| Araneofauna estruturada em gradiente urbano-rural independente da paisagem e da estrutura vegetal |
|
| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
06/03/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Alexandre Bragio Bonaldo
- Antonio Domingos Brescovit
- Danilo Bandini Ribeiro
- Eduardo Martins Venticinqüe
- Josue Raizer
- Rafael Dettogni Guariento
|
| Resumo |
A urbanização é destacada como um dos principais fatores relacionados a perda de
biodiversidade, porém nem todos os grupos de animais são afetados da mesma maneira
por esse processo. Nós avaliamos os efeitos da urbanização sobre a comunidade de
aranhas ao longo de um gradiente urbano-rural em escala local e de paisagem. As aranhas
foram coletadas com guarda-chuva entomológico em 15 fragmentos, onde foram tomadas
medidas de estrutura vertical da vegetação, as quais representaram os efeitos locais e
medidas de componentes da matriz circundante desses fragmentos através de imagens de
satélite, que representaram os efeitos da paisagem. A composição de espécies variou entre
áreas urbanas e rurais, com espécies ocorrendo exclusivamente em fragmentos rurais,
assim como em fragmentos urbanos. Em áreas da periferia urbana várias espécies foram
comuns aquelas das demais áreas. A comunidade de aranhas não respondeu a estrutura
da vegetação e nem a composição da paisagem ao redor dos fragmentos, o que pode ser
explicado pela alta diversidade de uso de habitat do grupo estudado (aranhas do estrato
arbustivo), uma vez que as respostas são mais claras quando o grupo alvo pertence a uma
mesma guilda. Portanto, há variação na composição de espécies de aranhas ao longo do
gradiente urbano-rural, mas essa variação não depende da estrutura vegetal dos
fragmentos e dos elementos da paisagem que circundam os remanescentes florestais. |
| Download |
|
|
| Influência da sazonalidade na comunidade de aves em campos alagáveis e ambiente associados, no Pantanal de Miranda, MS |
|
| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
10/02/2017 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Fabio de Oliveira Roque
- Heitor Miraglia Herrera
- Josue Raizer
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
- Rudi Ricardo Laps
|
| Resumo |
As comunidades naturais são sistemas dinâmicos espacialmente heterogêneos cuja densidade e estrutura mudam com o tempo, principalmente em ambientes altamente sazonais como o Pantanal, sujeito a variações no pulso de inundação e precipitação. Avaliamos a variação na riqueza e na abundância de aves ao longo das estações de cheia, vazante, seca e enchente, em função da sazonalidade, pulso de inundação e pluviosidade, ao longo de três ciclos anuais. Avaliamos também a distribuição em guildas tróficas e status de ocorrência. O estudo foi desenvolvido na região do Pantanal do Miranda em Mato Grosso do Sul, em áreas de campos inundáveis e ambientes associados (canjiqueiral, paratudal, borda de capão e mata ciliar). Foi utilizado o método de transectos lineares com registro visual e auditivo. Registramos 235 espécies de aves (11.581 registros), 117 Não-Passeriformes e 118 Passeriformes (50,2%). As espécies com maior abundância foram Patagioenas picazuro, Brotogeris chiriri, Columbina picui, Aratinga nenday e Phimosus infuscatus. Registramos três ciclos sazonais distintos: dois anos de cheia intercalados por um ano sem extravasamento do rio. As guildas mais abundantes foram insetívoras (39%), seguido de onívoras (30%). Além de aves residentes, o local foi utilizado por aves nômades e migratórias neárticas e austrais. A comunidade de aves (riqueza e abundância) respondeu significativamente ao pulso de inundação, sendo que níveis altos do rio afetam negativamente a riqueza de aves. Consequentemente, a cheia foi o período de menor riqueza e menor abundância de aves. A maior riqueza ocorreu na seca e a maior abundância na vazante. Graus diferentes de inundação propiciaram resultados distintos na comunidade de aves, levando a crer que uma cheia intensa tem impactos mais negativos que um ano sem cheia, e que anos com cheias menores podem favorecer a comunidade de aves. A precipitação não se relacionou significativamente com a riqueza ou abundância de aves, e a variação temporal também não foi significativa. Em função de variações plurianuais no ciclo de inundação, houveram dois anos com cheia, intercalados com um ano sem cheia. No ano sem cheia, apesar de chuvas terem criado grande áreas de alagamento nos meses equivalentes, algumas espécies dependentes de campos alagados estiveram ausentes. Campos alagáveis e ambientes associados da região do Miranda abrigam riqueza de aves expressiva, que utilizam a área principalmente para forrageio, sendo importantes para espécies residentes, visitantes nômades, migratórias neoárticas e austrais.
|
| Download |
|
|
| Efeito da perda e fragmentação florestal sobre a comunidade de Psitacídeos |
|
| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
16/12/2016 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Maria João Veloso da Costa Ramos Pereira
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Cármen Sofia Lourenço Lemos Dionísio
|
| Banca |
- Cintia Cornelius Frische
- Gláucia Helena Fernandes Seixas
- José Augusto Alves
- Jose Manuel Ochoa Quintero
- Rafael Dettogni Guariento
|
| Resumo |
A perda e degradação do habitat a partir da intensa alteração ambiental, resultante de
atividades antropogênicas, têm efeitos diretos ou indiretos sobre toda a biodiversidade e
consequentemente sobre a avifauna. Assim, o futuro da proteção e conservação da
biodiversidade irá implicar um manejo em paisagens cada vez mais antropizadas. Desta
forma, estudos que considerem fatores da paisagem como a cobertura vegetacional e o
tamanho do fragmento são cruciais para fazer previsões acerca do efeito do uso do solo
sobre as comunidades animais e conceber estratégias de gestão eficazes. De forma a
investigar como as espécies respondem a alterações ambientais, utilizámos as espécies da
família Psittacidae como modelo. Neste estudo, procurámos avaliar como a comunidade
de psitacídeos responde aos efeitos da fragmentação florestal e perda de habitat numa
região do Cerrado. Para tal, analisámos como a riqueza, abundância relativa e
composição de espécies variam entre paisagens com diferentes coberturas florestais e
entre fragmentos florestais com diferentes tamanhos. Os nossos resultados indicam que a
variação observada na riqueza e abundância relativa de psitacídeos não está relacionada
com a cobertura florestal. No entanto, a composição de psitacídeos varia entre as
diferentes coberturas florestais das diferentes paisagens analisadas. O tamanho do
fragmento também não explica as diferenças na variação de riqueza, abundância relativa
e diversidade de psitacídeos. Além disso, detectamos mais duas espécies de psitacídeos
para a região da Serra da Bodoquena – Aratinga auricapillus e Forpus xanthopterygius,
do que os anteriormente descritos na literatura. Os psitacídeos não mostraram um efeito
claro na resposta às alterações ambientais, provavelmente relacionado com a sua
capacidade de dispersão para atividades tais como a procura de alimento. Estas espécies,
distribuídas pelas diferentes coberturas florestais e pelos diferentes tamanhos de
fragmentos, mostram assim uma resposta positiva à
indicamos medidas para mitigar os impactos futuros da perda de habitat e sugerimos
espécies prioritárias para a conservação.
|
| Download |
|
|
| Demographic and genetic parameters of two pond-breeding frogs in human-altered landscapes of the Brazilian Chaco |
|
| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
15/07/2016 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Cynthia Peralta De Almeida Prado
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Gabriel Paganini Faggioni
|
| Banca |
- Carlos Guilherme Becker
- Cynthia Peralta De Almeida Prado
- Diego Jose Santana Silva
- Fausto Nomura
- Fernando Rodrigues da Silva
- Tiago da Silveira Vasconcelos
|
| Resumo |
Rãs são organismos semiaquáticos dependentes de corpos d’água para reprodução e
desenvolvimento dos girinos, mas que utilizam ambientes terrestres para procurar abrigo e
alimento, assim como para migração e dispersão. Consequentemente, hábitats terrestres
adequados devem estar distribuídos ao redor de corpos d’água para garantir o ciclo de vida
completo da maioria das espécies de rãs. Na direção oposta, atividades antrópicas avançam sobre
vegetações nativas, alterando a composição e configuração das paisagens e desconectando
ambientes aquáticos e terrestres. Ao longo desta Tese, eu investiguei os efeitos da modificação
antrópica da paisagem em parâmetros demográficos e genéticos de duas rãs Neotropicais que se
reproduzem em poças temporárias, Leptodactylus bufonius (Lb) e L. chaquensis (Lc). As duas
espécies coocorrem na paisagem de estudo, o Chaco brasileiro de Porto Murtinho, mas
apresentam diferentes estratégias reprodutivas e preferências de hábitat. No Capítulo 1, eu
estimei as probabilidades de ocupação de hábitat, detecção, colonização e extinção local através
de análises em múltiplas escalas geográficas. Meus resultados mostraram que a substituição de
vegetação nativa por pastos afetou a probabilidade de ocupação do hábitat por Lc, mas os efeitos
mais fortes foram observados em Lb devido ao seu modo reprodutivo. No Capítulo 2, para
possibilitar a investigação dos efeitos da modificação de hábitat em parâmetros genéticos de Lb e
Lc, eu isolei e caracterizei marcadores microssatélites para as duas espécies. Os novos
marcadores genéticos apresentaram alto polimorfismo e estão entre os poucos microssatélites
disponíveis para o estudo de espécies do gênero Leptodactylus. No Capítulo 3, eu usei os novos
marcadores genéticos para procurar por evidência de gargalos genéticos e endogamia, assim
como para investigar a influência das modificações de hábitat na conectividade funcional entre
as poças. Eu utilizei análises clássicas de genética de populações, assim como avanços recentes
na teoria e ferramentas de genética de paisagem, como a parametrização de superfícies de
resistência baseada em dados quantitativos. As duas espécies apresentaram evidências de
impactos demográficos passados (poucas gerações). Meus resultados indicaram que a
configuração atual da paisagem parece estar limitando o fluxo gênico de Lb, mas não de Lc entre
as poças. Em conclusão, meus resultados indicaram que a conversão de matas nativas em pastos
afetou diferentemente as populações de Lb e Lc. Indivíduos de Lc utilizaram todos os tipos de
poças e foram capazes de se movimentar através da matriz de pastos. Lb foi dependente de
hábitats florestados devido ao seu modo reprodutivo. Para esta espécie, poças temporárias devem
estar cercadas e conectadas por áreas florestadas para que se garanta a conectividade funcional e
a reprodução. A minha tese ressalta (1) a importância de hábitats terrestres para espécies de rãs
semiaquáticas; (2) as conexões entre características espécie-específicas e as consequências da
modificação de hábitat; (3) a relevância de estudos com múltiplas espécies em estudos de
ecologia de paisagem; e (4) a utilidade de hipóteses biologicamente informativas baseadas em
características espécies-específicas.
|
| Download |
|
|
| Influência da variação interanual das inundações no Pantanal sobre a abundância das populações de dois mamíferos ameaçados: o cervo do pantanal (Blastocerus dichotomus Illiger, 1811) e o veado campeiro (Ozotoceros bezoarticus Linnaeus, 1758) |
|
| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
24/06/2016 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Guellity Marcel Fonseca Pereira
|
| Banca |
- Helena De Godoy Bergallo
- José Mauricio Barbanti
- Liliani Marilia Tiepolo
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
- Marcelo Oscar Bordignon
- Roger Rodrigues Torres
|
| Resumo |
Em ambientes inundáveis as populações de diversas espécies podem variar devido à
heterogeneidade temporal e espacial nas comunidades de plantas e da produtividade de
ecossistemas, mediadas pela duração e intensidade das inundações. O presente estudo
objetivou avaliar a relação entre a variação da densidade de cervo-do-pantanal
(Blastocerus dichotomus) e veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus) e a variação nas
inundações no Pantanal, bem como analisar a magnitude dos efeitos de mudanças
climáticas sobre a abundância destas espécies. As densidades foram obtidas através de
levantamentos aéreos cobrindo toda a planície inundável, e foi encontrada uma relação
significativa entre inundação e densidade apenas para o cervo-do-pantanal. A densidade
desta espécie variou de 0,16 a 0,32 indivíduos/km² (população máxima estimada em
44800 ± 7686 indivíduos), enquanto a densidade de veado-campeiro variou de 0,11 a
0,25 grupos/km² (população máxima estimada de 34800 ± 6369 grupos) durante os oito
levantamentos aéreos realizados entre 1991-2004. Frente os cenários mais recentes de
mudanças na precipitação em toda a Bacia do Alto Paraguai, estimamos declínios de
10% a 25% nas populações de cervo cujas probabilidades de ocorrência são de 85 e
60%, respectivamente, até 2040, e declínios críticos de 50% a 75% nas populações cujas
probabilidades são 55% e 60%, respectivamente, até 2100. Sob esta perspectiva, os
impactos de mudanças climáticas podem ainda ser agravados pela sinergia com
alterações ambientais que interferem na hidrologia do Pantanal, tais como projetos de
aproveitamentos hidroelétricos, intervenções nos principais rios para melhorar a
navegação e canais de drenagem em áreas úmidas.
|
| Download |
|
|
| Variação da abundância de Physalaemus biligonigerus (Cope, 1861) (Anura: Leptodactylidae) sob influência da estrutura do habitat e paisagem em área de planície inundável, Brasil |
|
| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
23/06/2016 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Pedro Henrique Pereira de Jesus
|
| Banca |
- Antonio Conceicao Paranhos Filho
- Christine Strüsmann
- Cynthia Peralta De Almeida Prado
- Diego Jose Santana Silva
- Milton Cezar Ribeiro
- Vanda Lucia Ferreira
|
| Resumo |
As características da estrutura do habitat e da paisagem são determinantes na
compreensão dos padrões de distribuição, diversidade, riqueza e abundância dos
anfíbios. A influência do habitat em micro e mesoescala nos parâmetros populacionais
dos anfíbios é cada vez mais evidente, e cada espécie responde a esses efeitos de
diferentes formas. Diante disso, investigamos a influência do habitat ao nível de
microescala e mesoescala na abundância de Physalaemus biligonigerus em uma área da
porção oeste da sub-região do Pantanal da Nhecolândia. Os indivíduos foram
amostrados através de armadilhas de interceptação e queda com cerca-guia entre 2008 a
2014. A abundância de rã-chorona (n = 659) variou ao longo dos anos e campanhas,
porém, a espécie foi mais abundante na estação úmida. O modelo linear misto
demonstrou que o índice de umidade por diferença normalizada e a distância da água
exercem influência significativa sobre a abundância ponderada de P. biligonigerus. Na
análise de variância, a porcentagem de campo limpo também foi um preditor
importante, e a mesma interage de modo expressivo com a distância da água. Isso
demonstra que P. biligonigerus predomina nas áreas de campos e menos distantes da
água. Nossos resultados evidenciam a influência da configuração da paisagem sobre a
abundância de P. biligonigerus.
|
| Download |
|
|
| Spatiotemporal distribution of Phyllostomid bats in the Pantanal wetland: effects of resource availability and vegetation structure |
|
| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
10/06/2016 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Christoph Friedrich Johannes Meyer
- Josue Raizer
- Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
- Maria João Veloso da Costa Ramos Pereira
|
| Resumo |
Eu testei a hipótese de que a intensidade de inundação influencia a ecologia de populações e
comunidades de morcegos filostomídeos no Pantanal. A intensidade de inundação influencia a
estrutura da vegetação, composição e a disponibilidade de frutos e recursos florais que
influencia a dieta e o uso do hábitat dos filostomídeos. Os filostomídeos mais abundantes do
Pantanal têm dietas muitos similares centradas nas mesmas espécies de frutos comuns de
locais mais úmidos. No entanto diferenças na dinâmica do uso do hábitat entre as duas
espécies garante a coexistência e a alta abundancia em locais com maior previsibilidade na
disponibilidade de frutos. O consumo de recursos vegetais é filogeneticamente relacionado,
espécies filogeneticamente próximas consomem recursos vegetais em proporções similares. A
disponibilidade de recursos vegetais consumido pelos filostomídeos é influenciada pela
intensidade de inundação o que induz a uma resposta filogeneticamente estruturada da
comunidade de filostomíedos à intensidade de inundação. Linhagens distintas de
filostomídeos usam hábitats com diferentes intensidades de inundação em resposta aos
recursos vegetais mais consumidos. A instabilidade climática causada pelos ciclos de
inundação e seca limita a disponibilidade de recursos vegetais que afeta de forma
determinante a dieta, demografia e a estrutura da comunidade dos morcegos filostomídeos no
Pantanal.
|
| Download |
|
|
| Estruturação espaço-temporal, funcional e filogenética de borboletas frugívoras em diferentes estratos verticais de uma Floresta Estacional Semidecidual |
|
| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/05/2016 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Danilo Bandini Ribeiro
- Fabio de Oliveira Roque
- Leandro da Silva Duarte
- Lucas Augusto Kaminski
- Nicolas Oliveira Mega
- Nicolay Leme da Cunha
|
| Resumo |
Uma das principais perguntas em ecologia de comunidades é entender os fatores que
afetam a distribuição e composição de espécies no espaço e no tempo. Neste contexto, a
estratificação vertical da vegetação tem sido apontada como um importante estruturador da composição de espécies dos mais diferentes táxons, uma vez que os estratos
apresentam diferenças em seus fatores abióticos. No presente estudo buscamos avaliar se a assembleia de borboletas frugívoras estaria estruturada diferentemente entre os estratos
verticais no Parque Nacional da Serra da Bodoquena. Este trabalho buscou avaliar, além da composição de espécies, já mostrada em trabalhos anteriores, a diversidade funcional
e a associação filogenética dos organismos em cada estrato vertical. Para isso, utilizamos armadilhas com iscas atrativas dispostas alternadamente entre o sub-bosque e o dossel ao
longo de seis transecções independentes no PARNA Serra da Bodoquena. Em um ano de
amostragem foram registrados 4230 indivíduos, distribuídos em 63 espécies de borboletas
frugívoras. O sub-bosque foi o estrato mais rico e abundante, enquanto que o dossel apresentou maior diversidade, provavelmente pela alta dominância da espécie Eunica
Macris no subosque. Porém, observamos um padrão de estratificação vertical sazonal,
onde verificamos uma inversão nos valores relativos de riqueza e abundância nos meses mais frios, sendo o dossel o estrato mais rico e abundante neste período. A composição
de espécies diferiu significativamente entre os dois estratos, e todas as subfamílias estiveram presentes tanto no dossel quanto no sub-bosque; a tribo Morphini, pertencente
a subfamília Satyrinae, ocorreu exclusivamente no sub-bosque. Embora não saibamos exatamente quais os fatores que determinam esta estruturação vertical na assembleia de
borboletas frugívoras, uma das possíveis hipóteses seriam os fatores abióticos (luminosidade) e/ou bióticos como a distribuição de plantas hospedeiras e a predação. De
forma geral, sugerimos que a estruturação da assembleia de borboletas frugívoras ao longo dos estratos verticais no PARNA Serra da Bodoquena é em parte determinada pela
variação nos fatores ambientais entre os estratos, que atua como um filtro selecionando espécies com determinadas características funcionais; todavia, este filtro não é
filogenético, ou seja, o grau de relacionamento entre as espécies que ocorrem em um estrato não é significativamente diferente do de espécies que ocorrem em estratos
diferentes. Alguns atributos medidos nestes organismos diferiram significativamente entre os estratos verticais, estando estes atributos correlacionados ao voo e à
termorregulação. Em borboletas, existem muitos aspectos diferentes relacionados ao voo (velocidade, duração, agilidade, manobrabilidade). A velocidade do voo é positivamente
correlacionada com a menor amplitude da asa, comprimento e largura do tórax, enquanto que a massa relativa do abdómen é negativamente relacionada à velocidade do voo; em
geral, voos mais lentos conferem ao organismo maior manobrabilidade. Nesse contexto, a diferenciação funcional entre os estratos verticais encontrada no presente trabalho, pode
estar relacionada a diferentes estratégias de defesa contra a predação, devido suas características morfológicas e de voo; ainda, pode haver relação direta com biologia
termal das espécies, que juntas podem auxiliar na fuga contra predadores. Como conclusão, observamos que as espécies de borboletas frugívoras se distribuem
diferentemente entre o sub-bosque e o dossel. Essa diferença encontrada na composição da assembleia de borboletas frugívoras, associada à diferença funcional, sugere que os
estratos são fundamentalmente distintos quanto as suas condições bióticas e/ou abióticas, mesmo em uma floresta de menor porte, como a Serra da Bodoquena, que apresenta o
estrato de sub-bosque e dossel mais próximos um do outro se comparada à Mata Atlântica e à Amazônia. Além disso, constatamos um agrupamento funcional e não filogenético
entre os estratos verticais; desta forma, podemos sugerir que os processos ecológicos e não os fatores históricos foram preponderantes na estruturação funcional da assembleia
de borboletas frugívoras entre o sub-bosque e o dossel.
|
| Download |
|
|
| Comportamento, uso de recursos e influência de Apis mellifera na rede de interações entre abelhas e plantas |
|
| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
23/05/2016 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Júnior Henrique Frey Dargas
|
| Banca |
- Andrea Cardoso de Araujo
- Denise Lange
- Marco Aurelio Ribeiro De Mello
- Pietro Kiyoshi Maruyama Mendonça
- Rogerio Rodrigues Faria
- Rudi Ricardo Laps
|
| Resumo |
Neste estudo investigamos as preferências florais, o uso de recursos, o comportamento e
a importância de A. mellifera em rede de interações plantas-abelhas no Pantanal. Apis
melllifera foi registrada visitando 36 espécies vegetais, sendo que em 81% das visitas,
atuou como polinizador. Durante as visitas, a maior parte destas abelhas coletou apenas
néctar (42%) ou néctar e pólen (36%), e apenas uma menor proporção (22%) coletou
exclusivamente pólen. Abelhas nativas atuaram predominantemente como
polinizadoras, exceto Trigona spinipes que atua como pilhador de recursos florais. A
modularidade nas redes de abelhas e espécies vegetais não foi significativa, sendo
evidenciado alto aninhamento da rede, sobretudo pela elevada presença de espécies
generalistas. Após a de remoção da espécie exótica A. mellifera da rede, houve um
decréscimo do aninhamento, mas a modularidade continuou não sendo significativa,
evidenciando a importância de A. mellifera no aumento do aninhamento da rede.
Comparando-se as interações de T. spinipes e A. mellifera não houve diferença
significativa entre o grau e a centralidade. Apis mellifera demonstrou-se
supergeneralista, não sendo evidenciadas preferências florais por essa espécie. Sendo
assim, mostramos aqui que a ocorrência de Apis mellifera, uma espécie exótica
altamente generalista, altera a estrutura das redes de interação promovendo um alto
aninhamento, e dimuição da modularidade da rede.
|
| Download |
|
|
| Adequação da bacia do Alto Rio Paraná para a reintrodução de ariranhas (Pteronura brasiliensis) |
|
| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
09/05/2016 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Guilherme de Miranda Mourão
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Carolina Ribas Pereira
- Caroline Leuchtenberger
- Erich Arnold Fischer
- Jose Manuel Ochoa Quintero
- Juliana Quadros
- Yzel Rondon Súarez
|
| Resumo |
A bacia do Paraná é considerada área de distribuição histórica das ariranhas (Pteronura brasiliensis).
Avaliar a ocorrência de ariranhas em áreas de distribuição histórica e identificar áreas para possível
reintrodução da espécie na bacia são metas do Plano de Ação Nacional para Ariranhas- ICMBio. A
reintrodução de uma espécie, no entanto, poderá funcionar apenas se a espécie em questão encontrar
condições adequadas na nova paisagem, sendo necessários estudos que procurem identificar a
adequabilidade da paisagem para dar suporte a estratégias como esta. Os objetivos deste trabalho consistem
em (i) averiguar a presença de ariranhas em trechos de rios da bacia do Alto Rio Paraná; (ii) determinar
variáveis ambientais que favorecem a probabilidade de ocorrência de estruturas construídas pelas ariranhas;
(iii) determinar se características ambientais de trechos de corpos d’água podem ser usadas para alocá-los
em categorias segundo a ocorrência conhecida de ariranhas. Para isso percorri trechos da bacia do Alto Rio
Paraná e da bacia do Alto Rio Paraguai, no Pantanal a procura de vestígios de P. brasiliensis. Sinais de
presença e ausência da espécie foram amostrados quanto a variáveis ambientais que pudessem estar
correlacionadas à seleção de habitat. Um modelo de regressão logística foi utilizado para prever a
probabilidade de algum ponto específico do barranco ser usado por ariranhas, baseado em vestígios deixados
por elas e uma Análise de Coordenadas Principais (PCoA) foi utilizada para responder se e quais
características ambientais ordenam a ocorrência de ariranhas nesses trechos e se há disponibilidade destas
características na bacia do Alto Rio Paraná. Não foram encontrados quaisquer vestígios de ariranhas na
bacia do Paraná. O modelo logístico indicou que a probabilidade de se encontrar vestígios de ariranhas
diminui com o aumento da velocidade dos corpos d’água e aumenta conforme o aumento da largura da mata
riparia. Com a PCoA foi possível identificar que as variáveis velocidade do corpo d’água, textura do solo,
largura da mata riparia, condutividade da água, inclinação e distância de cidades estão correlacionadas a
presença de ariranhas em trechos de rios. Os dois primeiros eixos da ordenação PCoA mostraram que as
bacias do Alto Rio Paraná e Alto Rio Paraguai diferem quanto as características de corpos d’água e sugerem
que os trechos amostrados na bacia do Alto Rio Paraná não reúnem muitas das características relacionadas
com a presença de sinais de ariranhas.
|
| Download |
|
|
| Elementos estruturadores das metacomunidades de peixes de riachos neotropicais |
|
| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
09/05/2016 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Walmir Benedito Freitas Mundim Junior
|
| Banca |
- Fábio Cop Ferreira
- Izaias Medice Fernandes
- Josue Raizer
- Mauricio Cetra
- Rudi Ricardo Laps
- Yzel Rondon Súarez
|
| Resumo |
A ecologia de comunidades busca a compreender fatores que determinam a distribuição
das espécies em múltiplas escalas, partindo deste princípio, o estudo de
metacomunidades propõe responder questionamentos sobre a relação entre a
importância das diferentes escalas espaciais e as interações biológicas como
determinantes da organização da distribuição das espécies. Neste sentido, os riachos são
habitats ideais para as investigações ecológicas, por exibirem estruturas de forma
hierárquica contextualizadas em ordem de riachos. No presente trabalho buscamos
testar a hipótese de que o padrão de distribuição das assembleias de peixes varia na
bacia do rio Amambai e nas diferentes ordens dos riachos. Utilizamos como modelo a
bacia do rio Amambai, Alto Rio Paraná, Mato Grosso do Sul. Amostramos 64 trechos
de riachos ao longo de toda bacia. Registramos 79 espécies de peixes, sendo que riqueza
e composição de espécies mudou entre as diferentes ordens dos riachos e algumas
espécies foram mais presentes. A riqueza de espécies, obtida por rarefação,foi maior em
trechos de riachos localizados na porção inferior da bacia com alta velocidade de
corrente. Para cada ordem de riacho, as características ambientais que mais influenciam
a distribuição das espécies mudam. Constatamos diferenças na estrutura da
metacomunidades, sendo que na bacia como um todo o padrão foi aninhado, nos riachos
de 1ª ordem quase-aninhamento e nos demais riachos quase-clementsiano. Nossos
resultados reforçam a ideia de que assembleias de riachos de baixa ordem são mais
influencia das por características locais e que o aumento do volume dos riachos leva ao
aumento da riqueza das espécies que estão relacionadas à heterogeneidade espacial e
posição longitudinal.
|
| Download |
|
|
| Odonates as indicators of landscape change in a region of the Cerrado |
|
| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
12/04/2016 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Andrea Cardoso de Araujo
- Daniel Forsin Buss
- Gustavo Graciolli
- Leandro Juen
- Marina Schmidt Dalzochio
- Sheyla Regina Marques Couceiro
|
| Resumo |
O conhecimento sobre quais fatores determinam as tendências atuais da biodiversidade
considerando às condições recentes de perda e fragmentação de habitats é essencial para
projetar e executar estratégias para conservação das espécies. Identificar e descrever as
consequências das ameaças antropogênicas atuais e seus efeitos sobre os padrões e
processos das assembleias de espécies são fundamentais para a ecologia de
comunidades. Neste estudo, investigamos como mudanças antropogênicas do uso do
solo em paisagens naturais afetam as comunidades de Odonata. Nós dividimos este
estudo em três capítulos. No primeiro capítulo, nós avaliamos se a comunidade de
Zygoptera (Odonata) demonstra respostas não lineares em relação ao declínio de
remanescentes de vegetação nativa em torno de córregos seguindo uma abordagem de
limiares. No segundo capítulo, considerando a desconstrução da comunidade em
“traits”, nós avaliamos como os diferentes comportamentos de oviposição das espécies
respondem a perda de vegetação nativa. No terceiro capítulo, nós consideramos a
comunidade desconstruída em “traits” relacionados à capacidade de dispersão enfatizando o papel da resistência da paisagem como um importante preditor na
estruturação dessas comunidades de Odonata. Os dados para este estudo foram obtidos a
partir de coletas em 116 córregos no estado de Mato Grosso do Sul. Nossos resultados
enfatizaram que a perda e ou modificações na vegetação nativa são variáveis chaves que
influenciam as comunidades de Odonata. As duas abordagens usadas nesse trabalho,
respostas não lineares, considerando a comunidade como um todo ou a comunidade
desconstruído em caracteristicas relacionados à capacidade de dispersão e oviposição,
são essenciais para avaliar o efeito das mudanças em paisagens naturais nas
comunidades de Odonata. Essas abordagens provaram ser ferramentas relevantes em
estudos de ecologia, auxiliando na tomada de decisões na conservação de espécies e
especialmente dos ambientes aquáticos que são essenciais para a manutenção de grande
parte da biodiversidade do planeta.
|
| Download |
|
|
| Dípteros ectoparasitos de morcegos no Novo Mundo: Distribuição espacial e padrões de associação |
|
| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
29/02/2016 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Luiz Felipe Alves da Cunha Carvalho
|
| Banca |
- Andrea Cardoso de Araujo
- Fernando Paiva
- Gustavo Graciolli
- Luiz Eduardo Roland Tavares
- Márcio Roberto Pie
- Mauricio Osvaldo Moura
|
| Resumo |
Compreender os padrões de distribuição, abundância e interação de espécies é uma das propostas centrais em estudos ecológicos. Uma maneira comum de verificar se um conjunto de espécies resulta em uma comunidade estruturada ou ordenada é determinar se grupos específicos de espécies estão associados a um determinado habitat ou área biogeográfica. Os objetivos deste estudo foram investigar a associação de moscas ectoparasitas de morcegos nas Américas, entre as faixas latitudinais de 50º Norte até 40º Sul e 127º Oeste e 34º Leste, caracterizando e determinando o padrão estrutural das redes de interações estabelecidas; e avaliar o padrão espacial na riqueza de moscas ectoparasitas no continente americano, testando as variáveis preditoras deste padrão. A associação moscas-morcegos revelou redes não aninhadas, compartimentadas e modulares. As espécies interativas são gradativamente substituídas ao longo das faixas latitudinais, porém a especialização de rede é relativamente estável. Verificamos uma maior riqueza de moscas ao norte da Linha do Equador, sendo esta não relacionada ao gradiente latitudinal, nem à riqueza de espécies de morcegos ou variáveis ambientais. |
| Download |
|
|
| Comunidade de anuros e o efeito do desenvolvimento urbano sobre a composição e riqueza de espécies em fragmentos florestais de Cerrado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil |
|
| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
27/01/2016 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Cláudia Márcia Marily Ferreira
|
| Banca |
- Cynthia Peralta De Almeida Prado
- Franco Leandro de Souza
- Marcelo Menin
- Sonia Zanini Cechin
- Vanessa Kruth Verdade
|
| Resumo |
A destruição do habitat é um dos principais fatores responsáveis pelo declínio de
populações de anfíbios ao redor do mundo, sendo a urbanização um processo que
promove a fragmentação e perda do habitat, gerando mudanças profundas no ambiente,
o que contribui para a perda da biodiversidade de espécies. Mais de um terço das
espécies de anfíbios conhecidas no mundo está ameaçada pelo desenvolvimento urbano,
que gera mudanças na vegetação e hidrologia, poluição dos ambientes aquáticos e
terrestres e poluição sonora. Estudos demonstram que a composição de espécies de
anfíbios em áreas urbanas é alterada, ocorrendo um domínio de espécies generalistas
quanto ao uso do habitat, e que nestes locais a riqueza de espécies diminui. No Brasil,
poucos são os trabalhos que avaliaram os efeitos do desenvolvimento urbano sobre a
fauna de anfíbios e no estado do Mato Grosso do Sul é escasso o conhecimento sobre
este grupo de vertebrados em área urbana. Desta forma os principais objetivos deste
estudo foram descrever a composição de espécies e a riqueza de anfíbios anuros em
remanescentes de Cerrado na área urbana de Campo Grande, Mato Grosso do Sul,
Brasil, avaliar se as comunidades variam ao longo do gradiente de urbanização e
investigar o papel do habitat local sobre a composição e riqueza de espécies. A fauna de
anuros foi amostrada em três estações chuvosas por meio de armadilhas de
interceptação e queda, procura auditiva, procura visual e encontro fortuito. A análise da
paisagem urbana foi realizada em diferentes escalas espaciais ao redor das áreas de
estudo e a porcentagem de impermeabilização do solo e a distância de cada fragmento
do centro urbano de Campo Grande foram usadas como indicativas do nível de
urbanização. Variáveis do habitat local foram também mensuradas. Dezessete espécies
de anuros foram registradas e houve um predomínio de animais das famílias
Leptodactylidae e Hylidae. A anurofauna da região é dominada por espécies
generalistas e que toleram mudanças no ambiente promovidas pela ação do homem. A
composição e riqueza de espécies não foram afetadas pela urbanização. Uma possível
explicação para o resultado encontrado é que a variável porcentagem de área
impermeável do solo tenha um efeito limiar e que uma cobertura menor de superfície
impermeável da que foi registrada neste estudo seja suficiente para reduzir o número de
espécies de anuros da região. A área dos fragmentos urbanos não afetou a riqueza de
espécies; é provável que a presença de habitats aquáticos para a reprodução seja um
fator mais importante para determinar a presença de diferentes espécies de anuros que a
área fragmentos. Para que o impacto da urbanização sobre os anuros em Campo Grande
seja minimizado é importante que as áreas verdes sejam preservadas e restauradas. Para
que os anuros residentes possam se dispersar e migrar é necessário à existência de
corredores de habitat conectando os fragmentos florestais. Além disso, é fundamental
que a coleta e o tratamento do esgoto ocorram de forma adequada, para que a
reprodução e ciclos de vida dos anfíbios anuros não sejam alterados.
|
| Download |
|
|
| Efeito da heterogeneidade da paisagem e do habitat na comunidade de aves no oeste do Pantanal da Nhecolândia, Mato Grosso do Sul |
|
| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
22/12/2015 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Alexander Charles Lees
- Augusto Joao Piratelli
- Danilo Bandini Ribeiro
- Jose Manuel Ochoa Quintero
- Rudi Ricardo Laps
|
| Resumo |
Intervenções humanas na paisagem do Pantanal em detrimento da substituição de habitats florestais por pastagens nativas têm modificado sua estrutura e alterado processos ecológicos. O objetivo deste estudo foi avaliar a estrutura da paisagem e dos habitats, notadamente os florestais, no oeste do Pantanal da Nhecolândia, Mato Grosso do Sul. O estudo foi desenvolvido durante as estações chuvosa e seca em três áreas de estudo: Fazenda Nhumirim (setembro-outubro de 2012 e janeiro de 2013), área com pastagens nativas (fevereiro e agosto-setembro de 2013) e área com pastagens cultivadas (março e julho-agosto de 2013). Em cada área de estudo foi montada um grade de amostragem com seis trilhas paralelas de 5 km de comprimento e dispostas a cada 1 km no eixo Noroeste-Sudeste. Nessas grades amostrais foram obtidos dados totais e por transectos das áreas (ha) das unidades de paisagem através de classificação das imagens de satélite. Para os habitats florestais foram obtidos dados de área (ha), isolamento médio (m), cobertura de sub-bosque (%), cobertura de dossel (%), biomassa de serapilheira (kg/cm2), bem como a circunferência à altura do peito - CAP (cm) e a densidade das espécies vegetais arbóreas (indivíduos/cm2). A Fazenda Nhumirim apresentou os maiores valores de área de floresta (1097,24 ha), as quais estão mais conectadas, em média a 148,2 m de distância em relação às outras manchas florestais, quando comparadas às demais áreas amostradas na região. Entretanto, grande parte da área com pastagens nativas é composta por campos inundáveis (3298,80 ha) e as manchas florestais presentes, notadamente os capões, estão mais isoladas na paisagem (em média a 368 m das demais manchas de floresta). A presença de gado bovino no interior das manchas florestais promove drásticas alterações na estrutura do sub-bosque, que é significativamente menor em capões (48,2 a 38,2%) quando comparado às cordilheiras em (85,2 a 60,6%). Os capões apresentaram os menores valores de biomassa de serapilheira (0,367 a 0,318 kg/m2), comparados às cordilheiras, com 0,700 a 0,668 kg/m2. A densidade de espécies vegetais arbóreas foi significativamente menor em capões, com 0,075 indivíduos/m2. Intervenções humanas na paisagem do Pantanal, tais como a substituição da vegetação nativa por pastagens cultivadas, podem afetar drasticamente a estrutura e processos ecológicos nos habitats florestais. |
| Download |
|
|
| Efeitos da dinâmica de inundação nas estratégias reprodutivas, na estrutura do banco de sementes e na diversidade funcional de comunidades de macrófitas aquáticas em lagoas do Pantanal |
|
| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
15/12/2015 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Arnildo Pott
- Geraldo Alves Damasceno Junior
- Juan Jose Neiff
- Luis Mauricio Bini
- Sidinei Magela Thomaz
- Yzel Rondon Súarez
|
| Resumo |
Os fatores ambientais e a disponibilidade de recursos refletem na funcionalidade das
comunidades, sendo de grande importância a compreensão dos processos que
influenciam a organização e o estabelecimento dos indivíduos e quais suas implicações
para a manutenção da biodiversidade e de processos ecossistêmicos. As plantas
aquáticas apresentam traços morfológicos, anatômicos e de história de vida que
minimizam os efeitos das variações dos diferentes fatores ambientais e da dinâmica das
planícies inundáveis, resultando em sucesso de colonização por estas espécies em
ambientes aquáticos. A propagação vegetativa e a dormência das sementes ou esporos
no solo permitem à maioria das espécies de macrófitas aquáticas resistirem a estes
fatores ambientais. Além disso, os traços funcionais das espécies definem as
comunidades que suportam filtros ambientais, sendo importante conhece-los e definilos.
Neste trabalho, pretendeu-se observar como a inundação influencia na estrutura das
comunidades de macrófitas aquáticas em lagoas. Foram avaliadas as comunidades
destas plantas em 20 lagoas, quantificando a porcentagem de cobertura das espécies; a
biomassa dos órgãos reprodutivos e de propagação vegetativa destas; a abundânciae
riqueza da comunidade do banco de sementes, analisando a composição deste entre os
perfis das lagoas, a flora local e os tipos de lagoas; e os traços funcionais de adaptação
das espécies à inundação. Observou-se que há o investimento equivalente em ambas as
estratégias de propagação – sexuada e vegetativa, não havendo interação significativa
entre fase hidrológica e o tipo de propagação; o banco de sementes não difere entre os
perfis das lagoas; a flora local é 43,12% similar ao banco de sementes; há tendência das
lagoas temporárias, permanentes e “vazantes” diferenciarem-se; o pulso de inundação
determina os grupos funcionais das comunidades nas lagoas nas diferentes fases da
inundação. Concluiu-se que as comunidades estão estruturadas em relação à inundação
sazonal, a qual age como um filtro ambiental sobre os aspectos funcionais das espécies.
|
| Download |
|
|
| Variação temporal da comunidade de helmintos parasitos do morcego Nyctinomops laticaudatus em área urbana |
|
| Curso |
Mestrado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
23/11/2015 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Luiz Eduardo Roland Tavares
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Cláudia Portes Santos Silva
- Gustavo Graciolli
- Marcelo Oscar Bordignon
- Reinaldo José da Silva
- Ricardo Massato Takemoto
|
| Resumo |
A variação temporal é um dos processos que determinam a montagem das
comunidades ecológicas, através de variações da disponibilidade de recursos, das
condições ambientais e das interações biológicas. As modificações que ocorrem ao longo
do tempo dos fatores bióticos e abióticos podem levar à variação da comunidade de
helmintos parasitos, tanto em espécies de ciclo de vida direto quanto os de ciclo de vida
indireto. O presente trabalho busca descrever a comunidade helmíntica parasitária de
Nyctinomops lataicaudatus (Chiroptera: Molossidae); verificar se essa comunidade é
influenciada por características morfológicas do hospedeiro, bem como pelo sexo do
hospedeiro e pelo tempo; e verificar se a composição e a estrutura da comunidade
parasitária variaram ao longo do tempo. Foram realizadas cinco campanhas durante um
ano, no Estádio Pedro Pedrossian, no município de Campo Grande-MS. Os descritores
populacionais (prevalência e abundância) e os comunitários do parasitismo (riqueza,
diversidade, uniformidade média) foram calculados para cada infracomunidade de todas as
campanhas realizadas. O coeficiente de correlação por posto de Spearman (rs) foi utilizado
para verificar uma possível correlação do Índice de Condição Corporal (ICC) com os
descritores comunitários do parasitismo de cada campanha. Um Modelo Linear
Generalizado Misto (GLMM) foi utilizado para verificar a relação da riqueza e da
abundância média com o sexo dos hospedeiros, com o tempo e com a interação entres
esses dois termos. Além disso, uma análise de Variância Permutacional (PERMANOVA) e
uma análise de escalonamento multidimensional não métrico (NMDS) foram realizadas
para verificar se a composição e a estrutura da comunidade endoparasitária variaram ao
longo do tempo estudado. A comunidade endoparasitária foi composta por uma espécie de
cestoda e três espécies de nematodas, a abundância total esteve relacionada com o tempo e
com o sexo dos hospedeiros e tanto a composição quanto a estrutura da comunidade de
helmintos parasitos variaram ao longo do tempo estudado.
|
| Download |
|
|
| Ecological drivers of aquatic metacommunities in a riverine network |
|
| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
20/11/2015 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Adriano Sanchez Melo
- Luis Mauricio Bini
- Pitágoras Bispo da Conceição
- Rafael Dettogni Guariento
- Rhainer Guillermo Nascimento Ferreira
|
| Resumo |
A ecologia de metacomunidades reconhece que tanto fatores ambientais quanto
espaciais afetam a estrutura de comunidades. Bacias hidrográficas, sistemas
hierárquicos complexos conectados por fluxo de água, podem ser usadas em estudos
ecológicos como áreas naturais onde: i) sistemas de biomonitoramento podem ser
implementados e ii) processos relacionados a dispersão ocorrem e podem ser
representados pela configuração espacial entre pontos amostrais. Nessa tese, eu
investiguei os processos ecológicos responsáveis por afetar a estrutura de
metacomunidades em uma bacia hidrográfica em três capítulos complementares. No
primeiro capítulo, eu procurei entender a resposta de larvas e adultos de libélulas,
organismos que sofrem mudança ontogenética de nicho, a um gradiente ambiental e quanto de informação em relação a esse gradiente é compartilhada entre diferentes
estágios de vida. No segundo capítulo, eu busquei compreender se os mesmos processos
ecológicos afetam larvas e adultos, usando tanto preditores ambientais e dimensões
espaciais onde a dispersão pode ocorrer. O último capítulo, eu investiguei se
componentes ambientais e/ou espaciais (distâncias por terra, água e conectividade)
foram determinantes da variação entre sítios de comunidades de insetos aquáticos com
diferentes capacidades dispersoras e se a medida de conectividade melhora a detecção
de processos relacionados a dispersão em relação aos outros componentes espaciais. Em
geral, organismos que sofrem mudança ontogenética de nicho são afetados por variáveis
ambientais (paradigma escolha de espécies), e larvas e adultos podem ser utilizados
como bioindicadores de impactos relacionados a pecuária. Por considerar mudanças
ontogenéticas de nicho no contexto de biomonitoramento e metacomunidades, essa tese
avança no sentido de conectar os sistemas terrestres e aquáticos, abrindo um caminho
para futuros estudos. O paradigma escolha de espécies também foi o principal
mecanismo responsável pela variação de comunidades de insetos aquáticos com
diferentes habilidades de dispersão entre sítios. A medida de conectividade derivada da
teoria de grafos não melhorou a explicação de processos espaciais comparado as
distâncias calculadas por terra e água, porém ela captura um arranjo espacial diferente.
Assim, mudanças ontogenéticas de nicho e redes dendríticas auxiliam no entendimento
dos processos ecológicos estruturadores de metacomunidades.
|
| Download |
|
|
| Ecologia Molecular de Leguminosae e Cactaceae no Cerrado e Chaco: Fenologia, Filogeografia e Genética de Populações |
|
| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
13/11/2015 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Aline Pedroso Lorenz
- Andreia Carina Turchetto Zolet
- Angela Lucia Bagnatori Sartori
- Camila Martini Zanella
- Gecele Matos Paggi
- Mariana Pires de Campos Telles
|
| Resumo |
No Brasil, o Cerrado e o Chaco, juntamente com a Caatinga, fazem parte da diagonal de formações vegetacionais abertas e dividem duas grandes florestas tropicais: a Amazônica e a Atlântica. Em geral, essas formações apresentam secas sazonais, com vegetação adaptada, distribuições complexas e, quando comparada às florestas tropicais úmidas, apresentam poucos estudos relacionados aos mais variados temas, como fertilidade do solo, biodiversidade, dinâmica populacional, estrutura genética e conservação.
Estudos que avaliem a distribuição geográfica da variabilidade genética de espécies dessas regiões abertas, sobretudo daquelas espécies filogeneticamente relacionadas que compartilham atributos ecológicos e traços comuns de história evolutiva, podem fornecer informações importantes sobre as respostas demográficas das populações adaptadas ao estresse hídrico durante oscilações climáticas passadas. Entretanto, por vezes a ampla distribuição geográfica das espécies dificulta uma correta avaliação dos aspectos ecológicos e evolutivos das populações, devido principalmente à dificuldade em se acessar as populações naturais ao longo de toda sua extensão. Uma saída é o uso de coleções biológicas, e em especial as exsicatas de plantas, pois permite a obtenção de amostras de uma grande variedade taxonômica e geográfica, sendo especialmente útil em estudos de espécies com ampla distribuição.
Para melhor compreender os processos relacionados a origem, evolução e manutenção da biodiversidade dessas formações abertas brasileiras, estudamos os padrões fenológicos (por meio de registros de herbários) e filogeográficos (aliados com modelagem de nicho ambiental) de duas espécies arbóreas do Cerrado (Leptolobium dasycarpum e L. elegans, Leguminosae - Papilionoideae), e também avaliamos a estrutura genética populacional de uma espécie de cacto (Echinopsis rhodotricha, Cactaceae — Trichocereeae) presente no Chaco brasileiro.
As duas espécies de Leguminosae apresentaram uma tendência para a floração e frutificação tardia com o aumento da chuva, porém, a temperatura parece ter influenciado apenas a floração de L. dasycarpum, levando à um aumento da data de floração.
As análises filogeográficas baseadas em regiões do DNA cloroplastidial e nuclear revelaram o compartilhamento de haplótipos entre L. dasycarpum e L. elegans. As populações são fortemente estruturadas, mas sem a formação de grupos geográficos diferenciados. As análises demográficas indicaram estabilidade populacional prolongada, corroborada pela modelagem de nicho ambiental das espécies.
Por meio dos marcadores microssatélites desenvolvidos para Echinopsis rhodotricha vimos que, na região do Chaco brasileiro, essa espécie apresenta baixa estruturação populacional e índices de diversidade genética semelhantes a outras espécies de Cactaceae. Além disso, a amplificação desses marcadores em outras espécies de Cactaceae foi bem-sucedida, sobretudo nos exemplares pertencentes à tribo Trichocereeae, contribuindo para a realização de estudos de estrutura populacional, diversidade genética e fluxo gênico em populações de outras espécies de cactos que ocorrem na região.
|
| Download |
|
|
| Effects of habitat loss and fragmentation on small mammals in a tropical South-American Savanna: an ecological and functional approach |
|
| Curso |
Doutorado em Ecologia e Conservação |
| Tipo |
Tese |
| Data |
22/09/2015 |
| Área |
ECOLOGIA |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Cristian de Sales Dambros
- Daniel de Brito Candido da Silva
- Leandro da Silva Duarte
- Maurício Eduardo Graipel
- Thomas Püettker
|
| Resumo |
A fragmentação e perda de habitat são as principais ameaças atuais a biodiversidade. Muitos estudos têm sido realizados com o intuito de investigar a resposta das espécies as alterações em seu habitat. Com a expansão do conhecimento na área, muitas questões ainda continuam sendo debatidas, seja pela divergência de resultados entre diferentes estudos ou pelo surgimento de novas teorias e hipóteses. Entre elas, a aplicabilidade da teoria de biogeografia de ilhas em áreas terrestres fragmentadas, limiares de extinção e fragmentação, hipótese do "habitat amount" e alterações na estrutura funcional e filogenética de metacomunidades em paisagens fragmentadas são questões ainda pertinentes. O Cerrado é considerado um "hotspot" para conservação da biodiversidade, porém poucos estudos têm sido conduzidos na região para avaliar o efeito da fragmentação sobre sua fauna, a despeito da rápida conversão de suas áreas naturais em áreas antropizadas nas últimas décadas. Nesta tese meu objetivo principal foi investigar a resposta de pequenos mamíferos do Cerrado à fragmentação e perda de habitat sob diferentes enfoques. Por meio de um extenso esforço de captura em 54 fragmentos florestais e em paisagens com variações na quantidade de cobertura vegetal, avaliei a resposta de roedores e marsupiais em relação à fragmentação (tamanho e isolamento do fragmento e quantidade de vegetação na paisagem). Mais especificamente, foram avaliados: 1- o efeito do tamanho do fragmento em paisagens de 22.500 ha com diferentes níveis de cobertura vegetal remanescente (10, 30 e 50%). 2 – testei a hipótese do "habitat amount" em paisagens locais (buffers de 250 a 6000 m de raio) utilizando subconjuntos dos pontos amostrais de forma a controlar a variação entre tamanho e isolamento do fragmento e quantidade de vegetação na paisagem. 3 - Avaliei como as comunidades respondem à fragmentação em uma perspectiva funcional e filogenética. De forma geral, meus resultados mostraram que a quantidade de vegetação na paisagem é o fator mais importante para predizer a riqueza de espécies, o tamanho do fragmento por sua vez teve um papel secundário. Já a abundância de espécies generalistas aumenta tanto em paisagens com menor quantidade de vegetação quanto em fragmentos menores. Meus dados corroboraram a hipótese do "habitat amount", ou seja, de forma geral quando controlei a variação na quantidade de vegetação na paisagem, o tamanho do fragmento e isolamento deixaram de ter efeito sobre a riqueza de espécies especialistas. Porém, encontrei relação com o tamanho de fragmento em paisagens com níveis intermediários de fragmentação. Ainda, a estrutura filogenética das comunidades sofreu alteração em relação ao tamanho de fragmento, sendo que em fragmentos menores marsupiais são mais abundantes que roedores, enquanto que os últimos são mais comuns em fragmentos maiores. Em relação à estrutura funcional das comunidades, o gradiente de fragmentação funcionou como filtro ambiental para as espécies. Por outro lado, locais mais preservados (em relação tanto ao tamanho do fragmento quanto à quantidade de vegetação) apresentaram maior diversidade funcional. Este é o primeiro estudo com esforço amostral substancial no Cerrado avaliando o efeito da fragmentação, com réplicas não só a nível de fragmento, mas também a nível de paisagem. Estes resultados evidenciam que a perda de habitat, e secundariamente a fragmentação, resultam em alterações substanciais nas comunidades de pequenos mamíferos sob diversos enfoques. Há alterações na riqueza, abundância, composição de espécies e estrutura funcional e filogenética em relação ao gradiente de fragmentação e perda de habitat. Estes resultados deverão auxiliar os tomadores de decisão sobre medidas de conservação nesta região tão diversa e única. |
| Download |
|
|