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TRABALHO Ações
Multiestabilidade de pragas e colapso do controle biológico sob efeitos de pesticidas em sistemas praga–predador
Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
Tipo Dissertação
Data 10/02/2026
Área ECOLOGIA
Orientador(es)
  • Rafael Dettogni Guariento
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • EDUARDO CERQUEIRA E SILVA
    Banca
      Resumo A intensificação da agricultura, sustentada pelo uso de pesticidas, compromete a biodiversidade e gera ciclos de dependência química que ameaçam a segurança alimentar. Embora o Manejo Integrado de Pragas (MIP) proponha a integração de controles, a compreensão teórica de como os efeitos colaterais dos pesticidas alteram a estabilidade dos ecossistemas permanece limitada. Esta dissertação investigou, por meio de modelagem matemática, a dinâmica entre pragas e predadores sob a influência de intervenções químicas. Inicialmente, estabeleceu-se a resposta funcional sigmoidal (Tipo III) como a estrutura fundamental para representar a manutenção de pragas em equilíbrios estáveis de baixa densidade. Subsequentemente, ao incorporar os efeitos dos pesticidas, demonstrou-se que o impacto sobre os predadores atua como um parâmetro crítico de bifurcação. Os resultados evidenciam que, enquanto a preservação dos inimigos naturais permite a existência de regimes de multiestabilidade, onde o controle pode ser eficaz mesmo com baixo efeito de pesticidas sobre as pragas, o aumento dos danos colaterais degrada a resposta funcional e conduz o sistema ao colapso da regulação biológica e do controle de pragas, especialmente quando pesticidas se tornam ineficientes no combate as pragas. Conclui-se que a manutenção de pragas em baixas densidades, frente à redução da eficiência de pesticidas e sob o regime de estados alternativos estáveis, exige a manutenção da integridade funcional de predadores.
      Palavras-chave: controle biológico, resiliência, dinâmica populacional, histerese.
      Efeitos climáticos, ecológicos e evolutivos sobre os padrões de interação entre polinizadores e plantas
      Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
      Tipo Tese
      Data 22/01/2026
      Área ECOLOGIA
      Orientador(es)
      • Andrea Cardoso de Araujo
      Coorientador(es)
      • Camila Silveira de Souza
      Orientando(s)
      • Jeane de Lima dos Passos
      Banca
        Resumo As interações entre polinizadores e plantas podem ser afetadas por fatores operando em diferentes escalas espaciais e temporais, desde condições macroclimáticas históricas e contemporâneas, até a disponibilidade sazonal de recursos em escala local. Diante de toda a complexidade envolvida na estrutura destas interações, um dos grandes desafios da Ecologia é compreender como aspectos evolutivos, ecológicos e climáticos influenciam tais relações. Nesse sentido, nesta tese buscamos responder como condições climáticas históricas e atuais estão relacionadas à arquitetura das redes de interação entre abelhas e plantas no continente americano (Capítulo 1). Para isso, construímos um banco de dados com estudos publicados no nível de comunidades sobre interações abelha-planta nas Américas e calculamos métricas no nível de rede e de espécie para cada rede encontrada. Utilizamos variáveis bioclimáticas históricas e contemporâneas para avaliar sua relação com as métricas observadas. Compilamos um total de 42 estudos, obtendo 64 redes de interação planta-abelha. Apis mellifera L. foi a espécie mais recorrente nos estudos, estando presente em 71% das redes observadas. Nas redes modulares, esta espécie atuou principalmente como conectora, ligando espécies de diferentes módulos. Os resultados revelaram ainda que a conectância e a assimetria das redes não apresentaram relação com as características climáticas avaliadas. Por outro lado, a sazonalidade da precipitação no último máximo glacial (LGM) afetou negativamente a riqueza de plantas, de abelhas, o tamanho das redes, e influenciou positivamente o aninhamento das redes; ao passo que o aumento da temperatura desde o LGM afetou positivamente a modularidade e o aninhamento das redes. Assim, evidenciamos que a variação climática histórica é o principal fator que influencia as redes de interação entre abelhas e plantas na escala continental. No Capítulo 2, numa abordagem de estudo em menor escala, investigamos se as interações entre visitantes florais e plantas no Pantanal estão mais relacionadas aos fatores ecológicos ou às características evolutivas destas plantas. Para isso, revisamos estudos sobre estas interações desenvolvidas nesse ecossistema e categorizamos, com base em literatura especializada, os atributos das plantas. Posteriormente, para avaliar se esses atributos estão associados a fatores evolutivos e/ou ecológicos testamos o sinal filogenético das espécies avaliadas. Compilamos um total de 38 trabalhos, com 1659 registros de interações de nove grupos de polinizadores e 312 espécies de plantas. A maioria das plantas encontradas ocorre em ambiente terrestre, possui hábito herbáceo, flores predominantemente brancas do tipo prato e são nativas. As abelhas foram o grupo com maior número de registros, sendo A. mellifera L. e Trigona spinipes (Fabricius) as espécies envolvidas na maioria das interações registradas. Encontramos uma associação significativa da frequência de registros de certos grupos de polinizadores com plantas terrestres, aquáticas ou que ocorrem em ambos os habitats. Plantas aquáticas ou que ocorrem em ambos os ambientes foram mais associadas ao hábito herbáceo, flores do tipo prato, goela e colorações em tons mais frios. Já plantas terrestres foram mais associadas com características como hábito arbóreo, arbustivo e liana, flores inconspícuas, do tipo pincel e tubo, e de cores brancas ou amarelas. Em relação a análise de sinal filogenético, os atributos coloração das flores, ambiente de ocorrência (terrestre, aquático ou ambos) e tipo floral mostraram-se filogeneticamente significativos. Estes achados reforçam a ideia de que tanto as características filogenéticas como ecológicas atuam para determinar a estrutura das interações planta-polinizador no Pantanal. A alta especificidade relacionada a alguns grupos de polinizadores e ao ambiente de ocorrência das plantas aponta para a necessidade de medidas de conservação que considerem a manutenção da variabilidade de habitats existentes no Pantanal. Estes padrões têm implicações importantes para a manutenção da biodiversidade e funcionamento ecossistêmico do Pantanal, especialmente em um cenário de mudanças ambientais.
        GESTAÇÃO GEMELAR COM INTERVALO ENTRE OS PARTOS DE 17 DIAS – RELATO DE CASO DE PARTO DIFERIDO
        Curso Especialização em Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia
        Tipo Trabalho de Conclusão de Curso
        Data 22/01/2026
        Área GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
        Orientador(es)
        • Klissia Pires Souza
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • JULIOCE DE MACEDO FILHO
          Banca
            Resumo
            Incidência de Parto Prematuro em Mulheres com Colo do Útero Curto: Uma Revisão Literária
            Curso Especialização em Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia
            Tipo Artigo Científico
            Data 07/01/2026
            Área GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
            Orientador(es)
            • Nadia Stella Viegas dos Reis
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Ana Luiza Guimarães Oliveira
              Banca
                Resumo
                Malformação Arteriovenosa Uterina como Causa Rara de Hemorragia Pós-Parto Secundária: Revisão da Literatura
                Curso Especialização em Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia
                Tipo Artigo Científico
                Data 25/12/2025
                Área GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
                Orientador(es)
                • Nadia Stella Viegas dos Reis
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Ariane Galene Ferreira da Silva
                  Banca
                    Resumo
                    PROTOCOLO CLÍNICO DE ELEGIBILIDADE E TRATAMENTO CIRÚRGICO DA GINECOMASTIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
                    Curso Especialização em Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia
                    Tipo Artigo Científico
                    Data 22/12/2025
                    Área GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
                    Orientador(es)
                    • Raquel Cristina Rodrigues
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • ISABELA CALDEIRA
                      Banca
                        Resumo
                        Contribuições ao Manejo Integrado do Fogo em áreas úmidas: Aspectos ecológicos, etnoecológicos, evolução do conhecimento científico e políticas de manejo.
                        Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                        Tipo Tese
                        Data 18/12/2025
                        Área ECOLOGIA
                        Orientador(es)
                        • Geraldo Alves Damasceno Junior
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • ALEXANDRE DE MATOS MARTINS PEREIRA
                          Banca
                            Resumo O manejo integrado do fogo (MIF) representa uma mudança fundamental na forma como sociedades e ecossistemas convivem com o fogo, substituindo políticas rígidas de exclusão por abordagens adaptativas, integradas e participativas. No cenário internacional, experiências consolidadas em savanas africanas, paisagens australianas e regiões mediterrâneas demonstram que a supressão total favorece o acúmulo de biomassa, intensifica megaincêndios e compromete processos ecológicos essenciais. Em contrapartida, o uso estratégico do fogo, por meio de queimas prescritas, prevenção estruturada, monitoramento contínuo e envolvimento comunitário, tem reduzido significativamente a severidade dos incêndios e ampliado a resiliência dos ecossistemas. No Pantanal, esse movimento ganhou impulso especialmente após os incêndios catastróficos de 2019–2020, que expuseram vulnerabilidades na governança ambiental, como a falta de integração entre instituições, a insuficiência de recursos para combate e ausência de políticas preventivas robustas. O Pantanal, maior planície alagável tropical contínua do planeta, é um ambiente moldado pela interação entre fogo e inundação, dois filtros ecológicos que estruturam sua biodiversidade e sustentam atividades tradicionais, como a pecuária extensiva baseada em pastagens nativas. Esta tese tem como principais objetivos o de contribuir na implementação do manejo integrado do fogo em áreas úmidas. Nossos resultados mostram que diferentes épocas de aplicação do fogo produzem respostas ecológicas distintas queimas precoces ou tardias, de menor intensidade, favorecem a diversidade e mantêm a funcionalidade ecológica, enquanto queimadas mais intensas reduzem riqueza de espécies e homogenizam comunidades, sobretudo em áreas mais inundáveis. Esses resultados convergem com a análise que realizamos do conhecimento tradicional pantaneiro, que utiliza o fogo como ferramenta para a renovação de pastagens e controle de práticas como a queima de bola, que aproveita a água como aceiro natural, revelam alto nível de refinamento técnico e segurança, reforçando o valor dos saberes locais. A resposta aos megaincêndios também catalisou avanços institucionais e tecnológicos. A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), aprovada em 2024, reconheceu oficialmente o papel ecológico, cultural e econômico do fogo, regulamentou queimadas prescritas e tem melhorado a integração entre comunidades tradicionais, órgãos ambientais, brigadas locais e instituições científicas. Paralelamente, avanços tecnológicos ampliaram a capacidade de vigilância e resposta rápida, reforçando a infraestrutura necessária para o manejo adaptativo. A produção científica sobre fogo no Pantanal também se expandiu após 2020, com aumento da cooperação interinstitucional, maior interdisciplinaridade e incorporação de dimensões sociais, culturais e econômicas nas análises. Isso tem contribuído para preencher lacunas relacionadas à compreensão integrada entre fogo, inundação, pastoreio e práticas humanas. Assim, o Pantanal emerge como um território de inovação socioecológica, no qual ciência e tradição se complementam para fortalecer a resiliência frente às mudanças climáticas, especialmente em um contexto de secas prolongadas, ondas de calor mais frequentes e maior inflamabilidade da vegetação. Nesse contexto, o manejo integrado do fogo deixa de ser apenas uma técnica de prevenção para se tornar uma estratégia ampla de convivência com o fogo, conciliando a conservação da biodiversidade, a segurança socioambiental e a valorização cultural. O Pantanal torna-se um exemplo de implementação do manejo integrado, onde demonstramos que a resiliência ecológica e social depende da diversidade de práticas, do diálogo entre saberes e da governança coletiva.
                            Diversidade taxonômica e funcional em assembleias de aves em uma área urbana no hotspot do Cerrado
                            Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                            Tipo Tese
                            Data 27/11/2025
                            Área ECOLOGIA
                            Orientador(es)
                            • Mauricio de Almeida Gomes
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Daniele Pereira Rodrigues
                              Banca
                                Resumo As altas taxas de urbanização e a rápida perda de habitat nos centros urbanos representam grandes desafios para a conservação da biodiversidade, tornando as cidades ecossistemas complexos para sustentar comunidades biológicas diversas. O aumento da densidade populacional está frequentemente associado à redução da biodiversidade, uma vez que intensifica os efeitos negativos da urbanização sobre os ecossistemas. Em conjunto, esses processos representam grandes desafios para a persistência de algumas espécies em ambientes urbanos, inclusive espécies de aves. As novas condições impostas pelos ambientes urbanos reduzem a disponibilidade de áreas verdes. Essa redução pode afetar negativamente a ocorrência de espécies menos tolerantes, ou chamadas de evitadoras urbanas, e favorecer aquelas mais adaptadas às perturbações. Dessa forma, cidades que mantêm fragmentos de vegetação nativa e estruturas capazes de abrigar espécies de aves locais podem sustentar uma maior diversidade urbana, desempenhando um papel fundamental na conservação e manutenção dessas comunidades. Para compreender como o processo de urbanização impacta a biodiversidade em uma cidade tropical localizada no bioma Cerrado, um dos principais hotspots de biodiversidade do mundo, esta tese utilizou as aves como grupo modelo.
                                Assim, investiguei diferentes níveis de urbanização na cidade de Campo Grande (MS) e o potencial efeito da cobertura arbórea na estrutura das assembleias de aves. No Capítulo 1, investiguei como a cobertura arbórea, a densidade de construções e a densidade populacional influenciam a abundância e a riqueza de espécies de aves em áreas urbanas. Além disso, avaliei se esses padrões variam entre diferentes guildas ecológicas (habitat, nicho trófico e estilo de vida primário) e qual componente da diversidade beta (turnover e nestedness) explica a variação na composição das comunidades. Os resultados mostraram que a cobertura arbórea foi a variável mais importante, apresentando efeito positivo sobre a riqueza e a abundância de espécies florestais, enquanto teve efeito negativo sobre espécies associadas a ambientes humanos modificados, granívoras e terrestres. A diversidade beta entre os locais foi majoritariamente explicada pelo componente de turnover (97%), indicando substituição de espécies ao longo do gradiente urbano. A variação na composição das comunidades foi significativamente associada à cobertura arbórea, com áreas de maior cobertura arbórea apresentando comunidades mais semelhantes entre si, em contraste com áreas mais urbanizadas, que mostraram maior heterogeneidade e predominância de espécies generalistas. No Capítulo 2, avaliei como variáveis ambientais (cobertura arbórea, densidade de construções e densidade populacional) em três escalas espaciais (75 m, 200 m e 500 m) influenciam a diversidade funcional das comunidades de aves em 30 locais urbanos. Foram consideradas quatro métricas complementares de diversidade funcional (riqueza - FRic, uniformidade - FEve, divergência - FDiv e dispersão funcional - FDis), calculadas a partir de características morfológicas (comprimento do bico, cauda e asa, e massa corporal). Os resultados mostraram que a uniformidade funcional (FEve) apresentou relação negativa com a cobertura arbórea em todas as escalas e positiva com a proporção de área urbana nas escalas de 75m e 200m, indicando uma distribuição mais homogênea das funções nas áreas mais urbanizadas. As demais métricas de diversidade funcional (FRic, FDis e FDiv) não apresentaram relações significativas com as variáveis ambientais. Além disso, as médias ponderadas das características morfológicas (CWMs) indicaram um efeito positivo da urbanização sobre o comprimento da asa, sugerindo que espécies com maior capacidade de voo tendem a ser favorecidas em ambientes mais urbanizados. Por fim, no Capítulo 3, avaliei o potencial das urban road verges (canteiros centrais entre avenidas) em manter e conservar comunidades de aves em diferentes níveis de urbanização (baixa 90%). Foram comparadas a diversidade alfa, beta e gama das assembleias de aves amostradas em 30 urban road verges, distribuídas entre essas classes de urbanização. Os resultados mostraram que os locais com baixa urbanização apresentaram maior riqueza média de espécies (diversidade alfa) e maior número total de espécies (diversidade gama) em comparação às áreas com urbanização intermediária e alta. A diversidade beta total também foi mais elevada nas classes de baixa e intermediária urbanização, refletindo uma maior heterogeneidade entre as comunidades. Em contraste, áreas com alta urbanização apresentaram comunidades mais homogêneas, com menor substituição (turnover) de espécies e maior aninhamento (nestedness). A substituição (turnover) foi o principal componente responsável pela variação na diversidade beta, especialmente nas áreas menos urbanizadas. Esses resultados indicam que as urban road verges com maior cobertura vegetal e menor intensidade de urbanização têm um papel relevante na manutenção da diversidade local e regional, funcionando como habitats complementares e potenciais corredores ecológicos para aves em ambientes urbanos altamente modificados. Nossos resultados destacam a importância de que gestores e tomadores de decisão priorizem a manutenção e o aumento da vegetação nativa ao longo do gradiente urbano. Ambientes heterogêneos dentro de áreas antrópicas favorecem comunidades de aves mais diversas, com maior disponibilidade de recursos e, consequentemente, maior oferta de serviços ecossistêmicos. Assim, o fortalecimento de programas de restauração e manejo de vegetação nativa adequado representa uma estratégia essencial para a conservação da biodiversidade urbana e para a promoção de cidades mais sustentáveis e resilientes.
                                Diagnóstico ultrassonográfico do espectro da placenta acreta e atualizações nas estratégias de manejo obstétrico: Uma revisão de literatura
                                Curso Especialização em Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia
                                Tipo Artigo Científico
                                Data 26/11/2025
                                Área GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
                                Orientador(es)
                                • Nadia Stella Viegas dos Reis
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Isabella Alves Propécio
                                  Banca
                                    Resumo
                                    Mitochondrial phylogeography of Rhinella stanlaii (Anura: Bufonidae) in the transition zone of dry forests in central South America
                                    Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 27/10/2025
                                    Área ECOLOGIA
                                    Orientador(es)
                                    • Diego Jose Santana Silva
                                    Coorientador(es)
                                    • Sarah Mangia Barros
                                    Orientando(s)
                                    • Cristopher Alberto Antúnez Fonseca
                                    Banca
                                      Resumo As populações de organismos são geneticamente estruturadas por fatores geográficos, climáticos e topográficos ao longo de sua história evolutiva. No centro da América do Sul, florestas estacionalmente secas e savanas compõem paisagens heterogêneas moldadas pela interseção de ecorregiões, climas e topografia. Esses ambientes funcionam como barreiras ou corredores para a biodiversidade, influenciando padrões de diversidade genética. Dentro desse contexto ecológico, descrevemos os padrões da filogeografia mitocondrial de R. stanlaii ao longo de sua distribuição, restrito a áreas florestais inseridas em uma paisagem seca e heterogênea, distribuída na Bolívia, nos estados brasileiros de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e no Paraguai. Utilizando sequências mitocondriais do gene 16s (n=44), examinamos o tempo de diversificação, a delimitação de suas linhagens, a estrutura e diversidade populacional, os fatores que a delimitam, a história demográfica e a estabilidade do habitat. As análises filogenéticas revelaram diversificação inicial no Pleistoceno (~1,2 Ma), com dois grandes clados divergindo há ~0,8 Ma. O FastBAPS identificou três populações estruturadas, a população 1 distribuída mais ao norte, a 2 no centro-sul e a 3 sobreposta ao norte com a população 2. As redes de haplótipos destacaram uma forte estruturação genética, enquanto os Bayesian Skyline Plots indicaram estabilidade recente de longo prazo com leves expansões recentes. As análises de redundância destacaram o isolamento geográfico como principal fator da estrutura genética, com efeitos adicionais do clima e da topografia. Os modelos de distribuição de espécie indicaram contração das áreas climaticamente adequadas durante o Último Máximo Glacial, seguida por expansão no Holoceno e no presente. Nossas descobertas enfatizam o papel do clima e da topografia na heterogeneidade ambiental e geográfica na estruturação de R. stanlaii e destacam os corredores de florestas secas como paisagens dinâmicas que moldam trajetórias evolutivas no centro da América do Sul.
                                      Spatial planning for fire prevention and post-fire interventions in the Upper Paraguay River Basin
                                      Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                      Tipo Tese
                                      Data 16/10/2025
                                      Área ECOLOGIA
                                      Orientador(es)
                                      • Leticia Couto Garcia Ribeiro
                                      Coorientador(es)
                                      • Renata Libonati dos Santos
                                      Orientando(s)
                                      • Paula Isla Martins
                                      Banca
                                        Resumo Nesta tese utilizamos planejamento espacial, dados de sistemas de informações geográficas, dados de espécies e modelagem de nicho como ferramentas para contribuir com políticas públicas para melhor eficiência no uso de recursos para a prevenção de incêndios florestais e restauração pós-fogo na bacia do Alto Paraguai.
                                        No Capítulo 01, o foco foi nos remanescentes de vegetação nativa próximos à cursos d’água, nós usamos dados meteorológicos e histórico de fogo para ara definir áreas prioritárias para prevenção de incêndios e restauração pós-fogo no Pantanal e compara os custos da restauração nas áreas prioritárias com o uso de diferentes técnicas.
                                        O Capítulo 02, amplia a área de estudo para toda a bacia do Alto Paraguai, uma vez que as nascentes do Pantanal (planície) estão nos biomas ao redor (planalto), como o Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica e esta bacia hidrográfica deve ser utilizada como unidade de gestão do território. Também neste capítulo incluímos um componente de biodiversidade, consideramos a modelagem de distribuição de 14 espécies sensíveis de plantas ao fogo e ameaçadas selecionadas como indicadoras.
                                        No Capítulo 03, modelamos o nicho de todas as espécies de plantas sensíveis ao fogo do Pantanal e projetamos sua distribuição para o futuro, considerando diferentes cenários de emissões de gases efeito estufa com base em dados do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) (otimista, realista e pessimista). Neste capítulo mostramos as áreas onde atualmente possuem mais espécies sensíveis ao fogo e os locais que vão perder mais espécies no futuro, considerando as mudanças climáticas e precisam ter atenção redobrada para sua conservação. Esses dados contribuem tanto para a criação de novas áreas protegidas, como áreas prioritárias para combate e prevenção de incêndios florestais e para restauração. O Apêndice mostra de forma prática como os resultados da tese e priorizações podem ser utilizados pelos produtores em suas fazendas, em terras indígenas e em unidades de conservação.
                                        Molecular taxonomy as a tool for surveying the plant species diversity in the Cerrado and Pantanal
                                        Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                        Tipo Tese
                                        Data 02/10/2025
                                        Área ECOLOGIA
                                        Orientador(es)
                                        • Aline Pedroso Lorenz
                                        Coorientador(es)
                                        • Gecele Matos Paggi
                                        Orientando(s)
                                        • Daniel Guerra Franco
                                        Banca
                                          Resumo O principal objetivo dessa tese foi demonstrar formas de se obter dados de biodiversidade de
                                          plantas utilizando o conceito de DNA “barcoding”, e analisar as consequências que a falta de
                                          bancos de dados de DNA tem para pesquisas de comunidades de plantas. No primeiro capítulo
                                          nós desenvolvemos uma biblioteca genômica de espécies arbóreas e arbustivas de em um
                                          fragmento de Cerrado urbano de 36,5 hectares em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Além
                                          disso, demonstramos alguns modos de usar essa biblioteca para identificação das espécies e o
                                          número de artigos publicados com as espécies da biblioteca em um contexto filogenético. Conseguimos uma cobertura de 31 espécies do marcador molecular matK e 46 espécies do
                                          trnH-psbA. Obtivemos 100% de identificações corretas com Blast pareado utilizando matK para
                                          6 de 16 famílias e 100% de identificações corretas para 4 de 19 famílias utilizando trnH-psbA. O segundo capítulo foca em identificar quais dos diferentes hábitos de plantas do Pantanal e
                                          quais regiões do Pantanal estão mais representadas por marcadores moleculares submetidos no
                                          GenBank. Pesquisamos a disponibilidade de um total de 5 marcadores moleculares de 2570
                                          espécies. A representatividade foi de 28,4, 50, 37, 37,2 e 21 para trnH-psbA, ITS, matK, rbcL e
                                          trnL, respectivamente, revelando intrinsecamente as lacunas de informação sobre o patrimônio
                                          genético de plantas do Pantanal. No terceiro capítulo nós desenvolvemos uma lista de DNA
                                          barcodes de plantas aquáticas e terrestres da Bacia do Alto Paraguai, na região de Corumbá, Mato Grosso do Sul, como uma das ferramentas para pesquisas de biodiversidade de plantas
                                          frente ao aumento da intensidade de fogo nos últimos anos. Foram coletadas um total de 93
                                          espécies de 75 gêneros e 35 famílias, representando um esforço amostral de 67% do número de
                                          espécies descritas para a área. Um total de 52 sequências de trnH-psbA e 41 de ITS foram
                                          sequenciadas e depositadas no Genbank. Pretendemos usar essa biblioteca de código de barras
                                          como referência para pesquisas que focam em coletar dados de biodiversidade usando
                                          metagenômica (e.g. DNA ambiental). A biblioteca é crucial para a identificação das sequências
                                          obtidas em estudos de biodiversidade de plantas do Pantanal para a correta identificação das
                                          espécies.
                                          Efeito da urbanização sobre a dominância de Lutzomyia longipalpis em Campo Grande - MS
                                          Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                          Tipo Dissertação
                                          Data 30/09/2025
                                          Área ECOLOGIA
                                          Orientador(es)
                                          • Rafael Dettogni Guariento
                                          Coorientador(es)
                                          • Alessandra Gutierrez de Oliveira
                                          Orientando(s)
                                          • REBECCAH NOGUEIRA DE SOUZA
                                          Banca
                                            Resumo A falta de planejamento urbano é um dos principais fatores relacionados com o estabelecimento e adaptação de vetores nos centros urbanos, contribuindo para a disseminação de doenças como a leishmaniose visceral, uma doença infecto-parasitária endêmica no Brasil, que tem Lutzomyia longipalpis como um de seus principais vetores. Em Campo Grande, área endêmica para LV, existem lacunas no estudo do efeito da urbanização sobre a dominância de Lu. longipalpis, por isso meu objetivo é identificar como a dominância de Lu. longipalpis se comporta frente às mudanças na paisagem urbana de Campo Grande - MS, a partir de 1999. Para isso, utilizamos armadilhas luminosas do tipo falcon para capturar e identificar flebotomíneos em 16 pontos amostrais e analisamos apenas os pontos em que foram coletados mais do que quatro flebotomíneos em ao menos quatro dos anos amostrais, utilizamos equações diferenciais para comparar diferentes parâmetros e observamos uma relação positiva entre a taxa de urbanização e a dominância de Lu. longipalpis nos bairros analisados, fator que pode estar relacionado com o uso inadequado do solo, saneamento precário e outros fatores que podem estar presentes no processo de urbanização.
                                            HIPERTENSÃO NA GESTAÇÃO: COMO O PRÉ-NATAL IMPACTA OS DESFECHOS PERINATAIS
                                            Curso Especialização em Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia
                                            Tipo Trabalho de Conclusão de Curso
                                            Data 19/08/2025
                                            Área GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
                                            Orientador(es)
                                            • Nadia Stella Viegas dos Reis
                                            Coorientador(es)
                                              Orientando(s)
                                              • Eduarda Viana Maia Sutana
                                              Banca
                                                Resumo Objetivo: Avaliar a prevalência de gestantes com distúrbios hipertensivos da gestação (DHG) internadas em uma maternidade de referência em alto risco e investigar a relação entre a hipertensão e o pré-natal nos desfechos perinatais. Métodos: Foi realizado um estudo de coorte retrospectivo com 1.980 parturientes atendidas no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (HUMAP-UFMS) entre agosto de 2023 e julho de 2024. Os dados foram extraídos do banco de dados hospitalar e analisados com estatística descritiva e teste de Qui-quadrado de Pearson. Os desfechos perinatais avaliados incluíram Apgar no 5º minuto, óbito fetal, baixo peso ao nascer (< 2500g) e prematuridade. Resultados: A prevalência de gestantes com pressão arterial elevada foi de 23,3%. A análise específica das parturientes hipertensas revelou que o pré natal inadequado (≤ 6 consultas) foi significativamente associado a baixo peso ao nascer (p=0,03), vitalidade deprimida (Apgar < 7) (p=0,02) e prematuridade (p=0,002). No entanto, não foi encontrada associação significativa com óbito fetal. Conclusão: O número inadequado de consultas de pré-natal em gestantes com hipertensão está associado a desfechos perinatais adversos, como baixo peso ao nascer, vitalidade deprimida e prematuridade. A qualidade dos registros foi um desafio, e a melhoria no preenchimento do banco de dados do hospital, visando à uniformização e à completude das informações, é crucial para futuras investigações.
                                                Structuring Taxonomic, Functional, and Phylogenetic Diversity and Flammability: The Role of Fire, Flooding, and Functional Traits in Pantanal Tree Communities
                                                Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                                Tipo Tese
                                                Data 07/08/2025
                                                Área ECOLOGIA
                                                Orientador(es)
                                                • Geraldo Alves Damasceno Junior
                                                Coorientador(es)
                                                  Orientando(s)
                                                  • Allan Henrique de Almeida Souza
                                                  Banca
                                                    Resumo A montagem, diversidade e resiliência das comunidades arbóreas do Pantanal resultam da interação de múltiplos filtros ambientais, especialmente o fogo e a inundação, atuando de modo recorrente e estruturante na paisagem. Esta tese investigou, de forma integrada, como regimes de fogo, gradientes de inundação e traços funcionais influenciam a estrutura taxonômica, funcional, filogenética e a inflamabilidade das comunidades arbóreas em áreas sazonalmente alagadas do Pantanal. No Capítulo 1, foram caracterizados os padrões de diversidade taxonômica, funcional e filogenética ao longo de gradientes ambientais e históricos de fogo, evidenciando a importância desses filtros na estruturação das comunidades. O Capítulo 2 abordou experimentalmente a inflamabilidade foliar e os traços funcionais associados, revelando como fogo, inundação e atributos das folhas modulam o risco e o comportamento do fogo. O Capítulo 3 avaliou a conservação filogenética de traços funcionais e parâmetros de inflamabilidade, demonstrando que o fogo atua como filtro evolutivo, promovendo a seleção de atributos conservados em determinadas linhagens. Os resultados mostram que o fogo e a inundação não são meros distúrbios, mas filtros ambientais fundamentais para a manutenção da diversidade e resiliência do Pantanal. Os achados desta tese contribuem para o avanço do conhecimento científico sobre filtros múltiplos em zonas úmidas tropicais e fundamentam estratégias de manejo e conservação mais eficazes diante das rápidas mudanças ambientais e climáticas.
                                                    Como a dinâmica ambiental de fogo, inundação e sazonalidade alteram a inflamabilidade de plantas no Pantanal, MS
                                                    Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                    Tipo Dissertação
                                                    Data 31/07/2025
                                                    Área ECOLOGIA
                                                    Orientador(es)
                                                    • Geraldo Alves Damasceno Junior
                                                    Coorientador(es)
                                                    • Evaldo Benedito de Souza
                                                    Orientando(s)
                                                    • Anahi Cerzósimo de Souza Escobar
                                                    Banca
                                                      Resumo A inflamabilidade, no contexto das caracteristicas funcionais das plantas, consiste na capacidade destas de entrar em combustão e sustentar a queima, sendo influenciada e podendo influeciar as características e os regimes de fogo. O Pantanal é uma área umida que apresenta regimes periódicos de inundação, seca e fogo, assim, neste bioma, há a atuação destes filtros ambientais que podem influenciar a inflamabilidade das plantas. O objetivo deste trabalho foi analisar como a sazonalidade, época de queima prescrita, nível de inundação e a ocorrência de cheia afetam a inflamabilidade de plantas nos campos inundáveis do Pantanal. O estudo foi realizado no Pantanal do Miranda e do Abobral, em parcelas permanentes nas quais foram realizadas queimas prescritas em diferentes épocas do ano. Foram coletados indivíduos das espécies com maior cobertura em diferentes períodos do ano: julho (período seco), novembro (período chuvoso) e após um evento de inundação. A inflamabilidade foi analisada por espécie, e em grupos distribuidos como gramíneas e não gramíneas e por comunidade. Medimos as temperaturas de ignição, média e máxima de queima, tempo até combustão, tempo em chama, combustibilidade e consumibilidade. A sazonalidade foi a variável mais associada às mudanças na inflamabilidade, com tendência de diminuição das temperaturas média e máxima de queima e aumento da ignitabilidade no período seco. Outras tendências foram diminuição do tempo em chamas após a cheia e variações na combustibilidade e consumibilidade. Houve diminuição nas temperaturas máximas de queima, consumibilidade e combustibilidade em plantas cujas áreas tiveram queima prescrita realizadas antes do período seco. Plantas em áreas sujeitas a maiores níveis de inundação tiveram maiores temperaturas médias de queima e consumibilidade, e menor combustibilidade. Sazonalidade e época de queima prescrita foram preditoras de variação na inflamabilidade, evidenciando assim que as plantas modificam-se ao longo do ano e que o manejo integrado do fogo pode ser uma ferramenta eficaz para controlar essas mudanças e diminuir a inflamabilidade do ambiente. Áreas com maiores níveis de inundação tendem a ter queimas mais intensas, provavelmente causadas não só por maior biomassa inflamável, mas também maior inflamabilidade das plantas.
                                                      Fenologia reprodutiva e condição corpórea de três espécies de morcegos insetívoros no sudeste do Pantanal
                                                      Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                      Tipo Dissertação
                                                      Data 03/07/2025
                                                      Área ECOLOGIA
                                                      Orientador(es)
                                                      • Erich Arnold Fischer
                                                      Coorientador(es)
                                                      • Livia Medeiros Cordeiro
                                                      Orientando(s)
                                                      • RAPHAELA ICASSATTI QUEIROZ
                                                      Banca
                                                      • Carolina Ferreira Santos
                                                      • Fernando Henrique Martin Gonçalves
                                                      • Marcelo Oscar Bordignon
                                                      • Rafael Soares De Arruda
                                                      Resumo A variação das condições climáticas e da disponibilidade de recursos influencia fortemente o desenvolvimento e as fases reprodutivas das espécies, denominado de fenologia. Morcegos insetívoros tendem a apresentar diferentes padrões reprodutivos com a mudança de latitude e altitude, devido as diferentes zonas climáticas. A condição corpórea é influenciada pelos recursos disponíveis no ambiente e sucesso de forrageio. Valores elevados do Índice de Condição Corpórea (ICC) indica o acúmulo de reserva energética do indivíduo, sendo capaz de interferir nas fenofases e gerar gatilho reprodutivo. Neste estudo descrevemos a fenologia reprodutiva e condição corpórea de três espécies de morcegos insetívoros (Myotis nigricans, Molossus molossus e Noctilio albiventris) na região sul do Pantanal (sub-regiões Nhecolândia, Aquidauana e Miranda), utilizando banco de dados entre 1998 e 2009. O Pantanal apresenta duas estações longas e bem definidas, período úmido e período de seca. Insetos estão presentes em maior quantidade durante a estação chuvosa no Pantanal. Molossus molossus apresentou padrão reprodutivo monoéstrico sazonal, com um ciclo reprodutivo alinhado ao período de maior disponibilidade de recursos alimentares no Pantanal, durante a estação chuvosa. O registro de valores mais altos de condição corpórea para os machos adultos, fêmeas grávidas e fêmeas lactantes ocorreu durante o período chuvoso, o esperado devido a maior quantidade de insetos no ambiente. Myotis nigricans apresentou padrão reprodutivo poliéstrico, entretanto, nossos resultados não permitem identificar se houve um padrão sazonal ou uma reprodução longa não sazonal. Os valores mais altos do ICC das fêmeas reprodutivas, machos adultos e fêmeas adultas não reprodutivas foram encontrados durante a estação seca, enquanto para os machos e fêmeas jovens foram durante a estação chuvosa. No geral, não houve grandes diferenças de ICC entre os sexos e idades. Noctilio albiventris apresentou padrão poliéstrico bimodal não sazonal, com ciclos reprodutivos durante a estação chuvosa e seca. O ICC oscilou em ambos os sexos durante as duas estações, devido ao padrão reprodutivo e forrageamento.
                                                      Estrutura das redes frugívoros-plantas e atributos funcionais de espécies vegetais consumidas por vertebrados em áreas urbanas
                                                      Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                      Tipo Dissertação
                                                      Data 27/06/2025
                                                      Área ECOLOGIA
                                                      Orientador(es)
                                                      • Andrea Cardoso de Araujo
                                                      Coorientador(es)
                                                        Orientando(s)
                                                        • Carla Damaris Da Silva Lacerda
                                                        Banca
                                                          Resumo A frugivoria envolve o consumo de frutos por animais, que podem atuar como dispersores de sementes ao levar os diásporos para longe da planta-mãe, caracterizando assim uma interação mutualística. A modificação da paisagem em decorrência da urbanização tem efeitos sobre a biodiversidade, de modo que algumas espécies podem desaparecer enquanto outras podem se tornar mais frequentes, com consequências sobre as interações que realizam. A abordagem de redes é frequentemente aplicada para entender a estrutura e o funcionamento das interações em escala de comunidades, bem como para compreender o papel desempenhado pelas diferentes espécies que as compõem. Neste estudo, avaliei como estão distribuídos globalmente os estudos sobre frugivoria em áreas urbanas, como estão estruturadas as redes de interação frugívoros-plantas, e se a diversidade funcional de plantas e aves afetam a estrutura dessas redes. Avaliei também se as características dos frutos consumidos por aves difere entre cidades de ambientes tropicais, subtropicais e temperados. Para responder a essas questões, realizei uma busca bibliográfica por estudos sobre frugivoria em ambientes urbanizados. Encontrei 88 estudos, mas somente 12 deles abordaram a escala de comunidades, e foram em sua maioria realizados no Brasil. O hábito arbóreo foi o mais frequente (56,6%) nas espécies consumidas por frugívoros, e predominou nas zonas tropical e subtropical, enquanto a zona temperada apresentou maior frequência de ervas (13,1%). Arvoretas também foram mais comuns nos trópicos. Quanto à origem, as espécies nativas (58,4%) foram menos frequentes na zona temperada, enquanto as exóticas (33,8%) foram mais comuns nessa região. Drupas (33,1%) e bagas (27,1%) foram mais frequentes nos trópicos e subtrópicos, enquanto aquênios (14,1%) predominaram na zona temperada. O comprimento e a largura dos frutos também variaram entre zonas, de modo que frutos,pequenos foram mais comuns em zonas subtropicais e temperadas, enquanto frutos grandes foram mais frequentes na zona tropical. No entanto, sua coloração não diferiu significativamente entre essas regiões climáticas. Dentre as dez redes de interação analisadas, somente uma apresentou estrutura modular, e seis redes apresentaram estrutura aninhada. A Riqueza Funcional das plantas e frugívoros foi em geral baixa, enquanto a Uniformidade Funcional e a Divergência Funcional apresentaram valores mais elevados, principalmente para plantas. Dentre as espécies de plantas mais centrais nas redes (maiores valores de centralidade por intermediação e centralidade por proximidade) estão as plantas Ligustrum sinense, Castila tunu, Inga laurina, Syzygium cumini, e as aves Ramphocelus carbo e Thraupis sayaca. Embora a maioria dos estudos se concentre em zonas tropicais, ainda existem lacunas significativas em áreas urbanas de ecossistemas como a Amazônia e a Caatinga. Regiões como a Afro-tropical e Indo-malaia também carecem de pesquisas sobre frugivoria em ambientes urbanos. As variações nos atributos das plantas entre zonas climáticas refletem adaptações às condições ambientais locais e moldam a diversidade funcional. A estrutura aninhada observada na maioria das redes indica uma simplificação ecológica, favorecendo espécies generalistas em ambientes urbanos. Apesar das espécies exóticas serem o principal recurso e atrair os frugívoros de algumas cidades (apresentam alta centralidade), esse resultado é preocupante pois o uso de plantas exóticas como recurso pode interferir na dispersão de espécies nativas. A diversidade funcional não influenciou significativamente a estrutura das redes, o que pode estar relacionado à diferenças no grau de urbanização e sazonalidade das cidades avaliadas, bem como da variação no esforço amostral entre os estudos. Os resultados deste trabalho reforçam a importância de expandir os estudos sobre frugivoria para áreas pouco amostradas e indica a homogeneização das interações ecológicas em contextos urbanos.
                                                          Forest loss and isolation impacts on mutualistic bat-plant interaction networks in a Brazilian Cerrado
                                                          Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                                          Tipo Tese
                                                          Data 06/06/2025
                                                          Área ECOLOGIA
                                                          Orientador(es)
                                                          • Erich Arnold Fischer
                                                          Coorientador(es)
                                                          • Maurício Silveira
                                                          • Fernando Henrique Martin Gonçalves
                                                          Orientando(s)
                                                          • Priscila Pacheco Carlos
                                                          Banca
                                                            Resumo Nas últimas décadas, o uso humano do solo levou à fragmentação e ao isolamento das florestas tropicais, causando a desestruturação das comunidades biológicas e alterando as interações entre espécies, como as interações planta-animal, com implicações para a polinização e a dispersão de sementes. Paisagens alteradas afetam as condições ambientais e a qualidade e disponibilidade de recursos, impactando o papel de animais nectarívoros e frugívoros na manutenção das funções ecossistêmicas. Diante desse cenário, minha pesquisa investiga duas questões interconectadas: (1) como a perda de floresta e o isolamento de fragmentos em relação a grandes áreas contínuas influenciam a abundância e a riqueza de espécies de morcegos e plantas interagentes, bem como a estrutura das redes locais de interação morcego-planta; e (2) como a modularidade da metarrede regional se correlaciona com a massa corporal dos morcegos, a cobertura florestal e o isolamento em relação à floresta contínua. Utilizei um conjunto de dados de sete anos sobre interações entre morcegos e plantas (com pólen e sementes obtidos das fezes dos morcegos) em 20 sítios localizados a distâncias variáveis do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, uma floresta contínua decídua-semi-decídua no sudoeste do Brasil. A cobertura florestal foi medida em duas escalas espaciais (buffers de 1 e 2,5 km de raio ao redor de cada sítio), e o isolamento foi calculado como a distância linear entre cada sítio e o limite mais próximo do parque nacional. Os resultados revelaram que a perda de floresta e o aumento do isolamento afetam significativamente a riqueza e a abundância de espécies de morcegos e plantas, bem como a conectância, a modularidade e a aninhamento das redes morcego-planta. Ao longo de gradientes contínuos de perda de cobertura florestal e isolamento nas paisagens, a riqueza e a abundância de espécies de morcegos e plantas seguiram um padrão em forma de curva, com pico em valores intermediários (cerca de 50% de cobertura florestal). A modularidade10 das redes locais foi maior e a conectância menor em paisagens com aproximadamente 30% de cobertura florestal. Além disso, a modularidade da metarrede da Serra da Bodoquena variou ao longo de gradientes ambientais, sugerindo que a massa corporal dos morcegos foi o preditor mais forte da estrutura modular, seguido pela cobertura florestal e pelo isolamento. Em conclusão, as redes locais de interação morcego-planta tenderam a ser menores, mais conectadas e menos modulares em sítios inseridos em paisagens altamente desmatadas e isoladas, enquanto a emergência de módulos na metarrede esteve fortemente associada ao tamanho corporal dos morcegos, à perda de floresta e ao isolamento. Os resultados como um todo enfatizam que a conservação de morcegos e plantas interagentes deve priorizar a manutenção de pelo menos 30 a 50% de cobertura florestal em áreas destinadas ao uso do solo, juntamente com a preservação de grandes áreas contínuas de floresta na região.
                                                            Variáveis Filogenéticas e Ambientais na Estruturação de Comunidades de Lagartos da Bacia do Alto Paraguai e suas Interações com o Histórico de Fogo
                                                            Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                            Tipo Dissertação
                                                            Data 06/06/2025
                                                            Área ECOLOGIA
                                                            Orientador(es)
                                                            • Diego Jose Santana Silva
                                                            Coorientador(es)
                                                              Orientando(s)
                                                              • Álvaro Aragão de Lima
                                                              Banca
                                                                Resumo A distribuição das comunidades biológicas é influenciada por fatores ambientais, históricos e biológicos, que moldam sua composição e diversidade ao longo do tempo e do espaço. O clima, a elevação e a heterogeneidade da paisagem têm papéis fundamentais na organização dessas comunidades, enquanto o fogo e as alterações ambientais afetam diretamente sua estrutura. Este estudo investigou os fatores que influenciam a riqueza das comunidades de lagartos na Bacia do Alto Paraguai, uma região que abrange as ecorregiões de Cerrado e o Pantanal. Foram analisados dados de ocorrência de espécies obtidos a partir de levantamentos de campo e buscas em bases científicas, e relatórios disponíveis em sites dos órgãos ambientais de cada estado, além de variáveis ambientais, incluindo clima, elevação e intensidade do fogo. A diversidade filogenética serviu como indicador para compreender padrões de ocupação e estruturação das comunidades. Os resultados mostraram que fatores filogenéticos são o principal fator associado à riqueza de espécies, enquanto a interação entre clima, elevação e distância geográfica pode atuar como um fator limitante da diversidade local. Além disso, a intensidade do fogo apresentou uma relação negativa com a elevação, o que indica que áreas mais altas sofrem menor impacto das queimadas. Destaco que, embora os fatores ambientais influenciem a composição das comunidades, a filogenia exerce um impacto mais significativo na diversidade. Reforço a necessidade de estratégias de conservação que considerem a influência do fogo e das mudanças climáticas sobre os lagartos da região, além da importância do monitoramento contínuo para a preservação dessas comunidades em longo prazo.
                                                                Página 1 de 23 (20 de 446 registros).