Mestrado em Saúde da Família

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TRABALHO Ações
ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS DE SÍFILIS ADQUIRIDA NA POPULAÇÃO MASCULINA: DESAFIOS PARA A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
Curso Mestrado em Saúde da Família
Tipo Dissertação
Data 26/06/2024
Área SAÚDE COLETIVA
Orientador(es)
  • Nathan Aratani
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Mariana Conceição Schneider Santos
    Banca
    • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
    • Helder de Padua Lima
    • Nathan Aratani
    • Sonia Maria Oliveira de Andrade
    Resumo A sífilis é conhecida desde o século XV, passou a ser descrita há mais de 100 anos e continua sendo um grave problema de saúde pública no mundo. Pode-se considerar que a incidência de casos de sífilis no Brasil a classifique como uma endemia, uma vez que o elevado número de casos apresenta-se constante. Na população masculina, a sífilis se apresenta como um grande desafio, tanto pela magnitude, quanto pela dificuldade para o enfrentamento nesta população em específico. O estudo tem como objetivo analisar a epidemiologia dos casos de sífilis adquirida na população masculina. Foi realizado estudo quantitativo, com dados secundários coletados das fichas de investigação de sífilis adquirida no ano de 2022 e do relatório de acompanhamento dos casos, alimentados por dados do prontuário eletrônico. Os dados de interesse incluíram: ocupação, se houve tratamento em infecções anteriores, orientação sexual, idade, raça/cor, escolaridade e classificação da sífilis atual. Dos 653 casos analisados, constatou-se que a prevalência de casos em homens que fazem sexo com homens (HSH) foi de 44,5%, em comparação com os 35,2% registrados na população heterossexual. Observou-se que 37,3% dos casos ocorreram em indivíduos com 29 anos de idade ou menos, e a maioria dos diagnósticos foi classificada como latente, sendo que 71,5% desses casos receberam tratamento adequado. Em relação à raça, os homens brancos lideraram com 46,7% dos casos, seguidos pelos pardos com 35,9%. Quanto à escolaridade a prevalência foi observada entre aqueles com ensino médio incompleto (22,6%), seguidos pelos que possuíam educação superior completa (15,3%). Identificou-se caracterização epidemiológica diferente, entre homens HSH e heterossexuais, para HSH há uma proporção maior de pessoas com escolaridade de ensino médio incompleto e com idade entre 30 e 39 anos, enquanto em homens heterossexuais, há mais pessoas com escolaridade inferior ao ensino fundamental completo e com idade igual ou superior a 40 anos. Essas diferenças sugerem a necessidade de estratégias de intervenção específicas para cada grupo, pois há uma diferença epidemiológica da sífilis adquirida na população masculina, para as variáveis escolaridade e idade, conforme a orientação sexual autorreferido, exigindo das equipes de saúde, em especial na Estratégia Saúde da Família, ações distintas para rastreio, diagnóstico e tratamento.
    FATORES ASSOCIADOS À SAÚDE BUCAL E QUALIDADE DE VIDA EM ADOLESCENTES DE 12 ANOS
    Curso Mestrado em Saúde da Família
    Tipo Dissertação
    Data 25/06/2024
    Área SAÚDE COLETIVA
    Orientador(es)
    • Rafael Aiello Bomfim
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Jhenyffer Andrade Viana Cabral
      Banca
      • Nathan Aratani
      • Rafael Aiello Bomfim
      • Rodrigo Dalla Pria Balejo
      • Valeria Rodrigues de Lacerda
      Resumo Este estudo analisou os fatores associados à qualidade de vida e à saúde bucal de adolescentes de 12 anos de idade. Foram coletados dados de 615 adolescentes das cinco maiores cidades de Mato Grosso do Sul, Brasil. O referencial teórico dos determinantes sociais da saúde bucal norteou todas as análises e o instrumento de medida para a qualidade de vida relacionada à saúde bucal foi o questionário Oral Impacts on Daily Performances (OIDP). As variáveis analisadas foram relacionadas a qualidade de vida relacionada à saúde bucal, alimentação não-saudável, comportamento sedentário, experiência de cárie dentária, acesso à água fluoretada, características sociodemográficas e de comportamentos em saúde. Considerando os pesos amostrais, 43% dos adolescentes relataram algum impacto na QVRSB. Nos modelos ajustados, maior consumo de alimentos não saudáveis (moderado e alto) esteve associado a prevalência de impacto na QVRSB (OIDP≥1) [OR= 3.59 (IC95% 1.99; 6.46)] e maior severidade QVRSB [RR=2,05 (IC95% 1,43; 2,94)] comparados às suas contrapartes. A prevalência de perda dentária foi de 5% (IC95% 1.9; 8.0%). Nos modelos ajustados, renda familiar abaixo da linha da pobreza [OR= 2.81 (IC95% 0.93; 8.52)], alto consumo de alimentos não saudáveis [OR= 1.93 (IC95% 0.54; 6.87)] e comportamento sedentário (≥ 2 hs/dia) [OR= 1.77 (IC95% 1.28; 2.45)] foram associados à perda dentária. O acesso à água fluoretada foi um fator de proteção [OR= 0.40 (IC95% 0.16; 0.99)]. A implementação de políticas públicas intersetoriais voltadas para promoção de alimentação saudável e redução do comportamento sedentário pode ter um impacto positivo significativo na qualidade de vida dos adolescentes, bem como o acesso à água fluoretada é um fator de proteção importante contra a perda dentária nessa faixa etária. A Estratégia Saúde da Família (ESF), como coordenadora do cuidado, desempenha um papel importante ao promover um acompanhamento integral e contínuo das famílias, fortalecendo os efeitos dessas políticas públicas e garantindo um desenvolvimento saudável e sustentável para os adolescentes.

      Descritores: Estratégia Saúde da Família, Comportamento Alimentar; Comportamento sedentário; Qualidade de vida; Perda de Dente.
      O CUIDADO NUTRICIONAL DA PESSOA COM OBESIDADE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE SOB A PERSPECTIVA DE VIGILÂNCIA ALIMENTAR E NUTRICIONAL EM MATO GROSSO DO SUL
      Curso Mestrado em Saúde da Família
      Tipo Dissertação
      Data 08/05/2024
      Área SAÚDE PÚBLICA
      Orientador(es)
      • Camila Medeiros da Silva Mazzeti
      Coorientador(es)
      • Bruna Paola Murino Rafacho
      Orientando(s)
      • Fabiana Santos Araujo de Oliveira
      Banca
      • Alessandro Diogo de Carli
      • Camila Medeiros da Silva Mazzeti
      • Erika Cardoso dos Reis
      • Mariane Helen de Oliveira
      • Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva
      Resumo Introdução: A obesidade é um problema de saúde pública no Brasil e no mundo, apresenta causa multifatorial influenciada por fatores genéticos, metabólicos, culturais, sociais e comportamentais, acarretando grande impacto na qualidade de vida. O estado de Mato Grosso do Sul ainda não possui um fluxo ordenado para
      atendimento do paciente com sobrepeso e obesidade na forma de linha de cuidado. Objetivo: Analisar o cuidado do sobrepeso/obesidade no estado do Mato Grosso do Sul na perspectiva de Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN). Métodos: Foi aplicado um questionário aos profissionais de saúde do estado no âmbito da Atenção Primária em Saúde, para coleta de informações sobre a capacidade e estrutura do atendimento
      no SUS para pessoas com sobrepeso/obesidade. Os profissionais de todo o estado foram questionados sobre recursos humanos, infraestrutura, práticas, ações e programas para o cuidado da obesidade em seu território. A coleta de dados foi conduzida em parceria e com a autorização da Secretaria Estadual de Saúde (SES)
      do estado de Mato Grosso do Sul. Os dados foram analisados por teste de qui-quadrado para analisar as diferenças entre o grupo de profissionais que realizavam ou não Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN) em sua prática diária, e entre o grupo de municípios que manteve ou não as equipes multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde (APS) em apoio à equipe Saúde da Família (eSF). Resultados: Os municípios que afirmaram que praticam VAN são 40,18% (n=45) e 59,82% (n=67) afirmaram que “Não” que praticam VAN. O grupo que não realiza VAN não refere nenhuma vez realizar “Estudo dos determinantes e condicionantes dos problemas
      alimentares e nutricionais no território” em nenhuma circunstância. Observou-se que profissionais que realizavam VAN encaminhavam mais para ações em grupo relacionadas aos cuidados para pessoas com sobrepeso/obesidade na UBS/USF e/ou polos de Academia da Saúde ou similares (p=0,040) e referiram mais
      encaminhamentos para outras ações em pontos de ações intersetoriais (p=0,034). Na análise de OR observou-se que a ausência de VAN, diminui a chance de oferta de Praticas Integrativas e Complementares (PIC) (OR= 3,78; IC95%1,29–11,05), conhecer dos fluxos de encaminhamento (OR = 2,99; IC95%1,40–6,37), realizar a
      avaliação do consumo alimentar (OR=3,72; IC95%1,48–9,32) e oferecer atendimento individual ao sobrepeso/obesidade (OR = 3,70; IC95%1,06–12,94).Conclusão: As análises de dados demonstram indícios que a VAN pode favorecer um fluxo mais coeso do paciente com sobrepeso e obesidade na APS, ele se processou quando as análises foram feitas sob a perspectivas da manutenção das equipes multiprofissionais. Portanto a manutenção das equipes e a implementação da prática de VAN no território de Mato Grosso do Sul são necessários para a viabilização da LCSO.
      PRONTIDÃO ORGANIZACIONAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE PARA IMPLEMENTAÇÃO DE UMA CARTILHA DE INTRODUÇÃO ALIMENTAR NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE, MS.
      Curso Mestrado em Saúde da Família
      Tipo Dissertação
      Data 30/04/2024
      Área SAÚDE PÚBLICA
      Orientador(es)
      • Rafael Aiello Bomfim
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • GIOVANA SOARES BUZINARO
        Banca
        • Camila Medeiros da Silva Mazzeti
        • Edilson Jose Zafalon
        • Inara Pereira da Cunha
        • Rafael Aiello Bomfim
        Resumo Para implementar mudanças no serviço que permitam uma modificação de sucesso
        no cenário de prática, instrumentos que buscam avaliar se a organização de saúde
        está apta para a inovação segundo seus profissionais, utilizam escalas destinadas a
        medir a prontidão organizacional. Este estudo teve como objetivo avaliar a prontidão
        organizacional dos profissionais de saúde da Atenção Primária antes e após a
        implementação de um guia de introdução alimentar para crianças de 0 a 2 anos. Foi
        realizado um estudo longitudinal de métodos mistos utilizando o questionário
        Organizational Readiness for Implementing Change (ORIC-Br) e entrevistas
        estruturadas em oito unidades de saúde em Campo Grande, Mato Grosso do Sul,
        Brasil. Três estratégias de implementação – controle, síncrona e assíncrona - foram
        avaliadas. O estudo qualitativo envolveu uma entrevista semiestruturada com base
        nos domínios do Consolidated Framework for Implementation Research (CFIR),
        aplicada antes da intervenção. Os dados qualitativos foram coletados com a aplicação
        do instrumento ORIC-Br e processados, analisados e submetidos a estatísticas
        descritivas e inferenciais com o Teste T Anova, considerando o nível de significância
        de 5%. A média do escore de prontidão organizacional entre enfermeiros (M=4,11,
        DP=0,77) foi significativamente maior do que a dos dentistas (M=3,47, DP=0,86) e
        médicos (M=3,48, DP=0,92) na dimensão de comprometimento no momento préimplementação. No entanto, essa prontidão diminuiu pós-implementação (M=3,56,
        DP=0,95). Os dentistas exibiram a média mais baixa de escore de prontidão
        organizacional antes da implementação, com disparidades significativas observadas
        na dimensão de comprometimento (M=3,47, DP=0,86). Não foram identificadas
        diferenças significativas em ambas as dimensões na fase pós-implementação entre
        as categorias profissionais. Além disso, não foram observadas discrepâncias
        significativas de prontidão entre os grupos que utilizaram diferentes estratégias de
        implementação em relação ao grupo controle. Pesquisas futuras devem adotar uma
        abordagem mais robusta e adaptável para avaliar estratégias de implementação em
        configurações de APS. A adoção de abordagens que incorporam o feedback dos
        interessados e adaptam as estratégias de implementação será fundamental para
        promover a melhoria e abordar os desafios de forma proativa.
        SINTOMAS ANSIOSOS E DEPRESSIVOS EM PESSOAS IDOSAS ASSISTIDAS PELA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM ÁREA RURAL DE CAMPO GRANDE/MS
        Curso Mestrado em Saúde da Família
        Tipo Dissertação
        Data 25/03/2024
        Área SAÚDE COLETIVA
        Orientador(es)
        • Arthur de Almeida Medeiros
        Coorientador(es)
        • Alberto Mesaque Martins
        Orientando(s)
        • Amanda Gonçalves Torres
        Banca
        • Arthur de Almeida Medeiros
        • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
        • Isabelle Ribeiro Barbosa Mirabal
        • Kenio Costa de Lima
        • Sonia Maria Oliveira de Andrade
        Resumo O envelhecimento envolve uma série de processos, incluindo mudanças em aspectos psicológicos e a vivência de lutos, decorrentes, em especial, da perda de condições de saúde que passam a mudar nessa fase da vida. Pessoas idosas que residem em áreas rurais lidam com processos naturais do envelhecer e algumas podem se encontrar em vulnerabilidade. Há pessoas idosas que possuem limitações relacionadas aos meios de transporte, acesso à saúde e demais recursos sociais, o que pode gerar grandes impactos em sua saúde mental. Devido à importância de estudos voltados à saúde mental da população idosa, o objetivo geral desta pesquisa é identificar a prevalência de sintomas ansiosos e depressivos em pessoas idosas assistidas pela Estratégia Saúde da Família em áreas rurais de Campo Grande/MS. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, voltada para o rastreio de sintomas ansiosos e depressivos em pessoas idosas residentes na área rural e que são assistidas pela Estratégia Saúde da Família no município de Campo Grande/MS, através de aplicação de um questionário de caracterização da amostra e instrumentos breves de avaliação da multimorbidade, funcionalidade e que rastreiam sintomas ansiosos e depressivos em pessoas idosas, como o Inventário de Ansiedade Geriátrica (GAI) e a Escala de Depressão Geriátrica (GDS). Há, aproximadamente, 946 pessoas idosas que residem em áreas rurais e são assistidas pela ESF. Tendo tal número como parâmetro, considerando nível de confiança 95%, margem de erro de 5% e frequência de 22% de sintomas depressivos na população idosa residente em áreas rurais, o número da amostra mínima necessária foi de 207 sujeitos. Foi acrescido 20% para efeito de análises múltiplas, resultando em uma amostra de 239 pessoas. Foram realizadas análises descritivas e aplicou-se a regressão de Poisson com variância robusta para identificar os fatores associados aos sintomas depressivos e ansiosos na população idosa rural. Os resultados da pesquisa apontam que a prevalência de sintomas depressivos nas pessoas idosas do estudo foi de 23,29% (IC95% 18,42; 28,98) e de sintomas ansiosos foi de 22,09% (IC95% 17,33; 27,20). Os fatores idade, estado civil, prática de atividade física, autoavaliação do estado de saúde e uso de medicamento estiveram associados à presença de sintomas depressivos. Já os fatores sexo, estado civil, prática de atividade física, autoavaliação do estado de saúde e presença de multimorbidade, relacionaram-se aos sintomas ansiosos. Por meio dos fatores associados a tais sintomas, verificou-se que o adoecimento psíquico deriva-se de vulnerabilidades sociais e condições de saúde física, envolvendo o contexto socioeconômico, falta de mecanismos para lidar com situações estressoras, sensação de solidão e perda da autonomia. Com isso, conclui-se que a população idosa em áreas rurais necessita de visibilidade e cuidados em saúde mental pela ESF, tendo a criação de políticas públicas voltadas a esse público, com foco em ações de promoção, prevenção e reabilitação da saúde. Esta pesquisa possui potencial para fortalecer a ESF no sentido do desenvolvimento de caminhos possíveis para o cuidado da saúde mental das pessoas idosas em áreas rurais, como a criação de políticas públicas, ações em saúde e qualificação dos profissionais da APS que atendem esse público.
        Descritores: pessoa idosa; saúde mental; estratégia saúde da família; zona rural.
        ANÁLISE DAS AÇÕES DE APOIO MATRICIAL EM CENTROS DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS BRASILEIROS EM INTERFACE COM A ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE BUCAL
        Curso Mestrado em Saúde da Família
        Tipo Dissertação
        Data 23/02/2024
        Área SAÚDE COLETIVA
        Orientador(es)
        • Alessandro Diogo de Carli
        Coorientador(es)
        • Livia Fernandes Probst
        Orientando(s)
        • Thaislaine Gonçalves Martins Santos
        Banca
        • Alessandro Diogo de Carli
        • Edilson Jose Zafalon
        • Rafaela da Silveira Pinto
        • Rafael Aiello Bomfim
        Resumo A Política Nacional de Saúde Bucal (PNSB), foi implantada em 2004, assumindo um papel importante na Atenção Primária a Saúde (APS), visando estratégias para a redução das desigualdades em saúde bucal neste nível de atenção e ampliando o acesso a tratamentos especializados por meio da criação dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO). Estes ainda enfrentam desafios, demonstrando fragilidades em determinadas situações, principalmente no que se refere à integralidade do cuidado, que depende da interlocução com os profissionais de outros níveis de atenção, podendo ser realizada por meio do Apoio Matricial (AM). Este foi um dos aspectos avaliados pelo Programa de Melhoria da Qualidade e Acesso dos Centros de Especialidades Odontológicas (PMAQ-CEO). O objetivo desse estudo foi investigar se há associação do AM realizado na atenção especializada em saúde bucal no Sistema Único de Saúde com aspectos do processo de trabalho integrado com a Atenção Primária em Saúde e variáveis contextuais. O desenho metodológico do estudo é de natureza quantitativa analítica de delineamento transversal. Foram analisados os dados secundários referentes à Avaliação Externa do segundo ciclo PMAQ-CEO, relativos ao Módulo II. Variáveis contextuais foram selecionadas no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde e por meio de consulta ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Foram realizadas análises descritivas e para as variáveis cobertura de saúde bucal na Estratégia Saúde da Família e índice de Gini foi realizada dicotomização pela mediana, classificando os municípios com menor e maior cobertura e com menor e maior índice Gini. A seguir foram ajustados quatro modelos múltiplos. Modelo 1 (modelo vazio), Modelo 2 (variáveis dos CEO, individuais), Modelo 3 (variáveis significativas dos CEO) e Modelo 4 (incluindo as variáveis contextuais). A partir dos modelos, foram estimados os odds ratio brutos e ajustados, com os respectivos intervalos de 95% de confiança. Os resultados mostraram que cerca de metade dos CEO não realizavam projetos terapêuticos construídos com as equipes de Saúde Bucal da APS. Verificou-se que a falta de projetos terapêuticos construídos com as equipes estava associada à falta de discussão de casos complexos pela equipe, falta de discussão de projeto terapêutico singular, ausência de atividades de educação permanente conjunta, falta de construção e discussão de protocolos clínicos, e a falta de crença na importância do planejamento e avaliação periódica. Os resultados sugerem que a articulação entre a APS e a atenção secundária em saúde bucal ainda apresenta fragilidades no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A integralidade do cuidado precisa ser fortalecida, exigindo uma intervenção maior por parte da gestão. Concluiu-se que os fatores relacionados ao funcionamento interno dos CEO têm maior influência na falta de integração entre as equipes de saúde bucal da APS, em comparação com as variáveis contextuais dos municípios. Essas conclusões destacam a necessidade de fortalecer a colaboração e a comunicação entre os CEO e as equipes de Saúde Bucal da ESF (Estratégia Saúde da Família), a fim de promover uma atenção odontológica mais integrada e efetiva para os usuários do SUS.
        Descritores: Atenção Secundária à Saúde, Integralidade em Saúde, Estratégia Saúde da Família
        ANÁLISE DO TRABALHO DAS EQUIPES DE CONSULTÓRIO NA RUA DE MATO GROSSO DO SUL SOB A ÓTICA DA INTERSETORIALIDADE
        Curso Mestrado em Saúde da Família
        Tipo Dissertação
        Data 14/12/2023
        Área SAÚDE COLETIVA
        Orientador(es)
        • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Kassandhra Pereira Zolin
          Banca
          • André Barciela Veras
          • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
          • Luiza Helena de Oliveira Cazola
          • Marcelo Pedra Martins Machado
          Resumo A desigualdade social no Brasil foi agravada em virtude da pandemia da Covid-19, com aumento exponencial da população em situação de rua (PSR) em todo o território nacional. Por isso, a equipe de consultório na rua que visa atendimento de saúde integral à PSR, mostra-se ainda mais necessária para a garantia de direitos sociais àqueles que vivem em situação de extrema pobreza e vulnerabilidade. Historicamente, essa população sofre com as inúmeras iniquidades em saúde, na perspectiva dos determinantes sociais de saúde, o que requer o desenvolvimento de ações intersetoriais para superar a complexidade dos problemas de saúde aos quais estão expostos. Neste sentido, os estudos com este enfoque são necessários para subsidiar as políticas públicas que garantam direitos fundamentais da PSR. O objetivo desta pesquisa foi analisar o trabalho das equipes de consultório na rua (eCR) de Mato Grosso do Sul sob a ótica da intersetorialidade. Trata-se de um qualitativo, transversal, descritivo, exploratório, realizado de outubro de 2022 a agosto de 2023 com a participação de 18 trabalhadores de saúde das 04 equipes de consultórios na rua do estado, nos municípios de: Campo Grande, Corumbá, Ponta Porã e Três Lagoas, e da equipe gestora da Secretaria Estadual de Saúde. Os dados foram coletados por meio de 03 grupos focais e analisados, após transcrição, com base no referencial de análise de conteúdo preconizado por Bardin (BARDIN, 2011) e no referencial teórico de intersetorialidade de AKERMAN et al. (2014) define a intersetorialidade como ações realizada por um conjunto de diferentes setores que tem o mesmo público alvo e que sofrem com as iniquidades em saúde. Da análise dos discursos emergiram quatro categorias: o processo de trabalho das equipes de consultório na rua; o vínculo viabilizando o acesso; o estigma no cotidiano da prática; a intersetorialidade na informalidade e as competências de cada esfera. Tais categorias evidenciaram que o trabalho é realizado observando as necessidades dessa população mesmo com os desafios para organização do cuidado devido à falta crônica de recursos materiais e humanos. Apesar disso, o trabalho com o vínculo forte entre equipes e população é uma potencialidade dessas equipes. O estigma sofrido por essa população é ponto nevrálgico que afeta o trabalho das eCR juntamente com outros serviços que não veem tais ações como prioridade. As ações intersetoriais não institucionalizadas e dependente das relações interpessoais dos trabalhadores são consequência da marginalização das políticas relacionadas as populações vulneráveis, da escassez de parcerias, da falta de protocolos organizacionais e da fragmentação dos serviços. Além disso, a fragilidade no apoio da gestão, a dificuldade de acesso à garantia de serviços básicos de higiene e conforto para as pessoas em situação de rua, a falta de fluxos de atendimento ao migrante e barreira linguísticas também são fatores que comprometem o cuidado integral. Apesar desses entraves, as equipes trabalham diariamente na organização de ações que possam reduzir tais obstáculos. Desse modo, essa pesquisa mostrou que apesar dos desafios que as eCR sofrem para efetivar o seu trabalho na perspectiva da intersetorialidade, eles concordam que essa abordagem pode ser eficaz para superar essas dificuldades desde que seja bem organizada e institucionalizada para evitar relações de trabalho profissionais dependente. Outrossim, a partir dos achados encontrados foi possível elencar recomendações para a gestão e para as equipes, de ações voltadas a atenção integral a PSR. Tais recomendações abrangem: a criação de seminários de experiências, as capacitações em equipe, o restabelecimento de grupos intersetoriais, atividades de educação permanente, a criação de colegiados entre trabalhadores, ampliação do escopo de prática das equipes, o estabelecimento de rotinas de planejamento, monitoramento e avaliação do trabalho das equipes e a inclusão da equipe como campo de estágio extracurricular.

          Descritores: Estratégia Saúde da Família; Atenção Primária à Saúde; Pessoas em Situação de Rua; Equidade em Saúde; Sistema Único de Saúde; Colaboração Intersetorial.
          PERCEPÇÕES DE CUIDADORES DE USUÁRIOS ACAMADOS FRENTE AOS DESAFIOS IMPOSTOS PELA PANDEMIA DE COVID-19 NO ÂMBITO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
          Curso Mestrado em Saúde da Família
          Tipo Dissertação
          Data 31/10/2023
          Área SAÚDE COLETIVA
          Orientador(es)
          • Sonia Maria Oliveira de Andrade
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Lena Lansttai Bevilaqua Menezes
            Banca
            • Cássia Barbosa Reis
            • Juliana Pedroso Bauab Geraldo
            • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
            • Sonia Maria Oliveira de Andrade
            Resumo O cenário mundial foi transformado com a propagação do novo coronavírus, intitulado
            SARS-CoV-2, que causa a Covid-19, devido, principalmente, à sua capacidade de
            rápida disseminação geográfica. Esse singular contexto gerou grandes desafios,
            como o enfrentamento da crise sanitária na Atenção Primária à Saúde e a prestação
            de assistência a usuários fragilizados que dependem da assistência de terceiros. Esta
            pesquisa tem uma abordagem quanti-qualitativa de tipo descritivo e exploratória, com
            base nos dados coletados em unidade de saúde da família no município de Campo
            Grande, Mato Grosso do Sul. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas
            direcionadas ao público-alvo de cuidadores de usuários que recebem insumos
            médico-hospitalares para uso em domicílio, que compõem useram a amostra por
            conveniência. Para organização dos dados, foi utilizada a técnica do Discurso do
            Sujeito Coletivo, de Fernando Lefèvre e Ana Maria Lefèvre, e a análise se deu na
            perspectiva do método materialista histórico-dialético sob o ponto de vista do singular-
            -particular-universal. Assim, os resultados obtidos sinalizam que ainda há
            predominância de cuidadoras do sexo feminino (73,3%) em resposta à cultura
            brasileira. Entre estes cuidadores, existem também pessoas idosas, devido ao
            aumento da expectativa de vida. A respeito dos usuários sobre os quais os cuidadores
            são objeto da pesquisa, ficou evidente que fazem uso de convênio médico e consultas
            particulares devido à dificuldade de acesso, via SUS, a profissionais de várias
            categorias, tais como fisioterapia e ortopedia, entre outros. Outrossim, todos eles
            deveriam contar com a assistência de uma equipe paliativista via Estratégia Saúde da
            Família. Cerca de 20 milhões de pessoas deixaram de ter acesso a remédios através
            da Farmácia Popular do Brasil devido à queda do orçamento destinado pelo Governo
            Federal ao programa na última década. Conclui-se que o enfrentamento da pandemia
            no Brasil foi deficitário. Os números de incidência e mortalidade fizeram do Brasil um
            epicentro da doença e a falta de conhecimento sobre esta causou muito sofrimento,
            tanto para os profissionais de saúde quanto para os cuidadores formais e informais,
            em especial os familiares que prestam a assistência e não podem contar com nenhum
            benefício assistencial ou previdenciário para sua própria subsistência. Nesse sentido,
            torna-se imprescindível a implantação da Política Nacional de Cuidado no Brasil e que,
            nela, esteja preconizada a participação dos profissionais da ESF na capacitação dos
            cuidadores. Apesar do caótico contexto pandêmico, de todo desgaste físico, mental e
            da sobrecarga, os cuidadores têm aprendido, sentindo satisfação no ato de cuidar, e
            saído em busca dos direitos de seus assistidos.
            Descritores: pandemia; COVID-19; Estratégia Saúde da Família; cuidados primários;
            cuidadores.
            Conhecimento sobre a infecção e vacinação contra o Papilomavírus humano em estudantes do ensino fundamental da rede pública em Campo Grande-MS
            Curso Mestrado em Saúde da Família
            Tipo Dissertação
            Data 28/09/2023
            Área SAÚDE COLETIVA
            Orientador(es)
            • Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Greizielle Barroso
              Banca
              • Cacilda Tezelli Junqueira Padovani
              • Ines Aparecida Tozetti
              • Marco Antonio Moreira Puga
              • Sonia Maria Oliveira de Andrade
              Resumo O Papilomavírus humano (HPV) é causador da infecção sexualmente
              transmissível (IST) mais incidente, podendo ocasionar verrugas na pele e mucosas
              da região genital, assim como, câncer por infecção com os tipos virais de alto risco
              oncogênico. O início da atividade sexual cada vez mais precoce propicia alta
              vulnerabilidade das adolescentes em relação às IST, incluindo aquela causada pelo
              HPV. A falta ou limitação do conhecimento entre os adolescentes acerca deste vírus,
              assim como o desconhecimento da sua relação com o desenvolvimento do câncer de
              colo de útero e outros, apresenta relevância e deve ser questionado. A prevenção
              através da vacinação é o método mais eficaz e deve ser incentivado entre os que
              estão na faixa etária indicada, visto que a cobertura vacinal, atualmente, encontra-se
              abaixo do esperado. A pesquisa teve como objetivo analisar o conhecimento sobre a
              infecção por HPV e incentivar a vacinação contra o HPV, em escolas da rede pública.
              Tratou-se de uma pesquisa descritiva, transversal, quantitativa, com coleta de dados
              primários, mediante entrevista estruturada entre estudantes do 6º ao 9º ano das
              escolas municipais Professor Luiz Cavallon e Domingos Gonçalves Gomes, no
              município de Campo Grande - MS. A maioria dos participantes estava na faixa etária
              de 11 a 14 anos e pertencia ao sexo feminino (63,4%). Os dados mostraram que a
              maioria dos alunos já ouviu falar sobre o HPV (70,1%), porém poucos sabem o que o
              vírus causa. Dentre os participantes, somente 38,1% afirmaram que é um vírus que
              causa câncer e 11,3% responderam que é um vírus que causa verrugas. A existência
              da vacina contra o HPV foi relatada por 84,5%; 89,7% acham que essa vacina é
              importante e 57,7% sabiam que a vacina está disponível de forma gratuita para
              meninos e meninas com 9 a 14 anos. Apontou-se que 49% dos alunos referiram estar
              vacinados, 38,7% não estariam vacinados e 12,4% não souberam responder. Quanto
              à quantidade de doses, 25,3% referiram duas doses, 19,1% uma dose, 14,4% não
              souberam responder quantas doses e 41,2% relataram não ter tomado nenhuma
              dose. No entanto, quando consultados os dados referentes à vacinação (ESUS e
              carteiras vacinais) encontrou-se uma cobertura vacinal superior ao referido, 62,3%
              dos alunos estavam vacinados e 32,5% não. As ações de vacinação, após ação
              educativa na escola resultaram em 79 alunos vacinados, a maioria deles com a
              primeira dose (70,9%, n=56) e os outros 29,1% (n=23) receberam a segunda.
              Concluiu-se que há déficit de conhecimento entre os participantes, visto que, a maioria
              já ouviu falar sobre o HPV, no entanto, grande parte dos adolescentes não soube
              afirmar a sua relação com o câncer de colo uterino. A aplicabilidade e relevância do
              estudo para a Estratégia Saúde da Família (ESF) se deu por meio do aumento efetivo
              da quantidade de doses de vacina administradas e através da disseminação do
              conhecimento acerca do HPV, favorecendo a prevenção contra esta
              infecção. Recomenda-se estratégias que possam aumentar a adesão vacinal sejam
              otimizadas através da oferta da vacinação nas escolas e intensificação das ações de
              educação em saúde.
              ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE E O PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO : UMA DISCUSSÃO SOBRE OS FATORES QUE IMPACTAM A VACINAÇÃO NO PRIMEIRO ANO DE VIDA DA CRIANÇA.
              Curso Mestrado em Saúde da Família
              Tipo Dissertação
              Data 14/09/2023
              Área SAÚDE COLETIVA
              Orientador(es)
              • Nathan Aratani
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Joseane Recalde Demenciano
                Banca
                • Everton Ferreira Lemos
                • Nathan Aratani
                • Renata Palopoli Picoli
                • Sydia Rosana de Araujo Oliveira
                Resumo O binômio cuidado na saúde da criança e vacinação como medida de prevenção em saúde pública, certamente impacta diretamente na diminuição da morbimortalidade no Brasil, ficando atrás somente dos cuidados de saneamento básico e fornecimento de água potável. Diante deste cenário existe a necessidade de monitoramento da cobertura vacinal do Programa Nacional de Imunização - PNI, pelos estados e municípios. Este estudo teve como objetivo avaliar os processos de trabalho relativos as salas de vacinação, que possam impactar na imunização da criança de um ano idade, nas unidades de Atenção Primária em Saúde – APS no município de Campo Grande – MS. Trata-se de uma pesquisa com métodos mistos, exploratória, descritiva, observacional com coleta de dados primários e secundários. Inicialmente foram coletados dados secundários do sistema de informação de imunização nacional (SIPNI- WEB) e, em seguida, coleta de dados qualitativos, em Campo Grande – MS. Para tanto, foram avaliadas amostras de 14 (quatorze) unidades de saúde da atenção básica, 2 (duas) por região sanitária. Utilizou-se um instrumento de supervisão em sala de vacinação com base no documento padronizado pelo Ministério da Saúde e disponibilizado pelo PNI. Este instrumento foi adaptado para coleta de dados primários nestas unidades, como roteiro de observação da rotina e processos na sala de vacina durante os atendimentos. No processo de análise foi utilizada a Matriz SWOT ferramenta que aponta pontos fortes e fracos, sendo possível intervenções pontuais, conforme relatado na pesquisa. Concluiu-se que o processo de imunização visando a cobertura vacinal no primeiro ano de vida, vem sendo comprometido por alguns fatores como más condições estruturais, rotatividade de profissionais nas unidades de saúde e ausência de capacitação continuada, os profissionais estão sem cursos específicos de atualização a mais de 10 (dez) anos. Em contrapartida, as unidades contam com um bom processo logístico que garante o abastecimento das vacinas e insumos, a busca ativa com a ajuda dos agentes comunitários de saúde, e horários estendidos para o atendimento. Salienta-se que as demandas associadas a imunização são desenvolvidas por meio de um financiamento tripartite que envolve investimentos dos governos Federal, Estadual e Municipal. Contudo, é necessário que em todas as esferas sejam desenvolvidas ações efetivas com base nas demandas da comunidade, ou seja, na gestão municipal é preciso que seja feito o levantamento das necessidades específicas do município, por conseguinte, o repasse das informações para que sejam implementadas as ações por parte das esferas estadual e federal de modo a efetivar as políticas públicas em saúde. Quanto as contribuições para a Estratégia Saúde da Família a pesquisa são de extrema relevância, partindo do pressuposto de que poderá fornecer subsídios para a adequação de estratégias voltadas a continuidade da vacinação na primeira infância. De modo que contribui para a conscientização quanto a importância da imunização, bem como, o acesso aos postos de vacinação, campanhas e intensificação do programa na atenção primária, traduzindo-se em uma vigilância epidemiológica eficiente no município.
                Caracterização do Acesso aos Serviços de Atenção Primária à Saúde de Pessoas Situadas em Núcleos Urbanos Informais na Região Urbana de Campo Grande/MS
                Curso Mestrado em Saúde da Família
                Tipo Dissertação
                Data 12/09/2023
                Área SAÚDE COLETIVA
                Orientador(es)
                • André Barciela Veras
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Emerson Andrade Gonçalves
                  Banca
                  • André Barciela Veras
                  • Antonio José Grande
                  • Clayton Peixoto de Souza
                  • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                  Resumo Os serviços de saúde são essenciais para a qualidade de vida da população,
                  sobretudo, para as famílias e pessoas em maior vulnerabilidade social e que convivem
                  em áreas consideradas de risco, seja físico, biológico, psicológico, social ou
                  econômico, por conterem características territoriais e geográficas desfavorecidas.
                  Esses lugares, comumente denominados de favelas, estão frequentemente ligados a
                  índices baixos de desenvolvimento humano e deficiência de serviços públicos. Este
                  estudo buscou caracterizar o acesso aos serviços de Atenção Primária à Saúde (APS)
                  de pessoas situadas em Núcleos Urbanos Informais (NUI) na região urbana de Campo
                  Grande/MS, tendo como objetivo específico caracterizar o acesso dos serviços de
                  APS das pessoas que vivem em locais com perfil análogo às favelas na área urbana
                  do município, com cadastro social na Agência Municipal de Habitação e Assuntos
                  Fundiários (AMHASF). Também teve por finalidade identificar os núcleos urbanos
                  informais e a frequência dessa população à APS; expor os determinantes de saúde e
                  o perfil social para o acesso desta população ao serviço de APS; e identificar o tipo
                  de equipamento em saúde mais buscados por esta população. O método, seguindo
                  as diretrizes de STROBE para estudos observacionais, foi baseado em análise
                  quantitativa por banco de dados secundários de saúde, assistência social e habitação
                  do governo municipal, com delineamento transversal, descritiva e observacional, entre
                  os períodos de 2019 a 2021, na busca para a contribuição na discussão das
                  demandas, políticas, tipos e volume de serviços em saúde que são acessados por
                  estes usuários, principalmente, as da Rede de Atenção à Saúde (RAS), que estão
                  diretamente ligadas a promoção e prevenção de riscos e agravos em saúde. Os
                  principais resultados sugerem haver uma possível causalidade entre moradores que
                  ganham menores médias de renda entre as variáveis analisadas e demandarem com
                  maior frequência dos atendimentos em APS. Isso tem um fator importante para o
                  melhor direcionamento das políticas públicas no município, visando uma melhor
                  cobertura da Atenção Básica dos serviços da saúde, garantindo melhor eficácia e
                  equidade nos atendimentos para a Estratégia da Saúde da Família (ESF).
                  Avaliação dos usuários do Programa Nacional de Controle do Tabagismo e sua interface com os agravos de saúde durante a pandemia de Covid-19
                  Curso Mestrado em Saúde da Família
                  Tipo Dissertação
                  Data 12/09/2023
                  Área SAÚDE COLETIVA
                  Orientador(es)
                  • Adriane Pires Batiston
                  Coorientador(es)
                  • Leonardo Henriques Portes
                  Orientando(s)
                  • Jéssica Antonio Ribeiro
                  Banca
                  • Adriane Pires Batiston
                  • Arthur de Almeida Medeiros
                  • Elen Ferraz Teston
                  • Fernando Pierette Ferrari
                  • Leonardo Henriques Portes
                  • Maristela Rodrigues Sestelo
                  Resumo O tabagismo é considerado um grave problema de saúde mundial. O Programa Nacional de Controle do Tabagismo lidera o enfrentamento ao hábito de fumar principalmente na Estratégias Saúde da Família, que durante o período pandêmico da covid-19, enfrentou vários desafios. Com isso, objetivou-se avaliar os usuários do referido programa quanto às condições de saúde e sua situação em relação ao hábito de fumar. Procedeu-se a um estudo descritivo transversal, com coleta de dados secundários no período de novembro de 2022 a fevereiro de 2023 para levantamento dos participantes do programa em Campo Grande-MS no período de 2020 a 2021. Utilizou-se de um formulário estruturado para coleta dos dados primários, aplicado via telefone no período de março a junho de 2023, investigou-se, pela ótica do usuário, os seguintes fatores: 1) Frequência da covid-19 nos participantes; 2) Desenvolvimento de complicações pós-infecção pela covid-19; 3) Hábito de fumar durante a pandemia de covid-19. Os resultados foram tabulados com a utilização do software Microsoft Excel 2010® e analisados utilizando estatística descritiva a partir do software SPSS 25.0. Identificou-se que a participação dos usuários do programa foi reduzida consideravelmente entre os anos de 2020 e 2021, principalmente quanto à adesão dos participantes às sessões de acompanhamento; tendo a covid-19 contribuído como um importante fator para a não adesão ao programa. Foram entrevistadas 119 pessoas, assistidas pelo programa de cessação do tabagismo, sendo que: 104 pessoas (87,39%) fizeram uso exclusivo do SUS; 85 pessoas (71,43%) autodeclararam-se fumantes; 99 usuários (83,19%) participaram apenas uma vez do programa; 61 participantes (51,26%), iniciaram, mas não concluíram o programa; 62 pessoas (52,10%) declararam ter contraído o vírus da covid-19, dentre outras variáveis. Conclui-se que a participação dos usuários ao programa foi reduzida nos anos pesquisados (2020 e 2021), principalmente devido à situação pandêmica de covid-19. A maioria dos entrevistados, mesmo tendo realizado o programa, autodeclararam-se fumantes. Embora este estudo tenha sido realizado em um momento pandêmico, sua aplicabilidade é demonstrada no que tange o levantamento de informações importantes, tanto sobre o comportamento e adesão e percepção dos usuários quanto ao programa. Com isso, propõe-se que os dados apresentados nesta pesquisa possam somar para desenvolvimentos de novos desfechos das terapias para cessar o fumo.
                  Descritores: Estratégia saúde da família; Covid-19; Tabagismo; Programa Nacional de Controle do Tabagismo.
                  SITUAÇÃO VACINAL DAS PESSOAS IDOSAS ACOMETIDAS PELA COVID-19 ASSISTIDAS PELA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NA FRONTEIRA BRASIL-PARAGUAI
                  Curso Mestrado em Saúde da Família
                  Tipo Dissertação
                  Data 11/09/2023
                  Área SAÚDE COLETIVA
                  Orientador(es)
                  • Arthur de Almeida Medeiros
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Hélcia Carla dos Santos Pitombeira
                    Banca
                    • Adriane Pires Batiston
                    • Arthur de Almeida Medeiros
                    • Elen Ferraz Teston
                    • Kenio Costa de Lima
                    Resumo O surgimento da pandemia de Covid-19 significou impactos significativos à saúde pública.
                    Foram realizados esforços no sentido de mitigar os efeitos da doença, sobretudo àqueles
                    classificados como população de risco. No Brasil, observou-se que a oferta da vacinação
                    repercutiu significativamente na redução da morbimortalidade sobretudo na população idosa.
                    Desse modo, o estudo tem como objetivo conhecer a situação vacinal das pessoas idosas
                    acometidas pela Covid-19 assistidas pela Estratégia Saúde da Família (ESF) na fronteira BrasilParaguai. Trata-se de um estudo transversal desenvolvido com a população idosa acometida
                    pela Covid-19 assistida pela ESF na microrregião de Ponta Porã em Mato Grosso do Sul. Após
                    identificação das pessoas acometidas pela Covid-19, que se encontravam fora do período de
                    isolamento em até 30 dias, realizou-se contato telefônico e posterior visita domiciliar, momento
                    em que foi aplicado instrumento para caracterização sociodemográfica, da condição de saúde
                    específica à Covid-19 e da situação vacinal. As entrevistas aconteceram no período de
                    maio/2021 a março/2022. Procedeu-se análise descritiva, com resultados apresentados em
                    frequências absolutas e relativas, e medidas de centralidade e dispersão. Aplicou-se teste de
                    regressão de Poisson com variância robusta, para estimar a razão de prevalência e o respectivo
                    intervalo de confiança em relação ao desfecho “ciclo vacinal completo”. Adotou-se nível de
                    significância de 5%. Participaram do estudo 140 pessoas idosas, sendo a maior proporção com
                    até 79 anos (81,4%), do sexo feminino (63,6%) e autodeclaradas brancas (50,7%). Em relação
                    à escolaridade, 56,8% possuem nível fundamental incompleto, 10,1% nível médio completo e
                    apenas 0,7% nível superior. Aqueles que afirmaram não possuir renda ou que recebem valor de
                    até um salário mínimo correspondeu a 50,4% da população estudada. Quanto à situação vacinal
                    observou-se que 85,0% dos participantes haviam concluído o ciclo vacinal estabelecido com as
                    duas doses, nos casos das vacinas CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer, ou com a dose única da
                    vacina da Janssen, e a vacina administrada com maior frequência foi a CoronaVac (81,7%). O
                    tempo médio entre a primeira e a segunda dose das vacinas foi de 30,15 ± 21,96 dias na
                    CoronaVac, na Pfizer o intervalo foi de 76,5 ± 14,84 dias, e entre os que receberam o imunizante
                    da AstraZeneca o tempo médio foi de 83,46 ± 28,79 dias. O tempo entre o surgimento do
                    primeiro sintoma da doença e a confirmação do diagnóstico foi, em média, de 4,05 ± 2,91 dias,
                    e o tempo médio entre a conclusão do ciclo vacinal primário e a confirmação do diagnóstico de
                    Covid-19 foi de 140,02 ± 109,24 dias. Não foi observada associação entre a conclusão do ciclo
                    vacinal em relação as variáveis sociodemográficas. Por fim, verificou-se que a cobertura vacinal
                    foi inferior à preconizada pelo Ministério da Saúde e que o protocolo estabelecido pelo governo
                    estadual divergiu daquele estabelecido pelo governo federal. O diagnóstico da Covid-19 entre
                    as pessoas vacinadas aconteceu após o período médio reportado na literatura de eficiência da
                    vacina. Nesse sentido, o fortalecimento da ESF no enfrentamento à pandemia sobretudo com
                    ações direcionadas a grupos vulneráveis tornou-se imperativo no combate à Covid-19.
                    ENCONTROS, DESEJOS E CUIDADO NO TRABALHO VIVO EM ATO EM DUAS UNIDADES DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLA EM CAMPO GRANDE/MS.
                    Curso Mestrado em Saúde da Família
                    Tipo Dissertação
                    Data 11/09/2023
                    Área SAÚDE COLETIVA
                    Orientador(es)
                    • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Sacadura Espada Lima Junior
                      Banca
                      • Alcindo Antonio Ferla
                      • Alessandro Diogo de Carli
                      • Emerson Elias Merhy
                      • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
                      • Maria Paula Cerqueira Gomes
                      Resumo O cuidado em saúde é fundamental para a produção da vida, devendo se constituir como o
                      propósito das ações das equipes de saúde. Entretanto, nem todas as ações de saúde são
                      necessariamente cuidadoras. Nessa perspectiva, o trabalho na Estratégia Saúde da
                      Família produz incômodos e interrogações sobre como o cuidado é produzido nos encontros
                      entre usuários e trabalhadores nas Unidades de Saúde da Família (USF), bem como
                      dúvidas sobre quais desejos estariam envolvidos na produção do cuidado. O objetivo foi
                      cartografar experiências de cuidado em saúde a partir de encontros no trabalho vivo em ato
                      na Rede Básica em duas USF de Campo Grande (MS), e instaurar conexões teóricas com
                      as narrativas produzidas com base nos encontros no campo da pesquisa. Foi realizado um
                      estudo qualitativo, com utilização da cartografia, a qual permite conhecer e acompanhar as
                      subjetivações dos cenários psicossociais e relacionais da produção do cuidado em saúde.
                      Foram realizados encontros semanais com trabalhadores e usuários nos momentos do
                      trabalho vivo em ato, durante 6 meses. Em vários encontros houve conflitos durante as
                      ações de cuidado ou, ainda, ausência de relações ou vínculos, com encontros “mecanizados”.
                      Ao mesmo tempo, houve encontros em que ficaram evidentes conexões das produções
                      desejantes de usuários e trabalhadores, produzindo novas possibilidades de cuidado que
                      fugiam das limitações impostas pelas práticas e rotinas instituídas. Nesses casos, as
                      experiências de cuidado mostraram a criação de linhas de fuga ao instituído, produzindo
                      outras possibilidades de cuidado singulares, e mais alinhadas aos desejos dos atores
                      envolvidos na produção do cuidado. Houve experiências com trabalhadores de saúde com
                      autonomia, demonstrando capacidade de produzir formas de se reinventar, abrindo espaços
                      para produzir cuidado centrado nos desejos do usuário. Houve também experiências com
                      trabalhadores de saúde que se afastaram da produção do cuidado como caminho
                      fundamental em defesa da vida, desconsiderando a produção dos desejos nos encontros.
                      Nessas situações foi evidente a atuação a partir da clínica baseada em estados de
                      dominação, ações castradoras da liberdade, limitadas ao tratamento das doenças do corpo
                      biológico, repleta de disciplinarizações que tentam a todo momento atuar e interceptar a
                      produção do desejo dos usuários. A cartografia desenvolvida mostra que é fundamental
                      que os espaços micropolíticos nas unidades de saúde tornem-se permeáveis às produções
                      desejantes dos encontros, promovendo a transformação dos atores envolvidos no processo
                      do cuidado, em um permanente tornar-se, em um eterno devir. Sem a pretensão de
                      generalização dos resultados, essa pesquisa é relevante ao dar visibilidade aos diferentes
                      modos de produzir cuidado em saúde no cotidiano de duas USF, seja o cuidado como
                      vigilância e dominação sobre o outro, como o cuidado que defende a vida com autonomia e
                      que considere os movimentos dos desejos dos usuários, com acolhimento, emancipação e
                      trocas, mediante processos de subjetivação que reinventem as possibilidades de existir e que
                      enfatizem a produção de saúde como produção de subjetividades. Ao problematizar o
                      cuidado no trabalho vivo em ato no campo da Saúde da Família, que essa pesquisa
                      produza incômodos e convoque pensamentos que nos instiguem, como trabalhadores da
                      saúde, a produzirmos práticas cuidadoras na Estratégia Saúde da Família com possibilidades
                      que considerem a produção do desejo e de mais vida nas vidas.
                      AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DE INDICADORES E DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS EM UNIDADES DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE CAMPO GRANDE (MS)
                      Curso Mestrado em Saúde da Família
                      Tipo Dissertação
                      Data 05/09/2023
                      Área SAÚDE COLETIVA
                      Orientador(es)
                      • Alessandro Diogo de Carli
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • JOYCE MINAMI
                        Banca
                        • Alessandro Diogo de Carli
                        • Livia Fernandes Probst
                        • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
                        • Rodrigo Dalla Pria Balejo
                        Resumo O Programa Previne Brasil (PPB), atual programa de financiamento de custeio da
                        Atenção Primária à Saúde (APS) do Ministério da Saúde tem gerado dúvidas,
                        incertezas e controvérsias. O principal receio de gestores municipais, membros do
                        CONASS e CONASSEMS é a possível perda de recursos financeiros da saúde. Neste
                        modelo, o subsídio se dá por meio de quatro critérios: capitação ponderada,
                        pagamento por desempenho, incentivo para ações estratégicas, e o incentivo
                        financeiro com base em critério populacional, acrescentado posteriormente. Nesse
                        ínterim, a Estratégia de Saúde da Família (ESF) é o modelo prioritário da Atenção
                        Primária à Saúde (APS). Para fortalecer a ESF, o município de Campo Grande-MS
                        (CG-MS) estabeleceu, desde 2020, uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz
                        (FIOCRUZ) através do Laboratório de Inovação da Atenção Primária à Saúde (LIAPS).
                        Com a parceria, houve a incorporação dos Programas de Residência Multiprofissional
                        em Saúde da Família (RMSF) e Residência em Medicina de Família e Comunidade
                        (RMFC). Sendo assim, se faz necessários estudos que avaliem as possíveis
                        consequências da implementação do PPB e do LIAPS, pois a captação de recursos
                        pode variar nas diferentes regiões do território em virtude da heterogeneidade
                        existente e das estratégias municipais adotadas. Ainda não se encontrou um padrão
                        de concentração de ganhos ou perdas nas diferentes regiões do país, portanto, esse
                        estudo comparou a captação de recursos da APS de CG-MS antes e após a
                        implantação do PPB. O objetivo desse estudo foi de verificar o desempenho e o
                        potencial de expansão de captação de recursos de todas as Unidades de Saúde da
                        Família participantes e não participantes do LIAPS em relação ao cumprimento dos
                        Indicadores do PPB. Trata-se de um estudo quantitativo, observacional, analítico, de
                        corte transversal, baseado em dados secundários relativos ao período de janeiro de
                        2018 a dezembro de 2022 provenientes do Sistema de Informação do Ministério da
                        Saúde (E-SUS), plataforma do Egestor, do Fundo Nacional de Saúde (FNS) e
                        informações cedidas pela Secretaria de Saúde de Campo Grande-MS (SESAU),
                        utilizado para a conferência dos indicadores. Os dados foram submetidos à análise
                        estatística analítica, através dos testes de qui-quadrado e Exato de Fisher utilizados
                        para analisar as associações entre as variáveis categóricas. O teste de Mann Whitney
                        foi utilizado para comparar as equipes de unidades com e sem LIAPS, quanto aos
                        critérios de capitação ponderada. Todas as análises foram realizadas no programa R,
                        8
                        com nível de significância de 5%. Os resultados revelaram uma tendência de aumento
                        nos repasses de custeio, considerando o período como um todo (2018 a 2022),
                        sugerindo uma possível interferência nos achados devido ao período de transição
                        prolongado em virtude da pandemia de Covid-19. Após a análise, verificou-se que em
                        2021 foram reduzidas as associações estatísticas significativas entre as unidades de
                        saúde com e sem LIAPS. Mas, em 2022, as unidades LIAPS obtiveram desempenho
                        superior as demais. As porcentagens mais relevantes das unidades LIAPS foram
                        obtidas no critério de pagamento por desempenho referentes aos indicadores 1, 3, 5,6
                        e 7. Entretanto, o município, entre o período de 2020 e 2021, não alcançou as metas
                        propostas pela pactuação do PPB. Ao analisar a viabilidade da Estratégia Saúde da
                        Família após a implantação do programa de financiamento do Ministério da Saúde,
                        esse estudo se torna relevante, com impacto para a mesma, pois, para que haja
                        aperfeiçoamento contínuo da capacidade de gestão e manutenção dos serviços de
                        saúde é imprescindível analisar os critérios e parâmetros de capitação de recursos
                        financeiros da APS. Além disso, foi avaliada uma estratégia de reestruturação das
                        USF do município (o LIAPS), a qual impulsionou o aumento do cumprimento de
                        indicadores do PPB nas unidades implantadas. Isto ocorreu, provavelmente, devido
                        ao fortalecimento dos atributos essenciais e derivados, a utilização de ferramentas de
                        gestão do cuidado, a qualificação das práticas através da educação permanente em
                        saúde e a implementação da carteira de serviço. Ações estas com possibilidades de
                        aplicabilidade imediata nas demais ESF.
                        ANÁLISE DA DESCENTRALIZAÇÃO DO COMPARTILHAMENTO DO CUIDADO DA PESSOA VIVENDO COM HIV (PVHA) À ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EM CAMPO GRANDE, MS.
                        Curso Mestrado em Saúde da Família
                        Tipo Dissertação
                        Data 05/09/2023
                        Área SAÚDE COLETIVA
                        Orientador(es)
                        • Alessandro Diogo de Carli
                        Coorientador(es)
                        • Clarice Souza Pinto
                        Orientando(s)
                        • Fabiane Marques Neves Dittmar Duarte
                        Banca
                        • Alessandro Diogo de Carli
                        • Livia Fernandes Probst
                        • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
                        • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                        Resumo A descentralização do cuidado da pessoa vivendo com HIV (PVHA) na Atenção
                        Primária em Saúde teve seu marco inicial em 2013, mas o município de Campo
                        Grande (MS) só incorporou essa diretriz em 2019, com a sistematização da
                        assistência em 22 unidades de Atenção Primária em Saúde (APS), conhecidas
                        também como Unidades Dispensadoras de Medicamentos Antirretrovirais (UDM).
                        Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo analisar a descentralização do
                        Compartilhamento do Cuidado da PVHA à APS em Campo Grande – MS. Trata-se de
                        um estudo quantitativo, analítico que foi realizado com os profissionais médicos,
                        enfermeiros, farmacêuticos, gerentes e usuários UDM. Os dados primários foram
                        coletados por meio da aplicação de dois formulários estruturados. Um destes, foi
                        adaptado do QualiAids, e avaliou aspectos correspondentes à estrutura e processo.
                        O segundo, de autoria da própria pesquisadora, foi respondido por PVHA em
                        tratamento nessas unidades de saúde, a partir do qual foi possível avaliar a satisfação
                        destes usuários com o serviço de saúde. Os dados coletados foram organizados em
                        planilha Excel e em seguida foram realizadas análises. As informações foram
                        descritas com frequências absolutas e relativas, apresentando a distribuição dos
                        dados de forma detalhada. A seguir o teste Exato de Fisher foi utilizado para analisar
                        as associações entre as avaliações dos usuários e a vulnerabilidade dos bairros das
                        unidades de saúde onde eles fazem o acompanhamento na APS. Para essas análises
                        de associação, os bairros das unidades foram classificados em baixa (0,05 a 0,45),
                        média (0,46 a 0,61) e alta vulnerabilidade social (0,62 a 0,96), a partir dos índices de
                        exclusão social dos bairros. Todas as análises foram realizadas no programa R,
                        considerando o nível de significância de 5%. Os resultados foram organizados por
                        meio de categorias, realizando a apresentação da categorização geral dos resultados
                        obtidos por meio de dados primários e secundárdios, seguido da apresentação dos
                        resultados considerando os quatro atributos essenciais para as ações e serviços da
                        APS, sendo apresentados em (1) acesso do primeiro contato do indivíduo com o
                        sistema de saúde; (2) longitudinalidade do cuidado a PVHA; (3) integralidade na
                        assistência; e (4) coordenação de atenção a PVHA, e por fim a avaliação dos usuários
                        das Unidades do Compartilhamento do Cuidado da pessoa vivendo com HIV (PVHA)
                        com a vulnerabilidade. Os resultados do estudo apontaram o tempo de consulta
                        médica para novos PVHA é de 30 a 45 minutos e os retornos de 15 a 30 minutos; o
                        profissional médico identifica a necessidade de encaminhar PVHA para outro
                        profissional e outros serviços; não é realizado atividades em sala de espera; o principal
                        motivo de procura por consulta extra é falta de medicamentos; a dispensação do ARV
                        é realizada pelo SICLOM e apesar da satisfação dos usuários ser elevada, o tempo
                        de espera pela consulta é algo que incomoda. Entre as estratégias de atenção à saúde
                        ofertada ao HIV na APS, o estudo apontou potencialidades de acesso ao diagnóstico
                        e tratamento oportuno no território próximo ao domicílio da PVHA, fatores importantes
                        para a vinculação e retenção desse usuário ao serviço público, cujo o maior objetivo
                        é a supressão viral. Essas estratégias do cuidado da PVHA vem ao encontro dos
                        atributos essenciais da APS no que tange acesso de primeiro contato;
                        longitudinalidade; coordenação e integralidade do cuidado da PVHA e dos serviços
                        que poderão ser acessados, tendo em vista que o HIV é uma doença crônica com
                        importante redução da morbimortalidade dentro do roll de agravos que a equipe de
                        saúde do território necessitam manejar. O estudo apontou também elevado grau de
                        satisfação das PVHA que frequentam as UDM em destaque para a organização das
                        unidades e atendimento pela recepção e equipe de saúde. Em relação ao seguimento
                        da PVHA, 65,05% não apresentam doença avançada e 94,18% dignósticadas no
                        período estão vivas. No tocante aos fatores individuais e contextuais que interferem
                        no processo saúde-doença das PVHA, três quesitos foram destacados: satisfação
                        com a higiene, limpeza e organização da unidade; atendimento da recepção
                        (gentileza, atenção, informações) e, atendimento e tratamento recebido pela equipe
                        de saúde. O modelo sistemático de avaliação incorporado na descentralização do
                        Compartilhamento do Cuidado da PVHA na APS produzidas neste estudo pode
                        influenciar decisões pautadas em dados validados cientificamente e subsidiar
                        estratégias de gestão política, socialmente adequadas para o fortalecimento da
                        Política de Assistência da PVHA.
                        COMPORTAMENTO DE USUÁRIOS EM RELAÇÃO À IMUNIZAÇÃO DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 NA PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
                        Curso Mestrado em Saúde da Família
                        Tipo Dissertação
                        Data 30/08/2023
                        Área SAÚDE COLETIVA
                        Orientador(es)
                        • Elen Ferraz Teston
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Luana Cristina Roberto Borges
                          Banca
                          • Adriane Pires Batiston
                          • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
                          • Elen Ferraz Teston
                          • Sonia Silva Marcon
                          Resumo O Programa Nacional de Imunização possui papel fundamental na redução das taxas de morbimortalidade de doenças imunopreveníveis no país. Contudo, a expansão de correntes obscurantistas tem gerado frequentes questionamentos em relação a efetividade e segurança das vacinas, situação agravada pela pandemia da covid-19. Reconhecer as atitudes da população, sob a ótica dos profissionais de saúde durante um período de calamidade pública, pode contribuir para a adoção de estratégias de enfrentamento às fake news e o com o aumento da cobertura e redução do atraso vacinal. O presente estudo tem como objetivo conhecer a repercussão da pandemia da covid-19 no comportamento dos usuários com relação à imunização sob a perspectiva dos profissionais de enfermagem. Trata-se de um estudo descritivo-exploratório, com abordagem qualitativa, conduzido com 20 profissionais de enfermagem atuantes em sala de vacina e gestão de imunização de um distrito sanitário de Campo Grande – MS. A coleta de dados foi realizada, de modo presencial, nos serviços de saúde por meio de entrevista semiestruturada, audiogravada, com duração média de 30 minutos. Após a transcrição na íntegra, foram submetidas a análise de conteúdo, modalidade temática. Os resultados –apontaram a influência das Fake News na credibilidade vacinal durante a pandemia da covid-19, em especial com a ascensão do negacionismo e a disseminação de notícias falsas, o que refletiu na atitude dos usuários com relação as vacinas. Frente a isso, a adesão e confiabilidade vacinal, a valorização da ciência e do serviço de saúde podem ser fortalecidos por meio de práticas educacionais em saúde realizadas inclusive nas salas de vacina. Ademais, o presente estudo revelou maior sensibilização dos usuários com relação às medidas preventivas, o aumento da procura das vacinas de rotina, a aproximação de diferentes públicos ao Sistema Único de Saúde, bem como o potencial educativo dos profissionais nas ações cotidianas. Entretanto, a redução dos casos graves e a queda da taxa de mortalidade, refletiu na incompletude do esquema vacinal pela população. Conclui-se que a pandemia explicitou as dimensões do cuidado assistencial que a Atenção Primária a Saúde pode proporcionar ao público e viabilizou uma oportunidade de aproximação e valorização do Sistema Único de Saúde pela população brasileira. Para o fortalecimento da adesão e a confiança nas vacinas, e a valorização da ciência e dos serviços de saúde, é fundamental investir em práticas educacionais na área da saúde. O estudo fornece subsídios para promoção, planejamento e oferta de medidas que busquem ampliar o acesso à informação com relação a vacinação. Destaca-se que a retomada da cultura da prevenção se mostra como ponto primordial para a manutenção das altas taxas de cobertura vacinal, bem como a valorização do SUS em todas as suas vertentes, ressaltando sua importância como base sólida para o progresso científico. Recomenda-se que estudos futuros busquem reconhecer a percepção dos usuários nessa temática com o intuito de articular intervenções entre o serviço de saúde e a comunidade.

                          Descritores: Imunização; Atenção Primária à Saúde; Estratégia Saúde da Família; Atitude frente à Saúde; COVID-19.

                          MATRICIAMENTO COMO ARRANJO DE GESTÃO COMPARTILHADA EM SAÚDE MENTAL: PERCEPÇÕES DOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE/MS
                          Curso Mestrado em Saúde da Família
                          Tipo Dissertação
                          Data 29/08/2023
                          Área SAÚDE COLETIVA
                          Orientador(es)
                          • André Barciela Veras
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Guilherme Arthur Fatini Moreira
                            Banca
                            • Alessandro Diogo de Carli
                            • André Barciela Veras
                            • Leandro Antero da Silva
                            • Luciana Paes de Andrade
                            Resumo Os transtornos mentais figuram entre as principais causas de morbidade no Brasil e no mundo, somente a depressão responde por mais de 4% da carga global de doenças e ocupa um lugar destacado entre as principais causas de incapacidade, contribuindo para problemas gerais de saúde, como infarto agudo do miocárdio, diabetes e morte prematura. Indivíduos com transtornos mentais exibem taxas mais elevadas de incapacidade e mortalidade, apresentando expectativa de vida reduzida quando comparados à população em geral. A Atenção Primária à Saúde é reconhecida como a principal porta de entrada no Sistema Único de Saúde, desempenhando papel de coordenação do cuidado na rede; quando integrados os conceitos de atenção especializada na Atenção Básica, surge um novo conceito introduzido em 1999 por Gastão Wagner de Souza Campos denominado de Matriciamento, que tem o objetivo de proporcionar retaguarda assistencial especializada e construir conjuntamente um projeto de intervenção pedagógico-terapêutica integrando os diferentes níveis assistenciais. A pesquisa objetivou compreender as percepções dos profissionais da Atenção Primária à Saúde em relação ao Matriciamento em Saúde Mental, descrevendo a teoria e o processo do matriciamento na Atenção Primária à saúde, investigando o conceito e os princípios do apoio matricial na visão dos profissionais da Atenção Primária à Saúde, analisando processo de trabalho na Atenção Primária à Saúde e sua integração com a Rede de Atenção Psicossocial, identificando os fatores facilitadores e as barreiras ao Apoio Matricial e descrevendo de que maneira a integração entre saúde mental e Atenção Primária à Saúde pode contribuir para a promoção e proteção à saúde de indivíduos com transtorno mental. Para isso, adotou-se uma abordagem qualitativa realizada em Campo Grande-MS, entre novembro e dezembro de 2021. A amostra do estudo adotou uma abordagem não-probabilística intencional por saturação, composta por profissionais de saúde atuantes em Unidades de Saúde da Família, que foram selecionadas de acordo com a atuação na Estratégia Saúde de Família e realizam atividades de Apoio Matricial. A composição dos participantes do estudo englobou todos os profissionais envolvidos no Apoio Matricial das equipes de referência de quatro unidades de Atenção Primária à Saúde. A coleta de dados foi realizada por meio de um roteiro de questões direcionadas a grupos focais compostos de 11 a 14 participantes, sendo que para cada grupo, as questões introduzidas inicialmente eram de fácil resposta, elevando-se, de forma progressiva, a especificidade e complexidade. A moderação da discussão esteve a cargo do pesquisador, que possibilitou certa adaptabilidade na gestão do grupo, registrando assuntos pertinentes não antecipados. As entrevistas foram registradas, conservadas em formatos digitais e transcritas integralmente para avaliação. Para organizar o material coletado, empregou-se o método de Análise de Discurso, uma vertente da matriz francesa desta disciplina, que concebe os objetos discursivos sob a tensão da historicidade, da interdiscursividade e da sistematicidade da língua. Compreendeu-se a partir das percepções dos profissionais da Atenção Primária à Saúde que existem divergências no conhecimento e nas abordagens adotadas entre as distintas unidades de saúde, de modo que os participantes demonstram o conhecimento teórico em relação ao matriciamento em conformidade com a processo metodológico originalmente proposto, já os conceitos e os princípios práticos não estão em conformidade com os princípios da Atenção Primária à Saúde e nem com o modelo de Apoio Matricial. Essa discrepância ressalta a importância de um diagnóstico situacional preliminar nos territórios e na Rede de Atenção Psicossocial antes da efetivação do matriciamento, viando compreender as necessidades das equipes e estabelecer expectativas realistas dos resultados esperados para melhor eficácia das práticas futuras, visando à atenção integral à saúde da população. Este trabalho tem o potencial de impactar significativamente a qualidade dos serviços de saúde ao explorar a abordagem de trabalho colaborativo entre diferentes equipes e profissionais de saúde; a pesquisa pode fornecer subsídios importantes para melhorar a progressão e a eficácia dos cuidados em nível primário de atenção à saúde. Além disso, a aplicabilidade do conteúdo deste estudo pode contribuir na melhoria da assistência aos pacientes, na otimização de recursos humanos e na promoção de uma abordagem integrada à saúde na comunidade atendida pelas Estratégias Saúde da Família.
                            CAMINHOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DE GUIAS DE PRÁTICA CLÍNICA PARAMANEJO DA CÁRIE DENTÁRIA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
                            Curso Mestrado em Saúde da Família
                            Tipo Dissertação
                            Data 15/08/2023
                            Área SAÚDE COLETIVA
                            Orientador(es)
                            • Rafael Aiello Bomfim
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Hazelelponí Querã Naumann Cerqueira Leite
                              Banca
                              • Andreia Morales Cascaes
                              • Arthur de Almeida Medeiros
                              • Rafael Aiello Bomfim
                              • Valeria Rodrigues de Lacerda
                              Resumo Os Guias de Prática Clínica (GPC) são ferramentas de apoio para a decisão clínica
                              baseada em evidências científicas. No entanto, eles não são bem implementados em
                              todos os cenários da Atenção Primária à Saúde (APS). O objetivo foi avaliar a
                              percepção dos cirurgiões-dentistas em relação ao manejo da cárie dentária e quanto
                              ao conhecimento e prática dos GPC por gestores (coordenadores municipais) e
                              cirurgiões-dentistas na APS do Estado do Mato Grosso do Sul usando o Quadro
                              Consolidado para Pesquisa de Implementação (CFIR). Para pesquisa qualitativa
                              foram realizadas entrevistas semiestruturadas com oito informantes-chave, e
                              posteriormente, utilizou-se a análise de conteúdo e os domínios do CFIR para
                              explicitar as barreiras e facilitadores. Para pesquisa quantitativa foi aplicado um
                              questionário com características sociodemográficas dos dentistas do setor público e
                              privado, seguido de perguntas pré-definidas baseadas nos cinco domínios do CFIR,
                              acrescido de quatro questões relacionadas a uma das diretrizes publicadas pela
                              Coordenação-Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde. As principais barreiras
                              foram: desconhecimento sobre os guias (características da intervenção); a resistência
                              à inovação por profissionais mais antigos (características dos indivíduos); falta de
                              apoio e incentivos organizacionais (configuração externa), pouco recursos disponíveis
                              para calibração do dentista e falta de prontidão para implementação (cenário interno).
                              Os facilitadores principais foram: boa conexão entre a equipe de trabalho e
                              comunicações existentes dentro da organização (cenário interno); reconhecimento da
                              necessidade da implementação de um guia para manejo de cárie dentária na APS
                              (cenário interno), aceitabilidade para o uso dos GPC (características dos indivíduos);
                              usar líderes de opinião como facilitadores; e a necessidade de melhorar a qualidade
                              dos serviços e fluxo de trabalho (processo de trabalho). As partes interessadas
                              reconhecem a necessidade da mínima intervenção frente ao manejo da cárie dentária
                              e apoiam o uso do GPC na APS. Porém alguns desafios devem ser enfrentados, como
                              melhorar o acesso a esses documentos, enfrentar resistência à inovação por parte
                              dos profissionais da área odontológica, melhorar a alocação de recursos disponíveis
                              para a calibração dos profissionais e promover a prontidão para implementação.
                              Alguns atalhos podem facilitar a superação desses obstáculos, como a utilização de
                              pessoas formadoras de opinião, no intuito de favorecer a disseminação da evidência
                              científica, aliado ao investimento em educação continuada através de capacitação
                              constante aos profissionais do serviço. Ainda, é desejável que os gestores
                              reconheçam quem são os líderes de opinião para facilitar a implementação.
                              Os fatores que influenciam a implementação de evidências na prática clínica através
                              de Guias de Prática Clínica dentro do serviço de Saúde Bucal da APS puderam ser
                              identificados nessa pesquisa. Estudar eles contribuem para criação de estratégias de
                              implementação de GPC, para melhorar a prática clínica dos profissionais e os
                              resultados de saúde dos pacientes..

                              Descritores: guia de prática clínica; odontologia; cárie dentária; estratégia saúde da
                              família; atenção primária à saúde
                              FATORES ASSOCIADOS AO ÓBITO EM GESTANTES E PUÉRPERAS INDÍGENAS E NÃO INDÍGENAS POR SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE PELA COVID-19, NO BRASIL
                              Curso Mestrado em Saúde da Família
                              Tipo Dissertação
                              Data 11/08/2023
                              Área SAÚDE COLETIVA
                              Orientador(es)
                              • Renata Palopoli Picoli
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Adryelle Katheline D'Elia de Moura
                                Banca
                                • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
                                • Everton Ferreira Lemos
                                • Glênio Alves de Freitas
                                • Nathan Aratani
                                • Renata Palopoli Picoli
                                Resumo A COVID-19 é uma doença causada pelo novo coronavírus e se tornou uma ameaça
                                devastadora à saúde da população mundial, tendo a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG-Cov-2,) como sua forma mais grave. As gestantes e puérperas estão entre os grupos de risco, uma vez que as alterações fisiológicas da gestação e pós-parto aumentam o risco de infecções e as deixam susceptíveis à SRAG. Os povos indígenas também se enquadram como grupo de risco e são alvo de afecções graves, principalmente respiratórias, devido às situações de vulnerabilidade social e de saúde. Esta pesquisa teve por objetivo analisar a associação entre os determinantes sociodemográficos, comorbidades, sintomas e características de hospitalização com o desfecho de gestantes e puérperas indígenas e não indígenas
                                hospitalizadas por SRAG pela COVID-19, no Brasil. O estudo é transversal, quantitativo e retrospectivo, com dados secundários, extraídos no Banco de Dados do Observatório Obstétrico Brasileiro (OOBr), de gestantes e puérperas em idade reprodutiva (entre 10 a 49 anos), internadas por SRAG pela COVID-19, classificadas em raça/cor da pele indígena e não indígena (mulheres brancas, pretas, pardas e amarelas), no período da 9ª semana epidemiológica de 2020 à 35ª semana de 2022. Foram analisadas as variáveis com o desfecho, por meio do teste do qui-quadrado e intervalo de confiança de 95% (IC 95%). Realizou-se regressão logística para identificar os fatores associados ao óbito em gestantes e puérperas indígenas. Em panorama geral, apresentaram fatores associados ao óbito as gestantes do 3º
                                trimestre, de 20 a 34 anos, residentes na zona urbana/periurbana e na região Nordeste, sem comorbidades e saturação de O2 < 95%, somado a dispneia e necessitaram de internação em UTI, com uso de suporte ventilatório invasivo. Quando comparados os casos de óbitos entre as indígenas e não indígenas, pôde ser observada diferença estatística significante com mais vulnerabilidade das indígenas nas variáveis condição(gestante/puérpera), faixa etária, escolaridade, zona de residência, região de residência e comorbidades. Destaca-se que dentre
                                as indígenas, residir em zona rural aumenta em trinta e três vezes sua chance de evoluir à óbito quando comparado às indígenas que residem em área urbana/periurbana. Residir nas regiões Norte e Centro-Oeste, aumentam em mais de dez vezes quando comparamos ao Sul/Sudeste. Conclui-se que a pandemia agudizou e aprofundou as desigualdades sociais e étnico-raciais no Brasil, se fazendo necessário esforços específicos que garantam atenção qualificada e temporalmente oportuna a essa população.
                                Descritores: Saúde de populações indígenas; Gestantes; Período Pós-Parto; COVID-19; Estratégia Saúde da Família.
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