Desenvolvimento e validação de um sistema automatizado para avaliação e classificação da postura durante atividade de teletrabalho em consonância com a ISO 11226 |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
22/04/2022 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Eduardo Ferro dos Santos
- Renato Silva Nacer
- Sajjad Hussain
- Thomaz Nogueira Burke
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Resumo |
Vivemos o momento da indústria 4.0, em que o uso da tecnologia nos permite obter informações em tempo real sobre as atividades produtivas, permitindo ao gestor agir de forma rápida e dinâmica diante dos desafios que lhe são impostos. A gestão de riscos ergonômicos faz parte das atividades gerenciais que vêm ganhando destaque por suas implicações para a saúde do trabalhador, ganhos de produtividade e redução do passivo trabalhista. Para que a ergonomia seja inserida no contexto da Indústria 4.0, é necessário desenvolver ferramentas que possibilitem a automação na coleta e análise de dados relacionados às atividades laborais, de forma a permitir ações rápidas que enfrentem a dinâmica e complexidade das atividades industriais. Em 2020, em decorrência da pandemia do COVID-19, houve um aumento significativo do teletrabalho, com a migração de 14 milhões de trabalhadores somente no Brasil. Embora as atividades realizadas em ambiente de teletrabalho contribuam para o distanciamento social e o controle da pandemia, ainda há uma lacuna nos meios de avaliação da saúde do trabalhador, principalmente a ergonomia, que permita o mapeamento dos riscos relacionados às atividades realizadas em teletrabalho. O desafio passa por desenvolver um método de avaliação que, ao mesmo tempo, garanta a privacidade do trabalhador em relação ao seu ambiente domiciliar, mas capaz de coletar os dados necessários à proteção de sua saúde no trabalho. Assim, o objetivo deste projeto foi desenvolver um sistema auxiliar de gestão ergonômica, baseado na ABNT ISO 11226, que permita a coleta e análise de dados biomecânicos, em tempo real, dos teletrabalhadores. Para a validação da avaliação automatizada pela ISO 11226, 37 trabalhadores fizeram uma auto coleta filmando sua atividade de trabalho e os vídeos foram avaliados pelo sistema desenvolvido e por 6 ergonomistas experientes. A concordância geral para todas as 6 variáveis analisadas foi de 56%, variando de 15% (flexão do joelho esquerdo) a 83% (flexão do cotovelo direito e flexão cervical).
Palavras chaves: teletrabalho, ergonomia, COVID-19. |
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Validade e reprodutibilidade de aplicativos de celular para medir a altura do salto vertical de crianças e adolescentes |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
18/04/2022 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Fabricio Cesar de Paula Ravagnani
- Fernando Diefenthaeler
- Hugo Alexandre de Paula Santana
- Rodolfo Andre Dellagrana
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Resumo |
ROCHA, EF. Validade e reprodutibilidade de aplicativos de celular para medir a altura do salto vertical de crianças e adolescentes. Campo Grande – MS, 2022. [Dissertação de mestrado - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul].
Introdução: A avaliação do salto vertical é um bom indicador de capacidade em gerar potência muscular dos membros inferiores e possui forte relação com o desempenho esportivo, prevenção de lesões, marcadores metabólicos e índices psicobiológicos de percepção de esforço ;seja em atletas ou indivíduos não atletas, sua aplicabilidade vai desde crianças em idade pré escolar até idosos. Objetivo: Desse modo, o presente estudo propõe verificar a validade e reprodutibilidade dos aplicativos de celular My Jump (IOS) e Jumpo (Android) para mensurar a altura do salto vertical em crianças e adolescentes de acordo com o nível maturacional. Método: Participaram do estudo 104 crianças e adolescentes de ambos os sexos, em idades de 12,65 ± 3,1 anos, massa corporal = 50,4 ± 15,5 kg e estatura = 155,3 ± 18,2 cm, foram realizados dois encontros com avaliações teste-reteste para o salto com contramovimento (countermovement jump – CMJ), medidos simultaneamente com tapete de contato (TC), My Jump 2 (MJ2) e Jumpo (JPO). As variáveis analisadas foram Altura do salto, Tempo de voo, Potência absoluta (POT) e Potência relativa (PRL). Para análise estatística, foram utilizados coeficiente de correlação intraclasse (CCI), análise de variância ANOVA, teste t de student e Wilcoxon para comparação entre variáveis dependentes, além de gráficos de Bland-Altman para correlação entre os métodos. Resultados: Houve correlação entre grupos por sexo (CCI = 0,796 – 0,999), grupos PVC (Pico de velocidade de crescimento) (Pré PVC = 0,366 – 0,994), (PVC = 0,593 – 0,983), (Pós PVC = 0,562 – 0,991), as variáveis Altura e Tempo no ar tiveram maior concordância CCI = 0,974 – 0,991 para todos os grupos, e as variáveis de POT e PRL obtiveram uma menor concordância CCI = 0,366 – 0,769. As análises de Bland-Altman de validade para meninos trouxeram valores de viés significativos comparando TC e MJ2 -0,32(-1,4 a 0,7), para comparação TC e JPO meninos -1,22 (-2,6 a 0,2) p = 0,001 para ambos aplicativos no grupo dos meninos, para meninas não houve diferença p = 0,33 MJ2 e p = 0,13 JPO. Quanto a reprodutibilidade em toda amostra (n=104) intra-avaliador MJ2 CCI (0,947 – 0,989) e JPO CCI (0,974 – 0,988) e para a análise de Bland Altman MJ2 -0,8 (-4,4 a 2,8), JPO -1,1 (-5,0 a 2,8). Conclusão: Os dois aplicativos são válidos e reprodutíveis quando comparados com o TC, porém ambos aplicativos subestimam os valores da variável de altura do CMJ; quanto aos grupos maturacionais, os aplicativos parecem ser mais precisos para crianças em estágios mais tardios de maturação. Outro ponto é que valores de POT e PRL necessitam de mais estudos quanto à sua relação entre método padrão e métodos a serem validados e também quanto à utilização e padronização das equações utilizadas para medir potência de membros inferiores.
Palavras chaves: Potência muscular, Estágio maturacional, Esporte, Atividade Física.
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INFLUÊNCIA DA INTENSIDADE DE CORRIDA NA POTENCIALIZAÇÃO DO SALTO EM CORREDORES RECREACIONAIS E INDIVÍDUOS FISICAMENTE ATIVOS |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
28/03/2022 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
- Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
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Orientando(s) |
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Banca |
- Alessandro Moura Zagatto
- Hugo Alexandre de Paula Santana
- Jeeser Alves de Almeida
- Rodolfo Andre Dellagrana
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Resumo |
O aumento de desempenho pós-ativação (Post-activation performance enhancement – PAPE) é uma melhora aguda no desempenho de exercícios físicos após uma atividade condicionante (AC) máxima ou submáxima. O PAPE tem sido associado a indivíduos treinados, e parece sofrer influência do nível de condicionamento do indivíduo e intensidade da AC. Entretanto, não está clara a influência da intensidade da AC no PAPE em corridas de endurance comparando indivíduos com diferentes níveis de condicionamento físico. O objetivo deste estudo foi verificar o efeito de duas corridas, com diferentes intensidades no PAPE, em indivíduos com níveis de condicionamento físico distintos. Dezoito homens, divididos em dois grupos: 9 corredores recreacionais (34,5±9,3 anos; 73,1±11,9 Kg; 1,76±0,06 m; 17,4±4,4 % de gordura; 16,4±1,0 Km.h-1/velocidade aeróbica máxima-VAM), e 9 indivíduos fisicamente ativos (34,1±9,4 anos; 83,2±7,7 Kg; 1,79±0,06 m; 25,6±5,4 % de gordura; 13,3±1,2 Km.h-1/VAM) realizaram dois saltos com contra movimento (CMJ) e dois SPRINTs (20 metros) pré e pós corridas de intervenção. Os participantes realizaram um teste máximo incremental (University Montreal Track Test – UMTT) para determinar a VAM e distância a ser completada nas intervenções (70% da VAM e corrida contrarelógio - CCR). A interação do CMJ e SPRINT com o tempo, intervenção e grupo foi analisada por uma ANOVA de três vias. Foi identificada diferença significativa no tempo (F = 10,716; p < 0,01) e na interação corrida vs. grupo (F = 12,094; p < 0,01), com aumento na altura do CMJ em 7,6% pós-corrida a 70% da VAM nos indivíduos fisicamente ativos e 6,9% após a CCR nos corredores. Não houve diferença significativa no SPRINT. Conclui-se que o efeito no desempenho do CMJ foi maior após o protocolo 70% da VAM nos indivíduos fisicamente ativos, e após ambos os protocolos nos corredores recreacionais, sendo ligeiramente maior na CCR, indicando que a intensidade da atividade condicionante pode influenciar no desempenho de acordo com o condicionamento físico. |
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O EFEITO DO TREINAMENTO DO ASSOALHO PÉLVICO CONVENCIONAL E AVANÇADO NOS SINTOMAS URINÁRIOS, FUNÇÃO SEXUAL E QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES CLIMATÉRICAS: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
03/02/2022 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
- Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Dayane Aparecida Moisés Caetano Bottini
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Banca |
- Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
- Cristine Homsi Jorge Ferreira
- Gustavo Christofoletti
- Silvio Assis de Oliveira Junior
- Suzi Rosa Miziara Barbosa
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Resumo |
A sexualidade e a continência são aspectos centrais da qualidade de vida da mulher e podem ter impactos negativos no climatério. O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) é recomendado como tratamento de primeira linha para IUE em mulheres (nível de evidência A). Atualmente outros métodos se propõem a realizar o mesmo tratamento, embora não haja, ainda, evidências concretas de sua eficácia. Objetivo: Comparar o impacto da Ginástica Abdominal Hipopressiva (GAH) com o treinamento convencional dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) sobre a incontinência urinária de esforço, a função sexual e a qualidade de vida de mulheres no período de climatério. Métodos: Foi conduzido um ensaio clínico randomizado controlado com 31 mulheres, climatéricas, que tinham incontinência urinária de esforço e eram sexualmente ativas. Foram alocadas em dois grupos: 16 no grupo submetido ao TMAP e 15 no grupo GAH. Ambos os grupos receberam 26 sessões, duas vezes por semana e atendimentos individuais.Todas as voluntárias foram avaliadas em dois momentos, ao início e ao final das intervenções. O desfecho primário foi avaliado por meio do questionário Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF) e os secundários foram dados pela capacidade de contração dos MAP avaliada por meio da palpação vaginal; a função sexual avaliada pelo questionário Female Sexual Function Index (FSFI) e a qualidade de vida utilizando-se o questionário Utian Quality of Life – UQOL. Resultados: Os grupos TMAP e GAH obtiveram melhora na incontinência urinária, -11,00 e -6,33, respectivamente, mas o TMAP foi superior, com diferença significativa p=0,011. Houve efeito significativo no momento de análise de ambos os grupos, porém sem diferença entre os grupos em relação a força de contração, tempo de sustentação, repetições rápidas e lentas. A função sexual das mulheres melhorou em relação ao tempo de tratamento, mas, não evidenciamos melhora significativa entre os grupos. Em relação a qualidade de vida não observou-se melhora em relação aos momentos e nem em relação aos grupos. Conclusão: Em relação aos sintomas de IUE e sobre a função sexual, ambos os grupos apresentaram melhora, no entanto o TMAP foi superior a GAH no que se refere à IUE. Não houve alteração na qualidade de vida das mulheres tratadas.
PALAVRAS-CHAVE: Modalidades de fisioterapia. Sexualidade. Climatério. Sintomas do trato urinário inferior. Diafragma da pelve.
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INFLUÊNCIA DO USO DE SMARTPHONE SOBRE O EQUILÍBRIO ESTÁTICO E DINÂMICO DE ADULTOS JOVENS E IDOSOS DURANTE A REALIZAÇÃO DE DUPLA-TAREFA |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
19/01/2022 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- ANGELA CRISTINA DE LIMA
- Gustavo Christofoletti
- Lilian Assuncao Felippe
- Rodrigo Luiz Carregaro
- Thomaz Nogueira Burke
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Resumo |
Os aparelhos smartphones estão cada vez mais presentes na rotina dos idosos. Seu uso vai desde atividades de lazer e descontração até tarefas profissionais. O objetivo deste estudo foi verificar o custo da dupla-tarefa com smartphone sobre a mobilidade e o equilíbrio de idosos, e analisar o impacto das funções cognitivas neste processo. Cento e um participantes, divididos entre idosos e adultos jovens (grupo controle), foram
incluídos neste estudo. O custo da dupla-tarefa com smartphone foi verificado em atividades motoras em pé e durante a marcha, associadas com tarefas de digitação e conversação ao celular. Testes cognitivos foram incluídos para analisar impacto desta variante no modelo estatístico. A análise dos dados envolveu comparações multivariadas entre grupos e tarefas. Os resultados apontaram um maior custo da dupla-tarefa com
smartphone em idosos do que em adultos jovens. O uso do smartphone em dupla-tarefa aumentou significativamente os desafios de mobilidade e equilíbrio dos participantes (tamanho do efeito de 0,731 e de 0,640, respectivamente). Análises univariadas comprovaram que a tarefa de digitação é mais desafiadora na atividade de marcha e a tarefa de conversação na atividade parada em pé. As funções cognitivas interferiram
significativamente na realização das atividades com smartphone (tamanho do efeito de 0,202). Em conclusão, este estudo identificou que o custo da dupla-tarefa com smartphone é maior em idosos, com impacto tanto da atividade de digitação quanto da conversação ao celular. As funções cognitivas exercem uma importante influência na mobilidade e no equilíbrio de idosos durante o uso do smartphone. |
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ATLETAS OLÍMPICOS BRASILEIROS APRESENTAM MAIOR LONGEVIDADE QUE A POPULAÇÃO GERAL? UM ESTUDO DE COORTE RETROSPECTIVO |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
08/12/2021 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
- Christianne de Faria Coelho Ravagnani
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Carlos Alexandre Fett
- Christianne de Faria Coelho Ravagnani
- Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
- Hugo Alexandre de Paula Santana
- Leonardo de Sousa Fortes
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Resumo |
Objetivo: Investigar se atletas olímpicos brasileiros vivem mais que a população geral. Métodos: Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo com análise de dados secundários. Foram contemplados dados de todos os atletas brasileiros, de ambos os sexos, idade e modalidades disputadas a partir da sétima edição dos Jogos Olímpicos Modernos (1920) até a vigésima quinta edição (1992). Os dados foram obtidos de duas principais bases: o sítio eletrônico do Comitê Olímpico Brasileiro e o livro Atletas Olímpicos Brasileiros, da autora Katia Rubio. Dados como sexo, data de nascimento, data de óbito, modalidade e sub-modalidade esportiva ou prova, foram coletados. Foram feitas comparações entre os atletas vs população geral pareada pela idade e entre atletas de força/ potência (FP) vs resistência/ misto (RM). Resultados: Mais de 54,37% dos atletas têm 79,75% mais chances de viver mais do que o esperado para a população em geral. A expectativa de vida dos atletas foi maior do que a expectativa de vida da população em geral. Não houve diferença na expectativa de vida ao comparar atletas de FP (69 anos) vs RM (68,6 anos), valor de p = 0,90. Conclusão: os atletas olímpicos brasileiros vivem mais do que o esperado para a população geral pareada por sexo e idade. Porém, não há diferenças entre os atletas que praticam esportes com características de FP e RM, no que diz respeito à longevidade.
Palavras-chave: modalidade, expectativa de vida, idade, sexo
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EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO AQUÁTICO NOS FATORES DE RISCO NEUROPSICOLÓGICOS DE QUEDAS EM IDOSOS DA COMUNIDADE: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
07/05/2021 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Anielle Cristhine de Medeiros Takahashi
- Charles Taciro
- Juliana Hotta Ansai
- Larissa Pires de Andrade
- Paula Felippe Martinez
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Resumo |
Introdução: Com o declínio fisiológico do envelhecimento, os idosos podem apresentar mais
taxa e risco de quedas. As quedas trazem como consequências danos pessoais, gastos públicos
com intervenções cirúrgicas, medicação e reabilitação. Assim, a diminuição dos fatores de
risco de quedas é essencial para a saúde dos idosos, sendo o exercício físico uma estratégia
terapêutica. Dentre diversos recursos, o exercício físico aquático pode ser utilizado para
diminuir os fatores de risco potencialmente modificáveis de quedas, como o declínio
cognitivo, sintomas depressivos e de ansiedade, porém há necessidade de evidências para
comprovação de seus efeitos. Objetivos: Verificar os efeitos de um protocolo de exercício
físico aquático sobre os fatores de risco neuropsicológicos de quedas em idosos da
comunidade. Método: Foi realizado um ensaio clínico controlado randomizado, unicêntrico,
unicego, com idosos da comunidade, com idade acima de 65 anos e sem comprometimento
cognitivo. Os participantes foram distribuídos em dois grupos de forma aleatória (Exercício
Físico Aquático e Controle). O Grupo Exercício Físico Aquático (GEFA) realizou o protocolo
de exercícios multicomponente e o Grupo Controle (GC) recebeu apenas ligações mensais
para monitoramento da saúde geral. Os treinamentos aquáticos tiveram intensidade
progressiva, conforme Escala de Percepção de Esforço Borg Modificada (BORG-CR10),
duração de 16 semanas, frequência duas vezes por semana e uma hora por sessão, em dias não
consecutivos. Os participantes foram avaliados inicialmente e após 16 semanas de
treinamento. A avaliação consistiu em dados clínicos e sociodemográficos, avaliação do nível
de atividade física (Questionário Baecke modificado para idosos), medidas de cognição
(Exame cognitivo de Addenbrooke – versão revisada (ACE-R)), funções executivas (Bateria
de Avaliação Frontal) e sintomas comportamentais (Escala de Depressão Geriátrica – versão
curta e Aparelho Cardioemotion). Para análise dos dados por intenção de tratamento, foi
adotado um nível de significância de α=0,05 e utilizado o software SPSS (20.0). Resultados:
A amostra final consistiu de 49 idosos, sendo 25 do GC e 24 do GEFA. Com relação aos
fatores neuropsicológicos da amostra total, não houve diferenças significativas entre grupos
em nenhuma variável. Houve diferenças significativas entre momentos, independente do
grupo, napontuação total do ACE-R e no domínio memória. Os dois grupos apresentaram
melhoras na pontuação total, enquanto o GEFA apresentou melhor ganho no domínio
memória. Ao avaliar apenas os idosos que aderiram a pelo menos 50% da intervenção, houve
melhora significativa após 16 semanas na pontuação total do ACE-R, em especial no GEFA.
Conclusão: O exercício físico aquático apresentou efeitos positivos nas funções cognitivas em
idosos da comunidade, com potencial de diminuição do risco de quedas nesta população. |
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Efeitos do Exercício Físico Aquático em Idosos da comunidade nos Fatores Motores de Risco de Quedas: Um Ensaio Clínico Randomizado |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
07/05/2021 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Charles Taciro
- Daniela Godoi Jacomassi
- Juliana Hotta Ansai
- Karina Gramani Say
- Paula Felippe Martinez
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Resumo |
Introdução: O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial e está associado a
mudanças fisiológicas, que podem levar ao aumento da incapacidade, fragilidade e maior
risco de quedas. As reduções da força muscular, flexibilidade e estabilidade são fatores
de risco motores potencialmente modificáveis ao risco de quedas, fornecendo uma lógica
para criar intervenções que visem a sua melhora. Nesse sentido, o exercício físico
aquático, que proporciona situações desafiadoras que favorecem o treinamento de
mobilidade, força muscular e estabilidade postural de forma segura, pode ser um ótimo
recurso para prevenção de quedas. Objetivos: Verificar os efeitos de um protocolo de
exercício físico aquático sobre os fatores de risco motores potencialmente modificáveis
de quedas em idosos da comunidade. Método: Foi realizado um ensaio clínico controlado
randomizado, unicêntrico, unicego, com 49 idosos a partir de 65 anos, não ativos, sem
déficit cognitivo divididos em dois grupos (Grupo Treinamento Aquático GTA e Grupo
Controle GC), com dois momentos de avaliação (m1 = inicial, m2 = após 16 semanas de
treinamento). Foram avaliados força muscular com o teste de sentar e levantar 5 vezes;
mobilidade com o teste Timed and Go (TUG) simples e associado a dupla-tarefa; e
estabilidade postural através dos dados estabilométricos obtidos pela plataforma de força.
O GC recebeu apenas ligações mensais para monitoramento da saúde geral. O GTA
realizou o treinamento aquático que teve duração de 16 semanas, com duas sessões por
semana de 1 hora cada, em dias não consecutivos. A intensidade foi gradualmente
progredida conforme Escala de Percepção de Esforço Borg Modificada (BORG-CR10)
(0 a 10 pontos). Os dados foram analisados pelos testes Qui-quadrado, teste t
independente e também o teste ANOVA two-way e foi adotado um nível de significância
de α=0,05 e utilizado o software SPSS (20.0). Resultados: Foram avaliados no período
inicial 52 idosos e, após 16 semanas, 49 idosos foram reavaliados, 24 do GTA e 25 do
GC. Na amostra total, os dois grupos melhoraram nas performances de força muscular e
na tarefa cognitivo-motora e realizaram a dupla tarefa com menos erros na tarefa
secundária. Houve diminuição significativa após 16 semanas da área do centro de pressão
da postura ereta, olhos fechados e pés em posição tandem no GC. O GC apresentou maior
velocidade média do deslocamento médio lateral do centro de pressão na postura ereta,
olhos abertos e pés em tandem nos dois momentos de avaliação. Conclusão: O exercício
físico aquático é um ótimo recurso para melhora dos fatores motores de quedas,
principalmente na força muscular e mobilidade, sugerindo continuidade de mais
pesquisas com maior aderência. |
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RESPOSTAS CARDIOVASCULARES DE LESADOS MEDULARES TRAUMÁTICOS SUBMETIDOS AO EXERCÍCIO DE FORÇA |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
03/05/2021 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
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Resumo |
A lesão medular é uma síndrome neurológica que compromete as principais funções motoras,
sensitivas e autonômicas. Sua principal consequência é a impossibilidade de exercer as
atividades da vida diária, levando esses indivíduos a terem uma vida mais sedentária/inativa, o
que leva ao aumento do percentual de gordura corporal, risco de doenças cardiovasculares,
diabetes tipo II e síndrome metabólica. Com isso acredita-se que o treinamento de força possa
promover melhoras cardiovasculares, promovendo aumento do controle autonômico, força
muscular e autonomia funcional. O presente estudo tem como objetivo avaliar as respostas
cardiovasculares em indivíduos com lesão medular traumática por meio de treinamento de
força, usando métodos preconizados para o acompanhamento como, Cold Pressor Test,
Classificação neurológica de lesão (ASIA), Medida de Independência Funcional (MIF) e por
fim uma avaliação da qualidade de vida desses. Por meio desta abordagem será realizado um
estudo experimental para a determinação do perfil destes pacientes na cidade de Campo
Grande- MS, avaliando como uma intervenção com uso destes instrumentos pode auxiliar na
recuperação de funções motoras, proporcionando melhora na qualidade de vida. Para análise
estatístico será realizado o Teste t Student, comparando os resultados entre os dois grupos (G1
= Sedentários/ G2 = Treinados), sendo o valor de significância adotado pelo presente estudo com o
valor de p > 0.05. |
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EFEITO DO MÉTODO PILATES SOBRE A DOR MUSCULOESQUELÉTICA NA GESTAÇÃO: REVISÃO SISTEMÁTICA |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
03/05/2021 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
- Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
- Ana Carolina Rodarti Pitangui de Araújo
- Daniele de Almeida Soares Marangoni
- Hugo Alexandre de Paula Santana
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Resumo |
Introdução: A gestação é um processo complexo que envolve grandes modificações fisiológicas, biomecânicas e hormonais em um curto espaço de tempo e estas alterações podem desencadear dores musculoesqueléticas, influenciando negativamente na funcionalidade e qualidade de vida das gestantes. Embora vários estudos tenham investigado a eficácia do Pilates para este público em relação à dor musculoesquelética, há a necessidade de avançar o conhecimento e a pesquisa sobre o tema proposto. Objetivo: Avaliar a eficácia do método Pilates em comparação a acompanhamento convencional de pré-natal no controle da dor musculoesquelética em gestantes. Métodos: As buscas eletrônicas foram realizadas sem restrição de linguagem ou ano de publicação nas bases de dados Medline via
Pubmed, Embase, CINAHL, LILACS, PEDro, e SPORTDiscus em 20 novembro de 2021. Foram utilizadas as palavras-chave “Pilates” e “Gravidez” e as estratégias de busca foram adaptadas para cada banco de dados. Ensaios Clínicos randomizados foram incluídos com mulheres gestantes com sintomas álgicos músculo esqueléticos e Pilates como método de intervenção em comparação ao acompanhamento pré-natal convencional. A avaliação crítica foi feita com a ferramenta Risk of Bias e GRADE para avaliar a qualidade da evidência. Procedemos uma metanálise para o desfecho principal por meio do software Revman4. Resultados: através de nossas buscas, 687 artigos foram identificados, mas apenas dois cumpriram os critérios de inclusão e foram incluídos nesta revisão. Apenas dois estudos compararam o Pilates com um grupo controle de pré-natal convencional para dor a curto prazo. Na metanálise, houve diferença significativa para dor na comparação entre o grupo Pilates e o grupo controle sem exercício, diferença média [DM] -23,09 95% (IC), de -31.07 para 15.10, p= 0.001, (65 indivíduos sendo 33 no grupo Pilates e 32 no grupo convencional). Conclusão: O Pilates foi associado a um efeito benéfico sobre a dor em comparação com o acompanhamento pré-natal convencional. Os estudos individuais mostram que o Método Pilates é melhor do que o acompanhamento pré-natal convencional sobre a função física e mental e não traz riscos à saúde materna |
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