Mestrado em Saúde da Família

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TRABALHO Ações
PRÁTICAS FISIOTERAPÊUTICAS NO MANEJO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES NA APS: REVISÃO DE ESCOPO
Curso Mestrado em Saúde da Família
Tipo Dissertação
Data 30/07/2026
Área SAÚDE COLETIVA
Orientador(es)
  • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Giovanna Campos Santos
    Banca
    • Amanda Damasceno de Souza
    • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
    • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
    • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
    • Marcia Naomi Santos Higashijima
    Resumo A incontinência urinária (IU) feminina é caracterizada como qualquer perda
    involuntária de urina e constitui uma condição prevalente que afeta significativamente
    a qualidade de vida das mulheres. No entanto, embora crescente, o número de
    estudos sobre essa condição ainda é reduzido no contexto da Atenção Primária à
    Saúde (APS). Este estudo teve como objetivo mapear as práticas fisioterapêuticas
    voltadas ao manejo da incontinência urinária em mulheres atendidas na APS,
    identificando as lacunas do conhecimento existentes nesse campo. Trata-se de uma
    revisão de escopo conduzida conforme a metodologia proposta pelo Joanna Briggs
    Institute, com protocolo registrado na plataforma Open Science Framework. A busca
    sistemática contemplou artigos científicos, dissertações, teses e diretrizes clínicas,
    sem restrição temporal, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram consultadas
    as seguintes bases de dados: Latin American and Caribbean Health Sciences
    Literature (LILACS), PubMed, Excerpta Medica Database (EMBASE), SciVerse
    Scopus (Scopus), Scientific Electronic Library Online (SciELO), Cochrane Library e
    Physiotherapy Evidence Database (PEDro). Para a busca na literatura cinzenta, foram
    utilizados o Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento
    de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o Google Scholar. A formulação da estratégia
    de busca baseou-se no mnemônico PCC (População, Conceito e Contexto), e o
    processo de seleção seguiu as diretrizes PRISMA-ScR. Inicialmente, foram
    identificados 1.528 registros. Após a revisão realizada de forma independente por dois
    revisores, sete estudos foram considerados elegíveis. Como estratégias de avaliação
    e diagnóstico, os estudos apresentaram o International Consultation on Incontinence
    Questionnaire – Short Form (ICIQ-SF), o diário miccional e a palpação bidigital. As
    intervenções mais frequentemente descritas foram o treinamento da musculatura do
    assoalho pélvico, as orientações para o autocuidado domiciliar e as ações educativas
    em saúde, aplicadas individualmente ou em atividades em grupo. Conclui-se que as
    práticas fisioterapêuticas identificadas na literatura, especialmente aquelas
    relacionadas às intervenções terapêuticas, são viáveis na APS. Em relação às
    estratégias de avaliação e diagnóstico utilizadas nos estudos, a maior parte pode ser
    aplicada nesse ponto da rede de atenção à saúde. Entretanto, o conhecimento sobre
    a atuação fisioterapêutica na APS ainda é limitado, especialmente no que se refere às
    ações de promoção da saúde e prevenção da incontinência urinária, evidenciando
    lacunas que demandam novas investigações. Os resultados desta revisão ampliam a
    compreensão sobre a inserção da fisioterapia no cuidado às mulheres com
    incontinência urinária na APS e oferecem subsídios para o planejamento e a
    organização das práticas profissionais e dos processos de trabalho nesse nível de
    atenção. Ao sistematizar o conhecimento disponível e evidenciar as lacunas
    existentes, o estudo pode contribuir para qualificar a identificação das necessidades
    de saúde relacionadas à incontinência urinária, fortalecer a atuação integrada entre
    fisioterapeutas e demais profissionais das equipes de saúde e apoiar a construção de
    fluxos assistenciais mais articulados e coerentes com os atributos da APS. Além disso,
    confere maior visibilidade a uma condição frequentemente subnotificada e
    naturalizada pelas mulheres e pelos próprios serviços de saúde, favorecendo sua
    incorporação mais sistemática às práticas de cuidado, ao planejamento das ações e
    à produção de conhecimento no âmbito da APS.
    SAÚDE MENTAL DE MULHERES NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: ARTE, CORES E CUIDADOS COMO DISPOSITIVO TERAPÊUTICO
    Curso Mestrado em Saúde da Família
    Tipo Dissertação
    Data 11/05/2026
    Área SAÚDE COLETIVA
    Orientador(es)
    • Priscila Maria Marcheti Fiorin
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Jacqueline Silva Mascoli
      Banca
      • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
      • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
      • MARIA DO PERPÉTUO SOCORRO DE SOUSA NÓBREGA
      • Priscila Maria Marcheti Fiorin
      Resumo O Transtorno Mental Comum (TMC) é hoje um importante problema de saúde pública
      com maior prevalência entre mulheres e se manifesta por sintomas de ansiedade,
      alteração de humor e sofrimento psíquico. No contexto da Atenção Primária à Saúde
      (APS), especialmente no âmbito da Estratégia Saúde da Família (ESF), demandas de
      cuidados emergem de forma recorrente, atravessadas por determinantes sociais,
      vínculos familiares, condições de vida e desigualdades de gênero. Nesse cenário,
      evidencia-se a necessidade de estratégias de cuidado que superem o modelo
      biomédico, e neste sentido a ESF destaca-se como espaço para as práticas coletivas
      em saúde mental e processos artísticos como dispositivo que favorece vínculos,
      expressão e elaboração do sofrimento. Este estudo teve como objetivo analisar os
      efeitos de um grupo terapêutico na saúde mental de mulheres com TCM atendidas na
      APS. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo pesquisa-intervenção, realizada
      com onze mulheres acompanhadas por uma equipe da ESF em um município da
      região sul de Mato Grosso do Sul. A pesquisa ocorreu entre os meses de janeiro a
      maio de 2025. As etapas do estudo incluíram atendimentos individuais prévios,
      aplicação de instrumentos de triagem para TMC, levantamento de dados
      sociodemográficos e a realização de 11 encontros grupais semanais, mediados pela
      Dinâmica Conversacional proposta por González Rey. Os dados foram analisados por
      meio da Análise de Conteúdo de Bardin, articulada à abordagem Histórico-Cultural.
      Os resultados evidenciaram que o fazer artístico favoreceu a expressão de emoções,
      a construção de vínculos e a ampliação da autonomia das participantes, contribuindo
      para a ressignificação do sofrimento psíquico. Observou-se também melhora
      individuais de comportamento como a autoestima, o bem-estar e a capacidade de
      enfrentamento das adversidades, além da retomada de projetos de vida. Conclui-se
      que os grupos são espaços estratégicos que contribuem para o fortalecimento das
      ações em saúde mental na APS e na ESF, ampliando as possibilidades de cuidado
      integral e humanizado.
      CONSTRUÇÃO DE UM INSTRUTIVO EDUCATIVO PARA CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: UM PERCURSO METODOLÓGICO PARTICIPATIVO NO CUIDADO À PESSOA COM SOBREPESO E OBESIDADE
      Curso Mestrado em Saúde da Família
      Tipo Dissertação
      Data 04/05/2026
      Área SAÚDE COLETIVA
      Orientador(es)
      • Bruna Paola Murino Rafacho
      Coorientador(es)
      • Teresa Cristina Abranches Rosa
      Orientando(s)
      • Carolina Lais dos Santos
      Banca
      • Bruna Paola Murino Rafacho
      • Inara Pereira da Cunha
      • Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva
      • Priscila Maria Marcheti Fiorin
      • Renata Palopoli Picoli
      Resumo A obesidade configura-se como um dos mais relevantes e crescentes desafios de saúde pública no
      Brasil e no mundo, associada ao aumento da morbimortalidade por doenças crônicas não transmissíveis
      e à sobrecarga dos sistemas de saúde. Esse cenário reforça a necessidade de estratégias estruturadas e
      efetivas no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente voltadas à qualificação
      profissional e à organização do cuidado. Nesse contexto,este estudo teve como objetivo elaborar e
      validar um instrutivo educativo destinado à qualificação de profissionais e gestores da APS para o
      cuidado da pessoa com sobrepeso e obesidade, fundamentado em metodologias ativas e alinhado às
      diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). O percurso metodológico foi estruturado em seis etapas:
      1) revisão da literatura científica; 2) revisão de temas das oficinas, das estratégias e ferramentas
      educativas para o cuidado da pessoa com obesidade; 3) levantamento e debate com profissionais da
      APS, da atenção especializada e construção do conteúdo; 4) aplicação das oficinas com profissionais
      e gestores; 5) elaboração do instrutivo; 6) painel de especialistas e elaboração da versão final do
      instrutivo. A construção metodológica envolveu quatro pesquisadores da Universidade Federal de
      Mato Grosso do Sul (UFMS) e cinco técnicos da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MS), vinculados
      à gestão, à rede de atenção às condições crônicas e à área de alimentação e nutrição, em uma articulação
      ensino-serviço. Na etapa de aplicação das quatro oficinas presenciais, participaram dois representantes
      (profissionais e/ou gestores) da Atenção Primária à Saúde de cada um dos 79 municípios do estado de
      Mato Grosso do Sul, totalizando 133 participantes. A validação de conteúdo foi realizada por painel
      com três especialistas das áreas de Nutrição, Saúde Coletiva, Saúde Pública, APS e Educação em
      Saúde. O percurso metodológico articulou revisão da literatura científica (2020–2024), análise de
      documentos normativos e identificação de demandas do território, seguida de construção participativa
      do conteúdo. O instrutivo foi estruturado em quatro módulos temáticos, operacionalizados por meio de
      oficinas educativas como eixo central da estratégia pedagógica, configurando seu principal diferencial
      inovador. Esse formato, ancorado em metodologias ativas, privilegiou a problematização da realidade,
      a aprendizagem significativa e a aplicabilidade prática dos conteúdos, promovendo o protagonismo
      dos participantes e a construção coletiva do conhecimento a partir de situações concretas do cotidiano
      da APS. As oficinas presenciais, realizadas entre junho e novembro de 2024, utilizaram rodas de
      conversa, estudos de caso e dinâmicas em grupo, promovendo aprendizagem significativa, reflexão
      crítica e construção coletiva do conhecimento. O processo incluiu validação formativa contínua, com
      ajustes sistemáticos a partir de registros em diário de campo e reuniões da equipe, além de validação
      final por especialistas quanto à clareza, coerência, relevância e aderência às normativas do SUS. Como
      principal resultado, destaca-se o desenvolvimento de uma tecnologia educacional robusta,
      sistematizada e reprodutível, construída a partir das necessidades reais do território e ancorada na
      integração entre ensino e serviço. Conclui-se que o instrutivo apresenta elevado potencial para
      qualificar práticas profissionais, fortalecer a implementação da Linha de Cuidado do Sobrepeso e
      Obesidade na APS e contribuir para a organização do cuidado integral à pessoa com sobrepeso e
      obesidade, frente a um cenário epidemiológico em franca expansão.
      AVALIAÇĀO SITUACIONAL DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE BUCAL EM MATO GROSSO DO SUL
      Curso Mestrado em Saúde da Família
      Tipo Dissertação
      Data 13/04/2026
      Área SAÚDE COLETIVA
      Orientador(es)
      • Juliana Arena Galhardo
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Emilly Cristina Costa Borges
        Banca
        • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
        • Juliana Arena Galhardo
        • LAÍS SALOMÃO ARIAS
        • Rodrigo Dalla Pria Balejo
        Resumo A estruturação das Redes de Atenção à Saúde (RAS) é estratégia fundamental para
        superar a fragmentação assistencial no Sistema Único de Saúde (SUS) e assegurar
        a integralidade do cuidado. Este estudo avaliou a situação da Rede de Atenção à
        Saúde Bucal (RASB) em Mato Grosso do Sul por meio de uma abordagem
        descritiva, quantitativa e analítica. A metodologia empregou o instrumento validado
        por Leal et al. (2017), aplicado a 35 coordenadores municipais de saúde bucal após
        etapa de sensibilização síncrona. O percurso ético incluiu a anuência da Escola de
        Saúde Pública Dr. Jorge David Nasser e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa
        da UFMS (Parecer nº 7.566.175). Os dados foram processados no software
        JAMOVI, utilizando estatística descritiva e testes inferenciais (Wilcoxon,
        Kruskal-Wallis e Correlação de Pearson) para classificar a maturidade das redes e
        analisar a influência do perfil dos gestores. Os resultados indicam que a maioria das
        redes locais encontra-se nos estágios Avançado (54,3%) ou Incipiente (42,9%).
        Identificou-se um desempenho satisfatório na Atenção Primária (escore 2,42), em
        contraste com níveis críticos na Atenção Terciária (0,93) e na Governança (1,01). A
        análise demonstrou que a maturidade da RASB não possui associação estatística
        com o perfil individual dos coordenadores (formação ou tempo no cargo), mas
        relaciona-se a fatores sistêmicos, como a forte correlação entre contratualização de
        serviços e alinhamento de incentivos (r=0,951). Como transferência de
        conhecimento e produto técnico, desenvolveu-se o relatório executivo "RASB em
        Foco", validado junto à gestão estadual e coordenadores municipais para subsidiar o
        planejamento regional. Conclui-se que, embora exista uma base sólida na atenção
        primária, a RASB enfrenta desafios severos de integração vertical e governança,
        agravados pela sua ausência nos instrumentos formais de planejamento estadual. O
        estudo reforça a necessidade de institucionalizar mecanismos de regulação e
        pactuação regional para que os avanços normativos se convertam em uma rede de
        cuidado resolutiva e coordenada pela Estratégia Saúde da Família.
        PAPILOMAVÍRUS HUMANO: CONHECIMENTO E COBERTURA VACINAL DE ADOLESCENTES EM REGIÕES VULNERÁVEIS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE DE UMA CAPITAL BRASILEIRA
        Curso Mestrado em Saúde da Família
        Tipo Dissertação
        Data 13/03/2026
        Área SAÚDE COLETIVA
        Orientador(es)
        • Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • DAYANE VANESSA OLIVEIRA GARCIA SENNA
          Banca
          • Alda Maria Teixeira Ferreira
          • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
          • Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
          • Ines Aparecida Tozetti
          Resumo O Papilomavírus humano (HPV) causa a infecção sexualmente transmissível mais
          prevalente no mundo e está associado a importantes complicações neoplásicas, como
          o câncer do colo do útero. Apesar da disponibilidade gratuita da vacina pelo Sistema
          Único de Saúde (SUS), a cobertura vacinal em diversas regiões do Brasil permanece
          abaixo da meta recomendada. Este estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento
          sobre a infecção por HPV e a cobertura vacinal entre adolescentes do sexo feminino,
          de 14 a 18 anos, residentes em áreas de vulnerabilidade socioeconômica de Campo
          Grande, Mato Grosso do Sul. Buscou-se ainda identificar os fatores associados à
          adesão à vacinação, comparar dados entre diferentes regiões do município
          (Bandeiras, Anhanduizinho e Prosa) e promover a conscientização sobre a
          importância da imunização no ambiente escolar. Trata-se de um estudo analítico,
          transversal e quantitativo, realizado entre maio e junho de 2025, com a participação
          de 103 adolescentes estudantes de escolas públicas, localizadas em regiões com
          diferentes perfis socioeconômicos. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas
          estruturadas, aplicadas em plataforma digital, abrangendo informações
          sociodemográficas, conhecimento sobre o HPV e situação vacinal autorreferidas. Os
          dados foram organizados em planilha eletrônica e analisados por meio de estatística
          descritiva e analítica. A caracterização sociodemográfica evidenciou perfil familiar de
          baixa renda e elevada densidade domiciliar, característicos de contextos de
          vulnerabilidade. Entre as adolescentes, 82,5% já haviam ouvido falar em HPV; 51,4%
          o associaram ao câncer do colo do útero e 22,3% às verrugas. Entretanto, 20,3%
          acreditavam equivocadamente na transmissão por transfusão sanguínea e apenas
          34,9% reconheceram a possibilidade de infecção assintomática. Observou-se ainda
          que 42,7% das adolescentes acreditavam que o HPV poderia causar HIV/AIDS (Vírus
          da Imunodeficiência Humana/ Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) e outras
          47,5% não souberam informar sobre essa relação, indicando importante confusão
          conceitual entre os dois vírus. Quanto à vacinação, 56% das adolescentes não
          souberam informar a função protetora da vacina, 38,8% não acreditavam na
          segurança vacinal e 71,8% nunca buscaram informações sobre vacinas. A cobertura
          vacinal autorreferida foi de 47,5%, enquanto 21,3% desconheciam sua condição.
          Todas as regiões apresentaram cobertura vacinal abaixo da meta recomendada,
          sendo a menor proporção observada na região Anhanduizinho (30,7%), quando
          comparada às regiões Bandeiras (55,1%) e Prosa (42,5%). Conclui-se que as
          adolescentes apresentaram conhecimento limitado sobre o HPV, que a cobertura
          vacinal permaneceu abaixo da meta recomendada e que fatores socioeconômicos e
          informacionais influenciaram diretamente a adesão à vacinação. Embora não tenham
          sido observadas diferenças estatisticamente significativas entre as regiões, a menor
          cobertura concentrou-se na região Anhanduizinho. As ações educativas intersetoriais
          mostraram-se estratégias eficazes para ampliar o conhecimento, estimular a
          vacinação e contribuir para reduzir as desigualdades na prevenção do HPV.
          EXPERIÊNCIAS DE PESSOAS QUE ACUMULAM ANIMAIS E DESAFIOS NO ACESSO AOS SERVIÇOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE DE UMA CAPITAL DO CENTRO-OESTE BRASILEIRO
          Curso Mestrado em Saúde da Família
          Tipo Dissertação
          Data 10/03/2026
          Área SAÚDE COLETIVA
          Orientador(es)
          • Juliana Arena Galhardo
          Coorientador(es)
          • Alberto Mesaque Martins
          Orientando(s)
          • GLÓRIA FERREIRA DUAILIBI
          Banca
          • Ana Regina Machado
          • Eloisa Helena de Lima
          • Juliana Arena Galhardo
          • Priscila Maria Marcheti Fiorin
          Resumo O transtorno de acumulação de animais caracteriza-se por uma desordem psíquica,
          na qual a pessoa busca preservar e aumentar a quantidade de animais que possui,
          mas é incapaz de proporcionar condições de cuidados e bem-estar adequados, e
          não reconhece esses comportamentos como prejudiciais para si e para os animais.
          Essa condição é considerada um problema de saúde coletiva, pois envolve questões
          de sofrimento crônico da pessoa acumuladora, maus tratos aos animais, prejuízos
          às relações sociais com família e vizinhos, e o potencial zoonótico. A Atenção
          Primária à Saúde (APS), com destaque para a Estratégia de Saúde da Família
          (ESF), possui papel fundamental na prevenção, identificação, tratamento e
          reabilitação de casos de acumulação de animais, pois é constituída de setores
          interprofissionais capazes de construir intervenções de forma integral. Nesse
          sentido, este estudo tem como objetivo compreender as experiências de
          adoecimento de pessoas que acumulam animais e os desafios que enfrentam ao
          utilizar os serviços da Atenção Primária à Saúde em uma capital do centro
          oeste-brasileiro. Trata-se de uma pesquisa exploratória qualitativa, com entrevista
          aberta e guiada por roteiro semi-estruturado. O estudo foi desenvolvido em Campo
          Grande - Mato Grosso do Sul (MS), no distrito sanitário de Anhanduizinho, com
          pessoas identificadas como prováveis acumuladoras de animais pela Subsecretaria
          de Bem-Estar Animal do município. O limite de participantes foi a saturação do
          discurso. Os resultados foram analisados pela técnica de análise de conteúdo
          proposta por Bardin. Foram entrevistadas 10 pessoas, majoritariamente mulheres
          (80%), com média de idade de 57,7 anos. As entrevistas foram realizadas nas
          residências dos participantes, permitindo observação direta do ambiente. Os
          resultados apontam que a acumulação de animais frequentemente está relacionada
          a eventos traumáticos, como luto, e ao abandono recorrente de animais por
          terceiros. Apesar da precariedade de recursos, os entrevistados mantêm forte
          vínculo afetivo com os animais, os quais são vistos como fonte de apoio emocional.
          Observou-se conhecimento limitado sobre zoonoses e dificuldades no acesso aos
          tratamentos veterinários. As relações familiares mostraram-se fragilizadas em alguns
          casos, contribuindo para o isolamento social. Embora haja percepção positiva sobre
          a APS, há desconhecimento ou resistência em relação aos serviços de saúde
          mental. Os achados indicam a necessidade de políticas públicas integradas, que
          articulem assistência veterinária, apoio psicossocial e ações educativas para
          promover o bem-estar de pessoas e animais.
          Conhecimento e práticas preventivas relacionadas à infecção por Papilomavírus Humano em meninas adolescentes e Agentes Comunitários de Saúde: Ação educativa e vacinação na escola
          Curso Mestrado em Saúde da Família
          Tipo Dissertação
          Data 17/11/2025
          Área SAÚDE COLETIVA
          Orientador(es)
          • Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Ana Paula de Oliveira Lima
            Banca
            • Adriane Pires Batiston
            • Alda Maria Teixeira Ferreira
            • Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
            • Ines Aparecida Tozetti
            Resumo O Papilomavírus Humano (HPV) constitui a infecção sexualmente transmissível mais
            prevalente globalmente, afetando pele e mucosas, com adolescentes sendo o grupo
            mais vulnerável; é a principal etiologia do câncer de colo uterino e está associado a
            outras neoplasias. A baixa adesão vacinal e o desconhecimento do vírus perpetuam
            sua circulação. Diante disso, este estudo objetivou avaliar o conhecimento e as
            práticas preventivas relacionadas ao HPV em adolescentes (14 a 18 anos) e em
            agentes comunitários de saúde (ACS). Trata-se de pesquisa analítica, transversal e
            quantitativa, com coleta de dados primários realizadas por meio de entrevistas
            estruturadas via Google Forms, organizados em planilha Excel, e dados secundários,
            extraídos do prontuário eletrônico do cidadão (PEC). Participaram 95 adolescentes de
            escolas públicas nos bairros Maria Aparecida Pedrossian, Jardim Noroeste e escolas
            que ofertam vagas para meninas residentes no bairro Jardim Noroeste e 23 ACS das
            USF Maria Aparecida Pedrossian (n=13) e Dr. Fernando Arruda Torres–José Tavares
            (n=10); o estudo foi conduzido de março a setembro de 2024. Entre as 95
            adolescentes; 81,1% ouviram falar em HPV; 41,1% (n=39) o associaram a verrugas
            genitais; 43,1% acreditaram que o Papanicolau previne o HPV; apenas 11,5 % (n=11)
            reconheceram a pele como via de transmissão e apenas 1,1% (n=1) admitiu que a
            infecção pode ser assintomática. Quanto à vacinação, 67,6% acreditaram que ela é
            recomendada apenas entre 9 e 14 anos, e 23,5 % (n=34/95) souberam da ampliação
            da faixa etária até 19 anos. Entre os ACS, 47,8% consideraram que objetos
            contaminados não transmite HPV, embora 95,6 % orientem famílias sobre o vírus;
            34,7% desconhecem a ampliação da faixa etária vacinal, e 17,3 % ignoram a adoção
            da dose única; embora 69,5 % relatem capacitações em suas unidades, 30,4%
            afirmam não receber essas atualizações regularmente. Esses dados evidenciam a
            necessidade de ações educativas voltadas a adolescentes, capacitação continua dos
            ACS e fortalecimento do Programa Saúde na Escola e destaca o trabalho essencial
            do ACS e aponta para estratégias permanentes de educação, busca ativa e
            vacinação, visando a redução do HPV e promoção da saúde coletiva.
            AVALIAÇÃO DE IMPLANTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: OFERTA DE AURICULOTERAPIA NOS MUNICÍPIOS DE MATO GROSSO DO SUL
            Curso Mestrado em Saúde da Família
            Tipo Dissertação
            Data 29/08/2025
            Área SAÚDE COLETIVA
            Orientador(es)
            • Nathan Aratani
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Isadora Santos de Carvalho
              Banca
              • Daniela Alba Nickel
              • Juliana Pedroso Bauab Geraldo
              • MARIA DAS GRAÇAS ROJAS SOTO
              • Nathan Aratani
              • Priscila Maria Marcheti Fiorin
              Resumo A auriculoterapia é um procedimento terapêutico inserido no Sistema Único de Saúde (SUS) como uma das 29 Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), conforme a Portaria GM/MS nº 971, que institui a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Voltada à promoção do cuidado humanizado, atua na prevenção e tratamento de doenças. Este estudo teve como objetivo avaliar o grau de implementação da PNPIC nos municípios de Mato Grosso do Sul (MS), com foco na oferta da auriculoterapia na Atenção Primária à Saúde (APS). Trata-se de uma pesquisa quantitativa, com delineamento ecológico transversal, baseada em banco de dados e relatórios oficiais. A avaliação considerou três determinantes: 1) Estratégias de qualificação em PICS para profissionais do SUS; 2) Estruturação e fortalecimento da atenção em PICS; 3) Ações de monitoramento e avaliação da política. Dos 79 municípios avaliados, 19,0% foram classificados como “Implantado”; 10,1% como “Parcialmente Implantado”; 44,3% como “Implantação Incipiente” e 26,6% como “Não Implantado”. Portanto, o MS é caracterizado por baixos níveis relacionados a institucionalização da PNPIC - auriculoterapia. Nesse sentido, deve-se investir em programas de capacitação continuada, priorizando os municípios com menor grau de implantação, além de ampliar a participação de diferentes categorias profissionais, para além da enfermagem e fisioterapia, nas ações formativas. O monitoramento e avaliação de indicadores de auriculoterapia - PICS, bem como a padronização dos registros dos atendimentos, assegurando compatibilidade com o sistema de informação do Ministério da Saúde, também são medidas fundamentais para o fortalecimento da política.

              Descritores: atenção primária; terapias complementares; auriculoterapia; estratégia saúde da família.
              COMPARAÇÃO ENTRE INDICADORES DE SAÚDE BUCAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EM MUNICÍPIOS DE LINHA DE FRONTEIRA E DEMAIS MUNICÍPIOS DOS ESTADOS FRONTEIRIÇOS
              Curso Mestrado em Saúde da Família
              Tipo Dissertação
              Data 29/08/2025
              Área SAÚDE COLETIVA
              Orientador(es)
              • Alessandro Diogo de Carli
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Vinicius de Moraes Simião
                Banca
                • Alessandro Diogo de Carli
                • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
                • Livia Fernandes Probst
                • Paulo Frazão
                Resumo A desigualdade social e econômica na Faixa de Fronteira (FF) brasileira ainda proporciona dificuldades no tratamento e alcance de indicadores de saúde bucal dessa região. Desde a inclusão das equipes de saúde bucal na Estratégia de Saúde da Família (ESF) em 2000, a Odontologia vem se consolidando em todos os níveis do Sistema Único de Saúde. O objetivo desse estudo foi comparar indicadores de saúde bucal na ESF e Atenção Primária à Saúde (APS) em municípios de FF com os demais municípios dos estados que fazem fronteira com outros países. Trata-se de um estudo epidemiológico, em painel longitudinal, que incluiu dados nos sistemas de informações nacionais no período de 2015 a 2022, referentes a 1722 municípios, divididos entre Faixa de Fronteira e Não Fronteiriços. Foram comparados os indicadores de cobertura de primeira consulta odontológica programática; razão entre tratamentos concluídos e primeiras consultas odontológicas programáticas e proporção de exodontia em relação aos procedimentos individuais preventivos e curativos pela ESF por meio do teste de Mann-Whitney. A análise estatística foi realizada por meio do Software IBM SPSS Statistics, adotando 5% como nível de significância. Ambas as regiões apresentaram fragilidades em relação aos parâmetros esperados. Observou-se melhores resultados nos indicadores de acesso a primeiras consultas odontológicas programáticas e razão entre primeiras consultas e tratamentos concluídos nos municípios de fronteira, enquanto os municípios não fronteiriços se destacaram no indicador de proporção entre exodontias e procedimentos curativos. Entretanto, só foram estatisticamente significativas as análises dos indicadores de cobertura de primeira consulta odontológica programática na APS nos anos de 2015 à 2022, Razão entre tratamentos concluídos e primeiras consultas nos anos de 2016 e 2021 e na proporção de exodontias em relação a tratamentos curativos e preventivos nos anos de 2020 a 2022. Concluiu-se que há diferenças nos resultados de indicadores de saúde entre os municípios de faixa de fronteira e os não fronteiriços, mas faz-se necessário estudos sobre as características individuais e contextuais desses municípios, a forma com que é realizado o repasse financeiro destinado a serviços de saúde nessa região e cooperação internacional. Dessa maneira seria possível pontuar prováveis soluções para os desafios relacionados à atenção à saúde bucal do estrangeiro na APS na faixa de fronteira brasileira.
                COMPETÊNCIAS MÉDICAS PARA O CUIDADO EM SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: ANÁLISE A PARTIR DA FORMAÇÃO DO MÉDICO DE FAMÍLIA E COMUNIDADE.
                Curso Mestrado em Saúde da Família
                Tipo Dissertação
                Data 27/08/2025
                Área SAÚDE PÚBLICA
                Orientador(es)
                  Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                    Banca
                    • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
                    • Danusa Cespedes Guizzo
                    • Guilherme Oliveira de Arruda
                    • JOAO MAZZONCINI DE AZEVEDO MARQUES
                    • Nathan Aratani
                    • Priscila Maria Marcheti Fiorin
                    Resumo
                    Competências médicas para o cuidado em saúde mental na atenção primária à saúde: análise a partir da formação do médico de família e comunidade
                    Curso Mestrado em Saúde da Família
                    Tipo Dissertação
                    Data 27/08/2025
                    Área SAÚDE PÚBLICA
                    Orientador(es)
                    • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Matheus Silva Casquer
                      Banca
                      • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
                      • Danusa Cespedes Guizzo
                      • Guilherme Oliveira de Arruda
                      • JOAO MAZZONCINI DE AZEVEDO MARQUES
                      • Nathan Aratani
                      • Priscila Maria Marcheti Fiorin
                      Resumo O presente estudo tem como objetivo compreender os desafios enfrentados por médicos de Família e Comunidade no cuidado a pessoas com demandas em saúde mental na Atenção Primária à Saúde (APS) e, com base nesses achados, propor a construção de um relatório técnico voltado ao desenvolvimento de competências clínicas e relacionais. A pesquisa adota abordagem qualitativa, fundamentada nos referenciais teórico-metodológicos do modelo Conhecimento para Ação (Knowledge to Action Framework – KTA) e do Theoretical Domains Framework (TDF). A coleta de dados foi realizada por meio de Grupos Focais (GF) com médicos residentes e preceptores vinculados aos programas de residência em Medicina de Família e Comunidade da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande – MS. A análise foi conduzida por meio da técnica de Análise Temática (AT), articulada aos domínios do TDF. Participaram do estudo 16 profissionais, com perfis diversos quanto à formação acadêmica, tempo de atuação e experiências prévias. A análise das transcrições permitiu a identificação de dezoito núcleos de sentido, organizados em duas categorias centrais: (1) o cuidado em saúde mental na APS e (2) a estrutura da rede de cuidados e seus desafios. A primeira categoria destacou aspectos como vínculo terapêutico, comunicação, interdisciplinaridade e lacunas na formação profissional. A segunda categoria evidenciou entraves estruturais, dificuldades de acesso aos serviços especializados e a influência dos determinantes sociais no processo de adoecimento. A discussão demonstrou que o cuidado em saúde mental na APS demanda competências relacionais (escuta, vínculo, comunicação) e colaborativas, frequentemente desafiadas por uma formação biomédica tradicional, insegurança técnica e barreiras organizacionais. Conclui-se que é necessário estabelecer percursos formativos intencionais, que integrem teoria, prática supervisionada e trabalho em equipe, a fim de fortalecer a resolutividade, a integralidade e a coordenação do cuidado. Como produto, foi desenvolvido um relatório técnico com estrutura semelhante a uma matriz de competências, fundamentado em referenciais nacionais e internacionais, com aplicabilidade para a formação na Estratégia Saúde da Família, a educação permanente, a supervisão clínica e o planejamento do cuidado (PTS). O produto apresenta potenciais impactos formativos, clínicos e organizacionais. Reconhecem-se limitações referentes ao escopo institucional e temporal do estudo e recomenda-se a avaliação da implementação e da expansão interprofissional do produto.
                      ANÁLISE QUALITATIVA DA ATENÇÃO À PESSOA COM OBESIDADE NOS PLANOS MUNICIPAIS DE SAÚDE DE MATO GROSSO DO SUL: CONFORMIDADES E LACUNAS
                      Curso Mestrado em Saúde da Família
                      Tipo Dissertação
                      Data 02/07/2025
                      Área SAÚDE COLETIVA
                      Orientador(es)
                      • Camila Medeiros da Silva Mazzeti
                      Coorientador(es)
                      • Bruna Paola Murino Rafacho
                      Orientando(s)
                      • Renata Midoguti Joia
                      Banca
                      • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
                      • Camila Medeiros da Silva Mazzeti
                      • Mariane Helen de Oliveira
                      • Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva
                      • Teresa Cristina Abranches Rosa
                      Resumo A obesidade é uma condição multifatorial com elevada incidência na atualidade, sendo considerada um grave problema de saúde pública. No contexto da Atenção Primária à Saúde (APS), destaca-se a necessidade de organização do cuidado à saúde da pessoa com obesidade, especialmente na Estratégia Saúde da Família, por meio de ações de prevenção, promoção e autocuidado. Essas ações e metas devem estar previstas em instrumentos de gestão que garantem a elaboração e execução de políticas públicas no âmbito municipal, sendo o Plano Municipal de Saúde (PMS) o principal instrumento de planejamento no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo deste estudo foi avaliar a presença do cuidado da obesidade nos PMS dos municípios do estado de Mato Grosso do Sul. Trata-se de uma pesquisa documental e exploratória, com abordagem qualitativa, baseada em Bardin (2016), realizando uma pré-análise dos conteúdos com leitura e organização dos segmentos de textos que continham o termo obesidade e variações. Para a análise textual, utilizou-se o software IRAMuTeQ, que permitiu identificar as principais coocorrências de palavras, formando categorias temáticas com base na aplicação da Classificação Hierárquica Descendente (CHD), da Análise Fatorial de Correspondências (AFC) e da Análise de Similitude. A análise de conteúdo foi fundamentada na Nota Técnica n.º 5/2017 da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, que orienta a construção do PMS e na Portaria n.º 424/2013, do Ministério da Saúde, que organiza a linha de cuidado definindo diretrizes de manejo do sobrepeso e obesidade. Foram analisados PMS de 78 municípios, representando 98,7% do total, destes 53% mencionaram o termo obesidade e variações. Os resultados apontaram que a presença do termo obesidade nos documentos não assegurou a efetiva contemplação do cuidado à obesidade nos PMS, uma vez que o tema não foi priorizado como problema de saúde pública nem integrado de forma lógica à análise situacional e à definição de diretrizes, objetivos e metas, além de que nenhum dos textos fez referência a previsão orçamentária direcionada ao cuidado. Portanto, a invisibilidade da obesidade nos instrumentos de planejamento em saúde, resulta em uma atenção segregada na APS sem investimento adequado e perpetuando o cenário de negligência institucional frente ao problema.
                      PRÁTICA BASEADA EM EVIDÊNCIA POR ENFERMEIROS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA DE CAMPO GRANDE, MS
                      Curso Mestrado em Saúde da Família
                      Tipo Dissertação
                      Data 30/05/2025
                      Área SAÚDE COLETIVA
                      Orientador(es)
                      • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Fauhber da Silva Cordeiro
                        Banca
                        • Adriane Pires Batiston
                        • Aline Moraes da Silva
                        • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
                        • Marcos Antonio Nunes de Araujo
                        Resumo A Prática Baseada em Evidência é importante ferramenta em todos os campos e núcleos de prática da saúde coletiva. No campo da Estratégia Saúde da Família, a enfermagem pode utilizar evidências científicas de alta qualidade para guiar sua clínica, realizar a gestão dos serviços e planejar as ações de saúde. Compreender os contextos dos serviços de saúde e as barreiras que podem impor dificuldades ao uso das evidências na enfermagem é imprescindível para a elaboração e viabilização de políticas públicas que superem tais dificuldades. Esta pesquisa teve o objetivo analisar o uso de evidências científicas por enfermeiros atuantes na Estratégia Saúde da Família em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Foi realizado um estudo transversal quantitativo analítico, com enfermeiros atuantes nas Estratégias Saúde da Família os dados foram coletados com um questionário sociodemográfico profissional e o Health Sciences Evidence-Based Practice Questionnaire - HS-EBP. Para análise dos dados, foram utilizadas estatísticas descritivas, com testes paramétricos e não paramétricos. Fizeram parte da pesquisa 133 enfermeiros, dos quais 112 (84,2%) eram do sexo feminino e 21 (15,8%) do sexo masculino, média de idade de 36,41 com (DP ±7,99). A aplicação do questionário apresentou alta consistência interna (Alfa de Cronbach=0,960). O domínio “Crenças e Atitudes” teve média de 106,41 (DP ±11,62), já no domínio “Práticas” teve média de 265,54 (DP ±48,83), enquanto no domínio “Barreiras ou facilitadores” a média observada foi de 67,24 (DP ±24,90), sendo a média total da ferramenta 439,20 (DP ±71,02). A sobrecarga de trabalho e tempo na profissão impactaram negativamente a prática de evidências, sendo observadas também algumas barreiras institucionais. Apesar dessas limitações, os participantes demonstraram atitudes favoráveis ao uso de evidências, com potencial para desenvolver estratégias que incentivem a capacitação e mudanças. Os dados encontrados sugerem a importância do apoio institucional para as Prática Baseada em Evidência. Os profissionais demonstram disposição às mudanças, mas carecem de motivação e ferramentas adequadas. O uso de ferramentas que municiem os profissionais pode melhorar a prática e impactar positivamente a eficácia do serviço. Portanto, estudos adicionais em diferentes contextos são necessários para garantir a segurança e reconhecimento adequado do serviço.
                        Descritores: Enfermagem Baseada em Evidências; Prática Clínica Baseada em Evidências; Estratégia Saúde da Família; Enfermagem.
                        COMPREENSÃO DOS PACIENTES E QUALIDADE DAS PRESCRIÇÕES MEDICAMENTOSAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
                        Curso Mestrado em Saúde da Família
                        Tipo Dissertação
                        Data 07/03/2025
                        Área SAÚDE COLETIVA
                        Orientador(es)
                        • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Gustavo Buscariol Portela Lima
                          Banca
                          • Alcindo Antonio Ferla
                          • Aline Moraes da Silva
                          • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
                          • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
                          • Guilherme Oliveira de Arruda
                          Resumo O uso de medicamentos é a intervenção terapêutica mais utilizada na Atenção Primária à Saúde
                          (APS). Quando prescritos e usados corretamente, os medicamentos desempenham um papel
                          fundamental, mas se na prescrição houver qualquer falha, pode ocasionar problemas nas
                          próximas fases, afetando a segurança do paciente. A Organização Mundial da Saúde informa
                          que mais da metade dos pacientes não são tratados corretamente, ou não conhecem seu
                          tratamento, ocasionando desperdício e prejudicando a saúde dos usuários, economia e o meio
                          ambiente. Sendo assim, esta pesquisa teve por objetivo entender como os pacientes
                          compreendem suas prescrições medicamentosas, pretende traçar o perfil socioeconômico dos
                          pacientes, identificar os medicamentos mais prescritos. Além disso, analisar a precisão e a
                          completude das prescrições, investiga o nível de entendimento dos pacientes sobre seus
                          tratamentos e propõe soluções para facilitar o acesso aos medicamentos e melhorar a qualidade
                          das prescrições. Foi desenvolvido um estudo de corte transversal e abordagem quantitativa em
                          06 farmácias públicas da Atenção Primária a Saúde no município de Coxim, estado de Mato
                          Grosso do Sul. Procedeu-se a amostragem por conveniência das prescrições apresentadas por
                          pacientes com 18 anos ou mais. A coleta de dados foi realizada durante o horário de
                          funcionamento das farmácias, de segunda a sexta-feira, entre outubro de 2023 e julho de 2024,
                          por meio de entrevistas com a aplicação de instrumento com questões de caracterização e de
                          instrumento para avaliação do nível de conhecimento da prescrição na Atenção Primária à
                          Saúde. Para a avaliação da qualidade das prescrições, foram utilizadas diretrizes descritas pela
                          Organização Mundial da Saúde e conforme legislações vigentes. De dados foi realizada a partir
                          de estatística descritiva (frequências absolutas e relativas) e de testes de associação, bem como,
                          da apresentação de Razão de Prevalência com intervalo de confiança de 95%, adotando-se o
                          nível de significância de 5%. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade
                          Federal de Mato Grosso do Sul, conforme parecer consubstanciado n 6.309.721. Foram
                          entrevistados 264 pacientes, com predominância de indivíduos do sexo feminino (64,8%), com
                          idade média de 53 anos e renda mensal inferior a R$ 1.000,00 em 42,8% dos casos. Os dados
                          revelaram que, embora 58,3% dos participantes soubessem o nome do medicamento prescrito,
                          somente 35,6% tinham conhecimento sobre o tempo de uso e 31,1% relataram precisar de mais
                          informações. Além disso, 57,2% das prescrições foram completamente atendidas, evidenciando
                          dificuldades no acesso aos medicamentos. A pesquisa também revelou que a polifarmácia é um
                          desafio frequente, com 34,5% dos pacientes recebendo quatro ou mais medicamentos por
                          prescrição. Observou-se que a incompletude de informações incompletas nas prescrições,
                          como ausência da indicação de via de administração e da duração do tratamento, se dá com
                          frequência, podendo, comprometer a segurança do paciente e a efetividade da terapia
                          medicamentosa. Os resultados reforçam a necessidade de ações voltadas à educação
                          permanente, a educação em saúde e ao fortalecimento da assistência farmacêutica. Garantir que
                          os pacientes compreendam corretamente suas prescrições e viabilizar o acesso integral aos
                          medicamentos adequadamente prescritos é um passo essencial para o uso racional dos
                          medicamentos e para a promoção de uma Atenção Primária a Saúde mais segura e eficiente.
                          Descritores: prescrições de medicamentos; uso de medicamentos; dano ao paciente; indicadores
                          básicos de saúde; estratégia saúde da família, saúde de família.
                          ENTREGA VOLUNTÁRIA DE RECÉM-NASCIDOS PARA ADOÇÃO: REPRESENTAÇÃO SOCIAL DOS TRABALHADORES DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
                          Curso Mestrado em Saúde da Família
                          Tipo Dissertação
                          Data 06/03/2025
                          Área SAÚDE COLETIVA
                          Orientador(es)
                          • Priscila Maria Marcheti Fiorin
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Renata Rigatto
                            Banca
                            • Elen Ferraz Teston
                            • Estela Marcia Rondina Scandola
                            • MARIA DO PERPÉTUO SOCORRO DE SOUSA NÓBREGA
                            • Priscila Maria Marcheti Fiorin
                            Resumo A entrega voluntária de recém-nascidos para adoção é uma prática legal relativamente recente no Brasil e ainda pouco conhecida pela população e pelos profissionais de saúde. Esta pesquisa tem por objetivo analisar a representação social dos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde sobre a atenção às gestantes que manifestam o interesse de entregar o recém-nascido para adoção. Trata-se de pesquisa-intervenção com abordagem qualitativa. São incluídos na pesquisa os trabalhadores de saúde que atuam na Estratégia Saúde da Família de um município no interior do Estado de Mato Grosso do Sul. A pesquisa foi submetida a todos os preceitos éticos, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEP/UFMS) com o número do CAAE 74001523.6.0000.0021 (ANEXO B). No período entre novembro de 2023 a janeiro de 2024 foram realizadas as entrevistas semiestruturadas audiogravadas. Os dados foram analisados utilizando-se a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo. Os resultados estão apresentados em 4 eixos temáticos: conhecimento sobre a lei da entrega voluntária para adoção; entrega voluntária e adoção e a relação com as histórias das trabalhadoras de saúde; contribuição da intervenção educativa no processo de trabalho e as mudanças dos significados da entrega para adoção, suas respectivas ideias centrais e o discurso do sujeito coletivo. Os resultados apontam a necessidade de maior suporte teórico e espaço de discussão pra os profissionais que atuam junto às gestantes, garantindo que a intervenção seja fundamentada no conhecimento técnico científico, e não em julgamentos pessoais. Contudo, faz-se necessário a divulgação da lei da entrega voluntária para adoção e investir na educação permanente para os trabalhadores da rede. Neste sentido, a articulação da proposta com o Mestrado em Saúde da Família tem como motivo contribuir na garantia de direitos da mulher e da criança na assistência ao pré e pós-natal as mulheres que manifestam o desejo de realizar a entrega voluntária do recém-nascido para adoção. De modo que as equipes promovam o acolhimento da mulher e o cuidado longitudinal em saúde, com melhoria no processo de trabalho e nos serviços ofertados da APS.

                            Descritores: adoção; recém-nascido; estratégia saúde da família; representação social.
                            UM OBSERVATÓRIO DE ATENÇÃO INTEGRANDO SAÚDE DA FAMÍLIA E SERVIÇOS DE URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS A PARTIR DE UM ESTUDO DE CASOS MÚLTIPLOS
                            Curso Mestrado em Saúde da Família
                            Tipo Dissertação
                            Data 27/02/2025
                            Área SAÚDE COLETIVA
                            Orientador(es)
                            • Alcindo Antonio Ferla
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Sueidi Vidal da Silva
                              Banca
                              • Alcindo Antonio Ferla
                              • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
                              • Gabriel Calazans Baptista
                              • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
                              • Marcio Mariath Belloc
                              Resumo O Brasil vem enfrentando diversas mudanças estruturais no decorrer dos anos, principalmente na área da saúde. Entre elas, a criação e implementação do Sistema Único de Saúde, de caráter universal, descentralizado, voltado à integralidade e com participação social, de acordo com o registro constitucional, o que tem desencadeado a implementação de diversas estratégias de organização dos serviços e da atenção à saúde. A pesquisa objetivou organizar informações sobre atendimentos de urgência e emergência para ocuparem a função de um observatório do cuidado nos territórios, objetivando potencializar a articulação entre esses dois níveis de atendimento, promovendo uma atenção integral e contínua ao usuário. Vale ressaltar a ideia de que não se trata de pesquisa avaliativa, que conclui “certos” e “errados” em relação a um serviço ou outro, mas de acumular informações sobre o funcionamento dos sistemas de saúde e, em particular, a atenção básica/primária. Dada a complexidade da produção da saúde nos territórios e a reconhecida limitação do modelo de pensamento científico vigente para resolver problemas dessa natureza, a pesquisa se associou à ideia de que, para um serviço de saúde incrustrado num território complexo, além da melhor atenção à saúde das pessoas, é necessária uma capacidade de observar, produzir e sistematizar dados e embasar processos decisórios com o melhor da ciência vigente e os conhecimentos locais. O objetivo desta análise foi produzir um dispositivo para analisar o perfil de atendimentos realizados em duas unidades de atendimento de demanda espontânea, como um observatório da atenção primária e das ações territoriais e observar as redes vivas tecidas pelos usuários na micropolítica da saúde e a cartografia existente moldadas extramuros. Por meio de um estudo de casos múltiplos em diferentes regiões, o trabalho examina como a implementação de um dispositivo com a função de observatório, que pode identificar lacunas na rede de cuidados, melhorar o fluxo de pacientes entre os serviços e aumentar a resolutividade das situações de urgência e emergência. Produzir um observatório do cuidado no território é uma tecnologia que pode deslocar as práticas e formas de articulação para um platô mais amplo de integralidade, tornando visíveis situações que a prática cotidiana muitas vezes não deixa visível. A pesquisa também investiga os desafios e as boas práticas encontradas na integração desses serviços, considerando aspectos como a comunicação entre as equipes de saúde, o compartilhamento de informações e a coordenação do cuidado. Para o estudo foram analisados dois serviços de urgência, num desenho de pesquisa do tipo estudo de casos múltiplos, sendo os serviços selecionados os seguintes: um na cidade de Paraíso das Águas/MS, o Pronto Atendimento Médico Laurentina Correa Leite; e um na cidade de São Gabriel do Oeste/MS, o Hospital Municipal José Valdir Antunes de Oliveira, ambos de gestão municipal e com atendimento de demanda espontânea e referenciada no Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde. As análises desenvolvidas neste estudo demonstraram a realidade da rede viva em ação sob a ótica das condições sensíveis a atenção primária que estão utilizando as unidades de atendimento de demanda espontânea como “porta de entrada” para o sistema de rede de saúde. O estudo fornece evidências que contribuem para melhorar a integração entre a Atenção Primária e os serviços emergências, a partir de situações concretas, muitas vezes com bases diversas aos supostos dos protocolos e das classificações estandardizadas. Ao entender os fluxos de atendimento e as dificuldades enfrentadas, foi possível propor estratégias de articulação para que o paciente seja atendido no nível mais adequado e com maior resolutividade. Essa integração ajuda a evitar sobrecarga dos serviços emergenciais, garantindo que os pacientes recebam cuidados preventivos ou tratamento precoce, evitando complicações que requerem atendimento emergencial. Por fim, não buscou averiguar erros e acertos, poder ou não poder, ditar regras ou defini-las, este estudo apenas demonstrou a realidade da rede viva em ação recomenda-se estudos futuros a fim de aprofundar-se nesse universo da saúde que se modifica constantemente.
                              Descritores: Estratégia Saúde da Família; Atenção à Saúde; Determinantes Sociais da Saúde.
                              RISCO CARDIOVASCULAR EM USUÁRIOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE-MS: UM ESTUDO TRANSVERSAL
                              Curso Mestrado em Saúde da Família
                              Tipo Dissertação
                              Data 18/12/2024
                              Área SAÚDE COLETIVA
                              Orientador(es)
                              • Bruna Paola Murino Rafacho
                              Coorientador(es)
                              • Camila Medeiros da Silva Mazzeti
                              Orientando(s)
                              • Lívia Lya Gonçalves de Souza Rodrigues
                              Banca
                              • Bruna Paola Murino Rafacho
                              • Mariane Helen de Oliveira
                              • Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva
                              • Rafael Aiello Bomfim
                              • Sergio Alberto Rupp de Paiva
                              Resumo As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no Brasil e também são consideradas problemas de saúde constantes na Lista Brasileira de Condições Sensíveis à Atenção Primária, por serem potencialmente evitáveis. Sabe-se que a estratificação de risco cardiovascular (RCV) é uma ferramenta importante para organização do atendimento e gera subsídios para a reorganização das ações ofertadas na estratégia saúde da família e atenção primária à saúde. O objetivo do estudo foi avaliar o risco cardiovascular em usuários da Atenção Primária à Saúde (APS) no município de Campo Grande-MS e comparar duas ferramentas de estratificação de RCV. Para tanto, foi conduzida pesquisa transversal, descritiva com abordagem quantitativa a partir de questionário objetivo com questões sociodemográficas, condições crônicas, terapia medicamentosa, medidas antropométricas, consumo alimentar, escala de Framingham, aplicativo HEARTS/OPAS e hábitos sobre atividade física. Para comparação entre as escalas de estratificação de risco, foram aplicadas a escala de Framingham e as calculadoras HEARTS pelo colesterol (HEARTS-colesterol) e HEARTS pelo Índice de Massa Corporal (HEARTS-IMC) e os indivíduos foram classificados como baixo risco ou risco alterado (intermediário e alto risco). Os dados foram expressos e analisados por meio de medidas de frequência, tendência central, e dispersão. Para comparação entre baixo risco e risco alterado da amostra conduziram-se os testes Exato de Fisher e Teste T Student (para distribuição normal) e teste de Mann-Whitney (para variáveis de distribuição não normal). Para as análises descritivas e bivariadas, adotou-se nível de significância de 5% (p< 0,05) com o uso do software Stata® 17.0. Foi realizada a avaliação da concordância entre as ferramentas Framingham e calculadoras HEARTS pelo teste de Bland Altman e Correlação de Spearman. Foram estudadas 379 pessoas com mediana de idade de 59 anos e 64% do sexo feminino. Na avaliação do risco cardiovascular, 65% da amostra apresentou baixo risco cardiovascular por Framingham, 33% pela escala HEARTS-colesterol e 39% por HEARTS-IMC. Quanto à distribuição de indivíduos com risco cardiovascular alterado, observaram-se 35% por Framingham, 67% por HEARTS-colesterol e 61% por HEARTS-IMC. Não foi observada concordância entre a escala de Framingham e as calculadoras HEARTS, sendo que as escalas HEARTS-colesterol e IMC parecem superestimar o RCV na população estudada. A partir dos resultados, conclui-se que grande parte da população que busca atendimento na APS já têm risco cardiovascular alterado instalado, que também contribui para o desenvolvimento de doença cardiovascular. Ao utilizar diferentes escalas de estratificação de RCV deve-se considerar os recursos disponíveis e sua interpretação. A calculadora HEARTS-IMC pode apresentar a vantagem de não utilizar exames bioquímicos, facilitando sua aplicação na rotina da estratégia saúde da família.
                              Descritores: doenças cardiovasculares; fatores de risco de doenças cardíacas; estratégia saúde da família; atenção primária à saúde.
                              AS SUBNOTIFICAÇÕES DOS AGRAVOS DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
                              Curso Mestrado em Saúde da Família
                              Tipo Dissertação
                              Data 17/12/2024
                              Área SAÚDE COLETIVA
                              Orientador(es)
                              • Alcindo Antonio Ferla
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Eli Fernanda Brandão Lopes
                                Banca
                                • Alcindo Antonio Ferla
                                • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
                                • Fabiana Mânica Martins
                                • Sônia Maria Lemos
                                Resumo A saúde do trabalhador pode ser considerada um campo de conhecimentos e práticas que tem por objetivo o estudo, a análise e a intervenção nas relações entre trabalho e adoecimento que tem uma abordagem teórico-metodológica abrangente do processo saúde-doença e suas demandas de cuidado em todos os âmbitos de atenção. Os avanços atuais em relação à Saúde do Trabalhador na Atenção Primária à Saúde representam conquista dos movimentos sindicais que exigiam atenção dos serviços públicos para os problemas de saúde dos trabalhadores. A integração da Vigilância em Saúde do Trabalhador com os demais componentes da Vigilância em Saúde e com a Atenção Primária em Saúde compreende a identificação e o monitoramento das atividades produtivas e do perfil da população trabalhadora no território adscrito em conjunto com a atenção primária em saúde e os setores da Vigilância em Saúde. A notificação dos agravos a saúde do trabalhador é compulsória sendo uma exigência legal, por meio dela são proporcionados dados relativos ao número e distribuição dos acidentes juntamente com as características das ocorrências e das vítimas, gerando estes dados estatísticos que constituem base fundamental para a indicação, aplicação e controle de medidas de prevenção. A subnotificação destes agravos constitui fator limitador considerando o do ponto de vista prevencionista e o ponto de vista jurídico. Este trabalho tem como objetivo identificar as subnotificações dos nove agravos a saúde do trabalhador considerados prioritários pela Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora no estado de Mato Grosso do Sul. Para tanto, se propôs a compreender a política específica do SUS para a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras; a conhecer e descrever a relação entre saúde do trabalhador e a atenção básica nela incluída a Estratégia Saúde da Família; e a analisar os dados de notificação de doenças e agravos à saúde dos trabalhadores e trabalhadoras no estado. Trata-se de uma pesquisa fundamentada em uma abordagem qualiquantitativa, descritiva, com coleta de dados secundários e primários, junto com a coleta de dados no banco de dados do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) junto ao Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) da Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde Pública do Mato Grosso do Sul, referente ao ano de 2022. Os achados evidenciam grande subnotificações dos agravos de saúde do trabalhador no estado. Os resultados demonstram a importância do monitoramento da saúde dos trabalhadores e trabalhadoras pela atenção básica e, em especial, da Estratégia Saúde da Família. Seja na condição de porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), seja como ponto de atenção à saúde nos territórios de vida e trabalho, a notificação de doenças e agravos relacionados ao trabalho, que é obrigatória em todos os serviços, a investigação e o monitoramento são muito relevantes para o cuidado às pessoas e, em especial, para a promoção da saúde nos territórios.
                                ASSISTÊNCIA PRÉ-CONCEPCIONAL E A PROMOÇÃO EM SAÚDE MATERNA NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
                                Curso Mestrado em Saúde da Família
                                Tipo Dissertação
                                Data 13/12/2024
                                Área SAÚDE COLETIVA
                                Orientador(es)
                                • Elenir Rose Jardim Cury
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Celene Araujo da Silva Almeida
                                  Banca
                                  • Ana Paula de Assis Sales
                                  • Elen Ferraz Teston
                                  • Elenir Rose Jardim Cury
                                  • Rosangela Fernandes Pinheiro
                                  Resumo A promoção à saúde envolve estratégias relativas à formulação de políticas públicas, criação de ambientes favoráveis, fortalecimento da participação comunitária, fomento de habilidades pessoais e reorientação dos serviços de saúde. Neste contexto, a assistência pré-concepcional é uma das atuações possíveis na promoção à saúde materna na atenção primária do Sistema Único de Saúde, que possibilita a identificação de fatores de risco ou doenças que possam modificar o curso habitual de uma gestação, levando a desfechos negativos a saúde materna e fetal, além de propiciar o exercício pleno da sexualidade humana como direito. O objetivo deste trabalho foi verificar o conhecimento de gestantes e profissionais atuantes na unidade da estratégia de saúde da família sobre a assistência pré-concepcional e sua relevância para a saúde materna. Foi realizada uma pesquisa quantitativa mediante entrevista com gestantes maiores de dezoito anos vinculadas a uma unidade de estratégia de saúde da família e aplicação de questionário aos profissionais de saúde das Equipes de saúde da Estratégia Saúde da Família. Das gestantes entrevistadas (n=41), 61% declararam ter cor parda e 51,2% possuíam ensino médio completo. Mais da metade (63,4%) não planejaram a gravidez e os exames pré-concepcionais foram realizados principalmente por aquelas que planejaram a gestação; 78,1% das mulheres não sabiam que a unidade de saúde da família perto de sua casa ofertava assistência pré-concepcional a população. Dentre os profissionais entrevistados (n=37), 83,2% informaram não ter recebido capacitações no serviço sobre assistência pré-concepcional e 10,8% afirmaram já terem ofertado ações educativas sobre o assunto para a população ou terem seguido algum protocolo, ou fluxograma em seus atendimentos. Foi observado que gestantes e profissionais de saúde possuem baixo nível de conhecimento sobre a assistência pré-concepcional, fator que precisa ser modificado para assegurar que mulheres e casais tenham mais acesso a esta assistência e para ocorrer uma maior atuação de profissionais capacitados que promovam ações intersetoriais voltadas a melhoria da saúde materna, maior oferta de consultas pré-concepcionais na Estratégia Saúde da Família e realização de ações educativas sobre este tema nas unidades de saúde, no território adscrito e áreas de abrangência destas unidades.

                                  Descritores: cuidado pré-concepcional; saúde materna; estratégia saúde da família.
                                  CONHECIMENTO E PRÁTICA DE ADOLESCENTES E PROFISSIONAIS DA SAÚDE SOBRE GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA NO ÂMBITO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
                                  Curso Mestrado em Saúde da Família
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 04/12/2024
                                  Área SAÚDE COLETIVA
                                  Orientador(es)
                                  • Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
                                  Coorientador(es)
                                  • Melina Raquel Theobald
                                  • Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
                                  Orientando(s)
                                  • Lanna Paulla Andrade Melo
                                  Banca
                                  • Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
                                  • Ines Aparecida Tozetti
                                  • Marco Antonio Moreira Puga
                                  • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                                  Resumo RESUMO
                                  A gravidez é um evento significativo na vida de qualquer pessoa, exigindo planejamento que depende de informações e acesso a métodos contraceptivos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 16 milhões de meninas adolescentes de 15 a 19 anos dão à luz anualmente, representando aproximadamente 11% dos nascimentos globais, a maioria em países em desenvolvimento. Este trabalho teve como objetivo analisar o conhecimento e a prática sobre aspectos relacionados à gravidez na adolescência de profissionais da Atenção Primária do bairro Jardim Noroeste, em Campo Grande, MS, e de meninas de 14 a 18 anos residentes, em sua maioria, nesse bairro, o qual apresenta o maior número de gestantes adolescentes no município. Trata-se de uma pesquisa descritiva, transversal, quantitativa, com coleta de dados primários e secundários, realizada através de entrevista estruturada a adolescentes e profissionais de saúde na unidade básica de saúde (UBS), em escolas públicas, em visitas domiciliares e em rodas de conversa em diversos locais do bairro. Foram entrevistados 28 Agentes Comunitários de Saúde (ACS), outros 33 profissionais da UBS Jardim Noroeste, além de 107 meninas de 14 a 18 anos. Verificou-se que mais da metade dos ACS (53,8%) relataram desconhecer a frequência das campanhas contra gravidez na adolescência realizadas na UBS em que trabalham. Entre os outros profissionais de saúde, a frequência das campanhas de prevenção à gravidez é desconhecida por 39,4%. Das 107 meninas entrevistadas, observou-se que, dentre as que estavam grávidas no momento da pesquisa ou que já haviam antes estado grávidas (25/107; 23,3%), 72% não planejaram a gravidez, mesmo com o fato de 96% (n = 24) citarem o uso de preservativos como contraceptivos e 88% (n = 22) relatarem saber que estes eram disponíveis nas unidades de saúde. Observou-se que 28% interromperam os estudos devido à gravidez, o que salienta o impacto socioeconômico na vida da adolescente. Das meninas que engravidaram (n = 15), 60% informaram que suas mães engravidaram na adolescência, sinalizando uma perpetuação dessa condição. As adolescentes sabem sobre o planejamento familiar, mas não o utilizam. Há necessidade de melhor informação de qualidade às famílias sobre este tema pelos ACS durante as visitas domiciliares, sobretudo famílias com menor renda e maior número de moradores no mesmo domicílio. Após as entrevistas, foram realizadas atividades de capacitação para os servidores da Atenção Básica e para os professores das escolas públicas que atendem os moradores do bairro, além de ações educativas com estudantes das escolas públicas envolvidas. Mostrar a realidade local da região mais vulnerável em relação à gravidez na adolescência no município de Campo Grande pode fornecer subsídios para a Atenção Primária à Saúde/Estratégia Saúde da Família com vistas à redução da gravidez na adolescência no Jardim Noroeste e em outras regiões também vulneráveis, ampliando a rede de apoio a essas meninas, bem como suas perspectivas de vida.
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