparado aos não obesos. Do ponto de vista socioeconômico, maior desigualdade de renda está associado a maior mortalidade, à medida que o aumento de 0,01 no índice de Gini aumenta a probabilidade de óbito em 1,17%. Além disso, este estudo encontrou uma relação inversa entre o número de estabelecimentos de atividade física e a taxa de mortalidade por COVID-19 no Brasil. Isso significa que quanto maior o número de estabelecimentos de atividade física por 100 mil habitantes, menor é a probabilidade de óbito pelo COVID-19. De acordo com os resultados do estudo, o aumento de um estabelecimento a cada 100 mil habitantes diminui em 0,63% a probabilidade de óbito (p-valor < 0,01). Isso sugere que a disponibilidade de locais para a prática de atividade física pode ser um fator protetivo contra a COVID-19 e pode ser considerado na formulação de políticas públicas de enfrentamento da pandemia. Portanto, o presente estudo contribui com achados para a formulação de estratégias em políticas públicas para o enfrentamento de pandemias como a da COVID-19 ao evidenciar, sobretudo, o papel da desigualdade e dos estabelecimentos de atividade física neste contexto.
          Aspectos morfofuncionais diafragmáticos agudos e seu uso como preditores de sucesso de extubação em pacientes com lesão neurológica aguda
          Curso Mestrado em Ciências do Movimento
          Tipo Dissertação
          Data 30/11/2022
          Área EDUCAÇÃO FÍSICA
          Orientador(es)
          • Paula Felippe Martinez
          Coorientador(es)
          • Karla Luciana Magnani Seki
          Orientando(s)
          • Thamara Ferro Balsani Comin
          Banca
          • Arthur de Almeida Medeiros
          • Gabriel Pereira Braga
          • Gisele Walter da Silva Barbosa
          • Karla Luciana Magnani Seki
          Resumo Introdução. Há alta taxa de falha de desmame ventilatório em pacientes com lesão neurológica aguda, pela dificuldade de eleger os pacientes aptos para a evolução do desmame. Objetivos Avaliar os aspectos morfofuncionais diafragmáticos agudos e preditores de sucesso na extubação de pacientes com lesão neurológica aguda. Método: Estudo observacional longitudinal prospectivo, realizado na Santa Casa de Campo Grande/MS. Avaliação ultrassonográfica diafragmática em pacientes com lesão neurológica aguda sob ventilação mecânica invasiva nas primeiras 24 horas, entre 48 e 72 horas de internação na Unidade de Terapida Intensiva (UTI) e na pré extubação. Na pré extubação, também foram avaliados índices preditores do desmame e escore VISAGE. Para a análise, os participantes foram alocados em grupos conforme evolução ou não para traqueostomia e aqueles que evoluíram para extubação foram divididos em sucesso e falha de extubação. Testes estatísticos: ANOVA para o modelo de medidas repetidas, teste t de Student e regressão lógistica múltipla. Resultados: A mobilidade e o APACHE II foram preditores independentes para a evolução para traqueostomia; índice de respiração rápida e superfical (IRRS) e escore VISAGE foram preditores independentes de falha ou sucesso na extubação; IRRS/indice de respiração diafragmático superficial (DIRRS), escore VISAGE e pressão expiratória máxima (Pemáx) quando associados, foram preditores para sucesso/falha na extubação. Conclusão: O escore VISAGE e o IRRS quando isolados e quando combinados com o DIRRS e com a Pemáx mostram-se bons preditores de sucesso ou falha na extubação. A mobilidade diafragmática, APACHE II, idade, tempo total de ventilação mecânica invasiva e tempo total de UTI influenciam a evolução para traqueostomia.

          IMPACTO DA DUPLA-TAREFA COM SMARTPHONE SOBRE O EQUILÍBRIO DE ADULTOS JOVENS: INVESTIGAÇÃO EM AMBIENTE CONTROLADO E NÃO-CONTROLADO
          Curso Mestrado em Ciências do Movimento
          Tipo Dissertação
          Data 01/11/2022
          Área EDUCAÇÃO FÍSICA
          Orientador(es)
          • Gustavo Christofoletti
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Sidney Afonso Sobrinho Junior
            Banca
            • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
            • Arthur de Almeida Medeiros
            • Gustavo Christofoletti
            • Lilian Assuncao Felippe
            Resumo O uso de smartphones durante uma tarefa locomotora secundária como, a marcha pode ser prejudicial para o equilíbrio dinâmico de seus usuários. O objetivo desta dissertação de mestrado foi avaliar o impacto da dupla tarefa com smartphone sobre equilíbrio dinâmico de adultos jovens em diferentes ambientes, controlado (laboratório) e não controlado (via pública). Para isso, duzentos e um participantes foram submetidos a atividades de caminhada enquanto mandavam mensagens de texto e falavam ao smartphone. As avaliações foram realizadas sem distratores externos (laboratório) e em via pública, com veículos, pedestres, luzes e ruídos. Os testes de análise multivariada para medidas repetidas forneceram efeito principal de tarefa (usar × não usar celular), ambiente (laboratório × rua), sexo (masculino × feminino) e interações. A significância foi estipulada em 5%. Os resultados mostraram que o uso do smartphone ao caminhar aumenta os riscos de acidentes de pedestres (efeito principal da tarefa: 0,84; p=0,001). O risco de acidente foi maior nas ruas quando comparado à avaliação laboratorial (efeito principal do ambiente: 0,82; p=0,001). Não houve diferença de riscos entre homens e mulheres (efeito principal do sexo: 0,01; p=0,225), seja no laboratório ou na rua (efeito principal do sexo × ambiente: 0,01; p=0,905). A interação tarefa × ambiente mostrou que os distratores de trânsito da vida real potencializam os riscos de acidentes de pedestres (efeito principal tarefa × ambiente: 0,41; p=0,001). Em conclusão, esta dissertação verificou que o uso do smartphone enquanto caminha pode ser arriscado para os pedestres, especialmente em um ambiente de trânsito. As pessoas devem evitar usar o smartphone ao atravessar as ruas.

            Palavras-chave: Smartphone. Pedestre. Comportamento multitarefa. Acidentes de trânsito.
            DESEMPENHO MOTOR DE PRATICANTES DE GINÁSTICA RÍTMICA: UM OLHAR CENTRADO NAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MATURACIONAIS
            Curso Mestrado em Ciências do Movimento
            Tipo Dissertação
            Data 19/08/2022
            Área EDUCAÇÃO FÍSICA
            Orientador(es)
            • Sarita de Mendonca Bacciotti
            Coorientador(es)
            • Silvio Assis de Oliveira Junior
            Orientando(s)
            • Adenizia Luciana Julião
            Banca
            • Joel Saraiva Ferreira
            • Kizzy Fernandes Antualpa
            • Mariana Biagi Batista
            • Sarita de Mendonca Bacciotti
            Resumo Introdução: O desempenho em ginastas pode ser observado de diversas formas, uma vez que o mesmo depende de uma série de fatores, dentre eles os maturacionais, tipo físico e nível de condicionamento físico. Objetivo: Descrever e associar características físicas, maturacionais e de treinamento ao desempenho motor de praticantes de ginástica rítmica. Desenho e métodos: Trata-se de estudo transversal de natureza descritiva observacional com análise quantitativa. A amostra convencional não probabilística foi constituída de 102 praticantes de Ginástica Rítmica do sexo feminino, com idade entre 9 e 16 anos, provenientes de dois pólos de treinamento da cidade de Campo Grande – MS. A partir da mediana de score geral de aptidão física, a amostra foi dividida em dois grupos: grupo de menor desempenho (GMED; abaixo da mediana) e grupo de maior desempenho (GMAD; acima da mediana). A coleta dos dados foi realizada por meio de aplicação de questionários com os pais e ginastas, a fim de obter dados sobre menarca e informações o treinamento, além da realização de avaliações antropométricas e de composição corporal, testes de desempenho motor geral e específico para avaliação da flexibilidade, equilíbrio, força, potência e resistência. Resultados: Verificou-se que ginastas do GMAD treinam significativamente mais horas, são mais velhas, apresentam maior número de praticantes que já passaram pela menarca (n=28; 54,9%) e valores superiores de massa muscular esquelética (17,84±4,47kg). Além disso, possuem valores médios significativamente inferiores de percentual de gordura (20,5±6,65%), IMC (18,63±2,60kg/m²), perímetro braquial (23,99±2,61cm), pregas tricipital, subescapular e supraespinhal (12,58±4,74mm; 9,45±4,48mm; 9,88±6,97mm, respectivamente), quando comparadas às ginastas do grupo GMED. Na classificação do somatotipo os grupos apresentam somatotipo distintos, GMAD central (3,6-3,8-3,2), e GMED mesoendomorfo (5,02-4,13-2,89). As ginastas do GMAD obteviveram melhor desempenho em todos os testes motores realizados. Tendo como variáveis explicativas do desempenho em 55,8% (R²= 0,558), a endomorfia e ocorrência de menarca. Considerações finais: conclui-se que quanto maior a endomorfia menor será a chance de a ginasta pertencer ao grupo de melhor desempenho em GR. Por fim, a avaliação do desempenho motor em praticantes de GR é de fundamental importância para treinadores e responsávéis que lidam com a preparação de atletas e o entendimento de como aspectos da composição corporal e maturação influenciam no desempenho motor.

            Palavras-chave: Ginástica Rítmica; Flexibilidade; Maturação Biológica; Somatotipo; Crescimento Físico.
            ASSOCIAÇÃO ENTRE COMPORTAMENTOS DE RISCO PARA DESENVOLVIMENTO DE TRANSTORNO ALIMENTAR E DESEMPENHO FÍSICO EM ATLETAS: UM ESTUDO TRANSVERSAL
            Curso Mestrado em Ciências do Movimento
            Tipo Dissertação
            Data 19/08/2022
            Área EDUCAÇÃO FÍSICA
            Orientador(es)
            • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Adolfo Henrique Costa dos Santos
              Banca
              • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
              • Fabiane La Flor Ziegler Sanches
              • José Roberto Andrade do Nascimento Junior
              • Sarita de Mendonca Bacciotti
              Resumo Introdução: Dentre os Transtornos Alimentares (TA) mais prevalentes estão a
              Anorexia Nervosa (AN), Bulimia Nervosa (BN) e o Transtorno de Compulsão
              Alimentar (TCA). A etiologia dos TA é considerada de ordem multifatorial, e implica
              em prejuízos psicossociais, comprometimento em relação a saúde física e
              complicações para prática esportiva. Contudo, são escassas as evidências na
              literatura que mostram variações e implicações entre o risco de desenvolvimento de
              TA e desempenho físico, sejam em atletas amadores ou profissionais. Objetivo:
              Verificar a associação entre comportamentos de risco para TA e o desempenho
              físico em atletas brasileiros. Métodos: Trata-se de um delineamento transversal com
              amostra não-probabilística, composta por atletas federados de diversas
              modalidades, de ambos os sexos, com idades de 12 à 41 anos. A avaliação do risco
              de desenvolvimento de TA foi feita por meio do instrumento Eating Attitudes Test
              (EAT-26). O desempenho físico avaliado por meio do Running Anaerobic Sprint Test
              -RAST, Salto Vertical - SV e o Yo-yo Test. A avaliação antropométrica incluiu massa
              corporal e estatura. Os achados do estudo foram obtidos por medidas de tendência
              central, dispersão e frequências, a comparação do desempenho físico dos atletas
              com o risco para TA foi feito com base na Análise de Regressão Linear Múltipla,
              para descrever as demais variáveis do estudo foram conduzidas com auxílio do
              programa estatístico IBM SPSS versão 24, e realizado teste Qui-quadrado e o teste
              de Shapiro-Wilk, sendo os níveis de significância adotados de 5% (p < 0,05).
              Resultados: Os resultados dos 329 atletas participantes da pesquisa apontaram
              para uma amostra composta por 74,16% do sexo masculino (e 25,84% do sexo
              feminino com idade média de 23,66 ± 2,87 anos (12 à 41 anos), provenientes de 20
              modalidades esportivas. Na presente investigação, o risco para TA foi maior entre
              sexo masculino (7,38%) em relação ao sexo feminino (4,71%) e entre praticantes de
              esportes individuais (11,45%) em relação aos esportes coletivos (3,54%).
              Conclusões: O grau de acometimento constatado para comportamento de risco de
              TA foi considerado maior entre atletas homens e nos atletas de esportes individuais.
              Os valores referentes ao TA foram considerados não significativos e não

              apresentaram correlação com a variação de desempenho dos atletas, ou seja, e não
              foi possível verificar diminuição no rendimento dos atletas participantes.
              EFEITOS DA CLOREXIDINA SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL DE JOVENS SUBMETIDOS AO EXERCÍCIO FÍSICO INTENSO
              Curso Mestrado em Ciências do Movimento
              Tipo Dissertação
              Data 19/08/2022
              Área EDUCAÇÃO FÍSICA
              Orientador(es)
              • Jeeser Alves de Almeida
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Gabriela Tinoco da Silveira
                Banca
                • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
                • Dayanne Sarah Lima Borges
                • Hugo Alexandre de Paula Santana
                • Jeeser Alves de Almeida
                Resumo A hipotensão pós-exercício (HPE) é uma resposta fisiológica natural, que pode ocorrer
                tanto em indivíduos normotensos quanto em hipertensos. Ela provoca uma redução da
                pressão arterial (PA) após o exercício, em relação ao repouso prévio. Contudo, diversos
                fatores parecem influenciar a ocorrência da HPE. Dentre eles, destaca-se o óxido nítrico
                (NO), que é responsável pela vasodilatação. Além disso, a biodisponibilidade de NO está
                associada com a cavidade oral e a existência de bactérias responsáveis pela redução de
                nitrato em nitrito por meio da circulação enterosalivar. Assim, enxaguantes bucais
                antibacterianos apresentam a inibição da atividade do nitrito, o que pode impactar na
                pressão arterial em repouso. Portanto, baseado em evidências anteriores, o presente estudo
                teve por objetivo verificar a influência de um bochecho a base de clorexidina antes de uma
                sessão de exercício incremental intenso, a fim de analisar o comportamento da HPE em
                homens e mulheres. 30 participantes jovens e normotensos concluíram o estudo (15
                homens e 15 mulheres). Os avaliados realizaram um bochecho de 1 min com enxaguante
                contendo clorexidina (0,2%) ou placebo em dias diferentes com delineamento cruzado.
                Após as medições iniciais de PA, foram submetidos ao exercício incremental, com
                velocidade inicial de 6km/h com incrementos de 1,5km/h a cada dois minutos até a
                exaustão. Após os voluntários foram posicionados em uma sala silenciosa e a PA foi
                verificada a cada 15 minutos no período de 1h. Homens apresentaram HPE para PAS
                independentemente do bochecho (˜10mmHg, p <0.05). Entretanto, mulheres tiveram a
                HPE atenuada quando da condição experimental com clorexidina (p > 0,05). Por fim, um
                único bochecho com clorexidina parece atenuar a HPE em mulheres, mas sem efeitos em
                homens.
                INFLUÊNCIA DO TREINAMENTO CURTO DE ALTA INTENSIDADE NOS ESCORES DE DEPRESSÃO E APTIDÃO FÍSICA DE PESSOAS COM DEPRESSÃO: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
                Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                Tipo Dissertação
                Data 19/08/2022
                Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                Orientador(es)
                • Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
                Coorientador(es)
                • Paulo de Tarso Guerrero Muller
                Orientando(s)
                • Jéssica Alves Ribeiro
                Banca
                • Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
                • Felipe Barreto Schuch
                • Laís Tonello
                • Silvio Assis de Oliveira Junior
                Resumo A depressão é um grande problema de saúde pública associado à morbidade e mortalidade; além do mais, pessoas com depressão apresentam comportamentos sedentários e níveis baixos de aptidão física e o principal motivo usado para explicar este comportamento é a falta de tempo e prazer. Por esta razão, o protocolo de Treinamento Intervalado de Sprints curtos (short sprint interval training, sSIT), pode ser uma alternativa adequada pelo baixo volume e provável boa aderência. Objetivo. O objetivo do presente estudo foi analisar os efeitos do sSIT nos escores de depressão e na aptidão física de mulheres diagnosticadas com depressão. Materiais e Métodos. Este estudo avaliou 17 mulheres, com média de idade de 41,7±7,8 anos, sedentárias, com depressão moderada a grave que foram alocadas aleatoriamente em dois grupos: controle e experimental. O protocolo de treinamento sSIT consistiu em realizar, durante 6 sessões em duas semanas, 4-12 sprints de 5 segundos, com intervalo de descanso de ≥30 s de forma ativa com 50 W, com descanso de 48 horas entre sessões, com periodização linear e seleção individualizada do número de sprints em cada sessão. O grupo controle permaneceu com o uso de suas medicações e rotina de tarefas diárias, sem se envolverem em exercício físico por duas semanas. Todas as pacientes participaram da entrevista Neuropsiquiátrica Internacional (MINI) para diagnóstico do transtorno depressivo, e avaliação de escores de depressão através da Escala de Hamilton de 21 itens, e responderam ao Questionário internacional de atividade física (IPAQ) e o Questionário de Prontidão para Atividade Física (PAR-Q). Na primeira e quarta semanas foram submetidas a avaliação da composição corporal, força de preenssão palmar, potência muscular dos membros inferiores com o salto com contramovimento, teste incremental máximo em cicloergômetro, e quantidade de passos durante 4 dias da semana e um do fim de semana. Resultados. As participantes do grupo experimental sSIT exibiram melhoras na potência e resistência aeróbicas (140±15 vs. 155±15 W, p=0,016; 569,2±75,8 vs. 653,2±100 s, p<0,001) e um número maior de passos diários (13625±11309 vs. 16643±15371, p=0,009) da 1ª para a 4ª semana após a período de treinamento. Além disso, as pacientes que completaram o sSIT apresentaram menores escores de depressão com pontuação de 22,5±6,9 na 1ª semana para 24±8,3 na 4ª semana (p<0,001). No entanto, o sSIT não alterou o peso, IMC, e perimetria de cintura e abdômen. Entretanto, o % de gordura diminuiu de forma significativa (p<0,001). Conclusão. O sSIT parece ser um método de treinamento eficiente a ser considerado para o tratamento de pessoas com depressão. Futuros ensaios clínicos randomizados com amostras maiores deverão confirmar esses resultados promissores.

                Palavras-chave: Depressão; Treinamento curto de alta intensidade; Aptidão física.
                DESEMPENHO FÍSICO DE POLICIAIS MILITARES: UMA ANÁLISE LONGITUDINAL POR ESPECIALIDADES/ATRIBUIÇÕES DE FUNÇÃO
                Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                Tipo Dissertação
                Data 19/08/2022
                Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                Orientador(es)
                • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Luiz Carlos Rezende
                  Banca
                  • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
                  • Daniel Traina Gama
                  • Jeeser Alves de Almeida
                  • Rodolfo Andre Dellagrana
                  Resumo Introdução. Considerando as exigências físicas que policiais militares são submetidos, tarefas como saltar, puxar, empurrar, correr, arrastar e elevar são
                  fundamentais para o efetivo exercício dessa profissão. A Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul apresenta uma divisão de unidades de acordo com suas especialidades, exigindo um aperfeiçoamento técnico individual para cada tipo de serviço, porém em comum a estas unidades existe a necessidade de uma boa aptidão física. Há poucos estudos com análises longitudinais da aptidão física de policiais militares, principalmente com relação a uma análise por especialidades, sendo tal conhecimento um fator determinante para elaboração de programas específicos de
                  treinamento. Objetivo. Analisar longitudinalmente a aptidão física de policiais militares de acordo com suas especialidades, por um período de cinco anos. Metodologia. Policiais militares do sexo masculino foram alocados em 4 grupos de acordo com a
                  afinidade de atribuição: 1- Ambiental: (Polícia Militar Ambiental – BPMA); 2- Especializado: (Batalhão de Operações Policiais Especiais – BOPE) e (Batalhão de Polícia Militar de Choque – BPChq); 3- Fronteira: (Batalhão de Polícia Militar Rodoviária – BPMRv) e (Departamento de Operações de Fronteira - DOF); e 4- Urbano: (1o Batalhão de Polícia Militar - 1o BPM) e (Batalhão de Polícia Militar de Trânsito – BPTran). O teste de aptidão física foi composto pelos testes de repetições máximas de abdominais, flexões máximas de braço na barra e no solo e corrida de 12
                  minutos. O desempenho físico foi analisado retrospectivamente (2015 a 2019) por meio dos resultados do TAF publicados em Boletim Interno da Instituição. Para a comparação dos resultados dos testes físicos entre as especialidades policiais na
                  linha de base e ao longo dos anos foi realizada uma Análise de Covariância (ANCOVA) de Modelo Linear Geral Misto controlado para as diferenças de idade entre os grupos, seguido do post hoc de Tukey, respeitando os níveis de significância de (P<0,05). Resultados. Nota-se de modo geral um declínio no desempenho dos grupos com exceção do grupo urbano nos testes de corrida, abdominal e do grupo
                  fronteira na flexão de braço no solo. Observa-se também que o grupo especializado apresentou melhor desempenho na linha de base e que os piores resultados estão presentes no grupo ambiental. Conclusão. Houve declínio da aptidão física dos policiais ao longo dos anos e suas respectivas atribuições colaboram para uma maior
                  queda ou atenuação desse declínio.

                  Palavras-chave: Aptidão Física; Saúde; Policiais; Programa de Treinamento; Militares.
                  REPERTÓRIO MOTOR NO PERÍODO DE FIDGETY MOVEMENTS EM LACTENTES EXPOSTOS A INFECÇÕES POR TORCHS
                  Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                  Tipo Dissertação
                  Data 18/08/2022
                  Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                  Orientador(es)
                  • Daniele de Almeida Soares Marangoni
                  Coorientador(es)
                  • Paulo Henrique Muleta Andrade
                  Orientando(s)
                  • Sarita Baltuilhe dos Santos
                  Banca
                  • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
                  • Daniele de Almeida Soares Marangoni
                  • Everton Falcao de Oliveira
                  • Renata Hydee Hasue
                  Resumo Introdução: Para um grupo de infecções adquiridas durante a gestação ou durante o parto com manifestações clínicas semelhantes, criou-se o acrômio TORCHS. Essas infecções podem prejudicar o curso normal do desenvolvimento. Apesar de sua importância epidemiológica, não são encontrados estudos que investigaram comportamentos neuromotores em lactentes expostos a infecções por TORCHS. A avaliação dos general movements (GMs), especialmente entre 3-5 meses de idade pós-termo (período de fidgety movements - FMs), tem alto valor preditivo para comprometimento neurológico. Objetivo: Investigar a qualidade GMs e o repertório motor no período dos fidgety movements em lactentes expostos a infecção materna por TORCHS, verificando a associação de características clínicas e fatores de risco nos desfechos observados. Método: Este estudo observacional exploratório compreendeu uma amostra de conveniência de 17 lactentes (idade 53,6±3,0 semanas pós-termo) com exposição pré-natal a TORCHS confirmada, recrutados a partir de centros de referência local. Os lactentes foram avaliados uma única vez, utilizando as ferramentas General Movements Assessment (GMA) para a qualidade dos GMs e o Motor Optimality Score (MOS) para avaliar detalhes dos padrões de movimentos, padrões posturais e características dos movimentos nessa fase. Também foram coletados dados clínicos e fatores de risco (peso ao nascer, prematuridade, agente etiológico, exames de imagem, entre outros). Resultados: Cinco lactentes (29,4%) apresentaram FMs aberrantes na avaliação pela GMA. Não foram observados movimentos com cramped-synchronized. A maioria (87,5%) dos lactentes apresentou escore total do MOS reduzido [23,5 (21-26)]. Apenas 2 (12,5%) lactentes apresentaram movimentos suaves e fluentes. Nos padrões de movimento, todos os movimentos de língua e rotação de cabeça observados foram anormais; nos padrões de postura, foram observados movimentos simétricos anormais e mãos predominantemente fechadas e dedos espalhados anormais; quase todos foram anormais, especialmente abruptos e monótonos, na avaliação das características do movimento. Apenas o escore total do MOS associou-se à prematuridade. Conclusão: Os lactentes apresentam anormalidades na qualidade dos FMs e no repertório motor no período de FMs, com mínima interferência de fatores de risco.
                  INFLUÊNCIA DA FISIOTERAPIA AQUÁTICA NA FUNCIONALIDADE, DOR E EQUILÍBRIO POSTURAL EM INDIVÍDUOS COM AMPUTAÇÃO UNILATERAL DO MEMBRO INFERIOR (AUMI): ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
                  Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                  Tipo Dissertação
                  Data 18/08/2022
                  Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                  Orientador(es)
                  • Thomaz Nogueira Burke
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Solange Evangelista dos Santos Carvalho
                    Banca
                    • Glaucia Helena Goncalves
                    • Paula Felippe Martinez
                    • Silvia Lanziotti Azevedo da Silva
                    • Thomaz Nogueira Burke
                    Resumo Introdução: No Brasil, a taxa de amputação de membros inferiores é de 13,9 por 100.000 habitantes, sendo 59,1% do sexo masculino, gerando repercussões no equilíbrio, na projeção do centro de gravidade, aumentando o risco de quedas e fraturas. Intervenções com exercícios em solo têm sido reportados como sendo eficazes na melhora destas variáveis, porém há escassez de dados científicos de qualidade, até o momento, sobre o uso da Fisioterapia Aquática (FA) em indivíduos com amputação unilateral de membros inferiores (AUMI). Objetivo: Avaliar influência da FA na funcionalidade, dor e equilíbrio postural em indivíduos com AUMI. Metodologia: Trata-se de um ensaio clínico uni cego, randomizado, controlado e balanceado (1:1), no qual 14 indivíduos adultos, com AUMI (transtibial ou transfemural), foram alocados de forma randômica por blocos numa amostragem por conveniência. Os indivíduos foram divididos em 2 grupos: Grupo Fisioterapia Solo (GFS) (n=7) e Grupo Fisioterapia Aquática (GFA) (n=7). A intervenção foi realizada pelo período de 8 semanas, com frequência de 2 vezes semanais e duração de 30 minutos. A funcionalidade foi avaliada pela Medida de Independência Funcional (MIF), o equilíbrio pela Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) e pela plataforma de força K Force Plates, e a dor pela Escala de Dor de Denis (EDD). Os dados foram apresentados em média, desvio-padrão e intervalo de confiança. Foi utilizado o teste Kolmogorov- Smirnov para testar a normalidade dos dados e os grupos foram comparados por meio do test t de student para variáveis paramétricas e o teste de Mann-Whitney para as variáveis não paramétricas. Foi considerado um nível de significância de 5%. Resultados: A idade média dos participantes foi de 39±18, 79% do sexo masculino, 21% do sexo feminino. 72% das amputações foram por etiologia traumática e 28% por complicações de Diabetes Mellitus, 79% no nível transtibial e 21% transfemural. Ambos os tratamentos foram eficazes em melhorar o equilíbrio funcional medido pela EEB, porém sem superioridade entre os tratamentos exercício solo e exercícios aquáticos. Todas as demais variáveis apresentaram melhoras em seus escores, em ambos os grupos, porém sem diferença estatisticamente significante intra ou inter grupos.Conclusão: O exercício físico realizado em solo e em ambiente aquático se mostraram igualmente eficazes na melhora do equilíbrio funcional medido pela EEB de indivíduos com AUMI. Todavia, nessa frequência, duração e intensidade não apresentaram diferenças significativas na melhora da funcionalidade, dor e nas variáveis do CoP.
                    Palavras - Chave: exercício aquático; amputação; equilíbrio postural.

                    Análise da prevalência de lesões musculoesqueléticas e fatores associados na Ginástica Artística
                    Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                    Tipo Dissertação
                    Data 18/08/2022
                    Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                    Orientador(es)
                    • Silvio Assis de Oliveira Junior
                    Coorientador(es)
                    • Sarita de Mendonca Bacciotti
                    Orientando(s)
                    • Zadriane Gasparetto
                    Banca
                    • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
                    • Joel Saraiva Ferreira
                    • Josilainne Marcelino Dias
                    • Silvio Assis de Oliveira Junior
                    Resumo Introdução. A Ginástica Artística (GA) possui características peculiares, com diferentes
                    demandas na execução de elementos técnicos que exigem o uso de capacidades físicas
                    específicas. Recentes estudos mostram aumento da incidência de lesões entre atletas de nível
                    esportivo elevado na GA. No entanto, a associação entre a instalação de lesões e alterações no
                    desempenho motor na GA carece ainda de melhor investigação. Objetivo. Este estudo foi
                    proposto para analisar potenciais associações entre instalação de lesões musculoesqueléticas
                    esportivas (LME) retrospectivas e alterações no desempenho motor em praticantes de GA.
                    Desenho e métodos. Trata-se de estudo transversal retrospectivo, de natureza descritiva
                    observacional, com amostra convencional não probabilística. A casuística foi constituída por
                    67 praticantes de GA, de Campo Grande/MS, com idade entre 8 e 17 anos, de ambos os
                    sexos, e com histórico de prática esportiva de, pelo menos, um mês. Foi realizada avaliação
                    antropométrica, uso de um questionário para identificação de lesões prévias, avaliação da
                    maturação biológica, avaliação de flexibilidade e potência muscular segmentar, além de
                    análise da estabilidade sensório-motora em contexto dinâmico e estático. Resultados. A
                    presença de lesões prévias está associada com alterações no desempenho motor.
                    Considerações finais. Estudos epidemiológicos centrados na GA são essenciais para
                    identificar fatores associados a lesões prévias, os quais poderão servir de auxílio para a
                    proposição de medidas preventivas.
                    INFLUÊNCIA DA IDADE, IMC E ATIVIDADE FÍSICA NA FUNCIONALIDADE E CAPACIDADE PARA O TRABALHO EM PESSOAS COM OSTEOARTRITE DE JOELHO
                    Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                    Tipo Dissertação
                    Data 17/08/2022
                    Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                    Orientador(es)
                    • Glaucia Helena Goncalves
                    Coorientador(es)
                    • Paula Felippe Martinez
                    Orientando(s)
                    • Marcio Luiz Lomba
                    Banca
                    • Adriane Pires Batiston
                    • Glaucia Helena Goncalves
                    • Thomaz Nogueira Burke
                    • Vera Licia de Souza Baruki
                    Resumo Dentre os fatores de risco apontados para osteoartrite de joelho, a idade e a IMC alto
                    são bastante preocupantes. O estudo visou identificar quais fatores entre idade,
                    obesidade e prática de atividade física mais impactam na capacidade para o trabalho
                    e funcionalidade em pessoas com osteoartrite de joelho. Foram recrutadas pessoas
                    com OA de joelho da comunidade com idade acima de 18 anos. Todos os participantes
                    responderam aos seguintes questionários: sociodemográfico e clínico; Western
                    Ontario and McMaster Universities Osteoarthitis Index (WOMAC); Índice de
                    Capacidade para o Trabalho (ICT); e International Physical Activity questionnaire
                    (IPAQ). Foram realizados também os seguintes testes de desempenho físico: Teste
                    de caminhada de 40 metros (TC40m); Teste de subir e descer escada (TEscada); e
                    Teste de sentar e levantar de 30s (TSL30s). Foram avaliadas 45 pessoas com OA de
                    Joelho, idade média de 61,2(8,2) anos, M(DP). A análise de regressão linear
                    multivariada revelou que a prática de atividade física teve associação significativa com
                    a funcionalidade (auto-relato e desempenho) (p<0,05) e a ICT (p<0,05). Também se
                    observou associação significativa do IMC com a funcionalidade (p<0,05). Não houve
                    associação entre IMC e ICT (p>0,05). Também não houve associação entre idade e
                    funcionalidade ou ICT (p>0,05). Os resultados deste estudo sugerem que a prática da
                    atividade física pode contribuir, até mais que outros fatores como o IMC e a idade,
                    para a melhora da funcionalidade e capacidade para o trabalho das pessoas com OA
                    de joelho.
                    Efeito protetor e potencializador do exercício excêntrico em corredores recreacionais
                    Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                    Tipo Dissertação
                    Data 17/08/2022
                    Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                    Orientador(es)
                    • Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Bruno Paes de Arruda Matoso
                      Banca
                      • Alessandro Moura Zagatto
                      • Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
                      • Hugo Alexandre de Paula Santana
                      • Silvio Assis de Oliveira Junior
                      Resumo Os exercícios de força com ênfase na fase excêntrica têm a capacidade de gerar adaptações positivas do ponto de vista histológico e metabólico, reduzindo assim os parâmetros que indicam dano muscular. A adaptação protetora é referida como o efeito protetor do exercício repetido (EPER) e é caracterizada por uma redução na perda de função muscular, percepção reduzida da dor muscular tardia e níveis menores de creatina quinase (CK). O efeito potencializador agudo após exercícios de corrida tem sido também descrito em saltos verticais após testes de corrida incrementais em atletas de resistência. O objetivo desse estudo foi analisar o EPER com ênfase excêntrica no desempenho do salto vertical, equilíbrio dinâmico e parâmetros cinemáticos da corrida com e sem fadiga. Vinte corredores recreacionais foram divididos em 2 grupos, 10 do grupo experimental (71,5±10,07kg; 172,2 ± 5,6cm; 32,4± 2,9 anos; 59,9± 8,1 mL/kg/min), e 10 do grupo controle (75,1±12,4 kg; 173,5± 6,7 cm; 31,7± 2,6 anos; 55,7± 5,6 59,9±8,1 mL/kg/min). Os participantes foram submetidos, em um período de 4 semanas, realizaram teste incremental, teste de salto contramovimento, teste de equilíbrio dinâmico e duas corridas submáximas com velocidade inicial de 8 km/h nos primeiros cinco minutos e, nos cinco minutos seguintes, velocidade média da melhor marca na prova de 10 km na avaliação e reavaliação. Na segunda e terceira semanas foi aplicada uma sessão do mesmo exercício protetor com intervalo de sete dias entre as sessões no grupo experimental, com acompanhamento da dor muscular tardia às 72 h e CK às 48h. Os participantes apresentaram maiores valores de salto com contramovimento (37,1±1,6 cm) após duas sessões de exercício excêntrico em comparação ao grupo controle (32,5±4,8 cm) (p=0,008). Não houve diferença no equilíbrio dinâmico (p=0,612), desempenho do teste incremental de ida e volta(p=1,00), e variáveis cinemáticas na corrida submáxima após intervenção (p>0,05). O exercício proposto promoveu dano muscular, evidenciando pelos maiores valores de dor muscular tardia (5,1±1,9) e CK (515,8±272,1 U·L-1) após a primeira sessão em relação à linha de base (1,5±0,5; 247,3±122,3 U·L-1) e grupo controle (2,0±0,6; 188,6±70,1 U·L-1) (p=0,038). Sugere-se também que a primeira sessão ofereceu um efeito protetor contra o dano muscular causado pela segunda sessão, evidenciado por uma menor dor muscular tardia (3,6±2,0) (p=0,001) e CK (302,9±49,4 U·L-1) (p=0,005). Conclui-se que 2 sessões de exercícios com ênfase excêntrica de carga moderada aumentam o desempenho do salto com contramovimento e induzem um efeito protetor já após a segunda sessão de exercício de força com ênfase excêntrica
                      REPERTÓRIO MOTOR E INFLUÊNCIA DE FATORES DE RISCO EM RECÉM-NASCIDOS HOSPITALIZADOS EM UNIDADE INTERMEDIÁRIA NEONATAL
                      Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                      Tipo Dissertação
                      Data 16/08/2022
                      Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                      Orientador(es)
                      • Daniele de Almeida Soares Marangoni
                      Coorientador(es)
                      • Leila Simone Foerster Merey
                      Orientando(s)
                      • Geruza de Souza Mallmann
                      Banca
                      • Aline Martins de Toledo
                      • Cibelle Kayenne Martins Roberto Formiga
                      • Daniele de Almeida Soares Marangoni
                      • Paula Felippe Martinez
                      Resumo Avaliar os general movements de recém-nascidos durante sua hospitalização em unidade intermediária neonatal, incluindo o General Movements Optimality Score, verificando a influência da idade de avaliação nos desfechos encontrados para os GMs, verificar diferenças entre membros superiores e membros inferiores na pontuação detalhada dos GMs e a influência de fatores de risco clínicos para os GMs em recém-nascidos hospitalizados. Método: Estudo transversal exploratório, onde participaram recém-nascidos hospitalizados na Unidade de Cuidados Intermediários Convencional Neonatal (UCINCo) e Unidade de Cuidados Canguru (UCINCa) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, referência para nascimentos de risco em Campo Grande, MS. A coleta de dados ocorreu ao longo de 30 dias entre abril e maio de 2022. Resultados: Houve diferenças na GMA quanto às categorias globais de acordo com categorias do peso ao nascer (X2(2)=8,986; V=0,49), prematuridade (X2(2)= 6,88; V=0,44) e tempo de hospitalização neonatal (X2(2)=9,30; V=0,52). Um peso ao nascer acima de 2500g, a ausência de prematuridade e um tempo de hospitalização menor ou igual a 30 dias se associaram a GMs normais, enquanto a classificação de GMs PR associou-se apenas a baixo peso ao nascer. Houve diferenças nas pontuações do GMOS de acordo com a qualidade dos GMs (X2(2)’s > 6,72; p’s ≤ 0,03). Em geral, as comparações múltiplas demonstraram que as pontuações foram menores em GMs PR e, principalmente CS, do que em GMs normais. Conclusão: Os fatores de risco que mais influenciaram os general movements foram o baixo peso ao nascimento, idade gestacional e tempo de internação. Neste estudo foi identificada a correlação do tempo de internação maior que 30 dias de internação com movimentos anormais no Gma e GMOS com baixos escores.
                      DISFUNÇÕES DO ASSOALHO PÉLVICO EM MULHERES PRATICANTES DE CROSS TRAINING: PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS
                      Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                      Tipo Dissertação
                      Data 17/06/2022
                      Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                      Orientador(es)
                      • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
                      Coorientador(es)
                      • Hugo Alexandre de Paula Santana
                      Orientando(s)
                      • Ygor Thiago Cerqueira de Paula
                      Banca
                      • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
                      • Daniele de Almeida Soares Marangoni
                      • Patricia Driusso
                      • Silvio Assis de Oliveira Junior
                      Resumo A prática de exercícios de alta intensidade por mulheres e os impactos no assoalho pélvico causando disfunções nesta musculatura são motivos de divergências. Objetivo: Investigar a prevalência e os fatores associados de disfunções do assoalho pélvico em mulheres praticantes de cross-training. Métodos: Estudo transversal observacional, composto por 301 mulheres adultas que praticam cross-training há pelo menos 6 meses. Participantes com idade média de 34,18±0,46 anos, IMC médio de 23,93 Kg/m² e tempo médio de cross-training de 34,2 meses, responderam ao questionário sociodemográfico, International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ – SF), Pelvic Floor Disorders Inventory Questionnaire (PFDI-20), Pelvic Floor Impact Questionnaire (PFIQ-7) e International Questionnaire of Physical Activity – Short Version (IPAQ). Foram realizadas análises estatísticas descritiva, univariada, multivariada e regressão lógica bivariada com nível de significância de 5% e IC de 95 %. Resultados: As DAP se mostraram elevadas, ocorrendo em 48% (n=132) segundo o PFIQ-7 e 66,2% (n=182) segundo o PFDI-20, com IU disfunção mais prevalente, seguido de IA sendo flatos e constipação e POP. Fatores como idade avançada, parto normal, quantidade de filhos, treinamento vigoroso e enurese foram evidenciados como risco para o surgimento das DAP. Para (103 - 37,5%) das mulheres, a perda de urina é durante o treino, 73 (70,9%) relataram ocorrer em dois ou mais exercícios, sendo os principais: Jump box (n=44 42,7%); Single under (n=41 39,85%) e Deadlift (n=36 35,0%). Conclusão: Este estudo indica alta prevalência de DAP em mulheres praticantes de cross-training, sendo IU, perda de flatos e constipação intestinal os sintomas mais frequentes. Ademais os exercícios que envolvem saltos parecem desencadear mais eventos de IU.
                      IDENTIFICAÇÃO E EVIDENCIAS DE VALIDADE DE CONTEÚDO DOS FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO BEACH TENNIS
                      Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                      Tipo Dissertação
                      Data 17/06/2022
                      Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                      Orientador(es)
                        Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                          Banca
                          • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
                          • Daniele de Almeida Soares Marangoni
                          • Patricia Driusso
                          • Silvio Assis de Oliveira Junior
                          Resumo Objetivo: Investigar a prevalência de distúrbios do assoalho pélvico em mulheres
                          praticantes de cross-training em Campo Grande, MS. Métodos: Estudo transversal, composto
                          por 275 mulheres adultas que praticam cross-training. Participantes com idade entre 18 e 54
                          anos, IMC médio de 23,93 Kg/m² e tempo médio de cross-training de 34,28 meses,
                          responderam a questionários sociodemográfico, International Consultation on Incontinence
                          Questionnaire - Short Form (ICIQ – SF), Questionário de Inventário de Desordens do
                          Assoalho Pélvico (PFDI-20), Questionário de Impacto do Assoalho Pélvico (PFIQ-7) e
                          Questionário Internacional de Atividade Física – Versão Curta (IPAQ). As análises
                          estatísticas foram realizadas por meio do teste do qui-quadrado, com correlação de
                          Bonferroni, ANOVA, Turkey, t-student e Pearson com nível de significância de 5%.
                          Resultados : Mais da metade das mulheres relata algum tipo de sintoma de disfunção do
                          assoalho pélvico (DAP) 136 (49,5%), entre estas, incontinência urinária (IU) 83 (61,0%),
                          constipação 61 (44,9%). Entre as 275 participantes a IU 83 (37,5%) é durante o cross-training,
                          os três exercícios mais pontuados: Jump box 44 (42,7%); Single under 41 (39,85%) e Deadlift
                          36 (35,0%). Perda de urina em 2 ou mais exercícios 73 (70,9%). De acordo com o IPAQ 198
                          (72,0%) são muito ativas e ICIQ-SF 102 (37,1%) das mulheres foram consideradas
                          incontinentes. Conclusão: Este estudo constatou que principalmente as mulheres que tiveram
                          parto normal, foram consideradas muito ativas e treinam intensamente, estão predispostas à
                          DAP, com prevalência de IU. Mais pesquisas são necessárias para entender os efeitos
                          longitudinais de exercícios de alto impacto e alta carga no suporte e sintomas do assoalho
                          pélvico com base nas evidências atuais.
                          ASSOCIAÇÃO ENTRE A ESPESSURA DIAFRAGMÁTICA E DESEMPENHO FÍSICO DE ATLETAS E OS EFEITOS DA INFECÇÃO POR COVID-19: UM ESTUDO TRANSVERSAL
                          Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                          Tipo Dissertação
                          Data 02/05/2022
                          Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                          Orientador(es)
                          • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Alliny Souza Farias
                            Banca
                            • Ana Carolina dos Santos Demarchi
                            • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
                            • Jeeser Alves de Almeida
                            • Paulo de Tarso Guerrero Muller
                            Resumo Introdução: Estudos realizados em pacientes e indivíduos saudáveis, sugerem que a
                            hipertrofia do diafragma, ou seja, o aumento da área de secção transversa, pode
                            resultar em maior força muscular inspiratória, consequentemente melhor eficiência
                            ventilatória e mecânica. Por outro lado, doenças infecciosas como a COVID-19 podem
                            impactar a estrutura e função do aparelho respiratório. Entretanto, existem ainda
                            poucos estudos que avaliaram a espessura diafragmática de atletas, de que maneira
                            ela se associa ao desempenho físico e os impactos da COVID-19 sobre esses
                            desfechos. Objetivo: Avaliar a associação entre a espessura diafragmática e o
                            desempenho físico de atletas e os efeitos da infecção por COVID-19 sobre esses
                            parâmetros. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, envolvendo 63 atletas de
                            diferentes modalidades esportivas de ambos os sexos (Feminino 16,67±5,03 anos,
                            52,09±14,01kg, 155,90±13,86cm; Masculino 23,44±9,65anos, 72,24±14,18kg,
                            174,84±6,84 cm), que foram submetidos a avaliação da espessura diafragmática por
                            meio do Ultrassom e em seguida ao teste de desempenho aeróbico (Yo-Yo test) para
                            determinação do consumo máximo de oxigênio (VO2max). Utilizou-se a correlação de
                            Pearson para verificar a associação entre VO2max e espessura diafragmática e o teste
                            t de Student foi aplicado para verificar diferenças entre atletas com diagnóstico
                            positivo e negativo para COVID-19. O nível de significância foi ajustado em 5%.
                            Resultados: Não houve associação entre a espessura diafragmática e o desempenho
                            físico (r= 0.30 e p= 0.22) e nem diferença entre os atletas não infectados e infectados
                            por COVID-19 em relação a espessura diafragmática (57,00±0,26 vs 52,00±0,25%;
                            p=0.22) e o desempenho físico (43,88±2,29 vs 38,34±13,61mL/kg/min; p=0.22),
                            respectivamente. Conclusão: Nos atletas a espessura diafragmática não foi
                            associada ao consumo máximo de oxigênio, além disso, atletas infectados por
                            COVID-19 também não exibiram diferenças no VO2max e espessura diafragmática, em
                            relação aos atletas não infectados.
                            Página 4 de 5 (20 de 97 registros).