Mestrado em Saúde da Família

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Trabalhos

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TRABALHO Ações
Análise da educação permanente em saúde no cotidiano da atenção básica do SUS em Mato Grosso do Sul
Curso Mestrado em Saúde da Família
Tipo Dissertação
Data 30/04/2015
Área SAÚDE COLETIVA
Orientador(es)
  • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Jacinta de Fatima Franco Pereira Machado
    Banca
    • Alessandro Diogo de Carli
    • Joel Saraiva Ferreira
    • Lais Alves de Souza Bonilha
    • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
    Resumo O estado de Mato Grosso do Sul introduziu a educação permanente em saúde
    como modalidade educativa para os cuidadores, gestores e demandantes de
    cuidado nos cenários do SUS. A capital, Campo Grande, adotou-a para
    desenvolver a Estratégia de Saúde da Família. No intuito de introduzir a cultura da
    avaliação, o estado aderiu ao Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade
    (PMAQ), que pesquisou estrutura, processo e satisfação do usuário no âmbito da
    Atenção Básica. Da coletânea de dados disponibilizados pelo PMAQ, foram
    selecionados, como objeto de estudo, as ações de educação permanente, de
    planejamento e de apoio institucional, nunca antes avaliadas. Este estudo teve
    por objetivo analisar a presença e especificidade das ações de educação
    permanente em interface às ações de planejamento e de apoio institucional, no
    cotidiano da atenção básica no estado de Mato Grosso do Sul. Trata-se de um
    estudo seccional, analítico por meio dos dados secundários oriundos do primeiro
    ciclo do PMAQ, na perspectiva de 184 respondentes das equipes de saúde da
    família, com subdivisão entre capital e interior. Os dados foram submetidos a
    tratamento estatístico com significância de 5%, e, a associação entre as variáveis
    capital e interior ao teste do qui-quadrado, teste Z e estatística descritiva. Os
    resultados apontaram que os cursos presenciais e trocas de experiências foram
    mais prevalentes, independente do local. As ações de tutoria e preceptoria foram
    menos utilizadas, especialmente no interior. No tocante à Educação a Distância,
    foram mais frequentes as do Programa Telessaúde, com menor utilização no
    interior. EAD/Unasus tiveram distribuição equitativa na capital e no interior. A
    utilização da Rede Universitária de Telemedicina (Rute) foi quase nula. No
    tocante ao planejamento, predominaram as atividades de monitoramento, análise
    de indicadores e discussão de casos, embora pouco convergissem na construção
    de Projeto Terapêutico Singular ou qualificação clínica por meio de apoio
    matricial, especialmente no interior. As equipes utilizavam uma dinâmica
    problematizadora e construíam plano de ação, com base em informações locais e
    do sistema de informação da Atenção Básica, porém com menor definição de
    resultados e metas, especialmente no interior. Atividades de planejamento
    baseadas nos desafios levantados a partir da autoavaliação, parcerias com a
    comunidade e intersetorialidade, ficaram aquém do desejado. Das ações que o
    apoiador realizava, predominaram a avaliação, monitoramento de indicadores e
    discussão do processo de trabalho, com menor frequência do apoio à
    autoavaliação, educação permanente, análise compartilhada de progressos e
    resultados. No tocante às ações educativas, a prevalência de cursos presenciais
    e trocas de experiências com pouca mediação de ações de tutoria/preceptoria,
    nem sempre se traduz em desenvolvimento organizacional. O planejamento
    isento da reflexão crítica, da teorização e da educação permanente, converge em
    planos de ação com resultados e metas pouco satisfatórios. Enfim, as ações de
    planejamento e organização do processo de trabalho impermeáveis à
    autoavaliação, educação permanente e apoio ao compartilhamento de saberes,
    progressos e resultados, apenas reforça as condutas institucionais vigentes.
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    Implantação da rede cegonha no estado de Mato Grosso do Sul - Resultados Iniciais
    Curso Mestrado em Saúde da Família
    Tipo Dissertação
    Data 30/04/2015
    Área SAÚDE COLETIVA
    Orientador(es)
    • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Patrícia Marques Magalhães
      Banca
      • Adriane Pires Batiston
      • Ana Rita Barbieri Filgueiras
      • Angela Maria Marques
      • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
      Resumo A atenção pré-natal no Brasil, há décadas vem sofrendo alterações e implantando politicas
      públicas de saúde cujo principal propósito é a melhoria da qualidade assistencial prestada
      ao binômio mãe-filho. Desta forma, em 2011 é lançada a Rede Cegonha (RC), que prioriza a
      atenção desde o planejamento familiar, passando pela atenção pré-natal até os cuidados
      integrais da criança até dois anos de idade. Nesse sentido, o presente estudo foi
      desenvolvido com o objetivo de analisar a implantação da Rede Cegonha no Estado de
      Mato Grosso do Sul, através da avaliação de quatro grupos de indicadores propostos pela
      Matriz Diagnóstica. Trata-se de um estudo observacional , onde foram utilizados dados
      secundários das bases de dados da Secretaria Estadual de Saúde e DATASUS, separados
      e analisados por macrorregiões de saúde, em dois períodos distintos: janeiro de 2011 a
      março de 2012 e janeiro de 2013 a março de 2014, utilizando o teste do qui-quadrado,
      considerando nível de significância de 5%. Os resultados do estudo indicaram que após a
      implantação da Rede Cegonha no Estado de Mato Grosso do Sul, nos indicadores
      referentes a mortalidade e morbidade, houve melhora nos indicadores da taxas de
      mortalidade materna e infantil, aumento da notificação de sífilis congênita, os indicadores de
      atenção mostrou-se positivamente com aumento da cobertura de Estratégia de Saúde da
      Família, bem como aumento de taxa de cesárea no Estado, tanto os indicadores de gestão
      e capacidade instalada hospitalar apresentaram resultados positivos. Por fim, concluiu-se
      que a implantação da Rede Cegonha no Estado de Mato Grosso do Sul, não obteve êxito na
      melhoria dos indicadores, deve sim propor mudanças no modelo de atenção ao parto
      brasileiro, e necessita muito mais que melhoria de seus indicadores, mas de mudança de
      práticas assistenciais, que reflete de forma direta nos indicadores de saúde para o
      aprimoramento dos serviços de saúde.
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      A estratégia de saúde da família e a saúde mental em Chapadão do Sul - MS
      Curso Mestrado em Saúde da Família
      Tipo Dissertação
      Data 17/04/2015
      Área SAÚDE COLETIVA
      Orientador(es)
      • Mauricio Antonio Pompilio
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • João Donha Nunes
        Banca
        • Danusa Cespedes Guizzo
        • Mauricio Antonio Pompilio
        • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
        • Sonia Maria Oliveira de Andrade
        Resumo O trabalho em Saúde Mental na rede municipal de Chapadão do Sul MS, surge da necessidade de conhecer o número de casos de transtornos mentais nesta população provenientes dos números de casos de suicídio ocorridos neste município. Tem como objetivo descrever as ações de prevenção e assistência em Saúde Mental na cidade de Chapadão do Sul MS com a participação da rede de Estratégia da Saúde da Família, da referência municipal de psiquiatria e da assistência farmacêutica municipal. O estudo é descritivo, com componente de entrevistas a profissionais de saúde da atenção primária, busca de dados secundários sobre atendimentos médicos e dispensação de medicamentos na área de saúde mental, informações sobre as ações preventivas e de apoio ao uso e abuso de álcool e drogas. O número de casos de transtornos mentais em Chapadão do Sul – MS acima de14 anos no período de 2011 foi de 929 casos, em 2012 foram 725 e em 2013 foram 609. Entre os transtornos mentais a depressão e a ansiedade foram os mais encontrados. Os resultados encontrados nas séries históricas em relação ao coeficiente de mortalidade geral por suicídio em Chapadão do Sul – MS, no período de 2005 – 2013, através da classificação de Dieskstra e Gulbinat, foram valores altos em 2005, 2011 e 2013. O número de casos de depressão no período de 2011 - 2013 encontrada no município pode estar relacionado à classificação alta de suicídio.
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        Ampliando percepções sobre uso e acesso ao preservativo masculino por adolescentes e jovens: influências do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas, Campo Grande, MS
        Curso Mestrado em Saúde da Família
        Tipo Dissertação
        Data 17/04/2015
        Área SAÚDE COLETIVA
        Orientador(es)
        • Maria Celina Piazza Recena
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Léia Conche da Cunha
          Banca
          • Alessandro Diogo de Carli
          • Maria Celina Piazza Recena
          • Renata Palopoli Picoli
          • Soraya Solon
          Resumo A prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) é considerada fundamental para interromper, especialmente, a trajetória da epidemia da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), sendo o preservativo uma das maneiras mais seguras de prevenir não somente as ISTs, mas, também, uma gravidez indesejável. Uma proposta governamental que visa, entre outros objetivos, à promoção dos direitos sexuais e reprodutivos e prevenção das ISTs entre adolescentes e jovens é o Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE). Com foco nesse contexto, esta pesquisa buscou compreender as percepções, os conhecimentos e as práticas relacionados ao uso e acesso ao preservativo masculino por adolescentes e jovens, a partir da percepção de alunos do ensino médio de uma escola pública do município de Campo Grande, MS, de suas mães, de profissionais da saúde e da educação da região, e de possíveis influências do Projeto SPE nesse contexto. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório e de abordagem quantiqualitativa. Participaram do estudo alunos do ensino médio, que responderam a um questionário, e grupos focais; mães, profissionais da saúde e da educação, que foram entrevistados. Os resultados obtidos por meio dos questionários passaram por análise estatística, e os depoimentos colhidos com as entrevistas e grupos focais foram organizados, sistematizados e analisados pela análise de conteúdo. Verificou-se que os alunos com vida sexual ativa às vezes não usam preservativo e muitos relatam constrangimento ao buscá-lo na Unidade Básica de Saúde (UBSF). Também foram constatados equívocos com relação ao procedimento correto de uso do preservativo. A maioria dos alunos, mães, profissionais da saúde e da educação é favorável à facilitação do acesso ao preservativo para adolescentes e jovens, inclusive no ambiente escolar, principalmente, se estiver atrelado a outras estratégias educacionais. Os resultados indicam ainda que o Projeto SPE contribui para a ampliação do conhecimento relacionado ao uso adequado do preservativo, bem como ao acesso a ele por adolescentes e jovens. Esse Projeto também aproxima a percepção dos profissionais envolvidos diretamente com as reais necessidades dos adolescentes e jovens, encaminhando para estratégias mais efetivas na garantia do direito sexual e reprodutivo, especialmente, no que tange ao acesso ao preservativo.
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          Grupo de apoio à gestante "nascer feliz": repercussões na gestação, parto e puerpério, Ivinhema, MS
          Curso Mestrado em Saúde da Família
          Tipo Dissertação
          Data 16/04/2015
          Área SAÚDE COLETIVA
          Orientador(es)
          • Sonia Maria Oliveira de Andrade
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Luciane Cordeiro de Lima
            Banca
            • Joel Saraiva Ferreira
            • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
            • Reinaldo Souza dos Santos
            • Sonia Maria Oliveira de Andrade
            Resumo O Brasil tem investido na construção de um modelo de atenção à saúde que priorize ações
            de melhoria da qualidade de vida da população. Surge na atenção básica o desafio da
            assistência pré-natal baseada em estratégias e novas tecnologias educativas para fins de
            prevenção. O objetivo foi analisar na perspectiva das participantes do Grupo de Gestante
            Nascer Feliz, a aplicação das orientações recebidas em relação à gestação, parto e puerperio.
            Trata-se de um estudo exploratório, de abordagem quantitativa, no Município de
            Ivinhema/MS, nos anos de 2012 e 2013. Foram realizadas 47 entrevistas. Os dados foram
            analisados a partir de tabulações de frequências. Dentre os resultados, as complicações
            gravídicas atenuadas, mais citadas foram melhoria de dores nas costas e falta de ar. Dos
            conflitos emocionais a maior percepção das mulheres foi em relação a melhora do medo do
            parto. Todas afirmaram ser de relevância as informações relacionadas a alimentação e
            referiram mudanças de hábitos alimentares. Houve adesão a amamentação e mostraram-se
            sensibilizadas à importância para a saúde do bebe, além de melhor vínculo afetivo
            mãe/filho.Das práticas de saúde bucal a mais viabilizada foi o cuidado precoce com a
            dentição do bebê. Os cuidados iniciais com o bebê foram efetuados com maior segurança,
            sendo o cuidado com o coto umbilical e técnica do banho atribuídas mudanças em
            conceitos. As orientações de planejamento familiar contribuíram para o uso e escolha de
            métodos contraceptivos. Constataram que a visita prévia ao hospital contribui para a
            familiarização do ambiente e desmistificação do desconhecido. Atribuiram como benefícios
            proporcionados pelo grupo as informações sobre a saúde da gestante/bebê que contribuíram
            para maior segurança ao cuidar do bebê. Os resultados produzidos neste estudo podem
            subsidiar os profissionais de saúde no aperfeiçoamento de ações de prevenção e utilização
            de abordagens que superem as limitações do modelo em saúde vigente. È de relevância
            para a Saúde da Familia a adesão de novas atitudes de prevenção que ampliem o cuidado
            oferecido dentro da unidade, pois atividades que a partir de sua aplicabilidade melhoram a
            qualidade da saúde materno infantil.
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            Depressão e comportamento suicida de usuários de unidades básicas de saúde da família
            Curso Mestrado em Saúde da Família
            Tipo Dissertação
            Data 16/04/2015
            Área SAÚDE COLETIVA
            Orientador(es)
            • Sonia Maria Oliveira de Andrade
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Lucimara da Silva Magalhães
              Banca
              • Adriane Pires Batiston
              • Joel Saraiva Ferreira
              • Reinaldo Souza dos Santos
              • Sonia Maria Oliveira de Andrade
              Resumo Questiona-se, sobre a situação, tentativa de suicídio pela qual o paciente passou e ainda como avalia os serviços da atenção primária. Este estudo teve como objetivo contextualizar a depressão e o comportamento suicida de pacientes em atendimento na atenção primária segundo a percepção dos mesmos. Trata-se de pesquisa qualitativa com base em dados primários e secundários, realizada no período de março a julho de 2014. Foram considerados como sujeitos da pesquisa, 25 pacientes com idade entre 18 a 61 anos. Atendidos na Atenção Primária de Campo Grande – MS, de unidades que pertencem ao Distrito Leste, Distrito Oeste, Distrito Norte e Distrito Sul. Como técnica para obtenção do discurso dos pacientes foi utilizado entrevista semi-estruturada. Os dados foram analisados utilizando se o método do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). Como fundamentação teórica utilizou-se a teoria das representações sociais que possibilita a compreensão do coletivo, atuando como indicador da realidade. A análise dos dados dos pacientes depressivos com comportamento suicida trouxe o indicativo de conteúdos referentes a três ideias centrais: antecedentes familiares; antecedentes pessoais e questões espirituais. No que se refere aos antecedentes familiares expõem que o comportamento suicida está relacionado com a consanguinidade devido a casamentos entre primos e fatores hereditários oriundos de seus genitores. Em relação aos antecedentes pessoais embora não houvesse a pergunta sobre trauma ou violência os participantes destacaram o histórico de abuso sexual e todos, mencionaram aspectos relacionados à sua própria história de vida, com destaque para o conflito familiar. Já as questões espirituais aparecem com a indicação de que terceiros a consideram como causa ou motivação para o comportamento suicida, sendo reproduzida essa crença pelos pacientes. Sobre a percepção dos serviços oferecidos na atenção primária os sujeitos verbalizaram conteúdos referentes a três idéias centrais: relacionadas à equipe, a outros serviços e ofereceram sugestões para melhorar o atendimento. Reconhecem a proximidade da unidade como fator positivo, recorrem a atenção primária, por falta ou ausência de serviços especializados, e ainda identificam na recepção a ausência de acolhimento. Os sujeitos não foram questionados sobre outros serviços, contudo observa-se a menção a serviços especializados em saúde mental, com critério de comparação. As proposições refletem a necessidade de expandir as ações em saúde mental na atenção primária; a falta de médicos; a qualidade do atendimento comprometida pela presa e ainda a necessidade de adaptação a horários expendidos ou diferenciados da carga horária do mercado de trabalho. Conclui-se que questões como depressão e comportamento suicida são carregadas de estereótipos representam um trabalho árduo, devido à gravidade e complexidade da patologia e dos dogmas que envolvem o comportamento suicida, contudo evidenciou se que expor a situação traz alivio dos sintomas, favorece a minimização de danos, indica a possibilidade de superação algo que é intrínseco aos pacientes. Cabe a Atenção Primária assistir integralmente os indivíduos e famílias, desenvolvendo ações para as necessidades de ordem psicossocial, com enfoque na prevenção e promoção da saúde mental e de melhor qualidade de vida.
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              Inserção do Telessaúde Brasil Redes na estratégia de saúde da família em Mato Grosso do Sul
              Curso Mestrado em Saúde da Família
              Tipo Dissertação
              Data 16/04/2015
              Área SAÚDE COLETIVA
              Orientador(es)
              • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Michele Batiston Borsoi
                Banca
                • Érika Kaneta Ferri
                • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
                • Maria Cristina Abrão Nachif
                • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
                Resumo O Telessaúde Brasil Redes é um programa do Ministério da Saúde que utiliza tecnologias de informação e comunicação aplicadas à saúde com oferta de serviços de teleassistência e tele-educação. Visando o fortalecimento da atenção primária em saúde e aumento da resolutividade das equipes de saúde da família foi implantado no Brasil em 2007 e em Mato Grosso do Sul em 2010. O objetivo do trabalho foi conhecer o uso do programa Telessaúde Brasil Redes pelas equipes de saúde da família de Mato Grosso do Sul. Trata-se de um estudo observacional de caráter retrospectivo, que analisou os dados dos Relatórios de Gestão de 2010 à 2014 e do sistema de registro de teleconsultorias. Identificou a evolução de profissionais cadastrados no sistema do Telessaúde, as teleconsultorias realizadas de 2012 à 2014 por especialidade e as atividades de tele-educação. No período do estudo foi observado o aumento de profissionais cadastrados no sistema de teleconsultorias em 2012 (1528), em 2013 (2331) e em 2014 (2619). Todas as categorias profissionais tiveram aumento nos anos estudados e são usuários potenciais de todos os recursos do programa. O aumento significativo da categoria médica pode ter sofrido a influência do Programa Mais Médicos. No período do estudo foram realizadas 730 teleconsultorias distribuídas em 2012 (337), 2013 (214) e em 2014 (179). Os especialistas que mais responderam foram as seguintes áreas: enfermagem, obstetrícia, odontologia e ginecologia. Os conteúdos conforme as áreas foram concentrados nas clínicas básicas a fim de contribuir no aumento da resolutividade das equipes. As atividades de tele-educação ofertadas foram em temas do cotidiano das equipes de saúde da Família. Foram 45 atividades de tele-educação do tipo webconferência com duração média de 120 minutos cada (5400 minutos de atividades produzidas gravadas na galeria de vídeos do programa). Os resultados mostram o aumento de profissionais cadastrados, como potenciais usuários, mas com uma necessidade emergente de estímulo ao uso e ampla divulgação dos serviços ofertados pelo programa para que o aumento do quantitativo de profissionais cadastrados reflita no aumento na demanda de teleconsultorias e de todos os recursos do programa, para aumento da resolutividade local e qualificação de encaminhamentos. As ações de tele-educação, a modalidade mais ofertada foi a webconferência que mostrou uma potente ferramenta de educação permanente em saúde ao atualizar profissionais em seus locais de trabalho.
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                Caracterização epidemiológica dos hipertensos cadastrados no hiperdia do município de Itaquiraí - MS
                Curso Mestrado em Saúde da Família
                Tipo Dissertação
                Data 31/03/2015
                Área SAÚDE COLETIVA
                Orientador(es)
                • Rosangela da Costa Lima
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Eduardo Henrique Pereira Sandim
                  Banca
                  • Maria Gorette dos Reis
                  • Patricia Moita Garcia Kawakame
                  • Rosangela da Costa Lima
                  • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                  Resumo A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma doença que apresenta importante impacto comprometendo a qualidade de vida da população, além de elevar os custos para o sistema público de saúde brasileiro. Os objetivos desta pesquisa foram caracterizar os usuários hipertensos cadastrados no programa Hiperdia do município de Itaquiraí, estado do Mato Grosso do Sul, verificar a completude das informações contidas na ficha do Hiperdia estudado, conhecer a prevalência de hipertensão em usuários cadastrados no Hiperdia e analisar a associação entre as variáveis sociodemográficas e a pressão arterial. Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo. Foram analisadas informações de 719 fichas de cadastro do Hiperdia de quatro unidades de Estratégia Saúde da Família rurais e uma urbana do município estudado, no período de 2000 a 2013. Quanto à completude aproximadamente 100% das fichas apresentaram informações sobre idade (98%) e sexo (98,6%). As variáveis raça/cor (58,7%), escolaridade (57,7%), situação familiar conjugal (50,6%). Sobre as variáveis de saúde antecedentes familiares cardiovasculares tinha 92,4%, doença renal crônica (90,7%), diabetes mellitus tipo 1 (88,8%), diabetes mellitus tipo 2 e acidente vascular cerebral (91,0%), infarto agudo do miocárdio (88,9%), outras coronariopatias (87,8%), sobrepeso e obesidade e sedentarismo (88,6%), tabagismo (88,3%). A pressão arterial elevada esteve presente em 64,0% dos indivíduos. Predominou a faixa etária entre 55 a 70 anos (44,1%) e cerca de 30% dos usuários possuíam idade inferior a 55 anos, eram do sexo feminino (64,5%), da raça/cor branca (51,2%), tinham baixa escolaridade – não sabendo ler/escrever (34,7%) e alfabetizados (40,7%) e conviviam com companheira (o) e filho (s) (58,0%). Sobrepeso e obesidade foi registrado em 31,7% das fichas, sedentarismo em 29,2% e tabagismo em 19,4%. Menos de 10% dos hipertensos apresentaram outras morbidades. As características avaliadas não estiveram estatisticamente associadas com a pressão arterial elevada, demonstrado-se também neste estudo a importância da organização da atenção à HAS a nível municipal, tornando-se uma ferramenta de contribuição para os gestores e profissionais envolvidos na Estratégia Saúde da Família.
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                  ATENÇÃO A SAÚDE DAS MULHERES COM EXAME DE COLPOCITOLOGIA ONCÓTICA ALTERADO
                  Curso Mestrado em Saúde da Família
                  Tipo Dissertação
                  Data 17/03/2015
                  Área SAÚDE COLETIVA
                  Orientador(es)
                  • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Ana Cristina Bortolasse de Farias
                    Banca
                    • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                    • Edson Mamoru Tamaki
                    • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                    • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
                    Resumo O câncer de colo uterino é um problema de saúde pública porque compromete a saúde de um
                    significativo número de mulheres. Estima-se que em 2.030, haja 27 milhões de casos
                    incidentes de câncer, 17 milhões de mortes e 75 milhões de pessoas com a doença. Este
                    estudo objetivou identificar e analisar a rede de atenção à saúde das mulheres com resultado
                    do exame de colpocitologia oncótica e discutir os fluxos assistenciais existentes na atenção
                    primária, especializada e hospitalar para o tratamento de lesões do colo uterino. Trata-se de
                    um estudo transversal, tendo como cenário os municípios que compõem a microrregião de
                    saúde de Nova Andradina, Mato Grosso do Sul. Foi realizada uma pesquisa em diferentes
                    sistemas de informações e os dados primários foram coletados nos meses de janeiro a abril de
                    2014, por meio de entrevistas semi-estruturadas, com 51 profissionais que atendem a mulher
                    nos diferentes pontos assistenciais da rede. Os resultados foram analisados por meio de
                    estatística descritiva. Dentre os principais resultados foi evidenciada a existência dos pontos
                    de atenção e procedimentos em conformidade com a Diretriz Brasileira de Rastreamento do
                    Câncer do Colo do Útero; o despreparo dos profissionais da atenção básica para prestar a
                    assistência que compete a este nível; falta de comunicação entre os pontos de atenção;
                    ausência de contra referência e o não monitoramento da mulher quando encaminhada. A
                    rotina para os encaminhamentos é feita de diferentes formas sem um protocolo instituído e há
                    dificuldades para agendar consultas e exames complementares. Na atenção especializada,
                    conclui-se que a oferta da assistência é menor que a demanda, há falta de material e
                    equipamentos para exames complementares e é frequente o não comparecimento de mulheres
                    agendadas. Coordenadores municipais doPrograma de Saúde da Mulher não registram
                    resultados dos exames. A partir desses resultados conclui-se que apesar de existir pontos de
                    atenção à saúde da mulher com diagnóstico de patologia cervical, há falhas na organização da
                    rede o que compromete o seguimento e assistência às mulheres que precisam de intervenção.
                    A falta de um sistema de comunicação formalmente instituído entre os pontos assistenciais e
                    serviços de regulação é um problema relevante e é preciso estabelecer rotinas de comunicação
                    compartilhadas e protocolos de regulação para assegurar a integração. Os resultados da
                    pesquisa serão encaminhados aos gestores que podem, a partir das evidências encontradas
                    definirem ações educativas junto aos profissionais envolvidos nas rotinas e protocolos;
                    instituírem processos de comunicação inter e intra municipais conferindo eficácia ao sistema
                    de regulação e monitoramento; e pactuarem uma oferta de serviços adequada à demanda.
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                    Assessment of Chronic Illness Care - ACIC: avaliação do instrumento na Estratégia Saúde da Família
                    Curso Mestrado em Saúde da Família
                    Tipo Dissertação
                    Data 12/03/2015
                    Área SAÚDE COLETIVA
                    Orientador(es)
                    • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Karine Cavalcante da Costa
                      Banca
                      • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                      • Edson Mamoru Tamaki
                      • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                      • Renata Palopoli Picoli
                      Resumo Esse estudo teve por objetivo avaliar o instrumento Assessment of Chronic Illness
                      Care (ACIC) mediante as diretrizes da Rede de Atenção à Saúde (RAS) quanto à
                      atenção às condições crônicas na Estratégia Saúde da Família em Campo Grande,
                      Mato Grosso do Sul. As condições crônicas figuram entre as principais causas de
                      morbimortalidade no mundo, situação encontrada no Brasil e em Mato Grosso do
                      Sul. O modelo de atenção desenvolvido não dá conta das especificidades destas
                      condições, necessitando transformação do processo de trabalho realizado pelos
                      serviços de saúde, principalmente na Atenção Primária à Saúde. Para tanto,
                      pretendeu-se identificar relações entre o ACIC com os elementos constitutivos da
                      RAS, o que permitiu discutir a pertinência do ACIC, à luz do referencial teórico
                      proposto e adotado para organizar os fluxos assistenciais. Também analisou-se a
                      aplicação do instrumento ACIC junto à 30 profissionais de cinco equipes da
                      Estratégia de Saúde da Família (ESF) urbanas existentes nos quatro distritos
                      sanitários na capital do Mato Grosso do Sul. Os resultados demonstraram que todas
                      as dimensões do instrumento ACIC relacionaram-se com os elementos constituintes
                      da RAS. Quanto à aplicação do instrumento, as cinco equipes de ESF avaliadas,
                      consideraram sua capacidade para atenção às condições crônicas como razoável,
                      sendo o sistema de informação clínica a principal fragilidade e o desenho do sistema
                      de prestação de serviços de saúde, dimensão a qual atribuiu-se a maior nota.
                      Também constatou-se a dificuldade em relação à compreensão de alguns conceitos
                      importantes para a atenção às condições crônicas pelos profissionais. A partir dos
                      resultados obtidos nesse estudo é possível concluir que o instrumento ACIC pode
                      ser uma importante ferramenta voltada para a organização da atenção às condições
                      crônicas, por ser factível quanto a sua aplicação, e permitir conhecer os processos
                      de trabalho em equipe e compreender sua relação com a atenção às condições
                      crônicas, além de ser aplicável para diferentes sistemas de saúde. Sua utilização na
                      análise de cada dimensão pode propiciar uma reflexão dos profissionais acerca de
                      seus processos de trabalho e destacar os pontos fortes desenvolvidos pela equipe e
                      os que precisam ser aprimorados. Recomenda-se prosseguir com este estudo
                      avaliando a percepção dos usuários quanto à qualidade do cuidado prestado pelos
                      profissionais da equipe.
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                      Educação permanente e sua interface com a atenção primária na região de saúde de Dourados/MS
                      Curso Mestrado em Saúde da Família
                      Tipo Dissertação
                      Data 22/12/2014
                      Área SAÚDE COLETIVA
                      Orientador(es)
                      • Joel Saraiva Ferreira
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Flavia Claudia Krapiec Jacob de Brito
                        Banca
                        • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                        • Crhistinne Cavalheiro Maymone Goncalves
                        • Joel Saraiva Ferreira
                        • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                        Resumo No Brasil, a formação profissional na área da saúde ainda é constituída de processos pedagógicos arraigados no modelo médico-assistencialista, com acentuado destaque para aquisição de conhecimentos técnico-científicos, associados a métodos diagnósticos e terapêuticos. Quando o profissional, formado nesse contexto, se insere no campo de atuação prática da saúde pública, depara-se com um sistema de saúde que preconiza a atenção primária, por meio da estratégia de saúde da família, como a ordenadora de todos os níveis de atenção, o que requer competências profissionais que não se restringem àquelas comumente obtidas na formação inicial da graduação. Nesse sentido, a política de educação permanente em saúde se apresenta como um importante mecanismo para superar possíveis dificuldades relacionadas à formação e atuação dos profissionais de saúde. Considerando tal circunstância, o presente estudo foi desenvolvido com o objetivo de analisar a implementação da política de educação permanente na região de saúde de Dourados-MS e sua interação com a atenção primária. Para isso, realizou-se uma pesquisa documental com desenho quantitativo, descritivo, seccional, baseada em dados secundários do período de 2008 a 2013. A fonte de dados para as análises realizadas foram 72 atas da Comissão Intergestores Regionais (CIR) da região de saúde de Dourados-MS e 42 atas da Comissão Permanente de Integração Ensino-Serviço (CIES), além dos Relatórios Técnicos da Escola de Saúde Pública e da Escola Técnica do SUS, ambas vinculadas à Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul. Os resultados do estudo indicaram que no período estudado foram desenvolvidos 15 projetos vinculados à política de educação permanente em saúde no estado de Mato Grosso do Sul, por meio dos quais vários cursos foram destinados à região de saúde de Dourados e, destes, 40% voltados à atenção primária e 60% voltados à atenção especializada e/ou gestão. Destaca-se, nesse sentido, a microrregião de Ponta Porã, que apesar de ter o menor número absoluto de municípios, foi contemplada com o maior número de cursos. Já o maior número total de profissionais contemplados ficou com a microrregião de Dourados, que agrega, proporcionalmente, o maior número de profissionais de saúde da região estudada. Em relação à evasão dos cursos oferecidos, chamou a atenção o elevado percentual dessa situação (20,5%), uma vez que a maioria desses cursos ocorreu no município sede das microrregiões, exatamente como uma estratégia de descentralização e potencialização dos processos formativos no SUS. Por fim, concluiu-se que existe a evidente necessidade de elaboração de estratégias para adequação do processo de trabalho para desenvolver a política de educação permanente em saúde nas microrregiões que compõem a região de saúde de Dourados-MS, especialmente quando o objeto dessas ações é a atenção primária à saúde.
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                        Mudanças no processo de trabalho de egressos de um curso de especialização em saúde da família
                        Curso Mestrado em Saúde da Família
                        Tipo Dissertação
                        Data 17/12/2014
                        Área SAÚDE COLETIVA
                        Orientador(es)
                        • Alessandro Diogo de Carli
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Leika Aparecida Ishiyama Geniole
                          Banca
                          • Alessandro Diogo de Carli
                          • Edilson Jose Zafalon
                          • Maria Celina Piazza Recena
                          • Raphael Augusto Teixeira de Aguiar
                          Resumo A partir de 2010, atenção especial tem sido dada para ações de Educação Permanente em Saúde, com ênfase para as que se realizam no contexto da Saúde da Família. O objetivo desse estudo foi verificar a ocorrência de mudanças no processo de trabalho dos profissionais egressos de um Curso de Especialização em Saúde da Família. Trata-se de estudo quantitativo, seccional, com base em dados primários, desenvolvido no período de fevereiro a abril de 2014, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Participaram desse estudo 87 profissionais da Estratégia Saúde da Família, os quais responderam a um questionário em
                          escala Likert e a questões objetivas que versaram sobre os atributos da Atenção Primária à Saúde (APS), comparando-os a antes e a depois do curso. Houve adequação das ações em todos os itens avaliados, com diferença estatisticamente significativa para todas as comparações (p<0,05, teste de Mann-Whitney). No entanto, somente a adequação de competências profissionais não é suficiente para responder às demandas apresentadas pela população. Pode-se concluir que o curso desencadeou mudanças significativas nos processos de trabalho.
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