Doutorado em Ecologia e Conservação

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TRABALHO Ações
Spatiotemporal distribution of Phyllostomid bats in the Pantanal wetland: effects of resource availability and vegetation structure
Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
Tipo Tese
Data 10/06/2016
Área ECOLOGIA
Orientador(es)
  • Erich Arnold Fischer
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Maurício Silveira
    Banca
    • Christoph Friedrich Johannes Meyer
    • Josue Raizer
    • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
    • Maria João Veloso da Costa Ramos Pereira
    Resumo Eu testei a hipótese de que a intensidade de inundação influencia a ecologia de populações e
    comunidades de morcegos filostomídeos no Pantanal. A intensidade de inundação influencia a
    estrutura da vegetação, composição e a disponibilidade de frutos e recursos florais que
    influencia a dieta e o uso do hábitat dos filostomídeos. Os filostomídeos mais abundantes do
    Pantanal têm dietas muitos similares centradas nas mesmas espécies de frutos comuns de
    locais mais úmidos. No entanto diferenças na dinâmica do uso do hábitat entre as duas
    espécies garante a coexistência e a alta abundancia em locais com maior previsibilidade na
    disponibilidade de frutos. O consumo de recursos vegetais é filogeneticamente relacionado,
    espécies filogeneticamente próximas consomem recursos vegetais em proporções similares. A
    disponibilidade de recursos vegetais consumido pelos filostomídeos é influenciada pela
    intensidade de inundação o que induz a uma resposta filogeneticamente estruturada da
    comunidade de filostomíedos à intensidade de inundação. Linhagens distintas de
    filostomídeos usam hábitats com diferentes intensidades de inundação em resposta aos
    recursos vegetais mais consumidos. A instabilidade climática causada pelos ciclos de
    inundação e seca limita a disponibilidade de recursos vegetais que afeta de forma
    determinante a dieta, demografia e a estrutura da comunidade dos morcegos filostomídeos no
    Pantanal.
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    Odonates as indicators of landscape change in a region of the Cerrado
    Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
    Tipo Tese
    Data 12/04/2016
    Área ECOLOGIA
    Orientador(es)
    • Fabio de Oliveira Roque
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Marciel Elio Rodrigues
      Banca
      • Andrea Cardoso de Araujo
      • Daniel Forsin Buss
      • Gustavo Graciolli
      • Leandro Juen
      • Marina Schmidt Dalzochio
      • Sheyla Regina Marques Couceiro
      Resumo O conhecimento sobre quais fatores determinam as tendências atuais da biodiversidade
      considerando às condições recentes de perda e fragmentação de habitats é essencial para
      projetar e executar estratégias para conservação das espécies. Identificar e descrever as
      consequências das ameaças antropogênicas atuais e seus efeitos sobre os padrões e
      processos das assembleias de espécies são fundamentais para a ecologia de
      comunidades. Neste estudo, investigamos como mudanças antropogênicas do uso do
      solo em paisagens naturais afetam as comunidades de Odonata. Nós dividimos este
      estudo em três capítulos. No primeiro capítulo, nós avaliamos se a comunidade de
      Zygoptera (Odonata) demonstra respostas não lineares em relação ao declínio de
      remanescentes de vegetação nativa em torno de córregos seguindo uma abordagem de
      limiares. No segundo capítulo, considerando a desconstrução da comunidade em
      “traits”, nós avaliamos como os diferentes comportamentos de oviposição das espécies
      respondem a perda de vegetação nativa. No terceiro capítulo, nós consideramos a
      comunidade desconstruída em “traits” relacionados à capacidade de dispersão enfatizando o papel da resistência da paisagem como um importante preditor na
      estruturação dessas comunidades de Odonata. Os dados para este estudo foram obtidos a
      partir de coletas em 116 córregos no estado de Mato Grosso do Sul. Nossos resultados
      enfatizaram que a perda e ou modificações na vegetação nativa são variáveis chaves que
      influenciam as comunidades de Odonata. As duas abordagens usadas nesse trabalho,
      respostas não lineares, considerando a comunidade como um todo ou a comunidade
      desconstruído em caracteristicas relacionados à capacidade de dispersão e oviposição,
      são essenciais para avaliar o efeito das mudanças em paisagens naturais nas
      comunidades de Odonata. Essas abordagens provaram ser ferramentas relevantes em
      estudos de ecologia, auxiliando na tomada de decisões na conservação de espécies e
      especialmente dos ambientes aquáticos que são essenciais para a manutenção de grande
      parte da biodiversidade do planeta.

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      Dípteros ectoparasitos de morcegos no Novo Mundo: Distribuição espacial e padrões de associação
      Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
      Tipo Tese
      Data 29/02/2016
      Área ECOLOGIA
      Orientador(es)
      • Gustavo Graciolli
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Luiz Felipe Alves da Cunha Carvalho
        Banca
        • Andrea Cardoso de Araujo
        • Fernando Paiva
        • Gustavo Graciolli
        • Luiz Eduardo Roland Tavares
        • Márcio Roberto Pie
        • Mauricio Osvaldo Moura
        Resumo Compreender os padrões de distribuição, abundância e interação de espécies é uma das propostas centrais em estudos ecológicos. Uma maneira comum de verificar se um conjunto de espécies resulta em uma comunidade estruturada ou ordenada é determinar se grupos específicos de espécies estão associados a um determinado habitat ou área biogeográfica. Os objetivos deste estudo foram investigar a associação de moscas ectoparasitas de morcegos nas Américas, entre as faixas latitudinais de 50º Norte até 40º Sul e 127º Oeste e 34º Leste, caracterizando e determinando o padrão estrutural das redes de interações estabelecidas; e avaliar o padrão espacial na riqueza de moscas ectoparasitas no continente americano, testando as variáveis preditoras deste padrão. A associação moscas-morcegos revelou redes não aninhadas, compartimentadas e modulares. As espécies interativas são gradativamente substituídas ao longo das faixas latitudinais, porém a especialização de rede é relativamente estável. Verificamos uma maior riqueza de moscas ao norte da Linha do Equador, sendo esta não relacionada ao gradiente latitudinal, nem à riqueza de espécies de morcegos ou variáveis ambientais.
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        Comunidade de anuros e o efeito do desenvolvimento urbano sobre a composição e riqueza de espécies em fragmentos florestais de Cerrado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil
        Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
        Tipo Tese
        Data 27/01/2016
        Área ECOLOGIA
        Orientador(es)
        • Franco Leandro de Souza
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Cláudia Márcia Marily Ferreira
          Banca
          • Cynthia Peralta De Almeida Prado
          • Franco Leandro de Souza
          • Marcelo Menin
          • Sonia Zanini Cechin
          • Vanessa Kruth Verdade
          Resumo A destruição do habitat é um dos principais fatores responsáveis pelo declínio de
          populações de anfíbios ao redor do mundo, sendo a urbanização um processo que
          promove a fragmentação e perda do habitat, gerando mudanças profundas no ambiente,
          o que contribui para a perda da biodiversidade de espécies. Mais de um terço das
          espécies de anfíbios conhecidas no mundo está ameaçada pelo desenvolvimento urbano,
          que gera mudanças na vegetação e hidrologia, poluição dos ambientes aquáticos e
          terrestres e poluição sonora. Estudos demonstram que a composição de espécies de
          anfíbios em áreas urbanas é alterada, ocorrendo um domínio de espécies generalistas
          quanto ao uso do habitat, e que nestes locais a riqueza de espécies diminui. No Brasil,
          poucos são os trabalhos que avaliaram os efeitos do desenvolvimento urbano sobre a
          fauna de anfíbios e no estado do Mato Grosso do Sul é escasso o conhecimento sobre
          este grupo de vertebrados em área urbana. Desta forma os principais objetivos deste
          estudo foram descrever a composição de espécies e a riqueza de anfíbios anuros em
          remanescentes de Cerrado na área urbana de Campo Grande, Mato Grosso do Sul,
          Brasil, avaliar se as comunidades variam ao longo do gradiente de urbanização e
          investigar o papel do habitat local sobre a composição e riqueza de espécies. A fauna de
          anuros foi amostrada em três estações chuvosas por meio de armadilhas de
          interceptação e queda, procura auditiva, procura visual e encontro fortuito. A análise da
          paisagem urbana foi realizada em diferentes escalas espaciais ao redor das áreas de
          estudo e a porcentagem de impermeabilização do solo e a distância de cada fragmento
          do centro urbano de Campo Grande foram usadas como indicativas do nível de
          urbanização. Variáveis do habitat local foram também mensuradas. Dezessete espécies
          de anuros foram registradas e houve um predomínio de animais das famílias
          Leptodactylidae e Hylidae. A anurofauna da região é dominada por espécies
          generalistas e que toleram mudanças no ambiente promovidas pela ação do homem. A
          composição e riqueza de espécies não foram afetadas pela urbanização. Uma possível
          explicação para o resultado encontrado é que a variável porcentagem de área
          impermeável do solo tenha um efeito limiar e que uma cobertura menor de superfície
          impermeável da que foi registrada neste estudo seja suficiente para reduzir o número de
          espécies de anuros da região. A área dos fragmentos urbanos não afetou a riqueza de
          espécies; é provável que a presença de habitats aquáticos para a reprodução seja um
          fator mais importante para determinar a presença de diferentes espécies de anuros que a
          área fragmentos. Para que o impacto da urbanização sobre os anuros em Campo Grande
          seja minimizado é importante que as áreas verdes sejam preservadas e restauradas. Para
          que os anuros residentes possam se dispersar e migrar é necessário à existência de
          corredores de habitat conectando os fragmentos florestais. Além disso, é fundamental
          que a coleta e o tratamento do esgoto ocorram de forma adequada, para que a
          reprodução e ciclos de vida dos anfíbios anuros não sejam alterados.
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          Efeito da heterogeneidade da paisagem e do habitat na comunidade de aves no oeste do Pantanal da Nhecolândia, Mato Grosso do Sul
          Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
          Tipo Tese
          Data 22/12/2015
          Área ECOLOGIA
          Orientador(es)
          • Rudi Ricardo Laps
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Alessandro Pacheco Nunes
            Banca
            • Alexander Charles Lees
            • Augusto Joao Piratelli
            • Danilo Bandini Ribeiro
            • Jose Manuel Ochoa Quintero
            • Rudi Ricardo Laps
            Resumo Intervenções humanas na paisagem do Pantanal em detrimento da substituição de habitats florestais por pastagens nativas têm modificado sua estrutura e alterado processos ecológicos. O objetivo deste estudo foi avaliar a estrutura da paisagem e dos habitats, notadamente os florestais, no oeste do Pantanal da Nhecolândia, Mato Grosso do Sul. O estudo foi desenvolvido durante as estações chuvosa e seca em três áreas de estudo: Fazenda Nhumirim (setembro-outubro de 2012 e janeiro de 2013), área com pastagens nativas (fevereiro e agosto-setembro de 2013) e área com pastagens cultivadas (março e julho-agosto de 2013). Em cada área de estudo foi montada um grade de amostragem com seis trilhas paralelas de 5 km de comprimento e dispostas a cada 1 km no eixo Noroeste-Sudeste. Nessas grades amostrais foram obtidos dados totais e por transectos das áreas (ha) das unidades de paisagem através de classificação das imagens de satélite. Para os habitats florestais foram obtidos dados de área (ha), isolamento médio (m), cobertura de sub-bosque (%), cobertura de dossel (%), biomassa de serapilheira (kg/cm2), bem como a circunferência à altura do peito - CAP (cm) e a densidade das espécies vegetais arbóreas (indivíduos/cm2). A Fazenda Nhumirim apresentou os maiores valores de área de floresta (1097,24 ha), as quais estão mais conectadas, em média a 148,2 m de distância em relação às outras manchas florestais, quando comparadas às demais áreas amostradas na região. Entretanto, grande parte da área com pastagens nativas é composta por campos inundáveis (3298,80 ha) e as manchas florestais presentes, notadamente os capões, estão mais isoladas na paisagem (em média a 368 m das demais manchas de floresta). A presença de gado bovino no interior das manchas florestais promove drásticas alterações na estrutura do sub-bosque, que é significativamente menor em capões (48,2 a 38,2%) quando comparado às cordilheiras em (85,2 a 60,6%). Os capões apresentaram os menores valores de biomassa de serapilheira (0,367 a 0,318 kg/m2), comparados às cordilheiras, com 0,700 a 0,668 kg/m2. A densidade de espécies vegetais arbóreas foi significativamente menor em capões, com 0,075 indivíduos/m2. Intervenções humanas na paisagem do Pantanal, tais como a substituição da vegetação nativa por pastagens cultivadas, podem afetar drasticamente a estrutura e processos ecológicos nos habitats florestais.
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            Efeitos da dinâmica de inundação nas estratégias reprodutivas, na estrutura do banco de sementes e na diversidade funcional de comunidades de macrófitas aquáticas em lagoas do Pantanal
            Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
            Tipo Tese
            Data 15/12/2015
            Área ECOLOGIA
            Orientador(es)
            • Yzel Rondon Súarez
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Gisele Catian
              Banca
              • Arnildo Pott
              • Geraldo Alves Damasceno Junior
              • Juan Jose Neiff
              • Luis Mauricio Bini
              • Sidinei Magela Thomaz
              • Yzel Rondon Súarez
              Resumo Os fatores ambientais e a disponibilidade de recursos refletem na funcionalidade das
              comunidades, sendo de grande importância a compreensão dos processos que
              influenciam a organização e o estabelecimento dos indivíduos e quais suas implicações
              para a manutenção da biodiversidade e de processos ecossistêmicos. As plantas
              aquáticas apresentam traços morfológicos, anatômicos e de história de vida que
              minimizam os efeitos das variações dos diferentes fatores ambientais e da dinâmica das
              planícies inundáveis, resultando em sucesso de colonização por estas espécies em
              ambientes aquáticos. A propagação vegetativa e a dormência das sementes ou esporos
              no solo permitem à maioria das espécies de macrófitas aquáticas resistirem a estes
              fatores ambientais. Além disso, os traços funcionais das espécies definem as
              comunidades que suportam filtros ambientais, sendo importante conhece-los e definilos.
              Neste trabalho, pretendeu-se observar como a inundação influencia na estrutura das
              comunidades de macrófitas aquáticas em lagoas. Foram avaliadas as comunidades
              destas plantas em 20 lagoas, quantificando a porcentagem de cobertura das espécies; a
              biomassa dos órgãos reprodutivos e de propagação vegetativa destas; a abundânciae
              riqueza da comunidade do banco de sementes, analisando a composição deste entre os
              perfis das lagoas, a flora local e os tipos de lagoas; e os traços funcionais de adaptação
              das espécies à inundação. Observou-se que há o investimento equivalente em ambas as
              estratégias de propagação – sexuada e vegetativa, não havendo interação significativa
              entre fase hidrológica e o tipo de propagação; o banco de sementes não difere entre os
              perfis das lagoas; a flora local é 43,12% similar ao banco de sementes; há tendência das
              lagoas temporárias, permanentes e “vazantes” diferenciarem-se; o pulso de inundação
              determina os grupos funcionais das comunidades nas lagoas nas diferentes fases da
              inundação. Concluiu-se que as comunidades estão estruturadas em relação à inundação
              sazonal, a qual age como um filtro ambiental sobre os aspectos funcionais das espécies.

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              Ecological drivers of aquatic metacommunities in a riverine network
              Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
              Tipo Tese
              Data 20/11/2015
              Área ECOLOGIA
              Orientador(es)
              • Fabio de Oliveira Roque
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Francisco Valente Neto
                Banca
                • Adriano Sanchez Melo
                • Luis Mauricio Bini
                • Pitágoras Bispo da Conceição
                • Rafael Dettogni Guariento
                • Rhainer Guillermo Nascimento Ferreira
                Resumo A ecologia de metacomunidades reconhece que tanto fatores ambientais quanto
                espaciais afetam a estrutura de comunidades. Bacias hidrográficas, sistemas
                hierárquicos complexos conectados por fluxo de água, podem ser usadas em estudos
                ecológicos como áreas naturais onde: i) sistemas de biomonitoramento podem ser
                implementados e ii) processos relacionados a dispersão ocorrem e podem ser
                representados pela configuração espacial entre pontos amostrais. Nessa tese, eu
                investiguei os processos ecológicos responsáveis por afetar a estrutura de
                metacomunidades em uma bacia hidrográfica em três capítulos complementares. No
                primeiro capítulo, eu procurei entender a resposta de larvas e adultos de libélulas,
                organismos que sofrem mudança ontogenética de nicho, a um gradiente ambiental e quanto de informação em relação a esse gradiente é compartilhada entre diferentes
                estágios de vida. No segundo capítulo, eu busquei compreender se os mesmos processos
                ecológicos afetam larvas e adultos, usando tanto preditores ambientais e dimensões
                espaciais onde a dispersão pode ocorrer. O último capítulo, eu investiguei se
                componentes ambientais e/ou espaciais (distâncias por terra, água e conectividade)
                foram determinantes da variação entre sítios de comunidades de insetos aquáticos com
                diferentes capacidades dispersoras e se a medida de conectividade melhora a detecção
                de processos relacionados a dispersão em relação aos outros componentes espaciais. Em
                geral, organismos que sofrem mudança ontogenética de nicho são afetados por variáveis
                ambientais (paradigma escolha de espécies), e larvas e adultos podem ser utilizados
                como bioindicadores de impactos relacionados a pecuária. Por considerar mudanças
                ontogenéticas de nicho no contexto de biomonitoramento e metacomunidades, essa tese
                avança no sentido de conectar os sistemas terrestres e aquáticos, abrindo um caminho
                para futuros estudos. O paradigma escolha de espécies também foi o principal
                mecanismo responsável pela variação de comunidades de insetos aquáticos com
                diferentes habilidades de dispersão entre sítios. A medida de conectividade derivada da
                teoria de grafos não melhorou a explicação de processos espaciais comparado as
                distâncias calculadas por terra e água, porém ela captura um arranjo espacial diferente.
                Assim, mudanças ontogenéticas de nicho e redes dendríticas auxiliam no entendimento
                dos processos ecológicos estruturadores de metacomunidades.

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                Ecologia Molecular de Leguminosae e Cactaceae no Cerrado e Chaco: Fenologia, Filogeografia e Genética de Populações
                Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                Tipo Tese
                Data 13/11/2015
                Área ECOLOGIA
                Orientador(es)
                • Aline Pedroso Lorenz
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Wellington Santos Fava
                  Banca
                  • Aline Pedroso Lorenz
                  • Andreia Carina Turchetto Zolet
                  • Angela Lucia Bagnatori Sartori
                  • Camila Martini Zanella
                  • Gecele Matos Paggi
                  • Mariana Pires de Campos Telles
                  Resumo No Brasil, o Cerrado e o Chaco, juntamente com a Caatinga, fazem parte da diagonal de formações vegetacionais abertas e dividem duas grandes florestas tropicais: a Amazônica e a Atlântica. Em geral, essas formações apresentam secas sazonais, com vegetação adaptada, distribuições complexas e, quando comparada às florestas tropicais úmidas, apresentam poucos estudos relacionados aos mais variados temas, como fertilidade do solo, biodiversidade, dinâmica populacional, estrutura genética e conservação.
                  Estudos que avaliem a distribuição geográfica da variabilidade genética de espécies dessas regiões abertas, sobretudo daquelas espécies filogeneticamente relacionadas que compartilham atributos ecológicos e traços comuns de história evolutiva, podem fornecer informações importantes sobre as respostas demográficas das populações adaptadas ao estresse hídrico durante oscilações climáticas passadas. Entretanto, por vezes a ampla distribuição geográfica das espécies dificulta uma correta avaliação dos aspectos ecológicos e evolutivos das populações, devido principalmente à dificuldade em se acessar as populações naturais ao longo de toda sua extensão. Uma saída é o uso de coleções biológicas, e em especial as exsicatas de plantas, pois permite a obtenção de amostras de uma grande variedade taxonômica e geográfica, sendo especialmente útil em estudos de espécies com ampla distribuição.
                  Para melhor compreender os processos relacionados a origem, evolução e manutenção da biodiversidade dessas formações abertas brasileiras, estudamos os padrões fenológicos (por meio de registros de herbários) e filogeográficos (aliados com modelagem de nicho ambiental) de duas espécies arbóreas do Cerrado (Leptolobium dasycarpum e L. elegans, Leguminosae - Papilionoideae), e também avaliamos a estrutura genética populacional de uma espécie de cacto (Echinopsis rhodotricha, Cactaceae — Trichocereeae) presente no Chaco brasileiro.
                  As duas espécies de Leguminosae apresentaram uma tendência para a floração e frutificação tardia com o aumento da chuva, porém, a temperatura parece ter influenciado apenas a floração de L. dasycarpum, levando à um aumento da data de floração.
                  As análises filogeográficas baseadas em regiões do DNA cloroplastidial e nuclear revelaram o compartilhamento de haplótipos entre L. dasycarpum e L. elegans. As populações são fortemente estruturadas, mas sem a formação de grupos geográficos diferenciados. As análises demográficas indicaram estabilidade populacional prolongada, corroborada pela modelagem de nicho ambiental das espécies.
                  Por meio dos marcadores microssatélites desenvolvidos para Echinopsis rhodotricha vimos que, na região do Chaco brasileiro, essa espécie apresenta baixa estruturação populacional e índices de diversidade genética semelhantes a outras espécies de Cactaceae. Além disso, a amplificação desses marcadores em outras espécies de Cactaceae foi bem-sucedida, sobretudo nos exemplares pertencentes à tribo Trichocereeae, contribuindo para a realização de estudos de estrutura populacional, diversidade genética e fluxo gênico em populações de outras espécies de cactos que ocorrem na região.
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                  Effects of habitat loss and fragmentation on small mammals in a tropical South-American Savanna: an ecological and functional approach
                  Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                  Tipo Tese
                  Data 22/09/2015
                  Área ECOLOGIA
                  Orientador(es)
                  • Nilton Carlos Caceres
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Geruza Leal Melo
                    Banca
                    • Cristian de Sales Dambros
                    • Daniel de Brito Candido da Silva
                    • Leandro da Silva Duarte
                    • Maurício Eduardo Graipel
                    • Thomas Püettker
                    Resumo A fragmentação e perda de habitat são as principais ameaças atuais a biodiversidade. Muitos estudos têm sido realizados com o intuito de investigar a resposta das espécies as alterações em seu habitat. Com a expansão do conhecimento na área, muitas questões ainda continuam sendo debatidas, seja pela divergência de resultados entre diferentes estudos ou pelo surgimento de novas teorias e hipóteses. Entre elas, a aplicabilidade da teoria de biogeografia de ilhas em áreas terrestres fragmentadas, limiares de extinção e fragmentação, hipótese do "habitat amount" e alterações na estrutura funcional e filogenética de metacomunidades em paisagens fragmentadas são questões ainda pertinentes. O Cerrado é considerado um "hotspot" para conservação da biodiversidade, porém poucos estudos têm sido conduzidos na região para avaliar o efeito da fragmentação sobre sua fauna, a despeito da rápida conversão de suas áreas naturais em áreas antropizadas nas últimas décadas. Nesta tese meu objetivo principal foi investigar a resposta de pequenos mamíferos do Cerrado à fragmentação e perda de habitat sob diferentes enfoques. Por meio de um extenso esforço de captura em 54 fragmentos florestais e em paisagens com variações na quantidade de cobertura vegetal, avaliei a resposta de roedores e marsupiais em relação à fragmentação (tamanho e isolamento do fragmento e quantidade de vegetação na paisagem). Mais especificamente, foram avaliados: 1- o efeito do tamanho do fragmento em paisagens de 22.500 ha com diferentes níveis de cobertura vegetal remanescente (10, 30 e 50%). 2 – testei a hipótese do "habitat amount" em paisagens locais (buffers de 250 a 6000 m de raio) utilizando subconjuntos dos pontos amostrais de forma a controlar a variação entre tamanho e isolamento do fragmento e quantidade de vegetação na paisagem. 3 - Avaliei como as comunidades respondem à fragmentação em uma perspectiva funcional e filogenética. De forma geral, meus resultados mostraram que a quantidade de vegetação na paisagem é o fator mais importante para predizer a riqueza de espécies, o tamanho do fragmento por sua vez teve um papel secundário. Já a abundância de espécies generalistas aumenta tanto em paisagens com menor quantidade de vegetação quanto em fragmentos menores. Meus dados corroboraram a hipótese do "habitat amount", ou seja, de forma geral quando controlei a variação na quantidade de vegetação na paisagem, o tamanho do fragmento e isolamento deixaram de ter efeito sobre a riqueza de espécies especialistas. Porém, encontrei relação com o tamanho de fragmento em paisagens com níveis intermediários de fragmentação. Ainda, a estrutura filogenética das comunidades sofreu alteração em relação ao tamanho de fragmento, sendo que em fragmentos menores marsupiais são mais abundantes que roedores, enquanto que os últimos são mais comuns em fragmentos maiores. Em relação à estrutura funcional das comunidades, o gradiente de fragmentação funcionou como filtro ambiental para as espécies. Por outro lado, locais mais preservados (em relação tanto ao tamanho do fragmento quanto à quantidade de vegetação) apresentaram maior diversidade funcional. Este é o primeiro estudo com esforço amostral substancial no Cerrado avaliando o efeito da fragmentação, com réplicas não só a nível de fragmento, mas também a nível de paisagem. Estes resultados evidenciam que a perda de habitat, e secundariamente a fragmentação, resultam em alterações substanciais nas comunidades de pequenos mamíferos sob diversos enfoques. Há alterações na riqueza, abundância, composição de espécies e estrutura funcional e filogenética em relação ao gradiente de fragmentação e perda de habitat. Estes resultados deverão auxiliar os tomadores de decisão sobre medidas de conservação nesta região tão diversa e única.
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                    Fatores ambientais e espaciais explicam diferentes dimensões da beta diversidade em escalas espaciais distintas
                    Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                    Tipo Tese
                    Data 22/09/2015
                    Área ECOLOGIA
                    Orientador(es)
                    • Franco Leandro de Souza
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • José Luiz Massao Moreira Sugai
                      Banca
                      • Diego Jose Santana Silva
                      • Fabio de Oliveira Roque
                      • Fernando Rodrigues da Silva
                      • Franco Leandro de Souza
                      • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
                      • Victor Lemes Landeiro
                      Resumo A diversidade beta (β) refere-se à variação na composição de espécies e representa a
                      ligação direta entre a diversidade alfa e gama. Tradicionalmente aborda-se a importância
                      de fatores relacionados ao nicho, e estocásticos ganharam mais atenção após a
                      publicação da teoria neutra e da difusão do conceito de metacomunidades. No primeiro
                      capítulo dessa tese analisamos os padrões de diversidade beta taxonômica de anuros
                      arborícolas e terrestres em escala espacial local, identificando a importância de
                      processos determinísticos relacionados ao nicho das espécies e estocásticos relacionados
                      à neutralidade das espécies nos padrões das metacomunidades. No segundo, analisamos
                      os padrões de diversidade beta taxonômica e filogenética de anuros em geral, apenas da
                      família Hylidae e apenas Leptodactylidae em escala continental, incluindo também
                      fatores históricos como variável explicativa. Nossos resultados mostram a importância
                      de utilizar os diferentes componentes dos índices de diversidade beta e de decompor a
                      matriz resposta original em grupos de espécies com características funcionais
                      semelhantes. Recomendamos que futuros estudos sobre padrões de diversidade beta
                      utilizem fatores espaciais representados também por matrizes de distâncias menos
                      custosas para a dispersão das espécies entre as unidades amostrais geradas a partir de
                      dos dados de resistência imposta pela da paisagem na dispersão.

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                      Análise trófica de comunidades de peixes em ambientes lóticos da bacia do rio Ivinhema, Alto Rio Paraná – Caracterização trófica, Estratégia Alimentar e Exploração do Nicho Trófico
                      Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                      Tipo Tese
                      Data 23/01/2015
                      Área ECOLOGIA
                      Orientador(es)
                      • Yzel Rondon Súarez
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Lidiani Queli Lubas Ximenes
                        Banca
                        • Jerry Magno Ferreira Penha
                        • José Sabino
                        • Karina Keyla Tondato de Carvalho
                        • Lilian Casatti
                        • Rosana Mazzoni Buchas
                        Resumo A análise das características alimentares das espécies pode ser um ponto chave para o entendimento dos padrões estruturais de uma comunidade, pois a alimentação está diretamente relacionada com outros aspectos básicos da biologia das espécies como: a reprodução, o crescimento e a adaptação ao ambiente. Além da descrição da dieta, os estudos ecológicos necessitam de dados que permitam a compreensão da coexistência das espécies na comunidade, partindo do pressuposto que elas partilham os mesmos recursos e apresentam diversos mecanismos para evitar a competição inter e intraespecífica. Com objetivo de analisar o padrão trófico das espécies de peixes da Bacia do rio Ivinhema, este estudo foi organizado em dois capítulos elaborados a partir de um banco de dados de 13 anos de amostragens (2000 a 2012) realizadas ao longo da bacia. O primeiro capítulo foi elaborado com intuito de apresentar as características alimentares das espécies, determinar as guildas existentes na comunidade e as variações espaço-temporais na composição destas guildas. Os resultados evidenciaram que as espécies possuem uma grande variabilidade trófica que é afetada principalmente por alterações temporais na disponibilidade dos recursos e que mudanças altitudinais nos riachos têm forte influência na determinação das guildas encontradas. O segundo capítulo apresentou as estratégias alimentares das espécies, quantificando a amplitude trófica, a largura e a sobreposição de nicho alimentar. Verificou-se que a estratégia generalista é predominante na comunidade e que as espécies apresentam uma grande riqueza de itens explorados, porém com uma largura de nicho baixa e sobreposição alimentar intermediária. Concluímos que a comunidade de peixes da Bacia do rio Ivinhema apresenta um padrão de exploração dos recursos alimentares disponíveis, sendo que a maioria das espécies são oportunistas, apresentam uma alta flexibilidade alimentar que é influenciada por mudanças espaço-temporais na disponibilidade dos recursos e que a forma do uso dos recursos é um fator determinante para coexistência das espécies na comunidade.
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                        Estruturação da comunidade de artrópodes em plantas. Como se organizam os inquilinos de Byrsonima intermedia (Malpighiaceae) e seu efeito sobre o sucesso reprodutivo
                        Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                        Tipo Tese
                        Data 19/12/2014
                        Área ECOLOGIA
                        Orientador(es)
                        • Josue Raizer
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Augusto César de Aquino Ribas
                          Banca
                          • Andrea Cardoso de Araujo
                          • Camila Aoki
                          • Carlos Henrique Aguena Higa
                          • Marcelo de Oliveira Gonzaga
                          • Rogerio Rodrigues Faria
                          Resumo Ecologia de comunidades visa entender como grupos de espécies se
                          distribuem na natureza, demonstrando as formas como estes são
                          influenciados pelos componentes abióticos e bióticos. Nesta tese tratamos dos
                          fatores importantes para a estruturação de comunidades de artrópodes
                          associadas a arbustos de Byrsonima intermedia. Demonstramos como a
                          variação na massa de folhas, botões, flores e frutos, altura e biomassa acima
                          do solo dos arbustos de B. intermedia influenciam a estrutura da comunidade
                          de aranhas e testamos através de modelos nulos a co-ocorrência de grupos na
                          comunidade de artrópodes associados a este arbusto. Para responder como a
                          comunidade de aranhas varia em função da estrutura do habitat,
                          representada pela fenologia e altura de arbustos B. intermedia, coletamos
                          aranhas e aferimos a massa de botões, flores, frutos e folhas e a altura de 46
                          plantas. Utilizamos modelos nulos avaliando o índice V-ratio baseado na
                          presença ou ausência das famílias de herbívoros e predadores para os mesmos
                          46 arbustos. A composição em famílias de aranhas dependeu da estrutura do
                          habitat, apresentando um padrão de substituição de espécies ao longo dos
                          gradientes de fenologia e altura das plantas, independentemente da biomassa
                          destas plantas. Já os dois índices V-ratio foram diferentes do acaso para a
                          comunidade de herbívoros, mas não para predadores. Sugerimos que a alta
                          especificidade de herbívoros ao habitat, que também representa seu recurso
                          alimentar, aumenta a chance de competição, enquanto predadores por
                          apresentarem maior variabilidade quanto aos recursos alimentares e a escolha
                          de habitat, devem diminuir a possibilidade de competição, exibindo
                          distribuição aleatória entre os arbustos, e desta forma sendo estruturados pela
                          complexidade do habitat.
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                          Helminth parasites of amphibians: species richness and distribution in South America, and community ecology in Pantanal, Brazil
                          Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                          Tipo Tese
                          Data 21/11/2014
                          Área ECOLOGIA
                          Orientador(es)
                          • Luiz Eduardo Roland Tavares
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Karla Magalhães Campião
                            Banca
                            • Gustavo Graciolli
                            • José Luis Luque Alejos
                            • Juan Tomás Timi
                            • Paulo Roberto Guimarães Junior
                            • Ricardo Massato Takemoto
                            Resumo Este estudo investiga os padrões de riqueza e distribuição de helmintos parasitas de anfíbios em duas escalas
                            geográficas. Listamos os helmintos associados aos anfíbios da América do Sul (artigo 1) e a onze espécies de
                            anuros provenientes de uma região do Pantanal (artigo 4). Investigando a diversidade e padrão de interação,
                            encontramos uma correlação entre riqueza de helmintos e tamanho do hospedeiro, e um padrão aninhado
                            na rede de interações dos parasitos e anfíbios da América do Sul (artigo 2). Análises com hospedeiros do
                            Pantanal mostraram um padrão semelhante: relação positiva entre tamanho do hospedeiro e riqueza de
                            espécies de helmintos, e um padrão aninhado na rede de interações. Para anuros do Pantanal, descrevemos
                            também a diversidade taxonômica de parasitos, que não foi explicada pelas características do hospedeiro
                            (tamanho e hábito). A similaridade entre as comunidades de helmintos não foi explicada pela história
                            evolutiva dos hospedeiros. Um fator importante para a similaridade entre essas comunidades foi a baixa
                            especificidade, observada na maior parte das espécies de helmintos (artigo 5). O baixo grau de especificidade
                            foi observado também, mas em menor extensão, em anfíbios da América do Sul. Análises combinando
                            características de hospedeiros e parasitas mostraram que a especificidade dos helmintos é o principal
                            determinante do risco de coextinção de helmintos associados a anuros da América do Sul. (artigo 3). Um
                            outro fator importante na determinação da diversidade dos parasitos, é o ambiente em que o hospedeiro
                            está. Observamos no Pantanal, que anfíbios provenientes de uma área mais preservada (reserva ecológica)
                            tinham maior riqueza, prevalência e abundância de helmintos do que os coletados em uma área de pastagem
                            (artigo 6).
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                            Partição de proteínas e detecção de atividade tríptica em morcegos filostomídeos em regiões de savana
                            Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                            Tipo Tese
                            Data 14/11/2014
                            Área ECOLOGIA
                            Orientador(es)
                            • Maria Ligia Rodrigues Macedo
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Fernando Henrique Martin Gonçalves
                              Banca
                              • Eliana Janet Sanjinez Argandona
                              • Maria Das Graças Machado Freire
                              • Maria João Veloso da Costa Ramos Pereira
                              • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
                              Resumo Os morcegos filostomídeos são especializados em algum tipo de alimento, porém podem explorar eficientemente outros tipos de recursos e assim reduzir a sobreposição alimentar entre espécies e suprir necessidades fisiológicas, principalmente de proteínas. Os objetivos deste trabalho são descrever o perfil protéico do intestino de 15 espécies de morcegos filostomídeos, avaliar a similaridade entre as espécies com respeito aos níveis de proteínas e avaliar se a similaridade dos perfis protéicos dos intestinos está associada à proximidade filogenética. Os espécimes foram coletados em seis regiões de Savana e seus intestinos dissecados para extração de proteínas e posteriormente analisados através do método de eletroforese SDS-PAGE. As maiores concentrações de proteína total foram registradas em intestinos de Platyrrhinus lineatus, Lophostoma brasiliense e Glossophaga soricina. A ordenação (NMDS) em uma dimensão das espécies de filostomídeos baseada no perfil protéico encontrado no intestino dos morcegos aproximou as espécies em dois grupos compostos por membros de diferentes subfamílias. Adicionalmente, dentro de cada um desses grupos ocorreram subgrupos compostos por espécies de diferentes subfamílias e subgrupos compostos por espécies de mesma subfamília (Stenodermatinae). Morcegos filostomídeos são altamente especializados quanto ao tipo de alimento, e aqueles especializados em recursos cuja oferta é muito abundante, podem co-ocorrer e sobrepor suas dietas. Por outro lado, espécies especializadas em recursos escassos podem co-ocorrer com mais frequência com espécies que diferem quanto à dieta principal, evitando a sobreposição. A exploração de diferentes fontes de proteínas, conforme encontrado nesse estudo, pode ser resultado de estratégia de partição de recursos pouco abundantes para diminuir ou evitar a competição interespecífica, e de sobreposição de consumo de itens muito abundantes, que não parecem ser limitantes para espécies de stenodermatíneos, embora filogeneticamente próximas.
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                              Padrões de distribuição espacial de Mutillidae (Hymenoptera, Aculeata) em relação à heterogeneidade espacial e à composição de espécies de hospedeiros em fragmentos de Cerrado no Brasil Central
                              Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                              Tipo Tese
                              Data 22/10/2014
                              Área ECOLOGIA
                              Orientador(es)
                              • Gustavo Graciolli
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Rodrigo Aranda
                                Banca
                                • Alexandre Pires Aguiar
                                • Angélica Maria Penteado Martins Dias
                                • Danilo Bandini Ribeiro
                                • Jose Henrique Schoereder
                                • William Leslie Overal
                                Resumo A hipótese da heterogeneidade de habitat vem tentando elucidar a relação da
                                distribuição dos animais com as variáveis ambientais. Para os insetos, têm sido encontrados
                                padrões diferentes em relação à distribuição quanto à heterogeneidade ambiental e não se sabe
                                ao certo o efeito na comunidade, sendo avaliadas somente algumas famílias. Hymenoptera é a
                                terceira maior ordem de insetos e estão entre os mais importantes agentes ecológicos em
                                ecossistemas terrestres, sendo responsáveis pelo controle de populações de outros insetos,
                                através da predação ou parasitoidismo, e a polinização de angiospermas. O conhecimento da
                                fauna de Hymenoptera pode ser utilizado como indicador para o estado de conservação da
                                fauna de artrópodes em escala local, por responder às alterações do habitat de forma rápida.
                                O Cerrado vem sofrendo perda de habitat nas últimas décadas, principalmente na região
                                sudeste e centro-oeste do Brasil e a sua fragmentação tornou-se um dos principais problemas
                                para o bioma. É evidente que para o Cerrado, a fauna de Hymenoptera ainda é pouco conhecida
                                e o efeito de fragmentação, assim como a estrutura do habitat, são fatores importantes para a
                                composição da comunidade. Desta forma, o tamanho, arranjo espacial e variações na
                                complexidade estrutural de fragmentos afetam a riqueza, composição e distribuição de
                                Hymenoptera no bioma do Cerrado, que por sua vez refletem as condições de composição da
                                entomofauna (Capítulo1).
                                Em relação à comunidade de Mutillidae temos uma estruturação da comunidade em
                                relação ao gradiente de área. A relação do esforço amostral/área não é prejudicada na
                                representação da comunidade ao utilizar-se 100 m2 como unidade amostral. A definição da
                                metodologia em estabelecer um esforço amostral definido por área/tempo representa uma
                                unidade amostral válida para comparações e aplicação de conceitos e teorias ecológicas para o
                                grupo, uma vez que os trabalhos básicos são sobre taxonomia e sistemática, sendo poucos os
                                com enfoque ecológico (Capítulo 2).
                                A distribuição espacial e temporal de Mutillidae segue o padrão esperado do modelopredador
                                presa com atraso temporal em relação aos hospedeiros e a heterogeneidade ambiental
                                é um fator que determina a estruturação da comunidade de hospedeiro-parasitoide. Dessa
                                forma, há uma ferramenta útil para prever as possíveis interações entre hospedeiro-parasitoide e
                                pode-se direcionar esforços para a busca da relação de parasitoidismo dentro da família
                                Mutillidae (Capítulo 3).
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                                Comunidades de aves em gradiente de vegetação na Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul.
                                Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                Tipo Tese
                                Data 29/08/2014
                                Área ECOLOGIA
                                Orientador(es)
                                • Franco Leandro de Souza
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Mauricio Neves Godoi
                                  Banca
                                  • Alexandre Gabriel Franchin
                                  • Caio Graco Machado Santos
                                  • Erich Arnold Fischer
                                  • Renato Torres Pinheiro
                                  • Sergio Roberto Posso
                                  Resumo Composição e estrutura da comunidade de aves em gradientes de vegetação na Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul, Brasil.
                                  A conservação da avifauna demanda conhecimento sobre a composição e estrutura das comunidades de aves, bem como sobre a distribuição das espécies nos diferentes tipos de vegetação de uma região. Neste estudo buscamos determinar a composição, riqueza, abundância e organização trófica da comunidade de aves nas diferentes fisionomias vegetais presentes na Reserva Particular do Patrimônio Natural Estância Mimosa e seu entorno (EM), localizada na Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul, Brasil. Para isso amostramos as aves entre julho de 2011 e junho de 2012 em 200 pontos fixos dispostos em todas as fisionomias vegetais da EM. Foram obtidos 3350 contatos de 156 espécies de aves. As fisionomias vegetais com maior abundância e riqueza de espécies foram o cerradão, mata estacional e cerrado stricto sensu, enquanto pasto limpo, pasto sujo e mata ciliar apresentaram menores valores de abundância e riqueza. As aves da EM se
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                                  organizaram em comunidades de formações florestais (matas estacionais e mata ciliar) e de áreas abertas (pastos limpos), com comunidades de cerrado stricto sensu, cerradão e pastos sujos sendo intermediárias neste gradiente de vegetação. As aves insetívoras, onívoras, frugívoras e granívoras compreenderam a maior parte da abundância e riqueza de espécies da comunidade. Os resultados deste estudo demonstraram que a composição e estrutura da comunidade de aves da EM são determinadas pela diversidade de habitats florestais, savânicos e abertos existentes na paisagem, que permite a ocorrência de espécies de aves típicas de cada uma destas fisionomias vegetais. Além disso, contribuem para a diversidade local de aves a presença de extensas manchas de habitats naturais, a proximidade entre as manchas remanescentes na paisagem e a permeabilidade da matriz antrópica, constituída de pastagens pequenas que preservam grande quantidade de arbustos e árvores nativas em meio às áreas abertas.
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                                  Padrões geográficos das interações de morcegos filostomídeos no Cerrado e Pantanal
                                  Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                  Tipo Tese
                                  Data 15/08/2014
                                  Área ECOLOGIA
                                  Orientador(es)
                                  • Erich Arnold Fischer
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • George Camargo
                                    Banca
                                    • Andrea Cardoso de Araujo
                                    • Carlos Roberto Sorensen Dutra da Fonseca
                                    • Gustavo Graciolli
                                    • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                    • Paulo Roberto Guimarães Junior
                                    Resumo Redes de interações ecológicas exibem padrões de conexão entre espécies conectadas
                                    a outras comunidades, permitindo inferências sobre processos ecológicos, estabilidade
                                    e resiliência de ecossistemas. Redes mutualísticas descrevem padrões de comunidades
                                    locais formando subconjuntos de comunidades ricas regionais, enquanto redes
                                    antagonísticas são caracterizadas por grupos coesos de espécies que interagem entre
                                    si, porém com raras interações entre os grupos. Ambas as redes de interações podem
                                    revelar aspectos ecológicos e evolutivos tanto das espécies interagentes quanto dos
                                    ecossistemas. Considerando que a região de Cerrado compreende ambientes antigos e
                                    mais previsíveis que os ambientes do Pantanal, os principais objetivos deste estudo
                                    foram descrever os padrões da estrutura e avaliar as diferenças geográficas das redes
                                    de interações mutualísticas entre morcegos filostomídeos e plantas quiropterofílicas
                                    (frutos), bem como das redes antagonísticas entre morcegos filostomídeos e dípteros
                                    ectoparasitas desses domínios, inseridos nas bacias hidrográficas dos rios Miranda e
                                    Negro. Especialização, aninhamento e modularidade foram as métricas de redes
                                    utilizadas. Foram registradas 11 espécies de morcegos interagindo com 22 de plantas,
                                    e 15 espécies de morcegos interagindo com 33 de ectoparasitos dípteros. As redes
                                    mutualísticas entre morcegos filostomídeos e plantas exibiram padrão aninhado, com
                                    baixos níveis de especialização e modularidade tanto no Cerrado quanto no Pantanal,
                                    em decorrência das diferenças na composição de espécies de plantas entre as bacias
                                    hidrográficas. As redes antagonísticas apresentaram topologia com certa
                                    modularidade e baixos níveis de especialização e aninhamento, com estruturas
                                    determinadas pelas diferenças entre os domínios fitogeográficos, quanto à
                                    composição de espécies de ambos os grupos, bem como das interações entre eles. No
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                                    Pantanal, as redes mutualísticas foram mais aninhadas, e as redes antagonísticas mais
                                    especializadas e modulares que as do Cerrado. Entre as bacias hidrográficas, a rede
                                    antagonística do Miranda foi mais especializada e modular que a do rio Negro.
                                    Interações mutualísticas respondem questões diferentes das interações antagonísticas,
                                    ambas embutidas de particularidades ecológicas e evolutivas, assim como os domínios
                                    fitogeográficos do Cerrado e do Pantanal. Apesar de não ser sido possível confirmar as
                                    diferenças esperadas entre esses domínios, devido justamente às diferenças temporais
                                    existentes também nas redes mutualísticas e antagonísticas, houve correspondência
                                    direta da métrica aninhamento com a dominância de espécies.
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                                    Análise taxonômica, funcional e filogenética de comunidades de peixes em ambientes lóticos na bacia do rio Ivinhema, Alto Rio Paraná, MS
                                    Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                    Tipo Tese
                                    Data 30/05/2014
                                    Área ECOLOGIA
                                    Orientador(es)
                                    • Yzel Rondon Súarez
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Wagner Vicentin
                                      Banca
                                      • Agostinho Carlos Catella
                                      • Edson Fontes de Oliveira
                                      • Fabio de Oliveira Roque
                                      • Fabrício Barreto Teresa
                                      • Lilian Casatti
                                      Resumo O Brasil, um país de proporções continentais, possui uma enorme rede hidrológica distribuída em diferentes ecossistemas, o que contribui, entre outros fatores, para uma grande diversificação de espécies de peixes em ambientes de água doce. Compreender os processos que levam a esta diversificação é um dos grandes desafios da ecologia de comunidades. Neste sentido, o presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de compreender parte destes processos, bem como de avaliar as influências das características ambientais sobre a composição taxonômica, funcional e filogenética de comunidades de peixes em ambientes lóticos, considerando também as interações bióticas como parte destes mecanismos de estruturação das comunidades. Para tanto, três capítulos foram elaborados a partir de um banco de dados de 13 anos de amostragens ao longo da bacia do rio Ivinhema (2000 à 2012), inserido em um trecho livre de represamentos e afluente oeste da bacia do Alto Rio Paraná. Primeiramente (capítulo 1), com o intuito de gerar conhecimentos acerca das espécies ocorrentes na bacia, uma lista de espécies foi construída com base em dados de campo e em consultas a coleções científicas. A composição taxonômica de trechos de diferentes corpos hídricos foi descrita e avaliada ao longo do gradiente fluvial. Detectou-se que há um processo de adição e de substituição de espécies no sentido montante-jusante e que a ocorrência das espécies foi influenciada pelas diferentes combinações de características ambientais. Posteriormente (capítulo 2), ao testar as regras de montagem em comunidades de peixes de riachos, verificou-se que estas comunidades foram estruturadas principalmente pelos filtros ambientais, sendo que riachos com condições mais restritivas, com velocidades da água mais elevadas, mais rasos e localizados em maiores altitudes definiram comunidades com maiores valores de agregação filogenética e funcional. Por último (capítulo 3), ao avaliar como as características funcionais das espécies de peixes e as diversidades filogenética (PD) e funcional (FD) são influenciadas pelas variáveis ambientais, verificou-se que riachos de menores altitudes, mais volumosos e menos correntosos abrigaram comunidades de peixes funcionalmente mais dissimilares e filogeneticamente menos relacionadas entre si, ou seja, ambientes com menos restrições abrigam comunidades mais diversas, com maiores valores de PD e FD. A composição funcional das comunidades de peixes foi fortemente influenciada pelas características físicas do habitat e pela altitude; riachos hidrologicamente mais instáveis e de altitudes elevadas foram mais seletivos em relação às características das espécies.
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                                      PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO E DIVERSIDADE DE ESPÉCIES DA MIRMECOFAUNA (HYMENOPTERA, FORMICIDAE) NO CHACO BRASILEIRO
                                      Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                      Tipo Tese
                                      Data 25/04/2014
                                      Área ECOLOGIA
                                      Orientador(es)
                                      • Yzel Rondon Súarez
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Paulo Robson de Souza
                                        Banca
                                        • Arnildo Pott
                                        • Gustavo Graciolli
                                        • Jacques Hubert Charles Delabie
                                        • William Fernando Antonialli Júnior
                                        Resumo O Gran Chaco é o único bosque seco subtropical do mundo. Considerado a segunda floresta mais extensa da América do Sul, ocorre preponderantemente na Argentina, Paraguai e Bolívia, sendo que apenas sete centésimos da sua área localizam-se no Brasil, no extremo sul da planície pantaneira, onde apresenta quatro fitofisionomias mais marcantes e diversas espécies vegetais endêmicas. Apesar de sua reconhecida importância ecológica no contexto continental, a fração brasileira do Chaco passa por sérias ameaças, como o desmatamento, e são incipientes os estudos da biodiversidade local. Entre os grupos de organismos que poderiam contribuir para o conhecimento dessa fração, incluem-se as formigas, por apresentarem muitos táxons especializados, por serem facilmente amostráveis, relativamente fiéis aos ambientes por elas requeridos e sensíveis às mudanças ambientais. Com esta preocupação, no período de outubro de 2010 a janeiro de 2013 foi realizado o presente trabalho, objetivando caracterizar as assembleias de formigas epigeicas nas principais fitofisionomias chaquenhas no município de Porto Murtinho (MS), analisar se existem diferenças espaciais na riqueza e composição de espécies, como este resultado é afetado pelos diferentes métodos de amostragem comumente utilizados e quais espécies de formigas estão associadas a mirmecófitas amplamente distribuídas na área de estudo. Como resultado desse inventário são apresentadas, por fitofisionomia e método de coleta, 218 espécies e morfoespécies de formigas. Destas, 52 foram consideradas indicadoras de alguma das fitofisionomias (i.e, a diversidade e a composição encontradas podem ser explicadas pela diferenciação entre as fitofisionomias do Chaco Brasileiro), duas são espécies não descritas e 31 estão intimamente associadas a mirmecófitas, como Triplaris gardneriana (Polygonaceae), em que foram encontrados ninhos de dez espécies de formigas (são apresentados aspectos da ecologia, morfometria e formas de ocupação dos entrenós).
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                                        Variação na expressão da tristilia em uma espécie autoincompatível: implicações para a manutenção da heterostilia
                                        Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                        Tipo Tese
                                        Data 11/12/2013
                                        Área ECOLOGIA
                                        Orientador(es)
                                        • Erich Arnold Fischer
                                        Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                          • Nicolay Leme da Cunha
                                          Banca
                                          • Clemens Peter Schlindwein
                                          • Flávio Antônio Maes dos Santos
                                          • Hélder Nagai Consolaro
                                          • Michael John Gilbert Hopkins
                                          • Paulo Eugênio Alves Macedo De Oliveira
                                          Resumo A tristilia é um polimorfismo genético pouco frequente em angiospermas, onde flores possuem três
                                          morfotipos florais que diferem quanto à altura dos estigmas em relação aos estames. Polinizações
                                          legítimas ocorrem por meio da transferência de pólen entre alturas equivalentes de antera e
                                          estigma. O sistema é acompanhado de diversas características auxiliares e incompatibilidade
                                          heteromórfica, logo qualquer outra combinação entre pólen e estigma resulta em poucas ou
                                          nenhuma semente. A tristilia é apontada como mecanismo promotor de alogamia por meio de
                                          polinização cruzada intermediada por visitantes florais especializados, além de redução da
                                          interferência intrafloral entre pólen e estigma. A ação de forças estocásticas e deterministas podem
                                          rapidamente desestabilizar a tristilia e levar à quebra do sistema favorecendo a endogamia. Neste
                                          estudo viso compreender quais fatores determinam a manutenção e quebra da tristilia em
                                          Eichhornia azurea, espécie neotropical auto-incompatível de ampla distribuição geográfica.
                                          Amostrei populações no Pantanal, maior planície alagável do mundo, o qual tem a paisagem
                                          determinada pelo pulso de inundação anual. O estudo esta estruturado em três capítulos; no
                                          primeiro estimo a frequência dos morfotipos florais da espécie e quais são as forças estruturadoras
                                          que determinam sua frequência em populações ao longo de um gradiente de inundação no
                                          Pantanal. No segundo capítulo investigo a variação da comunidade de visitantes florais e sua
                                          funcionalidade entre populações e relação com a reciprocidade hercogâmica entre morfotipos
                                          florais de E. azurea. No terceiro e último capítulo investigo os fatores que determinam a variação
                                          de tratos florais e quebra da tristilia em E. azurea. Discuto a importância do fator biótico visitante
                                          floral e abiótico gradiente de inundação como forças direcionadoras para a manutenção e quebra
                                          da tristilia em E. azurea no Pantanal.
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