ASSOCIAÇÃO ENTRE QUALIDADE DOS GENERAL MOVEMENTS E SUPORTE VENTILATÓRIO DURANTE A HOSPITALIZAÇÃO EM RECÉM-NASCIDOS PRÉ-TERMO |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
06/03/2025 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
- Daniele de Almeida Soares Marangoni
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Patrick Jean Barbosa Sales
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Banca |
- Andressa Lagoa Nascimento
- Daniele de Almeida Soares Marangoni
- Hudman Cunha Ortiz
- Karla Luciana Magnani Seki
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Resumo |
Introdução: Para sua sobrevivência, o recém-nascido prematuro frequentemente necessita utilizar ventilação mecânica invasiva ou não invasiva. Como parte de seus efeitos deletérios, este pode alterar componentes neuromusculares que são capazes de interferir no desenvolvimento neuromotor. A avaliação dos General Movements pelo método de Prechtl tem sido considerada ferramenta padrão-ouro para investigar a integridade neuromotora nessa população. No entanto, ainda é reduzido o número de estudos comparativos que analisem os efeitos da ventilação mecânica sobre a funcionalidade neuromotora de prematuros, em especial quanto às modalidades ventilatórias. Objetivo: Verificar a associação entre a qualidade dos General Movements e o suporte ventilatório em recém-nascidos pré-termo durante a hospitalização. Metodologia: Estudo observacional transversal, dados coletados através de análise retrospectiva de prontuários de RNPT de 25 semanas a 36 semanas e 6 dias de idade gestacional, que fizeram uso de VMI e VNI. Com uma amostra final de 107 RNPT, foram coletados dados relacionados ao suporte ventilatório, GMA e BSA. As variáveis analisadas estatisticamente pelo teste de Qui-quadrado, Fisher, teste z com post-hoc com ajustes de Bonferroni, quando necessário. Para apresentar a força das associações, foi utilizado o V de Cramer. Resultados: Presença associação entre GMs normal e PR com ausência de desconforto respiratório (p= 0,217). Presença de associação entre GMs normal e CPAP, GMs CS/Ch e TCPL/NIPPV (p= 0,005). Presença de associação entre GMs normais com tempo de hospitalização menor ou igual a 30 dias, GMs PR com tempo superior a 30 dias (p= 0).Conclusão: O uso da VNI demonstrou associação com GMs, enquanto VMI e GMs não demonstraram associação. |
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ANÁLISE MORFOFUNCIONAL MUSCULAR PERIFÉRICA ULTRASSONOGRÁFICA EM PACIENTES NEUROCRÍTICOS: DA ADMISSÃO À ALTA HOSPITALAR |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
06/03/2025 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Fernanda Viana Paulin
- Gustavo Christofoletti
- Karla Luciana Magnani Seki
- Rodrigo Ré Poppi
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Resumo |
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INTEGRIDADE NEUROLÓGICA PRECOCE EM LACTENTESEXPOSTOS A STORCH:UM ESTUDO DE COORTE RETROSPECTIVO |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
29/01/2025 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
- Daniele de Almeida Soares Marangoni
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Karen Cristine de Oliveira Azambuja
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Banca |
- Ayrles Silva Gonçalves Barbosa Mendonça
- Daniele de Almeida Soares Marangoni
- Everton Falcao de Oliveira
- Gustavo Christofoletti
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Resumo |
Infecções congênitas, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes simples, são transmitidas da mãe ao feto e podem ter consequências neurológicas silenciosas ao nascimento. O objetivo deste estudo foi investigar a associação entre a exposição gestacional aos agentes do acrônimo STORCH e a integridade neurológica de lactentes aos 3 meses. Realizou-se um estudo de coorte com 60 lactentes aos 3 meses de idade divididos em dois grupos: expostos (GE) e não expostos (GC) a infecções STORCH. A função neurológica foi avaliada pelo Exame Neurológico Infantil de Hammersmith (HINE). Os resultados mostraram que o GE obteve escores significativamente mais baixos em comparação ao GC nas funções dos nervos cranianos, movimentos, tônus, reflexos e reações, além de maior número de assimetrias. O GE também teve maior proporção de lactentes com escore global subótimo e maior risco para paralisia cerebral. Conclui-se que a exposição aos agentes STORCH oferece um risco significativo para alterações da integridade do sistema nervoso aos 3 meses de idade. |
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COMPORTAMENTOS DE TELA E SONO E SUAS CORRELAÇÕES COM O IMC EM CRIANÇAS DA PRIMEIRA INFÂNCIA |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
19/12/2024 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
- Sarita de Mendonca Bacciotti
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Claudio Henrique Pereira Verão
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Banca |
- Mariana Biagi Batista
- Sandra Helena Correia Diettrich
- Sara Isabel Sampaio Pereira
- Sarita de Mendonca Bacciotti
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Resumo |
Introdução: O tempo excessivo em dispositivos digitais e a duração limitada do sono
estão associados a impactos na saúde física e mental infantil, como o aumento de
comportamentos sedentários e do risco de obesidade. A primeira infância é um
período crítico para o estabelecimento de hábitos saudáveis, e o monitoramento do
tempo de tela e do sono é essencial para prevenir problemas de saúde futuros.
Objetivo: Analisar a relação entre o tempo de tela, a duração do sono e o índice de
massa corporal (IMC) em crianças da primeira infância. Métodos: Participaram do
estudo 270 crianças com idade de 3 a 5 anos, sendo 138 do sexo feminino e 132 do
sexo masculino. Foram mensurados peso e altura, assim como obtidos dados
autorrelatados pelos pais ou cuidadores sobre o tempo de tela e a duração do sono.
Na análise estatística, foi utilizado teste de Shapiro-Wilk para determinar a
normalidade em relação à distribuição dos dados, constatando não haver
normalidade, utilizou-se testes não paramétricos para comparação de médias. Para
analisar diferenças entre grupos foi utilizado o Teste de Mann-Whitney. A correlação
entre as principais variáveis foi realizada por meio do teste de coeficiente de
correlação de Spearman. Resultados e Discussão: Os meninos apresentaram maior
tempo de tela (178,3±94), em relação às meninas (162,2±99,4), não havendo, porém,
diferença significativa no tempo de sono entre os sexos (p>0,05). (OBS: Por falta de caracteres, verificar a dissertação original para ter acesso ao resumo.) |
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COMPARAÇÃO ENTRE UM MODELO DE PREDIÇÃO BASEADO NA TOPOGRAFIA DE SUPERFÍCIE 3D E A BIOIMPEDÂNCIA PARA O CÁLCULO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
09/09/2024 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Christianne de Faria Coelho Ravagnani
- Elaine Caldeira de Oliveira Guirro
- Silvio Assis de Oliveira Junior
- Thomaz Nogueira Burke
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Resumo |
Introdução: A análise da Composição Corporal (CC) é parte fundamental da avaliação realizada por
nutricionistas e outros profissionais da saúde. Alterações de composição corporal têm sido associadas
a várias doenças, como cardiopatias e diabetes, e permitem o diagnóstico e acompanhamento de
condições como obesidade visceral e sarcopenia. Dentre os métodos de avaliação da CC podemos citar
o DEXA como padrão-ouro e a Bioimpedância (BIA) como a mais utilizada clinicamente. Entretanto,
ambas possuem limitações para o seu uso, sendo o custo e a dificuldade de acesso ao DEXA e a alta
sensibilidade da BIA em relação a alterações da hidratação corporal, bem como a variedade de
aparelhos utilizados. Avaliações da CC por escaneamento Tridimensional (3D) são promissoras, mas
ainda não existem estudos específicos com a população brasileira. Objetivo: Comparar um modelo de
predição da composição corporal a partir do escaneamento 3D com os resultados obtidos pela BIA em
adultos saudáveis residentes na cidade de Campo Grande / MS. Metodologia: Foram avaliados 101
indivíduos entre 19 e 57 anos, de ambos os sexos, por meio da antropometria por fita métrica,
escaneamento 3D, BIA e ficha de avaliação. Os dados do escaneamento foram utilizados para a
construção de um modelo próprio de regressão com o objetivo de predizer a CC advindas da BIA
(Regressão 3D) e para alimentar uma fórmula de regressão obtida em uma amostra norte americana
(Regressão 3D Ng). Análise Estatística: O método de seleção de amostras para a regressão linear foi
o Stepwise Backward. O teste t de Student para amostras independentes foi utilizado para comparar as
circunferências medidas pela fita métrica e Scanner, e para comparar as variáveis da CC obtidas pelo
Scanner (Regressão 3D), BIA e Regressão 3D (Ng). Foi adotado nível de significância de 5%.
Resultados: O escaneamento 3D foi capaz de predizer corretamente a porcentagem de gordura, massa
gorda e massa livre de gordura para homens e mulheres, quando comparado à BIA. A Regressão de
3D (BK Ng et al, 2019), construída a partir de uma amostra estrangeira, não foi capaz de predizer a
porcentagem de gordura e massa gorda para homens e porcentagem de gordura para mulheres, na
amostra deste estudo. A medida de circunferência 3D foi estatisticamente igual à fita para a coxa,
tanto população geral quanto estratificado pelos IMC ˃25 (n=62) e IMC ≤ 25 (n=39). A medida da
cintura foi estatisticamente igual somente para IMC ≤ 25 (n=39). Conclusão: A regressão baseada no
escaneamento 3D foi capaz de predizer corretamente todas as variáveis de CC, quando comparados à
BIA. As diferenças encontradas entre a regressão utilizada na população norte americana e os
resultados da BIA em nossa amostra reforçam a necessidade da utilização de estudos que reflitam as
características da população brasileira e acendem um alerta ao uso de estudos com outras populações. |
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EFEITOS AGUDOS DO TERERÉ (Ilex paraguariensis) SOBRE O DESEMPENHO AERÓBIO DE CORREDORES DE RUA: UM ESTUDO CLÍNICO RANDOMIZADO DUPLO-CEGO |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
04/09/2024 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
- Christianne de Faria Coelho Ravagnani
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Christianne de Faria Coelho Ravagnani
- Hugo Alexandre de Paula Santana
- Luiz Guilherme Antonacci Guglielmo
- Najla Mohamad Kassab
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Resumo |
Introdução: Em algumas regiões do Brasil e Paraguai, a erva-mate (Ilex
paraguariensis) é consumida em uma infusão com água gelada, conhecida como
Tereré. O Tereré contém polifenóis, cafeína entre outros compostos apontados pela
literatura como benéficos ao desempenho físico. Entretanto, são raros os estudos
realizados com a erva-mate (EM) consumida de maneira tradicional no contexto
esportivo, denotando a necessidade de mais investigações. Objetivos: Avaliar os
efeitos agudos da ingestão de Tereré (erva-mate) sobre o desempenho físico
aeróbio de corredores de rua. Materiais e Métodos: Em um desenho randomizado,
duplo-cego e cruzado (wash-out de 7 a 14 dias), dez homens (31,3 ± 8,03 anos,
173,55 ± 5,76 cm, 74,38 ± 10,23 Kg, percentual de gordura: 15,94 ± 4,24 %) e nove
mulheres (32,78 ± 5,15 anos, 163,22 ± 4,47 cm, 56,8 ± 6,4 Kg, percentual de
gordura 20,55 ± 7 %) ingeriram um total de 50 g de EM tradicional (TrrEx) ou EM
descafeinada (TrrPL) diluída em água gelada (6 mL/kg). Após 2h da ingestão de
uma refeição padronizada, os participantes ingeriram a bebida (TrrEx ou TrrPL) e,
após 60 minutos, realizaram teste em esteira rolante utilizando um analisador
metabólico de gases para determinação da economia de corrida (ECO) e quociente
respiratório (QR), seguido de teste incremental máximo para determinação do
consumo pico do consumo de oxigênio (VO 2 Peak ), limiar anaeróbio (LAn) e ponto de
compensação respiratória (PCR) Resultados: Apesar do aumento discreto das
médias de LAn (+0,69% para homens e +3,22% para mulheres), PCR (+0.02% para
homens e +0,26% para mulheres) e VO 2 Peak (+0,69% para homens e +2,48% para
mulheres) no grupo TrrEx em relação ao grupo TrrPl, não houve diferenças
estatisticamente significantes entre as condições experimentais para VO 2 Peak , LAn,
PCR, QR e ECO. Conclusão: A ingestão de tereré não alterou a ECO, QR, VO 2 Peak ,
LAn e PCR, em relação ao grupo TrrPl em ambos os sexos (p>0.05), porém o
tamanho do efeito foi pequeno para as mulheres no VO 2 Peak . A ingestão de Tereré
não promoveu alterações significativas nos parâmetros metabólicos e de
desempenho na corrida. |
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Efeitos cardiovasculares agudos do treinamento com sprints super curtos em homens aparentemente saudáveis |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
04/09/2024 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
- Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Arilson Fernandes Mendonça de Sousa
- Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
- Paulo de Tarso Guerrero Muller
- Silvio Assis de Oliveira Junior
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Resumo |
Introdução: A prática de exercício físico é amplamente reconhecida por sua
capacidade de promover saúde e melhorar a qualidade de vida. Recentemente
protocolos de treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT), e versões ainda mais
curtas no sprint interval training (SIT), têm sido propostos como alternativas eficientes
tanto para melhorar capacidades físicas de pessoas saudáveis como no tratamento
de diferentes condições de saúde. Entretanto, não é bem descrito quais os efeitos
cardiovasculares dessas modalidades durante os esforços. Objetivos: Verificar as
respostas cardiovasculares durante e após uma sessão de treinamento intervalado de
sprints super curtos de 5 segundos (sSIT/SIT5) em participantes jovens, normotensos
e fisicamente ativos (n=10, idade 28,2±5,8 anos) comparados a um treinamento
intervalado com tiros mais longos de 20 segundos (SIT20). Métodos: A amostra foi
composta por 10 jovens normotensos e fisicamente ativos. Ao longo de 3 sessões,
realizaram familiarização, teste incremental e, de forma aleatorizada, sessões de SIT5
e SIT20. As análises de frequência cardíaca (FC) e pressão arterial (PA) foram
coletadas em repouso antes e a cada 15 minutos após os testes, enquanto FC,
pressão arterial (PA) e consumo de oxigênio (VO2) foram coletados a cada 2 minutos
durante o treinamento. Resultados: Os protocolos apresentaram respostas
cardiovasculares semelhantes. Houve aumento da FC, PAS e DP até o 8o minuto, com
redução progressiva durante o repouso. Somente o protocolo SIT5 foi capaz de
produzir hipotensão pós exercício. Durante o protocolo SIT5, os participantes
atingiram 93,45% (±11,11) da FC máxima, enquanto no SIT20 89,19% (±6,92; p=
0,346). Conclusão: Foi demostrado que os protocolos de SIT com 5 e 20 segundos
se comportaram de forma semelhante, sendo que somente o SIT5 foi capaz de
produzir hipotensão pós exercício (HPE) e os dois protocolos demonstraram-se
seguros para treinamento. |
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Efeitos do consumo de Tereré pré – esforço físico sobre os indicadores de hidratação de praticantes de corrida |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
03/09/2024 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
- Christianne de Faria Coelho Ravagnani
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Christianne de Faria Coelho Ravagnani
- Fabiane La Flor Ziegler Sanches
- Gianfranco Sganzerla
- Silvio Assis de Oliveira Junior
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Resumo |
Introdução: A erva-mate é amplamente consumida com água gelada, em uma cuia
e bomba de sucção, na forma de tereré em regiões quentes do Brasil, além do
Paraguai, como uma maneira de aliviar o calor, favorecendo a hidratação. Contudo,
apesar de seu uso popular e de suas alegações hidratantes, surpreendentemente
existem pouquíssimos estudos voltados para a erva-mate, especialmente no
contexto esportivo. Objetivo: Avaliar os efeitos do consumo do tereré pré-esforço
físico sobre os indicadores de hidratação de praticantes de corrida. Metodologia:
Neste estudo randomizado, cruzado, duplo cego e com wash out de 7 a 14 dias,
foram selecionados 19 corredores de rua, sendo 10 homens (31,3 ± 8 anos, 173,5 ±
5,8 cm, 74,4 ± 10,2 Kg, percentual de gordura: 15,94 ± 4,24 %) e nove mulheres
(32,8 ± 5,1 anos, 163,2 ± 4,5 cm, 56,8 ± 6,4 Kg, percentual de gordura 20,55 ± 7 %),
divididos em dois grupos: Tereré Experimenta (TrEX), que consumiu Tereré
tradicional (50g de Erva Mate, infundida em 6ml/kg do peso corporal de água fria a
±10ºC) e o Tereré Placebo (TrPL), que recebeu a mesma quantidade de água,
porém com erva-mate descafeinada. No baseline, os participantes responderam a
questionários socioeconômicos, recordatório alimentar e dados de treinamento e
realizaram medidas antropométricas (peso e estatura). Os marcadores do estado de
hidratação foram obtidos antes e depois de 45 minutos da ingestão das bebidas,
incluindo medidas de massa corporal, água corporal total (ACT), intracelular (ACI) e
extracelular (AEC) (por bioimpedância elétrica), gravidade específica da urina (GEU)
e coloração da urina (UC). Ao término da corrida (20 a 27 minutos), foram aplicados
questionários sobre a escala de sede e sensação de sede e a GEU e UC foram
novamente coletadas. Resultados: A ingestão de tereré não alterou a ACT, AI, AE,
GEU e a UC, em relação ao grupo TrrPl em ambos os sexos (p>0.05). Apenas o
tempo teve um efeito significante na GEU tanto para mulheres (<0,01) quanto para
homens (<0,01). Após a corrida, os atletas e as atletas de ambas as condições
permaneceram em bom estado de hidratação. Conclusão: A ingestão de tereré não
causou alterações significativas nos parâmetros de hidratação dos corredores
quando comparada ao tereré descafeinado, sendo que ambas as bebidas foram
capazes de manter um bom estado de hidratação dos atletas após o esforço físico.
Nossos achados indicam que o tereré pode ser uma estratégia nutricional para a
hidratação de corredores de rua em corridas de duração inferior a 30 minutos. |
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ACURÁCIA DO SISTEMA MOVA3D PARA ANÁLISE CINEMÁTICA DE TRONCO, CABEÇA E MEMBROS SUPERIORES: UM ESTUDO COMPARATIVO COM PADRÃO OURO QUALISYS TRACK MANAGER |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
30/08/2024 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Danielle de Oliveira Felipe
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Banca |
- Charles Taciro
- Fabricio Cesar de Paula Ravagnani
- Glaucia Helena Goncalves
- Thomaz Nogueira Burke
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Resumo |
Introdução: A análise cinemática é uma ferramenta utilizada por profissionais de educação
física, médicos neurologistas, ortopedistas e fisioterapeutas. O padrão ouro para avaliação
cinemática em 3 dimensões (3D) são equipamentos optoeletrônicos. Tais sistemas são de difícil
acesso, por isso novas pesquisas tem sido realizadas para desenvolver recursos alternativos
para os cientistas do movimento. Objetivo: Avaliar o grau de associação e o erro médio
absoluto do sistema MOVA3D em comparação ao Qualisys Track Manager para avaliação
cinemática de membros superiores, tronco e cabeça. Métodos: Trata-se de um estudo
observacional transversal com método comparativo. Foi desenvolvido no Laboratório de
Análise do Movimento na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Campo Grande
(APAE/CG). Trinta adultos saudáveis foram avaliados pelos sitesmas Qualisys Track Manager
e MOVA3D de forma concorrente. Foi calculada a variação angular em cada articulação e
comparados os resultados entre os sistemas pelo cálculo do erro médio absoluto, coeficiente de
correlação de Pearson e pelo test T Student. Resultados: O MOVA3D apresentou erro médio
angular absoluto de 2,61º a 21,35º, dependendo da variável e plano avaliado. Houve diferença
estatisticamente significativa as medidas realizadas nos diferentes planos, em todas variáveis
testadas. Foi encontrada correlação moderada entre os sistemas apenas para variável flexão de
ombro (IC=0,511). Conclusão: O erro médio observado está dentro de aceitável, exceto para
a flexão de tronco. Entretanto, somente a variável flexão de ombro apresentou correlação
moderada entre os sistemas. Ajustes ainda são necessários para que o MOVA3D possa ser
validado em relação ao QTM. |
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OS VALORES NORMATIVOS DE REFERÊNCIA PARA EFICIÊNCIA VENTILATÓRIA NO BRASIL E NO MUNDO: UM ESTUDO IN-SILICO |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
21/08/2024 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
- Paulo de Tarso Guerrero Muller
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Priscila Caroline Silva dos Santos Dantas
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Banca |
- Glaucia Helena Goncalves
- Paulo de Tarso Guerrero Muller
- Rodrigo Koch
- Silvio Assis de Oliveira Junior
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Resumo |
Este estudo examina a inclinação VE-VCO2, uma medida crítica no TECP que verifica
a quantidade de CO2 que é removido durante o exercício. Esse desequilíbrio muitas vezes
resulta em dispneia, um marcador para desfechos negativos em pacientes. Apesar de sua
importância, a comparabilidade das inclinações VE-VCO2 entre diferentes ergômetros e sexos
em vários países tem sido pouco estudada. Nossa pesquisa analisou várias equações preditivas
de VE-VCO2 baseadas em sexo, idade e tipo de ergômetro, focando nelas como únicas variáveis
independentes, com o objetivo de desenvolver um modelo de referência para a EV,
identificando discrepâncias e semelhanças para aplicação global. A metodologia envolveu um
estudo IN-SILICO. Após identificarmos as principais equações de avaliação de VE-VCO2
incluímos apenas as que continham sexo e idade para a realização das simulações
computacionais. Excluímos equações com fórmulas quadráticas ou variáveis adicionais. Essas
simulações geraram 5.000 iterações para n=150, cobrindo idades de 20 a 80 anos. Esse grande
tamanho amostral visou dados estatisticamente robustos para propor novas diretrizes para a
avaliação da EV. Os principais achados mostraram discordância moderada a alta entre as
equações preditivas de VE-VCO2 baseadas na idade em diferentes populações. Comparando
ergômetros, os homens apresentaram menores taxas de discordância do que as mulheres. Nosso
estudo encontrou alta concordância em homens, mas não em mulheres, sugerindo diferenças
mais específicas dependentes do ergômetro nas mulheres. Isso pode ser devido a diferentes
estratégias respiratórias e restrições ventilatórias entre os sexos. Uma limitação é o pequeno
número de equações baseadas na idade para comparação. No entanto, nossa abordagem
estatística foi adequada para comparações significativas. Em conclusão, as equações preditivas
para inclinações VE-VCO2 são altamente discordantes em uma base transcultural para ambos
os ergômetros. Uma iniciativa global para desenvolver equações universais é necessária, devido
à importância deste índice no ambiente clínico, especialmente para avaliar dispneia e prever
morbidade/mortalidade clínica e cirúrgica. |
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O IMPACTO DA PANDEMIA DE COVID-19 NA PRODUÇÃO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS SOBRE IDOSOS PELOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SEUS EFEITOS NA ÁREA 21 – EDUCAÇÃO FÍSICA |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
09/08/2024 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
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Resumo |
O objetivo deste estudo foi investigar os impactos da pandemia de COVID-19, na
produção de artigos científicos dos Profissionais de Educação Física a respeito do
idoso e seus efeitos na área 21: Educação Física. Nesse estudo, 558 pesquisadores
de programas de pós-graduação da área Educação Física tiveram sua produção
avaliada entre os anos 2018 e 2022. Foram incluídos apenas artigos, cujo público-
alvo era idoso. Esses artigos foram analisados, segundo os estratos Qualis e o fator
de impacto das revistas. De um total de 17.932 artigos publicados pelos
pesquisadores, 969 eram estudos sobre o idoso. Durante a pandemia, houve uma
queda na quantidade de artigos publicados sobre idosos (P = 0,001), com piora nos
estratos Qualis (P = 0,001). O fator de impacto das revistas não foi afetado pela
pandemia (P = 0,426). Os resultados apontam impacto negativo da pandemia da
COVID-19 na quantidade da produção científica sobre o idoso e na qualidade,
segundo o estrato Qualis. E como impacto positivo, observou-se um aumento da
produção científica na região nordeste e segundo o JCR, o fator de impacto das
revistas não foi afetado pela pandemia. |
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O IMPACTO DA PANDEMIA DE COVID-19 NA PRODUÇÃO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS SOBRE IDOSOS PELOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SEUS EFEITOS NA ÁREA 21 – EDUCAÇÃO FÍSICA |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
09/08/2024 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Christianne de Faria Coelho Ravagnani
- Gustavo Christofoletti
- Joel Saraiva Ferreira
- Rafael Presotto Vicente Cruz
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Resumo |
O objetivo deste estudo foi investigar os impactos da pandemia de COVID-19, na
produção de artigos científicos dos Profissionais de Educação Física a respeito do
idoso e seus efeitos na área 21: Educação Física. Nesse estudo, 558 pesquisadores
de programas de pós-graduação da área Educação Física tiveram sua produção
avaliada entre os anos 2018 e 2022. Foram incluídos apenas artigos, cujo público-
alvo era idoso. Esses artigos foram analisados, segundo os estratos Qualis e o fator
de impacto das revistas. De um total de 17.932 artigos publicados pelos
pesquisadores, 969 eram estudos sobre o idoso. Durante a pandemia, houve uma
queda na quantidade de artigos publicados sobre idosos (P = 0,001), com piora nos
estratos Qualis (P = 0,001). O fator de impacto das revistas não foi afetado pela
pandemia (P = 0,426). Os resultados apontam impacto negativo da pandemia da
COVID-19 na quantidade da produção científica sobre o idoso e na qualidade,
segundo o estrato Qualis. E como impacto positivo, observou-se um aumento da
produção científica na região nordeste e segundo o JCR, o fator de impacto das
revistas não foi afetado pela pandemia. |
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Reprodutibilidade das respostas físicas de jovens jogadores de futebol durante jogos reduzidos organizados por bio-banding |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
26/07/2024 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
|
Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Melquisedeque da Silva Moraes
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Banca |
- Anderson Santiago Teixeira
- Guilherme Moreira Caetano Pinto
- Hugo Alexandre de Paula Santana
- Rodolfo Andre Dellagrana
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Resumo |
O bio-banding busca diminuir o viés de seleção e gerar equidade nas oportunidades entre atletas de maturação distinta. Em um ambiente de muitas variáveis, a reprodutibilidade surge como uma possibilidade de verificar a consistência das respostas físicas. Portanto, o objetivo deste estudo foi analisar a reprodutibilidade dos indicadores de desempenho de corrida durante jogos reduzidos a partir do confronto entre equipes de mesmo e diferente estatuto maturacional em jovens jogadores de futebol. Participaram do estudo 36 atletas de futebol do sexo masculino, com faixa etária entre 12 a 15 anos de idade (Sub13 N=20; Sub15 N=16), e foram submetidos a seis fases de avaliações: 1) medidas antropométricas, para determinar o pico de velocidade de crescimento (PVC) e testes físicos; 2) protocolo de jogos reduzidos para identificação de jovens talentos no futebol; 3) jogos reduzidos com equipes oponentes com jogadores com mesmo PVC; 4) jogos reduzidos com equipes oponentes com jogadores com diferente PVC; 5 e 6) os encontros 3 e 4 foram repetidos, com intuito de verificar a reprodutibilidade das demandas físicas (distância total percorrida – DT, velocidade máxima, velocidade média e sprints). Para a estatística descritiva foi utilizada média e desvio padrão. A normalidade foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk. Para comparar as diferenças para as variáveis antropométricas e físicas pré jogo, a ANOVA two-way foi realizada (fator 1 = categoria; fator 2 = maturação), seguida pelo teste de post-hoc de Bonferroni. O teste-t pareado foi realizado para comparar as variáveis dependentes entre as condições de teste e reteste. O tamanho de efeito (TE) foi calculado, e o critério de Cohen foi adotado (>0,2 = efeito pequeno; >0,5 = efeito moderado; >0,8 = efeito grande). A correlação de Pearson foi realizada para analisar a relação entre as demandas físicas durante os jogos. Por fim, o teste t para amostras independentes foi realizado para comparar o delta entre jogos com oponentes de mesmo e diferente estágios maturacionais. Para o tratamento estatístico foi utilizado o software IBM SPSS Statistics for Windows, versão 21.0 (IBM Corp.,Armonk, NY, USA). O nível de significância adotado foi de 5%. De maneira geral, em ambas categorias (sub-13 e sub-15) os tardios apresentaram respostas reprodutíveis jogando contra o mesmo estatuto maturacional. No entanto, no jogo contra diferente estatutos maturacionais as respostas físicas reduziram no segundo jogo. Para os avançados, foi o contrário, as repostas foram reprodutíveis no jogo contra maturação não pareada, mas não foram reprodutíveis contra atletas de maturação pareada. Portanto, os resultados indicam que as respostas físicas dos jovens jogadores de futebol durante jogos reduzidos não são consistentemente reprodutíveis quando se consideram diferentes estágios maturacionais. Em conclusão, observou-se que as variáveis de desempenho físico variaram significativamente entre o primeiro e o segundo jogo, tanto em confrontos com oponentes de mesmo estatuto maturacional quanto em jogos entre jogadores de maturações diferentes. Isto destaca a complexidade das interações entre maturação biológica e desempenho físico em contextos de jogos reduzidos. |
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Efeitos de dois Programas de Telerreabilitação sobre a capacidade funcional e qualidade de vida de pessoas com Osteoartrite de joelho: Um ensaio clínico randomizado único cego |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
05/06/2024 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
- Glaucia Helena Goncalves
- Gustavo Christofoletti
- Robson Chacon Castoldi
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Resumo |
Introdução A osteoartrite (OA) é uma doença degenerativa, crônica, que causa dor,
limitação e incapacidade funcional. Os sintomas geralmente são de início gradual e
progressivo, exigindo tratamento contínuo e a longo prazo. O exercício físico é o
tratamento não cirúrgico mais benéfico da OA de joelho. Entretanto, esses pacientes
costumam diminuir o nível de atividade física ao longo do tempo, sendo um grande
desafio para o tratamento. Uma alternativa para incentivar a manutenção do exercício
físico é oferecer esta modalidade remotamente, com supervisão, utilizando tecnologia
da telecomunição para reabilitação. Objetivo: Avaliar os efeitos de dois programas de
telerreabilitação, nos formatos síncrono e assíncrono, sobre a capacidade funcional e
qualidade de vida de pessoas com OA de joelho. Método: Este é um ensaio clínico
randomizado, único cego, de análise quantitativa, com dois momentos de avaliação:
pré e pós intervenção. Os participantes com OA de joelho foram randomizados em
dois grupos: grupo síncrono (GS), que realizou o programa de exercícios por
videochamada; e o grupo assíncrono (GA), que realizarou o mesmo programa de
exercícios com o apoio de cartilha explicativa. O programa de exercícios foi realizado
três vezes por semana durante seis semanas. Os participantes foram avaliados
quanto ao desempenho funcional pelos testes: Caminhada Rápida de 40 metros
(TC40m); Sentar e levantar de 30 segundos (TSL30s); e Subir e Descer Escadas
(TEscada); e responderam sobre sua percepção de dor, função física, qualidade de
vida e adesão por meio dos questionários: Western Ontario and McMaster Universities
Osteoarthritis Index (WOMAC), World Health Organization Quality of Life - versão
curta (WHOQOL-bref) e Exercise Adherence Rating Scale (EARS). Resultados:
Foram avaliados 30 participantes, com idade média entre 41 e 76 anos (93,3% do
sexo feminino), IMC de 30.6 kg/m2. Os grupos foram homogêneos quantos às
características demográficas e clínicas. Com relação aos testes de desempenho
físico, ambos os grupos apresentaram significativa diminuição de tempo na execução
do T-C40m, No T-SL30, ambos os grupos apresentaram aumento significativo na
quantidade de movimentos realizados e T-Escada, houve significativa diminuição de
tempo de execução. WOQHOL-Bref não foram observadas interações significativas
entre grupos ou momentos. WOMAC, nas dimensões ‘Dor’ e ‘Função’, apenas o grupo
assíncrono apresentou diferenças significativas. WOMAC – Total, foi observada
diferença significativa. No EARS, o GS apresentou média de 17,00 (6,5) e o GA, de
16,40(5,59) na seção B, e 27,90 (4,77) e 24,30(6,9), na seção C, indicando boa
aceitação de ambos os programas. Conclusão: Nos resultados, observamos que
ambos os programas são exequíveis e bem aceitos. Entretanto, não foi possível fazer
conclusões consistentes a respeito da modalidade síncrona quanto a dor e função. |
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Análise do histórico de lesões esportivas e fatores associados segundo o nível de graduação no Brazilian Jiu-Jitsu |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
29/04/2024 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
- Silvio Assis de Oliveira Junior
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Claudiane Maria Barbosa
- Rafael Lima Kons
- Rodolfo Andre Dellagrana
- Silvio Assis de Oliveira Junior
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Resumo |
Introdução: Além de um esporte de combate, o Brazilian Jiu-jitsu (BJJ) é
também um esporte aplicado à defesa pessoal, que tem por objetivo subjugar o seu
oponente, utilizando a força por meio de um sistema de alavancas. Em termos de prática,
o BJJ envolve importante condicionamento físico, concentração e controle emocional. As
diferentes e complexas exigências do BJJ podem constituir fatores associados com o
acometimento de lesões esportivas. Outros fatores associados ao desenvolvimento de
lesões incluem faixa etária, composição corporal, flexibilidade, sobrecarga de
treinamento, histórico de lesões prévias e nível de graduação. Esses atributos devem ser
considerados para melhor compreensão dos mecanismos de lesões nessa modalidade.
Objetivo: Analisar o histórico de lesões musculoesqueléticas esportivas e fatores
associados segundo o nível de graduação em praticantes de BJJ. Metodologia: O presente
estudo constitui-se como pesquisa descritiva e analítica, sob delineamento transversal
retrospectivo. A casuística amostral foi constituída por meio de conveniência e contou
com 109 participantes procedentes de sete academias de treinamento de BJJ, situadas no
município de Campo Grande, MS. Os participantes foram alocados em três grupos
independentes, definidos segundo categoria (cor) de faixa: G1, com participantes com
faixa branca; G2, com participantes de faixas azul e roxa; e G3, com participantes de
faixas marrom e preta. Foram coletados dados demográficos, antropométricos e dados
referentes a lesões musculoesqueléticas esportivas por meio de questionários. A
flexibilidade foi analisada por meio do teste de sentar e alcançar no banco de Wells.
Resultados: Em relação à casuística, os participantes eram de ambos os gêneros, sendo
87 do gênero masculino e 22 do gênero feminino, e detinham idade de 32,6±7,9 anos,
1,74±0,82 m de estatura e 82,1±14,5 kg de massa corporal. Em relação às características
esportivas, os participantes possuíam 77,0 (6,0 – 300,0) meses de prática de BJJ e carga
horária de treinamento de 5,8 (1,0 – 45,0) h/semana. Os grupos G2 e G3 possuíam maiores
valores de índice de massa corporal. Quanto ao histórico de treinamento (HT) os
participantes do G3 possuíam maiores valores do que os demais grupos. A taxa de lesões
por praticante, assim como a taxa de lesões por praticante lesionado foram maiores no
G3, embora G2 tenha apresentado maior número de casos de lesão.Em membros
superiores, os participantes de G2 mostraram maior prevalência de lesões em comparação
ao G1, com maiores índices e diferenças estatísticas, sucessivamente, em ombros,
cotovelos e conjunto antebraço, punho e mão. Nos membros inferiores, lesões em joelho
e complexo tornozelo/pé foram mais prevalentes em G2 e G3, quando comparados a G1.
Não foram constatadas diferenças estatisticamente significativas nas comparações entre
G2 e G3.
Conclusão:As lesões articulares no ombro ,por entorse e chave de
articulação/estrangulamento foram as mais comuns em todos os níveis de graduação, do
BJJ.Indivíduos com maior nível de graduação apresentaram maiores índices de lesões
musculares retrospectivas.Tempo de exposição semanal ao treinamento ,constituiu um
dos principais fatores preditivos de lesões em praticantes Iniciantes enquanto
idade,tempo de exposição em meses e nível de graduação esteve associado ao maior
ocorrência retrospectivas de lesões,nos praticantes Intermediários e Avançados. |
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Impactos da COVID-19 na produção científica dos Programas de Pós-graduação em Educação Física |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
24/04/2024 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Christianne de Faria Coelho Ravagnani
- Gustavo Christofoletti
- Mariana Bogoni Budib Hashiguchi
- Thomaz Nogueira Burke
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Resumo |
A pandemia de COVID-19 gerou transformações significativas na sociedade, especialmente no cenário educacional, levando os profissionais de educação física a adotarem o treinamento online. Apesar dessas mudanças, o impacto da pandemia na produção científica dos pesquisadores em educação física permanece pouco explorado. Este estudo analisou os currículos de 558 pesquisadores brasileiros em 27 programas de pós-graduação em Educação Física, com o objetivo de investigar o potencial impacto da pandemia nas publicações científicas. As análises foram feitas em ambiente virtual, com dados publicamente disponíveis nos site dos Programas de Pós-graduação e nos respectivos currículos lattes. A produção dos pesquisadores de 2018 a 2022 passou por uma análise abrangente, considerando o número total de publicações, a classificação Qualis (índice brasileiro que avalia a qualidade dos estudos) e o Fator de Impacto da Clarivate (JCR). Os dados foram analisados por meio de testes Qui-Quadrado e Kruskall-Wallis, com um nível de significância de 5%. No total, os pesquisadores publicaram 17.932 manuscritos no período mencionado. Durante a pandemia de COVID-19, houve uma redução de 16,4% no número de artigos publicados (P = 0,001). Essa diminuição foi semelhante
entre homens e mulheres (P = 0,603) e associada a uma piora na classificação Qualis (P = 0,001). Por outro lado, o Fator de Impacto dos periódicos onde os manuscritos foram publicados permaneceu estável (P = 0,275). Com relação ao perfil dos pesquisadores, a maioria possui graduação em Educação Física, e chama
a atenção que 68% dos docentes são homens, e esse desequilíbrio é ainda mais acentuado entre os bolsistas, com 79% sendo do sexo masculino. Para além dos objetivos propostos, outro aspecto preocupante evidenciado pela análise, foi a disparidade no número de doutorados entre as regiões, sendo o Nordeste a que
apresentou menor quantidade. Os resultados sugerem um possível impacto da pandemia na produção científica dos pesquisadores em Educação Física em todas as regiões e de ambos os sexos. Agências de financiamento devem considerar os desafios associados à pandemia ao avaliar o trabalho acadêmico e os programas de
pesquisa. |
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Efeito da eletroestimulação trancutânea do nervo tibial sobre os sintomas urinários neurogênicos e qualidade de vida em mulheres com esclerose múltipla |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
01/04/2024 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
- Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Fabio Roberto Barbosa Saiki
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Banca |
- Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
- Cristine Homsi Jorge Ferreira
- Gustavo Christofoletti
- Néville Ferreira Fachini de Oliveira
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Resumo |
A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença crônica, autoimune, inflamatória e desmielinizante que causa alterações motoras e disfunções no Trato Urinário Inferior (TUI). Objetivo: Verificar a eficácia da Eletroestimulação Transcutânea do Nervo Tibial (EETT) associado com Treinamento Muscular do Assoalho Pélvico (TMAP) nos Sintomas do Trato Urinário Inferior (STUI) em mulheres com EM. Método: Estudo de Ensaio Clínico controlado foi desenvolvido com 29 mulheres com idade entre 18 a 59 anos, com diagnóstico clínico de EM no Ambulatório de Urologia do HUMAP/UFMS, que foram distribuídos em dois grupos: Grupo Experimental (G1) e Grupo Controle (G2). O G1 (n=13) foi submetido a duas sessões semanais de EETT associado com TMAP durante doze semanas. O G2 (n=16) realizou TMAP em âmbito domiciliar duas vezes por semana durante doze semanas. As avaliações ocorreram no início e final das intervenções (12 semanas) através dos respectivos instrumentos: OAB-V8 que avalia o nível de comprometimento dos STUI e Q-FS que avaliação da Qualidade de Vida (QV). A análise estatística se deu pelo uso de média e desvio-padrão para caracterizar os dados e a comparação do tamanho amostral na qual foi realizada pelo teste qui-quadrado. A Idade e Escala Expandida da Doença (EDSS) foram avaliadas pelo teste t Student independente. Os efeitos das terapias sobre o OAB-V8 foram realizados pelo teste de Análise de Variâncias para Medidas Repetidas. Significância foi admitida em 5% e tamanho do efeito (ƞ2p) foram reportados quando houve diferença significativa entre grupos. Resultados: O G1 apresentou média de idade de 33,4 anos e G2 de 36,9 anos. Os grupos eram homogêneos no início do estudo. Em relação aos sintomas urinários (OABV-8), os grupos apresentaram diferenças (P = 0,009; ƞ2p = 0,228). Houve uma oscilação com melhora nos dois grupos (P = 0,001; ƞ2p = 0,606), mas a melhora foi maior no G1 que realizou a EETT associado a TMAP (P = 0,001; ƞ2p = 0,353). Em relação a qualidade de vida de forma geral os grupos apresentaram padrões semelhantes (P = 0,115). Houve uma oscilação dos valores nos dois grupos (P = 0,001; ƞ2p = 0,456), mas a melhora foi maior no grupo G1 (P = 0,001; ƞ2p = 0,353). Conclusão: Os resultados reforçam os benefícios da EETT associado ao TMAP na redução dos STUI e na melhora da QV no quesito preocupações com as limitações e sentimentos negativos associados em mulheres com EM. |
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AVALIAÇÃO ELETROMIOGRÁFICA DOS MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO DE MULHERES PRATICANTES DE CROSS TRAINING: UM ESTUDO TRANSVERSAL |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
11/03/2024 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
- Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Sidinéia Silva Pinheiro Cavalcante Franco
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Banca |
- Adélia Correia Lúcio Girardi
- Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
- Gustavo Christofoletti
- Juliana Prati Salvador
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Resumo |
Introdução: A Incontinência Urinária de Esforço (IUE) é definida, como a queixa de qualquer perda involuntária de urina durante esforço, prática de exercício, ao tossir ou espirrar. Uma das modalidades mais praticadas na atualidade por mulheres é o cross training, o que torna importante avaliar a ocorrência da IU nessas mulheres. Objetivo: Comparar a atividade bioelétrica do assoalho pélvico de mulheres sedentárias saudáveis com o de mulheres praticantes de cross training com e sem IU. Métodos: Estudo transversal, composto por mulheres sedentárias e mulheres praticantes de cross training, foi utilizado o questionário Internacional Consultation on Incontinence Questionnaire – Short Form ICIQ-SF para categorizar a amostra em três grupos: grupo sedentárias sem IU - GC (n=16), grupo praticantes de cross training sem IUE - G1 (n=14) e grupo praticantes de cross training com IUE – G2 (n=15). As avaliações também envolveram os questionários sociodemográfico, Questionnaire for Urinary Incontinence Diagnosis- QUID-Br- Version in Portuguese, Three Incontinence Questionnaire- 3IQBbr, e a Eletromiografia de superfície para avaliação da atividade bioelétrica da musculatura do MAP por meio do Protocolo Glazer. Os dados obtidos foram analisados pelo teste de Kruskal-Wallis, seguido pelo pós-teste de Dunn, teste do qui-quadrado, com correção de Bonferroni, quando necessária. Os demais resultados deste estudo foram apresentados na forma de estatística descritiva ou na forma de tabelas e gráficos. Resultados: Foram avaliadas 45 mulheres, com idades médias para os três grupos de 35,19±1,74; 37,20±1,48 e 32,12±1,73 respectivamente. Observou-se que a porcentagem de mulheres que relataram “Perco quando estou fazendo atividades físicas” foi de 66,7%. O questionário QUID-Br e 3IQ-Br mostrou que o tipo de IU mais predominante foi a IUE com 93,3% das mulheres que se queixam de IU. Quanto aos resultados da EMGs obtivemos diferença significativa nos itens tempo(s) da endurance dos músculos do assoalho pélvico, onde esse tempo foi menor entre as mulheres praticantes de cross training com IUE em relação ao grupo de mulheres sedentárias. Outro achado com diferença significativa foi nas médias de picos de contrações rápidas e lentas do MTA que foi maior entre as mulheres praticantes e sem IUE quando comparada as sedentárias. Conclusão: Este estudo verificou correlação entre a ocorrência de IUE com uma baixa atividade bioelétrica do transverso abdominal e um déficit de endurance nos músculos do assoalho pélvico. |
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Influência aguda da irradiação intravascular de sangue a laser modificada (ILIB) sobre a potência anaeróbia e estimadores cardiovasculares em sujeitos ativos |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
15/09/2023 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
- Silvio Assis de Oliveira Junior
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Gaspar Rogerio da Silva Chiappa
- Heloyse Elaine Gimenes Nunes
- Rodolfo Andre Dellagrana
- Silvio Assis de Oliveira Junior
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Resumo |
Introdução: A Irradiação Intravascular de Sangue a Laser (ILIB) é uma técnica de laser de baixa potência, porém, com efeitos sistêmicos. A ILIB apresenta inúmeros efeitos sob diversos mecanismos de ação, como ativação do sistema antioxidante, inibição do processo inflamatório sistêmico, aumento da fluidez do sangue e da propriedade hemorreológica ligada as hemácias. Objetivo: Investigar a influência aguda de ILIB sobre a potência muscular e aspectos cardiovasculares, incluindo a variabilidade da frequência cardíaca (VFC), em indivíduos fisicamente ativos submetidos a uma prova de esforço de alta intensidade. Metodologia: Este estudo é um ensaio clínico cruzado randomizado controlado. Foram avaliados 14 participantes do sexo masculino, estudantes universitários, com média de idade de 23,1 ± 4,1 anos e praticantes de atividade física regular. Os voluntários participaram dos dois grupos de intervenção (ILIB e placebo) em momentos distintos. Para a intervenção com ILIB, foram adotados os seguintes parâmetros, 30 min de irradiação, comprimento de onda de 660nm, potência de 100mW e área de feixe de 3mm. No primeiro momento, os sujeitos foram avaliados para caracterização da amostra e registro de indicadores cardiovasculares, nível de lactato sanguíneo em repouso e em resposta ao teste de Wingate. Logo após, os participantes receberam uma sessão do protocolo experimental, determinado por sorteio. Terminadas as sessões dos protocolos experimentais, foi realizada nova sessão para reavaliação de indicadores cardiovasculares e nível de lactato sanguíneo em repouso e em resposta ao teste de Wingate. Após sete dias, toda a coleta se repetiu, porém, os participantes realizaram o protocolo experimental remanescente. Resultado: Durante o teste de Wingate as variáveis analisadas foram potência máxima, potência máxima relativa, potência média, potência média relativa e índice de fadiga. Apenas o índice de fadiga apresentou diferença estatisticamente significante (p<0,05), para a etapa pós-ILIB (43,2±9,9%) comparado ao grupo pós-PB (52,5±14,9%). A FC de repouso apresentou redução após o uso da ILIB (63,0±8,3 bpm) em comparação as outras etapas. Além disso, para o lactato sanguíneo, o momento de recuperação após uso da ILIB (5,9±2,7 mmol/L) apresentou diferença significativa (p<0,05) para as demais etapas. A VFC os índices RMSSD e pNN50 apresentaram diferença significativa (p<0,05) em repouso pós-ILIB (1,83±0,12 ms; 1,64±0,11 %), comparando ao grupo pré-ILIB (1,53±0,19 ms; 1,21±0,32 %). O índice HF apresentou diferença significativa (p<0,05) da etapa pós-ILIB (1,70±0,03 ms²) para a etapa pós-PB (1,49±0,28 ms). Conclusão: O uso da ILIB retardou o início de fadiga em uma prova de esforço de alta intensidade e reduziu a concentração de lactato sanguíneo em uma recuperação curta. Além disso, a ILIB aumentou a variabilidade da frequência cardíaca, indicando sensibilizar a atividade parassimpática. |
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ESTRATÉGIAS DE COPING ENTRE JOVENS ATLETAS: UMA REVISÃO DE ESCOPO |
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Curso |
Mestrado em Ciências do Movimento |
Tipo |
Dissertação |
Data |
14/09/2023 |
Área |
EDUCAÇÃO FÍSICA |
Orientador(es) |
- Christianne de Faria Coelho Ravagnani
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Christianne de Faria Coelho Ravagnani
- Fabiane de Oliveira Macedo
- Hugo Alexandre de Paula Santana
- Sarita de Mendonca Bacciotti
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Resumo |
Introdução: Os atletas jovens frequentemente enfrentam diferentes tipos de
pressões, relacionadas às competições, relações profissionais, pessoais ou
familiares. Gerenciar essas ameaças psicológicas é essencial para a garantia de
resultados esportivos satisfatórios. Assim, a compreensão de como os atletas lidam
com os desafios psicossociais, pode proporcionar aumento da produtividade
esportiva, contribuir para o aumento de foco e concentração, além de tomadas de
decisões mais assertivas. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo identificar
e mapear na literatura científica as estratégias de coping utilizadas por jovens atletas
e suas possíveis relações com a idade, sexo, modalidade esportiva e nível competitivo
dos atletas. Métodos: Trata-se de uma revisão de escopo, que adotou como
referencial teórico a abordagem proposta pelo método Joanna Briggs Institute (JBI) e
recomendações da Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-
Analyses extension for Scoping Review (PRISMA-ScR). Utilizou a estratégia
População-Conceito-Contexto para compor a questão de pesquisa. A busca foi
realizada nas bases de dados PUBMED, WEB OF SCIENCE, MEDLINE, LILACS,
SCIELO, PsycINFO, Scopus e SPORTDiscus, e os termos utilizados foram “youth
athletes” OR “young athletes”, “coping” OR “athletic coping” OR “coping strategies” OR
“coping skills” e “Sports” OR “Athletics” OR “Athletic” OR “Youth Sports” NOT “Injuries”,
e seus respectivos correspondentes nos idiomas português e espanhol. Sendo
realizada por dois pesquisadores de maneira independente. Resultados: Obteve-se
4.038 artigos com a busca nas bases de dados e 28 publicações para análise após a
aplicação dos critérios de exclusão. Dos 28 artigos, 22 (78,6%) estudos utilizaram
análises quantitativas e 6 (21,4%) de análises qualitativas. A revisão revelou que os
jovens atletas de modo geral, empregam com maior frequência estratégias de coping
focado na emoção, e os atletas um pouco mais velhos, direcionam seus esforços em
estratégias com base cognitiva para mudar o evento estressante (ou seja, focado no
problema). Os meninos tendem a utilizar mais estratégias de coping focadas no
problema, enquanto as meninas utilizam mais estratégias de coping focadas nas
emoções e busca por apoio social. Quanto ao tipo de esporte praticado observou-se
que atletas de esportes individuais utilizam mais estratégias de coping e
especialmente focadas na emoção, como a busca por apoio social, além de
estratégias relacionadas à concentração. Enquanto atletas de esportes coletivos
apresentaram com maior frequência estratégias de coping focadas no problema,
relacionadas a melhores rendimentos esportivos. Atletas de nível competitivo mais
elevado, tendem a aplicar com maior frequência estratégias focadas no problema,
como controle emocional, rápida recuperação frente ao erro ou fracasso, elevado
desempenho frente ao desafio, planejamento e preparo mental, foco, confiança e
motivação no desempenho. Conclusão: As estratégias de coping adotadas por
jovens atletas parecem ser diferentes conforme sexo, idade, esporte e nível
competitivo. Aponta-se a necessidade de estudos futuros realizados de forma
longitudinal, para analisar como os jovens atletas de maneira geral lidam com o
estresse imposto pelo ambiente esportivo e competitivo, pois as estratégias de coping
mudam ao longo da vida, fato este que faz necessárias atualizações constantes. |
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