A QUALIDADE DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE DO IDOSO EM RIO BRILHANTE-MS |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
09/09/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Arthur de Almeida Medeiros
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
- Sônia Maria Oliveira de Andrade
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Resumo |
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A QUALIDADE DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EM RIO BRILHANTE SOB A PERSPECTIVA DA PESSOA IDOSA |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
09/09/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Sonia Maria Oliveira de Andrade
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Albert Schiaveto de Souza
- Ana Rachel Oliveira de Andrade
- Arthur de Almeida Medeiros
- Melina Raquel Theobald
- Sonia Maria Oliveira de Andrade
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Resumo |
A Atenção Primária à Saúde (APS) é preferencialmente o primeiro contato do usuário com o Sistema Único de Saúde (SUS). No Brasil, a atenção à saúde da pessoa idosa é parte das atribuições da APS e estabelece como objetivo de toda e qualquer ação de saúde a de promover o envelhecimento saudável e ativo dessa população que vêm aumentando a cada ano, em nosso país. A Estratégia Saúde da Família (ESF) é o principal modelo na reorganização da APS, é necessária a presença dos quatro atributos essenciais e a extensão dos três atributos derivados, que orientam, caracterizam e medem a qualidade da APS. Diante disso, a presente pesquisa teve como objetivo avaliar a qualidade da APS na perspectiva dos usuários idosos dos serviços da APS em Rio Brilhante-MS. Para isto, foram realizadas entrevistas com uma amostra da população de 345 idosos, que utilizam os serviços dentre as oito unidades localizadas na região urbana do município, utilizando o questionário PCATool-Brasil (Primary Care Assesment Tool), instrumento de avaliação, validado nacionalmente pelo Ministério da Saúde, para pacientes adultos na versão reduzida composto por 26 itens distribuídos em 10 componentes relacionados ao tema. Para a caracterização sociodemográfica dos participantes foi utilizado um instrumento de coleta de dados composto por perguntas estruturadas, como idade, sexo, escolaridade, profissão e com quem compartilha a residência. Os participantes foram selecionados mediante técnica de amostragem aleatória simples, a partir do cadastro de usuários idosos na unidade, e as entrevistas foram realizadas pela pesquisadora na residência dos participantes que aceitaram e assinaram o Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE). Foi realizada análise descritiva com apresentação dos resultados por meio das frequências absolutas e relativas para as variáveis categóricas, e através das medidas de centro e variabilidade para as variáveis contínuas. A análise inferencial foi realizada por meio do teste de regressão logística com apresentação da Odds Ratio e o respectivo intervalo de confiança de 95%, considerando significância estatística de 5%. Os resultados apontam que a média de idade dos participantes é de 69,6 anos, e os que trabalham fora têm mais chance de atribuir pontuação baixa de avaliação da atenção primária à saúde. Constatou-se maior utilização dos serviços oferecidos pelos usuários do sexo feminino de 69,7%. Quanto à avaliação da assistência oferecida no nível primário, o escore essencial da APS no município com média 6,94, ficou acima da nota de corte de 6,6, classificado como qualidade alta. O atributo essencial Acesso de Primeiro Contato – Utilização foi o mais bem avaliado com escore 9,19. O escore geral foi avaliado em 6,27, próximo à nota de corte, porém considerado baixo pelo instrumento. Conclui-se que a qualidade da APS segundo o escore geral é baixa, estando próximo ao ponto de corte. O escore essencial é alto, indicando que os serviços de saúde da APS do município são orientados por seus atributos promovendo maior satisfação dos usuários e com impacto positivo no estado de saúde da população. Os usuários conhecem os serviços de referência de seu bairro e estes são os primeiros a serem procurados pelos pacientes. Ações de melhoria podem ser tomadas no sentido de informar aos pacientes sobre o acesso que os mesmos possuem para consultar seu prontuário e informar/disponibilizar para a população a lista de serviços e orientações que são disponíveis caso possam precisar em algum momento como, por exemplo: saúde mental, tabagismo e aconselhamento sobre mudanças que acontece com o envelhecimento. Reorganizar as ações de saúde já existentes e implantando novos fluxos assistenciais que possibilitem a assistência de qualidade torna-se necessário e oportuno. |
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Revisão de Literatura do uso da Espécie vegetal Uncaria tomentosa na odontologia: Potencial aplicabilidade em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
09/09/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Ana Tereza Gomes Guerrero
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Ana Tereza Gomes Guerrero
- Gabriela Deutsch
- Juliana Silveira Gonçalves
- Renata Trentin Perdomo
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
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Resumo |
O cuidado odontológico é um tema de grande relevância quando se se diz respeito ao bem-estar geral do indivíduo. No Brasil, a saúde bucal tem conquistado cada vez mais espaço no cenário da saúde pública do país, apesar de doenças como cárie, doenças periodontais, candidíases, estomatites outras manifestações bucais de cunho inflamatório e infeccioso ainda serem recorrentes na rotina odontológica. Neste cenário, uma das formas de atuação do cirurgião-dentista no manejo dessas condições é o uso de medicamentos, sendo a fitoterapia e a prescrição de fitoterápicos regulamentadas pelo Ministério da Saúde, inseridas no Sistema Único de Saúde (SUS), e reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia. Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi realizar o levantamento bibliográfico referente as atividades farmacológicas da Uncaria tomentosa - conhecida por sua atividade anti-inflamatória e imunorregulatória já comprovadas - e sua potencial aplicabilidade na prática odontológica, através de uma revisão sistemática da literatura, sem meta-análise. Para isso, foram realizadas buscas nas bases de dados MedLine/PUBMED, Scopus e Web of Science, utilizando os descritores Uncaria tomentosa, cat’s claw e dentistry, associados aos operadores booleanos OR e AND. Após aplicação da estratégia de busca, foram selecionados nove artigos para a revisão. Os achados bibliográficos foram favoráveis a implementação da unha de gato na prática odontológica, devido ao potencial farmacológico benéfico da planta ser bastante amplo. Junto a isso, destaca-se também sua relevância junto ao SUS, no que diz respeito a prevenção e promoção de saúde, e otimização do uso de recursos. No entanto, são necessários estudos mais recentes e mais robustos, como ensaios clínicos randomizados, para maior embasamento do tema proposto.
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ANÁLISE DA PREVALÊNCIA E ESTADIAMENTO DE CÂNCER DE BOCA E OROFARINGE, COBERTURA DE SAÚDE BUCALE DADOS DOS SERVIÇOSEM MUNICÍPIOS SUL-MATO-GROSSENSES |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
08/09/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Arthur de Almeida Medeiros
- Inara Pereira da Cunha
- LAÍS SALOMÃO ARIAS
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
- Nathan Aratani
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Resumo |
Considerando estimativa no Brasil de 15.190 novos casos de câncer de boca e orofaringe para o triênio 2020 a 2022, justifica-se a importância da Equipe de Saúde Bucal na Atenção Primária estar qualificada para o diagnóstico precoce de lesões sugestivas e incipientes de câncer de boca e orofaringe; capacitada para realização da biópsia; e conhecimento do fluxo de regulação para os serviços especializados, promovendo o acesso, longitudinalidade, integralidade e coordenação do cuidado. OBJETIVO Avaliar a conduta das Equipes de Saúde Bucal na Atenção Primária no manejo do câncer de boca e orofaringe em municípios sul-mato-grossenses. METODOLOGIA Estudo descritivo, transversal, quantitativo, de bases de dados secundários oficiais e públicos, referentes aos municípios do estado de Mato Grosso do Sul. Foi analisado dados de prevalência de câncer de boca e orofaringe, CID-10 C00 - C10, cobertura de saúde bucal, estadiamento e a realização de cuidados em saúde bucal a partir dos dados do PMAQ-AB, 3º Ciclo. RESULTADOS Todos municípios sul-mato-grossenses, com exceção de Caarapó e Tacuru, apresentaram cobertura de saúde bucal acima da média nacional. O diagnóstico no estágio avançado foi predominante, inclusive naqueles com presença de 100% de cobertura de saúde bucal. Evidenciou fragilidades nos serviços de prevenção e diagnóstico do câncer de boca; busca ativa de lesões potencialmente cancerizáveis e de casos na comunidade; e exame sistemático das mucosas orais. Houve desconhecimento dos fluxos de encaminhamento para realização de biópsias e tratamento do câncer de boca e orofaringe aos Centros de Especialidades Odontológicas dentre as equipes de um mesmo município. CONCLUSÕES Foram encontradas falhas no processo de trabalho em relação às ações de prevenção, busca ativa, exames das mucosas orais, realização de biópsias, referência para biópsia e tratamento, podendo influenciar no estadiamento do diagnóstico, tratamento, qualidade de vida e sobrevida do paciente com neoplasias malignas de câncer de boca e orofaringe. Como potencialidades de aplicação ao Sistema Único de Saúde reforça-se a necessidade de educação permanente aos profissionais odontólogos para qualificar as ações de prevenção em saúde e conhecimento dos fluxos assistenciais, de modo a qualificar o cuidado. |
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Conhecimento de mulheres atendidas nas Clínicas da Família sobre HPV e câncer de colo do útero em Campo Grande - MS |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
06/09/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- FRANCISCA CARLA DA SILVA MENDONÇA
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Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Alda Maria Teixeira Ferreira
- Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
- Ines Aparecida Tozetti
- Luana Silva Soares
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Resumo |
A infecção persistente pelo Papilomavírus humano (HPV) é uma das condições necessárias para o desenvolvimento do câncer cervical, e o conhecimento sobre o tema é importante para prevenção e controle da doença. O trabalho teve como objetivo identificar o conhecimento de mulheres sobre o HPV e câncer de colo do útero, referente à caracterização socioeconômica, transmissão, prevenção, sintomas relacionados e as fontes de informações. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, descritiva e transversal, com uso de dados primários obtidos de 200 mulheres com idade superior a 25 anos, que buscavam atendimentos entre as três Clínicas da Família, situadas em bairros que apresentam vulnerabilidades socioeconômicas, em Campo Grande, MS. As mulheres foram abordadas de forma individual e por conveniência, enquanto aguardavam atendimentos diversos. Todas assinaram o TCLE (CEP/UFMS Parecer 4.658.757, 19/04/2021). Em ambiente reservado foi aplicado um questionário impresso, estruturado contendo 20 questões de múltipla escolha relacionadas ao conhecimento sobre à infecção por HPV e perfil socioeconômico. Os dados foram analisados pelo programa (Software Microsoft Excel®, 2013) e a associação entre as variáveis foi realizada pelo teste Qui-quadrado (significância p<0,05). Dentre as 200 mulheres entrevistadas, 32,5% (65/200) não assinalaram que o HPV é um tipo de vírus que pode ocasionar o câncer cervical e 16% fizeram interpretação equivocada, designando o HPV como o câncer propriamente dito (10,5%) ou herpes genital (5,5%). Ao relacionar esses resultados ao grau de escolaridade, observou-se que os maiores percentuais de desconhecimento estavam dentre as mulheres com os menores níveis de escolaridade. Apenas 5,5% (11/200) consideraram o contato pele-pele como via de transmissão e 28,5% das mulheres não tinha conhecimento sobre transmissão pelo sexo oral. Houve predomínio de mulheres (64%, 128/200) que relataram que a infecção não tem sinais/sintomas e 23,5% (47/200) não relacionaram o HPV às verrugas genitais. Quanto à prevenção, 36% (72/200) das mulheres não tinha conhecimento sobre a vacina contra o HPV e 41% (82/200) desconhecia que meninos também devem ser vacinados contra o HPV. A fonte de informação mais frequente sobre o HPV foi a televisão (49%, 99/200) e somente 27% (54/200) e 25% (50/200) das mulheres obtiveram conhecimento através dos profissionais de saúde e as escolas/locais de ensino, respectivamente. Os resultados apontam fragilidades no conhecimento em relação à infecção por HPV e consolida a importância da educação em saúde, por meios confiáveis de comunicação e direcionada principalmente à transmissão e medidas de prevenção da infecção.
Descritores: Saúde da família; Câncer de colo do útero; Saúde da Mulher; Saúde Pública, conhecimento.
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Marcadores Psicossociais da Pessoa com transtorno mental em conflito com a lei pós (Des)Institucionalização realizada pela (EAP) de uma capital brasileira |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
05/09/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- WILLIANA RODRIGUES RAFAEL MONTEIRO
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Banca |
- Adriane Pires Batiston
- André Barciela Veras
- Clayton Peixoto de Souza
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
- Érika Kaneta Ferri
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Resumo |
Reincidência criminal, falta de moradia e dificuldade no acesso às Políticas Públicas, são marcadores psicossociais encontrados em pessoas com transtorno mental desinstitucionalizadas. O projeto Reintegra, criado em 2019, é uma parceria em conjunto do Poder judiciário, Sistema penitenciário e Secretarias de Saúde (SES) (SESAU), onde se insere o Serviço de Avaliação e Acompanhamento das Medidas Terapêuticas Aplicadas à Pessoa com Transtorno Mental em Conflito com a Lei (EAP), visam reduzir os problemas psicossociais da desinstitucionalização através de um planejamento e acompanhamento individual e gradativo da desinternação dos presos, inserindo-os na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), conectando-os a rede de apoio familiar e adequando sua terapêutica conforme condicional da área jurídica. A pesquisa buscou descrever o processo de desinstitucionalização e os marcadores psicossociais dos pacientes acompanhados pelo projeto Reintegra onde se insere a EAP de Campo Grande – MS. Trata-se de um estudo transversal com abordagem quantitativa, sendo utilizado para coleta de dados: a análise documental do Projeto Terapêutico Singular, prontuários e relatórios produzidos pela EAP; e, a aplicação de entrevista social por meio da Escala de Avaliação Global do Funcionamento (AGF) e o Questionário adaptado para Estudo de moradias de portadores de transtorno mental grave. A amostra contou com 41 pacientes acompanhados pelo projeto Reintegra já desinstitucionalizados, sendo que 31 (75,6%) aceitaram participar da pesquisa. A aceitação e assinatura do Termo de Livre e Esclarecido (TCLE) foi dividido entre os pacientes que respondiam legalmente por si 14 (45,1%) e aqueles curatelados 17 (54,9%). Os dados coletados são de diferentes momentos pós desinstitucionalização da EAP e os pacientes se encontravam em diversos locais de moradia, sendo que 20 (64,5%) estavam em residências, 6 (19,4%) em Residências Terapêuticas (RT), 1 (3,2%) aguardava no CAPS vaga em (RT), 2 (6,5%) institucionalizados em internações psiquiátrica particulares e permanentes por opção da família, e 2 (6,5%) retornaram à institucionalização prisional por reincidência criminal. Os dados sociodemográficos foram compostos por usuários com idade entre 18 a 59 anos, com predomínio do sexo masculino 30 (96,8%), solteiros 27 (87,1%), negros ou pardos 19 (61,3%), que possuem ensino fundamental incompleto 22 (70,9%), que nunca trabalharam 13 (41,9%) e 16 (51,6%) que dispunham de até 1 salário mínimo como renda familiar. Quanto aos marcadores sociais de vulnerabilidade e inserção social, 15 (48,4%) possuem acesso a benefícios sociais, 24 (77,4%) acesso a Defensoria Pública, 8 (25,8%) não possuem vínculo ou possuem vínculo fragilizado com a rede de apoio, 15 (48,4%) referiram situação de rua momentânea após saírem da prisão, todavia nenhum paciente foi identificado sem residência fixa permanente. Os transtornos mentais predominantes foram, o comportamental devido ao uso de Substâncias Psicoativas ilícitas (SPA) e Esquizofrenia e outras psicoses, obtiveram o mesmo resultado, de 9 (29,0%) cada. O diagnóstico de 16 (51,6%) ocorreu após o processo de institucionalização prisional. A média de internações psiquiátricas desde a institucionalização prisional foi de 6,06 por indivíduo e 26 (83,9%) relataram realizar regularmente acompanhamento na Rede de Atenção Psicossocial à Saúde (RAPS) e uso medicamentoso prescrito. A Escala de Avaliação Global de Funcionamento (AGF), observa-se predomínio de pacientes com Sintomatologia Grave 18 (58,1%), com pontuação entre 20 e 50. Conclui-se que os pacientes assistidos pelo projeto “Reintegra” da EAP de Campo Grande – MS, demonstraram marcadores psicossociais baixos comparados com indicadores nacionais.
Descritores: Saúde mental, Sistema Prisional, Saúde da Família, Políticas Públicas. |
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ACESSIBILIDADE AO DISPOSITIVO INTRAUTERINO (DIU) NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
02/09/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Elen Ferraz Teston
- Maria Antonia Ramos Costa
- Nathan Aratani
- Rafael Aiello Bomfim
- Sebastiao Junior Henrique Duarte
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Resumo |
O dispositivo intrauterino (DIU) de cobre, é o método contraceptivo reversível
mais utilizado em todo o mundo, é ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS),
totalmente seguro e altamente eficaz, com baixas taxas baixas relacionadas a
sua falha, porém, ainda subutilizado pela população brasileira. Essa restrição em
sua adesão pode restringir o pleno exercício dos direitos sexuais e reprodutivos
das mulheres brasileiras. Diante disso, o objetivo desse estudo foi de conhecer
as condições de acesso das mulheres ao DIU na Atenção Primária no município
de Campo Grande – MS. Para isso, realizou-se um estudo qualitativo, que
envolveu a realização de entrevistas individualizadas baseadas em roteiros
semiestruturados, como técnica de análise de dados utilizou-se o Consolidated
Framework for Implementation Research (CFIR) como guia para estabelecer os
constructos de avaliação. Utilizou-se os domínios do cenário interno; cenário
externo e características dos indivíduos do CFIR para a análise resultados.
Realizaram-se entrevistas com quatro grupos de 10 participantes cada: mulheres
usuárias do SUS que buscam atendimento para a inserção do DIU, mulheres
usuárias do SUS que inseriram o DIU, profissionais da atenção primaria saúde
que não fazem e que fazem a inserção do dispositivo. As entrevistas foram
orientadas por um roteiro previamente estabelecido, a partir de questões
disparadoras sobre o fluxo, acesso e disponibilidade do DIU. Foram analisadas
40 entrevistas, a partir destas, os relatos foram organizados e categorias foram
definidas. As entrevistas foram gravadas em áudio, transcritas, lidas e relidas.
Após essa etapa procedeu-se a análise de conteúdo seguindo suas etapas:
leitura flutuante, pré-análise e categorização temática. Destaca-se a partir dos
resultados encontrados que apesar de serem reconhecidas algumas facilidades,
ainda existem muitas limitações e barreiras do conhecimento, organizacionais e
operacionais que dificultam o acesso das mulheres à inserção do dispositivo
intrauterino pelas usuárias das unidades de saúdes a que são subordinadas.
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Processo de trabalho do NASF: o que mudou para o enfrentamento da pandemia da COVID-19? |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
02/09/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Alcindo Antonio Ferla
- Alessandro Diogo de Carli
- Débora Cristina Bertussi
- Leila Simone Foerster Merey
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
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Resumo |
O objetivo deste estudo foi analisar as práticas de cuidado desenvolvidas por equipes multiprofissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) e dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Primária (NASF-AP) antes e durante a pandemia de COVID-19. Foi realizada uma pesquisa quantitativa transversal que utilizou o método de inquérito on-line por websurvey para o levantamento dos dados. Foram convidados a participar da pesquisa trabalhadores de equipes do NASF e equipes multiprofissionais da APS de todo o país. Os que aceitaram o convite responderam a um formulário com questões estruturadas e semiestruturadas sobre o perfil dos participantes e das equipes, e a execução de diversas práticas desenvolvidas no cotidiano do trabalho das equipes NASF. Responderam ao websurvey 733 trabalhadores. Com base nos critérios de inclusão e exclusão, a amostra final constituiu-se de 646 profissionais de equipes multiprofissionais ou NASF-AP de 24 Estados do país e do Distrito Federal, com idade média de 35,9 anos, variando de 22 a 67 anos. A maioria das profissionais da amostra foi do sexo feminino (83,4%). Participaram do estudo trabalhadores de 21 profissões diferentes, sendo as mais frequentes Fisioterapeutas (20,4%), Psicólogos (20,1%), Nutricionistas (17,3%), Assistentes Sociais (13,6%) e Profissionais de Educação Física (9,9%). A maioria dos respondentes atua em centros urbanos (76,6%) e estava há mais de dois anos na função (78%). Quanto ao percentual dos profissionais que participaram de formação, capacitação ou ação de educação permanente sobre a COVID-19 foi de 70,3%. Dos participantes, 76% tem curso de pós-graduação, sendo 65,9% na forma de especialização, seguidos por 9,6% com mestrado e 0,5% com doutorado. A principal área do conhecimento da pós-graduação foi Saúde Pública (38,4%). Antes da pandemia, as atividades realizadas com maior frequência foram consultas individuais, grupos de promoção e prevenção da saúde, visitas domiciliares, reuniões de equipe(s) com Estratégia de Saúde da Família, e grupos terapêuticos. As atividades menos realizadas antes da pandemia foram tele atendimentos, práticas Integrativas e complementares e projeto saúde no território. Durante a pandemia as práticas mais realizadas foram consultas individuais, triagem ou acolhimento de usuário em geral, suporte técnico de núcleo profissional, ações de cuidado relacionadas à pandemia e isolamento social relativas à prevenção de contágio, e o uso de redes sociais, vídeos, áudios, textos, jornais e aplicativos para orientações, divulgação e aproximação com a população. As práticas menos realizadas durante a pandemia foram visitas domiciliares a usuários sintomáticos de COVID-19, articulação em rede e vigilância de pacientes hospitalizados e a execução de grupos terapêuticos. De forma geral, os achados desta pesquisa identificaram que a pandemia da COVID-19 produziu mudanças nos processos de trabalho de equipes multiprofissionais da APS e do NASF. Em contraponto à redução na realização das práticas quando comparadas nos períodos estudados, houve também o surgimento de novas práticas para atender as necessidades do território e da população. Recomenda-se que cada território, a partir de suas necessidades, definam as práticas que precisam ser priorizadas por suas equipes. A pandemia emergiu novas práticas de saúde no âmbito na APS, investir em educação permanente em saúde e na formação dos profissionais para a área da Saúde Pública tem potencial para reorganizar o direcionamento das práticas de saúde do NASF, reforçando a importância do trabalho destes profissionais para a ampliação do cuidado e fortalecimento da integralidade na ESF. É urgente que cada território, cada equipe, a partir de suas necessidades, defina as práticas a serem realizadas, utilizando as ferramentas já desenvolvidas pelas equipes APS e NASF. Um grande desafio é incorporar as novas demandas impostas pela COVID-19, sem abdicar ou abandonar o cuidado aos usuários que necessitam de outras ações de saúde, melhorando a sintonia entre as práticas de dimensão clínico-assistenciais e técnico-pedagógicas. |
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TRANSTORNOS MENTAIS ENTRE OS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: UMA ANÁLISE NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
18/08/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Lesly Lidiane Ledezma Abastoflor
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Banca |
- André Barciela Veras
- Arthur de Almeida Medeiros
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
- Inara Pereira da Cunha
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
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Resumo |
Os Transtornos Mentais estão presentes entre os profissionais de saúde, e durante a pandemia da COVID-19 esse adoecimento foi intensificado, pois, o trabalho de maneira exaustiva trouxe graves conseqüências para a saúde mental daqueles que estavam na linha de frente. Este estudo teve como objetivo rastrear os transtornos mentais entre os profissionais da Atenção Primária à Saúde e os sintomas de depressão, ansiedade e estresse e os fatores de risco no município de Campo Grande – Mato Grosso do Sul. Para isso, o percurso metodológico tratou-se de um estudo transversal com 193 profissionais sendo: médicos, enfermeiros, odontólogos, farmacêuticos e fisioterapeutas que atuavam nas unidades de atenção primária à saúde nas sete regiões urbanas e rurais do município. Foi aplicado um questionário socioeconômico e a Escala de Depressão Ansiedade e Estresse (Depression Anxiety and Stress Scale - DASS-21) no período de novembro de 2020 a outubro de 2021. A prevalência dos transtornos mentais revelou que mais de 50% dos profissionais de saúde que atuavam na Atenção Primária à Saúde apresentaram algum sintoma de depressão, ansiedade ou estresse. Entre os transtornos mentais os trabalhadores foram rastreados no período pandêmico respectivamente 59,6%. (IC 95%) 54,4% (IC 95%) e 59,6% (IC 95%) de depressão, ansiedade e estresse nos níveis de leve a extremamente severo. A presença de sintomas de estresse foi mais prevalente entre os participantes com menos de 30 anos (RP: 2,36; p=0,023), que avaliam a sua saúde física como ruim (RP: 2,41, p=0,008), que possuem diagnóstico de transtorno mental (RP: 1,37, p= 0,006), que procuraram ajuda/tratamento psicológico e/ou psiquiátrico (RP: 1,56, p<0,001), que não se sentem seguros com as ações de enfrentamento a COVID-19 (RP: 1,88, p=0,004) e que tiveram alteração no processo de trabalho (RP: 1,36, p=0,007). Ser cirurgião dentista se configurou como fator de proteção para a presença de sintomas de estresse (RP: 0,52; p=0,038). Os resultados demonstram a necessidade de serviços, programas e projetos que priorizem a prevenção e reabilitação dos transtornos mentais comuns nos profissionais que atuam APS
Palavras-chave: COVID-19; Saúde da Família; Saúde Mental; Profissionais de Saúde. |
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Segurança do Paciente: Conhecimento e prática dos profissionais da estratégia saúde da família |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
18/08/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- SIMONY PORTELA DO CARMO DRUMOND
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Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Alexandra Maria Almeida Carvalho
- Arthur de Almeida Medeiros
- Elen Ferraz Teston
- Rodrigo Guimaraes dos Santos Almeida
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Resumo |
A segurança do paciente é considerada um dos atributos da qualidade do cuidado, pois é capaz de impulsionar as demais políticas de saúde pública, tendo o foco na promoção do protagonismo de profissionais de saúde e suas equipes, como também o próprio paciente no processo de qualificação do cuidado. A Atenção Primária a Saúde (APS) desenvolve um importante trabalho para promoção e prevenção a saúde, porém a maioria das pesquisas priorizando a segurança do paciente se dá em ambiente hospitalar, e recentemente a APS tem sido foco em pesquisas sobre Segurança do Paciente, pois apesar de ser considerada relativamente segura, erros e eventos adversos também estão presentes na APS, sendo os mais comuns relacionados a erros de medicamentos e diagnósticos, na qual grande parte desses erros podem ser evitados. A cultura de segurança do paciente está em construção, e o desenvolvimento de ações em pleno avanço, permite aos serviços de saúde e aos profissionais, utilizar dados e ferramentas para garantir uma melhor assistência à saúde. O objetivo do presente estudo é avaliar o conhecimento e a prática dos profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF) sobre segurança do paciente. Estudo transversal, com abordagem quantitativa, realizado em todas as unidades urbanas de ESF de Campo Grande - MS, com 207 profissionais de saúde, sendo 94 enfermeiros, 18 farmacêuticos e 95 médicos, todos atuantes no cuidado de pacientes com hipertensão arterial sistêmica e/ou diabetes mellitus. Os dados foram coletados entre os meses de janeiro a dezembro de 2021, por meio de um questionário estruturado autoaplicável, elaborado a partir do Documento de Referência Nacional para Segurança do Paciente e uma ferramenta da Organização Mundial da Saúde para uso seguro de medicamentos. O questionário foi aplicado em uma amostra por conveniência dos profissionais de saúde. A análise dos resultados foi realizada por meio do programa estatístico SPSS, versão 24.0, e a avaliação da associação entre variáveis foi realizada por meio do teste qui-quadrado com nível de significância de 5%. O estudo permitiu descrever a caracterização sociodemográfica dos profissionais atuantes nas ESF, bem como a valorização dos mesmos acerca dos atributos necessários para a promoção da segurança do paciente no âmbito da APS e conhecimento e prática relacionados ao uso seguro de medicamentos. Os atributos de maior valorização para a segurança do paciente na prática profissional elegidos pelos participantes da pesquisa incluem a atenção centrada no paciente (19,8%; n=41), seguido do trabalho em equipe (16,9%; n=35) e o serviço aprender com os erros (18,3%; n=38). Entre, os profissionais, os farmacêuticos consideraram possuírem, um grau de conhecimento ótimo em relação a segurança do paciente, já os enfermeiros consideraram como regular. No que se refere a prática desses profissionais quanto ao uso seguro de medicamentos, 63% dos profissionais médicos relataram que sempre orientam os pacientes quanto aos possíveis riscos e eventos adversos, em relação as orientações ao paciente caso venham apresentar alguma reação adversa o que deve ser feito, 73,9% dos enfermeiros relataram que nunca orientam os pacientes e 10,3% dos farmacêuticos as vezes orientam. Quanto as interações medicamentosas, 70% dos médicos sempre orientam, porém, 92,3% dos enfermeiros relatam que nunca orientam quanto a esses cuidados, e quando há sobras de medicamentos 18,9% dos farmacêuticos sempre orientam aos pacientes o que deve ser feito, enquanto 50,7% dos médicos e 49,3% dos enfermeiros nunca fazem essa orientação. As práticas assistenciais ainda precisam ser revistas, a fim de reforçar as ações para qualidade e segurança do paciente, principalmente fortalecer e estruturar a educação permanente em saúde, como estratégia para que possam desenvolver um compromisso ético, consolidando o trabalho e a comunicação em equipe, construindo assim uma prática do cuidado com foco na segurança do paciente. O presente trabalho traz uma importante contribuição tanto para a formação dos profissionais de saúde que precisam incluir a temática da segurança do paciente em suas matrizes curriculares para melhores prepará-los para o mundo do trabalho, destaque também para a necessidade de implementação de ações de educação permanente nas equipes de ESF. O estudo avança no conhecimento sobre segurança do paciente e uso seguro de medicamentos no âmbito da APS, podendo seus resultados contribuir na melhoria do planejamento das ações de saúde nas equipes de ESF.
Palavras chaves: Segurança do paciente; Profissionais de saúde; Saúde da Família; Medicamentos; Doenças crônicas.
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PROGRAMA DE CONTROLE DO TABAGISMO EM MATO GROSSO DO SUL: OFERTA, ADESÃO E EFETIVIDADE |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
16/08/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Nádia Cristina de Souza Cordeiro
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Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Arthur de Almeida Medeiros
- Lais Alves de Souza Bonilha
- Marli Marques
- Paulo de Tarso Guerrero Muller
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Resumo |
O tabagismo é reconhecido como uma doença epidêmica decorrente da dependência à nicotina e integra a 10ª Classificação Internacional de Doenças (CID10) no grupo de transtornos mentais e de comportamento devido ao uso de substâncias psicoativas, além de ser considerado pela Organização Mundial da Saúde como a principal causa de morte evitável no mundo. O estudo teve por objetivo avaliar o Programa Nacional de Controle do Tabagismo em Mato Grosso do Sul, taxas de cobertura, abandono, cessação, uso de medicamentos, rede de serviços de saúde e das razões pelas quais as equipes de Estratégia Saúde da Família de Campo Grande na aderiram ao programa. Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem quantitativa, baseada em dados primários e secundários sobre o PNCT em Mato Grosso do Sul. Os dados primários foram obtidos por meio de questionário aplicado aos profissionais das Estratégia Saúde da Família (ESF) de Campo Grande, sem oferta do programa e avaliados quanto a frequência e presença de correlação entre as variáveis analisadas utilizando V de Cramer e teste de Qui-quadrado. Os dados secundários foram obtidos junto ao consolidado do Instituto Nacional de Câncer com os registros produzidos pelos serviços e comparando a situação da capital e interior. A cobertura populacional com a primeira avaliação clínica foi 12,45% em Campo Grande e 34,80% no interior. A demanda foi atendida por 100 unidades de saúde, prioritariamente na atenção básica. A efetividade do tratamento no estado foi 34,91% e o interior apresentou a maior taxa de abandono (40,21%). As principais correlações entre as respostas dos 86 pesquisados foram: interesse em ser capacitado versus interesse em implantar o programa; entre treinamento de ingresso sobre o programa versus sua oferta na unidade de saúde. Concluímos que o PNCT no estado apresenta baixa cobertura e oferta restrita na rede de saúde, além do desempenho mediano da assistência aos tabagistas. Evidencia-se a necessidade de investimento na capacitação dos profissionais da saúde, incluindo as equipes de ESF dando-lhes condições de responder as necessidades de promoção da saúde, reconhecendo o programa como de maior custo efetividade.
Descritores: Programa Nacional de Controle do Tabagismo; Atenção Primária à Saúde; Saúde da Família; tratamento do tabagismo.
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Avaliação da capacidade de coordenação do cuidado pela Atenção Primária à Saúde na pandemia da Covid-19 em Região de Fronteira |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
15/08/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
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Orientando(s) |
- Tatiana da Silva Santos Mattos
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Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Alberto Mesaque Martins
- Alcindo Antonio Ferla
- Ana Paula de Assis Sales
- Arthur de Almeida Medeiros
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Resumo |
A trajetória do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil tem alcançado muitos resultados influenciados pela transição do perfil epidemiológico, contexto geográfico e as características socioeconômicas das diferentes regiões em saúde. Dentre os desafios a serem vencidos, destacam-se a integração da Rede de Atenção à Saúde (RAS), a garantia do financiamento, a ampliação do acesso e redução das barreiras territoriais. O fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) é uma ferramenta que pode ser utilizada para alcance do processo integrativo. Este trabalho tem por objetivo avaliar a capacidade da coordenação do cuidado pela APS em uma região de fronteira e suas repercussões com a RAS durante a pandemia de covid-19. Para isso, foi realizado um estudo com delineamento transversal, com abordagem quantitativa, por meio de coleta de dados primários no período de dezembro de 2020 a abril de 2021. Participaram da pesquisa 54 profissionais, entre médicos e enfermeiros das Unidades Básica de Saúde (UBS) de Corumbá e de Ladário. A avaliação foi aferida pelo Instrumento de Avaliação de Coordenação das Redes de Atenção à Saúde pela Atenção Primária à Saúde (COPAS), elaborado por Mendes (2010) e adaptado com questões específicas do território da fronteira, autoaplicável. Além da classificação por escore geral, também realizou-se a avaliação por cada dimensão dentre elas distribuídas em população, APS, sistema de apoio, sistema logístico e sistema de governança e correlacionadas com as características sociodemográficas dos profissionais e as variáveis como Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e cobertura de APS. Entre os participantes, 72,2% eram do sexo feminino, a faixa etária mais frequente foi entre 26 a 56 anos, sendo a idade média de 39,96± 6,9 anos (média± desvio padrão da média). O escore geral do COPAS resultou em 64,09% com condição boa de coordenação da RAS pela APS na macrorregião. A dimensão das questões COPAS que apresentou o menor resultado de avaliação foi o Sistema de apoio em Corumbá (54,70) e Sistema Logístico em Ladário (61,25). Já o de melhor resultado foi APS tanto em Corumbá (68,74) como em Ladário (69,08). Este estudo atingiu o objetivo de avaliar a coordenação da APS na RAS em uma região fronteiriça durante a pandemia da covid-19. Também caracterizou sociodemograficamente médicos e enfermeiros correlacionando IDH e cobertura populacional em cada município. Por fim, pode contribuir para o processo de regionalização e integração, com características mais expressivas em região de saúde fronteiriça durante a pandemia da covid-19. Pode ainda servir como questões disparadoras para elaboração de estratégicas de desenvolvimento da integração da RAS no sistema de saúde local, por meio de um planejamento de ações mais eficazes que fortalecem o direito e acesso à saúde em diferentes territórios. |
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Fatores Associados ao Nível de Atividade Física em Adolescentes: Subsídios para Atuação das Equipes de Saúde da Família. |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
12/08/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Carlos Alexandre Molena Fernandes
- Dirceu Santos Silva
- Elen Ferraz Teston
- Rafael Aiello Bomfim
- Sonia Silva Marcon
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Resumo |
A prática regular de atividade física é recomendada pela Organização Mundial de Saúde como fator fundamental para promoção da saúde e prevenção de doenças. Nesse sentido, destaca-se a importância da investigação dos fatores influentes nessa prática a fim de direcionar intervenções sobre os mesmos. Nesse contexto, objetivou-se analisar os fatores associados ao nível de atividade física em adolescentes. Estudo transversal, de abordagem quantitativa, realizado com adolescentes, regularmente matriculados na rede de ensino, no período de abril a outubro de 2021. Os dados foram coletados por meio de questionários enviados por plataforma online do Google Forms ou impressos e após tabulados, foram submetidos a análise estatística inferencial no software Stata versão 14.2. Participaram do estudo 219 adolescentes com média de idade de 15.7 anos, sendo que mais da metade eram meninas (52.5%) e de classe econômica média (51.1%). Dentre os participantes, 55.3% eram muito ativo/ativo, 39.3% com autoestima baixa, 17.8% apresentaram risco para desenvolver transtorno alimentar, 12.3% possuíam ansiedade grave e 13.3% depressão moderada. Os fatores associados ao nível de atividade física foram a autoestima (quanto maior o nível de autoestima maior a chance de prática de atividade física) e a depressão (quanto maior o risco para depressão, menor a prática de atividade física). A identificação desses fatores oferecem subsídios para o planejamento de ações de promoção da saúde e incentivo à prática de atividade física direcionada aos adolescentes, abordando questões relacionadas á autoestima e prevenção de doenças como a depressão.
Palavras-Chave: Saúde da Família, adolescentes, atividade física
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Atenção pré-natal ofertada às gestantes infectadas pelo HIV nos municípios fronteiriços de Mato Grosso do Sul |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
18/07/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
- Inara Pereira da Cunha
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
- Nathan Aratani
- Renata Palopoli Picoli
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Resumo |
Objetivo: Analisar a qualidade da atenção ofertada às gestantes infectadas pelo HIV e suas características sociodemográficas, clinicas e laboratoriais do pré-natal e parto, e a taxa de detecção das gestantes residentes em municípios de fronteira com áreas conurbadas e não conurbadas de Mato Grosso do Sul. Métodos: Estudo ecológico, retrospectivo e descritivo sobre a assistência pré-natal e condições clínicas e laboratoriais de gestantes notificadas com a infecção pelo HIV, residentes nos 12 (doze) municípios da linha de fronteira internacional de Mato Grosso do Sul, no período de 2012 e 2020, a partir de quatro bases de dados secundários: Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc), Sistema de informação de Mortalidade (SIM) e Sistema de Controle de Exames Laboratoriais (Siscel) para investigação de variáveis sociodemográficas, de assistência pré-natal e parto, condições clínicas e laboratoriais. Os municípios foram divididos em dois grupos: os que fazem fronteira com área urbana conurbana (fronteira seca ou fronteira com rio) foram agrupados em Grupo 1 (G1), os municípios da linha de fronteira com área urbana não conurbada (com proximidade de área urbana) foram agrupados em Grupo 2 (G2). O coeficiente da tendência da taxa de detecção foi calculado pelo software R ® 4.1.2 para Windows 2016. Resultados: A população do estudo incluiu 117 gestantes com recém-nascidos (RN) vivos. No G1 a taxa de detecção acumulada de HIV em gestantes foi de 2,7/1.000 Nascidos Vivos (NV) e no G2 a taxa foi de 1,7/1.000 NV. Observou-se que 74,7% tinham 20 anos ou mais; 41,7% tinham de quatro a sete anos de estudo; ambos tiveram 50,0% com e sem parceiro; 61,3% eram pardas e a profissão do lar teve 89,3%. Em 91,4% das gestantes tiveram acesso ao pré-natal e 57,1% iniciaram no 1° trimestre de gestação e em 53,9% realizaram menos consultas que o preconizado, 57,0% receberam uma atenção de pré-natal inadequada. Ocorreu em 86,3% o parto cesáreo; 82,1% dos RN não foram prematuros e 92,3% não eram baixo peso. Sobre a condição sorológica 51,3% das gestantes já conheciam antes da atual gestação. Em 40,2% das notificações foram realizadas no 3º trimestre ou no parto. A profilaxia durante o pré-natal ocorreu em 90,1% das gestantes. A carga viral foi indetectável em 56,0%% das gestantes e a contagem de linfócitos TCD4+ igual ou acima de 500 cels/mm3 esteve presente em 44,2%. Conclusão: Constatou-se que os municípios do G1 tiveram uma maior taxa de detecção de HIV em gestantes. No G2, houve uma maior proporção na assistência e profilaxia no pré-natal, contudo houve um maior número de parto cesárea, carga viral detectável e contagem de T-CD4+ menor que 350 células/mm3, o que remete a uma possível fragilidade no acompanhamento dessas gestantes.
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Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica: Uma análise e comparação dos dados do terceiro ciclo. |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
12/07/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Albert Schiaveto de Souza
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Catiucia Aparecida da Silva
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Banca |
- Albert Schiaveto de Souza
- Edilson Jose Zafalon
- Fernando Pierette Ferrari
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
- Patricia Lira Bizerra
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Resumo |
A Atenção Primária em Saúde interpõe cada indivíduo com sua singularidade sociocultural, na busca por um cuidado de equidade e integralidade através da descentralização e capilaridade promovendo o acesso ao sistema e facilitando uma ligação por toda a Rede de Atenção à Saúde. Através da ferramenta ou mecanismo de avaliação no serviço em saúde é um norteador para consolidar em suas várias linhas de abordagens, que vem ganhando contornos próprios, materializando formas e conceitos específicos, indicadores e técnicas apropriadas de aplicação. Portanto, a avaliação no serviço em saúde que é uma área já consolidada em suas várias linhas de abordagens tais quais: acesso, processo de trabalho, estruturas, materiais, funcionamento entre outros. Sendo assim a presente pesquisa tem o objetivo de analisar e comparar os dados do terceiro ciclo do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, sendo dividido em duas etapas, a primeira foi o levantamento dos Identificador Nacional das Equipes homologadas no total de 521, com as classificação ótimo, muito bom, bom, regular, ruim, insatisfatório e desclassificada dos 79 municípios do estado do Mato Grosso do Sul e a na segunda etapa processo descritivo da desenvoltura das quatros macrorregiões do estado de MS, especificamente os dados da Dimensão III (Valorização do trabalhador), por ter o segundo maior peso por questão (0,3333 pesos eSF com saúde bucal e 0,2500 peso sem saúde bucal) abrindo questionamentos e possibilidades através dos programas ativos e desativados da atenção primária de saúde, deflagrando e pontuando a relevância de cada um, através dos mecanismos de proteção aos profissionais nos eixos de ensino e saúde e na saúde digital, as diretrizes e refletindo nitidamente na desenvoltura do sistema em relação trabalho em saúde. Está no que lhe concerne se apresenta de uma pesquisa quantitativa descritiva, dos dados secundários pertencentes ao banco de dados do Departamento de Atenção Básica (DAB), componente da Avaliação externa do mesmo. Os resultados demonstraram que o fortalecimento do saber que os apoios matriciais e institucionais proporcionam aos trabalhadores de modo singular, potencializando o trabalho em rede de saúde. Conclui-se que as classificações do estado do Mato Grosso do Sul apresentaram um bom desempenho perante o programa, certificando que o estado estava trabalhando para realizar uma atenção primária em saúde com acesso, melhoria e qualidade dentro da RAS. A mudança da cultura de avaliação como ferramenta de qualificação e estratégia ao decorrer dos ciclos aplicados com a valorização e a proteção dos trabalhadores sobre o trabalho colaboraram para o desenvolvimento da oferta de ações de promoção e prevenção à saúde, apontando que a avaliação é um instrumento norteador e condutor para as equipes de saúde de eficácia no intuito de chegar na meta final que é alcançar e manter os indicadores com o propósito de atingir o pináculo dos incentivos financeiros conforme a classificação final de cada equipe. |
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Prevalência de Infecção do Trato Urinário e TORCHS em gestantes assistidas pela Estratégia Saúde da Família em Campo Grande no período de 2013 a 2018 |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
08/07/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Arthur de Almeida Medeiros
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Coorientador(es) |
- Ana Claudia Souza Rodrigues
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Orientando(s) |
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Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Arthur de Almeida Medeiros
- Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
- Rodrigo Guimaraes dos Santos Almeida
- Wilson Ayach
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Resumo |
Atenção Primária à Saúde é a principal porta de entrada ao Sistema Único de Saúde e desenvolve um conjunto de ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde. Dentre as ações desenvolvidas neste nível de atenção destaca-se o cuidado pré-natal, para o qual é preconizado a atenção multiprofissional com a realização de no mínimo seis consultas, sendo preferencialmente esperado que a primeira aconteça ainda no primeiro trimestre gestacional, o que denota o cuidado para a atenção integral à saúde da gestante. Durante o ciclo gravídico ocorre uma série de alterações fisiológicas, hormonais e psicológicas, as quais podem favorecer o desenvolvimento de doenças. As infecções do trato urinário (ITU) e as infecções congênitas e perinatais denominadas de TORCHS (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, sífilis, hepatite B e hepatite C) são algumas das condições de saúde mais frequentes neste período. Na gestação, a ocorrência de ITU e TORCHS está relacionada aos riscos de complicações materno-fetais como prematuridade, baixo peso ao nascer, óbito fetal e sepse materna. A equipe multiprofissional da Atenção Primária à Saúde auxilia na prevenção e redução de complicações decorrentes dessas comorbidades quando se realiza o manejo adequado de tais condições e se estabelece vínculo com a gestante, e esta realiza o maior número de consultas de pré-natal, aumentando as chances de uma gestação favorável. Sendo assim, o objetivo do estudo foi calcular a prevalência de ITU e TORCHS em gestantes assistidas pela Atenção Primária à Saúde em Campo Grande/MS no período de 2013 a 2018. Para tal, realizou-se um estudo transversal a partir de dados secundários obtidos do SISPRENATAL e sistema Hygia. Foram analisados os exames de urina tipo I, exames de urocultura, dosagem de hemoglobina, dosagem de glicose em jejum, exames sorológicos com dosagem de anticorpos IgG e IgM para toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus; exames sorológicos das hepatites B e C; e testes treponêmicos e não treponêmicos (VDRL) para sífilis, além de informações sociodemográficas das gestantes como idade, escolaridade e situação familiar. Realizou-se análise descritiva dos dados e testes de qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher para verificar os fatores associados ao desfecho de ITU. Já para a análise das TORCHS procedeu-se somente análise descritiva dos dados. Foram incluídas no estudo 2790 gestantes e os resultados apresentados sob a forma de dois artigos, obtendo-se prevalência de 3,81% para ITU, sendo a infecção mais frequente no segundo trimestre gestacional, e tendo como fatores associados a adolescência, maior escolaridade (pós-graduação), ter apresentado episódio de anemia e glicemia alterada. Em relação às TORCHS, a prevalência de positividade para toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, hepatites B e C foi inferior a 1%, já a prevalência de casos positivos para sífilis foi de 4,78%. Foram observados também que a frequência de realização dos exames de TORCHS foi superior a 95,0% e que 64,81% das gestantes realizaram os exames no primeiro trimestre gestacional. Observou-se que a prevalência de ITU, no período analisado, foi baixa na população estudada e a de TORCHS esteve dentro dos parâmetros identificados na literatura. As ITU e TORCHS podem aumentar a morbimortalidade perinatal se não diagnosticadas e tratadas precocemente, assim, o rastreamento dessas infecções pelos profissionais da Atenção Primária à Saúde durante o pré-natal é imprescindível de modo que consigam realizar o tratamento imediato quando possível, e também, promover medidas que assegurem o binômio materno-fetal. O vínculo entre Atenção Primária à Saúde e gestantes é um fator determinante para maior adesão e continuidade da assistência pré-natal, reduzindo assim as consequências adversas em decorrência às ITU e/ou TORCHS.
Palavras-chave: Saúde da Família, Pré-Natal, Gestação, Sistema Urinário, Infecção Congênita.
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Uso de prontuário eletrônico e parâmetros de acesso e acolhimento segundo dados do terceiro ciclo do PMAQ-AB |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
10/03/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Albert Schiaveto de Souza
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Albert Schiaveto de Souza
- Camila Medeiros da Silva Mazzeti
- Leila Simone Foerster Merey
- Marcos Barbosa Ferreira
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Resumo |
Contexto: O uso de prontuários eletrônicos (PE) na atenção primária em saúde (APS) visa maior integração e qualidade dos serviços entregues. No brasil, um dos pontos mais críticos da APS segue sendo o acesso. Objetivo: analisar através dos dados do terceiro ciclo de avaliação externa do Programa de Melhora do Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) a natureza da relação entre o uso de prontuário eletrônico e os parâmetros de acesso e acolhimento das unidades participantes. Método: Estudo transversal analítico com dados secundários. Foram avaliados dados provenientes de 38.865 equipes de atenção primária, 30.346 unidades de saúde e 140.444 usuários entrevistados. Resultados: Unidades do interior possuem uma média menor de computadores quando comparadas com capitais (5,67±5,9 vs 19,14±13,1; p<0,001) e apresentam menor informatização dos prontuários (35,9% vs 57%; p<0,001). O uso de PE esteve associado a maior realização de atendimento à demanda espontânea (OR 1,664; IC95% 1,485 – 1,866; p<0,001), avaliação de risco e vulnerabilidade (OR 1,329; IC95% 1,122 – 1,574; p=0,001), utilização de protocolos de conduta (OR 1,656; IC95% 1,530 – 1,793; p<0,001) e estudo da demanda espontânea (OR 1,106; IC95% 1,051 – 1,163; p<0,001), além de maior possibilidade de agendamento por telefone (OR 3,179; IC95% 3,030 – 3,335; p<0,001). Serviços que utilizam PE tem maior chance de ser o primeiro contato dos pacientes (OR 1,226; IC95% 1,171 – 1,283; p<0,001), de ofertarem consultas com hora marcada (OR 1,438; IC95% 1,364 – 1,515; p<0,001) e de serem buscados quando o usuário tem problemas de urgência (OR 1,198; IC95% 1,161 – 1,236; p<0,001). Conclusão: Há uma possibilidade concreta de melhoria dos parâmetros de acesso e processos de acolhimento através da informatização. O trabalho na APS é por definição complexo; ferramentas que facilitem a prática e instrumentalizem a resolução de problemas devem ser adequadamente reconhecidas e estudadas.
Palavras-Chave: Atenção Primária em Saúde; Acesso; Registros Eletrônicos de Saúde |
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O trabalho interprofissional nas equipes de Estratégia Saúde da Família nas unidades básicas de saúde da família de Campo Grande - MS |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
04/03/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Saú Pereira Tavares de Oliveira
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Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Arthur de Almeida Medeiros
- Fernando Pierette Ferrari
- Lais Alves de Souza Bonilha
- Maria Elizabeth Araujo Ajalla
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Resumo |
O trabalho interprofissional pode ser compreendido como uma modalidade de trabalho que se dá por meio da reflexão e tomada de decisão de forma dialógica, respeitando as a singularidade das práticas dos profissionais envolvidos. O trabalho em equipe é a modalidade de colaboração interprofissional com maior capacidade para lidar com situações mais urgentes, imprevisíveis e complexas. A organização da Atenção Primária em Saúde no Brasil traz a Estratégia Saúde da Família como a forma preferencial de organização dos serviços de saúde, tendo o trabalho em equipe como referência. Compreender melhor quais são os fatores que influenciam no trabalho em equipe da Atenção Primária em Saúde pode contribuir para melhor avaliação e funcionamento das Equipes de Saúde da Família. Esta pesquisa objetivou analisar o trabalho interprofissional de trabalhadores da Estratégia Saúde da Família no município de Campo Grande – MS. Para isso, foi realizado um estudo transversal, com aplicação de questionário estruturado, contendo quatro dimensões. A primeira se refere à caracterização geral dos entrevistados; a segunda destina-se a caracterizar o processo de trabalho; a terceira é composta pela Escala Jefferson de Atitudes Relacionadas à Colaboração Interprofissional; e a quarta consiste na Escala de Clima de Equipe. Os resultados e discussão foram organizados em forma de artigo intitulado: “A influência de fatores sociodemográficos sobre o trabalho interprofissional na atenção primária em saúde de Campo Grande – MS: um estudo transversal”. A média de idade dos profissionais participantes da pesquisa foi de 38,21 anos e de tempo de atuação na Atenção Primária em Saúde foi de 73,75 meses. O desempenho geral dos profissionais quanto às atitudes relacionadas à colaboração interprofissional foi satisfatório, com média de 112,9 e mediana de 115 pontos. Profissionais com idade inferior a 36 anos, menor tempo de atuação na Atenção Primária em Saúde (<4 anos), menos tempo de vínculo com a equipe (<2 anos) e vínculo empregatício com outras instituições obtiveram maior escore nas atitudes relacionadas à colaboração interprofissional (p<0,001). Profissionais com vínculo estatutário apresentaram menor escore nas atitudes relacionadas à colaboração interprofissional em comparação aos com outros tipos de vínculo, bem como os agentes comunitários de saúde em comparação aos demais profissionais (p<0,001). O clima de equipe nas equipes de saúde da família pode ser considerado de moderado a bom, de acordo com a Escala de Clima de Equipe, com a média geral de 169,21 e mediana de 175 pontos (6,02 e 6,43 respectivamente em uma escala simplificada de zero a 10). Houve maior participação das equipes onde os profissionais apresentavam menos de 2 anos de vínculo com a equipe (p=0,023), trabalhavam no local desejado (p=0,004) e sentiam-se realizados ou completamente realizados com o trabalho, em comparação àqueles que se referiram parcialmente ou não realizados (p<0,001). O apoio a ideias novas, clareza dos objetivos da equipe e o compromisso no desempenho das tarefas estão associados a trabalhar no local desejado (p=0,003/0,011/0,012), sentir-se realizado com o trabalho (p<0,001) e ter uma percepção positiva sobre o trabalho interprofissional (p=0,001). Creditamos estes dados à educação interprofissional, visto que profissionais mais jovens, com graduação superior e com vínculo mais recente na Atenção Primária em Saúde e nas equipes tiveram maior acesso à educação interprofissional nas matrizes da formação profissional. O clima de equipe é melhor quando os profissionais tem maior satisfação com o trabalho. A educação interprofissional deve ser considerada nas atividades de educação permanente para profissionais das equipes de saúde da família, em especial aos agentes comunitários de saúde, para buscar uma maior integração destes profissionais às equipes. |
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Respostas locais no enfrentamento da pandemia de COVID-19: o caso da atenção primária à saúde em Campo Grande/MS |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
11/02/2022 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Alcindo Antonio Ferla
- Júlio Cesar Schweickardt
- Karol Veiga Cabral
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
- Marcio Mariath Belloc
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Resumo |
A partir de 2019 um novo Coronavírus surgiu e rapidamente tornou-se uma pandemia que tem gerado inúmeras preocupações no mundo. De inicio, os conhecimentos sobre essa doença eram escassos e ao longo foram se multiplicando junto às crenças e fake news acerca da doença. A Organização Mundial da Saúde fez alertas sobre a gravidade do SARS-CoV-2 e da necessidade de intervenções. Mesmo assim, várias camadas de crise se instalaram nos territórios, causando impactos na saúde e em outras dimensões sociais, da qualidade de vida e de produção da vida. Dessa forma, é muito relevante olharmos para a iniciativa local, no intuito de compreendermos esse contexto. No Brasil, não houve uma estratégia nacional de enfrentamento, sendo designadas responsabilidades aos estados e municípios, que geraram diversas respostas pouco conhecidas. Para tanto, este estudo analisou respostas em diversos territórios e em Campo Grande-MS durante o enfrentamento à pandemia, e sua influência nos serviços e na vida da população. Foi baseado na análise documental, sendo realizado com documentos e dados de domínio público, desenvolvido em quatro etapas. A primeira, uma revisão integrativa da literatura caracterizando respostas internacionais na primeira onda da pandemia. Na segunda e na terceira, foram analisados e comparados indicadores epidemiológicos e iniciativas, com ênfase em Campo Grande-MS e na Atenção Primária à Saúde. Na quarta, uma abordagem cartográfica centrada na experiência do pesquisador mestrando. O resultado da primeira etapa reuniu experiências com importantes lições dos países analisados, sendo mais assertivas respostas imediatas e rigorosas no controle da pandemia. Já na segunda e terceira etapa, no âmbito local, os achados apontam oscilações nos indicadores durante 2020 até 07/2021. No município, foram 126.657 infectados, com predominio em pessoas de 30 a 39 anos (29.704) e mulheres (55% - 68.659). Foram 3.707 óbitos, com mortalidade elevada no sexo masculino (55%) e em idosos acima de 60 anos (2.417 óbitos). No estado, 31% (2.791) dos casos de óbitos possuía ao menos uma comorbidade, como a doença cardiovascular (42,4% - 3.785). Com o surgimento das variantes (03/2021), houve aumento na hospitalização em UTI (98%), caindo para 58% em julho de 2021, após o avanço das imunizações. As intervenções iniciais indicam que medidas rigorosas de isolamento espacial associado ao senso coletivo foram primordiais para conter o avanço da doença. Entretanto, a sensação de controle da pandemia nos meses analisados de 2021 e diante do surgimento de variantes associadas às iniciativas insuficientes, provocou um cenário de colapso nos hospitais e aumento da mortalidade. Esses achados trazem importantes lições que não devem ser ignoradas, reivindicando novos estudos, sobretudo de atualização ao longo do percurso da pandemia. Concluiu que o empenho entre tomadores de decisão, da Atenção Primária à Saúde junto ao avanço da ciência é fundamental para enfrentarmos a pandemia e precisam ser fortalecidos para superarmos os próximos desafios. A pesquisa gerou publicações tecnocientíficas que foram disponibilizadas em livros e apresentação em congressos nacionais e internacionais. Por fim, o percurso pela pesquisa que embasa a dissertação, sistematizou no formato de tecnologia a formação em saúde coletiva propiciada pelo mestrado. |
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VIGILÂNCIA DO ÓBITO MATERNO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: FATORES QUE INFLUENCIAM A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO |
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Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
Tipo |
Dissertação |
Data |
16/12/2021 |
Área |
SAÚDE COLETIVA |
Orientador(es) |
- Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- NÚRIA ANANDA PARRON GIACOMELLI PEREIRA
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Banca |
- Ana Paula de Assis Sales
- Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
- Elen Ferraz Teston
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
- Maria de Lourdes de Souza
- Tauani Zampieri Cardoso
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Resumo |
A morte de uma mulher durante a gestação, ou até 42 dias após o término desta, é denominada morte materna. Apesar dos avanços tecnológicos e assistenciais a essa população, no contexto mundial, 92% dos casos poderiam ser evitados. Dessa maneira, a mortalidade materna constitui-se um grave problema de saúde pública. Como estratégia para sua redução, compromissos globais foram estabelecidos e pactuados, os quais direcionaram a implementação de políticas públicas e de saúde, dentre elas a investigação obrigatória e a criação dos comitês de mortalidade materna. Destarte, a Atenção Primária em Saúde exerce papel importante na implementação de estratégias e assistências que visem a promoção e prevenção da saúde da mulher, sobretudo, no período gravídico-puerperal. Nesse contexto, a vigilância dos óbitos maternos constitui uma ação essencial. Entretanto, é identificado fragilidade da realização dessa ação pelos profissionais enfermeiros. Nesse sentido, conhecer os fatores que influenciam na sua realização por enfermeiros contribui para a implementação de estratégias de fortalecimento da assistência à mulher nesse período. Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar os fatores que influenciam a atuação do enfermeiro na vigilância do óbito materno na atenção primária à saúde. Estudo descritivo, de abordagem quantitativa e qualitativa, realizado com enfermeiros de unidades de saúde da atenção primária à saúde de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no período de 2019 a 2021. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário semiestruturado, autoaplicável, desenvolvido pelo pesquisador, com questões fechadas e abertas, sobre dados sociodemográficos e de trabalho, e sobre a formação e prática da vigilância do óbito materno. A análise dos dados quantitativos foi realizada por estatística descritiva, de associação por meio do teste qui-quadrado, com correção de Bonferroni. E os dados qualitativos, utilizou-se a análise temática de conteúdo e suporte do software IRAMuTeQ. Os resultados demonstraram que aspectos como a capacitação sobre vigilância do óbito materno, o tempo referido do profissional no serviço de saúde, e os fatores relacionados ao comitê de mortalidade materna influenciam na atuação do enfermeiro. Ademais, a percepção desses profissionais sobre a vigilância do óbito materno, e do comitê de mortalidade materna, certifica compreensão técnica acerca desta prática. Além disso, o estudo pontuou a relevância das discussões dos casos de óbito materno nas reuniões de equipe e a carência do retorno das análises do comitê de mortalidade materna, perante as investigações realizadas, à Atenção Primária à Saúde. Conclui-se que o enfermeiro exerce papel importante na vigilância do óbito materno, com conhecimento da temática abordada e compreensão desta prática, entretanto esses devem ser capacitados para tal atividade, de forma a aperfeiçoar o processo de trabalho e fortalecer as ações para redução da razão de mortalidade materna. |
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