| Estrutura da Comunidade de Fungos Endofíticos eBioprospecção de Isolados de Aspilia grazielae (Santos), Espécie Vegetal Endêmica de Mato Grosso do Sul |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
13/11/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Aline Pedroso Lorenz
- Bianca Obes Correa
- Cirano José Ulhoa
- Gecele Matos Paggi
- Maria Rita Marques
- Wellington Santos Fava
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| Resumo |
O uso de novas tecnologias para o estudo do DNA vem crescendo nos últimos anos. Essas mudanças iniciaram em 2005, com o surgimento das primeiras tecnologias conhecidas como NGS (Next Generation Sequencing), permitindo uma nova abordagem de sequenciamento em larga escala. Essas novas tecnologias promovem o sequenciamento de DNA em plataformas capazes de gerar informação sobre milhões de pares de bases. Neste trabalho, utilizamos a plataforma Illumina MiSeq para investigar e comparar a estrutura da comunidade de fungos endofíticos da espécie vegetal Aspilia grazielae. Também utilizamos o método de plaqueamento de fragmentos vegetais (folhas e raízes) em meio BDA para isolamento de fungos endofíticos in vivo. Este trabalho foi dividido em três capítulos, que abordam aspectos relacionados à estrutura da comunidade dos fungos endofíticos e o seu potencial biotecnológico para biorremediação e bioprospecção. Foi investigado como a mineração influencia na estrutura da comunidade de fungos endofíticos de plantas crescidas em duas áreas, uma nativa e outra de recuperação (capítulo 1), o potencial biotecnológico para biorremediação de Fe+2 e Mn+2 pelos fungos que apresentaram maior tolerância e esses metais (capítulo 2), e a capacidade de três isolados do gênero Aspergillus em promover o crescimento de mudas de Aspilia grazielae (capítulo 3). De acordo com os resultados apresentados no capítulo 1, encontramos uma redução significativa do filo de Ascomycota na área de recuperação, indicando grande impacto do processo antropogênico nessa comunidade. Portanto, embora nosso estudo seja um instantâneo dessa comunidade complexa, sugerimos a importância de preservar a área nativa dos maciços do Pantanal, não apenas para conservar a biodiversidade da micobiota, mas também como fonte de comunidade endofítica da rizosfera para colonizar áreas de recuperação de atividades de mineração que poderiam ser fundamentais para o sucesso das iniciativas de restauração. No capítulo 2, no qual avaliamos o potencial de biorremediação pelos isolados do gênero Aspergillus e Penicillium, constatamos que o gênero Aspergillus se mostrou mais tolerante aos metais testados do que o gênero Penicillium. Contudo, para fins de biorremediação, os isolados de Aspergillus não foram tão eficientes na remoção dos metais em meio líquido quanto o gênero Penicillium. Um isolado do gênero Penicillium (CR1) mostrou ser o mais eficiente para remoção de metais, principalmente de Fe+2, dentre todos os isolados testados, indicando que o mesmo apresenta um alto potencial para biorremediação de Fe+2. Tais resultados sugerem que a cepa CR1 tem potencial para aplicabilidade na remediação de metais pesados de solos e águas poluídos. No capítulo 3, os resultados mostraram a capacidade dos isolados de Aspergillus em crescer em meio de cultura contendo soluções concentradas de Fe+2 e Mn+2. Observou-se também que os isolados promoveram o crescimento vegetativo das mudas de A. grazielae, quando adicionados ao solo, atuando como bioestimuladores de crescimento, e com potencial para biofertilizantes em programas de agricultura sustentável. No entanto, mais estudos são necessários para propor a preparação de uma bioformulação indutora de crescimento, e revelar os mecanismos pelos quais estes fungos atuam. |
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| Sexual and density dependent behavior in two neotropical small mammals |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/09/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Thiago Mateus Rocha dos Santos
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| Banca |
- Camila dos Santos de Barros
- Erich Arnold Fischer
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
- Mauricio de Almeida Gomes
- Wellington Hannibal Lopes
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| Resumo |
1. Área de vida e seleção de recursos são importantes abordagens ecológicas para o compreendimento de como os animais ocupam o espaço e como eles utilizam os recursos. O sexo dos animais é um importante fator intrínseco que pode mediar ou alterar em como o indivíduo uso o habitat e seleciona o recurso. Outro importante fator é a densidade populacional que pode limitar ou facilitar tanto a formação e ocupação da área de vida como a seleção dos recursos.
2. Aqui nós apresentamos dois estudo, um relacionado à área de vida do gambá Didelphis albiventris em uma área urbana e o outro sobre a seleção de recursos no roedor Thrichomys fosteri em uma região do Pantanal. No primeiro nós investigamos a relação da massa corpórea e do sexo influenciando a área de vida, hipotetizando que machos devem ter áreas de vida maiores que fêmeas e animais maiores devem ter áreas devida maiores. No segundo estudo, nós hipotetizamos que o principal recurso para o roedor deve ser a formação de bromélias comum na área de estudo pois a proteção deve ser o fator chave na seleção de recursos, entretanto fêmeas devem selecionar mais esse recurso que machos. Nós também hipotetizamos que a abundância de coespecíficos deve promover uma seleção negativa pelas fêmeas e positiva para os machos, devido às diferenças comportamentais relacionadas aos sexos.
3. Não encontramos relação do sexo nem o peso com o tamanho da área de vida em D. albiventris, entretanto fêmeas apresentaram baixa sobreposição das áreas core entre elas do que os machos. A formação de bromélias foi o principal recurso para T. fosteri, entretanto a força de seleção foi quase o dobro para fêmeas que para machos. A densidade populacional leva à uma seleção negativa pelas fêmeas enquanto para machos leva à uma seleção positiva.
4. A limitação espacial e as barreiras urbanas podem ser um fator que explica a ausência de efeito da massa e sexo na área de vida dos gambás. Além disso, suplementação de alimentação com restos humanos e o hábito generalista também podem limitar a movimentação de animais urbanos. A baixa sobreposição das áreas core de fêmeas pode ser uma resposta do comportamento reprodutivo onde fêmeas necessitam de áreas mais exclusivas para o cuidado da prole. A seleção maior de fêmeas de T. fosteri por bromélias também pode ser explicada pela maior necessidade de proteção das fêmeas que possuem seu sucesso reprodutivo na sobrevivência da prole e da mesma forma, elas tendem a evitar áreas com alta densidade populacional. Já machos, maximizam seu sucesso reprodutivo cobrindo um maior número de fêmeas, assim eles devem se expor mais e não evitar áreas com alta densidade de indivíduos.
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| Metacomunidade de Chrysomelidae (Coleoptera) em remanescentes florestais e sua relação com os atributos locais e da paisagem |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
03/09/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Camila Aoki
- Diogo Borges Provete
- Francisco Valente Neto
- Mauricio de Almeida Gomes
- Pedro Giovâni da Silva
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| Resumo |
Mudanças na cobertura e uso do solo têm sido uma grande ameaça à biodiversidade por reduzir áreas de habitat natural e por alterar a dinâmica de metacomunidades originais, via fragmentação de habitat. Nesta tese, meu objetivo é compreender os efeitos das características da paisagem (i.e., composição e estrutura) e das características do habitat sobre a metacomunidade de Chrysomelidae (Coleoptera), habitantes de fragmentos relictuais de floresta semidecídua em uma paisagem com intensa prática agrícola. No primeiro capítulo apresento uma descrição da região de estudo, da assembleia destes besouros quanto a sua riqueza e composição, e os padrões espaciais e temporais de distribuição na área e período de estudo. Ao todo, foram capturados 610 indivíduos de 135 espécies pertencentes a sete subfamílias em 18 remanescentes florestais. Galerucinae e Eumolpinae apresentaram a maior riqueza e abundância. O maior pico de abundância e riqueza aconteceu em outubro de 2017, enquanto os menores valores foram registrados em fevereiro de 2018. No segundo capítulo, descrevo os efeitos da paisagem e do habitat sobre a riqueza e composição dos besouros crisomelídeos. Os resultados mostram que a riqueza de Chrysomelidae depende de características da paisagem e de processos espacialmente estruturados, que são independentes das características do habitat e paisagem. Quanto à composição de espécies, os resultados evidenciam a importância dos processos espacialmente estruturados em escala ampla, sendo estes processos responsáveis por determinar a variação na composição de espécies. As características da paisagem e do habitat não explicaram significativamente a variação na composição de espécies. Estes resultados de que a assembleia de crisomelídeos não está relacionada aos atributos da paisagem e do habitat, mas sim às estruturas espaciais, indica que há processos espacialmente estruturados que são independentes das características da paisagem e do habitat. Sendo assim, esta assembleia deve se organizar de acordo com a dinâmica de manchas, na qual as manchas de habitat são relativamente homogêneas (na perspectiva das espécies) e a dispersão é o fator mais importante que pode estar estruturando esta metacomunidade. |
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| Reforço populacional do jabuti Chelonoidis carbonarius (Spix,1824) em um remanescente urbano de Cerrado |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/07/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Diego Jose Santana Silva
- Laura Verrastro Vinas
- Liliana Piatti
- Rudi Ricardo Laps
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| Resumo |
Processos de resgate de fauna e reintrodução de animais silvestres são comuns no Brasil e seus efeitos sobre as populações residentes são desconhecidos. Com o objetivo de ajudar a dar um destino mais apropriado para os animais encontrados nos centros de triagem e reabilitação de animais silvestres, esse projeto realizou um reforço populacional de jabutis-piranga (Chelonoidis carbonarius) com animais provindos desses centros. O estudo foi estruturado em dois capítulos: a primeira discute os aspectos gerais do reforço populacional de jabutis e a segunda parte aborda os padrões espaciais dos indivíduos soltos no ambiente natural. O trabalho foi realizado no fragmento florestal da UFMS (Campo Grande, MS, Brasil). Vinte e seis jabutis provenientes do CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) passaram por exames clínicos e físicos, sendo 11 soltos (equipados com GPS) no fragmento através da técnica de soltura gradual. Durante o período de aclimatação, foram fornecidos alimento e água, bem como um monitoramento sanitário e nutricional. Após esse período, os indivíduos foram soltos e monitorados, tendo sua movimentação e saúde avaliados. Um indivíduo morreu durante o período de monitoramento e apenas um animal voltou ao local de soltura para se alimentar. Os animais eventualmente foram encontrados fora da reserva, caminhando pelo campus da universidade. Os jabutis se dispersaram de maneira rápida e curta. Nem que nem o sexo nem o peso do animal influenciaram os parâmetros dos modelos de dispersão. O movimento dos animais soltos foi semelhante ao dos nativos, possuindo áreas de vida de tamanho semelhante. Além disso, nem o peso e nem o sexo influenciaram no tamanho das áreas de vidas. Podemos considerar que a translocação dos indivíduos foi bem-sucedida a curto prazo, visto que houve uma alta sobrevivência dos animais soltos, bem como o estabelecimento de suas áreas de vida dentro do perímetro do local de soltura. |
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| Reforço populacional do jabuti Chelonoidis carbonarius (Spix,1824) em um remanescente urbano de Cerrado |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/07/2020 |
| Área |
ECOLOGIA APLICADA |
| Orientador(es) |
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Diego Jose Santana Silva
- LARISSA NASCIMENTO BARRETO
- Laura Verrastro Vinas
- Liliana Piatti
- Rudi Ricardo Laps
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| Resumo |
Processos de resgate de fauna e reintrodução de animais silvestres são comuns no Brasil e seus efeitos sobre as populações residentes são desconhecidos. Com o objetivo de ajudar a dar um destino mais apropriado para os animais encontrados nos centros de triagem e reabilitação de animais silvestres, esse projeto realizou um reforço populacional de jabutis-piranga (Chelonoidis carbonarius) com animais provindos desses centros. O estudo foi estruturado em dois capítulos: a primeira discute os aspectos gerais do reforço populacional de jabutis e a segunda parte aborda os padrões espaciais dos indivíduos soltos no ambiente natural. O trabalho foi realizado no fragmento florestal da UFMS (Campo Grande, MS, Brasil). Vinte e seis jabutis provenientes do CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) passaram por exames clínicos e físicos, sendo 11 soltos (equipados com GPS) no fragmento através da técnica de soltura gradual. Durante o período de aclimatação, foram fornecidos alimento e água, bem como um monitoramento sanitário e nutricional. Após esse período, os indivíduos foram soltos e monitorados, tendo sua movimentação e saúde avaliados. Um indivíduo morreu durante o período de monitoramento e apenas um animal voltou ao local de soltura para se alimentar. Os animais eventualmente foram encontrados fora da reserva, caminhando pelo campus da universidade. Os jabutis se dispersaram de maneira rápida e curta. Nem que nem o sexo nem o peso do animal influenciaram os parâmetros dos modelos de dispersão. O movimento dos animais soltos foi semelhante ao dos nativos, possuindo áreas de vida de tamanho semelhante. Além disso, nem o peso e nem o sexo influenciaram no tamanho das áreas de vidas. Podemos considerar que a translocação dos indivíduos foi bem-sucedida a curto prazo, visto que houve uma alta sobrevivência dos animais soltos, bem como o estabelecimento de suas áreas de vida dentro do perímetro do local de soltura. |
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| Flora, fenologia reprodutiva e redes de interações plantas-borboletas na Borda Oeste do Pantanal, MS |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/06/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- André Rodrigo Rech
- Camila Silveira de Souza
- Erich Arnold Fischer
- Maria Rosangela Sigrist
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| Resumo |
A borda oeste do Pantanal engloba enclaves de relevo residual caracterizados por
diversas fitofisionomias, que contrastam com a vegetação aquática na planície
inundável pantaneira. Dentre essas formações, encontram-se as vegetações típicas de
mata decídua, que ocorrem nas encostas calcáreas e manchas de solo ferruginoso, e as
vegetações de cangas, que ocorrem sobre lajedos ferruginosos. Ambas as vegetações
estão sujeitas a condições ambientais extremas, definidas pela constituição edafo
topográfica, baixa precipitação e retenção hídrica do solo, resultando em uma
heterogeneidade de micro-habitas que determina a distribuição, abundância e interações
entre as espécies. Essas áreas estão também sujeitas à intensa ação antrópica, que
constitui em importante risco na manutenção de populações de espécies endêmicas ou
vulneráveis. Estudos ecológicos sobre a distribuição espacial e temporal das espécies,
bem como suas interações com polinizadores locais, são ferramentas importantes em
projetos de conservação. Seis áreas distribuídas entre fitofisionomias de canga, mata
decídua ferruginosa e mata decídua calcárea foram monitoradas durante o período de
janeiro de 2017 a dezembro de 2018, quanto aos seus aspectos florísticos, de
diversidade funcional, fenologia reprodutiva e de suas interações com lepidópteros
visitantes florais. As matas decíduas calcárea e ferruginosa foram semelhantes tanto na
prevalência dos atributos funcionais quanto no arranjo dos grupos funcionais. Os grupos
funcionais de canga refletem o arranjo espacial das espécies (espécies abundantes e
esparsas no lajedo, além de espécies relacionadas às ilhas de vegetação) e as estratégias
ecológicas frente ao estresse ambiental (herbáceas anuais, árvores e arbustos,
suculentas), mas as três áreas estudadas apresentaram baixa riqueza funcional. A
floração e a frutificação nesses ecossitemas foram anuais, não-sazonais e fracamente
9
sincrônicas no nível de espécie, mas com forte sincronia entre indivíduos na
comunidade. Como era esperado, de acordo com outros estudos em ambientes sazonais,
as fenofases apresentaram correlação com fatores abióticos, como temperatura,
precipitação e comprimento do dia. As redes de interações com lepidópteros visitantes
florais apresentaram baixa conectância, mas especialização, aninhamento e
modularidade significativos. E como estudo de caso, cangas da região do Maciço do
Urucum possuem uma grande riqueza de espécies e alta diversidade beta, semelhantes a
de outros afloramentos ferruginosos do Brasil. As informações resultantes desse estudo
podem nortear e embasar futuras ações de manejo e conservação de espécies endêmicas
e dos ecossistemas sazonais da borda oeste do Pantanal. |
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| FLORA, FENOLOGIA REPRODUTIVA E REDE DE INTERAÇÕES PLANTAS-LEPIDÓPTEROS NA BORDA OESTE DO PANTANAL SUL |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/06/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- André Rodrigo Rech
- Camila Silveira de Souza
- Erich Arnold Fischer
- Maria Rosangela Sigrist
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| Resumo |
A borda oeste do Pantanal engloba enclaves de relevo residual caracterizados por
diversas fitofisionomias, que contrastam com a vegetação aquática na planície
inundável pantaneira. Dentre essas formações, encontram-se as vegetações típicas de
mata decídua, que ocorrem nas encostas calcáreas e manchas de solo ferruginoso, e as
vegetações de cangas, que ocorrem sobre lajedos ferruginosos. Ambas as vegetações
estão sujeitas a condições ambientais extremas, definidas pela constituição edafo
topográfica, baixa precipitação e retenção hídrica do solo, resultando em uma
heterogeneidade de micro-habitas que determina a distribuição, abundância e interações
entre as espécies. Essas áreas estão também sujeitas à intensa ação antrópica, que
constitui em importante risco na manutenção de populações de espécies endêmicas ou
vulneráveis. Estudos ecológicos sobre a distribuição espacial e temporal das espécies,
bem como suas interações com polinizadores locais, são ferramentas importantes em
projetos de conservação. Seis áreas distribuídas entre fitofisionomias de canga, mata
decídua ferruginosa e mata decídua calcárea foram monitoradas durante o período de
janeiro de 2017 a dezembro de 2018, quanto aos seus aspectos florísticos, de
diversidade funcional, fenologia reprodutiva e de suas interações com lepidópteros
visitantes florais. As matas decíduas calcárea e ferruginosa foram semelhantes tanto na
prevalência dos atributos funcionais quanto no arranjo dos grupos funcionais. Os grupos
funcionais de canga refletem o arranjo espacial das espécies (espécies abundantes e
esparsas no lajedo, além de espécies relacionadas às ilhas de vegetação) e as estratégias
ecológicas frente ao estresse ambiental (herbáceas anuais, árvores e arbustos,
suculentas), mas as três áreas estudadas apresentaram baixa riqueza funcional. A
floração e a frutificação nesses ecossitemas foram anuais, não-sazonais e fracamente
9
sincrônicas no nível de espécie, mas com forte sincronia entre indivíduos na
comunidade. Como era esperado, de acordo com outros estudos em ambientes sazonais,
as fenofases apresentaram correlação com fatores abióticos, como temperatura,
precipitação e comprimento do dia. As redes de interações com lepidópteros visitantes
florais apresentaram baixa conectância, mas especialização, aninhamento e
modularidade significativos. E como estudo de caso, cangas da região do Maciço do
Urucum possuem uma grande riqueza de espécies e alta diversidade beta, semelhantes a
de outros afloramentos ferruginosos do Brasil. As informações resultantes desse estudo
podem nortear e embasar futuras ações de manejo e conservação de espécies endêmicas
e dos ecossistemas sazonais da borda oeste do Pantanal. |
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| Flora, fenologia reprodutiva e rede de interações plantas-lepidópteros na borda oeste do Pantanal sul |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/06/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- André Rodrigo Rech
- Camila Silveira de Souza
- Erich Arnold Fischer
- Maria Rosangela Sigrist
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| Resumo |
A borda oeste do Pantanal engloba enclaves de relevo residual caracterizados por diversas fitofisionomias, que contrastam com a vegetação aquática na planície inundável pantaneira. Dentre essas formações, encontram-se as vegetações típicas de mata decídua, que ocorrem nas encostas calcáreas e manchas de solo ferruginoso, e as vegetações de cangas, que ocorrem sobre lajedos ferruginosos. Ambas as vegetações estão sujeitas a condições ambientais extremas, definidas pela constituição edafo-topográfica, baixa precipitação e retenção hídrica do solo, resultando em uma heterogeneidade de microhabitats que determina a distribuição, abundância e interações entre as espécies. Essas áreas estão também sujeitas à intensa ação antrópica, que constitui em importante risco na manutenção de populações de espécies endêmicas ou vulneráveis. Estudos ecológicos sobre a distribuição espacial e temporal das espécies, bem como suas interações com polinizadores locais, são ferramentas importantes em projetos de conservação. Seis áreas distribuídas entre fitofisionomias de canga, mata decídua ferruginosa e mata decídua calcárea foram monitoradas durante o período de janeiro de 2017 a dezembro de 2018, quanto aos seus aspectos florísticos, de diversidade funcional, fenologia reprodutiva e de suas interações com lepidópteros visitantes florais. As matas decíduas calcárea e ferruginosa foram semelhantes tanto na prevalência dos atributos funcionais quanto no arranjo dos grupos funcionais. Os grupos funcionais de canga refletem o arranjo espacial das espécies (espécies abundantes e esparsas no lajedo, além de espécies relacionadas às ilhas de vegetação) e as estratégias ecológicas frente ao estresse ambiental (herbáceas anuais, árvores e arbustos, suculentas), mas as três áreas estudadas apresentaram baixa riqueza funcional. A floração e a frutificação nesses ecossitemas foram anuais, não-sazonais e fracamente sincrônicas no nível de espécie, mas com forte sincronia entre indivíduos na comunidade. Como era esperado, de acordo com outros estudos em ambientes sazonais, as fenofases apresentaram correlação com fatores abióticos, como temperatura, precipitação e comprimento do dia. As redes de interações com lepidópteros visitantes florais apresentaram baixa conectância, mas especialização, aninhamento e modularidade significativos. E como estudo de caso, cangas da região do Maciço do Urucum possuem uma grande riqueza de espécies e alta diversidade beta, semelhantes a de outros afloramentos ferruginosos do Brasil. As informações resultantes desse estudo podem nortear e embasar futuras ações de manejo e conservação de espécies endêmicas e dos ecossistemas sazonais da borda oeste do Pantanal. |
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| FLORA, FENOLOGIA REPRODUTIVA E REDE DE INTERAÇÕES PLANTAS-LEPIDÓPTEROS NA BORDA OESTE DO PANTANAL SUL |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
30/06/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- André Rodrigo Rech
- Camila Silveira de Souza
- Erich Arnold Fischer
- Maria Rosangela Sigrist
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| Resumo |
A borda oeste do Pantanal engloba enclaves de relevo residual caracterizados por diversas fitofisionomias, que contrastam com a vegetação aquática na planície inundável pantaneira. Dentre essas formações, encontram-se as vegetações típicas de mata decídua, que ocorrem nas encostas calcáreas e manchas de solo ferruginoso, e as vegetações de cangas, que ocorrem sobre lajedos ferruginosos. Ambas as vegetações estão sujeitas a condições ambientais extremas, definidas pela constituição edafo-topográfica, baixa precipitação e retenção hídrica do solo, resultando em uma heterogeneidade de microhabitats que determina a distribuição, abundância e interações entre as espécies. Essas áreas estão também sujeitas à intensa ação antrópica, que constitui em importante risco na manutenção de populações de espécies endêmicas ou vulneráveis. Estudos ecológicos sobre a distribuição espacial e temporal das espécies, bem como suas interações com polinizadores locais, são ferramentas importantes em projetos de conservação. Seis áreas distribuídas entre fitofisionomias de canga, mata decídua ferruginosa e mata decídua calcárea foram monitoradas durante o período de janeiro de 2017 a dezembro de 2018, quanto aos seus aspectos florísticos, de diversidade funcional, fenologia reprodutiva e de suas interações com lepidópteros visitantes florais. As matas decíduas calcárea e ferruginosa foram semelhantes tanto na prevalência dos atributos funcionais quanto no arranjo dos grupos funcionais. Os grupos funcionais de canga refletem o arranjo espacial das espécies (espécies abundantes e esparsas no lajedo, além de espécies relacionadas às ilhas de vegetação) e as estratégias ecológicas frente ao estresse ambiental (herbáceas anuais, árvores e arbustos, suculentas), mas as três áreas estudadas apresentaram baixa riqueza funcional. A floração e a frutificação nesses ecossitemas foram anuais, não-sazonais e fracamente sincrônicas no nível de espécie, mas com forte sincronia entre indivíduos na comunidade. Como era esperado, de acordo com outros estudos em ambientes sazonais, as fenofases apresentaram correlação com fatores abióticos, como temperatura, precipitação e comprimento do dia. As redes de interações com lepidópteros visitantes florais apresentaram baixa conectância, mas especialização, aninhamento e modularidade significativos. E como estudo de caso, cangas da região do Maciço do Urucum possuem uma grande riqueza de espécies e alta diversidade beta, semelhantes a de outros afloramentos ferruginosos do Brasil. As informações resultantes desse estudo podem nortear e embasar futuras ações de manejo e conservação de espécies endêmicas e dos ecossistemas sazonais da borda oeste do Pantanal. |
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| Understanding the threshold of species loss by combining local knowledge with in-field data on mammal and bird species in the Cerrado Hotspot |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
29/06/2020 |
| Área |
ECOLOGIA DE ECOSSISTEMAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Danilo Bandini Ribeiro
- Fabio de Oliveira Roque
- Mauricio de Almeida Gomes
- Maurício Silveira
- Rudi Ricardo Laps
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| Resumo |
A mudança no uso da terra induzida pelos seres humanos é a ameaça mais importante que afeta a sobrevivência de várias espécies e reduz a provisão de serviços ecossistêmicos para as comunidades locais. Estudos recentes mostraram que, uma vez que a cobertura vegetal das paisagens atinge determinados níveis, o número de espécies diminui mais rapidamente, o que é chamado limiar de perda de espécies. É urgente realizar esses estudos em paisagens modificadas pelos seres humanos, a fim de fornecer informações relevantes para a tomada de decisões e conservação em terras públicas e privadas. Além disso, é altamente relevante incluir ecossistemas não florestais no escopo, como o Hotspot do Cerrado, uma vez que esses tipos de ecossistemas têm sido frequentemente negligenciados para conservação no Brasil. Este estudo aborda o limiar de perda de espécies em paisagens modificadas pelos seres humanos em duas perspectivas diferentes. Primeiro, faz uma revisão de estudos empíricos em todo o mundo que usam a abordagem do limiar de perda de espécies com aves e encontra 31 artigos publicados de 1994 a 2018, com 24 estudos realizados em latitudes temperadas e sete em regiões tropicais, observando a tendência crescente de os estudos e sua potencial aplicação a estratégias de conservação e restauração de paisagens para conservação de aves. Em seguida, realiza uma pesquisa empírica no planalto da Serra da Bodoquena com 18 mamíferos de médio e grande porte e seis espécies de aves, utilizando dados coletados com armadilhas fotográficas. Concentra-se nos 9 mamíferos e 2 aves que responderam negativamente à perda de vegetação nativa a 500 m de buffer, resultando em um limiar médio de 56% da cobertura vegetal nativa. Ao interpolar esse valor em mapas de conversão de uso antropogênico modelados para 2030 e 2050 para projetar como a probabilidade de ocupação mudará ao longo do tempo, a perda anual prevista foi 22,6 km2 acima do valor limite médio, indicando que quase metade da área atual com valores acima do limite estará abaixo deles em 2050. Além disso, este estudo explora um componente mais social investigando a percepção do habitante local sobre a riqueza e o declínio de mamíferos no nível da propriedade. Para entender as diferenças de percepção de acordo com a principal atividade econômica, realizei entrevistas com 37 habitantes locais dedicados à produção agrícola, pecuária e turismo em uma área do Cerrado no estado de Mato Grosso do Sul. Embora não encontre diferença significativa na riqueza total percebida de acordo com a atividade econômica, há uma diferença significativa na percepção de riqueza de espécies de áreas abertas e de florestas dentro de propriedades turísticas (t 0,0194, n = 6), o que sugere que essa categoria de os proprietários de terras, contando com atividades econômicas relacionadas à biodiversidade, têm um melhor conhecimento sobre sua biodiversidade e podem estar dispostos a proteger grandes áreas de florestas em suas propriedades. |
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| Artrópodes ectoparasitos sobre ninhadas de arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) em cavidades naturais e artificiais, no Pantanal do Miranda, MS, Brasil |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
15/06/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Neiva Maria Robaldo Guedes
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| Orientando(s) |
- Cynthia Maria Mazzi de Souza
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| Banca |
- Carlos Abs da Cruz Bianchi
- Gláucia Helena Fernandes Seixas
- Heitor Miraglia Herrera
- Luiz Eduardo Roland Tavares
- Rudi Ricardo Laps
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| Resumo |
Vários estudos que buscam entender melhor a relação ave-ectoparasito são focados em infestações por ectoparasitos que ocorrem locais de nidificação de espécies com filhotes que precisam de cuidado parental intenso, já que os hospedeiros ficam por semanas ou meses nos ninhos. Os efeitos dos parasitos são amplificados em aves que nidificam em cavidades, pois essas fornecem um micro-habitat favorável a proliferação e reprodução de ectoparasitos. Esse é o caso da arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), que nidifica em ninhos naturais de manduvi (Sterculia apetala) e em ninhos artificiais instalados pelo Projeto Arara Azul. O objetivo desse trabalho foi analisar a comunidade de ectoparasitos em filhotes de arara-azul e averiguar se existe diferença na composição e riqueza de acordo com o tipo de ninho e ao longo das fases de desenvolvimento do filhote. O trabalho foi realizado no Refúgio Ecológico Caiman, no Pantanal de Miranda. Foi usada a técnica de escalada para ter acesso aos ninhos e os filhotes foram inspecionados minuciosamente. Os ectoparasitos foram classificados por grupo funcional e identificados e os índices parasitológicos foram calculados pelo programa Quantitative Parasitology. Foram encontrados os grupos funcionais ácaro, ácaro de pena e berne e as espécies Philornis sp., Ornithonyssus sp., Campephilocoptes sp. e Fainalges sp. Observamos que não há diferença estatística entre a intensidade média de infestação e prevalência de acordo com o tipo de ninho, mas que as prevalências apresentam diferenças significativas de acordo com as fases de desenvolvimento. Seria interessante analisar como fatores abióticos afetam o parasitismo e como os ectoparasitos reagem a diferentes tipos de ambiente. |
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| FLORA, FENOLOGIA REPRODUTIVA E REDE DE INTERAÇÕES PLANTAS-LEPIDÓPTEROS NA BORDA OESTE DO PANTANAL SUL |
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| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
03/06/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- André Rodrigo Rech
- Camila Silveira de Souza
- Erich Arnold Fischer
- Maria Rosangela Sigrist
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| Resumo |
A borda oeste do Pantanal engloba enclaves de relevo residual caracterizados por diversas fitofisionomias, que contrastam com a vegetação aquática na planície inundável pantaneira. Dentre essas formações, encontram-se as vegetações típicas de mata decídua, que ocorrem nas encostas calcáreas e manchas de solo ferruginoso, e as vegetações de cangas, que ocorrem sobre lajedos ferruginosos. Ambas as vegetações estão sujeitas a condições ambientais extremas, definidas pela constituição edafo-topográfica, baixa precipitação e retenção hídrica do solo, resultando em uma heterogeneidade de microhabitats que determina a distribuição, abundância e interações entre as espécies. Essas áreas estão também sujeitas à intensa ação antrópica, que constitui em importante risco na manutenção de populações de espécies endêmicas ou vulneráveis. Estudos ecológicos sobre a distribuição espacial e temporal das espécies, bem como suas interações com polinizadores locais, são ferramentas importantes em projetos de conservação. Seis áreas distribuídas entre fitofisionomias de canga, mata decídua ferruginosa e mata decídua calcárea foram monitoradas durante o período de janeiro de 2017 a dezembro de 2018, quanto aos seus aspectos florísticos, de diversidade funcional, fenologia reprodutiva e de suas interações com lepidópteros visitantes florais. As matas decíduas calcárea e ferruginosa foram semelhantes tanto na prevalência dos atributos funcionais quanto no arranjo dos grupos funcionais. Os grupos funcionais de canga refletem o arranjo espacial das espécies (espécies abundantes e esparsas no lajedo, além de espécies relacionadas às ilhas de vegetação) e as estratégias ecológicas frente ao estresse ambiental (herbáceas anuais, árvores e arbustos, suculentas), mas as três áreas estudadas apresentaram baixa riqueza funcional. A floração e a frutificação nesses ecossitemas foram anuais, não-sazonais e fracamente sincrônicas no nível de espécie, mas com forte sincronia entre indivíduos na comunidade. Como era esperado, de acordo com outros estudos em ambientes sazonais, as fenofases apresentaram correlação com fatores abióticos, como temperatura, precipitação e comprimento do dia. As redes de interações com lepidópteros visitantes florais apresentaram baixa conectância, mas especialização, aninhamento e modularidade significativos. E como estudo de caso, cangas da região do Maciço do Urucum possuem uma grande riqueza de espécies e alta diversidade beta, semelhantes a de outros afloramentos ferruginosos do Brasil. As informações resultantes desse estudo podem nortear e embasar futuras ações de manejo e conservação de espécies endêmicas e dos ecossistemas sazonais da borda oeste do Pantanal. |
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| Efeito da chuva na manutenção das armadilhas de larvas e na morfologia externa dos adultos de Myrmeleon brasiliensis (Návas, 1914) (Neuroptera: Myrmeleontidae) |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
02/06/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Tatiane do Nascimento Lima
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Caleb Califre Martins
- Danilo Bandini Ribeiro
- Gilberto Soares Albuquerque
- Rodrigo Aranda
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| Resumo |
As variações ambientais são capazes de condicionar a diversidade, os hábitos de
vida e a morfologia dos insetos. A influência dos fatores ambientais, como por exemplo, a
sazonalidade e a incidência de chuva, tem sido bastante estudada, visto que variações nesses
fatores ambientais podem influenciar diretamente o ciclo de vida, a ocorrência de migrações,
a diapausa, entre outros aspectos dos insetos. Os insetos conhecidos popularmente como
formiga-leão são holometábolos, na fase larval são predadores de outros artrópodes e podem
construir armadilhas no solo para capturarem as presas. As larvas da espécie Myrmeleon
brasiliensis (Návas, 1914) (Neuroptera: Myrmeleontidae) necessitam do solo seco e arenoso
para construírem as armadilhas e forragearem, contudo, indivíduos dessa espécie podem ser
encontrados em uma região de Cerrado, onde a estação chuvosa tem duração de
aproximadamente quatro meses. Neste estudo, foi observado o efeito da chuva no
comportamento de manutenção das armadilhas de larvas dessa espécie, bem como nas
características morfológicas dos adultos. Foram realizadas observações em campo, para
identificar se há variação da abundância entre as estações seca e chuvosa e na relação positiva
entre o tamanho da larva e o diâmetro da armadilha. Também foi realizado um experimento em laboratório para observar se as larvas se deslocam em busca de solo seco após a chuva
destruir a armadilha, bem como foi avaliado o efeito da chuva no tempo de desenvolvimento
larval e nos atributos dos adultos. Como resultado foi observado que a estação seca apresenta
condições mais favoráveis e é possível visualizar uma maior quantidade de armadilhas.
Quando há área disponível para as larvas se locomoverem, a maioria investe no deslocamento
para reconstruir uma nova armadilha logo após a chuva, porém, com um diâmetro menor.
Quando isso não é possível, elas aguardam o solo secar e reconstroem constantemente as
armadilhas, dessa forma, o gasto energético acelera a fase larval e os adultos emergem com
comprimento do corpo e asas menores.
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| Community structure and occupancy patterns of amphibians in an urban-rural gradient |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
20/05/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Fabio de Oliveira Roque
- Francisco Valente Neto
- Paula Koeler Lira
- Thomas Püettker
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| Resumo |
A conversão de ambientes naturais em áreas urbanas é considerada a principal ameaça à conservação da biodiversidade em todo o mundo. Embora algumas espécies possam ser favorecidas por esse processo, muitas são afetadas negativamente, causando mudanças na composição da comunidade por meio de extinções locais e substituição de espécies. Nesse sentido, o principal objetivo deste estudo foi compreender como os anuros são distribuídos em poças em um gradiente urbano-rural no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil. No primeiro capítulo, avaliamos como o área da poça, a urbanização e a cobertura florestal afetaram a riqueza de espécies de anuros e qual processo (aninhamento ou rotatividade) foi o principal responsável na estruturação da comunidade. Além disso, no segundo capítulo, investigamos se existe uma relação positiva de abundância-ocupação de anuros, e também se espécies de anuros mais abundantes ocupam uma faixa maior no gradiente urbano-rural. Amostramos os anfíbios em 20 poças com diferentes áreas e imersas em diferentes porcentagens de urbanização e cobertura florestal natural. Encontramos 835 indivíduos, distribuídos em 20 espécies. A abordagem de seleção de modelos identificou apenas um modelo plausível para explicar a riqueza de espécies de anuros, incluindo porcentagem de urbanização em um buffer de 500 m e a área da poça. As mudanças na composição da comunidade foram explicadas principalmente pelo componente de rotatividade, que foi afetado principalmente pelo percentual de urbanização em um buffer de 500 m. Encontramos relações positivas de abundância-ocupação em escala local e regional. Por fim, descobrimos que espécies mais abundantes ocupavam uma faixa maior no gradiente urbano-rural. Nossos resultados sugerem que a urbanização atua como um filtro ambiental, determinando quais espécies são capazes de ocupar poças em áreas urbanas. O papel da composição da paisagem em ambientes urbanos é fundamental para criar melhores planos de conservação para as cidades e encontrar maneiras de conciliar o crescimento urbano com a conservação da biodiversidade. |
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| Community structure and occupancy patterns of amphibians in an urban-rural gradient |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
15/05/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Mauricio de Almeida Gomes
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Fabio de Oliveira Roque
- Francisco Valente Neto
- Paula Koeler Lira
- Thomas Püettker
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| Resumo |
A conversão de ambientes naturais em áreas urbanas é considerada a principal ameaça à conservação da biodiversidade em todo o mundo. Embora algumas espécies possam ser favorecidas por esse processo, muitas são afetadas negativamente, causando mudanças na composição da comunidade por meio de extinções locais e substituição de espécies. Nesse sentido, o principal objetivo deste estudo foi compreender como os anuros são distribuídos em poças em um gradiente urbano-rural no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil. No primeiro capítulo, avaliamos como o área da poça, a urbanização e a cobertura florestal afetaram a riqueza de espécies de anuros e qual processo (aninhamento ou rotatividade) foi o principal responsável na estruturação da comunidade. Além disso, no segundo capítulo, investigamos se existe uma relação positiva de abundância-ocupação de anuros, e também se espécies de anuros mais abundantes ocupam uma faixa maior no gradiente urbano-rural. Amostramos os anfíbios em 20 poças com diferentes áreas e imersas em diferentes porcentagens de urbanização e cobertura florestal natural. Encontramos 835 indivíduos, distribuídos em 20 espécies. A abordagem de seleção de modelos identificou apenas um modelo plausível para explicar a riqueza de espécies de anuros, incluindo porcentagem de urbanização em um buffer de 500 m e a área da poça. As mudanças na composição da comunidade foram explicadas principalmente pelo componente de rotatividade, que foi afetado principalmente pelo percentual de urbanização em um buffer de 500 m. Encontramos relações positivas de abundância-ocupação em escala local e regional. Por fim, descobrimos que espécies mais abundantes ocupavam uma faixa maior no gradiente urbano-rural. Nossos resultados sugerem que a urbanização atua como um filtro ambiental, determinando quais espécies são capazes de ocupar poças em áreas urbanas. O papel da composição da paisagem em ambientes urbanos é fundamental para criar melhores planos de conservação para as cidades e encontrar maneiras de conciliar o crescimento urbano com a conservação da biodiversidade. |
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| The fruit role on fish assemblage in a karst stream |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/04/2020 |
| Área |
ECOLOGIA DE ECOSSISTEMAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alan Paul Covich
- Fabrício Barreto Teresa
- Gustavo Graciolli
- Rafael Dettogni Guariento
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| Resumo |
Frutos carnosos da floresta ripária que entram nos córregos são recursos importantes para uma enorme variedade de consumidores. Esse recurso pode moldar a comunidade quando disponível por seus altos valores energéticos, especialmente em córregos de baixa ordem, e alterar as interações na comunidade. Assim, compreender como as redes alimentares de água doce reagem durante esses eventos é de importância teórica e prática. Aqui, nosso principal objetivo foi investigar as interações entre macroconsumidores, invertebrados bentônicos e frutos. Investigamos como a taxa de consumo de frutos diferia de acordo com a comunidade de peixes que consome variáveis ambientais; se a disponibilidade de frutos determina a assembleia de peixes; e se os macroconsumidores controlam a comunidade de invertebrados bentônicos associados aos frutos em decomposição. Esperávamos que variáveis ambientais explicassem a estrutura da comunidade de peixes, o que por sua vez orientaria a taxa de consumo de frutos. Durante período de disponibilidade de frutas, esperávamos um aumento na abundância de peixes frugívoros. E quanto aos efeitos da exclusão de peixes em invertebrados bentônicos, esperávamos maior abundância de invertebrados na ausência de macroconsumidores. Para responder a cada uma dessas perguntas, realizamos três experimentos complementares. Primeiramente, adicionamos frutos ao substrato do córrego e medimos o tempo e a composição da comunidade consumindo os frutos em locais com diferentes características ambientais. Segundo, simulamos períodos de frutificação (“masting”) e medimos a comunidade de peixes antes, durante e após o evento. Terceiro, excluímos os macroconsumidores das amostras de frutos e medimos como a comunidade bentônica reagiu. As características ambientais não explicaram a estrutura da comunidade de peixes, mas a estrutura da comunidade de peixes explicou a taxa de consumo. O “masting” teve um efeito positivo na comunidade ao longo do tempo, no entanto, a estrutura formada sob as árvores também teve parte na estruturação da comunidade de peixes. O tempo necessário para a assimilação dos frutos no córrego foi muito maior quando comparado entre com e sem peixes, minutos na presença de peixes e semanas na ausência. Nossos achados corroboram com estudos realizados em ambiente terrestre, eles seguem os mesmos padrões de assembleias de comunidade durante a disponibilidade de frutos. Também foram encontradas evidências de copa das árvores estruturando a comunidade de peixes. A perda dessas interações pode resultar em efeitos na cadeia alimentar que ainda não entendemos. Essas descobertas podem ajudar a formular planos de manejo para conservação e restauração no platô de Bodoquena e biomas similares, incluindo árvores frutíferas, como as figueiras, que fornecem recursos e promovem áreas de interação. |
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| Seleção alimentar em peixes frugívoros associada à morfologia dos frutos |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
29/04/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Willian Nassar Moreira Eduardo
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| Banca |
- Francisco Valente Neto
- Franco Leandro de Souza
- Rafael Dettogni Guariento
- Raul Costa Pereira
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| Resumo |
Muitos ambientes aquáticos dependem das florestas que crescem em suas margens para complementar seu ciclo energético, principalmente rios de menor ordem, que são muitas vezes sombreados e apresentam baixa produtividade primária. A mata ripária fornece material para a água, como folhas, frutos e sementes. Peixes podem agir como dispersores de sementes e consomem muitos frutos em ambientes inundáveis durante a cheia, porém não se sabe se esses animais selecionam os frutos baseados nas características físico-químicas destes. Aqui testamos se a morfologia do fruto interfere na seleção alimentar de peixes. Usamos frutos artificiais para isolar variáveis e observamos o comportamento dos animais em duas situações: diante de frutos de tamanhos diferentes e depois diante de cores diferentes. O tamanho do fruto foi determinante para seu consumo, enquanto a cor só influenciou a seleção alimentar dos animais quando estes estavam sozinhos. Como as características dos frutos interferiram em seu consumo podemos supor que plantas diferentes precisam de dispersores diferentes nos ambientes aquáticos. No cenário atual de exploração pesqueira e construção de barragens algumas populações de peixes podem desaparecer e, assim, interferir na dispersão de sementes. O processo de colonização por angiospermas em ambientes alagáveis pode estar relacionado ao comportamento alimentar de peixes e nossos resultados mostram que a interação entre florestas e rios pode ser mais complexa do que se pensava. |
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| From individuals to the community: trophic resources use by anurans in a Cerrado area of Brazil |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
15/04/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Denise Brentan da Silva
- Diogo Borges Provete
- Franco Leandro de Souza
- MIRCO SOLE KIENLE
- Paula Cabral Eterovick
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| Resumo |
O uso de recursos tróficos é um aspecto fundamental da ecologia animal, com grande relevância para a compreensão do comportamento alimentar, relações intra e interespecíficas e estrutura de comunidade. Nesta dissertação, explorei a composição da dieta, a seletividade de presas, a partilha de nichos e a estrutura trófica de anuros co-ocorrentes em lagoas de uma área de Cerrado, Mato Grosso do Sul, Brasil central. No primeiro capítulo, descrevo a composição da dieta de Chiasmocleis mehelyi (Anura: Microhylidae) e avalio seu comportamento alimentar considerando a disponibilidade ambiental de presas. Os resultados mostram que C. mehelyi se alimentou de um espectro reduzido de presas, selecionando ativamente formigas, similar a outros microilídeos neotropicais. No segundo capítulo, avaliei a sobreposição de nicho entre duas espécies de hilídeos co-ocorrentes (Dendropsophus nanus e D. minutus) e avaliei os efeitos das características morfológicas e da especialização individual em suas dietas. Eu observei uma sobreposição de nicho na dieta relativamente alta e tamanhos de presas semelhantes entre essas duas espécies. Além disso, observei um alto e significativo grau de especialização individual apenas em D. nanus. Considero que a alta diversidade e abundância de presas durante a estação chuvosa e preferências semelhantes de presas são os principais fatores potenciais que explicam o padrão observado de uso de recursos entre essas duas espécies estreitamente relacionadas. Finalmente, no terceiro capítulo, avaliei a estrutura trófica e a associação de características morfológicas com a composição de presas em uma comunidade de anuros. Registrei dez espécies de anuros e Hylidae e Leptodactylidae foram as famílias mais abundantes. Também não observei segregação quanto ao uso de recursos tróficos entre espécies, nem associação entre características morfológicas e dieta. Sugiro que a alta disponibilidade de água e presas no período do estudo podem ser os principais fatores por trás do padrão observado, similar ao observado em outras comunidades de anuros neotropicais. |
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| Roadkill risk for capybaras in an urban environment |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/03/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
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| Coorientador(es) |
- Jorge Fernando Saraiva de Menezes
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| Orientando(s) |
- Ana Carolina França Balbino da Silva
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| Banca |
- Fabio de Oliveira Roque
- FERNANDA DELBORGO ABRA
- Fernanda Zimmermann Teixeira
- Fernando Jorge Portela Martins Ascensão
- Simone Rodrigues de Freitas
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| Resumo |
Wildlife vehicle-collision is one of the most visible negative effects that roads exerts on animals and has increased dramatically across the world. Despite its conspicuousness,
studies about roadkills in cities have been neglected lacking in road ecology. Due to
that, we developed new approach for estimating capybara roadkill hotspots in Campo
Grande city, Brazil. We also investigated potential driving factors correlated with
roadkill occurrence, to build a predictive roadkill map for entire city and propose
mitigation measures. We monitored capybara roadkills for thirteen years and found
hotspots using a graph-based kernel density estimation. We tested four predictors to
identify which characteristics influence roadkill occurrence: distance from water bodies,
distance from parks, vegetation cover, and traffic flow. We used a generalized linear
mixed model to test for significant effects and to predict roadkill occurrences. Hotspots
analysis showed four hotspots surrounding large green areas and water bodies, probably
due to capybara physiological requirements. The predictive map shows new hotspots,
locations that have the characteristics necessary for a capybara to live but where we do
not have observed deaths. To mitigate risk, we recommend using speed reduction tools
around parks. A decrease in capybaras roadkills could positively impact human
population welfare and material damage caused by these collisions.
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| Terrestrial arthropods in restoration ecology: a global bibliometrics and the monitoring of recolonization |
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| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Trabalho de Conclusão de Curso |
| Data |
30/03/2020 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Leticia Couto Garcia Ribeiro
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Fabio de Oliveira Roque
- Jerônimo Boelsums Barreto Sansevero
- Pedro Giovâni da Silva
- Yasmine Antonini
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| Resumo |
O grave impacto das mudanças climáticas estabelece uma situação de vulnerabilidade a milhões de pessoas em todo o mundo. Ações de promoção da biodiversidade como a restauração ecológica são reconhecidas internacionalmente como instrumentos de controle da decrescente resiliência dos ecossistemas. Sabemos que os invertebrados são responsáveis por grande parte da diversidade no planeta e representam um componente fundamental dos processos autogênicos dos ecossistemas. No entanto, a pesquisa acerca desses organismos ainda é pouco expressiva na ecologia da restauração. Assim, no presente estudo, buscamos sistematizar o conhecimento produzido nas últimas décadas e também propor métodos de monitoramento desse importante grupo de organismos. Assim, no primeiro capítulo, conduzimos uma análise bibliométrica, a partir de termos-chave na plataforma Web of Science. Com objetivos de explorar o estado atual da pesquisa acerca dos invertebrados terrestres, em função de características intrínsecas aos projetos de restauração como idade, tamanho da área, técnica de restauro adotada, distúrbio prévio, bioma e índice utilizado. Nossos resultados indicam uma sensível concentração de estudos em poucos contextos de restauração, onde apenas alguns grupos como Hymenoptera e Coleoptera apresentam número expressivo de pesquisas. No segundo capítulo, abordamos o tema do monitoramento, onde utilizamos o modelo bilateral de análise do ambiente de borda. Nosso objetivo foi definir métodos eficientes de análise através da identificação de padrões convergentes ao longo de uma cronossequencia. Avaliamos os índices abundância, riqueza e diversidade beta, a partir do estudo dos grupos taxonômimcos (GTs) Araneae, Coleoptera, Formicidae, Hemiptera, Orthoptera, Blattaria, Dermaptera, Chilopoda, Scorpiones, Pseudoscorpiones e Amblypygi. Como primeiro método, utilizamos a análise do efeito de borda local. O segundo se baseou no estudo de todo o gradiente amostral, em função do contraste criado entre restauração e matriz. Evidenciamos, assim, o potencial de uso do modelo bilateral de monitoramento para os grupos Araneae, Formicidae, Hemiptera, Orthoptera e total da comunidade, a partir da análise do efeito de borda local. Já para o índice diversidade beta, Araneae, Coleoptera, Formicidae, Orthoptera e total da comunidade foram grupos sensíveis. Assim, o presente estudo apresenta evidências acerca da falta de estudos dos invertebrados na restauração apontando, também, o que já sabemos e o que é necessário ser investigado de maneira a guiar futuras pesquisas e ações de monitoramento. Além disso, para esse último, apresenta evidências de que o modelo bilateral de amostragem pode ser uma abordagem adequada a ser aplicada na ecologia da restauração. |
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