Mestrado em Saúde da Família

Atenção! O edital referente ao processo seletivo e arquivos pertinentes ao curso estão disponíveis no site do curso.
Os resultados dos processos seletivos serão divulgados no site do curso.

Trabalhos

Trabalhos Disponíveis

TRABALHO Ações
RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM ATENÇÃO BÁSICA: TRAJETÓRIA E FORMAÇÃO PROFISSIONAL NA PERSPECTIVA DOS EGRESSOS
Curso Mestrado em Saúde da Família
Tipo Dissertação
Data 13/08/2019
Área SAÚDE COLETIVA
Orientador(es)
  • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Moysés Martins Tosta Storti
    Banca
    • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
    • Inara Pereira da Cunha
    • Luiza Helena de Oliveira Cazola
    • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
    Resumo Residência Multiprofissional em Saúde é uma estratégia de formação de especialistas, pela educação no trabalho, historicamente orientada à transformação do modelo de atenção e aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Neste estudo, objetivou-se analisar a trajetória profissional e acadêmica e a percepção sobre a qualificação profissional e a trajetória formativa de egressos de Programas de Residência Multiprofissional em Atenção Básica (PRMAB). Trata-se de um estudo transversal quanti-qualitativo realizado com 77 egressos de 17 PRMAB concluintes entre os anos de 2012 a 2017. Os participantes responderam ao questionário online no período entre junho e agosto de 2018. Na análise, foram utilizadas a estatística descritiva e a técnica de Análise do Conteúdo à luz do referencial teórico do Quadrilátero da Formação em Saúde. Os resultados demonstraram a predominância de egressos do sexo feminino (85,7%) e das regiões Nordeste (51,9%) e Sudeste (40,3%). Identificou-se que 58,4% dos egressos realizaram outra pós-graduação em nível de especialização e 40,3%, de mestrado. Foi verificado que a Atenção Básica foi a área de maior ocupação profissional antes do curso (20,8%), depois (29,9%) e no momento de realização da pesquisa (27,3%) e, também, o aumento da ocupação em outras áreas de atuação no SUS, em especial a docência (13%) e a pesquisa em Saúde Coletiva (9,1%), a atenção em média/alta complexidade do SUS (7,8%) e a gestão municipal em saúde (5,2%). Verificou-se que o vínculo predominante foi o estatutário (22,1%). Os resultados evidenciaram que, segundo a percepção dos egressos, os PRMAB tem potencialidades para mudanças na atenção à saúde contribuindo na construção da perspectiva da integralidade do cuidado, no trabalho interprofissional e em núcleo profissional. Em relação ao ensino em saúde, os cursos contribuíram para a aproximação entre a teoria e prática nas atividades vivenciadas, com destaque para as metodologias ativas de aprendizagem e para aquisição de competências para práticas educativas. Em relação à gestão em saúde, os resultados indicam potencialidades em parcerias e diálogos entre os diversos atores no cotidiano do SUS na produção de gestão compartilhada. Em relação ao controle social, foram encontradas potencialidades nas intervenções comunitárias junto aos usuários do SUS e ocupação de espaços de representação. Foram apontadas limitações nos processos de educação permanente, como a qualificação de preceptores e na falta de um projeto de gestão que inclua residentes e egressos. Os egressos não mencionaram atuação no controle social na sua trajetória profissional após o término do curso. Conclui-se que a residência favoreceu a continuidade da trajetória acadêmica em cursos de pós-graduação e a trajetória profissional pela qualificação da atuação, inserção no SUS em vínculos de trabalho em nível predominantemente municipal, em diferentes áreas de atenção, no ensino e na gestão.
    ADESÃO À VACINAÇÃO CONTRA O PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV) NO ASSENTAMENTO SANTA MÔNICA EM TERENOS-MS
    Curso Mestrado em Saúde da Família
    Tipo Dissertação
    Data 13/08/2019
    Área SAÚDE COLETIVA
    Orientador(es)
    • Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
    Coorientador(es)
    • Marisa de Fatima Lomba de Farias
    Orientando(s)
    • Zilda Alves de Souza
    Banca
    • Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
    • Camila Mareti Bonin Jacob
    • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
    • Marco Antonio Moreira Puga
    Resumo O câncer do colo do útero é o terceiro mais comum entre as mulheres, sendo considerado como a segunda principal causa de morte por câncer em mulheres no mundo. Está fortemente correlacionado com a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) e no Brasil o Sistema Único de Saúde (SUS) por intermédio do Programa Nacional de Imunização (PNI), no ano de 2014, incluiu a vacina contra o HPV, onde disponibiliza e adota estratégias de vacinação para os grupos previstos de contemplação da vacina. Desde a implantação da vacina quadrivalente contra o HPV, o programa tem buscado alcançar 80% de cobertura vacinal, contribuindo, dessa forma, para a redução da incidência e mortalidade por diferentes tipos de cânceres de ambos os sexos. Crianças e adolescentes residentes em assentamentos devem ter assegurada a garantia da vacinação contra o HPV, uma vez que a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta visa atender as necessidades de atenção à saúde da população dos assentamentos. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo compreender a adesão à vacinação contra o Papilomavírus humano (HPV) no assentamento Santa Mônica em Terenos, Mato Grosso do Sul (MS), através de metodologias quantitativa, mediante consulta em cartões vacinais e registros manuais pelas Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) da Unidade de Saúde. E a qualitativa através da Técnica de Grupo Focal (GF) para coleta de dado. O período da coleta de dados foi de abril a agosto de 2018. Analisou-se os principais fatores de recusa vacinal do HPV. E as estratégias da equipe de saúde local para imunização do HPV na área adstrita. A abordagem quantitativa mostrou que dentre as 121 crianças e adolescentes, 81 (66,94%) receberam o esquema vacinal completo (1º e 2º doses). A cobertura vacinal completa feminina foi 73,17% (60/82), superior à masculina com 53,8% (21/39). Estes resultados são superiores àqueles observados para o estado de Mato Grosso do Sul e no Brasil, mas ainda inferiores à meta preconizada. Foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) com o nº 2.685.410. A análise qualitativa mostrou que embora sejam adotadas estratégias para a promoção da vacina do HPV, como ações volantes e vacinação nas escolas, o público alvo ainda encontra-se resistente por conhecimento superficial sobre a vacina e sua utilização em faixa etária precoce, mostrando-se susceptíveis à influencia negativa da mídia e ao tabus estabelecidos pela sociedade. Foram encontradas dificuldades relacionadas ao uso do cartão do SUS e escassez de profissionais nos postos de saúde. Os resultados encontrados nesta população justificam a cobertura vacinal abaixo da meta preconizada e reforçam a necessidade de ações que promovam o conhecimento acerca do HPV e a vacinação, fortalecido pela Estratégia de Saúde da Família considerando os fatores condicionantes e determinantes desta população, por meio da Educação Permanente e Continuada dos profissionais de modo à conhecer a realidade da comunidade.
    Conhecimento e prática de profissionais da Estratégia Saúde da Família nas ações de pré-natal na Fronteira Brasil-Paraguai
    Curso Mestrado em Saúde da Família
    Tipo Dissertação
    Data 12/08/2019
    Área SAÚDE COLETIVA
    Orientador(es)
    • Adriane Pires Batiston
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Luana Viott dos Santos
      Banca
      • Adriane Pires Batiston
      • Elen Ferraz Teston
      • Lais Alves de Souza Bonilha
      • Mathias Weller
      Resumo
      INVESTIGAÇÃO DO USO DO XILITOL E LARANJA NO CONTROLE DA HIPOSSALIVAÇÃO
      Curso Mestrado em Saúde da Família
      Tipo Dissertação
      Data 12/08/2019
      Área SAÚDE COLETIVA
      Orientador(es)
      • Ana Tereza Gomes Guerrero
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Bárbara Toledo Machado de Morais
        Banca
        • Ana Tereza Gomes Guerrero
        • Edilson Jose Zafalon
        • Livia Fernandes Probst
        • Marcia Rodrigues Gorisch
        • Rui Arantes
        Resumo
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        CARACTERIZAÇÃO DAS AÇÕES DE PROMOÇÃO DE SAÚDE NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO BÁSICA DE CAMPO GRANDE-MS
        Curso Mestrado em Saúde da Família
        Tipo Dissertação
        Data 12/08/2019
        Área SAÚDE COLETIVA
        Orientador(es)
        • Alessandro Diogo de Carli
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Halex Mairton Barbosa Gomes e Silva
          Banca
          • Alessandro Diogo de Carli
          • Edilson Jose Zafalon
          • Maria Celina Piazza Recena
          • Sonia Maria Oliveira de Andrade
          Resumo A Política Nacional da Promoção da Saúde fala que a promoção da saúde não se refere a alguma doença e sim um trabalho voltado para o coletivo. Esse estudo tem por objetivo caracterizar as ações de promoção da saúde nas escolas municipais de educação básica de Campo Grande - MS. Trata-se de um estudo quantitativo, seccional, realizado em todas as 85 escolas municipais de educação básica de Campo Grande, capital do estado de Mato Grosso do Sul, realizado com um gestor de cada escola (n=85). Os dados foram coletados por meio da aplicação do instrumento de avaliação da promoção a saúde, utilizando-se de um questionário previamente validado, composto por 28 perguntas, sendo 20 delas classificadas como questionadas, as quais as respostas foram limitadas em “SIM” ou “NÃO”, e as outras oito perguntas ordenadas como observadas, que também tinham por respostas “SIM” ou “NÃO”, porém possibilitavam ao entrevistador emitir sua opinião, sem que houvesse interferência na resposta do entrevistado, pois nesse caso levou-se em conta o olhar crítico do pesquisador durante a aplicação da entrevista e na observação dos diversos cenários e ambientes escolares. Por meio da aplicação do instrumento de avaliação, foi possível observar que os gestores escolares realizavam atividades de promoção à saúde com os seus estudantes. No entanto, assuntos como diversidade sexual e homofobia foram explorados por apenas 36,7% das escolas. Em 72,9% das escolas inexiste monitoramento por porteiro ou vigilante de modo permanente. Conclui-se que as escolas que aderiram ao PSE têm três vezes mais chance de requisitar o profissional de saúde da Unidade de Saúde de referência. É perceptível a preocupação dos gestores escolares em realizar ações de promoção à saúde, inclusive, a maioria dos gestores escolares pensam sobre a importância de promover parcerias com a comunidade, sendo que a maior parte delas conta com apoio dos profissionais das unidades de saúde de referência da sua região. As escolas que fazem ou já fizeram parte do PSE fazem mais parcerias com as lideranças locais e ONG para melhor efetivação de suas ações de promoção à saúde, entendem a necessidade das ações intersetoriais educação-saúde e conta com o apoio das Unidades Básicas de Saúde da Família. Atuar em Promoção da saúde no ambiente escolar, é uma tarefa ousada, que deve ser vista por sua potencialidade, poder de ação, no impacto de vida destes escolares.
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          A INTEGRALIDADE DO CUIDADO NAS PRÁTICAS DOS PROFISSIONAIS DO NASF E DA ESF, EM MUNICÍPIOS DA MICRORREGIÃO DE JARDIM-MS
          Curso Mestrado em Saúde da Família
          Tipo Dissertação
          Data 12/08/2019
          Área SAÚDE COLETIVA
          Orientador(es)
          • Edson Mamoru Tamaki
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Nadieli Leite Neto de Alvarenga
            Banca
            • Edson Mamoru Tamaki
            • Fernando Pierette Ferrari
            • Luiza Helena de Oliveira Cazola
            • Renata Palopoli Picoli
            Resumo Introdução: A Política Nacional de Atenção Básica orienta o processo de trabalho das equipes de saúde exigindo a transformação dos serviços na busca primordial pela integralidade do cuidado na Atenção Primária à Saúde. Nessa perspectiva, a Estratégia Saúde da Família e o Núcleo Ampliado de Saúde da Família apresentam dispositivos para a reorganização da atenção à saúde, pela associação dos distintos saberes profissionais em função das necessidades de saúde. Apesar disso, a realidade identificada nos municípios brasileiros evidencia práticas ainda distantes desses princípios, podendo ser agravada pelas particularidades dos municípios de pequeno porte. Objetivo: Investigar a integração entre as equipes do NASF e da ESF na perspectiva da integralidade do cuidado nas práticas da APS, nos municípios da microrregião de Jardim, MS. Metodologia: Estudo descritivo, transversal, com dados quantitativos e qualitativos, envolvendo 19 profissionais de nível superior da ESF e 12 profissionais do NASF de três municípios elegíveis para a pesquisa da microrregião de Jardim, MS. A coleta de dados foi realizada por meio entrevistas, analisando-se quatro aspectos da integralidade: abordagem integral nas ações de saúde; garantia da continuidade do cuidado; integração das ações de saúde e integração com a comunidade assim como os limites e potencialidade para o alcance da integralidade do cuidado. Resultados: As Ações Multiprofissionais que tiveram predomínio foram: Educação em Saúde, Campanhas Ministeriais, Visitas Domiciliares e Atividades Coletivas, observando-se, no entanto, que ainda são pouco desenvolvidas devido à fragilidade na integração entre as eSF, e destas com o NASF. A falta de integração também é evidente quanto à organização do cuidado continuado, além da carência de infraestrutura e recursos. As Atividades Coletivas e os Projetos próprios dos municípios e se destacaram entre as ações mais realizadas na comunidade. Conclusão: A análise dos relatos demonstra o avanço das equipes em direção aos elementos constitutivos da integralidade em suas práticas profissionais, que pôde ser observado por meio da busca pela integração entre as equipes, do reconhecimento da relevância da interdisciplinaridade no cuidado e da construção de projetos próprios em atenção às realidades locais. A organização do processo de trabalho constitui uma fragilidade para as equipes que pode ser impulsionada pelo aparato técnico-pedagógico e clínico assistencial do NASF, por meio de instituição de reuniões, agendas de trabalho compartilhadas e estímulo da gestão.As percepções profissionais acerca de seus limites e potencialidades apresentaram relatos divergentes que apontam posturas profissionais ainda distantes da lógica da integralidade, evidenciando-se, no entanto, o reconhecimento da importância de posturas proativas, do trabalho em equipe e da prática interdisciplinar, porém, que não se concretizam nas práticas. Esses aspectos, aliados à fragilidade dos dispositivos da gestão constituem os desafios a serem superados para a conquista da integralidade do cuidado nos municípios estudados.
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            CÂNCER DE BOCA E OROFARINGE: TENDÊNCIA DE HOSPITALIZAÇÃO, FATORES RELACIONADOS AO ESTADIAMENTO E À ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO BRASIL
            Curso Mestrado em Saúde da Família
            Tipo Dissertação
            Data 09/08/2019
            Área SAÚDE COLETIVA
            Orientador(es)
            • Alessandro Diogo de Carli
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Déborah Gomes de Miranda Vargas
              Banca
              • Albert Schiaveto de Souza
              • Alessandro Diogo de Carli
              • Edilson Jose Zafalon
              • Livia Fernandes Probst
              Resumo Segundo Pucca Jr (2006), desde a 8a Conferência Nacional de Saúde e da 1a Conferência Anual de Saúde Bucal, vários setores da sociedade lutaram para o construção de uma política nacional de saúde bucal pautados nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS), com suas mesmas diretrizes e fundamentos sociais, permitindo que a Odontologia ocupasse seu papel relevante na saúde pública. Em 1998 um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgou que cerca de 29,6 milhões de brasileiros (19%) nunca haviam tido uma consulta odontológica, havendo grande repercussão na sociedade brasileira e no Ministério da Saúde. Como resposta a esta situação, publicou em 29 de dezembro de 2000 a portaria MS n° 1.444, que introduziu oficialmente a saúde bucal na Atenção Básica através dos incentivos financeiros para as Equipes de Saúde Bucal (BARROS; BERTOLDI, 2002). Seguindo o programa de reorganização da Atenção Básica por um modelo preferencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF), no primeiro trimestre de 2001 começaram a ser implantadas as primeiras Equipes de Saúde Bucal (ESB) ao longo do país. Dentre as atribuições que competem ao Cirurgião-dentista da ESF, está a realização integral da atenção à saúde bucal, com a promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde individual e coletiva a todas as famílias, a indivíduos e a grupos específicos, de acordo com planejamento local, com resolubilidade. Além de realizar os procedimentos clínicos em saúde bucal, o profissional deve realizar, na Atenção Básica, pequenas cirurgias ambulatoriais e, quando necessário, encaminhar e orientar usuários a outros níveis de atenção, mantendo sua responsabilização pelo acompanhamento do usuário e o seguimento do tratamento (BRASIL; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006). O câncer bucal é um componente significativo da incidência mundial do câncer. Em 2007, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou uma resolução sobre saúde bucal que, pela primeira vez em 25 anos, também considerava a prevenção do câncer bucal. Esta resolução, intitulada resolução WHA60, exortava os Estados membros a tomar medidas para assegurar que a prevenção do câncer bucal seja parte integrante dos programas nacionais de controle do câncer, envolvendo profissionais de saúde bucal ou pessoal de atenção primária à saúde com treinamento na detecção, diagnóstico e tratamento precoces (WARNAKULASURIYA, 2009).
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              Para a maioria dos países, as taxas de sobrevida de cinco anos para tumores de língua, cavidade oral e orofaringe são cerca de 50%. O melhor resultado é para o câncer do lábio, com mais de 90% dos pacientes sobrevivendo por cinco anos. Em geral, o prognóstico diminui com a doença avançada, aumentando a inacessibilidade do tumor. Para lesões de língua e cavidade bucal, as mulheres apresentaram maiores taxas de sobrevida do que os homens (MONTENEGRO; VELOSO; CUNHA, 2014). O câncer bucal permanece uma doença letal em mais de 50% dos casos diagnosticados anualmente. O exame clínico e físico cuidadoso favorece a identificação das lesões pré-malignas, melhorando o prognóstico da doença. No Brasil a identificação das lesões malignas em estágio inicial corresponde a menos de 10% dos diagnósticos (RODOLFO et al., 2017). Nessa perspectiva, a promoção de saúde e a prevenção ao câncer de boca se inclui como atribuição do Cirurgião-dentista na ESF (BRASIL, 2006), o que se faz relevante, tendo em vista os números advindos deste tipo de câncer no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, a estimativa para o ano de 2018 seria de 11.200 casos novos de câncer da cavidade bucal em homens e 3.500 em mulheres para cada ano do biênio 2018-2019 (INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, 2017). Apesar de a cavidade bucal ser considerada como um local de fácil acesso, Dedivitis et al. (2004), Borges et al. (2009) e Melo et al. (2010) observaram que a maioria dos diagnósticos é feita em estágio avançado, dificultando o prognóstico, fato que suporta a necessidade de ações de prevenção ao câncer de boca em grupos de risco no âmbito do SUS, principalmente na ESF. Assim, devido ao estadiamento avançado no diagnóstico, muitos pacientes tratados com sucesso para câncer bucal têm que lidar com as consequências mutiladoras do seu tratamento, podendo afetar a aparência e funções fisiológicas do paciente como comer, beber, engolir e falar. Estas sequelas do tratamento podem levar a outros problemas, como depressão e deficiência nutricional. As questões de qualidade de vida são, portanto, especialmente importantes para este grupo de pacientes (SOARES et al., 2015). Dessa forma, considerando o aspecto importante referente ao câncer bucal no que se refere à morbidade e mortalidade, pressupõe-se que a Estratégia de Saúde da Família, como porta de entrada na Atenção Básica e hoje, com sua distribuição ampliada em todas as regiões do país, atue de maneira preventiva em relação a esta patologia. Outrossim, levando em consideração a configuração atual da atenção básica, onde o Cirurgião-dentista está inserido na Equipe de Saúde Bucal dentro da ESF, podendo este profissional trabalhar diretamente em promoção da saúde para o público exposto, é relevante que se realize pesquisas científicas na área com o intuito de observar e compreender essa atuação do odontólogo na Atenção Básica e sua relação com a prevenção às neoplasias bucais, podendo gerar posteriores estudos e análises. O objetivo desse estudo foi de analisar as tendências de hospitalização e de estadiamento relacionados ao câncer de boca e de orofaringe no período após a inclusão da equipe de saúde bucal na Atenção Primária à Saúde e de verificar a relação entre indicadores da APS e sociodemográficos ao estadiamento das neoplasias referentes aos casos de câncer de boca e orofaringe notificados ao INCA.
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              Prevalência de Tuberculose latente, HIV e Hepatites B e C nos servidores penitenciários de Mato Grosso do Sul
              Curso Mestrado em Saúde da Família
              Tipo Dissertação
              Data 12/07/2019
              Área SAÚDE COLETIVA
              Orientador(es)
              • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Erica Carolina Bento Garfinho da Rocha
                Banca
                • Anamaria Mello Miranda Paniago
                • Ana Paula da Costa Marques
                • Marli Marques
                • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
                Resumo
                A EXPERIÊNCIA DA PSICOLOGIA EM UM NÚCLEO DE ATENDIMENTO EM SAÚDE MENTAL, ANEXO À UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
                Curso Mestrado em Saúde da Família
                Tipo Dissertação
                Data 28/06/2019
                Área SAÚDE COLETIVA
                Orientador(es)
                • Maria Elizabeth Araujo Ajalla
                Coorientador(es)
                • Marisa de Fatima Lomba de Farias
                Orientando(s)
                • Marcella Naglis de Oliveira Lima
                Banca
                • Adriane Pires Batiston
                • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                • Ilidio Roda Neves
                • Maria Elizabeth Araujo Ajalla
                Resumo Apesar dos avanços e das conquistas do Sistema Único de Saúde (SUS),
                permanecem desafios na promoção de práticas e ações relacionadas à saúde mental
                na Atenção Primária à Saúde (APS). Faz-se necessário ampliar o conceito de saúde
                mental como uma condição de saúde integrada ao indivíduo e não como forma
                individualizada e fragmentada. Considera-se relevante conhecer experiências de
                serviços desta área, os quais proporcionam atendimentos psicológicos aos usuários
                em um Núcleo de Psicologia. Portanto, temos como objetivo nesta pesquisa conhecer
                o serviço e as práticas psicológicas realizadas neste Núcleo de atendimento em saúde
                mental, localizado anexo à uma Unidade Básica de Saúde da Família, no município
                de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Este serviço possui uma equipe de psicólogos
                que trabalham de forma voluntária, os quais atendem usuários do SUS, com interesse
                e necessidade em acompanhamento psicológico. Trata-se de um estudo de caso
                descritivo, exploratório, de abordagem qualitativa, com base em dados primários.
                Foram realizadas entrevistas individuais semiestruturadas com os participantes
                inseridos no contexto do Núcleo: a) um coordenador; b) seis psicólogas e dois
                psicólogos; c) quinze usuárias e três usuários, sendo utilizada amostragem por
                conveniência com estes últimos. A organização e análise dos dados foi orientada pela
                perspectiva do construcionismo social, o qual possui foco na perspectiva histórica e
                social, evidenciando as percepções dos participantes, cujas descrições colaboraram
                para a construção do conhecimento em pesquisa. Este estudo permitiu discutir e
                refletir sobre as crescentes demandas em saúde mental, bem como compreender as
                práticas e ações na área da psicologia desenvolvidas no Núcleo, identificando como
                a comunidade se relaciona com a oferta deste serviço. Identificou-se que, por mais
                que o Núcleo esteja atendendo a demanda da comunidade, percebe-se dificuldades
                e fragilidades, necessitando de estruturação no serviço. Portanto, vale repensarmos
                sobre os modos de se produzir saúde, considerando as conjunturas atuais, junto a
                necessidade de reestruturar as propostas em saúde mental nos serviços de
                psicologia.
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                ATUAÇÃO DO NÚCLEO AMPLIADO DE SAÚDE DA FAMÍLIA: PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DO NASF E DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA, NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE, MATO GROSSO DO SUL
                Curso Mestrado em Saúde da Família
                Tipo Dissertação
                Data 24/05/2019
                Área SAÚDE COLETIVA
                Orientador(es)
                • Renata Palopoli Picoli
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Patricia Nantes Monteiro
                  Banca
                  • Fernando Pierette Ferrari
                  • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                  • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
                  • Renata Palopoli Picoli
                  Resumo O Núcleo Ampliado de Saúde da Família (Nasf) foram idealizados como apoio às equipes da Saúde da Família (eSF), com vistas à melhoria da qualidade da atenção oferecida à população, no âmbito da Atenção Básica, por meio de ampliação da abrangência da rede de serviços e efetiva assistência às demandas populacionais. O trabalho preconizado em equipe, com diferentes profissionais de formações diversas, ocorrendo em espaços coletivos, com contratos específicos de funcionamento, com garantia de sigilo, é um desafio reconhecido pelos gestores e trabalhadores. Este artigo teve como objetivo identificar as ações desenvolvidas pelo Nasf, relacionadas à qualidade do cuidado e a resolutividade da eSF. Trata-se de um estudo seccional, descritivo e analítico, de abordagem quantitativa, com 103 profissionais de 59 eSF, contempladas com a inserção do Nasf. Utilizaram-se dois questionários autoaplicáveis distintos para Nasf e eSF, aplicados entre abril e junho de 2018, respostas em escala de mensuração Likert, com a definição de pontuação. Calculou-se a média das respostas, sua classificação em (in)adequadas ou (in)satisfação e os valores do desvio padrão da média para obter a convergência ou divergência de respostas. Os resultados evidenciaram a contribuição do Nasf no planejamento das ações com forte adequação e alta convergência (Nasf) e convergência (eSF). Para qualificação da atenção à saúde, predominou as visitas domiciliares e a discussão de casos complexos. A discussão compartilhada, acompanhamento e devolutiva apresentaram percepção adequada para eSF e fortemente adequada para o Nasf, com convergência em ambos, com exceção para devolutiva divergência na eSF. Em situações imprevistas a pactuação de apoio foi significativamente maior para o Nasf quando comparada a eSF (p<0,001), sendo o monitoramento uma etapa ainda incipiente, com percepção de adequação e divergência para ambos. Contudo ações compartilhadas apontam para a melhoria nas condições de saúde e a redução de encaminhamentos. Os profissionais demonstraram estar fortemente satisfeitos e convergentes com a resolutividade do Nasf e o atendimento compartilhado, o qual tem produzido uma saúde acessível e mais resolutiva.
                  ADOECIMENTO DOS TRABALHADORES DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA EM CAMPO GRANDE/MS
                  Curso Mestrado em Saúde da Família
                  Tipo Dissertação
                  Data 14/05/2019
                  Área SAÚDE COLETIVA
                  Orientador(es)
                  • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                  Coorientador(es)
                  • Fabiana Maluf Rabacow
                  Orientando(s)
                  • Ilma Amaral Piemonte de Mello
                  Banca
                  • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                  • Luciana Contrera
                  • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                  • Renata Palopoli Picoli
                  Resumo As condições de trabalho, a organização, o ambiente de atividades laborais e o
                  processo de trabalho dos profissionais da Atenção Primária à Saúde, em especial,
                  os que atuam nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), influenciam nas
                  condições de saúde desses trabalhadores levando-os ao afastamento de suas
                  funções. Objetivo: analisar a saúde dos trabalhadores das equipes de Saúde da
                  Família de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, nos anos de 2015-2016. Método:
                  Estudo de caráter exploratório, de corte transversal com abordagem quantitativa,
                  utilizou-se de dados secundários, gerados a partir dos relatórios do Sistema de
                  Gestão de Capital Humano para o Serviço Público, denominado ERGON, adotado
                  pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, MS, e do sistema E-BOMEP do
                  Instituto Municipal de Previdência (IMPCG) que homologa todas as licenças médicas
                  da Prefeitura Municipal de Campo Grande, MS. Os registros deram origem aos
                  relatórios referentes aos trabalhadores licenciados para tratamento de saúde nos
                  anos de 2015 e 2016, em especial aqueles que atuam nas UBSF. A partir do banco
                  de dados obtido, foi definida a população a ser entrevistada (n=114) composta pelos
                  trabalhadores das UBSF licenciados para tratamento da saúde por mais de 30 dias.
                  Para a coleta de dados primários foi aplicado o Inventário sobre Trabalho e Risco de
                  Adoecimento (ITRA), utilizando suas quatro escalas. Resultados: O total geral de
                  licenças dos trabalhadores da SESAU para tratamento de saúde foram de 1.989
                  (2015) e 1.939 (2016), das quais, 634 foram dos trabalhadores das UBSF para os
                  dois anos, sendo de 325 (16%) em 2015 e 309 (16%) em 2016.Os principais motivos
                  de licenças encontrados,foram:337(53%) por agravos relacionados aos diagnósticos
                  de Transtornos Mentais e Comportamentais (CID-F) e 171 (27%) por agravos
                  relacionados às Doenças do Sistema Osteomuscular e do Tecido Conjuntivo (CIDM).
                  O número de trabalhadores das UBSF licenciados foi de 108 em 2015 e 102 em
                  2016, totalizando 210 licenciados, sendo 114 por mais de 30 dias, encontrados para
                  colaborar com a pesquisa 39 trabalhadores.Os riscos de adoecimento no contexto
                  do trabalho identificados a partir das Escalas do ITRA demonstrou risco satisfatório
                  apenas na Escala de Indicadores de Prazer no Trabalho no fator Liberdade e
                  Realização Profissional. As Escalas de indicadores de Sofrimento no Trabalho,
                  Avaliação dos Danos Relacionados ao Trabalho, apresentaram risco grave de
                  adoecimento, com destaque para os Danos Físicos e Psicólogico apresentaram
                  risco de doença ocupacioanl, e as Escalas de Avaliação do Contexto de Trabalho e
                  Custo Humano do Trabalho,classificação crítica de adoecimento.Conclusão: Os
                  trabalhadores das UBSF estão física e emocionalmente adoecidos e o processo de
                  trabalho pode ser uma das causas do adoecimento dos trabalhadores. Faz-se
                  necessário intervenção para minimizar o adoecimento e o sofrimento dos mesmos,
                  por meio de escuta qualificada, ações preventivas e reabilitação profissional, para
                  melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e eficiênncia dos serviços
                  prestados à população.
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                    REGIONALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE ESPECIALIZADOS: ESTUDO DE CASO NO MATO GROSSO DO SUL
                    Curso Mestrado em Saúde da Família
                    Tipo Dissertação
                    Data 08/03/2019
                    Área SAÚDE COLETIVA
                    Orientador(es)
                    • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Angélica Fernanda Saraiva Campos
                      Banca
                      • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                      • Elen Ferraz Teston
                      • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                      • Marcos Antonio Ferreira Junior
                      Resumo Em 2015, o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul assumiu o
                      compromisso com a reestruturação do sistema de saúde, a fim de ampliar as
                      condições de acesso nas regiões e microrregiões. Um dos programas criados foi a
                      “Caravana da saúde” com oferta de exames e consultas de diferentes
                      especialidades. Outro mecanismo proposto foi a reestruturação e aumento de leitos
                      em hospitais e serviços especializados, distribuído nas microrregiões. Nesse sentido,
                      foi desenvolvida esta pesquisa que tem como objetivo analisar a estruturação da
                      regionalização dos serviços de saúde especializados em Mato Grosso do Sul. Tratase
                      de uma pesquisa transversal, por meio de entrevistas com gestores municipais,
                      gerentes de serviços e usuários nos municípios sede das microrregiões, que
                      receberam incentivos financeiros ou equipamentos para a atenção especializada. A
                      pesquisa possui autorização do Comitê de ética e Pesquisa da Universidade Federal
                      do Mato Grosso do Sul. As análises foram realizadas comparando gestores,
                      gerentes e usuários através de dimensões, analisando a distribuição, similaridades e
                      dissimilaridades com nível de significância estatística de 5% (p<0,05). O período de
                      coleta de dados foi de março de 2017 a outubro de 2018. Dos11 gestores
                      entrevistados, 63,3% referem não ter participado do processo de decisão sobre as
                      necessidades da unidade. De 20 gerentes dos serviços, 85% referem atender por
                      situações que poderiam ser resolvidas na atenção primária. Foram entrevistados
                      108 usuários, onde 53,7%, referem ter tido acesso a unidade através de entrada
                      pelo pronto atendimento. Ao analisar a política, observou-se que os investimentos
                      foram importantes para a regionalização, porém, a falta de comunicação entre os
                      municípios da região ainda é um entrave. O processo decisório também apresenta
                      problemas pois não considera os gestores e também os gerentes para a tomada de
                      decisão. Recomenda-se articulações com os entes de cada região a fim de discutir
                      as principais necessidades dos mesmos para as ações de saúde. Existe uma
                      necessidade de fortalecimento da estratégia saúde da família para melhoria do
                      acesso e equidade em saúde nos municípios estudados. A regionalização deve ser
                      eficaz desde a atenção primária e integrada com a estratégia da saúde da família,
                      diminuindo internações e entradas em pronto atendimentos evitáveis.
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                      A CONTRIBUIÇÃO DO PROGRAMA DE MELHORIA DO ACESSO E DA QUALIDADE DA ATENÇÃO BÁSICA NO DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS NO MUNICÍPIO DE AQUIDAUANA
                      Curso Mestrado em Saúde da Família
                      Tipo Dissertação
                      Data 22/01/2019
                      Área SAÚDE COLETIVA
                      Orientador(es)
                      • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Daniele Ferreira de Souza
                        Banca
                        • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                        • Fernando Pierette Ferrari
                        • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
                        • Marisa Dias Rolan Loureiro
                        Resumo O Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ - AB) foi
                        criado em 2011 e objetiva induzir a melhoria do acesso e da qualidade da atenção à saúde no
                        contexto da Atenção Básica, por meio de processos que possibilitem melhores resultados das
                        equipes de saúde e atenção à saúde de qualidade à população. Tem sua estruturação em três
                        fases, a saber: adesão e contratualização, certificação e recontratualização. Estudos indicam a
                        incorporação da avaliação e a implantação de políticas com o PMAQ - AB, no entanto, não
                        enfocam no desenvolvimento de competências profissionais a partir da adesão. Objetivo:
                        avaliar a contribuição do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica
                        para o desenvolvimento de competências profissionais na perspectiva dos trabalhadores da
                        Estratégia de Saúde da Família do município de Aquidauana – Mato Grosso do Sul. Percurso
                        Metodológico: Trata-se de um estudo descritivo-exploratório de natureza qualitativa,
                        realizado com as equipes de Saúde da Família que participaram do 1º e 2º ciclo do PMAQ –
                        AB nos aos de 2012 e 2014 no município de Aquidauana/Mato Grosso do Sul. Os dados
                        foram coletados entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018 por meio de entrevistas com 49
                        profissionais, a saber: cinco médicos; cinco enfermeiros; três técnicos de enfermagem; três
                        dentistas; e 33 agentes comunitários de saúde. Resultados: A análise do material empírico
                        resultante das entrevistas, a partir das categorias analíticas – conhecimentos, habilidades e
                        atitudes, constituídas com base no referencial teórico de competência, possibilitou a
                        identificação de três núcleos de sentido, a saber: 1) fortalecimento e organização do processo
                        de trabalho; 2) ampliação de conhecimentos e qualificação das práticas em saúde; 3) mudança
                        de atitude a partir das metas e remuneração por desempenho. Os conhecimentos dos
                        profissionais acerca das Políticas Públicas e dos Programas da Atenção Básica foram
                        aprimorados e as práticas profissionais padronizadas. Houve implantação de novas estratégias
                        para a organização dos serviços ofertados e, monitoramento e acompanhamento dos usuários
                        assistidos pelas equipes, assim como momentos da autoavaliação da equipe, na perspectiva da
                        educação permanente em saúde. O incremento na remuneração foi um fator que influenciou
                        no comprometimento e valorização da equipe. Considerações finais: O estudo mostrou-se
                        relevante para a ESF na medida em que as iniciativas que emergiram a partis do PMAQ
                        repercutiram em mudanças no processo de trabalho e no aprimoramento das habilidades e
                        atitudes profissionais e, consequentemente, na qualificação da assistência à saúde ofertada.
                        Palavras-chave: Estratégia de Saúde da Família; Qualidade da Assistência à Saúde;
                        Competência Profissional; Avaliação em Saúde.
                        A QUALIDADE DA ATENÇÃO À SAÚDE NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: PERSPECTIVA DE PROFISSIONAIS, CAMPO GRANDE, MS.
                        Curso Mestrado em Saúde da Família
                        Tipo Dissertação
                        Data 20/11/2018
                        Área SAÚDE COLETIVA
                        Orientador(es)
                        • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Sandra Cristina de Souza
                          Banca
                          • Adriane Pires Batiston
                          • Joel Saraiva Ferreira
                          • Lais Alves de Souza Bonilha
                          • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                          Resumo A pesquisa em questão objetivou avaliar a qualidade da atenção à saúde ofertada pela Estratégia Saúde da Família, na perspectiva de profissionais. Trata-se de um estudo avaliativo realizado no município de Campo Grande, o estudo utiliza-se do instrumento já validado e amplamente utilizado no Brasil e em outros países o PCATOOL. Tal instrumento foi aplicado a profissionais de nível superior atuantes nas equipes de saúde da família do município. A pesquisa foi aplicada entre os meses de março à setembro/2017, em 4 unidades básica de saúde da família (UBSF), sendo essas selecionadas através de sorteio e divididas entre os quatro Distritos Sanitário, uma unidade para cada distrito, totalizando 40 profissionais. Como foco da avaliação obtida através do instrumento, tem-se a percepção da presença da extensão dos atributos da atenção básica, mais precisamente da Estratégia Saúde da Família, pelos profissionais atuantes nessas unidades. Os resultados obtidos foram tabulados utilizando o programa Microsoft Excel, obtendo assim as médias dos atributos avaliados e após foi realizado uma definição de Escore em uma escala de valores de 0 a 10, conforme orientações do instrumento PCATOOL. As informações obtidas conferiram que na imensa maioria dos atributos o município apresenta, na percepção dos profissionais, baixo escore na extensão dos atributos da atenção básica.
                          VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER: INTERFACES COM RACISMO E ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
                          Curso Mestrado em Saúde da Família
                          Tipo Dissertação
                          Data 31/08/2018
                          Área SAÚDE COLETIVA
                          Orientador(es)
                          • Alessandro Diogo de Carli
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Isabela Mascaro Martins
                            Banca
                            • Alessandro Diogo de Carli
                            • Ana Paula de Assis Sales
                            • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
                            • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                            Resumo Cotidianamente, mulheres negras e pardas são alvo de discriminação racial, trazendo inúmeras consequências ao seu bem-estar físico e mental. O mesmo impacto negativo ocorre quando mulheres são vítimas de violência doméstica, um crime observado frequentemente em todo o mundo e que vai além de uma simples desigualdade de gênero, representando um problema de saúde pública. A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha papel fundamental na identificação e enfrentamento a estes agravos e suas consequências sobre a saúde e qualidade de vida. Este trabalho teve como objetivo analisar a utilização da Atenção Primária à Saúde como serviço de apoio por mulheres vítimas de violência doméstica e a experiência de discriminação racial nesta população. Foram entrevistadas 440 mulheres, residentes em Campo Grande - MS, usuárias da APS, as quais, sofreram violência doméstica e procuraram atendimento na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) para realização do Boletim de Ocorrência. Utilizou-se um instrumento de pesquisa constituído por três blocos de informação: 1- identificação e dados sociodemográficos, 2- questionário sobre a Atenção Primária à Saúde (APS) e 3- questionário Experiences of Discrimination (EOD). Posteriormente, foram coletados dados referentes à notificação e seguimento de violência das entrevistadas, na Secretaria Municipal de Saúde Pública de Campo Grande (SESAU). Foi realizada a estatística descritiva dos dados, constando de frequência absoluta, relativa e intervalos de confiança de 95%. Para comparar proporções foram utilizados os testes Qui-quadrado ou Teste Exato de Fisher. Verificou-se que a busca por apoio após o episódio de violência doméstica contra a mulher dificilmente é realizado no âmbito da APS, sendo que, o cuidado longitudinal às vítimas apresenta fragilidades. Além disso, observou-se que as mulheres de raça/cor parda ou negra estão expostas com maior frequência à experiência de discriminação racial em relação às brancas ou de outra cor ou raça, além de apresentarem maior preocupação com a discriminação sofrida por elas mesmas e pelo seu grupo racial, bem como, maior aceitabilidade ao tratamento injusto ocasionado por questões raciais. Os resultados deste estudo são relevantes, pois evidenciam como necessária a maior divulgação da APS como integrante ativa da Rede de Atendimento à Mulher em situação de violência, bem como, treinamento profissional para melhor identificação, acolhimento e resolutividade dos casos atendidos, visando a não reincidência dos episódios violentos. Ademais, o conhecimento da experiência de discriminação das usuárias pode orientar ações e serviços prestados por profissionais e gestores que atuam neste e em outros níveis de atenção à saúde, considerando a pluralidade racial da demanda atendida. É preciso que os profissionais estejam atentos às relações de raça e gênero, para que compreendam a maior vulnerabilidade advinda desta combinação, que afeta um grande número de mulheres.






                            EVENTOS ADVERSOS PÓS VACINAÇAO CONTRA FEBRE AMARELA EM IDOSOS: REVISÃO SISTEMÁTICA
                            Curso Mestrado em Saúde da Família
                            Tipo Dissertação
                            Data 28/08/2018
                            Área SAÚDE COLETIVA
                            Orientador(es)
                            • Ana Tereza Gomes Guerrero
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Andreia Cezar de Oliveira
                              Banca
                              • Anamaria Mello Miranda Paniago
                              • Ana Tereza Gomes Guerrero
                              • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                              • James Venturini
                              Resumo Atualmente a Febre Amarela (FA) é um problema de saúde pública principalmente no Brasil, observa-se aumento no número de casos registrados a partir de 2016. Estes dados são preocupantes uma vez que existe a oferta gratuita da vacina à população. A vacina contra a FA foi desenvolvida a partir de vírus vivos atenuado, da subcepa 17DD do vírus da doença, sendo uma vacina viva. Alguns grupos etários precisam tomar precauções específicas para receber a vacina, dentre estes, os pacientes com idade acima de 60 anos. Neste cenário, pessoas com idade mais avançada passaram a ter recomendação restritiva referente quanto ao uso seguro e eficaz da vacina. Diante dos noticiários quanto aos riscos de eventos adversos quanto a vacinação em idosos, aliados ao crescente numero de grupos contra o uso de vacinas, se faz necessário estudos que enfoquem o uso seguro e eficaz das vacinas disponibilizadas à população. De maneira a contribuir com os fatos acima relatados, o presente estudo tem como objetivo relatar os eventos adversos observados e descritos na literatura em pacientes acima de 60 anos pós-vacinação da vacina FA. A metodologia utilizada foi a revisão sistemática de literatura. Para tanto, foram identificados os estudos publicados nas bases de dados MEDLINE (via PubMed), EMBASE (via Elsevier), LILACS (via BVS), Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), ISI Web of Science, CINAHL (via EBSCO) SCOPUS e GOOCLE SCHOLAR. Foram identificados 1.160 artigos e, após critérios de seleção, foram incluídos apenas 19 artigos. O número total de casos notificados na busca foram 467, os eventos mais graves e preocupantes detectados foram á doença viscerotrópica, neurotrópica e óbito (casos de óbito 5 apresentaram comorbidades: hipertireoidismo,fibrilação atrial paroxístico,anemia perniciosa e prostectomia). Como a doença (DVA-FA) acomete mais idosos, a vacinação deve ser realizada no caso de surto ou em situações de pandemia, ou quando o idoso for viajar para país endêmico, pois vários estudos referiram a seguridade da vacina. No entanto, a vigilância pós-vacinal em idosos é recomendável.
                              O Trabalho Intersetorial sob a ótica de profissionais dos núcleos ampliados de saúde da família e atenção básica no município de Corumbá, MS
                              Curso Mestrado em Saúde da Família
                              Tipo Dissertação
                              Data 23/08/2018
                              Área SAÚDE COLETIVA
                              Orientador(es)
                              • Maria Elizabeth Araujo Ajalla
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Henrique Vieira Pereira
                                Banca
                                • Claudia Du Bocage Santos Pinto
                                • Fernando Pierette Ferrari
                                • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                                • Maria Elizabeth Araujo Ajalla
                                Resumo A intersetorialidade é considerada uma ferramenta fundamental para a promoção da saúde e para a efetivação da Estratégia Saúde da Família, enquanto estratégia de mudança do modelo assistencial, segundo os princípios da Atenção Primária à Saúde. No desenvolvimento do trabalho intersetorial, os Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) constituem-se parceiros estratégicos das equipes de Saúde da Família, podendo apoiar de modo decisivo as equipes de referência na construção de pontos de articulação. O objetivo deste estudo foi analisar a percepção de profissionais dos NASF-AB sobre o trabalho intersetorial no município de Corumbá, MS. Optou-se pela pesquisa qualitativa, aplicando-se entrevistas semiestruturadas e submetendo o material empírico resultante à técnica de análise de conteúdo. Os resultados revelam ações intersetoriais, em sua maioria, informais, de caráter pontual, individualizado, sem planejamento prévio e coordenadas por outros setores. Evidenciou-se também a fragmentação dos serviços de saúde e setores da sociedade e a ausência de uma política mais abrangente para a integração entre os diferentes setores em âmbito municipal. A falta de infraestrutura adequada, a sobrecarga de trabalho e a pouca integração entre os profissionais das equipes NASF-AB são apresentadas como obstáculos ao desenvolvimento da intersetorialidade, que permanece como uma tarefa secundária na rotina de trabalho das equipes. Os profissionais percebem a necessidade de avanço nas ações e apresentam como propostas para reorientação das práticas a realização de mudanças na organização dos serviços e revisões nos processos de formação e educação permanente dos profissionais atuantes na saúde.
                                AVALIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE BUCAL NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA: REVISÃO INTEGRATIVA
                                Curso Mestrado em Saúde da Família
                                Tipo Dissertação
                                Data 21/08/2018
                                Área SAÚDE COLETIVA
                                Orientador(es)
                                • Rui Arantes
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Irajá Pinto Gonçalves
                                  Banca
                                  • Ana Tereza Gomes Guerrero
                                  • Edilson Jose Zafalon
                                  • Rui Arantes
                                  • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
                                  Resumo A partir da inclusão oficial das equipes de saúde bucal na ESF (Estratégia de Saúde da Família), em 2000, ocorreram grandes investimentos na expansão da rede de saúde e nos recursos humanos vinculados a saúde bucal na atenção básica. Essa expansão trouxe a necessidade e o interesse em avaliar e monitorar os resultados alcançados em relação à organização e provisão dos serviços, e os possíveis impactos produzidos na saúde. Objetivo: realizar uma avaliação dos serviços de saúde bucal na Estratégia Saúde da Família, no período de 2000-2017, e caracterizar a produção científica em relação ao tipo de estudos, temas abordados, a qualidade e os desenhos metodológicos e os principais resultados apresentados pela produção cientifica. Materiais e Métodos: revisão integrativa da literatura onde a as fontes de busca e seleção dos estudos, em português e inglês foram nas bases de dados, LILACS, BBO, MedLine, PubMed, Scielo e IBICT, além de literatura cinzenta e busca manual em referências dos estudos primários incluídos. Os critérios de inclusão foram artigos, teses e dissertações publicados após ano 2000 sobre estudos de avaliação dos serviços de saúde bucal na atenção primária da ESF. Os critérios de exclusão foram estudos publicados antes do ano 2000, revisões de literatura e avaliações dos serviços de saúde bucal na atenção secundária. Os dados dos estudos foram coletados utilizando o instrumento de Ursi adaptado por Souza et al (2010) e a análise do rigor metodológico dos trabalhos foi realizada por meio do formulário Critical Appraisal Skills Programme (CASP). Resultados: Foram encontrados nas bases de dados 135.610 estudos, 4.630 pré-selecionados e 142 incluídos complementadas com 11 estudos de busca externa, totalizando 153 pesquisas que atenderam a todos os critérios de inclusão. A categoria temática mais frequente foi acesso/utilização dos serviços de saúde bucal (16%). A região que originou o maior número de estudos publicados foi a Sudeste (40%). Os anos de 2011 e 2012 apresentaram maior número de pesquisas publicadas, ambos com 19 estudos. Os estudos transversais foram predominantes (86%), os descritivos (75%), e quantitativos (55%). O objetivo predominante entre os estudos selecionados foi a avaliação dos serviços (32%). O principal público-alvo nos critérios de inclusão/exclusão foram os usuários (38%). Nas técnicas realizadas para coleta de dados, 45% utilizaram somente dados primários, seguido de 23% somente dados secundários e 31% utilizaram ambos. Na análise do rigor metodológico, 98% foram considerados de boa qualidade metodológica e viés reduzido, segundo os critérios de avaliação do instrumento CASP. Conclusão: A revisão integrativa da literatura realizada mostrou a importância dos estudos de avaliação sobre a saúde bucal na ESF para detectar as melhorias e os pontos críticos dos serviços na perspectiva de ampliar o acesso à assistência e diminuir as iniquidades em saúde.
                                  Internações Hospitalares, Óbitos por Doença Renal Crônica e a Oferta de Serviços em Mato Grosso do Sul
                                  Curso Mestrado em Saúde da Família
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 12/06/2018
                                  Área SAÚDE COLETIVA
                                  Orientador(es)
                                  • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Gabriela da Silva Crespi Alecio
                                    Banca
                                    • Alessandro Diogo de Carli
                                    • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                                    • Everton Falcao de Oliveira
                                    • Leandro Sauer
                                    Resumo Introdução: A Doença Renal Crônica é um problema mundial de saúde pública. Informações epidemiológicas apontam para o crescimento no número de doentes renais crônicos e de óbitos decorrentes da doença renal crônica, com causas relacionadas aos hábitos de vida e ao aumento da expectativa de vida. No Brasil, em 2004 foi instituída a Política Nacional de Atenção ao Portador de Doença Renal e em 2014 foram definidos os critérios para a organização da linha de cuidado da Pessoa com Doença Renal Crônica. Esta pesquisa investigou se a estrutura dos serviços está organizada para atender ao doente renal crônico na perspectiva da linha de cuidado em uma rede de atenção de modo a causar impacto positivo no número de internações e óbitos. Objetivos: Analisar a distribuição espacial e temporal das internações hospitalares e óbitos por DRC, em associação com a oferta de serviços. Método: estudo ecológico, analítico, desenvolvido a partir da coleta de dados secundários de diferentes sistemas de informação em saúde do Sistema Único de Saúde, pela forma de utilização direta das bases de dados. A análise de correlação entre as taxas de internações e óbitos por doença renal crônica e os serviços existentes, foi realizada utilizando-se os coeficientes de correlação de Pearson e Spearman. Resultados: Apontam para a distribuição desigual dos serviços especializados ambulatoriais e hospitalares, não sendo possível observar impacto positivo nas taxas de internações e óbitos por DRC, ainda que a rede tenha se desenvolvido durante o período estudado. Conclusão: A expansão da rede de serviços não influenciou a redução das internações e óbitos por DRC, tendo apresentado aumento desses indicadores no Mato Grosso do Sul.
                                    PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS AO NARGUILÉ POR JOVENS ESTUDANTES DE UMA ESCOLA ESTADUAL DO MUNICÍPIO DE ÁGUA CLARA/MS
                                    Curso Mestrado em Saúde da Família
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 11/06/2018
                                    Área SAÚDE COLETIVA
                                    Orientador(es)
                                    • Renata Palopoli Picoli
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Wuendel Corsino de Souza
                                      Banca
                                      • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                                      • Fabiana Maluf Rabacow
                                      • Joel Saraiva Ferreira
                                      • Renata Palopoli Picoli
                                      Resumo Introdução: O tabagismo é considerado um problema de saúde pública, causador de inúmeras doenças e da maioria de mortes evitáveis no mundo. O Brasil é destaque em políticas públicas voltadas ao combate do tabagismo, no entanto, observou-se o aumento no uso do narguilé, tipo de cachimbo utilizado principalmente pelos jovens, devido a seus aromas e sabores diversificados ou pela crença de danos reduzidos. Objetivo: Identificar os fatores envolvidos no uso do narguilé entre estudantes do ensino médio de uma escola pública. Métodos: Trata-se de um estudo analítico, transversal, com abordagem quantitativa, realizado com 212 alunos entre 15 e 29 anos do município de Água Clara, Mato Grosso do Sul. Os dados foram coletados em agosto de 2017, por meio de instrumento autoaplicável, contemplando as variáveis: sociodemográficas, experimentação, uso e conhecimento do narguilé. As associações entre as variáveis foram avaliadas por meio do teste do qui-quadrado, teste do qui-quadrado de tendência e teste exato de Fisher, considerando um nível de significância de 5%. Os resultados foram analisados pela estatística descritiva, e as Razões de Prevalência, com intervalos de confiança de 95%. Resultados: A maioria dos jovens (63,2%) relatou fazer o uso do narguilé, destacando os residentes na zona urbana (68,1%); quanto à idade de experimentação, foi entre 14 e 15 anos (51,5%); o local mais assinalado foi a casa de amigos (57,5%), sendo estes os maiores influenciadores para o uso do objeto (73,1%). Uma parcela considerável (64,2%) dos jovens utilizava esporadicamente. A maioria (89,6%) afirmou ter recebido informações sobre o assunto, destacando as escolas (66,4%) como o principal lugar. Os aromas e sabores foram apontados (62,7%) como o principal fator envolvido para o aumento do uso, seguido por uma forma de socializar (59,7%). Haver mais ações educativas nas escolas foi sugerido por menos da metade deles (34,3%), já a criação de leis que inibam o uso foi assinalada pela minoria (29,1%) dos jovens. Conclusão: A prevalência de uso do narguilé mostrou-se elevada entre os jovens estudantes do ensino médio, principalmente, na faixa etária entre 14 e 15 anos, para ambos os sexos, superando outras formas de tabaco.
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