| ANÁLISE DA DESCENTRALIZAÇÃO DO COMPARTILHAMENTO DO CUIDADO DA PESSOA VIVENDO COM HIV (PVHA) À ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EM CAMPO GRANDE, MS. |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
05/09/2023 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Alessandro Diogo de Carli
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Fabiane Marques Neves Dittmar Duarte
|
| Banca |
- Alessandro Diogo de Carli
- Livia Fernandes Probst
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
- Sonia Maria Oliveira de Andrade
|
| Resumo |
A descentralização do cuidado da pessoa vivendo com HIV (PVHA) na Atenção
Primária em Saúde teve seu marco inicial em 2013, mas o município de Campo
Grande (MS) só incorporou essa diretriz em 2019, com a sistematização da
assistência em 22 unidades de Atenção Primária em Saúde (APS), conhecidas
também como Unidades Dispensadoras de Medicamentos Antirretrovirais (UDM).
Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo analisar a descentralização do
Compartilhamento do Cuidado da PVHA à APS em Campo Grande – MS. Trata-se de
um estudo quantitativo, analítico que foi realizado com os profissionais médicos,
enfermeiros, farmacêuticos, gerentes e usuários UDM. Os dados primários foram
coletados por meio da aplicação de dois formulários estruturados. Um destes, foi
adaptado do QualiAids, e avaliou aspectos correspondentes à estrutura e processo.
O segundo, de autoria da própria pesquisadora, foi respondido por PVHA em
tratamento nessas unidades de saúde, a partir do qual foi possível avaliar a satisfação
destes usuários com o serviço de saúde. Os dados coletados foram organizados em
planilha Excel e em seguida foram realizadas análises. As informações foram
descritas com frequências absolutas e relativas, apresentando a distribuição dos
dados de forma detalhada. A seguir o teste Exato de Fisher foi utilizado para analisar
as associações entre as avaliações dos usuários e a vulnerabilidade dos bairros das
unidades de saúde onde eles fazem o acompanhamento na APS. Para essas análises
de associação, os bairros das unidades foram classificados em baixa (0,05 a 0,45),
média (0,46 a 0,61) e alta vulnerabilidade social (0,62 a 0,96), a partir dos índices de
exclusão social dos bairros. Todas as análises foram realizadas no programa R,
considerando o nível de significância de 5%. Os resultados foram organizados por
meio de categorias, realizando a apresentação da categorização geral dos resultados
obtidos por meio de dados primários e secundárdios, seguido da apresentação dos
resultados considerando os quatro atributos essenciais para as ações e serviços da
APS, sendo apresentados em (1) acesso do primeiro contato do indivíduo com o
sistema de saúde; (2) longitudinalidade do cuidado a PVHA; (3) integralidade na
assistência; e (4) coordenação de atenção a PVHA, e por fim a avaliação dos usuários
das Unidades do Compartilhamento do Cuidado da pessoa vivendo com HIV (PVHA)
com a vulnerabilidade. Os resultados do estudo apontaram o tempo de consulta
médica para novos PVHA é de 30 a 45 minutos e os retornos de 15 a 30 minutos; o
profissional médico identifica a necessidade de encaminhar PVHA para outro
profissional e outros serviços; não é realizado atividades em sala de espera; o principal
motivo de procura por consulta extra é falta de medicamentos; a dispensação do ARV
é realizada pelo SICLOM e apesar da satisfação dos usuários ser elevada, o tempo
de espera pela consulta é algo que incomoda. Entre as estratégias de atenção à saúde
ofertada ao HIV na APS, o estudo apontou potencialidades de acesso ao diagnóstico
e tratamento oportuno no território próximo ao domicílio da PVHA, fatores importantes
para a vinculação e retenção desse usuário ao serviço público, cujo o maior objetivo
é a supressão viral. Essas estratégias do cuidado da PVHA vem ao encontro dos
atributos essenciais da APS no que tange acesso de primeiro contato;
longitudinalidade; coordenação e integralidade do cuidado da PVHA e dos serviços
que poderão ser acessados, tendo em vista que o HIV é uma doença crônica com
importante redução da morbimortalidade dentro do roll de agravos que a equipe de
saúde do território necessitam manejar. O estudo apontou também elevado grau de
satisfação das PVHA que frequentam as UDM em destaque para a organização das
unidades e atendimento pela recepção e equipe de saúde. Em relação ao seguimento
da PVHA, 65,05% não apresentam doença avançada e 94,18% dignósticadas no
período estão vivas. No tocante aos fatores individuais e contextuais que interferem
no processo saúde-doença das PVHA, três quesitos foram destacados: satisfação
com a higiene, limpeza e organização da unidade; atendimento da recepção
(gentileza, atenção, informações) e, atendimento e tratamento recebido pela equipe
de saúde. O modelo sistemático de avaliação incorporado na descentralização do
Compartilhamento do Cuidado da PVHA na APS produzidas neste estudo pode
influenciar decisões pautadas em dados validados cientificamente e subsidiar
estratégias de gestão política, socialmente adequadas para o fortalecimento da
Política de Assistência da PVHA. |
|
| COMPORTAMENTO DE USUÁRIOS EM RELAÇÃO À IMUNIZAÇÃO DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 NA PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/08/2023 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Luana Cristina Roberto Borges
|
| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
- Elen Ferraz Teston
- Sonia Silva Marcon
|
| Resumo |
O Programa Nacional de Imunização possui papel fundamental na redução das taxas de morbimortalidade de doenças imunopreveníveis no país. Contudo, a expansão de correntes obscurantistas tem gerado frequentes questionamentos em relação a efetividade e segurança das vacinas, situação agravada pela pandemia da covid-19. Reconhecer as atitudes da população, sob a ótica dos profissionais de saúde durante um período de calamidade pública, pode contribuir para a adoção de estratégias de enfrentamento às fake news e o com o aumento da cobertura e redução do atraso vacinal. O presente estudo tem como objetivo conhecer a repercussão da pandemia da covid-19 no comportamento dos usuários com relação à imunização sob a perspectiva dos profissionais de enfermagem. Trata-se de um estudo descritivo-exploratório, com abordagem qualitativa, conduzido com 20 profissionais de enfermagem atuantes em sala de vacina e gestão de imunização de um distrito sanitário de Campo Grande – MS. A coleta de dados foi realizada, de modo presencial, nos serviços de saúde por meio de entrevista semiestruturada, audiogravada, com duração média de 30 minutos. Após a transcrição na íntegra, foram submetidas a análise de conteúdo, modalidade temática. Os resultados –apontaram a influência das Fake News na credibilidade vacinal durante a pandemia da covid-19, em especial com a ascensão do negacionismo e a disseminação de notícias falsas, o que refletiu na atitude dos usuários com relação as vacinas. Frente a isso, a adesão e confiabilidade vacinal, a valorização da ciência e do serviço de saúde podem ser fortalecidos por meio de práticas educacionais em saúde realizadas inclusive nas salas de vacina. Ademais, o presente estudo revelou maior sensibilização dos usuários com relação às medidas preventivas, o aumento da procura das vacinas de rotina, a aproximação de diferentes públicos ao Sistema Único de Saúde, bem como o potencial educativo dos profissionais nas ações cotidianas. Entretanto, a redução dos casos graves e a queda da taxa de mortalidade, refletiu na incompletude do esquema vacinal pela população. Conclui-se que a pandemia explicitou as dimensões do cuidado assistencial que a Atenção Primária a Saúde pode proporcionar ao público e viabilizou uma oportunidade de aproximação e valorização do Sistema Único de Saúde pela população brasileira. Para o fortalecimento da adesão e a confiança nas vacinas, e a valorização da ciência e dos serviços de saúde, é fundamental investir em práticas educacionais na área da saúde. O estudo fornece subsídios para promoção, planejamento e oferta de medidas que busquem ampliar o acesso à informação com relação a vacinação. Destaca-se que a retomada da cultura da prevenção se mostra como ponto primordial para a manutenção das altas taxas de cobertura vacinal, bem como a valorização do SUS em todas as suas vertentes, ressaltando sua importância como base sólida para o progresso científico. Recomenda-se que estudos futuros busquem reconhecer a percepção dos usuários nessa temática com o intuito de articular intervenções entre o serviço de saúde e a comunidade.
Descritores: Imunização; Atenção Primária à Saúde; Estratégia Saúde da Família; Atitude frente à Saúde; COVID-19.
|
|
| MATRICIAMENTO COMO ARRANJO DE GESTÃO COMPARTILHADA EM SAÚDE MENTAL: PERCEPÇÕES DOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE/MS |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
29/08/2023 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Guilherme Arthur Fatini Moreira
|
| Banca |
- Alessandro Diogo de Carli
- André Barciela Veras
- Leandro Antero da Silva
- Luciana Paes de Andrade
|
| Resumo |
Os transtornos mentais figuram entre as principais causas de morbidade no Brasil e no mundo, somente a depressão responde por mais de 4% da carga global de doenças e ocupa um lugar destacado entre as principais causas de incapacidade, contribuindo para problemas gerais de saúde, como infarto agudo do miocárdio, diabetes e morte prematura. Indivíduos com transtornos mentais exibem taxas mais elevadas de incapacidade e mortalidade, apresentando expectativa de vida reduzida quando comparados à população em geral. A Atenção Primária à Saúde é reconhecida como a principal porta de entrada no Sistema Único de Saúde, desempenhando papel de coordenação do cuidado na rede; quando integrados os conceitos de atenção especializada na Atenção Básica, surge um novo conceito introduzido em 1999 por Gastão Wagner de Souza Campos denominado de Matriciamento, que tem o objetivo de proporcionar retaguarda assistencial especializada e construir conjuntamente um projeto de intervenção pedagógico-terapêutica integrando os diferentes níveis assistenciais. A pesquisa objetivou compreender as percepções dos profissionais da Atenção Primária à Saúde em relação ao Matriciamento em Saúde Mental, descrevendo a teoria e o processo do matriciamento na Atenção Primária à saúde, investigando o conceito e os princípios do apoio matricial na visão dos profissionais da Atenção Primária à Saúde, analisando processo de trabalho na Atenção Primária à Saúde e sua integração com a Rede de Atenção Psicossocial, identificando os fatores facilitadores e as barreiras ao Apoio Matricial e descrevendo de que maneira a integração entre saúde mental e Atenção Primária à Saúde pode contribuir para a promoção e proteção à saúde de indivíduos com transtorno mental. Para isso, adotou-se uma abordagem qualitativa realizada em Campo Grande-MS, entre novembro e dezembro de 2021. A amostra do estudo adotou uma abordagem não-probabilística intencional por saturação, composta por profissionais de saúde atuantes em Unidades de Saúde da Família, que foram selecionadas de acordo com a atuação na Estratégia Saúde de Família e realizam atividades de Apoio Matricial. A composição dos participantes do estudo englobou todos os profissionais envolvidos no Apoio Matricial das equipes de referência de quatro unidades de Atenção Primária à Saúde. A coleta de dados foi realizada por meio de um roteiro de questões direcionadas a grupos focais compostos de 11 a 14 participantes, sendo que para cada grupo, as questões introduzidas inicialmente eram de fácil resposta, elevando-se, de forma progressiva, a especificidade e complexidade. A moderação da discussão esteve a cargo do pesquisador, que possibilitou certa adaptabilidade na gestão do grupo, registrando assuntos pertinentes não antecipados. As entrevistas foram registradas, conservadas em formatos digitais e transcritas integralmente para avaliação. Para organizar o material coletado, empregou-se o método de Análise de Discurso, uma vertente da matriz francesa desta disciplina, que concebe os objetos discursivos sob a tensão da historicidade, da interdiscursividade e da sistematicidade da língua. Compreendeu-se a partir das percepções dos profissionais da Atenção Primária à Saúde que existem divergências no conhecimento e nas abordagens adotadas entre as distintas unidades de saúde, de modo que os participantes demonstram o conhecimento teórico em relação ao matriciamento em conformidade com a processo metodológico originalmente proposto, já os conceitos e os princípios práticos não estão em conformidade com os princípios da Atenção Primária à Saúde e nem com o modelo de Apoio Matricial. Essa discrepância ressalta a importância de um diagnóstico situacional preliminar nos territórios e na Rede de Atenção Psicossocial antes da efetivação do matriciamento, viando compreender as necessidades das equipes e estabelecer expectativas realistas dos resultados esperados para melhor eficácia das práticas futuras, visando à atenção integral à saúde da população. Este trabalho tem o potencial de impactar significativamente a qualidade dos serviços de saúde ao explorar a abordagem de trabalho colaborativo entre diferentes equipes e profissionais de saúde; a pesquisa pode fornecer subsídios importantes para melhorar a progressão e a eficácia dos cuidados em nível primário de atenção à saúde. Além disso, a aplicabilidade do conteúdo deste estudo pode contribuir na melhoria da assistência aos pacientes, na otimização de recursos humanos e na promoção de uma abordagem integrada à saúde na comunidade atendida pelas Estratégias Saúde da Família. |
|
| CAMINHOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DE GUIAS DE PRÁTICA CLÍNICA PARAMANEJO DA CÁRIE DENTÁRIA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
15/08/2023 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Hazelelponí Querã Naumann Cerqueira Leite
|
| Banca |
- Andreia Morales Cascaes
- Arthur de Almeida Medeiros
- Rafael Aiello Bomfim
- Valeria Rodrigues de Lacerda
|
| Resumo |
Os Guias de Prática Clínica (GPC) são ferramentas de apoio para a decisão clínica
baseada em evidências científicas. No entanto, eles não são bem implementados em
todos os cenários da Atenção Primária à Saúde (APS). O objetivo foi avaliar a
percepção dos cirurgiões-dentistas em relação ao manejo da cárie dentária e quanto
ao conhecimento e prática dos GPC por gestores (coordenadores municipais) e
cirurgiões-dentistas na APS do Estado do Mato Grosso do Sul usando o Quadro
Consolidado para Pesquisa de Implementação (CFIR). Para pesquisa qualitativa
foram realizadas entrevistas semiestruturadas com oito informantes-chave, e
posteriormente, utilizou-se a análise de conteúdo e os domínios do CFIR para
explicitar as barreiras e facilitadores. Para pesquisa quantitativa foi aplicado um
questionário com características sociodemográficas dos dentistas do setor público e
privado, seguido de perguntas pré-definidas baseadas nos cinco domínios do CFIR,
acrescido de quatro questões relacionadas a uma das diretrizes publicadas pela
Coordenação-Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde. As principais barreiras
foram: desconhecimento sobre os guias (características da intervenção); a resistência
à inovação por profissionais mais antigos (características dos indivíduos); falta de
apoio e incentivos organizacionais (configuração externa), pouco recursos disponíveis
para calibração do dentista e falta de prontidão para implementação (cenário interno).
Os facilitadores principais foram: boa conexão entre a equipe de trabalho e
comunicações existentes dentro da organização (cenário interno); reconhecimento da
necessidade da implementação de um guia para manejo de cárie dentária na APS
(cenário interno), aceitabilidade para o uso dos GPC (características dos indivíduos);
usar líderes de opinião como facilitadores; e a necessidade de melhorar a qualidade
dos serviços e fluxo de trabalho (processo de trabalho). As partes interessadas
reconhecem a necessidade da mínima intervenção frente ao manejo da cárie dentária
e apoiam o uso do GPC na APS. Porém alguns desafios devem ser enfrentados, como
melhorar o acesso a esses documentos, enfrentar resistência à inovação por parte
dos profissionais da área odontológica, melhorar a alocação de recursos disponíveis
para a calibração dos profissionais e promover a prontidão para implementação.
Alguns atalhos podem facilitar a superação desses obstáculos, como a utilização de
pessoas formadoras de opinião, no intuito de favorecer a disseminação da evidência
científica, aliado ao investimento em educação continuada através de capacitação
constante aos profissionais do serviço. Ainda, é desejável que os gestores
reconheçam quem são os líderes de opinião para facilitar a implementação.
Os fatores que influenciam a implementação de evidências na prática clínica através
de Guias de Prática Clínica dentro do serviço de Saúde Bucal da APS puderam ser
identificados nessa pesquisa. Estudar eles contribuem para criação de estratégias de
implementação de GPC, para melhorar a prática clínica dos profissionais e os
resultados de saúde dos pacientes..
Descritores: guia de prática clínica; odontologia; cárie dentária; estratégia saúde da
família; atenção primária à saúde |
|
| FATORES ASSOCIADOS AO ÓBITO EM GESTANTES E PUÉRPERAS INDÍGENAS E NÃO INDÍGENAS POR SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE PELA COVID-19, NO BRASIL |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
11/08/2023 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Adryelle Katheline D'Elia de Moura
|
| Banca |
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
- Everton Ferreira Lemos
- Glênio Alves de Freitas
- Nathan Aratani
- Renata Palopoli Picoli
|
| Resumo |
A COVID-19 é uma doença causada pelo novo coronavírus e se tornou uma ameaça
devastadora à saúde da população mundial, tendo a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG-Cov-2,) como sua forma mais grave. As gestantes e puérperas estão entre os grupos de risco, uma vez que as alterações fisiológicas da gestação e pós-parto aumentam o risco de infecções e as deixam susceptíveis à SRAG. Os povos indígenas também se enquadram como grupo de risco e são alvo de afecções graves, principalmente respiratórias, devido às situações de vulnerabilidade social e de saúde. Esta pesquisa teve por objetivo analisar a associação entre os determinantes sociodemográficos, comorbidades, sintomas e características de hospitalização com o desfecho de gestantes e puérperas indígenas e não indígenas
hospitalizadas por SRAG pela COVID-19, no Brasil. O estudo é transversal, quantitativo e retrospectivo, com dados secundários, extraídos no Banco de Dados do Observatório Obstétrico Brasileiro (OOBr), de gestantes e puérperas em idade reprodutiva (entre 10 a 49 anos), internadas por SRAG pela COVID-19, classificadas em raça/cor da pele indígena e não indígena (mulheres brancas, pretas, pardas e amarelas), no período da 9ª semana epidemiológica de 2020 à 35ª semana de 2022. Foram analisadas as variáveis com o desfecho, por meio do teste do qui-quadrado e intervalo de confiança de 95% (IC 95%). Realizou-se regressão logística para identificar os fatores associados ao óbito em gestantes e puérperas indígenas. Em panorama geral, apresentaram fatores associados ao óbito as gestantes do 3º
trimestre, de 20 a 34 anos, residentes na zona urbana/periurbana e na região Nordeste, sem comorbidades e saturação de O2 < 95%, somado a dispneia e necessitaram de internação em UTI, com uso de suporte ventilatório invasivo. Quando comparados os casos de óbitos entre as indígenas e não indígenas, pôde ser observada diferença estatística significante com mais vulnerabilidade das indígenas nas variáveis condição(gestante/puérpera), faixa etária, escolaridade, zona de residência, região de residência e comorbidades. Destaca-se que dentre
as indígenas, residir em zona rural aumenta em trinta e três vezes sua chance de evoluir à óbito quando comparado às indígenas que residem em área urbana/periurbana. Residir nas regiões Norte e Centro-Oeste, aumentam em mais de dez vezes quando comparamos ao Sul/Sudeste. Conclui-se que a pandemia agudizou e aprofundou as desigualdades sociais e étnico-raciais no Brasil, se fazendo necessário esforços específicos que garantam atenção qualificada e temporalmente oportuna a essa população.
Descritores: Saúde de populações indígenas; Gestantes; Período Pós-Parto; COVID-19; Estratégia Saúde da Família. |
|
| O CUIDADO TERRITORIAL EM SAÚDE E AS POPULAÇÕES ORIGINÁRIAS: NARRATIVAS NA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL DO PROGRAMA MAIS MÉDICOS |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
07/08/2023 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- MARCUS VINÍCIUS MARCELINI SILVEIRA RIBEIRO
|
| Banca |
- Alcindo Antonio Ferla
- Júlio Cesar Schweickardt
- Lucas Pereira Melo
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
|
| Resumo |
Propõe-se neste projeto identificar os efeitos da atuação profissional em saúde,
partindo da experiência de supervisão acadêmica do Programa Mais Médicos para o
Brasil (PMMB) com os médicos cooperados cubanos na atenção primária à saúde
dos povos originários, no sistema de saúde indígena da região amazônica. O projeto
se desenvolve a partir de conexões teóricas com as narrativas da experiência e
rotina como supervisor acadêmico, bem como da análise documental de artigos,
livros e documentos públicos, todos de livre acesso. Procura-se identificar temas
surgidos da prática profissional para aprofundamento e produção de conexões
teóricas com o campo empírico, tendo como base a educação permanente e o
desenvolvimento da prática profissional. As reflexões passam pelo tema do acesso à
saúde, situações clínicas, diálogos interculturais, supervisão acadêmica e logística
de trabalho nesta região. Como resultados foram desenvolvidos, um artigo que
procura relacionar o Programa Mais Médicos, as narrativas do pesquisador sobre a
sua prática profissional e as possibilidades da educação em saúde em tal contexto.
Também, um artigo sobre o enfrentamento da pandemia de Covid-19 no Amazonas
pelas equipes de saúde e as narrativas sobre as experiências do pesquisador com
atividades de educação em saúde, na saúde indígena do Programa Mais Médicos,
nesse período. Por fim, um artigo sobre a pesquisa narrativa como método
contra-hegemônico de pesquisa e de organização de dados, bem como um campo
capaz de abrir possibilidades de produções científicas autênticas e que
compreendam que a pesquisa sirva também como instrumento de denúncia e
transformação social.
Decs: Estratégia Saúde da família; Saúde indígena; Programa mais médicos |
|
| EFEITOS DA PANDEMIA DE COVID-19 NA APRENDIZAGEM DAS CRIANÇAS: PERCEPÇÕES DOS FAMILIARES, PROFISSIONAIS DA SAÚDE E DA EDUCAÇÃO |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
27/04/2023 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Tais Lima de Deus Esperança
|
| Banca |
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
- Edinalva Neves Nascimento
- Renata Palopoli Picoli
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
|
| Resumo |
O novo coronavírus causou mudanças abruptas na sociedade mundial. Impôs o isolamento para
conter a contaminação e gerou o maior impacto que a Saúde e a Educação sofreram no último
século. Este estudo objetiva analisar os efeitos da pandemia da COVID-19 na aprendizagem
das crianças do primeiro e segundo ano do ensino fundamental. Para tal, foi realizado um estudo
descritivo-exploratório, de caráter qualitativo, no município de Campo Grande – MS, nas
Unidades de Saúde da Família (USF) apoiadas pelo Núcleo Ampliado de Saúde da Família e
Atenção Primária (NASF-AP) e nas escolas municipais de ensino fundamental da área de
abrangência, assistidas pelo Programa Saúde na Escola (PSE). De cada distrito sanitário foram
selecionados um equipamento de saúde e um de educação, totalizando 14, definidos por sorteio.
Os participantes escolhidos por conveniência foram: seis coordenadores indicados pelos
diretores e um vice-diretor, 14 professores indicados pelos coordenadores, 14 familiares
indicados pelos professores, sete enfermeiros indicados pelos gerentes das USF e sete
integrantes da equipe NASF-AP, escolhidos por sorteio, totalizando 48 pessoas. Os dados foram
coletados através de entrevistas semiestruturadas, norteadas por um roteiro elaborado para cada
grupo de entrevistados. As entrevistas foram gravadas, transcritas e categorizadas pelo método
de análise de conteúdo de Bardin (2011). Os resultados foram apresentados em três artigos: O
impacto da pandemia no desenvolvimento infantil: percepções de pais e familiares, que
evidenciou a avaliação predominantemente negativa sobre o ensino remoto, aumento do
sofrimento de crianças e familiares, prejuízo na aquisição de habilidades escolares e pouca
apropriação acerca do PSE, pelos responsáveis; Aprendizagem das crianças no contexto da
pandemia: perspectivas dos profissionais da educação e propostas para o Programa Saúde na
Escola, que demonstrou a fragilidade do ensino remoto, com baixa participação nas atividades
on-line, devido à falta de acesso às tecnologias, maior vulnerabilidade, prejuízo no
desenvolvimento e aprendizagem dos educandos, aumento do sofrimento psíquico das crianças
e dos profissionais da educação e pouca apropriação dos professores acerca do PSE; O impacto
da pandemia de Covid-19 no cuidado e aprendizagem infantil: percepções dos profissionais da
saúde e ações para minimizar os danos, cujos resultados corroboraram com os artigos anteriores
sobre aumento do sofrimento psíquico das crianças, fragilidade na intersetorialidade do PSE,
devido a pouca participação da Educação na construção de ações, somada à predominância da
perspectiva biomédica, em detrimento da biopsicossocial. E acrescentou dados sobre mudanças
nos processos de trabalho da APS, sobrecarga e aumento do sofrimento psíquico dos
profissionais. Conclui-se que os educandos tiveram prejuízos em diversos aspectos da vida e
houve aumento do sofrimento psíquico dos membros da comunidade escolar e da saúde. Os
resultados desta pesquisa contribuem com os gestores locais e formuladores de políticas
públicas, na definição de diretrizes para melhora na efetividade e resolutividade do cuidado
integral à saúde da criança, por meio das adequações do PSE e das intervenções das equipes da
APS/ESF, de modo que responda às necessidades da comunidade escolar, no intuito de
melhorar a qualidade de vida das crianças e sua rede de proteção.
Descritores: Estratégia Saúde da Família (ESF); pandemia de COVID-19; promoção da saúde
escolar |
|
| AUTOCUIDADO APOIADO: CONHECIMENTO DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE NO CUIDADO EM DIABETES MELLITUS TIPO II NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE. |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
14/03/2023 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Nilda Maria de Jesus Santos Maurer
|
| Banca |
- Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
- Elen Ferraz Teston
- Guilherme Oliveira de Arruda
- Shérida Karanini Paz de Oliveira
|
| Resumo |
As condições crônicas constituem circunstâncias comuns aos atendimentos em saúde, dentre elas, destaca-se o Diabetes Mellitus tipo II, cuja participação ativa da própria pessoa que convive com doença é fundamental para o sucesso do tratamento. Para tanto, o autocuidado apoiado é uma tecnologia assistencial que propicia o empoderamento do indivíduo para o gerenciamento do autocuidado e o posiciona como protagonista do seu processo saúde-doença. Contudo, mesmo sendo baixo custo e associado a melhores resultados clínicos, o autocuidado apoiado não é implementado, por vezes, por dificuldades relacionadas ao conhecimento dos profissionais atuantes na Atenção Primária à Saúde. Este estudo objetivou compreender o conhecimento dos profissionais de saúde sobre o autocuidado apoiado no cuidado a indivíduos com Diabetes Mellitus tipo II. Estudo exploratório, de abordagem qualitativa, com coleta de dados realizada em duas Unidades de Saúde da Família do município de Campo Grande, estado de Mato Grosso do Sul. Os dados foram coletados em quatro grupos focais, dois em cada unidade de saúde, entre os meses de fevereiro e abril de 2022, com 37 profissionais de saúde. Os grupos focais foram conduzidos com uso de questões norteadoras acerca do tema. Foi aplicado um questionário de caracterização sociodemográfica dos participantes. Os dados obtidos foram submetidos à análise de conteúdo, subsidiada pelo referencial teórico Theoretical Domains Framework. Esse trabalho está inserido em um projeto matricial intitulado “Autocuidado apoiado no manejo do Diabetes mellitus na Atenção Primária: intervenção e avaliação”, o qual foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. Os resultados foram estruturados em duas categorias: O conceito do autocuidado apoiado e seus elementos; e Fatores que interferem no autocuidado apoiado. Sobre a primeira, os principais resultados versaram sobre os cuidados aos indivíduos, tendo a unidade de saúde e a família como suporte e corresponsáveis, e a fragilidade no conhecimento acerca da tecnologia do autocuidado apoiado, atrelando-o à assiduidade do indivíduo aos cuidados e serviços ofertados. Em relação a segunda categoria, foram indicados como fatores limitantes a implementação dos elementos do autocuidado de maneira não sistematizada; fragilidade no cuidado interdisciplinar; conhecimento e aceitação do indivíduo sobre sua condição de saúde; influencia de fatores culturais e socioeconômicos da população no comportamento e na aplicação do autocuidado; diferentes recursos disponíveis ao serviço e a descrença no poderio de mudança social. Conclui-se que, apesar das fragilidades identificadas no conhecimento e na aplicabilidade da tecnologia do autocuidado apoiado a organização do processo de trabalho, dos recursos humanos e de infraestrutura, e a cultura de educação permanente podem refletir na implementação dessa tecnologia nos contextos de saúde, proporcionando um cuidado adequado a indivíduos com Diabetes Mellitus tipo II. O entendimento acerca do conhecimento profissional quanto ao uso dessa tecnologia permite a compreensão de barreiras e potencialidades de uso na Atenção Primária à Saúde. O estudo subsidiou a identificação de empecilhos a novas práticas eficazes em autogerenciamento de condições crônicas no que tange indivíduos com Diabetes Mellitus tipo II. |
|
| Conhecimento das Mulheres sobre o HPV e Câncer de Colo Uterino em área de abrangência da Estratégia Saúde da Família, Campo Grande-MS |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
08/03/2023 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Nina Kriss do Amaral Rodrigues
|
| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
- Luana Silva Soares
- Marco Antonio Moreira Puga
|
| Resumo |
A infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo é causada pelo Papilomavírus humano (HPV). Alguns tipos de HPV são considerados de alto risco oncogênico e sem relacionam com câncer de colo uterino. O conhecimento das mulheres sobre a relação causal entre HPV e o câncer de colo uterino é relevante, por ser imprescindível para a eficácia de seu rastreamento e controle. Pessoas sexualmente ativas estão expostas ao vírus, por isso a prevenção é o método mais eficaz, através da vacinação e adoção de práticas sexuais conscientes e protegidas. O objetivo desta pesquisa foi verificar o nível de conhecimento sobre o HPV, bem como, a relação com o câncer de colo uterino, das mulheres atendidas na área de abrangência da Estratégia Saúde da Família do bairro Sírio Libanês, em Campo Grande, MS. A pesquisa é descritiva, transversal, com coleta de dados primários de mulheres atendidas no período de maio a agosto de 2022, foram incluídas 250 mulheres, abordadas em consultas ginecológicas ou visitas domiciliares, mediante entrevista estruturada com aplicação de questionário por enfermeiro ou agentes comunitários de saúde. Observou-se que 43,6% possuem o ensino médio completo e 55,6% recebem entre 1 e 3 salários-mínimos. A maioria (88,4%)já ouviu falar sobre o HPV, no entanto, 27,6% das mulheres não souberam afirmar o que o HPV significa; 31,2% das mulheres desconhecem o sexo oral como via de transmissão viral, 80,8% não referiu o contato pele-pele como modo de transmissão e 35,6% não reconheceram as verrugas genitais como manifestação clínica da infecção. A maioria (71,2%) referiu o hábito de autoexaminar-se, no entanto, 81 mulheres (32,4%) afirmaram ter realizado o exame colpocitológico entre 1 e 2 anos e 73 (29,2%) não realizavam há mais de dois anos. A maioria afirmou estar ciente da importância da vacinação contra o HPV, da realização do exame colpocitológico e do uso de preservativos em todas as práticas sexuais como forma de prevenção da infecção, no entanto, 22,4% das mulheres não apontaram a redução do número de parceiros sexuais e 74,8% delas desconhecem ou negam que o não compartilhamento de utensílios pessoais pode contribuir para a prevenção da infecção por HPV. A maioria (95,2%) das mulheres afirmaram existir tratamento para a infecção. Profissionais de saúde (56%) e televisão (47,6%), foram as fontes de informação sobre o HPV mais frequentes. Dentre as mulheres que possuem filhos, 35% afirmaram que as crianças não foram vacinadas contra o HPV ou não souberam informar. Concluiu-se que o conhecimento das investigadas era limitado quanto às especificidades da infecção e sua relação com o câncer de colo uterino. Com o desenvolvimento da pesquisa constatou-se o aumento efetivo pela busca do exame preventivo na unidade, conforme o relatório de procedimentos individualizados. É possível afirmar que houve impacto direto nos indicadores de saúde da mulher, na disseminação do conhecimento acerca do HPV, favorecendo a principal forma de prevenção contra a infecção causada pelo HPV, o que configura a aplicabilidade e relevância do estudo para a ESF.
|
|
| INCAPACIDADE FÍSICA NA PESSOA COM HANSENÍASE E A ASSISTÊNCIA DAS EQUIPES DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM MATO GROSSO DO SUL |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
03/03/2023 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Ana Paula Ribeiro Mijolaro Lagemann
|
| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Alessandro Diogo de Carli
- Arthur de Almeida Medeiros
- Jaison Antônio Barreto
- Marli Marques
- Sonia Maria Oliveira de Andrade
|
| Resumo |
A hanseníase é uma doença de grande poder incapacitante e ainda representa um grave problema de saúde pública no Brasil. Incapacidades físicas sinalizam diagnóstico tardio e precariedade na assistência. Nosso objetivo foi avaliar a frequência de incapacidade física na pessoa com hanseníase e a assistência das equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) em Mato Grosso do Sul. Realizou-se uma pesquisa descritiva, quantitativa, utilizando dados primários e secundários de Mato Grosso do Sul, no período de 2016 a 2020. Dados primários foram coletados através de questionário com 34 questões, para médicos e enfermeiros das Unidades de Saúde com ESF (US/ESF) e que notificaram casos de hanseníase entre 2018 a 2020 e aos fisioterapeutas, que atenderam casos de hanseníase nos diferentes serviços de saúde. Participaram 82 profissionais, de 27 municípios, sendo 54 enfermeiros, 19 fisioterapeutas e 9 médicos. Deste total, 60 (73,17%) atuam em US/ESF e 22 (26,83%) em outros serviços. Os 19 fisioterapeutas participam no diagnóstico precoce e assistência, preenchem o formulário de avaliação do Grau de Incapacidade física (GIF) no diagnóstico e na alta e da avaliação neurológica simplificada. Nas US/ESF apenas 45,00% referiram realizar avaliação do GIF e escassez de materiais: fio dental, estesiômetro, tubo de vidro, tabela de Snellen, nas demais US o GIF está sendo realizado (72,72%) a despeito da escassez de materiais essenciais, exceto estesiômetro. Dados secundários foram coletados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no site DataSUS, de casos novos, residentes no estado, notificados entre 2016 a 2020, curados e avaliados usando parâmetros do Ministério da Saúde. Entre os 1.900 casos novos, o GIF no diagnóstico foi 81,89%, GIF2 em 12,85%, não avaliados ou ignorado, 18,10%, parâmetro “regular”. Nas coortes de cura, o GIF foi 72,12%, GIF2 em 6,17%, não avaliados ou ignorado, 27,87%, parâmetro “precário”. O GIF2 no diagnóstico foi elevado e na alta ficou comprometido pela ausência de avaliação mínima necessária. O GIF2 no ingresso do paciente foi alto, sinalizando retardo no diagnóstico. A precariedade das avaliações do GIF evidencia fragilidade da assistência e comprometimento do planejamento de ações em todos os níveis de atenção. Os pacientes, no diagnóstico, apresentam incapacidade física acima do aceitável e na alta por cura, estão subdiagnosticadas, evidenciando baixa qualidade da assistência. Esta assistência deve atender aos protocolos estabelecidos, focadas no diagnóstico precoce, tratamento, cura, avaliação de incapacidade física no diagnóstico, durante o tratamento e na alta e reabilitação aos casos com incapacidade física instalada. Nossos achados sinalizam a necessidade de fortalecer a atenção básica e os serviços de referência em fisioterapia, com disponibilidade de materiais fundamentais nas avaliações, além de treinamentos/capacitações teórico e prático, aos fisioterapeutas, abordando o manejo clínico, avaliação física, da sensibilidade, prevenção e reabilitação.
Descritores: Saúde da Família; Hanseníase; Modalidades de Fisioterapia; Epidemiologia |
|
| CONDIÇÕES DE VIDA E SAÚDE DE INDÍGENAS KAINGANG COM DIABETES MELLITUS |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
16/02/2023 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Júnior Cesar de Souza Benedito
|
| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Alberto Sumiya
- Arthur de Almeida Medeiros
- Elen Ferraz Teston
- Maria do Carmo Lourenço Haddad
- Renata Palopoli Picoli
|
| Resumo |
O Diabetes Mellitus é uma condição crônica prevalente no cenário mundial, que além de repercutir na qualidade de vida, pode levar a complicações sistêmicas e orais. A relação diabetes e doença periodontal é bidirecional, sendo observado um agravo na destruição do tecido periodontal e um controle glicêmico desfavorável em pessoas com diabetes e doença periodontal. Nesse sentido, tornam-se necessárias investigações que envolvem a relação entre a doença periodontal e o diabetes mellitus, em especial na população indígena pela condição de vulnerabilidade e pelas limitações de acesso aos serviços de saúde. Tem-se por objetivo analisar a condições de vida, saúde e doença periodontal em indígenas Kaingang com Diabetes Mellitus. Estudo descritivo, analítico, transversal com abordagem quantitativa, realizado a partir de entrevistas, exame intraoral e consulta dos registros em prontuário. Os dados foram coletados no período de agosto a outubro de 2022 e analisados por meio de estatística descritiva e inferencial, utilizando-se os testes t de Student e Qui-quadrado. Dentre os 45 participantes, 53,3% eram mulheres, com idade média de 56,3 ± 12,4 anos, sendo 71,2% com idade entre 40 e 59 anos. Para realização da entrevista, 64,4% indígenas necessitaram do tradutor. No que concerne ao estado conjugal, 91,1% morava com companheiro(a). Em relação à escolaridade, 44,4% frequentaram o ensino fundamental e 37,8% não estudaram. Quanto aos comportamentos em saúde, 20,0% eram tabagistas, 11,1% faziam uso abusivo de álcool, 42,2% eram irregularmente ativos e 28,9%, sedentários. A média de dentes cariados, perdidos e obturados foi de 21,7 ± 9,6, sendo 31,1% dos participantes estratificados com risco elevado para saúde bucal. Ademais, 42,2% referiram xerostomia e 66,7% foram diagnosticados com doença periodontal, sendo 24,5% foram diagnosticados com gengivite e 42,2%, periodontite. Quanto às condições clínicas, 17,8% utilizavam insulina, 13,3% estavam em polifarmácia, 62,2% eram hipertensos e 48,9%, obesos. Em relação aos marcadores metabólicos, a média de hemoglobina glicada foi de 9,6 ± 2,7%; glicemia venosa, 189,1 ± 95,3 mg/dL; triglicérides, 297,2 ± 332,1 mg/dL; colesterol total, 187,4 ± 52,8 mg/dL; creatinina, 0,9 ± 1,5 mg/dL e ureia, 30,5 ± 9,9 mg/dL. Os resultados demonstram a importância de ações de rastreamento precoce das condições crônicas na população indígena e a necessidade de incluir ações individuais de autocuidado, monitoramento da glicemia e pressão arterial, estímulo a redução no consumo de tabaco e utilização de álcool, à prática de atividade física; além de estratégias que estimulem um regime alimentar saudável. |
|
| Cobertura e Ações da Gestão do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional em Mato Grosso do Sul, 2009-2019 |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
13/12/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Francielle Perini Zanatta
|
| Banca |
- Camila Medeiros da Silva Mazzeti
- Elen Ferraz Teston
- Luciana Bronzi de Souza
- Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva
- Rita de Cassia Bertolo Martins
|
| Resumo |
O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional objetiva fornecer dados sobre a situação nutricional e alimentar dos usuários do Sistema Único de Saúde para a formulação de ações, programas e políticas que visem tanto a promoção da alimentação adequada e saudável, como a prevenção e o tratamento de agravos nutricionais. É uma importante ferramenta de apoio para as equipes de Estratégia de Saúde da Família organizarem as ações locais de atenção nutricional. O objetivo do estudo foi avaliar a tendência temporal de cobertura do sistema e identificar as ações desenvolvidas pela gestão que potencializam esta cobertura. Trata-se de pesquisa analítica, quantitativa, ecológica e transversal com coleta de dados primários e secundários. Os dados primários foram coletados através de questionário eletrônico aplicado aos coordenadores municipais do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional autorizados por seus Secretários de Saúde no período de 2021 a 2022. Os dados secundários foram provenientes do SISVAN web, coletados em 2021, de relatórios públicos segundo o indicador peso para altura, e de acesso restrito para cobertura de marcadores de consumo alimentar, autorizada pela Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul, de crianças menores de 5 anos, e as estimativas populacionais do Ministério da Saúde para o respectivo ano. Os dados foram analisados pelo software estatístico STATA 13.0. Para a análise da tendência temporal do estado nutricional foi realizada regressão Joinpoint e para associação das variáveis regressão logística. Participaram do estudo 43,03% (n=34) dos municípios sul-mato-grossenses. Observou-se tendência temporal de aumento da cobertura de registro dos indicadores do estado nutricional. A minoria dos coordenadores utiliza o sistema para apoio às ações de gestão. Entre os municípios que apresentaram equipamentos antropométricos suficientes a chance de ter a cobertura do estado nutricional acima da média nacional foi de 6 vezes (p 0,043), de 5 vezes para aqueles que tinham equipamentos em boas condições de uso (p 0,021) e formulários impressos (p 0,046) e de 4 vezes para aqueles que receberam capacitação (p 0,047) essas variáveis potencializaram a cobertura para estado nutricional. Quanto à cobertura para marcadores de consumo alimentar foi observado que aqueles municípios que receberam capacitação para marcadores a chance de ter a cobertura acima da média nacional foi de 4 vezes com uma marginal significância (p 0,059). A falta de capacitação (p 0,059), quantidade insuficiente de profissionais (p 0,046) e a sobrecarga de trabalho (p 0,046) foram dificuldades apontadas com associação negativa com a cobertura de consumo alimentar. Houve tendência de aumento da cobertura para o estado nutricional, porém é necessária valorização da VAN como instrumento de gestão, maior comprometimento dos gestores na disponibilidade de
recursos para estrutura e capacitação dos coordenadores do Sistema de Vigilância Alimentar e nutricional fortalecendo as equipes de Estratégia de Saúde da Família no direcionamento das ações locais de alimentação e nutrição para que consigam desempenhar as atividades preconizadas no ciclo de gestão e produção de cuidado. |
|
| Avaliação de Risco Cardiovascular e Síndrome Metabólica em usuários da atenção primária à saúde em zona rural do Município de Campo Grande, MS |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/09/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Camila Medeiros da Silva Mazzeti
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- VANESSA TEIXEIRA DE SOUZA GUEDES
|
| Banca |
- Arthur de Almeida Medeiros
- Bruna Paola Murino Rafacho
- Camila Medeiros da Silva Mazzeti
- Karine de Cassia Freitas Gielow
- Rodrigo Guimaraes dos Santos Almeida
|
| Resumo |
O risco cardiovascular e a síndrome metabólica podem ser analisados considerando
a probabilidade de um usuário desenvolver uma doença cardiovascular decorrente de
vários fatores que devem ser investigados de modo que possam ser tratados no que
tange aos cuidados da Atenção Primária. A literatura aponta que, as doenças
cardiovasculares (DCV) são as principais causas de morte no Brasil e são apontadas
como problemas de saúde constantes na Lista Brasileira de Condições Sensíveis à
Atenção Primária, por serem potencialmente evitáveis. Neste sentido, salienta-se
ainda que, a estratificação de risco cardiovascular é uma ferramenta importante para
organização do atendimento e gera subsídios para a reorganização das ações
ofertadas nos serviços de saúde. Posto isto, cabe ressaltar que, a Síndrome
Metabólica surgiu como variável de interesse devido sua presença estar relacionada
ao risco aumentado de morbimortalidade por doenças cardiovasculares. Diante deste
cenário, este estudo investigou o risco cardiovascular e a síndrome metabólica em
usuários dos serviços de saúde do município de Campo Grande – MS. O objetivo geral
do estudo é avaliar o risco cardiovascular e presença da síndrome metabólica em
usuários frequentadores da Unidade Saúde da Família Manoel Cordeiro, uma
população rural, no município de Campo Grande. Os objetivos específicos deste
trabalho consistiram em identificar os fatores de riscos nesta população e mensurar o
risco cardiovascular e a presença da síndrome metabólica. Para tanto, a pesquisa é
descritiva com abordagem quantitativa. O método utilizou questionário objetivo com
questões sociodemográficas, condições crônicas, terapia medicamentosa, medidas
antropométricas, resultados de exames bioquímicos, consumo alimentar, escore de
Framingham e hábitos sobre atividade física. O tamanho da amostra foi de 130
pesquisados com margem de erros de 0,5 e intervalo de confiança de 95%. A análise
dos dados tabulados foi realizada pelo programa R Studio. Sendo possível concluir
que o risco cardiovascular através da aplicação do escore de Framigham não é um
instrumento interessante para esta população, pois a amostra não apresentou
variabilidade. Na análise do risco cardiovascular através da aplicação do escore de
Framigham, observou-se que a escala é complexa para usar na APS, pois não é um
instrumento que apresenta o resultado instantaneamente, e a tentativa de se
encontrar uma outra medida que a simplificasse não foi possível, pois a amostra não
apresentou variabilidade no perfil dos usuários. Os resultados mostraram que a
circunferência do pescoço pode ser um importante indicador da saúde, por ser um
instrumento de rastreamento capaz de identificar os indivíduos com diagnóstico de
SM. A facilidade de aplicação e o baixo custo podem viabilizar sua utilização em
serviços da Atenção Primária a Saúde. |
|
| A QUALIDADE DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE DO IDOSO EM RIO BRILHANTE-MS |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
09/09/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Arthur de Almeida Medeiros
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
- Sônia Maria Oliveira de Andrade
|
| Resumo |
|
|
| A QUALIDADE DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EM RIO BRILHANTE SOB A PERSPECTIVA DA PESSOA IDOSA |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
09/09/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Sonia Maria Oliveira de Andrade
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Albert Schiaveto de Souza
- Ana Rachel Oliveira de Andrade
- Arthur de Almeida Medeiros
- Melina Raquel Theobald
- Sonia Maria Oliveira de Andrade
|
| Resumo |
A Atenção Primária à Saúde (APS) é preferencialmente o primeiro contato do usuário com o Sistema Único de Saúde (SUS). No Brasil, a atenção à saúde da pessoa idosa é parte das atribuições da APS e estabelece como objetivo de toda e qualquer ação de saúde a de promover o envelhecimento saudável e ativo dessa população que vêm aumentando a cada ano, em nosso país. A Estratégia Saúde da Família (ESF) é o principal modelo na reorganização da APS, é necessária a presença dos quatro atributos essenciais e a extensão dos três atributos derivados, que orientam, caracterizam e medem a qualidade da APS. Diante disso, a presente pesquisa teve como objetivo avaliar a qualidade da APS na perspectiva dos usuários idosos dos serviços da APS em Rio Brilhante-MS. Para isto, foram realizadas entrevistas com uma amostra da população de 345 idosos, que utilizam os serviços dentre as oito unidades localizadas na região urbana do município, utilizando o questionário PCATool-Brasil (Primary Care Assesment Tool), instrumento de avaliação, validado nacionalmente pelo Ministério da Saúde, para pacientes adultos na versão reduzida composto por 26 itens distribuídos em 10 componentes relacionados ao tema. Para a caracterização sociodemográfica dos participantes foi utilizado um instrumento de coleta de dados composto por perguntas estruturadas, como idade, sexo, escolaridade, profissão e com quem compartilha a residência. Os participantes foram selecionados mediante técnica de amostragem aleatória simples, a partir do cadastro de usuários idosos na unidade, e as entrevistas foram realizadas pela pesquisadora na residência dos participantes que aceitaram e assinaram o Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE). Foi realizada análise descritiva com apresentação dos resultados por meio das frequências absolutas e relativas para as variáveis categóricas, e através das medidas de centro e variabilidade para as variáveis contínuas. A análise inferencial foi realizada por meio do teste de regressão logística com apresentação da Odds Ratio e o respectivo intervalo de confiança de 95%, considerando significância estatística de 5%. Os resultados apontam que a média de idade dos participantes é de 69,6 anos, e os que trabalham fora têm mais chance de atribuir pontuação baixa de avaliação da atenção primária à saúde. Constatou-se maior utilização dos serviços oferecidos pelos usuários do sexo feminino de 69,7%. Quanto à avaliação da assistência oferecida no nível primário, o escore essencial da APS no município com média 6,94, ficou acima da nota de corte de 6,6, classificado como qualidade alta. O atributo essencial Acesso de Primeiro Contato – Utilização foi o mais bem avaliado com escore 9,19. O escore geral foi avaliado em 6,27, próximo à nota de corte, porém considerado baixo pelo instrumento. Conclui-se que a qualidade da APS segundo o escore geral é baixa, estando próximo ao ponto de corte. O escore essencial é alto, indicando que os serviços de saúde da APS do município são orientados por seus atributos promovendo maior satisfação dos usuários e com impacto positivo no estado de saúde da população. Os usuários conhecem os serviços de referência de seu bairro e estes são os primeiros a serem procurados pelos pacientes. Ações de melhoria podem ser tomadas no sentido de informar aos pacientes sobre o acesso que os mesmos possuem para consultar seu prontuário e informar/disponibilizar para a população a lista de serviços e orientações que são disponíveis caso possam precisar em algum momento como, por exemplo: saúde mental, tabagismo e aconselhamento sobre mudanças que acontece com o envelhecimento. Reorganizar as ações de saúde já existentes e implantando novos fluxos assistenciais que possibilitem a assistência de qualidade torna-se necessário e oportuno. |
|
| Revisão de Literatura do uso da Espécie vegetal Uncaria tomentosa na odontologia: Potencial aplicabilidade em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
09/09/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Ana Tereza Gomes Guerrero
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Ana Tereza Gomes Guerrero
- Gabriela Deutsch
- Juliana Silveira Gonçalves
- Renata Trentin Perdomo
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
|
| Resumo |
O cuidado odontológico é um tema de grande relevância quando se se diz respeito ao bem-estar geral do indivíduo. No Brasil, a saúde bucal tem conquistado cada vez mais espaço no cenário da saúde pública do país, apesar de doenças como cárie, doenças periodontais, candidíases, estomatites outras manifestações bucais de cunho inflamatório e infeccioso ainda serem recorrentes na rotina odontológica. Neste cenário, uma das formas de atuação do cirurgião-dentista no manejo dessas condições é o uso de medicamentos, sendo a fitoterapia e a prescrição de fitoterápicos regulamentadas pelo Ministério da Saúde, inseridas no Sistema Único de Saúde (SUS), e reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia. Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi realizar o levantamento bibliográfico referente as atividades farmacológicas da Uncaria tomentosa - conhecida por sua atividade anti-inflamatória e imunorregulatória já comprovadas - e sua potencial aplicabilidade na prática odontológica, através de uma revisão sistemática da literatura, sem meta-análise. Para isso, foram realizadas buscas nas bases de dados MedLine/PUBMED, Scopus e Web of Science, utilizando os descritores Uncaria tomentosa, cat’s claw e dentistry, associados aos operadores booleanos OR e AND. Após aplicação da estratégia de busca, foram selecionados nove artigos para a revisão. Os achados bibliográficos foram favoráveis a implementação da unha de gato na prática odontológica, devido ao potencial farmacológico benéfico da planta ser bastante amplo. Junto a isso, destaca-se também sua relevância junto ao SUS, no que diz respeito a prevenção e promoção de saúde, e otimização do uso de recursos. No entanto, são necessários estudos mais recentes e mais robustos, como ensaios clínicos randomizados, para maior embasamento do tema proposto.
|
|
| ANÁLISE DA PREVALÊNCIA E ESTADIAMENTO DE CÂNCER DE BOCA E OROFARINGE, COBERTURA DE SAÚDE BUCALE DADOS DOS SERVIÇOSEM MUNICÍPIOS SUL-MATO-GROSSENSES |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
08/09/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Arthur de Almeida Medeiros
- Inara Pereira da Cunha
- LAÍS SALOMÃO ARIAS
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
- Nathan Aratani
|
| Resumo |
Considerando estimativa no Brasil de 15.190 novos casos de câncer de boca e orofaringe para o triênio 2020 a 2022, justifica-se a importância da Equipe de Saúde Bucal na Atenção Primária estar qualificada para o diagnóstico precoce de lesões sugestivas e incipientes de câncer de boca e orofaringe; capacitada para realização da biópsia; e conhecimento do fluxo de regulação para os serviços especializados, promovendo o acesso, longitudinalidade, integralidade e coordenação do cuidado. OBJETIVO Avaliar a conduta das Equipes de Saúde Bucal na Atenção Primária no manejo do câncer de boca e orofaringe em municípios sul-mato-grossenses. METODOLOGIA Estudo descritivo, transversal, quantitativo, de bases de dados secundários oficiais e públicos, referentes aos municípios do estado de Mato Grosso do Sul. Foi analisado dados de prevalência de câncer de boca e orofaringe, CID-10 C00 - C10, cobertura de saúde bucal, estadiamento e a realização de cuidados em saúde bucal a partir dos dados do PMAQ-AB, 3º Ciclo. RESULTADOS Todos municípios sul-mato-grossenses, com exceção de Caarapó e Tacuru, apresentaram cobertura de saúde bucal acima da média nacional. O diagnóstico no estágio avançado foi predominante, inclusive naqueles com presença de 100% de cobertura de saúde bucal. Evidenciou fragilidades nos serviços de prevenção e diagnóstico do câncer de boca; busca ativa de lesões potencialmente cancerizáveis e de casos na comunidade; e exame sistemático das mucosas orais. Houve desconhecimento dos fluxos de encaminhamento para realização de biópsias e tratamento do câncer de boca e orofaringe aos Centros de Especialidades Odontológicas dentre as equipes de um mesmo município. CONCLUSÕES Foram encontradas falhas no processo de trabalho em relação às ações de prevenção, busca ativa, exames das mucosas orais, realização de biópsias, referência para biópsia e tratamento, podendo influenciar no estadiamento do diagnóstico, tratamento, qualidade de vida e sobrevida do paciente com neoplasias malignas de câncer de boca e orofaringe. Como potencialidades de aplicação ao Sistema Único de Saúde reforça-se a necessidade de educação permanente aos profissionais odontólogos para qualificar as ações de prevenção em saúde e conhecimento dos fluxos assistenciais, de modo a qualificar o cuidado. |
|
| Conhecimento de mulheres atendidas nas Clínicas da Família sobre HPV e câncer de colo do útero em Campo Grande - MS |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
06/09/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
- Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- FRANCISCA CARLA DA SILVA MENDONÇA
|
| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Alda Maria Teixeira Ferreira
- Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
- Ines Aparecida Tozetti
- Luana Silva Soares
|
| Resumo |
A infecção persistente pelo Papilomavírus humano (HPV) é uma das condições necessárias para o desenvolvimento do câncer cervical, e o conhecimento sobre o tema é importante para prevenção e controle da doença. O trabalho teve como objetivo identificar o conhecimento de mulheres sobre o HPV e câncer de colo do útero, referente à caracterização socioeconômica, transmissão, prevenção, sintomas relacionados e as fontes de informações. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, descritiva e transversal, com uso de dados primários obtidos de 200 mulheres com idade superior a 25 anos, que buscavam atendimentos entre as três Clínicas da Família, situadas em bairros que apresentam vulnerabilidades socioeconômicas, em Campo Grande, MS. As mulheres foram abordadas de forma individual e por conveniência, enquanto aguardavam atendimentos diversos. Todas assinaram o TCLE (CEP/UFMS Parecer 4.658.757, 19/04/2021). Em ambiente reservado foi aplicado um questionário impresso, estruturado contendo 20 questões de múltipla escolha relacionadas ao conhecimento sobre à infecção por HPV e perfil socioeconômico. Os dados foram analisados pelo programa (Software Microsoft Excel®, 2013) e a associação entre as variáveis foi realizada pelo teste Qui-quadrado (significância p<0,05). Dentre as 200 mulheres entrevistadas, 32,5% (65/200) não assinalaram que o HPV é um tipo de vírus que pode ocasionar o câncer cervical e 16% fizeram interpretação equivocada, designando o HPV como o câncer propriamente dito (10,5%) ou herpes genital (5,5%). Ao relacionar esses resultados ao grau de escolaridade, observou-se que os maiores percentuais de desconhecimento estavam dentre as mulheres com os menores níveis de escolaridade. Apenas 5,5% (11/200) consideraram o contato pele-pele como via de transmissão e 28,5% das mulheres não tinha conhecimento sobre transmissão pelo sexo oral. Houve predomínio de mulheres (64%, 128/200) que relataram que a infecção não tem sinais/sintomas e 23,5% (47/200) não relacionaram o HPV às verrugas genitais. Quanto à prevenção, 36% (72/200) das mulheres não tinha conhecimento sobre a vacina contra o HPV e 41% (82/200) desconhecia que meninos também devem ser vacinados contra o HPV. A fonte de informação mais frequente sobre o HPV foi a televisão (49%, 99/200) e somente 27% (54/200) e 25% (50/200) das mulheres obtiveram conhecimento através dos profissionais de saúde e as escolas/locais de ensino, respectivamente. Os resultados apontam fragilidades no conhecimento em relação à infecção por HPV e consolida a importância da educação em saúde, por meios confiáveis de comunicação e direcionada principalmente à transmissão e medidas de prevenção da infecção.
Descritores: Saúde da família; Câncer de colo do útero; Saúde da Mulher; Saúde Pública, conhecimento.
|
|
| Marcadores Psicossociais da Pessoa com transtorno mental em conflito com a lei pós (Des)Institucionalização realizada pela (EAP) de uma capital brasileira |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
05/09/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- WILLIANA RODRIGUES RAFAEL MONTEIRO
|
| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- André Barciela Veras
- Clayton Peixoto de Souza
- Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
- Érika Kaneta Ferri
|
| Resumo |
Reincidência criminal, falta de moradia e dificuldade no acesso às Políticas Públicas, são marcadores psicossociais encontrados em pessoas com transtorno mental desinstitucionalizadas. O projeto Reintegra, criado em 2019, é uma parceria em conjunto do Poder judiciário, Sistema penitenciário e Secretarias de Saúde (SES) (SESAU), onde se insere o Serviço de Avaliação e Acompanhamento das Medidas Terapêuticas Aplicadas à Pessoa com Transtorno Mental em Conflito com a Lei (EAP), visam reduzir os problemas psicossociais da desinstitucionalização através de um planejamento e acompanhamento individual e gradativo da desinternação dos presos, inserindo-os na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), conectando-os a rede de apoio familiar e adequando sua terapêutica conforme condicional da área jurídica. A pesquisa buscou descrever o processo de desinstitucionalização e os marcadores psicossociais dos pacientes acompanhados pelo projeto Reintegra onde se insere a EAP de Campo Grande – MS. Trata-se de um estudo transversal com abordagem quantitativa, sendo utilizado para coleta de dados: a análise documental do Projeto Terapêutico Singular, prontuários e relatórios produzidos pela EAP; e, a aplicação de entrevista social por meio da Escala de Avaliação Global do Funcionamento (AGF) e o Questionário adaptado para Estudo de moradias de portadores de transtorno mental grave. A amostra contou com 41 pacientes acompanhados pelo projeto Reintegra já desinstitucionalizados, sendo que 31 (75,6%) aceitaram participar da pesquisa. A aceitação e assinatura do Termo de Livre e Esclarecido (TCLE) foi dividido entre os pacientes que respondiam legalmente por si 14 (45,1%) e aqueles curatelados 17 (54,9%). Os dados coletados são de diferentes momentos pós desinstitucionalização da EAP e os pacientes se encontravam em diversos locais de moradia, sendo que 20 (64,5%) estavam em residências, 6 (19,4%) em Residências Terapêuticas (RT), 1 (3,2%) aguardava no CAPS vaga em (RT), 2 (6,5%) institucionalizados em internações psiquiátrica particulares e permanentes por opção da família, e 2 (6,5%) retornaram à institucionalização prisional por reincidência criminal. Os dados sociodemográficos foram compostos por usuários com idade entre 18 a 59 anos, com predomínio do sexo masculino 30 (96,8%), solteiros 27 (87,1%), negros ou pardos 19 (61,3%), que possuem ensino fundamental incompleto 22 (70,9%), que nunca trabalharam 13 (41,9%) e 16 (51,6%) que dispunham de até 1 salário mínimo como renda familiar. Quanto aos marcadores sociais de vulnerabilidade e inserção social, 15 (48,4%) possuem acesso a benefícios sociais, 24 (77,4%) acesso a Defensoria Pública, 8 (25,8%) não possuem vínculo ou possuem vínculo fragilizado com a rede de apoio, 15 (48,4%) referiram situação de rua momentânea após saírem da prisão, todavia nenhum paciente foi identificado sem residência fixa permanente. Os transtornos mentais predominantes foram, o comportamental devido ao uso de Substâncias Psicoativas ilícitas (SPA) e Esquizofrenia e outras psicoses, obtiveram o mesmo resultado, de 9 (29,0%) cada. O diagnóstico de 16 (51,6%) ocorreu após o processo de institucionalização prisional. A média de internações psiquiátricas desde a institucionalização prisional foi de 6,06 por indivíduo e 26 (83,9%) relataram realizar regularmente acompanhamento na Rede de Atenção Psicossocial à Saúde (RAPS) e uso medicamentoso prescrito. A Escala de Avaliação Global de Funcionamento (AGF), observa-se predomínio de pacientes com Sintomatologia Grave 18 (58,1%), com pontuação entre 20 e 50. Conclui-se que os pacientes assistidos pelo projeto “Reintegra” da EAP de Campo Grande – MS, demonstraram marcadores psicossociais baixos comparados com indicadores nacionais.
Descritores: Saúde mental, Sistema Prisional, Saúde da Família, Políticas Públicas. |
|
| ACESSIBILIDADE AO DISPOSITIVO INTRAUTERINO (DIU) NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE |
|
| Curso |
Mestrado em Saúde da Família |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
02/09/2022 |
| Área |
SAÚDE COLETIVA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Elen Ferraz Teston
- Maria Antonia Ramos Costa
- Nathan Aratani
- Rafael Aiello Bomfim
- Sebastiao Junior Henrique Duarte
|
| Resumo |
O dispositivo intrauterino (DIU) de cobre, é o método contraceptivo reversível
mais utilizado em todo o mundo, é ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS),
totalmente seguro e altamente eficaz, com baixas taxas baixas relacionadas a
sua falha, porém, ainda subutilizado pela população brasileira. Essa restrição em
sua adesão pode restringir o pleno exercício dos direitos sexuais e reprodutivos
das mulheres brasileiras. Diante disso, o objetivo desse estudo foi de conhecer
as condições de acesso das mulheres ao DIU na Atenção Primária no município
de Campo Grande – MS. Para isso, realizou-se um estudo qualitativo, que
envolveu a realização de entrevistas individualizadas baseadas em roteiros
semiestruturados, como técnica de análise de dados utilizou-se o Consolidated
Framework for Implementation Research (CFIR) como guia para estabelecer os
constructos de avaliação. Utilizou-se os domínios do cenário interno; cenário
externo e características dos indivíduos do CFIR para a análise resultados.
Realizaram-se entrevistas com quatro grupos de 10 participantes cada: mulheres
usuárias do SUS que buscam atendimento para a inserção do DIU, mulheres
usuárias do SUS que inseriram o DIU, profissionais da atenção primaria saúde
que não fazem e que fazem a inserção do dispositivo. As entrevistas foram
orientadas por um roteiro previamente estabelecido, a partir de questões
disparadoras sobre o fluxo, acesso e disponibilidade do DIU. Foram analisadas
40 entrevistas, a partir destas, os relatos foram organizados e categorias foram
definidas. As entrevistas foram gravadas em áudio, transcritas, lidas e relidas.
Após essa etapa procedeu-se a análise de conteúdo seguindo suas etapas:
leitura flutuante, pré-análise e categorização temática. Destaca-se a partir dos
resultados encontrados que apesar de serem reconhecidas algumas facilidades,
ainda existem muitas limitações e barreiras do conhecimento, organizacionais e
operacionais que dificultam o acesso das mulheres à inserção do dispositivo
intrauterino pelas usuárias das unidades de saúdes a que são subordinadas.
|
|