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TRABALHO Ações
Fatores ambientais e espaciais explicam diferentes dimensões da beta diversidade em escalas espaciais distintas
Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
Tipo Tese
Data 22/09/2015
Área ECOLOGIA
Orientador(es)
  • Franco Leandro de Souza
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • José Luiz Massao Moreira Sugai
    Banca
    • Diego Jose Santana Silva
    • Fabio de Oliveira Roque
    • Fernando Rodrigues da Silva
    • Franco Leandro de Souza
    • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
    • Victor Lemes Landeiro
    Resumo A diversidade beta (β) refere-se à variação na composição de espécies e representa a
    ligação direta entre a diversidade alfa e gama. Tradicionalmente aborda-se a importância
    de fatores relacionados ao nicho, e estocásticos ganharam mais atenção após a
    publicação da teoria neutra e da difusão do conceito de metacomunidades. No primeiro
    capítulo dessa tese analisamos os padrões de diversidade beta taxonômica de anuros
    arborícolas e terrestres em escala espacial local, identificando a importância de
    processos determinísticos relacionados ao nicho das espécies e estocásticos relacionados
    à neutralidade das espécies nos padrões das metacomunidades. No segundo, analisamos
    os padrões de diversidade beta taxonômica e filogenética de anuros em geral, apenas da
    família Hylidae e apenas Leptodactylidae em escala continental, incluindo também
    fatores históricos como variável explicativa. Nossos resultados mostram a importância
    de utilizar os diferentes componentes dos índices de diversidade beta e de decompor a
    matriz resposta original em grupos de espécies com características funcionais
    semelhantes. Recomendamos que futuros estudos sobre padrões de diversidade beta
    utilizem fatores espaciais representados também por matrizes de distâncias menos
    custosas para a dispersão das espécies entre as unidades amostrais geradas a partir de
    dos dados de resistência imposta pela da paisagem na dispersão.

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    Influência da paisagem em diferentes escalas na probabilidade de ocupação de pequenos mamíferos em uma área fragmentada de Mata Atlântica
    Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
    Tipo Dissertação
    Data 08/09/2015
    Área ECOLOGIA
    Orientador(es)
    • Josue Raizer
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Viviane Brito Dias
      Banca
      • Fabio de Oliveira Roque
      • Helena De Godoy Bergallo
      • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
      • Milton Cezar Ribeiro
      • Renata Pardini
      Resumo A maioria do conhecimento disponível sobre os efeitos da fragmentação e suas
      influências sobre as populações vem de estudos conduzidos na escala de mancha. No
      entanto, manchas de habitat são partes do mosaico da paisagem e a presença de espécies
      em uma mancha pode ser em função não apenas do seu tamanho ou isolamento, mas
      também dos habitats da vizinhança. Ainda assim, poucos estudos investigando a
      influência da estrutura da paisagem na distribuição de vertebrados consideraram a
      heterogeneidade dos tipos de matriz. Nós realizamos um estudo na escala de paisagem
      para avaliar a importância relativa do tipo de habitat, de componentes e da configuração
      da paisagem (considerando a heterogeneidade funcional da matriz) nas probabilidades
      de ocupação do roedor especialista de floresta, Oecomys cleberi, e do marsupial
      generalista de habitat, Didelphis albiventris. Nós amostramos um sítio amostral
      (localizados em área de floresta ou matriz) em 40 paisagens de 500m de raio em uma
      área altamente fragmentada de Mata Atlântica. Os modelos mais plausíveis incluíam a
      quantidade de mata remanescente disponível, com efeitos positivos tanto para a ocupação
      da espécie especialista de floresta quanto para a espécie generalista e, ao
      contrário do esperado a composição da matriz também foi relevante, embora com
      menos força, para a ocupação da espécie especialista, mas não da espécie generalista.
      Ainda que a grande maioria das paisagens apresentaram porcentagens inferiores ao
      limiar de fragmentação (30%) abaixo do qual seria esperado que os efeitos do arranjo
      espacial começassem a aparecer, seu efeito isolado no presente estudo não foi
      corroborado para nenhuma das espécies analisadas. Nossos resultados mostraram que, a
      despeito das diferenças na habilidade de utilizar diferentes tipos de matrizes, a
      quantidade de mata remanescente foi o principal responsável pelos padrões de ocupação
      de ambas espécies analisadas, e reforçam a importância do desenvolvimento de planos
      de conservação que considerem processos na escala de paisagem.


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      O papel das Áreas de Proteção Permanente e da Reserva Legal na conservação de mamíferos de médio e grande porte e como abrigo do javali em duas áreas de agroecossistemas no estado de Mato Grosso do Sul
      Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
      Tipo Dissertação
      Data 28/08/2015
      Área ECOLOGIA
      Orientador(es)
      • Guilherme de Miranda Mourão
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Cynthia Doutel Ribas
        Banca
        • Carlos Henrique Salvador de Oliveira
        • Erich Arnold Fischer
        • Flávio Henrique Guimarães Rodrigues
        • Rita de Cássia Bianchi
        • Ubiratan Piovezan
        Resumo Nas últimas décadas, a atividade agropecuária tem sido responsável por grandes mudanças na paisagem do Brasil, especialmente no Cerrado e Mata Atlântica, configurando
        uma perda exponencial de habitats florestados, bem como matas ciliares e outras áreas de proteção permanente. Muitas espécies de animais e os próprios cursos d’água são ameaçados
        pela atividade agropecuária, colocando em risco o futuro da biodiversidade do país. Além disso, a introdução de espécies exóticas invasoras, como o javali, compromete a qualidade
        do ambiente, além de configurar uma grande ameaça às espécies locais. Os objetivos deste estudo foram averiguar a riqueza e composição da comunidade de mamíferos que ocorre em
        duas áreas de agroecossistema no sul do estado de Mato Grosso do Sul através de armadilhamentos fotográficos, e averiguar se a distância da câmera em relação ao corpo
        d'água mais próximo e em relação ao maior fragmento ordenam a estrutura da comunidade
        de mamíferos, bem como criar um modelo de ocupação para cães e javalis e verificar se as
        duas espécies ocupam os mesmos ambientes ou se evitam. Foi realizado uma Análise de
        componentes principais (Pcoa) a fim de verificar a proximidade ou distância entre as
        comunidades de mamíferos fotografados e, também, verificar a relação entre um gradiente
        de distância da água e do maior fragmento de mata com a composição de espécies. O
        modelo de ocupação para cães e javalis utilizado foi o de uma única estação para duas
        espécies com a parameterização phi/delta, realizado no programa Presence. A riqueza foi de
        26 espécies de mamíferos terrestres, de médio e grande porte, dos quais 22 espécies nativas
        e quatro domésticas (cachorro, cavalo, gado bovino e javali). Dentre essas 22 espécies, 13 encontram-se listadas em alguma das categorias da lista nacional ou das listas estaduais de
        espécies ameaçadas de extinção do Ministério do Meio Ambiente, das quais 4 encontram-se
        como vulnerável na lista da IUCN. As espécies que ocorreram com maior frequência em
        todos os habitats foram javali e anta, respectivamente. As distâncias da água (p=0,002) e do 2
        fragmento mais próximo (p=0,02) ordenaram a comunidade (R²= 0,5), de modo que quanto
        mais próxima da água e quanto mais conectada com um fragmento, mais "completa" a
        comunidade que ocupa o local. Os resultados sugerem a importância de se manter
        preservados os corpos d’água e os fragmentos de mata nativa nessas propriedades rurais. A
        probabilidade de ocupação de um determinado ambiente para javalis (ѱ=0,75) e cães
        (ѱ=0,71) diferiu pouco. A análise de ocupação para duas espécies em uma única estação
        mostrou que elas quase não se evitam (φ=0,95), ocupando praticamente os mesmos
        ambientes. Para javalis e cães, p e r tiveram os mesmos valores (p=0,26; r=0,26), indicando
        que esse resultado pode ser efeito do horário de atividade das duas espécies ou da escala
        temporal utilizada.


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        Variação intraespecífica do fenótipo e da dieta no morcego Noctilio albiventris
        Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
        Tipo Dissertação
        Data 12/08/2015
        Área ECOLOGIA
        Orientador(es)
        • Gustavo Graciolli
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Thiago Mateus Rocha dos Santos
          Banca
          • Carolina Ferreira Santos
          • Erich Arnold Fischer
          • Luiz Eduardo Roland Tavares
          • Marcelo Rodrigues Nogueira
          • Nilton Carlos Caceres
          Resumo A equivalência ecológica entre os indivíduos de uma espécie muitas vezes foi recorrente
          na literatura e serviu de base para várias teorias. Entretanto, diversos trabalhos
          mostraram o papel da variação individual como um importante fator ecológico e
          evolutivo de modo que possam existir indivíduos especializados em diferentes recursos
          em uma população. A competição intraespecífica e a existência de diferentes trocas
          ecológicas (“trade-offs”) podem ser importantes fatores que promovem a especialização
          individual. Noctilio albiventris é um morcego que apresenta grande variação
          interindividual do fenótipo e baseando-se nesta característica este trabalho objetivou verificar o nível de especialização individual em uma população de N. albiventris e se
          ele está ligado à variação fenotípica. Foi realizada uma análise de conteúdo estomacal e
          com esses dados foi verificado o nível de especialização individual da população.
          Características morfológicas de tamanho e de forma foram mensuradas através de
          técnicas morfométricas. Os morcegos comeram apenas ordens de insetos e a população
          apresentou baixo nível de especialização individual e baixa correlação entre a forma e
          dieta. Houve variação de tamanho entre machos e fêmeas, porém alta sobreposição de
          nicho entre esses grupos. A variação sexual, onde machos são maiores que fêmeas pode
          ser explicada pela necessidade de machos defenderem sua permanência nas colônias. A
          sobreposição de nicho entre os sexos indica que embora possuam tamanhos diferentes,os sexos não variam a dieta. O baixo nível de especialização individual da população e a
          baixa diversidade de itens alimentares podem ser explicados pela época da coleta, final
          da estação seca, onde a disponibilidade de recursos pode estar reduzida, forçando os
          indivíduos a comerem o que está disponível e não aquilo para que estão adaptados ou
          especializados.


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          Seleção de áreas para reserva legal baseada em multicritérios: aplicação em projetos de assentamento
          Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
          Tipo Dissertação
          Data 12/08/2015
          Área ECOLOGIA
          Orientador(es)
          • Antonio Conceicao Paranhos Filho
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Gisele Milaré
            Banca
            • Alfredo Marcelo Grigio
            • Jose Marcato Junior
            • Normandes Matos da Silva
            • Roberto Macedo Gamarra
            • Yzel Rondon Súarez
            Resumo Geotecnologias são ferramentas que contribuem para ações de conservação da
            biodiversidade, e se inserem no contexto de planejamento, execução e monitoramento
            dessas ações conservacionistas onde o espaço e o tempo são variáveis essenciais. Entre
            as ações de conservação, podemos citar a seleção de áreas, seja para criação de unidades
            de conservação, para recuperação ou para a delimitação de reserva legal. As
            geotecnologias, porém, nem sempre se encontram disponíveis. Assim, nesse contexto, o
            uso de “softwares” livres se torna uma alternativa viável para planejamento e tomada de
            decisões. O primeiro capítulo apresenta um panorama do uso dos “softwares” livres no
            Brasil, demonstrando uma tendência de aumento no seu uso, destacando a área
            ambiental. Dentro do tema, “softwares” livres, SIG e conservação da biodiversidade, o
            segundo capítulo apresenta um método semi-automático para delimitação de reserva
            legal em projetos de assentamentos que se apresenta como ferramenta acessível para
            ações de conservação da biodiversidade.
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            Metazoários parasitos de peixes: uma metanálise em trabalhos com abordagem temporal e ecologia de comunidades no Pantanal
            Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
            Tipo Dissertação
            Data 30/07/2015
            Área ECOLOGIA
            Orientador(es)
            • Luiz Eduardo Roland Tavares
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Danielle Ajala Cruz
              Banca
              • Cláudia Portes Santos Silva
              • Gustavo Graciolli
              • José Luis Luque Alejos
              • Mauricio Laterça Martins
              • Ricardo Massato Takemoto
              Resumo Uma das principais questões em ecologia é compreender os mecanismos que
              determinam a composição e a montagem de comunidades. Considerando que as
              comunidades ecológicas são reguladas por fatores bióticos e abióticos e que esses
              fatores variam no tempo, o ambiente pode agir como um importante agente estruturador
              de comunidades. Esse trabalho tem por objetivo geral, verificar como as comunidades
              parasitárias respondem às variações temporais do ambiente. O trabalho foi dividido em
              três partes: 1) Uma metanálise foi utilizada para verificar a influência do tempo sobre a
              similaridade das comunidades parasitárias de peixes, bem como para averiguar se há diferença na similaridade e na riqueza parasitária entre ambientes sazonais e não
              sazonais; 2) Um estudo de caso foi realizado com o hospedeiro Psectrogaster
              curviventris, a fim de verificar se há um decaimento temporal na similaridade da
              estrutura das comunidades parasitárias na estação seca, em uma lagoa sob influência do
              pulso de inundação no Pantanal; para o mesmo hospedeiro também foi verificado se as
              comunidades parasitárias estão distribuídas de forma aninhada entre os hospedeiros ao
              longo de estações secas e 3) A fauna parasitária do P. curviventris foi comparada com a
              do hospedeiro sintópico Potamorhina squamoralevis, tanto na seca como na cheia.
              Também testamos se a variabilidade entre as infracomunidades parasitárias é maior na estação cheia do que na seca, para as duas espécies de peixes. Não houve diferença nas
              similaridades e na riqueza entre ambientes sazonais e não sazonais. Com os dados
              obtidos por meio da metanálise e com a fauna parasitária de P. curviventris no Pantanal
              sul, encontramos um decaimento temporal na similaridade da estrutura das comunidades
              parasitárias. A fauna parasitária de P. curviventris não está distribuída de forma
              aninhada entre as estações secas e não é similar à comunidade parasitária de P.
              squamoralevis. Uma maior variabilidade na infracomunidade foi encontrada para P.
              curviventris na estação cheia do que na seca e o contrário ocorreu para P.
              squamoralevis. Nossos resultados fornecem evidências de que as comunidades
              parasitárias respondem às variações no ambiente no decorrer do tempo e que as
              diferenças intraespecíficas dos hospedeiros são cruciais para determinar a montagem
              das comunidades parasitárias em estações seca e cheia do pantanal.


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              Uso do espaço vertical por pequenos mamíferos não voadores em manchas florestais no Pantanal, Mato Grosso do Sul, Brasil.
              Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
              Tipo Dissertação
              Data 28/07/2015
              Área ECOLOGIA
              Orientador(es)
              • Vanda Lucia Ferreira
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Rafael Penedo Ferreira
                Banca
                • Carlos Henrique Salvador de Oliveira
                • Diogo Loretto Medeiros
                • Maron Galliez
                • Nilton Carlos Caceres
                • Rafael Dettogni Guariento
                Resumo A diversidade de espécies em um determinado ambiente reflete as diferenças na
                composição do hábitat, sendo a partição de nicho o processo que permite a coexistência
                entre as espécies. Alguns roedores e marsupiais desenvolveram adaptações que os
                permitiram explorar os estratos superiores de hábitats florestais no Pantanal. Cada uma
                destas espécies deve estar mais associada a um estrato ou a alguma característica do
                hábitat. Portanto, este estudo teve por objetivo: verificar como se dá a distribuição dos
                pequenos mamíferos nos estratos de hábitats florestais e avaliar a influência da
                complexidade ambiental na distribuição dos mesmos. Utilizei 180 armadilhas de captura
                viva dos tipos Tomahawk e Sherman, distribuídas em 20 pontos amostrais e iscadas
                com rodelas de bananas e pasta de amendoim. Medi características ambientais como:
                densidade de ramos e folhas, circunferência a altura do peito das árvores, circunferência
                dos galhos e conectividade entre as árvores. Usei os modelos mistos e a modelagem de
                ocupação para analisar os dados. Meus resultados mostraram que Thrichomys fosteri
                utiliza mais o solo, enquanto Oecomys mamorae e Gracilinanus agilis foram mais
                capturados nos estratos acima do solo (no sub-bosque ou no dossel). A probabilidade de
                ocupação de T. fosteri foi influenciada positivamente pela densidade de ramos e folhas
                em torno do ponto de captura e pela circunferência do galho onde a captura foi
                realizada; a de O. mamorae sofreu influência negativa da circunferência do galho e
                positiva da densidade de ramos e folhas ao redor da armadilha; e a ocupação de G.
                agilis foi influenciada somente pela altura do ponto de captura. Deste modo, as espécies
                estudadas se distribuem diferentemente no espaço tridimensional e existem
                características estruturais dos hábitats florestais que influenciam sua probabilidade de
                ocupação. A diferença no uso do hábitat, aliada à diversificação na dieta, reflete a
                história evolutiva que resultou na segregação de nicho destas espécies.
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                Efeitos da fragmentação florestal sobre comunidades de aves no Planalto da Bodoquena, Mato Grosso do Sul
                Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                Tipo Dissertação
                Data 15/06/2015
                Área ECOLOGIA
                Orientador(es)
                • Andrea Cardoso de Araujo
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Guilherme Dalponti
                  Banca
                  • Danilo Bandini Ribeiro
                  • Danilo Boscolo
                  • Fabio de Oliveira Roque
                  Resumo A fragmentação florestal é um processo que culmina na perda de área e separação dos remanescentes de um determinado
                  hábitat, podendo ter diversas origens, sendo a principal delas a conversão de áreas de hábitat natural em área de ocupação
                  humana, dedicadas majoritariamente a atividades agorpeccuárias. Os efeitos da fragmentação são principalmente a redução de
                  área e mudança na configuração dos remanescentes, ocasionando alterações nos padrões ecológicos regionais, que podem refletir
                  na perda de espécies. As Florestas Estacionais do interior do Brasil passaram por um forte processo de conversão de uso e
                  fragmentação, sendo que atualmente restam poucos remanescentes, a maioria em uma configuração fragmentada. Os objetivos
                  deste trabalho foram avaliar a variação na comunidade de aves em relação à área e isolamento dos ambientes de Florestas
                  Estacionais no Planalto da Bodoquena. Para tanto comparamos a comunidade de aves entre uma reserva de proteção integral
                  federal, o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, formado principalmente por áreas de florestas estacionais, com as
                  comunidades de aves de seis fragmentos de mata desta mesma fitofisionomia, com diferentes áreas e graus de isolamento. As
                  amostragens ocorreram em um período descontínuo durante o ano de 2014, totalizando três campanhas onde as áreas amostradas
                  foram visitadas uma vez por campanha. Foram feitas análises de similaridade, aninhamento e de beta-diversidade para identificar
                  o principal fator de diferenciação entre as comunidades (aninhamento ou "turnover"), enquanto análises multivariadas foram
                  realizadas para descrever o grau de fragmentação, a estrutura da vegetação dos pontos de amostragem (PCA). A ordenação das
                  comunidades de aves foi feita por meio de análises de Escalonamento Multidimensional não Métrico (NMDS) E Análise de
                  Coordenadas Principais (PCOA). Modelos Lineares Generalizados (GLM) foram utilizados para relacionar as variáveis
                  ambientais com a riqueza total de aves florestais. Foram registradas 1 22 espécies pertencentes a 33 famílias e nove guildas
                  alimentares. As análises de beta-diversidade mostraram que a substituição de espécies entre os sítios ("turnover") é a principal
                  causa de variação na beta-diversidade. A composição de espécies de aves foi relacionada à fragmentação (tamanho da área, grau
                  de isolamento dos remanescentes) e com a estrutura do hábitat (altura do dossel e densidade de árvores), sendo que 17 espécies
                  foram significativamente correlacionadas com áreas maiores e mais conectadas, enquanto apenas uma espécie com áreas
                  menores e mais isoladas. A riqueza de espécies de aves foi negativamente correlacionada a fragmentação (GLM, n=35;
                  p=0,00054 R² 0,36)., As guildas de insetívoros de sub-bosque, frugívoros e insetívoros de dossel também tiveram suas riquezas
                  relacionadas à fragmentação (GLM n=35; p<0,001; R² = 0,65; GLM n=35; p<0,001; R² = 0,47; GLM n = 35; PCOA1 p = 0,004;
                  R² = 0,37; respectivamente), tendo apresentado maiores riquezas em áreas maiores e mais conectadas. Porém o que melhor
                  explicou a variação na riqueza dos psitacídeos e granívoros foi a estrutura do hábitat, sendo estas duas guildas relacionadas com
                  áreas menos estruturadas, com menor altura de dossel e menor densidade de árvores (GLM n = 35; p<0,001; R² = 0,46; GLM
                  n=35; p<0,001; R² = 0,2, respectivamente). Os resultados aqui apresentados sugerem que a conservação de espécies sensíveis à
                  perda e fragmentação de hábitat, principalmente grandes frugívoros e insetívoros de sub-bosque, assim como a conservação de
                  uma maior riqueza de espécies no Planalto da Bodoquena depende da preservação de áreas florestais grandes e conectadas.

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                  Área de vida de Gracilinanus agilis (Mammalia: Didelphimorphia) em uma área de cerradão, Mato Grosso do Sul, Brasil
                  Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                  Tipo Dissertação
                  Data 12/05/2015
                  Área ECOLOGIA
                  Orientador(es)
                  • Nilton Carlos Caceres
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Patricia Sayuri Shibuya
                    Banca
                    • Emerson Monteiro Vieira
                    • Gustavo Graciolli
                    • Maurício Eduardo Graipel
                    • Natália Oliveira Leiner
                    • Thomas Puttker
                    Resumo A utilização do espaço por machos e fêmeas de mamíferos pode variar de acordo com o dimorfismo
                    sexual, sistema de acasalamento e comportamento territorialista, a fim de garantir a otimização do
                    sucesso reprodutivo de cada sexo e suas interações com outras espécies. No presente estudo,
                    verificamos a área de vida de machos e fêmeas de Gracilinanus agilis em um fragmento de
                    cerradão no centro-oeste do Brasil. Para a captura dos indivíduos, foram utilizadas armadilhas
                    nacional tipo de arame no solo e “Sherman” dispostas no sub-bosque (1-2 metros), utilizando a
                    técnica de captura-marcação-recaptura (cmr). Vinte e quatro indivíduos de G. agilis tiveram suas
                    áreas de vida estimadas pelo método do Mínimo Polígono Convexo. A área de vida estimada para a
                    espécie foi de 0,38 ± 0,41 há, sendo a maior área de vida estimada foi para um macho, com 2,08 ha,
                    e a menor área para duas fêmeas, com 0,08 ha. Os resultados mostraram que o tamanho da área de
                    vida não variou de acordo com a massa dos indivíduos, e nem com os sexos. A sobreposição das
                    áreas de vidas de pares de machos são maiores do que a sobreposição entre pares de fêmeas. A
                    quantidade elevada de sobreposição entre áreas de vida dos machos indica que não há
                    comportamento territorialista para eles, diferentemente do que ocorre para as fêmeas, que quase não
                    tiveram sobreposição de suas áreas de vida. Um dos motivos para uma menor sobreposição entre as
                    fêmeas durante a época reprodutiva pode ser devido à proteção dos filhotes e a competição por
                    alimentos e, durante a época pré-reprodutiva, para as fêmeas, poderia ser atribuída à diminuição de
                    suas áreas de vida, devido à menor demanda energética.
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                    Análise trófica de comunidades de peixes em ambientes lóticos da bacia do rio Ivinhema, Alto Rio Paraná – Caracterização trófica, Estratégia Alimentar e Exploração do Nicho Trófico
                    Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                    Tipo Tese
                    Data 23/01/2015
                    Área ECOLOGIA
                    Orientador(es)
                    • Yzel Rondon Súarez
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Lidiani Queli Lubas Ximenes
                      Banca
                      • Jerry Magno Ferreira Penha
                      • José Sabino
                      • Karina Keyla Tondato de Carvalho
                      • Lilian Casatti
                      • Rosana Mazzoni Buchas
                      Resumo A análise das características alimentares das espécies pode ser um ponto chave para o entendimento dos padrões estruturais de uma comunidade, pois a alimentação está diretamente relacionada com outros aspectos básicos da biologia das espécies como: a reprodução, o crescimento e a adaptação ao ambiente. Além da descrição da dieta, os estudos ecológicos necessitam de dados que permitam a compreensão da coexistência das espécies na comunidade, partindo do pressuposto que elas partilham os mesmos recursos e apresentam diversos mecanismos para evitar a competição inter e intraespecífica. Com objetivo de analisar o padrão trófico das espécies de peixes da Bacia do rio Ivinhema, este estudo foi organizado em dois capítulos elaborados a partir de um banco de dados de 13 anos de amostragens (2000 a 2012) realizadas ao longo da bacia. O primeiro capítulo foi elaborado com intuito de apresentar as características alimentares das espécies, determinar as guildas existentes na comunidade e as variações espaço-temporais na composição destas guildas. Os resultados evidenciaram que as espécies possuem uma grande variabilidade trófica que é afetada principalmente por alterações temporais na disponibilidade dos recursos e que mudanças altitudinais nos riachos têm forte influência na determinação das guildas encontradas. O segundo capítulo apresentou as estratégias alimentares das espécies, quantificando a amplitude trófica, a largura e a sobreposição de nicho alimentar. Verificou-se que a estratégia generalista é predominante na comunidade e que as espécies apresentam uma grande riqueza de itens explorados, porém com uma largura de nicho baixa e sobreposição alimentar intermediária. Concluímos que a comunidade de peixes da Bacia do rio Ivinhema apresenta um padrão de exploração dos recursos alimentares disponíveis, sendo que a maioria das espécies são oportunistas, apresentam uma alta flexibilidade alimentar que é influenciada por mudanças espaço-temporais na disponibilidade dos recursos e que a forma do uso dos recursos é um fator determinante para coexistência das espécies na comunidade.
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                      Estruturação da comunidade de artrópodes em plantas. Como se organizam os inquilinos de Byrsonima intermedia (Malpighiaceae) e seu efeito sobre o sucesso reprodutivo
                      Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                      Tipo Tese
                      Data 19/12/2014
                      Área ECOLOGIA
                      Orientador(es)
                      • Josue Raizer
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Augusto César de Aquino Ribas
                        Banca
                        • Andrea Cardoso de Araujo
                        • Camila Aoki
                        • Carlos Henrique Aguena Higa
                        • Marcelo de Oliveira Gonzaga
                        • Rogerio Rodrigues Faria
                        Resumo Ecologia de comunidades visa entender como grupos de espécies se
                        distribuem na natureza, demonstrando as formas como estes são
                        influenciados pelos componentes abióticos e bióticos. Nesta tese tratamos dos
                        fatores importantes para a estruturação de comunidades de artrópodes
                        associadas a arbustos de Byrsonima intermedia. Demonstramos como a
                        variação na massa de folhas, botões, flores e frutos, altura e biomassa acima
                        do solo dos arbustos de B. intermedia influenciam a estrutura da comunidade
                        de aranhas e testamos através de modelos nulos a co-ocorrência de grupos na
                        comunidade de artrópodes associados a este arbusto. Para responder como a
                        comunidade de aranhas varia em função da estrutura do habitat,
                        representada pela fenologia e altura de arbustos B. intermedia, coletamos
                        aranhas e aferimos a massa de botões, flores, frutos e folhas e a altura de 46
                        plantas. Utilizamos modelos nulos avaliando o índice V-ratio baseado na
                        presença ou ausência das famílias de herbívoros e predadores para os mesmos
                        46 arbustos. A composição em famílias de aranhas dependeu da estrutura do
                        habitat, apresentando um padrão de substituição de espécies ao longo dos
                        gradientes de fenologia e altura das plantas, independentemente da biomassa
                        destas plantas. Já os dois índices V-ratio foram diferentes do acaso para a
                        comunidade de herbívoros, mas não para predadores. Sugerimos que a alta
                        especificidade de herbívoros ao habitat, que também representa seu recurso
                        alimentar, aumenta a chance de competição, enquanto predadores por
                        apresentarem maior variabilidade quanto aos recursos alimentares e a escolha
                        de habitat, devem diminuir a possibilidade de competição, exibindo
                        distribuição aleatória entre os arbustos, e desta forma sendo estruturados pela
                        complexidade do habitat.
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                        Helminth parasites of amphibians: species richness and distribution in South America, and community ecology in Pantanal, Brazil
                        Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                        Tipo Tese
                        Data 21/11/2014
                        Área ECOLOGIA
                        Orientador(es)
                        • Luiz Eduardo Roland Tavares
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Karla Magalhães Campião
                          Banca
                          • Gustavo Graciolli
                          • José Luis Luque Alejos
                          • Juan Tomás Timi
                          • Paulo Roberto Guimarães Junior
                          • Ricardo Massato Takemoto
                          Resumo Este estudo investiga os padrões de riqueza e distribuição de helmintos parasitas de anfíbios em duas escalas
                          geográficas. Listamos os helmintos associados aos anfíbios da América do Sul (artigo 1) e a onze espécies de
                          anuros provenientes de uma região do Pantanal (artigo 4). Investigando a diversidade e padrão de interação,
                          encontramos uma correlação entre riqueza de helmintos e tamanho do hospedeiro, e um padrão aninhado
                          na rede de interações dos parasitos e anfíbios da América do Sul (artigo 2). Análises com hospedeiros do
                          Pantanal mostraram um padrão semelhante: relação positiva entre tamanho do hospedeiro e riqueza de
                          espécies de helmintos, e um padrão aninhado na rede de interações. Para anuros do Pantanal, descrevemos
                          também a diversidade taxonômica de parasitos, que não foi explicada pelas características do hospedeiro
                          (tamanho e hábito). A similaridade entre as comunidades de helmintos não foi explicada pela história
                          evolutiva dos hospedeiros. Um fator importante para a similaridade entre essas comunidades foi a baixa
                          especificidade, observada na maior parte das espécies de helmintos (artigo 5). O baixo grau de especificidade
                          foi observado também, mas em menor extensão, em anfíbios da América do Sul. Análises combinando
                          características de hospedeiros e parasitas mostraram que a especificidade dos helmintos é o principal
                          determinante do risco de coextinção de helmintos associados a anuros da América do Sul. (artigo 3). Um
                          outro fator importante na determinação da diversidade dos parasitos, é o ambiente em que o hospedeiro
                          está. Observamos no Pantanal, que anfíbios provenientes de uma área mais preservada (reserva ecológica)
                          tinham maior riqueza, prevalência e abundância de helmintos do que os coletados em uma área de pastagem
                          (artigo 6).
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                          Partição de proteínas e detecção de atividade tríptica em morcegos filostomídeos em regiões de savana
                          Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                          Tipo Tese
                          Data 14/11/2014
                          Área ECOLOGIA
                          Orientador(es)
                          • Maria Ligia Rodrigues Macedo
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Fernando Henrique Martin Gonçalves
                            Banca
                            • Eliana Janet Sanjinez Argandona
                            • Maria Das Graças Machado Freire
                            • Maria João Veloso da Costa Ramos Pereira
                            • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
                            Resumo Os morcegos filostomídeos são especializados em algum tipo de alimento, porém podem explorar eficientemente outros tipos de recursos e assim reduzir a sobreposição alimentar entre espécies e suprir necessidades fisiológicas, principalmente de proteínas. Os objetivos deste trabalho são descrever o perfil protéico do intestino de 15 espécies de morcegos filostomídeos, avaliar a similaridade entre as espécies com respeito aos níveis de proteínas e avaliar se a similaridade dos perfis protéicos dos intestinos está associada à proximidade filogenética. Os espécimes foram coletados em seis regiões de Savana e seus intestinos dissecados para extração de proteínas e posteriormente analisados através do método de eletroforese SDS-PAGE. As maiores concentrações de proteína total foram registradas em intestinos de Platyrrhinus lineatus, Lophostoma brasiliense e Glossophaga soricina. A ordenação (NMDS) em uma dimensão das espécies de filostomídeos baseada no perfil protéico encontrado no intestino dos morcegos aproximou as espécies em dois grupos compostos por membros de diferentes subfamílias. Adicionalmente, dentro de cada um desses grupos ocorreram subgrupos compostos por espécies de diferentes subfamílias e subgrupos compostos por espécies de mesma subfamília (Stenodermatinae). Morcegos filostomídeos são altamente especializados quanto ao tipo de alimento, e aqueles especializados em recursos cuja oferta é muito abundante, podem co-ocorrer e sobrepor suas dietas. Por outro lado, espécies especializadas em recursos escassos podem co-ocorrer com mais frequência com espécies que diferem quanto à dieta principal, evitando a sobreposição. A exploração de diferentes fontes de proteínas, conforme encontrado nesse estudo, pode ser resultado de estratégia de partição de recursos pouco abundantes para diminuir ou evitar a competição interespecífica, e de sobreposição de consumo de itens muito abundantes, que não parecem ser limitantes para espécies de stenodermatíneos, embora filogeneticamente próximas.
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                            Padrões de distribuição espacial de Mutillidae (Hymenoptera, Aculeata) em relação à heterogeneidade espacial e à composição de espécies de hospedeiros em fragmentos de Cerrado no Brasil Central
                            Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                            Tipo Tese
                            Data 22/10/2014
                            Área ECOLOGIA
                            Orientador(es)
                            • Gustavo Graciolli
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Rodrigo Aranda
                              Banca
                              • Alexandre Pires Aguiar
                              • Angélica Maria Penteado Martins Dias
                              • Danilo Bandini Ribeiro
                              • Jose Henrique Schoereder
                              • William Leslie Overal
                              Resumo A hipótese da heterogeneidade de habitat vem tentando elucidar a relação da
                              distribuição dos animais com as variáveis ambientais. Para os insetos, têm sido encontrados
                              padrões diferentes em relação à distribuição quanto à heterogeneidade ambiental e não se sabe
                              ao certo o efeito na comunidade, sendo avaliadas somente algumas famílias. Hymenoptera é a
                              terceira maior ordem de insetos e estão entre os mais importantes agentes ecológicos em
                              ecossistemas terrestres, sendo responsáveis pelo controle de populações de outros insetos,
                              através da predação ou parasitoidismo, e a polinização de angiospermas. O conhecimento da
                              fauna de Hymenoptera pode ser utilizado como indicador para o estado de conservação da
                              fauna de artrópodes em escala local, por responder às alterações do habitat de forma rápida.
                              O Cerrado vem sofrendo perda de habitat nas últimas décadas, principalmente na região
                              sudeste e centro-oeste do Brasil e a sua fragmentação tornou-se um dos principais problemas
                              para o bioma. É evidente que para o Cerrado, a fauna de Hymenoptera ainda é pouco conhecida
                              e o efeito de fragmentação, assim como a estrutura do habitat, são fatores importantes para a
                              composição da comunidade. Desta forma, o tamanho, arranjo espacial e variações na
                              complexidade estrutural de fragmentos afetam a riqueza, composição e distribuição de
                              Hymenoptera no bioma do Cerrado, que por sua vez refletem as condições de composição da
                              entomofauna (Capítulo1).
                              Em relação à comunidade de Mutillidae temos uma estruturação da comunidade em
                              relação ao gradiente de área. A relação do esforço amostral/área não é prejudicada na
                              representação da comunidade ao utilizar-se 100 m2 como unidade amostral. A definição da
                              metodologia em estabelecer um esforço amostral definido por área/tempo representa uma
                              unidade amostral válida para comparações e aplicação de conceitos e teorias ecológicas para o
                              grupo, uma vez que os trabalhos básicos são sobre taxonomia e sistemática, sendo poucos os
                              com enfoque ecológico (Capítulo 2).
                              A distribuição espacial e temporal de Mutillidae segue o padrão esperado do modelopredador
                              presa com atraso temporal em relação aos hospedeiros e a heterogeneidade ambiental
                              é um fator que determina a estruturação da comunidade de hospedeiro-parasitoide. Dessa
                              forma, há uma ferramenta útil para prever as possíveis interações entre hospedeiro-parasitoide e
                              pode-se direcionar esforços para a busca da relação de parasitoidismo dentro da família
                              Mutillidae (Capítulo 3).
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                              Comunidades de aves em gradiente de vegetação na Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul.
                              Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                              Tipo Tese
                              Data 29/08/2014
                              Área ECOLOGIA
                              Orientador(es)
                              • Franco Leandro de Souza
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Mauricio Neves Godoi
                                Banca
                                • Alexandre Gabriel Franchin
                                • Caio Graco Machado Santos
                                • Erich Arnold Fischer
                                • Renato Torres Pinheiro
                                • Sergio Roberto Posso
                                Resumo Composição e estrutura da comunidade de aves em gradientes de vegetação na Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul, Brasil.
                                A conservação da avifauna demanda conhecimento sobre a composição e estrutura das comunidades de aves, bem como sobre a distribuição das espécies nos diferentes tipos de vegetação de uma região. Neste estudo buscamos determinar a composição, riqueza, abundância e organização trófica da comunidade de aves nas diferentes fisionomias vegetais presentes na Reserva Particular do Patrimônio Natural Estância Mimosa e seu entorno (EM), localizada na Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul, Brasil. Para isso amostramos as aves entre julho de 2011 e junho de 2012 em 200 pontos fixos dispostos em todas as fisionomias vegetais da EM. Foram obtidos 3350 contatos de 156 espécies de aves. As fisionomias vegetais com maior abundância e riqueza de espécies foram o cerradão, mata estacional e cerrado stricto sensu, enquanto pasto limpo, pasto sujo e mata ciliar apresentaram menores valores de abundância e riqueza. As aves da EM se
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                                organizaram em comunidades de formações florestais (matas estacionais e mata ciliar) e de áreas abertas (pastos limpos), com comunidades de cerrado stricto sensu, cerradão e pastos sujos sendo intermediárias neste gradiente de vegetação. As aves insetívoras, onívoras, frugívoras e granívoras compreenderam a maior parte da abundância e riqueza de espécies da comunidade. Os resultados deste estudo demonstraram que a composição e estrutura da comunidade de aves da EM são determinadas pela diversidade de habitats florestais, savânicos e abertos existentes na paisagem, que permite a ocorrência de espécies de aves típicas de cada uma destas fisionomias vegetais. Além disso, contribuem para a diversidade local de aves a presença de extensas manchas de habitats naturais, a proximidade entre as manchas remanescentes na paisagem e a permeabilidade da matriz antrópica, constituída de pastagens pequenas que preservam grande quantidade de arbustos e árvores nativas em meio às áreas abertas.
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                                Padrões geográficos das interações de morcegos filostomídeos no Cerrado e Pantanal
                                Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                Tipo Tese
                                Data 15/08/2014
                                Área ECOLOGIA
                                Orientador(es)
                                • Erich Arnold Fischer
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • George Camargo
                                  Banca
                                  • Andrea Cardoso de Araujo
                                  • Carlos Roberto Sorensen Dutra da Fonseca
                                  • Gustavo Graciolli
                                  • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                  • Paulo Roberto Guimarães Junior
                                  Resumo Redes de interações ecológicas exibem padrões de conexão entre espécies conectadas
                                  a outras comunidades, permitindo inferências sobre processos ecológicos, estabilidade
                                  e resiliência de ecossistemas. Redes mutualísticas descrevem padrões de comunidades
                                  locais formando subconjuntos de comunidades ricas regionais, enquanto redes
                                  antagonísticas são caracterizadas por grupos coesos de espécies que interagem entre
                                  si, porém com raras interações entre os grupos. Ambas as redes de interações podem
                                  revelar aspectos ecológicos e evolutivos tanto das espécies interagentes quanto dos
                                  ecossistemas. Considerando que a região de Cerrado compreende ambientes antigos e
                                  mais previsíveis que os ambientes do Pantanal, os principais objetivos deste estudo
                                  foram descrever os padrões da estrutura e avaliar as diferenças geográficas das redes
                                  de interações mutualísticas entre morcegos filostomídeos e plantas quiropterofílicas
                                  (frutos), bem como das redes antagonísticas entre morcegos filostomídeos e dípteros
                                  ectoparasitas desses domínios, inseridos nas bacias hidrográficas dos rios Miranda e
                                  Negro. Especialização, aninhamento e modularidade foram as métricas de redes
                                  utilizadas. Foram registradas 11 espécies de morcegos interagindo com 22 de plantas,
                                  e 15 espécies de morcegos interagindo com 33 de ectoparasitos dípteros. As redes
                                  mutualísticas entre morcegos filostomídeos e plantas exibiram padrão aninhado, com
                                  baixos níveis de especialização e modularidade tanto no Cerrado quanto no Pantanal,
                                  em decorrência das diferenças na composição de espécies de plantas entre as bacias
                                  hidrográficas. As redes antagonísticas apresentaram topologia com certa
                                  modularidade e baixos níveis de especialização e aninhamento, com estruturas
                                  determinadas pelas diferenças entre os domínios fitogeográficos, quanto à
                                  composição de espécies de ambos os grupos, bem como das interações entre eles. No
                                  7
                                  Pantanal, as redes mutualísticas foram mais aninhadas, e as redes antagonísticas mais
                                  especializadas e modulares que as do Cerrado. Entre as bacias hidrográficas, a rede
                                  antagonística do Miranda foi mais especializada e modular que a do rio Negro.
                                  Interações mutualísticas respondem questões diferentes das interações antagonísticas,
                                  ambas embutidas de particularidades ecológicas e evolutivas, assim como os domínios
                                  fitogeográficos do Cerrado e do Pantanal. Apesar de não ser sido possível confirmar as
                                  diferenças esperadas entre esses domínios, devido justamente às diferenças temporais
                                  existentes também nas redes mutualísticas e antagonísticas, houve correspondência
                                  direta da métrica aninhamento com a dominância de espécies.
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                                  Frugivoria em Vitex cymosa Bertero ex Spreng. (Lamiaceae) em fitofisionomias florestais do Pantanal, Brasil
                                  Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 12/08/2014
                                  Área ECOLOGIA
                                  Orientador(es)
                                  • Rudi Ricardo Laps
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Natália Aguiar Paludetto
                                    Banca
                                    • Celine de Melo
                                    • Geraldo Alves Damasceno Junior
                                    • Jose Ragusa Netto
                                    • Marco Aurelio Pizo Ferreira
                                    • Milene Moura Martins
                                    Resumo O tarumã, Vitex cymosa (Lamiaceae), ocorre no Pantanal em regiões florestadas como em mata ciliar e capões. O objetivo desse estudo foi investigar a assembleia de frugívoros do tarumã, bem como compreender a relação da frutificação e da frugivoria com a fragmentação natural da paisagem pantaneira. A produção de frutos foi estimada através da quantificação de frutos caídos abaixo das copas. A assembleia de frugivoros foi registrada em observações de aproximadamente 4 horas por indivíduo de tarumã, totalizando 96 horas de observação em 27 tarumãs e os locais foram georreferenciados para posterior calculo das distâncias entre os fragmentos florestais (capões) e áreas continuas (mata ciliar). A produção média foi 30.895 frutos por tarumã e não diferiu entre os ambientes mata ciliar, borda e capão. Foram registradas 31 espécies de frugívoros, dentre aves (25) e mamíferos (6), sendo os mais frequentes Ortalis canicollis, Primolius auricollis, Aburria cumanensis e Alouatta caraya. O tipo de vegetação e distância entre capões e mata ciliar não foram fatores importantes para selecionar quais frugívoros e a taxa de visita desses ao tarumã. Devido à fragmentação natural do Pantanal e à característica da matriz conter árvores e arbustos esparsos, possivelmente o mosa
                                    Ecologia e uso da paisagem por onça parda (Puma concolor) em remanescentes florestais de Mata Atlântica no noroeste do Paraná, Brasil
                                    Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 15/07/2014
                                    Área ECOLOGIA
                                    Orientador(es)
                                    • Fernando César Cascelli de Azevedo
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Vagner Carlos Canuto
                                      Banca
                                      • Antonio Conceicao Paranhos Filho
                                      • Luciano Martins Verdade
                                      • Roberto Macedo Gamarra
                                      • Ronaldo Gonçalves Morato
                                      Resumo A dieta e a abundância relativa de presas de onça-parda (Puma concolor) foram
                                      estudadas em fragmentos de Mata Atlântica no noroeste do Estado do Paraná entre os
                                      anos de 2012 e 2013. Coletas de amostras fecais foram utilizadas para conhecer a dieta
                                      da onça-parda e câmeras fotográficas para estimar a abundância relativa de presas no
                                      ambiente com a finalidade de testar a hipótese de seletividade de presas por onça-parda
                                      levando-se em consideração as seguintes predições: 1) a onça-parda utiliza presas mais
                                      abundantes no ambiente; 2) a sobreposição espacial e temporal da onça parda e suas
                                      presas influencia o uso destas pela onça-parda; 3) tipos diferentes de habitat influenciam
                                      na utilização de presas por onça-parda. Os habitats monitorados foram categorizados em
                                      floresta, (2). floresta e milho,(3). floresta e cana-de-açúcar; (4). Mata Ciliar, e (5).
                                      floresta, área alagável e milho. As espécies de presas com maiores abundâncias relativas
                                      foram anta (Tapirus terrestris), cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) e cateto (T.
                                      tajacu), somando 78% dos registros. As espécies de presas mais consumidas tanto em
                                      termos de frequência de ocorrência quanto de biomassa relativa consumida foram, na
                                      ordem de importância, capivara (Hydrochoerus hydrochaeris); paca (Cuniculus paca); e
                                      porco-do-mato (Tayassu tajacu). O Peso Médio de Presas Vertebradas Consumidas
                                      (PMPC) foi de 30,2 kg. Com relação ao porte de presas, a onça-parda consumiu 78,6 %
                                      de mamíferos de grande porte (≥ 15 kg), 21,1% de mamíferos de médio porte (1-15 kg),
                                      e 0,1% de mamíferos de pequeno porte (≥ 1 kg). A relação entre sobreposição temporal
                                      e espacial, a riqueza de espécies de presas de cada categoria de habitat, assim como a
                                      abundância de presas no ambiente não influenciaram na taxa de predação da onçaparda.
                                      Nesse estudo a dieta da onça-parda foi composta aparentemente por espécies que
                                      2
                                      apresentam maior vulnerabilidade, tanto quanto à estratégia de defesa quanto ao tipo de
                                      ambiente em que são mais facilmente encontradas.
                                      Análise taxonômica, funcional e filogenética de comunidades de peixes em ambientes lóticos na bacia do rio Ivinhema, Alto Rio Paraná, MS
                                      Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                      Tipo Tese
                                      Data 30/05/2014
                                      Área ECOLOGIA
                                      Orientador(es)
                                      • Yzel Rondon Súarez
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Wagner Vicentin
                                        Banca
                                        • Agostinho Carlos Catella
                                        • Edson Fontes de Oliveira
                                        • Fabio de Oliveira Roque
                                        • Fabrício Barreto Teresa
                                        • Lilian Casatti
                                        Resumo O Brasil, um país de proporções continentais, possui uma enorme rede hidrológica distribuída em diferentes ecossistemas, o que contribui, entre outros fatores, para uma grande diversificação de espécies de peixes em ambientes de água doce. Compreender os processos que levam a esta diversificação é um dos grandes desafios da ecologia de comunidades. Neste sentido, o presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de compreender parte destes processos, bem como de avaliar as influências das características ambientais sobre a composição taxonômica, funcional e filogenética de comunidades de peixes em ambientes lóticos, considerando também as interações bióticas como parte destes mecanismos de estruturação das comunidades. Para tanto, três capítulos foram elaborados a partir de um banco de dados de 13 anos de amostragens ao longo da bacia do rio Ivinhema (2000 à 2012), inserido em um trecho livre de represamentos e afluente oeste da bacia do Alto Rio Paraná. Primeiramente (capítulo 1), com o intuito de gerar conhecimentos acerca das espécies ocorrentes na bacia, uma lista de espécies foi construída com base em dados de campo e em consultas a coleções científicas. A composição taxonômica de trechos de diferentes corpos hídricos foi descrita e avaliada ao longo do gradiente fluvial. Detectou-se que há um processo de adição e de substituição de espécies no sentido montante-jusante e que a ocorrência das espécies foi influenciada pelas diferentes combinações de características ambientais. Posteriormente (capítulo 2), ao testar as regras de montagem em comunidades de peixes de riachos, verificou-se que estas comunidades foram estruturadas principalmente pelos filtros ambientais, sendo que riachos com condições mais restritivas, com velocidades da água mais elevadas, mais rasos e localizados em maiores altitudes definiram comunidades com maiores valores de agregação filogenética e funcional. Por último (capítulo 3), ao avaliar como as características funcionais das espécies de peixes e as diversidades filogenética (PD) e funcional (FD) são influenciadas pelas variáveis ambientais, verificou-se que riachos de menores altitudes, mais volumosos e menos correntosos abrigaram comunidades de peixes funcionalmente mais dissimilares e filogeneticamente menos relacionadas entre si, ou seja, ambientes com menos restrições abrigam comunidades mais diversas, com maiores valores de PD e FD. A composição funcional das comunidades de peixes foi fortemente influenciada pelas características físicas do habitat e pela altitude; riachos hidrologicamente mais instáveis e de altitudes elevadas foram mais seletivos em relação às características das espécies.
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                                        Desvendando padrões de estrutura filogenética de comunidades biológicas em diferentes escalas
                                        Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                        Tipo Dissertação
                                        Data 25/04/2014
                                        Área ECOLOGIA
                                        Orientador(es)
                                        • Fabio de Oliveira Roque
                                        Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                          • Clarissa de Araujo Martins
                                          Banca
                                          • Cynthia Peralta De Almeida Prado
                                          • Franco Leandro de Souza
                                          • Tadeu de Siqueira Barros
                                          • Yzel Rondon Súarez
                                          Resumo Esta dissertação está dividida em dois capítulos. No primeiro capítulo eu investiguei padrões de comunidades filogenéticas para entender quais os processos que podem influenciar a montagem de comunidades de anuros no Pantanal ao longo do tempo, em uma escala regional e local. No segundo capítulo eu investiguei padrões de estrutura filogenética em uma escala global. Utilizei o framework da filogenética de comunidades para testar a hipótese de instabilidade climática nas regiões tropicais e temperadas. Os dois manuscritos, após devida revisão e tradução, serão submetido aos periódicos “Plos One” (Capitulo 1) e “Biology Letters” (Capitulo 2).
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