| Efeitos de diferentes tratamentos de fogo nas redes tróficas de anuros do Pantanal |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/07/2026 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
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| Resumo |
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| Ecologia química de Hylidae: revisão sistemática de peptídeos bioativos e caracterização biométrica de Boana raniceps no Pantanal e Cerrado de Mato Grosso do Sul |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
29/05/2026 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Nelson Rufino de Albuquerque
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| Orientando(s) |
- RHAÍRYS RARIELI DE OLIVEIRA TRINDADE
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| Banca |
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| Resumo |
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| Ecologia reprodutiva de Ara ararauna em área urbana e comportamento intra e interespecífico no ninho |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
24/02/2026 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
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| Resumo |
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| Multiestabilidade de pragas e colapso do controle biológico sob efeitos de pesticidas em sistemas praga–predador |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
10/02/2026 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Rafael Dettogni Guariento
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- EDUARDO CERQUEIRA E SILVA
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| Banca |
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| Resumo |
A intensificação da agricultura, sustentada pelo uso de pesticidas, compromete a biodiversidade e gera ciclos de dependência química que ameaçam a segurança alimentar. Embora o Manejo Integrado de Pragas (MIP) proponha a integração de controles, a compreensão teórica de como os efeitos colaterais dos pesticidas alteram a estabilidade dos ecossistemas permanece limitada. Esta dissertação investigou, por meio de modelagem matemática, a dinâmica entre pragas e predadores sob a influência de intervenções químicas. Inicialmente, estabeleceu-se a resposta funcional sigmoidal (Tipo III) como a estrutura fundamental para representar a manutenção de pragas em equilíbrios estáveis de baixa densidade. Subsequentemente, ao incorporar os efeitos dos pesticidas, demonstrou-se que o impacto sobre os predadores atua como um parâmetro crítico de bifurcação. Os resultados evidenciam que, enquanto a preservação dos inimigos naturais permite a existência de regimes de multiestabilidade, onde o controle pode ser eficaz mesmo com baixo efeito de pesticidas sobre as pragas, o aumento dos danos colaterais degrada a resposta funcional e conduz o sistema ao colapso da regulação biológica e do controle de pragas, especialmente quando pesticidas se tornam ineficientes no combate as pragas. Conclui-se que a manutenção de pragas em baixas densidades, frente à redução da eficiência de pesticidas e sob o regime de estados alternativos estáveis, exige a manutenção da integridade funcional de predadores.
Palavras-chave: controle biológico, resiliência, dinâmica populacional, histerese. |
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| Mitochondrial phylogeography of Rhinella stanlaii (Anura: Bufonidae) in the transition zone of dry forests in central South America |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
27/10/2025 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Cristopher Alberto Antúnez Fonseca
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| Banca |
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| Resumo |
As populações de organismos são geneticamente estruturadas por fatores geográficos, climáticos e topográficos ao longo de sua história evolutiva. No centro da América do Sul, florestas estacionalmente secas e savanas compõem paisagens heterogêneas moldadas pela interseção de ecorregiões, climas e topografia. Esses ambientes funcionam como barreiras ou corredores para a biodiversidade, influenciando padrões de diversidade genética. Dentro desse contexto ecológico, descrevemos os padrões da filogeografia mitocondrial de R. stanlaii ao longo de sua distribuição, restrito a áreas florestais inseridas em uma paisagem seca e heterogênea, distribuída na Bolívia, nos estados brasileiros de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e no Paraguai. Utilizando sequências mitocondriais do gene 16s (n=44), examinamos o tempo de diversificação, a delimitação de suas linhagens, a estrutura e diversidade populacional, os fatores que a delimitam, a história demográfica e a estabilidade do habitat. As análises filogenéticas revelaram diversificação inicial no Pleistoceno (~1,2 Ma), com dois grandes clados divergindo há ~0,8 Ma. O FastBAPS identificou três populações estruturadas, a população 1 distribuída mais ao norte, a 2 no centro-sul e a 3 sobreposta ao norte com a população 2. As redes de haplótipos destacaram uma forte estruturação genética, enquanto os Bayesian Skyline Plots indicaram estabilidade recente de longo prazo com leves expansões recentes. As análises de redundância destacaram o isolamento geográfico como principal fator da estrutura genética, com efeitos adicionais do clima e da topografia. Os modelos de distribuição de espécie indicaram contração das áreas climaticamente adequadas durante o Último Máximo Glacial, seguida por expansão no Holoceno e no presente. Nossas descobertas enfatizam o papel do clima e da topografia na heterogeneidade ambiental e geográfica na estruturação de R. stanlaii e destacam os corredores de florestas secas como paisagens dinâmicas que moldam trajetórias evolutivas no centro da América do Sul. |
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| Efeito da urbanização sobre a dominância de Lutzomyia longipalpis em Campo Grande - MS |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/09/2025 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Rafael Dettogni Guariento
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| Coorientador(es) |
- Alessandra Gutierrez de Oliveira
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| Orientando(s) |
- REBECCAH NOGUEIRA DE SOUZA
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| Banca |
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| Resumo |
A falta de planejamento urbano é um dos principais fatores relacionados com o estabelecimento e adaptação de vetores nos centros urbanos, contribuindo para a disseminação de doenças como a leishmaniose visceral, uma doença infecto-parasitária endêmica no Brasil, que tem Lutzomyia longipalpis como um de seus principais vetores. Em Campo Grande, área endêmica para LV, existem lacunas no estudo do efeito da urbanização sobre a dominância de Lu. longipalpis, por isso meu objetivo é identificar como a dominância de Lu. longipalpis se comporta frente às mudanças na paisagem urbana de Campo Grande - MS, a partir de 1999. Para isso, utilizamos armadilhas luminosas do tipo falcon para capturar e identificar flebotomíneos em 16 pontos amostrais e analisamos apenas os pontos em que foram coletados mais do que quatro flebotomíneos em ao menos quatro dos anos amostrais, utilizamos equações diferenciais para comparar diferentes parâmetros e observamos uma relação positiva entre a taxa de urbanização e a dominância de Lu. longipalpis nos bairros analisados, fator que pode estar relacionado com o uso inadequado do solo, saneamento precário e outros fatores que podem estar presentes no processo de urbanização. |
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| Como a dinâmica ambiental de fogo, inundação e sazonalidade alteram a inflamabilidade de plantas no Pantanal, MS |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
31/07/2025 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Geraldo Alves Damasceno Junior
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Anahi Cerzósimo de Souza Escobar
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| Banca |
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| Resumo |
A inflamabilidade, no contexto das caracteristicas funcionais das plantas, consiste na capacidade destas de entrar em combustão e sustentar a queima, sendo influenciada e podendo influeciar as características e os regimes de fogo. O Pantanal é uma área umida que apresenta regimes periódicos de inundação, seca e fogo, assim, neste bioma, há a atuação destes filtros ambientais que podem influenciar a inflamabilidade das plantas. O objetivo deste trabalho foi analisar como a sazonalidade, época de queima prescrita, nível de inundação e a ocorrência de cheia afetam a inflamabilidade de plantas nos campos inundáveis do Pantanal. O estudo foi realizado no Pantanal do Miranda e do Abobral, em parcelas permanentes nas quais foram realizadas queimas prescritas em diferentes épocas do ano. Foram coletados indivíduos das espécies com maior cobertura em diferentes períodos do ano: julho (período seco), novembro (período chuvoso) e após um evento de inundação. A inflamabilidade foi analisada por espécie, e em grupos distribuidos como gramíneas e não gramíneas e por comunidade. Medimos as temperaturas de ignição, média e máxima de queima, tempo até combustão, tempo em chama, combustibilidade e consumibilidade. A sazonalidade foi a variável mais associada às mudanças na inflamabilidade, com tendência de diminuição das temperaturas média e máxima de queima e aumento da ignitabilidade no período seco. Outras tendências foram diminuição do tempo em chamas após a cheia e variações na combustibilidade e consumibilidade. Houve diminuição nas temperaturas máximas de queima, consumibilidade e combustibilidade em plantas cujas áreas tiveram queima prescrita realizadas antes do período seco. Plantas em áreas sujeitas a maiores níveis de inundação tiveram maiores temperaturas médias de queima e consumibilidade, e menor combustibilidade. Sazonalidade e época de queima prescrita foram preditoras de variação na inflamabilidade, evidenciando assim que as plantas modificam-se ao longo do ano e que o manejo integrado do fogo pode ser uma ferramenta eficaz para controlar essas mudanças e diminuir a inflamabilidade do ambiente. Áreas com maiores níveis de inundação tendem a ter queimas mais intensas, provavelmente causadas não só por maior biomassa inflamável, mas também maior inflamabilidade das plantas. |
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| Fenologia reprodutiva e condição corpórea de três espécies de morcegos insetívoros no sudeste do Pantanal |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
03/07/2025 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- RAPHAELA ICASSATTI QUEIROZ
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| Banca |
- Carolina Ferreira Santos
- Fernando Henrique Martin Gonçalves
- Marcelo Oscar Bordignon
- Rafael Soares De Arruda
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| Resumo |
A variação das condições climáticas e da disponibilidade de recursos influencia fortemente o desenvolvimento e as fases reprodutivas das espécies, denominado de fenologia. Morcegos insetívoros tendem a apresentar diferentes padrões reprodutivos com a mudança de latitude e altitude, devido as diferentes zonas climáticas. A condição corpórea é influenciada pelos recursos disponíveis no ambiente e sucesso de forrageio. Valores elevados do Índice de Condição Corpórea (ICC) indica o acúmulo de reserva energética do indivíduo, sendo capaz de interferir nas fenofases e gerar gatilho reprodutivo. Neste estudo descrevemos a fenologia reprodutiva e condição corpórea de três espécies de morcegos insetívoros (Myotis nigricans, Molossus molossus e Noctilio albiventris) na região sul do Pantanal (sub-regiões Nhecolândia, Aquidauana e Miranda), utilizando banco de dados entre 1998 e 2009. O Pantanal apresenta duas estações longas e bem definidas, período úmido e período de seca. Insetos estão presentes em maior quantidade durante a estação chuvosa no Pantanal. Molossus molossus apresentou padrão reprodutivo monoéstrico sazonal, com um ciclo reprodutivo alinhado ao período de maior disponibilidade de recursos alimentares no Pantanal, durante a estação chuvosa. O registro de valores mais altos de condição corpórea para os machos adultos, fêmeas grávidas e fêmeas lactantes ocorreu durante o período chuvoso, o esperado devido a maior quantidade de insetos no ambiente. Myotis nigricans apresentou padrão reprodutivo poliéstrico, entretanto, nossos resultados não permitem identificar se houve um padrão sazonal ou uma reprodução longa não sazonal. Os valores mais altos do ICC das fêmeas reprodutivas, machos adultos e fêmeas adultas não reprodutivas foram encontrados durante a estação seca, enquanto para os machos e fêmeas jovens foram durante a estação chuvosa. No geral, não houve grandes diferenças de ICC entre os sexos e idades. Noctilio albiventris apresentou padrão poliéstrico bimodal não sazonal, com ciclos reprodutivos durante a estação chuvosa e seca. O ICC oscilou em ambos os sexos durante as duas estações, devido ao padrão reprodutivo e forrageamento. |
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| Estrutura das redes frugívoros-plantas e atributos funcionais de espécies vegetais consumidas por vertebrados em áreas urbanas |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
27/06/2025 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Carla Damaris Da Silva Lacerda
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| Banca |
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| Resumo |
A frugivoria envolve o consumo de frutos por animais, que podem atuar como dispersores de sementes ao levar os diásporos para longe da planta-mãe, caracterizando assim uma interação mutualística. A modificação da paisagem em decorrência da urbanização tem efeitos sobre a biodiversidade, de modo que algumas espécies podem desaparecer enquanto outras podem se tornar mais frequentes, com consequências sobre as interações que realizam. A abordagem de redes é frequentemente aplicada para entender a estrutura e o funcionamento das interações em escala de comunidades, bem como para compreender o papel desempenhado pelas diferentes espécies que as compõem. Neste estudo, avaliei como estão distribuídos globalmente os estudos sobre frugivoria em áreas urbanas, como estão estruturadas as redes de interação frugívoros-plantas, e se a diversidade funcional de plantas e aves afetam a estrutura dessas redes. Avaliei também se as características dos frutos consumidos por aves difere entre cidades de ambientes tropicais, subtropicais e temperados. Para responder a essas questões, realizei uma busca bibliográfica por estudos sobre frugivoria em ambientes urbanizados. Encontrei 88 estudos, mas somente 12 deles abordaram a escala de comunidades, e foram em sua maioria realizados no Brasil. O hábito arbóreo foi o mais frequente (56,6%) nas espécies consumidas por frugívoros, e predominou nas zonas tropical e subtropical, enquanto a zona temperada apresentou maior frequência de ervas (13,1%). Arvoretas também foram mais comuns nos trópicos. Quanto à origem, as espécies nativas (58,4%) foram menos frequentes na zona temperada, enquanto as exóticas (33,8%) foram mais comuns nessa região. Drupas (33,1%) e bagas (27,1%) foram mais frequentes nos trópicos e subtrópicos, enquanto aquênios (14,1%) predominaram na zona temperada. O comprimento e a largura dos frutos também variaram entre zonas, de modo que frutos,pequenos foram mais comuns em zonas subtropicais e temperadas, enquanto frutos grandes foram mais frequentes na zona tropical. No entanto, sua coloração não diferiu significativamente entre essas regiões climáticas. Dentre as dez redes de interação analisadas, somente uma apresentou estrutura modular, e seis redes apresentaram estrutura aninhada. A Riqueza Funcional das plantas e frugívoros foi em geral baixa, enquanto a Uniformidade Funcional e a Divergência Funcional apresentaram valores mais elevados, principalmente para plantas. Dentre as espécies de plantas mais centrais nas redes (maiores valores de centralidade por intermediação e centralidade por proximidade) estão as plantas Ligustrum sinense, Castila tunu, Inga laurina, Syzygium cumini, e as aves Ramphocelus carbo e Thraupis sayaca. Embora a maioria dos estudos se concentre em zonas tropicais, ainda existem lacunas significativas em áreas urbanas de ecossistemas como a Amazônia e a Caatinga. Regiões como a Afro-tropical e Indo-malaia também carecem de pesquisas sobre frugivoria em ambientes urbanos. As variações nos atributos das plantas entre zonas climáticas refletem adaptações às condições ambientais locais e moldam a diversidade funcional. A estrutura aninhada observada na maioria das redes indica uma simplificação ecológica, favorecendo espécies generalistas em ambientes urbanos. Apesar das espécies exóticas serem o principal recurso e atrair os frugívoros de algumas cidades (apresentam alta centralidade), esse resultado é preocupante pois o uso de plantas exóticas como recurso pode interferir na dispersão de espécies nativas. A diversidade funcional não influenciou significativamente a estrutura das redes, o que pode estar relacionado à diferenças no grau de urbanização e sazonalidade das cidades avaliadas, bem como da variação no esforço amostral entre os estudos. Os resultados deste trabalho reforçam a importância de expandir os estudos sobre frugivoria para áreas pouco amostradas e indica a homogeneização das interações ecológicas em contextos urbanos. |
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| Variáveis Filogenéticas e Ambientais na Estruturação de Comunidades de Lagartos da Bacia do Alto Paraguai e suas Interações com o Histórico de Fogo |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
06/06/2025 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
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| Resumo |
A distribuição das comunidades biológicas é influenciada por fatores ambientais, históricos e biológicos, que moldam sua composição e diversidade ao longo do tempo e do espaço. O clima, a elevação e a heterogeneidade da paisagem têm papéis fundamentais na organização dessas comunidades, enquanto o fogo e as alterações ambientais afetam diretamente sua estrutura. Este estudo investigou os fatores que influenciam a riqueza das comunidades de lagartos na Bacia do Alto Paraguai, uma região que abrange as ecorregiões de Cerrado e o Pantanal. Foram analisados dados de ocorrência de espécies obtidos a partir de levantamentos de campo e buscas em bases científicas, e relatórios disponíveis em sites dos órgãos ambientais de cada estado, além de variáveis ambientais, incluindo clima, elevação e intensidade do fogo. A diversidade filogenética serviu como indicador para compreender padrões de ocupação e estruturação das comunidades. Os resultados mostraram que fatores filogenéticos são o principal fator associado à riqueza de espécies, enquanto a interação entre clima, elevação e distância geográfica pode atuar como um fator limitante da diversidade local. Além disso, a intensidade do fogo apresentou uma relação negativa com a elevação, o que indica que áreas mais altas sofrem menor impacto das queimadas. Destaco que, embora os fatores ambientais influenciem a composição das comunidades, a filogenia exerce um impacto mais significativo na diversidade. Reforço a necessidade de estratégias de conservação que considerem a influência do fogo e das mudanças climáticas sobre os lagartos da região, além da importância do monitoramento contínuo para a preservação dessas comunidades em longo prazo. |
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| Efeitos da urbanização na variabilidade intra- e interespecífica de atributos fenotípicos em metacomunidades de anfíbios |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
28/05/2025 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Leandro Batista da Cunha Menezes
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| Banca |
- Camila Chiamenti Both
- Fernando Rodrigues da Silva
- Marcus Vinicius Cianciaruso
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| Resumo |
A conversão de paisagens naturais em novos ecossistemas urbanos altera diversos processos ecológicos e evolutivos, e consequentemente, a montagem de comunidades. Isso provoca não só uma mudança na identidade de espécies nas comunidades, mas também uma modificação na distribuição dos fenótipos e distância filogenética entre as espécies co-ocorrentes. No entanto, pouco se sabe sobre como a idade e tamanho da cidade impactam o fenótipo de espécies com limitação de dispersão. Nesta dissertação, testei se gradientes de urbanização restringem a variação de atributos fenotípicos em anfíbios, e o papel da evolução de atributos na montagem de comunidades. Para isso, estimamos variáveis ambientais locais e de paisagem em 20 poças em Campo Grande (MS) e outras 20 em São José dos Campos (SP). Medimos atributos fenotípicos relacionados ao nicho de impacto, como: comprimento e largura da cabeça (mm); e nicho de requerimento: comprimento rostro-cloacal, comprimento da coxa, tíbia e pé (mm) para cada espécie em cada poça. Particionamos a variação fenotípica em níveis hierárquicos e testamos o efeito das variáveis ambientais locais e de paisagem nos atributos fenotípicos. Por fim, testamos como o componente fenotípico herdado e adaptativo da variação fenotípica é influenciado pelo gradiente urbano. Houve uma homogeneização dos atributos nas populações de anuros na escala de comunidade em ambas as cidades. O efeito das variáveis ambientais locais e de paisagem e fontes de variação fenotípica diferiram entre cidades. A dissimilaridade funcional pura foi maior dentro das cidades, mas a sua magnitude mudou entre elas. Somente São José dos Campos demonstrou evidências de convergência evolutiva, como no tamanho do corpo. Nossos resultados sugerem que não só a idade, mas também o ritmo de urbanização, pode mudar a magnitude do efeito e a resposta dos anuros até mesmo entre cidades tropicais. |
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| Long-term population dynamics of jaguars (Panthera onca) and the importance of refuge during extreme fire events |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
11/04/2025 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
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| Resumo |
Compreender o impacto de eventos ambientais extremos sobre predadores de topo é fundamental para o planejamento da conservação em um clima em mudança. Este estudo examina a dinâmica populacional de longo prazo das onças-pintadas (Panthera onca) no norte do Pantanal, Brasil, com foco no papel ecológico das florestas ripárias. Ao longo de 11 anos, realizamos levantamentos sistemáticos de marcação-recaptura, registrando 4.161 avistamentos de onças-pintadas e analisando parâmetros populacionais, incluindo sobrevivência, recrutamento e crescimento populacional em todos os grupos demográficos (sexo e idade). Nossos resultados revelam que as florestas ripárias mitigam o impacto demográfico dos incêndios florestais ao oferecerem habitat de refúgio para indivíduos deslocados e ao apoiar populações locais durante distúrbios. Embora as taxas de sobrevivência tenham diminuído durante e após os incêndios, o recrutamento aumentou à medida que os indivíduos buscaram refúgio. Notavelmente, o recrutamento de filhotes aumentou após os incêndios, destacando a importância da qualidade do habitat para o sucesso reprodutivo. Essas dinâmicas ressaltam o papel duplo dos refúgios em amortecer impactos imediatos e facilitar a recuperação populacional a longo prazo. Esta pesquisa destaca a necessidade de preservar os sistemas ripários como refúgios ecológicos e de implementar políticas de conservação para mitigar os impactos de distúrbios induzidos pelas mudanças climáticas. |
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| Inferindo relações sociais de onças-pintadas (Panthera onca) durante o consumo de carcaças no Pantanal-MS |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
31/03/2025 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
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| Coorientador(es) |
- Aline da Silva Giroux
- Fernando Rodrigo Tortato
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Andre dos Santos Souza
- Grasiela Edith de Oliveira Porfirio Petry
- Henrique Villas Bôas Concone
- Ronaldo Gonçalves Morato
- Suellen da Silva Santos
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| Resumo |
A onça-pintada (Panthera onca) é tradicionalmente considerada um carnívoro solitário, apresenta interações sociais complexas, especialmente no contexto do compartilhamento de alimentos. Investigamos como a massa média da presa, o sexo dos indivíduos e o grau de parentesco entre eles influenciam as formas de consumo das carcaças (solo, síncrono e assíncrono). Entre 2012 e 2022, foram monitoradas 1097 carcaças na Caiman Pantanal, Miranda, Mato Grosso do Sul, Brasil, e foram identificadas 152 onças-pintadas por meio de armadilhas fotográficas e observações diretas. Embora o consumo solo tenha sido o mais frequente (49,4%), observamos que, a cada acréscimo de 100kg na massa média da presa, o número de indivíduos envolvidos no consumo aumentou em 11% e a probabilidade de consumo síncrono, em comparação ao assíncrono, aumentou 24%. Fêmeas formaram a maior parte das díades de consumo síncrono (90,8%), sendo o único grupo com influência estatisticamente significativa. Além disso, o aumento no grau de parentesco entre as onças-pintadas esteve associado a uma maior probabilidade de consumo síncrono. Esses resultados sugerem que a disponibilidade de alimento e a presença de fêmeas aparentadas favorecem a formação de agrupamentos rudimentares durante o consumo da carcaça, o que contribui no comportamento social e desenvolvimento de um sistema social matrilinear. |
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| Relationships between Sacred Natural Sites, Ecological Corridors, andPriority Resilience Climate Change Areas in the Upper Paraguay RiverBasin |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
31/03/2025 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- KÁREN ARINE ALMEIDA DE SOUZA
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| Banca |
- Henrique Fernandes de Magalhaes
- Maria Helena da Silva Andrade
- Silvio Mancini
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| Resumo |
Esta dissertação destaca o papel crítico dos Sítios Naturais Sagrados (SNS), definidos por Wild & McLeod (2008) como "áreas de terra ou água com significado espiritual especial para pessoas e comunidades", como ferramentas complementares para a conservação da biodiversidade.Com a meta global de proteger 30% das áreas terrestres e aquáticas até 2030, estabelecida pelo Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, os SNS são propostos como medidas eficazes a serem incluídas no Target 3, como Outras Medidas de Conservação Baseadas em Áreas (OECMs). No entanto, para que isso seja alcançado, é necessário reavaliar, em nível nacional, o conceito de biodiversidade utilizado nos processos de tomada de decisão para a criação de áreas protegidas, que deve incorporar perspectivas culturais e espirituais, bem como o conhecimento tradicional de povos indígenas e comunidades locais, cujas práticas estão profundamente ligadas à conservação desses sítios sagrados.
O estudo também investiga as relações espaciais dos SNS no Pantanal e no planalto da Bacia do Alto Paraguai (BAP), com foco em parâmetros-chave para a conservação da biodiversidade, como Corredores Ecológicos, que é o resultado da pesquisa realizada
por Da Rosa Oliveira (2024) e Áreas Prioriárias Resilientes às Mudanças Climáticas, que foramdelimitadas pela pesquisa da The Nature Conservancy (2024).
Os resultados revelam que os SNS estão significativamente associados aos Corredores Ecológicos, destacando sua importância na manutenção da conectividade ecológica e no suporte ao movimento das espécies. No entanto, a sobreposição entre os SNS e as Áreas Prioritárias de Resiliência Climática não foi estatisticamente significativa, possivelmente devido a critérios de seleção distintos e às características únicas dos ecossistemas de áreas úmidas. Apesar disso, os achados reforçam o papel essencial dos SNS na preservação da biodiversidade e do patrimônio cultural, especialmente em regiões de alta diversidade biológica e cultural, como o Pantanal. Ao integrar os SNS nas estratégias de conservação, essas áreas são uma abordagem complementar para alcançar as metas globais de biodiversidade e garantir a resiliência de ecossistemas e comunidades tradicionais. |
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| Eficácia do padrão de coloração Preto-Laranja-Preto como estratégia aposemática em formigas-feiticeiras (Hymenoptera: Mutillidae) |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
28/02/2025 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Gisela Barbosa Sobral De Oliveira
- Rhainer Guillermo Nascimento Ferreira
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| Resumo |
Algumas espécies de Mutillidae exibem um padrão de coloração característico comum em micro-himenópteros, denominado Preto-Laranja-Preto (BOB, do inglês “Black-Orange-Black”). O padrão BOB observado nos mutilídeos está correlacionado com o tamanho do corpo, sendo mais comum em espécies de menor tamanho. É especulado que os indivíduos menores possuam um tegumento menos resistente, tornando-os mais vulneráveis a ataques predatórios. Portanto, essas espécies poderiam se beneficiar significativamente de um sinal que reduzisse as chances de serem alvos de predadores. O objetivo do estudo foi avaliar a eficácia da coloração BOB como estratégia antipredatória via aposematismo em fêmeas de Mutillidae. Foram realizados testes de alimentação com 31 aranhas sendo: papa-moscas Plexippus paykulli (10), aranhas-lobo (10) e Nothroctenus sp. (11). Cada aranha foi submetida a dois testes com a vespa com padrão BOB, onde foram registrados os dados: I – se houve investida (sim/não), II – tempo para a primeira investida na presa (s), III – número de investidas (n), e IV – se houve sucesso na predação (sim/não). Após cada um dos testes era oferecido um inseto típico da alimentação das aranhas para verificar se havia predação. Nenhuma aranha conseguiu consumir a vespa oferecida, possivelmente por não conseguirem perfurar o exoesqueleto. As aranhas-lobo evitaram as vespas com padrão BOB, indicando uma possível adaptação inata ou aprendizado prévio. Não houve diferença significativa no tempo para primeiro ataque entre encontros com a vespa, porém a quantidade de ataques entre encontros foi significativamente diferente para as P. paykulli. Os resultados trazem indícios de uma defesa aposemática eficaz contra os predadores invertebrados testados. Pesquisas adicionais com outros predadores e em outros contextos serão essenciais para entender mais a fundo o padrão de coloração BOB em Mutillidae. |
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| Efeitos da fragmentação florestal sobre a estrutura trófica de morcegos filostomídeos na região da Serra da Bodoquena |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
26/02/2025 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Carolina Ferreira Santos
- Fernando Henrique Martin Gonçalves
- Josue Raizer
- Maurício Silveira
- Rafael Soares De Arruda
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| Resumo |
A perda e fragmentação de florestas são processos simultâneos que impactam a biodiversidade em regiões tropicais. A resposta das comunidades de morcegos à fragmentação florestal é ainda pouco estudada no Cerrado brasileiro, e pode diferir entre espécies com diferentes hábitos alimentares, tamanho e locais de forrageamento. O objetivo deste trabalho foi avaliar como a perda e a fragmentação florestal influenciam as comunidades e a estrutura trófica de morcegos filostomídeos ao longo de 20 paisagens que constituem um gradiente de cobertura florestal na região da Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul. Especificamente avaliar efeitos da cobertura florestal, número de fragmentos, e comprimento de bordas, em três escalas espaciais (buffers de 500, 1000, e 2500 m de raio), sobre a biomassa, riqueza, dominância e diversidade de espécies e guildas tróficas. Foram registrados 2.646 indivíduos pertencentes a 24 espécies de filostomídeos e cinco guildas tróficas. A guilda de frugívoros foi dominante, seguida pelas guildas de animalívoros e nectarívoros. Filostomídeos insetívoros e onívoros foram relativamente raros. A riqueza de guildas das comunidades de morcegos da Serra da Bodoquena apresentou resposta positiva ao comprimento de borda florestal, e resposta negativa com respeito à cobertura florestal e ao número de fragmentos florestais. Entretanto, a biomassa, dominância e diversidade das comunidades não apresentaram resposta significativa às variáveis da paisagem. Os resultados indicam que o aumento de bordas devido à fragmentação florestal promove o aumento da riqueza de guildas de morcegos filostomídeos na Serra da Bodoquena. Paisagens com grande cobertura florestal ou, no outro extremo, com pouca cobertura e fragmentos pequenos, tendem a conter menor área de bordas, levando a um efeito negativo sobre a riqueza.
Palavras chave: Riqueza de morcegos, cobertura florestal, números de fragmentos, borda florestal |
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| Efeitos de características das cavernas sobre a comunidade de morcegos cavernícolas no cárste da Bodoquena, Mato Grosso do Sul |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
26/02/2025 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
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| Resumo |
Cavernas são parte importante dos ecossistemas terrestres por conterem comunidades biológicas ricas e peculiares, principalmente quando há aporte de matéria orgânica trazida por morcegos habitantes. Neste estudo, descrevo a fauna de morcegos cavernícolas na região cárstica da Serra da Bodoquena, assim como o efeito de características físicas das cavernas sobre a abundância, a riqueza e a composição de espécies de morcegos. Foram amostradas 17 cavernas que abrangeram a variação estrutural das cavernas da região. Capturamos os morcegos com redes de neblina dispostas nas entradas das cavernas, e medidas físicas das cavernas foram tomadas ou obtidas através de mapas disponíveis. Foram capturados 361 indivíduos de 15 espécies e quatro famílias. Cada caverna apresentou entre duas e oito espécies de morcegos (4,8 ± 1,79; média ± DP). Cavernas em altitudes mais baixas, contendo salões mais altos, e entradas mais estreitas e protegidas apresentaram mais indivíduos. A riqueza de espécies diminuiu com o aumento da largura da entrada, e a composição de espécies por caverna foi influenciada pela altitude, largura da entrada, altura máxima, exposição da entrada, e extensão da caverna. Os resultados sustentam grande diversidade de morcegos cavernícolas na Serra da Bodoquena, e a ocupação diferencial das cavernas pelas espécies de morcegos conforme características internas e externas. Os resultados aportam amplo conhecimento da fauna de morcegos cavernícolas da região, e podem contribuir para o planejamento de ações de conservação na Serra da Bodoquena. |
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| Fenologia e sazonalidade da condição corpórea de morcegos fitófagos no Pantanal |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
24/02/2025 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alan Fredy Eriksson
- BRUNO HENRIQUE DOS SANTOS FERREIRA
- Carolina Ferreira Santos
- Marlon Zortéa
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| Resumo |
O Pantanal, uma vasta planície de sedimentação da América do Sul, abriga 66 espécies de morcegos, importantes na polinização e dispersão de sementes. O comportamento e a reprodução desses mamíferos são influenciados pela sazonalidade climática, o que reflete variações na disponibilidade de recursos. Este estudo tem como objetivo descrever a fenologia reprodutiva e a variação mensal da condição corpórea de morcegos frugívoros e nectarívoros, e avaliar a relação dessas variáveis com temperatura, pluviosidade e riqueza de frutos e flores. Utilizou-se um banco de dados com 4.867 capturas nas sub-regiões de Nhecolândia, Miranda e Aquidauana, ao longo de 10 anos, com registros de fenofases e medições da condição corpórea. Os resultados indicaram variações significativas no índice de condição corpórea (ICC) de acordo com as estações climáticas e a disponibilidade de recursos. Fêmeas grávidas e adultas apresentaram maior ICC na estação úmida, com maior disponibilidade de frutos e flores, enquanto os menores valores ocorreram na estação seca. Entre as espécies, Artibeus lituratus e Carollia perspicillata mostraram picos de ICC na estação úmida, enquanto Sturnira lilium apresentou correlação negativa entre a riqueza de frutos e o ICC. Entre os nectarívoros, Anoura caudifer teve uma relação positiva entre a riqueza de flores e ICC, e Glossophaga soricina com a pluviosidade. Espécies onívoras como Phyllostomus discolor e Phyllostomus hastatus não apresentaram efeitos significativos das variáveis ambientais. Esses resultados demonstram que a variação no ICC está fortemente associada à sazonalidade e à disponibilidade de recursos alimentares. |
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| Percepções e comunicação sobre riscos ambientais na Paisagem Modelo Pantanal: governança e dinâmica da rede social |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
22/11/2024 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Jéssica Schlosser de Sa Teles
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| Banca |
- André Valle Nunes
- Jose Manuel Ochoa Quintero
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| Resumo |
Desastres ambientais, como mudanças climáticas e desastres naturais, exigem abordagens de
governança adaptativas que integrem comunidades e instituições. Este estudo explora esses desafios na
governança da Paisagem Modelo Pantanal, uma região afetada por eventos ambientais, tais como
incêndios florestais, secas extremas e perda de biodiversidade. Aplicou-se questionários para captar as
percepções das comunidades e instituições locais sobre os riscos ambientais, resultando em um ranking
dos riscos prioritários e na construção de um mapa da rede social dos atores envolvidos. Utilizando
análises de redes sociais (ARS), avaliou-se a estrutura da rede com métricas de centralidade,
modularidade e assortatividade. A ARS revelou uma rede fragmentada, com baixa centralidade de grau
entre muitos atores periféricos e uma alta dependência de poucos nós centrais, o que indica
vulnerabilidade estrutural. Com uma modularidade de 0,68, observou-se subgrupos internamente
coesos, mas com interação limitada entre si, e uma assortatividade negativa (-0,29), sugerindo uma
estrutura hierárquica que restringe o fluxo de informações. Análises textuais adicionais no IRaMuTeQ,
incluindo nuvem de palavras e análise de similitude, revelaram um desalinhamento nas prioridades:
enquanto a comunidade foca em necessidades locais e imediatas, as instituições priorizam intervenções
de maior alcance e longo prazo. Essa divergência, refletida no ranking de riscos, reforça a necessidade
de estratégias para um fluxo contínuo de informações e um alinhamento conjunto nas percepções de
risco entre os grupos. Medidas sugeridas pelos atores, como a criação de sistemas de alerta, o
fortalecimento de lideranças e a melhoria da infraestrutura local, mostram-se essenciais para uma
governança eficaz. Conclui-se que o alinhamento entre a estrutura da rede e as percepções dos grupos
pode reduzir a fragmentação, fortalecer o engajamento comunitário e construir uma rede social mais
coesa e resiliente, capaz de enfrentar de forma mais eficiente os riscos ambientais na região.
Palavras-chave: governança ambiental, análise de redes sociais, riscos ambientais, resiliência
comunitária |
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| Um estudo histórico sobre a malacofauna sul mato-grossense e as influências ambientais da área urbana de Campo Grande, MS, sobre a comunidade de moluscos terrestres e nematofauna associada. |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
22/10/2024 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Luiz Eduardo Roland Tavares
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
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| Resumo |
O arranjo espacial e a variação na quantidade de organismos, conhecidos como padrão de distribuição de espécies, são moldados por fatores como o clima, recursos, barreiras geográficas e interações entre espécies. O primeiro capítulo deste estudo abordou a distribuição de moluscos no estado do Mato Grosso do Sul, preenchendo uma lacuna de conhecimento desse grupo para o Estado. Com base em banco de dados de coleções científicas do Brasil e de outros países, apresentamos uma compilação inédita, que mapeia e organiza espécies de moluscos terrestres. Registramos uma concentração expressiva de moluscos em áreas úmidas como o Pantanal, incluindo espécies vetoras de doenças, como Biomphalaria e Pomacea, espécies aquáticas. Também documentamos o primeiro registro de Allopeas gracile e Gastrocopta pellucida no estado, caracois terrestres. Esses resultados são base para futuras pesquisas taxonômicas e ecológicas. O segundo estudo avaliou de que forma fatores climatológicos e características do solo afetam as comunidades de moluscos e nematodas em áreas urbanas de Campo Grande, MS. A rápida urbanização é reconhecida como uma fonte de transformações nos ecossistemas, destacando a urgência de estratégias eficazes de conservação. Descobertas recentes indicam associações e interações especializadas entre espécies de moluscos terrestres na área urbana, identificando habitats específicos para as populações. Foram identificadas 11 espécies com variações significativas em riqueza e abundância entre as áreas estudadas. Bulimulus corumbaensis, Sarasinula linguaeformis e Achatina fulica mostraram ampla distribuição. Áreas menos populosas favoreceram maior diversidade e ambientes distintos, enquanto regiões mais densamente povoadas apresentaram predominância de espécies invasoras, como A. fulica. A distribuição das espécies variou entre as áreas estudadas, com o Centro se destacando como um ponto focal de riqueza. A diversidade mostrou-se influenciada pelas estações, com baixas temperaturas e umidade elevando a mortalidade dos espécimes no inverno, e um retorno populacional a partir do outono, com pico no verão. O estudo também revelou uma alta prevalência de larvas de nematódeos, especialmente em lesmas da família Veronicellidae, destacando a adaptabilidade dessas espécies a ambientes urbanos e seu potencial para transmissão de patógenos. |
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