Prevalência da Síndrome Metabólica em uma População Ribeirinha do Pantanal Sul-Mato-Grossense e Fatores de Risco para Doença Cardiovascular |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
20/10/2021 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
- RENATO FERREIRA DE ALMEIDA ZANRE
|
Banca |
- Alessandro Diogo de Carli
- Camila Medeiros da Silva Mazzeti
- Eduardo Benedetti Parisotto
- Janaina de Cassia Orlandi Sardi
- Simone Schneider Weber
|
Resumo |
A atenção Primária a Saúde (APS) possui importância fundamental quando se trata de saúde
pública e tem na Estratégia de Saúde da Família (ESF) a sua maior aplicabilidade sanitária.
Entretanto, sabe-se que ainda o SUS não logrou êxito total na tentativa de atender as
necessidades de saúde das famílias que vivem em áreas rurais. A população do estudo, a
comunidade ribeirinha do Passo do Lontra, é uma dessas populações rurais que tem dificuldade
no acesso aos serviços de saúde. Essa população possui hábitos de vida pouco saudáveis o que
a torna predisponente para o desenvolvimento de agravos metabólicos. A Síndrome Metabólica
(SM) é caracterizada por um conjunto de anormalidades fisiopatológicas associada a Doenças
Cardiovasculares (DCV). O aparecimento da SM possui natureza multifatorial, tendo aspectos
ligados a fatores genéticos e ambientais, como hábitos relacionados ao estilo de vida, prática de
atividade física e rotina alimentar. A população do estudo, a comunidade ribeirinha do Passo
do Lontra, possui hábitos de vida pouco saudáveis. O objetivo deste trabalho foi avaliar a
prevalência da SM e fatores de risco para DCV nessa população através de uma análise
epidemiológica retrospectiva transversal dos atendimentos realizados pela Base de Estudos do
Pantanal da UFMS durante os anos de 2010 a 2016. Os resultados demonstraram que essa
população possui prevalência de SM de 40,7%, esse valor é considerado alto e superior a média
nacional. Ficou demonstrado também que a presença da SM nessa população foi associada a
presença de outras disfuncionalidades metabólicas como o aumento de ácido úrico, IMC e
colesterol não-HDL. É imprescindível que os dados obtidos nesse trabalho norteiem as políticas
públicas através de medidas para a promoção da APS nessa população. Medidas de
conscientização, orientação a práticas de atividades físicas e alimentação balanceada são
implementações fundamentais para a reversão desse quadro nessa população.
Palavras-Chave: Atenção Primária a Saúde, Síndrome Metabólica, População Rural, Saúde da
Família |
|
A hanseníase e o cuidado às pessoas e coletividades: cartografando políticas, iniciativas e itinerários de aprendizagem em Campo Grande-MS |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
05/10/2021 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
- KAUANNE NAYSA ALVES PEGAIANI
|
Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Alcindo Antonio Ferla
- Karol Veiga Cabral
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
- Marcio Mariath Belloc
|
Resumo |
Vista como um sério problema de saúde pública em diferentes localidades, a hanseníase é uma doença marcada por tabus e carregada pelo estigma. As crenças sobre sua origem e o
desconhecimento nas formas de tratamentos fizeram, ao longo da história, com que as medidas de controle isolassem os indivíduos, sendo responsáveis pela desmembração familiar e estigmatizações sociais. Embora tenha tratamento para a doença biológica, o efeito social segue ativo, por isso a necessidade de medidas que direcione para a diminuição do estigma, reintegração social e qualidade de vida dos indivíduos. A prática da participação social em conselhos e conferências torna mais forte o controle social, a gestão do sistema e consequentemente, a garantia dos direitos sociais. Falamos de uma participação que tem capacidade para impactar o plano estético do cuidado, com formas mais inclusivas de atenção, e uma compreensão ampliada do percurso pode contribuir para a organização de ações singulares e produção de novos patamares de cultura. O estudo buscou compreender as lógicas presentes nas políticas públicas e as repercussões dos processos de cuidado em usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase no município de Campo Grande- MS. Este estudo utilizou documentos de acesso público e foi desenvolvido em duas etapas. A primeira, um estudo de caso, sobre a formulação de políticas para o controle da hanseníase e o cuidado às pessoas e coletividades atingidas pela doença ou risco de contraí-la e suas consequências, na esteira do processo ascendente da 16ª Conferência Nacional de Saúde e dos dados e indicadores de acesso público que compõem a estratégia de monitoramento e avaliação das iniciativas no SUS. A segunda o registro cartográfico dos efeitos da pesquisa na autora. Os resultados permitiram registar que, considerando as deliberações das três etapas que constituíram o processo da 16ª Conferência Nacional de Saúde, houve omissão de referências específicas em relação à hanseníase nos relatórios municipal e estadual e à referência bastante genérica no relatório da etapa nacional. Os achados sobre os instrumentos de planejamento e monitoramento das ações nos sistemas municipal e estadual de saúde no período de 2016 a 2019 não apontam visibilidade suficiente ao tema no modo de organização dos serviços. A indicação dos relatórios é que ao SUS cabe, não apenas a assistência às doenças, mas operar como observatório dos processos civilizatórios e como laboratório de inclusão e equidade. A pesquisa realizada não esgota o tema da hanseníase nas políticas públicas e de saúde, reivindicando novos estudos, sobretudo utilizando o cotidiano dos serviços de atenção e de gestão, inclusive aqueles que demonstram quebrar com a invisibilidade e o estigma. É preciso compreender mais profundamente o que faz com que alguns processos de trabalho são mais sensíveis às pessoas e às características do território, como mobiliza a Estratégia de Saúde da Família e as diretrizes da política nacional de saúde.
Palavras-chave: Hanseníase. Estigma. Participação Social. Conferências. |
|
Processo de Trabalho de Equipes de Saúde Bucal do Brasil: desigualdades regionais demonstradas pelo PMAQ-AB |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
09/09/2021 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Albert Schiaveto de Souza
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
|
Banca |
- Albert Schiaveto de Souza
- Alessandro Diogo de Carli
- Edilson Jose Zafalon
- Livia Fernandes Probst
- Rafael Aiello Bomfim
|
Resumo |
RESUMO
A Estratégia de Saúde da Família (ESF) surgiu com o intuito de reorganizar o processo de trabalho em saúde no nível da Atenção Primária à Saúde (APS). Nesta reestruturação, a equipe de Saúde Bucal (eSB) tem papel importante nas mudanças dentro dos serviços de saúde, pois representa a possibilidade de rompimento com os modelos assistenciais baseados em aspectos curativistas e individuais, dando lugar a uma odontologia articulada com as propostas de vigilância em saúde. Entender como ocorre o processo de trabalho em saúde permite compreender as condições de saúde da população e a partir deste entendimento realizar mudanças, se necessárias, para alterar o cenário da saúde da comunidade. O objetivo desse trabalho foi de avaliar as diferenças regionais do processo de trabalho das eSB do Brasil. Foi realizado um estudo transversal exploratório e analítico, de abrangência nacional. Os dados secundários foram provenientes das eSB que aderiram ao terceiro ciclo do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), realizado entre os anos 2017-2018, e que responderam ao questionário da avaliação externa. As variáveis utilizadas para analisar o processo de trabalho das eSB foram selecionadas a partir de subdimensões presentes na matriz de pontuação para certificação das equipes de saúde, as quais são compostas por padrões de qualidade, que são as perguntas realizadas na avaliação externa. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a renda per capita e a população estadual foram as variáveis socioeconômicas utilizadas. Para a comparação do processo de trabalho entre as regiões geopolíticas do país, foi utilizado o teste ANOVA de uma via, seguido pelo pós teste de Tukey. Para a análise de correlação entre o processo de trabalho e as variáveis IDH, renda per capita e população estadual foi utilizado o teste de correlação linear de Pearson. A análise estatística foi realizada utilizando o programa estatístico SPSS, versão 23.0, com nível de significância de 5%. Foram analisados os dados de 22.993 eSB de 4.813 municípios brasileiros. Houve diferença significativa entre as regiões do país, em relação à avaliação percentual de todas as subdimensões avaliadas neste estudo (p<0,001). Houve correlação linear significativa positiva e moderada nas subdimensões: “Organização dos prontuários na UBS” e as variáveis IDH (p=0,020; r=0,445) e renda per capita do estado (p=0,007; r=0,509); “Planejamento das ações da equipe de atenção básica” e as variáveis IDH (p=0,046; r=0,387) e renda per capita do estado (p=0,018; r=0,451); “Oferta de serviço” e as variáveis renda per capita (p=0,046; r=0,387) e população do estado (p=0,021; r=0,442); “Apoio institucional e apoio matricial para as equipes de atenção básica” com a renda per capita do estado (p=0,039; r=0,400); “Avaliação total e a renda per capita do estado (p=0,041; r=0,397). Os resultados deste estudo indicaram que existe heterogeneidade no processo de trabalho das eSB do Brasil, quando comparado entre as regiões geopolíticas do país. Além disso, as variáveis IDH, renda per capita e população se correlacionam positivamente com as ações em saúde bucal, evidenciando assim desigualdades inter-regionais, desfavoráveis às regiões socialmente desfavorecidas.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde, Avaliação de Ações de Saúde Pública, Estratégia Saúde da família, Fatores socioeconômicos, Saúde bucal.
|
|
INTERVALO DE TEMPO ENTRE O RASTREIO CITOLÓGICO E O SEGUIMENTO DAS MULHERES COM LESÕES PRECURSORAS DO CÂNCER DA CÉRVICE UTERINA, EM CAMPO GRANDE-MS, 2014 - 2018 |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
09/09/2021 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
- Maria Eugenia Faria Tavares
|
Banca |
- Adriane Cristina Bovo
- Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
- Ines Aparecida Tozetti
- Luana Silva Soares
- Marli Marques
|
Resumo |
RESUMO
O câncer do colo do útero é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres. O rastreamento contribui para o diagnóstico precoce das lesões precursoras, permitindo o tratamento em uma fase da doença onde há possibilidade de até 100% de cura, justificando o rastreamento populacional em mulheres. Quase metade das mulheres com câncer de colo uterino nunca foram rastreadas e outras 10 % não foram rastreadas nos cinco anos anteriores ao diagnóstico. A recomendação da OMS é que 80% das mulheres entre 25 e 64 anos realizem o teste de Papanicolau a cada três anos. O objetivo da pesquisa foi identificar o intervalo de tempo entre o rastreio citológico, a interpretação do resultado da citologia e o início do seguimento das mulheres com lesões precursoras do câncer do colo uterino, rastreadas nas Unidades de Saúde municipais em regime ambulatorial. Foi realizada uma pesquisa quantitativa, retrospectiva, de corte transversal, no município de Campo Grande/MS, no período de janeiro de 2014 a dezembro de 2018, onde foram incluídos dados secundários de resultados alterados de citologias coletadas em mulheres acima de 25 anos de idade. Na sequência foi realizado o cruzamento de dados do SISCAN (Sistema de Informação do Câncer) com as informações arquivadas no HYGIA (sistema informático utilizado pelo município de Campo Grande) utilizando o programa Microsoft® Excel (MICROSOFT Corporation, 2013). Do total de 3488 exames coletados, 39,47% das mulheres que apresentavam resultados alterados compareceram em uma consulta médica enfermagem e 60,53% ficaram sem a interpretação dos seus exames. Independentemente do resultado da citologia, observamos que a maioria, 1014 (73,64%) fizeram a consulta após a coleta da citologia em um intervalo de tempo superior a 300 dias. Os resultados encontrados sugerem que o papel do rastreio do colo do útero não está sendo devidamente alcançado. O seguimento das mulheres com citologia alterada deveria passar por um processo de busca ativa constante e contínua para permitir que os critérios das diretrizes brasileiras de prevenção do câncer do útero possam ser colocados em prática.
Palavras-chave: Neoplasia cervical; exame colpocitológico; prevenção secundária; saúde da família.
|
|
Participação do Agente Indígena de Saúde no Acompanhamento Pré-Natal da Mulher Guarani e Kaiowa |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
08/09/2021 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
- ELLEN CAROLINE RODRIGUES BARRETOS
|
Banca |
- Daniel Scopel
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
- Everton Ferreira Lemos
- Maria Cristina Mendes Bignardi Pessoa
- Renata Palopoli Picoli
|
Resumo |
Os Agentes Indígenas de Saúde (AIS) são mediadores entre a equipe multidisciplinar de saúde indígena (EMSI) e a mulher indígena, e seu trabalho contribui para o cumprimento das diretrizes propostas na Política Nacional de Atenção à Saúde Indígena. Eles estão inseridos no mesmo território que as gestantes indígenas e compartilham da mesma cultura e língua, o que possibilita uma mediação com os sistemas de saúde e adesão das gestantes ao pré-natal. Este estudo teve como objetivo descrever as contribuições e as dificuldades no acompanhamento pré-natal de mulheres indígenas Guarani e Kaiowá, pelos Agentes Indígenas de Saúde. Trata-se de uma pesquisa descritiva-exploratória de abordagem qualitativa, com base em dados primários, realizada com 33 AIS que residiam e atuavam em quatro aldeias do Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil, no período de maio a julho de 2018. A técnica de coleta/dados foi o grupo focal, por meio de um instrumento com perguntas norteadoras, com registro de gravação e transcrição na íntegra das falas das AIS e posteriores leituras para aprofundamento análise de conteúdo de Bardin. Evidenciou-se as categorias: “contribuições das AISs na atenção à saúde da mulher no pré-natal” e “dificuldades apresentadas pelas AISs no acompanhamento pré-natal”. A vivência das AISs no mesmo território que os Guarani e Kaiowá representou uma contribuição para a ampliação e facilidade do acesso à gestante ao pré-natal. Os conhecimentos em biomedicina somados ao conhecimento de práticas tradicionais dos Guarani e Kaiowá e boa comunicação das AIS com a gestantes revelaram-se importantes para a sensibilização das mulheres indígenas na adesão ao pré-natal. O trabalho do AIS homem apresentou ser diferente da AIS mulher quanto á abordagem e descoberta da gestante no território. As AISs podem ser importantes facilitadoras da EMSI para a adesão da gestante ao pré-natal através das redes de reciprocidade. Os resultados apontam alguns fatores sociais que intervêm no diálogo e no acompanhamento do pré-natal das mulheres, relacionados às questões de gênero, redes de fofocas e imagens sobre maternidade. Tais fatores influenciam no acesso às mulheres indígenas e na abordagem de temas relativos à gestação e ao parto.
|
|
PLANO DE AÇÃO DA VIGILÂNCIA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA-LTA NA MICRORREGIÃO DE AQUIDAUANA-MS PARA PERÍODO DE 2021 A 2025. |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
31/08/2021 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
- DÉBORAH LUZIANA MARCON DE MELLO
|
Banca |
- Angelita Fernandes Druzian
- Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
- Mario Ribeiro Alves
- Marli Marques
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
|
Resumo |
Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, com dados secundários, com o objetivo elaborar o plano de vigilância epidemiológica da LTA na microrregião de saúde de Aquidauana-MS para o período de 2021 a 2025. A pesquisa foi desenvolvida considerando 4 etapas:(I) coleta de dados sociodemográfica e epidemiológicos dos casos novos de LTA em residentes da microrregião de saúde de Aquidauana (MRSA)no banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan); (II) levantamento do total de casos novos de 2016 a 2018 por municípios, microrregiões de saúde e no estado de Mato Grosso do Sul, para o cálculo do Índice Composto da LTA(ICLTA). Os municípios e microrregionais foram classificadas segundo critério epidemiológico: sem transmissão ou silencioso; vulneráveis; não vulneráveis; e, segundo o valor do ICLTA encontrado. Utilizando o método Natural Break Points, foram gerados cinco estratos de risco da transmissão: baixo, médio, alto, intenso e muito intenso e visualizados em tabelas e mapas; (III) coleta de dados nas prescrições de tratamento aviadas pelo Núcleo Regional de Saúde (NRS) de Aquidauana do ano de 2018; (IV) subsidio aos técnicos dos municípios (vigilância epidemiológica, entomológica e APS) para a elaboração do Plano da Vigilância da LTA (PVLTA). Nos anos de 2016 a 2018 foram notificados na microrregião de saúde de Aquidauana (MRSA) 35 casos novos de LTA. Destes, 68,57% eram homens; 51,42% eram maiores de 50 anos; 54,29% residiam na zona rural; 97,14% tinham forma cutânea; 68,57% foram confirmados laboratorialmente; em 65,62% a droga inicial administrada era o Antimoniato de Meglumina; 74,29% curaram e 8,07% evoluíram para óbito. Das 11 microrregiões quanto ao ICLTA e classificação de risco de transmissão Três Lagoas apresentou menor valor (5,77) e risco baixo e Campo Grande maior valor (23,01) e risco muito intenso. A MRSA de Aquidauana apresentou ICLTA de 6,45 e risco baixo. Dos 79 municípios, 24 apresentaram risco baixo, 21 com risco médio, 25 com risco alto, 7 com risco intenso e 2 com risco muito intenso. Dentre os seis municípios da microrregião dois não registraram casos (Miranda e Anastácio), Bodoquena apresentou maior ICLTA (9,07) e risco intenso. Entre os 11 tratamentos com Antimoniato de Meglumina a totalidade correspondia ao peso; o tempo de tratamento em 20 dias em 81,82% e, tempo de infusão entre 60 minutos ou lento em 63,64%. A MRSA apresentou risco baixo de transmissão, porém limita-se com duas microrregiões apresentando risco intenso e muito intenso. Características da LTA na MRSA: predomínio de casos entre maiores de 50 anos, acometimento de crianças abaixo de 10 anos, pouca diferença entre registro na zona urbana e rural, registros de óbitos com e pela doença, sub registro relacionado ao Antimoniato de Meglumina: quantitativo de diluente, tempo de infusão, cuidados para os idosos e comorbidades. A elaboração do PVLTA/2021-2025 incluindo a APS, buscou ampliar a responsabilidade pelo controle da doença considerando o seu papel no cuidado do território e da elevada cobertura municipal. Ressalta-se a necessidade de acompanhamento da execução do pelo nível regional e/ou central estadual, monitoramento dos registros no SINAN, acompanhamento local pela vigilância epidemiológica, entomológica e atenção primária em saúde, visando melhoria no acompanhamento dos casos acometidos, melhoria dos registros e redução da endemia.
Palavras chave: Doenças endêmicas; epidemiologia; leishmaniose mucocutânea; atenção primária à saúde; apoio ao planejamento em saúde. |
|
Perfil Farmacoepidemiológico de Medicamentos Utilizados no Manejo e Controle da Dor em Pacientes Idosos Atendidos na Atenção Primária de Saúde de Campo Grande/MS |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
27/08/2021 |
Área |
EPIDEMIOLOGIA |
Orientador(es) |
- Ana Tereza Gomes Guerrero
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
|
Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Ana Tereza Gomes Guerrero
- Arthur de Almeida Medeiros
- Maria de Lourdes Oshiro
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
|
Resumo |
A população brasileira está em um processo de envelhecimento, onde acontece o aumento das doenças crônicas, ocorrência da polifarmácia, aparecimento dos processos dolorosos. O presente estudo tem por objetivo realizar um diagnóstico situacional referente ao perfil farmacoepidemiológico de medicamentos utilizados no manejo e controle da dor em pacientes idosos atendidos na Atenção Primária de Saúde (APS) de Campo Grande/MS. Elaborar um manual de apoio farmacoterapêutico para tratamento da dor nesses pacientes, objetivando o uso racional de medicamentos para manejo e controle da dor. Trata-se de um trabalho do tipo transversal, com dados secundários, realizado em 21 unidades da APS de Campo Grande/MS. Foram analisados 839 formulários de consultas farmacêuticas do período de abril/2016 a agosto/2019. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionadas 112 consultas. A maioria das consultas foram do sexo feminino 87,50% e estavam nas faixas etárias de 60-69 anos e 70-79 anos (45,92% ambas), 62,5% possuiam até Ensino Fundamental, eram do lar (58,18%), e a origem da consulta ocorreu por meio da busca ativa (67,86%). Verificou que 14,41% dos idosos ingeriam bebida alcóolica e fumavam frequentemente (12,61%), 41,82% são obesos. No autorelato da dor, temos que 55,36% queixou-se de dor de cabeça, acompanhado pela dor muscular 17,86%. Na caracterização farmacoterapêutica verificou que 58,04% utilizavam medicamentos caseiros como terapia alternativa e 73,02% relataram não se automedicar. Verificou que 32,99% são medicamentos para dor de uso contínuo, 26,80% utilizam protetores gástricos de forma contínua e 15,63% tem dificuldade no acesso, pela falta da medicação e 92% com problemas nas prescrições. Os medicamentos para dor aumentavam com a idade, 36,7% (60-69 anos), 38,5% (70-79 anos), 54,5% (80 anos ou mais). A análise dos dados permitiu a elaboração de um aplicativo voltado para auxiliar os profissionais de saúde e usuários quanto ao uso racional de medicamentos, sendo uma fonte de informação segura para prescritores e pacientes. Concluimos que através deste trabalho podemos auxiliar no tratamento e manejo da dor dos pacientes idosos atendidos na APS. Este manual será orientativo e informativo para que os profissionais tenham um rol de terapias disponibilizadas na APS de Campo Grande/MS, assim como o aplicativo que será uma ferramenta no auxílio do tratamento e uma fonte segura de informações medicamentosas para os pacientes, tendo em vista que o aplicativo será gerenciado por profissionais farmacêuticos. |
|
O TRABALHO INTERPROFISSIONAL NAS EQUIPES DO NÚCLEO AMPLIADO DE SAÚDE DA FAMÍLIA E ATENÇÃO BÁSICA EM DUAS CAPITAIS BRASILEIRAS |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
25/08/2021 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
|
Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Arthur de Almeida Medeiros
- Fernando Pierette Ferrari
- Geraldo Eduardo Guedes de Brito
- Guilherme Rodrigues Barbosa
|
Resumo |
O trabalho interprofissional visa superar a hierarquização do trabalho coletivo, através de relações democráticas e do compartilhamento de objetivos, identidades e responsabilidades. A Atenção Primária à Saúde (APS) a partir do arranjo integrado entre as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) e as do Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB), se encontra em um cenário ideal de consolidação do trabalho interprofissional no Sistema Único de Saúde (SUS). O NASF-AB, sob a lógica do apoio matricial, detém seu espaço como ferramenta de transformação da visão curativista e fragmentada do cuidado, através do trabalho em equipe baseado na retaguarda assistencial especializada e suporte técnico-pedagógico às equipes da ESF. Este estudo teve por objetivo principal analisar e comparar a orientação para o trabalho interprofissional de trabalhadores dos NASF-AB em duas capitais brasileiras, João Pessoa (PB) e Campo Grande (MS). Para tal, foi realizado um estudo de corte transversal, com aplicação de questionário estruturado a um total de 182 profissionais dos NASF-AB, no qual 120 eram de João Pessoa e 62 de Campo Grande. O questionário se estruturou em três dimensões, a primeira referente à caracterização geral dos entrevistados, a segunda destinou-se a caracterizar alguns aspectos do processo de trabalho e relacionados a interprofissionalidade e a terceira dimensão foi a Escala Jefferson de Atitudes Relacionadas à Colaboração Interprofissional (EJARCI). Os resultados foram divididos em dois artigos científicos. O primeiro artigo intitulado “Caracterização dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica: um estudo comparativo de duas capitais brasileiras” corresponde aos dados obtidos a partir das duas primeiras dimensões do questionário. Os resultados neste artigo apontaram que na amostra geral o sexo feminino foi predominante (83%) e a idade média era de 37,1±9,03 anos. O tempo de formação profissional foi maior em Campo Grande (66,1% há mais de 11 anos) quando comparado a João Pessoa (65% há menos de 11 anos). Cerca de dois terços da amostra geral (67%) haviam concluído pelo menos uma pós-graduação lato sensu. Foram observadas com maior frequência na amostra geral os Fisioterapeutas (25,3%), os Psicólogos (16,5%) e os Nutricionistas (16,5%). Entretanto, em Campo Grande os Profissionais de Educação Física (14,5%) são em maior quantidade que os Nutricionistas (12,9%) e são observados Médicos Pediatras (8,1%) e Ginecologistas e obstetras (9,7%), profissões não encontradas em João Pessoa. Os profissionais Assistentes Sociais estão presentes apenas nas equipes de João Pessoa e correspondem a 13,3% das categorias no município. O vínculo trabalhista em João Pessoa se dá em sua maioria por contratos temporários (98,3%) enquanto em Campo Grande a maior parte dos profissionais segue o regime estatutário (85,5%). Na amostra geral a experiência acumulada no NASF-AB da maioria é de até cinco anos (63,7%) e o vínculo com a atual equipe se apresenta inferior a dois anos (57,1%). Quanto as características do processo de trabalho, a maior parte dos profissionais em Campo Grande (42,6%) dedicam mais tempo da agenda semanal (51-75%) com atendimentos coletivos que em João Pessoa (31,5%, 26-50% da agenda semanal). O mesmo ocorre com os atendimentos individuais, nos quais em Campo Grande 59% dos profissionais dedicam de 26-50% de suas agendas semanais enquanto, em João Pessoa a maioria deles (46,8%) afirmam dedicar menor tempo (0-25%) da carga horária. Quanto ao desenvolvimento de atividades com outros profissionais, verificou-se uma distribuição similar do percentual de 26-50% do tempo de trabalho semanal dedicado tanto ao desenvolvimento de atividades com profissionais de sua equipe NASF-AB (41,9%), quanto para as desenvolvidas com as equipes da ESF (47,2%). Em ambas as capitais a maioria dos profissionais (76,9%) avaliaram satisfatoriamente o trabalho interprofissional da equipe e as competências colaborativas. No segundo artigo intitulado “O trabalho interprofissional nos Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica” consta a análise dos dados obtidos a partir da EJARCI. O escore médio dos profissionais do NASF-AB na EJARCI foi de 118,63 (±10,12), com mediana de 120 e variação de 77 a 140 pontos. Em Campo Grande foi possível observar que os profissionais apresentaram uma média superior (120,84±8,56) ao observado em João Pessoa (117,48±10,69). Quando relacionados, as variáveis individuais e os escores da EJARCI não implicaram em diferenças estatísticas, mas as maiores medianas foram observadas entre os profissionais do sexo feminino, os mais jovens, os com menos experiência, com maior tempo de vínculo com a equipe e na categoria dos Terapeutas Ocupacionais. Ao comparar os dados obtidos por meio de questionários aplicados aos profissionais do NASF-AB de duas capitais brasileiras, foi possível identificar características comuns e especificidades que fomentaram a produção do conhecimento sobre o arranjo organizacional da APS com a inserção dessas equipes. Os elevados escores dos profissionais do NASF-AB, próximos ao máximo esperado na EJARCI, demonstram que estes se apropriam das atitudes colaborativas interprofissionais como norteadoras do processo de trabalho na APS. Dessa forma, reforça o potencial das equipes NASF-AB em mobilizar mudanças do paradigma assistencial tradicional e favorecer a efetivação do trabalho interprofissional na APS. Os resultados desta pesquisa contribuem para o reconhecimento da experiência desses profissionais, aos gestores locais e formuladores de políticas públicas, na definição de estratégias de educação permanente em saúde e capacitação que direcionem a competências mais colaborativas no exercício do trabalho entre as equipes na APS. |
|
PLANEJAMENTO DE AÇÕES DE EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL EM UMA ESCOLA INDÍGENA URBANA |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
08/03/2021 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
|
Coorientador(es) |
- Paulo de Tarso Coelho Jardim
|
Orientando(s) |
|
Banca |
- Alessandro Diogo de Carli
- Ana Tereza Gomes Guerrero
- André Barciela Veras
- Antonio José Grande
- Paulo de Tarso Coelho Jardim
|
Resumo |
A alimentação e nutrição são fatores essenciais na determinação da condição de saúde de uma
população devido à relação diretamente proporcional do estado nutricional dos indivíduos com
o surgimento de doenças. Um estado nutricional ideal proporciona prevenção quanto à
instalação de doenças e comorbidades cada vez mais frequentes em populações específicas
como a população indígena. Haja vista o abandono da caça, pesca, agricultura de subsistência
e o consumo frequente de alimentos ultraprocessados em substituição a essas práticas de
aquisição de comida tradicionais dos povos indígenas, o impacto nutricional torna-se relevante
quando essas mudanças de comportamento no hábito e estilo de vida influenciam o processo
saúde-doença dessa população. Considera-se, então, que as estratégias apresentadas no modelo
de atividades de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) são medidas pertinentes de
intervenção no tratamento e prevenção das doenças crônicas não-transmissíveis. A escola tem
a configuração de um ambiente estrategicamente promotor desse contexto, favorecendo prover
e aprimorar atividades de EAN ali desenvolvidas por meio da promoção de hábitos alimentares
saudáveis. O desafio está em incorporar a atuação do nutricionista, tanto protagonizando quanto
coordenando, planejando e capacitando os demais profissionais da Atenção Primária em Saúde
(APS) em consonância com a comunidade escolar, na execução das ações de alimentação e
nutrição, principalmente, em território indígena. Assim, o objetivo deste estudo foi sistematizar
informações da vida cotidiana de crianças e adolescentes indígenas, para posterior
planejamento, formulação e aplicação de ações de EAN em uma escola indígena urbana como
proposta de intervenção nutricional no âmbito de APS no território. Trata-se de estudo
longitudinal prospectivo de caráter quantitativo descritivo por meio da ferramenta de Concept
Mapping (Mapeamento de Conceitos). Através de oficinas de Mapeamento de Conceitos com
um grupamento de 20 escolares, entre 9 e 17 anos de idade, criou-se um brainstorming (debate)
com esses indivíduos a fim de gerar palavras-chaves relacionadas aos objetivos de
encorajamento às práticas alimentares saudáveis, promoção e prevenção a saúde. Após
definição e recrutamento da amostra, o grupo de pesquisadores construiu um prompt (frase
disparadora) o qual seria o foco para a criação dos depoimentos sobre nutrição e saúde. O
prompt criado foi: “Para ter um corpo saudável é necessário o que?”. As declarações foram
ordenadas em categorias com base na similaridade entre elas e, finalmente, classificadas
segundo grau de importância e viabilidade na aplicação prática do cotidiano dos estudantes na
forma de atividades em EAN na escola. Foram gerados 38 enunciados, as quais 24 foram de
modo escrito, enquanto 14 declarações foram criadas a partir dos desenhos. Os resultados desse
estudo demonstraram que as declarações formadas diante do prompt expressaram mapas
conceituais explicativos capazes de transmitir informações objetivas utilizados na formulação
e planejamento de ações em EAN. As declarações formadas foram determinadas pelos próprios
escolares em eixos temáticos (Atividade Física, Alimentação, Ambiente local e Bem-estar) pela
ferramenta de Concept Mapping, os quais direcionaram a elaboração de um manual com
descrição minuciosa de atividades em EAN aplicáveis na escola. Por viabilidade, o grupo de
atividade física também foi classificado em primeiro lugar, seguido por alimentação,
relacionamento e interação com o meio ambiente. Nenhum grupo foi considerado sem
importância ou inviável pelos participantes. Quando os participantes foram divididos de acordo
com a idade (9-11 e 12-18), as percepções de importância e viabilidade variam entre os grupos.
Os participantes mais jovens avaliaram todos os grupos como mais importantes do que os
participantes mais velhos; para viabilidade, o grupo de alimentação foi classificado como mais
viável pelos adolescentes. Os hábitos alimentares regionais e culturais saudáveis, promovidos
segundo a oferta de ações de incentivo à alimentação adequada nas escolas indígenas, são um
dos desafios e metas para o trabalho intersetorial (saúde e educação) em EAN. A orientação
nutricional com finalidade de se produzir conhecimento acerca de uma alimentação equilibrada
e saudável, veiculada por meio de dinâmicas de ensino-aprendizagem, possibilita
conhecimentos fundamentais para a prevenção de doenças e para a promoção da saúde. A
fragilidade da saúde indígena reflete o quão objetiva precisa ser a condução da resolutividade
dos problemas, através de intervenções práticas e concisas, principalmente, quando se trata de
ações de incentivo às práticas alimentares saudáveis na escola as quais despertem o interesse
do autocuidado, valorização da cultura, empoderamento e autonomia nas escolhas alimentares.
Com isso, o Concept Mapping desempenhou um processo importante na detecção de possíveis
necessidades em saúde da comunidade, com a demonstração aprimorada da capacidade
interpretativa dos dados no desenvolvimento de ações em saúde. É necessária uma maior
utilização dessa ferramenta que contempla a escuta dos indivíduos, considera as demandas
locais e que direciona as atuações intersetoriais. |
|
CARACTERÍSTICAS DA EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: UMA EXPLORAÇÃO CARTOGRÁFICA |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
19/02/2021 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
- Marcia Naomi Santos Higashijima
|
Banca |
- Alessandro Diogo de Carli
- Emerson Elias Merhy
- Laura Camargo Macruz Feuerwerker
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
- Nathalia Silva Fontana Rosa
|
Resumo |
A educação permanente em saúde (EPS) é um conceito-ferramenta utilizado como estratégia de transformação das práticas do cotidiano de trabalho, onde a Atenção Básica, ordenadora do cuidado, é espaço potente para o desenvolvimento de movimentos de EPS. Se torna política pública no ano de 2004 e desde então aglutina características de quem a gesta e executa, por vezes, desvirtuando a intencionalidade para o qual foi criada e a própria concepção de EPS. Deste modo, esta dissertação explora o forjamento da PNEPS e a concepção de EPS, com narrativas produzidas a partir dos encontros com seus criadores e militantes. A cartografia e a pesquisa interferência foram utilizadas como percurso metodológico, proporcionando encontros com trabalhadores e gestores de unidades de básicas de saúde e gestores das áreas técnicas de educação e da atenção básica de uma capital brasileira, produzindo afecções, em parte, incômodas. Nesses encontros os relatos sobre EPS estavam vinculados a momentos assistemáticos e tecnicistas, que pouco produziam sentido a quem deles participavam, em discursos em que o usuário não aparecia ou era um receptor de informações. Isso fez emergir o desejo de identificar e sistematizar as características de EPS de modo que pudesse ser instrumento de uso ao se fazer movimentos de EPS, e mesmo para identificá-los. Juntando o desejo com a imobilidade dos encontros presenciais em tempos pandêmicos, a cartografia pegou um atalho, tornando-se caminho central os encontros virtuais com Laura Feuerwerker, Ricardo Ceccim e Emerson Merhy. Assim, a partir dos encontros com os forjadores da PNEPS e da concepção de EPS, e do encontro com as produções bibliográficas disponíveis, esta dissertação é composta por nove capítulos. Um deles cumpre o papel de me apresentar como cartógrafa e como estou implicada com a temática da educação em e na saúde desde a minha graduação, acarretando no desejo de me aprofundar na EPS, tendo como produto está dissertação. Em outro, apresento o percurso cartográfico e como ao longo dos encontros a ausência da visibilidade de movimentos de EPS me afetou, fazendo com que novos percursos fossem traçados, a fim de que fosse possível trazer a luz características palpáveis para o reconhecimento de movimentos de EPS. Como capítulo principal, em um esforço de identificação, destrincho os princípios e características da EPS, descrevendo e exemplificando uma a uma. Apresento a revisão bibliográfica que foi sendo construída e atualizada no percurso, em que problematizo os resultados encontrados, onde não se propõe uma análise do contexto e da condução da política, tão pouco sugerem soluções para os problemas identificados. Coloco em questão a formulação e implementação da PNEPS, em um movimento de compreender como foi sendo forjada por cada gestão que passou por ela, e como isso reflete no fazer da EPS. Descrevo a EPS não apenas como política do Sistema Único de Saúde ou de aprendizagem no/pelo trabalho, mas um campo em disputas de sentido para a EPS e para o que ela produz no cotidiano dos serviços. E exponho o fato da EPS não ser apenas teoria, um vocabulário ou um conjunto fixo de práticas e rotinas, mas um conceito-ferramenta. Desse modo, essa dissertação colabora de forma sistemática para compreensão do conceito-ferramenta da EPS e para a sua implementação na Atenção Básica e em toda a Rede de Atenção à Saúde, contribuindo para que trabalhadores, gestores e usuários possam concretizar a EPS na produção subjetiva do cuidado, na qualidade do cuidado compartilhado, transformando sujeitos em protagonistas, e o trabalho em desejante. |
|
CUIDADO COMPARTILHADO ENTRE AS EQUIPES DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE E ATENÇÃO DOMICILIAR NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE/MS |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
11/02/2021 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
|
Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
- Elen Ferraz Teston
- Sonia Maria Oliveira de Andrade
- Sonia Silva Marcon
|
Resumo |
|
|
COLABORAÇÃO INTERPROFISSIONAL E CLIMA DO TRABALHO EM EQUIPE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
10/02/2021 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Alessandro Diogo de Carli
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
|
Banca |
- Albert Schiaveto de Souza
- Alessandro Diogo de Carli
- Livia Fernandes Probst
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
- Marcelo Viana da Costa
|
Resumo |
|
|
FATORES ASSOCIADOS AO USO DE SERVIÇOS ODONTOLÓGICOS EM ADOLESCENTES ESCOLARES NO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
07/12/2020 |
Área |
SAÚDE PÚBLICA |
Orientador(es) |
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
|
Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Edilson Jose Zafalon
- Elen Ferraz Teston
- Rafael Aiello Bomfim
- Valeria Rodrigues de Lacerda
|
Resumo |
As doenças bucais são um grande problema de saúde pública global que afeta mais de 3,5
bilhões de pessoas. As desigualdades socioeconômicas no uso de serviços de atendimento
odontológico são menos acentuadas em países com alguma cobertura de serviços públicos
de saúde, o que aponta os benefícios potenciais dos sistemas odontológicos que dependem
da cobertura pública. Este estudo teve o objetivo de analisar fatores associados ao uso de
serviços odontológicos em adolescentes escolares de 12 anos no Estado do Mato Grosso
do Sul, Brasil. Trata-se de um estudo transversal, envolvendo pesquisa epidemiológica
realizada no estado de Mato Grosso do Sul. Adolescentes na faixa etária de 12 anos
participaram do estudo no período de março de 2018 a fevereiro de 2019. A variável de
exposição principal foi a cobertura da Estratégia Saúde da Família, e as covariáveis foram:
tipo de serviço usado (público/privado), motivo do uso (prevenção/tratamento),
frequência de consumo de alimentos não saudáveis (>2 x por semana), status
socioeconômico (escolaridade dos pais e renda), e características individuais (sexo e cor
da pele autorreferida). O referencial teórico de Sisson conduziu todas as análises. Modelos
de equações estruturais foram realizados para testar a associação do uso de serviços
odontológicos nos últimos 3 anos. Dos 615 participantes, 4.0% utilizaram serviços
odontológicos nos últimos 3 anos. Os fatores associados ao uso de serviços odontológicos
por adolescentes escolares foram: a maior cobertura pela Estratégia Saúde da Família com
Equipes de Saúde Bucal (>50%) foi associada ao maior uso de serviços públicos do que
privados, menos consultas para prevenção do que tratamentos e maior consumo alimentar
inadequado; a maior escolaridade dos pais esteve associada ao maior uso de serviços
odontológicos. Ainda, autodeclarados brancos usaram mais serviços privados e para
prevenção. Os resultados deste estudo demonstraram que a maior cobertura pela Estratégia
Saúde da Família com equipes de saúde bucal está diretamente relacionada ao maior uso
de serviços públicos, porém com menor procura de consultas para prevenção do que para
tratamentos curativos, e ainda a um maior consumo alimentar inadequado. As equipes de
saúde bucal devem qualificar o processo de trabalho para atendimentos preventivos,
organizar serviços com programas para prevenção que cumpram os atributos da atenção
primária a saúde, realizar trabalhos interdisciplinares, realizar abordagem do indivíduo na
totalidade atento ao contexto socioeconômico e cultural no qual ele está inserido
alcançando mudanças familiares produzindo assim mudanças não só nos adolescentes,
mas nas famílias. Sugere-se à gestores, profissionais de saúde, pais e educadores
intervenções nas escolas que visem melhorar a importância da alimentação saudável que
inclua mais alimentos frescos e menos produtos industrializados, utilizar abordagens
educativas e inovadoras e não estar engessadas as ações antigas como apenas cumprir
metas exigidas como flúor semanais, escovação e palestras. Desenvolver princípios
norteadores das ações como: gestão participativa, acesso universal, acolhimento:
considerar o usuário com integralidade bio-psico-social, e garantia de um atendimento
multiprofissional nas condutas de receber, escutar, orientar, atender e acompanhar,
intersetorialidade: realizando ações de promoção de saúde efetivas incluindo escola,
família, trabalho, mídia, instituições, integralidade da atenção: a equipe deve ser capaz de
realizar conjuntamente ações de promoção, proteção, prevenção, tratamento, cura e
reabilitação nos níveis individuais e coletivos.
Palavras-chave: Uso de Serviços de Saúde Bucal; Epidemiologia; Saúde bucal;
Estratégia Saúde da Família; Adolescentes. |
|
O cuidado domiciliar a familiar restrito ao domicílio por deficiência adquirida - caminhos cartográficos com a cuidadora-guia e trabalhadores da Estratégia Saúde da Família |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
20/10/2020 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
|
Banca |
- Alcindo Antonio Ferla
- Alessandro Diogo de Carli
- Débora Cristina Bertussi
- Kátia Santos de Oliveira
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
|
Resumo |
|
|
Atenção fisioterapêutica ambulatorial no SUS: georreferenciamento, tempo de espera, absenteísmo e demanda reprimida em uma capital brasileira |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
07/10/2020 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
|
Banca |
- Albert Schiaveto de Souza
- Alessandro Diogo de Carli
- Fernando Pierette Ferrari
- Leila Simone Foerster Merey
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
|
Resumo |
|
|
Ações para prevenção da sífilis em gestantes na atenção primária à saúde: uma revisão sistemática |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
09/09/2020 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Alessandro Diogo de Carli
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
- Vanessa Calmont Gusmão Gigante
|
Banca |
- Alessandro Diogo de Carli
- Darlisom Sousa Ferreira
- Livia Fernandes Probst
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
|
Resumo |
|
|
ADOECIMENTO POR TUBERCULOSE EM PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS NO MATO GROSSO DO SUL, BRASIL |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
08/09/2020 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
|
Banca |
- Ana Tereza Gomes Guerrero
- Erivaldo Elias Junior
- Everton Ferreira Lemos
- Mauricio Antonio Pompilio
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
|
Resumo |
A tuberculose é a doença oportunista mais freqüente em pessoas vivendo com
HIV/AIDS. A redução da tuberculose e do HIV/AIDS são compromissos mundiais
destacando a importância do tratamento da infecção latente, sendo a mesma uma
das metas prioritárias para reduzir casos novos. A articulação entre a rede
especializada e a atenção básica é fundamental para alcançarmos sucesso nessa
estratégia. OBJETIVO: Analisar o adoecimento por tuberculose entre pessoas
vivendo com HIV acompanhados na rede de atenção especializada municipal de
Campo Grande, MS. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo e
de natureza quantitativa com análise de dados secundários por meio do Sistema de
Controle Logístico de Medicamentos, com pacientes vinculados ao serviço municipal
de referência de TB-HIV em Mato Grosso do Sul, que adoeceram por tuberculose no
período de 2011-2018. RESULTADOS: O adoecimento por tuberculose foi de 5,1%,
ou seja, 161 casos entre 3169 pessoas vivendo com HIV/AIDS, o valor mediano de
linfócitos T CD4 no momento da infecção era de 138 (67 a 224 – quartil 25 e 75%,
respectivamente) células por milímetro cúbico (mm3),a taxa de abandono e a
irregularidade da TARV o presente estudo demonstra que dos 81,7% (n=80) em
tratamento irregular da terapia antirretroviral o desfecho de abando do tratamento de
TB foi de 8,0% (n=7). Receberam tratamento para a ILTB 40 indivíduos e apenas
32,5% (n=13) deles foram submetidos ao teste tuberculínico. CONCLUSÕES: Na
população estudada, o adoecimento entre pessoas vivendo com HIV correspondeu a
5,1% (n=161) e entre aqueles que trataram para ILTB, 25% (n=10) adoeceram. A
irregularidade da terapia antiviral expõe uma fragilidade no manejo de ambos os
agravos, observasse que 81,7% (n=80) em tratamento irregular da terapia
antirretroviral o desfecho de abando do tratamento de TB foi de 8,0% (n=7), são
múltiplos fatores associados com o adoecimento, a irregularidade da terapia
antirretroviral é uma delas, é sabido que pode impactar em desfecho desfavorável
para o paciente.
Palavras-chave: Tuberculose; Teste Tuberculínico; HIV. |
|
FATORES ASSOCIADOS À AIDS EM JOVENS E IDOSOS BRASILEIROS |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
02/09/2020 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Alessandro Diogo de Carli
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
|
Banca |
- Albert Schiaveto de Souza
- Alessandro Diogo de Carli
- Edilson Jose Zafalon
- Livia Fernandes Probst
- Simone Schneider Weber
|
Resumo |
Este estudo teve como objetivo estimar as taxas de incidência de aids em jovens e idosos nos estados brasileiros, descrever a caracterização sociodemográfica e analisar sua associação a fatores contextuais. Trata-se de estudo quantitativo, ecológico, analítico, baseado em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação- SINAN- (n=116.393); as taxas de incidência de aids foram relacionadas a variáveis individuais e contextuais na série temporal de 2007-2017. Dos 116.393 casos filtrados segundo as variáveis de interesse, 86.247 correspondiam a jovens e 30.146 idosos. Os dados individuais analisados foram: sexo, raça/cor, escolaridade, unidade federativa de residência, provável modo de transmissão e categoria de exposição. Verificou-se que em relação às variáveis individuais, a ocorrência de aids é mais frequente em homens, tanto no grupo de jovens quanto no de idosos, com predominância de raça branca para ambos, sendo a categoria de exposição mais frequente para os jovens a homossexual e para os idosos, a heterossexual. A taxa média anual de incidência de aids no Brasil a cada 100 mil habitantes foi de 21.126 para jovens e 12.877 para idosos. A região brasileira com maior taxa anual de incidência de aids foi a região Sul para idosos e região Norte para jovens. Os determinantes contextuais relacionados foram o coeficiente de Gini, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a cobertura populacional de equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF). A análise de associação entre as taxas de incidência de aids entre jovens e idosos e cada variável contextual foi analisada estatisticamente e os dados submetidos à regressão de Poisson, com variância robusta. Foram considerados estatisticamente significativos resultados com p<0,05. Quanto aos aspectos contextuais, verificou-se que a incidência de aids apresentou-se inversamente proporcional à cobertura de ESF nos estados de mais baixo IDH, independente do efeito de distribuição de renda (análise ajustada pelo índice de Gini). Quanto aos idosos, nas regiões de mais baixo IDH, este grupo repete o padrão encontrado nos jovens nas regiões de mais alto IDH. A incidência de aids foi inversamente associada à cobertura de USF, havendo maior taxa de incidência de aids em regiões com concentração de renda maior. Concluiu-se que a taxa de incidência de aids no Brasil é alta, com tendência crescente entre homens tanto do grupo de jovens quanto de idosos, podendo estar relacionada às iniquidades sociais que interferem no processo saúde-doença. No que se refere aos fatores contextuais, há influência da cobertura de ESF na taxa de incidência de aids em jovens em capitais mais desfavorecidas economicamente, não sendo o índice de Gini preponderante em nenhuma faixa etária, embora estes não sejam fatores específicos isolados relacionados à doença, pois a mesma atinge indivíduos mais e menos vulneráveis no território brasileiro, mesmo que com intensidades diferentes. Percebe-se que a cobertura de equipes de ESF em regiões mais vulneráveis permite uma ação mais específica, dado o vínculo estabelecido entre o usuário e os profissionais da unidade a qual está inserido, sendo a ele ofertado tanto o atendimento curativo quanto a possibilidade de participação em grupos de promoção à saúde e prevenção a infecções sexualmente transmissíveis, as quais poderiam ser evitáveis. A atenção primária à saúde, como ordenadora do cuidado e pela integralidade de sua atuação, necessita assumir esse papel de acolhimento, aconselhamento e tratamento dos estágios iniciais da doença aids e também trabalhar de forma coordenada aos centros especializados de IST/AIDS, impactando positivamente no cuidado ao usuário.
Palavras-chave: Fatores socioeconômicos. Aids. Jovens. Idosos. Estratégia Saúde da Família. Cobertura de Serviços Públicos de Saúde. |
|
ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO E SATISFAÇÃO DO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO NA ATENÇÃO BÁSICA E ESPECIALIZADA EM UM MUNICÍPIO BRASILEIRO |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
10/07/2020 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Ana Tereza Gomes Guerrero
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
|
Banca |
- Ana Tereza Gomes Guerrero
- Livia Fernandes Probst
- Maria de Lourdes Oshiro
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
- Soraya Solon
|
Resumo |
O Sistema Único de Saúde brasileiro (SUS) tem passado por amadurecimento e aperfeiçoamento que incluem a gestão de custos com vistas à melhor qualidade dos serviços prestados e a segurança dos pacientes. A gestão clínica da farmacoterapia e dos desfechos em saúde é parte imprescindível para o alcance dos resultados esperados com o uso dos medicamentos, para restabelecer a saúde dos pacientes ou melhorar a sua qualidade de vida. A satisfação profissional tem despertado relevante interesse e pelas implicações que tem na sua saúde e na qualidade de vida, e pelas repercussões nas organizações, ao nível da produtividade. A pesquisa tem por objetivo verificar o nível de satisfação do profissional farmacêutico do setor público em um ambiente de prática clínica. Utilizou-se se um instrumento já validado de caráter descritivo, prospectivo, quantitativo e qualitativo, seguido pela análise de associação entre satisfação e o ambiente de trabalho farmacêuticos da rede municipal de saúde de Campo Grande-MS. Participaram da pesquisa 47 farmacêuticos, correspondente a 74,6% dos farmacêuticos lotados na atenção especializada de saúde e atenção básica de saúde. Os níveis de satisfação foram classificados pela escala de Likert e percentualmente variando de “ruim” a “excelente” e em termos de porcentagem, sendo considerados satisfeitos quem respondeu “bom”, “muito bom” ou “excelente”, ou acima de 69,9% em termos percentuais. A satisfação profissional foi classificada como “regular” (62,7%), a relação com chefe imediato e o estado de espírito das equipes com distribuição “muito bom” (91,1%) e “bom” (89,1%) respectivamente. O salário e a relação com os órgãos superiores de gestão que obtiveram avaliação “ruim” com 19,6% e 26,1% nesta ordem. A satisfação global também foi avaliada “bom” com 91,2% de respostas positivas. Não houve diferença estatisticamente significativa de satisfação entre os sexos entre as respostas obtidas, e nem entre quem trabalha na Atenção Básica de quem trabalha na Atenção Especializada., contudo as mulheres estão ligeiramente mais satisfeitas com o trabalho (61,1%) do que os homens (57,1%). Quanto ao sentimento em relação a formação que o profissional e acadêmica foi adequada para 80,85%. Apenas a faceta que tratou da adequação entre o número de profissionais do serviço e a quantidade de trabalho, obteve resposta com diferença estatisticamente relevante e apontou que os profissionais da Atenção Especializada estão menos satisfeitos.
Palavras-chave: Satisfação Profissional; Cuidado Farmacêutico; Farmácia Clínica; Atenção Farmacêutica; Serviços Clínicos Farmacêuticos. |
|
Aleitamento materno e prevenção à má oclusão dentária na Estratégia Saúde da Família |
|
Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
11/03/2020 |
Área |
SAÚDE PÚBLICA |
Orientador(es) |
|
Coorientador(es) |
|
Orientando(s) |
|
Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Albert Schiaveto de Souza
- Edilson Jose Zafalon
- Franklin Delano Soares Forte
|
Resumo |
|
|