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Efeito da latitude e cobertura florestal na dieta da onça-pintada ao longo da sua distribuição geográfica
Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
Tipo Dissertação
Data 17/05/2019
Área ECOLOGIA
Orientador(es)
  • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Matheus Hammarstron Justino
    Banca
    • Andrea Cardoso de Araujo
    • Erich Arnold Fischer
    • Helena De Godoy Bergallo
    • Renata Pardini
    • RONALDO GONCALVES DA SILVA
    Resumo Resumo: 1. A perda de área florestal pode levar ao declínio da diversidade de espécies e
    afetar as relações entre predadores e presas e como estes lidam com diferentes ambientes em
    sua distribuição geográfica. Neste estudo, investigo os efeitos da latitude e cobertura
    florestal na dieta da onça-pintada (Panthera onca), com enfoque na composição de suas
    presas, tamanho médio do componente de presas e nível de especialização da dieta.
    2. Utilizei os dados de 37 trabalhos sobre a porcentagem de ocorrência de presas na
    dieta da onça-pintada, cobrindo toda sua distribuição geográfica. Com um modelo de
    equações estruturais, verifiquei as relações entre a latitude, cobertura florestal,
    componente de presas, tamanho médio do componente de presas e a especialização da
    dieta.
    3. A latitude exerceu efeito direto sobre o componente de presas e indiretas sobre o
    tamanho médio do componente de presa e especialização da dieta. Cobertura florestal
    demonstrou efeito direto e negativo na especialização, indicando uma dieta mais
    generalista em área com maior porcentagem de florestas. Também afetou a composição
    das presas e exerceu efeito indireto no tamanho médio do componente de presas. Maior
    cobertura florestal resulta em dieta mais generalista.
    4. O padrão encontrado reflete uma dieta oportunista, possivelmente ligada a
    abundância das presas no ambiente. O efeito da latitude pode estar relacionado a
    distribuição geográfica das presas. O efeito causado pela cobertura florestal sugere uma
    maior diversidade de presas em potencial em ambientes florestais
    Redes de interacción entre aves y ectoparásitos en un gradiente de fragmentación forestal
    Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
    Tipo Dissertação
    Data 07/05/2019
    Área ECOLOGIA
    Orientador(es)
    • Erich Arnold Fischer
    Coorientador(es)
    • Claudenice Faxina Zucca
    Orientando(s)
    • Laura Contreras Peinado
    Banca
    • Andrea Cardoso de Araujo
    • Gustavo Graciolli
    • Maria Alice dos Santos Alves
    • Rudi Ricardo Laps
    Resumo Conocer el impacto de las actividades humanas es uno de los objetivos actuales en bajo el abordaje de redes de interacción como nuevo enfoque de biodiversidad para obtener una visión más completa sobre cómo puede afectar la alteración del paisaje a los organismos. Estudiamos a diferentes escalas espaciales cómo la fragmentación y pérdida de hábitat altera las variables de redes antagonistas (modularidad, especialización y conectividad) y las variables de parasitismo (prevalencia e intensidad de infección). Estudiamos la comunidad de aves y sus ectoparásitos en 20 parcelas, cuyas características de paisaje varían en un gradiente de cobertura forestal, longitudes de borde, el número de fragmentos y la distancia al Parque Nacional Serra da Bodoquena que constituye la zona continua de bosque. Obtuvimos que la modificación del ambiente altera principalmente las redes de interacción antagonista a los 1000, 2500 y 5000m, mientras que en términos generales, a 500m no observamos efectos de la alteración de paisaje. Concluimos que la alteración del paisaje afecta a las redes de interacción antagonista entre aves y ectoparásitos, principalmente a grandes escalas, lo que confirma la importancia de los estudios a escala de paisaje ya que es la adecuada para obtener los cambios de origen antropogénico con el abordaje de redes de interacción.
    The role of environmental temperature on daily movement decisions of a physiologically imperfect homeotherm
    Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
    Tipo Dissertação
    Data 27/03/2019
    Área ECOLOGIA
    Orientador(es)
    • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
    Coorientador(es)
    • Zaida Ortega Diago
    Orientando(s)
    • Aline da Silva Giroux
    Banca
    • Jorge Fernando Saraiva de Menezes
    • Nilton Carlos Caceres
    • Nina Attias
    • Yamil Edgardo Di Blanco
    Resumo 1. A termorregulação comportamental pode ter importante influência sobre o
    movimento animal. Homeotérmicos imperfeitos mostram respostas comportamentais
    conspícuas a variações termais, sendo assim modelos valiosos para compreendermos
    como a fisiologia pode influenciar decisões de movimento.
    2. Nesse estudo, nós investigamos o efeito da temperatura ambiental sobre três
    variáveis descritoras do movimento de um homeotérmico imperfeito (tamanduá
    bandeira): uso de hábitat, distância percorrida e área usada.
    3. Nós monitoramos 52 tamanduás bandeira em sete áreas de savana, registrando a
    localização dos animais e a temperatura atmosférica local ao longo do período de
    monitoramento. Nós estimamos a intensidade de uso de hábitats florestais, a distância
    percorrida, a área usada e a temperatura atmosférica média para cada dia de
    monitoramento de cada indivíduo. Nós modelamos esses dados usando Equações
    Estruturais Mistas – considerando as possíveis interações entre nossas variáveis e
    controlando por tamanho amostral, massa e sexo – para fornecer uma perspectiva
    integrada do papel da temperatura ambiental nas decisões de movimento dos tamanduás
    bandeira.
    4. Em dias com temperaturas médias e altas, animais grandes, majoritariamente
    machos, percorreram distâncias maiores e usaram áreas maiores que os pequenos. Em
    dias quentes, os tamanduás bandeira percorreram as mais longas distâncias, usando
    áreas abertas médias e grandes. Durante dias com temperaturas médias, eles mostraram
    uso intermediário de florestas e percorreram distâncias intermediárias, usando as
    maiores áreas. Em dias frios, eles usaram principalmente florestas e reduziram distância
    percorrida e área usada.
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    5. Dias com temperaturas médias e altas pareceram ser mais propícios ao
    movimento. Animais grandes percorreram distâncias maiores e usaram maiores áreas
    que os pequenos em temperaturas favoráveis provavelmente por que eles requerem mais
    recurso alimentar. Dias frios foram os mais desfavoráveis ao movimento de tamanduás
    bandeira provavelmente devido à baixa temperatura corpórea e à baixa taxa metabólica
    desses animais. Então, abrigar-se em florestas e reduzir atividade locomotora parecem
    ser importantes estratégias para reduzir a perda de calor corpóreo.
    6. Diante das previsões de mudanças climáticas, com aumento da frequência e
    intensidade de eventos climáticos extremos, nós mostramos a necessidade de preservar
    fragmentos florestais para oferecer condições adequadas para tamanduás-bandeira
    termorregularem comportamentalmente. Além disso, nós enfatizamos o papel de
    abordagens integrativas para entender interações complexas entre os organismos e o
    ambiente.
    Palavras-chave: termorregulação comportamental, biomonitoramento, tamanduá
    bandeira, GPS, Equações Estruturais Mistas, ecologia do movimento, Xenarthra.
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      Composição da dieta, amplitude de nicho e posição trófca de Astyanax lineatus (Perugia, 1891) em riachos de cabeceira do Pantanal
      Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
      Tipo Dissertação
      Data 21/03/2019
      Área ECOLOGIA
      Orientador(es)
      • Yzel Rondon Súarez
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Adriana Maria Espinoza Fernando
        Banca
        • Elaine Antoniassi Luiz Kashiwaqui
        • Fernando Rogerio de Carvalho
        • Karina Keyla Tondato de Carvalho
        • Rafael Dettogni Guariento
        • Sidnei Eduardo Lima Junior
        Resumo A seleção de recursos pelos organismos é afetada principalmente por fatores como a morfologia dos
        indivíduos, que variam com a ontogenia, e diversidade e abundância dos recursos, que variam com
        as condições ambientais. Neste sentido, o objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito da ontogenia e
        das características dos riachos na composição da dieta de Astyanax lineatus em riachos de cabeceira
        no Planalto do Pantanal. Hipotetizamos que, quando os recursos são abundantes, esses dois fatores
        afetam a composição da dieta, diminuindo a amplitude do nicho trófico, passando a ocupar uma
        posição trófica mais alta. Para isso, analisamos 107 espécimes de A. lineatus, utilizamos a
        composição da dieta, a proporção de itens alóctones, a amplitude do nicho trófico e a posição trófica
        como variáveis respostas em Modelos Aditivos Generalizados e as características dos riachos e o
        comprimento padrão de cada indivíduo, como variáveis explanatórias. A composição da dieta
        evidenciou que A. lineatus é uma espécie onívora. Observamos uma mudança na composição da
        dieta, influenciada principalmente pela ontogenia dos indivíduos e cobertura vegetal dos riachos. A
        maior cobertura vegetal disponibiliza os vegetais terrestres, principal item na dieta dos indivíduos
        maiores, pois estes possuem uma morfologia que os possibilita se especializar no consumo de itens
        maiores e com maior dureza. Portanto, a posição trófica diminuiu com o tamanho do corpo dos
        indivíduos, uma vez que itens maiores não necessariamente ocupam posições tróficas mais altas.
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          Reproductive phenology and operational sex ratio of Cecropia pachystachya Trécul in urban remnants of Cerrado
          Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
          Tipo Dissertação
          Data 20/03/2019
          Área ECOLOGIA
          Orientador(es)
          • Andrea Cardoso de Araujo
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Paula Thaís Alves Ojeda
            Banca
            • Christiane Erondina Corrêa
            • Erich Arnold Fischer
            • Geraldo Alves Damasceno Junior
            • Spencer Charles Hilton Barrett
            • Vanessa Gabrielle Nobrega Gomes
            Resumo Desvios na razão sexual operacional em espécies dióicas ocorrem em resposta a custos
            diferenciais associados à reprodução entre machos e fêmeas. Os períodos de floração e frutificação
            também podem variar entre os sexos, a fim de maximizar o uso de recursos abióticos e bióticos.
            Assim, é importante compreender os aspectos que influenciam a variação da razão sexual e das
            fenofases de floração e frutificação, pois se relacionam com a dinâmica populacional, e têm
            consequências sobre a disponibilidade de recursos e interações com os animais. Neste estudo
            investiguei a variação na razão sexual operacional, o dimorfismo sexual e a fenologia reprodutiva
            de Cecropia pachystachya (Urticaceae) em três áreas no perímetro urbano do município de
            Campo Grande. Mensalmente, no período de outubro de 2017 a outubro de 2018, monitorei a
            fenologia e status reprodutivo de 90 árvores de C. pachystachya. Embora a razão sexual
            operacional tenha sido próxima de 1:1, ao analisar os 90 indivíduos ao longo do ano, flutuações
            significativas foram observadas entre meses e entre as áreas na razão sexual. Não houveram
            diferenças significativas na altura, circunferência na altura do peito (CAP) e circunferência na
            altura do solo (CAS), entre os gêneros. A floração ocorreu ao longo do ano, com maior frequência
            no final da estação chuvosa. Em relação às correlações com variáveis climáticas (precipitação e
            temperatura), apenas a frutificação e a floração masculina apresentaram correlação com a
            temperatura. Meus resultados indicam que, além das variáveis climáticas, outros fatores como
            demografia e história de vida, podem influenciar a ecologia reprodutiva de Cecropia pachystachya
            na área de estudo.
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              Socioecologia da caça de subsistência em populações tradicionais do sudoeste da Amazônia
              Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
              Tipo Tese
              Data 18/01/2019
              Área ECOLOGIA APLICADA
              Orientador(es)
                Coorientador(es)
                Orientando(s)
                  Banca
                  • RAFAEL MORAIS CHIARAVALLOTI
                  • Walfrido Moraes Tomás
                  Resumo A carne de caça é consumida em grande escala por famílias tradicionais que vivem no interior de áreas protegidas ou próximas a elas na Amazônia. Nessa situação estão populações indígenas e rurais que habitam áreas remotas e vivem à margem da economia formal. Para elas a carne de caça é o principal recurso de subsistência, de grande importância social, nutricional e econômica. Nessa tese, investiguei como relações sociais podem ser moldadas em torno da caça de subsistência e como as populações tradicionais no sudoeste da Amazônia são economicamente dependentes da carne de caça. A tese está estruturada em três capítulos; no primeiro capítulo procuro entender como fatores sociais e atributos dos caçadores influenciam a partilha de carne de caça entre famílias ribeirinhas. No segundo capítulo, investigo se atributos dos caçadores e características socioeconômicas influenciam o uso do espaço e a eficiência na caça. No terceiro e último capítulo, avalio cenários econômicos de renda doméstica das populações tradicionais, dos três países que compõem o sudoeste da Amazônia, para assegurar o consumo de proteína doméstica em caso de proibição ou colapso da caça de subsistência, tomando em conta a substituição de carne de caça por carne bovina. Em geral, partilhar carne de caça depende em grande parte da biomassa caçada, e não da estrutura social, parentesco ou espécies de presas abatidas por caçadores na Reserva Extrativista Riozinho da Liberdade. Por outro lado, a idade do caçador afeta significativa e positivamente a importância dele na rede de partilha de carne, indicando a influência de atributos pessoais no padrão de compartilhamento. Esses caçadores também são mais eficientes na caça, assim como aqueles que possuem renda baixa. Em contrapartida, viver em vilas pequenas e constituir famílias grandes implica usar áreas maiores para caça. Redução ou proibição da caça de subsistência a longo prazo causariam sérios problemas de segurança alimentar, conservação e economia, já que demonstro que a renda familiar é insuficiente para substituir o consumo de carne de caça pelo consumo de carne bovina. Assim, discuto nesta tese a importância dos fatores sociais e econômicos como forças direcionadoras que influenciam e moldam como a caça de subsistência é praticada. Além disso, evidencio que a carne de caça é um recurso insubstituível para populações tradicionais e rurais na Amazônia.
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                    Socioecologia da caça de subsistência em populações tradicionais do sudoeste da Amazônia
                    Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                    Tipo Trabalho de Conclusão de Curso
                    Data 18/01/2019
                    Área ECOLOGIA
                    Orientador(es)
                    • Erich Arnold Fischer
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Andre Valle Nunes
                      Banca
                      • André Pinassi Antunes
                      • José Manuel Vieira Fragoso
                      • RAFAEL MORAIS CHIARAVALLOTI
                      • Renaud Pierre-Cyril
                      • Walfrido Moraes Tomás
                      Resumo A carne de caça é consumida em grande escala por famílias tradicionais que vivem no
                      interior de áreas protegidas ou próximas a elas na Amazônia. Nessa situação estão
                      populações indígenas e rurais que habitam áreas remotas e vivem à margem da
                      economia formal. Para elas a carne de caça é o principal recurso de subsistência, de
                      grande importância social, nutricional e econômica. Nessa tese, investiguei como
                      relações sociais podem ser moldadas em torno da caça de subsistência e como as
                      populações tradicionais no sudoeste da Amazônia são economicamente dependentes da
                      carne de caça. A tese está estruturada em três capítulos; no primeiro capítulo procuro
                      entender como fatores sociais e atributos dos caçadores influenciam a partilha de carne
                      de caça entre famílias ribeirinhas. No segundo capítulo, investigo se atributos dos
                      caçadores e características socioeconômicas influenciam o uso do espaço e a eficiência
                      na caça. No terceiro e último capítulo, avalio cenários econômicos de renda doméstica
                      das populações tradicionais, dos três países que compõem o sudoeste da Amazônia, para
                      assegurar o consumo de proteína doméstica em caso de proibição ou colapso da caça de
                      subsistência, tomando em conta a substituição de carne de caça por carne bovina. Em
                      geral, partilhar carne de caça depende em grande parte da biomassa caçada, e não da
                      estrutura social, parentesco ou espécies de presas abatidas por caçadores na Reserva
                      Extrativista Riozinho da Liberdade. Por outro lado, a idade do caçador afeta
                      significativa e positivamente a importância dele na rede de partilha de carne, indicando
                      a influência de atributos pessoais no padrão de compartilhamento. Esses caçadores
                      também são mais eficientes na caça, assim como aqueles que possuem renda baixa. Em
                      contrapartida, viver em vilas pequenas e constituir famílias grandes implica usar áreas
                      maiores para caça. Redução ou proibição da caça de subsistência a longo prazo
                      causariam sérios problemas de segurança alimentar, conservação e economia, já que


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                      demonstro que a renda familiar é insuficiente para substituir o consumo de carne de
                      caça pelo consumo de carne bovina. Assim, discuto nesta tese a importância dos fatores
                      sociais e econômicos como forças direcionadoras que influenciam e moldam como a
                      caça de subsistência é praticada. Além disso, evidencio que a carne de caça é um
                      recurso insubstituível para populações tradicionais e rurais na Amazônia.

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                        ENDOPARASITISMO EM ANUROS DURANTE A ESTAÇÃO REPRODUTIVA, NA REGIÃO NHECOLÂNDIA, PANTANAL, BRASIL
                        Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                        Tipo Tese
                        Data 21/12/2018
                        Área ECOLOGIA
                        Orientador(es)
                        • Fernando Paiva
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Priscilla Soares dos Santos
                          Banca
                          • Fabio de Oliveira Roque
                          • Karla Magalhães Campião
                          • Luiz Eduardo Roland Tavares
                          • Rafael Dettogni Guariento
                          • Ricardo Massato Takemoto
                          Resumo O parasitismo é considerado como um importante mecanismo que impulsiona as dinâmicas nas comunidades hospedeiras. Sua relação com anuros acompanham as histórias de vida bifásicas desse grupo, pois quando em estágios juvenis e adultos, esses hospedeiros ocorrem em dispersas paisagens terrestres, e podem atingir altas densidades apenas em agregações durante a reprodução nos locais aquáticos, as quais acentuam a transmissão dos parasitos; e quando em estágios larvais ou em metamorfose, a imunidade é menor em relação aos adultos, tornando essas fases mais suscetíveis às infecções parasitárias, e consequentemente em alguns casos, levando a mortalidade. Entranto, os anfíbios apresentam-se como modelos para estudos parasitológicos, visto a sua importância nos ecossistemas, e consequentemente, atuam como hospedeiros intermediários ou definitivos para diversos parasitos, em hábitats terrestres e aquáticos. Dessa forma, o conhecimento da fauna parasitária associada aos anuros pode contribuir para o entendimento dos fenômenos biológicos de interações. Outro aspecto relacionado ao parasitismo é a importância da sua distribuição em relação ao habitat dos anuros, bem como, a relação dos parasitos com a reprodução dos seus hospedeiros. Contudo, o presente estudo teve como objetivo caracterizar e estimar a composição de infracomunidades de metazoários endoparasitos, em cinco espécies de anuros (Boana raniceps, Pithecopus azureus, Pseudis platensis, Scinax acuminatus e S. nasicus) durante estações reprodutivas no Pantanal sul-mato-grossense. Complementarmente, foi analisada a comunidade componente de parasitos em relação ao microhabitat dessas espécies, e se as comunidades componentes de parasitos de duas espécies (Pithecopus azureus e Pseudis platensis) estariam correlacionadas com o seu investimento reprodutivo.
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                            Genetic distances within and among species of Teloschistaceae (Ascomycota) and delimitation of the bipolar Polycauliona candelaria (L.) Frödén, Arup & Søchting and Rusavskia elegans (Link) S. Y. Kondr. and Kärnefelt
                            Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                            Tipo Tese
                            Data 30/11/2018
                            Área ECOLOGIA
                            Orientador(es)
                              Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                                Banca
                                • Diego Jose Santana Silva
                                Resumo A presente tese descreveu a variação no DNA barcode (capítulo 1) em uma das mais diversas e amplamente distribuídas famílias de fungos liquenizados, Teloschistaceae, e focou na diversidade genética de duas espécies bipolares, Polycauliona candelaria (capítulo 2) e Rusavskia elegans (capítulo 3). Apesar do marcador ITS (DNA barcode universal para fungos) ser amplamente utilizado em estudos filogenéticos de fungos liquenizados, os padrões gerais dos limites intra- e interespecíficos são apenas estabelecidos e testados para Parmeliaceae. No capítulo inicial, as sequências de DNA barcode de Teloschistaceae disponíveis no GenBank utilizando critérios de seleção (utilizando-se sequências representantes como base de busca) foram exploradas, a monofilia de espécies testada, e, subsequentemente, aplicadas à dois métodos de validação de espécies. As distâncias estimadas no primeiro capítulo podem ser utilizadas como referência e serem úteis em estudos integrativos com espécies dessa família. Para os capítulos dois (P. candelaria) e três (R. elegans), os liquens foram coletados com o suporte dos Programas Antárticos Argentino e Brasileiro nas ilhas Shetlands do Sul, peninsula Antártica e ilha James Ross, assim como no sul da América do Sul. Adicionalmente, espécimes do Hemisfério Norte e Colombia foram coletadas por colegas ou concedidos por herbários. As análises realizadas no capítulo dois sugerem que Polycauliona candelaria é uma única espécie originada na América do Norte 1.3 milhões de anos atrás, e que a dispersão para a América do Sul ocorreu em eventos de longa dispersão recentes (LDD), possivelmente utilizando os Andes como pontos de paradas (mountain hopping). Os menores índices de diversidade genética foram encontrados na Antártia, provavelmente devido a recente efeito fundador que ocorreu no final do período Pleistoceno. No capítulo três, todos os talos de R. elegans analisados foram encontrados na ilha James Ross, e três linhagens moleculares divergentes foram identificadas. Rusavskia elegans provou ser difícil de encontrar nas ilhas Shetlands do Sul e península, onde todo material coletado foi morfologiamente e geneticamente identificado como Caloplaca ou Austroplaca. A distribuição desta espécie na Antártica parece ser mais restrita do que previamente considerada, e ausente de ambientes ricos em nitrogênio. Dados químicos e ecológicos mostraram baixa resolução taxonômica, enquanto caracteres anatômicos, como a presença de estruturas isidioides, espessura do tecido parahimênico e a margem do himênio, foram utilizados para caracterizar as diferentes linhagens. Espécies crípticas e plasticidade fenotípica ocorrem dentro de R. elegans, e a dispersão para a Antártica parece ter ocorrido por múltiplos eventos de dispersão de longa distância. Com essa tese, o sucesso da colonização de espécies da família Teloschistaceae em ambientes extremos é mais uma vez reforçada, assim como a importância de estudos integrativos para delimitar e avaliar a história evolutiva de fungos liquenizados. Os dados de distâncias genéticas se mostraram eficientes como ferramenta adicional para a caracterização de grupos, incluindo complexos de espécies. O período Pleistoceno foi importante para a colonização da Antártica por liquens, e os grupos provavelmente chagaram ao continente por eventos recentes de dispersão de longa distância.
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                                  Genetic distances within and among species of Teloschistaceae (Ascomycota) and delimitation of the bipolar Polycauliona candelaria (L.) Frödén, Arup & Søchting and Rusavskia elegans (Link) S. Y. Kondr. and Kärnefelt
                                  Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                  Tipo Tese
                                  Data 30/11/2018
                                  Área ECOLOGIA
                                  Orientador(es)
                                    Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                      Banca
                                        Resumo A presente tese descreveu a variação no DNA barcode (capítulo 1) em uma das mais diversas e amplamente distribuídas famílias de fungos liquenizados, Teloschistaceae, e focou na diversidade genética de duas espécies bipolares, Polycauliona candelaria (capítulo 2) e Rusavskia elegans (capítulo 3). Apesar do marcador ITS (DNA barcode universal para fungos) ser amplamente utilizado em estudos filogenéticos de fungos liquenizados, os padrões gerais dos limites intra- e interespecíficos são apenas estabelecidos e testados para Parmeliaceae. No capítulo inicial, as sequências de DNA barcode de Teloschistaceae disponíveis no GenBank utilizando critérios de seleção (utilizando-se sequências representantes como base de busca) foram exploradas, a monofilia de espécies testada, e, subsequentemente, aplicadas à dois métodos de validação de espécies. As distâncias estimadas no primeiro capítulo podem ser utilizadas como referência e serem úteis em estudos integrativos com espécies dessa família. Para os capítulos dois (P. candelaria) e três (R. elegans), os liquens foram coletados com o suporte dos Programas Antárticos Argentino e Brasileiro nas ilhas Shetlands do Sul, peninsula Antártica e ilha James Ross, assim como no sul da América do Sul. Adicionalmente, espécimes do Hemisfério Norte e Colombia foram coletadas por colegas ou concedidos por herbários. As análises realizadas no capítulo dois sugerem que Polycauliona candelaria é uma única espécie originada na América do Norte 1.3 milhões de anos atrás, e que a dispersão para a América do Sul ocorreu em eventos de longa dispersão recentes (LDD), possivelmente utilizando os Andes como pontos de paradas (mountain hopping). Os menores índices de diversidade genética foram encontrados na Antártia, provavelmente devido a recente efeito fundador que ocorreu no final do período Pleistoceno. No capítulo três, todos os talos de R. elegans analisados foram encontrados na ilha James Ross, e três linhagens moleculares divergentes foram identificadas. Rusavskia elegans provou ser difícil de encontrar nas ilhas Shetlands do Sul e península, onde todo material coletado foi morfologiamente e geneticamente identificado como Caloplaca ou Austroplaca. A distribuição desta espécie na Antártica parece ser mais restrita do que previamente considerada, e ausente de ambientes ricos em nitrogênio. Dados químicos e ecológicos mostraram baixa resolução taxonômica, enquanto caracteres anatômicos, como a presença de estruturas isidioides, espessura do tecido parahimênico e a margem do himênio, foram utilizados para caracterizar as diferentes linhagens. Espécies crípticas e plasticidade fenotípica ocorrem dentro de R. elegans, e a dispersão para a Antártica parece ter ocorrido por múltiplos eventos de dispersão de longa distância. Com essa tese, o sucesso da colonização de espécies da família Teloschistaceae em ambientes extremos é mais uma vez reforçada, assim como a importância de estudos integrativos para delimitar e avaliar a história evolutiva de fungos liquenizados. Os dados de distâncias genéticas se mostraram eficientes como ferramenta adicional para a caracterização de grupos, incluindo complexos de espécies. O período Pleistoceno foi importante para a colonização da Antártica por liquens, e os grupos provavelmente chagaram ao continente por eventos recentes de dispersão de longa distância.
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                                          Genetic distances within and among species of Teloschistaceae (Ascomycota) and delimitation of the bipolar Polycauliona candelaria (L.) Frödén, Arup & Søchting and Rusavskia elegans (Link) S. Y. Kondr. and Kärnefelt
                                          Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                          Tipo Tese
                                          Data 30/11/2018
                                          Área ECOLOGIA
                                          Orientador(es)
                                            Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                              Banca
                                              • Diego Jose Santana Silva
                                              Resumo A presente tese descreveu a variação no DNA barcode (capítulo 1) em uma das mais diversas e amplamente distribuídas famílias de fungos liquenizados, Teloschistaceae, e focou na diversidade genética de duas espécies bipolares, Polycauliona candelaria (capítulo 2) e Rusavskia elegans (capítulo 3). Apesar do marcador ITS (DNA barcode universal para fungos) ser amplamente utilizado em estudos filogenéticos de fungos liquenizados, os padrões gerais dos limites intra- e interespecíficos são apenas estabelecidos e testados para Parmeliaceae. No capítulo inicial, as sequências de DNA barcode de Teloschistaceae disponíveis no GenBank utilizando critérios de seleção (utilizando-se sequências representantes como base de busca) foram exploradas, a monofilia de espécies testada, e, subsequentemente, aplicadas à dois métodos de validação de espécies. As distâncias estimadas no primeiro capítulo podem ser utilizadas como referência e serem úteis em estudos integrativos com espécies dessa família. Para os capítulos dois (P. candelaria) e três (R. elegans), os liquens foram coletados com o suporte dos Programas Antárticos Argentino e Brasileiro nas ilhas Shetlands do Sul, peninsula Antártica e ilha James Ross, assim como no sul da América do Sul. Adicionalmente, espécimes do Hemisfério Norte e Colombia foram coletadas por colegas ou concedidos por herbários. As análises realizadas no capítulo dois sugerem que Polycauliona candelaria é uma única espécie originada na América do Norte 1.3 milhões de anos atrás, e que a dispersão para a América do Sul ocorreu em eventos de longa dispersão recentes (LDD), possivelmente utilizando os Andes como pontos de paradas (mountain hopping). Os menores índices de diversidade genética foram encontrados na Antártia, provavelmente devido a recente efeito fundador que ocorreu no final do período Pleistoceno. No capítulo três, todos os talos de R. elegans analisados foram encontrados na ilha James Ross, e três linhagens moleculares divergentes foram identificadas. Rusavskia elegans provou ser difícil de encontrar nas ilhas Shetlands do Sul e península, onde todo material coletado foi morfologiamente e geneticamente identificado como Caloplaca ou Austroplaca. A distribuição desta espécie na Antártica parece ser mais restrita do que previamente considerada, e ausente de ambientes ricos em nitrogênio. Dados químicos e ecológicos mostraram baixa resolução taxonômica, enquanto caracteres anatômicos, como a presença de estruturas isidioides, espessura do tecido parahimênico e a margem do himênio, foram utilizados para caracterizar as diferentes linhagens. Espécies crípticas e plasticidade fenotípica ocorrem dentro de R. elegans, e a dispersão para a Antártica parece ter ocorrido por múltiplos eventos de dispersão de longa distância. Com essa tese, o sucesso da colonização de espécies da família Teloschistaceae em ambientes extremos é mais uma vez reforçada, assim como a importância de estudos integrativos para delimitar e avaliar a história evolutiva de fungos liquenizados. Os dados de distâncias genéticas se mostraram eficientes como ferramenta adicional para a caracterização de grupos, incluindo complexos de espécies. O período Pleistoceno foi importante para a colonização da Antártica por liquens, e os grupos provavelmente chagaram ao continente por eventos recentes de dispersão de longa distância.
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                                                Genetic distances within and among species of Teloschistaceae (Ascomycota) and delimitation of the bipolar Polycauliona candelaria (L.) Frödén, Arup & Søchting and Rusavskia elegans (Link) S. Y. Kondr. and Kärnefelt
                                                Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                                Tipo Tese
                                                Data 30/11/2018
                                                Área ECOLOGIA
                                                Orientador(es)
                                                • Aline Pedroso Lorenz
                                                Coorientador(es)
                                                  Orientando(s)
                                                  • Mayara Camila Scur
                                                  Banca
                                                  • Andre Aptroot
                                                  • Diego Jose Santana Silva
                                                  • Manuela Dal Forno
                                                  • Paulo Eduardo Aguiar Saraiva Câmara
                                                  • Robert Karl Luecking
                                                  Resumo A presente tese descreveu a variação no DNA barcode (capítulo 1) em uma das mais diversas e amplamente distribuídas famílias de fungos liquenizados, Teloschistaceae, e focou na diversidade genética de duas espécies bipolares, Polycauliona candelaria (capítulo 2) e Rusavskia elegans (capítulo 3). Apesar do marcador ITS (DNA barcode universal para fungos) ser amplamente utilizado em estudos filogenéticos de fungos liquenizados, os padrões gerais dos limites intra- e interespecíficos são apenas estabelecidos e testados para Parmeliaceae. No capítulo inicial, as sequências de DNA barcode de Teloschistaceae disponíveis no GenBank utilizando critérios de seleção (utilizando-se sequências representantes como base de busca) foram exploradas, a monofilia de espécies testada, e, subsequentemente, aplicadas à dois métodos de validação de espécies. As distâncias estimadas no primeiro capítulo podem ser utilizadas como referência e serem úteis em estudos integrativos com espécies dessa família. Para os capítulos dois (P. candelaria) e três (R. elegans), os liquens foram coletados com o suporte dos Programas Antárticos Argentino e Brasileiro nas ilhas Shetlands do Sul, peninsula Antártica e ilha James Ross, assim como no sul da América do Sul. Adicionalmente, espécimes do Hemisfério Norte e Colombia foram coletadas por colegas ou concedidos por herbários. As análises realizadas no capítulo dois sugerem que Polycauliona candelaria é uma única espécie originada na América do Norte 1.3 milhões de anos atrás, e que a dispersão para a América do Sul ocorreu em eventos de longa dispersão recentes (LDD), possivelmente utilizando os Andes como pontos de paradas (mountain hopping). Os menores índices de diversidade genética foram encontrados na Antártia, provavelmente devido a recente efeito fundador que ocorreu no final do período Pleistoceno. No capítulo três, todos os talos de R. elegans analisados foram encontrados na ilha James Ross, e três linhagens moleculares divergentes foram identificadas. Rusavskia elegans provou ser difícil de encontrar nas ilhas Shetlands do Sul e península, onde todo material coletado foi morfologiamente e geneticamente identificado como Caloplaca ou Austroplaca. A distribuição desta espécie na Antártica parece ser mais restrita do que previamente considerada, e ausente de ambientes ricos em nitrogênio. Dados químicos e ecológicos mostraram baixa resolução taxonômica, enquanto caracteres anatômicos, como a presença de estruturas isidioides, espessura do tecido parahimênico e a margem do himênio, foram utilizados para caracterizar as diferentes linhagens. Espécies crípticas e plasticidade fenotípica ocorrem dentro de R. elegans, e a dispersão para a Antártica parece ter ocorrido por múltiplos eventos de dispersão de longa distância. Com essa tese, o sucesso da colonização de espécies da família Teloschistaceae em ambientes extremos é mais uma vez reforçada, assim como a importância de estudos integrativos para delimitar e avaliar a história evolutiva de fungos liquenizados. Os dados de distâncias genéticas se mostraram eficientes como ferramenta adicional para a caracterização de grupos, incluindo complexos de espécies. O período Pleistoceno foi importante para a colonização da Antártica por liquens, e os grupos provavelmente chagaram ao continente por eventos recentes de dispersão de longa distância.
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                                                    Environmental conflicts: international overview and the Colombian post conflict case
                                                    Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                    Tipo Dissertação
                                                    Data 30/11/2018
                                                    Área ECOLOGIA APLICADA
                                                    Orientador(es)
                                                    • Danilo Bandini Ribeiro
                                                    Coorientador(es)
                                                      Orientando(s)
                                                      • Andrea Catalina Torres Rodriguez
                                                      Banca
                                                      • Diana Lucia Maya Vélez
                                                      • Fabio Rodrigo Leiva Barón
                                                      • Geraldo Alves Damasceno Junior
                                                      • Nicola Clerici
                                                      • Rudi Ricardo Laps
                                                      Resumo O presente estudo tem como objetivo principal abordar o problema das lacunas de informação existentes referentes à literatura científica sobre conflitos ambientais registrados em dois recursos da web: Web of Science e Environmental Atlas Justice. Também tem por objetivo aprofundar o conhecimento sobre os conflitos ambientais apresentados na Colômbia no cenário de pós-conflito que precisam ser resolvidos (como a priorização de desafios quanto à preservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos).
                                                      O estudo está dividido em dois capítulos: no primeiro capítulo procuramos reconhecer a distribuição e as lacunas de informação sobre esses conflitos ambientais. Para tanto, realizamos uma revisão de literatura em Web of Science dos conflitos ambientais registrados nos últimos 5 anos. Verificamos as lacunas de informações baseadas em uma comparação dos artigos publicados com os conflitos ambientais relatados no atlas ambiental justiça, reconhecido como um inventário global único de casos de conflitos socioambientais. Constatamos que há uma distribuição heterogênea de conflitos e uma fraca correlação entre os conflitos ambientais registrados, que podem ter diferentes causas, dentre as quais destacamos: dificuldade de acesso a publicações, conflitos armados que afetam vários países, falta de recursos financeiros, coleta de dados e dados confiáveis. Um dos resultados encontrados é a existência de conflitos que estão mal documentados nas publicações científicas, mas que podem gerar grandes impactos ambientais no futuro.
                                                      O segundo capítulo enfoca a identificação dos desafios para a conservação da biodiversidade e serviços ecossistêmicos no cenário pós-conflito na Colômbia através da priorização de questões de pesquisa. Para tanto, geramos questões de pesquisa que foram editadas, analisadas e escolhidas por membros de ONGs, academia e governo, grupos-chave para a tomada de decisões ambientais em âmbito nacional. Como resultado, não foram encontradas diferenças e/ou registros significativos entre a percepção dos grupos e uma predileção por questões focadas em comunidades locais, além de mudança no uso da terra. O objetivo da priorização de questões de pesquisa foi gerar informações para planos de manejo e estratégias para a conservação da biodiversidade e serviços ecossistêmicos no pós-conflito na Colômbia.
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                                                        Porcos ferais invasores em paisagens naturais e agrícolas do Mato Grosso do Sul: Ecos dissonantes de um país megadiverso sob ameaça alienígena
                                                        Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                                        Tipo Tese
                                                        Data 16/10/2018
                                                        Área ECOLOGIA APLICADA
                                                        Orientador(es)
                                                        • Antonio Conceicao Paranhos Filho
                                                        Coorientador(es)
                                                          Orientando(s)
                                                          • Wagner Augusto Fischer
                                                          Banca
                                                          • Adriano Garcia Chiarello
                                                          • Camila Leonardo Mioto
                                                          • Carlos Henrique Salvador de Oliveira
                                                          • Fabio Verissimo Goncalves
                                                          Resumo A proposta deste trabalho não é de apenas desenvolver uma tese, mas a de promover uma síntese sobre o tema central que permeia e orienta três capítulos distintos, tanto no conteúdo como também no formato, todos abordando assuntos complementares. O primeiro trata de gestão pública em linguagem de conservação; o segundo foca o público geral em formato de divulgação científica; e o terceiro trata de questões científicas, das relações e variáveis ecológicas, ambientais, socioeconômicas que se misturam ao afetar o mesmo tema. O tema é a invasão de porcos ferais exóticos e outras espécies alienígenas em diferentes escalas, no estado de Mato Grosso do Sul, no Pantanal e no Brasil, bem como suas causas, consequências, implicações e desafios para a sociedade e a gestão pública, desde que responsáveis e competentes para lidar com o assunto. No geral, trata da necessidade que o país tem de integrar suas políticas de gestão da fauna silvestre e exótica em sistemas produtivos racionais e sustentáveis, buscando harmonizar o que chamo de ecos dissonantes, representados por forças socioeconômicas e socioambientais que historicamente se antagonizam no Brasil, quando deveriam convergir e se complementar, a exemplo do que ainda pode ser vislumbrado no MS. Em especial, por ainda abrigar boa parte de sua biodiversidade e áreas naturais, sobretudo o Pantanal, em boas condições para contrapor a lógica convencional de mercado que hoje estimula apenas o paradigma da invasão alienígena. Com base nesse desequilíbrio econômico-ecológico (ecos) e como objetivo final, debato as questões abordadas e apresento o modelo vigente de gestão da fauna em que o governo detém sua tutela não-econômica e assim faz pesar a balança em favor de espécies exóticas de produção, que atendem muito bem às demandas básicas da sociedade, porém atua contra a conservação da biodiversidade e da gestão das reservas naturais brasileiras. Por fim, proponho um novo modelo de gestão e manejo da fauna silvestre com propriedade privada e incentivos de mercado para uso de espécies nativas, buscando anular as contradições que atuam em desfavor às potencialidades estratégicas representadas pela diversidade de recursos ambientais e faunísticos brasileiros. É preciso honrar e fazer valer a riqueza nacional de origem indígena, estimulando seus usos para se contraporem aos usos de produção convencionais com a oferta também de parte de seus recursos ambientais como produtos valiosos para o mercado de bens de capital natural que atendam às necessidades da sociedade demandante. Temo que somente isso poderá diminuir e reverter o acelerado processo de invasão alienígena, contribuindo para atender demandas socioeconômicas tanto por animais de estimação como de produção, manejo extensivo e cinegético. Gestores ambientais de todo o mundo contribuíram na elaboração da Convenção sobre Diversidade Biológica, que defende estratégias de mercado como forma de reverter a crise de conservação da biodiversidade que assola o planeta, como acontece no Brasil e no estado de Mato Grosso do Sul. A diferença é que aqui se tem muito a mais a perder do que em qualquer outro país do mundo. Pergunto: até quando?
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                                                            Análise nutricional da dieta de um grupo de Alouatta caraya: proteínas e metabólitos secundários
                                                            Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                                            Tipo Tese
                                                            Data 10/10/2018
                                                            Área ECOLOGIA
                                                            Orientador(es)
                                                            • Maria Rita Marques
                                                            Coorientador(es)
                                                            • Jose Rimoli
                                                            Orientando(s)
                                                            • Vanessa Katherinne Stavis Kras Borges
                                                            Banca
                                                            • Denise Brentan da Silva
                                                            • ELEONORE ZULNARA FREIRE SETZ
                                                            • Fernando De Camargo Passos
                                                            • Zelinda Maria Braga Hirano
                                                            Resumo O Bioma Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil e tem apresentado uma alta taxa
                                                            de desmatamento nos últimos anos. Os animais do Cerrado mantêm uma
                                                            interdependência com relação à flora, portanto evoluíram e se adaptaram aos aspectos
                                                            da sazonalidade, que influenciam toda a dinâmica da vida no bioma, desde os hábitos
                                                            alimentares, reprodutivos e de abrigos. As populações de primatas brasileiros
                                                            necessitam de ambientes com estrato arbóreo, utilizando essas áreas para viverem e se
                                                            reproduzirem ou como corredores entre duas manchas maiores. Estudos sobre a
                                                            ecologia nutricional de primatas herbívoros se concentram em termos de composição
                                                            das plantas e os recursos consumidos. Os primatas têm sido descritos em uma variedade
                                                            de escalas, incluindo o tempo gasto alimentando-se de diferentes itens, ingestão de
                                                            macronutrientes e micronutrientes, além da ingestão de metabólitos secundários de
                                                            plantas, sendo que muitos deles são tóxicos. Os trabalhos referentes à dieta do gênero
                                                            Alouatta buscam compreender quais são os principais fatores que influenciam a seleção
                                                            de determinado item alimentar e espécie vegetal que irá compor sua dieta. A limitação
                                                            de proteínas tem sido considerada um fator chave nas hipóteses sobre a evolução das
                                                            diversas características dos primatas, sugerindo que os animais devem priorizar as
                                                            proteínas em suas escolhas alimentares. O gênero Alouatta possui a dieta mais folívora
                                                            entre os primatas neotropicais, sendo animais que apresentam alta capacidade de
                                                            adaptação a diferentes tipos de floresta. A composição química das plantas tem papel
                                                            fundamental na seleção de plantas utilizadas como alimento pelos animais. A
                                                            palatabilidade, digestibilidade, valor calórico ou nutricional e grau de toxidez são
                                                            fundamentais para esta seleção e são aspectos ainda pouco investigados dentro das
                                                            espécies de primatas neotropicais. A metabolômica é uma ferramenta utilizada
                                                            especificamente para determinação do metabolismo de compostos de baixo peso
                                                            molecular, e assim pode ser aplicada na compreensão dos metabólitos secundários
                                                            presentes na dieta. Em estudos realizados anteriormente observaram-se algumas
                                                            preferências de um grupo de A. caraya sobre determinadas espécies vegetais em
                                                            detrimento de outras. Destas observações surgiu este trabalho que teve como objetivo
                                                            principal identificar o perfil nutricional do tecido foliar de espécies vegetais consumidas
                                                            e não consumidas por um grupo de Alouatta caraya em fragmento de Floresta
                                                            Estacional Semidecídua inserida em uma área do Bioma Cerrado, e verificar se esses
                                                            metabólitos estão influenciando ou não a seleção de plantas da dieta desses animais.
                                                            Foram escolhidas 15 espécies vegetais classificadas em três grupos para análise
                                                            quantitativa de metabólitos primários (proteínas) e secundários (fenol e tanino), além de
                                                            estudos metabolômicos. Os extratos vegetais foram analisados quanto a sua toxicidade
                                                            em Caenorhabditis elegans e atividade antioxidante (DPPH). As concentrações de
                                                            fenóis e taninos totais não apresentaram diferenças significativas entre os três grupos de
                                                            plantas analisados, a quantificação de proteínas apresentou diferença significativa do
                                                            grupo das não abundantes mais consumidas com relação às abundantes não consumidas.
                                                            O perfil metabolômico observado das espécies vegetais revelou que as espécies vegetais
                                                            evitadas na dieta dos primatas continham substâncias como alcaloides, triterpenos e
                                                            alguns derivados fenilpropanóicos. Os resultados encontrados neste estudo contribuem
                                                            de várias formas para o entendimento da ecologia e conservação do gênero Alouatta
                                                            além de direcionar pesquisas aplicadas visando entender essas interações complexas em
                                                            mais detalhes enriquecendo assim o conhecimento sobre a saúde e fisiologia dos bugios
                                                            com relação à seleção de alimentos.
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                                                              Redes de interações planta-polinizadores em ecossistemas sazonais do Brasil Central
                                                              Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                                              Tipo Tese
                                                              Data 27/08/2018
                                                              Área ECOLOGIA
                                                              Orientador(es)
                                                              • Andrea Cardoso de Araujo
                                                              Coorientador(es)
                                                                Orientando(s)
                                                                • Camila Silveira de Souza
                                                                Banca
                                                                • Ana María Martín González
                                                                • André Rodrigo Rech
                                                                • Erich Arnold Fischer
                                                                • Isabela Galarda Varassin
                                                                • Jeferson Vizentin-Bugoni
                                                                Resumo O uso de atributos funcionais (e.g. morfologia, fenologia) em conjunto com a abordagem de redes é promissor para avaliar a associação entre a estrutura das interações em comunidades e o seu funcionamento. Nesta tese, focamos especificamente na interação entre plantas e polinizadores em ambientes tropicais sazonais (Cerrado e Pantanal). A tese foi dividida em três capítulos, que abordam diferentes aspectos da estrutura da rede de interações em ambientes tropicais ricos em espécies, com principal foco no Pantanal Sul. Foi investigado como a variação temporal (capítulo 1), os atributos das espécies e a composição de polinizadores (capítulo 2) e o método de amostragem (capítulo 3), podem influenciar a estrutura dessas redes. De acordo com os resultados apresentados no capítulo 1, as redes dos ambientes estudados (Campo sujo, Chaco, Vereda e Pantanal) foram caracterizadas por menor riqueza e abundância de recursos florais e tiveram maiores níveis de particionamento de interação na estação seca, provavelmente devido a maior competição entre as espécies. No capítulo 2, baseados em dados coletados durante dois anos no Pantanal Sul, evidenciamos uma rede de polinização significativamente modular, com espécies animais e vegetais agrupadas em onze módulos diferentes, consistentes com os sistemas de polinização. O tamanho da flor, cor e tipo de recompensa são as principais variáveis associadas à estrutura modular. Por fim, no capítulo 3, os resultados indicaram que a amostragem de interaçções polinizador-planta apenas do ponto de vista fitocêntrico, abordagem usualmente empregada na maioria dos estudos, pode superestimar a especialização e o nível de modularidade das redes. Foram encontradas diferenças significativas em relação aos índices em nível de espécie (e.g. especialização e modularidade) entre as abordagens (fitocêntrica e zoocêntrica), sendo essas diferenças explicadas por grupos de polinizadores e recursos florais oferecidos. Esta tese contribui com o entendimento dos processos que determinam as interações entre espécies em comunidades ecológicas. Esforços adicionais nesse sentido, como a inclusão de outros atributos funcionais como preditores, bem como estudos mais detalhados avaliando os efeitos de espécies exóticas como Apis mellifera, são possíveis caminhos para o desenvolvimento de outras hipóteses que podem contribuir para uma melhor compreensão dos padrões de interação e seus efeitos na estrutura das comunidades tropicais.
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                                                                  Comunidade de aves e o efeito do desenvolvimento urbano sobre a riqueza, a abundância e a composição de espécies em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil
                                                                  Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                                                  Tipo Tese
                                                                  Data 03/08/2018
                                                                  Área ECOLOGIA
                                                                  Orientador(es)
                                                                  • Franco Leandro de Souza
                                                                  Coorientador(es)
                                                                  • Jose Manuel Ochoa Quintero
                                                                  Orientando(s)
                                                                  • Berinaldo Bueno
                                                                  Banca
                                                                  • Augusto Joao Piratelli
                                                                  • Márcio Rodrigo Gimenes
                                                                  • Renato Cintra
                                                                  Resumo As áreas urbanas têm se expandido rapidamente devido ao aumento da população humana e as investigações dos padrões de diversidade de aves nas cidades estão se tornando comuns. O grupo das aves é ideal para estudar os efeitos da urbanização, pois muitas espécies ocorrem em áreas urbanas e possuem alta sensibilidade às mudanças na estrutura e composição do habitat. Os estudos que avaliaram os efeitos da urbanização sobre a avifauna apontam que a riqueza de espécies é inversamente proporcional a urbanização. No Brasil, alguns trabalhos avaliaram os efeitos da urbanização sobre a avifauna, porém no Cerrado e no Mato Grosso do Sul os estudos ainda são escassos. Dessa forma, os principais objetivos deste estudo são descrever a composição da comunidade de aves da área urbana de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil e avaliar se a riqueza, a abundância e a composição das aves variam ao longo de um gradiente de urbanização. A coleta de dados foi realizada entre os meses de fevereiro e março de 2016 em 61 hexágonos com diferentes porcentagens de superfície impermeável que estavam distribuídos por toda a cidade. Em cada hexágono, quatro pontos de contagem foram estabelecidos e todas as aves vistas e/ou ouvidas foram registradas. As variáveis ambientais relacionadas ao percentual de superfície impermeável, número de edificações e árvores de diferentes alturas e número de postes foram registradas para cada hexágono. Cento e vinte e uma espécies de aves pertencentes a 40 famílias e 18 ordens foram registradas. A comunidade de aves foi constituída principalmente por espécies nativas, residentes e com dietas flexíveis, onde umas poucas espécies tiveram elevada abundância de indivíduos. Além disso, a avifauna é predominantemente florestal. A variável impermeabilidade influenciou negativamente a riqueza e a abundância de espécies por reduzir as áreas disponíveis para as espécies e a heterogeneidade ambiental. Contrariamente, a variável edificações até 5 m de altura afetou positivamente a abundância devido a presença de residências e seus diferentes recursos para a avifauna. A quantidade de postes não influenciou a comunidade de aves possivelmente porque os postes precisam estar associados a outros elementos urbanos para que existam efeitos na avifauna. A vegetação não afetou a avifauna provavelmente porque a avifauna esteja mais relacionada com a origem nativa ou exótica da vegetação do que com a quantidade e a estrutura vertical das árvores. Para que o efeito negativo da urbanização sobre a avifauna seja mitigado é fundamental o melhor planejamento e gestão do meio urbano. A manutenção e a ampliação das áreas verdes urbanas, bem como a diversificação arquitetônica e estrutural das residências aumentam a heterogeneidade ambiental e disponibilidade de habitats, o que favorece a existência de uma rica diversidade de aves.
                                                                  Download
                                                                    Ocupación de hábitat del mapache cangrejero (Procyon cancrivorus) en sabanas del Área Protegida Municipal Pampas del Yacuma en Beni, Bolivia
                                                                    Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                                    Tipo Dissertação
                                                                    Data 09/07/2018
                                                                    Área ECOLOGIA
                                                                    Orientador(es)
                                                                    • Guilherme de Miranda Mourão
                                                                    Coorientador(es)
                                                                      Orientando(s)
                                                                      • Zulia Regina Porcel Balboa
                                                                      Banca
                                                                      • Carolina Carvalho Cheida
                                                                      • Marcelo Oscar Bordignon
                                                                      • Rita de Cássia Bianchi
                                                                      Resumo Conocer los factores que influyen en la ocupación de hábitats por una especie, nos ayuda a comprender cómo esta interactúa con las características del paisaje y a tomar decisiones para su conservación. Algunos estudios encontraron que el mapache cangrejero (Procyon cancrivorus) depende de cuerpos de agua para alimentarse y de bosques para refugiarse, sin embargo, la información sobre su ecología y su relación con el paisaje es escasa. El objetivo de mi trabajo fue determinar qué factores del paisaje influyen la ocupación de P. cancrivorus durante la estación seca en un área ganadera en las sabanas inundadas del Beni. Utilicé transectos en cuadrantes de 1 km2 y 60 sitios de captura de cámara instalados en un área de 132.4 km2 y a través de modelos Single Season, estimé los efectos de la distancia al río principal (río Yacuma), pequeños cuerpos de agua y el porcentaje de cobertura de vegetación, en la probabilidad de ocupación y detección de esta especie. Registré un total de 193 cuadrantes y 201 fotos independientes. Los resultados tanto de trampas cámara como de transectos mostraron que la probabilidad de ocupación de la especie fue influenciada positivamente por la distancia al río principal. Contrario a mis expectativas, la ocupación de la especie no fue influenciada por hábitats cercanos a cuerpos de agua y con cobertura de bosque, pues mis resultados encontraron que el mapache cangrejero ocupa hábitats inmersos en las matrices de pastizales naturales y antropizados inundables asociados o no a parches o islas de bosque que están lejanos del río. Este estudio muestra que la ocupación de una especie de dieta oportunista como el mapache cangrejero, podría depender de estos ambientes que le brindan alimento y refugio, recursos determinados posiblemente por la estacionalidad. Esta podría ser una estrategia de forrajeo para la especie ya que al ocupar estas áreas, no necesitaría usar el rio principal, sin embargo, la presencia de predadores podría también explicar porque no ocupa el río. Por tanto, esta especie podría ser considerada una especialista de hábitats húmedos pero generalista a escala de paisaje al usar hábitats amplios. Es necesario abordar estudios sobre la conectividad del paisaje que posiblemente expliquen mejor la ocurrencia de la especie y su relación con el paisaje. Por otro lado, este proyecto muestra la importancia del área protegida “Pampas del Yacuma” que alberga tanto ecosistemas de sabanas como parches de bosque, los cuales son cruciales para la fauna existente.
                                                                      Download
                                                                        The role of environment and the regional force in structuring the diversity of phyllostomid bats in the Neotropics
                                                                        Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                                        Tipo Dissertação
                                                                        Data 25/06/2018
                                                                        Área ECOLOGIA
                                                                        Orientador(es)
                                                                        • Nilton Carlos Caceres
                                                                        Coorientador(es)
                                                                          Orientando(s)
                                                                          • Ismari Ramirez Lucho
                                                                          Banca
                                                                          • Diogo Borges Provete
                                                                          • Erich Arnold Fischer
                                                                          • Gustavo Graciolli
                                                                          • Marcelo de Moraes Weber
                                                                          • Rudi Ricardo Laps
                                                                          Resumo Os mecanismos que mantêm e controlam os padrões de diversidade de espécies em escalas locais e regionais, assim como a extensão geográfica em os processos locais e regionais ocorrem, continuam a ser um tema central e controverso na ecologia. Nossa hipótese é de que as variáveis ambientais e regionais influenciam a riqueza e o turnover dos morcegos filostomídeos dos Neotrópicos mais fortemente que as condições ambientais locais, levando a uma maior variação na diversidade de espécies regionalmente do que localmente. Para representar a escala regional, dividimos a Região Neotropical em 147 células de 2° de latitude por 2° de longitude. Dentro de cada célula, pontos individuais de amostragem foram usados para medir a diversidade de espécies na escala local. Utilizamos a partição de variância para desvendar a contribuição do meio ambiente (representada pela temperatura, precipitação e ecorregiões) na variação da escala regional e local na riqueza e turnover das espécies. Descobrimos que o ambiente é um bom preditor da riqueza de espécies em escala regional. Nos também descobrimos que a riqueza de espécies de morcegos é mais alta em latitudes menores e que o turnover das espécies muda quase linearmente através da Região Neotropical do hemisfério sul para o norte. A pesar da associação do ambiente com a riqueza de espécies, a diversidade de espécies nos Neotrópicos foi impulsada principalmente pelo turnover. Nossos resultados sugerem que os processos regionais são muito influentes na diversidade geral de espécies do que os processos locais impulsados pelas condições ambientais.
                                                                          Download
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                                                                            Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                                            Tipo Dissertação
                                                                            Data 30/05/2018
                                                                            Área ECOLOGIA
                                                                            Orientador(es)
                                                                            • Josue Raizer
                                                                            Coorientador(es)
                                                                            • Camila Aoki
                                                                            Orientando(s)
                                                                            • Bruno Arguelho Arrua
                                                                            Banca
                                                                            • Antonio Domingos Brescovit
                                                                            • Everton Tizo Pedroso
                                                                            • Fabio de Oliveira Roque
                                                                            • Francisco Valente Neto
                                                                            • Rogerio Rodrigues Faria
                                                                            Resumo Heterogeneidade e complexidade de habitat têm sido utilizadas para descrever as variações horizontal e vertical de estruturas de ambientes em pequenas e grandes escalas espacial. A hipótese da heterogeneidade ambiental vem sendo tratada em diversos estudos, com diferentes grupos taxonômicos. Esta hipótese prevê que a biodiversidade é maior em ambientes mais heterogêneos, pois a variedade de nichos é maior. Tais variações, têm sido frequentemente correlacionadas à fauna afim de identificar padrões que regem a estrutura das comunidades. Estudos com a fauna de aracnídeos e outros grupos taxonômicos indicam correlação positiva com heretogeneidade/complexidade do habitat, mas ainda existem controvérsias, com alguns estudos apontando para efeitos negativos ou neutros. Por meio deste trabalho fizemos uma revisão de literatura a fim de saber quais variáveis preditoras exercem efeitos sobre as comunidades de aranhas e se, de maneira geral, heterogeneidade ou complexidade de exerce efeitos sobre as comunidades de aranhas. Serapilheira, cobertura por arbustos, altitude, abundância de presas, altura da vegetação, cobertura herbáceas, umidade do solo, área, riqueza de plantas, diversidade de plantas e cobertura de dossel são variáveis que demonstraram exercer um efeito significativo sobre a fauna de aranhas. Fizemos também um estudo para verificar os efeitos da heterogeneidade e complexidade de habitat sobre aracnídeos de solo. Esse estudo foi conduzido no Maciço do Urucum, Corumbá – MS. Coletamos os aracnídeos utilizando armadilhas de queda (pitifall) e extratores de Winkler. A heterogeneidade e a complexidade de habitat foram estimadas através de imagens de satélite por meio do índice de vegetação por diferença normalizada (NDVI). No Maciço do Urucum, a comunidade de aracnídeos não está estruturada pela heterogeneidade e complexidade do habitat, mas há um efeito da altitude. A riqueza e composição de aracnídeos no Maciço do Urucum é afetada pela altitude. Picos de riqueza são encontrado em altitudes médias. A composição difere com o gradiente altitudinal.
                                                                            Download
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