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Integrated analysis of the ecological and socioeconomic dimensions of the Cerrado hotspot landscape: political implications for conservation and restoration
Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
Tipo Tese
Data 28/08/2017
Área ECOLOGIA
Orientador(es)
  • Jose Manuel Ochoa Quintero
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Mauricio Stefanes
    Banca
    • Alexandra Penedo de Pinho
    • Antonio Conceicao Paranhos Filho
    • Danilo Bandini Ribeiro
    • Jose Manuel Ochoa Quintero
    • Paulino Barroso Medina Júnior
    • Roberto Macedo Gamarra
    Resumo A humanidade não pode mais continuar convertendo habitats nativos sem considerar os limiares e finitude dos recursos naturais, por outro lado também não é estratégico que estudos e planejamentos ambientais estabelecerem metas de conservação/restauração a revelia dos aspectos e tendências socioeconômicos globais. A modelagem utilizada aqui testa se diferentes unidades de análises e diferentes escalas espaciais poderiam influenciar na compreensão dos limiares ecológicos acerca da manutenção ou recuperação da biodiversidade. Além disso, engloba as dimensões ecológicas e socioeconômicas nas análises. No capítulo 1 apresento um framework comparando cenários com diferentes metas de conservação/restauração ecológica de modo a obter maior ganho de área e qualidade delas com menores custos. Paralelamente, os conflitos com donos de terra são minimizados por meio do balanceamento entre valores de resiliência ecológica e de rentabilidade agropecuária na escala das paisagens, para as quais classifiquei os níveis de prioridade para restauração. No capítulo 2, aproveitando a recente disponibilidade do acervo agrário brasileiro, analisei os ativos e passivos de cobertura nativa no interior das propriedades rurais e descobri que 67% das fazendas apresentam algum déficit de vegetação nativa na porção do bioma Cerrado no Estado de Mato Grosso do Sul. Além disso, constatei haver uma concentração fundiária na área estudada, já que 74,2% do território é ocupado por grandes propriedades, e que por isso detém as maiores áreas de remanescentes de vegetação. Dentre os usos identificados, a pastagem é a atividade que ocupa mais de 50% da área total por classes de tamanho analisadas. Em segundo, está a produção de grãos de soja e milho para exportação, seguida por cana-de-açúcar e eucalipto. No terceiro capítulo apresento sugestões para programas de restauração que considerem as diferentes classes de tamanho das fazendas aliadas ao nível de rentabilidade das propriedades a fim de reduzir custo global de restauração, mas também maximizar taxa de sucesso de programas de restauração ecológica. Assim, por meio da integração das análises dos dois primeiros capítulos, foi possível incorporar o custo de oportunidade das áreas excedentes no índice de rentabilidade em nível de propriedade, estratégia que pode conferir um benefício extra aos donos de terras que mantiveram a cobertura de vegetação nativa, além de trazer nosso modelo mais perto da realidade de campo.
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      Community structure and functional composition of small mammals in a transitional region between Atlantic forest-Cerrado
      Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
      Tipo Tese
      Data 23/08/2017
      Área ECOLOGIA
      Orientador(es)
      • Vanda Lucia Ferreira
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Wellington Hannibal Lopes
        Banca
        • Emerson Monteiro Vieira
        • Jayme Augusto Prevedello
        • Marcus Vinicius Cianciaruso
        • Mauricio de Almeida Gomes
        • Nilton Carlos Caceres
        • Vanda Lucia Ferreira
        Resumo A perda de habitat tem grandes efeitos negativos sobre a biodiversidade, sendo um mecanismo
        típico de extinção. A riqueza de espécies é, de longe, a medida mais comum de biodiversidade
        utilizada por cientistas, conservacionistas e formuladores de políticas públicas, mas a perda de
        diversidade funcional pode ser mais grave ainda, porque a intensificação do uso da terra pode
        reduzir a diversidade funcional das comunidades de animais além das mudanças na riqueza de
        espécies sozinhas, potencialmente comprometendo a provisão de serviços ecossistêmicos. No
        entanto, até o melhor de nosso conhecimento, não há estudos com pequenos mamíferos que
        exploraram a abordagem da paisagem em várias escalas ou a variação da composição dos
        atributos funcionais ao longo de uma paisagem alterada por humanos. Portanto, a compreensão
        dos efeitos do processo espacial e ambiental, como a estrutura da vegetação, os recursos
        alimentares, os fragmentos de habitat e a estrutura da paisagem na composição taxonômica e
        funcional, pode ser um conhecimento fundamental para a conservação da comunidade em
        paisagens fragmentadas. Meu principal objetivo nesta tese é investigar o papel da disponibilidade
        e qualidade do habitat na estrutura da comunidade e na composição funcional de pequenos
        mamíferos em uma região de transição entre uma região de Floresta tropical e Cerrado. Eu
        avaliei a resposta de marsupiais e roedores para efeito de espaço e variáveis ambientais tomadas
        na escala: micro, patch e paisagem. Eu também testei a relação de traços ecológicos de pequenos
        mamíferos com gradiente de complexidade de habitat. Em geral, meus resultados mostraram que
        a composição de pequenos mamíferos foi estruturada em escala espacial e em todas as escalas
        ambientais: estrutura de vegetação (troncos caídos, lianas e cobertura do dossel), mancha de
        habitat (índice de densidade normalizada) e composição da paisagem (área total do núcleo - Uma
        métrica de cobertura florestal). Nossos achados mostraram a limitada capacidade de dispersão de pequenos mamíferos. A importância da qualidade do habitat na escala de micro e de mancha e
        disponibilidade de habitat em escala de paisagem para a composição de pequenos mamíferos.
        Nossos resultados também indicaram que o gradiente de complexidade do habitat afeta a
        composição taxonômica da comunidade e a composição dos atributos funcionais de pequenos
        mamíferos em florestas secundárias, sendo que a pressão seletiva parece estar relacionada
        principalmente a uma combinação de tolerância a habitat perturbado e características de
        necessidades alimentares. Este estudo pioneiro destaca a importância da abordagem multi-escala
        e da composição funcional para a compreensão da pequena estrutura da comunidade de
        mamíferos em uma paisagem humana alterada.
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          Título do trabalho: Spatial and temporal ecology of two armadillo species in midwestern Brazil
          Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
          Tipo Trabalho de Conclusão de Curso
          Data 22/08/2017
          Área ECOLOGIA
          Orientador(es)
            Coorientador(es)
            Orientando(s)
              Banca
                Resumo Problemas ecológicos contemporâneos críticos (e.g. prever como animais podem responder a alteração do hábitat ou alterações climáticas), exigem o conhecimento factual sobre a biologia e ecologia de espécies. Características biológicas e funções ecológicas de espécies que utilizam tocas e são dificilmente visualizadas podem ser inferidas através do estudo de sua ecologia espacial. Além disso, mesmo que o comportamento de tatus seja pouco estudado, esses homeotermos imperfeitos podem fornecer modelos valiosos para entender como a fisiologia afeta o comportamento de mamíferos em resposta a mudanças ambientais.
                Aqui procuro caracterizar a biologia de duas espécies de tatus pouco conhecidas, entender aspectos de sua ecologia e como elas respondem às mudanças ambientais. Armadilhas fotográficas, VHF e GPS telemetria foram usadas para monitorar duas espécies de tatus (tatu peba, Euphractus sexcinctus, n = 17; e tatu bola, Tolypeutes matacus, n = 26), em três áreas do Pantanal, Brasil. Na primeira seção desta tese, utilizei observações diretas e filmagens de armadilhas fotográficas colocadas em frente a abrigos e tocas de T. matacus para descrever o uso dos mesmos e comparei aos hábitos adotados por T. tricinctus no nordeste do Brasil. Dediquei a segunda seção a explorar a ecologia espacial e temporal e a biologia social do pouco conhecido T. matacus. Junto a colaboradores, caracterizei o padrão de atividade usando um modelo não paramétrico de uma função circular condicional de Kernel. Caracterizei a seleção de habitat, com relação características da vegetação e distância a caminhos de terra, usando funções de seleção de passos (Step Selection Functions). A área de vida foi estimada através de modelos probabilísticos não paramétricos de Kernel e mínimos polígonos convexos. A interação estática entre pares de indivíduos foi caracterizada usando o índice de sobreposição de distribuição de uso (Utilization Distribution Overlap Index) e a relação entre o movimento desses pares foi explorada usando uma análise de Proximidade. Na terceira seção, eu e colaboradores avaliamos como variações em padrões de atividade e seleção de habitat por T. matacus e E. sexcinctus estão correlacionadas com a temperatura do ar. Para avaliar a variação dos horários de atividade e sua duração de acordo com mudanças na temperatura do ar foram usados modelos lineares de efeitos mistos. Para avaliar os efeitos do tipo de cobertura, ciclo circadiano e temperatura do ar na seleção de recursos por tatus foram usadas funções de seleção de passos (Step Selection Functions). Tolypeutes sp. utilizam quatro tipos de abrigo, que são usados e reutilizados com frequências diferentes por indivíduos de sexos e classes etárias diferentes. Observações diretas e indiretas mostraram que Tolypeutes cava suas próprias tocas, ao contrário do que se acreditava até o momento. Tolypeutes matacus ficam ativos em média por 5.5±2.8 horas por dia, com atividade concentrada na primeira

                metade da noite. No entanto, nossos modelos demonstram que, à medida que a temperatura do ar
                diminui, seus períodos de atividade se tornam mais curtos e tem pico mais cedo. De forma similar,
                nossos modelos sugerem que a atividade de E. sexcinctus durante o período diurno diminui à
                medida que a temperatura do ar aumenta. A força de seleção relativa de quase todos os tipos de
                vegetação por T. matacus, está relacionada a distância aos caminhos de terra. Tolypeutes matacus
                seleciona principalmente florestas independente do status de atividade. No entanto, a seleção de
                habitat por T. matacus pode variar de acordo com a temperatura. Euphractus sexcinctus tende a
                selecionar áreas de vegetação aberta durante a atividade e áreas florestadas durante o descanso.
                Além disso, ambas as espécies estudadas devem selecionar áreas florestais quando enfrentando
                temperaturas do ar fora de suas zonas de termoneutralidade. O tamanho da área de vida de T.
                matacus machos foi positivamente relacionado à massa corporal, enquanto a área de vida das
                fêmeas não escalou com a massa. Machos adultos apresentaram áreas de vida maiores. Fêmeas de
                T. matacus não compartilharam suas áreas de vida e áreas core com outras fêmeas, independente
                da classe etária, enquanto áreas de vida e áreas core ocupadas por machos foram sobrepostas por
                outros machos e fêmeas. Díades de T. matacus mantiveram distância média de 423 m e estiveram
                em proximidade (< 50m) em apenas 1% das localizações simultâneas. A meu conhecimento, este
                é o primeiro estudo de T. matacus em vida livre no Brasil e o mais abrangente estudo sobre sua
                ecologia até o momento em qualquer lugar. O padrão de espaçamento e área de vida de T.
                matacus aponta para um comportamento geralmente associal e um sistema reprodutivo
                promíscuo. A reduzida profundidade das tocas sugere que o uso de tocas por Tolypeutes tem mais
                chances de estar relacionado ao cuidado parental e estratégias de termorregulação do que a
                mecanismos de defesa. Tolypeutes matacus pode ser caracterizado como uma espécie
                predominantemente noturna que seleciona preferencialmente áreas próximas a caminhos de terra e
                áreas florestadas, mas que também pode ocupar paisagens alteradas. No entanto, exemplos
                específicos da natureza dinâmica dos padrões de atividade e seleção do habitat em função da
                temperatura do ar ilustram como ambas as espécies estudadas podem alterar seu comportamento.
                Tolypeutes matacus tem sido classificado como Deficiente de Dados no Brasil e como Quase
                Ameaçada em nível internacional e espero que as informações geradas aqui possam contribuir
                para a conservação desta espécie. Além disso, esses resultados ressaltam a importância da
                heterogeneidade do habitat para a conservação em longo prazo de espécies animais que dependem
                de estratégias comportamentais para atingir a termorregulação adequada.
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                Spatial and temporal ecology of two armadillo species in midwestern
                Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                Tipo Trabalho de Conclusão de Curso
                Data 22/08/2017
                Área ECOLOGIA
                Orientador(es)
                • Guilherme de Miranda Mourão
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Nina Attias
                  Banca
                  • Eliezer Gurarie
                  • Mariella Superina
                  • William James Loughry
                  • Yamil Edgardo Di Blanco
                  Resumo Problemas ecológicos contemporâneos críticos (e.g. prever como animais podem responder a alteração do hábitat ou alterações climáticas), exigem o conhecimento factual sobre a biologia e ecologia de espécies. Características biológicas e funções ecológicas de espécies que utilizam tocas e são dificilmente visualizadas podem ser inferidas através do estudo de sua ecologia espacial. Além disso, mesmo que o comportamento de tatus seja pouco estudado, esses homeotermos imperfeitos podem fornecer modelos valiosos para entender como a fisiologia afeta o comportamento de mamíferos em resposta a mudanças ambientais.
                  Aqui procuro caracterizar a biologia de duas espécies de tatus pouco conhecidas, entender aspectos de sua ecologia e como elas respondem às mudanças ambientais. Armadilhas fotográficas, VHF e GPS telemetria foram usadas para monitorar duas espécies de tatus (tatu peba, Euphractus sexcinctus, n = 17; e tatu bola, Tolypeutes matacus, n = 26), em três áreas do Pantanal, Brasil. Na primeira seção desta tese, utilizei observações diretas e filmagens de armadilhas fotográficas colocadas em frente a abrigos e tocas de T. matacus para descrever o uso dos mesmos e comparei aos hábitos adotados por T. tricinctus no nordeste do Brasil. Dediquei a segunda seção a explorar a ecologia espacial e temporal e a biologia social do pouco conhecido T. matacus. Junto a colaboradores, caracterizei o padrão de atividade usando um modelo não paramétrico de uma função circular condicional de Kernel. Caracterizei a seleção de habitat, com relação características da vegetação e distância a caminhos de terra, usando funções de seleção de passos (Step Selection Functions). A área de vida foi estimada através de modelos probabilísticos não paramétricos de Kernel e mínimos polígonos convexos. A interação estática entre pares de indivíduos foi caracterizada usando o índice de sobreposição de distribuição de uso (Utilization Distribution Overlap Index) e a relação entre o movimento desses pares foi explorada usando uma análise de Proximidade. Na terceira seção, eu e colaboradores avaliamos como variações em padrões de atividade e seleção de habitat por T. matacus e E. sexcinctus estão correlacionadas com a temperatura do ar. Para avaliar a variação dos horários de atividade e sua duração de acordo com mudanças na temperatura do ar foram usados modelos lineares de efeitos mistos. Para avaliar os efeitos do tipo de cobertura, ciclo circadiano e temperatura do ar na seleção de recursos por tatus foram usadas funções de seleção de passos (Step Selection Functions). Tolypeutes sp. utilizam quatro tipos de abrigo, que são usados e reutilizados com frequências diferentes por indivíduos de sexos e classes etárias diferentes. Observações diretas e indiretas mostraram que Tolypeutes cava suas próprias tocas, ao contrário do que se acreditava até o momento. Tolypeutes matacus ficam ativos em média por 5.5±2.8 horas por dia, com atividade concentrada na primeira

                  metade da noite. No entanto, nossos modelos demonstram que, à medida que a temperatura do ar
                  diminui, seus períodos de atividade se tornam mais curtos e tem pico mais cedo. De forma similar,
                  nossos modelos sugerem que a atividade de E. sexcinctus durante o período diurno diminui à
                  medida que a temperatura do ar aumenta. A força de seleção relativa de quase todos os tipos de
                  vegetação por T. matacus, está relacionada a distância aos caminhos de terra. Tolypeutes matacus
                  seleciona principalmente florestas independente do status de atividade. No entanto, a seleção de
                  habitat por T. matacus pode variar de acordo com a temperatura. Euphractus sexcinctus tende a
                  selecionar áreas de vegetação aberta durante a atividade e áreas florestadas durante o descanso.
                  Além disso, ambas as espécies estudadas devem selecionar áreas florestais quando enfrentando
                  temperaturas do ar fora de suas zonas de termoneutralidade. O tamanho da área de vida de T.
                  matacus machos foi positivamente relacionado à massa corporal, enquanto a área de vida das
                  fêmeas não escalou com a massa. Machos adultos apresentaram áreas de vida maiores. Fêmeas de
                  T. matacus não compartilharam suas áreas de vida e áreas core com outras fêmeas, independente
                  da classe etária, enquanto áreas de vida e áreas core ocupadas por machos foram sobrepostas por
                  outros machos e fêmeas. Díades de T. matacus mantiveram distância média de 423 m e estiveram
                  em proximidade (< 50m) em apenas 1% das localizações simultâneas. A meu conhecimento, este
                  é o primeiro estudo de T. matacus em vida livre no Brasil e o mais abrangente estudo sobre sua
                  ecologia até o momento em qualquer lugar. O padrão de espaçamento e área de vida de T.
                  matacus aponta para um comportamento geralmente associal e um sistema reprodutivo
                  promíscuo. A reduzida profundidade das tocas sugere que o uso de tocas por Tolypeutes tem mais
                  chances de estar relacionado ao cuidado parental e estratégias de termorregulação do que a
                  mecanismos de defesa. Tolypeutes matacus pode ser caracterizado como uma espécie
                  predominantemente noturna que seleciona preferencialmente áreas próximas a caminhos de terra e
                  áreas florestadas, mas que também pode ocupar paisagens alteradas. No entanto, exemplos
                  específicos da natureza dinâmica dos padrões de atividade e seleção do habitat em função da
                  temperatura do ar ilustram como ambas as espécies estudadas podem alterar seu comportamento.
                  Tolypeutes matacus tem sido classificado como Deficiente de Dados no Brasil e como Quase
                  Ameaçada em nível internacional e espero que as informações geradas aqui possam contribuir
                  para a conservação desta espécie. Além disso, esses resultados ressaltam a importância da
                  heterogeneidade do habitat para a conservação em longo prazo de espécies animais que dependem
                  de estratégias comportamentais para atingir a termorregulação adequada.
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                    Monodominance of Erythrina fusca Lour.: influence of environmental factors, chemical ecology and dendroecology
                    Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                    Tipo Tese
                    Data 09/08/2017
                    Área ECOLOGIA
                    Orientador(es)
                    • Maria Rita Marques
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Darlene Gris
                      Banca
                      • Arnildo Pott
                      • Erich Arnold Fischer
                      • Maria Antonia Carniello
                      • Pia Parolin
                      Resumo Em algumas regiões tropicais, ocorrem áreas onde mais de metade do número de indivíduos pertencem a apenas uma espécie, conhecidas popularmente como formações monodominantes. Apesar de não existir um padrão de características ambientais que determinam a ocorrência de todas as espécies monodominantes, alguns fatores influenciam mais comumente, como características do solo, ocorrência de fogo e inundação entre outros. No Pantanal brasileiro é comum a ocorrência de áreas de monodominância. A espécie Erythrina fusca, por exemplo, é amplamente dispersa pelo mundo, sendo característica de áreas inundáveis, e na sub-região de Cáceres no Pantanal ocorre como monodominante. Essa espécie é um importante recurso para a fauna e possui uma forte relação com o ecossistema local. Assim, considerando a importância dessa espécie e a lacuna de conhecimento sobre como os fatores ambientais influenciam a ocorrência de espécies monodominantes, nosso trabalho objetivou investigar os fatores que podem influenciar a dominância de E. fusca na sub-região de Cáceres no Pantanal. Nossas hipóteses são que os eventos ambientais, bem como características intrínsecas de E. fusca facilitam a sua dominância em detrimento de outras espécies. Para investigar isso nós comparamos a estruturação de áreas de dominância de E. fusca com florestas mistas adjacentes analisando a relação do solo e inundação com a ocorrência da espécie. Investigamos as influências da inundação e do fogo sobre a germinação e metabolismo secundário nos estágios iniciais de desenvolvimento. Realizamos análises dendroecológicas para observar a influência de eventos climáticos sobre o crescimento e estabelecimento da espécie e investigamos a presença de potencial alelopático que poderia conferir vantagens na competição com outras espécies vegetais. Nós observamos que a monodominância de E. fusca parece ser favorecida pelos fatores ambientais, como os maiores níveis de inundação e baixa fertilidade do solo, detectamos que a inundação e o fogo conferem mudanças nos padrões de germinação e metabolismo secundário da espécie, observamos que o estabelecimento dos indivíduos é favorecido por níveis mais altos de inundação e que a presença de potencial alelopático, principalmente nas folhas, pode fornecer vantagens na competição com outras espécies. Assim, nós concluímos que a dominância da espécie Erythrina fusca na sub-região de Cáceres no Pantanal possui forte relação com os níveis de inundação, características do solo e intrínsecas, que influenciam sua ocorrência, estabelecimento, germinação e liberação de compostos alelopáticos e que mudanças nesses fatores podem ser prejudiciais à ocorrência dessa importante formação vegetal, uma vez que essa monodominância depende de condições particulares de solo e inundação para ocorrer.
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                        Influência da sazonalidade na comunidade de aves em campos alagáveis e ambiente associados, no Pantanal de Miranda, MS
                        Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                        Tipo Tese
                        Data 10/02/2017
                        Área ECOLOGIA
                        Orientador(es)
                        • Rudi Ricardo Laps
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Iêda Maria Novaes Ilha
                          Banca
                          • Fabio de Oliveira Roque
                          • Heitor Miraglia Herrera
                          • Josue Raizer
                          • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
                          • Rudi Ricardo Laps
                          Resumo As comunidades naturais são sistemas dinâmicos espacialmente heterogêneos cuja densidade e estrutura mudam com o tempo, principalmente em ambientes altamente sazonais como o Pantanal, sujeito a variações no pulso de inundação e precipitação. Avaliamos a variação na riqueza e na abundância de aves ao longo das estações de cheia, vazante, seca e enchente, em função da sazonalidade, pulso de inundação e pluviosidade, ao longo de três ciclos anuais. Avaliamos também a distribuição em guildas tróficas e status de ocorrência. O estudo foi desenvolvido na região do Pantanal do Miranda em Mato Grosso do Sul, em áreas de campos inundáveis e ambientes associados (canjiqueiral, paratudal, borda de capão e mata ciliar). Foi utilizado o método de transectos lineares com registro visual e auditivo. Registramos 235 espécies de aves (11.581 registros), 117 Não-Passeriformes e 118 Passeriformes (50,2%). As espécies com maior abundância foram Patagioenas picazuro, Brotogeris chiriri, Columbina picui, Aratinga nenday e Phimosus infuscatus. Registramos três ciclos sazonais distintos: dois anos de cheia intercalados por um ano sem extravasamento do rio. As guildas mais abundantes foram insetívoras (39%), seguido de onívoras (30%). Além de aves residentes, o local foi utilizado por aves nômades e migratórias neárticas e austrais. A comunidade de aves (riqueza e abundância) respondeu significativamente ao pulso de inundação, sendo que níveis altos do rio afetam negativamente a riqueza de aves. Consequentemente, a cheia foi o período de menor riqueza e menor abundância de aves. A maior riqueza ocorreu na seca e a maior abundância na vazante. Graus diferentes de inundação propiciaram resultados distintos na comunidade de aves, levando a crer que uma cheia intensa tem impactos mais negativos que um ano sem cheia, e que anos com cheias menores podem favorecer a comunidade de aves. A precipitação não se relacionou significativamente com a riqueza ou abundância de aves, e a variação temporal também não foi significativa. Em função de variações plurianuais no ciclo de inundação, houveram dois anos com cheia, intercalados com um ano sem cheia. No ano sem cheia, apesar de chuvas terem criado grande áreas de alagamento nos meses equivalentes, algumas espécies dependentes de campos alagados estiveram ausentes. Campos alagáveis e ambientes associados da região do Miranda abrigam riqueza de aves expressiva, que utilizam a área principalmente para forrageio, sendo importantes para espécies residentes, visitantes nômades, migratórias neoárticas e austrais.

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                          Demographic and genetic parameters of two pond-breeding frogs in human-altered landscapes of the Brazilian Chaco
                          Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                          Tipo Tese
                          Data 15/07/2016
                          Área ECOLOGIA
                          Orientador(es)
                          • Cynthia Peralta De Almeida Prado
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Gabriel Paganini Faggioni
                            Banca
                            • Carlos Guilherme Becker
                            • Cynthia Peralta De Almeida Prado
                            • Diego Jose Santana Silva
                            • Fausto Nomura
                            • Fernando Rodrigues da Silva
                            • Tiago da Silveira Vasconcelos
                            Resumo Rãs são organismos semiaquáticos dependentes de corpos d’água para reprodução e
                            desenvolvimento dos girinos, mas que utilizam ambientes terrestres para procurar abrigo e
                            alimento, assim como para migração e dispersão. Consequentemente, hábitats terrestres
                            adequados devem estar distribuídos ao redor de corpos d’água para garantir o ciclo de vida
                            completo da maioria das espécies de rãs. Na direção oposta, atividades antrópicas avançam sobre
                            vegetações nativas, alterando a composição e configuração das paisagens e desconectando
                            ambientes aquáticos e terrestres. Ao longo desta Tese, eu investiguei os efeitos da modificação
                            antrópica da paisagem em parâmetros demográficos e genéticos de duas rãs Neotropicais que se
                            reproduzem em poças temporárias, Leptodactylus bufonius (Lb) e L. chaquensis (Lc). As duas
                            espécies coocorrem na paisagem de estudo, o Chaco brasileiro de Porto Murtinho, mas
                            apresentam diferentes estratégias reprodutivas e preferências de hábitat. No Capítulo 1, eu
                            estimei as probabilidades de ocupação de hábitat, detecção, colonização e extinção local através
                            de análises em múltiplas escalas geográficas. Meus resultados mostraram que a substituição de
                            vegetação nativa por pastos afetou a probabilidade de ocupação do hábitat por Lc, mas os efeitos
                            mais fortes foram observados em Lb devido ao seu modo reprodutivo. No Capítulo 2, para
                            possibilitar a investigação dos efeitos da modificação de hábitat em parâmetros genéticos de Lb e
                            Lc, eu isolei e caracterizei marcadores microssatélites para as duas espécies. Os novos
                            marcadores genéticos apresentaram alto polimorfismo e estão entre os poucos microssatélites
                            disponíveis para o estudo de espécies do gênero Leptodactylus. No Capítulo 3, eu usei os novos
                            marcadores genéticos para procurar por evidência de gargalos genéticos e endogamia, assim
                            como para investigar a influência das modificações de hábitat na conectividade funcional entre
                            as poças. Eu utilizei análises clássicas de genética de populações, assim como avanços recentes
                            na teoria e ferramentas de genética de paisagem, como a parametrização de superfícies de
                            resistência baseada em dados quantitativos. As duas espécies apresentaram evidências de
                            impactos demográficos passados (poucas gerações). Meus resultados indicaram que a
                            configuração atual da paisagem parece estar limitando o fluxo gênico de Lb, mas não de Lc entre
                            as poças. Em conclusão, meus resultados indicaram que a conversão de matas nativas em pastos
                            afetou diferentemente as populações de Lb e Lc. Indivíduos de Lc utilizaram todos os tipos de
                            poças e foram capazes de se movimentar através da matriz de pastos. Lb foi dependente de
                            hábitats florestados devido ao seu modo reprodutivo. Para esta espécie, poças temporárias devem
                            estar cercadas e conectadas por áreas florestadas para que se garanta a conectividade funcional e
                            a reprodução. A minha tese ressalta (1) a importância de hábitats terrestres para espécies de rãs
                            semiaquáticas; (2) as conexões entre características espécie-específicas e as consequências da
                            modificação de hábitat; (3) a relevância de estudos com múltiplas espécies em estudos de
                            ecologia de paisagem; e (4) a utilidade de hipóteses biologicamente informativas baseadas em
                            características espécies-específicas.
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                            Spatiotemporal distribution of Phyllostomid bats in the Pantanal wetland: effects of resource availability and vegetation structure
                            Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                            Tipo Tese
                            Data 10/06/2016
                            Área ECOLOGIA
                            Orientador(es)
                            • Erich Arnold Fischer
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Maurício Silveira
                              Banca
                              • Christoph Friedrich Johannes Meyer
                              • Josue Raizer
                              • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
                              • Maria João Veloso da Costa Ramos Pereira
                              Resumo Eu testei a hipótese de que a intensidade de inundação influencia a ecologia de populações e
                              comunidades de morcegos filostomídeos no Pantanal. A intensidade de inundação influencia a
                              estrutura da vegetação, composição e a disponibilidade de frutos e recursos florais que
                              influencia a dieta e o uso do hábitat dos filostomídeos. Os filostomídeos mais abundantes do
                              Pantanal têm dietas muitos similares centradas nas mesmas espécies de frutos comuns de
                              locais mais úmidos. No entanto diferenças na dinâmica do uso do hábitat entre as duas
                              espécies garante a coexistência e a alta abundancia em locais com maior previsibilidade na
                              disponibilidade de frutos. O consumo de recursos vegetais é filogeneticamente relacionado,
                              espécies filogeneticamente próximas consomem recursos vegetais em proporções similares. A
                              disponibilidade de recursos vegetais consumido pelos filostomídeos é influenciada pela
                              intensidade de inundação o que induz a uma resposta filogeneticamente estruturada da
                              comunidade de filostomíedos à intensidade de inundação. Linhagens distintas de
                              filostomídeos usam hábitats com diferentes intensidades de inundação em resposta aos
                              recursos vegetais mais consumidos. A instabilidade climática causada pelos ciclos de
                              inundação e seca limita a disponibilidade de recursos vegetais que afeta de forma
                              determinante a dieta, demografia e a estrutura da comunidade dos morcegos filostomídeos no
                              Pantanal.
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                              Odonates as indicators of landscape change in a region of the Cerrado
                              Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                              Tipo Tese
                              Data 12/04/2016
                              Área ECOLOGIA
                              Orientador(es)
                              • Fabio de Oliveira Roque
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Marciel Elio Rodrigues
                                Banca
                                • Andrea Cardoso de Araujo
                                • Daniel Forsin Buss
                                • Gustavo Graciolli
                                • Leandro Juen
                                • Marina Schmidt Dalzochio
                                • Sheyla Regina Marques Couceiro
                                Resumo O conhecimento sobre quais fatores determinam as tendências atuais da biodiversidade
                                considerando às condições recentes de perda e fragmentação de habitats é essencial para
                                projetar e executar estratégias para conservação das espécies. Identificar e descrever as
                                consequências das ameaças antropogênicas atuais e seus efeitos sobre os padrões e
                                processos das assembleias de espécies são fundamentais para a ecologia de
                                comunidades. Neste estudo, investigamos como mudanças antropogênicas do uso do
                                solo em paisagens naturais afetam as comunidades de Odonata. Nós dividimos este
                                estudo em três capítulos. No primeiro capítulo, nós avaliamos se a comunidade de
                                Zygoptera (Odonata) demonstra respostas não lineares em relação ao declínio de
                                remanescentes de vegetação nativa em torno de córregos seguindo uma abordagem de
                                limiares. No segundo capítulo, considerando a desconstrução da comunidade em
                                “traits”, nós avaliamos como os diferentes comportamentos de oviposição das espécies
                                respondem a perda de vegetação nativa. No terceiro capítulo, nós consideramos a
                                comunidade desconstruída em “traits” relacionados à capacidade de dispersão enfatizando o papel da resistência da paisagem como um importante preditor na
                                estruturação dessas comunidades de Odonata. Os dados para este estudo foram obtidos a
                                partir de coletas em 116 córregos no estado de Mato Grosso do Sul. Nossos resultados
                                enfatizaram que a perda e ou modificações na vegetação nativa são variáveis chaves que
                                influenciam as comunidades de Odonata. As duas abordagens usadas nesse trabalho,
                                respostas não lineares, considerando a comunidade como um todo ou a comunidade
                                desconstruído em caracteristicas relacionados à capacidade de dispersão e oviposição,
                                são essenciais para avaliar o efeito das mudanças em paisagens naturais nas
                                comunidades de Odonata. Essas abordagens provaram ser ferramentas relevantes em
                                estudos de ecologia, auxiliando na tomada de decisões na conservação de espécies e
                                especialmente dos ambientes aquáticos que são essenciais para a manutenção de grande
                                parte da biodiversidade do planeta.

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                                Dípteros ectoparasitos de morcegos no Novo Mundo: Distribuição espacial e padrões de associação
                                Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                Tipo Tese
                                Data 29/02/2016
                                Área ECOLOGIA
                                Orientador(es)
                                • Gustavo Graciolli
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Luiz Felipe Alves da Cunha Carvalho
                                  Banca
                                  • Andrea Cardoso de Araujo
                                  • Fernando Paiva
                                  • Gustavo Graciolli
                                  • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                  • Márcio Roberto Pie
                                  • Mauricio Osvaldo Moura
                                  Resumo Compreender os padrões de distribuição, abundância e interação de espécies é uma das propostas centrais em estudos ecológicos. Uma maneira comum de verificar se um conjunto de espécies resulta em uma comunidade estruturada ou ordenada é determinar se grupos específicos de espécies estão associados a um determinado habitat ou área biogeográfica. Os objetivos deste estudo foram investigar a associação de moscas ectoparasitas de morcegos nas Américas, entre as faixas latitudinais de 50º Norte até 40º Sul e 127º Oeste e 34º Leste, caracterizando e determinando o padrão estrutural das redes de interações estabelecidas; e avaliar o padrão espacial na riqueza de moscas ectoparasitas no continente americano, testando as variáveis preditoras deste padrão. A associação moscas-morcegos revelou redes não aninhadas, compartimentadas e modulares. As espécies interativas são gradativamente substituídas ao longo das faixas latitudinais, porém a especialização de rede é relativamente estável. Verificamos uma maior riqueza de moscas ao norte da Linha do Equador, sendo esta não relacionada ao gradiente latitudinal, nem à riqueza de espécies de morcegos ou variáveis ambientais.
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                                  Comunidade de anuros e o efeito do desenvolvimento urbano sobre a composição e riqueza de espécies em fragmentos florestais de Cerrado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil
                                  Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                  Tipo Tese
                                  Data 27/01/2016
                                  Área ECOLOGIA
                                  Orientador(es)
                                  • Franco Leandro de Souza
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Cláudia Márcia Marily Ferreira
                                    Banca
                                    • Cynthia Peralta De Almeida Prado
                                    • Franco Leandro de Souza
                                    • Marcelo Menin
                                    • Sonia Zanini Cechin
                                    • Vanessa Kruth Verdade
                                    Resumo A destruição do habitat é um dos principais fatores responsáveis pelo declínio de
                                    populações de anfíbios ao redor do mundo, sendo a urbanização um processo que
                                    promove a fragmentação e perda do habitat, gerando mudanças profundas no ambiente,
                                    o que contribui para a perda da biodiversidade de espécies. Mais de um terço das
                                    espécies de anfíbios conhecidas no mundo está ameaçada pelo desenvolvimento urbano,
                                    que gera mudanças na vegetação e hidrologia, poluição dos ambientes aquáticos e
                                    terrestres e poluição sonora. Estudos demonstram que a composição de espécies de
                                    anfíbios em áreas urbanas é alterada, ocorrendo um domínio de espécies generalistas
                                    quanto ao uso do habitat, e que nestes locais a riqueza de espécies diminui. No Brasil,
                                    poucos são os trabalhos que avaliaram os efeitos do desenvolvimento urbano sobre a
                                    fauna de anfíbios e no estado do Mato Grosso do Sul é escasso o conhecimento sobre
                                    este grupo de vertebrados em área urbana. Desta forma os principais objetivos deste
                                    estudo foram descrever a composição de espécies e a riqueza de anfíbios anuros em
                                    remanescentes de Cerrado na área urbana de Campo Grande, Mato Grosso do Sul,
                                    Brasil, avaliar se as comunidades variam ao longo do gradiente de urbanização e
                                    investigar o papel do habitat local sobre a composição e riqueza de espécies. A fauna de
                                    anuros foi amostrada em três estações chuvosas por meio de armadilhas de
                                    interceptação e queda, procura auditiva, procura visual e encontro fortuito. A análise da
                                    paisagem urbana foi realizada em diferentes escalas espaciais ao redor das áreas de
                                    estudo e a porcentagem de impermeabilização do solo e a distância de cada fragmento
                                    do centro urbano de Campo Grande foram usadas como indicativas do nível de
                                    urbanização. Variáveis do habitat local foram também mensuradas. Dezessete espécies
                                    de anuros foram registradas e houve um predomínio de animais das famílias
                                    Leptodactylidae e Hylidae. A anurofauna da região é dominada por espécies
                                    generalistas e que toleram mudanças no ambiente promovidas pela ação do homem. A
                                    composição e riqueza de espécies não foram afetadas pela urbanização. Uma possível
                                    explicação para o resultado encontrado é que a variável porcentagem de área
                                    impermeável do solo tenha um efeito limiar e que uma cobertura menor de superfície
                                    impermeável da que foi registrada neste estudo seja suficiente para reduzir o número de
                                    espécies de anuros da região. A área dos fragmentos urbanos não afetou a riqueza de
                                    espécies; é provável que a presença de habitats aquáticos para a reprodução seja um
                                    fator mais importante para determinar a presença de diferentes espécies de anuros que a
                                    área fragmentos. Para que o impacto da urbanização sobre os anuros em Campo Grande
                                    seja minimizado é importante que as áreas verdes sejam preservadas e restauradas. Para
                                    que os anuros residentes possam se dispersar e migrar é necessário à existência de
                                    corredores de habitat conectando os fragmentos florestais. Além disso, é fundamental
                                    que a coleta e o tratamento do esgoto ocorram de forma adequada, para que a
                                    reprodução e ciclos de vida dos anfíbios anuros não sejam alterados.
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                                    Efeito da heterogeneidade da paisagem e do habitat na comunidade de aves no oeste do Pantanal da Nhecolândia, Mato Grosso do Sul
                                    Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                    Tipo Tese
                                    Data 22/12/2015
                                    Área ECOLOGIA
                                    Orientador(es)
                                    • Rudi Ricardo Laps
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Alessandro Pacheco Nunes
                                      Banca
                                      • Alexander Charles Lees
                                      • Augusto Joao Piratelli
                                      • Danilo Bandini Ribeiro
                                      • Jose Manuel Ochoa Quintero
                                      • Rudi Ricardo Laps
                                      Resumo Intervenções humanas na paisagem do Pantanal em detrimento da substituição de habitats florestais por pastagens nativas têm modificado sua estrutura e alterado processos ecológicos. O objetivo deste estudo foi avaliar a estrutura da paisagem e dos habitats, notadamente os florestais, no oeste do Pantanal da Nhecolândia, Mato Grosso do Sul. O estudo foi desenvolvido durante as estações chuvosa e seca em três áreas de estudo: Fazenda Nhumirim (setembro-outubro de 2012 e janeiro de 2013), área com pastagens nativas (fevereiro e agosto-setembro de 2013) e área com pastagens cultivadas (março e julho-agosto de 2013). Em cada área de estudo foi montada um grade de amostragem com seis trilhas paralelas de 5 km de comprimento e dispostas a cada 1 km no eixo Noroeste-Sudeste. Nessas grades amostrais foram obtidos dados totais e por transectos das áreas (ha) das unidades de paisagem através de classificação das imagens de satélite. Para os habitats florestais foram obtidos dados de área (ha), isolamento médio (m), cobertura de sub-bosque (%), cobertura de dossel (%), biomassa de serapilheira (kg/cm2), bem como a circunferência à altura do peito - CAP (cm) e a densidade das espécies vegetais arbóreas (indivíduos/cm2). A Fazenda Nhumirim apresentou os maiores valores de área de floresta (1097,24 ha), as quais estão mais conectadas, em média a 148,2 m de distância em relação às outras manchas florestais, quando comparadas às demais áreas amostradas na região. Entretanto, grande parte da área com pastagens nativas é composta por campos inundáveis (3298,80 ha) e as manchas florestais presentes, notadamente os capões, estão mais isoladas na paisagem (em média a 368 m das demais manchas de floresta). A presença de gado bovino no interior das manchas florestais promove drásticas alterações na estrutura do sub-bosque, que é significativamente menor em capões (48,2 a 38,2%) quando comparado às cordilheiras em (85,2 a 60,6%). Os capões apresentaram os menores valores de biomassa de serapilheira (0,367 a 0,318 kg/m2), comparados às cordilheiras, com 0,700 a 0,668 kg/m2. A densidade de espécies vegetais arbóreas foi significativamente menor em capões, com 0,075 indivíduos/m2. Intervenções humanas na paisagem do Pantanal, tais como a substituição da vegetação nativa por pastagens cultivadas, podem afetar drasticamente a estrutura e processos ecológicos nos habitats florestais.
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                                      Efeitos da dinâmica de inundação nas estratégias reprodutivas, na estrutura do banco de sementes e na diversidade funcional de comunidades de macrófitas aquáticas em lagoas do Pantanal
                                      Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                      Tipo Tese
                                      Data 15/12/2015
                                      Área ECOLOGIA
                                      Orientador(es)
                                      • Yzel Rondon Súarez
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Gisele Catian
                                        Banca
                                        • Arnildo Pott
                                        • Geraldo Alves Damasceno Junior
                                        • Juan Jose Neiff
                                        • Luis Mauricio Bini
                                        • Sidinei Magela Thomaz
                                        • Yzel Rondon Súarez
                                        Resumo Os fatores ambientais e a disponibilidade de recursos refletem na funcionalidade das
                                        comunidades, sendo de grande importância a compreensão dos processos que
                                        influenciam a organização e o estabelecimento dos indivíduos e quais suas implicações
                                        para a manutenção da biodiversidade e de processos ecossistêmicos. As plantas
                                        aquáticas apresentam traços morfológicos, anatômicos e de história de vida que
                                        minimizam os efeitos das variações dos diferentes fatores ambientais e da dinâmica das
                                        planícies inundáveis, resultando em sucesso de colonização por estas espécies em
                                        ambientes aquáticos. A propagação vegetativa e a dormência das sementes ou esporos
                                        no solo permitem à maioria das espécies de macrófitas aquáticas resistirem a estes
                                        fatores ambientais. Além disso, os traços funcionais das espécies definem as
                                        comunidades que suportam filtros ambientais, sendo importante conhece-los e definilos.
                                        Neste trabalho, pretendeu-se observar como a inundação influencia na estrutura das
                                        comunidades de macrófitas aquáticas em lagoas. Foram avaliadas as comunidades
                                        destas plantas em 20 lagoas, quantificando a porcentagem de cobertura das espécies; a
                                        biomassa dos órgãos reprodutivos e de propagação vegetativa destas; a abundânciae
                                        riqueza da comunidade do banco de sementes, analisando a composição deste entre os
                                        perfis das lagoas, a flora local e os tipos de lagoas; e os traços funcionais de adaptação
                                        das espécies à inundação. Observou-se que há o investimento equivalente em ambas as
                                        estratégias de propagação – sexuada e vegetativa, não havendo interação significativa
                                        entre fase hidrológica e o tipo de propagação; o banco de sementes não difere entre os
                                        perfis das lagoas; a flora local é 43,12% similar ao banco de sementes; há tendência das
                                        lagoas temporárias, permanentes e “vazantes” diferenciarem-se; o pulso de inundação
                                        determina os grupos funcionais das comunidades nas lagoas nas diferentes fases da
                                        inundação. Concluiu-se que as comunidades estão estruturadas em relação à inundação
                                        sazonal, a qual age como um filtro ambiental sobre os aspectos funcionais das espécies.

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                                        Ecological drivers of aquatic metacommunities in a riverine network
                                        Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                        Tipo Tese
                                        Data 20/11/2015
                                        Área ECOLOGIA
                                        Orientador(es)
                                        • Fabio de Oliveira Roque
                                        Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                          • Francisco Valente Neto
                                          Banca
                                          • Adriano Sanchez Melo
                                          • Luis Mauricio Bini
                                          • Pitágoras Bispo da Conceição
                                          • Rafael Dettogni Guariento
                                          • Rhainer Guillermo Nascimento Ferreira
                                          Resumo A ecologia de metacomunidades reconhece que tanto fatores ambientais quanto
                                          espaciais afetam a estrutura de comunidades. Bacias hidrográficas, sistemas
                                          hierárquicos complexos conectados por fluxo de água, podem ser usadas em estudos
                                          ecológicos como áreas naturais onde: i) sistemas de biomonitoramento podem ser
                                          implementados e ii) processos relacionados a dispersão ocorrem e podem ser
                                          representados pela configuração espacial entre pontos amostrais. Nessa tese, eu
                                          investiguei os processos ecológicos responsáveis por afetar a estrutura de
                                          metacomunidades em uma bacia hidrográfica em três capítulos complementares. No
                                          primeiro capítulo, eu procurei entender a resposta de larvas e adultos de libélulas,
                                          organismos que sofrem mudança ontogenética de nicho, a um gradiente ambiental e quanto de informação em relação a esse gradiente é compartilhada entre diferentes
                                          estágios de vida. No segundo capítulo, eu busquei compreender se os mesmos processos
                                          ecológicos afetam larvas e adultos, usando tanto preditores ambientais e dimensões
                                          espaciais onde a dispersão pode ocorrer. O último capítulo, eu investiguei se
                                          componentes ambientais e/ou espaciais (distâncias por terra, água e conectividade)
                                          foram determinantes da variação entre sítios de comunidades de insetos aquáticos com
                                          diferentes capacidades dispersoras e se a medida de conectividade melhora a detecção
                                          de processos relacionados a dispersão em relação aos outros componentes espaciais. Em
                                          geral, organismos que sofrem mudança ontogenética de nicho são afetados por variáveis
                                          ambientais (paradigma escolha de espécies), e larvas e adultos podem ser utilizados
                                          como bioindicadores de impactos relacionados a pecuária. Por considerar mudanças
                                          ontogenéticas de nicho no contexto de biomonitoramento e metacomunidades, essa tese
                                          avança no sentido de conectar os sistemas terrestres e aquáticos, abrindo um caminho
                                          para futuros estudos. O paradigma escolha de espécies também foi o principal
                                          mecanismo responsável pela variação de comunidades de insetos aquáticos com
                                          diferentes habilidades de dispersão entre sítios. A medida de conectividade derivada da
                                          teoria de grafos não melhorou a explicação de processos espaciais comparado as
                                          distâncias calculadas por terra e água, porém ela captura um arranjo espacial diferente.
                                          Assim, mudanças ontogenéticas de nicho e redes dendríticas auxiliam no entendimento
                                          dos processos ecológicos estruturadores de metacomunidades.

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                                          Ecologia Molecular de Leguminosae e Cactaceae no Cerrado e Chaco: Fenologia, Filogeografia e Genética de Populações
                                          Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                          Tipo Tese
                                          Data 13/11/2015
                                          Área ECOLOGIA
                                          Orientador(es)
                                          • Aline Pedroso Lorenz
                                          Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                            • Wellington Santos Fava
                                            Banca
                                            • Aline Pedroso Lorenz
                                            • Andreia Carina Turchetto Zolet
                                            • Angela Lucia Bagnatori Sartori
                                            • Camila Martini Zanella
                                            • Gecele Matos Paggi
                                            • Mariana Pires de Campos Telles
                                            Resumo No Brasil, o Cerrado e o Chaco, juntamente com a Caatinga, fazem parte da diagonal de formações vegetacionais abertas e dividem duas grandes florestas tropicais: a Amazônica e a Atlântica. Em geral, essas formações apresentam secas sazonais, com vegetação adaptada, distribuições complexas e, quando comparada às florestas tropicais úmidas, apresentam poucos estudos relacionados aos mais variados temas, como fertilidade do solo, biodiversidade, dinâmica populacional, estrutura genética e conservação.
                                            Estudos que avaliem a distribuição geográfica da variabilidade genética de espécies dessas regiões abertas, sobretudo daquelas espécies filogeneticamente relacionadas que compartilham atributos ecológicos e traços comuns de história evolutiva, podem fornecer informações importantes sobre as respostas demográficas das populações adaptadas ao estresse hídrico durante oscilações climáticas passadas. Entretanto, por vezes a ampla distribuição geográfica das espécies dificulta uma correta avaliação dos aspectos ecológicos e evolutivos das populações, devido principalmente à dificuldade em se acessar as populações naturais ao longo de toda sua extensão. Uma saída é o uso de coleções biológicas, e em especial as exsicatas de plantas, pois permite a obtenção de amostras de uma grande variedade taxonômica e geográfica, sendo especialmente útil em estudos de espécies com ampla distribuição.
                                            Para melhor compreender os processos relacionados a origem, evolução e manutenção da biodiversidade dessas formações abertas brasileiras, estudamos os padrões fenológicos (por meio de registros de herbários) e filogeográficos (aliados com modelagem de nicho ambiental) de duas espécies arbóreas do Cerrado (Leptolobium dasycarpum e L. elegans, Leguminosae - Papilionoideae), e também avaliamos a estrutura genética populacional de uma espécie de cacto (Echinopsis rhodotricha, Cactaceae — Trichocereeae) presente no Chaco brasileiro.
                                            As duas espécies de Leguminosae apresentaram uma tendência para a floração e frutificação tardia com o aumento da chuva, porém, a temperatura parece ter influenciado apenas a floração de L. dasycarpum, levando à um aumento da data de floração.
                                            As análises filogeográficas baseadas em regiões do DNA cloroplastidial e nuclear revelaram o compartilhamento de haplótipos entre L. dasycarpum e L. elegans. As populações são fortemente estruturadas, mas sem a formação de grupos geográficos diferenciados. As análises demográficas indicaram estabilidade populacional prolongada, corroborada pela modelagem de nicho ambiental das espécies.
                                            Por meio dos marcadores microssatélites desenvolvidos para Echinopsis rhodotricha vimos que, na região do Chaco brasileiro, essa espécie apresenta baixa estruturação populacional e índices de diversidade genética semelhantes a outras espécies de Cactaceae. Além disso, a amplificação desses marcadores em outras espécies de Cactaceae foi bem-sucedida, sobretudo nos exemplares pertencentes à tribo Trichocereeae, contribuindo para a realização de estudos de estrutura populacional, diversidade genética e fluxo gênico em populações de outras espécies de cactos que ocorrem na região.
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                                            Effects of habitat loss and fragmentation on small mammals in a tropical South-American Savanna: an ecological and functional approach
                                            Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                            Tipo Tese
                                            Data 22/09/2015
                                            Área ECOLOGIA
                                            Orientador(es)
                                            • Nilton Carlos Caceres
                                            Coorientador(es)
                                              Orientando(s)
                                              • Geruza Leal Melo
                                              Banca
                                              • Cristian de Sales Dambros
                                              • Daniel de Brito Candido da Silva
                                              • Leandro da Silva Duarte
                                              • Maurício Eduardo Graipel
                                              • Thomas Püettker
                                              Resumo A fragmentação e perda de habitat são as principais ameaças atuais a biodiversidade. Muitos estudos têm sido realizados com o intuito de investigar a resposta das espécies as alterações em seu habitat. Com a expansão do conhecimento na área, muitas questões ainda continuam sendo debatidas, seja pela divergência de resultados entre diferentes estudos ou pelo surgimento de novas teorias e hipóteses. Entre elas, a aplicabilidade da teoria de biogeografia de ilhas em áreas terrestres fragmentadas, limiares de extinção e fragmentação, hipótese do "habitat amount" e alterações na estrutura funcional e filogenética de metacomunidades em paisagens fragmentadas são questões ainda pertinentes. O Cerrado é considerado um "hotspot" para conservação da biodiversidade, porém poucos estudos têm sido conduzidos na região para avaliar o efeito da fragmentação sobre sua fauna, a despeito da rápida conversão de suas áreas naturais em áreas antropizadas nas últimas décadas. Nesta tese meu objetivo principal foi investigar a resposta de pequenos mamíferos do Cerrado à fragmentação e perda de habitat sob diferentes enfoques. Por meio de um extenso esforço de captura em 54 fragmentos florestais e em paisagens com variações na quantidade de cobertura vegetal, avaliei a resposta de roedores e marsupiais em relação à fragmentação (tamanho e isolamento do fragmento e quantidade de vegetação na paisagem). Mais especificamente, foram avaliados: 1- o efeito do tamanho do fragmento em paisagens de 22.500 ha com diferentes níveis de cobertura vegetal remanescente (10, 30 e 50%). 2 – testei a hipótese do "habitat amount" em paisagens locais (buffers de 250 a 6000 m de raio) utilizando subconjuntos dos pontos amostrais de forma a controlar a variação entre tamanho e isolamento do fragmento e quantidade de vegetação na paisagem. 3 - Avaliei como as comunidades respondem à fragmentação em uma perspectiva funcional e filogenética. De forma geral, meus resultados mostraram que a quantidade de vegetação na paisagem é o fator mais importante para predizer a riqueza de espécies, o tamanho do fragmento por sua vez teve um papel secundário. Já a abundância de espécies generalistas aumenta tanto em paisagens com menor quantidade de vegetação quanto em fragmentos menores. Meus dados corroboraram a hipótese do "habitat amount", ou seja, de forma geral quando controlei a variação na quantidade de vegetação na paisagem, o tamanho do fragmento e isolamento deixaram de ter efeito sobre a riqueza de espécies especialistas. Porém, encontrei relação com o tamanho de fragmento em paisagens com níveis intermediários de fragmentação. Ainda, a estrutura filogenética das comunidades sofreu alteração em relação ao tamanho de fragmento, sendo que em fragmentos menores marsupiais são mais abundantes que roedores, enquanto que os últimos são mais comuns em fragmentos maiores. Em relação à estrutura funcional das comunidades, o gradiente de fragmentação funcionou como filtro ambiental para as espécies. Por outro lado, locais mais preservados (em relação tanto ao tamanho do fragmento quanto à quantidade de vegetação) apresentaram maior diversidade funcional. Este é o primeiro estudo com esforço amostral substancial no Cerrado avaliando o efeito da fragmentação, com réplicas não só a nível de fragmento, mas também a nível de paisagem. Estes resultados evidenciam que a perda de habitat, e secundariamente a fragmentação, resultam em alterações substanciais nas comunidades de pequenos mamíferos sob diversos enfoques. Há alterações na riqueza, abundância, composição de espécies e estrutura funcional e filogenética em relação ao gradiente de fragmentação e perda de habitat. Estes resultados deverão auxiliar os tomadores de decisão sobre medidas de conservação nesta região tão diversa e única.
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                                              Fatores ambientais e espaciais explicam diferentes dimensões da beta diversidade em escalas espaciais distintas
                                              Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                              Tipo Tese
                                              Data 22/09/2015
                                              Área ECOLOGIA
                                              Orientador(es)
                                              • Franco Leandro de Souza
                                              Coorientador(es)
                                                Orientando(s)
                                                • José Luiz Massao Moreira Sugai
                                                Banca
                                                • Diego Jose Santana Silva
                                                • Fabio de Oliveira Roque
                                                • Fernando Rodrigues da Silva
                                                • Franco Leandro de Souza
                                                • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
                                                • Victor Lemes Landeiro
                                                Resumo A diversidade beta (β) refere-se à variação na composição de espécies e representa a
                                                ligação direta entre a diversidade alfa e gama. Tradicionalmente aborda-se a importância
                                                de fatores relacionados ao nicho, e estocásticos ganharam mais atenção após a
                                                publicação da teoria neutra e da difusão do conceito de metacomunidades. No primeiro
                                                capítulo dessa tese analisamos os padrões de diversidade beta taxonômica de anuros
                                                arborícolas e terrestres em escala espacial local, identificando a importância de
                                                processos determinísticos relacionados ao nicho das espécies e estocásticos relacionados
                                                à neutralidade das espécies nos padrões das metacomunidades. No segundo, analisamos
                                                os padrões de diversidade beta taxonômica e filogenética de anuros em geral, apenas da
                                                família Hylidae e apenas Leptodactylidae em escala continental, incluindo também
                                                fatores históricos como variável explicativa. Nossos resultados mostram a importância
                                                de utilizar os diferentes componentes dos índices de diversidade beta e de decompor a
                                                matriz resposta original em grupos de espécies com características funcionais
                                                semelhantes. Recomendamos que futuros estudos sobre padrões de diversidade beta
                                                utilizem fatores espaciais representados também por matrizes de distâncias menos
                                                custosas para a dispersão das espécies entre as unidades amostrais geradas a partir de
                                                dos dados de resistência imposta pela da paisagem na dispersão.

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                                                Análise trófica de comunidades de peixes em ambientes lóticos da bacia do rio Ivinhema, Alto Rio Paraná – Caracterização trófica, Estratégia Alimentar e Exploração do Nicho Trófico
                                                Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                                Tipo Tese
                                                Data 23/01/2015
                                                Área ECOLOGIA
                                                Orientador(es)
                                                • Yzel Rondon Súarez
                                                Coorientador(es)
                                                  Orientando(s)
                                                  • Lidiani Queli Lubas Ximenes
                                                  Banca
                                                  • Jerry Magno Ferreira Penha
                                                  • José Sabino
                                                  • Karina Keyla Tondato de Carvalho
                                                  • Lilian Casatti
                                                  • Rosana Mazzoni Buchas
                                                  Resumo A análise das características alimentares das espécies pode ser um ponto chave para o entendimento dos padrões estruturais de uma comunidade, pois a alimentação está diretamente relacionada com outros aspectos básicos da biologia das espécies como: a reprodução, o crescimento e a adaptação ao ambiente. Além da descrição da dieta, os estudos ecológicos necessitam de dados que permitam a compreensão da coexistência das espécies na comunidade, partindo do pressuposto que elas partilham os mesmos recursos e apresentam diversos mecanismos para evitar a competição inter e intraespecífica. Com objetivo de analisar o padrão trófico das espécies de peixes da Bacia do rio Ivinhema, este estudo foi organizado em dois capítulos elaborados a partir de um banco de dados de 13 anos de amostragens (2000 a 2012) realizadas ao longo da bacia. O primeiro capítulo foi elaborado com intuito de apresentar as características alimentares das espécies, determinar as guildas existentes na comunidade e as variações espaço-temporais na composição destas guildas. Os resultados evidenciaram que as espécies possuem uma grande variabilidade trófica que é afetada principalmente por alterações temporais na disponibilidade dos recursos e que mudanças altitudinais nos riachos têm forte influência na determinação das guildas encontradas. O segundo capítulo apresentou as estratégias alimentares das espécies, quantificando a amplitude trófica, a largura e a sobreposição de nicho alimentar. Verificou-se que a estratégia generalista é predominante na comunidade e que as espécies apresentam uma grande riqueza de itens explorados, porém com uma largura de nicho baixa e sobreposição alimentar intermediária. Concluímos que a comunidade de peixes da Bacia do rio Ivinhema apresenta um padrão de exploração dos recursos alimentares disponíveis, sendo que a maioria das espécies são oportunistas, apresentam uma alta flexibilidade alimentar que é influenciada por mudanças espaço-temporais na disponibilidade dos recursos e que a forma do uso dos recursos é um fator determinante para coexistência das espécies na comunidade.
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                                                  Estruturação da comunidade de artrópodes em plantas. Como se organizam os inquilinos de Byrsonima intermedia (Malpighiaceae) e seu efeito sobre o sucesso reprodutivo
                                                  Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                                  Tipo Tese
                                                  Data 19/12/2014
                                                  Área ECOLOGIA
                                                  Orientador(es)
                                                  • Josue Raizer
                                                  Coorientador(es)
                                                    Orientando(s)
                                                    • Augusto César de Aquino Ribas
                                                    Banca
                                                    • Andrea Cardoso de Araujo
                                                    • Camila Aoki
                                                    • Carlos Henrique Aguena Higa
                                                    • Marcelo de Oliveira Gonzaga
                                                    • Rogerio Rodrigues Faria
                                                    Resumo Ecologia de comunidades visa entender como grupos de espécies se
                                                    distribuem na natureza, demonstrando as formas como estes são
                                                    influenciados pelos componentes abióticos e bióticos. Nesta tese tratamos dos
                                                    fatores importantes para a estruturação de comunidades de artrópodes
                                                    associadas a arbustos de Byrsonima intermedia. Demonstramos como a
                                                    variação na massa de folhas, botões, flores e frutos, altura e biomassa acima
                                                    do solo dos arbustos de B. intermedia influenciam a estrutura da comunidade
                                                    de aranhas e testamos através de modelos nulos a co-ocorrência de grupos na
                                                    comunidade de artrópodes associados a este arbusto. Para responder como a
                                                    comunidade de aranhas varia em função da estrutura do habitat,
                                                    representada pela fenologia e altura de arbustos B. intermedia, coletamos
                                                    aranhas e aferimos a massa de botões, flores, frutos e folhas e a altura de 46
                                                    plantas. Utilizamos modelos nulos avaliando o índice V-ratio baseado na
                                                    presença ou ausência das famílias de herbívoros e predadores para os mesmos
                                                    46 arbustos. A composição em famílias de aranhas dependeu da estrutura do
                                                    habitat, apresentando um padrão de substituição de espécies ao longo dos
                                                    gradientes de fenologia e altura das plantas, independentemente da biomassa
                                                    destas plantas. Já os dois índices V-ratio foram diferentes do acaso para a
                                                    comunidade de herbívoros, mas não para predadores. Sugerimos que a alta
                                                    especificidade de herbívoros ao habitat, que também representa seu recurso
                                                    alimentar, aumenta a chance de competição, enquanto predadores por
                                                    apresentarem maior variabilidade quanto aos recursos alimentares e a escolha
                                                    de habitat, devem diminuir a possibilidade de competição, exibindo
                                                    distribuição aleatória entre os arbustos, e desta forma sendo estruturados pela
                                                    complexidade do habitat.
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                                                    Helminth parasites of amphibians: species richness and distribution in South America, and community ecology in Pantanal, Brazil
                                                    Curso Doutorado em Ecologia e Conservação
                                                    Tipo Tese
                                                    Data 21/11/2014
                                                    Área ECOLOGIA
                                                    Orientador(es)
                                                    • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                                    Coorientador(es)
                                                      Orientando(s)
                                                      • Karla Magalhães Campião
                                                      Banca
                                                      • Gustavo Graciolli
                                                      • José Luis Luque Alejos
                                                      • Juan Tomás Timi
                                                      • Paulo Roberto Guimarães Junior
                                                      • Ricardo Massato Takemoto
                                                      Resumo Este estudo investiga os padrões de riqueza e distribuição de helmintos parasitas de anfíbios em duas escalas
                                                      geográficas. Listamos os helmintos associados aos anfíbios da América do Sul (artigo 1) e a onze espécies de
                                                      anuros provenientes de uma região do Pantanal (artigo 4). Investigando a diversidade e padrão de interação,
                                                      encontramos uma correlação entre riqueza de helmintos e tamanho do hospedeiro, e um padrão aninhado
                                                      na rede de interações dos parasitos e anfíbios da América do Sul (artigo 2). Análises com hospedeiros do
                                                      Pantanal mostraram um padrão semelhante: relação positiva entre tamanho do hospedeiro e riqueza de
                                                      espécies de helmintos, e um padrão aninhado na rede de interações. Para anuros do Pantanal, descrevemos
                                                      também a diversidade taxonômica de parasitos, que não foi explicada pelas características do hospedeiro
                                                      (tamanho e hábito). A similaridade entre as comunidades de helmintos não foi explicada pela história
                                                      evolutiva dos hospedeiros. Um fator importante para a similaridade entre essas comunidades foi a baixa
                                                      especificidade, observada na maior parte das espécies de helmintos (artigo 5). O baixo grau de especificidade
                                                      foi observado também, mas em menor extensão, em anfíbios da América do Sul. Análises combinando
                                                      características de hospedeiros e parasitas mostraram que a especificidade dos helmintos é o principal
                                                      determinante do risco de coextinção de helmintos associados a anuros da América do Sul. (artigo 3). Um
                                                      outro fator importante na determinação da diversidade dos parasitos, é o ambiente em que o hospedeiro
                                                      está. Observamos no Pantanal, que anfíbios provenientes de uma área mais preservada (reserva ecológica)
                                                      tinham maior riqueza, prevalência e abundância de helmintos do que os coletados em uma área de pastagem
                                                      (artigo 6).
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