Mestrado em Biotecnologia

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Trabalhos

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TRABALHO Ações
POTENCIAL NUTRICIONAL E FUNCIONAL DA BOCAIUVA NO DESENVOLVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE SUPLEMENTOS ALIMENTARES PARA IDOSOS
Curso Mestrado em Biotecnologia
Tipo Dissertação
Data 09/12/2021
Área BIOTECNOLOGIA
Orientador(es)
  • Fabiane La Flor Ziegler Sanches
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Alberto Chidi Kawano
    Banca
    • Cínthia Baú Betim Cazarin
    • Elisvania Freitas dos Santos
    • Fabiane La Flor Ziegler Sanches
    • Karine de Cassia Freitas Gielow
    • Luciana Bronzi de Souza
    Resumo A suplementação alimentar de idoso visa complementar a dieta e assim colaborar para um estado nutricional adequado. A bocaiuva (Acrocomia aculeata), tendo a composição de suas amêndoas considerada fonte de proteinas, fibras e carotenoides, compostos importantes para a nutrição do público de idosos O objetivo foi desenvolver formulações de suplementos alimentares enriquecidos com farinha da amêndoa e da polpa da bocaiuva. Realizou-se o processamento das amêndoas para extração do óleo por prensagem à frio. No desenvolvimento do suplemento, utilizou-se a farinha da amêndoa de bocaiuva desengordurada, farinha da polpa da bocaiuva, whey protein isolado e xilitol. Para a análise química foi realizada umidade, cinzas, lipídeos, proteínas, fibras e o teor de carboidrato foi determinado por diferença. Em relação a avaliação microbiólogica foram realizados a contagem de Salmonella sp, Enterobacteriaceae/g, Estafilococos coagulase positiva/g bolores e leveduras/g. Na avaliação sensorial, 75 julgadores idosos, não treinados, avaliaram as formulações desenvolvidas (F1 e F2) e uma padrão (comercial) em relação aos atributos aparência, textura, aroma, sabor, cor, doçura, aceitação global e intenção de compra, utilizando escalas hedônicas estruturadas. Os resultados da composição da amêndoa do fruto para proteína foram de 14,78 g 100 g-1, para lipídeo de 55,15 g 100 g-1, para cinzas de 1,70 g 100 g-1, para umidade de 3,36 g 100 g-1 e para carboidrato foram de 55,87 g 100 g-1. O rendimento das amêndoas desengorduradas foi de 36% em relação as amêndoas integrais. Após vários pré-testes, elaborou-se duas formulações de suplementos alimentares com adição da farinha da amêndoa desengordurada de bocaiuva em 36,06% (F1) e com adição de 45,05% (F2), ambas contendo 22% de farinha da polpa de bocaiuva, resultando em produtos com aspecto granuloso e com densidade média. Em relação aos resultados da composição dos suplementos alimentares, a formulação padrão apresentou quantidades inferiores de umidade, lipídeos e de fibras e teores superiores de cinzas e carboidratos em relação a F1 e F2. Ao se comparar as formulações contendo bocaiuva, destaca- se em F1 o teor proteico (5,47 g 100 g-1) superior e em F2 o teor de fibras (19,30 g 100 g-1). Na análise microbiológica, os níveis de todos microorganismos nas formulações F1 e F2 ficaram dentro dos padrões de referência da legislação vigente. Na análise sensorial, todas formulações apresentaram índices de aceitabilidade acima dos 70%, indicando que houve adequada aceitação pelos produtos, além de não apresentarem entre si diferenças estatísticas significativas para os atributos de aparência, textura, aroma e cor. Entretanto, os participantes apresentaram preferência superior para a formulação F2, contendo maior teor de bocaiuva em sua composição, em detrimento de F1, particularmente na aceitação global, sabor e intenção de compra. Dessa forma, a formulação do suplemento alimentar utilizando amêndoa e polpa de bocaiuva pode fornecer avanços e contribuir para a discussão de novos ingredientes voltados para o público de idosos, buscando assim fontes vegetais alternativas, encontradas no Estado de Mato Grosso do Sul.
    AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-LEISHMANIA DE EXTRATOS DE ESPÉCIES DE PLANTAS NATIVAS DO MATO GROSSO DO SUL
    Curso Mestrado em Biotecnologia
    Tipo Dissertação
    Data 06/12/2021
    Área BIOTECNOLOGIA
    Orientador(es)
    • Thalita Bachelli Riul
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Ana Maria de Andrade Oliveira
      Banca
      • Adriano Cesar de Morais Baroni
      • Caio Fernando Ramalho de Oliveira
      • Carla Cardozo Pinto de Arruda
      • Thalita Bachelli Riul
      • Warley de Souza Borges
      Resumo As leishmanioses são doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania,
      consideradas pela OMS como doenças tropicais negligenciadas, responsáveis por
      cerca de 30.000 mortes por ano, sendo endêmicas em Mato Grosso do Sul, Brasil.
      Os tratamentos disponíveis dificultam a adesão pelo alto custo, administração
      parenteral e diversos efeitos colaterais. Considerando a vasta biodiversidade e
      levantamentos etnofarmacológicos em nosso país, a busca por tratamentos mais
      seguros e eficazes com produtos naturais é desafiadora e necessária. Assim,
      avaliamos a atividade in vitro de extratos vegetais da família Rubiaceae de Rudgea
      viburnoides, Diodia kuntzei, Richardia grandiflora, Tocoyena formosa, Randia armata
      e Coutarea hexandra contra Leishmania amazonensis. Observamos uma redução na
      viabilidade celular das formas promastigotas de L. amazonensis e uma redução nas
      amastigotas intracelulares em macrófagos infectados, e os índices de seletividade
      foram calculados nos quais os extratos de Tocoyena formosa, Rudgea viburnoides e
      Randia armata apresentaram valores de 6,7, 3,2 e 2,7, respectivamente. Com o
      objetivo de investigar algum mecanismo envolvido na atividade anti-Leishmania, a
      produção de óxido nítrico por macrófagos infectados foi avaliada por meio da reação
      de Griess. A realização de estudos fitoquímicos e o fracionamento dos extratos
      serão essenciais para rastrear a atividade anti-Leishmania desses extratos.
      Palavras-chave: Rubiaceae; Rudgea viburnoides; Diodia kuntzei; Tocoyena formosa;
      Leishmania amazonensis
      Avaliação do efeito do óleo essencial de ylang-ylang (Cananga odorata) sobre a resposta inflamatória aguda em modelos experimentais in vitro e in vivo
      Curso Mestrado em Biotecnologia
      Tipo Dissertação
      Data 03/12/2021
      Área BIOTECNOLOGIA
      Orientador(es)
      • Saulo Euclides Silva Filho
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Robson Araujo de Freitas Junior
        Banca
        • Eduardo Benedetti Parisotto
        • Eric Schmidt Rondon
        • Jeandre Augusto Otsubo Jaques
        • Roberto Kenji Nakamura Cuman
        • Saulo Euclides Silva Filho
        Resumo A Cananga odorata, popularmente conhecida como ylang-ylang, é uma planta medicinal
        pertencente à família Annonaceae, com diversas propriedades e atividades biológicas já
        descritas na literatura, tais como: ansiolítica, antimicrobiana, antioxidante, anti-inflamatória,
        dentre outras. O objetivo deste estudo foi determinar a composição química, a toxicidade
        aguda oral e o efeito do óleo essencial de ylang-ylang (OEY) sobre a resposta inflamatória
        aguda em modelos experimentais. Para a análise fitoquímica, o OEY foi analisado por
        cromatografia gasosa/espectrometria de massa. Nos ensaios in vitro, foi avaliada a
        citotoxicidade do OEY por meio do teste de brometo de metiltiazolildifenil-tetrazólio (MTT);
        o efeito do OEY na quimiotaxia de neutrófilos induzida por N-formil metionil leucil
        fenilalanina (fMLP); e na de atividade fagocitária de neutrófilos. O OEY foi administrado por
        via oral nos ensaios de peritonite induzida por zymosan, de microcirculação in situ, sobre o
        rolamento e adesão de leucócitos induzidos por carragenina, e nos modelos de edema de pata
        e de hiperalgesia induzidos por carragenina. O OEY (na dose 2000 mg/kg) também foi testado
        na toxicidade aguda em camundongos. O OEY apresentou predominância de acetato de
        benzila, linalol, benzoato de benzila e benzoato de metila, em sua constituição. Nos testes in
        vitro, o OEY não apresentou citotoxicidade, reduziu a quimiotaxia de neutrófilos induzida por
        fMLP nas concentrações de 10, 30, 60 e 90 μg/mL, e nas concentrações de 10, 30 e 90
        μg/mL; reduziu a atividade fagocitária de neutrófilos. O tratamento oral com OEY nas doses
        de 100 e 200 mg/kg reduziu o recrutamento de leucócitos e a produção de óxido nítrico (NO)
        no modelo de peritonite induzida por zymosan, reduziu o rolamento e adesão de leucócitos
        induzidos por carragenina na microcirculação in situ e reduziu o edema e hiperalgesia
        mecânica induzidos por carragenina. O OEY não apresentou sinais de toxicidade no teste de
        toxicidade aguda. Em conclusão, o OEY reduziu a ativação leucocitária, apresentando
        propriedades antiedematogênicas, anti-hiperalgésicas e anti-inflamatórias em modelos
        experimentais. O NO pode estar envolvido no mecanismo de ação do OEY, porém as demais
        vias inflamatórias não podem ser descartadas.
        Modulação dos parâmetros inflamatórios in vivo e in vitro por um inibidor de tripsina purificado de Libidibia ferrea (Mart. ex. Tul) L.P. Queiroz
        Curso Mestrado em Biotecnologia
        Tipo Dissertação
        Data 14/05/2021
        Área BIOTECNOLOGIA
        Orientador(es)
        • Monica Cristina Toffoli Kadri
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Raquel Carvalho
          Banca
          • Denise Brentan da Silva
          • Jeandre Augusto Otsubo Jaques
          • Luiz Alexandre Marques Wiirzler
          • Monica Cristina Toffoli Kadri
          • Rosemary Matias
          Resumo Libidibia ferrea é uma árvore nativa brasileira com extenso uso popular, sendo seus frutos, folhas, casca e sementes utilizados como anti-inflamatório e analgésico por populações ribeirinhas das regiões Norte e Nordeste do país. O inibidor de tripsina purificado de suas sementes (LfTI) possui atividades biológicas como fungicida, antimicrobiana e anticoagulante. Sabe-se que inibidores de proteases purificados de sementes de espécies da mesma família de L. ferrea (Fabaceae) possuem ação anti-inflamatória e imunoprotetora. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a resposta anti-inflamatória e anti-nociceptiva do LfTI em camundongos Swiss, por meio dos ensaios in vitro de viabilidade celular, produção de H2O2 e adesão de macrófagos, e in vivo de peritonite, produção de óxido nítrico (NO), permeabilidade vascular; edema de pata; contorção abdominal e de formalina. Na avaliação in vitro, o LfTI (2, 50, 250 µg/mL) manteve viáveis os macrófagos. Ainda, o LfTI (50 µg/mL) inibiu a produção de H2O2 (48,4%) e adesão (49,4%) de macrófagos. In vivo, LfTI (0,6, 3 e 15 mg/Kg) diminuiu o recrutamento de leucócitos polimorfonucleares de modo dose-dependente (50,5%, 77% e 94,5%). Na dose de 3 mg/Kg, o LfTI inibiu a produção de NO (53%), a permeabilidade vascular (49,7%) e o edema de pata em diferentes tempos. Ainda, o LfTI inibiu o tempo de lambida em 46,1% na primeira fase da nocicepção (dor neurogênica), porém, não inibiu esse efeito na segunda fase (dor inflamatória) no teste de formalina e também não inibiu as contorções abdominais induzidas pelo ácido acético. Nossos resultados mostraram pela primeira vez que o LfTI possui efeitos anti-inflamatórios e inibidor da dor neurogênica.
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