| Comunidades de mosquitos em gradientes de uso da terra na Amazônia e no Cerrado |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
16/07/2021 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alessandra Gutierrez de Oliveira
- Fabio de Oliveira Roque
- JOELMA SOARES DA SILVA
- Raquel Soares Juliano
- RICARDO AUGUSTO DOS PASSOS
- ROSEMARY APARECIDA ROQUE
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| Resumo |
Mudanças de paisagens naturais para paisagens antropogênicas têm causado efeitos negativos na biodiversidade de espécies, desequilíbrio entre os vetores, patógenos e seus hospedeiros, levando a um aumento significativo no número de algumas espécies de mosquitos, principalmente antropófilas. Nosso conhecimento ainda é limitado para identificar os níveis de transformação que geram mudanças críticas no sistema ecológico, se as comunidades de mosquitos mudam gradualmente ou se as mudanças são drásticas e repentinas. Talvez o mais importante desses preditores seja a quantidade total de vegetação nativa remanescente. Além disso, as modificações ambientais exercem papel importante para o surgimento de novos hábitats para diversas espécies de mosquitos vetores. A maioria dos estudos sobre mosquitos detectam o efeito da cobertura florestal na biodiversidade de mosquitos, além disso, as variáveis ambientais estão sendo relacionadas com a presença de espécies em áreas naturais e alteradas (exemplo: chuva, umidade, temperatura, qualidade da água dos criadouros). Neste estudo, nos três capítulos buscamos: (1) caracterizar o habitat larval de anofelinos e identificar variáveis limnológicas associadas com a presença de espécies; (2) avaliar como a perda de floresta pode afetar direta e indiretamente as assembléias de anofelinos nas duas estações (seco e chuvoso); (3) identificar o efeito da perda de vegetação nativa ao longo de um gradiente de cobertura florestal sobre a riqueza e abundância de mosquitos vetores e não vetores, e identificar limiares para cada espécie. No primeiro e segundo capítulo foram relizadas coletas de imatudos em diversos hábitats larvais de anofelinos na área peri-urbana da cidade de Manaus – AM, e o terceiro capítulo foram coletados mosquitos adultos ao longo de um gradiente de cobertura florestal em uma área de Cerrado no Planalto da Bodoquena – MS. Utilizamos a análise de correlação canônica para verificar a relação das variáveis limnológicas com a presença larval de
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anofelinos, além disso usamos a modelagem de equações estruturais para investigar os efeitos da cobertura florestal sobre a qualidade da água dos hábitats e na composição larval de anofelinos em diferentes estações. Para os mosquitos adultos, realizamos a seleção de modelos lineares e não lineares para avaliar a resposta da riqueza e abundância de mosquitos à perda de floresta. Em resumo, encontramos fortes evidências que as larvas de anofelinos são afetadas pela qualidade da água do habitat e que as variáveis limnológicas exercem papel importante para a presença de certas espécies. Além disso, a floresta possui papel importante nesses ambientes, afetando direta e indiretamente a assembléia de anofelinos nos habitats em ambas as estações. Por outro lado, no ambiente terrestre os mosquitos sofrem influência da cobertura florestal, com o aumento da abundância total. Entretanto, as espécies vetoras são beneficiadas com a diminuição da cobertura florestal e o inverso é observado para as espécies não vetoras. |
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| Fatores Determinantes da Posição Trófica em Consumidores Aquáticos, Fatores Macroecológicos e Evolutivos |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
28/05/2021 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Rafael Dettogni Guariento
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Bruno Renaly Souza Figueiredo
- Diogo Borges Provete
- Rafael Dettogni Guariento
- Rudi Ricardo Laps
- Yzel Rondon Súarez
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| Resumo |
A manutenção de um saldo energético positivo é crítica para a sobrevivência e sucesso reprodutivo de um consumidor, estratégias que maximizem a aquisição de energia e minimizem seu gasto modelam fundamentalmente as interações biológicas, organismos que apresentam as estratégias mais eficientes para a assimilação de nutrientes e energia podem alocar mais recursos na reprodução e podem propagar suas características. Espécies podem desenvolver diferentes adaptações para maximizar a razão entre energia assimilada e gasta dependendo de restrições morfológicas, fisiológicas ou ambientais. O foco desta tese é a relação entre o tamanho corporal e a posição trófica em consumidores marinhos partido do pressuposto de que a relação entre tais características pode ser muito importante para o saldo energético das espécies influenciando em seus meios de aquisição de recursos e em suas taxas metabólicas, sendo também influenciado por condições climáticas e ambientais. No primeiro capítulo foi utilizado um banco de dados publicado por Jennings & Cogan (2015) investigando a relação entro o tamanho corporal e a posição trófica em espécies de peixes e lulas explorando variações intra e interespecíficas com vistas a entender os mecanismos que levam a uma relação positiva entre o tamanho corporal e uma maior amplitude de posições tróficas ocuparas por consumidores ectotérmicos aquáticos. Foi encontrada uma relação geral positiva entre tamanho corporal e posição trófica e respostas específicas para a relação entre tamanho corporal e amplitude de posições tróficas dentro das espécies. No restante da tese foco no efeito de variáveis climáticas e ambientais sobre o tamanho corporal e a posição trófica de espécies de peixes ósseos, comparando espécies de climas temperados e tropicais assim como ambientes marinhos e de água doce, espécies ectotérmicas tem suas taxas metabólicas reguladas pela temperatura ambiente, sendo que espécies ectotérmicas habitando regiões quentes tem taxas metabólicas diferentes, geralmente mais altas, do que espécies habitando regiões mais frias, além disso o tipo de ambiente pode influenciar na
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disponibilidade de recursos, por exemplo, ambientes de água doce são geralmente menores e altamente influenciados pela entrada alóctone de matéria orgânica, levando a diferenças nas características relacionadas a estratégias alimentares e no gasto energético, por exemplo na posição trófica e no tamanho corporal, assim como na relação entre estas características. No segundo capítulo investiguei as taxas evolutivas e taxas de evolução correlacionada entre tamanho corporal e posição trófica utilizando um banco de dados global relacionado à árvore filogenética para peixes ósseos mais recente até a data, encontrei que a relação positiva entre tamanho corporal e posição trófica é mais evidente no clima tropical e que este padrão é possivelmente causado por diferenças na correlação evolutiva entre tamanho corporal e posição trófica entre diferentes climas. No último capítulo trabalhei com modelos de diversificação de espécies levando em conta a região climática de ocorrência das espécies e a guilda trófica à qual as espécies pertencem para identificar quais fatores levam à mais rápida ou lenta diversificação de espécies, encontrando que a prevalência da herbivoria nos trópicos pode ser devida à mais alta diversificação de guildas que apresentam posições tróficas baixas nestas regiões. |
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| Effects of climate change on Aedes aegypti |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
14/05/2021 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Ana Cláudia Piovezan Borges
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| Banca |
- ALBANIN APARECIDA MIELNICZKI PEREIRA
- Alessandra Gutierrez de Oliveira
- Fabio de Oliveira Roque
- Karthikeyan Chandrasegaran
- Luiz Ubiratan Hepp
- Renato Tavares Martins
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| Resumo |
Devido à alta concentração de gases de efeito estufa (GHGs) na atmosfera, é consenso que, atualmente, estamos vivendo uma emergência climática. O aumento da temperatura do planeta é uma das principais consequências das mudanças climáticas e impacta a biodiversidade de diferentes formas. Por serem organismos ectotérmicos, os insetos são mais suscetíveis a mudanças de temperatura, e muitos estudos têm investigado os efeitos do aumento da temperatura em insetos, especialmente em espécies que são vetores de patógenos, porque eles ameaçam a saúde humana. No entanto, o efeito combinado do aumento de temperatura e da concentração de CO2, o principal GHG, em insetos vetores é pouco estudado. Nessa tese, eu investiguei os efeitos das mudanças climáticas em Aedes aegypti, espécie que é vetor primário de vírus que causam Zika, chikungunya e dengue, e que ocorre em quase todas as regiões tropicais e subtropicais do mundo. A tese é dividida em três capítulos. No primeiro capítulo, eu investiguei o padrão global de colaboração em pesquisas que avaliam “efeitos da temperatura ou de mudanças climáticas em Aedes aegypti”, através de uma análise bibliométrica. Estudos que investigam os efeitos de mudanças climáticas em Aedes aegypti tiveram um aumento exponencial nos últimos 15 anos. Brasil e Argentina, dois países em desenvolvimento, aparecem entre os cinco países com maior número de publicações nessa área, enquanto outros países (por exemplo Índia e Paraguai), que também enfrentam problemas de saúde relacionados a doenças transmitidas pela espécie, têm pouca ou nenhuma publicação na área. Assim, é essencial que as colaborações internacionais incluam esses países. No segundo e terceiro capítulos, eu delineei experimentos em um microcosmo que simula o aumento simultâneo de temperatura e da concentração de CO2 para 2100 na cidade de Manaus, Amazonas, Brasil. O microcosmo é composto por quatro cenários simulados de mudanças climáticas (SCCS), um deles simula as condições climáticas atuais em Manaus (cenário Controle), e os outros três SCCS (Brando, Intermediário e Extremo) simulam os cenários climáticos B1, A1B e A2 preditos no Quarto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (da sigla em inglês IPCC). No segundo capítulo, eu avaliei os efeitos do SCCS e do risco de predação na sobrevivência das larvas e no padrão de emergência de adultos de Aedes aegypti. A sobrevivência das larvas de Aedes aegypti não foi afetada pelos SCCS ou pelo risco de predação, mas o padrão de emergência dos adultos foi afetado pelos SCCS. Cenários mais quentes aceleraram a emergência de Aedes aegypti adultos, e um pico de emergência foi observado no SCCS Intermediário. No terceiro capítulo, eu avaliei o sistema de defesa antioxidante (ADS) de Aedes aegypti. Eu testei as duas principais enzimas do ADS, catalase (CAT) e superóxido dismutase (SOD) em larvas e adultos de ambos os sexos de Aedes aegypti, criados nos SCCS. As respostas do ADS de larvas e fêmeas adultas de Aedes aegypti foram similares, e a atividade das duas enzimas não diferiu em nenhum SCCS. Porém, a atividade enzimática de machos adultos foi afetada pelo SCCS. Como resultados dos três capítulos, eu sugiro que haja um aumento das redes de colaboração internacional, principalmente conectando à rede global, países com pouca ou nenhuma pesquisa na área e que possam ser afetados pela espécie em cenários futuros de mudanças climáticas. Os resultados também estão de acordo com as predições sobre o aumento das populações de mosquitos em um futuro próximo, e indicam que a alocação de energia em Aedes aegypti pode diferir entre os estágios de vida e sexo. Além disso, o controle de vetores e as medidas de mitigação para reduzir a emissão de gases de efeito estufa devem ser levados a sério, dessa forma é possível reduzir o contato de mosquitos e humanos, e evitar as consequências para a saúde humana. |
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| Structure and trophic interactions in anuran metacommunities in Midwestern Brazil |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
17/03/2021 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Denise De Cerqueira Rossa Feres
- Diego Jose Santana Silva
- Jeferson Vizentin-Bugoni
- Paula Cabral Eterovick
- Paulo Roberto Guimarães Junior
- Timothée Emmanuel Poisot
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| Resumo |
Comunidades e metacomunidades variam em composição no tempo e no espaço. Da mesma forma, as interações entre as espécies também podem variar ao longo dessas dimensões. Meu objetivo nesta tese é compreender os efeitos do tempo e do espaço nas metacomunidades de anuros, bem como nas interações anuro-presa. No primeiro capítulo, analisei os padrões estruturais das redes de interação anuros-presas em diferentes partes do mundo. Como resultado sugiro que diferentes processos, mediados principalmente pela latitude, estão moldando a arquitetura das redes anuros-presas em todo o mundo. No segundo capítulo, examinei os padrões sazonais da contribuição local para a diversidade beta (LCBD) de anuros em diferentes ecorregiões do Oeste do Brasil e avaliei sua correlação com a riqueza e se os preditores ambientais e/ou espaciais guiam os padrões de LCBD. Eu descobri que os padrões de LCBD são semelhantes entre as estações, com os locais tendendo a contribuir da mesma forma para a exclusividade da comunidade durante a estação seca e chuvosa. Entre as ecorregiões estudadas, o Cerrado apresentou os maiores valores de LCBD em ambas as estações. Além disso, a LCBD foi negativamente correlacionada com a riqueza de espécies na estação seca. Também descobri que a variação da LCBD foi explicada pela ecorregião na estação seca, mas na estação chuvosa os modelos globais ambientais e espaciais não foram significativos. Finalmente, no terceiro capítulo, avaliei a mudança das interações anuro-presa entre as estações e entre quatro ecorregiões no Oeste do Brasil. Meus resultados indicaram que a variação na beta diversidade das interações entre as estações e entre as áreas foi gerada por diferenças na disponibilidade de presas. A beta diversidade das interações entre ecorregiões e estações do ano foi alta e impulsionada principalmente pela religação das interações. Além disso, a diversidade beta das espécies foi positivamente relacionada à distância geográfica, mas o mesmo não ocorreu com a beta diversidade das interações. Eu proponho que a flutuação na abundância das presas junto com a capacidade limitada de dispersão dos anuros e presas são responsáveis pelo padrão
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temporal e espacial das redes entre anuros e presas. Assim, as metacomunidades de anuros e suas interações variam no tempo e no espaço, mas os processos que estão conduzindo esses padrões são únicos e diferem dependendo da ecorregião. |
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| Structure and trophic interactions in anuran metacommunities in Midwestern Brazil |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
17/03/2021 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
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| Resumo |
Comunidades e metacomunidades variam em composição no tempo e no espaço. Da
mesma forma, as interações entre as espécies também podem variar ao longo dessas
dimensões. Meu objetivo nesta tese é compreender os efeitos do tempo e do espaço nas
metacomunidades de anuros, bem como nas interações anuro-presa. No primeiro capítulo,
analisei os padrões estruturais das redes de interação anuros-presas em diferentes partes do
mundo. Como resultado sugiro que diferentes processos, mediados principalmente pela
latitude, estão moldando a arquitetura das redes anuros-presas em todo o mundo. No segundo
capítulo, examinei os padrões sazonais da contribuição local para a diversidade beta (LCBD)
de anuros em diferentes ecorregiões do Oeste do Brasil e avaliei sua correlação com a riqueza
e se os preditores ambientais e/ou espaciais guiam os padrões de LCBD. Eu descobri que os
padrões de LCBD são semelhantes entre as estações, com os locais tendendo a contribuir da
mesma forma para a exclusividade da comunidade durante a estação seca e chuvosa. Entre as
ecorregiões estudadas, o Cerrado apresentou os maiores valores de LCBD em ambas as
estações. Além disso, a LCBD foi negativamente correlacionada com a riqueza de espécies na
estação seca. Também descobri que a variação da LCBD foi explicada pela ecorregião na
estação seca, mas na estação chuvosa os modelos globais ambientais e espaciais não foram
significativos. Finalmente, no terceiro capítulo, avaliei a mudança das interações anuro-presa
entre as estações e entre quatro ecorregiões no Oeste do Brasil. Meus resultados indicaram
que a variação na beta diversidade das interações entre as estações e entre as áreas foi gerada
por diferenças na disponibilidade de presas. A beta diversidade das interações entre
ecorregiões e estações do ano foi alta e impulsionada principalmente pela religação das
interações. Além disso, a diversidade beta das espécies foi positivamente relacionada à
distância geográfica, mas o mesmo não ocorreu com a beta diversidade das interações. Eu
proponho que a flutuação na abundância das presas junto com a capacidade limitada de
dispersão dos anuros e presas são responsáveis pelo padrão temporal e espacial das redes
entre anuros e presas. Assim, as metacomunidades de anuros e suas interações variam no
tempo e no espaço, mas os processos que estão conduzindo esses padrões são únicos e
diferem dependendo da ecorregião
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| Estrutura da Comunidade de Fungos Endofíticos eBioprospecção de Isolados de Aspilia grazielae (Santos), Espécie Vegetal Endêmica de Mato Grosso do Sul |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
13/11/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Aline Pedroso Lorenz
- Bianca Obes Correa
- Cirano José Ulhoa
- Gecele Matos Paggi
- Maria Rita Marques
- Wellington Santos Fava
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| Resumo |
O uso de novas tecnologias para o estudo do DNA vem crescendo nos últimos anos. Essas mudanças iniciaram em 2005, com o surgimento das primeiras tecnologias conhecidas como NGS (Next Generation Sequencing), permitindo uma nova abordagem de sequenciamento em larga escala. Essas novas tecnologias promovem o sequenciamento de DNA em plataformas capazes de gerar informação sobre milhões de pares de bases. Neste trabalho, utilizamos a plataforma Illumina MiSeq para investigar e comparar a estrutura da comunidade de fungos endofíticos da espécie vegetal Aspilia grazielae. Também utilizamos o método de plaqueamento de fragmentos vegetais (folhas e raízes) em meio BDA para isolamento de fungos endofíticos in vivo. Este trabalho foi dividido em três capítulos, que abordam aspectos relacionados à estrutura da comunidade dos fungos endofíticos e o seu potencial biotecnológico para biorremediação e bioprospecção. Foi investigado como a mineração influencia na estrutura da comunidade de fungos endofíticos de plantas crescidas em duas áreas, uma nativa e outra de recuperação (capítulo 1), o potencial biotecnológico para biorremediação de Fe+2 e Mn+2 pelos fungos que apresentaram maior tolerância e esses metais (capítulo 2), e a capacidade de três isolados do gênero Aspergillus em promover o crescimento de mudas de Aspilia grazielae (capítulo 3). De acordo com os resultados apresentados no capítulo 1, encontramos uma redução significativa do filo de Ascomycota na área de recuperação, indicando grande impacto do processo antropogênico nessa comunidade. Portanto, embora nosso estudo seja um instantâneo dessa comunidade complexa, sugerimos a importância de preservar a área nativa dos maciços do Pantanal, não apenas para conservar a biodiversidade da micobiota, mas também como fonte de comunidade endofítica da rizosfera para colonizar áreas de recuperação de atividades de mineração que poderiam ser fundamentais para o sucesso das iniciativas de restauração. No capítulo 2, no qual avaliamos o potencial de biorremediação pelos isolados do gênero Aspergillus e Penicillium, constatamos que o gênero Aspergillus se mostrou mais tolerante aos metais testados do que o gênero Penicillium. Contudo, para fins de biorremediação, os isolados de Aspergillus não foram tão eficientes na remoção dos metais em meio líquido quanto o gênero Penicillium. Um isolado do gênero Penicillium (CR1) mostrou ser o mais eficiente para remoção de metais, principalmente de Fe+2, dentre todos os isolados testados, indicando que o mesmo apresenta um alto potencial para biorremediação de Fe+2. Tais resultados sugerem que a cepa CR1 tem potencial para aplicabilidade na remediação de metais pesados de solos e águas poluídos. No capítulo 3, os resultados mostraram a capacidade dos isolados de Aspergillus em crescer em meio de cultura contendo soluções concentradas de Fe+2 e Mn+2. Observou-se também que os isolados promoveram o crescimento vegetativo das mudas de A. grazielae, quando adicionados ao solo, atuando como bioestimuladores de crescimento, e com potencial para biofertilizantes em programas de agricultura sustentável. No entanto, mais estudos são necessários para propor a preparação de uma bioformulação indutora de crescimento, e revelar os mecanismos pelos quais estes fungos atuam. |
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| Sexual and density dependent behavior in two neotropical small mammals |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/09/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Thiago Mateus Rocha dos Santos
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| Banca |
- Camila dos Santos de Barros
- Erich Arnold Fischer
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
- Mauricio de Almeida Gomes
- Wellington Hannibal Lopes
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| Resumo |
1. Área de vida e seleção de recursos são importantes abordagens ecológicas para o compreendimento de como os animais ocupam o espaço e como eles utilizam os recursos. O sexo dos animais é um importante fator intrínseco que pode mediar ou alterar em como o indivíduo uso o habitat e seleciona o recurso. Outro importante fator é a densidade populacional que pode limitar ou facilitar tanto a formação e ocupação da área de vida como a seleção dos recursos.
2. Aqui nós apresentamos dois estudo, um relacionado à área de vida do gambá Didelphis albiventris em uma área urbana e o outro sobre a seleção de recursos no roedor Thrichomys fosteri em uma região do Pantanal. No primeiro nós investigamos a relação da massa corpórea e do sexo influenciando a área de vida, hipotetizando que machos devem ter áreas de vida maiores que fêmeas e animais maiores devem ter áreas devida maiores. No segundo estudo, nós hipotetizamos que o principal recurso para o roedor deve ser a formação de bromélias comum na área de estudo pois a proteção deve ser o fator chave na seleção de recursos, entretanto fêmeas devem selecionar mais esse recurso que machos. Nós também hipotetizamos que a abundância de coespecíficos deve promover uma seleção negativa pelas fêmeas e positiva para os machos, devido às diferenças comportamentais relacionadas aos sexos.
3. Não encontramos relação do sexo nem o peso com o tamanho da área de vida em D. albiventris, entretanto fêmeas apresentaram baixa sobreposição das áreas core entre elas do que os machos. A formação de bromélias foi o principal recurso para T. fosteri, entretanto a força de seleção foi quase o dobro para fêmeas que para machos. A densidade populacional leva à uma seleção negativa pelas fêmeas enquanto para machos leva à uma seleção positiva.
4. A limitação espacial e as barreiras urbanas podem ser um fator que explica a ausência de efeito da massa e sexo na área de vida dos gambás. Além disso, suplementação de alimentação com restos humanos e o hábito generalista também podem limitar a movimentação de animais urbanos. A baixa sobreposição das áreas core de fêmeas pode ser uma resposta do comportamento reprodutivo onde fêmeas necessitam de áreas mais exclusivas para o cuidado da prole. A seleção maior de fêmeas de T. fosteri por bromélias também pode ser explicada pela maior necessidade de proteção das fêmeas que possuem seu sucesso reprodutivo na sobrevivência da prole e da mesma forma, elas tendem a evitar áreas com alta densidade populacional. Já machos, maximizam seu sucesso reprodutivo cobrindo um maior número de fêmeas, assim eles devem se expor mais e não evitar áreas com alta densidade de indivíduos.
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| Metacomunidade de Chrysomelidae (Coleoptera) em remanescentes florestais e sua relação com os atributos locais e da paisagem |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
03/09/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Camila Aoki
- Diogo Borges Provete
- Francisco Valente Neto
- Mauricio de Almeida Gomes
- Pedro Giovâni da Silva
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| Resumo |
Mudanças na cobertura e uso do solo têm sido uma grande ameaça à biodiversidade por reduzir áreas de habitat natural e por alterar a dinâmica de metacomunidades originais, via fragmentação de habitat. Nesta tese, meu objetivo é compreender os efeitos das características da paisagem (i.e., composição e estrutura) e das características do habitat sobre a metacomunidade de Chrysomelidae (Coleoptera), habitantes de fragmentos relictuais de floresta semidecídua em uma paisagem com intensa prática agrícola. No primeiro capítulo apresento uma descrição da região de estudo, da assembleia destes besouros quanto a sua riqueza e composição, e os padrões espaciais e temporais de distribuição na área e período de estudo. Ao todo, foram capturados 610 indivíduos de 135 espécies pertencentes a sete subfamílias em 18 remanescentes florestais. Galerucinae e Eumolpinae apresentaram a maior riqueza e abundância. O maior pico de abundância e riqueza aconteceu em outubro de 2017, enquanto os menores valores foram registrados em fevereiro de 2018. No segundo capítulo, descrevo os efeitos da paisagem e do habitat sobre a riqueza e composição dos besouros crisomelídeos. Os resultados mostram que a riqueza de Chrysomelidae depende de características da paisagem e de processos espacialmente estruturados, que são independentes das características do habitat e paisagem. Quanto à composição de espécies, os resultados evidenciam a importância dos processos espacialmente estruturados em escala ampla, sendo estes processos responsáveis por determinar a variação na composição de espécies. As características da paisagem e do habitat não explicaram significativamente a variação na composição de espécies. Estes resultados de que a assembleia de crisomelídeos não está relacionada aos atributos da paisagem e do habitat, mas sim às estruturas espaciais, indica que há processos espacialmente estruturados que são independentes das características da paisagem e do habitat. Sendo assim, esta assembleia deve se organizar de acordo com a dinâmica de manchas, na qual as manchas de habitat são relativamente homogêneas (na perspectiva das espécies) e a dispersão é o fator mais importante que pode estar estruturando esta metacomunidade. |
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| Reforço populacional do jabuti Chelonoidis carbonarius (Spix,1824) em um remanescente urbano de Cerrado |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/07/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Diego Jose Santana Silva
- Laura Verrastro Vinas
- Liliana Piatti
- Rudi Ricardo Laps
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| Resumo |
Processos de resgate de fauna e reintrodução de animais silvestres são comuns no Brasil e seus efeitos sobre as populações residentes são desconhecidos. Com o objetivo de ajudar a dar um destino mais apropriado para os animais encontrados nos centros de triagem e reabilitação de animais silvestres, esse projeto realizou um reforço populacional de jabutis-piranga (Chelonoidis carbonarius) com animais provindos desses centros. O estudo foi estruturado em dois capítulos: a primeira discute os aspectos gerais do reforço populacional de jabutis e a segunda parte aborda os padrões espaciais dos indivíduos soltos no ambiente natural. O trabalho foi realizado no fragmento florestal da UFMS (Campo Grande, MS, Brasil). Vinte e seis jabutis provenientes do CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) passaram por exames clínicos e físicos, sendo 11 soltos (equipados com GPS) no fragmento através da técnica de soltura gradual. Durante o período de aclimatação, foram fornecidos alimento e água, bem como um monitoramento sanitário e nutricional. Após esse período, os indivíduos foram soltos e monitorados, tendo sua movimentação e saúde avaliados. Um indivíduo morreu durante o período de monitoramento e apenas um animal voltou ao local de soltura para se alimentar. Os animais eventualmente foram encontrados fora da reserva, caminhando pelo campus da universidade. Os jabutis se dispersaram de maneira rápida e curta. Nem que nem o sexo nem o peso do animal influenciaram os parâmetros dos modelos de dispersão. O movimento dos animais soltos foi semelhante ao dos nativos, possuindo áreas de vida de tamanho semelhante. Além disso, nem o peso e nem o sexo influenciaram no tamanho das áreas de vidas. Podemos considerar que a translocação dos indivíduos foi bem-sucedida a curto prazo, visto que houve uma alta sobrevivência dos animais soltos, bem como o estabelecimento de suas áreas de vida dentro do perímetro do local de soltura. |
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| Reforço populacional do jabuti Chelonoidis carbonarius (Spix,1824) em um remanescente urbano de Cerrado |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/07/2020 |
| Área |
ECOLOGIA APLICADA |
| Orientador(es) |
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Diego Jose Santana Silva
- LARISSA NASCIMENTO BARRETO
- Laura Verrastro Vinas
- Liliana Piatti
- Rudi Ricardo Laps
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| Resumo |
Processos de resgate de fauna e reintrodução de animais silvestres são comuns no Brasil e seus efeitos sobre as populações residentes são desconhecidos. Com o objetivo de ajudar a dar um destino mais apropriado para os animais encontrados nos centros de triagem e reabilitação de animais silvestres, esse projeto realizou um reforço populacional de jabutis-piranga (Chelonoidis carbonarius) com animais provindos desses centros. O estudo foi estruturado em dois capítulos: a primeira discute os aspectos gerais do reforço populacional de jabutis e a segunda parte aborda os padrões espaciais dos indivíduos soltos no ambiente natural. O trabalho foi realizado no fragmento florestal da UFMS (Campo Grande, MS, Brasil). Vinte e seis jabutis provenientes do CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) passaram por exames clínicos e físicos, sendo 11 soltos (equipados com GPS) no fragmento através da técnica de soltura gradual. Durante o período de aclimatação, foram fornecidos alimento e água, bem como um monitoramento sanitário e nutricional. Após esse período, os indivíduos foram soltos e monitorados, tendo sua movimentação e saúde avaliados. Um indivíduo morreu durante o período de monitoramento e apenas um animal voltou ao local de soltura para se alimentar. Os animais eventualmente foram encontrados fora da reserva, caminhando pelo campus da universidade. Os jabutis se dispersaram de maneira rápida e curta. Nem que nem o sexo nem o peso do animal influenciaram os parâmetros dos modelos de dispersão. O movimento dos animais soltos foi semelhante ao dos nativos, possuindo áreas de vida de tamanho semelhante. Além disso, nem o peso e nem o sexo influenciaram no tamanho das áreas de vidas. Podemos considerar que a translocação dos indivíduos foi bem-sucedida a curto prazo, visto que houve uma alta sobrevivência dos animais soltos, bem como o estabelecimento de suas áreas de vida dentro do perímetro do local de soltura. |
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| Flora, fenologia reprodutiva e redes de interações plantas-borboletas na Borda Oeste do Pantanal, MS |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/06/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- André Rodrigo Rech
- Camila Silveira de Souza
- Erich Arnold Fischer
- Maria Rosangela Sigrist
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| Resumo |
A borda oeste do Pantanal engloba enclaves de relevo residual caracterizados por
diversas fitofisionomias, que contrastam com a vegetação aquática na planície
inundável pantaneira. Dentre essas formações, encontram-se as vegetações típicas de
mata decídua, que ocorrem nas encostas calcáreas e manchas de solo ferruginoso, e as
vegetações de cangas, que ocorrem sobre lajedos ferruginosos. Ambas as vegetações
estão sujeitas a condições ambientais extremas, definidas pela constituição edafo
topográfica, baixa precipitação e retenção hídrica do solo, resultando em uma
heterogeneidade de micro-habitas que determina a distribuição, abundância e interações
entre as espécies. Essas áreas estão também sujeitas à intensa ação antrópica, que
constitui em importante risco na manutenção de populações de espécies endêmicas ou
vulneráveis. Estudos ecológicos sobre a distribuição espacial e temporal das espécies,
bem como suas interações com polinizadores locais, são ferramentas importantes em
projetos de conservação. Seis áreas distribuídas entre fitofisionomias de canga, mata
decídua ferruginosa e mata decídua calcárea foram monitoradas durante o período de
janeiro de 2017 a dezembro de 2018, quanto aos seus aspectos florísticos, de
diversidade funcional, fenologia reprodutiva e de suas interações com lepidópteros
visitantes florais. As matas decíduas calcárea e ferruginosa foram semelhantes tanto na
prevalência dos atributos funcionais quanto no arranjo dos grupos funcionais. Os grupos
funcionais de canga refletem o arranjo espacial das espécies (espécies abundantes e
esparsas no lajedo, além de espécies relacionadas às ilhas de vegetação) e as estratégias
ecológicas frente ao estresse ambiental (herbáceas anuais, árvores e arbustos,
suculentas), mas as três áreas estudadas apresentaram baixa riqueza funcional. A
floração e a frutificação nesses ecossitemas foram anuais, não-sazonais e fracamente
9
sincrônicas no nível de espécie, mas com forte sincronia entre indivíduos na
comunidade. Como era esperado, de acordo com outros estudos em ambientes sazonais,
as fenofases apresentaram correlação com fatores abióticos, como temperatura,
precipitação e comprimento do dia. As redes de interações com lepidópteros visitantes
florais apresentaram baixa conectância, mas especialização, aninhamento e
modularidade significativos. E como estudo de caso, cangas da região do Maciço do
Urucum possuem uma grande riqueza de espécies e alta diversidade beta, semelhantes a
de outros afloramentos ferruginosos do Brasil. As informações resultantes desse estudo
podem nortear e embasar futuras ações de manejo e conservação de espécies endêmicas
e dos ecossistemas sazonais da borda oeste do Pantanal. |
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| FLORA, FENOLOGIA REPRODUTIVA E REDE DE INTERAÇÕES PLANTAS-LEPIDÓPTEROS NA BORDA OESTE DO PANTANAL SUL |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/06/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
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| Banca |
- André Rodrigo Rech
- Camila Silveira de Souza
- Erich Arnold Fischer
- Maria Rosangela Sigrist
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| Resumo |
A borda oeste do Pantanal engloba enclaves de relevo residual caracterizados por
diversas fitofisionomias, que contrastam com a vegetação aquática na planície
inundável pantaneira. Dentre essas formações, encontram-se as vegetações típicas de
mata decídua, que ocorrem nas encostas calcáreas e manchas de solo ferruginoso, e as
vegetações de cangas, que ocorrem sobre lajedos ferruginosos. Ambas as vegetações
estão sujeitas a condições ambientais extremas, definidas pela constituição edafo
topográfica, baixa precipitação e retenção hídrica do solo, resultando em uma
heterogeneidade de micro-habitas que determina a distribuição, abundância e interações
entre as espécies. Essas áreas estão também sujeitas à intensa ação antrópica, que
constitui em importante risco na manutenção de populações de espécies endêmicas ou
vulneráveis. Estudos ecológicos sobre a distribuição espacial e temporal das espécies,
bem como suas interações com polinizadores locais, são ferramentas importantes em
projetos de conservação. Seis áreas distribuídas entre fitofisionomias de canga, mata
decídua ferruginosa e mata decídua calcárea foram monitoradas durante o período de
janeiro de 2017 a dezembro de 2018, quanto aos seus aspectos florísticos, de
diversidade funcional, fenologia reprodutiva e de suas interações com lepidópteros
visitantes florais. As matas decíduas calcárea e ferruginosa foram semelhantes tanto na
prevalência dos atributos funcionais quanto no arranjo dos grupos funcionais. Os grupos
funcionais de canga refletem o arranjo espacial das espécies (espécies abundantes e
esparsas no lajedo, além de espécies relacionadas às ilhas de vegetação) e as estratégias
ecológicas frente ao estresse ambiental (herbáceas anuais, árvores e arbustos,
suculentas), mas as três áreas estudadas apresentaram baixa riqueza funcional. A
floração e a frutificação nesses ecossitemas foram anuais, não-sazonais e fracamente
9
sincrônicas no nível de espécie, mas com forte sincronia entre indivíduos na
comunidade. Como era esperado, de acordo com outros estudos em ambientes sazonais,
as fenofases apresentaram correlação com fatores abióticos, como temperatura,
precipitação e comprimento do dia. As redes de interações com lepidópteros visitantes
florais apresentaram baixa conectância, mas especialização, aninhamento e
modularidade significativos. E como estudo de caso, cangas da região do Maciço do
Urucum possuem uma grande riqueza de espécies e alta diversidade beta, semelhantes a
de outros afloramentos ferruginosos do Brasil. As informações resultantes desse estudo
podem nortear e embasar futuras ações de manejo e conservação de espécies endêmicas
e dos ecossistemas sazonais da borda oeste do Pantanal. |
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| Flora, fenologia reprodutiva e rede de interações plantas-lepidópteros na borda oeste do Pantanal sul |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/06/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- André Rodrigo Rech
- Camila Silveira de Souza
- Erich Arnold Fischer
- Maria Rosangela Sigrist
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| Resumo |
A borda oeste do Pantanal engloba enclaves de relevo residual caracterizados por diversas fitofisionomias, que contrastam com a vegetação aquática na planície inundável pantaneira. Dentre essas formações, encontram-se as vegetações típicas de mata decídua, que ocorrem nas encostas calcáreas e manchas de solo ferruginoso, e as vegetações de cangas, que ocorrem sobre lajedos ferruginosos. Ambas as vegetações estão sujeitas a condições ambientais extremas, definidas pela constituição edafo-topográfica, baixa precipitação e retenção hídrica do solo, resultando em uma heterogeneidade de microhabitats que determina a distribuição, abundância e interações entre as espécies. Essas áreas estão também sujeitas à intensa ação antrópica, que constitui em importante risco na manutenção de populações de espécies endêmicas ou vulneráveis. Estudos ecológicos sobre a distribuição espacial e temporal das espécies, bem como suas interações com polinizadores locais, são ferramentas importantes em projetos de conservação. Seis áreas distribuídas entre fitofisionomias de canga, mata decídua ferruginosa e mata decídua calcárea foram monitoradas durante o período de janeiro de 2017 a dezembro de 2018, quanto aos seus aspectos florísticos, de diversidade funcional, fenologia reprodutiva e de suas interações com lepidópteros visitantes florais. As matas decíduas calcárea e ferruginosa foram semelhantes tanto na prevalência dos atributos funcionais quanto no arranjo dos grupos funcionais. Os grupos funcionais de canga refletem o arranjo espacial das espécies (espécies abundantes e esparsas no lajedo, além de espécies relacionadas às ilhas de vegetação) e as estratégias ecológicas frente ao estresse ambiental (herbáceas anuais, árvores e arbustos, suculentas), mas as três áreas estudadas apresentaram baixa riqueza funcional. A floração e a frutificação nesses ecossitemas foram anuais, não-sazonais e fracamente sincrônicas no nível de espécie, mas com forte sincronia entre indivíduos na comunidade. Como era esperado, de acordo com outros estudos em ambientes sazonais, as fenofases apresentaram correlação com fatores abióticos, como temperatura, precipitação e comprimento do dia. As redes de interações com lepidópteros visitantes florais apresentaram baixa conectância, mas especialização, aninhamento e modularidade significativos. E como estudo de caso, cangas da região do Maciço do Urucum possuem uma grande riqueza de espécies e alta diversidade beta, semelhantes a de outros afloramentos ferruginosos do Brasil. As informações resultantes desse estudo podem nortear e embasar futuras ações de manejo e conservação de espécies endêmicas e dos ecossistemas sazonais da borda oeste do Pantanal. |
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| FLORA, FENOLOGIA REPRODUTIVA E REDE DE INTERAÇÕES PLANTAS-LEPIDÓPTEROS NA BORDA OESTE DO PANTANAL SUL |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/06/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- André Rodrigo Rech
- Camila Silveira de Souza
- Erich Arnold Fischer
- Maria Rosangela Sigrist
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| Resumo |
A borda oeste do Pantanal engloba enclaves de relevo residual caracterizados por diversas fitofisionomias, que contrastam com a vegetação aquática na planície inundável pantaneira. Dentre essas formações, encontram-se as vegetações típicas de mata decídua, que ocorrem nas encostas calcáreas e manchas de solo ferruginoso, e as vegetações de cangas, que ocorrem sobre lajedos ferruginosos. Ambas as vegetações estão sujeitas a condições ambientais extremas, definidas pela constituição edafo-topográfica, baixa precipitação e retenção hídrica do solo, resultando em uma heterogeneidade de microhabitats que determina a distribuição, abundância e interações entre as espécies. Essas áreas estão também sujeitas à intensa ação antrópica, que constitui em importante risco na manutenção de populações de espécies endêmicas ou vulneráveis. Estudos ecológicos sobre a distribuição espacial e temporal das espécies, bem como suas interações com polinizadores locais, são ferramentas importantes em projetos de conservação. Seis áreas distribuídas entre fitofisionomias de canga, mata decídua ferruginosa e mata decídua calcárea foram monitoradas durante o período de janeiro de 2017 a dezembro de 2018, quanto aos seus aspectos florísticos, de diversidade funcional, fenologia reprodutiva e de suas interações com lepidópteros visitantes florais. As matas decíduas calcárea e ferruginosa foram semelhantes tanto na prevalência dos atributos funcionais quanto no arranjo dos grupos funcionais. Os grupos funcionais de canga refletem o arranjo espacial das espécies (espécies abundantes e esparsas no lajedo, além de espécies relacionadas às ilhas de vegetação) e as estratégias ecológicas frente ao estresse ambiental (herbáceas anuais, árvores e arbustos, suculentas), mas as três áreas estudadas apresentaram baixa riqueza funcional. A floração e a frutificação nesses ecossitemas foram anuais, não-sazonais e fracamente sincrônicas no nível de espécie, mas com forte sincronia entre indivíduos na comunidade. Como era esperado, de acordo com outros estudos em ambientes sazonais, as fenofases apresentaram correlação com fatores abióticos, como temperatura, precipitação e comprimento do dia. As redes de interações com lepidópteros visitantes florais apresentaram baixa conectância, mas especialização, aninhamento e modularidade significativos. E como estudo de caso, cangas da região do Maciço do Urucum possuem uma grande riqueza de espécies e alta diversidade beta, semelhantes a de outros afloramentos ferruginosos do Brasil. As informações resultantes desse estudo podem nortear e embasar futuras ações de manejo e conservação de espécies endêmicas e dos ecossistemas sazonais da borda oeste do Pantanal. |
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| Understanding the threshold of species loss by combining local knowledge with in-field data on mammal and bird species in the Cerrado Hotspot |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
29/06/2020 |
| Área |
ECOLOGIA DE ECOSSISTEMAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Danilo Bandini Ribeiro
- Fabio de Oliveira Roque
- Mauricio de Almeida Gomes
- Maurício Silveira
- Rudi Ricardo Laps
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| Resumo |
A mudança no uso da terra induzida pelos seres humanos é a ameaça mais importante que afeta a sobrevivência de várias espécies e reduz a provisão de serviços ecossistêmicos para as comunidades locais. Estudos recentes mostraram que, uma vez que a cobertura vegetal das paisagens atinge determinados níveis, o número de espécies diminui mais rapidamente, o que é chamado limiar de perda de espécies. É urgente realizar esses estudos em paisagens modificadas pelos seres humanos, a fim de fornecer informações relevantes para a tomada de decisões e conservação em terras públicas e privadas. Além disso, é altamente relevante incluir ecossistemas não florestais no escopo, como o Hotspot do Cerrado, uma vez que esses tipos de ecossistemas têm sido frequentemente negligenciados para conservação no Brasil. Este estudo aborda o limiar de perda de espécies em paisagens modificadas pelos seres humanos em duas perspectivas diferentes. Primeiro, faz uma revisão de estudos empíricos em todo o mundo que usam a abordagem do limiar de perda de espécies com aves e encontra 31 artigos publicados de 1994 a 2018, com 24 estudos realizados em latitudes temperadas e sete em regiões tropicais, observando a tendência crescente de os estudos e sua potencial aplicação a estratégias de conservação e restauração de paisagens para conservação de aves. Em seguida, realiza uma pesquisa empírica no planalto da Serra da Bodoquena com 18 mamíferos de médio e grande porte e seis espécies de aves, utilizando dados coletados com armadilhas fotográficas. Concentra-se nos 9 mamíferos e 2 aves que responderam negativamente à perda de vegetação nativa a 500 m de buffer, resultando em um limiar médio de 56% da cobertura vegetal nativa. Ao interpolar esse valor em mapas de conversão de uso antropogênico modelados para 2030 e 2050 para projetar como a probabilidade de ocupação mudará ao longo do tempo, a perda anual prevista foi 22,6 km2 acima do valor limite médio, indicando que quase metade da área atual com valores acima do limite estará abaixo deles em 2050. Além disso, este estudo explora um componente mais social investigando a percepção do habitante local sobre a riqueza e o declínio de mamíferos no nível da propriedade. Para entender as diferenças de percepção de acordo com a principal atividade econômica, realizei entrevistas com 37 habitantes locais dedicados à produção agrícola, pecuária e turismo em uma área do Cerrado no estado de Mato Grosso do Sul. Embora não encontre diferença significativa na riqueza total percebida de acordo com a atividade econômica, há uma diferença significativa na percepção de riqueza de espécies de áreas abertas e de florestas dentro de propriedades turísticas (t 0,0194, n = 6), o que sugere que essa categoria de os proprietários de terras, contando com atividades econômicas relacionadas à biodiversidade, têm um melhor conhecimento sobre sua biodiversidade e podem estar dispostos a proteger grandes áreas de florestas em suas propriedades. |
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| FLORA, FENOLOGIA REPRODUTIVA E REDE DE INTERAÇÕES PLANTAS-LEPIDÓPTEROS NA BORDA OESTE DO PANTANAL SUL |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
03/06/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- André Rodrigo Rech
- Camila Silveira de Souza
- Erich Arnold Fischer
- Maria Rosangela Sigrist
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| Resumo |
A borda oeste do Pantanal engloba enclaves de relevo residual caracterizados por diversas fitofisionomias, que contrastam com a vegetação aquática na planície inundável pantaneira. Dentre essas formações, encontram-se as vegetações típicas de mata decídua, que ocorrem nas encostas calcáreas e manchas de solo ferruginoso, e as vegetações de cangas, que ocorrem sobre lajedos ferruginosos. Ambas as vegetações estão sujeitas a condições ambientais extremas, definidas pela constituição edafo-topográfica, baixa precipitação e retenção hídrica do solo, resultando em uma heterogeneidade de microhabitats que determina a distribuição, abundância e interações entre as espécies. Essas áreas estão também sujeitas à intensa ação antrópica, que constitui em importante risco na manutenção de populações de espécies endêmicas ou vulneráveis. Estudos ecológicos sobre a distribuição espacial e temporal das espécies, bem como suas interações com polinizadores locais, são ferramentas importantes em projetos de conservação. Seis áreas distribuídas entre fitofisionomias de canga, mata decídua ferruginosa e mata decídua calcárea foram monitoradas durante o período de janeiro de 2017 a dezembro de 2018, quanto aos seus aspectos florísticos, de diversidade funcional, fenologia reprodutiva e de suas interações com lepidópteros visitantes florais. As matas decíduas calcárea e ferruginosa foram semelhantes tanto na prevalência dos atributos funcionais quanto no arranjo dos grupos funcionais. Os grupos funcionais de canga refletem o arranjo espacial das espécies (espécies abundantes e esparsas no lajedo, além de espécies relacionadas às ilhas de vegetação) e as estratégias ecológicas frente ao estresse ambiental (herbáceas anuais, árvores e arbustos, suculentas), mas as três áreas estudadas apresentaram baixa riqueza funcional. A floração e a frutificação nesses ecossitemas foram anuais, não-sazonais e fracamente sincrônicas no nível de espécie, mas com forte sincronia entre indivíduos na comunidade. Como era esperado, de acordo com outros estudos em ambientes sazonais, as fenofases apresentaram correlação com fatores abióticos, como temperatura, precipitação e comprimento do dia. As redes de interações com lepidópteros visitantes florais apresentaram baixa conectância, mas especialização, aninhamento e modularidade significativos. E como estudo de caso, cangas da região do Maciço do Urucum possuem uma grande riqueza de espécies e alta diversidade beta, semelhantes a de outros afloramentos ferruginosos do Brasil. As informações resultantes desse estudo podem nortear e embasar futuras ações de manejo e conservação de espécies endêmicas e dos ecossistemas sazonais da borda oeste do Pantanal. |
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| Aggregation, biogeography and landscape ecology of bat ectoparasites |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
12/03/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Boris Krasnov
- Ciro Libio Caldas dos Santos
- Luiz Eduardo Roland Tavares
- Romeo Alberto Saldana Vásquez
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| Resumo |
Parasitismo é um dos estilos de vida mais bem-sucedido na natureza. Estimativas mostram que praticamente metade das espécies na Terra são parasitas. Essa diversidade reflete a importância dos parasitas para os ecossistemas. Parasitas controlam a população de hospedeiros, influencia no comportamento e no fenótipo dos animais, são importantes para as redes alimentares e o fluxo de energia. Apesar desta importância, a ecologia dos parasitas ainda é pouco estudada quando comparada com organismos de vida livre. Morcegos são extremamente importantes nos ambientes naturais devido a suas funções como polinizador, dispersor, predador e vetor de doenças. Sobre o corpo dos morcegos são encontrados uma diversa comunidade de artrópodes ectoparasitas. Esses organismos influenciam o comportamento dos morcegos, o acasalamento o uso de abrigos e podem ser responsáveis pela disseminação de patógenos. Nesta tese eu avaliei três aspectos da ecologia de ectoparasitas de morcegos: a distribuição espacial, biogeografia e os efeitos da mudança na paisagem sobre a prevalência. Primeiro, comparei os padrões de agregação de duas espécies de moscas ectoparasitas de Artibeus planirostris no Pantanal e Cerrado. Meus resultados mostraram que as populações de moscas ectoparasitas são mais agregadas no Pantanal que nos planaltos de entorno. Essa diferença no padrão de distribuição espacial reflete os diferentes tipos de abrigos disponíveis para os morcegos nas duas regiões. Segundo, analisando dados publicados de abundância de moscas e seus hospedeiros nos Neotrópicos, abordei os efeitos da distância geográfica, variáveis ambientais e composição de espécies de hospedeiros sobre a estrutura das comunidades de moscas ectoparasitas. Mostro que a composição de espécies hospedeiras e diferenças ambientais foram as variáveis mais importantes na estruturação das comunidades de moscas ectoparasitas de morcegos. Argumento que a especificidade e o tempo que o parasita passa fora do hospedeiro são características importantes na estruturação das comunidades de ectoparasitas. Por último, através de coletas sistemáticas em vinte sítios amostrais eu analisei os efeitos da mudança na paisagem sobre a prevalência de nove ectoparasitas em quatro espécies de morcegos. Eu encontrei que apenas a prevalência do carrapato Ornithodoros hasei sobre A. planirostris foi afetada pela quantidade de cobertura vegetal. Eu argumento que esse resultado advém da densidade de morcegos dentro dos abrigos. O fato de a perda de habitat influenciar apenas os carrapatos pode ser explicado pela sobrevida do parasita quando não está em contato com o hospedeiro. Meus resultados elucidam importantes aspectos da ecologia de ectoparasitas de morcegos na região Neotropical: o ambiente influencia na distribuição de ectoparasitas sobre os morcegos; a especificidade e o tempo que o parasita passa fora do hospedeiro influenciam a estrutura das comunidades de ectoparasitas; e os efeitos da mudança da paisagem na prevalência de ectoparasitas de morcegos são espécies específicas. |
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| Distribution and ecological traits of amphibians in the Pantanal-Paraguay Basin and the efficiency of protected areas under changing climate |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
10/02/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Matheus de Oliveira Neves
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| Banca |
- Débora Leite Silvano
- Emanuel Teixeira da Silva
- Priscila Lemes de Azevedo SIlva
- Thaís Barreto Guedes da Costa
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| Resumo |
O mundo está enfrentando uma grave crise global do meio ambiente com uma acelerada extinção em massa e medidas que busquem a conservação das espécies são necessárias cada vez mais. O estabelecimento de Áreas de Proteção (APs) é o principal meio de conservar a biodiversidade, porém a rede de APs existentes apresenta relativa ineficiência em abrigar padrões de riqueza e diversidade. Alterações no uso da terra e mudanças climáticas causam grandes efeitos na distribuição das espécies com uma acelerada taxa de extinção, principalmente para os anfíbios, que são considerados um dos grupos mais afetados. Para melhores resultados nas tomadas de decisão em conservação, é necessário levar em consideração as alterações causadas pelas mudanças climáticas e o uso da terra. Muitos trabalhos tem recorrido ao uso de modelos de distribuição de espécies (SDM – Species Distribution Models), porém a escassez de dados de ocorrência e erros de identificação tem prejudicado resultados mais robustos. Outras informações, como traços ecológicos, também podem auxiliar em estudos posteriores já que estes determinam a capacidade das espécies de persistirem no ambiente. Informações acerca de anfíbios são muitas vezes escassas em algumas regiões, como ocorre na Bacia do Alto Paraguai (BAP). A BAP cobre a maior parte do Pantanal e outras ecorregiões circundantes e localiza-se no centro da América do Sul entre Brasil, Bolívia e Paraguai. A região apresenta muitas lacunas amostrais e muitas espécies fora de APs em uma visão continental. Assim, o objetivo deste trabalho foi disponibilizar dados verificados e corrigidos de ocorrência de espécies de anfíbios, assim como avaliar a eficiência das APs existentes da região em abriga-las atualmente e sob mudanças climáticas e uso da terra usando estes dados verificados. Também, disponibilizamos traços ecológicos das espécies e indicamos áreas com alta riqueza e valores de conservação para estabelecimento de novas APs. No primeiro capítulo desta tese, compilamos mais de 17 mil registros de ocorrência de espécies e 30 características de traços ecológicos para 113 espécies de anfíbios que ocorrem na BAP. As informações compiladas são disponibilizadas através de dois conjuntos de dados diferentes. O primeiro contém os registros de ocorrência das espécies e informa a sua identificação, coleção científica, localidade, coordenadas geográficas, acurácia, data e coletores. O segundo conjunto de dados abrange atributos de traços ecológicos em nível de espécie para morfometria, dieta, atividade, habitat e estratégia reprodutiva. No segundo capítulo, através do uso de SDMs encontramos que os padrões de riqueza de anfíbios atualmente se estabelecem principalmente nas regiões sudeste da BAP e relacionado a áreas de altitude. Em cenários futuros grandes mudanças ocorrerão tanto em riqueza de espécies quanto em substituição (turnover) dentro de comunidades. As APs mostraram baixa eficiência em abrigar as espécies de anfíbios atualmente com um relevante decréscimo no futuro, porém abrigam áreas importantes para absorver os impactos das mudanças na distribuição das espécies causadas pelas mudanças climáticas e uso da terra. O procedimento de priorização de áreas através do Zonation indicou regiões com altos valores para conservação espalhadas pela BAP, principalmente nos planaltos de entorno. Algumas regiões são importantes para a conservação das espécies, tanto atualmente quanto no futuro, mas não possuem nenhuma proteção, tais como a Serrania de Santiago na Bolívia e a região de Chaco Úmido no Brasil. É de extrema importância a disponibilidade de dados para que estudos ecológicos posteriores sejam realizados, principalmente em áreas negligenciadas como a BAP. Além disso, avaliar a situação da rede de APs e indicar novas áreas com altos valores conservacionistas não são suficientes. Necessita-se também mitigar as emissões de gases poluentes e de exploração humana e também restaurar alguns ambientes já perdidos, principalmente aumentando a conectividade entre APs. |
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| Are scattered trees crow's nests in a crop ocean? A dispersal experiment using release platforms |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
31/01/2020 |
| Área |
ECOLOGIA APLICADA |
| Orientador(es) |
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Vitor Quadros Altomare Sanches
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| Banca |
- Manoel Comes Muanis
- Marcus Vinicius Vieira
- Mauricio de Almeida Gomes
- NILTON CARLOS ROSA JÚNIOR
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| Resumo |
A fragmentação dos ecossistemas naturais e a perda de habitat para atividades humanas faz com que
populações naturais restrinjam-se a ilhas de remanescentes de ecossistemas naturais em um oceano
de variados tipos de matriz. A persistência nessas ilhas das espécies silvestres depende da
capacidade dos indivíduos de movimentarem-se entre elas formando metapopulações ou
populações. Para estudarmos movimentos dispersivos, devemos considerar a conectividade
funcional entre fragmentos que é influenciada por fatores intrínsecos e extrínsecos. Movimentos
dispersivos podem ser separados em três estágios: (1) emigração, (2) transição e (3) imigração. No
estágio 2, que geralmente ocorre na matriz, os indivíduos são expostos a vários perigos. Árvores na
matriz podem, além de muitas outras funções, facilitar a orientação, funcionando como cestos da
gávea (ponto de observação em navios) em um oceano de monoculturas. Nosso objetivo foi
identificar o impacto de árvores isoladas na performance de dispersão de indivíduos de Didelphis
albiventris em diferentes tipos de matriz. A performance de dispersão varia proporcionalmente com
a capacidade perceptual, habilidade de orientação e sucesso de dispersão e é inversamente
proporcional à tortuosidade dos trajetos desenvolvidos. D. albiventris é o maior didelfídeo brasileiro,
onívoro, generalista, escansorial e comum em áreas antropizadas, mas sua presença está relacionada
a fragmentos de habitats naturais. Realizamos solturas de indivíduos em três tipos de matriz: campo
colhido, milho e soja, nas distâncias de 30, 50 e 100m do fragmento mais próximo. Nas distâncias e
matrizes fora da capacidade perceptual dos indivíduos, realizamos solturas sobre plataformas de
aproximadamente 2m de altura para testar se a altura traria alguma melhora para a performance de
dispersão dos indivíduos. O fragmento-alvo foi um remanescente de floresta de cerrado com árvores com altura média de 15m. As solturas foram realizadas através de um aparato que minimiza a
influência da presença dos pesquisadores no comportamento de orientação dos indivíduos. Para
rastreamento foram utilizados carretéis de linha presos aos indivíduos que, após pelo menos 12h da
soltura, tiveram os trajetos medidos com o auxílio de bússola e trena. Para cada tipo de soltura,
considerando tipo de matriz, distância e altura de soltura, foi realizado um teste de Rayleigh. A maior
distância, em cada tipo de matriz, onde o teste apontou orientação significativa para o fragmento foi
considerada como capacidade perceptual das espécies naquela matriz. Calculamos a tortuosidade, a
habilidade de orientação e o sucesso de dispersão para cada distância, matriz e altura de soltura.
Testamos os efeitos dos tipos de matriz, distância e da altura da soltura na performance de dispersão
dos indivíduos através do modelo parametrizado por completo. Soltamos e rastreamos 14 indivíduos
no campo colhido, todos no chão; 30 indivíduos no milho, 22 no chão e 8 em plataformas; 17 na soja,
12 no chão e 5 em plataformas. O tipo de matriz influenciou significativamente a capacidade
perceptual que foi de 100m no campo colhido, 50m no milho e menos que 30m na soja. As
plataformas aumentaram a capacidade perceptual dos indivíduos somente no milho de 50 para
100m. No campo colhido os indivíduos apresentam a melhor performance de dispersão. As
plataformas aumentaram significativamente a performance de dispersão somente para indivíduos
libertados no milho. Árvores isoladas podem exercer um efeito de cesto da gávea em plantações de
milho, mas não em plantações de soja. Esse efeito deve estar relacionado às pistas visuais e olfativas
às quais os indivíduos têm acesso ao se orientarem inicialmente em um lugar acima da altura das
plantas da matriz. Na soja, o efeito de cesto da gávea provavelmente é perdido durante a
movimentação devido à alta obstrução provocada pelas plantas durante o trajeto na matriz. A soja
pode ser uma matriz problemática, uma vez que as espécies não ocorrem nela e aparentemente têm
grandes dificuldades de realizar movimentos entre fragmentos quando ela forma a matriz. Árvores
isoladas desenvolvem vários papéis importantes na manutenção da biodiversidade em ambientes
alterados, nós concluímos que, para a fauna, além dos efeitos já conhecidos de abrigar, alimentar e
hidratar, as árvores podem exercer o papel de cesto da gávea na orientação durante migrações entre
fragmentos |
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| Population ecology of freshwater turtles in urban area of Southern Brazil |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
17/12/2019 |
| Área |
ECOLOGIA APLICADA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
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| Banca |
- Camila Kurzmann Fagundes
- Carlos Rouco Zufiaurre
- Elizângela Silva de Brito
- Franco Leandro de Souza
- Luis Arias de Reyna Martínez
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| Resumo |
O processo de urbanização representa uma ameaça significativa aos ecossistemas,
especialmente para os aquáticos. Mudanças na vegetação ripária e na estrutura do corpo
d'água, bem como a introdução de espécies exóticas e o contato de animais silvestres e
seres humanos, são alguns dos impactos enfrentados nas áreas urbanas. Como
conseqüência das mudanças no ambiente, as espécies selvagens podem ser afetadas.
Dessa forma, os principais objetivos deste estudo são: i) avaliar os parâmetros
populacionais de de três espécies de quelônios de água doce urbanas, uma nativa
(Phrynops geoffroanus) e duas espécies exóticas (Trachemys dorbigni dorbigni,
Trachemys scripta elegans); ii) analisar sua área de vida, seleção de habitat e distância
máxima percorrida por cada espécie; iii) identificar quais características urbanas podem
influenciar seu padrão de movimento. Coletamos quelônios entre Julho de 2016 e
Agosto de 2018 em um parque urbano no estado do Paraná, Brasil, e usamos o método
de captura-recaptura e radiotelemetria para monitorar populações durante esse período.
Tanto as espécies nativas quanto as exóticas apresentaram parâmetros populacionais
semelhantes, a área de vida variou de acordo com o método de coleta dos dados e
estimador utilizado (MCP100 e KDE95), e elas selecionam habitats com características
urbanas (principalmente com a presença humana). Nosso estudo é o primeiro no Brasil a
analisar a ecologia populacional de espécies nativas e exóticas de quelônios de água
doce que coexistem. O monitoramento a longo prazo das três espécies deve ser
considerado pelas autoridades brasileiras para evitar a extinção local das espécies
nativas e controlar as espécies exóticas. Além disso, as atividades de educação
ambiental ajudarão a população a se preocupar com os danos que a introdução de novos
indivíduos (liberando animais de estimação) pode causar aos ecossistemas, mesmo nas
áreas urbanas. |
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