Mestrado em Ciências do Movimento

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ASSOCIAÇÃO ENTRE COMPORTAMENTOS DE RISCO PARA DESENVOLVIMENTO DE TRANSTORNO ALIMENTAR E DESEMPENHO FÍSICO EM ATLETAS: UM ESTUDO TRANSVERSAL
Curso Mestrado em Ciências do Movimento
Tipo Dissertação
Data 19/08/2022
Área EDUCAÇÃO FÍSICA
Orientador(es)
  • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Adolfo Henrique Costa dos Santos
    Banca
    • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
    • Fabiane La Flor Ziegler Sanches
    • José Roberto Andrade do Nascimento Junior
    • Sarita de Mendonca Bacciotti
    Resumo Introdução: Dentre os Transtornos Alimentares (TA) mais prevalentes estão a
    Anorexia Nervosa (AN), Bulimia Nervosa (BN) e o Transtorno de Compulsão
    Alimentar (TCA). A etiologia dos TA é considerada de ordem multifatorial, e implica
    em prejuízos psicossociais, comprometimento em relação a saúde física e
    complicações para prática esportiva. Contudo, são escassas as evidências na
    literatura que mostram variações e implicações entre o risco de desenvolvimento de
    TA e desempenho físico, sejam em atletas amadores ou profissionais. Objetivo:
    Verificar a associação entre comportamentos de risco para TA e o desempenho
    físico em atletas brasileiros. Métodos: Trata-se de um delineamento transversal com
    amostra não-probabilística, composta por atletas federados de diversas
    modalidades, de ambos os sexos, com idades de 12 à 41 anos. A avaliação do risco
    de desenvolvimento de TA foi feita por meio do instrumento Eating Attitudes Test
    (EAT-26). O desempenho físico avaliado por meio do Running Anaerobic Sprint Test
    -RAST, Salto Vertical - SV e o Yo-yo Test. A avaliação antropométrica incluiu massa
    corporal e estatura. Os achados do estudo foram obtidos por medidas de tendência
    central, dispersão e frequências, a comparação do desempenho físico dos atletas
    com o risco para TA foi feito com base na Análise de Regressão Linear Múltipla,
    para descrever as demais variáveis do estudo foram conduzidas com auxílio do
    programa estatístico IBM SPSS versão 24, e realizado teste Qui-quadrado e o teste
    de Shapiro-Wilk, sendo os níveis de significância adotados de 5% (p < 0,05).
    Resultados: Os resultados dos 329 atletas participantes da pesquisa apontaram
    para uma amostra composta por 74,16% do sexo masculino (e 25,84% do sexo
    feminino com idade média de 23,66 ± 2,87 anos (12 à 41 anos), provenientes de 20
    modalidades esportivas. Na presente investigação, o risco para TA foi maior entre
    sexo masculino (7,38%) em relação ao sexo feminino (4,71%) e entre praticantes de
    esportes individuais (11,45%) em relação aos esportes coletivos (3,54%).
    Conclusões: O grau de acometimento constatado para comportamento de risco de
    TA foi considerado maior entre atletas homens e nos atletas de esportes individuais.
    Os valores referentes ao TA foram considerados não significativos e não

    apresentaram correlação com a variação de desempenho dos atletas, ou seja, e não
    foi possível verificar diminuição no rendimento dos atletas participantes.
    EFEITOS DA CLOREXIDINA SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL DE JOVENS SUBMETIDOS AO EXERCÍCIO FÍSICO INTENSO
    Curso Mestrado em Ciências do Movimento
    Tipo Dissertação
    Data 19/08/2022
    Área EDUCAÇÃO FÍSICA
    Orientador(es)
    • Jeeser Alves de Almeida
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Gabriela Tinoco da Silveira
      Banca
      • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
      • Dayanne Sarah Lima Borges
      • Hugo Alexandre de Paula Santana
      • Jeeser Alves de Almeida
      Resumo A hipotensão pós-exercício (HPE) é uma resposta fisiológica natural, que pode ocorrer
      tanto em indivíduos normotensos quanto em hipertensos. Ela provoca uma redução da
      pressão arterial (PA) após o exercício, em relação ao repouso prévio. Contudo, diversos
      fatores parecem influenciar a ocorrência da HPE. Dentre eles, destaca-se o óxido nítrico
      (NO), que é responsável pela vasodilatação. Além disso, a biodisponibilidade de NO está
      associada com a cavidade oral e a existência de bactérias responsáveis pela redução de
      nitrato em nitrito por meio da circulação enterosalivar. Assim, enxaguantes bucais
      antibacterianos apresentam a inibição da atividade do nitrito, o que pode impactar na
      pressão arterial em repouso. Portanto, baseado em evidências anteriores, o presente estudo
      teve por objetivo verificar a influência de um bochecho a base de clorexidina antes de uma
      sessão de exercício incremental intenso, a fim de analisar o comportamento da HPE em
      homens e mulheres. 30 participantes jovens e normotensos concluíram o estudo (15
      homens e 15 mulheres). Os avaliados realizaram um bochecho de 1 min com enxaguante
      contendo clorexidina (0,2%) ou placebo em dias diferentes com delineamento cruzado.
      Após as medições iniciais de PA, foram submetidos ao exercício incremental, com
      velocidade inicial de 6km/h com incrementos de 1,5km/h a cada dois minutos até a
      exaustão. Após os voluntários foram posicionados em uma sala silenciosa e a PA foi
      verificada a cada 15 minutos no período de 1h. Homens apresentaram HPE para PAS
      independentemente do bochecho (˜10mmHg, p <0.05). Entretanto, mulheres tiveram a
      HPE atenuada quando da condição experimental com clorexidina (p > 0,05). Por fim, um
      único bochecho com clorexidina parece atenuar a HPE em mulheres, mas sem efeitos em
      homens.
      INFLUÊNCIA DO TREINAMENTO CURTO DE ALTA INTENSIDADE NOS ESCORES DE DEPRESSÃO E APTIDÃO FÍSICA DE PESSOAS COM DEPRESSÃO: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
      Curso Mestrado em Ciências do Movimento
      Tipo Dissertação
      Data 19/08/2022
      Área EDUCAÇÃO FÍSICA
      Orientador(es)
      • Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
      Coorientador(es)
      • Paulo de Tarso Guerrero Muller
      Orientando(s)
      • Jéssica Alves Ribeiro
      Banca
      • Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
      • Felipe Barreto Schuch
      • Laís Tonello
      • Silvio Assis de Oliveira Junior
      Resumo A depressão é um grande problema de saúde pública associado à morbidade e mortalidade; além do mais, pessoas com depressão apresentam comportamentos sedentários e níveis baixos de aptidão física e o principal motivo usado para explicar este comportamento é a falta de tempo e prazer. Por esta razão, o protocolo de Treinamento Intervalado de Sprints curtos (short sprint interval training, sSIT), pode ser uma alternativa adequada pelo baixo volume e provável boa aderência. Objetivo. O objetivo do presente estudo foi analisar os efeitos do sSIT nos escores de depressão e na aptidão física de mulheres diagnosticadas com depressão. Materiais e Métodos. Este estudo avaliou 17 mulheres, com média de idade de 41,7±7,8 anos, sedentárias, com depressão moderada a grave que foram alocadas aleatoriamente em dois grupos: controle e experimental. O protocolo de treinamento sSIT consistiu em realizar, durante 6 sessões em duas semanas, 4-12 sprints de 5 segundos, com intervalo de descanso de ≥30 s de forma ativa com 50 W, com descanso de 48 horas entre sessões, com periodização linear e seleção individualizada do número de sprints em cada sessão. O grupo controle permaneceu com o uso de suas medicações e rotina de tarefas diárias, sem se envolverem em exercício físico por duas semanas. Todas as pacientes participaram da entrevista Neuropsiquiátrica Internacional (MINI) para diagnóstico do transtorno depressivo, e avaliação de escores de depressão através da Escala de Hamilton de 21 itens, e responderam ao Questionário internacional de atividade física (IPAQ) e o Questionário de Prontidão para Atividade Física (PAR-Q). Na primeira e quarta semanas foram submetidas a avaliação da composição corporal, força de preenssão palmar, potência muscular dos membros inferiores com o salto com contramovimento, teste incremental máximo em cicloergômetro, e quantidade de passos durante 4 dias da semana e um do fim de semana. Resultados. As participantes do grupo experimental sSIT exibiram melhoras na potência e resistência aeróbicas (140±15 vs. 155±15 W, p=0,016; 569,2±75,8 vs. 653,2±100 s, p<0,001) e um número maior de passos diários (13625±11309 vs. 16643±15371, p=0,009) da 1ª para a 4ª semana após a período de treinamento. Além disso, as pacientes que completaram o sSIT apresentaram menores escores de depressão com pontuação de 22,5±6,9 na 1ª semana para 24±8,3 na 4ª semana (p<0,001). No entanto, o sSIT não alterou o peso, IMC, e perimetria de cintura e abdômen. Entretanto, o % de gordura diminuiu de forma significativa (p<0,001). Conclusão. O sSIT parece ser um método de treinamento eficiente a ser considerado para o tratamento de pessoas com depressão. Futuros ensaios clínicos randomizados com amostras maiores deverão confirmar esses resultados promissores.

      Palavras-chave: Depressão; Treinamento curto de alta intensidade; Aptidão física.
      DESEMPENHO FÍSICO DE POLICIAIS MILITARES: UMA ANÁLISE LONGITUDINAL POR ESPECIALIDADES/ATRIBUIÇÕES DE FUNÇÃO
      Curso Mestrado em Ciências do Movimento
      Tipo Dissertação
      Data 19/08/2022
      Área EDUCAÇÃO FÍSICA
      Orientador(es)
      • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Luiz Carlos Rezende
        Banca
        • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
        • Daniel Traina Gama
        • Jeeser Alves de Almeida
        • Rodolfo Andre Dellagrana
        Resumo Introdução. Considerando as exigências físicas que policiais militares são submetidos, tarefas como saltar, puxar, empurrar, correr, arrastar e elevar são
        fundamentais para o efetivo exercício dessa profissão. A Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul apresenta uma divisão de unidades de acordo com suas especialidades, exigindo um aperfeiçoamento técnico individual para cada tipo de serviço, porém em comum a estas unidades existe a necessidade de uma boa aptidão física. Há poucos estudos com análises longitudinais da aptidão física de policiais militares, principalmente com relação a uma análise por especialidades, sendo tal conhecimento um fator determinante para elaboração de programas específicos de
        treinamento. Objetivo. Analisar longitudinalmente a aptidão física de policiais militares de acordo com suas especialidades, por um período de cinco anos. Metodologia. Policiais militares do sexo masculino foram alocados em 4 grupos de acordo com a
        afinidade de atribuição: 1- Ambiental: (Polícia Militar Ambiental – BPMA); 2- Especializado: (Batalhão de Operações Policiais Especiais – BOPE) e (Batalhão de Polícia Militar de Choque – BPChq); 3- Fronteira: (Batalhão de Polícia Militar Rodoviária – BPMRv) e (Departamento de Operações de Fronteira - DOF); e 4- Urbano: (1o Batalhão de Polícia Militar - 1o BPM) e (Batalhão de Polícia Militar de Trânsito – BPTran). O teste de aptidão física foi composto pelos testes de repetições máximas de abdominais, flexões máximas de braço na barra e no solo e corrida de 12
        minutos. O desempenho físico foi analisado retrospectivamente (2015 a 2019) por meio dos resultados do TAF publicados em Boletim Interno da Instituição. Para a comparação dos resultados dos testes físicos entre as especialidades policiais na
        linha de base e ao longo dos anos foi realizada uma Análise de Covariância (ANCOVA) de Modelo Linear Geral Misto controlado para as diferenças de idade entre os grupos, seguido do post hoc de Tukey, respeitando os níveis de significância de (P<0,05). Resultados. Nota-se de modo geral um declínio no desempenho dos grupos com exceção do grupo urbano nos testes de corrida, abdominal e do grupo
        fronteira na flexão de braço no solo. Observa-se também que o grupo especializado apresentou melhor desempenho na linha de base e que os piores resultados estão presentes no grupo ambiental. Conclusão. Houve declínio da aptidão física dos policiais ao longo dos anos e suas respectivas atribuições colaboram para uma maior
        queda ou atenuação desse declínio.

        Palavras-chave: Aptidão Física; Saúde; Policiais; Programa de Treinamento; Militares.
        REPERTÓRIO MOTOR NO PERÍODO DE FIDGETY MOVEMENTS EM LACTENTES EXPOSTOS A INFECÇÕES POR TORCHS
        Curso Mestrado em Ciências do Movimento
        Tipo Dissertação
        Data 18/08/2022
        Área EDUCAÇÃO FÍSICA
        Orientador(es)
        • Daniele de Almeida Soares Marangoni
        Coorientador(es)
        • Paulo Henrique Muleta Andrade
        Orientando(s)
        • Sarita Baltuilhe dos Santos
        Banca
        • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
        • Daniele de Almeida Soares Marangoni
        • Everton Falcao de Oliveira
        • Renata Hydee Hasue
        Resumo Introdução: Para um grupo de infecções adquiridas durante a gestação ou durante o parto com manifestações clínicas semelhantes, criou-se o acrômio TORCHS. Essas infecções podem prejudicar o curso normal do desenvolvimento. Apesar de sua importância epidemiológica, não são encontrados estudos que investigaram comportamentos neuromotores em lactentes expostos a infecções por TORCHS. A avaliação dos general movements (GMs), especialmente entre 3-5 meses de idade pós-termo (período de fidgety movements - FMs), tem alto valor preditivo para comprometimento neurológico. Objetivo: Investigar a qualidade GMs e o repertório motor no período dos fidgety movements em lactentes expostos a infecção materna por TORCHS, verificando a associação de características clínicas e fatores de risco nos desfechos observados. Método: Este estudo observacional exploratório compreendeu uma amostra de conveniência de 17 lactentes (idade 53,6±3,0 semanas pós-termo) com exposição pré-natal a TORCHS confirmada, recrutados a partir de centros de referência local. Os lactentes foram avaliados uma única vez, utilizando as ferramentas General Movements Assessment (GMA) para a qualidade dos GMs e o Motor Optimality Score (MOS) para avaliar detalhes dos padrões de movimentos, padrões posturais e características dos movimentos nessa fase. Também foram coletados dados clínicos e fatores de risco (peso ao nascer, prematuridade, agente etiológico, exames de imagem, entre outros). Resultados: Cinco lactentes (29,4%) apresentaram FMs aberrantes na avaliação pela GMA. Não foram observados movimentos com cramped-synchronized. A maioria (87,5%) dos lactentes apresentou escore total do MOS reduzido [23,5 (21-26)]. Apenas 2 (12,5%) lactentes apresentaram movimentos suaves e fluentes. Nos padrões de movimento, todos os movimentos de língua e rotação de cabeça observados foram anormais; nos padrões de postura, foram observados movimentos simétricos anormais e mãos predominantemente fechadas e dedos espalhados anormais; quase todos foram anormais, especialmente abruptos e monótonos, na avaliação das características do movimento. Apenas o escore total do MOS associou-se à prematuridade. Conclusão: Os lactentes apresentam anormalidades na qualidade dos FMs e no repertório motor no período de FMs, com mínima interferência de fatores de risco.
        INFLUÊNCIA DA FISIOTERAPIA AQUÁTICA NA FUNCIONALIDADE, DOR E EQUILÍBRIO POSTURAL EM INDIVÍDUOS COM AMPUTAÇÃO UNILATERAL DO MEMBRO INFERIOR (AUMI): ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
        Curso Mestrado em Ciências do Movimento
        Tipo Dissertação
        Data 18/08/2022
        Área EDUCAÇÃO FÍSICA
        Orientador(es)
        • Thomaz Nogueira Burke
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Solange Evangelista dos Santos Carvalho
          Banca
          • Glaucia Helena Goncalves
          • Paula Felippe Martinez
          • Silvia Lanziotti Azevedo da Silva
          • Thomaz Nogueira Burke
          Resumo Introdução: No Brasil, a taxa de amputação de membros inferiores é de 13,9 por 100.000 habitantes, sendo 59,1% do sexo masculino, gerando repercussões no equilíbrio, na projeção do centro de gravidade, aumentando o risco de quedas e fraturas. Intervenções com exercícios em solo têm sido reportados como sendo eficazes na melhora destas variáveis, porém há escassez de dados científicos de qualidade, até o momento, sobre o uso da Fisioterapia Aquática (FA) em indivíduos com amputação unilateral de membros inferiores (AUMI). Objetivo: Avaliar influência da FA na funcionalidade, dor e equilíbrio postural em indivíduos com AUMI. Metodologia: Trata-se de um ensaio clínico uni cego, randomizado, controlado e balanceado (1:1), no qual 14 indivíduos adultos, com AUMI (transtibial ou transfemural), foram alocados de forma randômica por blocos numa amostragem por conveniência. Os indivíduos foram divididos em 2 grupos: Grupo Fisioterapia Solo (GFS) (n=7) e Grupo Fisioterapia Aquática (GFA) (n=7). A intervenção foi realizada pelo período de 8 semanas, com frequência de 2 vezes semanais e duração de 30 minutos. A funcionalidade foi avaliada pela Medida de Independência Funcional (MIF), o equilíbrio pela Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) e pela plataforma de força K Force Plates, e a dor pela Escala de Dor de Denis (EDD). Os dados foram apresentados em média, desvio-padrão e intervalo de confiança. Foi utilizado o teste Kolmogorov- Smirnov para testar a normalidade dos dados e os grupos foram comparados por meio do test t de student para variáveis paramétricas e o teste de Mann-Whitney para as variáveis não paramétricas. Foi considerado um nível de significância de 5%. Resultados: A idade média dos participantes foi de 39±18, 79% do sexo masculino, 21% do sexo feminino. 72% das amputações foram por etiologia traumática e 28% por complicações de Diabetes Mellitus, 79% no nível transtibial e 21% transfemural. Ambos os tratamentos foram eficazes em melhorar o equilíbrio funcional medido pela EEB, porém sem superioridade entre os tratamentos exercício solo e exercícios aquáticos. Todas as demais variáveis apresentaram melhoras em seus escores, em ambos os grupos, porém sem diferença estatisticamente significante intra ou inter grupos.Conclusão: O exercício físico realizado em solo e em ambiente aquático se mostraram igualmente eficazes na melhora do equilíbrio funcional medido pela EEB de indivíduos com AUMI. Todavia, nessa frequência, duração e intensidade não apresentaram diferenças significativas na melhora da funcionalidade, dor e nas variáveis do CoP.
          Palavras - Chave: exercício aquático; amputação; equilíbrio postural.

          Análise da prevalência de lesões musculoesqueléticas e fatores associados na Ginástica Artística
          Curso Mestrado em Ciências do Movimento
          Tipo Dissertação
          Data 18/08/2022
          Área EDUCAÇÃO FÍSICA
          Orientador(es)
          • Silvio Assis de Oliveira Junior
          Coorientador(es)
          • Sarita de Mendonca Bacciotti
          Orientando(s)
          • Zadriane Gasparetto
          Banca
          • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
          • Joel Saraiva Ferreira
          • Josilainne Marcelino Dias
          • Silvio Assis de Oliveira Junior
          Resumo Introdução. A Ginástica Artística (GA) possui características peculiares, com diferentes
          demandas na execução de elementos técnicos que exigem o uso de capacidades físicas
          específicas. Recentes estudos mostram aumento da incidência de lesões entre atletas de nível
          esportivo elevado na GA. No entanto, a associação entre a instalação de lesões e alterações no
          desempenho motor na GA carece ainda de melhor investigação. Objetivo. Este estudo foi
          proposto para analisar potenciais associações entre instalação de lesões musculoesqueléticas
          esportivas (LME) retrospectivas e alterações no desempenho motor em praticantes de GA.
          Desenho e métodos. Trata-se de estudo transversal retrospectivo, de natureza descritiva
          observacional, com amostra convencional não probabilística. A casuística foi constituída por
          67 praticantes de GA, de Campo Grande/MS, com idade entre 8 e 17 anos, de ambos os
          sexos, e com histórico de prática esportiva de, pelo menos, um mês. Foi realizada avaliação
          antropométrica, uso de um questionário para identificação de lesões prévias, avaliação da
          maturação biológica, avaliação de flexibilidade e potência muscular segmentar, além de
          análise da estabilidade sensório-motora em contexto dinâmico e estático. Resultados. A
          presença de lesões prévias está associada com alterações no desempenho motor.
          Considerações finais. Estudos epidemiológicos centrados na GA são essenciais para
          identificar fatores associados a lesões prévias, os quais poderão servir de auxílio para a
          proposição de medidas preventivas.
          INFLUÊNCIA DA IDADE, IMC E ATIVIDADE FÍSICA NA FUNCIONALIDADE E CAPACIDADE PARA O TRABALHO EM PESSOAS COM OSTEOARTRITE DE JOELHO
          Curso Mestrado em Ciências do Movimento
          Tipo Dissertação
          Data 17/08/2022
          Área EDUCAÇÃO FÍSICA
          Orientador(es)
          • Glaucia Helena Goncalves
          Coorientador(es)
          • Paula Felippe Martinez
          Orientando(s)
          • Marcio Luiz Lomba
          Banca
          • Adriane Pires Batiston
          • Glaucia Helena Goncalves
          • Thomaz Nogueira Burke
          • Vera Licia de Souza Baruki
          Resumo Dentre os fatores de risco apontados para osteoartrite de joelho, a idade e a IMC alto
          são bastante preocupantes. O estudo visou identificar quais fatores entre idade,
          obesidade e prática de atividade física mais impactam na capacidade para o trabalho
          e funcionalidade em pessoas com osteoartrite de joelho. Foram recrutadas pessoas
          com OA de joelho da comunidade com idade acima de 18 anos. Todos os participantes
          responderam aos seguintes questionários: sociodemográfico e clínico; Western
          Ontario and McMaster Universities Osteoarthitis Index (WOMAC); Índice de
          Capacidade para o Trabalho (ICT); e International Physical Activity questionnaire
          (IPAQ). Foram realizados também os seguintes testes de desempenho físico: Teste
          de caminhada de 40 metros (TC40m); Teste de subir e descer escada (TEscada); e
          Teste de sentar e levantar de 30s (TSL30s). Foram avaliadas 45 pessoas com OA de
          Joelho, idade média de 61,2(8,2) anos, M(DP). A análise de regressão linear
          multivariada revelou que a prática de atividade física teve associação significativa com
          a funcionalidade (auto-relato e desempenho) (p<0,05) e a ICT (p<0,05). Também se
          observou associação significativa do IMC com a funcionalidade (p<0,05). Não houve
          associação entre IMC e ICT (p>0,05). Também não houve associação entre idade e
          funcionalidade ou ICT (p>0,05). Os resultados deste estudo sugerem que a prática da
          atividade física pode contribuir, até mais que outros fatores como o IMC e a idade,
          para a melhora da funcionalidade e capacidade para o trabalho das pessoas com OA
          de joelho.
          Efeito protetor e potencializador do exercício excêntrico em corredores recreacionais
          Curso Mestrado em Ciências do Movimento
          Tipo Dissertação
          Data 17/08/2022
          Área EDUCAÇÃO FÍSICA
          Orientador(es)
          • Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Bruno Paes de Arruda Matoso
            Banca
            • Alessandro Moura Zagatto
            • Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
            • Hugo Alexandre de Paula Santana
            • Silvio Assis de Oliveira Junior
            Resumo Os exercícios de força com ênfase na fase excêntrica têm a capacidade de gerar adaptações positivas do ponto de vista histológico e metabólico, reduzindo assim os parâmetros que indicam dano muscular. A adaptação protetora é referida como o efeito protetor do exercício repetido (EPER) e é caracterizada por uma redução na perda de função muscular, percepção reduzida da dor muscular tardia e níveis menores de creatina quinase (CK). O efeito potencializador agudo após exercícios de corrida tem sido também descrito em saltos verticais após testes de corrida incrementais em atletas de resistência. O objetivo desse estudo foi analisar o EPER com ênfase excêntrica no desempenho do salto vertical, equilíbrio dinâmico e parâmetros cinemáticos da corrida com e sem fadiga. Vinte corredores recreacionais foram divididos em 2 grupos, 10 do grupo experimental (71,5±10,07kg; 172,2 ± 5,6cm; 32,4± 2,9 anos; 59,9± 8,1 mL/kg/min), e 10 do grupo controle (75,1±12,4 kg; 173,5± 6,7 cm; 31,7± 2,6 anos; 55,7± 5,6 59,9±8,1 mL/kg/min). Os participantes foram submetidos, em um período de 4 semanas, realizaram teste incremental, teste de salto contramovimento, teste de equilíbrio dinâmico e duas corridas submáximas com velocidade inicial de 8 km/h nos primeiros cinco minutos e, nos cinco minutos seguintes, velocidade média da melhor marca na prova de 10 km na avaliação e reavaliação. Na segunda e terceira semanas foi aplicada uma sessão do mesmo exercício protetor com intervalo de sete dias entre as sessões no grupo experimental, com acompanhamento da dor muscular tardia às 72 h e CK às 48h. Os participantes apresentaram maiores valores de salto com contramovimento (37,1±1,6 cm) após duas sessões de exercício excêntrico em comparação ao grupo controle (32,5±4,8 cm) (p=0,008). Não houve diferença no equilíbrio dinâmico (p=0,612), desempenho do teste incremental de ida e volta(p=1,00), e variáveis cinemáticas na corrida submáxima após intervenção (p>0,05). O exercício proposto promoveu dano muscular, evidenciando pelos maiores valores de dor muscular tardia (5,1±1,9) e CK (515,8±272,1 U·L-1) após a primeira sessão em relação à linha de base (1,5±0,5; 247,3±122,3 U·L-1) e grupo controle (2,0±0,6; 188,6±70,1 U·L-1) (p=0,038). Sugere-se também que a primeira sessão ofereceu um efeito protetor contra o dano muscular causado pela segunda sessão, evidenciado por uma menor dor muscular tardia (3,6±2,0) (p=0,001) e CK (302,9±49,4 U·L-1) (p=0,005). Conclui-se que 2 sessões de exercícios com ênfase excêntrica de carga moderada aumentam o desempenho do salto com contramovimento e induzem um efeito protetor já após a segunda sessão de exercício de força com ênfase excêntrica
            REPERTÓRIO MOTOR E INFLUÊNCIA DE FATORES DE RISCO EM RECÉM-NASCIDOS HOSPITALIZADOS EM UNIDADE INTERMEDIÁRIA NEONATAL
            Curso Mestrado em Ciências do Movimento
            Tipo Dissertação
            Data 16/08/2022
            Área EDUCAÇÃO FÍSICA
            Orientador(es)
            • Daniele de Almeida Soares Marangoni
            Coorientador(es)
            • Leila Simone Foerster Merey
            Orientando(s)
            • Geruza de Souza Mallmann
            Banca
            • Aline Martins de Toledo
            • Cibelle Kayenne Martins Roberto Formiga
            • Daniele de Almeida Soares Marangoni
            • Paula Felippe Martinez
            Resumo Avaliar os general movements de recém-nascidos durante sua hospitalização em unidade intermediária neonatal, incluindo o General Movements Optimality Score, verificando a influência da idade de avaliação nos desfechos encontrados para os GMs, verificar diferenças entre membros superiores e membros inferiores na pontuação detalhada dos GMs e a influência de fatores de risco clínicos para os GMs em recém-nascidos hospitalizados. Método: Estudo transversal exploratório, onde participaram recém-nascidos hospitalizados na Unidade de Cuidados Intermediários Convencional Neonatal (UCINCo) e Unidade de Cuidados Canguru (UCINCa) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, referência para nascimentos de risco em Campo Grande, MS. A coleta de dados ocorreu ao longo de 30 dias entre abril e maio de 2022. Resultados: Houve diferenças na GMA quanto às categorias globais de acordo com categorias do peso ao nascer (X2(2)=8,986; V=0,49), prematuridade (X2(2)= 6,88; V=0,44) e tempo de hospitalização neonatal (X2(2)=9,30; V=0,52). Um peso ao nascer acima de 2500g, a ausência de prematuridade e um tempo de hospitalização menor ou igual a 30 dias se associaram a GMs normais, enquanto a classificação de GMs PR associou-se apenas a baixo peso ao nascer. Houve diferenças nas pontuações do GMOS de acordo com a qualidade dos GMs (X2(2)’s > 6,72; p’s ≤ 0,03). Em geral, as comparações múltiplas demonstraram que as pontuações foram menores em GMs PR e, principalmente CS, do que em GMs normais. Conclusão: Os fatores de risco que mais influenciaram os general movements foram o baixo peso ao nascimento, idade gestacional e tempo de internação. Neste estudo foi identificada a correlação do tempo de internação maior que 30 dias de internação com movimentos anormais no Gma e GMOS com baixos escores.
            DISFUNÇÕES DO ASSOALHO PÉLVICO EM MULHERES PRATICANTES DE CROSS TRAINING: PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS
            Curso Mestrado em Ciências do Movimento
            Tipo Dissertação
            Data 17/06/2022
            Área EDUCAÇÃO FÍSICA
            Orientador(es)
            • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
            Coorientador(es)
            • Hugo Alexandre de Paula Santana
            Orientando(s)
            • Ygor Thiago Cerqueira de Paula
            Banca
            • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
            • Daniele de Almeida Soares Marangoni
            • Patricia Driusso
            • Silvio Assis de Oliveira Junior
            Resumo A prática de exercícios de alta intensidade por mulheres e os impactos no assoalho pélvico causando disfunções nesta musculatura são motivos de divergências. Objetivo: Investigar a prevalência e os fatores associados de disfunções do assoalho pélvico em mulheres praticantes de cross-training. Métodos: Estudo transversal observacional, composto por 301 mulheres adultas que praticam cross-training há pelo menos 6 meses. Participantes com idade média de 34,18±0,46 anos, IMC médio de 23,93 Kg/m² e tempo médio de cross-training de 34,2 meses, responderam ao questionário sociodemográfico, International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ – SF), Pelvic Floor Disorders Inventory Questionnaire (PFDI-20), Pelvic Floor Impact Questionnaire (PFIQ-7) e International Questionnaire of Physical Activity – Short Version (IPAQ). Foram realizadas análises estatísticas descritiva, univariada, multivariada e regressão lógica bivariada com nível de significância de 5% e IC de 95 %. Resultados: As DAP se mostraram elevadas, ocorrendo em 48% (n=132) segundo o PFIQ-7 e 66,2% (n=182) segundo o PFDI-20, com IU disfunção mais prevalente, seguido de IA sendo flatos e constipação e POP. Fatores como idade avançada, parto normal, quantidade de filhos, treinamento vigoroso e enurese foram evidenciados como risco para o surgimento das DAP. Para (103 - 37,5%) das mulheres, a perda de urina é durante o treino, 73 (70,9%) relataram ocorrer em dois ou mais exercícios, sendo os principais: Jump box (n=44 42,7%); Single under (n=41 39,85%) e Deadlift (n=36 35,0%). Conclusão: Este estudo indica alta prevalência de DAP em mulheres praticantes de cross-training, sendo IU, perda de flatos e constipação intestinal os sintomas mais frequentes. Ademais os exercícios que envolvem saltos parecem desencadear mais eventos de IU.
            IDENTIFICAÇÃO E EVIDENCIAS DE VALIDADE DE CONTEÚDO DOS FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO BEACH TENNIS
            Curso Mestrado em Ciências do Movimento
            Tipo Dissertação
            Data 17/06/2022
            Área EDUCAÇÃO FÍSICA
            Orientador(es)
              Coorientador(es)
              Orientando(s)
                Banca
                • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
                • Daniele de Almeida Soares Marangoni
                • Patricia Driusso
                • Silvio Assis de Oliveira Junior
                Resumo Objetivo: Investigar a prevalência de distúrbios do assoalho pélvico em mulheres
                praticantes de cross-training em Campo Grande, MS. Métodos: Estudo transversal, composto
                por 275 mulheres adultas que praticam cross-training. Participantes com idade entre 18 e 54
                anos, IMC médio de 23,93 Kg/m² e tempo médio de cross-training de 34,28 meses,
                responderam a questionários sociodemográfico, International Consultation on Incontinence
                Questionnaire - Short Form (ICIQ – SF), Questionário de Inventário de Desordens do
                Assoalho Pélvico (PFDI-20), Questionário de Impacto do Assoalho Pélvico (PFIQ-7) e
                Questionário Internacional de Atividade Física – Versão Curta (IPAQ). As análises
                estatísticas foram realizadas por meio do teste do qui-quadrado, com correlação de
                Bonferroni, ANOVA, Turkey, t-student e Pearson com nível de significância de 5%.
                Resultados : Mais da metade das mulheres relata algum tipo de sintoma de disfunção do
                assoalho pélvico (DAP) 136 (49,5%), entre estas, incontinência urinária (IU) 83 (61,0%),
                constipação 61 (44,9%). Entre as 275 participantes a IU 83 (37,5%) é durante o cross-training,
                os três exercícios mais pontuados: Jump box 44 (42,7%); Single under 41 (39,85%) e Deadlift
                36 (35,0%). Perda de urina em 2 ou mais exercícios 73 (70,9%). De acordo com o IPAQ 198
                (72,0%) são muito ativas e ICIQ-SF 102 (37,1%) das mulheres foram consideradas
                incontinentes. Conclusão: Este estudo constatou que principalmente as mulheres que tiveram
                parto normal, foram consideradas muito ativas e treinam intensamente, estão predispostas à
                DAP, com prevalência de IU. Mais pesquisas são necessárias para entender os efeitos
                longitudinais de exercícios de alto impacto e alta carga no suporte e sintomas do assoalho
                pélvico com base nas evidências atuais.
                ASSOCIAÇÃO ENTRE A ESPESSURA DIAFRAGMÁTICA E DESEMPENHO FÍSICO DE ATLETAS E OS EFEITOS DA INFECÇÃO POR COVID-19: UM ESTUDO TRANSVERSAL
                Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                Tipo Dissertação
                Data 02/05/2022
                Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                Orientador(es)
                • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Alliny Souza Farias
                  Banca
                  • Ana Carolina dos Santos Demarchi
                  • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
                  • Jeeser Alves de Almeida
                  • Paulo de Tarso Guerrero Muller
                  Resumo Introdução: Estudos realizados em pacientes e indivíduos saudáveis, sugerem que a
                  hipertrofia do diafragma, ou seja, o aumento da área de secção transversa, pode
                  resultar em maior força muscular inspiratória, consequentemente melhor eficiência
                  ventilatória e mecânica. Por outro lado, doenças infecciosas como a COVID-19 podem
                  impactar a estrutura e função do aparelho respiratório. Entretanto, existem ainda
                  poucos estudos que avaliaram a espessura diafragmática de atletas, de que maneira
                  ela se associa ao desempenho físico e os impactos da COVID-19 sobre esses
                  desfechos. Objetivo: Avaliar a associação entre a espessura diafragmática e o
                  desempenho físico de atletas e os efeitos da infecção por COVID-19 sobre esses
                  parâmetros. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, envolvendo 63 atletas de
                  diferentes modalidades esportivas de ambos os sexos (Feminino 16,67±5,03 anos,
                  52,09±14,01kg, 155,90±13,86cm; Masculino 23,44±9,65anos, 72,24±14,18kg,
                  174,84±6,84 cm), que foram submetidos a avaliação da espessura diafragmática por
                  meio do Ultrassom e em seguida ao teste de desempenho aeróbico (Yo-Yo test) para
                  determinação do consumo máximo de oxigênio (VO2max). Utilizou-se a correlação de
                  Pearson para verificar a associação entre VO2max e espessura diafragmática e o teste
                  t de Student foi aplicado para verificar diferenças entre atletas com diagnóstico
                  positivo e negativo para COVID-19. O nível de significância foi ajustado em 5%.
                  Resultados: Não houve associação entre a espessura diafragmática e o desempenho
                  físico (r= 0.30 e p= 0.22) e nem diferença entre os atletas não infectados e infectados
                  por COVID-19 em relação a espessura diafragmática (57,00±0,26 vs 52,00±0,25%;
                  p=0.22) e o desempenho físico (43,88±2,29 vs 38,34±13,61mL/kg/min; p=0.22),
                  respectivamente. Conclusão: Nos atletas a espessura diafragmática não foi
                  associada ao consumo máximo de oxigênio, além disso, atletas infectados por
                  COVID-19 também não exibiram diferenças no VO2max e espessura diafragmática, em
                  relação aos atletas não infectados.
                  CARACTERIZAÇÃO E ASSOCIAÇÃO ENTRE AS VARIÁVEIS DEMOGRÁFICAS, SCORES DE BURNOUT, CAPACIDADE PARA O TRABALHO E QUALIDADE DE VIDA DE PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE CAMPO GRANDE, MS
                  Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                  Tipo Dissertação
                  Data 02/05/2022
                  Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                  Orientador(es)
                  • Thomaz Nogueira Burke
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Lucio Barbosa Neto
                    Banca
                    • Altemir Luiz Dalpiaz
                    • Joel Saraiva Ferreira
                    • Silvio Assis de Oliveira Junior
                    • Thomaz Nogueira Burke
                    Resumo A esfera de atuação escolar engloba diversas formas de representação, como atividades de coordenação, supervisão pedagógica e direção. Estas atividades tem sido apontadas como fatores estressantes e de repercussão negativa saúde dos trabalhadores da educação. Objetivo:Portanto, este trabalho tem por objetivo avaliar a qualidade de vida e a capacidade de trabalho e identificar a prevalência da sindorme de burnout em professores do ensino fundamental da rede Municipal de Ensino de Campo Grande\MS.Materiais/Métodos:Estudo transversal.O trabalho foi desenvolvido nas escolas públicas que oferecem o nível de Ensino Fundamental da administração municipal, localizadas na região urbana de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Resultados: A amostra foi composta por 202 professores atuantes na rede municipal de educação que lecionam no ensino fundamental I e II.Quando analisados os domínios de qualidade de vida, foram encontrados os seguintes valores. Domínio físico(60,5±13,3); psicológico:(64,4±15,8); social(64,6±17,0); ambiental(53,2±12,2). A maioria dos professores avaliaram sua qualidade de vida como BOA (49%). Com referência ao ICT, que avalia a capacidade física, mental e social dos trabalhadores, a média encontrada foi de 38,9±9,8. Ele representa moderado ICT para 29,2% e bom para 70,8% da amostra. A proporção de pessoas com bom ICT é significativamente maior que a proporção de pessoas com moderado ICT.No tocante ao índice de burnout notou-se uma significativa proporção de participantes com cansaço emocional (37,1%). A maioria dos participantes não apresenta sintoma de despersonalização (75,7%) e apresenta alto índice de realização pessoal (58,4%). As associações realizadas nesta amostra apontam que aqueles professores que apresentaram maior cansaço emocional, demonstraram menor capacidade para o trabalho, o que pode estar ligado a cargas de trabalho mais extensas. Com relação à variável referente ao cansaço emocional da síndrome de BURNOUT também expressa associação negativa ruim ao domínio físico, social e ambiental da qualidade de vida, o que pode ser pertinente ao ambiente de trabalho.Esta investigação indica a necessidade de ampliar estudos que aprofundem nos resultados encontrados e tragam mais respostas sobre a situação da saúde docente nesta cidade.
                    Palavras-chaves: Professores, Burnout, Qualidade de vida, indice de capacidade para o trabalho
                    DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO CONCORRENTE DE UM SISTEMA DE ANÁLISE DE MOVIMENTOS EM TRÊS DIMENSÕES BASEADOS EM CÂMERAS RGB
                    Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                    Tipo Dissertação
                    Data 02/05/2022
                    Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                    Orientador(es)
                    • Thomaz Nogueira Burke
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Liliane Pinho de Almeida
                      Banca
                      • Carlos Eduardo Pinfildi
                      • Charles Taciro
                      • Gustavo Christofoletti
                      • Thomaz Nogueira Burke
                      Resumo A prescrição de exercícios terapêuticos para serem realizados em casa é uma
                      prática comum adotada pelos fisioterapeutas. Entretanto, a aderência a este tipo
                      de prática é, de maneira geral, baixa, podendo comprometer a evolução dos
                      pacientes. Novas tecnologias baseadas em realidade virtual e realidade aumentada
                      oferecem perspectivas promissoras na tentativa de aumentar a aderência aos
                      programas de reabilitação domiciliares, por meio da análise do movimento e sua
                      comparação com o prescrito. Porém, a maior parte das soluções, como o Vicon
                      3D (Vicon Motion Systems Ltd., Oxford, UK) e Qualisys Track Manager (QTM),
                      são de alto custo e não portáteis, estando, por isso, restrito a centros
                      especializados. Câmeras RGB são acessíveis e disponíveis em diversos
                      dispositivos, como celulares e webcams, e podem se tornar boa alternativa para a
                      coleta de informações, desde que o tratamento dos dados permita a predição de
                      variáveis 3D a partir de informações 2D.
                      O objetivo deste trabalho é (1) desenvolver e (2) validar concorrentemente
                      um sistema de captura (MOVA3D) e análise de movimento 3D, a partir de
                      câmeras RGB 2D: (1) para o desenvolvimento desta pesquisa foram utilizadas
                      câmeras Intel RealSense (Intel 435i com a função de profundidade desabilitada)
                      para a captura dos dados, bem como desenvolvido um software próprio, capaz de
                      inferir automaticamente e em 3D os centros articulares e realizar os cálculos
                      cinemáticos angulares de interesse; (2) para a validação concorrente, 10
                      indivíduos, com idade entre 22 e 50 anos, realizaram atividades de agachamento,
                      flexão de quadril e abdução de quadril, com propósito de aferir as variáveis ângulo
                      de abdução/adução e flexão/extensão de quadril; o ângulo de flexão/extensão de
                      joelho foi capturado, simultaneamente, pelos sistemas MOVA3De pelo QTM
                      (padrão-ouro). Foram calculados o erro médio de cada variável, assim como seu
                      grau de associação por meio do Índice de Correlação de Pearson.
                      Prevalência e caracterização de lesões musculoesqueléticas entre jovens praticantes de futebol
                      Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                      Tipo Dissertação
                      Data 29/04/2022
                      Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                      Orientador(es)
                      • Silvio Assis de Oliveira Junior
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Tobias Natan Zuffo
                        Banca
                        • Carlos Alberto Eloy Tavares
                        • Charles Taciro
                        • Leandro Caetano Guenka
                        • Silvio Assis de Oliveira Junior
                        Resumo Introdução. O jogo de futebol é caracterizado por exigências físicas diversas e alta prevalência de lesões. O objetivo deste trabalho foi descrever a prevalência e características de lesões musculoesqueléticas esportivas em praticantes de futebol. Casuística e métodos. A casuística consistiu em 176 praticantes de futebol entre 10 a 17 anos de idade, inscritos no Projeto Escola Pública de Futebol de Campo Grande (MS). Os participantes foram distribuídos em quatro grupos etários, determinados conforme categorias de prática de futebol estipuladas pela FIFA: Sub-11; Sub-13; Sub-15; e Sub-17. Para caracterização dos participantes, foram coletados dados demográficos e antropométricos. Para detalhamento de aspectos epidemiológicos e características de casos retrospectivos de lesões musculoesqueléticas, foi utilizado um inquérito de morbidade referida. Resultados. Os grupos Sub-15 e Sub-17 obtiveram os maiores índices de carga horária semanal de treinos. O grupo Sub-17 revelou as maiores taxas de ocorrência de lesão retrospectiva. O grupo Sub-11 registrou a maior taxa de LE por participante lesionado, com 46,2%; 50 casos de lesão (62,5%) ocorreram em circunstância de treinamento. Membros inferiores foram os principais locais de instalação de lesões, com 66 casos (82,5%), e a região do tornozelo/pé foi o segmento anatômico mais acometido com 30 casos registrados (45,5%). Houve maior predomínio de lesões por mecanismos não-traumáticos, com 44 casos (55%), e maior ocorrência de casos de natureza leve, com 49 casos (61,3%). A maioria dos casos envolveu retorno assintomático às atividades de treino, totalizando 57 casos (71,3%); 62 casos (77,5%) ocorreram sem a necessidade de suporte médico ou terapêutico. Conclusão. A prevalência de lesões musculoesqueléticas entre jovens praticantes de futebol envolveu agravos em membros inferiores na região de tornozelo/pé, de severidade leve e não requereram tratamento.
                        INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA DETERMINAÇÃO DA CARGA DE TRABALHO NO TESTE DE ENDURANCE NA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA: UM ESTUDO RETROSPECTIVO ANALÍTICO
                        Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                        Tipo Dissertação
                        Data 29/04/2022
                        Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                        Orientador(es)
                        • Paulo de Tarso Guerrero Muller
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Fernanda Gabriela Dias
                          Banca
                          • Daniel Martins Pereira
                          • Paula Felippe Martinez
                          • Paulo de Tarso Guerrero Muller
                          • Thomaz Nogueira Burke
                          Resumo Teste de endurance é um instrumento balizador clínico e científico de extrema importância na avaliação do tempo máximo de tolerância ao exercício moderado/intenso nos pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Recomendações de diferentes sociedades de Pneumologia e Cardiologia orientam a utilização de alta intensidade nos testes de carga constante (TCC, 75-80% da máxima carga atingida no teste incremental). Entretanto, quando aplicada esta carga, grande parcela dos avaliados (~ 50%) não se enquadram no tempo ideal de exercício em TCC, ou seja, entre 3-8 minutos, levando a que os avaliados precisem refazer os testes com carga maior ou menor. Neste trabalho testou-se um algoritmo de inteligência artificial (IA) denominado M5P, almejando prever a carga ideal individualizada a ser aplicada em cicloergômetro, para se atingir o tempo ideal de 3-8 min. Para tal, foram analisados retrospectivamente dados antropométricos e clínicos, de função pulmonar e variáveis fisiológicas do teste incremental de 50 indivíduos com DPOC GOLD II/III/IV em acompanhamento ambulatorial. A partir do algoritmo M5P foram encontrados 2 modelos capazes de estimar a carga ideal individualizada por meio de árvores de decisão. O erro absoluto médio para o Modelo 1 foi de 4,4 Watts, com um coeficiente de determinação de 80% e intervalo de confiança relativo de 95% de -36/+34%. O Modelo 2 teve pior desempenho, com um erro absoluto médio de 7,4 Watts, com coeficiente de determinação de 36% e intervalo de confiança relativo de 95% de -40/+36%. Para o Modelo 1, apenas a carga máxima no teste incremental foi o fator escolhido. Para o Modelo 2, várias combinações de variáveis clínicas, de função pulmonar e de teste incremental entraram no modelo em 3 diferentes equações. O modelo escolhido neste estudo foi o Modelo 1, que, no entanto, apresentou um intervalo de confiança de 95% amplo. Novos estudos com amostras maiores e validação do Modelo 1 com indivíduos portadores de DPOC são necessários.
                          IDENTIFICAÇÃO E EVIDENCIAS DE VALIDADE DE CONTEÚDO DOS FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO BEACH TENNIS
                          Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                          Tipo Dissertação
                          Data 28/04/2022
                          Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                          Orientador(es)
                          • Fabricio Cesar de Paula Ravagnani
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Leonardo da Silva Martins
                            Banca
                            • Fabricio Cesar de Paula Ravagnani
                            • Hugo Alexandre de Paula Santana
                            • Jeeser Alves de Almeida
                            • Luis Eduardo Moraes Sinesio
                            Resumo No Beach Tennis, como em outras modalidades, existem ações técnicas utilizadas no jogo pelos praticantes, que são chamadas de fundamentos. Estes fundamentos, possuem uma técnica conhecida por professores, alunos, técnicos e atletas, entretanto, nem todos os fundamentos são chamados pelo mesmo nome e outros ainda não possuem um nome. O presente estudo teve como objetivo identificar, nominar e validar os fundamentos do Beach Tennis (BT) com os especialistas, coaches e atletas. O painel de especialista foi composto por 120 coaches/atletas de BT, de ambos os sexos, das categorias A e Pró (profissional). Para a Identificação dos fundamentos realizamos uma pesquisa bibliográfica e observamos jogos amadores e profissionais. Fizemos uma sugestão de nomes aos fundamentos observados que não estavam na literatura e criamos subcategorias aos outros fundamentos já descritos. Este é um estudo descritivo de corte transversal. Para coleta dos dados, construímos um instrumento na plataforma do Google, utilizando a ferramenta Google Forms. Para a validação utilizamos a Técnica Delphi Modificada. Encontramos na literatura, e observando jogos amadores e profissionais, 49 fundamentos que são utilizados no BT, os quais foram enviados ao painel de especialistas e solicitado que concordassem ou discordassem do nome proposto para os mesmos. Todos os fundamentos propostos atingiram um índice superior a 75% de concordância. O consenso final resultou na identificação e nominação de 15 novos fundamentos e 12 novas variações de fundamentos. Além disso, 17 fundamentos já descritos na literatura receberam nomenclatura nova e 5 fundamentos mantiveram o mesmo nome. Este estudo contribui de forma significativa no crescimento da modalidade, pois permite que o BT possua uma nomenclatura de fundamentos própria e validada, permitindo que pesquisadores, atletas, professores, técnicos, jornalistas e telespectadores, possam se referir aos fundamentos na produção de conhecimento em artigos e livros, em transmissões televisivas, nos treinamentos e aulas ou em outras discussões pertinentes à modalidade.
                            Palavras-chaves: atletas, nomenclatura, validação, Beach-tennis
                            IDADE, DISFUNÇÃO MOTORA E SINTOMAS NEUROPSIQUIÁTRICOS IMPACTAM A QUALIDADE DE VIDA NA ESCLEROSE MÚLTIPLA.
                            Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                            Tipo Dissertação
                            Data 26/04/2022
                            Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                            Orientador(es)
                            • Gustavo Christofoletti
                            Coorientador(es)
                            • Paulo Henrique Muleta Andrade
                            Orientando(s)
                            • Patricia de Morais Ferreira Brandão
                            Banca
                            • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
                            • Andrelisa Vendrami Parra
                            • Evandro Gonzalez Tarnhovi
                            • Gustavo Christofoletti
                            • Lilian Assuncao Felippe
                            Resumo Doenças neurológicas atingem diversas funções do organismo, gerando impacto sobre a funcionalidade, a independência e a qualidade de vida dos pacientes. Dentre as afecções neurológicas, destaca-se a esclerose múltipla (EM), que pode causar disfunção motora, cognitiva e neuropsiquiátrica. O objetivo desta dissertação de mestrado foi investigar o impacto da idade, da disfunção motora e dos sintomas neuropsiquiátricos sobre a qualidade de vida de pessoas com esclerose múltipla em comparação com controles saudáveis. Cento e quarenta e um participantes (70 com EM e 71 pares de controle) foram avaliados em uma única sessão. Preditores foram compostos por questionários gerais aplicados em ambos os grupos e por instrumentos específicos restritos a EM. Idade, disfunção motora e sintomas neuropsiquiátricos foram incluídos como preditores, e qualidade de vida como desfecho. Análises de regressão múltipla (R2) foram utilizadas para avaliar as relações entre os preditores e os desfechos. Os resultados apontaram para um declínio da qualidade de vida em indivíduos com EM na comparação com controles. Idade, gravidade da doença e sintomas neuropsiquiátricos afetaram 56,3% da qualidade de vida em indivíduos com EM. No grupo controle, idade e sintomas neuropsiquiátricos explicaram 36,6% do comprometimento da qualidade de vida. A idade impactou a qualidade de vida mais na EM do que nos indivíduos controle (R2=19,9% vs R2=2,9%). Os sintomas neuropsiquiátricos comprometeram os grupos de forma semelhante (38,8% para EM e 36,5% para os sujeitos controles). A gravidade da doença explicou 22,4% da variabilidade da qualidade de vida na EM. Em conclusão, esta dissertação identificou fatores preditores importantes que afetam a qualidade de vida de pacientes com EM.

                            Palavras-chave: Esclerose múltipla; Qualidade de vida; Índice de Gravidade da Doença; Fatores Etários; Análise de Regressão; Motricidade.
                            EVOLUÇÃO CLÍNICA E FUNCIONAL DE INDIVÍDUOS ADULTOS E IDOSOS COM COVID-19 ADMITIDOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
                            Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                            Tipo Dissertação
                            Data 26/04/2022
                            Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                            Orientador(es)
                            • Paula Felippe Martinez
                            Coorientador(es)
                            • Karla Luciana Magnani Seki
                            Orientando(s)
                            • Maryelle Desirée Cardoso Daniel
                            Banca
                            • Arthur de Almeida Medeiros
                            • Bertha Furlan Polegato
                            • Gustavo Christofoletti
                            • Paula Felippe Martinez
                            • Paulo de Tarso Guerrero Muller
                            Resumo Introdução: Há evidências que indivíduos com a doença relacionada ao novo coronavírus SARS-CoV-2 (COVID-19) que necessitam de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) apresentam declínio funcional. No entanto, ainda não foi esclarecido se a evolução funcional desses sujeitos é semelhante ao de pessoas com infecção pulmonar aguda devido a outros agentes sob cuidados intensivos. Objetivo: Avaliar o perfil clínico e funcional de indivíduos com pneumonia associada à COVID-19 admitidos em UTI e comparar com indivíduos com pneumonia não relacionada ao COVID-19. Método: Estudo longitudinal observacional de caráter retrospectivo, realizado no período de agosto de 2020 a março de 2021. Foram incluídos indivíduos internados em UTI com história de pneumonia, sendo alocados em dois grupos: COVID e não COVID. Foram avaliadas variáveis referentes ao perfil clínico e sociodemográfico, além de capacidade funcional e força muscular nos momentos da avaliação inicial da UTI, alta da UTI e alta hospitalar. Resultados: Foram incluídos 150 indivíduos com COVID-19 e 66 no grupo não COVID-19. Os grupos foram homogêneos quanto à idade, presença de comorbidades, índice de gravidade da doença (APACHE II), taxa de uso da ventilação mecânica e tempo de UTI. Em contrapartida, a taxa de mortalidade foi maior no grupo COVID. Além disso, por meio de um modelo de regressão logística multivariada, verificou-se que infecção por SARS-CoV-2, sexo, índice de gravidade da doença, tempo de ventilação mecânica e tempo de internação hospitalar foram preditores independentes de mortalidade. Com relação à evolução funcional durante a internação hospitalar, ambos os grupos apresentaram melhora significativa, porém o grupo COVID apresentou melhor capacidade funcional no momento da alta hospitalar. Em nossa análise de correlação dos sobreviventes, em ambos os grupos, identificamos que o tempo para a primeira sedestação mostrou correlação positiva e forte com o tempo de internação na UTI e moderada positiva com o tempo de VMI. Conclusão: Embora os indivíduos com COVID-19 apresentem uma taxa de mortalidade mais elevada durante o período de internação na UTI, os sobreviventes apresentam melhor capacidade funcional na alta hospitalar.
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