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TRABALHO Ações
Influência da variação interanual das inundações no Pantanal sobre a abundância das populações de dois mamíferos ameaçados: o cervo do pantanal (Blastocerus dichotomus Illiger, 1811) e o veado campeiro (Ozotoceros bezoarticus Linnaeus, 1758)
Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
Tipo Dissertação
Data 24/06/2016
Área ECOLOGIA
Orientador(es)
  • Marcelo Oscar Bordignon
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Guellity Marcel Fonseca Pereira
    Banca
    • Helena De Godoy Bergallo
    • José Mauricio Barbanti
    • Liliani Marilia Tiepolo
    • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
    • Marcelo Oscar Bordignon
    • Roger Rodrigues Torres
    Resumo Em ambientes inundáveis as populações de diversas espécies podem variar devido à
    heterogeneidade temporal e espacial nas comunidades de plantas e da produtividade de
    ecossistemas, mediadas pela duração e intensidade das inundações. O presente estudo
    objetivou avaliar a relação entre a variação da densidade de cervo-do-pantanal
    (Blastocerus dichotomus) e veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus) e a variação nas
    inundações no Pantanal, bem como analisar a magnitude dos efeitos de mudanças
    climáticas sobre a abundância destas espécies. As densidades foram obtidas através de
    levantamentos aéreos cobrindo toda a planície inundável, e foi encontrada uma relação
    significativa entre inundação e densidade apenas para o cervo-do-pantanal. A densidade
    desta espécie variou de 0,16 a 0,32 indivíduos/km² (população máxima estimada em
    44800 ± 7686 indivíduos), enquanto a densidade de veado-campeiro variou de 0,11 a
    0,25 grupos/km² (população máxima estimada de 34800 ± 6369 grupos) durante os oito
    levantamentos aéreos realizados entre 1991-2004. Frente os cenários mais recentes de
    mudanças na precipitação em toda a Bacia do Alto Paraguai, estimamos declínios de
    10% a 25% nas populações de cervo cujas probabilidades de ocorrência são de 85 e
    60%, respectivamente, até 2040, e declínios críticos de 50% a 75% nas populações cujas
    probabilidades são 55% e 60%, respectivamente, até 2100. Sob esta perspectiva, os
    impactos de mudanças climáticas podem ainda ser agravados pela sinergia com
    alterações ambientais que interferem na hidrologia do Pantanal, tais como projetos de
    aproveitamentos hidroelétricos, intervenções nos principais rios para melhorar a
    navegação e canais de drenagem em áreas úmidas.
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    Variação da abundância de Physalaemus biligonigerus (Cope, 1861) (Anura: Leptodactylidae) sob influência da estrutura do habitat e paisagem em área de planície inundável, Brasil
    Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
    Tipo Dissertação
    Data 23/06/2016
    Área ECOLOGIA
    Orientador(es)
    • Vanda Lucia Ferreira
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Pedro Henrique Pereira de Jesus
      Banca
      • Antonio Conceicao Paranhos Filho
      • Christine Strüsmann
      • Cynthia Peralta De Almeida Prado
      • Diego Jose Santana Silva
      • Milton Cezar Ribeiro
      • Vanda Lucia Ferreira
      Resumo As características da estrutura do habitat e da paisagem são determinantes na
      compreensão dos padrões de distribuição, diversidade, riqueza e abundância dos
      anfíbios. A influência do habitat em micro e mesoescala nos parâmetros populacionais
      dos anfíbios é cada vez mais evidente, e cada espécie responde a esses efeitos de
      diferentes formas. Diante disso, investigamos a influência do habitat ao nível de
      microescala e mesoescala na abundância de Physalaemus biligonigerus em uma área da
      porção oeste da sub-região do Pantanal da Nhecolândia. Os indivíduos foram
      amostrados através de armadilhas de interceptação e queda com cerca-guia entre 2008 a
      2014. A abundância de rã-chorona (n = 659) variou ao longo dos anos e campanhas,
      porém, a espécie foi mais abundante na estação úmida. O modelo linear misto
      demonstrou que o índice de umidade por diferença normalizada e a distância da água
      exercem influência significativa sobre a abundância ponderada de P. biligonigerus. Na
      análise de variância, a porcentagem de campo limpo também foi um preditor
      importante, e a mesma interage de modo expressivo com a distância da água. Isso
      demonstra que P. biligonigerus predomina nas áreas de campos e menos distantes da
      água. Nossos resultados evidenciam a influência da configuração da paisagem sobre a
      abundância de P. biligonigerus.
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      Estruturação espaço-temporal, funcional e filogenética de borboletas frugívoras em diferentes estratos verticais de uma Floresta Estacional Semidecidual
      Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
      Tipo Dissertação
      Data 30/05/2016
      Área ECOLOGIA
      Orientador(es)
      • Danilo Bandini Ribeiro
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Poliana Felix Araujo
        Banca
        • Danilo Bandini Ribeiro
        • Fabio de Oliveira Roque
        • Leandro da Silva Duarte
        • Lucas Augusto Kaminski
        • Nicolas Oliveira Mega
        • Nicolay Leme da Cunha
        Resumo Uma das principais perguntas em ecologia de comunidades é entender os fatores que
        afetam a distribuição e composição de espécies no espaço e no tempo. Neste contexto, a
        estratificação vertical da vegetação tem sido apontada como um importante estruturador da composição de espécies dos mais diferentes táxons, uma vez que os estratos
        apresentam diferenças em seus fatores abióticos. No presente estudo buscamos avaliar se a assembleia de borboletas frugívoras estaria estruturada diferentemente entre os estratos
        verticais no Parque Nacional da Serra da Bodoquena. Este trabalho buscou avaliar, além da composição de espécies, já mostrada em trabalhos anteriores, a diversidade funcional
        e a associação filogenética dos organismos em cada estrato vertical. Para isso, utilizamos armadilhas com iscas atrativas dispostas alternadamente entre o sub-bosque e o dossel ao
        longo de seis transecções independentes no PARNA Serra da Bodoquena. Em um ano de
        amostragem foram registrados 4230 indivíduos, distribuídos em 63 espécies de borboletas
        frugívoras. O sub-bosque foi o estrato mais rico e abundante, enquanto que o dossel apresentou maior diversidade, provavelmente pela alta dominância da espécie Eunica
        Macris no subosque. Porém, observamos um padrão de estratificação vertical sazonal,
        onde verificamos uma inversão nos valores relativos de riqueza e abundância nos meses mais frios, sendo o dossel o estrato mais rico e abundante neste período. A composição
        de espécies diferiu significativamente entre os dois estratos, e todas as subfamílias estiveram presentes tanto no dossel quanto no sub-bosque; a tribo Morphini, pertencente
        a subfamília Satyrinae, ocorreu exclusivamente no sub-bosque. Embora não saibamos exatamente quais os fatores que determinam esta estruturação vertical na assembleia de
        borboletas frugívoras, uma das possíveis hipóteses seriam os fatores abióticos (luminosidade) e/ou bióticos como a distribuição de plantas hospedeiras e a predação. De
        forma geral, sugerimos que a estruturação da assembleia de borboletas frugívoras ao longo dos estratos verticais no PARNA Serra da Bodoquena é em parte determinada pela
        variação nos fatores ambientais entre os estratos, que atua como um filtro selecionando espécies com determinadas características funcionais; todavia, este filtro não é
        filogenético, ou seja, o grau de relacionamento entre as espécies que ocorrem em um estrato não é significativamente diferente do de espécies que ocorrem em estratos
        diferentes. Alguns atributos medidos nestes organismos diferiram significativamente entre os estratos verticais, estando estes atributos correlacionados ao voo e à
        termorregulação. Em borboletas, existem muitos aspectos diferentes relacionados ao voo (velocidade, duração, agilidade, manobrabilidade). A velocidade do voo é positivamente
        correlacionada com a menor amplitude da asa, comprimento e largura do tórax, enquanto que a massa relativa do abdómen é negativamente relacionada à velocidade do voo; em
        geral, voos mais lentos conferem ao organismo maior manobrabilidade. Nesse contexto, a diferenciação funcional entre os estratos verticais encontrada no presente trabalho, pode
        estar relacionada a diferentes estratégias de defesa contra a predação, devido suas características morfológicas e de voo; ainda, pode haver relação direta com biologia
        termal das espécies, que juntas podem auxiliar na fuga contra predadores. Como conclusão, observamos que as espécies de borboletas frugívoras se distribuem
        diferentemente entre o sub-bosque e o dossel. Essa diferença encontrada na composição da assembleia de borboletas frugívoras, associada à diferença funcional, sugere que os
        estratos são fundamentalmente distintos quanto as suas condições bióticas e/ou abióticas, mesmo em uma floresta de menor porte, como a Serra da Bodoquena, que apresenta o
        estrato de sub-bosque e dossel mais próximos um do outro se comparada à Mata Atlântica e à Amazônia. Além disso, constatamos um agrupamento funcional e não filogenético
        entre os estratos verticais; desta forma, podemos sugerir que os processos ecológicos e não os fatores históricos foram preponderantes na estruturação funcional da assembleia
        de borboletas frugívoras entre o sub-bosque e o dossel.
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        Comportamento, uso de recursos e influência de Apis mellifera na rede de interações entre abelhas e plantas
        Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
        Tipo Dissertação
        Data 23/05/2016
        Área ECOLOGIA
        Orientador(es)
        • Josue Raizer
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Júnior Henrique Frey Dargas
          Banca
          • Andrea Cardoso de Araujo
          • Denise Lange
          • Marco Aurelio Ribeiro De Mello
          • Pietro Kiyoshi Maruyama Mendonça
          • Rogerio Rodrigues Faria
          • Rudi Ricardo Laps
          Resumo Neste estudo investigamos as preferências florais, o uso de recursos, o comportamento e
          a importância de A. mellifera em rede de interações plantas-abelhas no Pantanal. Apis
          melllifera foi registrada visitando 36 espécies vegetais, sendo que em 81% das visitas,
          atuou como polinizador. Durante as visitas, a maior parte destas abelhas coletou apenas
          néctar (42%) ou néctar e pólen (36%), e apenas uma menor proporção (22%) coletou
          exclusivamente pólen. Abelhas nativas atuaram predominantemente como
          polinizadoras, exceto Trigona spinipes que atua como pilhador de recursos florais. A
          modularidade nas redes de abelhas e espécies vegetais não foi significativa, sendo
          evidenciado alto aninhamento da rede, sobretudo pela elevada presença de espécies
          generalistas. Após a de remoção da espécie exótica A. mellifera da rede, houve um
          decréscimo do aninhamento, mas a modularidade continuou não sendo significativa,
          evidenciando a importância de A. mellifera no aumento do aninhamento da rede.
          Comparando-se as interações de T. spinipes e A. mellifera não houve diferença
          significativa entre o grau e a centralidade. Apis mellifera demonstrou-se
          supergeneralista, não sendo evidenciadas preferências florais por essa espécie. Sendo
          assim, mostramos aqui que a ocorrência de Apis mellifera, uma espécie exótica
          altamente generalista, altera a estrutura das redes de interação promovendo um alto
          aninhamento, e dimuição da modularidade da rede.
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          Adequação da bacia do Alto Rio Paraná para a reintrodução de ariranhas (Pteronura brasiliensis)
          Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
          Tipo Dissertação
          Data 09/05/2016
          Área ECOLOGIA
          Orientador(es)
          • Guilherme de Miranda Mourão
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Luna Carinyana Silvestre
            Banca
            • Carolina Ribas Pereira
            • Caroline Leuchtenberger
            • Erich Arnold Fischer
            • Jose Manuel Ochoa Quintero
            • Juliana Quadros
            • Yzel Rondon Súarez
            Resumo A bacia do Paraná é considerada área de distribuição histórica das ariranhas (Pteronura brasiliensis).
            Avaliar a ocorrência de ariranhas em áreas de distribuição histórica e identificar áreas para possível
            reintrodução da espécie na bacia são metas do Plano de Ação Nacional para Ariranhas- ICMBio. A
            reintrodução de uma espécie, no entanto, poderá funcionar apenas se a espécie em questão encontrar
            condições adequadas na nova paisagem, sendo necessários estudos que procurem identificar a
            adequabilidade da paisagem para dar suporte a estratégias como esta. Os objetivos deste trabalho consistem
            em (i) averiguar a presença de ariranhas em trechos de rios da bacia do Alto Rio Paraná; (ii) determinar
            variáveis ambientais que favorecem a probabilidade de ocorrência de estruturas construídas pelas ariranhas;
            (iii) determinar se características ambientais de trechos de corpos d’água podem ser usadas para alocá-los
            em categorias segundo a ocorrência conhecida de ariranhas. Para isso percorri trechos da bacia do Alto Rio
            Paraná e da bacia do Alto Rio Paraguai, no Pantanal a procura de vestígios de P. brasiliensis. Sinais de
            presença e ausência da espécie foram amostrados quanto a variáveis ambientais que pudessem estar
            correlacionadas à seleção de habitat. Um modelo de regressão logística foi utilizado para prever a
            probabilidade de algum ponto específico do barranco ser usado por ariranhas, baseado em vestígios deixados
            por elas e uma Análise de Coordenadas Principais (PCoA) foi utilizada para responder se e quais
            características ambientais ordenam a ocorrência de ariranhas nesses trechos e se há disponibilidade destas
            características na bacia do Alto Rio Paraná. Não foram encontrados quaisquer vestígios de ariranhas na
            bacia do Paraná. O modelo logístico indicou que a probabilidade de se encontrar vestígios de ariranhas
            diminui com o aumento da velocidade dos corpos d’água e aumenta conforme o aumento da largura da mata
            riparia. Com a PCoA foi possível identificar que as variáveis velocidade do corpo d’água, textura do solo,
            largura da mata riparia, condutividade da água, inclinação e distância de cidades estão correlacionadas a
            presença de ariranhas em trechos de rios. Os dois primeiros eixos da ordenação PCoA mostraram que as
            bacias do Alto Rio Paraná e Alto Rio Paraguai diferem quanto as características de corpos d’água e sugerem
            que os trechos amostrados na bacia do Alto Rio Paraná não reúnem muitas das características relacionadas
            com a presença de sinais de ariranhas.
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            Elementos estruturadores das metacomunidades de peixes de riachos neotropicais
            Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
            Tipo Dissertação
            Data 09/05/2016
            Área ECOLOGIA
            Orientador(es)
            • Yzel Rondon Súarez
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Walmir Benedito Freitas Mundim Junior
              Banca
              • Fábio Cop Ferreira
              • Izaias Medice Fernandes
              • Josue Raizer
              • Mauricio Cetra
              • Rudi Ricardo Laps
              • Yzel Rondon Súarez
              Resumo A ecologia de comunidades busca a compreender fatores que determinam a distribuição
              das espécies em múltiplas escalas, partindo deste princípio, o estudo de
              metacomunidades propõe responder questionamentos sobre a relação entre a
              importância das diferentes escalas espaciais e as interações biológicas como
              determinantes da organização da distribuição das espécies. Neste sentido, os riachos são
              habitats ideais para as investigações ecológicas, por exibirem estruturas de forma
              hierárquica contextualizadas em ordem de riachos. No presente trabalho buscamos
              testar a hipótese de que o padrão de distribuição das assembleias de peixes varia na
              bacia do rio Amambai e nas diferentes ordens dos riachos. Utilizamos como modelo a
              bacia do rio Amambai, Alto Rio Paraná, Mato Grosso do Sul. Amostramos 64 trechos
              de riachos ao longo de toda bacia. Registramos 79 espécies de peixes, sendo que riqueza
              e composição de espécies mudou entre as diferentes ordens dos riachos e algumas
              espécies foram mais presentes. A riqueza de espécies, obtida por rarefação,foi maior em
              trechos de riachos localizados na porção inferior da bacia com alta velocidade de
              corrente. Para cada ordem de riacho, as características ambientais que mais influenciam
              a distribuição das espécies mudam. Constatamos diferenças na estrutura da
              metacomunidades, sendo que na bacia como um todo o padrão foi aninhado, nos riachos
              de 1ª ordem quase-aninhamento e nos demais riachos quase-clementsiano. Nossos
              resultados reforçam a ideia de que assembleias de riachos de baixa ordem são mais
              influencia das por características locais e que o aumento do volume dos riachos leva ao
              aumento da riqueza das espécies que estão relacionadas à heterogeneidade espacial e
              posição longitudinal.
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              Variação temporal da comunidade de helmintos parasitos do morcego Nyctinomops laticaudatus em área urbana
              Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
              Tipo Dissertação
              Data 23/11/2015
              Área ECOLOGIA
              Orientador(es)
              • Luiz Eduardo Roland Tavares
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Luisa Rodrigues Baraldi
                Banca
                • Cláudia Portes Santos Silva
                • Gustavo Graciolli
                • Marcelo Oscar Bordignon
                • Reinaldo José da Silva
                • Ricardo Massato Takemoto
                Resumo A variação temporal é um dos processos que determinam a montagem das
                comunidades ecológicas, através de variações da disponibilidade de recursos, das
                condições ambientais e das interações biológicas. As modificações que ocorrem ao longo
                do tempo dos fatores bióticos e abióticos podem levar à variação da comunidade de
                helmintos parasitos, tanto em espécies de ciclo de vida direto quanto os de ciclo de vida
                indireto. O presente trabalho busca descrever a comunidade helmíntica parasitária de
                Nyctinomops lataicaudatus (Chiroptera: Molossidae); verificar se essa comunidade é
                influenciada por características morfológicas do hospedeiro, bem como pelo sexo do
                hospedeiro e pelo tempo; e verificar se a composição e a estrutura da comunidade
                parasitária variaram ao longo do tempo. Foram realizadas cinco campanhas durante um
                ano, no Estádio Pedro Pedrossian, no município de Campo Grande-MS. Os descritores
                populacionais (prevalência e abundância) e os comunitários do parasitismo (riqueza,
                diversidade, uniformidade média) foram calculados para cada infracomunidade de todas as
                campanhas realizadas. O coeficiente de correlação por posto de Spearman (rs) foi utilizado
                para verificar uma possível correlação do Índice de Condição Corporal (ICC) com os
                descritores comunitários do parasitismo de cada campanha. Um Modelo Linear
                Generalizado Misto (GLMM) foi utilizado para verificar a relação da riqueza e da
                abundância média com o sexo dos hospedeiros, com o tempo e com a interação entres
                esses dois termos. Além disso, uma análise de Variância Permutacional (PERMANOVA) e
                uma análise de escalonamento multidimensional não métrico (NMDS) foram realizadas
                para verificar se a composição e a estrutura da comunidade endoparasitária variaram ao
                longo do tempo estudado. A comunidade endoparasitária foi composta por uma espécie de
                cestoda e três espécies de nematodas, a abundância total esteve relacionada com o tempo e
                com o sexo dos hospedeiros e tanto a composição quanto a estrutura da comunidade de
                helmintos parasitos variaram ao longo do tempo estudado.

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                Influência da paisagem em diferentes escalas na probabilidade de ocupação de pequenos mamíferos em uma área fragmentada de Mata Atlântica
                Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                Tipo Dissertação
                Data 08/09/2015
                Área ECOLOGIA
                Orientador(es)
                • Josue Raizer
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Viviane Brito Dias
                  Banca
                  • Fabio de Oliveira Roque
                  • Helena De Godoy Bergallo
                  • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
                  • Milton Cezar Ribeiro
                  • Renata Pardini
                  Resumo A maioria do conhecimento disponível sobre os efeitos da fragmentação e suas
                  influências sobre as populações vem de estudos conduzidos na escala de mancha. No
                  entanto, manchas de habitat são partes do mosaico da paisagem e a presença de espécies
                  em uma mancha pode ser em função não apenas do seu tamanho ou isolamento, mas
                  também dos habitats da vizinhança. Ainda assim, poucos estudos investigando a
                  influência da estrutura da paisagem na distribuição de vertebrados consideraram a
                  heterogeneidade dos tipos de matriz. Nós realizamos um estudo na escala de paisagem
                  para avaliar a importância relativa do tipo de habitat, de componentes e da configuração
                  da paisagem (considerando a heterogeneidade funcional da matriz) nas probabilidades
                  de ocupação do roedor especialista de floresta, Oecomys cleberi, e do marsupial
                  generalista de habitat, Didelphis albiventris. Nós amostramos um sítio amostral
                  (localizados em área de floresta ou matriz) em 40 paisagens de 500m de raio em uma
                  área altamente fragmentada de Mata Atlântica. Os modelos mais plausíveis incluíam a
                  quantidade de mata remanescente disponível, com efeitos positivos tanto para a ocupação
                  da espécie especialista de floresta quanto para a espécie generalista e, ao
                  contrário do esperado a composição da matriz também foi relevante, embora com
                  menos força, para a ocupação da espécie especialista, mas não da espécie generalista.
                  Ainda que a grande maioria das paisagens apresentaram porcentagens inferiores ao
                  limiar de fragmentação (30%) abaixo do qual seria esperado que os efeitos do arranjo
                  espacial começassem a aparecer, seu efeito isolado no presente estudo não foi
                  corroborado para nenhuma das espécies analisadas. Nossos resultados mostraram que, a
                  despeito das diferenças na habilidade de utilizar diferentes tipos de matrizes, a
                  quantidade de mata remanescente foi o principal responsável pelos padrões de ocupação
                  de ambas espécies analisadas, e reforçam a importância do desenvolvimento de planos
                  de conservação que considerem processos na escala de paisagem.


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                  O papel das Áreas de Proteção Permanente e da Reserva Legal na conservação de mamíferos de médio e grande porte e como abrigo do javali em duas áreas de agroecossistemas no estado de Mato Grosso do Sul
                  Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                  Tipo Dissertação
                  Data 28/08/2015
                  Área ECOLOGIA
                  Orientador(es)
                  • Guilherme de Miranda Mourão
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Cynthia Doutel Ribas
                    Banca
                    • Carlos Henrique Salvador de Oliveira
                    • Erich Arnold Fischer
                    • Flávio Henrique Guimarães Rodrigues
                    • Rita de Cássia Bianchi
                    • Ubiratan Piovezan
                    Resumo Nas últimas décadas, a atividade agropecuária tem sido responsável por grandes mudanças na paisagem do Brasil, especialmente no Cerrado e Mata Atlântica, configurando
                    uma perda exponencial de habitats florestados, bem como matas ciliares e outras áreas de proteção permanente. Muitas espécies de animais e os próprios cursos d’água são ameaçados
                    pela atividade agropecuária, colocando em risco o futuro da biodiversidade do país. Além disso, a introdução de espécies exóticas invasoras, como o javali, compromete a qualidade
                    do ambiente, além de configurar uma grande ameaça às espécies locais. Os objetivos deste estudo foram averiguar a riqueza e composição da comunidade de mamíferos que ocorre em
                    duas áreas de agroecossistema no sul do estado de Mato Grosso do Sul através de armadilhamentos fotográficos, e averiguar se a distância da câmera em relação ao corpo
                    d'água mais próximo e em relação ao maior fragmento ordenam a estrutura da comunidade
                    de mamíferos, bem como criar um modelo de ocupação para cães e javalis e verificar se as
                    duas espécies ocupam os mesmos ambientes ou se evitam. Foi realizado uma Análise de
                    componentes principais (Pcoa) a fim de verificar a proximidade ou distância entre as
                    comunidades de mamíferos fotografados e, também, verificar a relação entre um gradiente
                    de distância da água e do maior fragmento de mata com a composição de espécies. O
                    modelo de ocupação para cães e javalis utilizado foi o de uma única estação para duas
                    espécies com a parameterização phi/delta, realizado no programa Presence. A riqueza foi de
                    26 espécies de mamíferos terrestres, de médio e grande porte, dos quais 22 espécies nativas
                    e quatro domésticas (cachorro, cavalo, gado bovino e javali). Dentre essas 22 espécies, 13 encontram-se listadas em alguma das categorias da lista nacional ou das listas estaduais de
                    espécies ameaçadas de extinção do Ministério do Meio Ambiente, das quais 4 encontram-se
                    como vulnerável na lista da IUCN. As espécies que ocorreram com maior frequência em
                    todos os habitats foram javali e anta, respectivamente. As distâncias da água (p=0,002) e do 2
                    fragmento mais próximo (p=0,02) ordenaram a comunidade (R²= 0,5), de modo que quanto
                    mais próxima da água e quanto mais conectada com um fragmento, mais "completa" a
                    comunidade que ocupa o local. Os resultados sugerem a importância de se manter
                    preservados os corpos d’água e os fragmentos de mata nativa nessas propriedades rurais. A
                    probabilidade de ocupação de um determinado ambiente para javalis (ѱ=0,75) e cães
                    (ѱ=0,71) diferiu pouco. A análise de ocupação para duas espécies em uma única estação
                    mostrou que elas quase não se evitam (φ=0,95), ocupando praticamente os mesmos
                    ambientes. Para javalis e cães, p e r tiveram os mesmos valores (p=0,26; r=0,26), indicando
                    que esse resultado pode ser efeito do horário de atividade das duas espécies ou da escala
                    temporal utilizada.


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                    Variação intraespecífica do fenótipo e da dieta no morcego Noctilio albiventris
                    Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                    Tipo Dissertação
                    Data 12/08/2015
                    Área ECOLOGIA
                    Orientador(es)
                    • Gustavo Graciolli
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Thiago Mateus Rocha dos Santos
                      Banca
                      • Carolina Ferreira Santos
                      • Erich Arnold Fischer
                      • Luiz Eduardo Roland Tavares
                      • Marcelo Rodrigues Nogueira
                      • Nilton Carlos Caceres
                      Resumo A equivalência ecológica entre os indivíduos de uma espécie muitas vezes foi recorrente
                      na literatura e serviu de base para várias teorias. Entretanto, diversos trabalhos
                      mostraram o papel da variação individual como um importante fator ecológico e
                      evolutivo de modo que possam existir indivíduos especializados em diferentes recursos
                      em uma população. A competição intraespecífica e a existência de diferentes trocas
                      ecológicas (“trade-offs”) podem ser importantes fatores que promovem a especialização
                      individual. Noctilio albiventris é um morcego que apresenta grande variação
                      interindividual do fenótipo e baseando-se nesta característica este trabalho objetivou verificar o nível de especialização individual em uma população de N. albiventris e se
                      ele está ligado à variação fenotípica. Foi realizada uma análise de conteúdo estomacal e
                      com esses dados foi verificado o nível de especialização individual da população.
                      Características morfológicas de tamanho e de forma foram mensuradas através de
                      técnicas morfométricas. Os morcegos comeram apenas ordens de insetos e a população
                      apresentou baixo nível de especialização individual e baixa correlação entre a forma e
                      dieta. Houve variação de tamanho entre machos e fêmeas, porém alta sobreposição de
                      nicho entre esses grupos. A variação sexual, onde machos são maiores que fêmeas pode
                      ser explicada pela necessidade de machos defenderem sua permanência nas colônias. A
                      sobreposição de nicho entre os sexos indica que embora possuam tamanhos diferentes,os sexos não variam a dieta. O baixo nível de especialização individual da população e a
                      baixa diversidade de itens alimentares podem ser explicados pela época da coleta, final
                      da estação seca, onde a disponibilidade de recursos pode estar reduzida, forçando os
                      indivíduos a comerem o que está disponível e não aquilo para que estão adaptados ou
                      especializados.


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                      Seleção de áreas para reserva legal baseada em multicritérios: aplicação em projetos de assentamento
                      Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                      Tipo Dissertação
                      Data 12/08/2015
                      Área ECOLOGIA
                      Orientador(es)
                      • Antonio Conceicao Paranhos Filho
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Gisele Milaré
                        Banca
                        • Alfredo Marcelo Grigio
                        • Jose Marcato Junior
                        • Normandes Matos da Silva
                        • Roberto Macedo Gamarra
                        • Yzel Rondon Súarez
                        Resumo Geotecnologias são ferramentas que contribuem para ações de conservação da
                        biodiversidade, e se inserem no contexto de planejamento, execução e monitoramento
                        dessas ações conservacionistas onde o espaço e o tempo são variáveis essenciais. Entre
                        as ações de conservação, podemos citar a seleção de áreas, seja para criação de unidades
                        de conservação, para recuperação ou para a delimitação de reserva legal. As
                        geotecnologias, porém, nem sempre se encontram disponíveis. Assim, nesse contexto, o
                        uso de “softwares” livres se torna uma alternativa viável para planejamento e tomada de
                        decisões. O primeiro capítulo apresenta um panorama do uso dos “softwares” livres no
                        Brasil, demonstrando uma tendência de aumento no seu uso, destacando a área
                        ambiental. Dentro do tema, “softwares” livres, SIG e conservação da biodiversidade, o
                        segundo capítulo apresenta um método semi-automático para delimitação de reserva
                        legal em projetos de assentamentos que se apresenta como ferramenta acessível para
                        ações de conservação da biodiversidade.
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                        Metazoários parasitos de peixes: uma metanálise em trabalhos com abordagem temporal e ecologia de comunidades no Pantanal
                        Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                        Tipo Dissertação
                        Data 30/07/2015
                        Área ECOLOGIA
                        Orientador(es)
                        • Luiz Eduardo Roland Tavares
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Danielle Ajala Cruz
                          Banca
                          • Cláudia Portes Santos Silva
                          • Gustavo Graciolli
                          • José Luis Luque Alejos
                          • Mauricio Laterça Martins
                          • Ricardo Massato Takemoto
                          Resumo Uma das principais questões em ecologia é compreender os mecanismos que
                          determinam a composição e a montagem de comunidades. Considerando que as
                          comunidades ecológicas são reguladas por fatores bióticos e abióticos e que esses
                          fatores variam no tempo, o ambiente pode agir como um importante agente estruturador
                          de comunidades. Esse trabalho tem por objetivo geral, verificar como as comunidades
                          parasitárias respondem às variações temporais do ambiente. O trabalho foi dividido em
                          três partes: 1) Uma metanálise foi utilizada para verificar a influência do tempo sobre a
                          similaridade das comunidades parasitárias de peixes, bem como para averiguar se há diferença na similaridade e na riqueza parasitária entre ambientes sazonais e não
                          sazonais; 2) Um estudo de caso foi realizado com o hospedeiro Psectrogaster
                          curviventris, a fim de verificar se há um decaimento temporal na similaridade da
                          estrutura das comunidades parasitárias na estação seca, em uma lagoa sob influência do
                          pulso de inundação no Pantanal; para o mesmo hospedeiro também foi verificado se as
                          comunidades parasitárias estão distribuídas de forma aninhada entre os hospedeiros ao
                          longo de estações secas e 3) A fauna parasitária do P. curviventris foi comparada com a
                          do hospedeiro sintópico Potamorhina squamoralevis, tanto na seca como na cheia.
                          Também testamos se a variabilidade entre as infracomunidades parasitárias é maior na estação cheia do que na seca, para as duas espécies de peixes. Não houve diferença nas
                          similaridades e na riqueza entre ambientes sazonais e não sazonais. Com os dados
                          obtidos por meio da metanálise e com a fauna parasitária de P. curviventris no Pantanal
                          sul, encontramos um decaimento temporal na similaridade da estrutura das comunidades
                          parasitárias. A fauna parasitária de P. curviventris não está distribuída de forma
                          aninhada entre as estações secas e não é similar à comunidade parasitária de P.
                          squamoralevis. Uma maior variabilidade na infracomunidade foi encontrada para P.
                          curviventris na estação cheia do que na seca e o contrário ocorreu para P.
                          squamoralevis. Nossos resultados fornecem evidências de que as comunidades
                          parasitárias respondem às variações no ambiente no decorrer do tempo e que as
                          diferenças intraespecíficas dos hospedeiros são cruciais para determinar a montagem
                          das comunidades parasitárias em estações seca e cheia do pantanal.


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                          Uso do espaço vertical por pequenos mamíferos não voadores em manchas florestais no Pantanal, Mato Grosso do Sul, Brasil.
                          Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                          Tipo Dissertação
                          Data 28/07/2015
                          Área ECOLOGIA
                          Orientador(es)
                          • Vanda Lucia Ferreira
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Rafael Penedo Ferreira
                            Banca
                            • Carlos Henrique Salvador de Oliveira
                            • Diogo Loretto Medeiros
                            • Maron Galliez
                            • Nilton Carlos Caceres
                            • Rafael Dettogni Guariento
                            Resumo A diversidade de espécies em um determinado ambiente reflete as diferenças na
                            composição do hábitat, sendo a partição de nicho o processo que permite a coexistência
                            entre as espécies. Alguns roedores e marsupiais desenvolveram adaptações que os
                            permitiram explorar os estratos superiores de hábitats florestais no Pantanal. Cada uma
                            destas espécies deve estar mais associada a um estrato ou a alguma característica do
                            hábitat. Portanto, este estudo teve por objetivo: verificar como se dá a distribuição dos
                            pequenos mamíferos nos estratos de hábitats florestais e avaliar a influência da
                            complexidade ambiental na distribuição dos mesmos. Utilizei 180 armadilhas de captura
                            viva dos tipos Tomahawk e Sherman, distribuídas em 20 pontos amostrais e iscadas
                            com rodelas de bananas e pasta de amendoim. Medi características ambientais como:
                            densidade de ramos e folhas, circunferência a altura do peito das árvores, circunferência
                            dos galhos e conectividade entre as árvores. Usei os modelos mistos e a modelagem de
                            ocupação para analisar os dados. Meus resultados mostraram que Thrichomys fosteri
                            utiliza mais o solo, enquanto Oecomys mamorae e Gracilinanus agilis foram mais
                            capturados nos estratos acima do solo (no sub-bosque ou no dossel). A probabilidade de
                            ocupação de T. fosteri foi influenciada positivamente pela densidade de ramos e folhas
                            em torno do ponto de captura e pela circunferência do galho onde a captura foi
                            realizada; a de O. mamorae sofreu influência negativa da circunferência do galho e
                            positiva da densidade de ramos e folhas ao redor da armadilha; e a ocupação de G.
                            agilis foi influenciada somente pela altura do ponto de captura. Deste modo, as espécies
                            estudadas se distribuem diferentemente no espaço tridimensional e existem
                            características estruturais dos hábitats florestais que influenciam sua probabilidade de
                            ocupação. A diferença no uso do hábitat, aliada à diversificação na dieta, reflete a
                            história evolutiva que resultou na segregação de nicho destas espécies.
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                            Efeitos da fragmentação florestal sobre comunidades de aves no Planalto da Bodoquena, Mato Grosso do Sul
                            Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                            Tipo Dissertação
                            Data 15/06/2015
                            Área ECOLOGIA
                            Orientador(es)
                            • Andrea Cardoso de Araujo
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Guilherme Dalponti
                              Banca
                              • Danilo Bandini Ribeiro
                              • Danilo Boscolo
                              • Fabio de Oliveira Roque
                              Resumo A fragmentação florestal é um processo que culmina na perda de área e separação dos remanescentes de um determinado
                              hábitat, podendo ter diversas origens, sendo a principal delas a conversão de áreas de hábitat natural em área de ocupação
                              humana, dedicadas majoritariamente a atividades agorpeccuárias. Os efeitos da fragmentação são principalmente a redução de
                              área e mudança na configuração dos remanescentes, ocasionando alterações nos padrões ecológicos regionais, que podem refletir
                              na perda de espécies. As Florestas Estacionais do interior do Brasil passaram por um forte processo de conversão de uso e
                              fragmentação, sendo que atualmente restam poucos remanescentes, a maioria em uma configuração fragmentada. Os objetivos
                              deste trabalho foram avaliar a variação na comunidade de aves em relação à área e isolamento dos ambientes de Florestas
                              Estacionais no Planalto da Bodoquena. Para tanto comparamos a comunidade de aves entre uma reserva de proteção integral
                              federal, o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, formado principalmente por áreas de florestas estacionais, com as
                              comunidades de aves de seis fragmentos de mata desta mesma fitofisionomia, com diferentes áreas e graus de isolamento. As
                              amostragens ocorreram em um período descontínuo durante o ano de 2014, totalizando três campanhas onde as áreas amostradas
                              foram visitadas uma vez por campanha. Foram feitas análises de similaridade, aninhamento e de beta-diversidade para identificar
                              o principal fator de diferenciação entre as comunidades (aninhamento ou "turnover"), enquanto análises multivariadas foram
                              realizadas para descrever o grau de fragmentação, a estrutura da vegetação dos pontos de amostragem (PCA). A ordenação das
                              comunidades de aves foi feita por meio de análises de Escalonamento Multidimensional não Métrico (NMDS) E Análise de
                              Coordenadas Principais (PCOA). Modelos Lineares Generalizados (GLM) foram utilizados para relacionar as variáveis
                              ambientais com a riqueza total de aves florestais. Foram registradas 1 22 espécies pertencentes a 33 famílias e nove guildas
                              alimentares. As análises de beta-diversidade mostraram que a substituição de espécies entre os sítios ("turnover") é a principal
                              causa de variação na beta-diversidade. A composição de espécies de aves foi relacionada à fragmentação (tamanho da área, grau
                              de isolamento dos remanescentes) e com a estrutura do hábitat (altura do dossel e densidade de árvores), sendo que 17 espécies
                              foram significativamente correlacionadas com áreas maiores e mais conectadas, enquanto apenas uma espécie com áreas
                              menores e mais isoladas. A riqueza de espécies de aves foi negativamente correlacionada a fragmentação (GLM, n=35;
                              p=0,00054 R² 0,36)., As guildas de insetívoros de sub-bosque, frugívoros e insetívoros de dossel também tiveram suas riquezas
                              relacionadas à fragmentação (GLM n=35; p<0,001; R² = 0,65; GLM n=35; p<0,001; R² = 0,47; GLM n = 35; PCOA1 p = 0,004;
                              R² = 0,37; respectivamente), tendo apresentado maiores riquezas em áreas maiores e mais conectadas. Porém o que melhor
                              explicou a variação na riqueza dos psitacídeos e granívoros foi a estrutura do hábitat, sendo estas duas guildas relacionadas com
                              áreas menos estruturadas, com menor altura de dossel e menor densidade de árvores (GLM n = 35; p<0,001; R² = 0,46; GLM
                              n=35; p<0,001; R² = 0,2, respectivamente). Os resultados aqui apresentados sugerem que a conservação de espécies sensíveis à
                              perda e fragmentação de hábitat, principalmente grandes frugívoros e insetívoros de sub-bosque, assim como a conservação de
                              uma maior riqueza de espécies no Planalto da Bodoquena depende da preservação de áreas florestais grandes e conectadas.

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                              Área de vida de Gracilinanus agilis (Mammalia: Didelphimorphia) em uma área de cerradão, Mato Grosso do Sul, Brasil
                              Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                              Tipo Dissertação
                              Data 12/05/2015
                              Área ECOLOGIA
                              Orientador(es)
                              • Nilton Carlos Caceres
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Patricia Sayuri Shibuya
                                Banca
                                • Emerson Monteiro Vieira
                                • Gustavo Graciolli
                                • Maurício Eduardo Graipel
                                • Natália Oliveira Leiner
                                • Thomas Puttker
                                Resumo A utilização do espaço por machos e fêmeas de mamíferos pode variar de acordo com o dimorfismo
                                sexual, sistema de acasalamento e comportamento territorialista, a fim de garantir a otimização do
                                sucesso reprodutivo de cada sexo e suas interações com outras espécies. No presente estudo,
                                verificamos a área de vida de machos e fêmeas de Gracilinanus agilis em um fragmento de
                                cerradão no centro-oeste do Brasil. Para a captura dos indivíduos, foram utilizadas armadilhas
                                nacional tipo de arame no solo e “Sherman” dispostas no sub-bosque (1-2 metros), utilizando a
                                técnica de captura-marcação-recaptura (cmr). Vinte e quatro indivíduos de G. agilis tiveram suas
                                áreas de vida estimadas pelo método do Mínimo Polígono Convexo. A área de vida estimada para a
                                espécie foi de 0,38 ± 0,41 há, sendo a maior área de vida estimada foi para um macho, com 2,08 ha,
                                e a menor área para duas fêmeas, com 0,08 ha. Os resultados mostraram que o tamanho da área de
                                vida não variou de acordo com a massa dos indivíduos, e nem com os sexos. A sobreposição das
                                áreas de vidas de pares de machos são maiores do que a sobreposição entre pares de fêmeas. A
                                quantidade elevada de sobreposição entre áreas de vida dos machos indica que não há
                                comportamento territorialista para eles, diferentemente do que ocorre para as fêmeas, que quase não
                                tiveram sobreposição de suas áreas de vida. Um dos motivos para uma menor sobreposição entre as
                                fêmeas durante a época reprodutiva pode ser devido à proteção dos filhotes e a competição por
                                alimentos e, durante a época pré-reprodutiva, para as fêmeas, poderia ser atribuída à diminuição de
                                suas áreas de vida, devido à menor demanda energética.
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                                Frugivoria em Vitex cymosa Bertero ex Spreng. (Lamiaceae) em fitofisionomias florestais do Pantanal, Brasil
                                Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                Tipo Dissertação
                                Data 12/08/2014
                                Área ECOLOGIA
                                Orientador(es)
                                • Rudi Ricardo Laps
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Natália Aguiar Paludetto
                                  Banca
                                  • Celine de Melo
                                  • Geraldo Alves Damasceno Junior
                                  • Jose Ragusa Netto
                                  • Marco Aurelio Pizo Ferreira
                                  • Milene Moura Martins
                                  Resumo O tarumã, Vitex cymosa (Lamiaceae), ocorre no Pantanal em regiões florestadas como em mata ciliar e capões. O objetivo desse estudo foi investigar a assembleia de frugívoros do tarumã, bem como compreender a relação da frutificação e da frugivoria com a fragmentação natural da paisagem pantaneira. A produção de frutos foi estimada através da quantificação de frutos caídos abaixo das copas. A assembleia de frugivoros foi registrada em observações de aproximadamente 4 horas por indivíduo de tarumã, totalizando 96 horas de observação em 27 tarumãs e os locais foram georreferenciados para posterior calculo das distâncias entre os fragmentos florestais (capões) e áreas continuas (mata ciliar). A produção média foi 30.895 frutos por tarumã e não diferiu entre os ambientes mata ciliar, borda e capão. Foram registradas 31 espécies de frugívoros, dentre aves (25) e mamíferos (6), sendo os mais frequentes Ortalis canicollis, Primolius auricollis, Aburria cumanensis e Alouatta caraya. O tipo de vegetação e distância entre capões e mata ciliar não foram fatores importantes para selecionar quais frugívoros e a taxa de visita desses ao tarumã. Devido à fragmentação natural do Pantanal e à característica da matriz conter árvores e arbustos esparsos, possivelmente o mosa
                                  Ecologia e uso da paisagem por onça parda (Puma concolor) em remanescentes florestais de Mata Atlântica no noroeste do Paraná, Brasil
                                  Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 15/07/2014
                                  Área ECOLOGIA
                                  Orientador(es)
                                  • Fernando César Cascelli de Azevedo
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Vagner Carlos Canuto
                                    Banca
                                    • Antonio Conceicao Paranhos Filho
                                    • Luciano Martins Verdade
                                    • Roberto Macedo Gamarra
                                    • Ronaldo Gonçalves Morato
                                    Resumo A dieta e a abundância relativa de presas de onça-parda (Puma concolor) foram
                                    estudadas em fragmentos de Mata Atlântica no noroeste do Estado do Paraná entre os
                                    anos de 2012 e 2013. Coletas de amostras fecais foram utilizadas para conhecer a dieta
                                    da onça-parda e câmeras fotográficas para estimar a abundância relativa de presas no
                                    ambiente com a finalidade de testar a hipótese de seletividade de presas por onça-parda
                                    levando-se em consideração as seguintes predições: 1) a onça-parda utiliza presas mais
                                    abundantes no ambiente; 2) a sobreposição espacial e temporal da onça parda e suas
                                    presas influencia o uso destas pela onça-parda; 3) tipos diferentes de habitat influenciam
                                    na utilização de presas por onça-parda. Os habitats monitorados foram categorizados em
                                    floresta, (2). floresta e milho,(3). floresta e cana-de-açúcar; (4). Mata Ciliar, e (5).
                                    floresta, área alagável e milho. As espécies de presas com maiores abundâncias relativas
                                    foram anta (Tapirus terrestris), cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) e cateto (T.
                                    tajacu), somando 78% dos registros. As espécies de presas mais consumidas tanto em
                                    termos de frequência de ocorrência quanto de biomassa relativa consumida foram, na
                                    ordem de importância, capivara (Hydrochoerus hydrochaeris); paca (Cuniculus paca); e
                                    porco-do-mato (Tayassu tajacu). O Peso Médio de Presas Vertebradas Consumidas
                                    (PMPC) foi de 30,2 kg. Com relação ao porte de presas, a onça-parda consumiu 78,6 %
                                    de mamíferos de grande porte (≥ 15 kg), 21,1% de mamíferos de médio porte (1-15 kg),
                                    e 0,1% de mamíferos de pequeno porte (≥ 1 kg). A relação entre sobreposição temporal
                                    e espacial, a riqueza de espécies de presas de cada categoria de habitat, assim como a
                                    abundância de presas no ambiente não influenciaram na taxa de predação da onçaparda.
                                    Nesse estudo a dieta da onça-parda foi composta aparentemente por espécies que
                                    2
                                    apresentam maior vulnerabilidade, tanto quanto à estratégia de defesa quanto ao tipo de
                                    ambiente em que são mais facilmente encontradas.
                                    Desvendando padrões de estrutura filogenética de comunidades biológicas em diferentes escalas
                                    Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 25/04/2014
                                    Área ECOLOGIA
                                    Orientador(es)
                                    • Fabio de Oliveira Roque
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Clarissa de Araujo Martins
                                      Banca
                                      • Cynthia Peralta De Almeida Prado
                                      • Franco Leandro de Souza
                                      • Tadeu de Siqueira Barros
                                      • Yzel Rondon Súarez
                                      Resumo Esta dissertação está dividida em dois capítulos. No primeiro capítulo eu investiguei padrões de comunidades filogenéticas para entender quais os processos que podem influenciar a montagem de comunidades de anuros no Pantanal ao longo do tempo, em uma escala regional e local. No segundo capítulo eu investiguei padrões de estrutura filogenética em uma escala global. Utilizei o framework da filogenética de comunidades para testar a hipótese de instabilidade climática nas regiões tropicais e temperadas. Os dois manuscritos, após devida revisão e tradução, serão submetido aos periódicos “Plos One” (Capitulo 1) e “Biology Letters” (Capitulo 2).
                                      On the natural occurrence of uniform predation risk A theoretical formulation and field test with Thrichomys fosteri in a resource abundant savanna
                                      Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 24/04/2014
                                      Área ECOLOGIA
                                      Orientador(es)
                                      • Guilherme de Miranda Mourão
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Jorge Fernando Saraiva de Menezes
                                        Banca
                                        • Emerson Monteiro Vieira
                                        • Fernando Antonio Dos Santos Fernandez
                                        • Jana Eccard
                                        • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
                                        Resumo Previous studies indicate that when predation risk is uniform across habitats, foragers
                                        concentrate their exploitation in fewer patches. Although uniform predation risk may be
                                        rare in nature, some scenarios might cause it. Testing all scenarios in a single
                                        experiment is unfeasible; therefore, we developed a model that points whether
                                        concentration of exploitation in specific habitats due to uniform risk requires parameters
                                        values similar to found in literature. This model is based on Brown's (1988) fitness
                                        function, but rescaled to multiple habitats and predators, including uniform risk
                                        predators. Deriving this function maximum allowed comparisons with giving-up density
                                        studies. Results showed that uniform predation risk has a u-shaped effect in habitat
                                        exploitation, causing a concentration at mild levels. What is 'mild' depends on the value
                                        of safety to forager fitness. Heterogeneous, nonuniform, predation risk decreases habitat
                                        exploitation where it is higher, therefore suppressing the effect of uniform risk on prey
                                        behavior. Time spent in the focal habitat, and metabolic costs reduce the detectability of
                                        habitat concentration, while total time did not. We also found that uniform risk reduces
                                        accuracy of heterogeneous risk measurements. Future studies should aim to control all
                                        possible predators, as even the mild ones can induce complex behavior.
                                        Reproductive ecology, breeding system and ambophily in triplaris gardneriana (polygonaceae) in the brazilian chaco
                                        Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                        Tipo Dissertação
                                        Data 24/04/2014
                                        Área ECOLOGIA
                                        Orientador(es)
                                        • Andrea Cardoso de Araujo
                                        Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                          • Tiana Mara Custodio
                                          Banca
                                          • Gecele Matos Paggi
                                          • Leonardo Galetto
                                          • Maria Rosangela Sigrist
                                          • Nicolay Leme da Cunha
                                          Resumo Despite being a mechanism known to occur in many angiosperms, the prevalence of
                                          the simultaneous occurrence of two pollination systems in the same species is not well
                                          documented. Reported as frequent in temperate areas but rare in the tropics, it appears to
                                          occur with higher frequency than it is generally believed. It was suggested that both
                                          insects and wind play a role in the pollination of Triplaris, a dioecious neotropical genus
                                          of the Polygonaceae family. In this paper, the reproductive ecology (floral biology,
                                          breeding and pollination systems) of a population of T. gardneriana, located in the Chaco
                                          formation, Southern Pantanal (Brazil), with special emphasis on ambophily, is reported.
                                          In addition to floral morphology measurements, floral biology was studied throughout 30
                                          days, aerobiological samplings and different reproductive treatments (apogamy,
                                          anemogamy, xenogamy) were conducted in the field and more than 500 floral visits were
                                          recorded. On one hand, the occurrence of effective pollinators (carrying pollen grains,
                                          high frequency of visits), notably the native bee Scaptotrigona depilis and the exotic bee
                                          species Apis mellifera scutellata; the presence of nectar reward and of pollenkitt that
                                          facilitates the adherence of pollen to flowers visitors’ body; and the number of fruits
                                          produced after insect visitation demonstrate their role in T. gardneriana pollination. On
                                          the other hand, airborne pollen reaching 74% of pistillate flowers (up to 600 pollen
                                          grains/cm2); the absence of pollen clumping allowing single pollen aerobiological units; a
                                          short mean distance between pistillate and staminate individual (7.19 m);
                                          and development of fruits when mesh bags forbidden the arrival of insects on pistillate
                                          flowers confirm anemophily. All these results suggest ambophily. The combination of
                                          wind and insect pollination gives to T. gardneriana an adaptative advantage to provide
                                          reproductive assurance while colonizing new areas. Triplaris gardneriana would be an
                                          4
                                          excellent model for studying the mechanisms related to the maintenance of ambophily
                                          and their respective relations to environmental factors in the evolution of angiosperms
                                          reproduction.
                                          Página 6 de 16 (20 de 302 registros).