A QUALIDADE DA ATENÇÃO À SAÚDE NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: PERSPECTIVA DE PROFISSIONAIS, CAMPO GRANDE, MS. |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
20/11/2018 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Sonia Maria Oliveira de Andrade
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Joel Saraiva Ferreira
- Lais Alves de Souza Bonilha
- Sonia Maria Oliveira de Andrade
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Resumo |
A pesquisa em questão objetivou avaliar a qualidade da atenção à saúde ofertada pela Estratégia Saúde da Família, na perspectiva de profissionais. Trata-se de um estudo avaliativo realizado no município de Campo Grande, o estudo utiliza-se do instrumento já validado e amplamente utilizado no Brasil e em outros países o PCATOOL. Tal instrumento foi aplicado a profissionais de nível superior atuantes nas equipes de saúde da família do município. A pesquisa foi aplicada entre os meses de março à setembro/2017, em 4 unidades básica de saúde da família (UBSF), sendo essas selecionadas através de sorteio e divididas entre os quatro Distritos Sanitário, uma unidade para cada distrito, totalizando 40 profissionais. Como foco da avaliação obtida através do instrumento, tem-se a percepção da presença da extensão dos atributos da atenção básica, mais precisamente da Estratégia Saúde da Família, pelos profissionais atuantes nessas unidades. Os resultados obtidos foram tabulados utilizando o programa Microsoft Excel, obtendo assim as médias dos atributos avaliados e após foi realizado uma definição de Escore em uma escala de valores de 0 a 10, conforme orientações do instrumento PCATOOL. As informações obtidas conferiram que na imensa maioria dos atributos o município apresenta, na percepção dos profissionais, baixo escore na extensão dos atributos da atenção básica. |
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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER: INTERFACES COM RACISMO E ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
31/08/2018 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Alessandro Diogo de Carli
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Alessandro Diogo de Carli
- Ana Paula de Assis Sales
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
- Sonia Maria Oliveira de Andrade
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Resumo |
Cotidianamente, mulheres negras e pardas são alvo de discriminação racial, trazendo inúmeras consequências ao seu bem-estar físico e mental. O mesmo impacto negativo ocorre quando mulheres são vítimas de violência doméstica, um crime observado frequentemente em todo o mundo e que vai além de uma simples desigualdade de gênero, representando um problema de saúde pública. A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha papel fundamental na identificação e enfrentamento a estes agravos e suas consequências sobre a saúde e qualidade de vida. Este trabalho teve como objetivo analisar a utilização da Atenção Primária à Saúde como serviço de apoio por mulheres vítimas de violência doméstica e a experiência de discriminação racial nesta população. Foram entrevistadas 440 mulheres, residentes em Campo Grande - MS, usuárias da APS, as quais, sofreram violência doméstica e procuraram atendimento na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) para realização do Boletim de Ocorrência. Utilizou-se um instrumento de pesquisa constituído por três blocos de informação: 1- identificação e dados sociodemográficos, 2- questionário sobre a Atenção Primária à Saúde (APS) e 3- questionário Experiences of Discrimination (EOD). Posteriormente, foram coletados dados referentes à notificação e seguimento de violência das entrevistadas, na Secretaria Municipal de Saúde Pública de Campo Grande (SESAU). Foi realizada a estatística descritiva dos dados, constando de frequência absoluta, relativa e intervalos de confiança de 95%. Para comparar proporções foram utilizados os testes Qui-quadrado ou Teste Exato de Fisher. Verificou-se que a busca por apoio após o episódio de violência doméstica contra a mulher dificilmente é realizado no âmbito da APS, sendo que, o cuidado longitudinal às vítimas apresenta fragilidades. Além disso, observou-se que as mulheres de raça/cor parda ou negra estão expostas com maior frequência à experiência de discriminação racial em relação às brancas ou de outra cor ou raça, além de apresentarem maior preocupação com a discriminação sofrida por elas mesmas e pelo seu grupo racial, bem como, maior aceitabilidade ao tratamento injusto ocasionado por questões raciais. Os resultados deste estudo são relevantes, pois evidenciam como necessária a maior divulgação da APS como integrante ativa da Rede de Atendimento à Mulher em situação de violência, bem como, treinamento profissional para melhor identificação, acolhimento e resolutividade dos casos atendidos, visando a não reincidência dos episódios violentos. Ademais, o conhecimento da experiência de discriminação das usuárias pode orientar ações e serviços prestados por profissionais e gestores que atuam neste e em outros níveis de atenção à saúde, considerando a pluralidade racial da demanda atendida. É preciso que os profissionais estejam atentos às relações de raça e gênero, para que compreendam a maior vulnerabilidade advinda desta combinação, que afeta um grande número de mulheres.
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EVENTOS ADVERSOS PÓS VACINAÇAO CONTRA FEBRE AMARELA EM IDOSOS: REVISÃO SISTEMÁTICA |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
28/08/2018 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Ana Tereza Gomes Guerrero
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Andreia Cezar de Oliveira
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Banca |
- Anamaria Mello Miranda Paniago
- Ana Tereza Gomes Guerrero
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
- James Venturini
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Resumo |
Atualmente a Febre Amarela (FA) é um problema de saúde pública principalmente no Brasil, observa-se aumento no número de casos registrados a partir de 2016. Estes dados são preocupantes uma vez que existe a oferta gratuita da vacina à população. A vacina contra a FA foi desenvolvida a partir de vírus vivos atenuado, da subcepa 17DD do vírus da doença, sendo uma vacina viva. Alguns grupos etários precisam tomar precauções específicas para receber a vacina, dentre estes, os pacientes com idade acima de 60 anos. Neste cenário, pessoas com idade mais avançada passaram a ter recomendação restritiva referente quanto ao uso seguro e eficaz da vacina. Diante dos noticiários quanto aos riscos de eventos adversos quanto a vacinação em idosos, aliados ao crescente numero de grupos contra o uso de vacinas, se faz necessário estudos que enfoquem o uso seguro e eficaz das vacinas disponibilizadas à população. De maneira a contribuir com os fatos acima relatados, o presente estudo tem como objetivo relatar os eventos adversos observados e descritos na literatura em pacientes acima de 60 anos pós-vacinação da vacina FA. A metodologia utilizada foi a revisão sistemática de literatura. Para tanto, foram identificados os estudos publicados nas bases de dados MEDLINE (via PubMed), EMBASE (via Elsevier), LILACS (via BVS), Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), ISI Web of Science, CINAHL (via EBSCO) SCOPUS e GOOCLE SCHOLAR. Foram identificados 1.160 artigos e, após critérios de seleção, foram incluídos apenas 19 artigos. O número total de casos notificados na busca foram 467, os eventos mais graves e preocupantes detectados foram á doença viscerotrópica, neurotrópica e óbito (casos de óbito 5 apresentaram comorbidades: hipertireoidismo,fibrilação atrial paroxístico,anemia perniciosa e prostectomia). Como a doença (DVA-FA) acomete mais idosos, a vacinação deve ser realizada no caso de surto ou em situações de pandemia, ou quando o idoso for viajar para país endêmico, pois vários estudos referiram a seguridade da vacina. No entanto, a vigilância pós-vacinal em idosos é recomendável.
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O Trabalho Intersetorial sob a ótica de profissionais dos núcleos ampliados de saúde da família e atenção básica no município de Corumbá, MS |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
23/08/2018 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Maria Elizabeth Araujo Ajalla
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Claudia Du Bocage Santos Pinto
- Fernando Pierette Ferrari
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
- Maria Elizabeth Araujo Ajalla
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Resumo |
A intersetorialidade é considerada uma ferramenta fundamental para a promoção da saúde e para a efetivação da Estratégia Saúde da Família, enquanto estratégia de mudança do modelo assistencial, segundo os princípios da Atenção Primária à Saúde. No desenvolvimento do trabalho intersetorial, os Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) constituem-se parceiros estratégicos das equipes de Saúde da Família, podendo apoiar de modo decisivo as equipes de referência na construção de pontos de articulação. O objetivo deste estudo foi analisar a percepção de profissionais dos NASF-AB sobre o trabalho intersetorial no município de Corumbá, MS. Optou-se pela pesquisa qualitativa, aplicando-se entrevistas semiestruturadas e submetendo o material empírico resultante à técnica de análise de conteúdo. Os resultados revelam ações intersetoriais, em sua maioria, informais, de caráter pontual, individualizado, sem planejamento prévio e coordenadas por outros setores. Evidenciou-se também a fragmentação dos serviços de saúde e setores da sociedade e a ausência de uma política mais abrangente para a integração entre os diferentes setores em âmbito municipal. A falta de infraestrutura adequada, a sobrecarga de trabalho e a pouca integração entre os profissionais das equipes NASF-AB são apresentadas como obstáculos ao desenvolvimento da intersetorialidade, que permanece como uma tarefa secundária na rotina de trabalho das equipes. Os profissionais percebem a necessidade de avanço nas ações e apresentam como propostas para reorientação das práticas a realização de mudanças na organização dos serviços e revisões nos processos de formação e educação permanente dos profissionais atuantes na saúde. |
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AVALIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE BUCAL NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA: REVISÃO INTEGRATIVA |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
21/08/2018 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Ana Tereza Gomes Guerrero
- Edilson Jose Zafalon
- Rui Arantes
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
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Resumo |
A partir da inclusão oficial das equipes de saúde bucal na ESF (Estratégia de Saúde da Família), em 2000, ocorreram grandes investimentos na expansão da rede de saúde e nos recursos humanos vinculados a saúde bucal na atenção básica. Essa expansão trouxe a necessidade e o interesse em avaliar e monitorar os resultados alcançados em relação à organização e provisão dos serviços, e os possíveis impactos produzidos na saúde. Objetivo: realizar uma avaliação dos serviços de saúde bucal na Estratégia Saúde da Família, no período de 2000-2017, e caracterizar a produção científica em relação ao tipo de estudos, temas abordados, a qualidade e os desenhos metodológicos e os principais resultados apresentados pela produção cientifica. Materiais e Métodos: revisão integrativa da literatura onde a as fontes de busca e seleção dos estudos, em português e inglês foram nas bases de dados, LILACS, BBO, MedLine, PubMed, Scielo e IBICT, além de literatura cinzenta e busca manual em referências dos estudos primários incluídos. Os critérios de inclusão foram artigos, teses e dissertações publicados após ano 2000 sobre estudos de avaliação dos serviços de saúde bucal na atenção primária da ESF. Os critérios de exclusão foram estudos publicados antes do ano 2000, revisões de literatura e avaliações dos serviços de saúde bucal na atenção secundária. Os dados dos estudos foram coletados utilizando o instrumento de Ursi adaptado por Souza et al (2010) e a análise do rigor metodológico dos trabalhos foi realizada por meio do formulário Critical Appraisal Skills Programme (CASP). Resultados: Foram encontrados nas bases de dados 135.610 estudos, 4.630 pré-selecionados e 142 incluídos complementadas com 11 estudos de busca externa, totalizando 153 pesquisas que atenderam a todos os critérios de inclusão. A categoria temática mais frequente foi acesso/utilização dos serviços de saúde bucal (16%). A região que originou o maior número de estudos publicados foi a Sudeste (40%). Os anos de 2011 e 2012 apresentaram maior número de pesquisas publicadas, ambos com 19 estudos. Os estudos transversais foram predominantes (86%), os descritivos (75%), e quantitativos (55%). O objetivo predominante entre os estudos selecionados foi a avaliação dos serviços (32%). O principal público-alvo nos critérios de inclusão/exclusão foram os usuários (38%). Nas técnicas realizadas para coleta de dados, 45% utilizaram somente dados primários, seguido de 23% somente dados secundários e 31% utilizaram ambos. Na análise do rigor metodológico, 98% foram considerados de boa qualidade metodológica e viés reduzido, segundo os critérios de avaliação do instrumento CASP. Conclusão: A revisão integrativa da literatura realizada mostrou a importância dos estudos de avaliação sobre a saúde bucal na ESF para detectar as melhorias e os pontos críticos dos serviços na perspectiva de ampliar o acesso à assistência e diminuir as iniquidades em saúde. |
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Internações Hospitalares, Óbitos por Doença Renal Crônica e a Oferta de Serviços em Mato Grosso do Sul |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
12/06/2018 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Gabriela da Silva Crespi Alecio
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Banca |
- Alessandro Diogo de Carli
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
- Everton Falcao de Oliveira
- Leandro Sauer
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Resumo |
Introdução: A Doença Renal Crônica é um problema mundial de saúde pública. Informações epidemiológicas apontam para o crescimento no número de doentes renais crônicos e de óbitos decorrentes da doença renal crônica, com causas relacionadas aos hábitos de vida e ao aumento da expectativa de vida. No Brasil, em 2004 foi instituída a Política Nacional de Atenção ao Portador de Doença Renal e em 2014 foram definidos os critérios para a organização da linha de cuidado da Pessoa com Doença Renal Crônica. Esta pesquisa investigou se a estrutura dos serviços está organizada para atender ao doente renal crônico na perspectiva da linha de cuidado em uma rede de atenção de modo a causar impacto positivo no número de internações e óbitos. Objetivos: Analisar a distribuição espacial e temporal das internações hospitalares e óbitos por DRC, em associação com a oferta de serviços. Método: estudo ecológico, analítico, desenvolvido a partir da coleta de dados secundários de diferentes sistemas de informação em saúde do Sistema Único de Saúde, pela forma de utilização direta das bases de dados. A análise de correlação entre as taxas de internações e óbitos por doença renal crônica e os serviços existentes, foi realizada utilizando-se os coeficientes de correlação de Pearson e Spearman. Resultados: Apontam para a distribuição desigual dos serviços especializados ambulatoriais e hospitalares, não sendo possível observar impacto positivo nas taxas de internações e óbitos por DRC, ainda que a rede tenha se desenvolvido durante o período estudado. Conclusão: A expansão da rede de serviços não influenciou a redução das internações e óbitos por DRC, tendo apresentado aumento desses indicadores no Mato Grosso do Sul. |
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PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS AO NARGUILÉ POR JOVENS ESTUDANTES DE UMA ESCOLA ESTADUAL DO MUNICÍPIO DE ÁGUA CLARA/MS |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
11/06/2018 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
- Fabiana Maluf Rabacow
- Joel Saraiva Ferreira
- Renata Palopoli Picoli
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Resumo |
Introdução: O tabagismo é considerado um problema de saúde pública, causador de inúmeras doenças e da maioria de mortes evitáveis no mundo. O Brasil é destaque em políticas públicas voltadas ao combate do tabagismo, no entanto, observou-se o aumento no uso do narguilé, tipo de cachimbo utilizado principalmente pelos jovens, devido a seus aromas e sabores diversificados ou pela crença de danos reduzidos. Objetivo: Identificar os fatores envolvidos no uso do narguilé entre estudantes do ensino médio de uma escola pública. Métodos: Trata-se de um estudo analítico, transversal, com abordagem quantitativa, realizado com 212 alunos entre 15 e 29 anos do município de Água Clara, Mato Grosso do Sul. Os dados foram coletados em agosto de 2017, por meio de instrumento autoaplicável, contemplando as variáveis: sociodemográficas, experimentação, uso e conhecimento do narguilé. As associações entre as variáveis foram avaliadas por meio do teste do qui-quadrado, teste do qui-quadrado de tendência e teste exato de Fisher, considerando um nível de significância de 5%. Os resultados foram analisados pela estatística descritiva, e as Razões de Prevalência, com intervalos de confiança de 95%. Resultados: A maioria dos jovens (63,2%) relatou fazer o uso do narguilé, destacando os residentes na zona urbana (68,1%); quanto à idade de experimentação, foi entre 14 e 15 anos (51,5%); o local mais assinalado foi a casa de amigos (57,5%), sendo estes os maiores influenciadores para o uso do objeto (73,1%). Uma parcela considerável (64,2%) dos jovens utilizava esporadicamente. A maioria (89,6%) afirmou ter recebido informações sobre o assunto, destacando as escolas (66,4%) como o principal lugar. Os aromas e sabores foram apontados (62,7%) como o principal fator envolvido para o aumento do uso, seguido por uma forma de socializar (59,7%). Haver mais ações educativas nas escolas foi sugerido por menos da metade deles (34,3%), já a criação de leis que inibam o uso foi assinalada pela minoria (29,1%) dos jovens. Conclusão: A prevalência de uso do narguilé mostrou-se elevada entre os jovens estudantes do ensino médio, principalmente, na faixa etária entre 14 e 15 anos, para ambos os sexos, superando outras formas de tabaco. |
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A INTEGRAÇÃO DO CUIDADO ENTRE AS EQUIPES DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR TERAPÊUTICA EM HIV/AIDS E ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA EM CAMPO GRANDE - MS |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
29/05/2018 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Mauricio Antonio Pompilio
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- KATIUCHA MENDES DE MENEZES
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Banca |
- Cássia Barbosa Reis
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
- Maria Elizabeth Araujo Ajalla
- Mauricio Antonio Pompilio
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Resumo |
O HIV/Aids é uma doença crônica, debilitante e contagiosa, considerada grave
problema de saúde pública e um desafio para a organização da atenção à saúde. A
Assistência Domiciliar Terapêutica (ADT) em HIV/Aids é uma das modalidades de
atendimento destinada às pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA), regulamentada
pelo Ministério da Saúde, e que tem por objetivo promover a saúde e o bem estar,
articulando os cuidados com a rede de assistência à saúde (RAS). A Estratégia
Saúde da Família (ESF) é defendida como o principal elemento para a organização
dos serviços e ações de atenção primária, e que deve trabalhar pelo fortalecimento
da integração entre os diferentes pontos de atenção à saúde existente na RAS. O
objetivo deste estudo foi caracterizar a integração do cuidado entre as equipes de
ADT e ESF em Campo Grande – MS, na perspectiva de profissionais, pacientes e
cuidadores. A coleta de dados primários foi realizada através de entrevista
estruturada e para análise utilizou-se a técnica de discurso de Laurence Bardin, que
utiliza a categorização. Os resultados demonstram que as equipes não desenvolvem
ações de saúde integradas, mas os profissionais acreditam na melhora da qualidade
da assistência se os cuidados fossem conjuntos. A falta de integração também é
percebida pelo paciente e/ou cuidador, contribuindo cada vez mais para o
distanciamento da atenção primária pelas PVHA. É necessário incentivar com apoio
institucional a integração das equipes através de ações que fortaleçam a ESF,
como: contrarreferência, matriciamento, projeto terapêutico singular, consulta
compartilhada, entre outras. O desenvolvimento de estudos que exploram a
dimensão do cuidado integrado, com foco na compreensão dos processos
interativos intrínsecos ao trabalho entre equipes, é importante para a conquista da
integralidade e consequentemente, alcance de uma assistência à saúde humanizada
e com qualidade. |
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INTEGRAÇÃO DO AGENTE DE COMBATE ÀS ENDEMIAS NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
14/05/2018 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Edson Mamoru Tamaki
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
- Maria Gorette dos Reis
- Renata Palopoli Picoli
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Resumo |
Dengue é considerada a mais importante arbovirose do mundo. Cerca de 2,5 bilhões de pessoas estão expostas ao risco de infecção, especialmente em países tropicais e subtropicais. Caracterizada por comportamento endêmico, Campo Grande, capital sul-mato-grossense, apresentou nnos últimos dez anos progressivo aumento das notificações e registros de óbitos por dengue. Para enfrentar essa problemática, o município unificou em 2011, as áreas geográficas de trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), por meio da integração do ACE nas equipes de Saúde da Família (eqSF), a fim de fortalecer ações de detecção de focos do vetor e de casos de dengue. Objetivo: Analisar as ações de controle da dengue, após a integração do ACE na Estratégia Saúde da Família (ESF).Método: Trata-se de estudo transversal, descritivo com abordagem quantitativa, desenvolvido em quatro (4) Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), pioneiras para o projeto de integração do ACE. Participaram da pesquisa 57 ACS e oito (8) ACE. Utilizou-se questionário semiestruturado autoaplicável, no período de fevereiro a maio de 2017. Os dados foram digitalizados em planilha eletrônica do Microsof Excel®, submetidos à estatística descritiva e apresentados em forma de tabelas.Resultados: Constatou-se que 100% dos participantes informaram realizar orientações ao morador sobre como evitar e eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti; 62 (95,4%) sobre sinais e sintomas da dengue e 58 (89,2%) informou realizar controle mecânico. Para a supervisão das atividades de controle da dengue, ACS 54 (94,7%) afirmaram que as recebiam, com predomínio da supervisão realizada pelo enfermeiro 30 (52,6%) e para os ACE, predominou a supervisão realizada pelo supervisor de área 7 (87,5%). Apenas, ACE 1 (12,5%) e ACS 25 (43,9%) citaram a supervisão compartilhada pelo enfermeiro e supervisor de área 26 (40,0%).Quanto aos aspectos positivos, ACE e ACS destacaram o trabalho em equipe 7 (87,5%) e 23 (40,4%) respectivamente e negativos, predominou entre os ACE a falta de autonomia para intervenções legais 6 (75,0%) e entre os ACS, a ausência de fluxo intersetorial 14 (24,6%).Em relação a capacitação inicial para integração do ACE, apenas 21 (32,2%) dos participantes informou ter recebido.Conclusão: A proposta da integração do ACE nas eqSF demonstrou repercussões positivas para o controle da dengue, com aprimoramento das ações de prevenção e sensibilização da comunidade. Como desafios, destaca-se a adoção de supervisão compartilhada, a construção de fluxos intersetoriais para encaminhamentos de demandas a outros setores, além da saúde, e a necessidade de revisão das estratégias adotadas para capacitação e educação permanente |
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CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO PARA AVALIAÇÃO DA ASSISTÊNCIA AO COMPORTAMENTO SUICIDA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
24/04/2018 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Laura Maria Souza de Linhares
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Banca |
- Albert Schiaveto de Souza
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
- Maria de Fatima Meinberg Cheade
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Resumo |
Os comportamentos suicidas diversificam-se desde a ideação suicida, avisada por meios verbais e não verbais, podendo chegar ao planejamento do suicídio, tentativas e ao suicídio. Estudos apontam que o indivíduo demonstra sinais e busca auxílio de modo explícito ou sutil. A atenção aos sinais e a capacidade de abordagem neste momento pode resultar em uma resolução favorável. Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde (APS) tem um importante papel, por estar mais próxima, ser de fácil acesso e proporcionar cuidado contínuo para a população adstrita. O estudo teve por objetivo elaborar um instrumento de Avaliação da Assistência por Profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) às Pessoas com Comportamento Suicida (IAAP-PCS), validar o conteúdo, realizar a análise semântica e a consistência interna. Foi desenvolvido um estudo metodológico, com abordagem quantitativa, iniciado com revisão de literatura e construção do instrumento. A validação de conteúdo ocorreu através da Técnica Delphi, com seis juízes especialistas e nível de consenso de 70%. Posteriormente, 50 profissionais da saúde, de nível superior que atuam na rede municipal de saúde de Campo Grande responderam o instrumento e realizaram a análise semântica. Para avaliação da consistência interna do instrumento, calculou-se o alfa de Cronbach. O estudo foi realizado entre janeiro e dezembro de 2017. Após quatro rodadas Delphi, o instrumento foi validado com 50 itens, divididos em cinco domínios. A análise semântica apresentou 93,6% de avaliações “boas” e “muito boas”. O alfa de Cronbach geral do instrumento foi de 0,90. O instrumento final mostrou-se capaz de avaliar o que se propõe. O instrumento IAAP-PCS poderá auxiliar em pesquisas epidemiológicas e em planejamentos de ações que fomentem a prática de avaliação da assistência na APS em relação às pessoas com comportamento suicida, estabelecendo formas ágeis e interconectadas de atenção em redes. Uma limitação do estudo diz respeito à análise semântica, que pode ter a incorporação de profissionais da rede de atenção completa visando a compreensão da capacidade de comunicação e de intervenções. Outro limite é a ausência de julgamento de avaliação para o resultado da aplicação do instrumento. Tal limitação será superada em estudos posteriores por meio de testes e análises estatísticas para definição de pesos e critérios avaliativos. |
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AÇÕES DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA EM CAMPO GRANDE/MS |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
20/04/2018 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
- Fabiana Maluf Rabacow
- Joel Saraiva Ferreira
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
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Resumo |
Objetivo: investigar as ações da Estratégia Saúde da Família (ESF) no Programa Saúde na Escola (PSE) em Campo Grande/MS. Métodos: Trata-se de uma pesquisa descritiva, com base de dados primários, seccional com abordagem quantitativa, os dados foram coletados com 63 enfermeiros das equipes das Unidades de ESF da área urbana do município de Campo Grande/MS. Foram incluídas somente as equipes que possuíam, no ano de 2017, escolas pactuadas com o PSE em suas áreas de abrangência e com enfermeiros há mais de 90 dias atuando naquela unidade. Utilizou-se um questionário autoaplicável para a caracterização sociodemográfica dos enfermeiros e para identificar as ações da ESF no PSE, diferenciando-as em três componentes: 1) Avaliação Clínica e Psicossocial; 2) Promoção e Prevenção à Saúde; 3) Formação. Resultados: Os dados indicaram um grupo com predominância de profissionais que executam ações do PSE (90,5%), sendo que em relação ao Componente 1 houve maior frequência de Avaliação Antropométrica (87,3%) e menor de Avaliação Auditiva (7,9%). Quanto ao Componente 2, identificou-se que 68,3% relataram realizar Ações de Segurança Alimentar e Promoção da Alimentação Saudável, enquanto 25,4% realizaram ações referentes à Promoção das Práticas Corporais e Atividade Física nas Escolas. Em relação ao Componente 3, a formação dos profissionais variou entre 39,7% e 1,6%, seja em atividades de curta duração ou em pós-graduações. Conclusão: na localidade estudada, as ações da ESF no PSE incluíram os três componentes indicados pelo Ministério da Saúde. No entanto, há fragilidades em todos esses componentes, especialmente naquele relacionado à formação dos profissionais de saúde para atuar no contexto escolar. |
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ENFERMAGEM NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA : PROBLEMATIZAÇÃO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM COM O ARCO DE MAGUEREZ |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
13/04/2018 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Maria Celina Piazza Recena
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Karina Angelica Alvarenga Ribeiro
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Banca |
- Alessandro Diogo de Carli
- Angela Maria Zanon
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
- Maria Celina Piazza Recena
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Resumo |
O processo ensino-aprendizagem é um complexo sistema passível de observações e percepções orientadas pela vivência entre professores e alunos juntamente com a repercussão de desdobramentos relativos à atuação profissional, uma vez que as ações que envolvem o ensino podem atingir diretamente a vida das pessoas e seu cotidiano. O objetivo deste estudo foi analisar o processo de formação do enfermeiro, na estratégia de saúde da família,no estágio curricular supervisionado por meio da Metodologia da Problematização com o Arco de Maguerez. O estudo teve como opção metodológica de pesquisa a Metodologia da Problematização com o método de pesquisa do Arco de Maguerez e suas cinco etapas, baseada em dados primários de abordagem qualitativa, exploratória longitudinal, que ocorreu por problematizar o cotidiano dos estudantes do estágio curricular supervisionado de uma instituição privada em Campo Grande/MS. Como suporte de investigação utilizamos três instrumentos de coleta de dados, a saber, relatório, Grupo Focal e Entrevista semiestruturada. Participaram da investigação 32 alunos e 3 enfermeiros/preceptores. A pesquisa se deu a partir da problematização da observação da realidade, pelos estudantes e enfermeiros/preceptores, sobre o processo ensino-aprendizagem na inter-relação entre a teoria e prática diante da rotina do ECS na ESF. A pesquisa aponta que a utilização da MP com o Arco de Maguerez, como método de pesquisa foi essencial para a concretude dos resultados encontrados. A MP permitiu adentrar no mundo do processo ensino-aprendizagem de forma a exercitar a difícil tarefa de observar a realidade e reconhecer que parte da sua concretização está afogada por uma rotina repetitiva e reprodutora da vivência de cada educador, contribuindo assim em discussões que pudessem oferecer elementos que direcionassem a transformação da realidade encontrada. A partir da análise dos dados, propostas foram elencada. Assim, deste estudo, a Metodologia da Problematização trouxe contribições tanto como método de pesquisa quanto como método de ensino. Como método de ensino, identificamos contribuições significativas para a formação do profissional enfermeiro, tais como, a singularidade do exercício crítico reflexivo, da observação, da análise, da procura por soluções e da trasnformação do meio, permitindo ao estudante a proximidade da dimensão em que o contexto da ESF vive atualmente, desenvolvendo assim ação-reflexão-ação como agente transformador da realidade. Já como método de pesquisa, resultou em mudança do Projeto Pedagógico do Curso com a implantação da Metodologia da Problematização com o Arco de Maguerez como método de ensino. |
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TUBERCULOSE ENTRE OS TRABALHADORES DO SISTEMA PRISIONAL: REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLIS |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
16/03/2018 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Ana Claúdia Pereira Terças Trettel
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
- Mauricio Antonio Pompilio
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
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Resumo |
A atenção primária dentro do plano nacional de saúde penitenciário é uma estratégia inovadora para o controle da tuberculose, principalmente pelo incremento no número de casos das doenças entre os trabalhadores do sistema prisional. A tuberculose vem sendo crescentemente documentada dentro dos presídios sendo estes considerados como potenciais fontes de infecção e transmissão da doença para a comunidade externa. O objetivo do estudo foi estimar a magnitude da exposição ao Mycobacterium tuberculosis entre os trabalhadores do sistema prisional. O percurso metodológico traçado, estimou a prevalência, a incidência e os fatores de risco para tuberculose latente e ativa em profissionais que atuam no sistema prisional através da identificação de estudos publicados nas bases de dados MEDLINE (via PubMed), EMBASE (via Elsevier), LILACS (via BVS), Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), ISI Web of Science, CINAHL (via EBSCO) e SCOPUS databases. Para estimar a prevalência e a incidência, utilizou-se o software STATA/SE 12.1, optou-se pelo modelo de efeito randômico de metanálise e pelo teste de I-quadrado para identificar a heterogeneidade. Foram identificados 3.028 e, posterior à remoção de duplicata, 974 foram selecionados para avaliação do título e do resumo. Após essa primeira avaliação, 26 estudos foram selecionados para leitura na íntegra. No total, 15 estudos foram incluídos nesta revisão. Os trabalhadores do sistema prisional de seis países, que apresentam alta e baixa carga da doença, foram testados para tuberculose latente. A prevalência combinada de tuberculose latente foi de 26,0% (95% IC=12,0-42,0%) e a incidência foi estimada em 2,0% (95% CI=1,0-3,0%). Na análise de subgrupos entre os países com alta carga da doença, a prevalência combinada de tuberculose latente foi de 44,0% (95% CI=12,0-79,0%, I2=99,0%), e em países com baixa carga da doença, de 16,0% (95% CI=10,0-22,0%, I2=93,3%). O número de casos novos de tuberculose ativa variou de 0,61 a 450/10.000 trabalhadores, sendo esta relatada somente em países com baixa carga da doença. O tempo de serviço no sistema prisional, contato direto com população privada da liberdade, idade avançada, vacinação com bacilo Calmette-Guérin, tabagismo, nacionalidade, viagem para país endêmico por mais de três meses e região do país com alta carga da doença foram os fatores de risco associados com a infecção latente por tuberculose. Os fatores de riscos para tuberculose ativa não foram mencionados nos artigos. Os dados encontrados evidenciam que os trabalhadores do sistema prisional estão expostos ao Mycobacterium tuberculosis, especialmente em países com alta carga de doença. Ações sistemáticas de vigilância e investimentos em tecnologia são necessárias para o controle da tuberculose. |
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O PROJETO MAIS MÉDICOS PARA O BRASIL NAS FRONTEIRAS BRASIL/PARAGUAI E BRASIL/BOLÍVIA EM MATO GROSSO DO SUL |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
23/02/2018 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Edson Mamoru Tamaki
- Elenir Rose Jardim Cury
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
- Renata Palopoli Picoli
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Resumo |
Introdução: A distribuição geográfica de médicos é um dos desafios para o fortalecimento do sistema de saúde no Brasil, principalmente, em áreas distantes dos grandes centros. Como estratégia para o enfrentamento da escassez de médicos, o Ministério da Saúde lançou em 2013 o Projeto Mais Médicos para o Brasil, por meio da contratação emergencial de médicos para regiões prioritárias. Dentre essas regiões estão os municípios fronteiriços, como os do Estado de Mato Grosso do Sul (MS) que possui 12 (doze) municípios de linha de fronteira, sendo 11 (onze) fronteiriços com o Paraguai e apenas um (1) com a Bolívia. Objetivo: identificar às contribuições do Projeto Mais Médicos para o Brasil para a melhoria da Atenção Primária nos municípios fronteiriços de Mato Grosso do Sul. Metodologia: Estudo exploratório, com abordagem quali-quantitativa, cuja amostra foi representada por 37 médicos e 25 enfermeiros de 37 Unidades Básicas de Saúde da Família, localizadas nos 12 (doze) municípios de linha de fronteira, com o Paraguai e Bolívia. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas, utilizando-se de roteiros semiestruturados, que abordaram as seguintes variáveis: caracterização profissional e sociodemográfica; busca e demanda de atendimentos para brasileiros e estrangeiros, registro das ações de saúde prestadas aos estrangeiros, implicações da prática médica e aprimoramento dos serviços ofertados. Resultados: A maioria dos médicos era de nacionalidade cubana, com faixa etária entre 30 e 39 anos e tempo de atuação entre 1 a 2 anos. Houve aumento do fluxo de pessoas após a inserção do profissional, com predomínio de brasileiros residentes na área adscrita. Médicos e enfermeiros referiram atendimentos aos brasileiros e estrangeiros residentes nas cidades estrangeiras. Na percepção dos médicos o principal motivo pela busca do serviço de saúde pelos estrangeiros foi à proximidade geográfica, já os enfermeiros referiram a qualidade da atenção à saúde pelo médico. Quanto aos serviços que buscam foram: a consulta médica por demanda espontânea, atenção ao pré-natal e aquisição de medicamentos citados por ambos os grupos. Dentre as dificuldades relatadas pelos médicos no atendimento a municípios fronteiriços estão o acompanhamento da população brasileira não residente na área adscrita, na vigilância das doenças infectocontagiosas e na resolutividade dos atendimentos. As principais atividades do processo de trabalho do médico na UBSF foram: visitas domiciliares, ações educativas, atendimentos de puericultura, pré-natal e de doenças crônicas como hipertensão e diabetes. Conclusão: a inserção do médico do Projeto Mais Médico para o Brasil demonstrou repercussões positivas na Atenção Primária à Saúde, com a ampliação da demanda de atendimentos a brasileiros residentes na área adscrita ou não. A proximidade geográfica e a qualidade dos serviços de saúde contribuíram para a procura dos estrangeiros. A circulação de pessoas nos municípios fronteiriços dificulta o controle das doenças infectocontagiosas, o que prejudica a resolutividade da atenção à saúde dessa população. |
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PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA: EFICÁCIA DA AÇÃO DIRIGIDA AOS ESTUDANTES ATENDIDOS EM AQUIDAUANA, MS |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
05/09/2017 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Évelyn Gonçalves de Lima Maeda
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Banca |
- Alessandro Diogo de Carli
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
- Elenir Rose Jardim Cury
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
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Resumo |
O Programa Saúde na Escola (PSE), instituído no âmbito dos Ministérios da Educação e da
Saúde no ano de 2007, veio para estabelecer a integração e a articulação permanente entre as
políticas e ações de educação e de saúde, com a participação da comunidade escolar,
envolvendo os profissionais das equipes de saúde da família e da educação básica, com vistas
a contribuir para a constituição de condições favoráveis para a formação integral dos
educandos. O objetivo deste estudo foi avaliar a efetividade do PSE na saúde dos estudantes
que participaram do referido Programa em Aquidauana/MS, identificando os desfechos ante
as alterações visual, nutricional e bucal encontradas durante as avaliações, a fim de discutir as
contribuições trazidas pelo Programa nos problemas de saúde identificados. Trata-se de um
estudo avaliativo, de caráter quantitativo, seccional e que utilizou dados primários e
secundários. Os dados secundários foram retirados dos relatórios gerenciais da coordenação
do PSE em Aquidauana, das avaliações realizadas pelos participantes do Programa na
vigência 2013/2014 e 2014/2015. Os dados primários foram coletados por meio da aplicação
de questionários dirigidos aos pais/responsáveis pelas crianças/adolescentes que apresentaram
alterações, cujos nomes foram encontrados nas listas de matrículas das escolas no ano de
2016. Foram confeccionados 1.928 envelopes; no entanto, apenas retornaram preenchidos
corretamente 397, que continham ao todo 507 questionários. Destes, 98 eram de alteração
visual, 194 de alteração nutricional e 215 de alteração bucal. Dentre os estudantes com
alteração visual 44,90% realizaram consulta com oftalmologista e, apenas 22,45%
consideraram que o problema de acuidade visual do estudante foi solucionado; 16,33% que
foi resolvido em parte; e 60,20% sem solução. Dos 194 educandos com alteração nutricional,
20,10% realizaram atendimento com nutricionista; 23,71% receberam orientação ou
tratamento nutricional e 37,11% relataram mudança na alimentação do estudante,
independente de ter sido atendido por profissional habilitado ou não. Os alunos que estavam
com peso acima do esperado, 23,20% emagreceram e 58,25%, não; os outros 18,56% não
responderam. Do total de 215 estudantes com alteração bucal, 45,12% foram encaminhados
para consulta com dentista, porém, somente 50,70% realizaram tratamento odontológico,
tendo reconhecido como problema resolvido 44,19% dos participantes e 66,98% apresentaram
mudança nos hábitos de cuidados bucais para melhor. Conclui-se que as proporções de
alteração visual e nutricional ficaram abaixo dos achados de outros estudos com dados
brasileiros e da região Centro-Oeste. Já as taxas de alteração bucal aproximaram-se das
médias dos censos realizados a nível nacional. Apesar da maioria dos responsáveis/pais
relatarem ter conhecimento das avaliações realizadas no ambiente escolar, poucos receberam
o resultado. Também, a realização de atendimento para tratamento e/ou acompanhamento do
problema de saúde detectado foi realizado por menos da metade dos estudantes com alteração
visual e nutricional. Um pouco mais da metade dos alunos com alteração bucal realizou
consulta odontológica. A maior parte dos participantes responsáveis pelos educandos com
alteração visual ou bucal considerou que o problema de saúde da criança/adolescente não foi
resolvido. Das crianças com alteração nutricional apenas um pouco mais de 1/3 relatou
mudanças na alimentação. |
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ÓBITOS INFANTIS EVITÁVEIS PELA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EM CAMPO GRANDE/MS |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
31/08/2017 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Cristina Brandt Nunes
- Edson Mamoru Tamaki
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
- Renata Palopoli Picoli
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Resumo |
Estudo retrospectivo, descritivo, elaborado com dados secundários provenientes de Sistemas de Informações de Saúde do Ministério da Saúde, com o objetivo de analisar a evolução dos óbitos Infantis considerados evitáveis pela Atenção Primária à Saúde em Campo Grande/MS, no período de 1996 a 2014.
Em face da inexistência de listas que relacionem diretamente a mortalidade infantil e a atenção básica e nem que se adequem a realidades locais, foi elaborada uma lista de causas de Mortalidade Infantil evitáveis pela atenção primária para o município a partir de listas já existentes e reconhecidas. As mortes evitáveis apuradas por meio da lista foram analisadas segundo subgrupos da Classificação da Fundação SEADE para definição das possíveis ações em saúde.
No período estudado observou-se uma redução significativa na mortalidade infantil, passando de 21,3 para 8,9/1000/NV, resultante do declínio da mortalidade por causas externas à atenção primaria, sendo que o principal fator observado para essa redução foi a ampliação dos leitos materno-infantis.
Constatou-se que das 3468 mortes infantis ocorridas, 44,4% foram por causas evitáveis e/ou sensíveis à atenção primária (1540 óbitos). Destacaram-se as causas do “Feto e recém-nascido afetados por fatores maternos e complicações na gravidez, trabalho de parto e parto” e os “Transtornos respiratórios e cardiovasculares do período perinatal”, ambas evitáveis.
A lista elaborada revelou a sua capacidade de atender às particularidades do município ao incluir causas que seriam normalmente excluídas por outras listas e aumento da mortalidade proporcional por causas evitáveis pela atenção primária, observado a partir de 2008. Para manter a redução da mortalidade infantil, esforços devem ser realizados no sentido de diminuir os óbitos por causas evitáveis, através de uma melhoria na qualidade da assistência à saúde e no diagnóstico e tratamento precoce das ocorrências durante o pré-natal, parto e nascimento.
A abordagem da evitabilidade, auxiliará nas questões relacionadas à organização, qualidade e acesso aos serviços de saúde, bem como na identificação dos óbitos que poderiam ter sido prevenidos por uma adequada atenção à saúde materno-infantil. |
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Prevenção e manejo clínico da dengue e febre chikungunya: Atuação de enfermeiros da estratégia de saúde da família, Corumbá - MS |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
31/08/2017 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Rivaldo Venancio da Cunha
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Dilene Ebeling Vendramini Duran
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Banca |
- Glaucia Elisete Barbosa Marcon
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
- Rivaldo Venancio da Cunha
- Vanessa Terezinha Gubert
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Resumo |
A Dengue e a Chikungunya tem sido um problema de saúde pública, visto que seus
vetores têm se tornado um desafio crescente na prevenção dessas patologias, já que
estão relacionados por multifatores tais como, variáveis climáticas, aspectos
socioeconômicos e ambientais. Os enfermeiros são fundamentais para o
reestabelecimento da saúde dos pacientes, através do diagnóstico, intervenções e
avaliação dos resultados. Nesse contexto, este trabalho objetivou descrever a atuação
de enfermeiros da Estratégia de Saúde da Família do município de Corumbá-MS, na
prevenção e manejo clínico da dengue e chikungunya. Trata-se de uma pesquisa de
caráter descritivo e exploratório, de abordagem quantitativa. Participaram do estudo,
25 enfermeiros atuantes das equipes de Estratégias Saúde da Família do município
estudado. Para coleta de dados foi utilizado um questionário. Os resultados
encontrados foram: 24 enfermeiros eram do sexo feminino e 15 estavam com idade
entre 30 a 39 anos. Com relação a especialização, 22 tinham curso na área de
Atenção Básica e 17 relataram que atuam no local há 4 anos. Quanto a capacitação,
20 foram capacitados para dengue e 18 para chikungunya. Observou-se que 21
conhecem o manual de manejo clínico e combate à dengue, 15 o manual de
enfermagem da dengue e 14 o manual de chikungunya. Quanto a conduta no manejo
clínico, verificou-se que 22 utilizam o fluxograma de Classificação de Risco, 19 fazem
uso do cartão de acompanhamento e 17 realizam a prova do laço. Quanto a
notificação, 21 profissionais relataram que é realizada pelos próprios enfermeiros e 14
afirmaram que são realizadas investigações territoriais. Entre as ações realizadas
pelos enfermeiros, 18 relataram realizar palestras e visitas domiciliares. Observou-se
que 13 enfermeiros afirmam que são realizadas reuniões mistas entre a equipe de
ESF e a equipe de controle de endemias e 14 ressaltam que recebem o relatório da
situação epidemiológica do município ou de sua área adscrita. Conclui-se que a
maioria dos profissionais utilizam os instrumentos preconizados pelo Ministério da
Saúde para o manejo e prevenção das patologias estudadas, contudo, algumas ações
importantes não são realizadas pela maioria dos enfermeiros, como a contra
referência e a participação de reuniões na vigilância da saúde. |
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PERCEPÇÃO DE USUÁRIOS SOBRE A ATUAÇÃO DE PROFISSIONAIS DO PROGRAMA MAIS MÉDICOS |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
24/08/2017 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Alessandro Diogo de Carli
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Alessandro Diogo de Carli
- Leila Simone Foerster Merey
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
- Sonia Maria Oliveira de Andrade
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Resumo |
A Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil se faz, em grande parte, através da Estratégia Saúde da Família (ESF). Segundo o preconizado pelo Ministério da Saúde, a equipe multiprofissional mínima de uma ESF é composta por: um médico, um enfermeiro, um auxiliar ou técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Porém, o número reduzido de médicos e a alta rotatividade destes profissionais são um obstáculo à universalização do acesso à saúde e à execução de cuidado. Frente a esta realidade, o Governo Federal tem trabalhado com o objetivo de suprir tal demanda e melhorar a distribuição de médicos entre as regiões brasileiras, adotando estratégias como a criação do Programa Mais Médicos. Conhecer as potencialidades e limitações das políticas em saúde é necessário, para que se consiga (re)formulá-las ou adequá-las às necessidades da população. Nessa perspectiva, compreender a opinião dos usuários se faz relevante, tendo em vista que estes, em suas vivências na utilização do serviços, podem revelar aspectos importantes inerentes às políticas públicas de saúde. O objetivo deste estudo foi de compreender as percepções dos usuários quanto a atuação dos profissionais do Programa Mais Médicos, no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A coleta de dados foi realizada através de entrevista semiestruturada com 19 usuários atendidos por profissionais participantes do programa. Os dados obtidos foram transcritos, lidos em profundidade e submetidos à técnica do Discurso do Sujeito Coletivo. Emergiram cinco eixos temáticos: interação médico-paciente no ambiente clínico, processo comunicativo, presença e permanência do médico na Unidade de Saúde, aspectos relacionais e opinião sobre o PMM. Em relação à Interação médico-paciente no ambiente clínico, destacaram-se aspectos positivos como o estabelecimento do vínculo, acolhimento e individualização no atendimento e negativo como a regulação de encaminhamento a outros níveis de atenção. Quanto ao Processo comunicativo, houve dificuldade inicial em relação à diferença de idioma, superada pela disposição do profissional e pelo tempo de permanência do mesmo na unidade. No que se referiu à Presença e permanência do médico na Unidade de Saúde, identificou-se a valorização, por parte da população, da presença do médico no
local de atendimento. Notou-se também insatisfação relacionada à rotatividade de médicos. Em se tratando de Aspectos relacionais, houve uma valorização do relacionamento interpessoal menos imperativo e da oportunidade de escuta. Quanto a Opinião sobre o PMM, os entrevistados reconheceram os benefícios do programa e valorizaram o profissional estrangeiro, embora se solidarizem com o profissional brasileiro. Concluiu-se que a percepção dos sujeitos do estudo sobre a atuação dos profissionais do PMM são balizadas, em termos gerais, pela satisfação com a atenção dispensada por estes profissionais, seja em ambiente clínico ou social. Existem traços de percepções desfavoráveis, que aparentam ser enviesadas por limitação de conhecimento acerca do escopo de práticas profissionais dos médicos na APS. |
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NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA: RESULTADOS DO PROGRAMA NACIONAL DE MELHORIA DO ACESSO E DA QUALIDADE DA ATENÇÃO BÁSICA |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
27/07/2017 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Alcindo Antonio Ferla
- Alessandro Diogo de Carli
- Leila Simone Foerster Merey
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
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Resumo |
O Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) tem a finalidade de ampliar as ações e a capacidade resolutiva da Atenção Básica (AB), superar o modelo curativo tradicional, a partir do fortalecimento da interdisciplinaridade e da corresponsabilização do cuidado. As grandes expectativas em relação ao trabalho desenvolvido por esta equipe e o descompasso entre a atuação e suas diretrizes norteadoras potencializam a necessidade de uma avaliação sistemática como a proposta do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), que vem contribuindo para desvelar o trabalho destas equipes na prática, fortalecer suas potencialidades e corrigir suas fragilidades, visando a eficiência e eficácia da assistência ofertada aos usuários da Atenção Básica. O objetivo do presente estudo foi analisar a implantação e a atuação do Núcleo de Apoio à Saúde da Família a partir dos resultados da avaliação externa do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica e do conhecimento científico produzido e disseminado sobre o mesmo. Trata-se de um estudo seccional do tipo analítico, dividido em: 1) revisão integrativa da literatura e 2) pesquisas quantitativas. Para o desenvolvimento da revisão, estabeleceu-se a questão norteadora “Como se apresenta a produção de conhecimento acerca do NASF disponível na literatura?”. Seguiu-se com a busca na literatura, nas bases de dados LILACS e Pubmed, selecionando-se os artigos publicados desde a criação do núcleo, ou seja, de 2008 a fevereiro de 2016 para compor a amostra a ser analisada. Prosseguiu-se com análise crítica, na qual a amostra foi categorizada em seis eixos temáticos, segundo seus objetivos e considerados também o ano de publicação, o local e tipo de estudo, a abordagem metodológica, a técnica e/ou instrumento de coleta de dados e abordagem uni ou multiprofissional; discussão dos resultados e; apresentação da revisão. As pesquisas quantitativas foram realizadas a partir de dados secundários, provenientes dos módulos II (entrevista com equipe apoiada) e IV (entrevista com equipe de apoio) da avaliação externa do PMAQ-AB segundo ciclo, aplicada a 18.930 equipes (1.773 de apoio e 17.157 de equipes apoiadas). Os resultados foram agrupados de acordo com a classificação dos cinco perfis de município proposta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a análise estatística foi realizada por meio do teste do qui-quadrado, com correção de Bonferroni. Na revisão integrativa da literatura foi possível notar que a produção de conhecimento a respeito do Núcleo de Apoio à Saúde da Família é diversificada quanto às abordagens metodológicas – com predomínio da qualitativa – e ao contexto do trabalho, no entanto, houve poucos estudos relativos à avaliação e monitoramento das ações realizadas, assim como de experiências exitosas desenvolvidas. As publicações mostraram-se heterogêneas em seu quantitativo por regiões do país e a maioria possui um enfoque uniprofissional. As pesquisas quantitativas permitiram observar que, a partir dos resultados do programa, as falhas no processo de implantação das equipes de apoio geraram insatisfação na Atenção Básica, a autoavaliação do programa é a forma mais expressiva de monitoramento do apoio e que a visita domiciliar é a atividade mais comum dessas equipes, porém o planejamento conjunto também consiste em uma ação frequente. A implantação do Núcleo de Apoio à Saúde da Família ainda tem pouca visibilidade na literatura e tende a ocorrer sem a devida articulação entre a gestão e a Atenção Básica. A atuação das equipes de apoio é ilustrada por diversos estudos, porém de abordagem fragmentada em especialidades e/ou locais e, a articulação entre as equipes de Atenção Básica e Núcleo de Apoio à Saúde da Família constitui um ponto de disparidade entre os resultados da avaliação externa do programa e o que o conhecimento científico expõe. Este estudo contribui no preenchimento destas lacunas na literatura e mostra a importância da articulação. |
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O CONTROLE DA TUBERCULOSE PELAS EQUIPES DE ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA, EM CORUMBÁ (MS) |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
07/07/2017 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Joaquim Dias da Mota Longo
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
- Renata Palopoli Picoli
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
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Resumo |
Uma das linhas estratégicas de ação contidas no Plano Nacional de Controle da Tuberculose está o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde na qual a Estratégia Saúde da Família é protagonista no cuidado da pessoa com tuberculose. Corumbá, município de fronteira com a Bolívia, encontra-se entre os seis municípios de Mato Grosso do Sul com as maiores taxas de incidência da doença, o que representa o dobro da taxa registrada no país. Sendo assim, este estudo teve por objetivo investigar como estão sendo desenvolvidas as ações de controle da tuberculose por médicos e enfermeiros inseridos nas equipes das Unidades de Estratégia Saúde da Família. Foi realizado um estudo descritivo, transversal com abordagem quantitativa. Para isso, utilizou-se de um formulário preenchido por meio de entrevista com 23 médicos e enfermeiros das equipes de Estratégia Saúde da Família com as seguintes variáveis: perfil do profissional, detecção de casos de tuberculose, tratamento, realização do tratamento diretamente observado, controle dos comunicantes e facilidades e dificuldades em realizar as ações do programa de controle da tuberculose. A partir dos dados obtidos, verificou-se que o tempo médio de atuação dos médicos foi de 5,7 anos e dos enfermeiros 4,5 anos. Dentre os tipos de contratação, 82,7% dos médicos eram bolsistas do Programa Mais Médicos para o Brasil e 91,3% dos enfermeiros eram concursados. Todos os profissionais solicitam baciloscopia de escarro aos sintomáticos respiratórios e 75% dos enfermeiros registram a solicitação no livro de controle. Após o diagnóstico da tuberculose, 73,9% dos médicos e enfermeiros encaminham o doente para o Centro de Referência, contudo, 73,9% dos médicos e 82,6% dos enfermeiros afirmaram que acompanham os doentes de tuberculose na Estratégia Saúde da Família em que atuam através de consulta para solicitação de exames de controle. A maioria dos médicos, 75% e todos os enfermeiros que disseram acompanhar doentes, recomendam o Tratamento Diretamente Observado realizado pelo Agente Comunitário de Saúde em visita domiciliar diária. As principais dificuldades para realizar as ações do programa de controle da tuberculose relatada por 60% dos médicos foi a ineficácia da rede laboratorial, enquanto dos enfermeiros, 33,3% disseram não existir contrarreferência e vínculo com o doente devido a centralização do tratamento. A partir deste estudo percebe-se a necessidade em corrigir as deficiências estruturais e organizacionais da rede de atenção à saúde, melhorando a resolutividade da assistência pelas equipes. |
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