Mestrado em Saúde da Família

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TRABALHO Ações
A INTEGRALIDADE DO CUIDADO NAS PRÁTICAS DOS PROFISSIONAIS DO NASF E DA ESF, EM MUNICÍPIOS DA MICRORREGIÃO DE JARDIM-MS
Curso Mestrado em Saúde da Família
Tipo Dissertação
Data 12/08/2019
Área SAÚDE COLETIVA
Orientador(es)
  • Edson Mamoru Tamaki
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Nadieli Leite Neto de Alvarenga
    Banca
    • Edson Mamoru Tamaki
    • Fernando Pierette Ferrari
    • Luiza Helena de Oliveira Cazola
    • Renata Palopoli Picoli
    Resumo Introdução: A Política Nacional de Atenção Básica orienta o processo de trabalho das equipes de saúde exigindo a transformação dos serviços na busca primordial pela integralidade do cuidado na Atenção Primária à Saúde. Nessa perspectiva, a Estratégia Saúde da Família e o Núcleo Ampliado de Saúde da Família apresentam dispositivos para a reorganização da atenção à saúde, pela associação dos distintos saberes profissionais em função das necessidades de saúde. Apesar disso, a realidade identificada nos municípios brasileiros evidencia práticas ainda distantes desses princípios, podendo ser agravada pelas particularidades dos municípios de pequeno porte. Objetivo: Investigar a integração entre as equipes do NASF e da ESF na perspectiva da integralidade do cuidado nas práticas da APS, nos municípios da microrregião de Jardim, MS. Metodologia: Estudo descritivo, transversal, com dados quantitativos e qualitativos, envolvendo 19 profissionais de nível superior da ESF e 12 profissionais do NASF de três municípios elegíveis para a pesquisa da microrregião de Jardim, MS. A coleta de dados foi realizada por meio entrevistas, analisando-se quatro aspectos da integralidade: abordagem integral nas ações de saúde; garantia da continuidade do cuidado; integração das ações de saúde e integração com a comunidade assim como os limites e potencialidade para o alcance da integralidade do cuidado. Resultados: As Ações Multiprofissionais que tiveram predomínio foram: Educação em Saúde, Campanhas Ministeriais, Visitas Domiciliares e Atividades Coletivas, observando-se, no entanto, que ainda são pouco desenvolvidas devido à fragilidade na integração entre as eSF, e destas com o NASF. A falta de integração também é evidente quanto à organização do cuidado continuado, além da carência de infraestrutura e recursos. As Atividades Coletivas e os Projetos próprios dos municípios e se destacaram entre as ações mais realizadas na comunidade. Conclusão: A análise dos relatos demonstra o avanço das equipes em direção aos elementos constitutivos da integralidade em suas práticas profissionais, que pôde ser observado por meio da busca pela integração entre as equipes, do reconhecimento da relevância da interdisciplinaridade no cuidado e da construção de projetos próprios em atenção às realidades locais. A organização do processo de trabalho constitui uma fragilidade para as equipes que pode ser impulsionada pelo aparato técnico-pedagógico e clínico assistencial do NASF, por meio de instituição de reuniões, agendas de trabalho compartilhadas e estímulo da gestão.As percepções profissionais acerca de seus limites e potencialidades apresentaram relatos divergentes que apontam posturas profissionais ainda distantes da lógica da integralidade, evidenciando-se, no entanto, o reconhecimento da importância de posturas proativas, do trabalho em equipe e da prática interdisciplinar, porém, que não se concretizam nas práticas. Esses aspectos, aliados à fragilidade dos dispositivos da gestão constituem os desafios a serem superados para a conquista da integralidade do cuidado nos municípios estudados.
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    CÂNCER DE BOCA E OROFARINGE: TENDÊNCIA DE HOSPITALIZAÇÃO, FATORES RELACIONADOS AO ESTADIAMENTO E À ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO BRASIL
    Curso Mestrado em Saúde da Família
    Tipo Dissertação
    Data 09/08/2019
    Área SAÚDE COLETIVA
    Orientador(es)
    • Alessandro Diogo de Carli
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Déborah Gomes de Miranda Vargas
      Banca
      • Albert Schiaveto de Souza
      • Alessandro Diogo de Carli
      • Edilson Jose Zafalon
      • Livia Fernandes Probst
      Resumo Segundo Pucca Jr (2006), desde a 8a Conferência Nacional de Saúde e da 1a Conferência Anual de Saúde Bucal, vários setores da sociedade lutaram para o construção de uma política nacional de saúde bucal pautados nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS), com suas mesmas diretrizes e fundamentos sociais, permitindo que a Odontologia ocupasse seu papel relevante na saúde pública. Em 1998 um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgou que cerca de 29,6 milhões de brasileiros (19%) nunca haviam tido uma consulta odontológica, havendo grande repercussão na sociedade brasileira e no Ministério da Saúde. Como resposta a esta situação, publicou em 29 de dezembro de 2000 a portaria MS n° 1.444, que introduziu oficialmente a saúde bucal na Atenção Básica através dos incentivos financeiros para as Equipes de Saúde Bucal (BARROS; BERTOLDI, 2002). Seguindo o programa de reorganização da Atenção Básica por um modelo preferencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF), no primeiro trimestre de 2001 começaram a ser implantadas as primeiras Equipes de Saúde Bucal (ESB) ao longo do país. Dentre as atribuições que competem ao Cirurgião-dentista da ESF, está a realização integral da atenção à saúde bucal, com a promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde individual e coletiva a todas as famílias, a indivíduos e a grupos específicos, de acordo com planejamento local, com resolubilidade. Além de realizar os procedimentos clínicos em saúde bucal, o profissional deve realizar, na Atenção Básica, pequenas cirurgias ambulatoriais e, quando necessário, encaminhar e orientar usuários a outros níveis de atenção, mantendo sua responsabilização pelo acompanhamento do usuário e o seguimento do tratamento (BRASIL; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006). O câncer bucal é um componente significativo da incidência mundial do câncer. Em 2007, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou uma resolução sobre saúde bucal que, pela primeira vez em 25 anos, também considerava a prevenção do câncer bucal. Esta resolução, intitulada resolução WHA60, exortava os Estados membros a tomar medidas para assegurar que a prevenção do câncer bucal seja parte integrante dos programas nacionais de controle do câncer, envolvendo profissionais de saúde bucal ou pessoal de atenção primária à saúde com treinamento na detecção, diagnóstico e tratamento precoces (WARNAKULASURIYA, 2009).
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      Para a maioria dos países, as taxas de sobrevida de cinco anos para tumores de língua, cavidade oral e orofaringe são cerca de 50%. O melhor resultado é para o câncer do lábio, com mais de 90% dos pacientes sobrevivendo por cinco anos. Em geral, o prognóstico diminui com a doença avançada, aumentando a inacessibilidade do tumor. Para lesões de língua e cavidade bucal, as mulheres apresentaram maiores taxas de sobrevida do que os homens (MONTENEGRO; VELOSO; CUNHA, 2014). O câncer bucal permanece uma doença letal em mais de 50% dos casos diagnosticados anualmente. O exame clínico e físico cuidadoso favorece a identificação das lesões pré-malignas, melhorando o prognóstico da doença. No Brasil a identificação das lesões malignas em estágio inicial corresponde a menos de 10% dos diagnósticos (RODOLFO et al., 2017). Nessa perspectiva, a promoção de saúde e a prevenção ao câncer de boca se inclui como atribuição do Cirurgião-dentista na ESF (BRASIL, 2006), o que se faz relevante, tendo em vista os números advindos deste tipo de câncer no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, a estimativa para o ano de 2018 seria de 11.200 casos novos de câncer da cavidade bucal em homens e 3.500 em mulheres para cada ano do biênio 2018-2019 (INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, 2017). Apesar de a cavidade bucal ser considerada como um local de fácil acesso, Dedivitis et al. (2004), Borges et al. (2009) e Melo et al. (2010) observaram que a maioria dos diagnósticos é feita em estágio avançado, dificultando o prognóstico, fato que suporta a necessidade de ações de prevenção ao câncer de boca em grupos de risco no âmbito do SUS, principalmente na ESF. Assim, devido ao estadiamento avançado no diagnóstico, muitos pacientes tratados com sucesso para câncer bucal têm que lidar com as consequências mutiladoras do seu tratamento, podendo afetar a aparência e funções fisiológicas do paciente como comer, beber, engolir e falar. Estas sequelas do tratamento podem levar a outros problemas, como depressão e deficiência nutricional. As questões de qualidade de vida são, portanto, especialmente importantes para este grupo de pacientes (SOARES et al., 2015). Dessa forma, considerando o aspecto importante referente ao câncer bucal no que se refere à morbidade e mortalidade, pressupõe-se que a Estratégia de Saúde da Família, como porta de entrada na Atenção Básica e hoje, com sua distribuição ampliada em todas as regiões do país, atue de maneira preventiva em relação a esta patologia. Outrossim, levando em consideração a configuração atual da atenção básica, onde o Cirurgião-dentista está inserido na Equipe de Saúde Bucal dentro da ESF, podendo este profissional trabalhar diretamente em promoção da saúde para o público exposto, é relevante que se realize pesquisas científicas na área com o intuito de observar e compreender essa atuação do odontólogo na Atenção Básica e sua relação com a prevenção às neoplasias bucais, podendo gerar posteriores estudos e análises. O objetivo desse estudo foi de analisar as tendências de hospitalização e de estadiamento relacionados ao câncer de boca e de orofaringe no período após a inclusão da equipe de saúde bucal na Atenção Primária à Saúde e de verificar a relação entre indicadores da APS e sociodemográficos ao estadiamento das neoplasias referentes aos casos de câncer de boca e orofaringe notificados ao INCA.
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      Prevalência de Tuberculose latente, HIV e Hepatites B e C nos servidores penitenciários de Mato Grosso do Sul
      Curso Mestrado em Saúde da Família
      Tipo Dissertação
      Data 12/07/2019
      Área SAÚDE COLETIVA
      Orientador(es)
      • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Erica Carolina Bento Garfinho da Rocha
        Banca
        • Anamaria Mello Miranda Paniago
        • Ana Paula da Costa Marques
        • Marli Marques
        • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
        Resumo
        A EXPERIÊNCIA DA PSICOLOGIA EM UM NÚCLEO DE ATENDIMENTO EM SAÚDE MENTAL, ANEXO À UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
        Curso Mestrado em Saúde da Família
        Tipo Dissertação
        Data 28/06/2019
        Área SAÚDE COLETIVA
        Orientador(es)
        • Maria Elizabeth Araujo Ajalla
        Coorientador(es)
        • Marisa de Fatima Lomba de Farias
        Orientando(s)
        • Marcella Naglis de Oliveira Lima
        Banca
        • Adriane Pires Batiston
        • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
        • Ilidio Roda Neves
        • Maria Elizabeth Araujo Ajalla
        Resumo Apesar dos avanços e das conquistas do Sistema Único de Saúde (SUS),
        permanecem desafios na promoção de práticas e ações relacionadas à saúde mental
        na Atenção Primária à Saúde (APS). Faz-se necessário ampliar o conceito de saúde
        mental como uma condição de saúde integrada ao indivíduo e não como forma
        individualizada e fragmentada. Considera-se relevante conhecer experiências de
        serviços desta área, os quais proporcionam atendimentos psicológicos aos usuários
        em um Núcleo de Psicologia. Portanto, temos como objetivo nesta pesquisa conhecer
        o serviço e as práticas psicológicas realizadas neste Núcleo de atendimento em saúde
        mental, localizado anexo à uma Unidade Básica de Saúde da Família, no município
        de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Este serviço possui uma equipe de psicólogos
        que trabalham de forma voluntária, os quais atendem usuários do SUS, com interesse
        e necessidade em acompanhamento psicológico. Trata-se de um estudo de caso
        descritivo, exploratório, de abordagem qualitativa, com base em dados primários.
        Foram realizadas entrevistas individuais semiestruturadas com os participantes
        inseridos no contexto do Núcleo: a) um coordenador; b) seis psicólogas e dois
        psicólogos; c) quinze usuárias e três usuários, sendo utilizada amostragem por
        conveniência com estes últimos. A organização e análise dos dados foi orientada pela
        perspectiva do construcionismo social, o qual possui foco na perspectiva histórica e
        social, evidenciando as percepções dos participantes, cujas descrições colaboraram
        para a construção do conhecimento em pesquisa. Este estudo permitiu discutir e
        refletir sobre as crescentes demandas em saúde mental, bem como compreender as
        práticas e ações na área da psicologia desenvolvidas no Núcleo, identificando como
        a comunidade se relaciona com a oferta deste serviço. Identificou-se que, por mais
        que o Núcleo esteja atendendo a demanda da comunidade, percebe-se dificuldades
        e fragilidades, necessitando de estruturação no serviço. Portanto, vale repensarmos
        sobre os modos de se produzir saúde, considerando as conjunturas atuais, junto a
        necessidade de reestruturar as propostas em saúde mental nos serviços de
        psicologia.
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        ATUAÇÃO DO NÚCLEO AMPLIADO DE SAÚDE DA FAMÍLIA: PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DO NASF E DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA, NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE, MATO GROSSO DO SUL
        Curso Mestrado em Saúde da Família
        Tipo Dissertação
        Data 24/05/2019
        Área SAÚDE COLETIVA
        Orientador(es)
        • Renata Palopoli Picoli
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Patricia Nantes Monteiro
          Banca
          • Fernando Pierette Ferrari
          • Luiza Helena de Oliveira Cazola
          • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
          • Renata Palopoli Picoli
          Resumo O Núcleo Ampliado de Saúde da Família (Nasf) foram idealizados como apoio às equipes da Saúde da Família (eSF), com vistas à melhoria da qualidade da atenção oferecida à população, no âmbito da Atenção Básica, por meio de ampliação da abrangência da rede de serviços e efetiva assistência às demandas populacionais. O trabalho preconizado em equipe, com diferentes profissionais de formações diversas, ocorrendo em espaços coletivos, com contratos específicos de funcionamento, com garantia de sigilo, é um desafio reconhecido pelos gestores e trabalhadores. Este artigo teve como objetivo identificar as ações desenvolvidas pelo Nasf, relacionadas à qualidade do cuidado e a resolutividade da eSF. Trata-se de um estudo seccional, descritivo e analítico, de abordagem quantitativa, com 103 profissionais de 59 eSF, contempladas com a inserção do Nasf. Utilizaram-se dois questionários autoaplicáveis distintos para Nasf e eSF, aplicados entre abril e junho de 2018, respostas em escala de mensuração Likert, com a definição de pontuação. Calculou-se a média das respostas, sua classificação em (in)adequadas ou (in)satisfação e os valores do desvio padrão da média para obter a convergência ou divergência de respostas. Os resultados evidenciaram a contribuição do Nasf no planejamento das ações com forte adequação e alta convergência (Nasf) e convergência (eSF). Para qualificação da atenção à saúde, predominou as visitas domiciliares e a discussão de casos complexos. A discussão compartilhada, acompanhamento e devolutiva apresentaram percepção adequada para eSF e fortemente adequada para o Nasf, com convergência em ambos, com exceção para devolutiva divergência na eSF. Em situações imprevistas a pactuação de apoio foi significativamente maior para o Nasf quando comparada a eSF (p<0,001), sendo o monitoramento uma etapa ainda incipiente, com percepção de adequação e divergência para ambos. Contudo ações compartilhadas apontam para a melhoria nas condições de saúde e a redução de encaminhamentos. Os profissionais demonstraram estar fortemente satisfeitos e convergentes com a resolutividade do Nasf e o atendimento compartilhado, o qual tem produzido uma saúde acessível e mais resolutiva.
          ADOECIMENTO DOS TRABALHADORES DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA EM CAMPO GRANDE/MS
          Curso Mestrado em Saúde da Família
          Tipo Dissertação
          Data 14/05/2019
          Área SAÚDE COLETIVA
          Orientador(es)
          • Luiza Helena de Oliveira Cazola
          Coorientador(es)
          • Fabiana Maluf Rabacow
          Orientando(s)
          • Ilma Amaral Piemonte de Mello
          Banca
          • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
          • Luciana Contrera
          • Luiza Helena de Oliveira Cazola
          • Renata Palopoli Picoli
          Resumo As condições de trabalho, a organização, o ambiente de atividades laborais e o
          processo de trabalho dos profissionais da Atenção Primária à Saúde, em especial,
          os que atuam nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), influenciam nas
          condições de saúde desses trabalhadores levando-os ao afastamento de suas
          funções. Objetivo: analisar a saúde dos trabalhadores das equipes de Saúde da
          Família de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, nos anos de 2015-2016. Método:
          Estudo de caráter exploratório, de corte transversal com abordagem quantitativa,
          utilizou-se de dados secundários, gerados a partir dos relatórios do Sistema de
          Gestão de Capital Humano para o Serviço Público, denominado ERGON, adotado
          pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, MS, e do sistema E-BOMEP do
          Instituto Municipal de Previdência (IMPCG) que homologa todas as licenças médicas
          da Prefeitura Municipal de Campo Grande, MS. Os registros deram origem aos
          relatórios referentes aos trabalhadores licenciados para tratamento de saúde nos
          anos de 2015 e 2016, em especial aqueles que atuam nas UBSF. A partir do banco
          de dados obtido, foi definida a população a ser entrevistada (n=114) composta pelos
          trabalhadores das UBSF licenciados para tratamento da saúde por mais de 30 dias.
          Para a coleta de dados primários foi aplicado o Inventário sobre Trabalho e Risco de
          Adoecimento (ITRA), utilizando suas quatro escalas. Resultados: O total geral de
          licenças dos trabalhadores da SESAU para tratamento de saúde foram de 1.989
          (2015) e 1.939 (2016), das quais, 634 foram dos trabalhadores das UBSF para os
          dois anos, sendo de 325 (16%) em 2015 e 309 (16%) em 2016.Os principais motivos
          de licenças encontrados,foram:337(53%) por agravos relacionados aos diagnósticos
          de Transtornos Mentais e Comportamentais (CID-F) e 171 (27%) por agravos
          relacionados às Doenças do Sistema Osteomuscular e do Tecido Conjuntivo (CIDM).
          O número de trabalhadores das UBSF licenciados foi de 108 em 2015 e 102 em
          2016, totalizando 210 licenciados, sendo 114 por mais de 30 dias, encontrados para
          colaborar com a pesquisa 39 trabalhadores.Os riscos de adoecimento no contexto
          do trabalho identificados a partir das Escalas do ITRA demonstrou risco satisfatório
          apenas na Escala de Indicadores de Prazer no Trabalho no fator Liberdade e
          Realização Profissional. As Escalas de indicadores de Sofrimento no Trabalho,
          Avaliação dos Danos Relacionados ao Trabalho, apresentaram risco grave de
          adoecimento, com destaque para os Danos Físicos e Psicólogico apresentaram
          risco de doença ocupacioanl, e as Escalas de Avaliação do Contexto de Trabalho e
          Custo Humano do Trabalho,classificação crítica de adoecimento.Conclusão: Os
          trabalhadores das UBSF estão física e emocionalmente adoecidos e o processo de
          trabalho pode ser uma das causas do adoecimento dos trabalhadores. Faz-se
          necessário intervenção para minimizar o adoecimento e o sofrimento dos mesmos,
          por meio de escuta qualificada, ações preventivas e reabilitação profissional, para
          melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e eficiênncia dos serviços
          prestados à população.
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            REGIONALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE ESPECIALIZADOS: ESTUDO DE CASO NO MATO GROSSO DO SUL
            Curso Mestrado em Saúde da Família
            Tipo Dissertação
            Data 08/03/2019
            Área SAÚDE COLETIVA
            Orientador(es)
            • Ana Rita Barbieri Filgueiras
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Angélica Fernanda Saraiva Campos
              Banca
              • Ana Rita Barbieri Filgueiras
              • Elen Ferraz Teston
              • Luiza Helena de Oliveira Cazola
              • Marcos Antonio Ferreira Junior
              Resumo Em 2015, o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul assumiu o
              compromisso com a reestruturação do sistema de saúde, a fim de ampliar as
              condições de acesso nas regiões e microrregiões. Um dos programas criados foi a
              “Caravana da saúde” com oferta de exames e consultas de diferentes
              especialidades. Outro mecanismo proposto foi a reestruturação e aumento de leitos
              em hospitais e serviços especializados, distribuído nas microrregiões. Nesse sentido,
              foi desenvolvida esta pesquisa que tem como objetivo analisar a estruturação da
              regionalização dos serviços de saúde especializados em Mato Grosso do Sul. Tratase
              de uma pesquisa transversal, por meio de entrevistas com gestores municipais,
              gerentes de serviços e usuários nos municípios sede das microrregiões, que
              receberam incentivos financeiros ou equipamentos para a atenção especializada. A
              pesquisa possui autorização do Comitê de ética e Pesquisa da Universidade Federal
              do Mato Grosso do Sul. As análises foram realizadas comparando gestores,
              gerentes e usuários através de dimensões, analisando a distribuição, similaridades e
              dissimilaridades com nível de significância estatística de 5% (p<0,05). O período de
              coleta de dados foi de março de 2017 a outubro de 2018. Dos11 gestores
              entrevistados, 63,3% referem não ter participado do processo de decisão sobre as
              necessidades da unidade. De 20 gerentes dos serviços, 85% referem atender por
              situações que poderiam ser resolvidas na atenção primária. Foram entrevistados
              108 usuários, onde 53,7%, referem ter tido acesso a unidade através de entrada
              pelo pronto atendimento. Ao analisar a política, observou-se que os investimentos
              foram importantes para a regionalização, porém, a falta de comunicação entre os
              municípios da região ainda é um entrave. O processo decisório também apresenta
              problemas pois não considera os gestores e também os gerentes para a tomada de
              decisão. Recomenda-se articulações com os entes de cada região a fim de discutir
              as principais necessidades dos mesmos para as ações de saúde. Existe uma
              necessidade de fortalecimento da estratégia saúde da família para melhoria do
              acesso e equidade em saúde nos municípios estudados. A regionalização deve ser
              eficaz desde a atenção primária e integrada com a estratégia da saúde da família,
              diminuindo internações e entradas em pronto atendimentos evitáveis.
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              A CONTRIBUIÇÃO DO PROGRAMA DE MELHORIA DO ACESSO E DA QUALIDADE DA ATENÇÃO BÁSICA NO DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS NO MUNICÍPIO DE AQUIDAUANA
              Curso Mestrado em Saúde da Família
              Tipo Dissertação
              Data 22/01/2019
              Área SAÚDE COLETIVA
              Orientador(es)
              • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Daniele Ferreira de Souza
                Banca
                • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                • Fernando Pierette Ferrari
                • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
                • Marisa Dias Rolan Loureiro
                Resumo O Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ - AB) foi
                criado em 2011 e objetiva induzir a melhoria do acesso e da qualidade da atenção à saúde no
                contexto da Atenção Básica, por meio de processos que possibilitem melhores resultados das
                equipes de saúde e atenção à saúde de qualidade à população. Tem sua estruturação em três
                fases, a saber: adesão e contratualização, certificação e recontratualização. Estudos indicam a
                incorporação da avaliação e a implantação de políticas com o PMAQ - AB, no entanto, não
                enfocam no desenvolvimento de competências profissionais a partir da adesão. Objetivo:
                avaliar a contribuição do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica
                para o desenvolvimento de competências profissionais na perspectiva dos trabalhadores da
                Estratégia de Saúde da Família do município de Aquidauana – Mato Grosso do Sul. Percurso
                Metodológico: Trata-se de um estudo descritivo-exploratório de natureza qualitativa,
                realizado com as equipes de Saúde da Família que participaram do 1º e 2º ciclo do PMAQ –
                AB nos aos de 2012 e 2014 no município de Aquidauana/Mato Grosso do Sul. Os dados
                foram coletados entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018 por meio de entrevistas com 49
                profissionais, a saber: cinco médicos; cinco enfermeiros; três técnicos de enfermagem; três
                dentistas; e 33 agentes comunitários de saúde. Resultados: A análise do material empírico
                resultante das entrevistas, a partir das categorias analíticas – conhecimentos, habilidades e
                atitudes, constituídas com base no referencial teórico de competência, possibilitou a
                identificação de três núcleos de sentido, a saber: 1) fortalecimento e organização do processo
                de trabalho; 2) ampliação de conhecimentos e qualificação das práticas em saúde; 3) mudança
                de atitude a partir das metas e remuneração por desempenho. Os conhecimentos dos
                profissionais acerca das Políticas Públicas e dos Programas da Atenção Básica foram
                aprimorados e as práticas profissionais padronizadas. Houve implantação de novas estratégias
                para a organização dos serviços ofertados e, monitoramento e acompanhamento dos usuários
                assistidos pelas equipes, assim como momentos da autoavaliação da equipe, na perspectiva da
                educação permanente em saúde. O incremento na remuneração foi um fator que influenciou
                no comprometimento e valorização da equipe. Considerações finais: O estudo mostrou-se
                relevante para a ESF na medida em que as iniciativas que emergiram a partis do PMAQ
                repercutiram em mudanças no processo de trabalho e no aprimoramento das habilidades e
                atitudes profissionais e, consequentemente, na qualificação da assistência à saúde ofertada.
                Palavras-chave: Estratégia de Saúde da Família; Qualidade da Assistência à Saúde;
                Competência Profissional; Avaliação em Saúde.
                A QUALIDADE DA ATENÇÃO À SAÚDE NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: PERSPECTIVA DE PROFISSIONAIS, CAMPO GRANDE, MS.
                Curso Mestrado em Saúde da Família
                Tipo Dissertação
                Data 20/11/2018
                Área SAÚDE COLETIVA
                Orientador(es)
                • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Sandra Cristina de Souza
                  Banca
                  • Adriane Pires Batiston
                  • Joel Saraiva Ferreira
                  • Lais Alves de Souza Bonilha
                  • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                  Resumo A pesquisa em questão objetivou avaliar a qualidade da atenção à saúde ofertada pela Estratégia Saúde da Família, na perspectiva de profissionais. Trata-se de um estudo avaliativo realizado no município de Campo Grande, o estudo utiliza-se do instrumento já validado e amplamente utilizado no Brasil e em outros países o PCATOOL. Tal instrumento foi aplicado a profissionais de nível superior atuantes nas equipes de saúde da família do município. A pesquisa foi aplicada entre os meses de março à setembro/2017, em 4 unidades básica de saúde da família (UBSF), sendo essas selecionadas através de sorteio e divididas entre os quatro Distritos Sanitário, uma unidade para cada distrito, totalizando 40 profissionais. Como foco da avaliação obtida através do instrumento, tem-se a percepção da presença da extensão dos atributos da atenção básica, mais precisamente da Estratégia Saúde da Família, pelos profissionais atuantes nessas unidades. Os resultados obtidos foram tabulados utilizando o programa Microsoft Excel, obtendo assim as médias dos atributos avaliados e após foi realizado uma definição de Escore em uma escala de valores de 0 a 10, conforme orientações do instrumento PCATOOL. As informações obtidas conferiram que na imensa maioria dos atributos o município apresenta, na percepção dos profissionais, baixo escore na extensão dos atributos da atenção básica.
                  VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER: INTERFACES COM RACISMO E ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
                  Curso Mestrado em Saúde da Família
                  Tipo Dissertação
                  Data 31/08/2018
                  Área SAÚDE COLETIVA
                  Orientador(es)
                  • Alessandro Diogo de Carli
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Isabela Mascaro Martins
                    Banca
                    • Alessandro Diogo de Carli
                    • Ana Paula de Assis Sales
                    • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
                    • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                    Resumo Cotidianamente, mulheres negras e pardas são alvo de discriminação racial, trazendo inúmeras consequências ao seu bem-estar físico e mental. O mesmo impacto negativo ocorre quando mulheres são vítimas de violência doméstica, um crime observado frequentemente em todo o mundo e que vai além de uma simples desigualdade de gênero, representando um problema de saúde pública. A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha papel fundamental na identificação e enfrentamento a estes agravos e suas consequências sobre a saúde e qualidade de vida. Este trabalho teve como objetivo analisar a utilização da Atenção Primária à Saúde como serviço de apoio por mulheres vítimas de violência doméstica e a experiência de discriminação racial nesta população. Foram entrevistadas 440 mulheres, residentes em Campo Grande - MS, usuárias da APS, as quais, sofreram violência doméstica e procuraram atendimento na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) para realização do Boletim de Ocorrência. Utilizou-se um instrumento de pesquisa constituído por três blocos de informação: 1- identificação e dados sociodemográficos, 2- questionário sobre a Atenção Primária à Saúde (APS) e 3- questionário Experiences of Discrimination (EOD). Posteriormente, foram coletados dados referentes à notificação e seguimento de violência das entrevistadas, na Secretaria Municipal de Saúde Pública de Campo Grande (SESAU). Foi realizada a estatística descritiva dos dados, constando de frequência absoluta, relativa e intervalos de confiança de 95%. Para comparar proporções foram utilizados os testes Qui-quadrado ou Teste Exato de Fisher. Verificou-se que a busca por apoio após o episódio de violência doméstica contra a mulher dificilmente é realizado no âmbito da APS, sendo que, o cuidado longitudinal às vítimas apresenta fragilidades. Além disso, observou-se que as mulheres de raça/cor parda ou negra estão expostas com maior frequência à experiência de discriminação racial em relação às brancas ou de outra cor ou raça, além de apresentarem maior preocupação com a discriminação sofrida por elas mesmas e pelo seu grupo racial, bem como, maior aceitabilidade ao tratamento injusto ocasionado por questões raciais. Os resultados deste estudo são relevantes, pois evidenciam como necessária a maior divulgação da APS como integrante ativa da Rede de Atendimento à Mulher em situação de violência, bem como, treinamento profissional para melhor identificação, acolhimento e resolutividade dos casos atendidos, visando a não reincidência dos episódios violentos. Ademais, o conhecimento da experiência de discriminação das usuárias pode orientar ações e serviços prestados por profissionais e gestores que atuam neste e em outros níveis de atenção à saúde, considerando a pluralidade racial da demanda atendida. É preciso que os profissionais estejam atentos às relações de raça e gênero, para que compreendam a maior vulnerabilidade advinda desta combinação, que afeta um grande número de mulheres.






                    EVENTOS ADVERSOS PÓS VACINAÇAO CONTRA FEBRE AMARELA EM IDOSOS: REVISÃO SISTEMÁTICA
                    Curso Mestrado em Saúde da Família
                    Tipo Dissertação
                    Data 28/08/2018
                    Área SAÚDE COLETIVA
                    Orientador(es)
                    • Ana Tereza Gomes Guerrero
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Andreia Cezar de Oliveira
                      Banca
                      • Anamaria Mello Miranda Paniago
                      • Ana Tereza Gomes Guerrero
                      • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                      • James Venturini
                      Resumo Atualmente a Febre Amarela (FA) é um problema de saúde pública principalmente no Brasil, observa-se aumento no número de casos registrados a partir de 2016. Estes dados são preocupantes uma vez que existe a oferta gratuita da vacina à população. A vacina contra a FA foi desenvolvida a partir de vírus vivos atenuado, da subcepa 17DD do vírus da doença, sendo uma vacina viva. Alguns grupos etários precisam tomar precauções específicas para receber a vacina, dentre estes, os pacientes com idade acima de 60 anos. Neste cenário, pessoas com idade mais avançada passaram a ter recomendação restritiva referente quanto ao uso seguro e eficaz da vacina. Diante dos noticiários quanto aos riscos de eventos adversos quanto a vacinação em idosos, aliados ao crescente numero de grupos contra o uso de vacinas, se faz necessário estudos que enfoquem o uso seguro e eficaz das vacinas disponibilizadas à população. De maneira a contribuir com os fatos acima relatados, o presente estudo tem como objetivo relatar os eventos adversos observados e descritos na literatura em pacientes acima de 60 anos pós-vacinação da vacina FA. A metodologia utilizada foi a revisão sistemática de literatura. Para tanto, foram identificados os estudos publicados nas bases de dados MEDLINE (via PubMed), EMBASE (via Elsevier), LILACS (via BVS), Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), ISI Web of Science, CINAHL (via EBSCO) SCOPUS e GOOCLE SCHOLAR. Foram identificados 1.160 artigos e, após critérios de seleção, foram incluídos apenas 19 artigos. O número total de casos notificados na busca foram 467, os eventos mais graves e preocupantes detectados foram á doença viscerotrópica, neurotrópica e óbito (casos de óbito 5 apresentaram comorbidades: hipertireoidismo,fibrilação atrial paroxístico,anemia perniciosa e prostectomia). Como a doença (DVA-FA) acomete mais idosos, a vacinação deve ser realizada no caso de surto ou em situações de pandemia, ou quando o idoso for viajar para país endêmico, pois vários estudos referiram a seguridade da vacina. No entanto, a vigilância pós-vacinal em idosos é recomendável.
                      O Trabalho Intersetorial sob a ótica de profissionais dos núcleos ampliados de saúde da família e atenção básica no município de Corumbá, MS
                      Curso Mestrado em Saúde da Família
                      Tipo Dissertação
                      Data 23/08/2018
                      Área SAÚDE COLETIVA
                      Orientador(es)
                      • Maria Elizabeth Araujo Ajalla
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Henrique Vieira Pereira
                        Banca
                        • Claudia Du Bocage Santos Pinto
                        • Fernando Pierette Ferrari
                        • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                        • Maria Elizabeth Araujo Ajalla
                        Resumo A intersetorialidade é considerada uma ferramenta fundamental para a promoção da saúde e para a efetivação da Estratégia Saúde da Família, enquanto estratégia de mudança do modelo assistencial, segundo os princípios da Atenção Primária à Saúde. No desenvolvimento do trabalho intersetorial, os Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) constituem-se parceiros estratégicos das equipes de Saúde da Família, podendo apoiar de modo decisivo as equipes de referência na construção de pontos de articulação. O objetivo deste estudo foi analisar a percepção de profissionais dos NASF-AB sobre o trabalho intersetorial no município de Corumbá, MS. Optou-se pela pesquisa qualitativa, aplicando-se entrevistas semiestruturadas e submetendo o material empírico resultante à técnica de análise de conteúdo. Os resultados revelam ações intersetoriais, em sua maioria, informais, de caráter pontual, individualizado, sem planejamento prévio e coordenadas por outros setores. Evidenciou-se também a fragmentação dos serviços de saúde e setores da sociedade e a ausência de uma política mais abrangente para a integração entre os diferentes setores em âmbito municipal. A falta de infraestrutura adequada, a sobrecarga de trabalho e a pouca integração entre os profissionais das equipes NASF-AB são apresentadas como obstáculos ao desenvolvimento da intersetorialidade, que permanece como uma tarefa secundária na rotina de trabalho das equipes. Os profissionais percebem a necessidade de avanço nas ações e apresentam como propostas para reorientação das práticas a realização de mudanças na organização dos serviços e revisões nos processos de formação e educação permanente dos profissionais atuantes na saúde.
                        AVALIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE BUCAL NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA: REVISÃO INTEGRATIVA
                        Curso Mestrado em Saúde da Família
                        Tipo Dissertação
                        Data 21/08/2018
                        Área SAÚDE COLETIVA
                        Orientador(es)
                        • Rui Arantes
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Irajá Pinto Gonçalves
                          Banca
                          • Ana Tereza Gomes Guerrero
                          • Edilson Jose Zafalon
                          • Rui Arantes
                          • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
                          Resumo A partir da inclusão oficial das equipes de saúde bucal na ESF (Estratégia de Saúde da Família), em 2000, ocorreram grandes investimentos na expansão da rede de saúde e nos recursos humanos vinculados a saúde bucal na atenção básica. Essa expansão trouxe a necessidade e o interesse em avaliar e monitorar os resultados alcançados em relação à organização e provisão dos serviços, e os possíveis impactos produzidos na saúde. Objetivo: realizar uma avaliação dos serviços de saúde bucal na Estratégia Saúde da Família, no período de 2000-2017, e caracterizar a produção científica em relação ao tipo de estudos, temas abordados, a qualidade e os desenhos metodológicos e os principais resultados apresentados pela produção cientifica. Materiais e Métodos: revisão integrativa da literatura onde a as fontes de busca e seleção dos estudos, em português e inglês foram nas bases de dados, LILACS, BBO, MedLine, PubMed, Scielo e IBICT, além de literatura cinzenta e busca manual em referências dos estudos primários incluídos. Os critérios de inclusão foram artigos, teses e dissertações publicados após ano 2000 sobre estudos de avaliação dos serviços de saúde bucal na atenção primária da ESF. Os critérios de exclusão foram estudos publicados antes do ano 2000, revisões de literatura e avaliações dos serviços de saúde bucal na atenção secundária. Os dados dos estudos foram coletados utilizando o instrumento de Ursi adaptado por Souza et al (2010) e a análise do rigor metodológico dos trabalhos foi realizada por meio do formulário Critical Appraisal Skills Programme (CASP). Resultados: Foram encontrados nas bases de dados 135.610 estudos, 4.630 pré-selecionados e 142 incluídos complementadas com 11 estudos de busca externa, totalizando 153 pesquisas que atenderam a todos os critérios de inclusão. A categoria temática mais frequente foi acesso/utilização dos serviços de saúde bucal (16%). A região que originou o maior número de estudos publicados foi a Sudeste (40%). Os anos de 2011 e 2012 apresentaram maior número de pesquisas publicadas, ambos com 19 estudos. Os estudos transversais foram predominantes (86%), os descritivos (75%), e quantitativos (55%). O objetivo predominante entre os estudos selecionados foi a avaliação dos serviços (32%). O principal público-alvo nos critérios de inclusão/exclusão foram os usuários (38%). Nas técnicas realizadas para coleta de dados, 45% utilizaram somente dados primários, seguido de 23% somente dados secundários e 31% utilizaram ambos. Na análise do rigor metodológico, 98% foram considerados de boa qualidade metodológica e viés reduzido, segundo os critérios de avaliação do instrumento CASP. Conclusão: A revisão integrativa da literatura realizada mostrou a importância dos estudos de avaliação sobre a saúde bucal na ESF para detectar as melhorias e os pontos críticos dos serviços na perspectiva de ampliar o acesso à assistência e diminuir as iniquidades em saúde.
                          Internações Hospitalares, Óbitos por Doença Renal Crônica e a Oferta de Serviços em Mato Grosso do Sul
                          Curso Mestrado em Saúde da Família
                          Tipo Dissertação
                          Data 12/06/2018
                          Área SAÚDE COLETIVA
                          Orientador(es)
                          • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Gabriela da Silva Crespi Alecio
                            Banca
                            • Alessandro Diogo de Carli
                            • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                            • Everton Falcao de Oliveira
                            • Leandro Sauer
                            Resumo Introdução: A Doença Renal Crônica é um problema mundial de saúde pública. Informações epidemiológicas apontam para o crescimento no número de doentes renais crônicos e de óbitos decorrentes da doença renal crônica, com causas relacionadas aos hábitos de vida e ao aumento da expectativa de vida. No Brasil, em 2004 foi instituída a Política Nacional de Atenção ao Portador de Doença Renal e em 2014 foram definidos os critérios para a organização da linha de cuidado da Pessoa com Doença Renal Crônica. Esta pesquisa investigou se a estrutura dos serviços está organizada para atender ao doente renal crônico na perspectiva da linha de cuidado em uma rede de atenção de modo a causar impacto positivo no número de internações e óbitos. Objetivos: Analisar a distribuição espacial e temporal das internações hospitalares e óbitos por DRC, em associação com a oferta de serviços. Método: estudo ecológico, analítico, desenvolvido a partir da coleta de dados secundários de diferentes sistemas de informação em saúde do Sistema Único de Saúde, pela forma de utilização direta das bases de dados. A análise de correlação entre as taxas de internações e óbitos por doença renal crônica e os serviços existentes, foi realizada utilizando-se os coeficientes de correlação de Pearson e Spearman. Resultados: Apontam para a distribuição desigual dos serviços especializados ambulatoriais e hospitalares, não sendo possível observar impacto positivo nas taxas de internações e óbitos por DRC, ainda que a rede tenha se desenvolvido durante o período estudado. Conclusão: A expansão da rede de serviços não influenciou a redução das internações e óbitos por DRC, tendo apresentado aumento desses indicadores no Mato Grosso do Sul.
                            PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS AO NARGUILÉ POR JOVENS ESTUDANTES DE UMA ESCOLA ESTADUAL DO MUNICÍPIO DE ÁGUA CLARA/MS
                            Curso Mestrado em Saúde da Família
                            Tipo Dissertação
                            Data 11/06/2018
                            Área SAÚDE COLETIVA
                            Orientador(es)
                            • Renata Palopoli Picoli
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Wuendel Corsino de Souza
                              Banca
                              • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                              • Fabiana Maluf Rabacow
                              • Joel Saraiva Ferreira
                              • Renata Palopoli Picoli
                              Resumo Introdução: O tabagismo é considerado um problema de saúde pública, causador de inúmeras doenças e da maioria de mortes evitáveis no mundo. O Brasil é destaque em políticas públicas voltadas ao combate do tabagismo, no entanto, observou-se o aumento no uso do narguilé, tipo de cachimbo utilizado principalmente pelos jovens, devido a seus aromas e sabores diversificados ou pela crença de danos reduzidos. Objetivo: Identificar os fatores envolvidos no uso do narguilé entre estudantes do ensino médio de uma escola pública. Métodos: Trata-se de um estudo analítico, transversal, com abordagem quantitativa, realizado com 212 alunos entre 15 e 29 anos do município de Água Clara, Mato Grosso do Sul. Os dados foram coletados em agosto de 2017, por meio de instrumento autoaplicável, contemplando as variáveis: sociodemográficas, experimentação, uso e conhecimento do narguilé. As associações entre as variáveis foram avaliadas por meio do teste do qui-quadrado, teste do qui-quadrado de tendência e teste exato de Fisher, considerando um nível de significância de 5%. Os resultados foram analisados pela estatística descritiva, e as Razões de Prevalência, com intervalos de confiança de 95%. Resultados: A maioria dos jovens (63,2%) relatou fazer o uso do narguilé, destacando os residentes na zona urbana (68,1%); quanto à idade de experimentação, foi entre 14 e 15 anos (51,5%); o local mais assinalado foi a casa de amigos (57,5%), sendo estes os maiores influenciadores para o uso do objeto (73,1%). Uma parcela considerável (64,2%) dos jovens utilizava esporadicamente. A maioria (89,6%) afirmou ter recebido informações sobre o assunto, destacando as escolas (66,4%) como o principal lugar. Os aromas e sabores foram apontados (62,7%) como o principal fator envolvido para o aumento do uso, seguido por uma forma de socializar (59,7%). Haver mais ações educativas nas escolas foi sugerido por menos da metade deles (34,3%), já a criação de leis que inibam o uso foi assinalada pela minoria (29,1%) dos jovens. Conclusão: A prevalência de uso do narguilé mostrou-se elevada entre os jovens estudantes do ensino médio, principalmente, na faixa etária entre 14 e 15 anos, para ambos os sexos, superando outras formas de tabaco.
                              A INTEGRAÇÃO DO CUIDADO ENTRE AS EQUIPES DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR TERAPÊUTICA EM HIV/AIDS E ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA EM CAMPO GRANDE - MS
                              Curso Mestrado em Saúde da Família
                              Tipo Dissertação
                              Data 29/05/2018
                              Área SAÚDE COLETIVA
                              Orientador(es)
                              • Mauricio Antonio Pompilio
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • KATIUCHA MENDES DE MENEZES
                                Banca
                                • Cássia Barbosa Reis
                                • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                                • Maria Elizabeth Araujo Ajalla
                                • Mauricio Antonio Pompilio
                                Resumo O HIV/Aids é uma doença crônica, debilitante e contagiosa, considerada grave
                                problema de saúde pública e um desafio para a organização da atenção à saúde. A
                                Assistência Domiciliar Terapêutica (ADT) em HIV/Aids é uma das modalidades de
                                atendimento destinada às pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA), regulamentada
                                pelo Ministério da Saúde, e que tem por objetivo promover a saúde e o bem estar,
                                articulando os cuidados com a rede de assistência à saúde (RAS). A Estratégia
                                Saúde da Família (ESF) é defendida como o principal elemento para a organização
                                dos serviços e ações de atenção primária, e que deve trabalhar pelo fortalecimento
                                da integração entre os diferentes pontos de atenção à saúde existente na RAS. O
                                objetivo deste estudo foi caracterizar a integração do cuidado entre as equipes de
                                ADT e ESF em Campo Grande – MS, na perspectiva de profissionais, pacientes e
                                cuidadores. A coleta de dados primários foi realizada através de entrevista
                                estruturada e para análise utilizou-se a técnica de discurso de Laurence Bardin, que
                                utiliza a categorização. Os resultados demonstram que as equipes não desenvolvem
                                ações de saúde integradas, mas os profissionais acreditam na melhora da qualidade
                                da assistência se os cuidados fossem conjuntos. A falta de integração também é
                                percebida pelo paciente e/ou cuidador, contribuindo cada vez mais para o
                                distanciamento da atenção primária pelas PVHA. É necessário incentivar com apoio
                                institucional a integração das equipes através de ações que fortaleçam a ESF,
                                como: contrarreferência, matriciamento, projeto terapêutico singular, consulta
                                compartilhada, entre outras. O desenvolvimento de estudos que exploram a
                                dimensão do cuidado integrado, com foco na compreensão dos processos
                                interativos intrínsecos ao trabalho entre equipes, é importante para a conquista da
                                integralidade e consequentemente, alcance de uma assistência à saúde humanizada
                                e com qualidade.
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                                INTEGRAÇÃO DO AGENTE DE COMBATE ÀS ENDEMIAS NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
                                Curso Mestrado em Saúde da Família
                                Tipo Dissertação
                                Data 14/05/2018
                                Área SAÚDE COLETIVA
                                Orientador(es)
                                • Renata Palopoli Picoli
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Glória De Araujo Pereira
                                  Banca
                                  • Edson Mamoru Tamaki
                                  • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                                  • Maria Gorette dos Reis
                                  • Renata Palopoli Picoli
                                  Resumo Dengue é considerada a mais importante arbovirose do mundo. Cerca de 2,5 bilhões de pessoas estão expostas ao risco de infecção, especialmente em países tropicais e subtropicais. Caracterizada por comportamento endêmico, Campo Grande, capital sul-mato-grossense, apresentou nnos últimos dez anos progressivo aumento das notificações e registros de óbitos por dengue. Para enfrentar essa problemática, o município unificou em 2011, as áreas geográficas de trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), por meio da integração do ACE nas equipes de Saúde da Família (eqSF), a fim de fortalecer ações de detecção de focos do vetor e de casos de dengue. Objetivo: Analisar as ações de controle da dengue, após a integração do ACE na Estratégia Saúde da Família (ESF).Método: Trata-se de estudo transversal, descritivo com abordagem quantitativa, desenvolvido em quatro (4) Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), pioneiras para o projeto de integração do ACE. Participaram da pesquisa 57 ACS e oito (8) ACE. Utilizou-se questionário semiestruturado autoaplicável, no período de fevereiro a maio de 2017. Os dados foram digitalizados em planilha eletrônica do Microsof Excel®, submetidos à estatística descritiva e apresentados em forma de tabelas.Resultados: Constatou-se que 100% dos participantes informaram realizar orientações ao morador sobre como evitar e eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti; 62 (95,4%) sobre sinais e sintomas da dengue e 58 (89,2%) informou realizar controle mecânico. Para a supervisão das atividades de controle da dengue, ACS 54 (94,7%) afirmaram que as recebiam, com predomínio da supervisão realizada pelo enfermeiro 30 (52,6%) e para os ACE, predominou a supervisão realizada pelo supervisor de área 7 (87,5%). Apenas, ACE 1 (12,5%) e ACS 25 (43,9%) citaram a supervisão compartilhada pelo enfermeiro e supervisor de área 26 (40,0%).Quanto aos aspectos positivos, ACE e ACS destacaram o trabalho em equipe 7 (87,5%) e 23 (40,4%) respectivamente e negativos, predominou entre os ACE a falta de autonomia para intervenções legais 6 (75,0%) e entre os ACS, a ausência de fluxo intersetorial 14 (24,6%).Em relação a capacitação inicial para integração do ACE, apenas 21 (32,2%) dos participantes informou ter recebido.Conclusão: A proposta da integração do ACE nas eqSF demonstrou repercussões positivas para o controle da dengue, com aprimoramento das ações de prevenção e sensibilização da comunidade. Como desafios, destaca-se a adoção de supervisão compartilhada, a construção de fluxos intersetoriais para encaminhamentos de demandas a outros setores, além da saúde, e a necessidade de revisão das estratégias adotadas para capacitação e educação permanente
                                  CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO PARA AVALIAÇÃO DA ASSISTÊNCIA AO COMPORTAMENTO SUICIDA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
                                  Curso Mestrado em Saúde da Família
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 24/04/2018
                                  Área SAÚDE COLETIVA
                                  Orientador(es)
                                  • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Laura Maria Souza de Linhares
                                    Banca
                                    • Albert Schiaveto de Souza
                                    • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                                    • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
                                    • Maria de Fatima Meinberg Cheade
                                    Resumo Os comportamentos suicidas diversificam-se desde a ideação suicida, avisada por meios verbais e não verbais, podendo chegar ao planejamento do suicídio, tentativas e ao suicídio. Estudos apontam que o indivíduo demonstra sinais e busca auxílio de modo explícito ou sutil. A atenção aos sinais e a capacidade de abordagem neste momento pode resultar em uma resolução favorável. Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde (APS) tem um importante papel, por estar mais próxima, ser de fácil acesso e proporcionar cuidado contínuo para a população adstrita. O estudo teve por objetivo elaborar um instrumento de Avaliação da Assistência por Profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) às Pessoas com Comportamento Suicida (IAAP-PCS), validar o conteúdo, realizar a análise semântica e a consistência interna. Foi desenvolvido um estudo metodológico, com abordagem quantitativa, iniciado com revisão de literatura e construção do instrumento. A validação de conteúdo ocorreu através da Técnica Delphi, com seis juízes especialistas e nível de consenso de 70%. Posteriormente, 50 profissionais da saúde, de nível superior que atuam na rede municipal de saúde de Campo Grande responderam o instrumento e realizaram a análise semântica. Para avaliação da consistência interna do instrumento, calculou-se o alfa de Cronbach. O estudo foi realizado entre janeiro e dezembro de 2017. Após quatro rodadas Delphi, o instrumento foi validado com 50 itens, divididos em cinco domínios. A análise semântica apresentou 93,6% de avaliações “boas” e “muito boas”. O alfa de Cronbach geral do instrumento foi de 0,90. O instrumento final mostrou-se capaz de avaliar o que se propõe. O instrumento IAAP-PCS poderá auxiliar em pesquisas epidemiológicas e em planejamentos de ações que fomentem a prática de avaliação da assistência na APS em relação às pessoas com comportamento suicida, estabelecendo formas ágeis e interconectadas de atenção em redes. Uma limitação do estudo diz respeito à análise semântica, que pode ter a incorporação de profissionais da rede de atenção completa visando a compreensão da capacidade de comunicação e de intervenções. Outro limite é a ausência de julgamento de avaliação para o resultado da aplicação do instrumento. Tal limitação será superada em estudos posteriores por meio de testes e análises estatísticas para definição de pesos e critérios avaliativos.
                                    AÇÕES DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA EM CAMPO GRANDE/MS
                                    Curso Mestrado em Saúde da Família
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 20/04/2018
                                    Área SAÚDE COLETIVA
                                    Orientador(es)
                                    • Joel Saraiva Ferreira
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • JULIO CÉSAR DE SOUZA
                                      Banca
                                      • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                                      • Fabiana Maluf Rabacow
                                      • Joel Saraiva Ferreira
                                      • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                                      Resumo Objetivo: investigar as ações da Estratégia Saúde da Família (ESF) no Programa Saúde na Escola (PSE) em Campo Grande/MS. Métodos: Trata-se de uma pesquisa descritiva, com base de dados primários, seccional com abordagem quantitativa, os dados foram coletados com 63 enfermeiros das equipes das Unidades de ESF da área urbana do município de Campo Grande/MS. Foram incluídas somente as equipes que possuíam, no ano de 2017, escolas pactuadas com o PSE em suas áreas de abrangência e com enfermeiros há mais de 90 dias atuando naquela unidade. Utilizou-se um questionário autoaplicável para a caracterização sociodemográfica dos enfermeiros e para identificar as ações da ESF no PSE, diferenciando-as em três componentes: 1) Avaliação Clínica e Psicossocial; 2) Promoção e Prevenção à Saúde; 3) Formação. Resultados: Os dados indicaram um grupo com predominância de profissionais que executam ações do PSE (90,5%), sendo que em relação ao Componente 1 houve maior frequência de Avaliação Antropométrica (87,3%) e menor de Avaliação Auditiva (7,9%). Quanto ao Componente 2, identificou-se que 68,3% relataram realizar Ações de Segurança Alimentar e Promoção da Alimentação Saudável, enquanto 25,4% realizaram ações referentes à Promoção das Práticas Corporais e Atividade Física nas Escolas. Em relação ao Componente 3, a formação dos profissionais variou entre 39,7% e 1,6%, seja em atividades de curta duração ou em pós-graduações. Conclusão: na localidade estudada, as ações da ESF no PSE incluíram os três componentes indicados pelo Ministério da Saúde. No entanto, há fragilidades em todos esses componentes, especialmente naquele relacionado à formação dos profissionais de saúde para atuar no contexto escolar.
                                      ENFERMAGEM NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA : PROBLEMATIZAÇÃO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM COM O ARCO DE MAGUEREZ
                                      Curso Mestrado em Saúde da Família
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 13/04/2018
                                      Área SAÚDE COLETIVA
                                      Orientador(es)
                                      • Maria Celina Piazza Recena
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Karina Angelica Alvarenga Ribeiro
                                        Banca
                                        • Alessandro Diogo de Carli
                                        • Angela Maria Zanon
                                        • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
                                        • Maria Celina Piazza Recena
                                        Resumo O processo ensino-aprendizagem é um complexo sistema passível de observações e percepções orientadas pela vivência entre professores e alunos juntamente com a repercussão de desdobramentos relativos à atuação profissional, uma vez que as ações que envolvem o ensino podem atingir diretamente a vida das pessoas e seu cotidiano. O objetivo deste estudo foi analisar o processo de formação do enfermeiro, na estratégia de saúde da família,no estágio curricular supervisionado por meio da Metodologia da Problematização com o Arco de Maguerez. O estudo teve como opção metodológica de pesquisa a Metodologia da Problematização com o método de pesquisa do Arco de Maguerez e suas cinco etapas, baseada em dados primários de abordagem qualitativa, exploratória longitudinal, que ocorreu por problematizar o cotidiano dos estudantes do estágio curricular supervisionado de uma instituição privada em Campo Grande/MS. Como suporte de investigação utilizamos três instrumentos de coleta de dados, a saber, relatório, Grupo Focal e Entrevista semiestruturada. Participaram da investigação 32 alunos e 3 enfermeiros/preceptores. A pesquisa se deu a partir da problematização da observação da realidade, pelos estudantes e enfermeiros/preceptores, sobre o processo ensino-aprendizagem na inter-relação entre a teoria e prática diante da rotina do ECS na ESF. A pesquisa aponta que a utilização da MP com o Arco de Maguerez, como método de pesquisa foi essencial para a concretude dos resultados encontrados. A MP permitiu adentrar no mundo do processo ensino-aprendizagem de forma a exercitar a difícil tarefa de observar a realidade e reconhecer que parte da sua concretização está afogada por uma rotina repetitiva e reprodutora da vivência de cada educador, contribuindo assim em discussões que pudessem oferecer elementos que direcionassem a transformação da realidade encontrada. A partir da análise dos dados, propostas foram elencada. Assim, deste estudo, a Metodologia da Problematização trouxe contribições tanto como método de pesquisa quanto como método de ensino. Como método de ensino, identificamos contribuições significativas para a formação do profissional enfermeiro, tais como, a singularidade do exercício crítico reflexivo, da observação, da análise, da procura por soluções e da trasnformação do meio, permitindo ao estudante a proximidade da dimensão em que o contexto da ESF vive atualmente, desenvolvendo assim ação-reflexão-ação como agente transformador da realidade. Já como método de pesquisa, resultou em mudança do Projeto Pedagógico do Curso com a implantação da Metodologia da Problematização com o Arco de Maguerez como método de ensino.
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