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TRABALHO Ações
A PROTEÇÃO DA FAMÍLIA HOMOAFETIVA NO SISTEMA INTERAMERICANO DE DIREITOS HUMANOS: Avanços e Resistências na América Latina
Curso Especialização em Direito Internacional
Tipo Trabalho Final de Curso
Data 05/02/2026
Área DIREITO
Orientador(es)
  • Joao Francisco de Azevedo Barretto
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Jose Henrique Pereira
    Banca
    • Aldo Almeida Nunes Filho
    • Ana Claudia dos Santos Rocha
    • Joao Francisco de Azevedo Barretto
    Resumo O presente trabalho analisa a proteção jurídica da família homoafetiva no âmbito do
    Sistema Interamericano de Direitos Humanos, com enfoque na atuação da Corte
    Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) diante das resistências normativas
    e institucionais verificadas nos Estados latino-americanos. Tem-se como objetivo
    geral examinar a eficácia do Sistema Interamericano na promoção do reconhecimento
    e da proteção da família homoafetiva na região, buscando-se, de modo específico,
    contextualizar historicamente a marginalização da população LGBT+, analisar a
    evolução normativa na América Latina e examinar a jurisprudência da Corte
    Interamericana de Direitos Humanos sobre o tema. A pesquisa foi desenvolvida por
    meio de método dedutivo, com abordagem qualitativa e natureza histórico-dogmática,
    mediante análise documental, especialmente de tratados internacionais e da
    jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos. A partir da análise de
    decisões paradigmáticas e opiniões consultivas, verificou-se que a Corte IDH tem
    adotado uma interpretação evolutiva e antidiscriminatória da Convenção Americana
    sobre Direitos Humanos, reconhecendo a pluralidade das formas de organização
    familiar e afirmando a obrigação estatal de garantir igualdade de direitos às famílias
    homoafetivas. Constatou-se, contudo, que a efetividade dessas decisões encontra
    limites na resistência dos Estados à internalização normativa e ao cumprimento
    integral das obrigações internacionais assumidas. Concluiu-se que, embora o
    Sistema Interamericano exerça papel relevante na consolidação de parâmetros
    regionais de proteção da dignidade humana, a plena tutela jurídica da família
    homoafetiva ainda depende do fortalecimento do compromisso político e institucional
    dos Estados latino-americanos com os direitos humanos.
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      A ADEQUAÇÃO DO DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO À GUERRA DE 5ª GERAÇÃO: OS DESAFIOS DE LIDAR COM A GUERRA MODERNA
      Curso Especialização em Direito Internacional
      Tipo Trabalho Final de Curso
      Data 05/02/2026
      Área DIREITO
      Orientador(es)
      • Joao Francisco de Azevedo Barretto
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Sophia Hernandez Soares
        Banca
        • Aldo Almeida Nunes Filho
        • Isabelle Dias Carneiro Santos
        • Joao Francisco de Azevedo Barretto
        Resumo O Direito Internacional Humanitário é um ramo do Direito que estuda as normas
        reguladoras de conflitos armados, de forma a aliviar as inevitáveis consequências da
        guerra. A Carta das Nações Unidas é o primeiro documento a coibir o uso da força
        como uma opção para a solução de conflitos entre as nações. A Guerra de 5ª
        Geração é a mais moderna geração das estratégias da guerra, valendo-se de tudo
        que há disponível para atacar o inimigo, inclusive ferramentas não-bélicas. Essa
        geração desafia o Direito Internacional Humanitário, uma vez que altera as
        definições do que seria de fato a guerra. Este trabalho tem por objetivo compreender
        o comportamento do Direito Internacional Humanitário diante da evolução das
        gerações da guerra até a guerra irrestrita.
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          O GENOCÍDIO PALESTINO DECORRENTE DO CONFLITO PALESTINA E ISRAEL
          Curso Especialização em Direito Internacional
          Tipo Trabalho Final de Curso
          Data 05/02/2026
          Área DIREITO
          Orientador(es)
          • Isabelle Dias Carneiro Santos
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Beatriz Lameu Rezende de Oliveira
            Banca
            • Heloisa Helena de Almeida Portugal
            • Isabelle Dias Carneiro Santos
            • Joao Francisco de Azevedo Barretto
            Resumo O presente artigo analisa o conflito entre Palestina e Israel sob a perspectiva do Direito
            Internacional Humanitário, discutindo a possível caracterização de genocídio contra o
            povo palestino. A pesquisa, de natureza qualitativa e documental, baseia-se em revisão
            bibliográfica e análise de relatórios institucionais, destacando práticas como
            deslocamentos forçados, bloqueio de recursos essenciais, ataques militares
            indiscriminados e destruição de infraestrutura vital. Os resultados evidenciam que tais
            ações configuram violações graves da Convenção de 1948 para a Prevenção e
            Repressão do Crime de Genocídio. A investigação se justifica pela relevância acadêmica
            e política do tema, uma vez que envolve a proteção de civis num dos conflitos mais
            violentos da atualidade. A intensificação das hostilidades e crises humanitárias torna
            urgente compreender como tais práticas são avaliadas pela comunidade internacional e
            quais normas do Direito Internacional orientam a proteção dessas populações. Além
            disso, o estudo contribui para o debate teórico e prático sobre genocídio, crimes
            internacionais e conflitos assimétricos, fortalecendo o diálogo entre Direito Internacional,
            Relações Internacionais e Direitos Humanos. Conclui-se que há elementos suficientes
            para sustentar a acusação de genocídio, embora obstáculos políticos dificultem a
            responsabilização internacional.
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              Financeirização das decisões judiciais no sistema interamericano de direitos humanos.
              Curso Especialização em Direito Internacional
              Tipo Trabalho Final de Curso
              Data 03/02/2026
              Área DIREITO
              Orientador(es)
              • Isabelle Dias Carneiro Santos
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • GABRIELA SILVA
                • Thiago dos Santos Almeida
                Banca
                • Ana Claudia dos Santos Rocha
                • Isabelle Dias Carneiro Santos
                • Larissa Mascaro Gomes da Silva
                Resumo O presente trabalho analisa a evolução da responsabilidade internacional dos Estados, destacando o fenômeno da financeirização da justiça de transição e dos direitos humanos. Objetiva-se investigar criticamente a metamorfose das obrigações estatais em prestações pecuniárias e como a primazia da indenização pode mercantilizar a dignidade humana, reduzindo a eficácia transformadora do Sistema Interamericano. Por meio de análise doutrinária e jurisprudencial, examina-se o cumprimento de sentenças da Corte Interamericana pelo Brasil, contrastando a figura do "Estado Pagador" com a do "Estado Transformador". É verificado que, embora haja alta taxa de adimplência em reparações econômicas, persiste uma resistência estrutural na implementação de medidas de satisfação, investigações criminais e garantias de não repetição. Observa-se que a lógica de mercado infiltra-se na hermenêutica jurídica, transformando o ilícito em custo operacional e falhando na restauração de projetos de vida interrompidos. Conclui-se que a resposta estritamente monetária é insuficiente para reparar danos coletivos e intergeracionais, sendo imperativo reposicionar as garantias de não repetição como núcleo central da responsabilidade internacional para superar a gestão burocrática da barbárie e efetivar a justiça integral.

                Palavras-chave: Financeirização; Reparação, Indenização; Direitos Humanos
                SOBERANIA ESTATAL E USO DA FORÇA NO DIREITO INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO: Uma análise crítica a partir do caso venezuelano
                Curso Especialização em Direito Internacional
                Tipo Trabalho Final de Curso
                Data 03/02/2026
                Área DIREITO
                Orientador(es)
                • Larissa Mascaro Gomes da Silva
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Diogo César Bomfim Feitosa Santos
                  Banca
                  • Isabelle Dias Carneiro Santos
                  • Joao Francisco de Azevedo Barretto
                  • Larissa Mascaro Gomes da Silva
                  Resumo Analisa-se o conflito entre soberania estatal e Direito Internacional contemporâneo no controle
                  do uso da força, a partir da operação “Resolução Absoluta” e da controvérsia envolvendo a
                  atuação dos Estados Unidos na Venezuela (2026). Adota-se a soberania em sua dupla
                  dimensão, interna e externa, compreendida como competência de organização política no
                  território e como independência e integridade territorial perante terceiros, condicionada por
                  limites normativos de coexistência. Considera-se aplicável, como eixo jurídico, a Carta das
                  Nações Unidas, especialmente a proibição do uso da força e as exceções estritas relacionadas
                  à legítima defesa e à atuação coletiva no sistema de segurança, além da vedação da intervenção
                  e do dever de solução pacífica de controvérsias. Emprega-se o método hipotético-dedutivo, por
                  meio de pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa, valendo-se da análise
                  histórico-institucional e da referência a casos paradigmáticos de forma ilustrativa. Verifica-se
                  que, embora o arcabouço normativo seja denso, sua eficácia tende a ser neutralizada por
                  assimetrias de poder e déficits institucionais de enforcement. Conclui-se que a contenção de
                  violações é favorecida pela densificação de uniões regionais, aptas a ampliar o poder de
                  barganha e reduzir vulnerabilidades estruturais.
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                    O papel do direito tributário na consolidação das rotas de integração Sul-Americana: Desafios fiscais do corredor rodoviário Bioceânico Brasil-Chile (RILA)
                    Curso Especialização em Direito Internacional
                    Tipo Trabalho Final de Curso
                    Data 15/12/2025
                    Área DIREITO TRIBUTÁRIO
                    Orientador(es)
                    • Aldo Almeida Nunes Filho
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Geovani Silva de Souza
                      Banca
                      • Aldo Almeida Nunes Filho
                      • Isabelle Dias Carneiro Santos
                      • Joao Francisco de Azevedo Barretto
                      Resumo O presente artigo analisa o papel do direito tributário na consolidação das rotas de integração
                      sul-americana, com ênfase nos desafios fiscais decorrentes da bitributação no âmbito do
                      corredor rodoviário bioceânico Brasil–Chile. A pesquisa parte do pressuposto de que a
                      tributação internacional exerce influência decisiva sobre a efetividade das políticas de
                      integração regional, especialmente quando se trata de incentivar o comércio transfronteiriço e
                      a circulação de bens e serviços. A partir de uma abordagem qualitativa e bibliográfica,
                      fundamentada em doutrinas clássicas e contemporâneas, artigos científicos e tratados
                      internacionais, o estudo busca compreender de que modo os acordos para evitar a dupla
                      tributação podem contribuir para a segurança jurídica e a competitividade econômica dos países
                      envolvidos. A análise comparativa entre os tratados firmados pelo Brasil com Chile, Argentina
                      e Paraguai revela diferenças significativas quanto ao alcance das cláusulas de residência,
                      estabelecimento permanente e métodos de eliminação da dupla tributação, evidenciando que o
                      Brasil ainda apresenta limitações em relação às práticas tributárias mais modernas adotadas pela
                      Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Conclui-se que a
                      superação da bitributação é condição essencial para o fortalecimento do corredor rodoviário
                      bioceânico, visto que a harmonização fiscal e a adoção de mecanismos de cooperação tributária
                      internacional representam instrumentos estratégicos para o desenvolvimento regional e para a
                      consolidação de uma integração econômica mais equitativa e efetiva na América do Sul.
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                        A legítima defesa no direito internacional: O caso do conflito entre Tailândia e Camboja em 2025
                        Curso Especialização em Direito Internacional
                        Tipo Trabalho Final de Curso
                        Data 15/12/2025
                        Área DIREITOS ESPECIAIS
                        Orientador(es)
                        • Isabelle Dias Carneiro Santos
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Marcus Vinicius de Paiva Brito
                          Banca
                          • Aldo Almeida Nunes Filho
                          • Isabelle Dias Carneiro Santos
                          • Joao Francisco de Azevedo Barretto
                          Resumo O presente artigo traz um estudo de caso sobre o conflito entre Tailândia e Camboja, iniciado
                          em julho de 2025 por disputas territoriais de fronteira. Esse conflito teve início com um
                          ataque cambojano ao território tailandês e evidenciou o embate entre o direito à legítima
                          defesa conforme a Carta das Nações Unidas e o cumprimento dos critérios de necessidade,
                          imediatez e proporcionalidade. Os dois reinos justificaram suas ações como legítima defesa.
                          O objetivo desta pesquisa foi verificar qual dos Estados envolvidos no conflito violou os
                          requisitos do Jus ad bellum (direito à guerra) como ameaça iminente e concreta, e do jus in
                          bello (direito na guerra) como os princípios de distinção e proporcionalidade, como ataques a
                          infraestruturas civis e patrimônio cultural. Através de metodologia qualitativa de Process
                          tracing aplicada ao estudo de caso e da análise da legislação internacional pertinente, usando
                          o método sistemático-teleológico, a pesquisa concluiu que o Camboja cometeu crime de
                          agressão, que é previsto na resolução 3314 da Assembleia Geral das Nações Unidas, e no
                          ponto 8 do Estatuto de Roma, ao atacar a Tailândia ignorando o critério de "ataque armado
                          prévio" exigido pelo Direito Internacional. Também foi possível concluir que os ataques
                          Cambojanos resultaram em violações sistemáticas do DIH ao atacar áreas civis e de proteção
                          cultural. Por outro lado, a Tailândia agiu em legítima defesa.
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                            Atuação da organização dos estados americanos na defesa dos direitos humanos dos povos indígenas do Brasil: Uma análise do caso Xukuru VS. Brasil
                            Curso Especialização em Direito Internacional
                            Tipo Trabalho Final de Curso
                            Data 11/12/2025
                            Área DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO
                            Orientador(es)
                            • Isabelle Dias Carneiro Santos
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Jonas Eduardo Feliciano
                              Banca
                              • Isabelle Dias Carneiro Santos
                              • Joao Francisco de Azevedo Barretto
                              • Jose Paulo Gutierrez
                              Resumo O escopo temático do presente estudo incidiu sobre a intervenção da Organização
                              dos Estados Americanos (OEA) na salvaguarda dos Direitos Humanos dos povos
                              indígenas do Brasil, com foco no caso contencioso n.º 12.728 – Povo Indígena Xukuru
                              vs. Brasil. Teve como objetivo analisar a contribuição da OEA, por meio da Comissão
                              e da Corte Interamericana de Direitos Humanos, na proteção dos direitos territoriais e
                              culturais dos povos originários. A metodologia adotada foi qualitativa, históricobibliográfica e documental, ancorada na estruturação do Sistema Interamericano de
                              Direitos Humanos, seus instrumentos normativos e órgãos jurisdicionais. Foram
                              examinados os desdobramentos do caso Xukuru, desde a petição inicial à Comissão
                              Interamericana, passando pela sentença da Corte em 2018, até as resoluções de
                              supervisão de cumprimento em 2019 e 2023. Constatou-se que o Estado brasileiro foi
                              responsabilizado internacionalmente por violações aos direitos à propriedade coletiva,
                              às garantias judiciais e à proteção judicial, em razão da morosidade e ineficácia na
                              demarcação e desintrusão das terras indígenas. Como medidas de reparação, foram
                              determinadas ações como a conclusão da desintrusão, a criação de um fundo
                              comunitário e a publicação da sentença. Concluiu-se que, embora avanços tenham
                              sido registrados, persistem desafios estruturais e políticos que dificultam a plena
                              efetivação dos direitos dos povos indígenas, sendo essencial o fortalecimento da
                              atuação da OEA, a mobilização da sociedade civil e o comprometimento estatal com
                              a justiça e a dignidade dos povos originários.
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                                GOVERNANÇA PÚBLICA E COMPLIANCE NA AMÉRICA DO SUL: Modelos, Desafios e Perspectivas
                                Curso Especialização em Direito Internacional
                                Tipo Trabalho Final de Curso
                                Data 08/12/2025
                                Área DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO
                                Orientador(es)
                                • Fernando Lopes Nogueira
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • David Elias Cardoso Câmara
                                  Banca
                                  • Fernando Lopes Nogueira
                                  • Natalia Pompeu
                                  • Tchoya Gardenal Fina do Nascimento
                                  Resumo O trabalho analisa a governança pública e o compliance na América do Sul, com foco em seus modelos, desafios e perspectivas. A partir de uma abordagem qualitativa e método comparativo, examinam-se marcos normativos e experiências de Argentina, Chile, Colômbia e Brasil. Conclui-se que a boa governança e o compliance consolidam-se
                                  como instrumentos essenciais para a integridade, eficiência e fortalecimento democrático das instituições públicas.
                                  As novas diretrizes aplicáveis às demandas trabalhistas e previdenciárias no Brasil a partir do ODS 18 e do protocolo de julgamento com perspectiva racial do CNJ
                                  Curso Especialização em Direito Internacional
                                  Tipo Trabalho Final de Curso
                                  Data 08/12/2025
                                  Área DIREITO DO TRABALHO
                                  Orientador(es)
                                  • Tchoya Gardenal Fina do Nascimento
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Bianca Della Pace Braga Medeiros
                                    Banca
                                    • Fernando Lopes Nogueira
                                    • Natalia Pompeu
                                    • Tchoya Gardenal Fina do Nascimento
                                    Resumo O presente artigo examina as novas diretrizes aplicáveis às demandas trabalhistas e
                                    previdenciárias no Brasil a partir do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 (Igualdade
                                    Étnico-Racial), da Agenda 2030 Brasileira, e do Protocolo de Julgamento com Perspectiva
                                    Racial, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça por meio da Resolução n. 598/2024. Partese da premissa de que a efetivação da justiça racial constitui condição essencial para a realização
                                    dos direitos sociais e para a consolidação do Estado Democrático de Direito, e que a mera
                                    normatividade formal é insuficiente para transformar práticas institucionais historicamente
                                    marcadas por desigualdades raciais. O estudo tem por objetivo identificar como esses
                                    instrumentos, em articulação com o PIDESC, convenções da OIT e os 17 ODS da ONU,
                                    fornecem parâmetros técnicos e hermenêuticos capazes de orientar o julgamento das ações
                                    trabalhistas e previdenciárias sob perspectiva racial. A pesquisa adota metodologia qualitativa
                                    e analítico-descritiva, baseada em levantamento documental e normativo e fundamentada em
                                    abordagem interdisciplinar que integra perspectivas do Direito Constitucional, do Direito
                                    Internacional dos Direitos Humanos e do Direito Antidiscriminatório, considerando o contexto
                                    socioeconômico brasileiro marcado por desigualdades persistentes no acesso ao trabalho
                                    formal, na distribuição de renda e na proteção previdenciária. Conclui-se que o ODS 18 e o
                                    Protocolo do CNJ, ao incorporarem a dimensão racial na interpretação e na valoração da prova,
                                    inauguram uma política pública judiciária comprometida com a igualdade material e com a
                                    reparação de desigualdades estruturais, atribuindo ao Judiciário um papel ativo e necessário na
                                    construção de decisões mais justas, efetivas e compatíveis com os compromissos internacionais
                                    assumidos pelo Brasil.
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                                      O STATUS JURÍDICO DA CRIANÇA MIGRANTE PARA O ACESSO À EDUCAÇÃO NO BRASIL
                                      Curso Especialização em Direito Internacional
                                      Tipo Trabalho Final de Curso
                                      Data 08/12/2025
                                      Área DIREITOS ESPECIAIS
                                      Orientador(es)
                                      • Elaine Dupas
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Debora Rosa Cleveston
                                        Banca
                                        • Claudia Regina de Oliveira Magalhães da Silva Loureiro
                                        • Elaine Dupas
                                        • Isabelle Dias Carneiro Santos
                                        Resumo O presente estudo tem como objetivo analisar o status jurídico da criança migrante no
                                        Brasil, com ênfase na efetivação do direito à educação como instrumento de inclusão
                                        social e proteção integral. Diante do aumento dos fluxos migratórios internacionais e da
                                        presença crescente de famílias estrangeiras em território brasileiro, a pesquisa busca
                                        compreender como o ordenamento jurídico nacional assegura a essas crianças o acesso
                                        igualitário à educação pública, independentemente de sua nacionalidade ou situação
                                        documental. Para tanto, tem-se como objetivos específicos: analisar a proteção da criança
                                        no ordenamento jurídico brasileiro; analisar a proteção jurídica à criança migrante;
                                        elencar os principais desafios para a efetivação dos direitos e; analisar o acesso à educação
                                        em região de fronteira, utilizando a experiência do município de Mundo Novo/MS. A
                                        abordagem fundamenta-se na Constituição Federal de 1988, no Estatuto da Criança e do
                                        Adolescente (ECA) e na Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017), que consagram o
                                        princípio da universalidade dos direitos humanos e a prioridade absoluta da infância.
                                        Também são considerados tratados internacionais, como a Convenção sobre os Direitos
                                        da Criança e o Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular, que reforçam a
                                        obrigação dos Estados em garantir o direito à educação sem discriminação. Além do
                                        embasamento jurídico, o estudo discute os desafios práticos enfrentados por crianças
                                        migrantes em escolas públicas brasileiras, como barreiras linguísticas, exigências
                                        documentais e falta de políticas públicas específicas. A pesquisa evidencia que a
                                        efetividade do direito à educação transcende a mera previsão normativa, exigindo ações
                                        integradas entre União, Estados e Municípios. Assim, o trabalho reafirma a importância
                                        de políticas educacionais inclusivas que assegurem o pleno desenvolvimento e a
                                        dignidade da criança migrante, fortalecendo os fundamentos de uma sociedade
                                        democrática e plural.
                                        AS DIFERENÇAS E AS CONVERGÊNCIAS ENTRE DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO E DIREITO INTERNACIONAL DAS CATÁSTROFES DIANTE DOS CONFLITOS ARMADOS CONTEMPORÂNEOS
                                        Curso Especialização em Direito Internacional
                                        Tipo Trabalho Final de Curso
                                        Data 08/12/2025
                                        Área DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO
                                        Orientador(es)
                                        • Isabelle Dias Carneiro Santos
                                        Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                          • Renan Bastos Rosas
                                          Banca
                                          • Elaine Dupas
                                          • Heloisa Helena de Almeida Portugal
                                          • Isabelle Dias Carneiro Santos
                                          Resumo O presente trabalho analisa as diferenças e convergências entre o Direito
                                          Internacional Humanitário (DIH) e o Direito Internacional das Catástrofes (DIC) diante dos conflitos armados contemporâneos, destacando a crescente interdependência entre esses dois ramos do direito na proteção de civis e na gestão das consequências humanitárias. O estudo teve como objetivo compreender como o DIC pode complementar o DIH na mitigação dos impactos causados por guerras modernas, especialmente em contextos de destruição ambiental, colapso de infraestrutura e deslocamentos forçados. A metodologia utilizada baseou-se em uma revisão bibliográfica qualitativa, com análise crítica de artigos, dissertações, teses e relatórios internacionais publicados entre 2019 e 2025. Os resultados evidenciam que o DIC, ao
                                          enfatizar a cooperação internacional e a solidariedade entre os Estados, amplia o alcance humanitário do DIH e fortalece a capacidade de resposta global em cenários híbridos de guerra e desastre. Conclui-se que a proteção humanitária contemporânea exige uma abordagem interdisciplinar e colaborativa, capaz de unir o direito, a política e a ética na defesa da dignidade humana.
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                                          REINSERÇÃO SOCIAL DE CONDENADOS COM TRANSTORNO DE PERSONALIDADE ANTISSOCIAL: uma análise comparativa entre o modelo brasileiro e norte-americano à luz do direito penal internacional.
                                          Curso Especialização em Direito Internacional
                                          Tipo Trabalho Final de Curso
                                          Data 08/12/2025
                                          Área DIREITO
                                          Orientador(es)
                                          • Fernando Lopes Nogueira
                                          Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                            • João Vitor Alves Honorato Coelho
                                            Banca
                                            • Fernando Lopes Nogueira
                                            • Natalia Pompeu
                                            • Tchoya Gardenal Fina do Nascimento
                                            Resumo Este trabalho teve como tema a reinserção social de condenados com Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS), sendo seu objetivo comparar os modelos brasileiro e norte-americano à luz do Direito Penal Internacional. Para tanto, utilizou-se metodologia qualitativa, exploratória e comparativa, com método dedutivo, por meio de levantamento bibliográfico e análise documental de legislações nacionais, tratados internacionais e jurisprudência. Os resultados encontrados indicaram que o modelo brasileiro, centrado na medida de segurança e com carência de programas terapêuticos especializados, apresenta incompatibilidades com as normas internacionais de direitos humanos, como as Regras de Mandela. Em contrapartida, o modelo norte-americano, embora descentralizado, demonstra maior pragmatismo na gestão de riscos e na implementação de programas baseados em evidências, como o Modelo modelo RNR (Risco-Necessidade-Responsividade) e terapias especializadas, apesar dos desafios de reincidência e acesso. Concluiu-se pela necessidade de o sistema brasileiro aprimorar sua legislação e jurisprudência, investir em programas de tratamento baseados em evidências e fortalecer a rede de saúde mental, visando a uma reinserção social mais eficaz e humanizada, em conformidade com os padrões do Direito Penal Internacional.
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