Mestrado em Biologia Animal

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TRABALHO Ações
Taxonomia de Triportheus Cope, 1872 (Ostariophysi, Triportheidae) da bacia Platina
Curso Mestrado em Biologia Animal
Tipo Dissertação
Data 27/02/2020
Área ZOOLOGIA
Orientador(es)
  • Fernando Rogerio de Carvalho
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Douglas Alves Lopes
    Banca
    • Diego Jose Santana Silva
    • Fernando Rogerio de Carvalho
    • Maria Claudia de Souza Lima Malabarba
    • Monica de Toledo Piza Ragazzo
    • Tiago Pinto Carvalho
    Resumo Triportheus Cope, 1872 compreende os peixes popularmente conhecidos como sardinhas de água doce e abriga 16 espécies válidas. São reconhecidos dois padrões morfológicos: espécies de corpo baixo e alongado e espécies de corpo alto. Na bacia Platina, são reconhecidas duas espécies de corpo alto: Triportheus nematurus e T. pantanensis. Neste trabalho revisamos a taxonomia das espécies de Triportheus que ocorrem na bacia Platina e apresentamos chave para identificação das espécies. Foram reconhecidas cinco espécies para o sistema da bacia Platina: Triportheus nematurus (Kner, 1858), T. pantanensis Malabarba, 2004, Triportheus signatus (Garman, 1890) e duas espécies não descritas: Triportheus sp.n.1, do alto rio Paraguai e Triportheus sp.n.2, do alto rio Paraná. Triportheus nematurus é diagnosticada por escamas da linha pré-dorsal dispostas irregularmente, 33-37 escamas perfuradas da linha lateral e 38-48 rastros presentes na porção inferior (ceratobranquial) do primeiro arco branquial; T. pantanensis por escamas da linha lateral dispostas irregularmente, 28-32 escamas perfuradas da linha lateral e 26-32 rastros na porção inferior (ceratobranquial) do primeiro arco branquial; T. signatus por escamas da linha pré-dorsal dispostas regularmente, em série, 34-38 escamas perfuradas da linha lateral e 37-44 rastros na porção inferior (ceratobranquial) do primeiro arco branquial; Triportheus sp.n.1 por escamas da linha pré-dorsal dispostas regularmente, em série, 31-34 escamas perfuradas da linha lateral, 24-29 rastros presentes na porção inferior (ceratobranquial) do primeiro arco branquial e altura do corpo na origem da nadadeira dorsal entre 33,8%-39,6% CP; Triportheus sp.n.2 por escamas da linha prédorsal dispostas regularmente, em série, 36-38 escamas perfuradas da linha lateral, 29-32 rastros na porção inferior (ceratobranquial) do primeiro rastro branquial e altura do corpo entre 29,6%-31,8% CP. Uma chave para identicação das espécies da bacia Platina, bem como comentários sobre as relações de Triportheus e Triportheidae são fornecidas.
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      Estudo de padrões cariotípicos conflitantes em três espécies de aranhas das famílias Deinopidae, Theridiidae e Uloboridae (Araneae, Entelegynae)
      Curso Mestrado em Biologia Animal
      Tipo Dissertação
      Data 27/02/2020
      Área ZOOLOGIA
      Orientador(es)
      • Douglas de Araujo
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Lucas Henrique Bonfim de Souza
        Banca
        • Douglas de Araujo
        • Edihanne Gamarra Arguelho
        • Luciana Bolsoni Lourenço
        • Marielle Cristina Schneider
        Resumo Araneae é um grupo megadiverso e apresenta escassos estudos citogenéticos. Deinopidae é uma família com 64 espécies e sem qualquer estudo cromossômico. Já em Theridiidae, apesar de possuir 30 espécies cariotipadas, devido à sua diversidade, com 2.512 espécies, tornam-se necessários estudos, principalmente em subfamílias que não possuem nenhuma análise cariológica. Alguns gêneros já analisados do ponto de vista cromossômico evidenciaram características interessantes, como Uloborus, o qual, com apenas quatro espécies investigadas citogeneticamente, mostrou variações interpopulacionais e interespecíficas do cariótipo. Este trabalho teve como objetivo analisar cromossomicamente espécies dos gêneros Uloborus (Uloboridae), Deinopis (Deinopidae) e Thwaitesia (Theridiidae) e, contribuindo para discussões citotaxonomicas e da evolução cromossômica destes grupos. Após dissecadas, as gônadas foram tratadas com colchicina (0,16%, 2 h), hipotonizadas (H2O, 15 min) e fixadas (metanol:ácido acético - 3:1). As lâminas foram preparadas pela técnica de suspensão celular e coradas com Giemsa. Posteriormente, as células em divisão foram fotografadas e algumas lâminas foram impregnadas pelo nitrato de prata para observar regiões organizadoras de nucléolo (RON). Uloborus trilineatus apresentou metáfases mitóticas do citótipo I com 2n♂ = 18 e 2n♀ = 20, do citótipo II com 2n♂ = 19 e 2n♀ = 22 e do citótipo III com 2n♀ = 21, todos com morfologia cromossômica exclusivamente telocêntrica. Enquanto que nas células meióticas do citótipo I, espermatócitos I com 8II + X1X2 nos diplótenos e n = 10 e n = 8 nas metáfases II foram observados, no citótipo II somente espermatócitos I em diplóteno foram amostrados, com a configuração de 8II + X1X2X3. Existe em U. trilineatus uma variação intrapopulacional do SCS, ♂X1X2/♀X1X1X2X2 e ♂X1X2X3/♀X1X1X2X2X3X3, nas três localidades estudadas, entretanto, o número de autossomos é conservado no gênero Uloborus. A presença de indivíduos com 2n♀ = 21 levou a três hipóteses: SCS atípico, presença de cromossomo B ou rearranjo cromossômico em heterozigose envolvendo autossomos. Deinopis plurituberculata mostrou mitoses com 2n♂ = 40 e 2n♀ = 44 com todos cromossomos telocêntricos (alguns espécimes apresentaram cromossomos B) e 2n♂ = 39 e 2n♀ = 43 com um cromossomo metacêntrico e o restante telocêntrico (heterozigotos para fusão cêntrica). Nos espermatócitos de D. biaculeata e D. plurituberculata foram observados 18II + X1X2X3X4, sendo o Sistema Cromossômico Sexual (SCS) confirmado pelas metáfases II com n = 22 e n = 18. Exclusivamente os indivíduos de D. plurituberculata com o rearranjo mostraram diplótenos com 16II + 1III + X1X2X3X4 e metáfases II com n = 21 e n = 17. Em Deinopidae, o primeiro estudo cromossômico na família evidencia um número diploide relativamente alto, corroborando filogenias que a posicionam de forma basal no grado UDOH + clado RTA. Deinopis biaculeata e D. plurituberculata possuem um SCS do tipo
        ♂X1X2X3X4/♀X1X1X2X2X3X3X4X4, raro em aranhas. A presença de fusão cêntrica em apenas uma população de D. plurituberculata sugere baixa capacidade de dispersão da espécie. A ausência de homozigotos para a fusão sugere inviabilidade destes ou necessidade de aumento da amostragem de D. plurituberculata da população com o rearranjo. Em D. plurituberculata foram detectados cromossomos B, com variação numérica interpopulacional, intrapopulacional e intraindividual. Em Thwaitesia bracteata células mitóticas de machos e fêmeas evidenciaram 2n = 22 com todos os cromossomos possuindo dois braços. Tanto T. affinis quanto T. bracteata mostraram espermatócitos I em diplóteno com 10II + X1X2 e em metáfase II com n = 12 e n = 10. Em T. bracteata provavelmente ocorreu um grande evento de inversão pericêntrica do tipo “tudo ou nada” e o fato do mesmo número diploide ocorrer tanto em machos quanto em fêmeas com SCS do tipo X1X2 levantou três possibilidades: fêmeas homozigotas para rearranjos cromossômicos, duas espécies diferentes ou perda de cromossomos durante o preparo das lâminas. Com os resultados de meiose encontrados em T. affinis, podemos descartar a possibilidade das fêmeas com 2n♀ = 22 identificadas como T. bracteata terem sido reconhecidas erroneamente e se tratarem de T. affinis. O padrão de um par cromossômico portador de RONs, observado em D. plurituberculata, T. bracteata e U. trilineatus, é conservado na maioria das aranhas.
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          Histologia e histomorfometria hepática de anuros do Pantanal - Mato Grosso do Sul
          Curso Mestrado em Biologia Animal
          Tipo Dissertação
          Data 06/03/2019
          Área ZOOLOGIA
          Orientador(es)
          • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
          Coorientador(es)
          • Classius de Oliveira
          Orientando(s)
          • Taynara Ribeiro Farias Leão
          Banca
          • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
          • Juliane Silberschmidt Freitas
          • Lia Raquel de Souza Santos
          • Rodrigo Zieri
          • Vanda Lucia Ferreira
          Resumo O Pantanal é caracterizado por apresentar um ciclo de cheias e secas, além da ampla
          distribuição de espécies e alta densidade de populações de vertebrados. Este padrão é
          observado para anuros, onde encontramos 56 espécies na planície e arredores, divididas
          em oito famílias diferentes. Anuros necessitam de ambientes específicos para completarem
          seu ciclo de vida, pois na maioria das vezes apresentam fase larval aquática, além de
          respiração cutânea, tornando-os dependentes de regiões úmidas. Aspectos anatômicos e
          histológicos desses organismos, têm sido empregues como biomarcadores potenciais no
          estudo das interações indivíduo e meio ambiente, pois variam de acordo com alterações
          ambientais, sejam elas antrópicas ou naturais. Dentre os órgãos biomarcadores, o fígado,
          maior glândula encontrada nos vertebrados, é utilizado devido a facilidade de coleta e o
          papel que desempenha no organismo. Dentre as principais funções deste órgão, estão o
          processamento de nutrientes absorvidos no sistema digestório, afim de que possam ser
          utilizados por outros órgãos, secreção biliar, síntese de proteínas, metabolismo de
          substâncias exógenas e armazenamento de glicogênio e lipídios, sendo esta última, de
          fundamental importância para animais que estivam. Alguns processos biológicos naturais,
          como a época reprodutiva, alteram padrões hepáticos, uma vez que a energia estocada é
          recrutada para ser utilizada durante a gametogênese, comportamentos de corte, defesas
          territoriais ou cuidado parental, refletindo na histologia e histometria. Considerando os
          anuros como vertebrados dependentes de ambientes úmidos para sobrevivência e que
          modificações nestes ambientes alteram os padrões morfológicos hepáticos, o conhecimento
          das caraterísticas morfofuncionais naturais desse tecido, permitiria estudos comparativos
          entre espécies, bem como, a frequência e ou o registro de variações intraespecíficas,
          relacionadas a sexo por exemplo. Portanto, o desenvolvimento de instrumentos técnicos
          simples e de baixo custo, capazes de detectar respostas biológicas significativas, são
          cruciais no sentido de entender respostas biológicas relacionadas a alterações naturais do
          ecossistema, além de avaliar a plasticidade e papel do fígado nesses animais.
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            Estudo taxonômico de Senopterina Macquart, 1835 (Diptera, Platystomatidae)
            Curso Mestrado em Biologia Animal
            Tipo Dissertação
            Data 28/02/2019
            Área ZOOLOGIA
            Orientador(es)
            • Ramon Jose Correa Luciano de Mello
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • João Paulo Vinicios Rodrigues
              Banca
              • Alessandre Pereira Colavite
              • Gustavo Graciolli
              • Kirstern Lica Follmann Haseyamaa
              • Lisiane Dilli Wendt
              • Ramon Jose Correa Luciano de Mello
              Resumo Senopterina pertencente à família Platystomatidae, o gênero é atualmente composto por 15 espécies com distribuição restrita ao Novo Mundo. Podem ser reconhecidos por apresentarem tamanho corpóreo de 04—15mm, coloração castanho clara a preto, fronte nua ou coberta por pequenas cerdas branco-amarelada, tórax com reflexos metálicos variando do azul, verde a violeta e asas hialinas com um padrão de manchas em banda a partir da Sc até M, base da asa exceto a álula, br, região basal da r4+5, dm-cu, com ou sem mancha escura se iniciando na veia r-m estendendo até a margem superior da asa. Neste trabalho é apresentado um estudo taxonômico das espécies de Senopterina que ocorrem no Brasil. Foram redescritas as espécies S. brevipes, a distribuição dessa espécie foi ampliada para os estados do Acre, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Santa Catarina e Tocantins, e S. macularis, a distribuição desta espécie foi ampliada para os estados do Amapá, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Três novas espécies foram descritas para o Brasil, Senopterina sp. nov. 1 para as localidades de Amapá, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rondônia, Senopterina sp. nov. 2 para as localidades de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia e Senopterina sp. nov. 3 para as localidades de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima, também foi apresentada uma chave dicotômica para estas cinco espécies.
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                Artropofauna em ninhos de arara-azul no Pantanal do Miranda
                Curso Mestrado em Biologia Animal
                Tipo Dissertação
                Data 27/02/2019
                Área ZOOLOGIA
                Orientador(es)
                • Gustavo Graciolli
                Coorientador(es)
                • Neiva Maria Robaldo Guedes
                Orientando(s)
                • Vivian Ayumi Fujizawa Nacagava
                Banca
                • Gláucia Helena Fernandes Seixas
                • Gustavo Graciolli
                • Rodrigo Aranda
                • Silvio Favero
                Resumo Ninhos de aves são considerados micro-habitats para artrópodes, podendo ser
                explorados diversas espécies. O objetivo desse trabalho foi descrever a comunidade
                de artrópodes presentes na cama do ninho de arara-azul, além de verificar se há
                diferenças na riqueza e composição de espécies de artrópodes na cama de ninhos
                naturais e artificiais, antes e durante o período reprodutivo; se há diferenças na
                composição quanto à espécie de ave que está ocupando a ninho, a espécie arbórea
                onde o ninho está inserido e ao tipo de local onde o ninho está localizado; e se a
                distância entre os ninhos influencia na composição de artoprodes dos ninhos. Para
                isso foram realizadas coletas das camas dos ninhos naturais e artificiais de ararasazuis, no Refúgio Ecológico Caiman, Miranda, MS, Brasil, no ano de 2017, durante os
                períodos não reprodutivo (maio e junho) e reprodutivo (novembro e dezembro). Para
                tanto, amostramos 18 ninhos artificiais e 18 de ninhos naturais, e 21 ninhos artificiais
                e 18 ninhos naturais, respectivamente. Foram encontrados 6774 indivíduos,
                pertencentes a 59 morfotipos, sendo a Coleoptera a ordem mais rica e o
                Ologamasidae (Acari) o morfotipo mais abundante. A comunidade não apresentou
                diferenças de riqueza e similaridade entre os tipos e os fatores analisados. Com, com
                isso o micro-habitat da cavidade e a adição de matéria orgânica, são fatores mais
                importantes para a comunidade de artrópodes nos ninhos de arara-azul.
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                  Hershkovitzia Guimarães & D’Andretta, 1956 (Diptera, Nycteribiidae): Revisão taxonômica, filogenia e associação histórica de seus hospedeiros
                  Curso Mestrado em Biologia Animal
                  Tipo Dissertação
                  Data 25/02/2019
                  Área ZOOLOGIA
                  Orientador(es)
                  • Gustavo Graciolli
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Gabriela Hrycyna
                    Banca
                    • ANALIA GLADYS AUTINO
                    • Claudio José Barros de Carvalho
                    • Gustavo Graciolli
                    • Ramon Jose Correa Luciano de Mello
                    • Ricardo Guerrero
                    • Ronaldo Toma
                    Resumo Hershkovitzia Guimarães & D’Andretta pertence à Nycteribiidae, onde
                    seus indivíduos são hematófagos e exclusivamente ectoparasitas de morcegos. Seus
                    indivíduos são encontrados na Região Neotropical. Hershkovitzia parasitam morcegos da
                    família Thyropteridae, na qual está incluído apenas Thyroptera Spix, 1823. Acreditava-se
                    que Hershkovitzia apresentavam um padrão de associação 1:1 com seus hospedeiros,
                    exceto por H. cabala e Hershkovitzia sp. nov. 2 que compartilham o mesmo hospedeiro. O
                    objetivo do primeiro capítulo foi em realizar a revisão taxonômica das espécies conhecias
                    atualmente para o gênero, H. primitiva Guimarães & D’Andretta, 1956, H. coeca Theodor,
                    1967, H. inaequalis Theodor, 1967 e H. cabala Peterson & Lacey, 1985. A aquisição do
                    material foi através de empréstimos de coleções científicas nacionais e estrangeiras. Uma
                    chave dicotômica de identificação é apresentada após a redescrição do gênero, elaborada a
                    partir dos principais caracteres diagnósticos das estruturas externas de cada espécie. Para
                    cada espécie são apresentados desenhos esquemáticos do abdome, cabeça e pernas.
                    Foram descritas duas novas espécies. O objetivo do segundo capítulo foi testar a monofilia
                    de Hershkovitzia, hipotetizar as relações filogenéticas entre as espécies de Hershkovitzia e
                    hipotetizar os eventos que geraram o atual padrão de associação entre as espécies de
                    Hershkovitzia e Thyroptera. A matriz foi realizada através de levantamentos de caracteres
                    morfológicos e as análises de parcimônia foram realizadas no software Tree Analysis Using
                    New Technology (TNT 1.1). Para a associação histórica dos parasitos com seus
                    hospedeiros, foi necessário a filogenia de Thyroptera e para isso, foi modificada a matriz de
                    caracteres apresentada por Solari et al. (2004). Para as análises cofilogenéticas, foi utilizado
                    o software JANE 4.0. Hershkovitzia se apresentou monofilético, assim como também
                    Thyroptera. Como não se sabe o hospedeiro de H. coeca, foram confeccionados cinco
                    conectogramas, ligando H. coeca com cada espécie de Thyroptera. Em cada cenário
                    coevolutivo hipotético, geraram apenas uma solução, em todos eles indicam que
                    Hershkovitzia surgiu com o ancestral hipotético de Thyroptera e 50% dos eventos ocorridos
                    foram de coespeciação.
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                      Parâmetros histológicos e histométricos do rim exócrino de piranhas Pygocentrus nattereri (Characiformes: Serrasalmidae) provenientes do Pantanal sul-mato-grossense
                      Curso Mestrado em Biologia Animal
                      Tipo Dissertação
                      Data 25/02/2019
                      Área ZOOLOGIA
                      Orientador(es)
                      • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
                      Coorientador(es)
                      • Lilian Franco Belussi
                      Orientando(s)
                      • Sandriely Fernanda Marcondes
                      Banca
                      • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
                      • Classius de Oliveira
                      • Fernando Rogerio de Carvalho
                      • Marciana Sanabria
                      • Mario Kurtz Filho
                      • Robson Andrade Rodrigues
                      Resumo Pygocentrus nattereri (Characiformes: Serrasalmidae) é um peixe neotropical e no Brasil são
                      conhecidos como piranha, piranha vermelha e piranha amarela. P. nattereri é considerada
                      uma espécie abundante na bacia hidrográfica do Pantanal e pode ser encontrada por entre
                      a vegetação aquática durante o período reprodutivo. A região do Pantanal é considerada
                      uma das áreas úmidas mais extensas do planeta e possui um grande volume de
                      precipitação distribuída em poucos meses, favorecendo pulsos de inundação, aumentando a
                      riqueza e a abundância de peixes.Essas mudanças sazonais no ambiente podem alterar os
                      mecanismos fisiológicos dos peixes e causar alterações nas brânquias, fígado, baço e rins.
                      As principais funções da porção exócrina do rim estão relacionadas à osmorregulação,
                      excreção e hematopoiese, tornando este órgão suscetível a alterações ambientais. Além
                      disso, não há estudos sobre a morfologia renal em P. nattereri nem relacionados a
                      diferenças entre machos e fêmeas, nem em relação a mudanças nas variações sazonais.
                      Além disso, poucos estudos demonstraram características histológicas quantitativas, ou
                      seja, características como densidade estrutural volumétrica e histomorfometria tecidual.
                      Essas técnicas, seguindo a histologia clássica, podem contribuir para novos conhecimentos
                      sobre a fisiopatologia renal dos peixes. Assim, o objetivo deste estudo foi descrever a
                      histologia e morfologia do rim exócrino em P. nattereri utilizando técnicas histométricas
                      quantitativas.
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                        Análise cromossômica em aranhas do gênero Micrathena Sundevall 1833 (Araneidae)
                        Curso Mestrado em Biologia Animal
                        Tipo Dissertação
                        Data 22/02/2019
                        Área ZOOLOGIA
                        Orientador(es)
                        • Douglas de Araujo
                        Coorientador(es)
                        • Marielle Cristina Schneider
                        Orientando(s)
                        • Bruno Cansanção da Silva
                        Banca
                        • Ana Lúcia Dias
                        • André Marsola Giroti
                        • Diego Jose Santana Silva
                        • Diovani Piscor
                        • Douglas de Araujo
                        • Viviane Fagundes de Mattos
                        Resumo Araneidae é a terceira maior família da ordem Araneae quanto ao número de espécies
                        descritas taxonomicamente e citogeneticamente. Micrathena é um dos 175 gêneros desta família, é
                        exclusivo das Américas/Caribe, bastante especioso composto por aranhas com espinhos que possuem
                        dimorfismo sexual bem evidente. Atualmente, as espécies desse gênero estão separadas em 12 grupos.
                        O objetivo deste trabalho foi analisar sete espécies de Micrathena a fim de verificar se os grupos de
                        espécies também possuem características cromossômicas que os distinguem entre si e discutir a
                        evolução cromossômica no gênero. As preparações cromossômicas foram obtidas de gônadas, fixadas
                        em lâminas e posteriormente submetidas à coloração convencional com Giemsa 3%, bandamento C,
                        impregnação pelo nitrato de prata (Ag-RON) e hibridização in situ fluorescente (FISH) com sonda de
                        rDNA 18S. Além disso, foram realizadas as medidas do comprimento diploide total do cariótipo
                        (TCL). Os resultados mostraram que houve uma variação de 4,6 vezes no número diploide entre as
                        espécies analisadas e, uma diversificação na morfologia cromossômica. Micrathena plana revelou ter
                        2n♂ = 11 = 10 + X, o menor número diploide encontrado entre as aranhas da superfamília Araneoidea
                        e Sistema Cromossômico Sexual (SCS) pouco comum para a família. Micrathena excavata apresentou
                        2n♂ = 24 = 22 + X1X2, em ambos os casos a morfologia cromossômica foi exclusivamente
                        metacêntrica. Micrathena macfarlanei, por sua vez mostrou 2n♀ = 32, com cariótipo contendo 18
                        cromossomos telocêntricos e 14 metacêntricos. Os resultados encontrados corroboram com a formação
                        do clado composto por estas espécies, ou seja, com números diploides mais baixos quando
                        comparadas com as demais e com cromossomos com dois braços. Micrathena swainsoni mostrou 2n♂
                        = 46 = 42 + X1X2X3X4, Micrathena perfida 2n♀ = 52, Micrathena spinosa 2n♀ = 54 e Micrathena
                        crassispina 2n♂ = 50 = 46 + X1X2X3X4 e um macho revelou 2n♂ = 51 = 46 + X1X2X3X4X5. Estas
                        espécies apresentaram números diploides altos e morfologia exclusivamente telocêntrica, sendo que o
                        2n♂ = 51 encontrado em M. crassispina é o maior número diploide em Araneidae. Os SCS dos tipos
                        X1X2X3X4 e X1X2X3X4X5 são extremamente raros em aranhas. Apenas em M. crassispina, M. perfida,
                        M. spinosa e M. swainoni o bandeamento C mostrou marcações tênues de heterocromatina constitutiva
                        nas regiões proximal e distal de alguns cromossomos. Todas as espécies, exceto M. excavata,
                        apresentaram resultados positivos quanto submetidas a técnica de Ag-RON. Em M. macfarlanei, M.
                        swainsoni, M. spinosa e M. crassispina as marcações ocorreram na região terminal de dois
                        cromossomos e em M. plana estas foram encontradas em três cromossomos do cariótipo, sendo que
                        um deles, as marcações foram visualizadas nos dois braços cromossômicos. A técnica de hibridização
                        in situ fluorescente (FISH) com sonda de rDNA 18S confirmou os resultados obtidos com a impregnação pelo íon prata, revelando sítios de rDNA em três cromossomos de M. plana, sendo um deles nas duas extremidades, e dois cromossomos de M. swainsoni. Os resultados de FISH utilizando a sonda de rDNA 18S, são os primeiros em Araneidae. Os TCLs não foram estatisticamente diferentes
                        (Kruskal–Wallis, p = 0,4412), indicando que os rearranjos cromossômicos em Micrathena não envolveram perda ou ganho significativo de material genético. Foi proposta uma hipótese para a origem dos cariótipos observados em M. swainsoni, M. crassispina, M. excavata e M. plana, a partir do cariótipo mais frequente em Araneoidea 2n♂ = 24 = 22 + X1X2 com cromossomos telocêntricos.
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                          The effects of phylogeny, morphology, and prey availability on the partitioning of trophic resources in an anuran community
                          Curso Mestrado em Biologia Animal
                          Tipo Dissertação
                          Data 22/02/2019
                          Área ZOOLOGIA
                          Orientador(es)
                          • Diego Jose Santana Silva
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Matheus de Toledo Moroti
                            Banca
                            • Denise De Cerqueira Rossa Feres
                            • Diego Jose Santana Silva
                            • Fabio de Oliveira Roque
                            • Francis Luiz Santos Caldas
                            • MICHEL VARAJAO GAREY
                            • TIAGO GOMES DOS SANTOS
                            Resumo Anuros são considerados modelos para estudos de ecologia de comunidades. Uma das razões é que, durante a estação chuvosa, diferentes espécies colonizam o mesmo habitat e podem dividir os recursos disponíveis com outras espécies. A maioria dos anuros são considerados predadores generalistas e sua dieta tende a refletir a disponibilidade de presas. Geralmente as diferenças observadas nos valores de sobreposição de nicho trófico encontradas são explicadas pelo tamanho do anuro e pelas categorias taxonômicas das presas. No entanto, os padrões de particionamento de recursos também podem ser explicados com base nas características das linhagens evolutivas da comunidade. Assim, testamos se os valores de sobreposição de nicho trófico são influenciados direta ou indiretamente via morfometria ou por uma ancestralidade comum (filogenia). Considerando que avaliamos a disponibilidade de presas neste estudo, testamos se a incorporação de dados de disponibilidade altera os valores de sobreposição entre as espécies. Em geral, não encontramos efeito de filogenia e morfometria na partição de recursos tróficos na comunidade estudada. Provavelmente na escala em que estudamos, a disponibilidade de recursos e o impacto do indivíduo no ambiente podem ser mais importantes em determinar a partição dos recursos tróficos. Isso se acentua principalmente no caso dos anuros, onde a maioria das espécies é considerada predadora generalista. Além disso, a abordagem que utilizamos revelou que a inclusão dos dados de disponibilidade e similaridade do recurso altera significativamente os valores de sobreposição entre as espécies. Este resultado sugere que pelo menos parte da discussão atual sobre a sobreposição de nicho trófico em anuros pode mudar se incorporarmos dados de disponibilidade e similaridade de presas.
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                              Selection of reproductive microhabitats by Boana punctata (Anura: Hylidae) males in an urban area of midwest Brazil
                              Curso Mestrado em Biologia Animal
                              Tipo Dissertação
                              Data 21/02/2019
                              Área ZOOLOGIA
                              Orientador(es)
                              • Vanda Lucia Ferreira
                              Coorientador(es)
                              • Zaida Ortega Diago
                              Orientando(s)
                              • Kleber Santos Martins
                              Banca
                              • André Pansonato
                              • Franco Leandro de Souza
                              • Leonardo Felipe Bairos Moreira
                              • Liliana Piatti
                              • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
                              • Vanda Lucia Ferreira
                              Resumo It is important for many animals to select a suitable reproductive microhabitat, since its
                              environmental traits may influence reproductive success. In this way, most species of anurans
                              require very specific reproductive resources, exhibiting preferences for microhabitats with
                              specific characteristics. The choice of specific sites for breeding may be influenced by biotic
                              and abiotic factor of environment. The selection of reproductive microhabitats is one of the
                              most important components in the natural history of anurans, and understanding how decisions
                              are made by these animals or what resources guide their choices are good questions to be
                              studied. In this work we characterized the reproductive microhabitat used by individuals of
                              Boana punctata; evaluated whether males of B. punctata choose reproductive microhabitats
                              non-randomly; investigated which environmental features modulate the choice of reproductive
                              microhabitat and analyzed whether the choice of reproductive microhabitat is different for
                              males that achieve spawning. Our results suggest that vegetation structure is important for B.
                              punctata males to select reproductive microhabitats. All analyses showed that males chose
                              microhabitats with higher height than randomly available in the habitat. Univariate tests showed
                              a higher vegetation density at occupied than available places, although these differences
                              disappeared when considering the individual as a random factor in the conditional logistic
                              regression model.
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                                História natural de anuros (Amphibia) na diagonal de formações abertas da América do Sul: Dieta, dimorfismo sexual e fecundidade
                                Curso Mestrado em Biologia Animal
                                Tipo Dissertação
                                Data 30/05/2018
                                Área ZOOLOGIA
                                Orientador(es)
                                • Diego Jose Santana Silva
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Vanessa Gonçalves Ferreira
                                  Banca
                                  • Camila Chiamenti Both
                                  • Diego Jose Santana Silva
                                  • Francis Luiz Santos Caldas
                                  • Franco Leandro de Souza
                                  • MIRCO SOLE KIENLE
                                  Resumo Estudos com história natural de anfíbios que explorem a biologia das espécies na região neotropical são escassos e pontuais quando comparados à grande diversidade do grupo. Além disso, geralmente não levam em consideração a heterogeneidade de ambientes em que uma única espécie pode ocorrer. Diante deste panorama nossos objetivos foram estudar como os diferentes biomas da Diagonal de Formações Abertas da América do Sul (DFAAS) podem influenciar diferentes aspectos da história natural de Leptodactylus chaquensis, Boana raniceps e Dendropsophus nanus. Para a dieta de L. chaquensis e B. raniceps encontramos Coleoptera como o item mais representativo para todos os biomas enquanto que em D. nanus a dieta variou entre os itens alimentares. Entretanto, com base nas análises, os resultados indicaram que a dieta das três espécies não foi influenciada pelos biomas da DFAAS. Isso sugere que a dieta pode estar mais relacionada com características intrínsecas da espécie, como por exemplo o modo de forrageio e o comportamento da presa e do predador. Quanto ao dimorfismo sexual, encontramos diferença na morfometria com fêmeas maiores que os machos de L. chaquensis para o Chaco. Já para B. raniceps não encontramos dimorfismo para nenhum bioma e em D. nanus encontramos machos maiores que fêmeas para o Chaco e Pantanal. Os machos de D. nanus podem ter sido maiores devido a seleção sexual ou seleção natural, enquanto que as fêmeas podem ter sido maiores porque Cerrado e Caatinga são mais secos sazonalmente e, portanto, as fêmeas precisariam investir mais energia na produção de maiores desovas para um único evento reprodutivo. Do mesmo modo, essas características também influenciaram o número de ovócitos de L. chaquensis, em que fêmeas desta espécie do Cerrado e Caatinga apresentaram um maior número de ovócitos. Boana raniceps não apresentou diferenças na fecundidade e isso pode estar relacionado ao histórico evolutivo da espécie. Visto isso, nosso trabalho mostrou que alguns aspectos da história natural das espécies estudadas são influenciados pelos biomas da DFAAS. Dessa forma é importante que as lacunas de conhecimento que levam em consideração essas variações entre as populações sejam preenchidas, principalmente para servirem de subsídio para estudos futuros que comparem outros grupos animais.
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                                    Metazoários parasitos de Gymnogeophagus balzanii (Perugia, 1891) (Perciformes: Cichlidae) no Pantanal de Mato Grosso do Sul, Brasil
                                    Curso Mestrado em Biologia Animal
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 03/05/2018
                                    Área ZOOLOGIA
                                    Orientador(es)
                                    • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                    Coorientador(es)
                                    • Felipe Bisaggio Pereira
                                    Orientando(s)
                                    • Lennon de Souza Malta
                                    Banca
                                    • Fernando de Almeida Borges
                                    • Gustavo Graciolli
                                    • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                    • Ricardo Massato Takemoto
                                    • SIMONE CHINICZ COHEN
                                    Resumo O presente estudo buscou analisar e contribuir para o conhecimento parasitológico em
                                    ciclídeos, dessa forma na primeira parte dessa dissertação foi feito uma analise dos
                                    estudos publicados até o momento destacando os principais grupos de helmintos já
                                    registrados em hospedeiro dessa família, as principais regiões hidrográficas com estudos
                                    nesse aspecto e as espécies de hospedeiros da família mais estudadas. Na segunda
                                    parte foi feito um estudo sobre a fauna parasitária de Gymnogeophagus balzanii coletados
                                    no Pantanal de Mato Grosso do Sul. A terceira parte foi à descrição de uma nova espécie
                                    de Raphidascaris (Sprentascaris) encontrada no estudo parasitológico com G. balzanii
                                    provenientes do Pantanal de Mato Grosso do Sul. O estudo identificou que os estudos
                                    sobre a fauna parasitária em ciclídeos no Brasil são incipientes tendo em vista que
                                    poucas espécies da família foram estudadas nesse aspecto e em muitas regiões
                                    hidrográficas não existem estudos ou existem muito poucos estudos, e atualmente pode
                                    se identificar uma centralização dos estudos em alguns gêneros de hospedeiros e em
                                    algumas regiões hidrográficas. Tendo em vista esse panorama o estudo parasitário feito
                                    com G. balzanii contribuiu positivamente para o conhecimento sobre parasitos de
                                    ciclídeos no Brasil, visto que o estudo identificou novos registros de parasitismos para o
                                    gênero e um para a família no Brasil, e uma contribuição sobre parasitismo em ciclídeos
                                    no Pantanal de Mato Grosso do Sul, sendo que até o momento não existe nenhum
                                    trabalho na região. Além disso, o principal resultado do presente trabalho foi a descrição
                                    de uma nova espécie de nematoide.
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                                      Nova espécie de Henneguya parasita das brânquias de Pygocentrus nattereri (Kner, 1858) (Characiformes:Serrasalmidae) no Pantanal do Mato Grosso do Sul, Brasil
                                      Curso Mestrado em Biologia Animal
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 03/05/2018
                                      Área ZOOLOGIA
                                      Orientador(es)
                                      • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Thays Marçal Nogueira
                                        Banca
                                        • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
                                        • Felipe Bisaggio Pereira
                                        • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                        • Mauricio Laterça Martins
                                        • TIAGO MILANIN
                                        Resumo Considerados como os parasitas mais comuns em peixes, os mixosporídeos causam prejuízos em espécies economicamente importantes. Os mixosporídeos já foram considerados protozoários, porém passaram a ser incluídos nos metazoários e, atualmente a teoria mais aceita é que eles pertençam ao filo Cnidaria. Henneguya é o segundo maior gênero em número de espécies dentro da família Myxobolidae, com cerca de 204 espécies descritas atualmente. O ciclo de vida é simples, com um hospedeiro vertebrado, geralmente peixes e um hospedeiro invertebrado, geralmente oligoquetas do Filo Annelida. Seguindo a linha de pesquisa de duas sinopses previamente realizadas, foi realizada uma lista de verificação com as espécies de Henneguya descritas de 2012 a 2018 e posteriormente apresentaremos a descrição de uma espécie deste gênero encontrada em brânquias de Pygocentrus nattereri no Pantanal de Mato Grosso do Sul.
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                                          Dieta de Leptodactylus chaquensis Cei, 1950, Leptodactylus podicipinus (Cope, 1862) e Pseudis platensis Gallardo, 1961, na planície inundável do Pantanal do Mato Grosso do Sul
                                          Curso Mestrado em Biologia Animal
                                          Tipo Dissertação
                                          Data 27/03/2018
                                          Área ZOOLOGIA
                                          Orientador(es)
                                          • Vanda Lucia Ferreira
                                          Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                            • Evander dos Santos Sanches
                                            Banca
                                            • Diego Jose Santana Silva
                                            • Diogo Borges Provete
                                            • Franco Leandro de Souza
                                            • Marcelo Nogueira de Carvalho Kokubum
                                            • Robson Waldemar Avila
                                            • Vanda Lucia Ferreira
                                            Resumo Durante a estação úmida, muitas espécies de anuros de hábito de vida terrestre passam a ocupar lagoas temporárias ou permanentes, e a se alimentar de invertebrados que habitam estes ambientes aquáticos. Junto com disponibilidade de alimento e aspectos de sua história natural, características morfológicas também influenciam a composição a dieta dos anuros. Em comunidades destes anfíbiosexistem guildas alimentares bem definidas, com diferenças no tipo e tamanho de presas ingeridas entre elas. Leptodactylus chaquensis (médio a grande porte), L. podicipinus (pequeno porte) e Pseudis platensis (pequeno a médio porte) são abundantes e simpátricas na região do Pantanal, e são encontradas nos mesmos habitat durante a estação chuvosa. Nós descrevemos a composição da dieta e a sua relação com o tamanho do corpo destas espécies no início da estação reprodutiva. Os itens consumidos foram identificados até o nível taxonômico de família, e calculamos a amplitude e sobreposição do nicho trófico. Encontramos valores de amplitude de nicho próximos a zero para as três espécies que consumiram poucascategoriasalimentares em grande quantidade, como Coleoptera. Enquanto que muitas categorias tiveram pequena importância na alimentação destes anuros, como Lepidoptera (adulto), Diptera (adulto), Psocoptera e Scorpiones. Esse padrão foi muito similar na dieta das espécies de anfíbios estudadas, onde encontramos alta sobreposição nos três pares de espécies. Leptodactylus podicipinusMesmo com uma dieta muito similar com as outras duas espécies, teve seu consumo mais restrito a pequenos invertebrados, provavelmente em função da menor largura da boca,devido ao seu pequeno tamanho corporal.
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                                              Parasitos sanguíneos e hematófagos associados a Podocnemis sextuberculata Cornalia 1849 (Testudines, Podocnemididae) na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Amazonas, Brasil
                                              Curso Mestrado em Biologia Animal
                                              Tipo Dissertação
                                              Data 28/02/2018
                                              Área ZOOLOGIA
                                              Orientador(es)
                                              • Franco Leandro de Souza
                                              Coorientador(es)
                                              • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                              Orientando(s)
                                              • Vanielle Medeiros Vicente
                                              Banca
                                              • Carina Elisei de Oliveira
                                              • Fernando Paiva
                                              • Franco Leandro de Souza
                                              • Lúcio André Viana Dias
                                              • Max Rondon Werneck
                                              • Richard Carl Vogt
                                              Resumo O estudo teve como objetivo identificar as sanguessugas e o parasito eritrocitário de Podocnemis sextuberculata, bem como descrever a prevalência e a intensidade e examinar as relações entre o parasitismo com a morfometria dos hospedeiros. Amostragem dos hospedeiros foi conduzida durante 2013, 2014 e 2016 na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Amazonas. Os hospedeiros foram capturados com redes malhadeiras do tipo transmalha para coleta manual de sanguessugas e colheita de sangue por punção do seio occipital. 175 hospedeiros adultos foram amostrados em 2013 (n = 37), 2014 (n = 41) e 2016 (n = 97). 15 % (15/97) dos hospedeiros capturados em 2016 tiveram infestação por sanguessugas. As sanguessugas foram identificadas morfologicamente como Unoculubranchiobdella sp. (n = 39) e Haementeria sp. (n = 2). A prevalência de Unoculubranchiobdella sp. foi de 12, 4 % e intensidade 3, 25 ± 5, 73 (amplitude 1 – 9). As sanguessugas apresentaram distribuição não randômica no corpo dos hospedeiros e na área de estudo, sem relação significativa entre intensidade e comprimento dos hospedeiros. Gametócitos de Haemogregarina sp. visualizados em esfregaço sanguíneo estiveram em 58, 3 % (102/197) da população, a intensidade média para machos (4, 85 ± 9, 73; amplitude de 1 – 33) em comparação as fêmeas (1, 70 ± 1, 42; amplitude 1 – 5) foi estatisticamente significativa (t = - 3, 81; p = 0, 005). Foram visualizados estágios parasitários que se assemelham a premerontes eritrocitários. O presente estudo é o primeiro a reportar as sanguessugas Unoculubranchiobdella e Haementeria e Haemogregarina sp. em P. sextuberculata no Brasil.
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                                                Revisão Taxonômica de Proceratophrys concavitympanum Giaretta, Bernarde, e Kokubum, 2000 (Amphibia, Anura, Odontophrynidae)
                                                Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                Tipo Dissertação
                                                Data 27/02/2018
                                                Área ZOOLOGIA
                                                Orientador(es)
                                                • Diego Jose Santana Silva
                                                Coorientador(es)
                                                • Sarah Mangia Barros
                                                Orientando(s)
                                                • Anathielle Caroline Sant' Anna de Souza
                                                Banca
                                                • Diego Jose Santana Silva
                                                • Fernando Rogerio de Carvalho
                                                • Nelson Rufino de Albuquerque
                                                • Renato Neves Feio
                                                • Vinícius de Avelar São Pedro
                                                Resumo Realizamos uma revisão taxonômica de Proceratophrys concavitympanum Giaretta,
                                                Bernarde e Kokubum 2000 baseada em dados moleculares, morfológicos, morfométricos e
                                                acústicos, ao longo de toda sua distribuição, observando a influência dos grandes rios
                                                amazônicos na distribuição dessa espécie. Os resultados obtidos mostraram que existem
                                                cinco linhagens distintas de Proceratophrys, existindo assim, uma linhagem para cada área
                                                de endemismo amazônico: linhagem de Rondônia, correspondente a Proceratophrys
                                                concavitympanum, linhagem Tapajós, que nós chamamos de Proceratophrys sp. “Tapajós” e
                                                linhagem Xingu, que nós chamamos de Proceratophrys sp. “Xingu”. Incluímos ao trabalho
                                                indivíduos do estado do Tocantins e Ceará que são espécies irmãs de P. concavitympanum,
                                                que nós chamamos de Proceratophrys sp. “Cerrado” e Proceratophrys sp. “Crato”
                                                respectivamente. As cinco linhagens tratam-se de espécies crípticas altamente suportadas
                                                pelos dados moleculares e acústicos. Além disso, os rios amazônicos parecem agir como
                                                barreira na distribuição dessas linhagens.
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                                                  Parâmetros hematológicos de Pygocentrus nattereri (Characidae, Serrasalminae) no Pantanal Sul-mato-grossense
                                                  Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                  Tipo Dissertação
                                                  Data 23/02/2018
                                                  Área ZOOLOGIA
                                                  Orientador(es)
                                                  • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
                                                  Coorientador(es)
                                                    Orientando(s)
                                                    • Mayara Schueroff Siqueira
                                                    Banca
                                                    • Alda Izabel de Souza
                                                    • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
                                                    • Claucia Aparecida Honorato da Silva
                                                    • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                                    • Marcos Tavares Dias
                                                    • Robson Andrade Rodrigues
                                                    Resumo Os parâmetros hematológicos podem ser considerados biomarcadores fisiológicos adequados em
                                                    estudos das condições ambientais e higidez de populações de peixes. Tendo em vista a
                                                    importância das análises hematológicas para o monitoramento da fisiologia do indivíduo e a falta
                                                    desses parâmetros para diversas espécies de peixes, o objetivo com esse estudo foi descrever os
                                                    parâmetros hematológicos de Pygocentrus nattereri do Rio Miranda, pantanal sul-mato-grossense.
                                                    Foram utilizados 135 espécimes capturados nos períodos de estiagem em 2016 e 2017, e
                                                    chuvoso em 2017. Determinou-se o fator de condição de Fulton e a determinação dos valores do,
                                                    hematócrito, concentração de hemoglobina, volume corpuscular médio, hemoglobina corpuscular
                                                    média e concentração de hemoglobina corpuscular médio, contagem total de leucócitos,
                                                    contagem total de leucócitos e diferencial: linfócitos, neutrófilos, monócitos, células granulocítica
                                                    especiais (CGE) e leucócitos imaturos e trombograma. A hemoglobina, HCM e CHCM foram
                                                    inferiores no período de estiagem de 2017, porém correlacionaram-se (P<0,05) com a Altura do
                                                    rio (r=-0,46; r=-0,43 e r=-0,48, respectivamente). O total de trombócitos e percentual de linfócitos
                                                    foram menores no período de estiagem de 2017 em relação ao período de estiagem de 2016.
                                                    Neutrófilos foram superiores no período de estiagem de 2017 em relação ao período de estiagem
                                                    de 2016 e chuvoso. Os neutrófilos apresentaram alta correlação Altura do rio (r=0,53; P<0,01).
                                                    Concluiu-se que o fator de condição de Fulton dos peixes é uma variável importante envolvida
                                                    com a hematologia especialmente para o ajuste das médias esperadas entre períodos estacionais
                                                    distintos. O eritrograma e o leucograma associam-se ao pulso cíclico de inundação e podem ser
                                                    usados como biomarcadores promissores para o estudo dos efeitos do ambiente aquático sobre a
                                                    higidez em P. nattereri.
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                                                      Percepção de risco e tomada de decisão em Leptodactylus podicipinus (Cope, 1862) (Anura, Leptodactylidae)
                                                      Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                      Tipo Dissertação
                                                      Data 22/02/2018
                                                      Área ZOOLOGIA
                                                      Orientador(es)
                                                      • Nelson Rufino de Albuquerque
                                                      Coorientador(es)
                                                      • Diego Jose Santana Silva
                                                      Orientando(s)
                                                      • Guilherme Alexandre Sestito Dias
                                                      Banca
                                                      • Ariovaldo Antonio Giaretta
                                                      • Cynthia Peralta De Almeida Prado
                                                      • Nelson Rufino de Albuquerque
                                                      • Rhainer Guillermo Nascimento Ferreira
                                                      Resumo Dentre as fases da vida de um organismo, o período de reprodução é a fase que mais expõe
                                                      os indivíduos ao risco de predação. Nós estudamos a influência da maturação sexual na
                                                      tomada de decisão e distância de fuga em fêmeas de Leptodactylus podicipinus e
                                                      descrevemos suas respostas defensivas. Para saber como a maturação sexual influencia na
                                                      tomada de decisão e distância de fuga das fêmeas, geramos um risco de predação para
                                                      avaliar suas respostas nesse contexto. A tomada de decisão em fêmeas de L. podicipinus não
                                                      foi influenciada pelo estágio de maturação em que a fêmeas se encontravam. No entanto, o
                                                      estágio de maturação influenciou a distância de fuga adotada, que decresceu a medida que
                                                      as fêmeas se tornaram mais propensas a reproduzir. As respostas defensivas apresentadas
                                                      foram fuga e imobilidade; fuga apresentou quatro tipos de variações, na qual a variação de
                                                      um salto seguido de imobilidade foi a mais utilizada. O decréscimo da distância de fuga sugere
                                                      que as fêmeas menos propensas são mais alertas ao risco e provavelmente possuem uma
                                                      maior probabilidade de reprodução futura. A fuga, apesar de sua simples execução, é uma
                                                      resposta muito versátil, além de poder ser combinada a outros comportamentos, aumentando
                                                      a efetividade da defesa. A imobilidade é um comportamento que dificulta a localização da
                                                      presa, provavelmente, pela falta de movimento. Esse comportamento atrelado a coloração
                                                      críptica aumentam as chances da presa não ser percebida.
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                                                        Análise filogenética do complexo Leptophis ahaetulla (Linnaeus, 1758) (Serpentes, Colubridae)
                                                        Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                        Tipo Dissertação
                                                        Data 22/02/2018
                                                        Área ZOOLOGIA
                                                        Orientador(es)
                                                        • Nelson Rufino de Albuquerque
                                                        Coorientador(es)
                                                          Orientando(s)
                                                          • Fernanda Martins dos Santos
                                                          Banca
                                                          • Giovanna Gondim Montingelli
                                                          • Julia Klaczko
                                                          • Nelson Rufino de Albuquerque
                                                          • Paulo Gustavo Homem Passos
                                                          • Sergio Roberto Posso
                                                          • Vanda Lucia Ferreira
                                                          Resumo Leptophis ahaetulla compreende um complexo atualmente constituído de nove subespécies amplamente distribuídas na região Neotropical. Apesar de estudos prévios sobre a análise morfológica, um número de questões relativas às relações entre as subespécies e espécies do gênero permanecem apenas parcialmente estabelecidas. Utilizamos 36 caracteres fenotípicos, sendo 18 destes contínuos, em uma análise de Máxima Parcimônia, a fim de reconstruir as relações intraespecíficas do grupo. Utilizamos as espécies Chironius carinatus, C. flavolineatus, Dendrophidion dendrophis e Mastigodryas bifossatus como grupos-externos. Em adição, fizemos outra análise de Máxima Parcimônia baseada em genes mitocondriais. Nesta última o relacionamento filogenético de quatro das nove subespécies foi testado com L. depressirostris, L. diplotropis, Chironius carinatus, C. flavolineatus, D. percarinatum e M. boddaerti. Os resultados obtidos na análise dos caracteres fenotípicos suportam fracamente as relações entre as subespécies. Apesar disso, a análise recuperou dois clados distintos congruentes com a atual distribuição do complexo. O número de dentes maxilares, palatinos e dentários compõem as sinapomorfias recuperadas sustentam o clado do complexo. A análise dos caracteres genotípicos suporta fortemente o clado das subespécies e L. coeruleodorsus. Embora as relações intraespecíficas parcialmente resolvidas, o monofiletismo foi recuperado em ambas as análises.
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                                                            Hábitos alimentares de Moenkhausia intermedia (Eigenmann, 1908) e Moenkhausia sanctaefilomenae (Steindachner, 1907) (Characiformes: Characidae) do alto Rio Sucuriú, Mato Grosso do Sul
                                                            Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                            Tipo Dissertação
                                                            Data 20/02/2018
                                                            Área ZOOLOGIA
                                                            Orientador(es)
                                                            • José Sabino
                                                            Coorientador(es)
                                                            • Maria Jose Alencar Vilela
                                                            Orientando(s)
                                                            • Josileide de Castro Santana
                                                            Banca
                                                            • Erica Maria Pellegrini Caramaschi
                                                            • Fabio de Oliveira Roque
                                                            • José Sabino
                                                            • Katiane Mara Ferreira
                                                            • Lilian Casatti
                                                            • Lucélia Nobre Carvalho
                                                            Resumo O objetivo deste estudo foi descrever a dieta de duas espécies de Characidae, Moenkhausia intermedia e Moenkhausia sanctaefilomenae, ocorrentes na área de influência de uma Pequena Central Hidrelétrica no alto Rio Sucuriú, localizado no estado de Mato Grosso do Sul. Deste modo, foram analisadas as variações sazonais, as mudanças na alimentação em relação ao tamanho dos indivíduos, a importância das presas e a estratégia alimentar na dieta destes peixes, além disso, foram avaliadas as mudanças na alimentação decorrentes do represamento do rio. As coletas foram realizadas entre outubro de 2005 a dezembro de 2015. Foram feitas coletas antes e após o represamento, na estação de chuva (março a outubro) e na estação da seca (abril a setembro). Foram analisados 394 indivíduos de Moenkhausia intermedia e 158 indivíduos de Moenkhausia sanctaefilomenae, utilizando a frequência de ocorrência, o método de pontos e o índice de importância alimentar. As amostras foram examinadas separadamente, antes e após o represamento, por estação (seca e chuva), por classe de tamanho e pela origem do alimento (autóctone, alóctone e indeterminada). Ao todo foram registradas 18 categorias alimentares para ambas as espécies em estudo. As categorias alimentares mais importantes na dieta das duas espécies foram Matéria orgânica e Partes de insetos. Diferenças significativas foram encontradas entre as duas classes de tamanho revelando mudanças na dieta entre os menores e os maiores indivíduos para as duas espécies. As análises do nMDS indicaram que nas estações de seca e chuva a espécie M. intermedia teve pequenas mudanças na diversidade dos itens alimentares, porém, houve um aumento no volume de alguns itens nos meses mais secos em relação aos meses de chuva, e que a dieta desta espécie foi bastante similar antes e após o represamento. Moenkhausia sanctaefilomenae também teve algumas variações na sua alimentação nos períodos estudados, com uma menor diversidade de itens na estação seca, e que houve uma dissimilaridade na dieta antes e após o represamento. Ambas as espécies podem ser consideradas onívoras com tendência a insetivoria, pois se alimentaram de diversos itens, e a grande maioria foram insetos. Os resultados indicaram que M. intermedia se habituou bem as mudanças sofridas pelo represamento, pois sua dieta foi bastante similar no pré e pós-represamento. Por outro lado, a dieta de M. sanctaefilomenae sofreu algumas variações após o represamento, indicando que a espécie não se ambientou muito bem as mudanças causadas pelo represamento. Podemos concluir que as duas espécies em estudo se comportaram de maneiras diferentes no ambiente modificado pela construção da barragem. Moenkhausia intermedia continuou se alimentando de forma bastante similar, o que não aconteceu para a espécie M. sanctaefilomenae, que houve uma diminuição na sua dieta.
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