Mestrado em Saúde da Família

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Trabalhos

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TRABALHO Ações
COMPREENSÃO DOS PACIENTES E QUALIDADE DAS PRESCRIÇÕES MEDICAMENTOSAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Curso Mestrado em Saúde da Família
Tipo Dissertação
Data 07/03/2025
Área SAÚDE COLETIVA
Orientador(es)
  • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Gustavo Buscariol Portela Lima
    Banca
    • Alcindo Antonio Ferla
    • Aline Moraes da Silva
    • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
    • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
    • Guilherme Oliveira de Arruda
    Resumo O uso de medicamentos é a intervenção terapêutica mais utilizada na Atenção Primária à Saúde
    (APS). Quando prescritos e usados corretamente, os medicamentos desempenham um papel
    fundamental, mas se na prescrição houver qualquer falha, pode ocasionar problemas nas
    próximas fases, afetando a segurança do paciente. A Organização Mundial da Saúde informa
    que mais da metade dos pacientes não são tratados corretamente, ou não conhecem seu
    tratamento, ocasionando desperdício e prejudicando a saúde dos usuários, economia e o meio
    ambiente. Sendo assim, esta pesquisa teve por objetivo entender como os pacientes
    compreendem suas prescrições medicamentosas, pretende traçar o perfil socioeconômico dos
    pacientes, identificar os medicamentos mais prescritos. Além disso, analisar a precisão e a
    completude das prescrições, investiga o nível de entendimento dos pacientes sobre seus
    tratamentos e propõe soluções para facilitar o acesso aos medicamentos e melhorar a qualidade
    das prescrições. Foi desenvolvido um estudo de corte transversal e abordagem quantitativa em
    06 farmácias públicas da Atenção Primária a Saúde no município de Coxim, estado de Mato
    Grosso do Sul. Procedeu-se a amostragem por conveniência das prescrições apresentadas por
    pacientes com 18 anos ou mais. A coleta de dados foi realizada durante o horário de
    funcionamento das farmácias, de segunda a sexta-feira, entre outubro de 2023 e julho de 2024,
    por meio de entrevistas com a aplicação de instrumento com questões de caracterização e de
    instrumento para avaliação do nível de conhecimento da prescrição na Atenção Primária à
    Saúde. Para a avaliação da qualidade das prescrições, foram utilizadas diretrizes descritas pela
    Organização Mundial da Saúde e conforme legislações vigentes. De dados foi realizada a partir
    de estatística descritiva (frequências absolutas e relativas) e de testes de associação, bem como,
    da apresentação de Razão de Prevalência com intervalo de confiança de 95%, adotando-se o
    nível de significância de 5%. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade
    Federal de Mato Grosso do Sul, conforme parecer consubstanciado n 6.309.721. Foram
    entrevistados 264 pacientes, com predominância de indivíduos do sexo feminino (64,8%), com
    idade média de 53 anos e renda mensal inferior a R$ 1.000,00 em 42,8% dos casos. Os dados
    revelaram que, embora 58,3% dos participantes soubessem o nome do medicamento prescrito,
    somente 35,6% tinham conhecimento sobre o tempo de uso e 31,1% relataram precisar de mais
    informações. Além disso, 57,2% das prescrições foram completamente atendidas, evidenciando
    dificuldades no acesso aos medicamentos. A pesquisa também revelou que a polifarmácia é um
    desafio frequente, com 34,5% dos pacientes recebendo quatro ou mais medicamentos por
    prescrição. Observou-se que a incompletude de informações incompletas nas prescrições,
    como ausência da indicação de via de administração e da duração do tratamento, se dá com
    frequência, podendo, comprometer a segurança do paciente e a efetividade da terapia
    medicamentosa. Os resultados reforçam a necessidade de ações voltadas à educação
    permanente, a educação em saúde e ao fortalecimento da assistência farmacêutica. Garantir que
    os pacientes compreendam corretamente suas prescrições e viabilizar o acesso integral aos
    medicamentos adequadamente prescritos é um passo essencial para o uso racional dos
    medicamentos e para a promoção de uma Atenção Primária a Saúde mais segura e eficiente.
    Descritores: prescrições de medicamentos; uso de medicamentos; dano ao paciente; indicadores
    básicos de saúde; estratégia saúde da família, saúde de família.
    ENTREGA VOLUNTÁRIA DE RECÉM-NASCIDOS PARA ADOÇÃO: REPRESENTAÇÃO SOCIAL DOS TRABALHADORES DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
    Curso Mestrado em Saúde da Família
    Tipo Dissertação
    Data 06/03/2025
    Área SAÚDE COLETIVA
    Orientador(es)
    • Priscila Maria Marcheti Fiorin
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Renata Rigatto
      Banca
      • Elen Ferraz Teston
      • Estela Marcia Rondina Scandola
      • MARIA DO PERPÉTUO SOCORRO DE SOUSA NÓBREGA
      • Priscila Maria Marcheti Fiorin
      Resumo A entrega voluntária de recém-nascidos para adoção é uma prática legal relativamente recente no Brasil e ainda pouco conhecida pela população e pelos profissionais de saúde. Esta pesquisa tem por objetivo analisar a representação social dos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde sobre a atenção às gestantes que manifestam o interesse de entregar o recém-nascido para adoção. Trata-se de pesquisa-intervenção com abordagem qualitativa. São incluídos na pesquisa os trabalhadores de saúde que atuam na Estratégia Saúde da Família de um município no interior do Estado de Mato Grosso do Sul. A pesquisa foi submetida a todos os preceitos éticos, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEP/UFMS) com o número do CAAE 74001523.6.0000.0021 (ANEXO B). No período entre novembro de 2023 a janeiro de 2024 foram realizadas as entrevistas semiestruturadas audiogravadas. Os dados foram analisados utilizando-se a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo. Os resultados estão apresentados em 4 eixos temáticos: conhecimento sobre a lei da entrega voluntária para adoção; entrega voluntária e adoção e a relação com as histórias das trabalhadoras de saúde; contribuição da intervenção educativa no processo de trabalho e as mudanças dos significados da entrega para adoção, suas respectivas ideias centrais e o discurso do sujeito coletivo. Os resultados apontam a necessidade de maior suporte teórico e espaço de discussão pra os profissionais que atuam junto às gestantes, garantindo que a intervenção seja fundamentada no conhecimento técnico científico, e não em julgamentos pessoais. Contudo, faz-se necessário a divulgação da lei da entrega voluntária para adoção e investir na educação permanente para os trabalhadores da rede. Neste sentido, a articulação da proposta com o Mestrado em Saúde da Família tem como motivo contribuir na garantia de direitos da mulher e da criança na assistência ao pré e pós-natal as mulheres que manifestam o desejo de realizar a entrega voluntária do recém-nascido para adoção. De modo que as equipes promovam o acolhimento da mulher e o cuidado longitudinal em saúde, com melhoria no processo de trabalho e nos serviços ofertados da APS.

      Descritores: adoção; recém-nascido; estratégia saúde da família; representação social.
      UM OBSERVATÓRIO DE ATENÇÃO INTEGRANDO SAÚDE DA FAMÍLIA E SERVIÇOS DE URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS A PARTIR DE UM ESTUDO DE CASOS MÚLTIPLOS
      Curso Mestrado em Saúde da Família
      Tipo Dissertação
      Data 27/02/2025
      Área SAÚDE COLETIVA
      Orientador(es)
      • Alcindo Antonio Ferla
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Sueidi Vidal da Silva
        Banca
        • Alcindo Antonio Ferla
        • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
        • Gabriel Calazans Baptista
        • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
        • Marcio Mariath Belloc
        Resumo O Brasil vem enfrentando diversas mudanças estruturais no decorrer dos anos, principalmente na área da saúde. Entre elas, a criação e implementação do Sistema Único de Saúde, de caráter universal, descentralizado, voltado à integralidade e com participação social, de acordo com o registro constitucional, o que tem desencadeado a implementação de diversas estratégias de organização dos serviços e da atenção à saúde. A pesquisa objetivou organizar informações sobre atendimentos de urgência e emergência para ocuparem a função de um observatório do cuidado nos territórios, objetivando potencializar a articulação entre esses dois níveis de atendimento, promovendo uma atenção integral e contínua ao usuário. Vale ressaltar a ideia de que não se trata de pesquisa avaliativa, que conclui “certos” e “errados” em relação a um serviço ou outro, mas de acumular informações sobre o funcionamento dos sistemas de saúde e, em particular, a atenção básica/primária. Dada a complexidade da produção da saúde nos territórios e a reconhecida limitação do modelo de pensamento científico vigente para resolver problemas dessa natureza, a pesquisa se associou à ideia de que, para um serviço de saúde incrustrado num território complexo, além da melhor atenção à saúde das pessoas, é necessária uma capacidade de observar, produzir e sistematizar dados e embasar processos decisórios com o melhor da ciência vigente e os conhecimentos locais. O objetivo desta análise foi produzir um dispositivo para analisar o perfil de atendimentos realizados em duas unidades de atendimento de demanda espontânea, como um observatório da atenção primária e das ações territoriais e observar as redes vivas tecidas pelos usuários na micropolítica da saúde e a cartografia existente moldadas extramuros. Por meio de um estudo de casos múltiplos em diferentes regiões, o trabalho examina como a implementação de um dispositivo com a função de observatório, que pode identificar lacunas na rede de cuidados, melhorar o fluxo de pacientes entre os serviços e aumentar a resolutividade das situações de urgência e emergência. Produzir um observatório do cuidado no território é uma tecnologia que pode deslocar as práticas e formas de articulação para um platô mais amplo de integralidade, tornando visíveis situações que a prática cotidiana muitas vezes não deixa visível. A pesquisa também investiga os desafios e as boas práticas encontradas na integração desses serviços, considerando aspectos como a comunicação entre as equipes de saúde, o compartilhamento de informações e a coordenação do cuidado. Para o estudo foram analisados dois serviços de urgência, num desenho de pesquisa do tipo estudo de casos múltiplos, sendo os serviços selecionados os seguintes: um na cidade de Paraíso das Águas/MS, o Pronto Atendimento Médico Laurentina Correa Leite; e um na cidade de São Gabriel do Oeste/MS, o Hospital Municipal José Valdir Antunes de Oliveira, ambos de gestão municipal e com atendimento de demanda espontânea e referenciada no Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde. As análises desenvolvidas neste estudo demonstraram a realidade da rede viva em ação sob a ótica das condições sensíveis a atenção primária que estão utilizando as unidades de atendimento de demanda espontânea como “porta de entrada” para o sistema de rede de saúde. O estudo fornece evidências que contribuem para melhorar a integração entre a Atenção Primária e os serviços emergências, a partir de situações concretas, muitas vezes com bases diversas aos supostos dos protocolos e das classificações estandardizadas. Ao entender os fluxos de atendimento e as dificuldades enfrentadas, foi possível propor estratégias de articulação para que o paciente seja atendido no nível mais adequado e com maior resolutividade. Essa integração ajuda a evitar sobrecarga dos serviços emergenciais, garantindo que os pacientes recebam cuidados preventivos ou tratamento precoce, evitando complicações que requerem atendimento emergencial. Por fim, não buscou averiguar erros e acertos, poder ou não poder, ditar regras ou defini-las, este estudo apenas demonstrou a realidade da rede viva em ação recomenda-se estudos futuros a fim de aprofundar-se nesse universo da saúde que se modifica constantemente.
        Descritores: Estratégia Saúde da Família; Atenção à Saúde; Determinantes Sociais da Saúde.
        RISCO CARDIOVASCULAR EM USUÁRIOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE-MS: UM ESTUDO TRANSVERSAL
        Curso Mestrado em Saúde da Família
        Tipo Dissertação
        Data 18/12/2024
        Área SAÚDE COLETIVA
        Orientador(es)
        • Bruna Paola Murino Rafacho
        Coorientador(es)
        • Camila Medeiros da Silva Mazzeti
        Orientando(s)
        • Lívia Lya Gonçalves de Souza Rodrigues
        Banca
        • Bruna Paola Murino Rafacho
        • Mariane Helen de Oliveira
        • Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva
        • Rafael Aiello Bomfim
        • Sergio Alberto Rupp de Paiva
        Resumo As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no Brasil e também são consideradas problemas de saúde constantes na Lista Brasileira de Condições Sensíveis à Atenção Primária, por serem potencialmente evitáveis. Sabe-se que a estratificação de risco cardiovascular (RCV) é uma ferramenta importante para organização do atendimento e gera subsídios para a reorganização das ações ofertadas na estratégia saúde da família e atenção primária à saúde. O objetivo do estudo foi avaliar o risco cardiovascular em usuários da Atenção Primária à Saúde (APS) no município de Campo Grande-MS e comparar duas ferramentas de estratificação de RCV. Para tanto, foi conduzida pesquisa transversal, descritiva com abordagem quantitativa a partir de questionário objetivo com questões sociodemográficas, condições crônicas, terapia medicamentosa, medidas antropométricas, consumo alimentar, escala de Framingham, aplicativo HEARTS/OPAS e hábitos sobre atividade física. Para comparação entre as escalas de estratificação de risco, foram aplicadas a escala de Framingham e as calculadoras HEARTS pelo colesterol (HEARTS-colesterol) e HEARTS pelo Índice de Massa Corporal (HEARTS-IMC) e os indivíduos foram classificados como baixo risco ou risco alterado (intermediário e alto risco). Os dados foram expressos e analisados por meio de medidas de frequência, tendência central, e dispersão. Para comparação entre baixo risco e risco alterado da amostra conduziram-se os testes Exato de Fisher e Teste T Student (para distribuição normal) e teste de Mann-Whitney (para variáveis de distribuição não normal). Para as análises descritivas e bivariadas, adotou-se nível de significância de 5% (p< 0,05) com o uso do software Stata® 17.0. Foi realizada a avaliação da concordância entre as ferramentas Framingham e calculadoras HEARTS pelo teste de Bland Altman e Correlação de Spearman. Foram estudadas 379 pessoas com mediana de idade de 59 anos e 64% do sexo feminino. Na avaliação do risco cardiovascular, 65% da amostra apresentou baixo risco cardiovascular por Framingham, 33% pela escala HEARTS-colesterol e 39% por HEARTS-IMC. Quanto à distribuição de indivíduos com risco cardiovascular alterado, observaram-se 35% por Framingham, 67% por HEARTS-colesterol e 61% por HEARTS-IMC. Não foi observada concordância entre a escala de Framingham e as calculadoras HEARTS, sendo que as escalas HEARTS-colesterol e IMC parecem superestimar o RCV na população estudada. A partir dos resultados, conclui-se que grande parte da população que busca atendimento na APS já têm risco cardiovascular alterado instalado, que também contribui para o desenvolvimento de doença cardiovascular. Ao utilizar diferentes escalas de estratificação de RCV deve-se considerar os recursos disponíveis e sua interpretação. A calculadora HEARTS-IMC pode apresentar a vantagem de não utilizar exames bioquímicos, facilitando sua aplicação na rotina da estratégia saúde da família.
        Descritores: doenças cardiovasculares; fatores de risco de doenças cardíacas; estratégia saúde da família; atenção primária à saúde.
        AS SUBNOTIFICAÇÕES DOS AGRAVOS DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
        Curso Mestrado em Saúde da Família
        Tipo Dissertação
        Data 17/12/2024
        Área SAÚDE COLETIVA
        Orientador(es)
        • Alcindo Antonio Ferla
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Eli Fernanda Brandão Lopes
          Banca
          • Alcindo Antonio Ferla
          • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
          • Fabiana Mânica Martins
          • Sônia Maria Lemos
          Resumo A saúde do trabalhador pode ser considerada um campo de conhecimentos e práticas que tem por objetivo o estudo, a análise e a intervenção nas relações entre trabalho e adoecimento que tem uma abordagem teórico-metodológica abrangente do processo saúde-doença e suas demandas de cuidado em todos os âmbitos de atenção. Os avanços atuais em relação à Saúde do Trabalhador na Atenção Primária à Saúde representam conquista dos movimentos sindicais que exigiam atenção dos serviços públicos para os problemas de saúde dos trabalhadores. A integração da Vigilância em Saúde do Trabalhador com os demais componentes da Vigilância em Saúde e com a Atenção Primária em Saúde compreende a identificação e o monitoramento das atividades produtivas e do perfil da população trabalhadora no território adscrito em conjunto com a atenção primária em saúde e os setores da Vigilância em Saúde. A notificação dos agravos a saúde do trabalhador é compulsória sendo uma exigência legal, por meio dela são proporcionados dados relativos ao número e distribuição dos acidentes juntamente com as características das ocorrências e das vítimas, gerando estes dados estatísticos que constituem base fundamental para a indicação, aplicação e controle de medidas de prevenção. A subnotificação destes agravos constitui fator limitador considerando o do ponto de vista prevencionista e o ponto de vista jurídico. Este trabalho tem como objetivo identificar as subnotificações dos nove agravos a saúde do trabalhador considerados prioritários pela Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora no estado de Mato Grosso do Sul. Para tanto, se propôs a compreender a política específica do SUS para a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras; a conhecer e descrever a relação entre saúde do trabalhador e a atenção básica nela incluída a Estratégia Saúde da Família; e a analisar os dados de notificação de doenças e agravos à saúde dos trabalhadores e trabalhadoras no estado. Trata-se de uma pesquisa fundamentada em uma abordagem qualiquantitativa, descritiva, com coleta de dados secundários e primários, junto com a coleta de dados no banco de dados do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) junto ao Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) da Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde Pública do Mato Grosso do Sul, referente ao ano de 2022. Os achados evidenciam grande subnotificações dos agravos de saúde do trabalhador no estado. Os resultados demonstram a importância do monitoramento da saúde dos trabalhadores e trabalhadoras pela atenção básica e, em especial, da Estratégia Saúde da Família. Seja na condição de porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), seja como ponto de atenção à saúde nos territórios de vida e trabalho, a notificação de doenças e agravos relacionados ao trabalho, que é obrigatória em todos os serviços, a investigação e o monitoramento são muito relevantes para o cuidado às pessoas e, em especial, para a promoção da saúde nos territórios.
          ASSISTÊNCIA PRÉ-CONCEPCIONAL E A PROMOÇÃO EM SAÚDE MATERNA NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
          Curso Mestrado em Saúde da Família
          Tipo Dissertação
          Data 13/12/2024
          Área SAÚDE COLETIVA
          Orientador(es)
          • Elenir Rose Jardim Cury
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Celene Araujo da Silva Almeida
            Banca
            • Ana Paula de Assis Sales
            • Elen Ferraz Teston
            • Elenir Rose Jardim Cury
            • Rosangela Fernandes Pinheiro
            Resumo A promoção à saúde envolve estratégias relativas à formulação de políticas públicas, criação de ambientes favoráveis, fortalecimento da participação comunitária, fomento de habilidades pessoais e reorientação dos serviços de saúde. Neste contexto, a assistência pré-concepcional é uma das atuações possíveis na promoção à saúde materna na atenção primária do Sistema Único de Saúde, que possibilita a identificação de fatores de risco ou doenças que possam modificar o curso habitual de uma gestação, levando a desfechos negativos a saúde materna e fetal, além de propiciar o exercício pleno da sexualidade humana como direito. O objetivo deste trabalho foi verificar o conhecimento de gestantes e profissionais atuantes na unidade da estratégia de saúde da família sobre a assistência pré-concepcional e sua relevância para a saúde materna. Foi realizada uma pesquisa quantitativa mediante entrevista com gestantes maiores de dezoito anos vinculadas a uma unidade de estratégia de saúde da família e aplicação de questionário aos profissionais de saúde das Equipes de saúde da Estratégia Saúde da Família. Das gestantes entrevistadas (n=41), 61% declararam ter cor parda e 51,2% possuíam ensino médio completo. Mais da metade (63,4%) não planejaram a gravidez e os exames pré-concepcionais foram realizados principalmente por aquelas que planejaram a gestação; 78,1% das mulheres não sabiam que a unidade de saúde da família perto de sua casa ofertava assistência pré-concepcional a população. Dentre os profissionais entrevistados (n=37), 83,2% informaram não ter recebido capacitações no serviço sobre assistência pré-concepcional e 10,8% afirmaram já terem ofertado ações educativas sobre o assunto para a população ou terem seguido algum protocolo, ou fluxograma em seus atendimentos. Foi observado que gestantes e profissionais de saúde possuem baixo nível de conhecimento sobre a assistência pré-concepcional, fator que precisa ser modificado para assegurar que mulheres e casais tenham mais acesso a esta assistência e para ocorrer uma maior atuação de profissionais capacitados que promovam ações intersetoriais voltadas a melhoria da saúde materna, maior oferta de consultas pré-concepcionais na Estratégia Saúde da Família e realização de ações educativas sobre este tema nas unidades de saúde, no território adscrito e áreas de abrangência destas unidades.

            Descritores: cuidado pré-concepcional; saúde materna; estratégia saúde da família.
            CONHECIMENTO E PRÁTICA DE ADOLESCENTES E PROFISSIONAIS DA SAÚDE SOBRE GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA NO ÂMBITO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
            Curso Mestrado em Saúde da Família
            Tipo Dissertação
            Data 04/12/2024
            Área SAÚDE COLETIVA
            Orientador(es)
            • Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
            Coorientador(es)
            • Melina Raquel Theobald
            • Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
            Orientando(s)
            • Lanna Paulla Andrade Melo
            Banca
            • Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
            • Ines Aparecida Tozetti
            • Marco Antonio Moreira Puga
            • Sonia Maria Oliveira de Andrade
            Resumo RESUMO
            A gravidez é um evento significativo na vida de qualquer pessoa, exigindo planejamento que depende de informações e acesso a métodos contraceptivos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 16 milhões de meninas adolescentes de 15 a 19 anos dão à luz anualmente, representando aproximadamente 11% dos nascimentos globais, a maioria em países em desenvolvimento. Este trabalho teve como objetivo analisar o conhecimento e a prática sobre aspectos relacionados à gravidez na adolescência de profissionais da Atenção Primária do bairro Jardim Noroeste, em Campo Grande, MS, e de meninas de 14 a 18 anos residentes, em sua maioria, nesse bairro, o qual apresenta o maior número de gestantes adolescentes no município. Trata-se de uma pesquisa descritiva, transversal, quantitativa, com coleta de dados primários e secundários, realizada através de entrevista estruturada a adolescentes e profissionais de saúde na unidade básica de saúde (UBS), em escolas públicas, em visitas domiciliares e em rodas de conversa em diversos locais do bairro. Foram entrevistados 28 Agentes Comunitários de Saúde (ACS), outros 33 profissionais da UBS Jardim Noroeste, além de 107 meninas de 14 a 18 anos. Verificou-se que mais da metade dos ACS (53,8%) relataram desconhecer a frequência das campanhas contra gravidez na adolescência realizadas na UBS em que trabalham. Entre os outros profissionais de saúde, a frequência das campanhas de prevenção à gravidez é desconhecida por 39,4%. Das 107 meninas entrevistadas, observou-se que, dentre as que estavam grávidas no momento da pesquisa ou que já haviam antes estado grávidas (25/107; 23,3%), 72% não planejaram a gravidez, mesmo com o fato de 96% (n = 24) citarem o uso de preservativos como contraceptivos e 88% (n = 22) relatarem saber que estes eram disponíveis nas unidades de saúde. Observou-se que 28% interromperam os estudos devido à gravidez, o que salienta o impacto socioeconômico na vida da adolescente. Das meninas que engravidaram (n = 15), 60% informaram que suas mães engravidaram na adolescência, sinalizando uma perpetuação dessa condição. As adolescentes sabem sobre o planejamento familiar, mas não o utilizam. Há necessidade de melhor informação de qualidade às famílias sobre este tema pelos ACS durante as visitas domiciliares, sobretudo famílias com menor renda e maior número de moradores no mesmo domicílio. Após as entrevistas, foram realizadas atividades de capacitação para os servidores da Atenção Básica e para os professores das escolas públicas que atendem os moradores do bairro, além de ações educativas com estudantes das escolas públicas envolvidas. Mostrar a realidade local da região mais vulnerável em relação à gravidez na adolescência no município de Campo Grande pode fornecer subsídios para a Atenção Primária à Saúde/Estratégia Saúde da Família com vistas à redução da gravidez na adolescência no Jardim Noroeste e em outras regiões também vulneráveis, ampliando a rede de apoio a essas meninas, bem como suas perspectivas de vida.
            "PRONTIDÃO PARA MUDANÇA DE COMPORTAMENTO EM PESSOAS COM DIABETES MELLITUS: DESAFIOS E OPORTUNIDADES"
            Curso Mestrado em Saúde da Família
            Tipo Dissertação
            Data 04/12/2024
            Área SAÚDE COLETIVA
            Orientador(es)
            • Elen Ferraz Teston
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Narjara Tizzo Romeiro Dosso
              Banca
              • Elen Ferraz Teston
              • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
              • Maria do Carmo Lourenço Haddad
              • Rosilene Rocha Palasson
              Resumo O diabetes mellitus é um importante problema de saúde pública que vem crescendo globalmente nas últimas décadas. Sua ocorrência está relacionada à altas taxas de morbimortalidade, além de graves complicações que impactam na qualidade de vida das pessoas que possuem a condição. Hábitos de vida saudáveis são elementos essenciais no controle do diabetes, logo, mudanças comportamentais nesse sentido são primordiais para o sucesso do tratamento. O Modelo Transteórico de Mudança pode ser útil neste processo à medida que auxilia na identificação da prontidão para mudanças de comportamento dos indivíduos, fator importante a ser considerado na atenção à saúde. O presente estudo tem por objetivo identificar os estágios de motivação para mudança de comportamento em pessoas com diabetes e a utilização prática do Modelo Transteórico. Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa realizada no âmbito de uma Unidade de Saúde da Família do município de Campo Grande- MS. Os dados foram coletados de janeiro a maio de 2023, por meio de entrevistas individuais, audiogravadas, com nove indivíduos com diabetes e com oito profissionais de saúde. Dentre os indivíduos com diabetes, oito eram mulheres, a idade variou entre 50 e 71 anos e o tempo de diagnóstico variou entre três e 28 anos. Dentre os profissionais de saúde, participaram enfermeiro, médico, agente comunitário de saúde, odontólogo, técnico de enfermagem, nutricionista, profissional de educação física e psicólogo. A idade dos profissionais variou entre 39 e 50 anos, com tempo de atuação profissional entre três anos e 31 anos. Os dados obtidos nas entrevistas foram submetidos à Análise de Conteúdo na modalidade temática, em que se originou duas categorias: “Os estágios de motivação para mudança de comportamento vivenciados por pessoas com diabetes” e “Práticas de cuidado às pessoas com diabetes: desafios na identificação do estágio de mudança de comportamento”. Os resultados revelaram a influência de múltiplos fatores na prontidão para mudança e a utilização não intencional de diversos processos de mudança pelos participantes. No entanto, a pesquisa evidenciou uma lacuna na prática clínica, com a subutilização do Modelo Transteórico no contexto da pesquisa. Diante desse cenário, este estudo contribui para a área ao demonstrar a relevância do Modelo Transteórico como ferramenta para a compreensão e intervenção na mudança de comportamento em diabetes, além de apontar a necessidade de capacitação dos profissionais de saúde para a sua utilização.

              Descritores: Diabetes Mellitus; Modelo Transteórico; Cuidado; Enfermagem; Atenção Primária à Saúde; Saúde da família.
              ICTERÍCIA, ANEMIA HEMOLÍTICA E KERNICTERUS NEONATAL APÓS TRATAMENTO COM NITROFURANTOÍNA EM GESTANTES DE TERCEIRO TRIMESTRE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
              Curso Mestrado em Saúde da Família
              Tipo Dissertação
              Data 06/09/2024
              Área SAÚDE COLETIVA
              Orientador(es)
              • Adriane Pires Batiston
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • José Hydemitsu Higa
                Banca
                • Adriane Pires Batiston
                • Arthur de Almeida Medeiros
                • Fernando Pierette Ferrari
                • Rodrigo Guimaraes dos Santos Almeida
                Resumo A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e integra toda a Rede de Atenção à Saúde (RAS). O pré-natal de risco habitual é realizado nas unidades de atenção primária. A infecção do trato urinário (ITU) ocorre em até 15% das grávidas, sendo um importante fator de atenção dos profissionais da APS. O diagnóstico e o tratamento precoces da ITU deve-se ao potencial aumento do risco de trabalho de parto, aborto, prematuridade, baixo peso ao nascer, rotura prematura de membranas, sepse materna, anemia, pré-eclâmpsia e demais condições que elevam a morbimortalidade do binômio materno-fetal. A nitrofurantoína é o principal tratamento para ITU da população em geral, entretanto é contra- indicada no tratamento de gestantes a partir do terceiro trimestre devido à suposto risco aumentado de anemia hemolítica, kernicterus e/ou icterícia neonatal. Porém, isso não está bem estabelecido na literatura científica. Devido à escassez de estudos clínicos, a maioria das bulas contém restrições ou mesmo contra-indicam o seu uso baseado em estudos suscetíveis a vieses, com amostras pequenas e com resultados contraditórios ou inconclusivos. OBJETIVO: realizar uma revisão sistemática para verificar o risco de anemia hemolitica, kernicterus e icterícia em neonatos cujas mães foram tratadas com nitrofurantoína no terceiro trimestre de gestação. MÉTODO: Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados e coortes observacionais e experimentais com grupo controle. O protocolo da revisão sistemática foi registrado na base de registros de protocolos de revisões sistemáticas PROPERO e pode ser identificado pelo CRD42023418798. RESULTADOS:. A revisão sistemática inclui um único estudo de coorte, de moderado risco de viés geral. Evidências de muito baixa qualidade pelo sistema grade indicam que a nitrofurantoína não teve diferença significante em comparação ao antibiótico pvimecinillam para os desfechos icterícia, anemia hemolítica e kernicterus neonatal. A comparação entre o grupo exposto a nitrofurantoína e não exposto a antibióticos apresentou chance aumentada de icterícia neonatal no grupo intervenção (OR 1,33; IC95% 1,09 – 1,64; p = 0,006) e diferença não significativa para os desfechos anemia hemolítica e kernicterus. CONCLUSÃO: Os resultados apresentados nesta revisão demonstraram que as evidências científicas disponíveis não sustentam risco aumentado no uso da nitrofurantoína em comparação a outros antibióticos, porém a qualidade da evidencia ainda é muito baixa, mais estudos são necessários. RELEVÂNCIA, IMPACTO E APLICABILIDADE NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA: Aprimorar a resposta científica para essa questão pode fornecer aos profissionais de saúde que trabalham na Estratégio Saúde da Família alternativas no manejo da ITU e oferecer terapêuticas mais seguras as gestantes. Isso é especialmente relevante quando a nitrofurantoína é o único antibiótico ao qual a cepa identificada não apresenta resistência, ou quando é a única opção disponível na rede de atenção à saúde.

                Descritores: Anemia Hemolítica; Estratégia Saúde da Família; Nitrofurantoína; Kernicterus; Icterícia Neonatal
                CONDIÇÕES AVALIADAS POR FISIOTERAPEUTAS NA APS CONFORME A CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM UMA CAPITAL BRASILEIRA - DESAFIOS DAS DISFUNÇÕES MUSCULOESQUELÉTICAS
                Curso Mestrado em Saúde da Família
                Tipo Dissertação
                Data 30/08/2024
                Área SAÚDE COLETIVA
                Orientador(es)
                • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Datiene Aparecida Diniz Rodrigues Bernal
                  Banca
                  • Alessandro Diogo de Carli
                  • Fernando Pierette Ferrari
                  • Leila Simone Foerster Merey
                  • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
                  Resumo As disfunções musculoesqueléticas contribuem de forma impactante com a urgente necessidade global do fortalecimento dos serviços de reabilitação na Atenção Primária à Saúde (APS). Evidências atuais recomendam encaminhamento precoce para fisioterapeutas, evitando a prescrições e encaminhamentos desnecessários para outros níveis de atenção e serviços de emergência. Através das equipes multiprofissionais na APS (E-Multi) o Brasil torna-se uma potência para esta agenda. Com objetivo de analisar o cuidado em fisioterapia no contexto da Atenção Primária à Saúde em Campo Grande/MS no ano de 2022., foi realizada pesquisa com base de dados secundários do E-SUS referentes aos registros das consultas fisioterapêuticas no ano de 2022. A relação entre as variáveis estudadas foi analisada pelo teste qui-quadrado, com nível de significância de p
                  SAÚDE MENTAL DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE NO CONTEXTO DA PANDEMIA, EM CAMPO GRANDE-MS
                  Curso Mestrado em Saúde da Família
                  Tipo Dissertação
                  Data 27/08/2024
                  Área SAÚDE COLETIVA
                  Orientador(es)
                  • Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva
                  Coorientador(es)
                  • Vicente Sarubbi Junior
                  Orientando(s)
                  • Paulo Godofredo Barbosa de Carvalho
                  Banca
                  • Alberto Mesaque Martins
                  • Camilla Fernandes Marques
                  • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                  • Giovana Barbieri Galeano
                  • Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva
                  Resumo As condições de trabalho dos profissionais de saúde podem impactar negativamente na sua saúde mental, o que foi agravado no perído da pandemia do COVID-19 entre aqueles que estavam na linha de frente. Com o intuito de identificar a ocorrência de transtornos mentais, especificamente os sintomas de depressão, ansiedade e estresse em Agentes Comunitários de Saúde (ACS), bem como a satisfação com o atendimento prestado pela Rede de Atenção Psicossocial no contexto a pandemia, foi realizado um estudo analítico, com dados primários com Agentes Comunitários de Saúde no município de Campo Grande, no período de março de 2022 a julho de 2024. A amostra foi por conveniência, com os ACS que concordaram em participar respondendo um questionário socioeconômico e a Escala de Depressão Ansiedade e Estresse DASS 21. A maioria (77,2%) dos ACS relatou sintomas de algum dos agravos em saúde mental, já antes da pandemia, sendo a ansiedade o mais prevalente. Durante a pandemia, 87,1% informou ter procurado atendimento em serviços de saúde devido aos sintomas emocionais, sugerindo um agravamento do sofrimento emocional. De acordo com o DASS 21, 73% apresentaram algum sintoma de transtornos mentais comuns. Sintomas de depressão foram relatados por mais de um terço da amostra, e destes, 67,7% com sintomas de moderado a extremamente severos. Mulheres apresentaram 4,24 vezes mais chances de apresentar ansiedade quando comparadas aos homens, ACSs com maior tempo de lotação (20 - 30 anos) apresentaram 4,2 vezes mais chances de ter estresse. Os níveis de ansiedade, depressão e estresse foram positivamente relacionados, sendo mais forte a relação entre a depressão e a ansiedade. Dentre os que buscaram atendimento por sintomas emocionais durante a pandemia, 70% utilizou o SUS e e avaliaram como "Bom" os atendimentos recebidos. Mais de um terço dos ACSs foi usuário das Práticas Integrativas Complementares (PICs), principalmente os usuários da rede pública, sendo a auriculoterapia a prática mais utilizada. Durante a pandemia, 89% dos Agentes Comunitários de Saúde relataram não ter acesso a nenhuma medida preventiva em relação à saúde mental. O estudo evidencia a vulnerabilidade em saúde mental dos ACS em Campo Grande no contexto da pandemia, especialmente em mulheres e naqueles com maior tempo de serviço. Os dados apontam para a necessidade da implementação de estratégias de acolhimento e intervenções precoces para prevenção e tratamento dos problemas de saúde mental desses trabalhadores, em especial neste período pós-pandemia, visando fortalecer a Estratégia de Saúde da Família ao buscar criar alternativas viáveis para o cuidado da saúde mental dos ACS.
                  PESO AO NASCER EM CRIANÇAS INDÍGENAS E FATORES ASSOCIADOS: ESTUDO TRANSVERSAL EM COORTE DE NASCIMENTOS INDÍGENAS EM MATO GROSSO DO SUL
                  Curso Mestrado em Saúde da Família
                  Tipo Dissertação
                  Data 30/07/2024
                  Área SAÚDE COLETIVA
                  Orientador(es)
                  • Renata Palopoli Picoli
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Suelen Rotela dos Reis
                    Banca
                    • Andrey Moreira Cardoso
                    • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                    • Deise Bresan
                    • Nathan Aratani
                    • Renata Palopoli Picoli
                    Resumo O peso ao nascer é um importante indicador de morbimortalidade e desfechos de saúde infantil e na vida adulta. O objetivo deste estudo foi investigar o peso ao nascer e fatores associados em crianças indígenas de coorte de nascimento indígena em Mato Grosso do Sul. Trata-se de estudo transversal a partir da linha de base de coorte de nascimentos indígenas realizado com 242 nascidos vivos em 13 unidades hospitalares de dez municípios do estado (Antônio João, Amambai, Aquidauana, Caarapó, Iguatemi, Dourados, Miranda, Sidrolândia, Tacuru e Campo Grande), no período 21 de novembro de 2021 a 24 de agosto de 2022. O peso ao nascer foi considerado desfecho e as variáveis demográficas, socioeconômicas e de saúde foram consideradas exposição. Foram coletados os dados antropométricos maternos para classificar o estado nutricional e ganho de peso gestacional, além dos dados sociodemográficos, econômicos, história reprodutiva e obstétrica da puérpera, e o peso do recém-nascido, por meio de entrevistas com as puérperas e verificação dos registros de Caderneta da Gestante e do prontuário hospitalar. Aplicou-se um modelo de regressão linear múltiplo, para determinar os fatores significativamente associados à média de peso ao nascer. A média de peso ao nascer da criança indígena foi de 3.198 g. Na análise bivariada observou-se média significativamente maior de peso ao nascer em filhos de mães no 2º tercil de posse de bens, de mães com excesso de peso pré-gestacional e de mães com ganho ponderal excessivo na gestação. As menores médias de peso ao nascer foram de crianças de mães das etnias Guarani e Kaiowá, nascidos na região Sul do estado, filhos de mães que ingeriram bebidas alcoólicas durante a gestação, e crianças nascidas de mães residentes em domicílio com ponto de coleta de água fora do domicílio. Nas análises ajustadas verificou-se que o peso ao nascer foi significativamente maior entre crianças filhas de mulheres com excesso de peso pré-gestacional. Além disso, residir na região Sul do estado e ter torneira de água para consumo fora do domicílio associaram-se estatisticamente com menor peso ao nascer de criança indígena. O peso ao nascer de crianças indígenas no Mato Grosso do Sul está associado ao estado nutricional materno e a características socioambientais. O estudo evidencia a necessidade de aprimoramento da vigilância nutricional em mulheres indígenas em idade fértil, e reafirma sua relevância para apoiar o SASI-SUS na elaboração de políticas públicas intersetoriais que garantam o acesso à água potável para redução das desigualdades étnico-raciais em saúde.
                    ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS DE SÍFILIS ADQUIRIDA NA POPULAÇÃO MASCULINA: DESAFIOS PARA A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
                    Curso Mestrado em Saúde da Família
                    Tipo Dissertação
                    Data 26/06/2024
                    Área SAÚDE COLETIVA
                    Orientador(es)
                    • Nathan Aratani
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Mariana Conceição Schneider Santos
                      Banca
                      • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
                      • Helder de Padua Lima
                      • Nathan Aratani
                      • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                      Resumo A sífilis é conhecida desde o século XV, passou a ser descrita há mais de 100 anos e continua sendo um grave problema de saúde pública no mundo. Pode-se considerar que a incidência de casos de sífilis no Brasil a classifique como uma endemia, uma vez que o elevado número de casos apresenta-se constante. Na população masculina, a sífilis se apresenta como um grande desafio, tanto pela magnitude, quanto pela dificuldade para o enfrentamento nesta população em específico. O estudo tem como objetivo analisar a epidemiologia dos casos de sífilis adquirida na população masculina. Foi realizado estudo quantitativo, com dados secundários coletados das fichas de investigação de sífilis adquirida no ano de 2022 e do relatório de acompanhamento dos casos, alimentados por dados do prontuário eletrônico. Os dados de interesse incluíram: ocupação, se houve tratamento em infecções anteriores, orientação sexual, idade, raça/cor, escolaridade e classificação da sífilis atual. Dos 653 casos analisados, constatou-se que a prevalência de casos em homens que fazem sexo com homens (HSH) foi de 44,5%, em comparação com os 35,2% registrados na população heterossexual. Observou-se que 37,3% dos casos ocorreram em indivíduos com 29 anos de idade ou menos, e a maioria dos diagnósticos foi classificada como latente, sendo que 71,5% desses casos receberam tratamento adequado. Em relação à raça, os homens brancos lideraram com 46,7% dos casos, seguidos pelos pardos com 35,9%. Quanto à escolaridade a prevalência foi observada entre aqueles com ensino médio incompleto (22,6%), seguidos pelos que possuíam educação superior completa (15,3%). Identificou-se caracterização epidemiológica diferente, entre homens HSH e heterossexuais, para HSH há uma proporção maior de pessoas com escolaridade de ensino médio incompleto e com idade entre 30 e 39 anos, enquanto em homens heterossexuais, há mais pessoas com escolaridade inferior ao ensino fundamental completo e com idade igual ou superior a 40 anos. Essas diferenças sugerem a necessidade de estratégias de intervenção específicas para cada grupo, pois há uma diferença epidemiológica da sífilis adquirida na população masculina, para as variáveis escolaridade e idade, conforme a orientação sexual autorreferido, exigindo das equipes de saúde, em especial na Estratégia Saúde da Família, ações distintas para rastreio, diagnóstico e tratamento.
                      FATORES ASSOCIADOS À SAÚDE BUCAL E QUALIDADE DE VIDA EM ADOLESCENTES DE 12 ANOS
                      Curso Mestrado em Saúde da Família
                      Tipo Dissertação
                      Data 25/06/2024
                      Área SAÚDE COLETIVA
                      Orientador(es)
                      • Rafael Aiello Bomfim
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Jhenyffer Andrade Viana Cabral
                        Banca
                        • Nathan Aratani
                        • Rafael Aiello Bomfim
                        • Rodrigo Dalla Pria Balejo
                        • Valeria Rodrigues de Lacerda
                        Resumo Este estudo analisou os fatores associados à qualidade de vida e à saúde bucal de adolescentes de 12 anos de idade. Foram coletados dados de 615 adolescentes das cinco maiores cidades de Mato Grosso do Sul, Brasil. O referencial teórico dos determinantes sociais da saúde bucal norteou todas as análises e o instrumento de medida para a qualidade de vida relacionada à saúde bucal foi o questionário Oral Impacts on Daily Performances (OIDP). As variáveis analisadas foram relacionadas a qualidade de vida relacionada à saúde bucal, alimentação não-saudável, comportamento sedentário, experiência de cárie dentária, acesso à água fluoretada, características sociodemográficas e de comportamentos em saúde. Considerando os pesos amostrais, 43% dos adolescentes relataram algum impacto na QVRSB. Nos modelos ajustados, maior consumo de alimentos não saudáveis (moderado e alto) esteve associado a prevalência de impacto na QVRSB (OIDP≥1) [OR= 3.59 (IC95% 1.99; 6.46)] e maior severidade QVRSB [RR=2,05 (IC95% 1,43; 2,94)] comparados às suas contrapartes. A prevalência de perda dentária foi de 5% (IC95% 1.9; 8.0%). Nos modelos ajustados, renda familiar abaixo da linha da pobreza [OR= 2.81 (IC95% 0.93; 8.52)], alto consumo de alimentos não saudáveis [OR= 1.93 (IC95% 0.54; 6.87)] e comportamento sedentário (≥ 2 hs/dia) [OR= 1.77 (IC95% 1.28; 2.45)] foram associados à perda dentária. O acesso à água fluoretada foi um fator de proteção [OR= 0.40 (IC95% 0.16; 0.99)]. A implementação de políticas públicas intersetoriais voltadas para promoção de alimentação saudável e redução do comportamento sedentário pode ter um impacto positivo significativo na qualidade de vida dos adolescentes, bem como o acesso à água fluoretada é um fator de proteção importante contra a perda dentária nessa faixa etária. A Estratégia Saúde da Família (ESF), como coordenadora do cuidado, desempenha um papel importante ao promover um acompanhamento integral e contínuo das famílias, fortalecendo os efeitos dessas políticas públicas e garantindo um desenvolvimento saudável e sustentável para os adolescentes.

                        Descritores: Estratégia Saúde da Família, Comportamento Alimentar; Comportamento sedentário; Qualidade de vida; Perda de Dente.
                        O CUIDADO NUTRICIONAL DA PESSOA COM OBESIDADE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE SOB A PERSPECTIVA DE VIGILÂNCIA ALIMENTAR E NUTRICIONAL EM MATO GROSSO DO SUL
                        Curso Mestrado em Saúde da Família
                        Tipo Dissertação
                        Data 08/05/2024
                        Área SAÚDE PÚBLICA
                        Orientador(es)
                        • Camila Medeiros da Silva Mazzeti
                        Coorientador(es)
                        • Bruna Paola Murino Rafacho
                        Orientando(s)
                        • Fabiana Santos Araujo de Oliveira
                        Banca
                        • Alessandro Diogo de Carli
                        • Camila Medeiros da Silva Mazzeti
                        • Erika Cardoso dos Reis
                        • Mariane Helen de Oliveira
                        • Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva
                        Resumo Introdução: A obesidade é um problema de saúde pública no Brasil e no mundo, apresenta causa multifatorial influenciada por fatores genéticos, metabólicos, culturais, sociais e comportamentais, acarretando grande impacto na qualidade de vida. O estado de Mato Grosso do Sul ainda não possui um fluxo ordenado para
                        atendimento do paciente com sobrepeso e obesidade na forma de linha de cuidado. Objetivo: Analisar o cuidado do sobrepeso/obesidade no estado do Mato Grosso do Sul na perspectiva de Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN). Métodos: Foi aplicado um questionário aos profissionais de saúde do estado no âmbito da Atenção Primária em Saúde, para coleta de informações sobre a capacidade e estrutura do atendimento
                        no SUS para pessoas com sobrepeso/obesidade. Os profissionais de todo o estado foram questionados sobre recursos humanos, infraestrutura, práticas, ações e programas para o cuidado da obesidade em seu território. A coleta de dados foi conduzida em parceria e com a autorização da Secretaria Estadual de Saúde (SES)
                        do estado de Mato Grosso do Sul. Os dados foram analisados por teste de qui-quadrado para analisar as diferenças entre o grupo de profissionais que realizavam ou não Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN) em sua prática diária, e entre o grupo de municípios que manteve ou não as equipes multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde (APS) em apoio à equipe Saúde da Família (eSF). Resultados: Os municípios que afirmaram que praticam VAN são 40,18% (n=45) e 59,82% (n=67) afirmaram que “Não” que praticam VAN. O grupo que não realiza VAN não refere nenhuma vez realizar “Estudo dos determinantes e condicionantes dos problemas
                        alimentares e nutricionais no território” em nenhuma circunstância. Observou-se que profissionais que realizavam VAN encaminhavam mais para ações em grupo relacionadas aos cuidados para pessoas com sobrepeso/obesidade na UBS/USF e/ou polos de Academia da Saúde ou similares (p=0,040) e referiram mais
                        encaminhamentos para outras ações em pontos de ações intersetoriais (p=0,034). Na análise de OR observou-se que a ausência de VAN, diminui a chance de oferta de Praticas Integrativas e Complementares (PIC) (OR= 3,78; IC95%1,29–11,05), conhecer dos fluxos de encaminhamento (OR = 2,99; IC95%1,40–6,37), realizar a
                        avaliação do consumo alimentar (OR=3,72; IC95%1,48–9,32) e oferecer atendimento individual ao sobrepeso/obesidade (OR = 3,70; IC95%1,06–12,94).Conclusão: As análises de dados demonstram indícios que a VAN pode favorecer um fluxo mais coeso do paciente com sobrepeso e obesidade na APS, ele se processou quando as análises foram feitas sob a perspectivas da manutenção das equipes multiprofissionais. Portanto a manutenção das equipes e a implementação da prática de VAN no território de Mato Grosso do Sul são necessários para a viabilização da LCSO.
                        PRONTIDÃO ORGANIZACIONAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE PARA IMPLEMENTAÇÃO DE UMA CARTILHA DE INTRODUÇÃO ALIMENTAR NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE, MS.
                        Curso Mestrado em Saúde da Família
                        Tipo Dissertação
                        Data 30/04/2024
                        Área SAÚDE PÚBLICA
                        Orientador(es)
                        • Rafael Aiello Bomfim
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • GIOVANA SOARES BUZINARO
                          Banca
                          • Camila Medeiros da Silva Mazzeti
                          • Edilson Jose Zafalon
                          • Inara Pereira da Cunha
                          • Rafael Aiello Bomfim
                          Resumo Para implementar mudanças no serviço que permitam uma modificação de sucesso
                          no cenário de prática, instrumentos que buscam avaliar se a organização de saúde
                          está apta para a inovação segundo seus profissionais, utilizam escalas destinadas a
                          medir a prontidão organizacional. Este estudo teve como objetivo avaliar a prontidão
                          organizacional dos profissionais de saúde da Atenção Primária antes e após a
                          implementação de um guia de introdução alimentar para crianças de 0 a 2 anos. Foi
                          realizado um estudo longitudinal de métodos mistos utilizando o questionário
                          Organizational Readiness for Implementing Change (ORIC-Br) e entrevistas
                          estruturadas em oito unidades de saúde em Campo Grande, Mato Grosso do Sul,
                          Brasil. Três estratégias de implementação – controle, síncrona e assíncrona - foram
                          avaliadas. O estudo qualitativo envolveu uma entrevista semiestruturada com base
                          nos domínios do Consolidated Framework for Implementation Research (CFIR),
                          aplicada antes da intervenção. Os dados qualitativos foram coletados com a aplicação
                          do instrumento ORIC-Br e processados, analisados e submetidos a estatísticas
                          descritivas e inferenciais com o Teste T Anova, considerando o nível de significância
                          de 5%. A média do escore de prontidão organizacional entre enfermeiros (M=4,11,
                          DP=0,77) foi significativamente maior do que a dos dentistas (M=3,47, DP=0,86) e
                          médicos (M=3,48, DP=0,92) na dimensão de comprometimento no momento préimplementação. No entanto, essa prontidão diminuiu pós-implementação (M=3,56,
                          DP=0,95). Os dentistas exibiram a média mais baixa de escore de prontidão
                          organizacional antes da implementação, com disparidades significativas observadas
                          na dimensão de comprometimento (M=3,47, DP=0,86). Não foram identificadas
                          diferenças significativas em ambas as dimensões na fase pós-implementação entre
                          as categorias profissionais. Além disso, não foram observadas discrepâncias
                          significativas de prontidão entre os grupos que utilizaram diferentes estratégias de
                          implementação em relação ao grupo controle. Pesquisas futuras devem adotar uma
                          abordagem mais robusta e adaptável para avaliar estratégias de implementação em
                          configurações de APS. A adoção de abordagens que incorporam o feedback dos
                          interessados e adaptam as estratégias de implementação será fundamental para
                          promover a melhoria e abordar os desafios de forma proativa.
                          SINTOMAS ANSIOSOS E DEPRESSIVOS EM PESSOAS IDOSAS ASSISTIDAS PELA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM ÁREA RURAL DE CAMPO GRANDE/MS
                          Curso Mestrado em Saúde da Família
                          Tipo Dissertação
                          Data 25/03/2024
                          Área SAÚDE COLETIVA
                          Orientador(es)
                          • Arthur de Almeida Medeiros
                          Coorientador(es)
                          • Alberto Mesaque Martins
                          Orientando(s)
                          • Amanda Gonçalves Torres
                          Banca
                          • Arthur de Almeida Medeiros
                          • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
                          • Isabelle Ribeiro Barbosa Mirabal
                          • Kenio Costa de Lima
                          • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                          Resumo O envelhecimento envolve uma série de processos, incluindo mudanças em aspectos psicológicos e a vivência de lutos, decorrentes, em especial, da perda de condições de saúde que passam a mudar nessa fase da vida. Pessoas idosas que residem em áreas rurais lidam com processos naturais do envelhecer e algumas podem se encontrar em vulnerabilidade. Há pessoas idosas que possuem limitações relacionadas aos meios de transporte, acesso à saúde e demais recursos sociais, o que pode gerar grandes impactos em sua saúde mental. Devido à importância de estudos voltados à saúde mental da população idosa, o objetivo geral desta pesquisa é identificar a prevalência de sintomas ansiosos e depressivos em pessoas idosas assistidas pela Estratégia Saúde da Família em áreas rurais de Campo Grande/MS. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, voltada para o rastreio de sintomas ansiosos e depressivos em pessoas idosas residentes na área rural e que são assistidas pela Estratégia Saúde da Família no município de Campo Grande/MS, através de aplicação de um questionário de caracterização da amostra e instrumentos breves de avaliação da multimorbidade, funcionalidade e que rastreiam sintomas ansiosos e depressivos em pessoas idosas, como o Inventário de Ansiedade Geriátrica (GAI) e a Escala de Depressão Geriátrica (GDS). Há, aproximadamente, 946 pessoas idosas que residem em áreas rurais e são assistidas pela ESF. Tendo tal número como parâmetro, considerando nível de confiança 95%, margem de erro de 5% e frequência de 22% de sintomas depressivos na população idosa residente em áreas rurais, o número da amostra mínima necessária foi de 207 sujeitos. Foi acrescido 20% para efeito de análises múltiplas, resultando em uma amostra de 239 pessoas. Foram realizadas análises descritivas e aplicou-se a regressão de Poisson com variância robusta para identificar os fatores associados aos sintomas depressivos e ansiosos na população idosa rural. Os resultados da pesquisa apontam que a prevalência de sintomas depressivos nas pessoas idosas do estudo foi de 23,29% (IC95% 18,42; 28,98) e de sintomas ansiosos foi de 22,09% (IC95% 17,33; 27,20). Os fatores idade, estado civil, prática de atividade física, autoavaliação do estado de saúde e uso de medicamento estiveram associados à presença de sintomas depressivos. Já os fatores sexo, estado civil, prática de atividade física, autoavaliação do estado de saúde e presença de multimorbidade, relacionaram-se aos sintomas ansiosos. Por meio dos fatores associados a tais sintomas, verificou-se que o adoecimento psíquico deriva-se de vulnerabilidades sociais e condições de saúde física, envolvendo o contexto socioeconômico, falta de mecanismos para lidar com situações estressoras, sensação de solidão e perda da autonomia. Com isso, conclui-se que a população idosa em áreas rurais necessita de visibilidade e cuidados em saúde mental pela ESF, tendo a criação de políticas públicas voltadas a esse público, com foco em ações de promoção, prevenção e reabilitação da saúde. Esta pesquisa possui potencial para fortalecer a ESF no sentido do desenvolvimento de caminhos possíveis para o cuidado da saúde mental das pessoas idosas em áreas rurais, como a criação de políticas públicas, ações em saúde e qualificação dos profissionais da APS que atendem esse público.
                          Descritores: pessoa idosa; saúde mental; estratégia saúde da família; zona rural.
                          ANÁLISE DAS AÇÕES DE APOIO MATRICIAL EM CENTROS DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS BRASILEIROS EM INTERFACE COM A ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE BUCAL
                          Curso Mestrado em Saúde da Família
                          Tipo Dissertação
                          Data 23/02/2024
                          Área SAÚDE COLETIVA
                          Orientador(es)
                          • Alessandro Diogo de Carli
                          Coorientador(es)
                          • Livia Fernandes Probst
                          Orientando(s)
                          • Thaislaine Gonçalves Martins Santos
                          Banca
                          • Alessandro Diogo de Carli
                          • Edilson Jose Zafalon
                          • Rafaela da Silveira Pinto
                          • Rafael Aiello Bomfim
                          Resumo A Política Nacional de Saúde Bucal (PNSB), foi implantada em 2004, assumindo um papel importante na Atenção Primária a Saúde (APS), visando estratégias para a redução das desigualdades em saúde bucal neste nível de atenção e ampliando o acesso a tratamentos especializados por meio da criação dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO). Estes ainda enfrentam desafios, demonstrando fragilidades em determinadas situações, principalmente no que se refere à integralidade do cuidado, que depende da interlocução com os profissionais de outros níveis de atenção, podendo ser realizada por meio do Apoio Matricial (AM). Este foi um dos aspectos avaliados pelo Programa de Melhoria da Qualidade e Acesso dos Centros de Especialidades Odontológicas (PMAQ-CEO). O objetivo desse estudo foi investigar se há associação do AM realizado na atenção especializada em saúde bucal no Sistema Único de Saúde com aspectos do processo de trabalho integrado com a Atenção Primária em Saúde e variáveis contextuais. O desenho metodológico do estudo é de natureza quantitativa analítica de delineamento transversal. Foram analisados os dados secundários referentes à Avaliação Externa do segundo ciclo PMAQ-CEO, relativos ao Módulo II. Variáveis contextuais foram selecionadas no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde e por meio de consulta ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Foram realizadas análises descritivas e para as variáveis cobertura de saúde bucal na Estratégia Saúde da Família e índice de Gini foi realizada dicotomização pela mediana, classificando os municípios com menor e maior cobertura e com menor e maior índice Gini. A seguir foram ajustados quatro modelos múltiplos. Modelo 1 (modelo vazio), Modelo 2 (variáveis dos CEO, individuais), Modelo 3 (variáveis significativas dos CEO) e Modelo 4 (incluindo as variáveis contextuais). A partir dos modelos, foram estimados os odds ratio brutos e ajustados, com os respectivos intervalos de 95% de confiança. Os resultados mostraram que cerca de metade dos CEO não realizavam projetos terapêuticos construídos com as equipes de Saúde Bucal da APS. Verificou-se que a falta de projetos terapêuticos construídos com as equipes estava associada à falta de discussão de casos complexos pela equipe, falta de discussão de projeto terapêutico singular, ausência de atividades de educação permanente conjunta, falta de construção e discussão de protocolos clínicos, e a falta de crença na importância do planejamento e avaliação periódica. Os resultados sugerem que a articulação entre a APS e a atenção secundária em saúde bucal ainda apresenta fragilidades no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A integralidade do cuidado precisa ser fortalecida, exigindo uma intervenção maior por parte da gestão. Concluiu-se que os fatores relacionados ao funcionamento interno dos CEO têm maior influência na falta de integração entre as equipes de saúde bucal da APS, em comparação com as variáveis contextuais dos municípios. Essas conclusões destacam a necessidade de fortalecer a colaboração e a comunicação entre os CEO e as equipes de Saúde Bucal da ESF (Estratégia Saúde da Família), a fim de promover uma atenção odontológica mais integrada e efetiva para os usuários do SUS.
                          Descritores: Atenção Secundária à Saúde, Integralidade em Saúde, Estratégia Saúde da Família
                          ANÁLISE DO TRABALHO DAS EQUIPES DE CONSULTÓRIO NA RUA DE MATO GROSSO DO SUL SOB A ÓTICA DA INTERSETORIALIDADE
                          Curso Mestrado em Saúde da Família
                          Tipo Dissertação
                          Data 14/12/2023
                          Área SAÚDE COLETIVA
                          Orientador(es)
                          • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Kassandhra Pereira Zolin
                            Banca
                            • André Barciela Veras
                            • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                            • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                            • Marcelo Pedra Martins Machado
                            Resumo A desigualdade social no Brasil foi agravada em virtude da pandemia da Covid-19, com aumento exponencial da população em situação de rua (PSR) em todo o território nacional. Por isso, a equipe de consultório na rua que visa atendimento de saúde integral à PSR, mostra-se ainda mais necessária para a garantia de direitos sociais àqueles que vivem em situação de extrema pobreza e vulnerabilidade. Historicamente, essa população sofre com as inúmeras iniquidades em saúde, na perspectiva dos determinantes sociais de saúde, o que requer o desenvolvimento de ações intersetoriais para superar a complexidade dos problemas de saúde aos quais estão expostos. Neste sentido, os estudos com este enfoque são necessários para subsidiar as políticas públicas que garantam direitos fundamentais da PSR. O objetivo desta pesquisa foi analisar o trabalho das equipes de consultório na rua (eCR) de Mato Grosso do Sul sob a ótica da intersetorialidade. Trata-se de um qualitativo, transversal, descritivo, exploratório, realizado de outubro de 2022 a agosto de 2023 com a participação de 18 trabalhadores de saúde das 04 equipes de consultórios na rua do estado, nos municípios de: Campo Grande, Corumbá, Ponta Porã e Três Lagoas, e da equipe gestora da Secretaria Estadual de Saúde. Os dados foram coletados por meio de 03 grupos focais e analisados, após transcrição, com base no referencial de análise de conteúdo preconizado por Bardin (BARDIN, 2011) e no referencial teórico de intersetorialidade de AKERMAN et al. (2014) define a intersetorialidade como ações realizada por um conjunto de diferentes setores que tem o mesmo público alvo e que sofrem com as iniquidades em saúde. Da análise dos discursos emergiram quatro categorias: o processo de trabalho das equipes de consultório na rua; o vínculo viabilizando o acesso; o estigma no cotidiano da prática; a intersetorialidade na informalidade e as competências de cada esfera. Tais categorias evidenciaram que o trabalho é realizado observando as necessidades dessa população mesmo com os desafios para organização do cuidado devido à falta crônica de recursos materiais e humanos. Apesar disso, o trabalho com o vínculo forte entre equipes e população é uma potencialidade dessas equipes. O estigma sofrido por essa população é ponto nevrálgico que afeta o trabalho das eCR juntamente com outros serviços que não veem tais ações como prioridade. As ações intersetoriais não institucionalizadas e dependente das relações interpessoais dos trabalhadores são consequência da marginalização das políticas relacionadas as populações vulneráveis, da escassez de parcerias, da falta de protocolos organizacionais e da fragmentação dos serviços. Além disso, a fragilidade no apoio da gestão, a dificuldade de acesso à garantia de serviços básicos de higiene e conforto para as pessoas em situação de rua, a falta de fluxos de atendimento ao migrante e barreira linguísticas também são fatores que comprometem o cuidado integral. Apesar desses entraves, as equipes trabalham diariamente na organização de ações que possam reduzir tais obstáculos. Desse modo, essa pesquisa mostrou que apesar dos desafios que as eCR sofrem para efetivar o seu trabalho na perspectiva da intersetorialidade, eles concordam que essa abordagem pode ser eficaz para superar essas dificuldades desde que seja bem organizada e institucionalizada para evitar relações de trabalho profissionais dependente. Outrossim, a partir dos achados encontrados foi possível elencar recomendações para a gestão e para as equipes, de ações voltadas a atenção integral a PSR. Tais recomendações abrangem: a criação de seminários de experiências, as capacitações em equipe, o restabelecimento de grupos intersetoriais, atividades de educação permanente, a criação de colegiados entre trabalhadores, ampliação do escopo de prática das equipes, o estabelecimento de rotinas de planejamento, monitoramento e avaliação do trabalho das equipes e a inclusão da equipe como campo de estágio extracurricular.

                            Descritores: Estratégia Saúde da Família; Atenção Primária à Saúde; Pessoas em Situação de Rua; Equidade em Saúde; Sistema Único de Saúde; Colaboração Intersetorial.
                            PERCEPÇÕES DE CUIDADORES DE USUÁRIOS ACAMADOS FRENTE AOS DESAFIOS IMPOSTOS PELA PANDEMIA DE COVID-19 NO ÂMBITO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
                            Curso Mestrado em Saúde da Família
                            Tipo Dissertação
                            Data 31/10/2023
                            Área SAÚDE COLETIVA
                            Orientador(es)
                            • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Lena Lansttai Bevilaqua Menezes
                              Banca
                              • Cássia Barbosa Reis
                              • Juliana Pedroso Bauab Geraldo
                              • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
                              • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                              Resumo O cenário mundial foi transformado com a propagação do novo coronavírus, intitulado
                              SARS-CoV-2, que causa a Covid-19, devido, principalmente, à sua capacidade de
                              rápida disseminação geográfica. Esse singular contexto gerou grandes desafios,
                              como o enfrentamento da crise sanitária na Atenção Primária à Saúde e a prestação
                              de assistência a usuários fragilizados que dependem da assistência de terceiros. Esta
                              pesquisa tem uma abordagem quanti-qualitativa de tipo descritivo e exploratória, com
                              base nos dados coletados em unidade de saúde da família no município de Campo
                              Grande, Mato Grosso do Sul. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas
                              direcionadas ao público-alvo de cuidadores de usuários que recebem insumos
                              médico-hospitalares para uso em domicílio, que compõem useram a amostra por
                              conveniência. Para organização dos dados, foi utilizada a técnica do Discurso do
                              Sujeito Coletivo, de Fernando Lefèvre e Ana Maria Lefèvre, e a análise se deu na
                              perspectiva do método materialista histórico-dialético sob o ponto de vista do singular-
                              -particular-universal. Assim, os resultados obtidos sinalizam que ainda há
                              predominância de cuidadoras do sexo feminino (73,3%) em resposta à cultura
                              brasileira. Entre estes cuidadores, existem também pessoas idosas, devido ao
                              aumento da expectativa de vida. A respeito dos usuários sobre os quais os cuidadores
                              são objeto da pesquisa, ficou evidente que fazem uso de convênio médico e consultas
                              particulares devido à dificuldade de acesso, via SUS, a profissionais de várias
                              categorias, tais como fisioterapia e ortopedia, entre outros. Outrossim, todos eles
                              deveriam contar com a assistência de uma equipe paliativista via Estratégia Saúde da
                              Família. Cerca de 20 milhões de pessoas deixaram de ter acesso a remédios através
                              da Farmácia Popular do Brasil devido à queda do orçamento destinado pelo Governo
                              Federal ao programa na última década. Conclui-se que o enfrentamento da pandemia
                              no Brasil foi deficitário. Os números de incidência e mortalidade fizeram do Brasil um
                              epicentro da doença e a falta de conhecimento sobre esta causou muito sofrimento,
                              tanto para os profissionais de saúde quanto para os cuidadores formais e informais,
                              em especial os familiares que prestam a assistência e não podem contar com nenhum
                              benefício assistencial ou previdenciário para sua própria subsistência. Nesse sentido,
                              torna-se imprescindível a implantação da Política Nacional de Cuidado no Brasil e que,
                              nela, esteja preconizada a participação dos profissionais da ESF na capacitação dos
                              cuidadores. Apesar do caótico contexto pandêmico, de todo desgaste físico, mental e
                              da sobrecarga, os cuidadores têm aprendido, sentindo satisfação no ato de cuidar, e
                              saído em busca dos direitos de seus assistidos.
                              Descritores: pandemia; COVID-19; Estratégia Saúde da Família; cuidados primários;
                              cuidadores.
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