Seleção de áreas para reserva legal baseada em multicritérios: aplicação em projetos de assentamento |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
12/08/2015 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
- Antonio Conceicao Paranhos Filho
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Alfredo Marcelo Grigio
- Jose Marcato Junior
- Normandes Matos da Silva
- Roberto Macedo Gamarra
- Yzel Rondon Súarez
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Resumo |
Geotecnologias são ferramentas que contribuem para ações de conservação da
biodiversidade, e se inserem no contexto de planejamento, execução e monitoramento
dessas ações conservacionistas onde o espaço e o tempo são variáveis essenciais. Entre
as ações de conservação, podemos citar a seleção de áreas, seja para criação de unidades
de conservação, para recuperação ou para a delimitação de reserva legal. As
geotecnologias, porém, nem sempre se encontram disponíveis. Assim, nesse contexto, o
uso de “softwares” livres se torna uma alternativa viável para planejamento e tomada de
decisões. O primeiro capítulo apresenta um panorama do uso dos “softwares” livres no
Brasil, demonstrando uma tendência de aumento no seu uso, destacando a área
ambiental. Dentro do tema, “softwares” livres, SIG e conservação da biodiversidade, o
segundo capítulo apresenta um método semi-automático para delimitação de reserva
legal em projetos de assentamentos que se apresenta como ferramenta acessível para
ações de conservação da biodiversidade.
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Metazoários parasitos de peixes: uma metanálise em trabalhos com abordagem temporal e ecologia de comunidades no Pantanal |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
30/07/2015 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
- Luiz Eduardo Roland Tavares
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Cláudia Portes Santos Silva
- Gustavo Graciolli
- José Luis Luque Alejos
- Mauricio Laterça Martins
- Ricardo Massato Takemoto
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Resumo |
Uma das principais questões em ecologia é compreender os mecanismos que
determinam a composição e a montagem de comunidades. Considerando que as
comunidades ecológicas são reguladas por fatores bióticos e abióticos e que esses
fatores variam no tempo, o ambiente pode agir como um importante agente estruturador
de comunidades. Esse trabalho tem por objetivo geral, verificar como as comunidades
parasitárias respondem às variações temporais do ambiente. O trabalho foi dividido em
três partes: 1) Uma metanálise foi utilizada para verificar a influência do tempo sobre a
similaridade das comunidades parasitárias de peixes, bem como para averiguar se há diferença na similaridade e na riqueza parasitária entre ambientes sazonais e não
sazonais; 2) Um estudo de caso foi realizado com o hospedeiro Psectrogaster
curviventris, a fim de verificar se há um decaimento temporal na similaridade da
estrutura das comunidades parasitárias na estação seca, em uma lagoa sob influência do
pulso de inundação no Pantanal; para o mesmo hospedeiro também foi verificado se as
comunidades parasitárias estão distribuídas de forma aninhada entre os hospedeiros ao
longo de estações secas e 3) A fauna parasitária do P. curviventris foi comparada com a
do hospedeiro sintópico Potamorhina squamoralevis, tanto na seca como na cheia.
Também testamos se a variabilidade entre as infracomunidades parasitárias é maior na estação cheia do que na seca, para as duas espécies de peixes. Não houve diferença nas
similaridades e na riqueza entre ambientes sazonais e não sazonais. Com os dados
obtidos por meio da metanálise e com a fauna parasitária de P. curviventris no Pantanal
sul, encontramos um decaimento temporal na similaridade da estrutura das comunidades
parasitárias. A fauna parasitária de P. curviventris não está distribuída de forma
aninhada entre as estações secas e não é similar à comunidade parasitária de P.
squamoralevis. Uma maior variabilidade na infracomunidade foi encontrada para P.
curviventris na estação cheia do que na seca e o contrário ocorreu para P.
squamoralevis. Nossos resultados fornecem evidências de que as comunidades
parasitárias respondem às variações no ambiente no decorrer do tempo e que as
diferenças intraespecíficas dos hospedeiros são cruciais para determinar a montagem
das comunidades parasitárias em estações seca e cheia do pantanal.
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Uso do espaço vertical por pequenos mamíferos não voadores em manchas florestais no Pantanal, Mato Grosso do Sul, Brasil. |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
28/07/2015 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Carlos Henrique Salvador de Oliveira
- Diogo Loretto Medeiros
- Maron Galliez
- Nilton Carlos Caceres
- Rafael Dettogni Guariento
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Resumo |
A diversidade de espécies em um determinado ambiente reflete as diferenças na
composição do hábitat, sendo a partição de nicho o processo que permite a coexistência
entre as espécies. Alguns roedores e marsupiais desenvolveram adaptações que os
permitiram explorar os estratos superiores de hábitats florestais no Pantanal. Cada uma
destas espécies deve estar mais associada a um estrato ou a alguma característica do
hábitat. Portanto, este estudo teve por objetivo: verificar como se dá a distribuição dos
pequenos mamíferos nos estratos de hábitats florestais e avaliar a influência da
complexidade ambiental na distribuição dos mesmos. Utilizei 180 armadilhas de captura
viva dos tipos Tomahawk e Sherman, distribuídas em 20 pontos amostrais e iscadas
com rodelas de bananas e pasta de amendoim. Medi características ambientais como:
densidade de ramos e folhas, circunferência a altura do peito das árvores, circunferência
dos galhos e conectividade entre as árvores. Usei os modelos mistos e a modelagem de
ocupação para analisar os dados. Meus resultados mostraram que Thrichomys fosteri
utiliza mais o solo, enquanto Oecomys mamorae e Gracilinanus agilis foram mais
capturados nos estratos acima do solo (no sub-bosque ou no dossel). A probabilidade de
ocupação de T. fosteri foi influenciada positivamente pela densidade de ramos e folhas
em torno do ponto de captura e pela circunferência do galho onde a captura foi
realizada; a de O. mamorae sofreu influência negativa da circunferência do galho e
positiva da densidade de ramos e folhas ao redor da armadilha; e a ocupação de G.
agilis foi influenciada somente pela altura do ponto de captura. Deste modo, as espécies
estudadas se distribuem diferentemente no espaço tridimensional e existem
características estruturais dos hábitats florestais que influenciam sua probabilidade de
ocupação. A diferença no uso do hábitat, aliada à diversificação na dieta, reflete a
história evolutiva que resultou na segregação de nicho destas espécies.
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Efeitos da fragmentação florestal sobre comunidades de aves no Planalto da Bodoquena, Mato Grosso do Sul |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
15/06/2015 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Danilo Bandini Ribeiro
- Danilo Boscolo
- Fabio de Oliveira Roque
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Resumo |
A fragmentação florestal é um processo que culmina na perda de área e separação dos remanescentes de um determinado
hábitat, podendo ter diversas origens, sendo a principal delas a conversão de áreas de hábitat natural em área de ocupação
humana, dedicadas majoritariamente a atividades agorpeccuárias. Os efeitos da fragmentação são principalmente a redução de
área e mudança na configuração dos remanescentes, ocasionando alterações nos padrões ecológicos regionais, que podem refletir
na perda de espécies. As Florestas Estacionais do interior do Brasil passaram por um forte processo de conversão de uso e
fragmentação, sendo que atualmente restam poucos remanescentes, a maioria em uma configuração fragmentada. Os objetivos
deste trabalho foram avaliar a variação na comunidade de aves em relação à área e isolamento dos ambientes de Florestas
Estacionais no Planalto da Bodoquena. Para tanto comparamos a comunidade de aves entre uma reserva de proteção integral
federal, o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, formado principalmente por áreas de florestas estacionais, com as
comunidades de aves de seis fragmentos de mata desta mesma fitofisionomia, com diferentes áreas e graus de isolamento. As
amostragens ocorreram em um período descontínuo durante o ano de 2014, totalizando três campanhas onde as áreas amostradas
foram visitadas uma vez por campanha. Foram feitas análises de similaridade, aninhamento e de beta-diversidade para identificar
o principal fator de diferenciação entre as comunidades (aninhamento ou "turnover"), enquanto análises multivariadas foram
realizadas para descrever o grau de fragmentação, a estrutura da vegetação dos pontos de amostragem (PCA). A ordenação das
comunidades de aves foi feita por meio de análises de Escalonamento Multidimensional não Métrico (NMDS) E Análise de
Coordenadas Principais (PCOA). Modelos Lineares Generalizados (GLM) foram utilizados para relacionar as variáveis
ambientais com a riqueza total de aves florestais. Foram registradas 1 22 espécies pertencentes a 33 famílias e nove guildas
alimentares. As análises de beta-diversidade mostraram que a substituição de espécies entre os sítios ("turnover") é a principal
causa de variação na beta-diversidade. A composição de espécies de aves foi relacionada à fragmentação (tamanho da área, grau
de isolamento dos remanescentes) e com a estrutura do hábitat (altura do dossel e densidade de árvores), sendo que 17 espécies
foram significativamente correlacionadas com áreas maiores e mais conectadas, enquanto apenas uma espécie com áreas
menores e mais isoladas. A riqueza de espécies de aves foi negativamente correlacionada a fragmentação (GLM, n=35;
p=0,00054 R² 0,36)., As guildas de insetívoros de sub-bosque, frugívoros e insetívoros de dossel também tiveram suas riquezas
relacionadas à fragmentação (GLM n=35; p<0,001; R² = 0,65; GLM n=35; p<0,001; R² = 0,47; GLM n = 35; PCOA1 p = 0,004;
R² = 0,37; respectivamente), tendo apresentado maiores riquezas em áreas maiores e mais conectadas. Porém o que melhor
explicou a variação na riqueza dos psitacídeos e granívoros foi a estrutura do hábitat, sendo estas duas guildas relacionadas com
áreas menos estruturadas, com menor altura de dossel e menor densidade de árvores (GLM n = 35; p<0,001; R² = 0,46; GLM
n=35; p<0,001; R² = 0,2, respectivamente). Os resultados aqui apresentados sugerem que a conservação de espécies sensíveis à
perda e fragmentação de hábitat, principalmente grandes frugívoros e insetívoros de sub-bosque, assim como a conservação de
uma maior riqueza de espécies no Planalto da Bodoquena depende da preservação de áreas florestais grandes e conectadas.
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Área de vida de Gracilinanus agilis (Mammalia: Didelphimorphia) em uma área de cerradão, Mato Grosso do Sul, Brasil |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
12/05/2015 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Emerson Monteiro Vieira
- Gustavo Graciolli
- Maurício Eduardo Graipel
- Natália Oliveira Leiner
- Thomas Puttker
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Resumo |
A utilização do espaço por machos e fêmeas de mamíferos pode variar de acordo com o dimorfismo
sexual, sistema de acasalamento e comportamento territorialista, a fim de garantir a otimização do
sucesso reprodutivo de cada sexo e suas interações com outras espécies. No presente estudo,
verificamos a área de vida de machos e fêmeas de Gracilinanus agilis em um fragmento de
cerradão no centro-oeste do Brasil. Para a captura dos indivíduos, foram utilizadas armadilhas
nacional tipo de arame no solo e “Sherman” dispostas no sub-bosque (1-2 metros), utilizando a
técnica de captura-marcação-recaptura (cmr). Vinte e quatro indivíduos de G. agilis tiveram suas
áreas de vida estimadas pelo método do Mínimo Polígono Convexo. A área de vida estimada para a
espécie foi de 0,38 ± 0,41 há, sendo a maior área de vida estimada foi para um macho, com 2,08 ha,
e a menor área para duas fêmeas, com 0,08 ha. Os resultados mostraram que o tamanho da área de
vida não variou de acordo com a massa dos indivíduos, e nem com os sexos. A sobreposição das
áreas de vidas de pares de machos são maiores do que a sobreposição entre pares de fêmeas. A
quantidade elevada de sobreposição entre áreas de vida dos machos indica que não há
comportamento territorialista para eles, diferentemente do que ocorre para as fêmeas, que quase não
tiveram sobreposição de suas áreas de vida. Um dos motivos para uma menor sobreposição entre as
fêmeas durante a época reprodutiva pode ser devido à proteção dos filhotes e a competição por
alimentos e, durante a época pré-reprodutiva, para as fêmeas, poderia ser atribuída à diminuição de
suas áreas de vida, devido à menor demanda energética.
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Frugivoria em Vitex cymosa Bertero ex Spreng. (Lamiaceae) em fitofisionomias florestais do Pantanal, Brasil |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
12/08/2014 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Celine de Melo
- Geraldo Alves Damasceno Junior
- Jose Ragusa Netto
- Marco Aurelio Pizo Ferreira
- Milene Moura Martins
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Resumo |
O tarumã, Vitex cymosa (Lamiaceae), ocorre no Pantanal em regiões florestadas como em mata ciliar e capões. O objetivo desse estudo foi investigar a assembleia de frugívoros do tarumã, bem como compreender a relação da frutificação e da frugivoria com a fragmentação natural da paisagem pantaneira. A produção de frutos foi estimada através da quantificação de frutos caídos abaixo das copas. A assembleia de frugivoros foi registrada em observações de aproximadamente 4 horas por indivíduo de tarumã, totalizando 96 horas de observação em 27 tarumãs e os locais foram georreferenciados para posterior calculo das distâncias entre os fragmentos florestais (capões) e áreas continuas (mata ciliar). A produção média foi 30.895 frutos por tarumã e não diferiu entre os ambientes mata ciliar, borda e capão. Foram registradas 31 espécies de frugívoros, dentre aves (25) e mamíferos (6), sendo os mais frequentes Ortalis canicollis, Primolius auricollis, Aburria cumanensis e Alouatta caraya. O tipo de vegetação e distância entre capões e mata ciliar não foram fatores importantes para selecionar quais frugívoros e a taxa de visita desses ao tarumã. Devido à fragmentação natural do Pantanal e à característica da matriz conter árvores e arbustos esparsos, possivelmente o mosa |
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Ecologia e uso da paisagem por onça parda (Puma concolor) em remanescentes florestais de Mata Atlântica no noroeste do Paraná, Brasil |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
15/07/2014 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
- Fernando César Cascelli de Azevedo
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Antonio Conceicao Paranhos Filho
- Luciano Martins Verdade
- Roberto Macedo Gamarra
- Ronaldo Gonçalves Morato
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Resumo |
A dieta e a abundância relativa de presas de onça-parda (Puma concolor) foram
estudadas em fragmentos de Mata Atlântica no noroeste do Estado do Paraná entre os
anos de 2012 e 2013. Coletas de amostras fecais foram utilizadas para conhecer a dieta
da onça-parda e câmeras fotográficas para estimar a abundância relativa de presas no
ambiente com a finalidade de testar a hipótese de seletividade de presas por onça-parda
levando-se em consideração as seguintes predições: 1) a onça-parda utiliza presas mais
abundantes no ambiente; 2) a sobreposição espacial e temporal da onça parda e suas
presas influencia o uso destas pela onça-parda; 3) tipos diferentes de habitat influenciam
na utilização de presas por onça-parda. Os habitats monitorados foram categorizados em
floresta, (2). floresta e milho,(3). floresta e cana-de-açúcar; (4). Mata Ciliar, e (5).
floresta, área alagável e milho. As espécies de presas com maiores abundâncias relativas
foram anta (Tapirus terrestris), cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) e cateto (T.
tajacu), somando 78% dos registros. As espécies de presas mais consumidas tanto em
termos de frequência de ocorrência quanto de biomassa relativa consumida foram, na
ordem de importância, capivara (Hydrochoerus hydrochaeris); paca (Cuniculus paca); e
porco-do-mato (Tayassu tajacu). O Peso Médio de Presas Vertebradas Consumidas
(PMPC) foi de 30,2 kg. Com relação ao porte de presas, a onça-parda consumiu 78,6 %
de mamíferos de grande porte (≥ 15 kg), 21,1% de mamíferos de médio porte (1-15 kg),
e 0,1% de mamíferos de pequeno porte (≥ 1 kg). A relação entre sobreposição temporal
e espacial, a riqueza de espécies de presas de cada categoria de habitat, assim como a
abundância de presas no ambiente não influenciaram na taxa de predação da onçaparda.
Nesse estudo a dieta da onça-parda foi composta aparentemente por espécies que
2
apresentam maior vulnerabilidade, tanto quanto à estratégia de defesa quanto ao tipo de
ambiente em que são mais facilmente encontradas. |
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Desvendando padrões de estrutura filogenética de comunidades biológicas em diferentes escalas |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
25/04/2014 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Clarissa de Araujo Martins
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Banca |
- Cynthia Peralta De Almeida Prado
- Franco Leandro de Souza
- Tadeu de Siqueira Barros
- Yzel Rondon Súarez
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Resumo |
Esta dissertação está dividida em dois capítulos. No primeiro capítulo eu investiguei padrões de comunidades filogenéticas para entender quais os processos que podem influenciar a montagem de comunidades de anuros no Pantanal ao longo do tempo, em uma escala regional e local. No segundo capítulo eu investiguei padrões de estrutura filogenética em uma escala global. Utilizei o framework da filogenética de comunidades para testar a hipótese de instabilidade climática nas regiões tropicais e temperadas. Os dois manuscritos, após devida revisão e tradução, serão submetido aos periódicos “Plos One” (Capitulo 1) e “Biology Letters” (Capitulo 2). |
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On the natural occurrence of uniform predation risk A theoretical formulation and field test with Thrichomys fosteri in a resource abundant savanna |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
24/04/2014 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
- Guilherme de Miranda Mourão
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Jorge Fernando Saraiva de Menezes
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Banca |
- Emerson Monteiro Vieira
- Fernando Antonio Dos Santos Fernandez
- Jana Eccard
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
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Resumo |
Previous studies indicate that when predation risk is uniform across habitats, foragers
concentrate their exploitation in fewer patches. Although uniform predation risk may be
rare in nature, some scenarios might cause it. Testing all scenarios in a single
experiment is unfeasible; therefore, we developed a model that points whether
concentration of exploitation in specific habitats due to uniform risk requires parameters
values similar to found in literature. This model is based on Brown's (1988) fitness
function, but rescaled to multiple habitats and predators, including uniform risk
predators. Deriving this function maximum allowed comparisons with giving-up density
studies. Results showed that uniform predation risk has a u-shaped effect in habitat
exploitation, causing a concentration at mild levels. What is 'mild' depends on the value
of safety to forager fitness. Heterogeneous, nonuniform, predation risk decreases habitat
exploitation where it is higher, therefore suppressing the effect of uniform risk on prey
behavior. Time spent in the focal habitat, and metabolic costs reduce the detectability of
habitat concentration, while total time did not. We also found that uniform risk reduces
accuracy of heterogeneous risk measurements. Future studies should aim to control all
possible predators, as even the mild ones can induce complex behavior. |
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Reproductive ecology, breeding system and ambophily in triplaris gardneriana (polygonaceae) in the brazilian chaco |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
24/04/2014 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Gecele Matos Paggi
- Leonardo Galetto
- Maria Rosangela Sigrist
- Nicolay Leme da Cunha
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Resumo |
Despite being a mechanism known to occur in many angiosperms, the prevalence of
the simultaneous occurrence of two pollination systems in the same species is not well
documented. Reported as frequent in temperate areas but rare in the tropics, it appears to
occur with higher frequency than it is generally believed. It was suggested that both
insects and wind play a role in the pollination of Triplaris, a dioecious neotropical genus
of the Polygonaceae family. In this paper, the reproductive ecology (floral biology,
breeding and pollination systems) of a population of T. gardneriana, located in the Chaco
formation, Southern Pantanal (Brazil), with special emphasis on ambophily, is reported.
In addition to floral morphology measurements, floral biology was studied throughout 30
days, aerobiological samplings and different reproductive treatments (apogamy,
anemogamy, xenogamy) were conducted in the field and more than 500 floral visits were
recorded. On one hand, the occurrence of effective pollinators (carrying pollen grains,
high frequency of visits), notably the native bee Scaptotrigona depilis and the exotic bee
species Apis mellifera scutellata; the presence of nectar reward and of pollenkitt that
facilitates the adherence of pollen to flowers visitors’ body; and the number of fruits
produced after insect visitation demonstrate their role in T. gardneriana pollination. On
the other hand, airborne pollen reaching 74% of pistillate flowers (up to 600 pollen
grains/cm2); the absence of pollen clumping allowing single pollen aerobiological units; a
short mean distance between pistillate and staminate individual (7.19 m);
and development of fruits when mesh bags forbidden the arrival of insects on pistillate
flowers confirm anemophily. All these results suggest ambophily. The combination of
wind and insect pollination gives to T. gardneriana an adaptative advantage to provide
reproductive assurance while colonizing new areas. Triplaris gardneriana would be an
4
excellent model for studying the mechanisms related to the maintenance of ambophily
and their respective relations to environmental factors in the evolution of angiosperms
reproduction. |
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Spatial ecology of crab-eating foxes in a large Neotropical wetland |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
27/03/2014 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
- Guilherme de Miranda Mourão
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Beatriz de Mello Beisiegel
- Erich Arnold Fischer
- Fernando César Cascelli de Azevedo
- Rita de Cássia Bianchi
- Ronaldo Gonçalves Morato
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Resumo |
I investigated home ranges, movements, activity and habitat use of 10 GPS-monitored Crab-eating Foxes in the Pantanal wetland, south-western Brazil. Foxes mass ranged from 3.9–7.6 kg and did not differed between sexes. They exhibited a marked crepuscular-nocturnal pattern, from 1–6 inactive periods per day. Foxes UD tended to stabilize between 10 and 20 days, and sex appears to have no effect on UD sizes. UDs overlapped low between neighboring foxes and in a high degree in some pairs. They traveled a mean of 6.9 km/day and daily traveled distance did not differ between sexes, but was affected by the mean duration of daily activity and marginally by the UD size. Crab-eating Foxes selected Grassland habitat-type and within their UDs they tended to use habitats in different proportions. Shelters varied from 21–139 per day, totalizing 673 shelters for the 10 individuals. Also for sheltering, foxes followed the same pattern of habitat selection, selecting the more open habitats and avoiding the covered ones. |
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Mecanismos de entomotoxidade da lectina de Dioclea violacea durante o desenvolvimento larval de Anagasta kuehniella (Lepidoptera) |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
06/03/2014 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
- Maria Ligia Rodrigues Macedo
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Carolina Turatti Oliveira
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Banca |
- Gláucia Coelho de Mello
- Gustavo Graciolli
- Luiz Eduardo Roland Tavares
- Maria Das Graças Machado Freire
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Resumo |
Plant lectins have been extensively studied in the past two decades, yet the exact mechanisms underlying their entomotoxic effects remain unknown. This study investigated the mode of action of Dioclea violacea lectin (DVL) on larval development in Anagasta kuehniella. Chronic exposure of larvae (from neonate to the fourth instar) demonstrated that DVL interfered with larval growth, retarding development and decreasing larval mass without affecting survival. DVL inhibited trypsin-like, chymotrypsin-like, and α-amylase activity in vivo and proved resistant to proteolysis by midgut proteases up to 24 h. Shorter exposures to dietary DVL had no effect on midgut enzyme activity. Feeding fourth-instar larvae with rhodamine isothiocyanate covalently coupled to DVL revealed this lectin to bind to the midgut epithelial layer and peritrophic membrane, interfering with normal nutrient absorption. The mechanisms underlying the mode of action of DVL were found to involve resistance to proteolysis, enzyme inhibition, and binding to structures present in the midgut. |
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Diversidade funcional, taxonômica e filogenética: uma abordagem cienciométrica e empírica em assembleias de peixes de riachos de cabeceira dos rios Paraguai e Paraná |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
27/02/2014 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Gabriel Nakamura de Souza
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Banca |
- Fabio de Oliveira Roque
- Fabrício Barreto Teresa
- Lilian Casatti
- Mauricio Cetra
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Resumo |
O reconhecimento do termo biodiversidade como um conceito multifacetado exige maneiras de acessar suas diferentes dimensões componentes. Diferentes dimensões trazem informações distintas e complementares a respeito dos sistemas biológicos, sendo então necessário investigar a forma com que a comunidade científica está acessando estas. No presente estudo lançamos mão da abordagem cienciométrica para investigar como a biodiversidade vem sendo acessada no que diz respeito às suas diferentes dimensões, pelos estudos de ecologia de comunidades desenvolvidos na última década (2002 a 2012). Apesar do predomínio taxonômico na maneira como a biodiversidade é investigada pelos estudos, nota-se uma expansão na utilização de métricas de diversidade funcional e filogenética. Esforços na caracterização das dimensões funcional, filogenética e genética
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de alguns grupos de organismos devem ser realizados de modo a compreender a diversidade dos sistemas biológicos de maneira mais completa. |
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IMAGE TEXTURE AT MULTIPLE SCALES AS PREDICTOR OF GRADIENTS OF ENVIRONMENT AND STRUCTURE OF ANURAN COMMUNITY |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
25/02/2014 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Larissa Sayuri Moreira Sugai
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Banca |
- Antonio Conceicao Paranhos Filho
- Fabio de Oliveira Roque
- Milton Cezar Ribeiro
- Victor Lemes Landeiro
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Resumo |
Image texture is a property that represents spatial relationships between components of an image. Since images generated from remote sensing technologies provide useful information about objects on earth, image texture can be used as a measure of variation of structural components of the environment of a given area, however, which of them is still needed to answer to ensure that textures represent biological components of habitat. If they truly represent the structure of habitat of a given biological group and the scale matches the biological requirements of this group, they would be powerfully predictors of patterns of diversity. This is a framework needed to conservation purposes, such as prioritization of areas.
This manuscript is divided in two chapters. The first chapter shows how image texture from different sources of image and scales can explain gradients of environment, using variables that represents gradients of veredas in the state of Mato Grosso do Sul, Brazil. The second chapter presents how image texture can explain anuran communities structure in different scales, including the biological meaning of texture as a proxy. This way provides a new approach to match environmental heterogeneity in multiple scales relations to species diversity. |
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Efeito de diferentes formulações do herbicida glifosato em Podisus nigrispinus (Dallas, 1851) (Hemiptera: Pentatomidae) |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
24/02/2014 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Alfredo Raul Abot
- Danilo Bandini Ribeiro
- Gustavo Graciolli
- Josue Raizer
- Silvio Favero
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Resumo |
O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de grãos e o maior consumidor 7 mundial de produtos fitossanitários. Dentre os produtos fitossanitários, destacam-se os 8 herbicidas, principalmente aqueles a base de glifosato. No entanto, existem poucas 9 informações a respeito da toxicidade das formulações comerciais sobre as populações de 10 organismos não-alvo. O objetivo deste trabalho foi avaliar a toxicidade de três formulações 11 comerciais de glifosato no percevejo predador Podisus nigrispinus em laboratório. O 12 experimento foi conduzido em blocos casualizados, em esquema fatorial 4x2 (formulação x 13 idade dos ovos) e 10 repetições. Foram utilizados ovos de P. nigrispinus de 24 e 48 horas de 14 idade que foram submetidos ao contato com os herbicidas. Os tratamentos utilizados foram: 15 Glifosato; Glifosato + sal de potássio; Glifosato + sal de isopropilamina, todos em dosagem 16 máxima recomendada pelos fabricantes, e um controle a base de água. Foram avaliadas a taxa 17 de eclosão, a taxa de sobrevivência em cada estádio ninfal, a razão sexual e a biomassa dos 18 adultos recém-emergidos. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e as 19 médias dos tratamentos comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. A formulação 20 com sal de potássio teve maior efeito negativo sobre P. nigrispinus, reduzindo a taxa de 21 eclosão e viabilidade ninfal. Ovos de 24 horas de idade foram mais afetados do que ovos de 22 48 horas, quando expostos aos herbicidas. O herbicida sal de isopropilamina se mostrou mais 23 seletivo ao predador P. nigrispinus, sendo a formulação mais indicada. |
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Ecologia alimentar de Athene cunicularia (Aves: Strigidae) em áreas próximas e distantes de remanescentes naturais em Campo Grande, MS. |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
03/06/2013 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Lillian Carolina de Queiroz Modesto Sogabe
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Banca |
- Alexsander Zamorano Antunes
- Rudi Ricardo Laps
- Sergio Roberto Posso
- Vanda Lucia Ferreira
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Resumo |
A coruja-buraqueira ocorre do Canadá ao Sul da América do Sul, habita áreas
abertas e é encontrada com facilidade em ambientes urbanos. Sua alimentação é
composta de vertebrados e invertebrados, com predomínio de insetos. A pesquisa
teve por objetivo descrever da dieta de Athene cunicularia e suas variações. Para
tanto foram coletadas pelotas regurgitadas encontradas ao redor dos ninhos das
corujas, em locais próximos e distantes de remanescentes florestais, em Campo
Grande – Mato Grosso do Sul. Os restos de presas encontrados nas pelotas foram
identificados e quantificados para posterior análise. A fim de analisar a similaridade
entre as dietas foi feita uma ordenação em HMDS, além de um teste G de
independência para verificar a variação no consumo de presas entre os períodos
seco e chuvoso. A diversidade da dieta foi analisada por meio do índice de
diversidade de Simpson. Por fim a amplitude de nicho alimentar foi calculada usando
o índice de Levins padronizado. Apesar da grande semelhança entre as dietas,
algumas diferenças foram observadas, com predomínio de presas das ordens
Orthoptera em algumas localidades e Isoptera em outras. Entretanto não foi possível
observar clara separação entre a dieta de locais próximos e distantes de
remanescentes. O consumo de presas foi dependente do período do ano, com maior
consumo de Isoptera no período seco e de Coleoptera e Anura no período chuvoso.
A diversidade da dieta e a amplitude de nicho alimentar foram maiores no período
chuvoso. As variações temporais e locais na dieta indicam oportunismo das corujas
ea falta de uma clara separação das dietas de locais próximos e distantes dos
remanescentes sugere que, mesmo estando próximas dos remanescentes, as
corujas podem forragear nas áreas de pasto no entorno do ninho, indicando,
novamente, hábito oportunista deste predador. |
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Influência da temperatura ambiente na movimentação de tamanduás-mirim (Tamandua tetradactyla, Linnaeus, 1758) |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
12/04/2013 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
- Guilherme de Miranda Mourão
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Talita Guimarães de Araújo
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Banca |
- Erich Arnold Fischer
- Flávio Henrique Guimarães Rodrigues
- Gastón Andrés Fernandez Giné
- Roberto Guilherme Trovati
- Rudi Ricardo Laps
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Resumo |
Tamanduas have physiological limits related to air temperature. It is likely that they need to use behavioral strategies for dealing with extreme temperatures, so we propose to analyze the effect of ambient air temperature on southern tamanduas activity period, and also on its daily travelled distance and to estimate its home range in the central Pantanal wetland. We radiotracked 10 tamanduas for a year, equipping eight of them with micro-GPS units. Annually, as the average daily temperature decreased, tamanduas began their daily activity after the sunrise and as the average daily temperature increased, they started activity at the sunset or later. The tamanduas presented median activity duration of 6.9 hours and a median resting time of 16.6 hours per day. The resting sites were located into forest patches, inside burrows or on the palm-trees’ canopies and eventually in cluster of bromeliads or tussocks of grasses, which are known to work as temperature buffers. Therefore, we showed that tamanduas adjust their onset activity time in response to mean daily air temperature, in a manner to avoid be active during extreme temperature periods, probably, using the shelters to avoid temperatures that extrapolate its thermal insulation limits. The median home range for southern tamanduas in Pantanal was 0.59 Km2, similar to the ones reported in literature for the species in savanna sites. The median for daily travelled distance of tamanduas was 1.3 km. However, the mean air temperature did not influence the daily travelled distance of the animals. |
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Modelo de distribuição potencial de ariranha (Pteronura brasiliensis) no Pantanal: uma avaliação do estado de conservação em Áreas Protegidas |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
08/04/2013 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
- Antonio Conceicao Paranhos Filho
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- André Giovanni de Almeida Coêlho
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Banca |
- Carolina Ribas Pereira
- Caroline Leuchtenberger
- Marco Antonio Diodato
- Miriam Marmontel
- Vitor Matheus Bacani
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Resumo |
Objetivo A lontra gigante, ameaçada de extinção, teve sua distribuição
histórica em toda a América do Sul, exceto no Chile, e hoje se encontra
extinta em alguns estados do Brasil. Aqui nós modelamos sua distribuição
potencial no Pantanal e avaliamos a efetividade de conservação da espécie
em áreas protegidas.
Local Centro da América do Sul
Métodos Utilizamos o Maxent para modelar a distribuição da espécie
baseado em descritores mais gerais de ambientes aquáticos: (1) um índice
de duração da fase inundada do pulso de inundação; (2) os ambientes
aquáticos mais persistentes na estação da seca; e (3) a classificação das
massas de água em função da distância euclidiana entre estes ambientes no
período mais seco.
Resultados O modelo mostrou que ambientes de grandes massas de água
parecem ser habitats adequados medianos para ariranha e a maior
probabilidade de sua presença se deu principalmente em ambientes
aquáticos lineares, sinuosos, estreitos e próximos a rios mais largos. A
resposta do teste AUC foi consideravelmente alta.
Principais conclusões Poucas UC’s no Pantanal preservam grandes áreas ou
extensos ambientes lineares com alta probabilidade de presença de
ariranhas. Planos de ações das UC’s são fundamentais para a preservação
efetiva da espécie, visto que estas são uma salvaguarda para amostras de
populações de ariranhas. |
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Comunidade de anuros e efeito de características físico-químicas da água e da cobertura vegetal na composição de espécies em um agroecossistema no centro-norte de Mato Grosso do Sul |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
21/03/2013 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
- Cynthia Peralta De Almeida Prado
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
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Banca |
- Fernando Rodrigues da Silva
- Franco Leandro de Souza
- Rogério Pereira Bastos
- Tiago da Silveira Vasconcelos
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Resumo |
A manutenção das espécies em uma comunidade é limitada por diversos fatores de natureza biótica e abiótica. Alterações ambientais podem afetar a reprodução, crescimento e sobrevivência, bem como a distribuição e abundância das espécies. O objetivo deste estudo foi avaliar se a cobertura vegetal e características físico-químicas da água explicam a estruturação da comunidade de anuros em um agroecossistema no centro-norte do estado de Mato Grosso do Sul. Foram amostradas 16 parcelas de 30 x 30 m, onde a riqueza e abundância de espécies foi determinada, e os dados de características físico-químicas da água (pH, salinidade e temperatura) foram coletados. Para análise da cobertura vegetal, índices de vegetação gerados a partir de imagens do satélite LANDSAT/TM foram calculados para as parcelas e suas áreas de influência. Foram amostrados 412 indivíduos, pertencentes a quatro famílias de anuros, 11 gêneros e 22 espécies. A família mais representativa foi Hylidae (11 espécies), seguida por Leptodactylidae (nove espécies). As famílias Bufonidae e Microhylidae apresentaram apenas uma espécie cada uma. Dendropsophus nanus foi a espécie mais freqüente, seguida por Scinax fuscomarginatus. Não foi encontrada correlação entre a comunidade de anuros e as variáveis ambientais (cobertura vegetal e características físico-químicas da água). Entretanto, foi detectada uma autocorrelação espacial entre as parcelas, indicando que a comunidade de anuros é estruturada pela distância geográfica entre as parcelas, onde ambientes mais próximos apresentam comunidades mais similares. Desta forma, as espécies amostradas parecem apresentar boa capacidade de dispersão e grande plasticidade em relação ao uso do hábitat, fundamental para ocupação de ambientes impactados, como o estudado. Os resultados do presente estudo também indicam que a manutenção de corredores de vegetação é extremamente importante para a manutenção da diversidade de anfíbios em agroecossistemas com paisagens abertas e homogêneas. |
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Ecomorfologia e uso de habitat de girinos no Pantanal, Mato Grosso do Sul |
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Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
Tipo |
Dissertação |
Data |
18/03/2013 |
Área |
ECOLOGIA |
Orientador(es) |
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Coorientador(es) |
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Orientando(s) |
- Daiene Louveira Hokama de Sousa
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Banca |
- Cynthia Peralta De Almeida Prado
- Gilda Vasconcelos de Andrade
- Luiz Norberto Weber
- Marcelo Menin
- Rogerio Rodrigues Faria
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Resumo |
O objetivo deste trabalho foi determinar a riqueza, o uso de habitat e caracterizar as guildas ecomorfológicas em uma comunidades de girinos de uma região do Pantanal no Mato Grosso do Sul. Amostramos corpos d’água com diferentes características estruturais e de vegetação. Os girinos foram coletados com um puçá de tela de arame, passando-o uma vez ao longo de toda a área de cada corpo d’água, sendo o tempo máximo de uma hora/poça. Descrevemos 42 poças e encontramos 19 espécies distribuídas em seis famílias: Bufonidae (1), Ceratophryidae (1), Hylidae (12), Leiuperidae (2), Leptodactylidae (2) e Microhylidae (1). Utilizamos Análise de Correspondência Canônica (CCA) para avaliar o uso de habitat pelas espécies que possuíram relação com as características da margem plana e substrato areia e lama. Corpos d’água associados às margens planas são rasas, suportam grande diversidade de zooplâncton e nível de nutrientes, além de apresentarem temperaturas ideais para o desenvolvimento dos girinos. Em relação ao uso do substrato, espécies podem discriminar porções específicas do microhabitat como o seu tipo, enquanto outras desenvolvem mecanismos como a camuflagem. Nossos resultados obtidos com a Análise de Escalonamento Multidimensional Não-métrico (NMDS) mostram que há formação de agrupamentos conforme as guildas de bentônicos e nectônicos. Algumas espécies não se agruparam às suas respectivas guildas. Dendropsophus sp. são maocrófagos, mas não foi incluída neste agrupamento por causa da nadadeira dorsal alta e os girinos de R. schneideri que pertencem a guilda dos bentônicos possuem nadadeiras dorsais mais altas característica da guilda dos nectônicos. Este estudo adiciona informações ao conhecimento sobre a fauna de anfíbios encontrada no Pantanal, pois este é o primeiro já feito abordando a ecologia de girinos para este ecossistema. |
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