| Processo de trabalho do NASF: o que mudou para o enfrentamento da pandemia da COVID-19? |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
02/09/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alcindo Antonio Ferla
- Alessandro Diogo de Carli
- Débora Cristina Bertussi
- Leila Simone Foerster Merey
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
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| Resumo |
O objetivo deste estudo foi analisar as práticas de cuidado desenvolvidas por equipes multiprofissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) e dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Primária (NASF-AP) antes e durante a pandemia de COVID-19. Foi realizada uma pesquisa quantitativa transversal que utilizou o método de inquérito on-line por websurvey para o levantamento dos dados. Foram convidados a participar da pesquisa trabalhadores de equipes do NASF e equipes multiprofissionais da APS de todo o país. Os que aceitaram o convite responderam a um formulário com questões estruturadas e semiestruturadas sobre o perfil dos participantes e das equipes, e a execução de diversas práticas desenvolvidas no cotidiano do trabalho das equipes NASF. Responderam ao websurvey 733 trabalhadores. Com base nos critérios de inclusão e exclusão, a amostra final constituiu-se de 646 profissionais de equipes multiprofissionais ou NASF-AP de 24 Estados do país e do Distrito Federal, com idade média de 35,9 anos, variando de 22 a 67 anos. A maioria das profissionais da amostra foi do sexo feminino (83,4%). Participaram do estudo trabalhadores de 21 profissões diferentes, sendo as mais frequentes Fisioterapeutas (20,4%), Psicólogos (20,1%), Nutricionistas (17,3%), Assistentes Sociais (13,6%) e Profissionais de Educação Física (9,9%). A maioria dos respondentes atua em centros urbanos (76,6%) e estava há mais de dois anos na função (78%). Quanto ao percentual dos profissionais que participaram de formação, capacitação ou ação de educação permanente sobre a COVID-19 foi de 70,3%. Dos participantes, 76% tem curso de pós-graduação, sendo 65,9% na forma de especialização, seguidos por 9,6% com mestrado e 0,5% com doutorado. A principal área do conhecimento da pós-graduação foi Saúde Pública (38,4%). Antes da pandemia, as atividades realizadas com maior frequência foram consultas individuais, grupos de promoção e prevenção da saúde, visitas domiciliares, reuniões de equipe(s) com Estratégia de Saúde da Família, e grupos terapêuticos. As atividades menos realizadas antes da pandemia foram tele atendimentos, práticas Integrativas e complementares e projeto saúde no território. Durante a pandemia as práticas mais realizadas foram consultas individuais, triagem ou acolhimento de usuário em geral, suporte técnico de núcleo profissional, ações de cuidado relacionadas à pandemia e isolamento social relativas à prevenção de contágio, e o uso de redes sociais, vídeos, áudios, textos, jornais e aplicativos para orientações, divulgação e aproximação com a população. As práticas menos realizadas durante a pandemia foram visitas domiciliares a usuários sintomáticos de COVID-19, articulação em rede e vigilância de pacientes hospitalizados e a execução de grupos terapêuticos. De forma geral, os achados desta pesquisa identificaram que a pandemia da COVID-19 produziu mudanças nos processos de trabalho de equipes multiprofissionais da APS e do NASF. Em contraponto à redução na realização das práticas quando comparadas nos períodos estudados, houve também o surgimento de novas práticas para atender as necessidades do território e da população. Recomenda-se que cada território, a partir de suas necessidades, definam as práticas que precisam ser priorizadas por suas equipes. A pandemia emergiu novas práticas de saúde no âmbito na APS, investir em educação permanente em saúde e na formação dos profissionais para a área da Saúde Pública tem potencial para reorganizar o direcionamento das práticas de saúde do NASF, reforçando a importância do trabalho destes profissionais para a ampliação do cuidado e fortalecimento da integralidade na ESF. É urgente que cada território, cada equipe, a partir de suas necessidades, defina as práticas a serem realizadas, utilizando as ferramentas já desenvolvidas pelas equipes APS e NASF. Um grande desafio é incorporar as novas demandas impostas pela COVID-19, sem abdicar ou abandonar o cuidado aos usuários que necessitam de outras ações de saúde, melhorando a sintonia entre as práticas de dimensão clínico-assistenciais e técnico-pedagógicas. |
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| TRANSTORNOS MENTAIS ENTRE OS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: UMA ANÁLISE NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
18/08/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Lesly Lidiane Ledezma Abastoflor
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| Banca |
- André Barciela Veras
- Arthur de Almeida Medeiros
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
- Inara Pereira da Cunha
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
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| Resumo |
Os Transtornos Mentais estão presentes entre os profissionais de saúde, e durante a pandemia da COVID-19 esse adoecimento foi intensificado, pois, o trabalho de maneira exaustiva trouxe graves conseqüências para a saúde mental daqueles que estavam na linha de frente. Este estudo teve como objetivo rastrear os transtornos mentais entre os profissionais da Atenção Primária à Saúde e os sintomas de depressão, ansiedade e estresse e os fatores de risco no município de Campo Grande – Mato Grosso do Sul. Para isso, o percurso metodológico tratou-se de um estudo transversal com 193 profissionais sendo: médicos, enfermeiros, odontólogos, farmacêuticos e fisioterapeutas que atuavam nas unidades de atenção primária à saúde nas sete regiões urbanas e rurais do município. Foi aplicado um questionário socioeconômico e a Escala de Depressão Ansiedade e Estresse (Depression Anxiety and Stress Scale - DASS-21) no período de novembro de 2020 a outubro de 2021. A prevalência dos transtornos mentais revelou que mais de 50% dos profissionais de saúde que atuavam na Atenção Primária à Saúde apresentaram algum sintoma de depressão, ansiedade ou estresse. Entre os transtornos mentais os trabalhadores foram rastreados no período pandêmico respectivamente 59,6%. (IC 95%) 54,4% (IC 95%) e 59,6% (IC 95%) de depressão, ansiedade e estresse nos níveis de leve a extremamente severo. A presença de sintomas de estresse foi mais prevalente entre os participantes com menos de 30 anos (RP: 2,36; p=0,023), que avaliam a sua saúde física como ruim (RP: 2,41, p=0,008), que possuem diagnóstico de transtorno mental (RP: 1,37, p= 0,006), que procuraram ajuda/tratamento psicológico e/ou psiquiátrico (RP: 1,56, p<0,001), que não se sentem seguros com as ações de enfrentamento a COVID-19 (RP: 1,88, p=0,004) e que tiveram alteração no processo de trabalho (RP: 1,36, p=0,007). Ser cirurgião dentista se configurou como fator de proteção para a presença de sintomas de estresse (RP: 0,52; p=0,038). Os resultados demonstram a necessidade de serviços, programas e projetos que priorizem a prevenção e reabilitação dos transtornos mentais comuns nos profissionais que atuam APS
Palavras-chave: COVID-19; Saúde da Família; Saúde Mental; Profissionais de Saúde. |
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| Segurança do Paciente: Conhecimento e prática dos profissionais da estratégia saúde da família |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
18/08/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- SIMONY PORTELA DO CARMO DRUMOND
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| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Alexandra Maria Almeida Carvalho
- Arthur de Almeida Medeiros
- Elen Ferraz Teston
- Rodrigo Guimaraes dos Santos Almeida
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| Resumo |
A segurança do paciente é considerada um dos atributos da qualidade do cuidado, pois é capaz de impulsionar as demais políticas de saúde pública, tendo o foco na promoção do protagonismo de profissionais de saúde e suas equipes, como também o próprio paciente no processo de qualificação do cuidado. A Atenção Primária a Saúde (APS) desenvolve um importante trabalho para promoção e prevenção a saúde, porém a maioria das pesquisas priorizando a segurança do paciente se dá em ambiente hospitalar, e recentemente a APS tem sido foco em pesquisas sobre Segurança do Paciente, pois apesar de ser considerada relativamente segura, erros e eventos adversos também estão presentes na APS, sendo os mais comuns relacionados a erros de medicamentos e diagnósticos, na qual grande parte desses erros podem ser evitados. A cultura de segurança do paciente está em construção, e o desenvolvimento de ações em pleno avanço, permite aos serviços de saúde e aos profissionais, utilizar dados e ferramentas para garantir uma melhor assistência à saúde. O objetivo do presente estudo é avaliar o conhecimento e a prática dos profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF) sobre segurança do paciente. Estudo transversal, com abordagem quantitativa, realizado em todas as unidades urbanas de ESF de Campo Grande - MS, com 207 profissionais de saúde, sendo 94 enfermeiros, 18 farmacêuticos e 95 médicos, todos atuantes no cuidado de pacientes com hipertensão arterial sistêmica e/ou diabetes mellitus. Os dados foram coletados entre os meses de janeiro a dezembro de 2021, por meio de um questionário estruturado autoaplicável, elaborado a partir do Documento de Referência Nacional para Segurança do Paciente e uma ferramenta da Organização Mundial da Saúde para uso seguro de medicamentos. O questionário foi aplicado em uma amostra por conveniência dos profissionais de saúde. A análise dos resultados foi realizada por meio do programa estatístico SPSS, versão 24.0, e a avaliação da associação entre variáveis foi realizada por meio do teste qui-quadrado com nível de significância de 5%. O estudo permitiu descrever a caracterização sociodemográfica dos profissionais atuantes nas ESF, bem como a valorização dos mesmos acerca dos atributos necessários para a promoção da segurança do paciente no âmbito da APS e conhecimento e prática relacionados ao uso seguro de medicamentos. Os atributos de maior valorização para a segurança do paciente na prática profissional elegidos pelos participantes da pesquisa incluem a atenção centrada no paciente (19,8%; n=41), seguido do trabalho em equipe (16,9%; n=35) e o serviço aprender com os erros (18,3%; n=38). Entre, os profissionais, os farmacêuticos consideraram possuírem, um grau de conhecimento ótimo em relação a segurança do paciente, já os enfermeiros consideraram como regular. No que se refere a prática desses profissionais quanto ao uso seguro de medicamentos, 63% dos profissionais médicos relataram que sempre orientam os pacientes quanto aos possíveis riscos e eventos adversos, em relação as orientações ao paciente caso venham apresentar alguma reação adversa o que deve ser feito, 73,9% dos enfermeiros relataram que nunca orientam os pacientes e 10,3% dos farmacêuticos as vezes orientam. Quanto as interações medicamentosas, 70% dos médicos sempre orientam, porém, 92,3% dos enfermeiros relatam que nunca orientam quanto a esses cuidados, e quando há sobras de medicamentos 18,9% dos farmacêuticos sempre orientam aos pacientes o que deve ser feito, enquanto 50,7% dos médicos e 49,3% dos enfermeiros nunca fazem essa orientação. As práticas assistenciais ainda precisam ser revistas, a fim de reforçar as ações para qualidade e segurança do paciente, principalmente fortalecer e estruturar a educação permanente em saúde, como estratégia para que possam desenvolver um compromisso ético, consolidando o trabalho e a comunicação em equipe, construindo assim uma prática do cuidado com foco na segurança do paciente. O presente trabalho traz uma importante contribuição tanto para a formação dos profissionais de saúde que precisam incluir a temática da segurança do paciente em suas matrizes curriculares para melhores prepará-los para o mundo do trabalho, destaque também para a necessidade de implementação de ações de educação permanente nas equipes de ESF. O estudo avança no conhecimento sobre segurança do paciente e uso seguro de medicamentos no âmbito da APS, podendo seus resultados contribuir na melhoria do planejamento das ações de saúde nas equipes de ESF.
Palavras chaves: Segurança do paciente; Profissionais de saúde; Saúde da Família; Medicamentos; Doenças crônicas.
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| PROGRAMA DE CONTROLE DO TABAGISMO EM MATO GROSSO DO SUL: OFERTA, ADESÃO E EFETIVIDADE |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
16/08/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Nádia Cristina de Souza Cordeiro
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| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Arthur de Almeida Medeiros
- Lais Alves de Souza Bonilha
- Marli Marques
- Paulo de Tarso Guerrero Muller
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| Resumo |
O tabagismo é reconhecido como uma doença epidêmica decorrente da dependência à nicotina e integra a 10ª Classificação Internacional de Doenças (CID10) no grupo de transtornos mentais e de comportamento devido ao uso de substâncias psicoativas, além de ser considerado pela Organização Mundial da Saúde como a principal causa de morte evitável no mundo. O estudo teve por objetivo avaliar o Programa Nacional de Controle do Tabagismo em Mato Grosso do Sul, taxas de cobertura, abandono, cessação, uso de medicamentos, rede de serviços de saúde e das razões pelas quais as equipes de Estratégia Saúde da Família de Campo Grande na aderiram ao programa. Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem quantitativa, baseada em dados primários e secundários sobre o PNCT em Mato Grosso do Sul. Os dados primários foram obtidos por meio de questionário aplicado aos profissionais das Estratégia Saúde da Família (ESF) de Campo Grande, sem oferta do programa e avaliados quanto a frequência e presença de correlação entre as variáveis analisadas utilizando V de Cramer e teste de Qui-quadrado. Os dados secundários foram obtidos junto ao consolidado do Instituto Nacional de Câncer com os registros produzidos pelos serviços e comparando a situação da capital e interior. A cobertura populacional com a primeira avaliação clínica foi 12,45% em Campo Grande e 34,80% no interior. A demanda foi atendida por 100 unidades de saúde, prioritariamente na atenção básica. A efetividade do tratamento no estado foi 34,91% e o interior apresentou a maior taxa de abandono (40,21%). As principais correlações entre as respostas dos 86 pesquisados foram: interesse em ser capacitado versus interesse em implantar o programa; entre treinamento de ingresso sobre o programa versus sua oferta na unidade de saúde. Concluímos que o PNCT no estado apresenta baixa cobertura e oferta restrita na rede de saúde, além do desempenho mediano da assistência aos tabagistas. Evidencia-se a necessidade de investimento na capacitação dos profissionais da saúde, incluindo as equipes de ESF dando-lhes condições de responder as necessidades de promoção da saúde, reconhecendo o programa como de maior custo efetividade.
Descritores: Programa Nacional de Controle do Tabagismo; Atenção Primária à Saúde; Saúde da Família; tratamento do tabagismo.
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| Avaliação da capacidade de coordenação do cuidado pela Atenção Primária à Saúde na pandemia da Covid-19 em Região de Fronteira |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
15/08/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
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| Orientando(s) |
- Tatiana da Silva Santos Mattos
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| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Alberto Mesaque Martins
- Alcindo Antonio Ferla
- Ana Paula de Assis Sales
- Arthur de Almeida Medeiros
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| Resumo |
A trajetória do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil tem alcançado muitos resultados influenciados pela transição do perfil epidemiológico, contexto geográfico e as características socioeconômicas das diferentes regiões em saúde. Dentre os desafios a serem vencidos, destacam-se a integração da Rede de Atenção à Saúde (RAS), a garantia do financiamento, a ampliação do acesso e redução das barreiras territoriais. O fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) é uma ferramenta que pode ser utilizada para alcance do processo integrativo. Este trabalho tem por objetivo avaliar a capacidade da coordenação do cuidado pela APS em uma região de fronteira e suas repercussões com a RAS durante a pandemia de covid-19. Para isso, foi realizado um estudo com delineamento transversal, com abordagem quantitativa, por meio de coleta de dados primários no período de dezembro de 2020 a abril de 2021. Participaram da pesquisa 54 profissionais, entre médicos e enfermeiros das Unidades Básica de Saúde (UBS) de Corumbá e de Ladário. A avaliação foi aferida pelo Instrumento de Avaliação de Coordenação das Redes de Atenção à Saúde pela Atenção Primária à Saúde (COPAS), elaborado por Mendes (2010) e adaptado com questões específicas do território da fronteira, autoaplicável. Além da classificação por escore geral, também realizou-se a avaliação por cada dimensão dentre elas distribuídas em população, APS, sistema de apoio, sistema logístico e sistema de governança e correlacionadas com as características sociodemográficas dos profissionais e as variáveis como Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e cobertura de APS. Entre os participantes, 72,2% eram do sexo feminino, a faixa etária mais frequente foi entre 26 a 56 anos, sendo a idade média de 39,96± 6,9 anos (média± desvio padrão da média). O escore geral do COPAS resultou em 64,09% com condição boa de coordenação da RAS pela APS na macrorregião. A dimensão das questões COPAS que apresentou o menor resultado de avaliação foi o Sistema de apoio em Corumbá (54,70) e Sistema Logístico em Ladário (61,25). Já o de melhor resultado foi APS tanto em Corumbá (68,74) como em Ladário (69,08). Este estudo atingiu o objetivo de avaliar a coordenação da APS na RAS em uma região fronteiriça durante a pandemia da covid-19. Também caracterizou sociodemograficamente médicos e enfermeiros correlacionando IDH e cobertura populacional em cada município. Por fim, pode contribuir para o processo de regionalização e integração, com características mais expressivas em região de saúde fronteiriça durante a pandemia da covid-19. Pode ainda servir como questões disparadoras para elaboração de estratégicas de desenvolvimento da integração da RAS no sistema de saúde local, por meio de um planejamento de ações mais eficazes que fortalecem o direito e acesso à saúde em diferentes territórios. |
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| Fatores Associados ao Nível de Atividade Física em Adolescentes: Subsídios para Atuação das Equipes de Saúde da Família. |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
12/08/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Carlos Alexandre Molena Fernandes
- Dirceu Santos Silva
- Elen Ferraz Teston
- Rafael Aiello Bomfim
- Sonia Silva Marcon
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| Resumo |
A prática regular de atividade física é recomendada pela Organização Mundial de Saúde como fator fundamental para promoção da saúde e prevenção de doenças. Nesse sentido, destaca-se a importância da investigação dos fatores influentes nessa prática a fim de direcionar intervenções sobre os mesmos. Nesse contexto, objetivou-se analisar os fatores associados ao nível de atividade física em adolescentes. Estudo transversal, de abordagem quantitativa, realizado com adolescentes, regularmente matriculados na rede de ensino, no período de abril a outubro de 2021. Os dados foram coletados por meio de questionários enviados por plataforma online do Google Forms ou impressos e após tabulados, foram submetidos a análise estatística inferencial no software Stata versão 14.2. Participaram do estudo 219 adolescentes com média de idade de 15.7 anos, sendo que mais da metade eram meninas (52.5%) e de classe econômica média (51.1%). Dentre os participantes, 55.3% eram muito ativo/ativo, 39.3% com autoestima baixa, 17.8% apresentaram risco para desenvolver transtorno alimentar, 12.3% possuíam ansiedade grave e 13.3% depressão moderada. Os fatores associados ao nível de atividade física foram a autoestima (quanto maior o nível de autoestima maior a chance de prática de atividade física) e a depressão (quanto maior o risco para depressão, menor a prática de atividade física). A identificação desses fatores oferecem subsídios para o planejamento de ações de promoção da saúde e incentivo à prática de atividade física direcionada aos adolescentes, abordando questões relacionadas á autoestima e prevenção de doenças como a depressão.
Palavras-Chave: Saúde da Família, adolescentes, atividade física
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| Atenção pré-natal ofertada às gestantes infectadas pelo HIV nos municípios fronteiriços de Mato Grosso do Sul |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
18/07/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
- Inara Pereira da Cunha
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
- Nathan Aratani
- Renata Palopoli Picoli
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| Resumo |
Objetivo: Analisar a qualidade da atenção ofertada às gestantes infectadas pelo HIV e suas características sociodemográficas, clinicas e laboratoriais do pré-natal e parto, e a taxa de detecção das gestantes residentes em municípios de fronteira com áreas conurbadas e não conurbadas de Mato Grosso do Sul. Métodos: Estudo ecológico, retrospectivo e descritivo sobre a assistência pré-natal e condições clínicas e laboratoriais de gestantes notificadas com a infecção pelo HIV, residentes nos 12 (doze) municípios da linha de fronteira internacional de Mato Grosso do Sul, no período de 2012 e 2020, a partir de quatro bases de dados secundários: Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc), Sistema de informação de Mortalidade (SIM) e Sistema de Controle de Exames Laboratoriais (Siscel) para investigação de variáveis sociodemográficas, de assistência pré-natal e parto, condições clínicas e laboratoriais. Os municípios foram divididos em dois grupos: os que fazem fronteira com área urbana conurbana (fronteira seca ou fronteira com rio) foram agrupados em Grupo 1 (G1), os municípios da linha de fronteira com área urbana não conurbada (com proximidade de área urbana) foram agrupados em Grupo 2 (G2). O coeficiente da tendência da taxa de detecção foi calculado pelo software R ® 4.1.2 para Windows 2016. Resultados: A população do estudo incluiu 117 gestantes com recém-nascidos (RN) vivos. No G1 a taxa de detecção acumulada de HIV em gestantes foi de 2,7/1.000 Nascidos Vivos (NV) e no G2 a taxa foi de 1,7/1.000 NV. Observou-se que 74,7% tinham 20 anos ou mais; 41,7% tinham de quatro a sete anos de estudo; ambos tiveram 50,0% com e sem parceiro; 61,3% eram pardas e a profissão do lar teve 89,3%. Em 91,4% das gestantes tiveram acesso ao pré-natal e 57,1% iniciaram no 1° trimestre de gestação e em 53,9% realizaram menos consultas que o preconizado, 57,0% receberam uma atenção de pré-natal inadequada. Ocorreu em 86,3% o parto cesáreo; 82,1% dos RN não foram prematuros e 92,3% não eram baixo peso. Sobre a condição sorológica 51,3% das gestantes já conheciam antes da atual gestação. Em 40,2% das notificações foram realizadas no 3º trimestre ou no parto. A profilaxia durante o pré-natal ocorreu em 90,1% das gestantes. A carga viral foi indetectável em 56,0%% das gestantes e a contagem de linfócitos TCD4+ igual ou acima de 500 cels/mm3 esteve presente em 44,2%. Conclusão: Constatou-se que os municípios do G1 tiveram uma maior taxa de detecção de HIV em gestantes. No G2, houve uma maior proporção na assistência e profilaxia no pré-natal, contudo houve um maior número de parto cesárea, carga viral detectável e contagem de T-CD4+ menor que 350 células/mm3, o que remete a uma possível fragilidade no acompanhamento dessas gestantes.
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| Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica: Uma análise e comparação dos dados do terceiro ciclo. |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
12/07/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Albert Schiaveto de Souza
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Catiucia Aparecida da Silva
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| Banca |
- Albert Schiaveto de Souza
- Edilson Jose Zafalon
- Fernando Pierette Ferrari
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
- Patricia Lira Bizerra
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| Resumo |
A Atenção Primária em Saúde interpõe cada indivíduo com sua singularidade sociocultural, na busca por um cuidado de equidade e integralidade através da descentralização e capilaridade promovendo o acesso ao sistema e facilitando uma ligação por toda a Rede de Atenção à Saúde. Através da ferramenta ou mecanismo de avaliação no serviço em saúde é um norteador para consolidar em suas várias linhas de abordagens, que vem ganhando contornos próprios, materializando formas e conceitos específicos, indicadores e técnicas apropriadas de aplicação. Portanto, a avaliação no serviço em saúde que é uma área já consolidada em suas várias linhas de abordagens tais quais: acesso, processo de trabalho, estruturas, materiais, funcionamento entre outros. Sendo assim a presente pesquisa tem o objetivo de analisar e comparar os dados do terceiro ciclo do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, sendo dividido em duas etapas, a primeira foi o levantamento dos Identificador Nacional das Equipes homologadas no total de 521, com as classificação ótimo, muito bom, bom, regular, ruim, insatisfatório e desclassificada dos 79 municípios do estado do Mato Grosso do Sul e a na segunda etapa processo descritivo da desenvoltura das quatros macrorregiões do estado de MS, especificamente os dados da Dimensão III (Valorização do trabalhador), por ter o segundo maior peso por questão (0,3333 pesos eSF com saúde bucal e 0,2500 peso sem saúde bucal) abrindo questionamentos e possibilidades através dos programas ativos e desativados da atenção primária de saúde, deflagrando e pontuando a relevância de cada um, através dos mecanismos de proteção aos profissionais nos eixos de ensino e saúde e na saúde digital, as diretrizes e refletindo nitidamente na desenvoltura do sistema em relação trabalho em saúde. Está no que lhe concerne se apresenta de uma pesquisa quantitativa descritiva, dos dados secundários pertencentes ao banco de dados do Departamento de Atenção Básica (DAB), componente da Avaliação externa do mesmo. Os resultados demonstraram que o fortalecimento do saber que os apoios matriciais e institucionais proporcionam aos trabalhadores de modo singular, potencializando o trabalho em rede de saúde. Conclui-se que as classificações do estado do Mato Grosso do Sul apresentaram um bom desempenho perante o programa, certificando que o estado estava trabalhando para realizar uma atenção primária em saúde com acesso, melhoria e qualidade dentro da RAS. A mudança da cultura de avaliação como ferramenta de qualificação e estratégia ao decorrer dos ciclos aplicados com a valorização e a proteção dos trabalhadores sobre o trabalho colaboraram para o desenvolvimento da oferta de ações de promoção e prevenção à saúde, apontando que a avaliação é um instrumento norteador e condutor para as equipes de saúde de eficácia no intuito de chegar na meta final que é alcançar e manter os indicadores com o propósito de atingir o pináculo dos incentivos financeiros conforme a classificação final de cada equipe. |
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| Prevalência de Infecção do Trato Urinário e TORCHS em gestantes assistidas pela Estratégia Saúde da Família em Campo Grande no período de 2013 a 2018 |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
08/07/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Arthur de Almeida Medeiros
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| Coorientador(es) |
- Ana Claudia Souza Rodrigues
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Arthur de Almeida Medeiros
- Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
- Rodrigo Guimaraes dos Santos Almeida
- Wilson Ayach
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| Resumo |
Atenção Primária à Saúde é a principal porta de entrada ao Sistema Único de Saúde e desenvolve um conjunto de ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde. Dentre as ações desenvolvidas neste nível de atenção destaca-se o cuidado pré-natal, para o qual é preconizado a atenção multiprofissional com a realização de no mínimo seis consultas, sendo preferencialmente esperado que a primeira aconteça ainda no primeiro trimestre gestacional, o que denota o cuidado para a atenção integral à saúde da gestante. Durante o ciclo gravídico ocorre uma série de alterações fisiológicas, hormonais e psicológicas, as quais podem favorecer o desenvolvimento de doenças. As infecções do trato urinário (ITU) e as infecções congênitas e perinatais denominadas de TORCHS (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, sífilis, hepatite B e hepatite C) são algumas das condições de saúde mais frequentes neste período. Na gestação, a ocorrência de ITU e TORCHS está relacionada aos riscos de complicações materno-fetais como prematuridade, baixo peso ao nascer, óbito fetal e sepse materna. A equipe multiprofissional da Atenção Primária à Saúde auxilia na prevenção e redução de complicações decorrentes dessas comorbidades quando se realiza o manejo adequado de tais condições e se estabelece vínculo com a gestante, e esta realiza o maior número de consultas de pré-natal, aumentando as chances de uma gestação favorável. Sendo assim, o objetivo do estudo foi calcular a prevalência de ITU e TORCHS em gestantes assistidas pela Atenção Primária à Saúde em Campo Grande/MS no período de 2013 a 2018. Para tal, realizou-se um estudo transversal a partir de dados secundários obtidos do SISPRENATAL e sistema Hygia. Foram analisados os exames de urina tipo I, exames de urocultura, dosagem de hemoglobina, dosagem de glicose em jejum, exames sorológicos com dosagem de anticorpos IgG e IgM para toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus; exames sorológicos das hepatites B e C; e testes treponêmicos e não treponêmicos (VDRL) para sífilis, além de informações sociodemográficas das gestantes como idade, escolaridade e situação familiar. Realizou-se análise descritiva dos dados e testes de qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher para verificar os fatores associados ao desfecho de ITU. Já para a análise das TORCHS procedeu-se somente análise descritiva dos dados. Foram incluídas no estudo 2790 gestantes e os resultados apresentados sob a forma de dois artigos, obtendo-se prevalência de 3,81% para ITU, sendo a infecção mais frequente no segundo trimestre gestacional, e tendo como fatores associados a adolescência, maior escolaridade (pós-graduação), ter apresentado episódio de anemia e glicemia alterada. Em relação às TORCHS, a prevalência de positividade para toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, hepatites B e C foi inferior a 1%, já a prevalência de casos positivos para sífilis foi de 4,78%. Foram observados também que a frequência de realização dos exames de TORCHS foi superior a 95,0% e que 64,81% das gestantes realizaram os exames no primeiro trimestre gestacional. Observou-se que a prevalência de ITU, no período analisado, foi baixa na população estudada e a de TORCHS esteve dentro dos parâmetros identificados na literatura. As ITU e TORCHS podem aumentar a morbimortalidade perinatal se não diagnosticadas e tratadas precocemente, assim, o rastreamento dessas infecções pelos profissionais da Atenção Primária à Saúde durante o pré-natal é imprescindível de modo que consigam realizar o tratamento imediato quando possível, e também, promover medidas que assegurem o binômio materno-fetal. O vínculo entre Atenção Primária à Saúde e gestantes é um fator determinante para maior adesão e continuidade da assistência pré-natal, reduzindo assim as consequências adversas em decorrência às ITU e/ou TORCHS.
Palavras-chave: Saúde da Família, Pré-Natal, Gestação, Sistema Urinário, Infecção Congênita.
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| Uso de prontuário eletrônico e parâmetros de acesso e acolhimento segundo dados do terceiro ciclo do PMAQ-AB |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
10/03/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Albert Schiaveto de Souza
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Albert Schiaveto de Souza
- Camila Medeiros da Silva Mazzeti
- Leila Simone Foerster Merey
- Marcos Barbosa Ferreira
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| Resumo |
Contexto: O uso de prontuários eletrônicos (PE) na atenção primária em saúde (APS) visa maior integração e qualidade dos serviços entregues. No brasil, um dos pontos mais críticos da APS segue sendo o acesso. Objetivo: analisar através dos dados do terceiro ciclo de avaliação externa do Programa de Melhora do Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) a natureza da relação entre o uso de prontuário eletrônico e os parâmetros de acesso e acolhimento das unidades participantes. Método: Estudo transversal analítico com dados secundários. Foram avaliados dados provenientes de 38.865 equipes de atenção primária, 30.346 unidades de saúde e 140.444 usuários entrevistados. Resultados: Unidades do interior possuem uma média menor de computadores quando comparadas com capitais (5,67±5,9 vs 19,14±13,1; p<0,001) e apresentam menor informatização dos prontuários (35,9% vs 57%; p<0,001). O uso de PE esteve associado a maior realização de atendimento à demanda espontânea (OR 1,664; IC95% 1,485 – 1,866; p<0,001), avaliação de risco e vulnerabilidade (OR 1,329; IC95% 1,122 – 1,574; p=0,001), utilização de protocolos de conduta (OR 1,656; IC95% 1,530 – 1,793; p<0,001) e estudo da demanda espontânea (OR 1,106; IC95% 1,051 – 1,163; p<0,001), além de maior possibilidade de agendamento por telefone (OR 3,179; IC95% 3,030 – 3,335; p<0,001). Serviços que utilizam PE tem maior chance de ser o primeiro contato dos pacientes (OR 1,226; IC95% 1,171 – 1,283; p<0,001), de ofertarem consultas com hora marcada (OR 1,438; IC95% 1,364 – 1,515; p<0,001) e de serem buscados quando o usuário tem problemas de urgência (OR 1,198; IC95% 1,161 – 1,236; p<0,001). Conclusão: Há uma possibilidade concreta de melhoria dos parâmetros de acesso e processos de acolhimento através da informatização. O trabalho na APS é por definição complexo; ferramentas que facilitem a prática e instrumentalizem a resolução de problemas devem ser adequadamente reconhecidas e estudadas.
Palavras-Chave: Atenção Primária em Saúde; Acesso; Registros Eletrônicos de Saúde |
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| O trabalho interprofissional nas equipes de Estratégia Saúde da Família nas unidades básicas de saúde da família de Campo Grande - MS |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
04/03/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Saú Pereira Tavares de Oliveira
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| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Arthur de Almeida Medeiros
- Fernando Pierette Ferrari
- Lais Alves de Souza Bonilha
- Maria Elizabeth Araujo Ajalla
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| Resumo |
O trabalho interprofissional pode ser compreendido como uma modalidade de trabalho que se dá por meio da reflexão e tomada de decisão de forma dialógica, respeitando as a singularidade das práticas dos profissionais envolvidos. O trabalho em equipe é a modalidade de colaboração interprofissional com maior capacidade para lidar com situações mais urgentes, imprevisíveis e complexas. A organização da Atenção Primária em Saúde no Brasil traz a Estratégia Saúde da Família como a forma preferencial de organização dos serviços de saúde, tendo o trabalho em equipe como referência. Compreender melhor quais são os fatores que influenciam no trabalho em equipe da Atenção Primária em Saúde pode contribuir para melhor avaliação e funcionamento das Equipes de Saúde da Família. Esta pesquisa objetivou analisar o trabalho interprofissional de trabalhadores da Estratégia Saúde da Família no município de Campo Grande – MS. Para isso, foi realizado um estudo transversal, com aplicação de questionário estruturado, contendo quatro dimensões. A primeira se refere à caracterização geral dos entrevistados; a segunda destina-se a caracterizar o processo de trabalho; a terceira é composta pela Escala Jefferson de Atitudes Relacionadas à Colaboração Interprofissional; e a quarta consiste na Escala de Clima de Equipe. Os resultados e discussão foram organizados em forma de artigo intitulado: “A influência de fatores sociodemográficos sobre o trabalho interprofissional na atenção primária em saúde de Campo Grande – MS: um estudo transversal”. A média de idade dos profissionais participantes da pesquisa foi de 38,21 anos e de tempo de atuação na Atenção Primária em Saúde foi de 73,75 meses. O desempenho geral dos profissionais quanto às atitudes relacionadas à colaboração interprofissional foi satisfatório, com média de 112,9 e mediana de 115 pontos. Profissionais com idade inferior a 36 anos, menor tempo de atuação na Atenção Primária em Saúde (<4 anos), menos tempo de vínculo com a equipe (<2 anos) e vínculo empregatício com outras instituições obtiveram maior escore nas atitudes relacionadas à colaboração interprofissional (p<0,001). Profissionais com vínculo estatutário apresentaram menor escore nas atitudes relacionadas à colaboração interprofissional em comparação aos com outros tipos de vínculo, bem como os agentes comunitários de saúde em comparação aos demais profissionais (p<0,001). O clima de equipe nas equipes de saúde da família pode ser considerado de moderado a bom, de acordo com a Escala de Clima de Equipe, com a média geral de 169,21 e mediana de 175 pontos (6,02 e 6,43 respectivamente em uma escala simplificada de zero a 10). Houve maior participação das equipes onde os profissionais apresentavam menos de 2 anos de vínculo com a equipe (p=0,023), trabalhavam no local desejado (p=0,004) e sentiam-se realizados ou completamente realizados com o trabalho, em comparação àqueles que se referiram parcialmente ou não realizados (p<0,001). O apoio a ideias novas, clareza dos objetivos da equipe e o compromisso no desempenho das tarefas estão associados a trabalhar no local desejado (p=0,003/0,011/0,012), sentir-se realizado com o trabalho (p<0,001) e ter uma percepção positiva sobre o trabalho interprofissional (p=0,001). Creditamos estes dados à educação interprofissional, visto que profissionais mais jovens, com graduação superior e com vínculo mais recente na Atenção Primária em Saúde e nas equipes tiveram maior acesso à educação interprofissional nas matrizes da formação profissional. O clima de equipe é melhor quando os profissionais tem maior satisfação com o trabalho. A educação interprofissional deve ser considerada nas atividades de educação permanente para profissionais das equipes de saúde da família, em especial aos agentes comunitários de saúde, para buscar uma maior integração destes profissionais às equipes. |
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| Respostas locais no enfrentamento da pandemia de COVID-19: o caso da atenção primária à saúde em Campo Grande/MS |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
11/02/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Alcindo Antonio Ferla
- Júlio Cesar Schweickardt
- Karol Veiga Cabral
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
- Marcio Mariath Belloc
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| Resumo |
A partir de 2019 um novo Coronavírus surgiu e rapidamente tornou-se uma pandemia que tem gerado inúmeras preocupações no mundo. De inicio, os conhecimentos sobre essa doença eram escassos e ao longo foram se multiplicando junto às crenças e fake news acerca da doença. A Organização Mundial da Saúde fez alertas sobre a gravidade do SARS-CoV-2 e da necessidade de intervenções. Mesmo assim, várias camadas de crise se instalaram nos territórios, causando impactos na saúde e em outras dimensões sociais, da qualidade de vida e de produção da vida. Dessa forma, é muito relevante olharmos para a iniciativa local, no intuito de compreendermos esse contexto. No Brasil, não houve uma estratégia nacional de enfrentamento, sendo designadas responsabilidades aos estados e municípios, que geraram diversas respostas pouco conhecidas. Para tanto, este estudo analisou respostas em diversos territórios e em Campo Grande-MS durante o enfrentamento à pandemia, e sua influência nos serviços e na vida da população. Foi baseado na análise documental, sendo realizado com documentos e dados de domínio público, desenvolvido em quatro etapas. A primeira, uma revisão integrativa da literatura caracterizando respostas internacionais na primeira onda da pandemia. Na segunda e na terceira, foram analisados e comparados indicadores epidemiológicos e iniciativas, com ênfase em Campo Grande-MS e na Atenção Primária à Saúde. Na quarta, uma abordagem cartográfica centrada na experiência do pesquisador mestrando. O resultado da primeira etapa reuniu experiências com importantes lições dos países analisados, sendo mais assertivas respostas imediatas e rigorosas no controle da pandemia. Já na segunda e terceira etapa, no âmbito local, os achados apontam oscilações nos indicadores durante 2020 até 07/2021. No município, foram 126.657 infectados, com predominio em pessoas de 30 a 39 anos (29.704) e mulheres (55% - 68.659). Foram 3.707 óbitos, com mortalidade elevada no sexo masculino (55%) e em idosos acima de 60 anos (2.417 óbitos). No estado, 31% (2.791) dos casos de óbitos possuía ao menos uma comorbidade, como a doença cardiovascular (42,4% - 3.785). Com o surgimento das variantes (03/2021), houve aumento na hospitalização em UTI (98%), caindo para 58% em julho de 2021, após o avanço das imunizações. As intervenções iniciais indicam que medidas rigorosas de isolamento espacial associado ao senso coletivo foram primordiais para conter o avanço da doença. Entretanto, a sensação de controle da pandemia nos meses analisados de 2021 e diante do surgimento de variantes associadas às iniciativas insuficientes, provocou um cenário de colapso nos hospitais e aumento da mortalidade. Esses achados trazem importantes lições que não devem ser ignoradas, reivindicando novos estudos, sobretudo de atualização ao longo do percurso da pandemia. Concluiu que o empenho entre tomadores de decisão, da Atenção Primária à Saúde junto ao avanço da ciência é fundamental para enfrentarmos a pandemia e precisam ser fortalecidos para superarmos os próximos desafios. A pesquisa gerou publicações tecnocientíficas que foram disponibilizadas em livros e apresentação em congressos nacionais e internacionais. Por fim, o percurso pela pesquisa que embasa a dissertação, sistematizou no formato de tecnologia a formação em saúde coletiva propiciada pelo mestrado. |
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| VIGILÂNCIA DO ÓBITO MATERNO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: FATORES QUE INFLUENCIAM A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
16/12/2021 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- NÚRIA ANANDA PARRON GIACOMELLI PEREIRA
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| Banca |
- Ana Paula de Assis Sales
- Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
- Elen Ferraz Teston
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
- Maria de Lourdes de Souza
- Tauani Zampieri Cardoso
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| Resumo |
A morte de uma mulher durante a gestação, ou até 42 dias após o término desta, é denominada morte materna. Apesar dos avanços tecnológicos e assistenciais a essa população, no contexto mundial, 92% dos casos poderiam ser evitados. Dessa maneira, a mortalidade materna constitui-se um grave problema de saúde pública. Como estratégia para sua redução, compromissos globais foram estabelecidos e pactuados, os quais direcionaram a implementação de políticas públicas e de saúde, dentre elas a investigação obrigatória e a criação dos comitês de mortalidade materna. Destarte, a Atenção Primária em Saúde exerce papel importante na implementação de estratégias e assistências que visem a promoção e prevenção da saúde da mulher, sobretudo, no período gravídico-puerperal. Nesse contexto, a vigilância dos óbitos maternos constitui uma ação essencial. Entretanto, é identificado fragilidade da realização dessa ação pelos profissionais enfermeiros. Nesse sentido, conhecer os fatores que influenciam na sua realização por enfermeiros contribui para a implementação de estratégias de fortalecimento da assistência à mulher nesse período. Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar os fatores que influenciam a atuação do enfermeiro na vigilância do óbito materno na atenção primária à saúde. Estudo descritivo, de abordagem quantitativa e qualitativa, realizado com enfermeiros de unidades de saúde da atenção primária à saúde de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no período de 2019 a 2021. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário semiestruturado, autoaplicável, desenvolvido pelo pesquisador, com questões fechadas e abertas, sobre dados sociodemográficos e de trabalho, e sobre a formação e prática da vigilância do óbito materno. A análise dos dados quantitativos foi realizada por estatística descritiva, de associação por meio do teste qui-quadrado, com correção de Bonferroni. E os dados qualitativos, utilizou-se a análise temática de conteúdo e suporte do software IRAMuTeQ. Os resultados demonstraram que aspectos como a capacitação sobre vigilância do óbito materno, o tempo referido do profissional no serviço de saúde, e os fatores relacionados ao comitê de mortalidade materna influenciam na atuação do enfermeiro. Ademais, a percepção desses profissionais sobre a vigilância do óbito materno, e do comitê de mortalidade materna, certifica compreensão técnica acerca desta prática. Além disso, o estudo pontuou a relevância das discussões dos casos de óbito materno nas reuniões de equipe e a carência do retorno das análises do comitê de mortalidade materna, perante as investigações realizadas, à Atenção Primária à Saúde. Conclui-se que o enfermeiro exerce papel importante na vigilância do óbito materno, com conhecimento da temática abordada e compreensão desta prática, entretanto esses devem ser capacitados para tal atividade, de forma a aperfeiçoar o processo de trabalho e fortalecer as ações para redução da razão de mortalidade materna. |
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| Prevalência da Síndrome Metabólica em uma População Ribeirinha do Pantanal Sul-Mato-Grossense e Fatores de Risco para Doença Cardiovascular |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
20/10/2021 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- RENATO FERREIRA DE ALMEIDA ZANRE
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| Banca |
- Alessandro Diogo de Carli
- Camila Medeiros da Silva Mazzeti
- Eduardo Benedetti Parisotto
- Janaina de Cassia Orlandi Sardi
- Simone Schneider Weber
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| Resumo |
A atenção Primária a Saúde (APS) possui importância fundamental quando se trata de saúde
pública e tem na Estratégia de Saúde da Família (ESF) a sua maior aplicabilidade sanitária.
Entretanto, sabe-se que ainda o SUS não logrou êxito total na tentativa de atender as
necessidades de saúde das famílias que vivem em áreas rurais. A população do estudo, a
comunidade ribeirinha do Passo do Lontra, é uma dessas populações rurais que tem dificuldade
no acesso aos serviços de saúde. Essa população possui hábitos de vida pouco saudáveis o que
a torna predisponente para o desenvolvimento de agravos metabólicos. A Síndrome Metabólica
(SM) é caracterizada por um conjunto de anormalidades fisiopatológicas associada a Doenças
Cardiovasculares (DCV). O aparecimento da SM possui natureza multifatorial, tendo aspectos
ligados a fatores genéticos e ambientais, como hábitos relacionados ao estilo de vida, prática de
atividade física e rotina alimentar. A população do estudo, a comunidade ribeirinha do Passo
do Lontra, possui hábitos de vida pouco saudáveis. O objetivo deste trabalho foi avaliar a
prevalência da SM e fatores de risco para DCV nessa população através de uma análise
epidemiológica retrospectiva transversal dos atendimentos realizados pela Base de Estudos do
Pantanal da UFMS durante os anos de 2010 a 2016. Os resultados demonstraram que essa
população possui prevalência de SM de 40,7%, esse valor é considerado alto e superior a média
nacional. Ficou demonstrado também que a presença da SM nessa população foi associada a
presença de outras disfuncionalidades metabólicas como o aumento de ácido úrico, IMC e
colesterol não-HDL. É imprescindível que os dados obtidos nesse trabalho norteiem as políticas
públicas através de medidas para a promoção da APS nessa população. Medidas de
conscientização, orientação a práticas de atividades físicas e alimentação balanceada são
implementações fundamentais para a reversão desse quadro nessa população.
Palavras-Chave: Atenção Primária a Saúde, Síndrome Metabólica, População Rural, Saúde da
Família |
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| A hanseníase e o cuidado às pessoas e coletividades: cartografando políticas, iniciativas e itinerários de aprendizagem em Campo Grande-MS |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
05/10/2021 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- KAUANNE NAYSA ALVES PEGAIANI
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| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Alcindo Antonio Ferla
- Karol Veiga Cabral
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
- Marcio Mariath Belloc
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| Resumo |
Vista como um sério problema de saúde pública em diferentes localidades, a hanseníase é uma doença marcada por tabus e carregada pelo estigma. As crenças sobre sua origem e o
desconhecimento nas formas de tratamentos fizeram, ao longo da história, com que as medidas de controle isolassem os indivíduos, sendo responsáveis pela desmembração familiar e estigmatizações sociais. Embora tenha tratamento para a doença biológica, o efeito social segue ativo, por isso a necessidade de medidas que direcione para a diminuição do estigma, reintegração social e qualidade de vida dos indivíduos. A prática da participação social em conselhos e conferências torna mais forte o controle social, a gestão do sistema e consequentemente, a garantia dos direitos sociais. Falamos de uma participação que tem capacidade para impactar o plano estético do cuidado, com formas mais inclusivas de atenção, e uma compreensão ampliada do percurso pode contribuir para a organização de ações singulares e produção de novos patamares de cultura. O estudo buscou compreender as lógicas presentes nas políticas públicas e as repercussões dos processos de cuidado em usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase no município de Campo Grande- MS. Este estudo utilizou documentos de acesso público e foi desenvolvido em duas etapas. A primeira, um estudo de caso, sobre a formulação de políticas para o controle da hanseníase e o cuidado às pessoas e coletividades atingidas pela doença ou risco de contraí-la e suas consequências, na esteira do processo ascendente da 16ª Conferência Nacional de Saúde e dos dados e indicadores de acesso público que compõem a estratégia de monitoramento e avaliação das iniciativas no SUS. A segunda o registro cartográfico dos efeitos da pesquisa na autora. Os resultados permitiram registar que, considerando as deliberações das três etapas que constituíram o processo da 16ª Conferência Nacional de Saúde, houve omissão de referências específicas em relação à hanseníase nos relatórios municipal e estadual e à referência bastante genérica no relatório da etapa nacional. Os achados sobre os instrumentos de planejamento e monitoramento das ações nos sistemas municipal e estadual de saúde no período de 2016 a 2019 não apontam visibilidade suficiente ao tema no modo de organização dos serviços. A indicação dos relatórios é que ao SUS cabe, não apenas a assistência às doenças, mas operar como observatório dos processos civilizatórios e como laboratório de inclusão e equidade. A pesquisa realizada não esgota o tema da hanseníase nas políticas públicas e de saúde, reivindicando novos estudos, sobretudo utilizando o cotidiano dos serviços de atenção e de gestão, inclusive aqueles que demonstram quebrar com a invisibilidade e o estigma. É preciso compreender mais profundamente o que faz com que alguns processos de trabalho são mais sensíveis às pessoas e às características do território, como mobiliza a Estratégia de Saúde da Família e as diretrizes da política nacional de saúde.
Palavras-chave: Hanseníase. Estigma. Participação Social. Conferências. |
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| Processo de Trabalho de Equipes de Saúde Bucal do Brasil: desigualdades regionais demonstradas pelo PMAQ-AB |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
09/09/2021 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Albert Schiaveto de Souza
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Albert Schiaveto de Souza
- Alessandro Diogo de Carli
- Edilson Jose Zafalon
- Livia Fernandes Probst
- Rafael Aiello Bomfim
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| Resumo |
RESUMO
A Estratégia de Saúde da Família (ESF) surgiu com o intuito de reorganizar o processo de trabalho em saúde no nível da Atenção Primária à Saúde (APS). Nesta reestruturação, a equipe de Saúde Bucal (eSB) tem papel importante nas mudanças dentro dos serviços de saúde, pois representa a possibilidade de rompimento com os modelos assistenciais baseados em aspectos curativistas e individuais, dando lugar a uma odontologia articulada com as propostas de vigilância em saúde. Entender como ocorre o processo de trabalho em saúde permite compreender as condições de saúde da população e a partir deste entendimento realizar mudanças, se necessárias, para alterar o cenário da saúde da comunidade. O objetivo desse trabalho foi de avaliar as diferenças regionais do processo de trabalho das eSB do Brasil. Foi realizado um estudo transversal exploratório e analítico, de abrangência nacional. Os dados secundários foram provenientes das eSB que aderiram ao terceiro ciclo do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), realizado entre os anos 2017-2018, e que responderam ao questionário da avaliação externa. As variáveis utilizadas para analisar o processo de trabalho das eSB foram selecionadas a partir de subdimensões presentes na matriz de pontuação para certificação das equipes de saúde, as quais são compostas por padrões de qualidade, que são as perguntas realizadas na avaliação externa. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a renda per capita e a população estadual foram as variáveis socioeconômicas utilizadas. Para a comparação do processo de trabalho entre as regiões geopolíticas do país, foi utilizado o teste ANOVA de uma via, seguido pelo pós teste de Tukey. Para a análise de correlação entre o processo de trabalho e as variáveis IDH, renda per capita e população estadual foi utilizado o teste de correlação linear de Pearson. A análise estatística foi realizada utilizando o programa estatístico SPSS, versão 23.0, com nível de significância de 5%. Foram analisados os dados de 22.993 eSB de 4.813 municípios brasileiros. Houve diferença significativa entre as regiões do país, em relação à avaliação percentual de todas as subdimensões avaliadas neste estudo (p<0,001). Houve correlação linear significativa positiva e moderada nas subdimensões: “Organização dos prontuários na UBS” e as variáveis IDH (p=0,020; r=0,445) e renda per capita do estado (p=0,007; r=0,509); “Planejamento das ações da equipe de atenção básica” e as variáveis IDH (p=0,046; r=0,387) e renda per capita do estado (p=0,018; r=0,451); “Oferta de serviço” e as variáveis renda per capita (p=0,046; r=0,387) e população do estado (p=0,021; r=0,442); “Apoio institucional e apoio matricial para as equipes de atenção básica” com a renda per capita do estado (p=0,039; r=0,400); “Avaliação total e a renda per capita do estado (p=0,041; r=0,397). Os resultados deste estudo indicaram que existe heterogeneidade no processo de trabalho das eSB do Brasil, quando comparado entre as regiões geopolíticas do país. Além disso, as variáveis IDH, renda per capita e população se correlacionam positivamente com as ações em saúde bucal, evidenciando assim desigualdades inter-regionais, desfavoráveis às regiões socialmente desfavorecidas.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde, Avaliação de Ações de Saúde Pública, Estratégia Saúde da família, Fatores socioeconômicos, Saúde bucal.
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| INTERVALO DE TEMPO ENTRE O RASTREIO CITOLÓGICO E O SEGUIMENTO DAS MULHERES COM LESÕES PRECURSORAS DO CÂNCER DA CÉRVICE UTERINA, EM CAMPO GRANDE-MS, 2014 - 2018 |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
09/09/2021 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Maria Eugenia Faria Tavares
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| Banca |
- Adriane Cristina Bovo
- Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
- Ines Aparecida Tozetti
- Luana Silva Soares
- Marli Marques
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| Resumo |
RESUMO
O câncer do colo do útero é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres. O rastreamento contribui para o diagnóstico precoce das lesões precursoras, permitindo o tratamento em uma fase da doença onde há possibilidade de até 100% de cura, justificando o rastreamento populacional em mulheres. Quase metade das mulheres com câncer de colo uterino nunca foram rastreadas e outras 10 % não foram rastreadas nos cinco anos anteriores ao diagnóstico. A recomendação da OMS é que 80% das mulheres entre 25 e 64 anos realizem o teste de Papanicolau a cada três anos. O objetivo da pesquisa foi identificar o intervalo de tempo entre o rastreio citológico, a interpretação do resultado da citologia e o início do seguimento das mulheres com lesões precursoras do câncer do colo uterino, rastreadas nas Unidades de Saúde municipais em regime ambulatorial. Foi realizada uma pesquisa quantitativa, retrospectiva, de corte transversal, no município de Campo Grande/MS, no período de janeiro de 2014 a dezembro de 2018, onde foram incluídos dados secundários de resultados alterados de citologias coletadas em mulheres acima de 25 anos de idade. Na sequência foi realizado o cruzamento de dados do SISCAN (Sistema de Informação do Câncer) com as informações arquivadas no HYGIA (sistema informático utilizado pelo município de Campo Grande) utilizando o programa Microsoft® Excel (MICROSOFT Corporation, 2013). Do total de 3488 exames coletados, 39,47% das mulheres que apresentavam resultados alterados compareceram em uma consulta médica enfermagem e 60,53% ficaram sem a interpretação dos seus exames. Independentemente do resultado da citologia, observamos que a maioria, 1014 (73,64%) fizeram a consulta após a coleta da citologia em um intervalo de tempo superior a 300 dias. Os resultados encontrados sugerem que o papel do rastreio do colo do útero não está sendo devidamente alcançado. O seguimento das mulheres com citologia alterada deveria passar por um processo de busca ativa constante e contínua para permitir que os critérios das diretrizes brasileiras de prevenção do câncer do útero possam ser colocados em prática.
Palavras-chave: Neoplasia cervical; exame colpocitológico; prevenção secundária; saúde da família.
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| Participação do Agente Indígena de Saúde no Acompanhamento Pré-Natal da Mulher Guarani e Kaiowa |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
08/09/2021 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- ELLEN CAROLINE RODRIGUES BARRETOS
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| Banca |
- Daniel Scopel
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
- Everton Ferreira Lemos
- Maria Cristina Mendes Bignardi Pessoa
- Renata Palopoli Picoli
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| Resumo |
Os Agentes Indígenas de Saúde (AIS) são mediadores entre a equipe multidisciplinar de saúde indígena (EMSI) e a mulher indígena, e seu trabalho contribui para o cumprimento das diretrizes propostas na Política Nacional de Atenção à Saúde Indígena. Eles estão inseridos no mesmo território que as gestantes indígenas e compartilham da mesma cultura e língua, o que possibilita uma mediação com os sistemas de saúde e adesão das gestantes ao pré-natal. Este estudo teve como objetivo descrever as contribuições e as dificuldades no acompanhamento pré-natal de mulheres indígenas Guarani e Kaiowá, pelos Agentes Indígenas de Saúde. Trata-se de uma pesquisa descritiva-exploratória de abordagem qualitativa, com base em dados primários, realizada com 33 AIS que residiam e atuavam em quatro aldeias do Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil, no período de maio a julho de 2018. A técnica de coleta/dados foi o grupo focal, por meio de um instrumento com perguntas norteadoras, com registro de gravação e transcrição na íntegra das falas das AIS e posteriores leituras para aprofundamento análise de conteúdo de Bardin. Evidenciou-se as categorias: “contribuições das AISs na atenção à saúde da mulher no pré-natal” e “dificuldades apresentadas pelas AISs no acompanhamento pré-natal”. A vivência das AISs no mesmo território que os Guarani e Kaiowá representou uma contribuição para a ampliação e facilidade do acesso à gestante ao pré-natal. Os conhecimentos em biomedicina somados ao conhecimento de práticas tradicionais dos Guarani e Kaiowá e boa comunicação das AIS com a gestantes revelaram-se importantes para a sensibilização das mulheres indígenas na adesão ao pré-natal. O trabalho do AIS homem apresentou ser diferente da AIS mulher quanto á abordagem e descoberta da gestante no território. As AISs podem ser importantes facilitadoras da EMSI para a adesão da gestante ao pré-natal através das redes de reciprocidade. Os resultados apontam alguns fatores sociais que intervêm no diálogo e no acompanhamento do pré-natal das mulheres, relacionados às questões de gênero, redes de fofocas e imagens sobre maternidade. Tais fatores influenciam no acesso às mulheres indígenas e na abordagem de temas relativos à gestação e ao parto.
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| PLANO DE AÇÃO DA VIGILÂNCIA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA-LTA NA MICRORREGIÃO DE AQUIDAUANA-MS PARA PERÍODO DE 2021 A 2025. |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
31/08/2021 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- DÉBORAH LUZIANA MARCON DE MELLO
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| Banca |
- Angelita Fernandes Druzian
- Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
- Mario Ribeiro Alves
- Marli Marques
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
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| Resumo |
Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, com dados secundários, com o objetivo elaborar o plano de vigilância epidemiológica da LTA na microrregião de saúde de Aquidauana-MS para o período de 2021 a 2025. A pesquisa foi desenvolvida considerando 4 etapas:(I) coleta de dados sociodemográfica e epidemiológicos dos casos novos de LTA em residentes da microrregião de saúde de Aquidauana (MRSA)no banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan); (II) levantamento do total de casos novos de 2016 a 2018 por municípios, microrregiões de saúde e no estado de Mato Grosso do Sul, para o cálculo do Índice Composto da LTA(ICLTA). Os municípios e microrregionais foram classificadas segundo critério epidemiológico: sem transmissão ou silencioso; vulneráveis; não vulneráveis; e, segundo o valor do ICLTA encontrado. Utilizando o método Natural Break Points, foram gerados cinco estratos de risco da transmissão: baixo, médio, alto, intenso e muito intenso e visualizados em tabelas e mapas; (III) coleta de dados nas prescrições de tratamento aviadas pelo Núcleo Regional de Saúde (NRS) de Aquidauana do ano de 2018; (IV) subsidio aos técnicos dos municípios (vigilância epidemiológica, entomológica e APS) para a elaboração do Plano da Vigilância da LTA (PVLTA). Nos anos de 2016 a 2018 foram notificados na microrregião de saúde de Aquidauana (MRSA) 35 casos novos de LTA. Destes, 68,57% eram homens; 51,42% eram maiores de 50 anos; 54,29% residiam na zona rural; 97,14% tinham forma cutânea; 68,57% foram confirmados laboratorialmente; em 65,62% a droga inicial administrada era o Antimoniato de Meglumina; 74,29% curaram e 8,07% evoluíram para óbito. Das 11 microrregiões quanto ao ICLTA e classificação de risco de transmissão Três Lagoas apresentou menor valor (5,77) e risco baixo e Campo Grande maior valor (23,01) e risco muito intenso. A MRSA de Aquidauana apresentou ICLTA de 6,45 e risco baixo. Dos 79 municípios, 24 apresentaram risco baixo, 21 com risco médio, 25 com risco alto, 7 com risco intenso e 2 com risco muito intenso. Dentre os seis municípios da microrregião dois não registraram casos (Miranda e Anastácio), Bodoquena apresentou maior ICLTA (9,07) e risco intenso. Entre os 11 tratamentos com Antimoniato de Meglumina a totalidade correspondia ao peso; o tempo de tratamento em 20 dias em 81,82% e, tempo de infusão entre 60 minutos ou lento em 63,64%. A MRSA apresentou risco baixo de transmissão, porém limita-se com duas microrregiões apresentando risco intenso e muito intenso. Características da LTA na MRSA: predomínio de casos entre maiores de 50 anos, acometimento de crianças abaixo de 10 anos, pouca diferença entre registro na zona urbana e rural, registros de óbitos com e pela doença, sub registro relacionado ao Antimoniato de Meglumina: quantitativo de diluente, tempo de infusão, cuidados para os idosos e comorbidades. A elaboração do PVLTA/2021-2025 incluindo a APS, buscou ampliar a responsabilidade pelo controle da doença considerando o seu papel no cuidado do território e da elevada cobertura municipal. Ressalta-se a necessidade de acompanhamento da execução do pelo nível regional e/ou central estadual, monitoramento dos registros no SINAN, acompanhamento local pela vigilância epidemiológica, entomológica e atenção primária em saúde, visando melhoria no acompanhamento dos casos acometidos, melhoria dos registros e redução da endemia.
Palavras chave: Doenças endêmicas; epidemiologia; leishmaniose mucocutânea; atenção primária à saúde; apoio ao planejamento em saúde. |
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| Perfil Farmacoepidemiológico de Medicamentos Utilizados no Manejo e Controle da Dor em Pacientes Idosos Atendidos na Atenção Primária de Saúde de Campo Grande/MS |
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| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
27/08/2021 |
| Área |
EPIDEMIOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Ana Tereza Gomes Guerrero
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Ana Tereza Gomes Guerrero
- Arthur de Almeida Medeiros
- Maria de Lourdes Oshiro
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
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| Resumo |
A população brasileira está em um processo de envelhecimento, onde acontece o aumento das doenças crônicas, ocorrência da polifarmácia, aparecimento dos processos dolorosos. O presente estudo tem por objetivo realizar um diagnóstico situacional referente ao perfil farmacoepidemiológico de medicamentos utilizados no manejo e controle da dor em pacientes idosos atendidos na Atenção Primária de Saúde (APS) de Campo Grande/MS. Elaborar um manual de apoio farmacoterapêutico para tratamento da dor nesses pacientes, objetivando o uso racional de medicamentos para manejo e controle da dor. Trata-se de um trabalho do tipo transversal, com dados secundários, realizado em 21 unidades da APS de Campo Grande/MS. Foram analisados 839 formulários de consultas farmacêuticas do período de abril/2016 a agosto/2019. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionadas 112 consultas. A maioria das consultas foram do sexo feminino 87,50% e estavam nas faixas etárias de 60-69 anos e 70-79 anos (45,92% ambas), 62,5% possuiam até Ensino Fundamental, eram do lar (58,18%), e a origem da consulta ocorreu por meio da busca ativa (67,86%). Verificou que 14,41% dos idosos ingeriam bebida alcóolica e fumavam frequentemente (12,61%), 41,82% são obesos. No autorelato da dor, temos que 55,36% queixou-se de dor de cabeça, acompanhado pela dor muscular 17,86%. Na caracterização farmacoterapêutica verificou que 58,04% utilizavam medicamentos caseiros como terapia alternativa e 73,02% relataram não se automedicar. Verificou que 32,99% são medicamentos para dor de uso contínuo, 26,80% utilizam protetores gástricos de forma contínua e 15,63% tem dificuldade no acesso, pela falta da medicação e 92% com problemas nas prescrições. Os medicamentos para dor aumentavam com a idade, 36,7% (60-69 anos), 38,5% (70-79 anos), 54,5% (80 anos ou mais). A análise dos dados permitiu a elaboração de um aplicativo voltado para auxiliar os profissionais de saúde e usuários quanto ao uso racional de medicamentos, sendo uma fonte de informação segura para prescritores e pacientes. Concluimos que através deste trabalho podemos auxiliar no tratamento e manejo da dor dos pacientes idosos atendidos na APS. Este manual será orientativo e informativo para que os profissionais tenham um rol de terapias disponibilizadas na APS de Campo Grande/MS, assim como o aplicativo que será uma ferramenta no auxílio do tratamento e uma fonte segura de informações medicamentosas para os pacientes, tendo em vista que o aplicativo será gerenciado por profissionais farmacêuticos. |
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