| Caracterização físico-química e desenvolvimento de biscoito tipo aperitivo salgado elaborado a partir do subproduto da indústria cervejeira |
|
| Curso |
Mestrado em Biotecnologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
05/09/2022 |
| Área |
BIOTECNOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Elisvania Freitas dos Santos
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Tainá da Silva Fleming de Almeida
|
| Banca |
- Elisvania Freitas dos Santos
- Fabiane La Flor Ziegler Sanches
- Luane Aparecida do Amaral
- Mariane Moreira Ramiro
- Priscila Neder Morato
|
| Resumo |
Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) um quarto dos alimentos produzidos que são destinados à alimentação humana é perdido ou não são aproveitados de forma adequada. O desperdício de cereais gera em torno de 30%, dentre eles podemos citar a cevada (Hordeum vulgare), que produz resíduos decorrentes da fabricação de bebidas como a cerveja. O Brasil ocupa o terceiro lugar de maior produtor de cerveja do mundo, produzindo aproximadamente 14,1 bilhões de litros de cerveja por ano. Dessa forma, esse projeto teve como objetivo desenvolver uma farinha a partir do resíduo de cevada e utilizar na formulação de biscoito tipo aperitivo salgado. Três formulações de biscoito tipo aperitivo salgado foram desenvolvidas utilizando farinha de resíduo de cevada (formulação padrão – 0%, 15% e 20% de adição de farinha de resíduo de cevada). Análises físico-químicas (farinha do resíduo e biscoito tipo aperitivo salgado) e sensorial foram realizadas. Alto conteúdo de proteínas, fibras e minerais foram encontrados na farinha do resíduo de cevada. A maioria dos atributos apresentaram valores de Índice de Aceitabilidade (IA) ≥ 70%, exceto o sabor residual. Os aperitivos elaborados com adição de resíduo de cevada foram bem aceitos pelos provadores e apresentou alto teor de proteínas, fibras e minerais, fazendo com que o produto melhorasse suas características nutricionais.
Palavras-chave: Cevada, subprodutos, sustentabilidade, aperitivo.
|
| Download |
|
|
| Óleo da amêndoa do bacuri microencapsulado por coacervação complexa: desenvolvimento e caracterização |
|
| Curso |
Mestrado em Biotecnologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
31/08/2022 |
| Área |
BIOTECNOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Fabiane La Flor Ziegler Sanches
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Mayara Pereira Vasconcelos
|
| Banca |
- Bruna Paola Murino Rafacho
- Eliana Janet Sanjinez Argandona
- Fabiane La Flor Ziegler Sanches
- Karine de Cassia Freitas Gielow
- Teofilo Fernando Mazon Cardoso
|
| Resumo |
O fruto do Cerrado e Pantanal bacuri (Attalea phalerata Mart. Ex Spreng) pode ser uma potencial fonte lipídica vegetal, uma vez que segundo a literatura o óleo de suas amêndoas apresenta 37,9% de ácidos graxos de cadeia média, em destaque o ácido láurico (C12:0). A microencapsulação por coacervação complexa tem sido importante para minimizar a degradação dos compostos bioativos de óleos. O objetivo do estudo foi obter e caracterizar o óleo das amêndoas de bacuri e microencapsular por coacervação complexa. Foram determinados os índices de conservação e qualidade: saponificação, iodo, refração, acidez e o peróxido. Realizou-se o perfil de ácidos graxos do óleo das amêndoas do bacuri e das microcápsulas contendo o óleo, bem como o desenvolvimento das microcápsulas por coacervação complexa. As microcápsulas foram determinadas conforme o rendimento e a eficiência, além de analisar a morfologia por microscopia eletrônica de varredura e óptica. Os resultados mostraram que a melhor concentração de recheio (óleo) em relação aos polímeros testados (gelatina e goma arábica) foi de 2,5g para 1,25 g de cada polímero, nessas proporções obteve-se rendimento de microcápsulas formadas de 70,66%, eficiência de encapsulamento do óleo foi de 99,95%, e tamanho de partículas menores que 2,560 µm. O perfil lipídico em destaque no óleo microencapsulado foi do ácido graxo de cadeia média láurico (C12:0) com 23,53% e do ácido graxo monoinsaturado oleico (C18:1) com 16,26%. Os resultados para os índices de acidez (0,70 mg KOH/g) e peróxido (não identificado) estão em conformidade com a legislação prevista para óleos e gorduras. Em conclusão, o estudo demonstra ser possível microencapsular o óleo das amêndoas do bacuri com alto percentual de eficiência, e sendo uma alternativa para a preservação dos compostos lipídicos. |
| Download |
|
|
| Gênero Lippia como fonte de novos substitutos ao lúpulo |
|
| Curso |
Mestrado em Biotecnologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
07/03/2022 |
| Área |
BIOTECNOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Guilherme Fiorese da Silva Moraes
|
| Banca |
- Arthur Ladeira Macedo
- Carlos Alexandre Carollo
- Denise Brentan da Silva
- Elisvania Freitas dos Santos
- Marcelo Fossa da Paz
|
| Resumo |
A indústria cervejeira anualmente movimenta centenas de bilhões de reais e caracteriza-se por estar em constante transformação. Nos últimos anos houve um aumento no perfil de consumo de produtos com aromas e sabores marcantes, caracterizados pela alta adição de lúpulo ou ingredientes regionais como ervas, flores e frutos, assim como novas técnicas de produção, ganhando espaço em meio a produção massificada de cervejas com baixa qualidade e características sensoriais neutras. As massivas cargas de lúpulo utilizadas representam um problema iminente para o abastecimento de lúpulo mundial, já que a matéria prima é escassa e produtores podem não suportar a demanda por muito tempo. Assim, o presente trabalho visa explorar a flora brasileira na busca de novas fontes que possam substituir, com qualidade, o lúpulo utilizado para aroma durante a produção de cerveja. Trazendo não só uma alternativa para o lúpulo, mas também fornecendo novos ingredientes regionais que podem agregar valor ao produto. Para isso, escolhemos a família Verbenaceae, mais especificamente o gênero Lippia, que se caracteriza por acumular grandes quantidades de óleos essenciais em suas folhas e flores. As análises foram realizadas por extração de solvente assistida por ultrassom e cromatografia em fase gasosa acoplada à espectrometria de massas. As folhas e flores de Lippia rotundifolia, Lippia alba, Lippia citridora e Lippia lupulina, coletadas em diferentes regiões do Brasil, caracterizados e comparados com uma amostra comercial de lúpulo da variedade Amarillo. O método de extração por solvente assistida por ultrassom permitiu a detecção de 82 substâncias através de CG-MS, as quais 62 foram identificadas. A composição química das amostras foi comparada com o lúpulo através de análise estatística univariadas, assim como com os atributos observadas através de painel sensorial. O gênero Lippia demonstrou potencial para a substituição de lúpulos aromáticos em produção de cerveja com processo semelhante ao dry-hopping. As cervejas avaliadas tiveram boa aceitação pelo painel sensorial e produziram cervejas com características sensoriais distintas, compatíveis com as esperadas para o lúpulo. Dentre as espécies avaliadas, destaca-se a Lippia rotundifolia com a mais alta média de aceitação dentre as amostras, e por demonstrar alta similaridade química com a amostra de lúpulo utilizada. |
|
| Avaliação do extrato de resíduo industrial da guavira (Campomanesia sp.): potente redutor da oxidação lipídica em hambúrguer de tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus) com pacu (Piaractus mesopotamicus) |
|
| Curso |
Mestrado em Biotecnologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
23/02/2022 |
| Área |
BIOTECNOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Elisvania Freitas dos Santos
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Bruna Paola Murino Rafacho
- Daiana Novello
- Elisvania Freitas dos Santos
- Fabiane La Flor Ziegler Sanches
- Jayme Aparecido Povh
|
| Resumo |
O interesse por antioxidantes naturais está aumentando e estudos mostram que a guavira
resíduo tem potencial capacidade antioxidante. O objetivo deste estudo foi avaliar
extrato de resíduo industrial de guavira como antioxidante natural em hambúrgueres de tilápia do Nilo
com pacu. O perfil de ácidos graxos dos filés de peixe e a composição centesimal, vida de prateleira e oxidação lipídica dos hambúrgueres foram avaliados. Cinco tratamentos foram
analisados: controle negativo (CO) sem extrato nem aditivo sintético; ácido ascórbico
aditivo comercial (AA0,2%); e diferentes concentrações da indústria de guavira
extrato de resíduo (EG 0,05, 0,1 e 0,2%). Em relação à redução da oxidação lipídica, o EG
0,05 e 0,2% apresentaram a mesma significância estatística quando comparados a AA0,2% em
o 7º dia de armazenamento. Até 14 dias, EG0,1% apresentou o menor malonaldeído
concentração (2,17), em comparação com os outros tratamentos, incluindo o comercial
aditivo. O extrato do resíduo industrial da guavira reduziu a oxidação de lipídios,
prolongando a vida útil dos hambúrgueres. |
|
| Efeito da suplementação de polissacarídeos provenientes da Hancornia Speciosa (Mangaba) em camundongos com constipação e seu potencial biotecnológico |
|
| Curso |
Mestrado em Biotecnologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
22/02/2022 |
| Área |
BIOTECNOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Elisvania Freitas dos Santos
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Vitória Helena de Oliveira Teixeira Reis
|
| Banca |
- Bruna Paola Murino Rafacho
- Cínthia Baú Betim Cazarin
- Elisvania Freitas dos Santos
- Maria Paula Ferreira Fialho Frazilio
- Priscila Neder Morato
|
| Resumo |
A constipação é um dos distúrbios intestinais mais prevalentes e é caracterizada pela presença de fezes duras e secas, esforço excessivo, evacuações infrequentes, distensão e dor abdominal, entre outros. A ingestão de fibras alimentares é a principal intervenção nutricional recomendada para tratar essa condição. Estudos anteriores investigaram o efeito laxante da Hancornia speciosa. Assim, este estudo tem como objetivo caracterizar os polissacarídeos extraídos da polpa do fruto de H. speciosa e avaliar o efeito laxante das frações isoladas solúveis e insolúveis em modelo experimental de constipação crônica. A composição de monossacarídeos das frações de polissacarídeos foi determinada. Para o desenho experimental, a constipação foi induzida pela administração de loperamida e os camundongos foram divididos em cinco grupos (n=10): controle (CT), modelo de constipação (M), controle positivo (PSY), fração de polissacarídeos solúveis (SPS) e insolúvel fração polissacarídica (IPS). Foram avaliados a ingestão alimentar e hídrica, ganho de peso, parâmetros fecais, trânsito do intestino delgado, pH cecal e análise histopatológica do intestino grosso. A arabinose foi o principal açúcar neutro presente na composição dos polissacarídeos e a fração insolúvel mostrou-se eficaz na melhora dos parâmetros fecais e no alívio dos sintomas de constipação. |
|
| POTENCIAL NUTRICIONAL E FUNCIONAL DA BOCAIUVA NO DESENVOLVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE SUPLEMENTOS ALIMENTARES PARA IDOSOS |
|
| Curso |
Mestrado em Biotecnologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
09/12/2021 |
| Área |
BIOTECNOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Fabiane La Flor Ziegler Sanches
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Cínthia Baú Betim Cazarin
- Elisvania Freitas dos Santos
- Fabiane La Flor Ziegler Sanches
- Karine de Cassia Freitas Gielow
- Luciana Bronzi de Souza
|
| Resumo |
A suplementação alimentar de idoso visa complementar a dieta e assim colaborar para um estado nutricional adequado. A bocaiuva (Acrocomia aculeata), tendo a composição de suas amêndoas considerada fonte de proteinas, fibras e carotenoides, compostos importantes para a nutrição do público de idosos O objetivo foi desenvolver formulações de suplementos alimentares enriquecidos com farinha da amêndoa e da polpa da bocaiuva. Realizou-se o processamento das amêndoas para extração do óleo por prensagem à frio. No desenvolvimento do suplemento, utilizou-se a farinha da amêndoa de bocaiuva desengordurada, farinha da polpa da bocaiuva, whey protein isolado e xilitol. Para a análise química foi realizada umidade, cinzas, lipídeos, proteínas, fibras e o teor de carboidrato foi determinado por diferença. Em relação a avaliação microbiólogica foram realizados a contagem de Salmonella sp, Enterobacteriaceae/g, Estafilococos coagulase positiva/g bolores e leveduras/g. Na avaliação sensorial, 75 julgadores idosos, não treinados, avaliaram as formulações desenvolvidas (F1 e F2) e uma padrão (comercial) em relação aos atributos aparência, textura, aroma, sabor, cor, doçura, aceitação global e intenção de compra, utilizando escalas hedônicas estruturadas. Os resultados da composição da amêndoa do fruto para proteína foram de 14,78 g 100 g-1, para lipídeo de 55,15 g 100 g-1, para cinzas de 1,70 g 100 g-1, para umidade de 3,36 g 100 g-1 e para carboidrato foram de 55,87 g 100 g-1. O rendimento das amêndoas desengorduradas foi de 36% em relação as amêndoas integrais. Após vários pré-testes, elaborou-se duas formulações de suplementos alimentares com adição da farinha da amêndoa desengordurada de bocaiuva em 36,06% (F1) e com adição de 45,05% (F2), ambas contendo 22% de farinha da polpa de bocaiuva, resultando em produtos com aspecto granuloso e com densidade média. Em relação aos resultados da composição dos suplementos alimentares, a formulação padrão apresentou quantidades inferiores de umidade, lipídeos e de fibras e teores superiores de cinzas e carboidratos em relação a F1 e F2. Ao se comparar as formulações contendo bocaiuva, destaca- se em F1 o teor proteico (5,47 g 100 g-1) superior e em F2 o teor de fibras (19,30 g 100 g-1). Na análise microbiológica, os níveis de todos microorganismos nas formulações F1 e F2 ficaram dentro dos padrões de referência da legislação vigente. Na análise sensorial, todas formulações apresentaram índices de aceitabilidade acima dos 70%, indicando que houve adequada aceitação pelos produtos, além de não apresentarem entre si diferenças estatísticas significativas para os atributos de aparência, textura, aroma e cor. Entretanto, os participantes apresentaram preferência superior para a formulação F2, contendo maior teor de bocaiuva em sua composição, em detrimento de F1, particularmente na aceitação global, sabor e intenção de compra. Dessa forma, a formulação do suplemento alimentar utilizando amêndoa e polpa de bocaiuva pode fornecer avanços e contribuir para a discussão de novos ingredientes voltados para o público de idosos, buscando assim fontes vegetais alternativas, encontradas no Estado de Mato Grosso do Sul. |
|
| AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-LEISHMANIA DE EXTRATOS DE ESPÉCIES DE PLANTAS NATIVAS DO MATO GROSSO DO SUL |
|
| Curso |
Mestrado em Biotecnologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
06/12/2021 |
| Área |
BIOTECNOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Ana Maria de Andrade Oliveira
|
| Banca |
- Adriano Cesar de Morais Baroni
- Caio Fernando Ramalho de Oliveira
- Carla Cardozo Pinto de Arruda
- Thalita Bachelli Riul
- Warley de Souza Borges
|
| Resumo |
As leishmanioses são doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania,
consideradas pela OMS como doenças tropicais negligenciadas, responsáveis por
cerca de 30.000 mortes por ano, sendo endêmicas em Mato Grosso do Sul, Brasil.
Os tratamentos disponíveis dificultam a adesão pelo alto custo, administração
parenteral e diversos efeitos colaterais. Considerando a vasta biodiversidade e
levantamentos etnofarmacológicos em nosso país, a busca por tratamentos mais
seguros e eficazes com produtos naturais é desafiadora e necessária. Assim,
avaliamos a atividade in vitro de extratos vegetais da família Rubiaceae de Rudgea
viburnoides, Diodia kuntzei, Richardia grandiflora, Tocoyena formosa, Randia armata
e Coutarea hexandra contra Leishmania amazonensis. Observamos uma redução na
viabilidade celular das formas promastigotas de L. amazonensis e uma redução nas
amastigotas intracelulares em macrófagos infectados, e os índices de seletividade
foram calculados nos quais os extratos de Tocoyena formosa, Rudgea viburnoides e
Randia armata apresentaram valores de 6,7, 3,2 e 2,7, respectivamente. Com o
objetivo de investigar algum mecanismo envolvido na atividade anti-Leishmania, a
produção de óxido nítrico por macrófagos infectados foi avaliada por meio da reação
de Griess. A realização de estudos fitoquímicos e o fracionamento dos extratos
serão essenciais para rastrear a atividade anti-Leishmania desses extratos.
Palavras-chave: Rubiaceae; Rudgea viburnoides; Diodia kuntzei; Tocoyena formosa;
Leishmania amazonensis
|
|
| Avaliação do efeito do óleo essencial de ylang-ylang (Cananga odorata) sobre a resposta inflamatória aguda em modelos experimentais in vitro e in vivo |
|
| Curso |
Mestrado em Biotecnologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
03/12/2021 |
| Área |
BIOTECNOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Saulo Euclides Silva Filho
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Robson Araujo de Freitas Junior
|
| Banca |
- Eduardo Benedetti Parisotto
- Eric Schmidt Rondon
- Jeandre Augusto Otsubo Jaques
- Roberto Kenji Nakamura Cuman
- Saulo Euclides Silva Filho
|
| Resumo |
A Cananga odorata, popularmente conhecida como ylang-ylang, é uma planta medicinal
pertencente à família Annonaceae, com diversas propriedades e atividades biológicas já
descritas na literatura, tais como: ansiolítica, antimicrobiana, antioxidante, anti-inflamatória,
dentre outras. O objetivo deste estudo foi determinar a composição química, a toxicidade
aguda oral e o efeito do óleo essencial de ylang-ylang (OEY) sobre a resposta inflamatória
aguda em modelos experimentais. Para a análise fitoquímica, o OEY foi analisado por
cromatografia gasosa/espectrometria de massa. Nos ensaios in vitro, foi avaliada a
citotoxicidade do OEY por meio do teste de brometo de metiltiazolildifenil-tetrazólio (MTT);
o efeito do OEY na quimiotaxia de neutrófilos induzida por N-formil metionil leucil
fenilalanina (fMLP); e na de atividade fagocitária de neutrófilos. O OEY foi administrado por
via oral nos ensaios de peritonite induzida por zymosan, de microcirculação in situ, sobre o
rolamento e adesão de leucócitos induzidos por carragenina, e nos modelos de edema de pata
e de hiperalgesia induzidos por carragenina. O OEY (na dose 2000 mg/kg) também foi testado
na toxicidade aguda em camundongos. O OEY apresentou predominância de acetato de
benzila, linalol, benzoato de benzila e benzoato de metila, em sua constituição. Nos testes in
vitro, o OEY não apresentou citotoxicidade, reduziu a quimiotaxia de neutrófilos induzida por
fMLP nas concentrações de 10, 30, 60 e 90 μg/mL, e nas concentrações de 10, 30 e 90
μg/mL; reduziu a atividade fagocitária de neutrófilos. O tratamento oral com OEY nas doses
de 100 e 200 mg/kg reduziu o recrutamento de leucócitos e a produção de óxido nítrico (NO)
no modelo de peritonite induzida por zymosan, reduziu o rolamento e adesão de leucócitos
induzidos por carragenina na microcirculação in situ e reduziu o edema e hiperalgesia
mecânica induzidos por carragenina. O OEY não apresentou sinais de toxicidade no teste de
toxicidade aguda. Em conclusão, o OEY reduziu a ativação leucocitária, apresentando
propriedades antiedematogênicas, anti-hiperalgésicas e anti-inflamatórias em modelos
experimentais. O NO pode estar envolvido no mecanismo de ação do OEY, porém as demais
vias inflamatórias não podem ser descartadas. |
|
| Modulação dos parâmetros inflamatórios in vivo e in vitro por um inibidor de tripsina purificado de Libidibia ferrea (Mart. ex. Tul) L.P. Queiroz |
|
| Curso |
Mestrado em Biotecnologia |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
14/05/2021 |
| Área |
BIOTECNOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Monica Cristina Toffoli Kadri
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Denise Brentan da Silva
- Jeandre Augusto Otsubo Jaques
- Luiz Alexandre Marques Wiirzler
- Monica Cristina Toffoli Kadri
- Rosemary Matias
|
| Resumo |
Libidibia ferrea é uma árvore nativa brasileira com extenso uso popular, sendo seus frutos, folhas, casca e sementes utilizados como anti-inflamatório e analgésico por populações ribeirinhas das regiões Norte e Nordeste do país. O inibidor de tripsina purificado de suas sementes (LfTI) possui atividades biológicas como fungicida, antimicrobiana e anticoagulante. Sabe-se que inibidores de proteases purificados de sementes de espécies da mesma família de L. ferrea (Fabaceae) possuem ação anti-inflamatória e imunoprotetora. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a resposta anti-inflamatória e anti-nociceptiva do LfTI em camundongos Swiss, por meio dos ensaios in vitro de viabilidade celular, produção de H2O2 e adesão de macrófagos, e in vivo de peritonite, produção de óxido nítrico (NO), permeabilidade vascular; edema de pata; contorção abdominal e de formalina. Na avaliação in vitro, o LfTI (2, 50, 250 µg/mL) manteve viáveis os macrófagos. Ainda, o LfTI (50 µg/mL) inibiu a produção de H2O2 (48,4%) e adesão (49,4%) de macrófagos. In vivo, LfTI (0,6, 3 e 15 mg/Kg) diminuiu o recrutamento de leucócitos polimorfonucleares de modo dose-dependente (50,5%, 77% e 94,5%). Na dose de 3 mg/Kg, o LfTI inibiu a produção de NO (53%), a permeabilidade vascular (49,7%) e o edema de pata em diferentes tempos. Ainda, o LfTI inibiu o tempo de lambida em 46,1% na primeira fase da nocicepção (dor neurogênica), porém, não inibiu esse efeito na segunda fase (dor inflamatória) no teste de formalina e também não inibiu as contorções abdominais induzidas pelo ácido acético. Nossos resultados mostraram pela primeira vez que o LfTI possui efeitos anti-inflamatórios e inibidor da dor neurogênica. |
|