| Sucesso reprodutivo de Byrsonima cydoniifolia (Malpighiaceae) na presença de predadores generalistas de visitantes florais |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/05/2018 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- André Rodrigo Rech
- Augusto Cesar de Aquino Ribas
- Denise Lange
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| Resumo |
As plantas atraem uma série de invertebrados, os quais podem estabelecer interações mutualistas (como polinizadores) ou antagonistas (como pilhadores e herbívoros), e por esta razão, são comumente exploradas como locais de forragemanto por predadores generalistas. Entender essas interações é fundamental para a compreensão dos mecanismos que estruturam comunidades biológicas. Nesse sentido, realizamos uma revisão na literatura sobre informações a respeito de redes de interação tritróficas (aranhas-visitantes florais/herbívoros-plantas) e, posteriormente, testamos em campo os efeitos da presença de predadores generalistas (aranhas) sobre os visitantes florais e, consequentemente, sobre sucesso reprodutivo de uma espécie de planta (Byrsonima cydoniifolia, Malpighiaceae), conhecida popularmente como canjiqueira. A revisão mostrou que as aranhas podem exercer efeitos variados nessas redes (positivos, negativos ou neutros), e que essa variação depende da composição e números de elementos considerados dentro da rede, bem como do comportamento anti-predatório tanto de herbívoros como de polinizadores. No experimento realizado com canjiqueira, verificamos que a comunidade de aranhas apresenta um efeito positivo sobre o sucesso reprodutivo da planta, já que sua presença diminuiu a abundância de pilhadores e aumenta o peso de sementes dessa espécie. Isso demonstra a importância de considerar o papel dos diferentes níveis tróficos envolvidos na rede. |
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| Threatened species in priority areas for biodiversity conservation: data systematization, influence of choice of methods and applications, in Mato Grosso do Sul, Brazil |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
29/05/2018 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- DANIEL DE PAIVA SILVA
- ELEONORE ZULNARA FREIRE SETZ
- Mauricio de Almeida Gomes
- Rafael Dettogni Guariento
- Reinaldo Francisco Ferreira Lourival
- Roberto Macedo Gamarra
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| Resumo |
Nesta tese utilizei as espécies de aves e mamíferos ameaçados na seleção de áreas prioritárias à conservação da biodiversidade no estado de Mato Grosso do Sul.
No primeiro Capítulo sistematizamos uma base de dados georreferenciados de registros de espécies de aves e mamíferos ameaçados no Mato Grosso do Sul. No segundo capítulo avaliamos a efetividade dos polígonos da IUCN na sistematização da distribuição das espécies numa escala espacial detalhada. O terceiro capítulo buscou avaliar o papel das áreas protegidas na conservação de 16 espécies ameaçadas de aves de campos naturais.
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| Área de vida, seleção de habitat e atividade diária de capivaras vivendo em uma área urbana |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
29/05/2018 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Marcelo Oscar Bordignon
- María José Corriale
- Mauricio de Almeida Gomes
- Ubiratan Piovezan
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| Resumo |
A biodiversidade está constantemente ameaçada pela urbanização. No entanto, algumas espécies com maior plasticidade fenotípica conseguem se estabelecer nestes locais, alterando algumas de suas características. Mudanças comportamentais nos padrões de atividade e de movimentação podem reduzir os tamanhos das áreas de vida de algumas espécies que se estabelecem em áreas urbanas. Eu estudei o uso do espaço por capivaras num contexto urbano hipotetizando que: (i) as áreas de vida dos indivíduos fossem menores que nos ambientes naturais, (ii) eles selecionariam diferentes tipos de habitat ao longo do dia e (iii) exibiriam dois picos de atividade no dia. As áreas de vida estimadas por MCP nos ambientes urbanos (MÉDIA 35,28 ha) foram maiores que nos naturais (MÉDIA 12,50 ha). As capivaras selecionaram ambientes florestais e corpos d’água durante o dia e áreas abertas durante a noite, evitando áreas urbanas em todos os horários. Capivaras foram mais ativas nos períodos crepuscular e noturno e exibiram dois picos de movimentação que coincidiram com as mudanças na estratégia de seleção de habitat. Gramados em abundância e de fácil acesso, e a falta de predadores nos ambientes urbanos podem ter favorecido a expansão das áreas de vida das capivaras em comparação com estudos realizados em ambientes naturais. A evitação de áreas pavimentadas parece ser um padrão comum para espécies que habitam grandes centros urbanos. A seleção de corpos d’água, florestas e áreas abertas cobertas por gramíneas é característico do comportamento de capivaras. A presença de um mosaico de habitats que inclui florestas, áreas abertas e corpos d’água dentro das áreas urbanas favorece o estabelecimento de populações de capivaras em áreas urbanas. Entender como a urbanização influencia o uso do espaço, os padrões de atividade e a seleção de habitat destes animais pode contribuir para o estabelecimento de estratégias de manejo desta espécie nas cidades. |
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| Incorporando múltiplas contribuições da natureza para a humanidade na orientação de Transferência Fiscal Intergovernamental Ecológica |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
10/05/2018 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Fabio de Oliveira Roque
- Leticia Couto Garcia Ribeiro
- Mauricio de Almeida Gomes
- Mauricio Stefanes
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| Resumo |
Instrumentos econômicos de política ambiental têm-se mostrado cada vez mais importantes em promover múltiplos benefícios da natureza para a humanidade. Aqui, utilizamos o instrumento econômico de transferência fiscal intergovernamental ecológica (TFE) brasileiro, denominado de ICMS-Ecológico, com o objetivo de analisar suas potenciais sinergias e “trade-offs” frente um conjunto de dados ambientais que informam diferentes alvos de conservação e contribuições da natureza no Estado de Mato Grosso do Sul. Sumarizamos nossos dados ambientais na escala municipal e então construímos uma matriz de correlação de Pearson a fim de avaliar as relações entre nosso conjunto de dados ambientais e também entre o esquema ICMS-Ecológico. Nossos resultados apontaram forte correlação positiva (> 0.9) entre o conjunto de dados ambientais, enquanto diante do esquema ICMS-Ecológico, tais correlações foram desprezíveis (~=0). Isso nos sugere que: 1) múltiplos benefícios são providos em um mesmo município independente do alvo de conservação ou contribuição da natureza e, 2) o descompasso entre o conjunto de dados ambientais e o ICMS-E sugere que fatores históricos, culturais e de gestão territorial podem ter levado a criação das áreas protegidas, sobretudo as unidades de conservação, sem considerar critérios ecológicos e de priorização. Por fim, este estudo permitiu uma visualização simplificada das potencialidades de cada município do Mato Grosso do Sul, indicando oportunidades de melhoria na distribuição de recursos públicos para a conservação, abrindo novas janelas para a utilização de esquemas mais equitativos que valorizem a conservação das múltiplas contribuições da natureza, incluindo incentivos para a conservação em áreas públicas e privadas. |
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| Efeitos de macroconsumidores em comunidades de macroinvertebrados bentônicos e processos ecossistêmicos em um rio cárstico |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
09/05/2018 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Francisco Valente Neto
- Rafael Dettogni Guariento
- Yzel Rondon Súarez
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| Resumo |
Entender como os ecossistemas são afetados pela crescente perda de biodiversidade tem sido um desafio nos últimos anos. Em sistemas aquáticos, a perda de macroconsumidores resulta em diversos efeitos na produtividade primária do sistema, efeitos de cascata trófica, processamento de matéria orgânica e ciclagem de nutrientes. Porém, há uma lacuna de estudos referente aos ambientes aquáticos de paisagens cársticas. As paisagens cársticas apresentam um alto grau de endemismo de animais troglóbios e sofrem com o crescente impacto causado pela ação do homem. O nosso objetivo nesse estudo foi analisar como a perda de macroconsumidores pode afetar os processos ecossistêmicos em um rio cárstico. Para isso, os macroconsumidores (ex. peixes e camarões) foram excluídos por meio do método de exclusão elétrica a fim de testar potenciais efeitos destes nas comunidades de macroinvertebrados bentônicos, taxa de decaimento foliar e acúmulo de cálcio. A exclusão de macroconsumidores não apresentou efeitos na composição das comunidades de macroinvertebrados bentônicos, nas taxas de decaimento foliar e acúmulo de cálcio. Porém, foram observados efeitos da exclusão dos macroconsumidores na abundância de grupos funcionais como os coletores e raspadores. Nossos resultados demonstraram que a propagação de efeitos causado por macroconsumidores parece ser contexto dependente. A exclusão dos macroconsumidores não levou a efeitos nos processos ecossistêmicos nesse sistema. |
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| Reproductive ecology of cacti species in the Brazilian Chaco |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
06/04/2018 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Angela Lucia Bagnatori Sartori
- Erich Arnold Fischer
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| Resumo |
Cactaceae é uma das famílias mais diversas da região Neotropical, com cerca de 1480 espécies. Estas plantas produzem flores e frutos que são uma importante fonte de recursos para diferentes grupos animais, os quais potencialmente atuam como polinizadores ou dispersores de sementes. No Chaco brasileiro, região mais afetada pelo desmatamento na planície pantaneira, esta família está representada por 16 espécies, ainda pouco conhecidas quanto aos diferentes aspectos de sua ecologia reprodutiva. Este cenário enfatiza a necessidade de mais estudos que investiguem e forneçam dados ecológicos para Cactaceae, contribuindo com informações que podem ser usadas em iniciativas de conservação para a família. Neste sentido, eu abordo diferentes aspectos da ecologia reprodutiva das cactáceas que ocorrem na região do Chaco brasileiro, incluindo fenologia e interações ecológicas com mutualistas e antagonistas. O primeiro capítulo foca na floração e frutificação de dez espécies de cactáceas que ocorrem no Chaco brasileiro. Eu avaliei como estas plantas respondem a sazonalidade climática dessa região, buscando entender padrões temporais de disponibilidade de recursos para consumidores, os quais influenciam o sucesso reprodutivo dessas espécies e a dinâmica da comunidade. Temperatura e comprimento do dia foram os principais fatores desencadeando os eventos fenológicos das espécies estudadas, que floresceram e produziram frutos principalmente na estação chuvosa. No segundo capítulo, eu descrevo a morfologia de flores, frutos e sementes, e relaciono tais características com os potenciais polinizadores e dispersores de sementes. A maioria das espécies tem flores brancas que abrem a noite, sugerindo polinização por vetores noturnos tais como como mariposas e morcegos. Todos os frutos registrados são bagas de coloração atrativa, sugerindo as aves como potenciais dispersores de sementes. Por sua vez, no terceiro capítulo, foram estudadas duas espécies de cactos colunares Echinopsis rhodotricha e Stetsonia coryne, cujas flores são noturnas mas se mantêm abertas e funcionais até o final da manhã do dia seguinte. Dessa forma podem usar serviços de polinização tanto de visitantes noturnos quanto diurnos, resultando em sistemas mistos de polinização. Realizei análises de eficiência dos polinizadores e avaliei a contribuição de cada grupo na produção de frutos e sementes destas espécies. Os resultados do experimento de exclusão mostraram que os visitantes diurnos foram mais efetivos que os noturnos. A baixa taxa de visitas e de capturas de mariposas, sugere que este grupo de polinizadores tem uma baixa contribuição para sucesso reprodutivo de S. coryne e E. rhodotricha. No quarto capítulo, avaliei os efeitos da florivoria sobre o sucesso reprodutivo de E. rhodotricha. Quantifiquei e comparei a produção de frutos em uma população natural, considerando flores intactas e danificadas. Duas espécies de vertebrados consomem as flores de E. rhodotricha, reduzem a atratividade e recompensas aos polinizadores, e afetam o seu sucesso reprodutivo. Adicionalmente, como material suplementar, nós produzimos o Guia de campo dos cactos do Chaco brasileiro. Este guia traz informações sobre a flora de cactos do Chaco, aumentando o conhecimento sobre a diversidade de espécies e visando incentivar sua conservação na região. |
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| Reproductive ecology of cacti species in the Brazilian Chaco |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
06/04/2018 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Vanessa Gabrielle Nobrega Gomes
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| Banca |
- Angela Lucia Bagnatori Sartori
- Erich Arnold Fischer
- Isabel Cristina Sobreira Machado
- Zelma Glebya Maciel Quirino
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| Resumo |
Cactaceae é uma das famílias mais diversas da região Neotropical, com cerca de 1480 espécies. Estas plantas produzem flores e frutos que são uma importante fonte de recursos para diferentes grupos animais, os quais potencialmente atuam como polinizadores ou dispersores de sementes. No Chaco brasileiro, região mais afetada pelo desmatamento na planície pantaneira, esta família está representada por 16 espécies, ainda pouco conhecidas quanto aos diferentes aspectos de sua ecologia reprodutiva. Este cenário enfatiza a necessidade de mais estudos que investiguem e forneçam dados ecológicos para Cactaceae, contribuindo com informações que podem ser usadas em iniciativas de conservação para a família. Neste sentido, eu abordo diferentes aspectos da ecologia reprodutiva das cactáceas que ocorrem na região do Chaco brasileiro, incluindo fenologia e interações ecológicas com mutualistas e antagonistas. O primeiro capítulo foca na floração e frutificação de dez espécies de cactáceas que ocorrem no Chaco brasileiro. Eu avaliei como estas plantas respondem a sazonalidade climática dessa região, buscando entender padrões temporais de disponibilidade de recursos para consumidores, os quais influenciam o sucesso reprodutivo dessas espécies e a dinâmica da comunidade. Temperatura e comprimento do dia foram os principais fatores desencadeando os eventos fenológicos das espécies estudadas, que floresceram e produziram frutos principalmente na estação chuvosa. No segundo capítulo, eu descrevo a morfologia de flores, frutos e sementes, e relaciono tais características com os potenciais polinizadores e dispersores de sementes. A maioria das espécies tem flores brancas que abrem a noite, sugerindo polinização por vetores noturnos tais como como mariposas e morcegos. Todos os frutos registrados são bagas de coloração atrativa, sugerindo as aves como potenciais dispersores de sementes. Por sua vez, no terceiro capítulo, foram estudadas duas espécies de cactos colunares Echinopsis rhodotricha e Stetsonia coryne, cujas flores são noturnas mas se mantêm abertas e funcionais até o final da manhã do dia seguinte. Dessa forma podem usar serviços de polinização tanto de visitantes noturnos quanto diurnos, resultando em sistemas mistos de polinização. Realizei análises de eficiência dos polinizadores e avaliei a contribuição de cada grupo na produção de frutos e sementes destas espécies. Os resultados do experimento de exclusão mostraram que os visitantes diurnos foram mais efetivos que os noturnos. A baixa taxa de visitas e de capturas de mariposas, sugere que este grupo de polinizadores tem uma baixa contribuição para sucesso reprodutivo de S. coryne e E. rhodotricha. No quarto capítulo, avaliei os efeitos da florivoria sobre o sucesso reprodutivo de E. rhodotricha. Quantifiquei e comparei a produção de frutos em uma população natural, considerando flores intactas e danificadas. Duas espécies de vertebrados consomem as flores de E. rhodotricha, reduzem a atratividade e recompensas aos polinizadores, e afetam o seu sucesso reprodutivo. Adicionalmente, como material suplementar, nós produzimos o Guia de campo dos cactos do Chaco brasileiro. Este guia traz informações sobre a flora de cactos do Chaco, aumentando o conhecimento sobre a diversidade de espécies e visando incentivar sua conservação na região. |
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| Patrón alimenticio de murciélagos filostómidos en un gradiente de cobertura de vegetal nativa en la Serra da Bodoquena |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
26/03/2018 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Rafael Dettogni Guariento
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Neder Luis Oviedo Morales
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| Banca |
- Ana Maria Rui
- Erich Arnold Fischer
- Marlon Zortéa
- Mauricio de Almeida Gomes
- Roberto Lobo Munin
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| Resumo |
La fragmentación y degradación del hábitat, son las dos causas principales que afectan la estructura de las comunidades de murciélagos. Así, los quirópteros son bio-indicadores de la calidad de hábitat y la salud de los ecosistemas, al responder a estas alteraciones ambientales son buenos objetos de estudio. En este sentido, el presente trabajo tuvo como objetivo estudiar la dieta de murciélagos frugívoros de la familia Phyllostomidae, a lo largo de un gradiente de cobertura vegetal en la Serra da Bodoquena, Brasil. Nuestros resultados muestran que no existe una relación directa entre las proporciones de cobertura vegetal sobre el patrón alimenticio de murciélagos frugívoros, donde la riqueza y composición de ítems en la dieta no presento cambios en los diferentes paisajes que conformaron el gradiente de cobertura vegetal. La amplia distribución espacial de plantas pioneras y la alta movilidad que presentan los murciélagos frugívoros les permiten forrajear áreas con distintos usos de la tierra como zonas de cultivo, pastos y diferentes estados sucesionales garantizando un suministro constante de alimentos, pues posiblemente utilizan parches con mayor grado conectividad para acceder a estos recursos. Creemos que la complementación del paisaje puede ser el factor que permita la persistencia de murciélagos frugívoros en paisajes altamente fragmentados. |
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| O EFEITO DE LUZ E NUTRIENTES SOBRE A ESTEQUIOMETRIA DO SÉSTON |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
23/03/2018 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
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| Resumo |
A estequiometria ecológica busca compreender como a proporção entre os elementos influencia aspectos ecológicos através das demandas dos organismos e da composição elementar de seus alimentos. Produtores primários, bactérias, protozoários e elementos abióticos compõem o séston, que é a base de recursos dos consumidores primários em lagos e oceanos, e que pode se alterar sistematicamente com a razão luz:nutriente. A hipótese luz:nutriente estipula que os produtores primários de ambientes com muita luz possuem alta razão C:P enquanto que em baixa luminosidade possuem baixa razão C:P, sendo portanto a variação da razão luz:nutriente importante para afetar as taxas de herbivoria e fluxo de energia para níveis tróficos superiores. Neste estudo avaliamos a hipótese luz:nutriente em 100 lagos naturais e artificiais no Estado do Rio Grande do Norte e testamos se a variação da razão luz:nutriente afeta a estequiometria de séston (razão C:nutriente). Analisamos as características físico-químicas e limnológicas dos lagos, bem como quantificamos as biomassas de fitoplâncton e zooplâncton, além da composição fitoplanctônica. Encontramos variação nas características físico-químicas e biológicas dos lagos e uma relação positiva entre a razão luz:nutriente e a razão C:P do séston, indicando que o efeito da luz e dos nutrientes na sua estequiometria se dá de forma conjunta e também que a estequiometria do séston pode ser influenciada de forma aditiva pela contribuição relativa de cianobactérias para o fitoplâncton. Dessa forma, concluímos que a razão luz:nutriente é um fator determinante na variação da razão C:P do séston ao longo de uma ampla distribuição espacial de lagos, assim como a contribuição relativa de cianobactérias. |
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| O EFEITO DE LUZ E NUTRIENTES SOBRE A ESTEQUIOMETRIA DO SÉSTON |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
23/03/2018 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Rafael Dettogni Guariento
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Adriano Caliman Ferreira da Silva
- Diogo Borges Provete
- Fabio de Oliveira Roque
- Simone Jaqueline Cardoso
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| Resumo |
A estequiometria ecológica busca compreender como a proporção entre os elementos influencia aspectos ecológicos através das demandas dos organismos e da composição elementar de seus alimentos. Produtores primários, bactérias, protozoários e elementos abióticos compõem o séston, que é a base de recursos dos consumidores primários em lagos e oceanos, e que pode se alterar sistematicamente com a razão luz:nutriente. A hipótese luz:nutriente estipula que os produtores primários de ambientes com muita luz possuem alta razão C:P enquanto que em baixa luminosidade possuem baixa razão C:P, sendo portanto a variação da razão luz:nutriente importante para afetar as taxas de herbivoria e fluxo de energia para níveis tróficos superiores. Neste estudo avaliamos a hipótese luz:nutriente em 100 lagos naturais e artificiais no Estado do Rio Grande do Norte e testamos se a variação da razão luz:nutriente afeta a estequiometria de séston (razão C:nutriente). Analisamos as características físico-químicas e limnológicas dos lagos, bem como quantificamos as biomassas de fitoplâncton e zooplâncton, além da composição fitoplanctônica. Encontramos variação nas características físico-químicas e biológicas dos lagos e uma relação positiva entre a razão luz:nutriente e a razão C:P do séston, indicando que o efeito da luz e dos nutrientes na sua estequiometria se dá de forma conjunta e também que a estequiometria do séston pode ser influenciada de forma aditiva pela contribuição relativa de cianobactérias para o fitoplâncton. Dessa forma, concluímos que a razão luz:nutriente é um fator determinante na variação da razão C:P do séston ao longo de uma ampla distribuição espacial de lagos, assim como a contribuição relativa de cianobactérias. |
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| INFLUÊNCIA DO AMBIENTE NAS REDES ANTAGONISTAS MOSCA-MORCEGO EM DUAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DA AMAZÔNIA CENTRAL BRASILEIRA |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
28/02/2018 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- ANALIA GLADYS AUTINO
- Elizabete Captivo Lourenço
- Enrique Reyes Novelo
- Erich Arnold Fischer
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| Resumo |
A relação moscas parasitas e morcegos são interações muito específicas que tem sido pouco testado no Neotrópico, esses parasitos têm distribuição cosmopolita mesmo que seus hospedeiros. As poucas investigações realizadas nesse campo têm encontrado que são muitos os fatores que influenciam nessa relação, além disso, concluíram que características próprias de ambos (moscas e morcegos) tem a sua contribuição. No presente estudo se pretende avaliar se fatores climáticos (chuva e seca) e o tipo de ambiente (várzea inundada e sem inundação) influenciam nas interações parasito-hospedeiro em moscas parasitas e morcegos. Para isso, o trabalho foi feito em duas bacias hidrográficas na floresta da Amazônia central brasileira, rio Purus e rio Madeira. Os morcegos foram coletados por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Amazónicas (INPA) utilizando redes de neblina ao nível de sub-bosque e abertas durante seis horas na noite; as moscas foram extraídas com pinças de ponta fina e depois identificadas no Laboratório de Sistemática, Ecologia e Evolução da universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande (Brasil). Foram coletadas no total, 2045 moscas parasitas de morcegos, agrupadas em duas famílias (Streblidae e Nycteribiidae), 13 géneros e 57 espécies, em 424 morcegos de três famílias (Phyllostomidae, Mormoopidae e Vespertilionidae), 21 géneros e 31 espécies. Os resultados não corroboram nossa primeira hipótese de que o clima e o ambiente influenciam a estrutura das comunidades dos morcegos e, por conseguinte das moscas, como uma resposta as mudanças dos seus hospedeiros, devido à alta especificidade nessa relação. Enquanto, os resultados das métricas nas redes de interação mosca-morcego, como a especialização, sim evidenciaram estar influenciadas pelos fatores ambientais estudados. Assim, neste trabalho se conclui que as associações nos organismos estudados, além de ser muito especificas, são sensíveis as mudanças ambientais no seu entorno, e elas encontrassem adaptadas a tais mudanças naturais. Pela primeira vez são estudadas estas interações na Amazônia central brasileira, contribuindo assim com o conhecimento do parasitismo nos morcegos do Neotrópico. |
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| INFLUÊNCIA DO AMBIENTE NAS REDES ANTAGONISTAS MOSCA-MORCEGO EM DUAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DA AMAZÔNIA CENTRAL BRASILEIRA |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
28/02/2018 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Adrian Alonso Duran de la Ossa
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| Banca |
- ANALIA GLADYS AUTINO
- Elizabete Captivo Lourenço
- Enrique Reyes Novelo
- Erich Arnold Fischer
- Romeo Alberto Saldana Vásquez
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| Resumo |
A relação moscas parasitas e morcegos são interações muito específicas que tem sido pouco testado no Neotrópico, esses parasitos têm distribuição cosmopolita mesmo que seus hospedeiros. As poucas investigações realizadas nesse campo têm encontrado que são muitos os fatores que influenciam nessa relação, além disso, concluíram que características próprias de ambos (moscas e morcegos) tem a sua contribuição. No presente estudo se pretende avaliar se fatores climáticos (chuva e seca) e o tipo de ambiente (várzea inundada e sem inundação) influenciam nas interações parasito-hospedeiro em moscas parasitas e morcegos. Para isso, o trabalho foi feito em duas bacias hidrográficas na floresta da Amazônia central brasileira, rio Purus e rio Madeira. Os morcegos foram coletados por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Amazónicas (INPA) utilizando redes de neblina ao nível de sub-bosque e abertas durante seis horas na noite; as moscas foram extraídas com pinças de ponta fina e depois identificadas no Laboratório de Sistemática, Ecologia e Evolução da universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande (Brasil). Foram coletadas no total, 2045 moscas parasitas de morcegos, agrupadas em duas famílias (Streblidae e Nycteribiidae), 13 géneros e 57 espécies, em 424 morcegos de três famílias (Phyllostomidae, Mormoopidae e Vespertilionidae), 21 géneros e 31 espécies. Os resultados não corroboram nossa primeira hipótese de que o clima e o ambiente influenciam a estrutura das comunidades dos morcegos e, por conseguinte das moscas, como uma resposta as mudanças dos seus hospedeiros, devido à alta especificidade nessa relação. Enquanto, os resultados das métricas nas redes de interação mosca-morcego, como a especialização, sim evidenciaram estar influenciadas pelos fatores ambientais estudados. Assim, neste trabalho se conclui que as associações nos organismos estudados, além de ser muito especificas, são sensíveis as mudanças ambientais no seu entorno, e elas encontrassem adaptadas a tais mudanças naturais. Pela primeira vez são estudadas estas interações na Amazônia central brasileira, contribuindo assim com o conhecimento do parasitismo nos morcegos do Neotrópico.
Palavras-chave: Amazônia, morcegos, Nycteribiidae, parasitismo, redes de |
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| Processos estruturadores de comunidades aquáticas em áreas alagáveis tropicais |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
05/12/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Rafael Dettogni Guariento
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Diogo Borges Provete
- Fabio de Oliveira Roque
- Geraldo Alves Damasceno Junior
- Tadeu de Siqueira Barros
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| Resumo |
Apesar de o Pantanal ser um ecossistema de água doce altamente dinâmico pouco se conhece sobre os padrões e processos que governam a montagem de comunidades, sobretudo de organismos aquáticos. Assim, no primeiro capítulo busco entender se grupos taxonômicos que tem características anfíbias, porém com distintas habilidades de dispersão – plantas aquáticas e anuros adultos – apresentam congruência na estrutura de metacomunidade em lagoas de água doce. Ainda, quantifiquei a importância relativa de processos ecológicos locais, os quais inferem nicho, e regionais relacionados a dispersão dos organismos. Portanto, investiguei a interação entre variáveis naturais, perturbações humanas e espaciais na organização das metacomunidades. Para tal, apliquei duas abordagens complementares: Análise dos elementos da estrutura de metacomunidade – EMS; e Partição da variância, usando análise de redundância parcial – pRDA, em dados qualitativos, quantitativos e excluindo espécies raras. Demonstrei que a distribuição de espécies de ambos os grupos podem ser congruentes e apresentar o mesmo padrão estrutural na montagem de metacomunidade. No entanto, os padrões alteram conforme removo espécies raras e/ou faço uso de dados de presença-ausência e abundância. Os padrões mais comuns foram aninhados (nestedness) e aleatórios (random). Para plantas, o uso da terra pelo gado foi correlacionado aos padrões estruturais encontrados. Já a estrutura da metacomunidade de anuros foi associada a estabilidade da lagoa. O puro efeito do ambiente mais que do espaço explicou a distribuição das espécies de plantas aquáticas, e somente as variáveis ambientais e a conectividade hidrológica contribuíram para a organização da metacomunidade de anuros. No entanto, a elevada proporção de variação não explicada, somada aos padrões aleatórios de distribuição das espécies sugerem que além do processo de nicho, o principal condutor da organização das metacomunidades, processos estocásticos também podem atuar na montagem de metacomunidade de organismos aquáticos em lagoas do Pantanal. No segundo capítulo adicionei a propriedade funcional para buscar padrões na organização das comunidades incorporando traços das espécies de plantas aquáticas ao longo da heterogeneidade ambiental das lagoas do Pantanal. Investiguei se há turnover na composição de espécies e de traços na medida que altera a estabilidade da lagoa e seu pH. Também testei se as plantas aquáticas são espacialmente estruturadas e se o gradiente ambiental é correlacionado às propriedades taxonômica (riqueza e abundância) e funcional (riqueza e diversidade) das comunidades. Para analisar o turnover apliquei os métodos RLQ e fourth-corner. Na busca por estrutura espacial usei análises de coordenadas principais de matrizes vizinhas (PCNM) e correlograma de Mantel. Por último, correlacionei as características ambientais com as propriedades taxonômicas e funcionais usando correlações de Pearson com permutações. Como esperado as espécies e os traços funcionais são guiados por processos de nicho. Contrariando nossa expectativa de que haveria autocorrelação espacial, processos espaciais não tiveram importância alguma na distribuição das espécies de plantas aquáticas, sugerindo que a inundação deva atuar fortemente na dispersão de propágulos o que leva a coocorrência das espécies entre as lagoas. Ainda discordando das expectativas, não houve correlação entre a riqueza taxonômica e o gradiente de estabilidade das lagoas, o que leva a conclusão de que as variações na estabilidade das lagoas promovam efeitos prioritários e como consequência o contingenciamento histórico no estabelecimento das espécies. |
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| Alterações da paisagem e padrões de diversidade de morcegos e de suas moscas ectoparasitas no limite norte do Cerrado |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
21/11/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Ciro Libio Caldas dos Santos
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| Banca |
- Enrico Bernard
- Enrique Reyes Novelo
- Ludmilla Moura de Souza Aguiar
- Mauricio de Almeida Gomes
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| Resumo |
O conhecimento dos fatores relacionados aos padrões de diversidade em escala local e regional é uma das principais prioridades na criação de estratégias para reduzir os impactos antrópicos sobre a biodiversidade. Entre os biomas com maior perda de hábitat, o Cerrado se destaca devido à redução da vegetação nativa para a agropecuária e intensificação do número de incêndios. Na zona norte do limite do Cerrado, pertencente ao estado do Maranhão, as alterações na paisagem são consequências principalmente dos monocultivos de eucalipto e soja. O objetivo deste estudo é avaliar se esta perda de vegetação no nordeste maranhense na última década pode afetar os padrões de diversidades das espécies de morcegos e seus ectoparasitos nas áreas remanescentes. No período de 2014 e 2015, realizamos capturas em 48 pontos amostrais de seis municípios no nordeste maranhense, com diferentes níveis de perturbação relacionadas ao desmatamento e ao fogo. Como variáveis explicativas nos modelos da diversidade beta e de abundância de morcegos e seus ectoparasitos, utilizamos a porcentagem de cobertura arbórea (2014) e perda de vegetação (2000-2014), número de focos de queimadas (2000-2015) e médias de variáveis climáticas. As associações foram analisadas a partir de modelos lineares mistos generalizados e de partição hierárquica. Capturamos 1.571 morcegos nos 48 pontos amostrais, pertencentes a 37 espécies das famílias Emballonuridae (1 espécie), Molossidae (1), Phyllostomidae (32), Thyropteridae (1) e Vespertilionidae (2). Quanto às moscas ectoparasitas, coletamos 3.114 indivíduos de 30 espécies das famílias Nycteribiidae (4 espécies) e Streblidae (26). Encontramos uma maior estimativa da riqueza de espécies nos municípios com maior cobertura de vegetação e/ou menor número de focos de queimadas. A variação da diversidade beta de morcegos esteve associada às diferenças no histórico de exposição ao fogo entre as áreas estudadas, em interação com a proporção de cobertura e perda de vegetação existentes. No entanto, os efeitos foram diferentes entre as diversidades filogenética, funcional, taxonômica e de espécies analisadas, demonstrando a necessidade de utilizar estes tipos de diversidade para melhor descrever os possíveis efeitos nestas comunidades. A seleção da média pluviométrica nos modelos dos ectoparasitos indica a importância da inclusão de variáveis climáticas, nas análises de interação parasito-hospedeiro com a paisagem. Para a abundância dos morcegos, o fogo teve maior expressividade nos modelos selecionados, sugerindo que algumas espécies de frugívoros devem utilizar áreas abertas como rotas de forrageamento. Estes resultados indicam a importância do fogo e da perda de vegetação na composição de espécies de morcegos nas áreas de cerrado estudadas. Assim, políticas públicas devem priorizar a manutenção das áreas remanescentes e o manejo adequado do fogo para manutenção da biodiversidade local. |
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| A especificidade parasitária e a variação geográfica de artrópodos ectoparasitos em morcegos em Mato Grosso do Sul, com informação filogenética. |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
06/11/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
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| Resumo |
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| A especificidade parasitária e a variação geográfica de artrópodos ectoparasitos em morcegos em Mato Grosso do Sul, com informação filogenética |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
06/11/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- ANALIA GLADYS AUTINO
- Fernando Paiva
- Karla Magalhães Campião
- Luiz Eduardo Roland Tavares
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| Resumo |
As análises comparativas de redes hospedeiro-parasito podem revelar padrões com implicações para a estabilidade e dinâmica coevolucionária dessas associações e no entendimento sobre como a diversidade de parasitos é regulada nos ecossistemas naturais. As redes de interação, de acordo com seus dados representados, podem ser classificadas como redes qualitativas (ou binárias) ou quantitativas (ou ponderadas). Foram avaliadas interações parasito-hospedeiro com uma abordagem de rede, e se o acréscimo de peso nas análises poderia alterar a estrutura das ligações nas redes de interação entre morcegos e sua comunidade de artrópodos ectoparasitos. As redes de interação apresentaram estruturas modulares, nas quais as espécies pertencentes aos módulos interagem entre si, com poucas conexões a espécies de outros módulos. O principal atributo do hospedeiro que influenciou a modularidade observada foi a taxonomia: espécies de hospedeiros mais próximas tiveram composições parasitárias mais aninhadas e maior probabilidade de pertencer ao mesmo módulo na rede. É importante analisar não somente a capacidade de um parasito de infestar poucas ou muitas espécies hospedeiras em um determinado local, mas também, o seu potencial para expandir sua distribuição geográfica e infestar novas espécies de hospedeiro. Portanto, foi verificado se em diferentes regiões Mato Grosso do Sul poderia haver dissimilaridade de espécies hospedeiras entre as moscas ectoparasitas em morcegos (beta-especificidade), e o grau de especificidade filogenética, ou seja, o quanto os hospedeiros de um parasito são aparentados entre si. As moscas ectoparasitas apresentaram alta especificidade filogenética e alta beta-especificidade, infestando morcegos filogeneticamente relacionados. Foi observado "turnover" e aninhamento, e a riqueza de espécies hospedeiras pode ter influenciado os resultados. |
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| A especificidade parasitária e a variação geográfica de artrópodos ectoparasitos em morcegos em Mato Grosso do Sul, com informação filogenética |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
06/11/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- ANALIA GLADYS AUTINO
- Fernando Paiva
- Karla Magalhães Campião
- Luiz Eduardo Roland Tavares
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| Resumo |
As análises comparativas de redes hospedeiro-parasito podem revelar padrões com implicações para a estabilidade e dinâmica coevolucionária dessas associações e no entendimento sobre como a diversidade de parasitos é regulada nos ecossistemas naturais. As redes de interação, de acordo com seus dados representados, podem ser classificadas como redes qualitativas (ou binárias) ou quantitativas (ou ponderadas). Foram avaliadas interações parasito-hospedeiro com uma abordagem de rede, e se o acréscimo de peso nas análises poderia alterar a estrutura das ligações nas redes de interação entre morcegos e sua comunidade de artrópodos ectoparasitos. As redes de interação apresentaram estruturas modulares, nas quais as espécies pertencentes aos módulos interagem entre si, com poucas conexões a espécies de outros módulos. O principal atributo do hospedeiro que influenciou a modularidade observada foi a taxonomia: espécies de hospedeiros mais próximas tiveram composições parasitárias mais aninhadas e maior probabilidade de pertencer ao mesmo módulo na rede. É importante analisar não somente a capacidade de um parasito de infestar poucas ou muitas espécies hospedeiras em um determinado local, mas também, o seu potencial para expandir sua distribuição geográfica e infestar novas espécies de hospedeiro. Portanto, foi verificado se em diferentes regiões Mato Grosso do Sul poderia haver dissimilaridade de espécies hospedeiras entre as moscas ectoparasitas em morcegos (beta-especificidade), e o grau de especificidade filogenética, ou seja, o quanto os hospedeiros de um parasito são aparentados entre si. As moscas ectoparasitas apresentaram alta especificidade filogenética e alta beta-especificidade, infestando morcegos filogeneticamente relacionados. Foi observado "turnover" e aninhamento, e a riqueza de espécies hospedeiras pode ter influenciado os resultados. |
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| Identificação de lacunas na conservação de morcegos no estado de Mato Grosso do Sul por meio de modelos de distribuição potencial de espécies |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
22/10/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Jose Manuel Ochoa Quintero
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Antonio Conceicao Paranhos Filho
- Ludmilla Moura de Souza Aguiar
- Reinaldo Francisco Ferreira Lourival
- Roberto Macedo Gamarra
- Sussi Missel pacheco
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| Resumo |
A análise de lacunas é uma ferramenta utilizada para dar base científica à tomada de decisões para a criação de áreas protegidas ou para validar áreas pré-existentes. Igualmente possibilita a identificação de regiões geográficas com alta concentração de espécies, mas que não estão inclusas nas áreas protegidas. Desse modo tem-se usado a modelagem preditiva de distribuição para reconhecer áreas com maior probabilidade de ocorrência de espécies. A rede de reservas brasileiras abrange, dentre outros domínios, dois “hotspots” de conservação: Cerrado e Mata Atlântica. Mato Grosso do Sul é um estado brasileiro que apresenta grande heterogeneidade ambiental, nele ocorrem os dois biomas considerados “hotspots” nacionais e a maior parte do Pantanal, que recebe os títulos de Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural Mundial. Para proteger toda essa riqueza de ambientes e espécies, o estado de Mato Grosso do Sul conta com 133 áreas protegidas, mas apenas 1,29% são de Proteção Integral. Estudos recentes indicam a necessidade de criação de novas áreas protegidas na região, para garantir a conservação das populações vegetais, visto que as atuais são insuficientes e reforçam a teoria de terras sem valor. Neste estudo foi modelada a distribuição potencial de 54 espécies de morcegos que ocorrem em Mato Grosso do Sul, e apresentam acima de 15 registros diferentes de ocorrência. Todas as espécies modeladas estão representadas dentro da rede de unidades de conservação estaduais, porém, em uma porcentagem muito baixa de suas áreas potenciais de ocorrência. Segundo a informação sobre a distribuição potencial das espécies modeladas, a área de maior adequabilidade ambiental para os morcegos foi no Pantanal do Paraguai, Paiaguás, Nhecolândia e na Serra da Bodoquena. O mapa também apresenta probabilidade média de riqueza potencial em áreas de lacunas de inventários de quirópteros no norte do Pantanal e uma faixa de sudeste a nordeste do estado. O direcionamento de estudos e inventários faunísticos nessas áreas poderá reduzir as lacunas no conhecimento não apenas de espécies de morcegos, mas também para outros grupos taxonômicos além de auxiliar a identificação de áreas prioritárias para a conservação como AICOMs e SICOMs. |
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| Untangling Odonata diversity in the Neotropical region through DNA Barcoding |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
20/10/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Ângelo Parise Pinto
- Diego Jose Santana Silva
- Frederico Falcão Salles
- Rhainer Guillermo Nascimento Ferreira
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| Resumo |
Libélulas (Insecta: Odonata) são uma ordem de insetos que contém mais de 6.000 espécies descritas em mais de 30 famílias. Este táxon é reconhecido por apresentar uma capacidade efetiva de ser indicadores ecológicos e atuar como grupo guarda-chuva para a conservação da biodiversidade de água doce. Embora as libélulas tenham um grande número de espécies com sequências depositadas em bancos de dados públicos, a informação genética das espécies neotropicais ainda é escassa. Este cenário leva à necessidade de mais estudos que possam investigar e fornecer dados moleculares para este grupo taxonômico, permitindo o uso de ferramentas moleculares na delimitação de espécies e na identificação de espécimes em libélulas neotropicais. Neste sentido, esta tese com cinco capítulos avalia, constrói e analisa dados moleculares de libélulas, com foco especial em espécies neotropicais, abordagem de código de barras de DNA (“DNA Barcoding”) e sua aplicação em estudos ecológicos. As informações geradas nesta tese aumentaram em quase 50% o número de espécies com sequências depositadas presentes na América do Sul. O uso do método de código de barras do DNA para a identificação de espécimes de libélulas neotropicais foi considerado eficiente. Com essa abordagem, obtive uma identificação confiável para mais de 90% dos espécimes coletados em uma das regiões mais diversas do Brasil. Além disso, através da avaliação do “barcoding gap” em um conjunto de dados global, foi possível verificar que pouco mais de 15% das espécies das libélulas do mundo não podem ser separadas com esta técnica. Os resultados desta tese têm implicações diretas em campos de biodiversidade, como taxonomia (e.g. limitações do uso do gene COI (citocromo oxidase subunidade I) para a identificação de espécimes em escala global), evolução (e.g. baixo valor de variação intraespecífica em espécies de Argia) e monitorização de espécies neotropicais. (e.g. capacidade de identificar espécimes com o gene COI). Obviamente, o aprimoramento de bases de dados locais é necessário, mas a evidência de usabilidade do código de barras de DNA é de fundamental importância para os futuros esforços científicos e financeiros que devem ser desenvolvidos e implementados em conformidade. Neste contexto, o desenvolvimento de estudos e bases de dados sobre código de barras de DNA para libélulas neotropicais deve ser considerado como uma ferramenta promissora de aplicação ampla e imediata para este táxon. |
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| Efeito dos fatores locais e espaciais na estrutura de comunidade de Odonata em Lagoas permanentes na transição Cerrado Mata Atlântica |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
10/10/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Fabio de Oliveira Roque
- Leandro Juen
- Marciel Elio Rodrigues
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| Resumo |
Resumo: Este trabalho teve por objetivo investigar a importância relativa dos fatores ambientais locais e espaciais sobre a abundância, riqueza e composição de metacomunidades de Odonata em lagoas permanentes. O estudo foi realizado nas várzeas do Rio Ivinhema entre os meses de junho e setembro de 2016. Foram amostradas 32 lagoas permanentes. Coletamos 1.196 indivíduos, pertencentes à 39 espécies, 19 gêneros e três famílias, das quais 25 espécies pertencem à subordem Anisoptera e 14 à Zygoptera. Nossos resultados revelaram que a comunidade de Odonatas foi melhor explicada pelas variáveis ambientais (F4,23 = 1,97, P = 0,002). Preditores espaciais não apresentaram relação significativa com a variação na composição de espécies (F3,23 = 1,19, P = 0,229). Variáveis ambientais independentes da estrutura espacial explicaram 10% da variação na composição de espécies. Quando as subordens foram analisadas separadamente, a composição da comunidade de Zygoptera e de Anisoptera também foram explicadas pelos fatores ambientais. Contudo, em Zygoptera, o componente puramente ambiental apresentou maior explicação (F4,25 = 2,76, P = 0,002). As variáveis ambientais que melhor explicaramo padrão de distribuição da comunidade total de Odonata foram condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, temperatura da água e área.
Palavras-chave: metacomunidade, Odonata, lagoa.
Abstract: This work aimed to investigate the contribution of local environmental and spatial factors on the abundance, wealth and metacommunity composition of Odonata in permanent ponds. The study was conducted in the floodplains of the Ivinhema River between June and September 2016. Collect 1.196 individuals, belonging to the 39 species, 19 genera and three families, of which 25 species belonging to the suborder Anisoptera and 14 the Zygoptera. Our results revealed that the community of Odonata was best explained by environmental variables (F4 = 1.97 .23, P = 0.002). Spatial predictors showed no significant relationship with the variation in species composition (.23 F3 = 1.19, P = 0.229). Environmental variables independent of spatial structure explained 10% of the variation in species composition. When the suborders were analyzed separately, the composition of the community of Zygoptera and Anisoptera were also explained by environmental factors. However, in Zygoptera, the purely environmental component was more explanation (F4 .25 = 2.76, P = 0.002). The environmental variables that best explain the pattern of distribution of total community of Odonata were electrical conductivity, dissolved oxygen, temperature of the water and the area.
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