| Efeito dos fatores locais e espaciais na estrutura de comunidade de Odonata em Lagoas permanentes na transição Cerrado Mata Atlântica |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
10/10/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Alessandra dos Santos Venturini do Prado
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| Banca |
- Fabio de Oliveira Roque
- Leandro Juen
- Marciel Elio Rodrigues
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| Resumo |
Resumo: Este trabalho teve por objetivo investigar a importância relativa dos fatores ambientais locais e espaciais sobre a abundância, riqueza e composição de metacomunidades de Odonata em lagoas permanentes. O estudo foi realizado nas várzeas do Rio Ivinhema entre os meses de junho e setembro de 2016. Foram amostradas 32 lagoas permanentes. Coletamos 1.196 indivíduos, pertencentes à 39 espécies, 19 gêneros e três famílias, das quais 25 espécies pertencem à subordem Anisoptera e 14 à Zygoptera. Nossos resultados revelaram que a comunidade de Odonatas foi melhor explicada pelas variáveis ambientais (F4,23 = 1,97, P = 0,002). Preditores espaciais não apresentaram relação significativa com a variação na composição de espécies (F3,23 = 1,19, P = 0,229). Variáveis ambientais independentes da estrutura espacial explicaram 10% da variação na composição de espécies. Quando as subordens foram analisadas separadamente, a composição da comunidade de Zygoptera e de Anisoptera também foram explicadas pelos fatores ambientais. Contudo, em Zygoptera, o componente puramente ambiental apresentou maior explicação (F4,25 = 2,76, P = 0,002). As variáveis ambientais que melhor explicaramo padrão de distribuição da comunidade total de Odonata foram condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, temperatura da água e área.
Palavras-chave: metacomunidade, Odonata, lagoa.
Abstract: This work aimed to investigate the contribution of local environmental and spatial factors on the abundance, wealth and metacommunity composition of Odonata in permanent ponds. The study was conducted in the floodplains of the Ivinhema River between June and September 2016. Collect 1.196 individuals, belonging to the 39 species, 19 genera and three families, of which 25 species belonging to the suborder Anisoptera and 14 the Zygoptera. Our results revealed that the community of Odonata was best explained by environmental variables (F4 = 1.97 .23, P = 0.002). Spatial predictors showed no significant relationship with the variation in species composition (.23 F3 = 1.19, P = 0.229). Environmental variables independent of spatial structure explained 10% of the variation in species composition. When the suborders were analyzed separately, the composition of the community of Zygoptera and Anisoptera were also explained by environmental factors. However, in Zygoptera, the purely environmental component was more explanation (F4 .25 = 2.76, P = 0.002). The environmental variables that best explain the pattern of distribution of total community of Odonata were electrical conductivity, dissolved oxygen, temperature of the water and the area.
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| Comunidade de carnívoros do Pantanal: Fatores que Influenciam sua ocupação e co-ocorrência |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
06/10/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
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| Resumo |
Carnívoros são considerados componentes chave na comunidade animal, influenciando a estrutura e a dinâmica da maioria das comunidades ao redor do mundo. No entanto, os carnívoros representam algumas das espécies mais ameaçadas, resultado das mudanças no uso do solo, perda e degradação de habitat, perseguição por humanos, declínio de suas presas principais e doenças. O declínio de grandes carnívoros resulta em um efeito cascata, uma vez que eles controlam as populações de herbívoros por meio da predação e as populações de mesopredadores por meio de competição intraguilda. Adicionalmente, espécies de carnívoros podem interagir negativamente por meio de competição por interferência ou exploração. Assim, a coexistência entre potenciais competidores pode depende da partilha temporal e/ou espacial de recursos.
Na presente tese estudei a seleção de habitat, os ritmos circadianos e a competição intraguilda quanto ao uso do espaço pelas espécies de carnívoros do Pantanal. Analisei a riqueza e distribuição de espécies de carnívoros, estimei suas taxas de ocupação e os fatores que afetam a ocupação e a detectabilidade, e avaliei a partilha espacial e temporal entre grandes predadores e mesopredadores. Os dados foram obtidos com auxílio de armadilhas fotográficas e analisados meio de modelos de ocupação, considerando a detecção imperfeita. Utilizei densidade de kernel para descrever o padrão de atividades, e uma abordagem de co-ocorrência par-a-par para avaliar a co-ocorrência entre as espécies de carnívoros em quatro regiões do Pantanal.
Combinando todas as áreas de estudo e estações de armadilhas fotográficas, 11 espécies foram registradas em 1109 registros independentes. Dentre as áreas de estudo a Fazenda Sagrado foi a que apresentou maior riqueza de espécie (11 espécies detectadas). Relativamente à probabilidade de ocupação (ψ), os resultados variaram entre as espécies focais, com a maior probabilidade de ocupação registrada para o coati (ψ = 0.79 ± 0.10) e a menor para a irara (ψ = 0.35 ± 0.11). As espécies exibiram uma notória variabilidade na probabilidade de detecção (p), com o maior valor verificado para o cachorro-do-mato (p = 0.50 ± 0.06), e o menor para a onça-parda (p = 0.18 ± 0.04). A inclusão de variáveis nos modelos de ocupação demostrou que a presença de predadores de topo, como por exemplo a onça-parda, possuem o efeito mais consistente na comunidade de mesopredadores, com influência positiva, seguida pelas categorias de habitat. Ao contrário do esperado a onça-parda esteve presente nos modelos de ocupação de quatro espécies de mesopredadores com influência positiva o que pode ser considerado um indicador de agregação entre eles, provavelmente como um resultado de um padrão de seleção dos mesmos habitats. A disponibilidade de presas, teve o efeito mais consistente na comunidade de predadores com influência positiva na estimativa de ocupação de onça-pintadas e onça-pardas. Em relação à detectabilidade, categorias de habitats foi o preditor mais importante, influenciando positiva e negativamente a probabilidade de detecção das espécies de carnívoros. Os padrões gerais de atividade encontrados no presente estudo se assemelham com os já relatados em outros lugares para a maioria das espécies de carnívoros, com atividade crepuscular ou noturna, com excessão da irara, coati e jaguarundi, os quais são majoritariamente diurnos no Pantanal. De acordo com a abordagem de co-ocorrência par-a-par, a maioria dos pares de espécies estudadas ocorreram mais vezes do que o esperado por chance (aleatoriamente), uma evidência de baixa evasão espacial.
Por fim, os resultados deste estudo permitem concluir que os carnívoros utilizam amplamente recursos similares, com compartilhamento do espaço e/ou do tempo entre poucas espécies, demonstrando assim, em geral, baixa segregação de nicho no Pantanal. Adicionalmente, diferentes ritmos circadianos contribuíram mais que a partilha espacial para a segregação de nicho dentre os carnívoros. Concluindo, a habilidade das espécies de carnívoros em modificar seus padrões de atividade para evitar predadores ou competidores, ou para ajustarem-se à disponibilidade de suas presas principais, é provavelmente a principal característica que facilita a coexistência delas no Pantanal.
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| Comunidade de carnívoros do Pantanal: Fatores que Influenciam sua ocupação e co-ocorrência |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
06/10/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Guilherme de Miranda Mourão
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
- Marina Zanin Gregorini
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| Resumo |
Carnívoros são considerados componentes chave na comunidade animal, influenciando a estrutura e a dinâmica da maioria das comunidades ao redor do mundo. No entanto, os carnívoros representam algumas das espécies mais ameaçadas, resultado das mudanças no uso do solo, perda e degradação de habitat, perseguição por humanos, declínio de suas presas principais e doenças. O declínio de grandes carnívoros resulta em um efeito cascata, uma vez que eles controlam as populações de herbívoros por meio da predação e as populações de mesopredadores por meio de competição intraguilda. Adicionalmente, espécies de carnívoros podem interagir negativamente por meio de competição por interferência ou exploração. Assim, a coexistência entre potenciais competidores pode depende da partilha temporal e/ou espacial de recursos.
Na presente tese estudei a seleção de habitat, os ritmos circadianos e a competição intraguilda quanto ao uso do espaço pelas espécies de carnívoros do Pantanal. Analisei a riqueza e distribuição de espécies de carnívoros, estimei suas taxas de ocupação e os fatores que afetam a ocupação e a detectabilidade, e avaliei a partilha espacial e temporal entre grandes predadores e mesopredadores. Os dados foram obtidos com auxílio de armadilhas fotográficas e analisados meio de modelos de ocupação, considerando a detecção imperfeita. Utilizei densidade de kernel para descrever o padrão de atividades, e uma abordagem de co-ocorrência par-a-par para avaliar a co-ocorrência entre as espécies de carnívoros em quatro regiões do Pantanal.
Combinando todas as áreas de estudo e estações de armadilhas fotográficas, 11 espécies foram registradas em 1109 registros independentes. Dentre as áreas de estudo a Fazenda Sagrado foi a que apresentou maior riqueza de espécie (11 espécies detectadas). Relativamente à probabilidade de ocupação (ψ), os resultados variaram entre as espécies focais, com a maior probabilidade de ocupação registrada para o coati (ψ = 0.79 ± 0.10) e a menor para a irara (ψ = 0.35 ± 0.11). As espécies exibiram uma notória variabilidade na probabilidade de detecção (p), com o maior valor verificado para o cachorro-do-mato (p = 0.50 ± 0.06), e o menor para a onça-parda (p = 0.18 ± 0.04). A inclusão de variáveis nos modelos de ocupação demostrou que a presença de predadores de topo, como por exemplo a onça-parda, possuem o efeito mais consistente na comunidade de mesopredadores, com influência positiva, seguida pelas categorias de habitat. Ao contrário do esperado a onça-parda esteve presente nos modelos de ocupação de quatro espécies de mesopredadores com influência positiva o que pode ser considerado um indicador de agregação entre eles, provavelmente como um resultado de um padrão de seleção dos mesmos habitats. A disponibilidade de presas, teve o efeito mais consistente na comunidade de predadores com influência positiva na estimativa de ocupação de onça-pintadas e onça-pardas. Em relação à detectabilidade, categorias de habitats foi o preditor mais importante, influenciando positiva e negativamente a probabilidade de detecção das espécies de carnívoros. Os padrões gerais de atividade encontrados no presente estudo se assemelham com os já relatados em outros lugares para a maioria das espécies de carnívoros, com atividade crepuscular ou noturna, com excessão da irara, coati e jaguarundi, os quais são majoritariamente diurnos no Pantanal. De acordo com a abordagem de co-ocorrência par-a-par, a maioria dos pares de espécies estudadas ocorreram mais vezes do que o esperado por chance (aleatoriamente), uma evidência de baixa evasão espacial.
Por fim, os resultados deste estudo permitem concluir que os carnívoros utilizam amplamente recursos similares, com compartilhamento do espaço e/ou do tempo entre poucas espécies, demonstrando assim, em geral, baixa segregação de nicho no Pantanal. Adicionalmente, diferentes ritmos circadianos contribuíram mais que a partilha espacial para a segregação de nicho dentre os carnívoros. Concluindo, a habilidade das espécies de carnívoros em modificar seus padrões de atividade para evitar predadores ou competidores, ou para ajustarem-se à disponibilidade de suas presas principais, é provavelmente a principal característica que facilita a coexistência delas no Pantanal.
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| Application of knowledge on ungulate species-habitat and landscape relationships to establish a conservation strategy in the Pantanal |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
06/10/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Guilherme de Miranda Mourão
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Erich Arnold Fischer
- Helena De Godoy Bergallo
- Liliani Marilia Tiepolo
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| Resumo |
A busca por estratégias de desenvolvimento sustentável é uma agenda cada vez mais importante no mundo atualmente, e não é uma receita geral que possa ser aplicada em todos os lugares, já que existem aspectos ecológicos, políticos, culturais, históricos e ecnomicos que variam de uma região a outra. A conservação da biodiversidade e de processos ecológicos são um dos tres pilares do conceito de sustentabilidade, sendo os outros dois a contraparte ecnomica e a social. A composição da paisagem, tanto natural quanto a modificada pelas atividades econmicas humanas, é um dos fatores chave influenciando a riqueza de espécies em escala regional, e assim a perspectiva de paisagem é atualmente vista como essencial para o manejo de recursos. Enquanto métricas de paisagem têm sido muito utilizadas em pesquisa, elas têm sido pouco aplicaas na prática para propósitos de planejamento para a conservação, especialmente sob o conceito de paisagens multifuncionais, que é bastante relacionado com paisagens sustentáveis. Este estudo busca aplicar modelos de ocupação por espécie e estudos da relação entre abundância e variáveis de paisagem como uma base para desenvolver uma estratégia alternativa de conservação de paisagem e habitats para propriedades privadas no Pantanal. O Pantanal é considerada uma das maiores áreas úmidas do mundo, com mais de 180.000 km2 no centro da América do Sul, abrangendo Brazil, Bolívia e Paraguai, e enfrenta diversas ameaças que colocam em risco sua rica biodiversidade. Entre as ameaças está a substituição da vegetação nativa por pastagens cultivadas, que tem aumentado nas últimas décadas, simplificando uma paisagem naturalmente complexa e em mosaic constituída de áreas úmidas, florestas e campos. Além disso, processos crônicos de degradação dos habitats podem estar ocorrendo, afetando a qualidade dos habitats para diversas espécies. |
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| Identificação de lacunas na conservação de morcegos no estado de Mato Grosso do Sul por meio de modelos de distribuição potencial de espécies |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
22/09/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Antonio Conceicao Paranhos Filho
- Ludmilla Moura de Souza Aguiar
- Reinaldo Francisco Ferreira Lourival
- Roberto Macedo Gamarra
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| Resumo |
A análise de lacunas é uma ferramenta utilizada para dar base científica à tomada de decisões para a criação de áreas protegidas ou para validar áreas pré-existentes. Igualmente possibilita a identificação de regiões geográficas com alta concentração de espécies, mas que não estão inclusas nas áreas protegidas. Desse modo tem-se usado a modelagem preditiva de distribuição para reconhecer áreas com maior probabilidade de ocorrência de espécies. A rede de reservas brasileiras abrange, dentre outros domínios, dois “hotspots” de conservação: Cerrado e Mata Atlântica. Mato Grosso do Sul é um estado brasileiro que apresenta grande heterogeneidade ambiental, nele ocorrem os dois biomas considerados “hotspots” nacionais e a maior parte do Pantanal, que recebe os títulos de Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural Mundial. Para proteger toda essa riqueza de ambientes e espécies, o estado de Mato Grosso do Sul conta com 133 áreas protegidas, mas apenas 1,29% são de Proteção Integral. Estudos recentes indicam a necessidade de criação de novas áreas protegidas na região, para garantir a conservação das populações vegetais, visto que as atuais são insuficientes e reforçam a teoria de terras sem valor. Neste estudo foi modelada a distribuição potencial de 54 espécies de morcegos que ocorrem em Mato Grosso do Sul, e apresentam acima de 15 registros diferentes de ocorrência. Todas as espécies modeladas estão representadas dentro da rede de unidades de conservação estaduais, porém, em uma porcentagem muito baixa de suas áreas potenciais de ocorrência. Segundo a informação sobre a distribuição potencial das espécies modeladas, a área de maior adequabilidade ambiental para os morcegos foi no Pantanal do Paraguai, Paiaguás, Nhecolândia e na Serra da Bodoquena. O mapa também apresenta probabilidade média de riqueza potencial em áreas de lacunas de inventários de quirópteros no norte do Pantanal e uma faixa de sudeste a nordeste do estado. O direcionamento de estudos e inventários faunísticos nessas áreas poderá reduzir as lacunas no conhecimento não apenas de espécies de morcegos, mas também para outros grupos taxonômicos além de auxiliar a identificação de áreas prioritárias para a conservação como AICOMs e SICOMs. |
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| Identificação de lacunas na conservação de morcegos no estado de Mato Grosso do Sul por meio de modelos de distribuição potencial de espécies |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
22/09/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
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| Resumo |
A análise de lacunas é uma ferramenta utilizada para dar base científica à tomada de decisões para a criação de áreas protegidas ou para validar áreas pré-existentes. Igualmente possibilita a identificação de regiões geográficas com alta concentração de espécies, mas que não estão inclusas nas áreas protegidas. Desse modo tem-se usado a modelagem preditiva de distribuição para reconhecer áreas com maior probabilidade de ocorrência de espécies. A rede de reservas brasileiras abrange, dentre outros domínios, dois “hotspots” de conservação: Cerrado e Mata Atlântica. Mato Grosso do Sul é um estado brasileiro que apresenta grande heterogeneidade ambiental, nele ocorrem os dois biomas considerados “hotspots” nacionais e a maior parte do Pantanal, que recebe os títulos de Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural Mundial. Para proteger toda essa riqueza de ambientes e espécies, o estado de Mato Grosso do Sul conta com 133 áreas protegidas, mas apenas 1,29% são de Proteção Integral. Estudos recentes indicam a necessidade de criação de novas áreas protegidas na região, para garantir a conservação das populações vegetais, visto que as atuais são insuficientes e reforçam a teoria de terras sem valor. Neste estudo foi modelada a distribuição potencial de 54 espécies de morcegos que ocorrem em Mato Grosso do Sul, e apresentam acima de 15 registros diferentes de ocorrência. Todas as espécies modeladas estão representadas dentro da rede de unidades de conservação estaduais, porém, em uma porcentagem muito baixa de suas áreas potenciais de ocorrência. Segundo a informação sobre a distribuição potencial das espécies modeladas, a área de maior adequabilidade ambiental para os morcegos foi no Pantanal do Paraguai, Paiaguás, Nhecolândia e na Serra da Bodoquena. O mapa também apresenta probabilidade média de riqueza potencial em áreas de lacunas de inventários de quirópteros no norte do Pantanal e uma faixa de sudeste a nordeste do estado. O direcionamento de estudos e inventários faunísticos nessas áreas poderá reduzir as lacunas no conhecimento não apenas de espécies de morcegos, mas também para outros grupos taxonômicos além de auxiliar a identificação de áreas prioritárias para a conservação como AICOMs e SICOMs. |
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| Identificação de lacunas na conservação de morcegos no estado de Mato Grosso do Sul por meio de modelos de distribuição potencial de espécies |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
22/09/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Antonio Conceicao Paranhos Filho
- Ludmilla Moura de Souza Aguiar
- Reinaldo Francisco Ferreira Lourival
- Roberto Macedo Gamarra
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| Resumo |
A análise de lacunas é uma ferramenta utilizada para dar base científica à tomada de decisões para a criação de áreas protegidas ou para validar áreas pré-existentes. Igualmente possibilita a identificação de regiões geográficas com alta concentração de espécies, mas que não estão inclusas nas áreas protegidas. Desse modo tem-se usado a modelagem preditiva de distribuição para reconhecer áreas com maior probabilidade de ocorrência de espécies. A rede de reservas brasileiras abrange, dentre outros domínios, dois “hotspots” de conservação: Cerrado e Mata Atlântica. Mato Grosso do Sul é um estado brasileiro que apresenta grande heterogeneidade ambiental, nele ocorrem os dois biomas considerados “hotspots” nacionais e a maior parte do Pantanal, que recebe os títulos de Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural Mundial. Para proteger toda essa riqueza de ambientes e espécies, o estado de Mato Grosso do Sul conta com 133 áreas protegidas, mas apenas 1,29% são de Proteção Integral. Estudos recentes indicam a necessidade de criação de novas áreas protegidas na região, para garantir a conservação das populações vegetais, visto que as atuais são insuficientes e reforçam a teoria de terras sem valor. Neste estudo foi modelada a distribuição potencial de 54 espécies de morcegos que ocorrem em Mato Grosso do Sul, e apresentam acima de 15 registros diferentes de ocorrência. Todas as espécies modeladas estão representadas dentro da rede de unidades de conservação estaduais, porém, em uma porcentagem muito baixa de suas áreas potenciais de ocorrência. Segundo a informação sobre a distribuição potencial das espécies modeladas, a área de maior adequabilidade ambiental para os morcegos foi no Pantanal do Paraguai, Paiaguás, Nhecolândia e na Serra da Bodoquena. O mapa também apresenta probabilidade média de riqueza potencial em áreas de lacunas de inventários de quirópteros no norte do Pantanal e uma faixa de sudeste a nordeste do estado. O direcionamento de estudos e inventários faunísticos nessas áreas poderá reduzir as lacunas no conhecimento não apenas de espécies de morcegos, mas também para outros grupos taxonômicos além de auxiliar a identificação de áreas prioritárias para a conservação como AICOMs e SICOMs. |
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| Effect of trophic downgrading in tropical karstic streams |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
14/09/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Francisco Valente Neto
- Jose Manuel Ochoa Quintero
- Rafael Dettogni Guariento
- Timothy Peter Moulton
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| Resumo |
A perda da biodiversidade resultante da influência antrópica, afeta frequentemente os consumidores de topo das cadeias tróficas. A extinção dos grandes consumidores ou a desclassificação trófica (trophic downgrading) pode resultar em efeitos pervasivos nos níveis tróficos inferiores e na estrutura física dos ecossistemas terrestres e aquáticos. Nesta tese de doutorado, investiguei os efeitos da perda dos macroconsumidores (ex: peixes e camarões) na comunidade bentônica e nos processos ecossistêmicos em diferentes córregos cársticos tropicas da região Centro-Oeste do Brasil. No primeiro capítulo, avaliei como a cascata trófica produzida pelos macroconsumidores interage com a perda da vegetação ripária alongo de um gradiente de vegetação. No capítulo subsequente, investiguei como essa perda de vegetação afeta a interação dos consumidores nos grupos funcionais dos invertebrados bentônicos. No último capítulo, avaliei o efeito dos consumidores nos processos ecossistêmicos (acúmulo de sedimentos (massa seca e massa seca livre de cinza), deposição de cálcio, abundância dos invertebrados e na produção de biofilme) em um córrego cárstico. Para testar essas predições, eu utilizei uma técnica de exclusão elétrica que tem sido amplamente empregada por ecologistas de córregos para estudar o efeito da presença ou ausência de consumidores de topo nos diferentes níveis tróficos, essa técnica permitiu a colonização de algas e a deposição de sedimentos. Em resumo, encontrei que a exclusão experimental dos macroconsumidores afetou a produção primária (clorofila-a), mas não afetou a abundância dos invertebrados ao longo da perda de vegetação ripária. Nessa tese de doutorado também concluo que a presença dos macroconsumidores aumentou o acúmulo de carbonato de cálcio através do tempo. Entretanto, a perda de espécie pode não somente ter efeito na interação trófica associada com a comunidade bentônica, mas com a formação cárstica como um todo. |
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| A comunidade de aves e suas interações mutualísticas com plantas em fragmentos florestais na Serra da Bodoquena |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
05/09/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Erich Arnold Fischer
- Franco Leandro de Souza
- Marco Aurelio Pizo Ferreira
- Rudi Ricardo Laps
- Sáuria Lúcia Rocha de Castro
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| Resumo |
A Serra da Bodoquena tem sofrido intensamente com a perda e fragmentação de
habitats, ocasionando inúmeros prejuízos à diversidade biológica. Neste sentido,
estudos vêm sendo realizados para conhecer e avaliar os danos causados às
comunidades animais e vegetais. Em tais avaliações algumas ferramentas têm se
destacado para entender como as espécies respondem às alterações do ambiente e
propor medidas de conservação. A avifauna é considerada boa indicadora biológica, e
por este motivo o uso das aves bem como suas interações têm ajudado a entender as
consequências das alterações ambientais. Assim, a proposta deste estudo foi avaliar
como a comunidade de aves e suas interações mutualísticas com as plantas, respondem
ante a um gradiente de paisagem, medidos pela cobertura florestal, área do fragmento
maior, distância até o Parque Nacional da Serra da Bodoquena (PNSB) e um gradiente
de estrutura de vegetação medido por cobertura de dossel, altura de dossel e
porcentagem de subosque. Para isto foram selecionadas 20 paisagens na região da Serra
da Bodoquena e definidos 40 transetos (dois em cada paisagem) que foram percorridos
trimestralmente entre janeiro 2015 e dezembro de 2016, totalizando 640 horas de
amostragem de aves e interações com plantas. Para obter as métricas da paisagem
(cobertura florestal, fragmento maior e distância da fonte) foi estabelecido um ponto
central entre os dois transetos de cada paisagem, e a partir deste ponto foi estabelecido
um “buffer” com raio de 3000 m para medidas da paisagem (aproximadamente 2830
ha). Para obter os dados de estrutura da vegetação, foram estabelecidos cinco pontos por
transecto onde foram tomados os dados de cobertura de dossel, altura de dossel e
porcentagem de subosque. As espécies de aves foram identificadas e classificadas de
acordo com sensibilidade às alterações ambientais, dependência de florestas, categoria
alimentar, tamanho corporal (g) e estrato preferencialmente ocupado. Os registros das
interações entre as aves e plantas foram feitos ao longo de cada transeto. Toda ave
observada se alimentando de alguma planta foi registrada, bem como a espécie de
planta, que foi coletada para identificação em herbário. Para avaliar a resposta da
riqueza, abundância e diversidade de aves, bem como a resposta das espécies
classificadas quanto à dependência de florestas e sensibilidade a alterações ambientais,
ante o gradiente de paisagem, foram criados modelos utilizando o Critério de
Informação de Akaike (AIC) e feita Análise de Redundância (RDA). Para as análises de
interações, as medidas de aninhamento (NODF2), aninhamento ponderado (WNDF),
modularidade (M), modularidade ponderada (Q), especialização (H2) e conectância
foram obtidas em cada paisagem e foram realizados testes de permutação
(PERMANOVA) para identificar diferenças entres as paisagens e em seguida foram
criados modelos entre as variáveis das redes de interações e as métricas da paisagem, e
selecionados modelos por Critério de Informação de Akaike. Para as análises entre as
variáveis da estrutura da vegetação e riqueza, abundância e diversidade foram criados
modelos e utilizado o Critério de Informação de Akaike para seleção de modelos. Para a
categoria alimentar, tamanho corporal, estrato preferencial e os grupos funcionais
(categoria alimentar + tamanho corporal e categoria alimentar + estrato preferencial) em
relação à estrutura da vegetação foram feitas Análise de Redundância (RDA) e Modelo
Linear Generalizado (GLZ). E baseado nos níveis de sensibilidade de aves à
fragmentação florestal 30 espécies identificadas nas paisagens foram utilizadas para a
avaliação de um índice de integridade biótica (IIB). Ao todo foram registradas 300
espécies de aves pertencentes a 59 famílias e 25 ordens. As respostas das assembléias de
aves ao aumento da cobertura florestal e da distância da fonte variaram conforme a
dependência das espécies ao ambiente florestal. As espécies foram separadas em classes
de sensibilidade e dependência de florestas, as espécies dependentes, semidependentes e
com média sensibilidade aumentaram em riqueza e abundância com o aumento da
cobertura florestal, e a riqueza e abundância foram negativamente relacionadas à
distância à fonte. As interações envolveram 73 espécies de plantas e 79 espécies de
aves. A riqueza de plantas diminuiu à medida que se afastou da fonte. A distância da
fonte também influenciou na riqueza de aves e de interações. O aninhamento e a
conectância das redes de interações diminuíram à medida que se aumentou a cobertura
florestal e a distância à fonte, e a modularidade e especialização aumentaram. A
cobertura de dossel foi a variável mais importante para explicar a riqueza, abundância e
diversidade de aves, e a densidade do subosque influenciou a ocorrência de grupos
funcionais, categoria alimentar, tamanho corporal, estrato preferencial. Ocorreu
substituição de espécies considerando o gradiente de paisagem, e o IIB foi
positivamente relacionado com a cobertura florestal (r2
= 0,64; p < 0,0001) e com a área de fragmento maior (r2
= 0,72; p < 0,0001), e negativamente com a distância do PNSB(r2
= 0,56; p < 0,000). Os resultados evidenciaram que análises considerando a
comunidade como um todo pode mascarar os reais efeitos da perda e fragmentação de
habitat sobre as aves. As métricas das redes podem ser usadas como indicadoras da
qualidade do ambiente na área estudada, pois responderam ao gradiente de cobertura
florestal e distância da fonte. A composição e estrutura da comunidade de aves da Serra
da Bodoquena estão relacionadas ao gradiente de estrutura da vegetação, e o uso de
grupos funcionais para monitoramento ambiental pode ser eficaz e refletir no grau de
conservação da área. O IIB pode ser ferramenta útil para avaliação da qualidade do
ambiente na região da Serra da Bodoquena. |
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| Ecologia espacial e sociobiologia de quatis (Carnivora: Nasua nasua) em uma área do Pantanal da Nhecolândia |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
01/09/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Beatriz de Mello Beisiegel
- Grasiela Edith de Oliveira Porfirio Petry
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
- Rita de Cássia Bianchi
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| Resumo |
O quati (Nasua nasua) é um carnívoro de médio porte de hábito diurno e crepuscular, que ocorre ao longo da América do Sul. Os quatis são generalistas, se alimentando, principalmente, de frutos e insetos. Devido aos hábitos alimentares e a elevada abundância que esses animais apresentam nos locais onde ocupam é esperado que os quatis desenvolvam um importante papel nas dinâmicas ecológicas florestais. No entanto, pouco se sabe sobre esses animais. Este estudo teve como objetivo descrever a biologia social, área de uso, sobreposição espacial, seleção de habitat e áreas de uso intensivo e recursividade dos quatis. Para melhor compreendermos a ecologia desses animais, também investigamos a viabilidade de localizar os ninhos após as coletas de dados via GPS-telemetria. O estudo foi realizado em uma Fazenda do Pantanal da Nhecolândia, Mato Grosso do sul, entre novembro de 2015 e agosto de 2016. Para capturar os quatis, utilizamos armadilhas do tipo grade e três tipos diferentes de isca. Dez quatis foram equipados com colar-GPS, dos quais oito forneceram dados de movimentação. Durante as capturas, notamos diversas cicatrizes e lacerações nos animais, a maior parte em machos e apenas uma observação em uma fêmea. Durante as atividades de monitoramento, presenciamos uma ocasião em que um quati macho acompanhava um grupo social fora do período reprodutivo, o que não é usual para a espécie. A maior parte das interações entre machos e fêmeas ocorreu durante o período reprodutivo, que neste estudo aconteceu entre os meses de agosto e dezembro. Durante o estudo, registramos a morte de apenas um indivíduo. As investigações dos prováveis ninhos pós-análise de dados foram promissoras e encontramos os locais de dormida entre 62 a 90% das ocasiões. Alguns locais de dormida não resultaram em ninhos, mas foram associados com o uso de palmeiras como local de descanso noturno. Os locais de dormida foram reutilizados em diferentes dias de monitoramento e compartilhados com outros indivíduos da espécie. Os dados de movimentação dos quatis monitorados nos forneceram um total de 29767 localizações (3720 ± 2804), obtidas, em média, durante 36,7 dias (12-59; ± 15,70) de monitoramento por animal. Os quatis apresentaram uma área de uso entre 0,40 a 7,44 km², estimadas pelo método Kernel Fixo 95%. As áreas de uso também foram calculadas pelo método “biased random bridge kernel method/movement based kernel estimation” (BRB). Os valores encontrados a partir dessa abordagem variaram entre 0,41 a 2,40 km² e não diferiram significativamente do primeiro método. De forma geral, os quatis apresentaram diversas áreas de uso intensivo e de recursividade, onde permaneceram um maior tempo médio e para onde retornaram mais vezes. As localizações dos ninhos desses animais coincidiram com essas áreas, o que pode indicar diferentes estratégias de uso do espaço. De forma geral, os quatis selecionaram as florestas em diferentes contextos da ecologia espacial: durante a alocação da área de uso na paisagem, para a localização dos ninhos e durante suas atividades diárias. |
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| Ecologia espacial e biologia social de quatis (Carnivora: Nasua nasua) em uma área do Pantanal da Nhecolândia |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Artigo Científico |
| Data |
01/09/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Guilherme de Miranda Mourão
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Beatriz de Mello Beisiegel
- Grasiela Edith de Oliveira Porfirio Petry
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
- Rita de Cássia Bianchi
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| Resumo |
O quati (Nasua nasua) é um carnívoro de médio porte de hábito diurno e crepuscular, que ocorre ao longo da América do Sul. Os quatis são generalistas, se alimentando, principalmente, de frutos e insetos. Devido aos hábitos alimentares e a elevada abundância que esses animais apresentam nos locais onde ocupam é esperado que os quatis desenvolvam um importante papel nas dinâmicas ecológicas florestais. No entanto, pouco se sabe sobre esses animais. Este estudo teve como objetivo descrever a biologia social, área de uso, sobreposição espacial, seleção de habitat e áreas de uso intensivo e recursividade dos quatis. Para melhor compreendermos a ecologia desses animais, também investigamos a viabilidade de localizar os ninhos após as coletas de dados via GPS-telemetria. O estudo foi realizado em uma Fazenda do Pantanal da Nhecolândia, Mato Grosso do sul, entre novembro de 2015 e agosto de 2016. Para capturar os quatis, utilizamos armadilhas do tipo grade e três tipos diferentes de isca. Dez quatis foram equipados com colar-GPS, dos quais oito forneceram dados de movimentação. Durante as capturas, notamos diversas cicatrizes e lacerações nos animais, a maior parte em machos e apenas uma observação em uma fêmea. Durante as atividades de monitoramento, presenciamos uma ocasião em que um quati macho acompanhava um grupo social fora do período reprodutivo, o que não é usual para a espécie. A maior parte das interações entre machos e fêmeas ocorreu durante o período reprodutivo, que neste estudo aconteceu entre os meses de agosto e dezembro. Durante o estudo, registramos a morte de apenas um indivíduo. As investigações dos prováveis ninhos pós-análise de dados foram promissoras e encontramos os locais de dormida entre 62 a 90% das ocasiões. Alguns locais de dormida não resultaram em ninhos, mas foram associados com o uso de palmeiras como local de descanso noturno. Os locais de dormida foram reutilizados em diferentes dias de monitoramento e compartilhados com outros indivíduos da espécie. Os dados de movimentação dos quatis monitorados nos forneceram um total de 29767 localizações (3720 ± 2804), obtidas, em média, durante 36,7 dias (12-59; ± 15,70) de monitoramento por animal. Os quatis apresentaram uma área de uso entre 0,40 a 7,44 km², estimadas pelo método Kernel Fixo 95%. As áreas de uso também foram calculadas pelo método “biased random bridge kernel method/movement based kernel estimation” (BRB). Os valores encontrados a partir dessa abordagem variaram entre 0,41 a 2,40 km² e não diferiram significativamente do primeiro método. De forma geral, os quatis apresentaram diversas áreas de uso intensivo e de recursividade, onde permaneceram um maior tempo médio e para onde retornaram mais vezes. As localizações dos ninhos desses animais coincidiram com essas áreas, o que pode indicar diferentes estratégias de uso do espaço. De forma geral, os quatis selecionaram as florestas em diferentes contextos da ecologia espacial: durante a alocação da área de uso na paisagem, para a localização dos ninhos e durante suas atividades diárias. |
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| Integrated analysis of the ecological and socioeconomic dimensions of the Cerrado hotspot landscape: political implications for conservation and restoration |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
28/08/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Jose Manuel Ochoa Quintero
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alexandra Penedo de Pinho
- Antonio Conceicao Paranhos Filho
- Danilo Bandini Ribeiro
- Jose Manuel Ochoa Quintero
- Paulino Barroso Medina Júnior
- Roberto Macedo Gamarra
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| Resumo |
A humanidade não pode mais continuar convertendo habitats nativos sem considerar os limiares e finitude dos recursos naturais, por outro lado também não é estratégico que estudos e planejamentos ambientais estabelecerem metas de conservação/restauração a revelia dos aspectos e tendências socioeconômicos globais. A modelagem utilizada aqui testa se diferentes unidades de análises e diferentes escalas espaciais poderiam influenciar na compreensão dos limiares ecológicos acerca da manutenção ou recuperação da biodiversidade. Além disso, engloba as dimensões ecológicas e socioeconômicas nas análises. No capítulo 1 apresento um framework comparando cenários com diferentes metas de conservação/restauração ecológica de modo a obter maior ganho de área e qualidade delas com menores custos. Paralelamente, os conflitos com donos de terra são minimizados por meio do balanceamento entre valores de resiliência ecológica e de rentabilidade agropecuária na escala das paisagens, para as quais classifiquei os níveis de prioridade para restauração. No capítulo 2, aproveitando a recente disponibilidade do acervo agrário brasileiro, analisei os ativos e passivos de cobertura nativa no interior das propriedades rurais e descobri que 67% das fazendas apresentam algum déficit de vegetação nativa na porção do bioma Cerrado no Estado de Mato Grosso do Sul. Além disso, constatei haver uma concentração fundiária na área estudada, já que 74,2% do território é ocupado por grandes propriedades, e que por isso detém as maiores áreas de remanescentes de vegetação. Dentre os usos identificados, a pastagem é a atividade que ocupa mais de 50% da área total por classes de tamanho analisadas. Em segundo, está a produção de grãos de soja e milho para exportação, seguida por cana-de-açúcar e eucalipto. No terceiro capítulo apresento sugestões para programas de restauração que considerem as diferentes classes de tamanho das fazendas aliadas ao nível de rentabilidade das propriedades a fim de reduzir custo global de restauração, mas também maximizar taxa de sucesso de programas de restauração ecológica. Assim, por meio da integração das análises dos dois primeiros capítulos, foi possível incorporar o custo de oportunidade das áreas excedentes no índice de rentabilidade em nível de propriedade, estratégia que pode conferir um benefício extra aos donos de terras que mantiveram a cobertura de vegetação nativa, além de trazer nosso modelo mais perto da realidade de campo. |
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| Community structure and functional composition of small mammals in a transitional region between Atlantic forest-Cerrado |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
23/08/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Wellington Hannibal Lopes
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| Banca |
- Emerson Monteiro Vieira
- Jayme Augusto Prevedello
- Marcus Vinicius Cianciaruso
- Mauricio de Almeida Gomes
- Nilton Carlos Caceres
- Vanda Lucia Ferreira
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| Resumo |
A perda de habitat tem grandes efeitos negativos sobre a biodiversidade, sendo um mecanismo
típico de extinção. A riqueza de espécies é, de longe, a medida mais comum de biodiversidade
utilizada por cientistas, conservacionistas e formuladores de políticas públicas, mas a perda de
diversidade funcional pode ser mais grave ainda, porque a intensificação do uso da terra pode
reduzir a diversidade funcional das comunidades de animais além das mudanças na riqueza de
espécies sozinhas, potencialmente comprometendo a provisão de serviços ecossistêmicos. No
entanto, até o melhor de nosso conhecimento, não há estudos com pequenos mamíferos que
exploraram a abordagem da paisagem em várias escalas ou a variação da composição dos
atributos funcionais ao longo de uma paisagem alterada por humanos. Portanto, a compreensão
dos efeitos do processo espacial e ambiental, como a estrutura da vegetação, os recursos
alimentares, os fragmentos de habitat e a estrutura da paisagem na composição taxonômica e
funcional, pode ser um conhecimento fundamental para a conservação da comunidade em
paisagens fragmentadas. Meu principal objetivo nesta tese é investigar o papel da disponibilidade
e qualidade do habitat na estrutura da comunidade e na composição funcional de pequenos
mamíferos em uma região de transição entre uma região de Floresta tropical e Cerrado. Eu
avaliei a resposta de marsupiais e roedores para efeito de espaço e variáveis ambientais tomadas
na escala: micro, patch e paisagem. Eu também testei a relação de traços ecológicos de pequenos
mamíferos com gradiente de complexidade de habitat. Em geral, meus resultados mostraram que
a composição de pequenos mamíferos foi estruturada em escala espacial e em todas as escalas
ambientais: estrutura de vegetação (troncos caídos, lianas e cobertura do dossel), mancha de
habitat (índice de densidade normalizada) e composição da paisagem (área total do núcleo - Uma
métrica de cobertura florestal). Nossos achados mostraram a limitada capacidade de dispersão de pequenos mamíferos. A importância da qualidade do habitat na escala de micro e de mancha e
disponibilidade de habitat em escala de paisagem para a composição de pequenos mamíferos.
Nossos resultados também indicaram que o gradiente de complexidade do habitat afeta a
composição taxonômica da comunidade e a composição dos atributos funcionais de pequenos
mamíferos em florestas secundárias, sendo que a pressão seletiva parece estar relacionada
principalmente a uma combinação de tolerância a habitat perturbado e características de
necessidades alimentares. Este estudo pioneiro destaca a importância da abordagem multi-escala
e da composição funcional para a compreensão da pequena estrutura da comunidade de
mamíferos em uma paisagem humana alterada. |
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| Título do trabalho: Spatial and temporal ecology of two armadillo species in midwestern Brazil |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
22/08/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
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| Resumo |
Problemas ecológicos contemporâneos críticos (e.g. prever como animais podem responder a alteração do hábitat ou alterações climáticas), exigem o conhecimento factual sobre a biologia e ecologia de espécies. Características biológicas e funções ecológicas de espécies que utilizam tocas e são dificilmente visualizadas podem ser inferidas através do estudo de sua ecologia espacial. Além disso, mesmo que o comportamento de tatus seja pouco estudado, esses homeotermos imperfeitos podem fornecer modelos valiosos para entender como a fisiologia afeta o comportamento de mamíferos em resposta a mudanças ambientais.
Aqui procuro caracterizar a biologia de duas espécies de tatus pouco conhecidas, entender aspectos de sua ecologia e como elas respondem às mudanças ambientais. Armadilhas fotográficas, VHF e GPS telemetria foram usadas para monitorar duas espécies de tatus (tatu peba, Euphractus sexcinctus, n = 17; e tatu bola, Tolypeutes matacus, n = 26), em três áreas do Pantanal, Brasil. Na primeira seção desta tese, utilizei observações diretas e filmagens de armadilhas fotográficas colocadas em frente a abrigos e tocas de T. matacus para descrever o uso dos mesmos e comparei aos hábitos adotados por T. tricinctus no nordeste do Brasil. Dediquei a segunda seção a explorar a ecologia espacial e temporal e a biologia social do pouco conhecido T. matacus. Junto a colaboradores, caracterizei o padrão de atividade usando um modelo não paramétrico de uma função circular condicional de Kernel. Caracterizei a seleção de habitat, com relação características da vegetação e distância a caminhos de terra, usando funções de seleção de passos (Step Selection Functions). A área de vida foi estimada através de modelos probabilísticos não paramétricos de Kernel e mínimos polígonos convexos. A interação estática entre pares de indivíduos foi caracterizada usando o índice de sobreposição de distribuição de uso (Utilization Distribution Overlap Index) e a relação entre o movimento desses pares foi explorada usando uma análise de Proximidade. Na terceira seção, eu e colaboradores avaliamos como variações em padrões de atividade e seleção de habitat por T. matacus e E. sexcinctus estão correlacionadas com a temperatura do ar. Para avaliar a variação dos horários de atividade e sua duração de acordo com mudanças na temperatura do ar foram usados modelos lineares de efeitos mistos. Para avaliar os efeitos do tipo de cobertura, ciclo circadiano e temperatura do ar na seleção de recursos por tatus foram usadas funções de seleção de passos (Step Selection Functions). Tolypeutes sp. utilizam quatro tipos de abrigo, que são usados e reutilizados com frequências diferentes por indivíduos de sexos e classes etárias diferentes. Observações diretas e indiretas mostraram que Tolypeutes cava suas próprias tocas, ao contrário do que se acreditava até o momento. Tolypeutes matacus ficam ativos em média por 5.5±2.8 horas por dia, com atividade concentrada na primeira
metade da noite. No entanto, nossos modelos demonstram que, à medida que a temperatura do ar
diminui, seus períodos de atividade se tornam mais curtos e tem pico mais cedo. De forma similar,
nossos modelos sugerem que a atividade de E. sexcinctus durante o período diurno diminui à
medida que a temperatura do ar aumenta. A força de seleção relativa de quase todos os tipos de
vegetação por T. matacus, está relacionada a distância aos caminhos de terra. Tolypeutes matacus
seleciona principalmente florestas independente do status de atividade. No entanto, a seleção de
habitat por T. matacus pode variar de acordo com a temperatura. Euphractus sexcinctus tende a
selecionar áreas de vegetação aberta durante a atividade e áreas florestadas durante o descanso.
Além disso, ambas as espécies estudadas devem selecionar áreas florestais quando enfrentando
temperaturas do ar fora de suas zonas de termoneutralidade. O tamanho da área de vida de T.
matacus machos foi positivamente relacionado à massa corporal, enquanto a área de vida das
fêmeas não escalou com a massa. Machos adultos apresentaram áreas de vida maiores. Fêmeas de
T. matacus não compartilharam suas áreas de vida e áreas core com outras fêmeas, independente
da classe etária, enquanto áreas de vida e áreas core ocupadas por machos foram sobrepostas por
outros machos e fêmeas. Díades de T. matacus mantiveram distância média de 423 m e estiveram
em proximidade (< 50m) em apenas 1% das localizações simultâneas. A meu conhecimento, este
é o primeiro estudo de T. matacus em vida livre no Brasil e o mais abrangente estudo sobre sua
ecologia até o momento em qualquer lugar. O padrão de espaçamento e área de vida de T.
matacus aponta para um comportamento geralmente associal e um sistema reprodutivo
promíscuo. A reduzida profundidade das tocas sugere que o uso de tocas por Tolypeutes tem mais
chances de estar relacionado ao cuidado parental e estratégias de termorregulação do que a
mecanismos de defesa. Tolypeutes matacus pode ser caracterizado como uma espécie
predominantemente noturna que seleciona preferencialmente áreas próximas a caminhos de terra e
áreas florestadas, mas que também pode ocupar paisagens alteradas. No entanto, exemplos
específicos da natureza dinâmica dos padrões de atividade e seleção do habitat em função da
temperatura do ar ilustram como ambas as espécies estudadas podem alterar seu comportamento.
Tolypeutes matacus tem sido classificado como Deficiente de Dados no Brasil e como Quase
Ameaçada em nível internacional e espero que as informações geradas aqui possam contribuir
para a conservação desta espécie. Além disso, esses resultados ressaltam a importância da
heterogeneidade do habitat para a conservação em longo prazo de espécies animais que dependem
de estratégias comportamentais para atingir a termorregulação adequada. |
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| Spatial and temporal ecology of two armadillo species in midwestern |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
22/08/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Guilherme de Miranda Mourão
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Eliezer Gurarie
- Mariella Superina
- William James Loughry
- Yamil Edgardo Di Blanco
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| Resumo |
Problemas ecológicos contemporâneos críticos (e.g. prever como animais podem responder a alteração do hábitat ou alterações climáticas), exigem o conhecimento factual sobre a biologia e ecologia de espécies. Características biológicas e funções ecológicas de espécies que utilizam tocas e são dificilmente visualizadas podem ser inferidas através do estudo de sua ecologia espacial. Além disso, mesmo que o comportamento de tatus seja pouco estudado, esses homeotermos imperfeitos podem fornecer modelos valiosos para entender como a fisiologia afeta o comportamento de mamíferos em resposta a mudanças ambientais.
Aqui procuro caracterizar a biologia de duas espécies de tatus pouco conhecidas, entender aspectos de sua ecologia e como elas respondem às mudanças ambientais. Armadilhas fotográficas, VHF e GPS telemetria foram usadas para monitorar duas espécies de tatus (tatu peba, Euphractus sexcinctus, n = 17; e tatu bola, Tolypeutes matacus, n = 26), em três áreas do Pantanal, Brasil. Na primeira seção desta tese, utilizei observações diretas e filmagens de armadilhas fotográficas colocadas em frente a abrigos e tocas de T. matacus para descrever o uso dos mesmos e comparei aos hábitos adotados por T. tricinctus no nordeste do Brasil. Dediquei a segunda seção a explorar a ecologia espacial e temporal e a biologia social do pouco conhecido T. matacus. Junto a colaboradores, caracterizei o padrão de atividade usando um modelo não paramétrico de uma função circular condicional de Kernel. Caracterizei a seleção de habitat, com relação características da vegetação e distância a caminhos de terra, usando funções de seleção de passos (Step Selection Functions). A área de vida foi estimada através de modelos probabilísticos não paramétricos de Kernel e mínimos polígonos convexos. A interação estática entre pares de indivíduos foi caracterizada usando o índice de sobreposição de distribuição de uso (Utilization Distribution Overlap Index) e a relação entre o movimento desses pares foi explorada usando uma análise de Proximidade. Na terceira seção, eu e colaboradores avaliamos como variações em padrões de atividade e seleção de habitat por T. matacus e E. sexcinctus estão correlacionadas com a temperatura do ar. Para avaliar a variação dos horários de atividade e sua duração de acordo com mudanças na temperatura do ar foram usados modelos lineares de efeitos mistos. Para avaliar os efeitos do tipo de cobertura, ciclo circadiano e temperatura do ar na seleção de recursos por tatus foram usadas funções de seleção de passos (Step Selection Functions). Tolypeutes sp. utilizam quatro tipos de abrigo, que são usados e reutilizados com frequências diferentes por indivíduos de sexos e classes etárias diferentes. Observações diretas e indiretas mostraram que Tolypeutes cava suas próprias tocas, ao contrário do que se acreditava até o momento. Tolypeutes matacus ficam ativos em média por 5.5±2.8 horas por dia, com atividade concentrada na primeira
metade da noite. No entanto, nossos modelos demonstram que, à medida que a temperatura do ar
diminui, seus períodos de atividade se tornam mais curtos e tem pico mais cedo. De forma similar,
nossos modelos sugerem que a atividade de E. sexcinctus durante o período diurno diminui à
medida que a temperatura do ar aumenta. A força de seleção relativa de quase todos os tipos de
vegetação por T. matacus, está relacionada a distância aos caminhos de terra. Tolypeutes matacus
seleciona principalmente florestas independente do status de atividade. No entanto, a seleção de
habitat por T. matacus pode variar de acordo com a temperatura. Euphractus sexcinctus tende a
selecionar áreas de vegetação aberta durante a atividade e áreas florestadas durante o descanso.
Além disso, ambas as espécies estudadas devem selecionar áreas florestais quando enfrentando
temperaturas do ar fora de suas zonas de termoneutralidade. O tamanho da área de vida de T.
matacus machos foi positivamente relacionado à massa corporal, enquanto a área de vida das
fêmeas não escalou com a massa. Machos adultos apresentaram áreas de vida maiores. Fêmeas de
T. matacus não compartilharam suas áreas de vida e áreas core com outras fêmeas, independente
da classe etária, enquanto áreas de vida e áreas core ocupadas por machos foram sobrepostas por
outros machos e fêmeas. Díades de T. matacus mantiveram distância média de 423 m e estiveram
em proximidade (< 50m) em apenas 1% das localizações simultâneas. A meu conhecimento, este
é o primeiro estudo de T. matacus em vida livre no Brasil e o mais abrangente estudo sobre sua
ecologia até o momento em qualquer lugar. O padrão de espaçamento e área de vida de T.
matacus aponta para um comportamento geralmente associal e um sistema reprodutivo
promíscuo. A reduzida profundidade das tocas sugere que o uso de tocas por Tolypeutes tem mais
chances de estar relacionado ao cuidado parental e estratégias de termorregulação do que a
mecanismos de defesa. Tolypeutes matacus pode ser caracterizado como uma espécie
predominantemente noturna que seleciona preferencialmente áreas próximas a caminhos de terra e
áreas florestadas, mas que também pode ocupar paisagens alteradas. No entanto, exemplos
específicos da natureza dinâmica dos padrões de atividade e seleção do habitat em função da
temperatura do ar ilustram como ambas as espécies estudadas podem alterar seu comportamento.
Tolypeutes matacus tem sido classificado como Deficiente de Dados no Brasil e como Quase
Ameaçada em nível internacional e espero que as informações geradas aqui possam contribuir
para a conservação desta espécie. Além disso, esses resultados ressaltam a importância da
heterogeneidade do habitat para a conservação em longo prazo de espécies animais que dependem
de estratégias comportamentais para atingir a termorregulação adequada. |
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| Monodominance of Erythrina fusca Lour.: influence of environmental factors, chemical ecology and dendroecology |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
09/08/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Arnildo Pott
- Erich Arnold Fischer
- Maria Antonia Carniello
- Pia Parolin
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| Resumo |
Em algumas regiões tropicais, ocorrem áreas onde mais de metade do número de indivíduos pertencem a apenas uma espécie, conhecidas popularmente como formações monodominantes. Apesar de não existir um padrão de características ambientais que determinam a ocorrência de todas as espécies monodominantes, alguns fatores influenciam mais comumente, como características do solo, ocorrência de fogo e inundação entre outros. No Pantanal brasileiro é comum a ocorrência de áreas de monodominância. A espécie Erythrina fusca, por exemplo, é amplamente dispersa pelo mundo, sendo característica de áreas inundáveis, e na sub-região de Cáceres no Pantanal ocorre como monodominante. Essa espécie é um importante recurso para a fauna e possui uma forte relação com o ecossistema local. Assim, considerando a importância dessa espécie e a lacuna de conhecimento sobre como os fatores ambientais influenciam a ocorrência de espécies monodominantes, nosso trabalho objetivou investigar os fatores que podem influenciar a dominância de E. fusca na sub-região de Cáceres no Pantanal. Nossas hipóteses são que os eventos ambientais, bem como características intrínsecas de E. fusca facilitam a sua dominância em detrimento de outras espécies. Para investigar isso nós comparamos a estruturação de áreas de dominância de E. fusca com florestas mistas adjacentes analisando a relação do solo e inundação com a ocorrência da espécie. Investigamos as influências da inundação e do fogo sobre a germinação e metabolismo secundário nos estágios iniciais de desenvolvimento. Realizamos análises dendroecológicas para observar a influência de eventos climáticos sobre o crescimento e estabelecimento da espécie e investigamos a presença de potencial alelopático que poderia conferir vantagens na competição com outras espécies vegetais. Nós observamos que a monodominância de E. fusca parece ser favorecida pelos fatores ambientais, como os maiores níveis de inundação e baixa fertilidade do solo, detectamos que a inundação e o fogo conferem mudanças nos padrões de germinação e metabolismo secundário da espécie, observamos que o estabelecimento dos indivíduos é favorecido por níveis mais altos de inundação e que a presença de potencial alelopático, principalmente nas folhas, pode fornecer vantagens na competição com outras espécies. Assim, nós concluímos que a dominância da espécie Erythrina fusca na sub-região de Cáceres no Pantanal possui forte relação com os níveis de inundação, características do solo e intrínsecas, que influenciam sua ocorrência, estabelecimento, germinação e liberação de compostos alelopáticos e que mudanças nesses fatores podem ser prejudiciais à ocorrência dessa importante formação vegetal, uma vez que essa monodominância depende de condições particulares de solo e inundação para ocorrer. |
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| Remoção Secundária de Diásporos de Jatobá-do-cerrado Hymenaea stigonocarpa Mart. ex Hayne (Caesalpinioideae) |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
15/05/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Irídia Maria Leme Barbosa
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| Banca |
- Alan Fecchio
- Celine de Melo
- José Carlos Morante Filho
- Rogerio Rodrigues Faria
- Rudi Ricardo Laps
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| Resumo |
A predação e dispersão de sementes moldam a dinâmica populacional e a distribuição
das plantas. A dispersão é a remoção de propágulos para distâncias variadas cujo tipo
mais representativo nos trópicos é a zoocoria, por contribuir para a diversidade de
plantas nos ecossistemas. O Jatobá-do-cerrado (Hymenaea stigonocarpa) é uma espécie
arbórea proeminente e seus diásporos são primariamente dispersos pela gravidade e se
acumulam de forma variada sob a copa da árvore. O objetivo desse estudo foi avaliar a
distância de dispersão e o destino dos diferentes diásporos em relação ao tamanho do
diásporo (vagem grande e pequena) e quantidade de recursos presentes (semente com e
sem arilo). Além disso, foi avaliada a distância de dispersão entre período de seca e
chuva, bem como em área onde Jatobá-do-cerrado é comum ou rara. O estudo foi
realizado no Parque Natural Municipal do Pombo, município de Três Lagoas, MS, nos
meses de setembro e novembro de 2015, antes e após a queda dos frutos (dispersão
primária). O experimento consistiu em 24 unidades experimentais, 12 árvores adultas de
Jatobá-do-cerrado no cerrado sentido restrito denso e 12 pontos em campo sujo, em que
quatro tipos de diásporos foram posicionados e marcados para acessar o respectivo
destino. Após 30 dias da montagem do experimento para cada estação realizamos a
coleta dos dados sobre o destino dos diásporos. Em princípio, na estação seca, as vagens
tiveram maiores distâncias (≥ 15 metros) e 100% das vagens foram removidas do local
de origem na área de cerrado sentido restrito, enquanto na estação chuvosa, a maioria
dos diásporos permaneceu intacto. Na área de campo sujo, tanto a estação seca como
chuvosa, as sementes tiveram 78% de remoção, embora tenha ocorrido um aumento de
manipulação das vagens na estação chuvosa. A two-way NPMANOVA indicou o efeito
significativo dos habitats, tipos de diásporo e a interação dos fatores sobre o destino das
vagens e sementes. As vagens por representarem recursos rentáveis percorreram
maiores distâncias, processo que reduz os níveis de mortalidade densidade-dependente.
Depois de manipuladas a longas distâncias, e se abertas, e parte das sementes estocadas
ou não consumidas podem elevar consideravelmente as chances de germinação e
estabelecimento de novos indivíduos
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| Download |
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| The costs of parental care and skin-feeding in Leptodactylus podicipinus (Anura: Leptodactylidae) |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
10/05/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Cynthia Peralta De Almeida Prado
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Juan Fernando Cuestas Carrillo
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| Banca |
- Cinthia A. Brasileiro
- Denise C. Rossa-Feres
- María Laura Ponssa
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| Resumo |
O cuidado parental é muito diversificado entre as famílias de anuros. As espécies do gênero Leptodactylus exibem diferentes modos reprodutivos, incluindo cuidado parental. Este investimento adicional gera custos que os parentais devem enfrentar. Nós usamos Leptodactylus podicipinus, um membro do grupo de L. melanonotus, como modelo para investigar os custos do cuidado maternal e a interação mãe-prole no Pantanal sul. Fêmeas de L. podicipinus cuidam dos ovos e dos girinos até a metamorfose. Esta dissertação de mestrado é apresentada em dois capítulos. No capítulo 1, medimos os custos do cuidado maternal usando dados de captura-recaptura para comparar variáveis energéticas entre fêmeas cuidadoras e não-cuidadoras (i.e. massa do corpo, massa do corpo adiposo, dos ovários e do volume do conteúdo estomacal). No capítulo 2, estudamos a relação mãe-prole, examinando as características da pele, o trato digestório dos girinos e o comportamento para investigar a ocorrência de dermatotrofia em L. podicipinus. Características da pele foram comparadas entre fêmeas cuidadoras, não-cuidadoras e machos. Fêmeas cuidadoras perderam massa após uma semana, comparadas às fêmeas sem girinos. A massa dos ovários e o volume dos estômagos também foram menores em fêmeas cuidadoras e estômagos vazios ocorreram apenas nessas fêmeas com girinos. Porém, não houve diferença na massa dos corpos gordurosos. Nossos resultados indicam que os benefícios do cuidado parental em L. podicipinus podem impor alguns custos às fêmeas, pois a redução na tomada de alimento e na massa dos ovários podem reduzir o tamanho do corpo e a fecundidade futura. Fêmeas cuidando de girinos exibiram epiderme e estrato esponjoso mais espesso. Além disso, a concentração de lipídeos foi maior na epiderme de fêmeas cuidadoras e encontramos células epiteliais no trato digestório de girinos, sugerindo dermatotrofia em L. podicipinus, o primeiro registro deste tipo de cuidado em Anura. |
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| Dichogamous sexual system in Cissus spinosa (Vitaceae): floral biology, synchronicity, and visitors |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
17/03/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Andrea Cardoso de Araujo
- André Rodrigo Rech
- Erich Arnold Fischer
- Felipe Wanderley de Amorim
- Maria Rosangela Sigrist
- SPENCER CHARLES HILTON BARRETT
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| Resumo |
A separação de órgãos sexuais masculinos e femininos em angiospermas é essencial para o seu sucesso
reprodutivo, temporalmente ou espacialmente, pois reduz o autocruzamento e a auto-interferência, e
produz proles mais saudáveis. A dicogamia é uma dessas estratégias com várias subcategorias
relacionadas ao momento específico em que ocorre a maturação e apresentação de estames e pistilos,
tornando-a um fenômeno de diagnóstico complexo, que se acredita ter evoluído para evitar a
autopolinização. Em particular, a sincronização do surgimento de estruturas reprodutivas masculinas e
femininas, dentro das flores, em inflorescências, e em toda planta é um aspecto essencial para evitar a
autofecundação de espécies de plantas dicogâmicas. Além disso, para garantir o sucesso reprodutivo, as
espécies dicogâmicas necessitam de vetores de pólen, como insetos, que visitam as flores masculinas e
femininas para garantir o fluxo de pólen ea produção de sementes. Neste trabalho, investiguei o sistema
sexual e reprodutivo da espécie de liana Cissus spinosa (Vitaceae) no Pantanal brasileiro, que foi
preliminarmente observada como uma espécie com protandria aparentemente sincronizada,
posteriormente questionamos: qual é o sistema sexual de dicogâmico específico e o sistema de
acasalamento desta espécie e quais são os potenciais polinizadores e visitantes florais? Utilizando
espécimes da liana escandente Cissus spinosa no campo, fiz observações da biologia floral, coletas de
todos os estágios do desenvolvimento floral (isto é, fase reprodutiva), sistema de acasalamento e
visitação floral entre os anos de 2014-2016. Através da análise de dados sobre morfologia floral e
maturação de estames e pistilo ao longo do tempo, verifiquei que Cissus spinosa apresentou uma
dicogamia síncrona de vários ciclos, com flores protândricas que apresentavam um alto nível de
sincronização dentro e entre inflorescências de plantas individuais. Cissus spinosa é auto-compatível,
formando frutos em todos os tratamentos do teste do sistema de acasalamento. Os polinizadores
potenciais foram abelhas Apidae, tais como Apis mellifera e Trigona spinipes, juntamente com espécies
de Crabronidae e Vespidae. Outros visitantes incluíram besouros (Chrysomelidae), borboletas
(Nymphalidae), e moscas (Sacrophagidae & Syphridae). Em geral, o tipo de dicogamia aqui relatado
pode ser uma estratégia que ocorre para evitar a autofecundação nesta espécie autocompatível, uma vez
que as inflorescências são sincronicamente masculinas ou femininas e as plantas dentro da mesma área
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oferecem ambas as fases florais consistentemente ao longo do dia. Esta pesquisa representa o primeiro
relato para este tipo específico de dicogamia no grande gênero de Cissus e pode apontar tendências entre
este gênero ou família, especialmente aquelas em regiões tropicais. |
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| Efeito da perda de habitat associados a impactos hidrelétricos sobre uma comunidade de borboletas frugívoras no sudoeste da Floresta Amazônica brasileira |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
07/03/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Débora Leite Rodrigues do Carmo
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| Banca |
- André Victor Lucci Freitas
- Danilo Bandini Ribeiro
- Fabio de Oliveira Roque
- Gustavo Graciolli
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| Resumo |
Empreendimentos hidrelétricos estão sendo implementados em diversas regiões do
mundo e particularmente na Amazônia. As usinas hidrelétricas causam diversos impactos
ambientais, mas pouco se sabe sobre como essas atividades afetam a biodiversidade do
local onde são construídas. Se faz necessário identificar esses efeitos ambientais para
perspectivas de conservação, e pode-se utilizar sistemas cartográficos e bioindicadores
para avaliá-los. Assim sendo, o objetivo deste trabalho é identificar os impactos de
supressão vegetal causado por uma represa em uma área no sudoeste da Amazônia
brasileira e verificar como a comunidade de borboletas frugívoras da região respondeu as
consequentes mudanças na paisagem. A área de estudo possui uma vegetação
predominantemente ombrófila aberta e o clima da região é classificado como quente
úmido. Nas análises de supressão vegetal, foram utilizadas informações sobre a
construção da hidrelétrica e imagens de satélite para determinar a extensão dos impactos
sobre a floresta. Para avaliar as modificações na estrutura da comunidade de borboletas,
foi conduzido um monitoramento de 16 campanhas em quatro módulos na região de
análise e diversos parâmetros de diversidade da comunidade foram analisados. As seis
primeiras campanhas do monitoramento correspondem a época antes do impacto de
inundação de áreas ocasionado com finalização da represa, e as 10 ultimas são referentes
à depois do impacto. As análises da paisagem mostram que uma grande extensão de
floresta foi suprimida com alagamentos e desmatamentos em virtude das obras da usina,
alterando assim a paisagem na região. Desde o começo da usina houve uma perda de 4%
de cobertura florestal na paisagem e ocorreu mais de 900 km² de desmatamento.
Atualmente resta cerca de 77% de cobertura florestal dentro da paisagem. Durante o
monitoramento das borboletas, foram amostrados 2164 indivíduos pertencentes a 117
espécies e quatro subfamílias. A riqueza da comunidade total foi maior antes do impacto.
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Porém, depois do impacto o sub-bosque apresentou maior diversidade, e também neste
estrato duas tribos aumentaram em abundância e uma tribo aumentou em riqueza após a
perturbação. Isso pode ter ocorrido devido ao favorecimento de borboletas de áreas
abertas e impactadas nos níveis mais baixos da floresta. Além disso, as ordenações
indicaram uma homogeneização biótica dentro da comunidade, provavelmente devido ao
favorecimento dos mesmos tipos de organismos e a exclusão de outros após o impacto.
Não houve diminuição na diversidade geral da comunidade, mesmo assim as borboletas
frugívoras responderam às alterações na paisagem, se mostrando novamente eficientes
indicadoras ecológicas.
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